terça-feira, 21 de abril de 2026

Emmanuel - Livro A Verdade Responde - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier - Prefácio - A Verdade Responde



Emmanuel - Livro A Verdade Responde - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier - Prefácio


A Verdade Responde


As indagações sempre se renovam, em toda parte. Inquirições da vida no mundo, especialmente as respostas, em todas as circunstâncias foram baseadas nas interpretações pessoais daqueles que as formulam.

Sábios de todos os tempos e procedências se manifestam no assunto para reconhecer que as suas teorias ou análises sofrem alterações em suas estruturas, o que nos compele a declarar que mesmo nós, os amigos desencarnados, às vezes, modificamos informes e concepções no desdobramento das tarefas individuais ou nos eventos evolutivos. 

Chega, porém, um dia em que a verdade nos surge na vida íntima, esclarecendo-nos e preparando-nos para novos passos, no rumo do Conhecimento Superior.

Não acreditamos exista um metro para medi-la e continuamos na caminhada para diante.

Não temos, porém, essa pretensão de definir o que seja a verdade, mas sabemos que a verdade é a bússola de nossa marcha e que aparece inevitável nos caminhos em que ela nos responde, acrescida sempre de mais luz, em nós mesmos, respondendo-nos às indagações, em nome de Deus.


Emmanuel
Uberaba, 21 de junho de 1990.











Emmanuel - Livro Seara dos Médiuns - Chico Xavier - Cap. 49 - Tesouros ocultos



Emmanuel - Livro Seara dos Médiuns - Chico Xavier - Cap. 49


Tesouros ocultos


"Porque onde está o teu tesouro, aí está também o teu coração." (Mateus 6:21).


30º — Podem os Espíritos fazer que se descubram tesouros?

“Os Espíritos superiores não se ocupam com essas coisas;  mas, os zombeteiros frequentemente indicam tesouros que não existem, ou se comprazem em apontá-los num lugar, quando se acham em lugar oposto. Isso tem a sua utilidade, para mostrar que a verdadeira riqueza está no trabalho. Se a Providência destina tesouros ocultos a alguém, esse os achará naturalmente; de outra forma, não.” (O Livro dos Médiuns)


Ainda existe quem se dirija aos companheiros desencarnados perguntando por tesouros ocultos.

Tais consulentes, guardando imaginação doentia, mentalizam recipientes encravados no subsolo ou no corpo de lodosas paredes, a vazarem moedas e preciosidades que lhes atendam aos pruridos de usura.

E martelam a mediunidade inexperiente e pedem sonhos reveladores…

Mas os amigos espirituais, realmente esclarecidos, tudo fazem para que os irmãos da escola física não encontrem semelhantes bombas douradas que, provavelmente, lhes explodiriam nas mãos, em forma de crime.

Entretanto, cada criatura humana surge do berço para descobrir os talentos que traz, independentemente da fortuna terrestre, a fim de ajudar aos outros, valorizando a si mesma.

A mulher e o homem aproveitam o amor que dimana gratuitamente de Deus e erguem o santuário do lar, em que se escondem imperecíveis tesouros da alma.

O professor emprega palavras que não têm preço amoedado e amontoa os tesouros da cultura e da inteligência.

O escritor respeitável utiliza as letras do alfabeto, ao alcance de todos, e estabelece os tesouros do livro nobre que estende consolação e assegura o progresso.

E o compositor apropria-se das sete notas musicais que desconhecem a existência do ouro e oferece indistintamente, ao mundo, os tesouros da melodia.

Somente o trabalho consegue formar os verdadeiros tesouros da vida.

Ainda assim, é indispensável saibamos distinguir a ação digna da exploração inferior.

Os cultivadores da coca e da papoula, que abusam dessas plantas medicinais, transformando-as em filões de dinheiro no mercado escuso da cocaína e do ópio, dizem que trabalham e apenas fazem os viciados e os infelizes.

É preciso saber o que produzimos, a fim de sabermos para onde nos dirigimos, porquanto o próprio Jesus afirmou, convincente: — “onde guardardes o vosso tesouro, tereis retido o coração”. 

E as palavras do Mestre Divino tanto se referem às claridades do bem quanto às sombras do mal.


Emmanuel











Reunião pública de 4-7-1960.
Questão n.º 295 - § 30.º


domingo, 19 de abril de 2026

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 124 - O som



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 124


O som


“Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?” — PAULO (1 Coríntios, 14.8)


Ninguém julgue sejam necessários grandes cataclismos para que se efetue a modificação de Planos da criatura.

O homem pode mudar-se de Esfera, sem alarido cósmico, e as zonas superiores e inferiores representam graus de vida, na escala do Infinito.

Elevação e queda, diante da própria consciência, constituem impulso para cima ou para baixo, no campo ilimitado de manifestações do espírito imperecível.

