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sábado, 25 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 78 - Vontade e renovação



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 78


Vontade e renovação

 
“Não vos escrevi porque não sabeis a verdade, mas porque a sabeis…” — (1 João, 2.21)


Evidentemente o Espírito encarnado surpreende na vida física muitas dificuldades que não consegue evitar, sejam as que se originam dos constrangimentos educativos da evolução, sejam aquelas outras que se lhe vinculam à liquidação dos desajustes por ele próprio perpetrados em existências anteriores.

Ponderemos, no entanto, que muito mais numerosas são as dificuldades outras que ele mesmo cria, no trato da experiência comum, agravando o acervo dos compromissos menos felizes que carreia para a frente na jornada espiritual.

Esse, em consequência de deslizes no pretérito, traz determinadas peças orgânicas em condições delicadas; entretanto, se persiste abusando das próprias forças, de que forma se lhe socorrer a saúde? 

Outro se revela, no dia a dia, por exagerada agressividade, e, por isso mesmo, como subtraí-lo ao perigo se acalenta declarada inclinação ao desastre? 

Muitos anseiam por ternura e calor humano, transformando-se em azedume e incompreensão para os melhores amigos…

Queremos todos a felicidade e a paz; todavia é preciso reconhecer que a paz e a felicidade se nos levantam do íntimo.

Eis porque as lições do Evangelho — desde que aceitemos Jesus por Mestre — nos percutem a inteligência, a todos os instantes da vida, não porque desconheçamos a verdade, mas justamente porque não a ignoramos, já que nos achamos informados de que, para sanar débitos e desacertos, é forçoso que a nossa vontade funcione, sem o que será sempre impossível qualquer ação em nós mesmos no sentido de corrigir ou de resgatar.


Emmanuel







Reformador, setembro 1970, p. 194


terça-feira, 12 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 63 - Na escola diária



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 63


Na escola diária


“Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados…” — JESUS (Mateus, 6:34)

A paciência em si não se resume à placidez externa que estampa serenidade na face e conserva o pensamento atormentado e convulso.

Indubitavelmente, semelhante esforço da criatura, na superfície das manifestações que lhe dizem respeito, é o primeiro degrau da paciência e deve ser louvado pelo bem que espalha.

Paciência real, entretanto, não é feita de emoções negativas, dificilmente refreadas no peito e suscetíveis de explosão. Tolerância autêntica descende da compreensão e todos possuímos, no íntimo, todo um arsenal de raciocínios lógicos, a fim de garanti-la por cidadela de paz na vida interior.

Em qualquer dificuldade com que sejamos defrontados, não auferiremos efetivamente qualquer lucro, em nos impacientarmos, conturbando ou destruindo a própria resistência.

Muito aluno digno perde a prova em que se acha incurso no ensino, não pela feição do problema proposto e sim pela própria excitabilidade na hora justa da promoção.

Recordemos que a vida é sempre uma grande escola.

Cada criatura estagia no aprendizado de que necessita e cada aprendizado é clima de trabalho com oportunidade de melhoria.

Desespero é desgaste.

Irritação é prejuízo antes do ajuste.

Reflete nisso e, à frente de quaisquer empeços, acalma-te para pensar e pensa o bastante, a fim de que possas acertar com a vida e servir para o bem.


Emmanuel








(Reformador, julho de 1969, p. 148)

domingo, 22 de março de 2026

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 66 - Elogios e críticas



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 66


Elogios e críticas


“Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do Alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação, ou sombra de mudança.” — (TIAGO, 1:17)


Se o Sol dependesse da aprovação humana para alimentar a vida que se lhe gravita em derredor, certo que, desde muito, estaria reduzido a montão de cinzas.

Se a Terra sofresse com as censuras que lhe são constantemente desfechadas por todos aqueles que a categorizam por vale de lágrimas, já teria descido à condição de um cemitério no Espaço.

Se a semente rejeitasse a solidão e a morte a que se vê relegada no solo, a fim de colaborar no sustento do mundo, as criaturas estariam, há muito tempo, sem a bênção do pão.

Ah! se a fonte recusasse o regime de mudança incessante e permanente em que é chamada a servir, a vida organizada na Terra se mostraria confinada a primitivismo e estagnação.

