segunda-feira, 6 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 101 - Ouvistes?



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 101


Ouvistes?


“Tenho-vos dito estas coisas, para que vos não escandalizeis.” — JESUS. (João, 16:1)


Antes de retornar às Esferas Resplandecentes, o Mestre Divino não nos deixou ao desamparo, quanto às advertências no trabalho a fazer.

Quando o Espírito amadurecido na compreensão da obra redentora se entrega ao campo de serviço evangélico, não prescinde das informações prévias do Senhor.

É indispensável ouvi-las para que se não escandalize no quadro das obrigações comuns.

Esclareceu-nos a palavra do Mestre que, enquanto perdurasse a dominação da ignorância no mundo, os legítimos cultivadores dos princípios da renovação espiritual, por Ele trazidos, não seriam observados com simpatia. 

Seriam perseguidos sem tréguas pelas forças da sombra. 

Compareceriam a tribunais condenatórios para se inteirarem das falsas acusações dos que se encontram ainda incapacitados de maior entendimento. 

Suportariam remoques de familiares, estranhos à iluminação interior. 

Sofreriam a expulsão dos templos organizados pela pragmática das seitas literalistas.

Escutariam libelos gratuitos das inteligências votadas ao escárnio das verdades divinas. 

Viveriam ao modo de ovelhas pacíficas entre lobos famulentos. 

Sustentariam guerra incessante contra o mal. 

Cairiam em ciladas torpes. 

Contemplariam o crescimento do joio ao lado do trigo. 

Identificariam o progresso efêmero dos ímpios.

Carregariam consigo as marcas da cruz. 

Experimentariam a incompreensão de muitos. 

Sentiriam solidão nas horas graves. 

Veriam, de perto, a calúnia, a pedrada, a ingratidão…

O Mestre Divino, pois, não deixou os companheiros e continuadores desavisados.

Não oferecia a nenhum aprendiz, na Terra, a coroa de rosas sem espinhos. Prometeu-lhes luta edificante, trabalho educativo, situações retificadoras, ensejos de iluminação, através da grandeza do sacrifício que produz elevação e do espírito de serviço que estabelece luz e paz.

É importante, desse modo, para quantos amadureceram os raciocínios na luta terrestre, a viva recordação das advertências do Cristo, no setor da edificação evangélica, para que se não escandalizem nos testemunhos difíceis do plano individual.


Emmanuel












Neio Lúcio - Livro Colheita do Bem - Mensagens familiares do Prof. Arthur Joviano / Chico Xavier - Cap. 66 - Cada desencarnação é regresso de um lutador



Neio Lúcio - Livro Colheita do Bem - Mensagens familiares do Prof. Arthur Joviano / Chico Xavier - Cap. 66


Cada desencarnação é regresso de um lutador


"O ladrão não vem senão a furtar, a matar e a perder. Mas eu vim para que elas tenham vida, e a tenham em abundância." (JOÃO, 10:10)


Meus caros filhos, Deus abençoe a vocês, concedendo-lhes a todos muita paz, saúde e alegria.

Estimo-lhes a conversação entusiástica na cultura do bem, antes das nossas reuniões, porque assim como é possível ao ferreiro converter o metal maleável da forja quente em utilidades para a vida comum, as opiniões bem ajustadas nos entendimentos mútuos nos oferecem matéria mental mais plástica para a produção de pensamentos edificantes em novos tipos.

Você diz muito bem, meu caro Rômulo, quando se reporta às multidões das Esferas imediatas à existência do homem vulgar. 

Imaginem a vida física como sendo uma vanguarda compacta de luta em linhas gigantescas de soldados que orçam por dois bilhões de elementos individuais. 

Nessa frente, o atrito é uma corrida ao prêmio que nomeamos por “evolução”, “redenção”, “sublimação”, etc. 

O trabalho do Espírito, mais fácil nessas condições, é uma concorrência de aspecto gigantesco à conquista de valores imperecíveis para a alma eterna. E as Esferas imediatas mais próximas à mente do homem constituem, naturalmente, a retaguarda. 

Cada desencarnação é regresso de um lutador, mas qual ocorre nas batalhas que vocês conhecem aí o número dos feridos, dos desajustados e dos loucos é sempre quase esmagador sobre a percentagem reduzida dos heróis. 

Geralmente, na Terra, quem volta do combate é candidato infalível ao hospital, onde atende a mutilações e chagas por tempo indefinido.  

Quem retorna ao círculo carnal igualmente traz consigo dificuldades enormes.

