segunda-feira, 28 de setembro de 2026

André Luiz - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - 2ª Parte, Cap. 15 - Espiritismo



André Luiz - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - 2ª Parte, Cap. 15


Espiritismo


Espiritismo não é apenas o consolador da Terra.

É o renovador do “eu”.

Não constitui somente a iluminação das massas.

É lâmpada acesa para o coração do homem.

Não é simplesmente Boa Nova no espírito popular.

É Nova Mensagem de redenção para o indivíduo.

Não é apenas a fonte miraculosa da graça.

É campo de esforço próprio.

Não é somente a técnica de salvação para todos.

É o processo de solução exata aos problemas de cada um.

Não se resume a palácio de princípios sublimes no corpo ciclópico do século.

É casa de trabalho regenerador para cada dia.

Não representa simplesmente a usina poderosa impulsionando a ascensão coletiva.

É motor destinado à elevação pessoal.

Não está circunscrito ao santuário da esperança reconfortante.

É esfera de serviço ativo da nossa redenção individual no supremo bem.

Espiritismo, pois, que não santifique o Homem, pode ser uma atividade respeitável, mas não edificará no mundo o reino de Deus.


André Luiz












domingo, 27 de setembro de 2026

Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 48 - O amor



Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 48


O amor


O amor é a fonte de todas as virtudes, é a mãe de luz, tendo Deus como Pai. É a força divina por excelência, que nos dá alegria, sendo o alimento dos Espíritos.

O amor começa nas afinidades e faz uma viagem pelo progresso, crescendo cada vez mais na iluminação que a vida pode lhe oferecer. A sua estrutura de energia é grandiosa, chegando ao ponto de o evangelista João dizer que Deus é amor, conceito divino que ficou conhecido no mundo inteiro, que todos respeitam.

Muitos procuram exercitar essa virtude, fazendo dele, como fenômeno, o fator de mudança de comportamento das criaturas. Se você começa a pensar no amor, perde o poder de ferir; se o amor é o seu assunto de cada dia, não tem lugar na sua mente para o ódio; se o amor lhe interessa nas conversações, tem mais facilidade de liberar o perdão; buscando amizade com todas as criaturas, quando o amor é motivo de vida para a sua vida, a caridade desempenhará a vontade de Deus no seu coração.

O afeto, quando inicia sua vida na vida do homem, fica mais conhecido como alma boa, que entende e procura entender a Jesus. Na Terra, a única religião que podemos compreender como verdadeira é o amor; ele brilha em todas as nações, e nos empresta meios de elevação para a conquista dessa virtude singular.

Ele se aninha no coração das pessoas e se expressa como simpatia que agrada a todos, irradiando-se para todos os lados, mostrando no silêncio que existe a felicidade. O amor domina todas as dimensões da vida, chegando até Deus. Jesus se fez o Mestre dos mestres pelo amor, que Deus Lhe ensinou.

Os Espíritos somente se libertam quando conseguem conquistar o amor, pois no exercício dessa virtude a iluminação atinge a cidade íntima, fazendo com que a consciência se tranquilize, atingindo igualmente o coração, de maneira a desprender energias para os que nos procuram; e a doação é sem limites, ainda mais, sem exigências.

O amor é paz, porque dá nascimento à harmonia; a harmonia fertiliza o campo onde prospera a alegria, e essa ajuda na disseminação do perdão, que não se esquece da amizade.

A Doutrina Espírita, se é Jesus voltando para a humanidade, pode-se dizer que é a afeição visitando as nações, para o engrandecimento da harmonia em todos os cantos da Terra. E ainda, por impulso de Cristo, educa e instrui a todos, fazendo-o por amor.

Se você deseja crescer espiritualmente, dedique-se aos trabalhos que a Doutrina Espírita lhe indica, que todos eles o levarão ao amor.

Se você dá início ao amor, na dimensão que entende essa virtude, o Senhor o abençoe, para que ele cresça cada vez mais, chegando a sentir na intimidade a existência de Deus, reconhecendo que está sendo dirigido na sua vida por Jesus.


Miramez






O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XI — Amar o próximo como a si mesmo - Instruções dos Espíritos - A lei de amor

8. O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra – amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.

Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. É então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. – Lázaro. (Paris, 1862.)









Joanna de Ângelis - Livro Amor, Imbatível Amor - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5 - Medo de amar



Joanna de Ângelis - Livro Amor, Imbatível Amor - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5


Medo de amar


A insegurança emocional responde pelo medo de amar.

Como o amor constitui um grande desafio para o Self, o indivíduo enfermiço, de conduta transtornada, inquieto, ambicioso, vítima do egotismo, evita amar, a fim de não se desequipar dos instrumentos nos quais oculta a debilidade afetiva, agredindo ou escamoteando-se em disfarces variados.

O amor é mecanismo de libertação do ser, mediante o qual, todos os revestimentos da aparência cedem lugar ao Si profundo, despido dos atavios físicos e mentais, sob os quais o ego se esconde.

O medo de amar é muito maior do que parece no organismo social. As criaturas, vitimadas pelas ambições imediatistas, negociam o prazer que denominam como amor ou impõem-se ser amadas, como se tal conquista fosse resultado de determinados condicionamentos ou exigências, que sempre resultam em fracasso.

Toda vez que alguém exige ser amado, demonstra desconhecimento das possibilidades que lhe dormem em latência e afirma os conflitos de que se vê objeto. O amor, para tal indivíduo, não passa de um recurso para uso, para satisfações imediatas, iniciando pela projeção da imagem que se destaca, não percebendo que, aqueloutros que o louvam e o bajulam, demonstrando-lhe afetividade são, também, inconscientes, que se utilizam da ocasião para darem vazão às necessidades de afirmação da personalidade, ao que denominam de um lugar ao Sol, no qual pretendem brilhar com a claridade alheia.

Vemo-los no desfile dos oportunistas e gozadores, dos bulhentos e aproveitadores que sempre cercam as pessoas denominadas de sucesso, ao lado das quais se encontram vazios de sentimento, não preenchendo os espaços daqueles a quem pretendem agradar, igualmente sedentos de amor real.

O amor está presente no relacionamento existente entre pais e filhos, amigos e irmãos. Mas também se expressa no sentimento do prazer, imediato ou que venha a acontecer mais tarde, em forma de bem-estar. Não se pode dissociar o amor desse mecanismo do prazer mais elevado, mediato, aquele que não atormenta nem exige, mas surge como resposta emergente do próprio ato de amar. Quando o amor se instala no ser humano, de imediato uma sensação de prazer se lhe apresenta natural, enriquecendo-o de vitalidade e de alegria com as quais adquire resistência para a luta e para os grandes desafios, aureolado de ternura e de paz.

O amor resulta da emoção, que pode ser definida como uma reação intensa e breve do organismo a um lance inesperado, a qual se acompanha dum estado afetivo de concentração penosa ou agradável, do ponto de vista psicológico.

Também pode ser definida como o movimento emergente de um estado de excitamento de prazer ou dor.

Como consequência, o amor sempre se direciona àqueles que são simpáticos entre si e com os quais se pode manter um relacionamento agradável.

Este conceito, porém, se restringe à exigência do amor que se expressa pela emoção física, transformando-se em prazer sensual.

Sob outro aspecto, há o amor profundo, não necessariamente correspondido, mas feito de respeito e de carinho pelo indivíduo, por uma obra de arte, por algo da Natureza, pelo ideal, pela conquista de alguma coisa superior ou transcendente, para cujo logro se empenham todas as forças disponíveis, em expectativa de um prazer remoto a alcançar.

As experiências positivas desenvolvem os sentimentos de afetividade e de carinho, as desagradáveis propõem uma postura de reserva ou que se faz cautelosa, quando não se apresenta negativa.

No medo de amar, estão definidos os traumas de infância, cujos reflexos se apresentam em relação às demais pessoas como projeções dos tormentos sofridos naquele período. Também pode resultar de insatisfação pessoal, em conflito de comportamento por imaturidade psicológica, ou reminiscência de sofrimentos, ou nos seus usos indevidos em reencarnações transatas.

De alguma forma, no amor, há uma natural necessidade de aproximação física, de contato e de contiguidade com a pessoa querida.

Quando se é carente, essa necessidade torna-se tormentosa, deixando de expressar o amor real para tornar-se desejo de prazer imediato, consumidor. Se for estabelecida uma dependência emocional, logo o amor se transforma e torna-se um tipo de ansiedade que se confunde com o verdadeiro sentimento.

Eis porque, muitas vezes, quando alguém diz com aflição eu o amo, está tentando dizer eu necessito de você, que são sentimentos muito diferentes.

O amor condicional, dependente, imana uma pessoa à outra, ao invés de libertá-la.

Quando não existe essa liberdade, o significado do eu o amo, o transforma na exigência de você me deve amar, impondo uma resposta de sentimento inexistente no outro.

O medo de amar também tem origem no receio de não merecer ser amado, o que constitui um complexo de inferioridade.

