
Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Prefácio
Segue-me! E ele o seguiu…
“E passando, viu Levi, filho de Alfeu e disse-lhe: — Segue-me. E, levantando-se, o seguiu.” — (MARCOS, 2.14)
É interessante notar que, por todos os recantos onde Jesus deixou o sinal de sua passagem, houve sempre grande movimentação no que se refere ao ato de levantar e seguir.
André e Tiago deixam as redes para acompanhar o Salvador.
Mateus levanta-se para segui-lo.
Os paralíticos que retomam a saúde se erguem e andam.
Lázaro atende-lhe ao chamamento e levanta-se do sepulcro.
Em dolorosas peregrinações e profundos esforços da vontade, Paulo de Tarso procura seguir o Mestre Divino, entre açoites e sofrimentos, depois de se haver levantado, às portas de Damasco.
Numerosos discípulos do Evangelho, nos tempos apostólicos, acordaram de sua noite de ilusões terrestres, ergueram-se para o serviço da redenção e demandaram os testemunhos santificados no trabalho e no sacrifício.
Isso constitui um acervo de lições muito claras ao espírito religioso dos últimos tempos.
A maioria dos cristãos vai adotando, em quase todos os seus trabalhos, a lei do menor esforço.
Muitos esperam pela visita pessoal de Jesus no conforto das poltronas acolhedoras; outros fazem preces por intermédio dos discos.
Há os que desejam comprar a tranquilidade celeste com as espórtulas generosas, como também os que, sem nenhum trabalho em si próprios, aguardam intervenções sobrenaturais dos mensageiros do Cristo pelo bem-estar de sua vida.
Pergunta a ti mesmo se estás seguindo a Jesus ou apenas às normas do culto externo do teu modo de filiação ao Evangelho. Isso é muito importante, porque levantar e renovar-se ainda é o nosso lema.
Emmanuel
(Reformador, janeiro de 1942, p. 1)
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