Mente presa a objetos amados, coração encarcerado em sentimentos inconfessáveis, interesses atados a objetivos inferiores, desilusões intraduzíveis, desacertos numerosos, doenças convertidas em vícios do pensamento, caprichos menos construtivos,  perturbações da visão interna, compromissos pesados com determinados seres, inibições que se tornaram sistemáticas, cristalizações do raciocínio que se fizeram contumazes, opiniões endurecidas no tempo,  preconceitos transformados em impedimentos ao verdadeiro progresso espiritual, temores infundados, medo das renovações benéficas, dificuldades à compreensão rápida, defeitos de observação, mágoas que os atormentam incessantemente e um sem número de alterações íntimas que nos dão a ideia de reencontrar nos recém-chegados do mundo verdadeira legião de “soldados enfermos”, presos da já célebre neurose de guerra que serve para diagnosticar qualquer desajuste.

E os milhões de seres nessas condições reclamam providências enérgicas nos setores da assistência, da reeducação e da reencarnação, como vocês não podem, por enquanto, apreciar. 

E até que entesouremos em nós o estado sublime de consciência que você designa por “apreensão de ordem superior”, há muitas e muitas léguas que andar nos domínios do trabalho e da experiência. 

Por mais movimentada seja a nossa vida no corpo, se realmente acordamos para a verdade divina, a movimentação para nós, que aqui desempenhamos as funções dos legionários da boa vontade, é sempre muito maior. Daí a razoabilidade do seu ponto de vista. 

A transposição de Plano para a nossa mente é muito morosa, considerando as necessidades de preparação à frente da vida superior. 

Só a vida grande merece a grande morte. 

Não há libertação para quem não se liberta. 

O trabalho é desconhecido para quem não trabalha.  

A vida abundante, com relação à qual Jesus foi tão claro no Evangelho, somente se revela ao coração que se devotou à vida intensa desde aí. 

A união é uma luz apenas para aquele que ainda na carne a procura.

O nosso mundo aqui é de continuação ao que aí teve começo. 

Na carne, as possibilidades de iniciar ou reiniciar são imensas. Aqui, porém, pelo menos dentro dos círculos mais vizinhos da crosta, a lembrança, a memória, a ligação impõem prosseguimento.  

Assim sendo, tudo aqui é sono para quem não despertou na matéria densa, desagrado para quem somente se agradou no campo emocional menos construtivo do mundo, angústia para quem não diminuiu as próprias aflições, desânimo ou perturbação para quem não aceitou os benefícios da luta ou entravou a marcha dos que buscavam lidar e lutar com nobreza.

Tudo lógico, vivo, natural. Não podia ser de outro modo.  

A “Terra próxima”, por isso, é talvez menos interessante que a “Terra do agora” para vocês. 

Conhecendo essas realidades vocês permanecem armados para muitas e valiosas conquistas. 

Quem mais realizar com o bem, mais aquinhoado de dons será pelas forças que o representam. 

Não se esqueçam de que pensamento e ação simbolizam sementeira e crescimento. Os dias se encarregam de amadurecer os frutos de acordo com a natureza de nossa plantação.

Estou muito satisfeito com as providências que vocês vão empreendendo em favor do Roberto. De nosso lado, partilharemos essas medidas dentro das possibilidades ao nosso alcance. Alegro-me com a colaboração de vocês na solução aos problemas dele, porque, de nosso círculo, é muito de meu desejo se sinta o neto amparado por todos os recursos ao alcance de nossa boa vontade e de nossa dedicação.

Quando a alma reenceta a luta em plano de trabalho que requisita as mais positivas afirmações da individualidade, as vozes e sugestões ao derredor de seus passos são sempre muitas. Desse modo, é útil estejamos ao lado do seu coração juvenil e generoso com as nossas. A sintonia final pertence a ele no grande caminho. 

Jesus emite para todos, entretanto, cada um de nós lhe ambienta os pareceres em horas e circunstâncias diversas entre si. Esperemos o futuro com o otimismo habitual.

Registramos a lembrança de palavras nossas destinadas ao público. Buscaremos responder logo que se nos ofereça oportunidade. Felizmente, não têm faltado recursos a essa sementeira de conforto e esclarecimento, e só tenho motivos para desejar progresso e êxito amplo ao serviço de vocês, que é igualmente nosso, campo de trabalho e de ideias que devemos exportar em formas sempre novas, atendendo-se às necessidades do tempo, da situação e da personalidade. 

A ideia em si não se modifica e no setor religioso ela é sempre um valor imutável que desceu de “Cima” para nosso consumo. O que se modifica é a expressão, simplesmente. Lidaremos com elas até alcançarmos a “superconsciência”, onde a claridade divina, por enquanto, é inimaginável para nós.

