terça-feira, 24 de março de 2026

Emmanuel - Livro Entre Irmãos de Outras Terras - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 12 - Supercultura e calamidades morais



Emmanuel - Livro Entre Irmãos de Outras Terras - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 12


Supercultura e calamidades morais


“Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será?” — JESUS. (Lucas, 12:20).


Não basta ajuntar valores materiais para a garantia da felicidade.

A supercultura consegue atualmente na Terra feitos prodigiosos, em todos os reinos da Natureza física, desde o controle das forças atômicas às realizações da astronáutica. 

No entanto, entre os povos mais adiantados do planeta, avançam duas calamidades morais do materialismo, corrompendo-lhes as forças: o suicídio e a loucura, ou, mais propriamente, a angústia e a obsessão.

É que o homem não se aprovisiona de reservas espirituais à custa de máquinas. 

Para suportar os atritos necessários à evolução e aos conflitos resultantes da luta regenerativa, precisa alimentar-se com recursos da alma e apoiar-se neles.

Nesse sentido, vale recordar o sensato comentário de Allan Kardec, no item 14, do Capítulo V, de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, sob a epígrafe “O Suicídio e a Loucura”:

“A calma e a resignação hauridas na maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao Espírito uma serenidade, que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio. Com efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se devem à comoção produzida pelas vicissitudes que o homem não tem a coragem de suportar. Ora, se encarando as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo faz que ele as considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os reveses e as decepções que o houveram desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que essa força, que o coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a razão, os quais, se não fora isso, o conturbariam.”

Espíritas, amigos! Atendamos à caridade que suprime a penúria do corpo, mas não menosprezemos o socorro às necessidades da alma!

Divulguemos a luz da Doutrina Espírita! Auxiliemos o próximo a discernir e pensar!


Emmanuel






(Paris, França, 19, agosto, 1965.)

segunda-feira, 23 de março de 2026

Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 37 - Na jornada espiritual



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 37


Na jornada espiritual


"Mas Jesus, acalmando-os, disse-lhes: Tende confiança, sou eu, não temais." (Mateus, 14:27).


Sem nos referirmos ao Grupo de corações que nos compõem a família espiritual, temos igualmente conosco legião de benfeitores espirituais que não nos abandonam.

Prossigamos à frente com aquela esperança que jamais esmorece.

Nas horas de agonia moral surgem, por outro lado, aqueles irmãos nossos do pretérito que ainda não se afinam com os nossos ideais de renovação, a trazerem sobre nosso caminho o veneno sutil do desânimo, à feição de pessoas inconscientes que lançassem corrosivo num celeiro de pão.

Estejamos em guarda, trabalhando, servindo, ajudando, compreendendo, esperando…

Embora, muitas vezes, a sentir-mo-nos desolados e aparentemente sozinhos, não nos esqueçamos de mentalizar o Divino Amigo.

Ele, o Mestre Silencioso e Eloquente, caminhará conosco, amparando-nos a experiência.

É como se voltássemos a velhos tempos, registrando-lhe as palavras: “Tende bom ânimo! Eu estou aqui!…” 


Batuíra










Emmanuel - Livro Aulas da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 16 - Vantagens do perdão



Emmanuel - Livro Aulas da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 16


Vantagens do perdão


“Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas também vosso Pai Celestial vos perdoará a vós…” — JESUS (Mateus, 6:14)


Quando Jesus nos exortou ao perdão não nos induzia exclusivamente ao aprimoramento moral, mas também ao reconforto íntimo, a fim de que possamos trabalhar e servir, livremente, na construção da própria felicidade.

Registremos alguns dos efeitos imediatos do perdão nas ocorrências da vida prática.

Através dele, ser-nos-á possível promover a extinção do mal, interpretando-se o mal por fruto de ignorância ou manifestação de enfermidade da mente;

impediremos a formação de inimigos que poderiam surgir e aborrecer-nos indefinidamente, alentados por nossa aspereza ou intolerância;

liberar-nos-emos de qualquer perturbação no tocante a ressentimento;

imunizaremos o campo sentimental dos entes queridos contra emoções, ideias, palavras ou atitudes suscetíveis de marginalizá-los, por nossa causa, nos despenhadeiros da culpa;

defenderemos a tarefa sob nossa responsabilidade, sustentando-a a cavaleiro de intromissões que, a pretexto de auxiliar-nos, viessem arrasar o trabalho que mais amamos;

impeliremos o agressor a refletir seriamente na impropriedade da violência;

e adquiriremos a simpatia de quantos nos observem, levando-os a admitir a existência da fraternidade, em cujo poder dizemos acreditar.

Quantos perdoem golpes e injúrias, agravos e perseguições apagam incêndios de ódio ou extinguem focos de delinquência no próprio nascedouro, amparando legiões de criaturas contra o desequilíbrio e resguardando a si mesmos contra a influência das trevas.

Perdão pode ser comparado a luz que o ofendido acende no caminho do ofensor. Por isso mesmo, perdoar, em qualquer situação, será sempre colaborar na vitória do amor, em apoio de nossa própria libertação para a vida imperecível.


Emmanuel










Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Joanna de Ângelis - Livro Após a Tempestade - Divaldo P. Franco - Cap. 4 - Paixões



Joanna de Ângelis - Livro Após a Tempestade - Divaldo P. Franco - Cap. 4


Paixões


A força da emotividade que propele o homem à paixão procede do íntimo do ser espiritual, transformando-se em reação orgânica, através da qual se alça aos cumes do enobrecimento ou derrapa nas valas das torpes viciações em que chafurda.

Quando o ideal de edificação do bem, sob qualquer aspeto manifestado, se apresenta forte e dominador, é a paixão que arrebata a criatura, fazendo-a alterar rotas, remover obstáculos, vencer problemas.

Galileu, sonhando com o sistema heliocêntrico e Colombo, antevendo as terras que encontraria no oeste, face às reminiscências pretéritas e aos cálculos matemáticos do presente, temerariamente impulsionados pela paixão que os emulava, insistiramaté lograr ampliar as dimensões da Terra.

Sócrates, fundamentado no postulado do "Conhecer-se a si mesmo" e João Huss, apaixonado pelo Cristo desvelado, no Evangelho, para a libertação da alma angustiada dos povos, preferiram a morte à desonra ante os ataviados dominadores do equívoco moral e religioso...

... E Jesus, dominado pela paixão do amor, no seu mais elevado grau, doou-se, a fim de que os homens, por meio das Suas lições, se pudessem encontrar, marchando na direção do "reino de Deus".

São, todavia, nos acessos tortuosos do crime e das dissipações mais vis, que o Espírito, aturdido pela matéria que o reveste, se compraz, retardando a liberdade a que aspira, tudo permuta pelo flagício do estreito cárcere em que se enclausura moralmente.

As paixões anestesiantes e dissolventes grassam com mais facilidade por encontrarem melhor receptividade nos homens indecisos, nos de experiências primárias, naqueles que se deixam enfraquecer pelas lutas, por neles predominar a natureza animal...

Nero e Cômodo (2), estertorando na licenciosidade e no crime de muitas denominações, pouco diferem de Hitler e Himmler (3) na fúria sanguinolenta dos sacrifícios humanos pelo ardor da paixão racial...

Toda vez que a emoção desce ao estágio primevo, a sensação sobe à inteligência e a enlouquece...

No trâmite das paixões humanas, nas quais predominam a barbárie e a luxúria, obsessões vigorosas estabelecem comércio de exploração vampirizadora, desvairando uns e deperecendo outros que se deixam, inermes arrastar pela força da jugulação a que se entregam.

Lenocínio, atentado ao pudor, corrupção moral são celas sombrias que estiolam qualquer expressão de vida, em processo doloroso de desintegração ser sob o cáustico que corrói de fora e a toxicose mental com que se envenena de dentro...

Olhar baço, mente tarda, desvitalizado de forças pelo desgaste externo e pela dominação interior do de que se utilizam os Espíritos viciados para prosseguirem na ilusão da carne, não obstante haverem rumado para o além-túmulo, — eis a imagem infeliz de quem se nutre e compraz nas paixões perturbadoras do sexo em desalinho, em processo contínuo de embrutecimento e degradação...

Por outro lado, o ódio engendrando sórdidas vinganças, a inveja trabalhando infelicidades, a cobiça atando amarras em volta dos passos, a cólera espalhando psicosfera destrutiva, a vaidade entorpecendo os sentimentos, a avareza enjaulando ideais, o desperdício arruinando o equilíbrio expressam as paixões que anatematizam, perseguem e vítimamos que as agasalham.

Todas resultantes da loucura do egoísmo, que somente a si se valoriza e se permite auferir lucros, prazeres, oportunidades que aos demais nega, para o saque inditoso que o homem se faz, quando se lhe transforma em vítima espontânea.

Todos estamos destinados à imarcescível glória do Bem, que triunfará, embora a demorada presença do mal que elaboramos em nós mesmos para o suplício que preferimos. Por maior que seja esse período de dominação negativa, cessará ao impositivo da evolução que jamais será detida.

Conveniente utilizar-se, desde logo, dos antídotos poderosos para as paixões que desgovernam os homens e a época, e de que nos dão excelentes provas a química do amor e a dinâmica da caridade de que o Cristo se fez paradigma por excelência.

Pequenos esforços somam resultados expressivos.

Migalhas reunidas formam volume respeitável.

Átomos agregados constituem forças atuantes e vivas.

Pequeno esforço agora contra a ira, uma migalha de caridade logo mais, um átomo de amor que se dilata, e será formado o condicionamento para as arrancadas exitosas contra as grandes paixões aniquilantes que devem ser incessantemente combatidas.

Um pensamento feliz, uma palavra cortês, um gesto de carinho, um aperto de mão e desabrochamos pródromos das paixões pela fraternidade e pelo Mundo Melhor que desde já está sendo construído pelos lutadores autênticos do Cristo, espalhados em todos os campos de atividade na Terra, esperando pela contribuição de boa vontade de cada um de nós.


Joanna de Ângelis











(2) Cômodo - Imperador déspota de Roma (180-192), nascido emLanúvio, Lácio, último representante da dinastia dos Antoninos, cujo governo foi marcado por ações de crueldade e violência, principalmente depois de descobrir uma conspiração para assassiná-lo tramada por sua irmã Lucila (183), a quem mandou executar juntamente com um grupo de senadores com quem estava aliada. (Nota digital)

(3) Heinrich Luitpold Himmler (Munique, 7 de Outubro de 1900 - Luneburg, 23 de Maio de 1945) foi um Reichsfuhrer das Schutzstaffel (comandante militar da SS), e umdos principais líderes do Partido Nazi (NSDAP) da Alemanha Nazi. (Nota digital)


domingo, 22 de março de 2026

Emmanuel - Livro Bênção de Paz - Chico Xavier - Cap. 13 - No reino da alma



Emmanuel - Livro Bênção de Paz - Chico Xavier - Cap. 13


No reino da alma


“Por este motivo te lembro que despertes o dom de Deus, que existe em ti, pela imposição de minhas mãos.” — PAULO (II Timóteo, 1:6)


Numerosos os companheiros que pagam ou reclamam concurso alheio para que se lhes desenvolvam determinadas qualidades espirituais. Ginásticas, regimes dietéticos, penitências, austeridades místicas…

Sem dúvida, semelhantes processos de educação do corpo e da mente valem por precioso concurso ao despertamento da vida interior, sempre que empregados de intenção e pensamento voltados para os interesses superiores do Espírito. Mas não bastam.

A palavra do Evangelho, através do apóstolo Paulo, é suficientemente esclarecedora. Ele se reporta à colaboração dos passes magnéticos, ministrados por ele mesmo, em favor do discípulo; entretanto, não o exonera da obrigação de acordar, em si e por si próprio, os talentos de que é portador.

O convívio com um amigo da altura moral do convertido de Damasco, as preces e ensinamentos do lar, os apelos doutrinários e o amparo externo constantemente recebido não desligavam Timóteo do dever de estudar e aprender, trabalhar e servir, a fim de burilar os seus dons de alma e acioná-los na construção da própria felicidade pela extensão do bem.

Pensemos nisso e saibamos receber reconhecidamente os auxílios que a bondade alheia nos proporcione, aproveitando-os em nosso benefício, mas lembrando sempre que o autoaperfeiçoamento, para que a luz do Senhor se nos retrate no coração e na vida, será resultado de esforço nosso, ação individual de que não poderemos fugir.


Emmanuel







(Reformador, maio 1965, página 98)

André Luiz - Livro O Espírito da Verdade - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 43 - Crítica



André Luiz - Livro O Espírito da Verdade - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 43


Crítica


2. "Se somente amardes os que vos amam que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam os que as amam? — Se o bem somente o fizerdes aos que vo-lo fazem, que mérito se vos reconhecerá, dado que o mesmo faz a gente de má vida? — Se só emprestardes àqueles de quem possais esperar o mesmo favor, que mérito se vos reconhecerá, quando as pessoas de má vida se entreajudam dessa maneira, para auferir a mesma vantagem? — Pelo que vos toca, amai os vossos inimigos, fazei bem a todos e auxiliai sem esperar coisa alguma. Então, muito grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e até para os maus. — