terça-feira, 14 de abril de 2026

André Luiz - Livro Páginas de Fé - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Carlos A. Baccelli - Cap. 2 - Decálogo do cotidiano



André Luiz - Livro Páginas de Fé - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Carlos A. Baccelli - Cap. 2


Decálogo do cotidiano


1. — Comece o dia acendendo no peito a luz da prece.

2. — Envie aos amigos um pensamento de amor e envolva os desafetos em vibrações de paz.

3. — Verifique a tua agenda e trace as tuas metas para hoje, de modo a não perder tempo.

4. — Estampe no rosto um sorriso fraterno e coloque nos lábios palavras de gentileza.

5. — Não te mostres pessimista, mas não esperes atravessar o dia sem problemas.

6. — Afasta-te da crítica destrutiva, procurando encorajar os companheiros nas lutas em que se empenham.

7. — Olvida os pequeninos aborrecimentos e esforça-te por superar esse ou aquele contratempo, predispondo-te a compreender e perdoar sempre.

8. — Aprende a guardar silêncio para que saibas falar no momento oportuno.

9. — Não deixes passar a oportunidade de fazer o bem a quantos se aproximem dos teus passos.

10. — Confia em Deus e persevera na trilha do dever na certeza de que, haja o que houver, a Misericórdia Divina te sustentará.


André Luiz










Emmanuel - Livro Confia e Segue - Chico Xavier - Cap. 7 - Diariamente



Emmanuel - Livro Confia e Segue - Chico Xavier - Cap. 7


Diariamente


“Dizia mais ainda ao que o tinha convidado: Quando deres algum jantar, ou alguma ceia, não chames nem teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos que forem ricos, para que não aconteça que também eles te convidem à sua vez e te paguem com isso.” (Lucas 14:12)


Não te apegues à expressão literal da lição de Jesus quando nos exorta a buscar os irmãos infelizes, toda vez que estejamos à frente de mesa lauta. 

Nem sempre conseguirás reunir companheiros de luta em ágapes festivos; entretanto, é imperioso recordar que o Sol, a cada dia, te descerra à existência todo um banquete de soberana alegria.

Cada manhã, alongas teus braços na exaltação do calor e da vida, pensas em harmonia com o justo discernimento, usas o verbo na expressão dos desejos mais íntimos e, sobretudo, podes estender o próprio sentimento em forma de carinho e compreensão.

Lembra-te dos coxos de raciocínio, dos famintos de entendimento, dos desesperados de espírito, dos encarcerados da aflição, dos torturados da ignorância, dos estropiados da alma, dos aleijados da fé e dos mendigos de luz.

Não te afastes deles, a pretexto de conservar a virtude, nem lhes recuses lugar à mesa de teu amor.

São flores que o incêndio das paixões crestou no solo da Terra, antes que pudessem frutificar nos melhores sonhos, harpas quebradas nos caminhos do mundo, antes que mãos benevolentes e sábias delas conseguissem arrancar a melodia da eterna beleza.

Mais do que os teus afins, esperam-te o concurso para que se refaçam, ante as Bênçãos do Céu.

Levanta-te ao lume do alvorecer, ofertando aos menos felizes o repasto de tuas próprias consolações e, quando o crepúsculo te venha cerrar os olhos, adormecerás, exultante de paz, nos braços invisíveis do Amigo Eterno, que transformou a própria cruz num sólio de esperança e perdão para alçar-se, em suprema vitória, ao coração das estrelas.


Emmanuel









Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Esperança - Divaldo P. Franco - Cap. 5 - Arte de bem viver



Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Esperança - Divaldo P. Franco - Cap. 5


Arte de bem viver


A difícil arte de bem viver é desafio para todos que se empenham pela aquisição da felicidade.

Para lográ-la, com o êxito que se pretende, são indispensáveis os exercícios da renúncia e da humildade, que se encarregam de desenvolver o campo onde mais amplamente se pode expressar.

