sexta-feira, 10 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 80 - O “não” e a luta



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 80


O “não” e a luta


“Mas seja o vosso falar: sim, sim; não, não.” — JESUS. (Mateus, 5:37)


Ama, de acordo com as lições do Evangelho, mas não permitas que o teu amor se converta em grilhão, impedindo-te a marcha para a vida superior.

Ajuda a quantos necessitam de tua cooperação, entretanto, não deixes que o teu amparo possa criar perturbações e vícios para o caminho alheio.

Atende com alegria ao que te pede um favor, contudo não cedas à leviandade e à insensatez.

Abre portas de acesso ao bem-estar aos que te cercam, mas não olvides a educação dos companheiros para a felicidade real.

Cultiva a delicadeza e a cordialidade, no entanto, sê leal e sincero em tuas atitudes.

O “sim” pode ser muito agradável em todas as situações, todavia, o “não”, em determinados setores da luta humana, é mais construtivo.

Satisfazer a todas as requisições do caminho é perder tempo e, por vezes, a própria vida.

Tanto quanto o “sim” deve ser pronunciado sem incenso bajulatório, o “não” deve ser dito sem aspereza.

Muita vez, é preciso contrariar para que o auxílio legítimo se não perca; urge reconhecer, porém, que a negativa salutar jamais perturba. O que dilacera é o tom contundente no qual é vazada.

As maneiras, na maior parte das ocasiões, dizem mais que as palavras.

“Seja o vosso falar: sim, sim; não, não”, recomenda o Evangelho. Para concordar ou recusar, todavia, ninguém precisa ser de mel ou de fel. Bastará lembrarmos que Jesus é o Mestre e o Senhor não só pelo que faz, mas também pelo que deixa de fazer.


Emmanuel











Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 35 - O Cristo operante



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 35


O Cristo operante


“Porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios.” — PAULO. (Gálatas, 2:8)


A vaidade humana sempre guardou a pretensão de manter o Cristo nos círculos do sectarismo religioso, mas Jesus prossegue operando em toda parte onde medre o princípio do bem.

Dentro de todas as linhas de evolução terrestre, entre santuários e academias, movimentam-se os adventícios inquietos, os falsos crentes e os fanáticos infelizes que acendem a fogueira da opinião e sustentam-na. Entre eles, todavia, surgem os homens da fé viva, que se convertem nos sagrados veículos de Cristo operante.

Simão Pedro centralizou todos os trabalhos do Evangelho nascente, reajustando aspirações do povo escolhido.

Paulo de Tarso foi poderoso ímã para a renovação da gentilidade.

Através de ambos expressava-se o mesmo Mestre, com um só objetivo — o aperfeiçoamento do homem para o Reino Divino.

É tempo de reconhecer-se a luz dessas eternas verdades.

Jesus permanece trabalhando e sua bondade infinita se revela em todos os setores em que o amor esteja erguido à conta de supremo ideal.

Ninguém se prenda ao domínio das queixas injustas, encarando os discípulos sinceros e devotados por detentores de privilégios divinos. 

Cada aprendiz se esforce por criar no coração a atmosfera propícia às manifestações do Senhor e de seus emissários. 

Trabalha, estuda, serve e ajuda sempre, em busca das Esferas superiores, e sentirás o Cristo operante ao teu lado, nas relações de cada dia.


Emmanuel












Emmanuel - Livro Paz e Libertação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 11 - Ensinemos humildade



Emmanuel - Livro Paz e Libertação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 11


Ensinemos humildade


Na propaganda espírita, e na extensão do Evangelho, é imperioso atender à tarefa básica que nos cabe cumprir.

Ensinaremos a humildade com frases oportunas e bem-feitas, entretanto, se o orgulho ainda mora conosco, toda a nossa conceituação primorosa é simples ruído ao vento.

Pregaremos o impositivo da fé mobilizando apontamentos dos grandes instrutores, todavia, se não revelamos confiança em Deus e em nós mesmos o próximo necessitado encontrará em nossa intimidade apenas o sermão precioso e vazio.

Encareceremos a obrigação da caridade como exclusivo recurso na sustentação da harmonia entre as criaturas, no entanto, se o egoísmo ainda se oculta na cidadela de nosso Espírito, em vão recorreremos ao socorro da virtude, de vez que a sinceridade não nos clareará o caminho.

Demonstraremos com robusta argumentação o valor do trabalho como fator de progresso, contudo, se confiamos nossa vida à rebeldia e à ociosidade, nossos apelos redundarão em pura inutilidade porque a ferrugem de nossa existência contagiará quem nos ouve, gerando perturbação e indisciplina.