Toda modificação para melhor reclama luta, tanto quanto qualquer ascensão exige esforço. É imprescindível a preparação de cada um para a subida espiritual.

É natural, portanto, que os vanguardeiros sejam porta-vozes a todos aqueles que acompanham o trabalho de melhoria, aglomerados em multidão.

Eis por que, personificando no discípulo do Evangelho a trombeta viva do Cristo, dele devemos esperar avisos seguros.

Em quase todos os lugares, observamos os instrumentos de sons incertos que dão notícia do serviço a fazer, mas não revelam caminhos justos.

Na maioria dos núcleos do Cristianismo renascente, deparam-se-nos trabalhadores altamente dotados de luz espiritual, que duvidam de si mesmos, companheiros valiosos cuja fé somente vibra em descontínuas fulgurações.

É necessário compreender, porém, que o som incerto não atende ao roteiro exato. Serve para despertar, mas não fornece orientação.

Os aprendizes da Boa Nova constituem a instrumentalidade do Senhor. Sabemos que, coletivamente, permanecem todos empenhados em servi-lo, entretanto, ninguém olvide a necessidade de afinar a trombeta dos sentimentos e pensamentos pelo diapasão do Divino Mestre, para que a interferência individual não se faça nota dissonante no sublime concerto do serviço redentor.


Emmanuel









Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Emmanuel - Livro Intervalos - Chico Xavier - Cap. 12 - Perante a vida




Emmanuel - Livro Intervalos - Chico Xavier - Cap. 12


Perante a vida


Em verdade, o sistema solar, — vasto e sublime edifício, de que somos reduzido apartamento, — é um império maravilhoso de luz e de vida, cuja grandeza mal começamos a perceber.

Basta lembrar que a sede rutilante desse largo domínio cósmico, representada pelo divino astro do dia, detém o volume correspondente a um milhão e trezentas mil Terras reunidas, e basta recordar que Júpiter, o filho mais importante do Sol, é mais de mil vezes maior que o nosso Planeta.

Mas, não é somente a massa comparada desses gigantes do Espaço, que precisamos examinar para definir, com segurança, a nossa pequenez.

Reportemo-nos, igualmente, às distâncias, recordando que Marte, o nosso vizinho mais próximo, quando menos afastado do educandário em que estagiamos, movimenta-se a cinquenta e seis milhões de quilômetros de nós, oferecendo-nos justas reflexões quanto aos estreitos limites de nossa casa terrestre.

Registre-se ainda que o nosso Sistema, ante a amplidão ilimitada, é insignificante domicílio na cidade imensa da Via-Láctea, na qual milhões de sóis, transportando consigo milhões de mundos, tanto quanto nos ocorre, procuram, através do movimento e do trabalho incessantes, a comunhão com a indefinível Majestade de Deus.

Vega, Sírius, Canopus e Antares, sóis resplendentes, junto dos quais o nosso não passará de ponto obscuro, à maneira de lâmpada humilde no coro da Imortalidade, constituem palácios suspensos, onde a beleza e a perfeição adquirem aspectos inabordáveis, ainda, ao nosso campo de expressão.

Todavia, é preciso calar, de algum modo, o êxtase que nos assalta, ante a magnificência do Universo, para atender às obrigações que o mundo nos exige.

Somos demasiadamente pequeninos para arrojar ao Cosmo o escalpelo de nossas indagações descabidas.

Aves implumes no ninho da vida eterna, achamo-nos, ainda, muito longe das asas com que ultrapassaremos nossas justas e compreensíveis limitações.

Por isso mesmo, embora aguardando a celeste herança que nos é destinada no curso dos milênios, busquemos construir a casa de nossos destinos sobre a Rocha do Amor, — Jesus Cristo, — o Sol Espiritual que nos acalenta e soergue para o grande futuro.

Antes da ascensão a outras Esferas, atendamos às necessidades de nossa própria moradia. Melhoremo-nos para que a nossa residência melhore.

Ajudemo-nos uns aos outros, para que a vida, em nosso Plano, se faça menos dolorosa e menos inquietante.

E, convertendo nosso mundo, pouco a pouco, no santuário vivo em que Jesus se manifeste, estejamos convictos de que a Terra, hoje escura, amanhã se transformará no espelho divino em cuja face a glória de Deus se refletirá.


Emmanuel












Joanna de Ângelis - Livro Alegria de Viver - Divaldo P. Franco - Cap. 11 - Instrumento divino



Joanna de Ângelis - Livro Alegria de Viver - Divaldo P. Franco - Cap. 11


Instrumento divino


“Seja, porém, o vosso falar: sim, sim; não, não...” (Mateus, 5:37). 


O violino é instrumento delicado, rico de melodias, aguardando execução.

Deixando-o à umidade, perde a ressonância.