Boa noite a vocês todos. E desejando-lhes muita alegria, bom-ânimo e luz reúne-os num grande abraço o papai muito amigo de sempre,


Neio Lúcio
(A. Joviano)







15/11/1950.


Joanna de Ângelis - Livro Messe de Amor - Divaldo Pereira Franco - Cap. 6 - Caridade difícil



Joanna de Ângelis - Livro Messe de Amor - Divaldo Pereira Franco - Cap. 6


Caridade difícil


Distendes o agasalho e envolves o corpo entanguido, derramando sobre o coração a linfa da tranquilidade decorrente da caridade ao nu.

Ofereces o pão generoso e a água fria e experimentas o júbilo interior que nasce na fonte sublime da caridade ao esfaimado e ao sedento.

Favoreces com a cédula-moeda e participas da emoção que flui da caridade ao necessitado.

Partilhas a piedade e harmonizas a consciência ante a caridade para com o aflito moral.

Doas o medicamento e renovas-te ante a bênção praticada pela caridade ao enfermo.

Ensejas o teto, gentil, favorecendo a alma com a paz cantante que se deriva da caridade dirigida ao desabrigado.

Desculpas a ofensa, propiciando calor de fé ao espírito ferido ante a caridade do olvido ao mal que surge no coração dos maus e dos enganados.

E crês que conjugas o verbo amar, vivendo o verbete caridade nas diversas modalidades enunciadas pela mensagem evangélica.

Todavia, ainda podes mais fazer.

Se desejas integração real no espírito cristão da caridade, vai mais além.

Há outros espíritos em torno de ti que aguardam mãos invisíveis capazes de os socorrer.

Possivelmente não os conheces, não os vês, não os ouves, não são do teu círculo... Mas não os ignoras.

Conhece-los-ás, através da Revolução Espírita que te falou deles, os atormentados de além-túmulo, nossos irmãos desencarnados sofredores.

Há os que se converteram desde ontem em verdugos e seguem os teus passos afligindo-te; alguns dormem, hipnotizados; outros desconhecem o país onde se encontram; muitos se detêm nas tormentosas evocações do passado; vários se agregam, e experimentam a angústia do magote em que se reúnem; diversos choram esfaimados, sedentos, desabrigados, friorentos, enfermos...

São náufragos da vida física que a morte recolheu.

Todos eles precisam de nós...

Desde que conheces e possuis a centelha espiritista que persiste ardendo em tua alma, ora por eles, ama-os, pensa neles com vibração mental positiva de auxílio e, quando surja ocasião, nas células cristãs em que militas, ao longo do caminho carnal, “recebe-os”, favorecendo-os com a palavra evangélico medicamentosa que os anime, console, desperte, encaminhe e cure...

Oferece as tuas antenas psíquicas e deixa-os “incorporar” pela mediunidade que portas, a fim de que sejam aquinhoados pela caridade do teu esforço.

Sofre-los-ás quando te dedicares a socorrê-los.

Participarás intimamente das suas agonias e aflições.

Nem sempre se desprenderão de ti imediatamente.

Demorar-se-ão, alguns, ao teu lado, aguardando, e os sentirás...

Sofrerás conflitos íntimos e silenciosos sob a ação deles...

Não os temas, porém.

Não te rebeles.

Entrega-os ao Médium Divino, considerando que eles necessitam de quem os ame, na Terra, e da Terra os ajude.

Medita quanto à alegria que experimentarias se, no lugar deles, encontrasses alguém que oferecesse o vaso fisiopsíquico para tua libertação, e faze, então, o que gostarias que fizessem por ti, exercitando-te, desde hoje, na prática dessa caridade difícil e algo ignorada, que os olhos do mundo não veem nem a gratidão dos amigos recompensa com o suborno do reconhecimento precipitado ou da bajulação dispensável, na certeza de que Jesus, que nos ama desde há milênios até hoje, não se cansa de alongar sua inefável misericórdia e amor até o abismo de inferioridade em que nos detemos...


Joanna de Ângelis





















domingo, 5 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 120 - Herdeiros



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 120


Herdeiros


“E se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus e coerdeiros do Cristo.” — PAULO (Romanos, 8:17)


Incompreensivelmente, muitas escolas religiosas, através de seus expositores, relegam o homem à esfera de miserabilidade absoluta.

Púlpitos, tribunas, praças, livros e jornais estão repletos de tremendas acusações. Os filhos da Terra são categorizados à conta de réus da pena última.

Ninguém contesta que o homem, na condição de aluno em crescimento na Sabedoria Universal, tem errado em todos os tempos; ninguém ignora que o crime ainda obceca, muitas vezes, o pensamento das criaturas terrestres; entretanto, é indispensável restabelecer a verdade essencial.