Somos, assim, em toda parte e em todas as situações defrontados por uma obra essencial, a cuja execução não conseguiremos fugir sem dano grave. Essa obra reside no aprimoramento de nossa própria alma.

Somos o problema nevrálgico da salvação terrestre. Sem nossa elevação pessoal, o lar que nos abriga é incapaz de soerguer-se. E sem a reabilitação de nosso templo doméstico estará sempre incompleta a recuperação social que pretendemos efetuar com o Cristo.

Acordemos, desse modo, para as exigências da vida eterna. Construamos em nós a humildade e o amor, a fé e serviço! 

Ao luzeiro do Evangelho a humanidade é a assembleia que nos estuda e examina, esperando-nos o testemunho renovador. 

Peçamos, pois, ao Cristo, a força precisa para a superação de nossas próprias fraquezas, na convicção de que, aperfeiçoando com sinceridade a nós mesmos, diante do mundo, Jesus, pela redenção da humanidade, fará brilhantemente o resto.


Emmanuel









Nota do Editor: Mensagem psicografada por Chico Xavier no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo | MG. 28/02/1955.

Fonte: 

Lancellin - Livro Cirurgia Moral - João Nunes Maia - Cap. 21 - Fazer o melhor



Lancellin - Livro Cirurgia Moral - João Nunes Maia - Cap. 21


Fazer o melhor


Em tudo o que fizeres, nunca te esqueças de fazeres o melhor. E para reconhecer os caminhos mais indicados, basta um pouco de atenção. É nessa hora que a especulação é elegante, que a procura dignifica.

A alma que vive procurando a perfeição no que faz, concentra suas energias no que tange à sua própria conduta e apara suas arestas, para que a saúde se manifeste em seu coração e se instale em todo o seu corpo.

Sê eficiente para ti mesmo que, por esses caminhos, estarás auxiliando aos outros. Mesmo quando a misericórdia de Deus bater à tua porta para que sirvas de instrumento na ajuda aos teus semelhantes, faze-o com esmero. Não te apresses em cooperar muito, fazendo o trabalho mal feito. Em tudo o que deres, lembra-te da harmonia, pois ela te falará na intimidade da alma. O que fizeres, faze-o com perfeição, ou seja, com amor.

Enquanto não reconheceres que o próximo é tu mesmo em outra dimensão, que aquilo que fizeres aos outros estarás fazendo a ti mesmo, não aproveitarás essas lições, já que elas são baseadas e analisadas na expressão das leis universais. Todos os homens, todos os espíritos são copistas do estatuto divino, e se expressam através da fala ou do papel, de acordo com a evolução de cada um. Mesmo assim, nem sempre vivem o que pensam e nem fazem o que escrevem ou dizem.

Estamos todos em marcha para um despertar maior e o tempo é aquele que nos chama, a dor é que apressa o chamado. Quando abrires os olhos para a luz, não sejas néscio. Procura o trabalho, no anseio que a perfeição te inspire, porque o que depende de ti é que está por ser feito. Deus já fez tudo com antecedência e os espíritos superiores que, por bondade, te ajudam, já o faziam antes que os teus olhos se abrissem. O retardatário é, pois, tu mesmo. Enquanto estiveres procurando a felicidade por fora, não a encontrarás. O bem-estar divino mora por dentro das criaturas. O exterior é mero reflexo do mundo interno, daquilo que realmente fores por dentro.

Todos somos enfermos e no futuro cada qual será seu próprio médico.

Quem conhece melhor teus próprios males a não ser tu mesmo? Os diagnósticos são feitos pelas tuas próprias informações. Começa, agora, a pensar nisso e usa os teus recursos em teu próprio favor. Dá os primeiros passos que os Céus te ajudarão. E quando fizeres alguma coisa, procura fazê-la dando o melhor de ti. A perfeição das grandes coisas depende da harmonia que conseguires nas pequenas. Nós condicionamos tudo, isso é uma lei de sequência estendida a toda a criação, que sustenta a paz do Universo.

Ao escreveres uma carta, vê se terminas a missiva com a mesma disciplina das letras iniciais. Opera esse exercício em tudo o que fizeres, pois assim começarás a viver em um mundo de perfeição, que se refletirá na tranquilidade da consciência.

Faze o melhor em tudo o que fizeres, uma norma já adotada pelos santos e pelos sábios. É o espírito começando a mostrar a luz que se acendeu dentro da alma.


Lancellin




















Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 16 - O Tempo



Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 16


O Tempo


O tempo é bênção divina que merece respeito.

