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sábado, 19 de setembro de 2026

Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Vol. II - Comentários ao Evangelho segundo Marcos - Chico Xavier - Cap. 70 - O maior



Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Vol. II - Comentários ao Evangelho segundo Marcos - Chico Xavier - Cap. 70


O maior


Ainda e sempre, a vaidade humana prossegue na caça incessante aos títulos máximos na Terra.

Cartazes da imprensa e programas radiofônicos na atualidade cogitam de campeões variados que brilham, passageiros, na ribalta do mundo.

O maior pensador…

O maior cientista…

O maior industrial…

O artista maior…

E o campo de realizações terrestres, copiando-lhes o impulso, apresenta com garbo os seus expoentes mais altos…

O maior arranha-céu…

O maior transatlântico…

O maior espetáculo…

A fortuna maior…

Todavia, semelhantes pruridos de evidência terrestre não são novos.

Há quase vinte séculos, surgiam eles igualmente no colégio dos seguidores humildes do Senhor.

Nem mesmo os aprendizes do Evangelho, despretensiosos e simples conseguiram fugir à tentação do destaque pessoal.

Eles próprios, na antevisão do paraíso, indagaram do Mestre, com desassombro inconsciente: — Quem seria o maior no Reino dos Céus? 

E a resposta do Cristo, ainda hoje, é um desafio à nossa fé.

O maior no Reino do Amor será sempre aquele que se fizer o servo infatigável de todos, aquele que, em se esquecendo, oferece aos outros a própria alegria que não possui, e que, em se ajustando à máquina do bem, possa apagar-se, contente e anônimo, atendendo, no lugar que lhe é próprio, a tarefa que o Senhor lhe determina…

Se procuras, desse modo, a comunhão com Jesus, onde estiverdes, olvida a ti mesmo pela glória de ser útil.

Ajuda, aprende, ampara, compreende, crê e espera cada dia…

E, servindo sempre, encontrarás com o Mestre Divino a felicidade perfeita, penetrando com Ele o segredo sublime da cruz, pelo qual, em se rendendo à suprema renúncia, fez-se a luz das nações e a esperança da Humanidade inteira.


Emmanuel







(Reformador, novembro 1955, página 245)

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 46 - Crescei



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 46


Crescei


“Antes crescei na graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador, Jesus-Cristo.” — PEDRO. (2 Pedro, 3:18)


A situação de destaque preocupa constantemente a ideia do homem.

O próprio mendigo, esfarrapado e faminto, muita vez permanece, orgulhoso, na expectativa de realce no Céu.

Habitualmente, porém, toda ansiedade, nesse particular, é propósito mal dirigido objetivando crescimento ao inverso.

Não seria, propriamente, o ato de se desenvolver, mas de inchar.

Nessa mesma pauta, muitos aprendizes irrequietos pleiteiam altas remunerações financeiras, favores do dinheiro fácil, elevação aos postos de autoridade, invocando a necessidade de crescer para maior eficiência no serviço do Cristo.

Isto contudo, quase sempre é pura ilusão.

Materializadas as exigências, transformam-se em servidores rodeados de impedimentos.

O Mestre Divino, que organizou a vida planetária ao influxo do Eterno Pai, possui suficiente poder, e, para a execução de sua obra, não se demoraria à espera de que esse ou aquele dos aprendizes se convertesse em especialista em determinados negócios do mundo.

O crescimento, a que o Evangelho se reporta, deve orientar-se na virtude cristã e no conhecimento da vontade divina.

Aprenda cada um a sua parte, na esfera de nossos deveres com Jesus. Atenda ao programa de edificação que lhe compete, ainda que se encontre sozinho ou perseguido pela incompreensão dos homens e, então, estará crescendo na graça e no discernimento para a vida imortal.


Emmanuel














sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Neio Lúcio - Livro Alvorada Cristã - Chico Xavier - Cap. 16 - A trilogia bendita



Neio Lúcio - Livro Alvorada Cristã - Chico Xavier - Cap. 16


A trilogia bendita


Em tempos remotos, o Senhor vinha ao mundo frequentes vezes entender-se com as criaturas.

Certa vez, encontrou um homem irado e mau, que outra coisa não fazia senão atormentar os semelhantes. Perseguia, feria e matava sem piedade. Quando esse Espírito selvagem viu o Senhor, aproximou-se atraído pela luz d’Ele, a chorar de arrependimento.

O Cristo, bondoso, dirigiu-lhe a palavra:

— Meu filho, por que te entregaste assim à perversidade? Não temes a justiça do Pai? Não acreditas no Celeste Poder? A vida exige fraternidade e compreensão.

