Mostrando postagens com marcador mensagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mensagem. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Oferenda - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3 - Alegria



Joanna de Ângelis - Livro Oferenda - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3


Alegria


Toda a Boa Nova é uma epopeia de júbilos.

Nasce Jesus nos dias alegres de um recenseamento romano e morre durante os festejos pascoais.

A Sua jornada é toda um hino de amor à vida, em que espocam infinitas alegrias nas criaturas humanas.

O Seu ministério faz-se enflorescido pelas bênçãos da alegria que Ele faculta a todos que O cercam.

Suas parábolas e palavras de engrandecimento moral e de libertação das paixões podem ser consideradas como um cântico de alegria para todos os seres.

Mesmo quando a ingratidão O fere e persegue, suas lágrimas são de piedade pelos homens, sem que abandone a perfeita alegria do amor que O une ao Pai.
 
Não digas que o Evangelho, chamando-te à responsabilidade e ao serviço do bem, toma-te entristecido.

Evita a sisudez e a carranca.

Cenho carregado, quase sempre reflete conflito íntimo, problema e amargura...

Quem trava contato com a lição de vida da Boa Nova, já não tem porque ser infeliz.

Sabendo que a vida física é transitória, converte as dores de hoje em esperanças de amanhã e exulta de sã alegria.

A alegria, porém, não deve ser confundida com a balbúrdia, a gargalhada nem o vozerio.

Ela se exterioriza na correta satisfação dos deveres cumpridos, na tranquilidade diante dos aparentes infortúnios, na confiança irrestrita do Bem, na harmonia íntima e no otimismo sem exagero diante das coisas.

Alegria é vitória sobre o receio e triunfo sobre as paixões.

Quem está informado da verdade, sabe; quem sabe, rejubila-se.
 
Faze da tua vida um exemplo de alegria para os outros.

Esparze o teu júbilo com os que choram, e contamina de alegria os que perderam as motivações para lutar, perseverando no dever, demonstrando-lhes que a noite é véspera do amanhecer, quanto a sombra é somente a ação da luz ausente.

Desperta no teu irmão interesse pela vida e estimula-o a fruir ajusta alegria de viver.

A tristeza não projeta luz no caminho em trevas. ,

O pessimismo mais dificulta a solução dos problemas.

A melancolia tisna a clara visão da realidade.

Contempla a natureza e alegra-te ante a exuberância da vida, em cor, som e beleza.
 
Se acolheres a alegria na alma, haverá sol no teu labor.

Em qualquer circunstância, alegra-te.

E mesmo que te advenha a desencarnação, anunciada através da enfermidade, alegra-te, porque ela será o veículo da tua plena e total libertação, para o ingresso no reino da alegria perfeita.


Joanna de Ângelis















terça-feira, 4 de agosto de 2026

Emmanuel - Livro Nosso Livro - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 26 - Estás aflito?



Emmanuel - Livro Nosso Livro - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 26


Estás aflito?


“Está alguém entre vós aflito? Ore.” (TIAGO, 5:13)


A maioria das pessoas inquietas pede alívio, apressadamente, como se a consolação real fosse obra de improviso, a impor-se de fora para dentro.

Se tens fé, meu amigo, aprende a orar nas situações difíceis. Toda aflição tem uma causa. Não é preciso, porém, que o médico ou o sacerdote venha indicá-la aos teus olhos.

Geralmente, nossas angústias se radicam em nossa própria leviandade no trato com a vida, quando não procede de reprováveis deslizes nas existências anteriores. Se o erro é de hoje, reparemo-lo, enquanto respiramos no caminho daqueles que ofendemos; se as sombras chegam de ontem, demonstremos coragem e valor moral, desfazendo-as, através do trabalho perseverante no bem.

Se a inquietação te bate à porta, busca a prece e medita. Amigos espirituais, benfeitores de tua paz íntima, acudirão em teu socorro, inspirando-te o roteiro a seguir, com palavras consoladoras e reconstrutivas, em forma de pensamentos santificantes.

Humilhaste alguém? Solicita desculpas e corrige o erro impensado.

Credores atormentam-te? Habitua-te a comer e vestir, de acordo com as tuas possibilidades e paga os teus débitos com paciência.

O desânimo absorve-te o coração? Lembra-te de que o tédio é um insulto à fraternidade humana, porque a dor e a necessidade, a tristeza e a doença, a pobreza e a morte não se acham longe de ti.

Há muito trabalho por fazer, além dos teus muros felizes. Ajusta-te ao ideal de servir por amor, sem espírito de recompensa e as tuas horas estarão repletas de abençoado serviço aos semelhantes.

De qualquer modo, nas aflições, não atires a tua cruz sobre os companheiros de tarefa. 

Ora, com serenidade, examina-te à claridade da verdadeira justiça e busca solucionar os problemas que te inquietam, usando os recursos divinos que o Senhor confiou a ti mesmo.


Emmanuel










Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Esperança - Divaldo Pereira Franco - Introdução



Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Esperança - Divaldo Pereira Franco

Introdução


A esperança é a segunda virtude teologal através da qual o cristão confia em receber a misericórdia de Deus na Terra, e a plenitude espiritual após a morte do corpo físico.

A esperança é efeito natural da fé, que lhe serve de suporte e vitalidade.