Se a árvore só produzisse sob aplausos, o fruto não abençoaria a mesa dos homens.

Obreiros da Verdade e do Bem, reflitamos nas lições simples da Natureza e trabalhemos.

Agradecei o louvor que vos fortalece para o desempenho das obrigações naturais do mundo e aproveitai com resignação a advertência que a crítica vos dê.  

Entretanto, se precisamos de elogio para trabalhar e se a admoestação nos paralisa as faculdades de servir, estamos ainda longe de compreender o tesouro das oportunidades de aprimoramento e elevação que nos enriquece os caminhos, de vez que, acima de tudo, a bênção que nos reconforta, a luz que clareia a estrada, a força que nos sustenta e o apoio que nos escora chegam sempre de Mais Alto e procedem, originário e tão somente, de Deus.


Emmanuel










Reformador, setembro 1971, p. 195.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 64 - Oposições



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 64


Oposições

 
“Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.” — JESUS (Mateus, 5:44)


Imperioso modifiques a própria conceituação, em torno do adversário, a fim de que se te apague da mente, em definitivo, o fogo da aversão.

Isso porque o suposto ofensor pode ser alguém:

que age sob a compulsão de grave processo obsessivo;

que se encontra sob o guante da enfermidade e, por isso, inabilitado a comportar-se corretamente;

que experimenta deploráveis enganos e se acomoda na insensatez;

que não pode enxergar a vida no ângulo em que a observas.

E que nenhum de nós encontre motivos para lhe reprovar o desajuste, porquanto nós todos somos ainda suscetíveis de incorrer em falhas lamentáveis, como sejam:

cair sob a influência perturbadora de criaturas a quem dediquemos afeições sem o necessário equilíbrio;

iludir-nos a nosso próprio respeito quando não pratiquemos o regime salutar da autocrítica;

entrar em calamitoso desequilíbrio por efeito de capricho momentâneo;

assumir atitudes menos felizes, por deficiência de evolução, à frente de companheiros em posições mais elevadas que a nossa.

Em síntese, para sermos desculpados é preciso desculpar.

Reflitamos na absoluta impropriedade de qualquer ressentimento e recordemos a advertência de Jesus quando nos recomendou a oração pelos que nos perseguem. 

O Mestre, na essência, não nos impelia tão só a beneficiar os que nos firam, mas igualmente a proteger a sanidade mental do grupo em que fomos chamados a atuar e servir, imunizando os companheiros, relativamente ao contágio da mágoa, e frustrando a epidemia da queixa, sustentando a tranquilidade e a confiança dos outros, tanto no amparo a eles quanto a nós.


Emmanuel







(Reformador, setembro de 1969, p. 197)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 74 - Do lado de Deus



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 74


Do lado de Deus

 
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” — JESUS (João, 3:16)

Ainda que muita gente haja adicionado parcelas do mal, na definição desse ou daquele acontecimento menos feliz, não sigas a corrente condenatória e faze por tua conta o lançamento do bem.

Por muito se atribua à Divina Providência juízos fulminativos, ante os erros dos homens, e embora nos reconheçamos retificados em nossos desvios pela Justiça Perfeita, Deus é o Perfeito Amor, garantindo-nos segurança e equilíbrio.

Basta ligeiro olhar no campo humano para certificar-nos quanto a isso.

Escolas dissipam as trevas da ignorância.

Trabalho suprime tédio e insipiência.

Máquinas diminuem esforços.

Veículos eliminam distâncias.

A Ciência, a cada dia novo, reduz cada vez mais o poder da enfermidade, neutralizando o sofrimento.

E, tanto quanto possível, conforme os desígnios da lei das reparações necessárias, essa mesma Ciência, mobilizando recursos diversos, afasta a cegueira e a surdez, extingue inibições, oferece agentes mecânicos aos mutilados e corrige, pela plástica cirúrgica, certos tipos de expiação quando os interessados já fazem por merecer a cessação da prova que os aflige.

Assim como vemos o Sol atuando continuamente na massa planetária, tudo reconstituindo em louvor da harmonia e da evolução, igualmente encontramos o Amor Onipresente que dirige o Universo, tudo refazendo a benefício do burilamento e da felicidade de todas as criaturas.