O malfeitor, que se mantinha prisioneiro da ignorância, respondeu em lágrimas:

— Senhor, de hoje em diante serei um homem bom.

Alguns anos passaram e Jesus voltou ao mesmo sítio. Lembrou-se do infeliz a quem havia aconselhado e buscou-o. Depois de certa procura, foi achá-lo oculto numa choça, extremamente abatido. Interpelado quanto à causa de tão lamentável transformação, o mísero respondeu:

— Ai de mim, Senhor! Depois que passei a ser bom, ninguém me respeitou! Fiz-me escárnio da rua… Tenho usado a compaixão e a generosidade, segundo me ensinaste, mas em troca recebo apenas o ridículo, a pedrada e a dilaceração…

O Mestre, porém, abençoou-o e falou:

— O teu lucro na eternidade não será pequeno com o sacrifício. Entretanto, não basta reter a bondade. É necessário saber distribuí-la. 

Para bem ajudar, é preciso discernir. Realmente é possível auxiliar a todos. Contudo, se a muita gente devemos ternura fraterna, a numerosos companheiros de jornada devemos esclarecimento enérgico.   

Estimularemos os bons a serem melhores e cooperaremos, a benefício dos maus, para que se retifiquem. 

Nunca observaste o pomicultor? Algumas árvores recebem dele irrigação e adubo; outras, no entanto, sofrerão a poda, a fim de serem convenientemente amparadas.

O Senhor retirou-se e o aprendiz retomou a luta para conquistar o conhecimento.

Peregrinou através de muitos livros, observou demoradamente os quadros da vida e recebeu a palma da ciência.

Os anos correram apressados, quando o Cristo regressou e procurou-o, novamente.

Dessa vez, encontrou-o no leito, enfermo e sem forças.

Replicando ao Divino Amigo, explicou-se:

— Ai de mim, Senhor! Fui bom e recebi injustiças, entesourei a ciência e minhas dificuldades cresceram de vulto.

Aprendi a amar e desejar em sã consciência, a idealizar com o Plano superior, mas vejo a ingratidão e a discórdia, a dureza e a indiferença com mais clareza. Sei aquilo que muita gente ignora e, por isto mesmo, a vida tornou-se-me um fardo insuportável…

O Mestre, porém, sorriu e considerou:

— A tua preparação para a felicidade ainda não se acha completa. Agora, é preciso ser forte. Acreditas que a árvore respeitável conseguiria viver e produzir, caso não soubesse tolerar a tempestade?  

A firmeza interior, diante das experiências da vida, conferir-te-á o equilíbrio indispensável. Aprende a dizer adeus a tudo o que te prejudica na caminhada em direção da luz divina e distribuirás a bondade, sem preocupações de recompensa, guardando o conhecimento sem surpresas amargas. Sê inquebrantável em tua fé e segue adiante!

O aprendiz reergueu-se e nunca mais experimentou a desarmonia, compreendendo, enfim, que a bondade, o conhecimento e a fortaleza são a trilogia bendita da felicidade e da paz.


Neio Lúcio












Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. XVIII - João Nunes Maia - Cap. 51 - Caracteres do Espírito Elevado



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. XVIII - João Nunes Maia - Cap. 51


Caracteres do Espírito Elevado


918. Por que indícios se pode reconhecer em um homem o progresso real que lhe elevará o Espírito na hierarquia espírita?

“O espírito prova a sua elevação, quando todos os atos de sua vida corporal representam a prática da lei de Deus e quando antecipadamente compreende a vida espiritual.”

A.K.: Verdadeiramente, homem de bem é o que pratica a lei de justiça, amor e caridade, na sua maior pureza. Se interrogar a própria consciência sobre os atos que praticou, perguntará se não transgrediu essa lei, se não fez o mal, se fez todo o bem que podia, se ninguém tem motivos para dele se queixar, enfim se fez aos outros o que desejara que lhe fizessem.

Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem contar com qualquer retribuição, e sacrifica seus interesses à justiça. É bondoso, humanitário e benevolente para com todos, porque vê irmãos em todos os homens, sem distinção de raças, nem de crenças. Se Deus lhe outorgou o poder e a riqueza, considera essas coisas como UM DEPÓSITO, de que lhe cumpre usar para o bem. Delas não se envaidece, por saber que Deus, que lhas deu, também lhas pode retirar.