Se muitas almas permanecem caídas, Deus lhes renova, diariamente, a oportunidade de reerguimento.

Além disso, o Evangelho é o roteiro do otimismo divino.

Paulo, em sua epístola aos romanos, confere aos homens, com justiça, o título de herdeiros do Pai e co-herdeiros de Jesus.

Por que razão se dilataria a paciência do Céu para conosco, se nós, os trabalhadores encarnados e desencarnados da Terra, não passássemos de seres desventurados e inúteis? Seria justa a renovação do ensejo de aprimoramento a criaturas irremediavelmente malditas?

É necessário fortalecer a fé sublime que elevamos ao Alto, sem nos esquecermos de que o Alto deposita santificada fé em nós.

Que a Humanidade não menospreze a esperança.

Não somos fantasmas de penas eternas e sim herdeiros da Glória Celestial, não obstante nossas antigas imperfeições.

O imperativo de felicidade, porém, exige que nos eduquemos, convenientemente, habilitando-nos à posse imorredoura da herança divina.

Olvidemos o desperdício da energia, os caprichos da infância espiritual e cresçamos, para ser, com o Pai, os tutores de nós mesmos.


Emmanuel













Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 1 - A Presença Divina



Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 1


A Presença Divina


Em tudo que observas e contemplas, encontras a divina presença de Deus, manifestando-se de maneira inconfundível.

A harmonia que mantém os astros no Cosmo embora a agitação contínua do nascer e do morrer de sistemas, em equilíbrio incomum, confirma-Lhe a causalidade.

De igual maneira, a movimentação bem direcionada no infinitamente pequeno, repetindo a majestosa ordem geral, traduza divina presença em toda, parte.

As condições propiciatórias, à vida, na Terra, nas incontáveis expressões em que se apresenta, são resultado da elaboração de projetos cuidadosos, objetivando finalidades específicas, no processo da evolução.

Tudo se transforma incessantemente para melhor: Desorganiza-se uma forma para que outra lhe tome o lugar, mantendo o mesmo ritmo no concerto geral. Não há silêncio, nem vazio, em lugar algum, mas sim uma sinfonia de incomparável beleza vibrando em tudo, como representação do Seu psiquismo.

Fonte de energia vitalizadora que é, sustenta a ordem e mantém o conjunto de tal maneira, que o caos aparente converte-se em estabilidade de forças que pareciam opor-se.

Sucedem-se os milênios obedecendo a uma desconhecida fatalidade essencial que tudo impulsiona para a frente, ensejando mais amplo entendimento da eternidade do tempo e da infinitude do espaço.

Em face da limitação da mente humana, são necessários parâmetros para entender quaisquer informações, que determinem e localizem os fenômenos do Universo. A Mente Divina, porém, tudo abarca; por ser a Criadora, de quanto existe.

Por mais se engrandeça o raciocínio do ser pensante, sempre defrontará dificuldades para equacionar os mecanismos da realidade universal. Somente através dos voos da imaginação e que se pode abarcar, mesmo que sem entender, a grandeza da Criação.

O salmista Davi, por exemplo, no seu canto de número, versículo 1, exalta: Os céus proclamam a glória Deus e o, firmamento anuncia a obra das Suas mãos.

Sem qualquer dúvida, embora apresentando um conceito antropomórfico a respeito da Divindade, o pensamento expõe com acerto a presença da Mente divina em tudo evidente.

Algumas escolas filosóficas e outras cientificas pretendem determinar que essa Mente, Una, a princípio, se teria fragmentado, para ressurgir na manifestação de, todos os, seres vivos, particularmente nos reinos animal, e humano, em face da presença da razão, mesmo que embrionária nas formas de natureza mais primitiva.

Esse conceito, embora reconheça a Transcendência original, corre o perigo de conduzir a um panteísmo, no qual individualidade humana desaparece no todo, perdendo o grandioso esforço para a aquisição do equilíbrio no cosmo interior.

Deus prossegue criando sem cessar.

O Seu psiquismo dá nascimento a verdadeiros fascículos de luz, que contêm em germe toda a grandeza fatalidade do seu processo de evolução.

Manifestando-se em sono profundo nos minerais através dos milhões de milênios, germina, mediante processo de modificação estrutural, transferindo-se para o reino vegetal, às vezes, passando pelas formas intermediárias, dando surgimento à sensibilidade, a uma organização nervosa primária, de que se utilizará no remoto futuro. Obedecendo a campos vibratórios sutis e inabordáveis, lentamente se transfere para o reino animal, experimentando as variações do transformismo, e do evolucionismo, igualmente vivenciando as experiências encarregadas das mutações e variações, desdobrando os instintos até alcançar os primatas, e deles prosseguindo no direcionamento humano...