Em qualquer circunstância, aparentemente desfavorável, não te fixes no mal, seja ele qual for. Reconhecendo que Deus está ao lado de todos, procura o bem, faze o bem, salienta o bem e segue o bem, porquanto somente assim estaremos nós realmente do lado de Deus.


Emmanuel







(Reformador, julho 1970, p. 147)

domingo, 21 de dezembro de 2025

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 75 - Escolhas



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 75


Escolhas


“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor…” — JESUS (João, 15.10)


Quem observa o mal e o remédio contra o mal, nos campos de provação do mundo, é, naturalmente, induzido a refletir no pensamento livre e nos recursos neutros que nos cercam. Vejamos alguns deles.

Com a pedra tanto se pode ferir ou injuriar quanto edificar ou esculpir.

A criatura é livre para usar o fogo de maneiras diversas, como sejam: extinguir o frio, afastar as trevas, preparar o próprio alimento, condicionar a matéria, ou destruir através do incêndio.

Da morfina que se extrai, na Terra, o alívio do enfermo, retira-se igualmente a dose de veneno sutil que dilapida as energias orgânicas de quem se compraz no abuso do entorpecente.

Nas mãos do homem o dinheiro é trabalho ou inércia dourada, educação ou desequilíbrio, beneficência ou sovinice, bondade ou violência, prosperidade ou penúria.

A força atômica é suscetível de garantir o brilho do conforto e da indústria tanto quanto é capaz de ser manejada por morticínio e arrasamento.

Assim também acontece com os tesouros do tempo, rigorosamente iguais para todas as criaturas, segundo o critério da Eterna Justiça.

A hora do chefe e do subordinado, do homem culto e do homem menos culto, da pessoa transitoriamente mais favorecida ou menos favorecida de recursos materiais é matematicamente constituída de sessenta minutos. Somar semelhante valor ao bem ou ao mal, melhorando condições ou agravando problemas em nossa própria vida, será sempre questão de atitude pertinente a nós mesmos.


Emmanuel










(Reformador, agosto 1970, p. 170)

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Prefácio - Segue-me! E ele o seguiu…



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Prefácio


Segue-me! E ele o seguiu…


“E passando, viu Levi, filho de Alfeu e disse-lhe: — Segue-me. E, levantando-se, o seguiu.” — (MARCOS, 2.14)


É interessante notar que, por todos os recantos onde Jesus deixou o sinal de sua passagem, houve sempre grande movimentação no que se refere ao ato de levantar e seguir.

André e Tiago deixam as redes para acompanhar o Salvador. 

Mateus levanta-se para segui-lo. 

Os paralíticos que retomam a saúde se erguem e andam.

Lázaro atende-lhe ao chamamento e levanta-se do sepulcro.

Em dolorosas peregrinações e profundos esforços da vontade, Paulo de Tarso procura seguir o Mestre Divino, entre açoites e sofrimentos, depois de se haver levantado, às portas de Damasco.

Numerosos discípulos do Evangelho, nos tempos apostólicos, acordaram de sua noite de ilusões terrestres, ergueram-se para o serviço da redenção e demandaram os testemunhos santificados no trabalho e no sacrifício.

Isso constitui um acervo de lições muito claras ao espírito religioso dos últimos tempos.

A maioria dos cristãos vai adotando, em quase todos os seus trabalhos, a lei do menor esforço. 

Muitos esperam pela visita pessoal de Jesus no conforto das poltronas acolhedoras; outros fazem preces por intermédio dos discos. 

Há os que desejam comprar a tranquilidade celeste com as espórtulas generosas, como também os que, sem nenhum trabalho em si próprios, aguardam intervenções sobrenaturais dos mensageiros do Cristo pelo bem-estar de sua vida.

Pergunta a ti mesmo se estás seguindo a Jesus ou apenas às normas do culto externo do teu modo de filiação ao Evangelho. Isso é muito importante, porque levantar e renovar-se ainda é o nosso lema.


Emmanuel







(Reformador, janeiro de 1942, p. 1)




segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 40 - De mãos no bem



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 40


De mãos no bem


“Honrai a todos. Amai a Fraternidade.” — (1 Pedro, 2.17)


Sabemos que o Cristo espera por nós, acima de tudo, ao lado de nossos irmãos na Terra.