Se sob a sua dependência a ordem social colocou outros homens, trata-os com bondade e complacência, porque são seus iguais perante Deus. Usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com seu orgulho. É indulgente para com as fraquezas alheias, porque sabe que também precisa da indulgência dos outros e se lembra destas palavras do Cristo: Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado.

Não é vingativo. A exemplo de Jesus, perdoa as ofensas, para só se lembrar dos benefícios, pois não ignora que, como houver perdoado, assim perdoado lhe será. Respeita, enfim, em seus semelhantes, todos os direitos que as leis da Natureza lhes concedem, como quer que os mesmos direitos lhe sejam respeitados. (O Livro dos Espíritos)


Para reconhecer o Espírito elevado na escala espiritual, basta analisar a sua vida, porque a perfeição espiritual é o conjunto de todas as qualidades morais que a alma pode ter. Não basta somente ser bom; é necessário que se faça a bondade com amor, que se una amor com fraternidade, a fraternidade com a honestidade e essa com o trabalho digno. Assim, sucessivamente, a luz deve ser limpa de todas as trevas, para que a caridade não sofra interrupção.

O Espírito prova a sua elevação quando todos os seus atos de vida condizem com a lei de justiça e de amor. Quando antecipadamente compreende a vida espiritual, pode viver no Céu, mesmo pisando na Terra.

Verdadeiramente, o homem de bem é o que vive a lei de amor e de caridade, que esteja constantemente renunciando às coisas supérfluas e representa uma fonte de conhecimento, doando sempre ao que padece e ensinando aos ignorantes, é o que está sempre interrogando a sua consciência e analisando-se constantemente, buscando corrigir os seus maus pendores. Por onde passa, pratica a caridade e o amor ao próximo sem exigências pessoais. Ele anda por todos os caminhos, alegre, não blasfema quando a dor chega a sua porta, sacrifica todos os impulsos inferiores e não deixa lugar para os maus pensamentos.

É preciso que se veja irmãos em todos os seres, amando todas as coisas sem distinção. Se receberes o dom da riqueza, usa-a como sendo um empréstimo, sem desperdício, e comunga sempre com o bem que podes fazer. Tem complacência com os que não compreendem a verdade, esforçando-te no trabalho, onde a honestidade seja o clima de todos os deveres. Ignora a vingança e busca sempre perdoar, fazendo do perdão uma modalidade de amar, fazendo da fraternidade um meio de aproximação em todas as criaturas.

Não te esqueças de ativar a vida em toda parte com a lembrança de Jesus, porque somente Ele nos mostra Deus na sua realidade pura. Não te esqueças da citação evangélica da mulher adúltera, com sua lição imortal extraída por Jesus para a humanidade inteira. Deste modo, serás um homem de bem, influindo positivamente em toda a humanidade.

Granjeia amigos por toda parte, na verdadeira feição do Cristianismo. Sê atencioso com todas as crianças, transmitindo a elas tudo que a educação e o discernimento nos ensinou. Se compreenderes a lei e a praticares dentro da sua estrutura, podes acalmar todas as ventanias do mal que porventura surgirem em teu coração. Vamos ler Marcos, no capítulo quatro, versículo trinta e nove, nesta referência de Jesus:

E Ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar:

Acalma-te, emudece!

O vento se aquietou e fez-se grande bonança. Eis porque devemos praticar a lei de amor, para nos investirmos de poderes e dominarmos todos os ventos que não nasçam da fé em Cristo e do amor a Deus. Façamos o que disse e fez Jesus: "Quem quiser me encontrar, eu estou junto aos que sofrem, no meio dos estropiados, dos famintos, dos encarcerados, dos nus, acolhendo a todos, porque bem-aventurados são todos aqueles que padecem, porque eu os aliviarei. Volta a dizer: Eu sou o caminho, a verdade e a vida."


Miramez











Espírito Anônimo - Livro Chico Xavier, a aurora de uma vida entre o Céu e a Terra - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 15 - Ser bom



Espírito Anônimo - Livro Chico Xavier, a aurora de uma vida entre o Céu e a Terra - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 15


Ser bom


Ao fúlgido Espírito de D. Zilda Gama.

A glória de ser bom é a glória do Universo.
É a conquista do amor, em surtos peregrinos!
Ser bom é ser a luz que, em fachos purpurinos,
Aclara o coração nas trevas, submerso!

Ser bom é se elevar aos páramos divinos,
Onde o nosso viver tem curso bem diverso,
Onde o amor do bom Deus é fúlgido, disperso,
Quebrantando o amargor dos lúridos destinos!