A vida, sem a esperança, descolore-se, perdendo as suas elevadas motivações, porquanto ela dá-lhe forças para enfrentar os desafios e vencer as vicissitudes que surgem a cada passo.

Por sua vez, é o estímulo para a ação da caridade que lhe sublima a aspiração.

O homem do mundo acumula decepções e amarguras que vitaliza mentalmente, desarmando-se dos valores estimulantes da esperança.

O cristão sobrepõe aos problemas afligentes os espaços enriquecidos de alegria, que recorda com frequência e deseja repeti-los, utilizando-se dos mecanismos vigorosos da esperança que lhes pode doar em experiências novas, quando se empenha com esforço e abnegação.

Reservando-se a oportunidade da reflexão em torno do bem, a esperança ressuma do seu íntimo e esplende em beleza, levantando-lhe o ânimo, encorajando-o e propelindo-o para o avanço.

Ninguém consegue viver com alegria sem o concurso da esperança.

Por isso mesmo, devem ser multiplicados os momentos de esperança na existência de todas as criaturas: esperança de melhores dias; esperança de realizações superiores; esperança de paz; esperança de elevação.

A cada tentativa de crer e esperar, o homem avança nas técnicas do otimismo e melhor encara a vida, harmonizando-se com ela.

Aprende a ver o lado melhor dos acontecimentos, não se amolenta ante o insucesso nem receia repetir a experiência.

A esperança faz-se-lhe a claridade que ilumina o caminho, quando as sombras campeiam.

Narra-se que um monge mendicante, sem abrigo, recolheu-se a uma gruta para o repouso noturno em esplendente paisagem banhada pelo luar.

Adormecido, foi vítima de um bandido que lhe furtou a capa de que se utilizava como agasalho.

O frio da madrugada despertou-o e, dando-se conta do infortúnio, porém fascinado pela claridade da lua, acercou-se da entrada da furna e, emocionando-se com o que viu, exclamou:

— Que bom, que o ladrão não me furtou a lua!

E, sorrindo, pôs-se a meditar.

Desesperar, nunca!

Nesta pequena Obra, reunimos vinte temas para os momentos de esperança do caro leitor, com votos de muito êxito.


Joanna de Angelis 

Salvador-BA, 8 de agosto de 1988.




















Irmão Saulo - Livro Diálogo dos Vivos - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Cap. 29 - Culpas - A escolha do espírito



Irmão Saulo - Livro Diálogo dos Vivos - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Cap. 29 - Culpas - A escolha do espírito


CULPAS


A Natureza aponta a culpa que começa:
Em cidade praiana, a legião pirata
Desembarca, saqueia, humilha, fere, mata…
Por nada se detém, por mais que se lhe peça…

Quantas vidas ao mar sob golpes à pressa!…
Incêndios e orações no horror que se desata…
Depois, vinho e prazer, os butins de ouro e prata
E as horas avançando ao tempo que não cessa…

Os séculos se vão marchando em luz e treva…
Um dia, em mar aéreo, enorme nave leva
Os piratas de outrora e a Justiça Divina…

Surge a morte no ar… A aflição se renova…
Preces, gemidos e ais de corações em prova…
E a Natureza apaga a culpa que termina.


Silva Ramos[1]


A ESCOLHA DO ESPÍRITO


A revelação do poeta Silva Ramos pode parecer absurda e até mesmo ofensiva para muitas pessoas. Pereceram na explosão do avião turco, sobre Paris, 345 pessoas. Três brasileiros estavam nesse número espantoso de vítimas. Como considerar todas elas criminosas, envolvidas em atos de pirataria? Convém lembrar que se trata de culpas remotas, de vidas anteriores. Quem pode, na Terra, examinando suas próprias tendências atuais, considerar que há cinco séculos tenha sido uma criatura virtuosa, incapaz de ações criminosas?

O Espiritismo ensina que os Espíritos escolhem e pedem as provas por que vêm passar na terra. Outra dúvida se levanta, mas já a vemos registrada na questão 266 de O Livro dos Espíritos. Kardec perguntou: “Não parece natural que os Espíritos escolham as provas menos penosas?” E os Espíritos Superiores responderam: “Para vós, sim, para o Espírito, não.” Nossas provas decorrem de nossa consciência. As leis de Deus, inscritas na consciência, levam o culpado a pedir o seu próprio castigo. Note-se a perfeição absoluta dessa justiça que não vem de fora, mas se processa de dentro para fora. O culpado é o seu próprio juiz, o mais severo dos juízes.

Por isso mesmo as provas mais graves não são imediatas. O Espírito do culpado precisa amadurecer moralmente para sentir o aguilhão da consciência e obedecê-lo. As provas coletivas reúnem criaturas que nos parecem incapazes de haver cometido atrocidades. Elas tiveram de atingir esse grau atual de evolução para terem a coragem heroica de submeter-se às expiações necessárias. Nessa perspectiva, como vemos, tudo se torna compreensível. As vítimas de hoje são almas purificadas que se redimem por vontade própria. Não são mais criminosas, são heroínas da evolução.