Todas as artes são conseguidas mediante empenho, qual ocorre com outros valores nas demais áreas do comportamento humano.

A arte de bem viver constitui uma ciência de conduta sábia.

Para viver-se bem, com conforto e acomodado, são poucas as exigências que não ultrapassam a órbita dos valores materiais.

Dinheiro, saúde, posição social, constituem requisitos para uma vida boa, de prazeres que se desdobram no jogo dos interesses mais imediatos.

Bem viver é exigência mais ampla da vida. Não obstante necessite de alguns valores objetivos, o seu é o programa transcendente de conquistas imateriais.

Quem vive bem, nem sempre está bem na vida, porquanto a insatisfação e o desgaste no gozo são presenças constantes no orçamento emocional da criatura. Todavia, quem está a bem viver, inspirado pelo belo, o útil, o nobre e o sadio, vive bem, porque marcha na direção da plenitude.

O Espírito, na Terra, transita em três fases, durante o seu estágio de evolução. Embora na forma bípede, assume postura animal, humana e espiritual.

Quando há predominância dos instintos, que o atavismo da evolução mantém, o gozo, na sensação, ainda o jugula ao período animal.

Quando as emoções o elevam na busca das realidades da vida, apresenta-se em experiências do ciclo humano, preparando-o para o passo seguinte.

Por fim, quando se doa e eleva-se, ampliando os esforços em favor do próximo, transfere-se para o degrau que o alçará ao estágio espiritual libertador.

No primeiro passo goza, sente, aturde-se.

No segundo, percebe, conquista, ilumina-se.

No terceiro, eleva-se, vive, santifica-se.

Não te detenhas na faixa vibratória da evolução, na qual estagias.

Se vives bem, procura fazê-lo com dignificação, a fim de que possas bem viver, sobrepondo-te aos limites da conjuntura material, que é o passo primeiro para a tua plena realização como Espírito imortal.


Joanna de Ângelis













segunda-feira, 13 de abril de 2026

Emmanuel - Livro Estude e Viva - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 8.1 - Companheiros francos



Emmanuel - Livro Estude e Viva - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 8.1


Companheiros francos


13. “Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”, disse Jesus. Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência...”  (O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. X)


922. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos os homens?

“Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranqüila e a fé no futuro.” (O Livro dos Espíritos)


Na esfera do sentimento, somos habitualmente defrontados por certa classe de amigos que são sempre dos mais preciosos e aos quais nem sempre sabemos atribuir o justo valor: aqueles que nos dizem a verdade, acerca das nossas necessidades de espírito.

Invariavelmente, categorizamos em alta conta as afeições que nos assegurem conveniências de superfície, nos quadros do mundo. Confiança naqueles que nos multipliquem as posses efêmeras e solidariedade aos que nos garantam maior apreço no grupo social.

Perfeitamente cabível a nossa gratidão para com todos os benfeitores que nos enriquecem as oportunidades de progredir e trabalhar na experiência comum.

Sejamos, porém, honestos conosco e reconheçamos que não nos é fácil aceitar o concurso dos companheiros cuja palavra franca e esclarecedora nos auxilia na supressão dos enganos que nos parasitam a existência. 

Se nos falam, sem qualquer circunlóquio, em torno dos perigos de que nos achamos ameaçados, à vista de nossa inexperiência ou invigilância, ainda mesmo quando enfeitem a frase com o arminho da bondade mais pura, frequentemente reagimos de maneira negativa, acusando-os de ingratos e duros de coração. 

Se insistem, não raro consideramo-los obsidiados, quando não permitimos que o mel da amizade se nos transtorne na alma em vinagre de aversão, exagerando-lhes os pequeninos defeitos, com absoluto esquecimento das nobres qualidades de que são portadores.

Tenhamos em consideração distinta os amigos incapazes de acalentar-nos desequilíbrios ou ilusões. Jamais cometamos o disparate de misturá-los com os caluniadores.  