Ser bom é ultrapassar as raias da ventura,
Sobrepor-se, afinal, à humana criatura
A trazer para sempre a alma redimida.

A glória de ser bom é a verdadeira glória!
É atingir o ideal, alcançando a vitória,
A vitória da luz na conquista da vida.


Espírito Anônimo
(F. Xavier)






A dedicatória expressa na introdução ("Ao fúlgido Espírito de D. Zilda Gama") foi uma respeitosa homenagem em vida direcionada à nobre escritora e também médium mineira Zilda Gama (1878–1969), que na época já despontava como uma das grandes referências da literatura espírita no Brasil.

16 de julho de 1929.








Irmão José - Livro Fé - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Carlos A. Baccelli - Cap. 19 - Justiça Divina



Irmão José - Livro Fé - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Carlos A. Baccelli - Cap. 19


Justiça Divina


Às vezes, perguntas entristecido: — valerá a pena ser bom nos caminhos da vida?

E, num átimo, inventarias ingratidões, decepções, calúnias…

Aquele a quem estendeste a mão ontem, é o mesmo a vilipendiar-te hoje…

Aquele a quem mataste a fome outrora, é o mesmo a escarnecer dos teus ideais agora…

Aquele que socorreste no lance difícil das próprias experiências, é a voz que se ergue para censurá-lo publicamente…

Aquele em quem confiaste cegamente, é o mesmo que, em te ludibriando, armou-te delicada situação…

Prossegue, contudo, obedecendo a voz da consciência.

Todos os que se dispõem a servir no mundo, inevitavelmente colherão dissabores…

Não tem sido assim com os paladinos da beneficência de todos os tempos?

Não esmoreças.

Em verdade, quando fazes o bem aos outros estarás fazendo-o a ti mesmo.

Pelos espinhos, não deixes de investir na própria felicidade.

A justiça pertence a Deus. O tempo falará por ti.


Irmão José

























Fonte: 

Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Pág. 88 - Luz no coração



Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Pág. 88


Luz no coração 


As sombras que recaem sobre a humanidade, no campo moral, nada mais são que a ausência do Evangelho nos corações das criaturas.

Daí a necessidade de uma vivência maior dentro dos padrões traçados por Jesus, por parte daqueles que já se encontraram com o Mestre.

A esses, cabe a tarefa de iluminação do planeta. 

Conforme o próprio Mestre asseverou, eles terão de ser o “sal da Terra”, conservando a elevação do pensamento e dando o sabor da fraternidade à vida de relação.

Se a tarefa parece difícil, é oportuno recordar que, sem o espírito de renúncia, desprendimento e disciplina, as dores da humanidade se agravariam ainda mais. 

As sombras, contudo, hão de ser passageiras, porque o sol do amor de Deus não deixará que a ignorância imponha, por muito tempo, seus efeitos nefastos aos homens de boa vontade e amantes da paz.

Se brutalidade ainda recrudesce, cabe aos seguidores do Cristo o desenvolvimento da concórdia, por meio do próprio exemplo, na prática dos ensinos evangélicos. 

Se a dor moral ainda persiste, como efeito dos enganos e da rebeldia, o alívio por meio do esclarecimento é o único caminho e o principal recurso a ser mobilizado.

Se o homem se ressente de seus atos cheios de sombras, cabe a ele mesmo reerguer-se para a luz de Deus, a fim de construir em sua consciência a cidadela de paz que o mundo deseja. 

Somente com o desenvolvimento do amor em níveis mais elevados, conseguirá o homem construir a sociedade livre das mazelas que hoje assolam os povos e retardam o progresso. 

Confiemos, porém, no amor do Pai, oferecendo nossos esforços, em nosso campo de atuação, para que a luz que todos desejamos venha a nascer dos nossos próprios corações.




Irmã Scheilla















Emmanuel - Livro Recanto de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 16 - Apoio



Emmanuel - Livro Recanto de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 16


Apoio


Não alegues defeitos
Deixando de servir.

Nem percas vida e tempo,
Fitando os próprios males.

Remédio em teu remédio
É o bem que distribuas.

Esquece-te e confia,
Serviço é cura e paz.

Cada rosa no barro
É uma explosão de luz.

Quando te faltem forças,
Deus te sustentará.


Emmanuel












quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 81 - Cristo-reforma



Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 81


Cristo-reforma


"Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena no vosso falar." — PAULO. (Colossenses, 3:8).

Cristo-reforma é força de modificação no coração da criatura; são linhas de entendimento de Deus para os homens, que se fortalecem pelo exercício do amor, que avança na sua pureza, peculiar aos anjos.