Todas as pessoas são carentes de amor e dele credoras, mesmo quando não possuam recursos hábeis para consegui-lo.

Mas sempre haverá alguém que esteja disposto a expandir o seu sentimento de amor, sintonizando com outros, também portadores de necessidades afetivas.

O medo, pois, de amar, pelo receio de manter um compromisso sério, deve ser substituído pela busca da afetividade, que se inicia na amizade e termina no amor pleno. Tal sentimento é agradável pela oportunidade de expandir-se, ampliando os horizontes de quem deseja amigos e torna-se companheiro, desenvolvendo a emoção do prazer pelo relacionamento desinteressado, que se vai alterando até se transformar em amor legítimo.

Indispensável, portanto, superar o conflito do medo de amar, iniciando-se no esforço de afeiçoar-se a outrem, não gerando dependência, nem impondo condições.

Somente assim a vida adquire sentido psicológico e o sentimento de amor domina o ser.


Joanna de Ângelis 















Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 112 - Que farei?



Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 112


Que farei?


“Que farei?” — PAULO. (Atos, 22.10)


Milhares de companheiros aproximam-se do Evangelho para o culto inveterado ao comodismo.

Como dominarei? — Interrogam alguns.

Como descansarei? — Indagam outros.

E os rogos se multiplicam, estranhos, reprováveis, incompreensíveis…

Há quem peça reconforto barato na carne, quem reclame afeições indébitas, quem suspire por negócios inconfessáveis e quem exija recursos para dificultar o serviço da paz e do bem.

A pergunta do apóstolo Paulo, no justo momento em que se vê agraciado pela Presença Divina, é padrão para todos os aprendizes e seguidores da Boa Nova.

O grande trabalhador da Revelação não pede transferência da Terra para o Céu e nem descamba para sugestões de favoritismo ao seu círculo pessoal. Não roga isenção de responsabilidade, nem foge ao dever da luta.

— Que farei? — Disse a Jesus, compreendendo o impositivo do esforço que lhe cabia.

E o Mestre determina que o companheiro se levante para a sementeira de luz e de amor, através do próprio sacrifício.

Se foste chamado à fé, não recorras ao Divino Orientador suplicando privilégios e benefícios que justifiquem tua permanência na estagnação espiritual.

Procuremos com o Senhor o serviço que a sua Infinita Bondade nos reserva e caminharemos, vitoriosos, para a sublime renovação.


Emmanuel












Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 156 - Segundo agimos



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 156


Segundo agimos


“Mas deliberei isto comigo mesmo: não ir mais ter convosco em tristeza.” — PAULO (2 Coríntios, 2:1)


Cautela com a tristeza, capaz de converter-se em lama de fel ou em labareda de angústia no coração!

Sentimentos, ideias, palavras e atitudes são agentes magnéticos de indução para o melhor ou o pior, conforme o rumo que se lhes traça.

Queixa inútil enfraquece o otimismo, gerando desconfiança e perturbação.

Azedume corta o impulso de generosidade, aniquilando boas obras no nascedouro.

Irritação abate as forças da alma, trazendo a exaustão prematura.

Mágoa anula à esperança, arrasando possibilidades de trabalho.

Desespero queima o solo do ideal, exterminando a sementeira do bem.

Se aspiras a construir, planta benevolência e serenidade, entendimento e abnegação na gleba da própria alma.

Todos dependemos uns dos outros, na desincumbência dos compromissos que nos competem. 

A vida, porém, através de todos aqueles que nos partilham a marcha, reage sobre nós, segundo agimos; em vista disso, para a execução da tarefa que nos cabe, quantos caminham ao nosso lado apenas colaboram conosco, na pauta de nosso auxílio, dando-nos isso ou aquilo, no tanto e na espécie daquilo ou disso que venham a receber.


Emmanuel











André Luiz - Livro Doutrina e Aplicação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 12 - Na educação cristã



André Luiz - Livro Doutrina e Aplicação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 12


Na educação cristã


Prepara a terra e farás a sementeira.

Aduba o solo e terás a plantação.

Lavra a madeira e formarás a utilidade.

Burila a pedra e encontrarás a estátua divina.

Condiciona o barro e a argila dar-te-á o vaso.

Malha a bigorna e o ferro conferir-te-á benefícios.

Estuda e aprenderás.

Auxilia e colherás o auxílio.

Ampara e o suprimento do Céu responderá aos teus apelos.

Irmana-te com todos e todos te estenderão o concurso fraternal.