Manipulado com rispidez, desafina-se.

Largado ao abandono, sofre a invasão de insetos que o destroem.

Utilizado com brutalidade, arrebenta-se.

Esquecido em temperaturas elevadas, estala e rompe a caixa acústica.

Em mãos inábeis, perde a finalidade e o valor.

Em museu, é peça morta.

Atirado ao lixo, torna-se inutilidade.

No entanto, cuidado, recebendo afinação, conduzido com carinho, reflete as melodias divinas ao contato do arco que lhas arranca, vibrando harmonias incomparáveis que lhe saem das cordas distendidas e equilibradas.

O médium, de certa forma, pode ser comparado ao violino.

Afinado com os dons da vida e colocado em mãos treinadas, acostumadas às músicas divinas, traz, à Terra, as gloriosas mensagens da Imortalidade.

Posto em comunhão com o bem, esparze harmonias que facultam paz e estimulam ao amor.

Estando em ação correta, participa da orquestração da vida, expressando a glória da Criação em concertos de indefiníveis estesias.

Sob a ardência das paixões primitivas, porém, arrebenta os centros de comunicação e perverte a finalidade a que se destina.

Cultivando os instintos primários e dando-lhes expressão, tomba nos depósitos de lixo das obsessões penosas.

Absorvendo a queixa e o pessimismo, perde a afinidade com os instrumentistas superiores.

Relegando-se ao marasmo, desconecta os centros de registro elevado.

Utilizado para o mercantilismo e as frivolidades, se gasta nos prejuízos destruidores.

Compulsado por entidades perversas, morrem-lhe os ideais de enobrecimento, e embrutece-se, caindo depois na alucinação autoaniquiladora.

O violino e o médium têm muita semelhança.

São, em si mesmos, neutros, dependendo de como se deixam utilizar.

O violino, porque não possui razão nem inteligência, depende totalmente do seu possuidor, quanto o médium resulta da conduta moral que imprimir à sua faculdade.

Deixa-te tanger pelas mãos dos artistas espirituais de elevado porte, afim de que possas transmitir as melodias da Vida maior para felicitar as criaturas.

Em qualquer situação, permanece cauteloso, zelando pelos teus equipamentos, de modo a responder em harmonia a todas as emissões dos artistas divinos, como instrumento sintonizado com a sublime orquestra do amor de Nosso Pai.


Joanna de Ângelis














Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 43 - Misericórdia



Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 43


Misericórdia


"Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará de indulgência para convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros." (ESE - Cap. X - Item 17)*


Devemos ser indulgentes para com os nossos irmãos em estado de ignorância, porque a indulgência pede a mesma coisa para nós.

O que semeamos, colhemos; o que damos, recebemos. Se temos misericórdia para com os nossos companheiros, recebemos misericórdia de quantos encontramos nos caminhos.

É a consciência das leis espirituais que nos fazem respeitar os outros. É do dever de cada um corrigir as faltas de si mesmos, sem se preocupar com os erros alheios; cada vida é um mundo que pertence a cada um.

Podemos ajudar aos outros pela força do exemplo, na subtilidade do próprio tempo. Entendemos que misericórdia é amor, que veste na roupagem diferente, mas com os mesmos sinais de caridade, ali viam as criaturas nas duras provas da vida, nas frequentes lutas para melhorar.

Os Espíritos superiores falam muito em indulgência, porque eles são indulgentes para connosco; passam por nós servindo, por vezes em diálogos, vivendo os conceitos ensinados e vivenciados por Jesus; mais tarde, certamente faremos o mesmo.

O Evangelho Segundo o Espiritismo nos apresenta muitas mensagens no seu farto repositório de luz, em que muitos Espíritos falam sobre a indulgência, valorizando-a como uma das portas que mostra o amor de Deus, já vibrando no coração de quem a expressa.

Não devemos somente esquecer os ofensores; é preciso também nos lembrarmos daqueles por nós ofendidos; é o dever do cristão semear o amor e a caridade no lugar da violência, no lugar do orgulho e do egoísmo.

A vida da alma tem de se transformar em harmonia, harmonia em todos os sentimentos. É desta forma que nasce a felicidade, e ser feliz é um estado d’alma difícil de ser explicado; somente os sentimentos podem dela dar notícias, no mundo interno.

Jesus veio à Terra mostrar os primeiros sinais da glória do Espírito, vivendo essa verdade, e deixando como herança o Evangelho, para que possamos dar início à nossa transformação, para a paz interna. Bem-aventurados os misericordiosos, que receberão misericórdia: recebemos o que damos, esta é a lei divina.

Desta forma, ativamos o interesse de crescer à indulgência, de modo que ela se mude para o amor. Em nossas preces, pedimos ao Senhor para perdoar as nossas ofensas, compreendendo a lei da justiça. É o que devemos fazer todos os dias; sempre desculpar os algozes, porque eles não sabem o que fazem.