Cada hora que passa é qual trato de terra pronto a responder, conforme o tipo de semeadura.

Bem usado, converte-se em manancial de bênçãos, favorecendo o progresso.

Desprezado, termina tomado pelas ervas daninhas dos vícios, que conduzem à estagnação. Aprende a confiar em Deus e no tempo.

Mesmo ante as situações aflitivas, não te apartes do Bem, semeando o amor conforme tuas forças.

Se fizeres o melhor ao teu alcance, o tempo se transformará em emissário divino, trazendo-te a paz imorredoura nos domínios da consciência.


Irmã Scheilla














quinta-feira, 9 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Busca e Acharás - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier - Cap. 38 - Escola



Emmanuel - Livro Busca e Acharás - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier - Cap. 38


Escola


A Terra que te acolhe,
É uma escola de Deus.

O grupo em que nasceste,
É o núcleo de lições.

O parente difícil,
É matéria de ensino.

Desgostos são problemas
E as provações são aulas.

As mudanças e as crises
São épocas de exame.

Ama, trabalha, serve
E aprenderás com Deus.


Emmanuel











Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 36 - Cristo-Consciência



Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 36


Cristo-Consciência

 
"Por isso também me esforço por ter sempre consciência pura, tanto diante de Deus como dos homens." — PAULO (Atos, 24:16)


Cristo-Consciência manifesta-se com mais visibilidade no campo consciencial, cuja área domina todo o corpo espiritual e físico, e é esse Cristo em nós que precisa acordar no esplendor da Sua luz, para nos guiar acertadamente na vida.

Consciência pura só o é aquela que já dominou todos os instintos inferiores, computando forças elevadas e manifestando entendimento em todos os rumos que se identificam como tal.

O ser humano é um viajor infinito, dotado de capacidade indescritível, de sorte a gravar todas as experiências e selecionar as mais válidas, que lhe servem de projeto seguro na subida aos altiplanos da consciência maior.

E para tal, a alma haverá de convocar todas as suas forças internas e meios coadjuvantes externos, para que possa se libertar, despertando os seus próprios dons, para o engrandecimento e nobreza do seu ser.

O autoesforço deve ser constante em todas as linhas de atividades, porque a maior vitória do espírito é quando conhece a si mesmo e vence as suas próprias inferioridades, passando a ser um Cidadão Cósmico, por não depender de carmas para evoluir, nem de sofrimentos para despertar suas qualidades de ouro que o levam a felicidade.

Tem uma serenidade imperturbável em quaisquer condições em que se encontre, vendo na vida somente o bem e o amor; nunca vê as coisas encobertas pela escuridão, antes, vive em plena claridade, por ser ele e o sol Um.

Quando o Mestre dirige a consciência do Seu aprendiz, acontece o fenómeno que Pedro recorda, na conversa com os onze discípulos e relatado por Joel (Atos, 2:16 e 17): “haveria uma hora, ou um dia, em que o espírito derramaria sobre toda a carne e falaria pela boca daqueles que Deus convocasse para esse esplendor do céu”.

É o transe mediúnico dos dias atuais, aquele em que o Evangelho é disseminado com amplitude e em que o comportamento do espírito é iluminado pela vivência dos mais altos preceitos da Boa Nova.

De vez em quando parecia que os participantes do colégio apostolar estavam embriagados, e de fato estavam, mas pela luz Celestial.

Era, com todo o seu vigor, o Cristo como mediador entre eles e Deus.

O Mestre, como Espírito Santo, dividia trabalho para toda a falange de anjos, nos difíceis empenhos de todos os tipos de faculdades de que porventura eram dotados os companheiros de Jesus, curando enfermos, consolando os tristes e anunciando o Reino da Luz para todas as criaturas.

Lembremos aqui a palavra de Jesus Cristo a Marta, quando ela se preocupava com várias coisas em seu lar e não achava bom que Maria ficasse somente ouvindo Jesus e O adorando, no despertamento do Amor: Mas uma só é necessária e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.

Deixa que o Amor comande a tua consciência, que o Amor dirija o teu coração, que o Amor seja o ponto central da tua vida!

O mais te será dado por misericórdia.

O Amor despertará tudo o mais em teus caminhos, porque ele, nos garante um evangelista, é o clima de Deus.

E ainda mais, ele é como Cristo nas consciências dos espíritos.

E depois que desfrutares destes benefícios, repetirás com os apóstolos:

Por isso também me esforço por ter sempre consciência pura, tanto diante de Deus como dos homens.


Miramez















Fonte: Cristos