Os empreiteiros da difamação e da injúria falam destruindo. 

Os amigos positivos e generosos advertem e avisam com discrição e bondade. 

Sempre que algo nos digam, sacudindo-nos a alma, entremos em sintonia com a própria consciência, roguemos ao Senhor nos sustente a sinceridade e saibamos ouvi-los.


Emmanuel





O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. X - Bem-aventurados os que são misericordiosos - Não julgueis, para não serdes julgados. - Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado

13. “Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”, disse Jesus. Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.

O reproche lançado à conduta de outrem pode obedecer a dois móveis: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos se criticam. Não tem escusa nunca este último propósito, porquanto, no caso, então, só há maledicência e maldade. O primeiro pode ser louvável e constitui mesmo, em certas ocasiões, um dever, porque um bem deverá daí resultar, e porque, a não ser assim, jamais, na sociedade, se reprimiria o mal. Não cumpre, aliás, ao homem auxiliar o progresso do seu semelhante? Importa, pois, não se tome em sentido absoluto este princípio: “Não julgueis se não quiserdes ser julgado”, porquanto a letra mata e o espírito vivifica.

Não é possível que Jesus haja proibido se profligue o mal, uma vez que ele próprio nos deu o exemplo, tendo-o feito, até, em termos enérgicos. O que quis significar é que a autoridade para censurar está na razão direta da autoridade moral daquele que censura. Tornar-se alguém culpado daquilo que condena noutrem é abdicar dessa autoridade, é privar-se do direito de repressão. A consciência íntima, ao demais, nega respeito e submissão voluntária àquele que, investido de um poder qualquer, viola as leis e os princípios de cuja aplicação lhe cabe o encargo. Aos olhos de Deus, uma única autoridade legítima existe: a que se apóia no exemplo que dá do bem. É o que, igualmente, ressalta das palavras de Jesus.




Emmanuel - Livro Trevo de Ideias - Chico Xavier - Cap. 1 - Vontade e destino



Emmanuel - Livro Trevo de Ideias - Chico Xavier - Cap. 1


Vontade e destino


Tudo está matematicamente dosado nas formações da natureza, entretanto, as leis divinas estabelecem que a vontade consciente da criatura tome os ingredientes do mundo, com a possibilidade constante de tudo alterar, modificar, fazer e refazer, construir e reconstruir nas trilhas da existência.

Nitroglicerina e matéria silicosa constituem a dinamite, capaz de efetuar depredações e arrasamentos, mas, se o homem lhe controla as explosões, nela encontra valioso auxiliar de serviço.

Ferro e carbono, habilmente conjugados, compõem o aço comum que tanto satisfaz na prática belicista, como atende na base da indústria ou na garantia da construção.

Lama e detrito criam o charco; no entanto, se alguém lhe aplica drenagem conveniente, ei-lo que se converte em celeiro de pão.

A laranjeira rústica estende pomos azedos, contudo, se recebe enxertia adequada, esparze larga cópia de frutos suculentos.

Assim também o destino. Culpa e resgate somam dificuldade e dor, mas se empregamos fé viva em nossa capacidade de realizar o melhor, aceitando o sofrimento por recurso de correção e aprimoramento, ainda mesmo na sombra do extremo infortúnio, podemos traçar o caminho da paz e acender a chama da elevação.


Emmanuel













Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo P. Franco - Cap. 1 - Vida espiritual



Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo P. Franco - Cap. 1


Vida espiritual


"Em tese geral, pode-se afirmar que a felicidade é uma utopia a cuja conquista as gerações se lançam sucessivamente, sem jamais lograrem  alcança-la." (François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot, Paris, 1863 / ESE - Cap. V, item 20)


Quando o Espírito projeta seu pensamento para a Vida espiritual a felicidade se faz possível.