Quem ama, encontra amor; quem é benevolente, encontra benevolência; quem perdoa, é perdoado; quem dá, recebe dádiva; quem ilumina, só anda no meio das claridades.

Em toda a criação universal, as leis são iguais; as diferenças, quando existem, diante das leis, referem-se ao crescimento espiritual, caminho de todos os Espíritos, ordenado pela lei de justiça.

A indulgência nos mostra outras qualidades, que devemos despertar no nosso mundo interno, de que nós mesmos somos os beneficiados.


Miramez






*O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. X - Bem-aventurados os que são misericordiosos - Instruções dos Espíritos - A indulgência 

17. Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará de indulgência para convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros.

Sustentai os fortes: animai-os à perseverança. Fortalecei os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento; mostrai a todos o anjo da penitência estendendo suas brancas asas sobre as faltas dos humanos e velando-as assim aos olhares daquele que não pode tolerar o que é impuro. Compreendei todos a misericórdia infinita de vosso Pai e não esqueçais nunca de lhe dizer, pelos pensamentos, mas, sobretudo, pelos atos: “Perdoai as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos hão ofendido.” Compreendei bem o valor destas sublimes palavras, nas quais não somente a letra é admirável, mas principalmente o ensino que ela veste.

Que é o que pedis ao Senhor, quando implorais para vós o seu perdão? Será unicamente o olvido das vossas ofensas? Olvido que vos deixaria no nada, porquanto, se Deus se limitasse a esquecer as vossas faltas, Ele não puniria, é exato, mas tampouco recompensaria. A recompensa não pode constituir prêmio do bem que não foi feito, nem, ainda menos, do mal que se haja praticado, embora esse mal fosse esquecido. Pedindo-lhe que perdoe os vossos desvios, o que lhe pedis é o favor de suas graças, para não reincidirdes neles, é a força de que necessitais para enveredar por outras sendas, as da submissão e do amor, nas quais podereis juntar ao arrependimento a reparação.

Quando perdoardes aos vossos irmãos, não vos contenteis com o estender o véu do esquecimento sobre suas faltas, porquanto, as mais das vezes, muito transparente é esse véu para os olhares vossos. Levai-lhes simultaneamente, com o perdão, o amor; fazei por eles o que pediríeis fizesse o vosso Pai celestial por vós. Substituí a cólera que conspurca, pelo amor que purifica. Pregai, exemplificando, essa caridade ativa, infatigável, que Jesus vos ensinou; pregai-a, como ele o fez durante todo o tempo em que esteve na Terra, visível aos olhos corporais e como ainda a prega incessantemente, desde que se tornou visível tão-somente aos olhos do Espírito. Segui esse modelo divino; caminhai em suas pegadas; elas vos conduzirão ao refúgio onde encontrareis o repouso após a luta. Como ele, carregai todos vós as vossas cruzes e subi penosamente, mas com coragem, o vosso calvário, em cujo cimo está a glorificação. – João, bispo de Bordéus. (1862.)









sábado, 18 de abril de 2026

Marco Prisco - Livro Momentos de Decisão - Divaldo P. Franco - Cap. 12 - Verdade e Amor



Marco Prisco - Livro Momentos de Decisão - Divaldo P. Franco - Cap. 12


Verdade e Amor


“Mas, praticando a verdade em amor, cresçamos em todas as coisas naquele que é a cabeça, Cristo.” — PAULO (Efésios, 4:15).

A verdade pode ser utilizada para ajudar, ferir ou descoroçoar.

Ajuda, quando orienta mediante o recurso da bondade e da discrição; fere, quando zurzida com enfado ou através do descaso, com azedume e frieza com que se expressa; descoroçoa, quando se toma arma de dura aplicação, que culmina por aniquilar os estímulos.

O amor pode ser utilizado para ajudar, ferir ou descoroçoar.

Ajuda quando adverte, assiste e porfia, mesmo quando tudo, aparentemente, conspira contra; fere quando exige, impondo-se afirmação a soldo de pesado ônus retributivo; descoroçoa, quando por eufemismo concorda com o erro, desculpa a irresponsabilidade e acobertaas leviandades, aniquilando.

Quem ama e é verdadeiro age com retidão, exerce responsabilidade, porfia no ideal, embora membro da minoria.

Não reclama, não exige, não desanima.

Seguro dos objetivos que alcançará, serve incansável, ensina infatigável, perdoa.

A verdade e o amor são linhas mestras de conduta que nenhum cristão delas pode prescindir.

Dispensável esgrimir o verbo sadio, desnecessário falar da própria capacidade de amar.

Pelos atos revela-se, como pelos “frutos se conhecem as árvores”.


Marco Prisco