sábado, 14 de fevereiro de 2026

Marco Prisco - Livro Antologia Espiritual - Divaldo P. Franco - Cap. 40 - Comportamento



Marco Prisco - Livro Antologia Espiritual - Divaldo P. Franco - Cap. 40


Comportamento


Seja transparente sempre em relação à verdade. 

O que hoje você oculta, surgirá amanhã em sombras no seu caminho. 

Trate os seus companheiros com lealdade, sendo natural. 

A traição persegue o seu responsável, como a sombra que acompanha o corpo. 

Aja sempre com elevação, evitando comprometer-se moralmente, mesmo que tudo indique o sepultamento no silêncio. 

O partícipe de hoje poderá tornar-se o acusador de amanhã. 

Viva de tal forma que possa enfrentar o dedo em riste do inimigo ameaçando desvelar-lhe o segredo. 

Quem conserva erros na consciência, vive sob ameaça constante. 

Não ceda à insinuação do mal, do que não seja correto, enganando-se a respeito da fidelidade de outrem. 

O tempo desgasta tudo, inclusive as afeições arrebatadoras e certamente de pouca duração. O que não seja correto, nunca você tornará certo. 

Ame e confie em regime de tranquilidade. 

Dê-se à fraternidade sem reservas. 

Vive em plenitude cada momento da sua existência corporal. 

Meça, no entanto, o que diga e o que fizer, de forma que, em qualquer época, você enfrente as palavras e os atos de que foi objeto com paz interior e segura lucidez mental. 


Marco Prisco















sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 91 - Migalha e multidão



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 91


Migalha e multidão

 
“E tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão.” — (MATEUS, 14.19)


Ante o quadro da legião de famintos, qualquer homem experimentaria invencível desânimo, considerando a migalha de cinco pães e dois peixes.

Mas Jesus emprega o imenso poder da bondade e consegue alimentar a todos, sobejamente.

Observemos, contudo, que para isso toma os discípulos por intermediários.

O ensinamento do Mestre, nesse passo do Evangelho, é altamente simbólico.

Quem identifica a aluvião de males criados por nós mesmos, pelos desvios da vontade, na sucessão de nossas existências sobre a Terra, custa a crer na migalha de bem que possuímos em nós próprios.

Aqui, corrói a enfermidade, além, surge o fracasso, acolá, manifestam-se expressões múltiplas do crime.

Como atender às necessidades complexas?

Muitos aprendizes recuam ante a extensão da tarefa.

Entretanto, se o servidor fiel caminha para o Senhor, a migalha de suas luzes é imediatamente suprida pelo milagre da multiplicação, de vez que Jesus, considerando a oferta espontânea, abençoar-lhe-á o patrimônio pequenino, permitindo-lhe nutrir verdadeiras multidões de necessitados.

A massa de nossas imperfeições ainda é inaquilatável.

Em toda parte, há moléstias, deficiências, ruínas…

É imprescindível, no entanto, não duvidar de nossas possibilidades mínimas no bem.

Nossas migalhas de boa vontade na disposição de servir santamente, quando conduzidas ao Cristo, valem mais que toda a multidão de males do mundo.


Emmanuel










Meimei - Livro Sentinelas da Alma - Chico Xavier - Cap. 14 - A migalha de amor



Meimei - Livro Sentinelas da Alma - Chico Xavier - Cap. 14


A migalha de amor


Não menosprezes a migalha de amor que te pode marcar o concurso no serviço do bem.

Estende o coração através dos braços e auxilia sempre.

Quem definirá, entre os homens, toda a alegria da xícara de leite nos lábios da criancinha doente ou da gota de remédio na boca atormentada do enfermo?

Quem dirá o preço de uma oração fervorosa, erguida ao Céu, em favor do necessitado?

Quem medirá o brilho oculto da caridade que socorre os sofredores e desvalidos?

Que ouro pagará o benefício da fonte, quando a sede te martiriza? E onde o cofre repleto que te possa valer, no suplício da fome, quando a casa está órfã de pão?

Recorda a importância do pano usado para os que choram de frio, da refeição desaproveitada para o companheiro subnutrido, do vintém a transformar-se em mensagem de reconforto, do minuto de conversação consoladora que converte o pessimismo em esperança, e auxilia quanto possas.

Lembra-te de que Jesus renovou a Terra, utilizando diminutas migalhas de boa vontade e cooperação… Dos recursos singelos da Manjedoura faz o mais belo poema de humildade, de cinco pães e dois peixes retira o alimento para milhares de criaturas, em velhos barcos emprestados erige a tribuna das sublimes revelações do Céu… Para ilustrar seus preciosos ensinamentos, detém-se na beleza dos lírios do campo, salienta o valor da candeia singela, comenta a riqueza de um grão de mostarda e recorre ao merecimento de uma dracma perdida. 

Não olvides que teu coração é esperado por bênção viva, na construção da felicidade humana e, empenhando-lhe, agora, a tua migalha de carinho, recolhê-la-ás, amanhã, em forma de alegria eterna no Reino do Eterno Amor.