Examinada, apenas, do ponto de vista terreno, a felicidade não tem qualquer significado, pois que ainda desconhecida...

A felicidade é um estado interior, resultante de largo trabalho de renovação espiritual e ação apoiada em fé raciocinada, na qual luz a caridade apontando o rumo da esperança.

No mundo, o ser somente tem aflições, por ser a Terra uma escola de renovação, de disciplina e evolução espiritual.

Aprende, pois, a servir substituindo padrões comportamentais e pensamentos, por elevados conceitos e atitudes quanto à vida.

As aspirações otimistas emulam à vitória sobre si mesmo.

Permanecendo em paz de consciência e coração tranqüilo, ante a dor o ser não se rebela; Sob ofensas não se entibia;

Diante de incompreensões, não desanima;

Em circunstâncias desagradáveis e carências, não se revolta...

Abre-te, pois, ao amor, à ação da caridade, estabelecendo-te condições para o estado de felicidade, em plenitude de Vida além dos limites terrestres, conforme afirmou o Mestre:

- Meu Reino não é deste mundo.


Joanna de Ângelis






O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. V — Bem-aventurados os aflitos - Instruções dos Espíritos

A felicidade não é deste mundo.

20. Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isso, meus caros filhos, prova, melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: “A felicidade não é deste mundo.” Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a florida juventude são condições essenciais à felicidade. Digo mais: nem mesmo reunidas essas três condições tão desejadas, porquanto incessantemente se ouvem, no seio das classes mais privilegiadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.

Diante de tal fato, é inconcebível que as classes laboriosas e militantes invejem com tanta ânsia a posição das que parecem favorecidas da fortuna. Neste mundo, por mais que faça, cada um tem a sua parte de labor e de miséria, sua cota de sofrimentos e de decepções, donde facilmente se chega à conclusão de que a Terra é lugar de provas e de expiações.

Assim, pois, os que pregam que ela é a única morada do homem e que somente nela e numa só existência é que lhe cumpre alcançar o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam os que os escutam, visto que demonstrado está, por experiência arqui-secular, que só excepcionalmente este globo apresenta as condições necessárias à completa felicidade do indivíduo.

Em tese geral pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia a cuja conquista as gerações se lançam sucessivamente, sem jamais lograrem alcançá-la. Se o homem ajuizado é uma raridade neste mundo, o homem absolutamente feliz jamais foi encontrado.

O em que consiste a felicidade na Terra é coisa tão efêmera para aquele que não tem a guiá-lo a ponderação, que, por um ano, um mês, uma semana de satisfação completa, todo o resto da existência é uma série de amarguras e decepções. E notai, meus caros filhos, que falo dos venturosos da Terra, dos que são invejados pela multidão.

Conseguintemente, se à morada terrena são peculiares as provas e a expiação, forçoso é se admita que, algures, moradas há mais favorecidas, onde o Espírito, conquanto aprisionado ainda numa carne material, possui em toda a plenitude os gozos inerentes à vida humana. Tal a razão por que Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas superiores para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão gravitar um dia, quando vos achardes suficientemente purificados e aperfeiçoados.

Todavia, não deduzais das minhas palavras que a Terra esteja destinada para sempre a ser uma penitenciária. Não, certamente! Dos progressos já realizados, podeis facilmente deduzir os progressos futuros e, dos melhoramentos sociais conseguidos, novos e mais fecundos melhoramentos. Essa a tarefa imensa cuja execução cabe à nova doutrina que os Espíritos vos revelaram.

Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação vos anime e que cada um de vós se despoje do homem velho. Deveis todos consagrar-vos à propagação desse Espiritismo que já deu começo à vossa própria regeneração. Corre-vos o dever de fazer que os vossos irmãos participem dos raios da sagrada luz. Mãos, portanto, à obra, meus muito queridos filhos! Que nesta reunião solene todos os vossos corações aspirem a esse grandioso objetivo de preparar para as gerações porvindouras um mundo onde já não seja vã a palavra felicidade.