Silva Ramos usa o soneto para mostrar, numa síntese poética, o que podemos chamar de mecânica da prova. As ações do passado dão começo à culpa; os séculos de luz e treva desenvolvem os Espíritos nas experiências dolorosas; e, por fim, a culpa se apaga na prova coletiva em que todos se reúnem. As lentas depurações individuais se conjugam, no final, para o resgate coletivo em que a culpa é liquidada.


Irmão Saulo







Revelação de poeta [1] 
Motivos da explosão do DC-10 em Paris.

Regressávamos de ligeira viagem e reunimo-nos em oração, apenas três companheiros, após comentar o acidente aéreo ocorrido em Paris, no dia 3 deste mês (de março de 1974). Os sofrimentos de perto nos fazem meditar nos sofrimentos que se verificam longe de nós.

Ainda não refeitos das atribulações pelas quais todos passamos, com o incêndio de fevereiro, em São Paulo, reunimo-nos em prece para buscar, acima de tudo, compreensão para nós mesmos, de maneira a entendermos que a dor, em qualquer parte, vem das leis de Deus em benefício de nós próprios.

Abrimos O Livro dos Espíritos, antes de iniciar o nosso culto de oração e a questão 266 veio em nossa ajuda. Pensamos no assunto e, numa confortadora surpresa, recebemos a visita do poeta Silva Ramos que nos tomou a mão e escreveu o soneto que ele mesmo intitulou Culpas.

Ainda profundamente sensibilizados com o lamentável desastre, enviamos ao prezado amigo o soneto do poeta desencarnado, na ideia de que as suas anotações auxiliem-nos a desenvolver o nosso pensamento a respeito das desencarnações coletivas. (Francisco Cândido Xavier)







segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 24 - Disciplinai o Espírito



Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 24


Disciplinai o Espírito


Filhos, cogitando das coisas maiores, não vos descureis daquelas que considerais insignificantes.

A grande árvore se origina de minúscula semente.

O mais alto edifício não se levanta sem o concurso de anônimas pedras de alicerce.

O rio caudaloso é a somatória de humildes filetes d’água.

Nada, quando nasce, surge em sua forma definitiva.

Tudo parte de um pequeno ponto e, através do tempo, ocupa o espaço que lhe está determinado pelas leis do Universo.

Sedimentai-vos na experiência que vos habilita para compromissos de maior envergadura.

Disciplinai o espírito nas tarefas que, quase sempre, são desprezadas por quantos lhes desconhecem o valor no fortalecimento da vontade.

Quando alguém se encontra apto para cumprir obrigações de ordem mais elevada, a própria Vida se encarrega de lhas confiar através das circunstâncias que o requisitam.

Quando o homem não consegue ser o que é, onde está, inútil que ele tente ser mais, onde quer que esteja.

Quem não prova fidelidade nos encargos menores não se desincumbe com êxito daqueles cuja importância exige maior persistência e noção de responsabilidade.

Filhos, as atividades humildes da casa espírita são a vossa garantia de paz e equilíbrio íntimo. Dentro dela, não aspireis a nada além do que seja servir, sem que vos entregueis às discussões que costumam inutilizar as vossas oportunidades de ascese espiritual.

Silenciai os vossos rancores e considerai-vos os maiores necessitados, agradecendo ao Senhor a bênção do serviço espírita em que vos refugiais da tentação.

Demorai-vos mais longo tempo nas tarefas de assistência, antes que cogiteis daquelas que vos tornam alvo preferencial dos desafetos da Doutrina. E orai pelos companheiros de ideal que, na linha de frente do combate, tantas vezes tombam, alvejados pelos dardos ensandecidos das trevas.


Bezerra de Menezes












Emmanuel - Livro Espera Servindo - Chico Xavier - Cap. 27 - Reinício



Emmanuel - Livro Espera Servindo - Chico Xavier - Cap. 27


Reinício


Se te afastaste da seara do bem, é importante que te lembres:

por mais ásperos te hajam sido os contratempos e os desenganos;

por maiores que sejam os erros e as provações nos quais te precipitaste, nada te impede voltar ao trabalho do recomeço.

Basta te dirijas para a porta do bem ao próximo e a Caridade te receberá de braços abertos.


Emmanuel











Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 21 - Esquece



Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 21


Esquece


Se desejas a paz de consciência por princípio de felicidade, aprende a perdoar.

Ressentimentos alimentados geram desequilíbrios espirituais e envenenam a organização física.

O esquecimento da ofensa é como o rio que leva os detritos para longe, deixando pura a água onde saciamos a sede e nos revigoramos na harmonia.

Apaga da tua mente qualquer episódio menos feliz, superando-o com o esforço da vontade.

Amanhã, surgirão novas oportunidades de progresso, e se estiveres atado ao ressentimento, não lograrás aproveitá-las.

Segue de bem com a vida rogando ao Pai abençoe os que te ofenderam.

Lembra-te das vezes em que necessitamos do perdão alheio e oferece clemência ao agressor.

Somos todos membros de uma só família, cuja base do progresso é a caridade, onde se inclui o perdão por regra de convivência saudável.


Irmã Scheilla


















Emmanuel - Livro da Esperança - Chico Xavier - Cap. 69 - Conjunto



Emmanuel - Livro da Esperança - Chico Xavier - Cap. 69


Conjunto


“Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo…” — JESUS "João, 17:24)

“Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos a obra! o arado está pronto; a terra espera; arai!” — (E.S.E. Cap. XX, 4)


Num templo espírita-cristão, é razoável anotar que todo trabalho é ação de conjunto.