Paulo, falando aos Colossenses, acentua com propriedade que eles deveriam despojar-se do homem velho, cedendo lugar ao novo homem, cheio de glória, por ser uma alma manifestada no mundo pela força de Cristo, a dominar a sua própria vida.

Quem conhece Jesus, certamente que se esquece da ira, pois ela modifica o empenho natural que temos para o bem; e essa indignação turva a nossa mente, não nos deixando ver mais além de onde promana a esperança e a fé.

A indignação corrompe o ambiente de paz que os Céus nos dão, transmutando-se em maldade, e a maldade escraviza a criatura que a gera e produz um magnetismo tão inferior, que nos faz perder, por vezes, a consciência; eis que aí, a nossa boca começa a ser instrumento de perdição pela maledicência, e a linguagem obscena domina o nosso falar.

Chega o momento de o Cristo reformar o nosso modo de ser, aproveitando alguns instantes que cedemos ao amor, para falar conosco no silêncio d’alma. E suas palavras se acomodam em nós como ondas divinas, a nos preparar para o grande futuro, como sementes de Deus no solo humano; cada vez que pensamos em coisas elevadas, quando a caridade e o amor brilham em nós, é como que chuva no plantio do Senhor, e a árvore da vida começa a crescer de forma espetacular, mas visível aos nossos sentidos espirituais, a refletir no nosso mundo físico.

É o Cristo crescendo em nossos corações, e a sua voz vai ficando cada vez mais clara e precisa, naquele comando que todos os discípulos do Seu amor conhecem, cedendo a Sua magnânima vontade.

Não fiquemos alheios a essa verdade; apeguemo-nos ao Cristo-reforma e deixemos que Ele trabalhe dentro do nosso coração, como já fez com inúmeras criaturas, crescendo na lavoura imensa do nosso mundo, em nome de Deus; deixemos que ele invada a nossa consciência, a domar as nossas paixões, se as tivermos, e a semear o trigo da Vida, enriquecendo a nossa vida da vida do Pai Celestial.

Não nos entreguemos as paixões do mundo, nem nos deixemos dominar pelos vícios da terra; cultivemos a oração todos os dias, no silêncio do santuário d’alma, que alguém invisível nos guiará para saudáveis caminhos.

O pedido mais urgente dos benfeitores espirituais que nos comanda a todos é o mesmo pedido que o Homem de Damasco fez aos colossenses há quase dois mil anos; meditemos nele, pois esse condicionamento é divino, engenhosa e segura a sua eficácia, ajudando-nos a nos libertar da pesada cruz das provações e dos cravos dos infortúnios:

Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isso; ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena no vosso falar.


Miramez













Fonte: Cristos

Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 115 - Embaixadores do Cristo



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 115


Embaixadores do Cristo


“De sorte que somos embaixadores da parte do Cristo.” — PAULO. (2 Coríntios, 5:20)


Na catalogação dos valores sociais, todo homem de trabalho honesto é portador de determinada delegação.

Se os políticos e administradores guardam responsabilidades do Estado, os operários recebem encargos naturais das oficinas a que emprestam seus esforços.

Cada homem de bem é mensageiro do centro de realizações onde atende ao movimento da vida, em atividade enobrecedora.

As ruas estão cheias de emissários das repartições, das fábricas, dos institutos, dos órgãos de fiscalização, produção, amparo e ensino, cujos interesses conjugados operam a composição da harmonia social.

É necessário, contudo, não esquecermos que os valores da vida eterna não permaneceriam no mundo sem representantes.

Cristo possui embaixadores permanentes em seus discípulos sinceros.

Importa considerar que na presente afirmativa de Paulo de Tarso não vemos alusão ao sacerdócio presunçoso.

Todos os colaboradores leais de Jesus, em qualquer situação da vida e no lugar mais longínquo da Terra, são conhecidos na sede espiritual dos serviços divinos.   

É com eles, cooperadores devotados e muita vez desconhecidos dos beneficiários do mundo, que se movimenta o Mestre, cada dia, estendendo o Evangelho aplicado entre as criaturas terrestres, até à vitória final.

Entendendo esta verdade, consulta as próprias tendências, atos e pensamentos. Repara a quem serves, porque, se já recebeste a Boa Nova da Redenção, é tempo de te tornares embaixador de sua luz.


Emmanuel













quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 58 - Discípulos



Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 58


Discípulos


“E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.” — JESUS. (Lucas, 14:27)

Os círculos cristãos de todos os matizes permanecem repletos de estudantes que se classificam no discipulado de Jesus, com inexcedível entusiasmo verbal, como se a ligação legítima com o Mestre estivesse circunscrita a problema de palavras.