Meimei











quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 95 - Esta é a mensagem



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 95


Esta é a mensagem


“Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros.” — (1 JOÃO, 3.11)


Em todo o mundo sentimos a enorme inquietação por novas mensagens do Céu. Forças dinâmicas do pensamento insistem em receber modernas expressões de velhas verdades, ensaiando-se criações mentais diferentes. Notamos, porém, que a arte procura novas experimentações e se povoa de imagens negativas, que a política inventa ideologias e processos inéditos de governar e dilata o curso da guerra destruidora, que a ciência busca desferir voos mais altos e institui teorias dissolventes da concórdia e do bem-estar.

Grandes facções religiosas efetuam trabalho heroico na demonstração da eternidade da vida, suplicando sinais espetaculares do reino invisível ao homem comum.

Convenhamos que haverá sempre benefício nas aspirações elevadas do espírito humano, quando sinceramente procura as vibrações de natureza divina; todavia, necessitamos reconhecer que se há inúmeras mensagens substanciosas, edificantes e iluminadas na Terra, a maior e mais preciosa de todas, desde o princípio da organização planetária, é aquela da solidariedade fraternal, no “amemo-nos uns aos outros”.

Esta é a recomendação primordial. Sentindo-a, cada discípulo pode examinar, nos círculos da luta diária, o índice de compreensão que já possui, acerca dos Desígnios Divinos.

Mesmo que esse ou aquele irmão ainda não a tenha entendido, inicia a execução do paternal conselho em ti mesmo.

Ama sempre. Faze todo bem. Começa estimando os que te não compreendem, convicto de que esses, mais depressa, te farão melhor.


Emmanuel










Meimei - Livro Sentinelas da Alma - Chico Xavier - Cap. 9 - Amparo recíproco



Meimei - Livro Sentinelas da Alma - Chico Xavier - Cap. 9


Amparo recíproco


Reforma íntima: duas palavras que enfeixam numerosos apelos à sublimação espiritual.

Não te enganes, porém. Em nos referindo a esse imperativo da vida, coloquemo-nos todos na órbita de semelhante necessidade.

Não te julgues intangível. Se ainda não sofreste o assédio dessa ou daquela tentação, é possível que o teu dia de luta, nesse sentido, aparecerá mais depressa do que pensas.

Esse amigo conquistou a honestidade, mas ainda não se livrou da sovinice.

Aquela irmã atingiu louvável equilíbrio sentimental, no entanto, ainda carrega consigo grande peso de orgulho.

Outro amigo é um modelo de generosidade, contudo, não perdoa a mínima ofensa. Determinada companheira é um retrato da dedicação, em família, mas converte-se facilmente em franca representação do egoísmo, em se tratando do interesse dos outros.

Esse irmão alcançou alto grau de cultura, entretanto, não se contém perante certas tentações de caráter afetivo.

Encontramos outro que brilha na condição de autêntico herói do trabalho, no entanto, ainda não sabe afastar-se do propósito de empalmar os bens alheios, desde que encontre facilidade para isso.

Reportamo-nos ao assunto, a fim de anotar que, na Terra, somos todos necessitados da compaixão recíproca.

Analisemos os pontos frágeis da cidadela em que se nos oculta a personalidade e auxiliemo-nos uns aos outros.

Jesus nos dedicou um só mandamento: — “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” 

E atrevemo-nos a crer que o Divino Mestre nos terá dito nas entrelinhas: — “Perdoai-vos uns aos outros como eu vos perdoei.”


Meimei











quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Queda e Ascensão da Casa dos Benefícios - Chico Xavier - 2ª Parte - Preceitos à iluminação do Espírito - Cap. 2 - Definindo rumos



Bezerra de Menezes - Livro Queda e Ascensão da Casa dos Benefícios - Chico Xavier - 2ª Parte - Preceitos à iluminação do Espírito - Cap. 2


Definindo rumos


Sofrendo, lapidaremos a individualidade para o banquete da ascensão; calando, ouviremos com perfeição a voz do Pastor que nos tomou ao despenhadeiro para o redil do trabalho edificante; agindo no bem de todos, cultivaremos a nossa própria felicidade, hoje e amanhã. (1)

Sabemos que a escola e o jardim, o gabinete e o laboratório, o lar e o asilo acompanham, com facilidade, os movimentos evolutivos do mundo, na feição exterior dos processos em que se metodizam; mas, a dor, meu amigo, é a mesma de todos os tempos. A discórdia e a perturbação, o remorso e o arrependimento, a ansiedade e a angústia não variaram na superfície da Terra até agora.

Em razão disso, não podemos reagir contra a ordem abençoada que o Alto estabeleceu para a nossa casa de amor cristão. (2)

O mundo pode apresentar variadas mudanças na configuração externa da vida, mas o sofrimento é o mesmo, a dor não acusa modificações no curso dos séculos e — por que não dizer? — também as nossas paixões permaneceram intactas no escoar de milênios, para somente se transformarem agora em boa vontade e esforço construtivo, depois da inspiração de Jesus, que nos estendeu misericordiosos braços no despenhadeiro.