Não cessa, porém, no bípede pensante, o grandioso desenvolver dos conteúdos divinos nesse psiquismo, antes alma e agora Espirito, que avança para a angelitude, para a superação de qualquer expressão no campo da forma, até, atingir o máximo da sua destinação gloriosa.

Todas as manifestações o mundo das formas direcionadas pôr uma energia, peculiar modificam-se, tornando-se mais complexas, até alcançar estágios definitivos que as caracterizam no campo material.

O mesmo ocorre com os iniciais fascículos de luz, que se utilizam das condensações que elaboram para desenvolver-se, impondo futuras expressões, nas quais a capacidade intelecto-moral se há de manifestar.

Pode-se, portanto, perceber a presença divina em todos esses períodos em manifestações de impulsos que conduzem aos diferentes, estágios que deságuam no oceano da futura harmonia.

Arquivando todas essas, experiências nos arcanos profundos da mente individual e humana, o ser que vem transitando pelo campo da matéria e desenvolvendo os inextricáveis mecanismos da energia pensante, conduz o conhecimento da evolução, de que se utilize, consciente ou inconscientemente, para mais audaciosos cometimentos ascensionais.

A princípio, encontra-se fixado ao solo, e nele ínsito.

Logo após, prende-se-lhe por intermédio de raízes que lhe oferecem elementos para a vida e para a sustentação, o mesmo ocorrendo no seio das águas… A libertação do magneto terrestre dá-se, a pouco, até o momento em que, humanizado, aprende a planar acima do seu apoio, quando se utiliza da mente para os fenômenos da movimentação e da vida em planos de exclusiva natureza vibratória, sem a aglutinação de moléculas que dão origem à matéria, trata-se do Reino dos Céus, do Nirvana, do Paraíso, do mundo de plenitude fora do mundo físico, que serve de hospedagem transitória para o desenvolvimento do deus interno, da Mente Divina que permanece em toda a Criação.

A denominada fatalidade biológica encarregada de fazer que o neuroblasto dê origem, à todos dos demais, variando na aparência e na finalidade compreendida como a moldagem imposta pelo perispírito, é resultado da Mente Divina que orienta o crescimento e a manifestação da vida, na sua multifacetada expressão.

Tudo e todos, portanto, obedecem a uma planificação superior, antecipada, inevitável e determinista para a harmonia total.

Jamais se fragmenta a Mente Divina, porque Deus é Uno, Absoluto, Eterno, portador de muitos outros atributos, ainda incompreensíveis ao limite da criatura humana.

Jesus denominou-o como Pai, e João Evangelista, como Amor.

Seja como for, essa Mente criadora é responsável por tudo quanto existe e merece ser identificada em todas as expressões alcançadas pelo pensamento e pela percepção, humana, afim de render-Lhe graças e prestar-Lhe culto de admiração, aprendendo a amar a Obra na qual se encontra em processo de crescimento ilimitado, no rumo da sua relativa perfeição.

Assim sendo, o amor é chamado a compartilhar dessa saga extraordinária, unindo todas as criaturas no mesmo, nível, de sentimento e de afeição, maneira apropriada de demonstrar gratidão ao Pai misericordioso...


Joanna de Ângelis














sábado, 4 de julho de 2026

Emmanuel - Livro O Essencial - Chico Xavier - Cap. 2 - Amor em ação



Emmanuel - Livro O Essencial - Chico Xavier - Cap. 2


Amor em ação


Paciência, em verdade,
É o amor em ação.

Todo bem traz por si
Paciência na base.

A semente no solo
Aguarda tolerância.

A árvore pede amor
A fim de produzir.

Que a paciência em nós
Seja a calma em trabalho.

A grandeza do mundo
É a paciência de Deus.


Emmanuel










sexta-feira, 3 de julho de 2026

Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 5 - Abençoemos



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 5


Abençoemos


Abençoemos os que se fizeram ou se fazem instrumentos de nossas dificuldades!

Abençoemos os que não nos compreenderam ou ainda não nos compreendam, nos quais encontramos o estímulo para a aquisição de novo entendimento!

Abençoemos os que nos criaram ou nos criem problemas e embaraços, porque sem eles não adestraríamos as nossas energias para a justa e necessária autossuperação!

Abençoemos quantos nos impuseram ou nos impõem trabalho incessante de renunciação e sacrifício, sem pausa, porquanto é por eles e com eles que nos habituamos a prosseguir na estrada reta que Jesus nos traçou.


Batuíra