Na realidade, porém, o Evangelho não deixa dúvidas a esse respeito.

A vida de cada criatura consciente é um conjunto de deveres para consigo mesma, para com a família de corações que se agrupam em torno dos seus sentimentos e para com a Humanidade inteira.

E não é tão fácil desempenhar todas essas obrigações com aprovação plena das diretrizes evangélicas.

Imprescindível se faz eliminar as arestas do próprio temperamento, garantindo o equilíbrio que nos é particular, contribuir com eficiência em favor de quantos nos cercam o caminho, dando a cada um o que lhe pertence, e servir à comunidade, de cujo quadro fazemos parte.

Sem que nos retifiquemos, não corrigiremos o roteiro em que marchamos.

Árvores tortas não projetam imagens irrepreensíveis.

Se buscamos a sublimação com o Cristo, ouçamos os ensinamentos divinos. 

Para sermos discípulos Dele é necessário nos disponhamos com firmeza a conduzir a cruz de nossos testemunhos de assimilação do bem, acompanhando-lhe os passos.

Aprendizes existem que levam consigo o madeiro das provas salvadoras, mas não seguem o Senhor por se confiarem à revolta através do endurecimento e da fuga.

Outros aparecem, seguindo o Mestre nas frases bem-feitas, mas não carregam a cruz que lhes toca, abandonando-a à porta de vizinhos e companheiros.

Dever e renovação.

Serviço e aprimoramento.

Ação e progresso.

Responsabilidade e crescimento espiritual.

Aceitação dos impositivos do bem e obediência aos padrões do Senhor.

Somente depois de semelhantes aquisições é que atingiremos a verdadeira comunhão com o Divino Mestre.


Emmanuel














Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 155 - Contra a insensatez



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 155


Contra a insensatez


“Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?” — PAULO. (Gálatas, 3:3).


Um dos maiores desastres no caminho dos discípulos é a falsa compreensão com que iniciam o esforço na região superior, marchando em sentido inverso para os círculos da inferioridade. Dão, assim, a ideia de homens que partissem à procura de ouro, contentando-se, em seguida, com a lama do charco.

Semelhantes fracassos se fazem comuns, nos vários setores do pensamento religioso.

Observamos enfermos que se dirigem à espiritualidade elevada, alimentando nobres impulsos e tomados de preciosas intenções; conseguida a cura, porém, refletem na melhor maneira de aplicarem as vantagens obtidas na aquisição do dinheiro fácil. 

Alguns, depois de auxiliados por amigos das Esferas sublimadas, em transcendentes questões da vida eterna, pretendem atribuir a esses mesmos benfeitores a função de policiais humanos, na pesquisa de objetivos menos dignos.

Numerosos aprendizes persistem nos trabalhos do bem; contudo, eis que aparecem horas menos favoráveis e se entregam, inertes, ao desalento, reclamando prêmio aos minguados anos terrestres em que tentaram servir na lavoura do Mestre Divino e plenamente despreocupados dos períodos multimilenários em que temos sido servidos pelo Senhor.

Tais anomalias espirituais que perturbam consideravelmente o esforço dos discípulos procedem dos filtros venenosos compostos pelos pruridos de recompensa.

Trabalhemos, pois, contra a expectativa de retribuição, a fim de que prossigamos na tarefa começada, em companhia da humildade, portadora de luz imperecível.


Emmanuel












Casemiro Cunha - Livro Cartas do Evangelho e outros poemas - Chico Xavier - 1ª Parte - Cap. 25 - Carta aos discípulos



Casemiro Cunha - Livro Cartas do Evangelho e outros poemas - Chico Xavier - 1ª Parte - Cap. 25


Carta aos discípulos


Se és discípulo sincero
Do Evangelho de Jesus
Não deponhas no caminho
O peso de tua cruz.

Pelo fato de estudares
Nesse roteiro de amor,
Encontrarás na tarefa
O cálice de amargor.

É que quanto mais te eduques
Nos esforços da ascensão,
Mais sofrerás com o duelo
Do egoísmo e da ambição.

Pensando no Amado Mestre,
Ponderando-Lhe a bondade,
Hás de chorar, vendo o mundo
No abismo da iniquidade.

Terás dor, porquanto, em paz,
Nunca feres, nem odeias.
Sentido contigo próprio
As amarguras alheias.

Vai com fé pelo caminho,
Leva a charrua na mão,
Trabalha, guardando o Cristo
No fundo do coração.