Onde surgem dificuldades e provas, ei-lo aí aguardando-nos a intervenção para que o concurso fraterno se faça sentir de pronto.

Muitas vezes porém, diante do companheiro teimoso e rude, exclamamos, desalentados: — “já fiz tudo”, “agora não posso mais…”

Entretanto Jesus não age para conosco em semelhantes limitações.

Todos os dias somos amparados com segurança e tolerados com largueza.

Estejamos, pois, dispostos a ofertar mãos cheias de trabalho no templo do amor fraterno.

Cada momento é o ensejo de ajudar aos nossos irmãos de luta, por amor ao Mestre que nos sustenta.

Decerto não somos convidados a favorecer os abusos que nos visitam em forma de apelos à caridade, mas, ainda aí, podemos auxiliar, com o silêncio e com a prece, as vítimas da delinquência para que se desvencilhem das trevas em que se afligem, encorajando-as com o nosso testemunho de paciência e boa vontade.

Permaneçamos, assim, de almas voltadas para o bem positivo e incessante.

Em nos levantando, cada dia, reparemos as dores e as inquietações que nos cercam e ofereçamos mãos cheias de serviço ao Senhor, na pessoa dos outros, guardando a certeza de que, assim procedendo, recolheremos dos outros o socorro espontâneo às nossas necessidades.


Emmanuel










sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 46 - A água fluida



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 46


A água fluida

 
“E qualquer que tiver dado só que seja um copo d’água fria, por ser meu discípulo, em verdade vos digo que, de modo algum, perderá o seu galardão.” — JESUS (Mateus, 10.42)

Meu amigo, quando Jesus se referiu à bênção do copo de água fria, em seu nome, não apenas se reportava à compaixão rotineira que sacia a sede comum. Detinha-se o Mestre no exame de valores espirituais mais profundos.

A água é dos corpos mais simples e receptivos da Terra. É como que a base pura em que a medicação do Céu pode ser impressa através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais.

A prece intercessória e o pensamento de bondade representam irradiações de nossas melhores energias.

A criatura que ora ou medita exterioriza poderes, emanações e fluidos que, por enquanto, escapam à análise da inteligência vulgar, e a linfa potável recebe-nos a influenciação, de modo claro, condensando linhas de força magnética e princípios elétricos que aliviam e sustentam, ajudam e curam.

A fonte que procede do coração da Terra e a rogativa que flui do imo dalma, quando se unem na difusão do bem, operam milagres.

O Espírito que se eleva na direção do Céu é antena viva captando potenciais de natureza superior, podendo distribuí-los a benefício de todos os que lhe seguem a marcha. Ninguém existe órfão de semelhante amparo.

Para auxiliar a outrem e a si mesmo bastam a boa vontade e a confiança positiva.

Reconheçamos, pois, que o Mestre quando se referiu à água simples, doada em nome de sua memória, reportava-se ao valor real da providência a benefício da carne e do espírito, sempre que estacione através de zonas enfermiças.

Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, na solução de tuas necessidades físiopsíquicas ou nos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações, espera e confia. 

O orvalho do Plano Divino magnetizará o liquido com raios de amor em forma de bênçãos e estarás, então, consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, abençoado nos Céus.


Emmanuel








(Reformador, fevereiro de 1951, p. 26)

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 38 - Obedeçamos



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 38


Obedeçamos


“Escrevi-te confiando na tua obediência, sabendo que ainda farás mais do que te digo.” — PAULO (Filemon 21)

Escrevendo ao companheiro, Paulo não afirma confiar na inteligência que pode envaidecer-se e desgovernar-se.

Nem na força que induz à mentira.

Nem no entusiasmo suscetível de enganar a si próprio.

Nem no desassombro que, muita vez, é simples temeridade.

Nem no poder capaz de iludir-se. Nem na superioridade que costuma desmandar-se no orgulho.

O apóstolo confia na obediência. Não na “passividade-cegueira” que alimenta a discórdia e o fanatismo, mas na compreensão que se subordina ao trabalho por devotamento ao bem de todos, enxergando na felicidade alheia a felicidade que lhe é própria.

Para que atinjas a comunhão com o Senhor não é necessário te consagres ao incenso da adoração, admirando-o ou defendendo-o. Obedece-lhe.