François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot.
Paris, 1863.







Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. V - João Nunes Maia - Cap. 31 - Progresso constante



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. V - João Nunes Maia - Cap. 31


Progresso constante


235. Enquanto permanecem nos mundos transitórios, os Espíritos progridem?

“Certamente. Os que vão a tais mundos levam o objetivo de se instruírem e de poderem mais facilmente obter permissão para passar a outros lugares melhores e chegar à perfeição que os eleitos atingem.”


Certamente que os Espíritos progridem em estágio nos mundos transitórios. Em qualquer lugar onde as almas se encontrem, o despertamento, mesmo que seja vagaroso, é um fato inconteste. Nada para em todas as escaladas da vida, desde o vírus ao anjo.

A lei de crescimento foi estabelecida pelo Criador de todas as coisas. Devemos estar cientes de que a vontade de progredir, a consciência da alma de avançar pelos esforços próprios, acende no íntimo uma luz, cuja disposição nos levará a maior ritmo de crescimento.

Pode-se, em uma só reencarnação, ganhar o tempo que poderia levar muitas delas. Jesus foi quem nos deu as modalidades do despertar para as realidades com mais segurança. O Seu Evangelho nos mostra o caminho; basta seguí-lo com honestidade e amor. A confiança é força da fé.

Estamos no fim de uma jornada, que dá início a outra maior, e é sempre nessas épocas que os céus descem com todo o fulgor, como bênção do Pai, para todos os filhos que possam entender o Seu chamado.

A mediunidade é tão velha quanto o mundo, mas ela, disciplinada, procede das mãos do Cristo, que motivou em Seus discípulos essas qualidades valiosas em favor dos que sofrem e choram. As mensagens que descem do céu à Terra são inúmeras, todos os dias, em todas as nações do mundo, contudo no Brasil elas são mais acentuadas, orientando, assim essa pátria para ser o coração que pulsa, emitindo luz a todas as outras.

O futuro nos dirá que tudo que hoje amedronta os homens doutos e ignorantes, foram alertas para que eles pudessem conhecer Jesus, conhecendo a verdade. Todos os planos foram traçados por Deus, no crescimento das criaturas. Não devemos temer. Temer o que, se os homens, por enquanto, não sabem o que fazem? Jesus é o diretor espiritual do planeta com o consentimento de Deus, Ser Supremo, e onisciente das Suas qualidades e das Suas criações. Quem tem confiança na Divindade, está livre de temores.

Os Espíritos que vão aos mundos de regeneração levam o propósito de se melhorarem, mas, carregam consigo as suas paixões em diversas formas, e lá haverão de se livrarem delas, para que a consciência fique marcada pela tranqüilidade e o coração dê sinal de liberdade espiritual. O progresso é constante, no entanto, depende, de certa forma, do Espírito. O Espírito pode se elevar com mais rapidez, assistido pelos anjos do Senhor, se logo entender a mensagem que parte de todos os lados.

A passagem pelos mundos transitórios é uma chance para o Espírito, é o sinal de que compreenderá logo as leis, e a demora neste mundo é curta, trazendo consigo lições imortais, onde o amor estabiliza a própria vida, e a caridade assegura a luz para todos os caminhos que porventura trilhar.

Quem conhece Deus e n'Ele confia está bem onde a natureza lhe convidar para ir. Nada teme, porque em todos os lugares se encontra o Senhor nos abençoando e nos livrando de todo o mal, onde esse possa nos prejudicar.

O objetivo dos Espíritos é chegar aos mundos superiores, onde tudo é claridade, onde o amor é lei em todos os movimentos e a caridade é o clima de todos os seres. Esforcemo-nos, que todos estamos a caminho da perfeição. Que Deus nos abençoe e que Cristo nos acompanhe nas nossas decisões para o bem imortal.


Miramez