Desconfia da lisonja.
Esquece o que te ofender.
Coloca, acima dos homens
O que te cumpre fazer.

Sê modesto. Há sempre últimos
Que no Céu serão primeiros.
Conta sempre com Jesus
Acima dos companheiros.

Um amigo terrestre pode
Ir com tua alma ao porvir,
Mas inda é o homem do mundo
Sempre disposto a cair.

Recebe com precaução
Quem te venha agradecer.
Por muita coisa que faças
Não fazes mais que o dever.

A palavra sem os atos
É um cofre sonoro e oco.
Evita o que fala muito
E edifica muito pouco.

Sê desprendido da posse
Mas, conserva os bens da luz.
O discípulo conhece
Que ele próprio é de Jesus.

Nunca sirvas às discórdias,
Ao despeito, à confusão.
Deves ser, por onde passes,
Ensino e consolação.

Sabendo que nada vales
Sem o amparo do Senhor,
Conquistarás no futuro
O seu Reinado de Amor.


Casimiro Cunha














Yvonne do Amaral Pereira - Psicografia - Divaldo Pereira Franco - Doutrina Ímpar



Yvonne do Amaral Pereira - Psicografia - Divaldo Pereira Franco


Doutrina Ímpar 


O Espiritismo é uma doutrina complexa e completa.

É original na sua estrutura, porque reúne em um todo harmônico os postulados da ciência, as diretrizes da filosofia e os instrumentos ético-morais da religião.

Única, na sua formulação, é portadora de propostas simples que estão ao alcance de todos os níveis de cultura, ao tempo em que atende as exigências mais severas da razão e da lógica.

De fácil entendimento pelos simples de inteligência e os mansos de coração, penetra-lhes o cerne da alma como um bálsamo suavizador na ardência da ignorância.

Abrindo um leque de inúmeras vertentes, tem a ver com os mais diversos ramos do conhecimento, completando-os com os seus conteúdos profundos, porque remonta às causas de todas as ocorrências, a fim de entender-lhes os efeitos.

Enquanto a ciência, em geral examina nos efeitos as causas, o Espiritismo foi revelado pelo mundo real, anterior, facultando a compreensão da esfera física, sua transitoriedade e suas razões de existir.

Para bem ser entendido exige o estudo e a reflexão cuidadosos, abrangendo o conhecimento geral, que ilumina com os conceitos libertadores de crendices e de superstições.

Partindo-se da sua base - a crença em Deus e na imortalidade da alma – a comunicabilidade dos Espíritos é axiomática, pois que se constitui com recurso experimental que lhes comprova a sobrevivência ao fenômeno da morte.

A reencarnação logo se apresenta viável instrumento de que se utiliza a Justiça Divina para reeducar, corrigir e conduzir todos aqueles que se tornarem infratores ante as Leis Soberanas, tombando nos gravames que os empurram aos abismos da inferioridade moral por onde transitam, e de que se deveriam libertar.

Na prática mediúnica – sublime recurso de iluminação! – alarga os horizontes do ser humano para entender os desafios e os enigmas existenciais, logicando em torno dos malogros e desditas de que ninguém passa na Terra sem os experimentar.

A mensagem evangélica de que se faz portador, atualizando-a com as revelações do Além-túmulo, confirma a grandeza de Jesus e dos Seus ensinamentos, restaurando-Lhe a luminosa diretriz do amor como a mais eficaz terapia para a vida de todas as criaturas humanas.

É nesse campo de nobres realizações que atinge a sua magnitude, facultando o diálogo com os imortais, o conhecimento da vida extrafísica, os objetivos essenciais da reencarnação, os comportamentos saudáveis para o despertar lúcido após a jornada no corpo somático.

Pergunte-se a alguém que trazia o coração dilacerado pela dor da perda física de um ser amado, sobre o conforto libertador e indescritível que hauriu após a comunicação mediúnica com esse afeto de retorno, vivo e exuberante, e ele não terá palavras fáceis para traduzi-lo.

Suas explicações a respeito do sofrimento, o bem que proporciona ao calceta, ensejando-lhe esperança de renovação e de recuperação, ao infeliz, brindando oportunidade de recompor-se e ser ditoso, ao padecente sem esperança de recuperação que descobre a continuidade da vida após a disjunção molecular, são as mais nobres respostas de qualidade que nenhuma outra doutrina pode oferecer.

Arrancando das tenazes férreas da obsessão o paciente agora em equilíbrio, ei-lo que se rejubila e dispõe de expressões para bendizê-lo, agradecendo a dádiva do raciocínio lúcido e da alegria de poder voltar a voar pela imaginação na direção do infinito...