Seguindo-lhe as recomendações aperfeiçoarás a ti mesmo pela cultura e pelo sentimento e terás contigo o amor e a lealdade, a harmonia e o discernimento, a energia e a brandura que garantem a eficiência do serviço a que foste chamado.

Saibamos, pois, obedecer ao Senhor em nosso mundo íntimo e aprenderemos a fazer mais pela vida do que a vida espera de nós.


Emmanuel









sábado, 29 de março de 2025

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 6 - Obediência justa



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 6


Obediência justa

 
“Que, sendo em forma de Deus não teve por usurpação ser igual a Deus.” — PAULO (Filipenses, 2.6)

Todos os sofrimentos dos homens, de modo geral, originam-se da pretensão de usurpar o Divino Poder.

Orgulho, vaidade, insensatez, egoísmo, perversidade, rebeldia e opressão representam apenas modalidades variadas dessa usurpação indébita.

A guerra e o seu séquito pestilencial, a tirania e o instinto revolucionário, as paixões arrasadoras e os desastres espirituais que lhes são consequentes constituem-lhe as obras.

Na vastíssima paisagem de nossas existências vemos sempre a Misericórdia Divina e a maldade humana, a Bondade Celestial e a desobediência das criaturas… Sempre, o Pai Generoso e os filhos imprevidentes, o Deus Justo e as inteligências caídas e perversas… 

Doloroso quadro… Em tudo, no planeta, a harmonia das leis do Senhor e a discórdia dos homens, a bênção providencial do Céu e a rebeldia terrestre…

Por isso mesmo a Humanidade, como aranha gigantesca, encontra-se no milenário labirinto, encarcerada na teia criminosa de suas próprias ações.

O coração do discípulo fiel do Evangelho, nos dias que passam, deve revestir-se com a vigorosa couraça da fé viva, porquanto é chamado a trabalhar numa floresta escura, onde a maldade se tornou mais requintada e a sombra mais densa. 

E que guarde, sobretudo, a serenidade confiante do trabalhador, compreendendo a necessidade dos testemunhos e sacrifícios para todos, porque para o aprendiz sincero deve resplandecer o ensinamento Daquele que tendo vindo ao mundo através de anúncios divinos, assinalados por uma estrela brilhante, temido pelas autoridades de seu tempo, que transformou pescadores em apóstolos, que curou leprosos e cegos, e levantou paralíticos de nascença, não quis usurpar o Direito Divino e marchou, um dia, para o monte, a fim de testemunhar a obediência justa ao Senhor Supremo da Vida, no alto de uma cruz, ante o desprezo e ironia de todos.


Emmanuel






Publicada em maio de 1944, página 99, pela FEB no Reformador e é também a 277ª lição do 6º volume do livro “O Evangelho por Emmanuel”





VÍDEO: 

Obediência - Artur Valadares
NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo




Palestra realizada no dia 11/12/2022 para a Casa Espírita Recanto de Paz, em Votuporanga/SP.

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 27 - Os sábios reais



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 27


Os sábios reais


“Quem dentre vós é sábio e entendido mostre por seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria.” — (TIAGO, 3.13)


Milhares de pessoas senhoreiam os tesouros da instrução, multiplicando títulos, no campo social, para fugirem, incompreensivelmente, do trabalho e da fraternidade.

Aqui temos um bacharel que, por haver conquistado um diploma profissional, declara-se incapaz de efetuar a limpeza da própria roupa, quando necessário; ali vemos uma jovem musicista que, por haver atravessado os salões de um conservatório, afirma-se inabilitada para servir as refeições no próprio lar.

Além, observamos um negociante inteligente que, por haver explorado a confiança alheia, recolhe-se nos castelos da finança segura, asseverando-se entediado do contato com a multidão, que lhe conferiu a prosperidade. 

Mais adiante notamos religiosos de vários matizes que, depois de se declararem consolados e esclarecidos pela fé, começam a ironizar os irmãos infelizes ou ignorantes que, em nome de Deus, lhes aguardam os testemunhos de bondade e de amor.

Na vida espiritual, todavia, os verdadeiros sábios são conhecidos por ângulos diferentes.