Cada companheiro é indicado à tarefa precisa; cada qual assume a feição de peça particular na engrenagem do serviço, sem cuja cooperação os mecanismos do bem não funcionam em harmonia.

Indispensável apagar-nos pelo brilho da obra.

Na aplicação da eletricidade, congregam-se implementos diversos, mas interessa, acima de tudo, a produção da força, e, no aproveitamento da força, a grande usina é um espetáculo de grandeza, mas não desenvolve todo o concurso de que é suscetível, sem a tomada simples.

Necessário, assim, saibamos reconhecer por nós mesmos o que seja essencial a fazer pelo rendimento digno da atividade geral.

Orientando ou colaborando, em determinadas ocasiões, a realização mais importante que se nos pede é o esclarecimento temperado de gentileza ou a indicação paciente e clara da verdade ao ânimo do obreiro menos acordado, na edificação espiritual. 

Noutros instantes, a obrigação mais valiosa que as circunstâncias nos solicitam é o entendimento com uma criança, a conversação fraternal com um doente, a limpeza de um móvel ou a condução de um fardo pequenino.

Imprescindível, porém, desempenhar semelhantes incumbências, sem derramar o ácido da queixa e sem azedar o sentimento na aversão sistemática. Irritar-se alguém, no exercício das boas obras é o mesmo que rechear o pão com cinzas.

Administrar amparando e obedecer, efetuando o melhor!…  

Em tudo, compreender que o modo mais eficiente de pedir é trabalhar e que o processo mais justo de recomendar é fazer, mas trabalhar e fazer, sem tristeza e sem revolta, entendendo que benfeitorias e providências são recursos preciosos para nós mesmos. 

Em todas as empresas do bem, somos complementos naturais uns dos outros. O Universo é sustentado na base da equipe. Uma constelação é família de sóis. Um átomo é agregado de partículas.

Nenhum de nós procure destaque injustificável. Na direção ou na subalternidade, baste-nos o privilégio de cumprir o dever que a vida nos assinala, discernindo e elucidando, mas auxiliando e amando sempre.

O coração, motor da vida orgânica, trabalha oculto e Deus, que é para nós o Anônimo Divino, palpita em cada ser, sem jamais individualizar-se na luz do bem.


Emmanuel









(Reformador, janeiro de 1964, p. 20)

domingo, 2 de agosto de 2026

Marco Prisco - Livro Momentos de Decisão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 42 - É mais fácil



Marco Prisco - Livro Momentos de Decisão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 42


É mais fácil


"Por isso me comprazo nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias pelo Cristo; porque quando estou fraco, aí então sou forte." — PAULO (II Coríntios - 12:10)


Despreze o “senso-prático” dos triunfadores.

A auréola passageira da glória, muitas vezes; é construída com a lama em que se transformam muitas ambições.

Toda vez que você necessita realizar a modificação dos seus hábitos entre os companheiros, prefira a situação sacrificial dos seus interesses imediatos.

A aparente derrota do Cristo, na crucificação, transformou-se num grande sol de esperanças para o mundo inteiro. No entanto, os seus escarnecedores vitoriosos converteram-se em objeto de repulsa, através dos séculos. 

Conserve-se pobre de valores contábeis, preservando o tesouro da honra.

Quando você for constrangido a aceitar as adversas circunstâncias da vida, na Terra, aceite a posição de vítima, renunciando aos sonhos que lhe acenavam ante às perigosas ilusões.

Cobrindo-se de afrontas e desdenhando os tesouros de Tibério, avaliados em mais de seiscentos milhões de sestércios em ouro, Jesus ressurgiu da morte como a luz imperecível de todos os séculos, enquanto o imperador obsidiado confundiu-se na lama da sepultura imunda.

Não tema a cruz — receie a glória.

Não fuja à renúncia — acautele-se do prazer.

A fortuna é abençoada quando você lhe pode ser mordomo consciente.

O Mestre não nos falou dos perigos da pobreza, mas nos advertiu com severidade quanto às falaciosas grandezas da abastança.

Chore, pois, quando estiver no apogeu da glória, mas alegre-se, quando caminhar na dificuldade.

Quem tem, apresentará prestação de contas do uso aplicado, enquanto aquele que nada recebeu poderá relacionar os valores da própria dor, convertidos em auxílio para muitos, porque aqueles que aceitam a cruz da resignação descobrem a vereda para a eterna libertação.


Marco Prisco











sábado, 1 de agosto de 2026

Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 21 - Mar alto



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 21


Mar alto

 
“E, quando acabou de falar, disse a Simão: — Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar.” — (LUCAS, 5:4)


Este versículo nos leva a meditar nos companheiros de luta que se sentem abandonados na experiência humana.

Inquietante sensação de soledade lhes corta o coração.

Choram de saudade, de dor, renovando as amarguras próprias.

Acreditam que o destino lhes reservou a taça da infinita amargura.

Rememoram, compungidos, os dias da infância, da juventude, das esperanças crestadas nos conflitos do mundo.

No íntimo, experimentam, a cada instante, o vago tropel das reminiscências que lhes dilatam as impressões de vazio.