Ilumina os companheiros da retaguarda e os vanguardeiros do Amor alimentar-te-ão a lâmpada.

Produze bondade e estímulo em torno de teus passos e o incentivo do Mais Alto enriquecer-te-á o celeiro.

Acharás o que procuras.

Colherás o que semeias.

Eduquemos nos padrões de Jesus e o futuro será presidido pela realidade cristã.

Ensinar para o bem, através do pensamento, da palavra e do exemplo é salvar. Em razão desta verdade o Senhor foi chamado o Divino Mestre e, é ainda por isto que o Reino de Deus na Terra é obra de educação.


André Luiz











sábado, 26 de setembro de 2026

Miramez - Livro Horizontes da Mente - João Nunes Maia - Pág. 47 - Aprender com o próximo



Miramez - Livro Horizontes da Mente - João Nunes Maia - Pág. 47


Aprender com o próximo


O aprendizado é uma coisa sagrada. Cada estágio que fazemos na carne representa um curso na escala evolutiva. É justo que façamos a nossa parte, sem que só a natureza lute. O nosso esforço deve computar com o esquema natural de Deus.

O próximo, em relação a nós, é um instrutor diário. Mas nem sempre reconhecemos essa verdade. Ao sermos analisados por ele, julgamo-lo inconveniente. Ao sermos censurados por nossos companheiros, mesmo que eles tenham razão, ferindo-nos em nossos melindres, revidando os açoites merecidos, por nos sentirmos maltratados no orgulho enganoso.

O irmão de luta, que caminha conosco, enxerga melhor os nossos defeitos, sente os prejuízos causados por eles e nos aconselha de forma violenta. No entanto, essa é a melhor maneira de nos interessarmos mais pela corrigenda. Ninguém evolui sem que o próximo participe da nossa disciplina. Eis porque, depois de amar a Deus sobre todas as coisas, fomos aconselhados a amar, em seguida, ao próximo, como a nós mesmos, por ser ele a senda de luz com aparência de trevas.

O ambiente mais favorável ao aprendiz é a humildade, que falta onde o orgulho domina e a prepotência avassala. Quem cultiva a humildade e ama a serenidade de coração, abre portas de ouro ao entendimento maior, e tem meios fáceis de assimilar as ciências mais complicadas e a filosofia mais difícil. E receberá de Deus um raciocínio lúcido, de modo a surpreender os doutos. Os justos não enganam os outros nem condenam seus semelhantes, por já se encontrarem livres das armadilhas da intolerância e serem amantes da justiça e do perdão.

As aulas são sucessivas, por onde andamos. Se fugimos de algumas, por incapacidade de assimilação, caímos em outras que nos convidam ao recomeço. O determinismo no aprendizado é caso definitivo. A liberdade que temos, se assim podemos dizer, é a da obediência, é a do amor, é a da caridade. É a de entender a maneira como o apóstolo dos gentios preconizava para seus companheiros: "Dai graças a tudo, pois essa é a vontade de Deus para conosco". Cada alma irmã, que convive conosco, é nossa mestra. É a disciplina atuante, é a vigilância que não ficou esquecida.

Jesus foi o próximo mais iluminado que se aproximou de nós, fazendo presentes todos os raios de sol para nos aquecer. É comum, mesmo entre os espiritualistas, aceitar que o ofendido revide a ofensa, que não seja física, no caso dos mais evoluídos. Todavia, as forças mentais são acionadas em direção ao ofensor, com a revolta ocasionada pela inflamação dos sentimentos. Dessa maneira, não fica constatado o perdão. O aluno não analisou a lição, não aceitou a oportunidade de se livrar da infração à lei. Esplende o sinal vermelho e ele avança, pela força da imprudência, trombando com a ignorância, na travessia da estrada do aprendizado.

Aprender com o próximo é disciplinar a si mesmo. É desejar ao semelhante o bem, em quaisquer circunstância. Se é muito difícil, não será impossível, desde que se comece na área das emoções; sentindo, no início, uma catástrofe interna, por não nos vingarmos do maledicente, cuja ferocidade nos encarcera na jaula da carne, como um condenado sem defesa. Aconteça o que acontecer, não devemos expressar a revolta que se passa por dentro das forças em combustão, que intentamos disciplinar. Continuemos, até que um dia o vulcão se acalme e fiquem somente vestígios do monstro que, antes, eram erupções avassaladoras. E a paz reinará em toda a nossa vida, já que, por natureza humana educada, apreendemos, com o próximo, a natureza divina, que reina em toda a criação de Deus.


Miramez