Os verdadeiros amigos da luz revelam-se através da generosidade pessoal. Sabem que o isolamento é orgulho, que a violência é crueldade, que a exigência descabida é serviço da treva, que o sarcasmo é perturbação… 

Reconhecem que a sabedoria é paternidade espiritual, cheia de compreensão e carinho, e, por isso, sem qualquer humilhação a ninguém, auxiliam a todos, indistintamente, acendendo, com amor, na escura ignorância que os cercam, a luz abençoada que brilhará, vitoriosa, amanhã.


Emmanuel










Reformador, fevereiro 1953, p. 27. 

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 26 - A sabedoria do Alto



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 26


A sabedoria do Alto


“Mas a sabedoria que vem do Alto é pura, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.” — (TIAGO, 3.17)


Se o conhecimento da fé gerou veneno para a tua palavra, a desvairar-se em ataques e críticas, a pretexto de preservar a verdade, guarda contigo bastante cautela, porque não é com rixosas interpretações que te farás embaixador da Espiritualidade Sublime.

A inspiração da Vida Superior manifesta-se sem qualquer artifício. Quem fala, em nome do Senhor, não necessita de longos e complicados discursos.

É apaziguante e benevolente, sem qualquer recurso à força.

É moderado, sem inclinar-se ao desequilíbrio.

É compreensivo, sem alardear superioridade contundente.

É repleto de entendimento e carinho, frutificando em bênçãos de alegria e reconforto para os que se aproximem da fonte em que se exterioriza.

Não se apaixona, nem finge.

Compreende as criaturas, no plano em que cada uma se coloca, exerce a bondade, em todas as ocasiões, cultiva a paciência nos obstáculos e distribui o coração, entre a energia que constrói e a gentileza que estimula.

A sabedoria do Alto plasma os verdadeiros valores da educação.

Os orientadores do mundo satisfazem a inteligência e enriquecem o patrimônio intelectual. Jesus Cristo, contudo, aprimora o sentimento.

A universidade ilustra o cérebro. O Evangelho aperfeiçoa o coração.

Se desejas, pois, conservar contigo a riqueza espiritual que desce do Plano Superior, caminha, entre os homens, aplicando as lições de Jesus, no esforço de cada dia.


Emmanuel







Reformador, fevereiro 1953, p. 27.



quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 72 - Força



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 72


Força


“O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” — JESUS (João, 15.12)


Existem na vida força e força.

A força da gravitação se exerce entre todas as partículas do Universo e conquanto equilibre os mundos na Imensidade Cósmica não cria o menor vínculo de compreensão fraternal na intimidade do ser.

A força elétrica move guindastes de grande porte, mas, embora sustente máquinas de assombroso poder transportando toneladas, não diminui, nem mesmo de leve, o peso da angústia no coração.

A força executiva determina obediência aos textos legais, e se logra, muitas vezes, influenciar milhares de destinos, nem sempre consegue modificar no espírito essa ou aquela íntima decisão.

A força física preside campeonatos de habilidade e robustez conseguindo subjugar adversários até mesmo no terreno da agressão e da violência, mas não clareia o menor dos distritos no campo do sentimento.

A força das forças, porém, aquela que sublima os astros e alimenta motores para o bem, que dirige para o bem, que encaminha a autoridade para a misericórdia e aciona os braços no serviço aos semelhantes — a única que penetra a alma e lhe orienta os impulsos na direção da felicidade e da paz, da elevação e do entendimento — é a força do amor.


Emmanuel








(Reformador, maio 1970, p. 100)

sábado, 23 de novembro de 2024

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 69 - Mandato pessoal



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 69


Mandato pessoal


“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu…” — (1 Pedro, 4.10)


Forçoso consideres o valor da tarefa em tuas mãos.

Ela se define por mandato do Alto, desígnio de Deus em ti e junto de ti.

Indubitavelmente, é preciso nos acomodemos à convicção de que nada somos e nem realizamos sem Deus. Isso, porém, não nos exonera da obrigação de anotar o sentido particular das responsabilidades que nos foram concedidas.

De modo algum desejamos induzir-nos à hipertrofia da personalidade, quando tudo nos determina a extinção da vaidade e do orgulho. Reflete, entretanto, nos créditos individuais de que a Providência Divina te enriqueceu.

Qual ocorre às impressões digitais que te identificam, a tua voz é diferente de todas as demais; as tuas mãos guardam peculiaridades distintas; enxergas e ouves com recursos mentais de interpretação absolutamente diversos de todos aqueles que povoam o cérebro alheio e mostras vocação de que outros não dispõem.