Entretanto, essas horas amargas pertencem a todas as criaturas mortais.

Se alguém as não viveu em determinada região do caminho, espere a sua oportunidade, porquanto, de modo geral, quase todo Espírito se retira da carne, quando os frios sinais de inverno se multiplicam em torno.

Em surgindo, pois, a tua época de dificuldade, convence-te de que chegaram para tua alma os dias de serviço em “mar alto”, o tempo de procurar os valores justos, sem o incentivo de certas ilusões da experiência material.

Se te encontras sozinho, se te sentes ao abandono, lembra-te de que, além do túmulo, há companheiros que te assistem e esperam carinhosamente.

O Pai nunca deixa os filhos desamparados, assim, se te vês presentemente sem laços domésticos, sem amigos certos na paisagem transitória do Planeta, é que Jesus te enviou a pleno mar da experiência, a fim de provares tuas conquistas em supremas lições.


Emmanuel










Joanna de Ângelis - Livro Em Busca da Verdade - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5.1 - Perder-se e achar-se



Joanna de Ângelis - Livro Em Busca da Verdade - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5.1


Perder-se e achar-se


O herói adormecido deve seguir adiante, procurar a própria identidade, sair da proteção do Pai misericordioso, a fim de viver as próprias experiências. Talvez não seja necessária a forma como o filho pródigo tomou a decisão, mas uma escolha decorrente da própria maturidade.

Quando se rompem os primeiros laços entre o filho e a mãe a criança começa a dizer não. A sua personalidade se vai formando, nasce a sua identidade que necessita de independência para o amadurecimento, para o enfrentamento dos próprios desafios.

O vínculo com o Pai, especialmente no sexo masculino, pode durar por muito tempo como submissão, medo, interesse pela herança, falta de iniciativa para as próprias necessidades que têm sido supridas sem qualquer esforço de sua parte. Transferindo sempre a responsabilidade dos seus atos ao Pai, o filho não cresce psicologicamente, mantendo uma forma de paraíso infantil, onde se sente bem, embora não realizado.

A experiência libertadora é essencial ao crescimento interior e pessoal, podendo ser realizada, no entanto, sem traumas, sem culpas, sem danos.

Não poucas vezes, nessa fantástica aventura da autoidentificação ocorre o perder-se, a fim de mais tarde achar-se.

A sombra em forma do eu-demônio apressa-se para que aconteça a ruptura, enquanto o eu-angélico aturde-se e introjeta a culpa, que ressumará do inconsciente quando o indivíduo perceber-se perdido e sofrido.

Normalmente ocorrem desenvolvimentos espontâneos e superiores na psique, quando se atinge a idade adulta, no entanto, nela existem fatores de compressão e de regressão, que se fazem vigorosos, demonstrando o erro em que se incidiu, abrindo espaço para as reflexões mais sérias destituídas do ego, facultando a corrigenda do erro, sem a perda das qualidades morais adquiridas. Antes, pelo contrário, graças a esses valores de enriquecimento interior, que ajudam no discernimento, que proporcionam o crescimento e contribuem com as forças necessárias para a reabilitação.

O ser amadurecido pela dor redescobre que tem um Pai misericordioso, que nem sequer o censurou quando ele partiu ou dificultou a sua viagem, mas que, com certeza o espera na sua afeição não ultrajada.

Essa conquista da consciência do si-mesmo é a chave mágica para a decisão de voltar para casa, de retornar às experiências de identificação com a vida. Já não se trata de uma volta à inocência, agora transformada em conhecimentos diversos, em sofrimentos dignificadores, em discernimento entre raga (a paixão, a ilusão) e a realidade.

Não bastam ser trabalhados o ego e a persona, fortalecidos e construídos muitas vezes pelas experiências existenciais, mas sobretudo o Self consciente. Quando se atinge a meia-idade essa reflexão faz-se inevitavelmente. No entanto, o mesmo fenômeno ocorre, também, na juventude, após alguns traumas e frustrações, desencantos e dissabores ante a realidade da vida.

Foi o que pensou e executou o Filho pródigo, no inferno em que se encontrava. Ele sabia onde estava o paraíso e o de que necessitava era o estímulo que se lhe apresentou como fome e humilhação, com a consequente possibilidade de morte.

Havendo perdido a própria identidade, todos os valores que lhe constituíam a raça, suas heranças, seus prejuízos e suas conquistas, ao trabalhar com porcos - animais imundos na sua crença - em servir a um pagão, pecando contra a fé religiosa - o seu Deus - a mais vergonhosa derrota havia sido essa, de natureza moral, cujos fatores de perturbação se lhe acrescentaram como desonra, descrédito, abandono, miséria física e econômica, defluentes daquela de natureza espiritual.

No processo de aquisição da consciência, por desconhecimento da realidade, por presunção e fatuidade, muitos perdem-se e transitam imaturos no prazer, desperdiçando a juventude e os tesouros que lhe são pertinentes, até o momento em que surge uma seca, faltam as energias para o prosseguimento e o indivíduo cai em si, avaliando tudo quanto tinha e de que não mais dispõe, sabendo que na terra longínqua onde vivia, tudo está em abundância.

Já não mais aspira à reconquista do que perdeu, porquanto há recursos que não retornam: energia, juventude, pureza de sentimentos, mas há outros que podem ser restaurados: dignidade, trabalho, renovação, novos logros.

No caso, em tela, servia ao Filho pródigo um lugar entre os trabalhadores, mas ele foi restaurado pelo pai que o reabilitou, que o vestiu e calçou com nobreza, que lhe pôs o anel de distinção e de união.

Tudo isto porque ele estava perdido e foi encontrado, estava morto e vivia.

Podemos considerar esse fato, igualmente como o do amor de Deus, em relação às suas criaturas, Seus filhos rebeldes que Lhe abandonam a casa paterna e fogem para o país longínquo da loucura e da ingratidão, entregando-se à ilusão com total olvido da sua origem divina, dissipando as forças elevadas que lhe são concedidas para o desenvolvimento espiritual, moral e intelectual, entregando-se ao servilismo com os animais imundos —as paixões primitivas - disputando as bolotas — insistindo no primarismo ancestral - porque está perdido, mas com possibilidades de autoencontrar-se.

Fazendo parte da trilogia dos perdidos - a ovelha, a dracma e o filho pródigo — essa parábola também é membro da tríade do encontro, da esperança, da misericórdia, do júbilo.

Achar-se é muito mais importante do que achar.

Acham-se coisas, animais e pessoas perdidos, no entanto, achar-se, quando se está perdido em si mesmo e não no espaço-tempo, é de relevância psicológica, de verdadeira cura, de reabilitação, de autoencontro, de amadurecimento para o estado numinoso.

Torna-se necessária, nesse momento, a imago Dei na consciência como parâmetro para sair-se do ego extravagante e ditador, recordando-se do Pai misericordioso que sempre aguarda e que, reencontrando o que estava perdido, rejubila-se, propõe e executa uma festa, mantendo a união que fora arrebentada quando o irresponsável fugiu para longe...

A persona está sempre mudando no processo existencial porque resulta das aquisições psicológicas e morais, embora o ego se demore na sua dominação, adquirindo recursos para interagir com as novas conquistas. Durante os períodos de mudanças biológicas, conforme referido anteriormente, essas mudanças sucedem-se com naturalidade, atingindo o clímax na fase adulta-velhice, quando o período é saudável.

Experiencia-se, na Terra atual, não mais o ciclo das culturas da vergonha e da culpa, mas o do narcisismo, do exibicionismo, da falta de censo e de pudor, da extravagância, do poder...

Apesar disso, a psique mantém a herança da culpa e da vergonha no inconsciente individual e mesmo quando anestesiada por circunstâncias e ocorrências casuais, locais, sociológicas, são sempre de breve período de duração, porque ressumam e se expressam de maneira patológica com transtornos de comportamento e síndromes de enfermidades defluentes de somatização.

É compreensível que o necessário sair de casa para tornar-se herói, não deva passar obrigatoriamente pelo insucesso, a depender, portanto, da maneira elegida para essa experiência.

Achar-se é uma necessidade do si-mesmo para desfrutar da alegria de viver, não sucumbindo em distúrbios de conduta, sempre lamentáveis e dolorosos.

Quando se pensa que o Cosmo possui um sistema de natureza moral, organizador, descobre-se alegremente que a vida oferece processos evolutivos que impulsionam ao engrandecimento pessoal e à plenitude ou individuação.

Pode-se alcançar esse crescimento sem que se passe compulsoriamente pelo insucesso do ego, pelas incertezas do Self, realizando-se a viagem de volta a casa, em clima de alegria.

Jesus concebeu e expôs a Parábola do Filho pródigo, assim como as duas outras, sobre os perdidos, para demonstrar que Ele viera para esses sofredores e desorientados, que Ele encontraria e reconduziria às suas origens, na doce expressão do Pai misericordioso, o que conseguiu com êxito retumbante, demonstrando, sub-repticiamente, aos seus antagonistas que, de alguma forma, eles estavam perdidos, mas que também estavam sendo encontrados, tendo a chance de retornar à casa paterna...

O desafio de Jesus prossegue na atualidade com as mesmas características, representadas no Seu chamamento à consciência de felicidade, naturalmente para aqueles que a perderam ou não a a tiveram, ante o crivo dos novos fariseus presunçosos e enganados em relação à vida e ao seu determinismo.

São, por enquanto, Filhos pródigos saindo da casa paterna, para desfrutar as heranças divinas no país longínquo.


Joanna de Ângelis













sexta-feira, 31 de julho de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. XIX - João Nunes Maia - Cap. 21 - Antipatias



Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. XIX - João Nunes Maia - Cap. 21 - Antipatias

 

939. Uma vez que os Espíritos simpáticos são induzidos a unir-se, como é que, entre os encarnados, frequentemente só de um lado há afeição e que o mais sincero amor se vê acolhido com indiferença e, até, com repulsão? Como é, além disso, que a mais viva afeição de dois seres pode mudar-se em antipatia e mesmo em ódio?