Ao mesmo tempo, aquele que se encontrava nas sombras da ignorância, sem haver descoberto o sentido existencial, após haver fruído as harmonias do Espiritismo, exultante, não consegue sopitar o júbilo infindo e a felicidade do bem-estar e da paz que ora o visitam.

Desencarcerando os desencarnados em aflição, que se arrojavam à loucura, por não entenderem o fenômeno da morte e da vida, faculta-lhes a visão perfeita das possibilidades que se lhes encontram ao alcance para manter-se em equilíbrio.

As suas avenidas culturais, alargadas pelos tratores do conhecimento e do sentimento, ensejam as caminhadas exitosas aos viandantes que antes se estremunhavam nos dédalos sombrios dos conflitos íntimos e do martírio dos sofrimentos que se entregavam nos corredores estreitos da aflição...

As lágrimas enxugadas e as dores lenidas nas mulheres e nos homens aflitos modificam totalmente o contexto social que se apresenta calmo, ensejando a construção de melhores condutas para o futuro da humanidade.

Nunca podem ser contabilizados os benefícios que propicia e a luz da caridade que esparze, fulgurando nos corações é como um permanente Sol mantendo a vida em todas as suas expressões.

Uma palavra espírita é valioso tesouro para a solução de muitos sucessos desafiadores e de caráter agressivo, infeliz.

Um pensamento espírita bem direcionado é corrente vigorosa que vitaliza, erguendo os combalidos que não suportaram o fragor das lutas.

Uma atitude espírita de socorro transforma-se em lição viva que traduz a qualidade dos seus ensinamentos vigorosos.

Que tem o materialismo, no entanto, para oferecer-lhes, além do desencanto, da fatalidade ignóbil de haverem sido esses desditosos eleitos para a desgraça, conforme apregoa? Apresentando o suicídio ou o mergulho no prazer exaustivo, como saída da agonia, são as torpes soluções de que dispõe para as vidas ressequidas e atormentadas, tornando-se verdugo cruel do pensamento e do sentimento humano.

O Espiritismo não é uma doutrina passadista ou conformista, porquanto estimula a busca dos valiosos recursos da ciências nos seus múltiplos aspectos para solucionar os enigmas existenciais e ajudar a vencer os desafios normais, enquanto oferece conforto mortal, resistência e coragem para prosseguir-se na luta sem jamais desistir, sempre jovial e confiante nos resultados finais.

Não mantém a ingenuidade nem a ignorância, jamais estimulando à postergação do que se deve fazer quando se apresenta difícil no momento, antes oferece as ferramentas para a execução do trabalho que está destinado a cada indivíduo, iluminando-lhe a mente com a inspiração do bem e renovando-lhe os sentimentos com o prazer de encontrar-se vivo no corpo, portanto, com infinitas possibilidades de superar os impedimentos que surgem pelo caminho da evolução.

A sua lógica decorrente da filosofia atende a todas as necessidades e interrogações do pensamento, não deixando de elucidar os dramas existenciais, a origem do ser, do sofrimento e o seu destino.

O ser humano tem buscado, através da história, uma religião que console sem iludir, iluminando-lhe a existência e oferecendo-lhe robustez de ânimo para o enfrentamento das vicissitudes que todos experimentam durante a trajetória material.

Por muito tempo ludibriado pelas doutrinas ortodoxas que escravizam as mentes e atemorizam os corações, terminou por tombar na negação, cansando-se de cerimônias e de extravagantes conceitos dogmáticos.

Apoiando-se na ciência e na sua extraordinária contribuição, sente, não poucas vezes, o vazio interior que o inquieta, buscando soluções químicas para os conflitos que podem ser resolvidos pela oração, pela meditação, pela ação do bem, pelo autoencontro...

Por fim, chegou-lhe o Espiritismo e abriu-lhe os braços generosos com as suas informações de sabedoria, propondo-se a albergar a imensa mole humana no seu seio, sem qualquer tipo de dependência psicológica fora da razão ou promessa salvacionista sem o concurso pessoal de cada qual.

O Espiritismo é a ciência religiosa dos tempos modernos e das criaturas que anelam por uma religião científica, a fim de que, abraçadas, essas duas alavancas do progresso ofereçam a filosofia especial para a conquista da felicidade plena pela qual todos anelam, e a conseguirão.


Yvonne do Amaral Pereira

















Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica da noite de 18 de junho de 2008, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.