Consideremos tudo isso para reconhecer que nos foi atribuída a cada um determinada área de ação, na qual o serviço que se nos designa, uns à frente dos outros, se reveste da maior significação tanto para aqueles a quem nos cabe servir quanto para nós.

Pondera, assim, na importância das obrigações que a vida te confere, observando que Deus te esculpiu como não esculpiu a mais ninguém.


Emmanuel






Reformador, março 1970, p. 50.

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 76 - Na experiência diária



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 76


Na experiência diária


“Isto vos mando, que vos ameis uns aos outros.” — JESUS (João, 15.17)


Sem compaixão o amor não entraria em parte alguma a fim de cumprir a divina missão que a sabedoria da vida lhe atribui.

É necessário, entretanto, que a compaixão se desloque do ambiente dos que sofrem para atingir também o círculo dos que fazem o sofrimento.

Compadecer-te-ás dos que se afligem sob o guante da penúria; todavia, pedirás igualmente a Deus ilumine quantos se apaixonaram pelo supérfluo esquecendo os que carecem do necessário.

Estenderás as socorredoras mãos aos que tombam sob os golpes da delinquência; no entanto, solicitarás a misericórdia dos Céus a benefício dos que promovem o crime, desconhecendo quanto lhes custará em aflições e lágrimas a noite de reparação a que se largaram, desprevenidos.

Auxiliarás os espoliados que se viram desvalidos pela agressão moral de que foram vítimas; contudo, exorarás o amparo do Senhor para quantos lhes armaram as ciladas de angústia, ignorando que articularam armadilhas de expiação contra si próprios.

Enxugarás o pranto de todos os que choram, sob a provação de todas as procedências, mas não te esquecerás de orar em auxílio dos que estabelecem o desequilíbrio dos outros, porquanto eles todos acabarão reconhecendo que unicamente acumularam perturbação e conflito em desfavor deles mesmos.

Em qualquer circunstância difícil compadece-te e serve sempre, recordando que todos somos Espíritos eternos que colheremos, inevitavelmente, os resultados de nossas próprias obras e de que apenas o bem dissolve o mal, tanto quanto a treva tão só se extingue ante as bênçãos da luz.


Emmanuel









(Reformador, agosto 1970, p. 170)

sábado, 22 de outubro de 2022

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 51 - Ao clarão da verdade



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 51


Ao clarão da verdade


“Mas quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda verdade…” — JESUS (João, 16.13)


De que maneira vencerá o Espiritismo os obstáculos que se lhe agigantam à frente? Há companheiros que indagam: — “Devemos disputar saliência política ou dominar a fortuna terrestre?” Enquanto isso, outros enfatizam a ilusória necessidade da guerra verbal a greis ou pessoas.

Dentro do assunto, no entanto, transcrevamos a questão n.° 799, de “O Livro dos Espíritos”. Prudente e claro, Kardec formulou, aos orientadores espirituais de sua obra, a seguinte interrogação: “De que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso?” E, na lógica de sempre, eis que eles responderam:

“Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz que os homens compreendam onde se encontram seus verdadeiros interesses. Deixando a vida futura de estar velada pela dúvida, o homem perceberá melhor que, por meio do presente, lhe é dado preparar o seu futuro. Abolindo os prejuízos de seitas, castas e cores, ensina aos homens a grande solidariedade que os há de unir como irmãos.”

Não nos iludamos, com respeito às nossas tarefas. Somos todos chamados pela Bênção do Cristo a fazer luz no mundo das consciências — a começar de nós mesmos —, dissipando as trevas do materialismo ao clarão da Verdade, não pelo espírito da força, mas pela força do espírito, a expressar-se em serviço, fraternidade, entendimento e educação.


Emmanuel











sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 39 - De almas no amor




Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 39


De almas no amor


“Que não amemos de palavras nem de língua, mas de obras e de verdade.” — JOÃO (1 João, 3.18)


Inegavelmente, não prescindimos da palavra na criação dos valores de nossa fé.

Pelo verbo Jesus plasmou, na Terra, os fundamentos do Reino de Deus, estabelecendo entre os homens nova concepção da vida; no entanto o poder crescente e renovador de sua lição nasce do exemplo que lhe valoriza a Divina Mensagem.