“Não compreendes então que isso constitui uma punição, se bem que passageira? Depois, quantos não são os que acreditam amar perdidamente, porque apenas julgam pelas aparências, e que, obrigados a viver com as pessoas amadas, não tardam a reconhecer que só experimentaram um encantamento material! Não basta uma pessoa estar enamorada de outra que lhe agrada e em quem supõe belas qualidades. Vivendo realmente com ela é que poderá apreciá-la. Tanto assim que, em muitas uniões, que a princípio parecem destinadas a nunca ser simpáticas, acabam os que as constituíram, depois de se haverem estudado bem e de bem se conhecerem, por votar-se, reciprocamente, duradouro e terno amor, porque assente na estima! Cumpre não se esqueça de que é o Espírito quem ama e não o corpo, de sorte que, dissipada a ilusão material, o Espírito vê a realidade.

“Duas espécies há de afeição: a do corpo e a da alma, acontecendo com frequência tomar-se uma pela outra. Quando pura e simpática, a afeição da alma é duradoura; efêmera a do corpo. Daí vem que, muitas vezes, os que julgavam amar-se com eterno amor passam a odiar-se, desde que a ilusão se desfaça.” (O Livro dos Espíritos) 


O ser humano se engana constantemente, principalmente no tocante ao amor. É preciso analisar mais a chamada sintonia que, no fundo, é o próprio amor. Ele faz parte de uma escala imensurável; cada degrau corresponde a um estado de alma, e a subida vai nos mostrando que ela é infinita, assinalando as posições das criaturas e fazendo-as sentir a verdade na sequência da subida.

Ao se encontrar uma criatura, principalmente do sexo oposto, pode-se sentir imediatamente uma grande afeição, que tanto pode ser pela presença física, quanto pela espiritual. Compete a cada indivíduo ser cauteloso em mostrar o que está pensando e sentindo naquele momento, para não cair em contradições.

Certamente que em muitos casos, encontramos pessoas pela primeira vez e sentimos antipatias por elas, no entanto, com o decorrer do tempo, modificamos nossos sentimentos, passando a amar tais criaturas, bem como se dá o contrário. A razão nos fala que tudo isso constitui processo de despertamento espiritual, e que não vamos permanecer sentindo antipatia; o nosso futuro é amar e nos confraternizar com todos os seres deste mundo em que moramos temporariamente e dos outros, tanto quanto de todos os reinos da natureza.

Devemos amar a Deus, como já falamos alhures, em todas as coisas, que essas coisas respondem a esse amor em sua dimensão de vida. Não deves te sentir culpado por teres antipatia por alguém; deves, sim, compreender esse sinal como sendo um aviso do que ocorre por dentro da tua vida. O que tens a fazer é buscar mudar na tua intimidade e esforçar-te para tal, que a própria natureza te ajudará na superação dos obstáculos naturais. Esses conflitos são normas de despertamento dos valores internos. Não deves tampouco culpar as entidades mal informadas sobre a verdade. Elas estão igualmente procurando, como todos nós, a verdade para se libertarem das incompreensões.

Ao encontrares novos companheiros e a antipatia surgir, é um sinal pedindo para parares e meditar, até que se abram em teu entendimento, vários processos da vida para nos educar e instruir. O próprio amor à primeira vista deve ser moderado. Em tudo, a posição de equilíbrio nos mostra melhores resultados; todas as paixões ardentes vêm de fonte mal informada, e todas as paixões desenfreadas nascem mais da matéria e pedem modificações. O homem elevado é sereno em tudo o que faz e pensa; ele ama, na mesma serenidade, a Deus em tudo.

Certamente que existem muitas modalidades de afeições, no entanto, tudo vem do Espírito. Somente ele, na posição de encarnado, ama ou odeia. Quando o Espírito se liberta do corpo na desencarnação, a matéria se funde na própria matéria, desfazendo-se da forma. Os elementos buscam seus iguais, fundindo-se e se transformando para a sua grandeza. Na própria matéria existe "antipatia" dos elementos, que vibram em diferentes ordens.

Em muitos casos, que podem ser comprovados, muitos que amam e que se diziam felizes em tais momentos, passam a odiar. Entrementes, com a compreensão da vida, com o passar dos milênios, passam a amar novamente, eternamente, pois esse é o caminho, a verdade e a vida para todas as criaturas de Deus. O ódio é transitório; o amor é eterno, em tudo que existe.

"Nestes jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos e paralíticos." (João, 5:3)

Na vibração do ódio somente existem cegos, coxos e paralíticos, mas, com Jesus, em se referindo ao amor, à simpatia, todos se curam da cegueira, das enfermidades e dos defeitos físicos, vivendo nas linhas da perfeita harmonia de vida.

Podemos afirmar que todos os acontecimentos contraditórios que se passam na vida da alma, são necessários para que ela chegue à região do amor, passando a amar. Não podemos julgar a ninguém porque deixou de amar determinada criatura de quem antes tanto gostava. As próprias ilusões são lições, para nos mostrar o verdadeiro caminho. Todos passam por essas diretrizes. Os Espíritos elevados sabem disso; por isso não julgam.


Miramez















Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 2 - Cristo-Luz



Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 2 - Cristo-Luz


"Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade que está situada sobre um monte." (Mateus, 5:14)

"E outra vez lhes falou Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; o que me segue não anda em trevas, mas terá o lume da vida." (João, 8:12)

Não faças acordança com as sombras, pois, elas serão capazes de subestimar os teus valores em germe no coração. Sabedoria é luz; procura-a em todos os níveis da tua capacidade. Educação é luz; busca-a em todas as direções ao teu alcance. Quem já sentiu as claridades do saber e a libertação pelo amor nunca mais tornará as trevas; e é neste empenho divino que buscaremos o Cristo, que acentuou com propriedade; Eu sou a luz do mundo.

Para nós, Jesus é verdadeiramente a Luz de três mundos: luz física, espiritual e íntima de todos os que vivem na Terra e com a Terra, de forma a libertar as almas nas faixas que lhes compete viver. É bom que façamos avaliação do Mestre diante das nossas necessidades, para que possamos sentir a Sua ausência no mau desempenho da vida, e retratarmos conosco mesmo, em uma conduta correta, como educação versus disciplina mais eficiente.

Prosseguindo a conversa, Jesus afirmou: Quem me segue não andará nas trevas. Quem tem o Senhor como guia recebe a Sua luz, como e certamente desperta em si uma luz inextinguível, que retrata a sua condição espiritual, e a Sua companhia em espírito e verdade.

Se estás entrando na iniciação espiritual, é justo apreciar vários fatores em seus próprios passos, fazendo-se necessário esquecer a conduta alheia e não gastar tempo com o tempo que já se foi; deixa o ontem, o hoje e o amanhã com as suas próprias demandas, e vive o eterno com as leis que te asseguram eternamente.

O ponto alto do Cristo no comando do planeta Terra e de seus habitantes é o conhecimento da Verdade, que nos liberta de tudo. Basta dizer que, por ela, as correntes da ignorância que se faziam nossa inquilina rompem, e neste fenômeno, circula em nós a harmonia cósmica, restabelecendo nas três dimensões o equilíbrio, que nos alicerça a existência, a exuberância da paz, a felicidade, a saúde e o amor, que facilitarão todos os outros dons em crescimento.

E adiante Jesus no mesmo tópico: Mas terá a luz da vida. Quem começa a conquistar a luz da vida, é um ser aprazível. Onde se encontre, notar-se-á manifestando no ar que se respira algo diferente; na sua palavra, sons enriquecidos de amor, e quem a ouve, não esquece, e na sua feição, uma luz irradia sem intervalos.

O homem ou espírito encarnado dotado da luz da vida é afável em todos os seus gestos, é sereno em todas as suas atividades, e a sua boca jamais fere alguém; livra-se com facilidade da tristeza, quando essa tenta invadir seu coração, e sua maior força está na humildade e no amor. Este homem é o homem-luz. Homem que respeita permanentemente os direitos dos outros, sem nada exigir para si, que confia nas possibilidades alheias, sem requerer confiança, que entende e pratica todos os preceitos do Cristo, sem que a sua inteligência possa oprimir os semelhantes a fazerem o mesmo, encontra no seu mundo íntimo trabalho de sobra, para não interferir na vida das pessoas, e se alegra quando alguém desavisado aponta algum erro no seu caminho, procurando imediatamente corrigi-lo.

Não entrega o seu corpo ao leito de descanso sem orar com humildade ao Todo Poderoso, agradecendo tudo que recebeu no decurso do dia; jamais dorme contrariado, entrando em completo relax, sentindo-se como se fosse um sol na carne, e agradecendo igualmente ao corpo pelo que fez durante o dia.

Estende os pensamentos às estrelas, buscando Deus, buscando Cristo, buscando Luz, porque também já é uma Luz. 

E nesta feição divina, devemos recordar cheios de alegria: 

De novo lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.


Miramez












Fonte: Cristos

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Taça de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 23 - Saibamos agradecer



Emmanuel - Livro Taça de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 23


Saibamos agradecer


Aprendamos a agradecer no círculo das criaturas limitadas que ainda somos, a fim de recebermos o socorro dos Mensageiros Divinos cuja sublimidade ainda não conseguimos compreender.

Cada coração que palpita conosco, amparando-nos a jornada é alguém da Vida Superior induzindo-nos à felicidade.

A ternura de nossa mãe…

A benevolência de nosso pai…

O devotamento da esposa…

A assistência do companheiro…

O carinho do irmão…

A devoção do mestre…

A generosidade do amigo…

A direção do chefe…

O concurso do servidor…

A paciência do médico…

A tolerância do enfermeiro…

Não somente essas forças te assistem, cada hora, assegurando-te interesse e estímulo à existência…

para estender a caridade sem ruído, como quem sabe que ajudar aos outros é enriquecer a própria existência;

para persistir nas boas obras sem reclamações e sem desfalecimentos, em todos os ângulos do caminho;

para negar a nossa antiga vaidade e tomar, sobre os próprios ombros, cada dia, a cruz abençoada e redentora de nossos deveres, marchando, com humildade e alegria, ao encontro da vida sublime…

A indicação honrosa nos felicita.

Nossa presença nos estudos do Evangelho expressa o apelo que flui do Céu para as nossas consciências.

Chamados para a luz e escolhidos para o trabalho. Eis a nossa posição real nas bênçãos do “hoje”. E se quisermos aceitar a escolha com que fomos distinguidos, estejamos certos igualmente de que, em breve, “amanhã” comungaremos felizes com o nosso Mestre e Senhor.


Emmanuel