Estejamos convencidos, porém, de que a nossa boa vontade é credencial de auxílio mais amplo do Céu, tanto quanto a nossa inércia espiritual representa fator de atraso no socorro divino, que, às vezes, por preguiça ou rebeldia, teimamos em não receber. (3)

Um grupo espírita é uma equipe de Jesus em ação. Equipe em que somente o propósito do Mestre Divino prevalece, na produção de amor e luz a que todas as expressões do Evangelho são chamadas. (4)

Procuremos no trabalho que o Senhor nos reserva a posição de serviço que nos é própria, nela buscando a nossa felicidade de obedecer ao Celeste Orientador.

Nem queixas, nem exigências. Nem deserção nem exclusivismo. Nem lamentação que é indisciplina, nem exame precipitado do concurso alheio que redunda em desordem.

Ajudem-se, ajudando-nos. Nossos braços e nossas mãos no esforço do bem são instrumentos para que a bondade do Cristo se expresse no amparo a nós mesmos. (5)

Renovar caminhos. Conquistar instrumentação de trabalho. Adquirir oportunidade de dispor para enriquecer as oportunidades de servir. Nesse sentido daremos tudo de nós. (6)

Evitar a incursão dos vermes, aparentemente insignificantes, da vaidade e do orgulho, do desamor e da indiferença, na leira de nossa lavoura evangélica; adubar a plantação de nossos ideais superiores e proteger os grelos tenros da boa vontade para que, em breve, possamos cooperar, mais positivamente, na provisão de paz e luz dos celeiros terrestres, constituem imperativos de nossa tarefa. (7)

A hora é de renovação e, por isso mesmo, de lances sacrificiais para cada um de nós; contudo, não temamos os percalços naturais do roteiro de quantos trabalham e servem, e avancemos de almas centralizadas naquele que nos contempla no monte da ressurreição, convidando-nos à glória da cruz. (8)

Na intimidade de nossa embarcação de amor esperamos a continuação dos nossos velhos princípios de compreensão e solidariedade, serviço e bom ânimo, fé e auxílio mútuo, fortaleza e humildade. (9)

Aqui tenho aprendido que a única riqueza trazida do mundo é aquela que entesouramos no ato de ajudar para o bem. (10)

Agora a tarefa adquire novas perspectivas, novos horizontes se desdobram. Compreendemos nós todos que estamos à frente de um mundo conturbado por extremas transições. Cada casa especialmente consagrada à Obra do Cristo e, muito particularmente as que se vinculam ao Espiritismo Cristão, sofrem hoje golpes e provações que é necessário superar, não apenas considerando a grandeza da Causa da Humanidade e do Evangelho, mas também os nossos próprios compromissos. É como se ventania arrasadora fustigasse, no mar das experiências humanas, aquelas embarcações que transportam os tesouros da luz espiritual. (11)


Bezerra de Menezes







(1) De mensagem recebida em 28.10.1949
(2) De mensagem recebida em 4.03.1951
(3) De mensagem recebida em 10.09.1953
(4) De mensagem recebida em 10.03.1954
(5) De mensagem recebida em 24.04.1957
(6) De mensagem recebida em 10.12.1966
(7) De mensagem recebida em 28.10.1949
(8) De mensagem recebida em 6.02.1951
(9) De mensagem recebida em 11.07.1952
(10) De mensagem recebida em 10.09.1953
(11) De mensagem recebida em 20.06.1964




terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Confia e Segue - Chico Xavier - Cap. 18 - Tentação



Emmanuel - Livro Confia e Segue - Chico Xavier - Cap. 18


Tentação


Somos tentados pela forças exteriores da vida, segundo as nossas necessidades de purificação interna.

Isso equivale a dizer que cada criatura sofre a tentação, conforme a natureza que lhe é própria.

Qual acontece nos domínios da Natureza em que o fogo não se alimenta de água, mas sim de combustível que se lhe afina ao modo de ser, no reino do espírito, cada um de nós entra em combinação apenas com as energias que se assemelhem às nossas.

Assim é que renascemos, habitualmente, no Plano físico, transportando conosco as deficiências individuais e os problemas domésticos que nos reclamam extinção ou ajustamento.

Espíritos entregues à usura e à crueldade, em muitas circunstâncias, ressurgem no berço de ouro, experimentando, de novo, a tentação da sovinice e do orgulho de modo a superá-los e almas cristalizadas na revolta e na indisciplina quase sempre reaparecem nos lares empobrecidos, atravessando novamente a tentação do desespero e da delinquência para vencê-los suficientemente.

Reunimo-nos através da família consanguínea, muitas vezes, com as nossas aversões mais profundas, para transformá-las em amor puro, ao preço de perdão e serviço, devotamento e renúncia, e, em todos os quadros da luta humana, somos defrontados por rudes provas que nos falam de perto às próprias necessidades, a fim de que, na sublime vitória sobre nós mesmos, saibamos buscar os cimos da vida.

Não te creias simplesmente tentado pelos outros à descida ao despenhadeiro das trevas.

Somos nós mesmos que, estendendo o fio do desejo, atraímos em nosso prejuízo ou em nosso favor as companhias que nos acrescentarão as forças para a queda nas sombras ou para a ascensão à Divina Luz.


Emmanuel