O Evangelho, por isso, é roteiro de luz não só pelos ensinamentos que encerra, mas pelo testemunho pessoal com que foi vivido.

Lembra-te de que, pelas contradições entre a palavra e o sentimento, entre as nossas afirmativas e as nossas obras, muitas vezes temos perdido valiosas oportunidades no curso de nossas reencarnações.

Admiramos o Cristianismo sem coragem de aplicá-lo.

Adocicamos a expressão verbal, ensinando o bem por fora, sem renovar-nos por dentro para fazê-lo.

Esperamos que os outros se disponham à obediência, guardando para nós a prerrogativa do mando.

Exigimos que o companheiro atenda hoje ao dever de servir, adiando para o indefinido amanhã o cumprimento de nossas obrigações.

Ocultando-nos, quase sempre, por trás de máscaras tranquilas alimentamos, na intimidade de nós mesmos, a fermentação da malícia com que nos acomodamos com as trevas.

Sempre que possas, ensina o caminho do bem aos semelhantes, contudo, tanto quanto possas, deixa que o bem se expresse em tua vida.  

Para que vivamos na paz criadora e santificante do Mestre é indispensável amar o próximo, não apenas com a língua, mas, acima de tudo, de almas imersas no amor, despendendo, cada dia, suor e renúncia, trabalho e coração.


Emmanuel








segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 41 - O grande servidor




Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 41


O grande servidor


“Eu estou entre vós como quem serve.” — JESUS (Lucas, 22.27)


Sim, o Cristo não passou entre os homens como quem impõe.

Nem como quem determina.

Nem como quem governa.

Nem como quem manda.

Caminhou na Terra à feição do servidor.

Legou-nos o Evangelho da vida, escrevendo-lhe a epopeia no coração das criaturas.

Mestre, tomou o próprio coração para sua cátedra.

Enviado Celestial, não se detém num trono terrestre e aproxima-se da multidão para auxiliá-la.

Fundador da Boa Nova, não se limita a tecer-lhe a coroa com palavras estudadas, mas estende-a e consolida-lhe os valores com as próprias mãos.

A prática é o seu modo de convencer.

O próprio sacrifício é o seu método de transformar.

Aprendamos com o Divino Mestre a ciência da renovação pelo bem. E modificar a nós mesmos, para a vitória do bem, elevando pessoas e melhorando situações, é servir sempre, como quem sabe que fazer é o melhor processo de aconselhar.


Emmanuel






sábado, 26 de setembro de 2020

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 75 - Escolhas




Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 75


Escolhas


“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor…” — JESUS (João, 15.10)


Quem observa o mal e o remédio contra o mal, nos campos de provação do mundo, é, naturalmente, induzido a refletir no pensamento livre e nos recursos neutros que nos cercam. Vejamos alguns deles.

Com a pedra tanto se pode ferir ou injuriar quanto edificar ou esculpir.

A criatura é livre para usar o fogo de maneiras diversas, como sejam: extinguir o frio, afastar as trevas, preparar o próprio alimento, condicionar a matéria, ou destruir através do incêndio.

Da morfina que se extrai, na Terra, o alívio do enfermo, retira-se igualmente a dose de veneno sutil que dilapida as energias orgânicas de quem se compraz no abuso do entorpecente.

Nas mãos do homem o dinheiro é trabalho ou inércia dourada, educação ou desequilíbrio, beneficência ou sovinice, bondade ou violência, prosperidade ou penúria.

A força atômica é suscetível de garantir o brilho do conforto e da indústria tanto quanto é capaz de ser manejada por morticínio e arrasamento.

Assim também acontece com os tesouros do tempo, rigorosamente iguais para todas as criaturas, segundo o critério da Eterna Justiça.

A hora do chefe e do subordinado, do homem culto e do homem menos culto, da pessoa transitoriamente mais favorecida ou menos favorecida de recursos materiais é matematicamente constituída de sessenta minutos. Somar semelhante valor ao bem ou ao mal, melhorando condições ou agravando problemas em nossa própria vida, será sempre questão de atitude pertinente a nós mesmos.


Emmanuel






(Reformador, agosto 1970, p. 170)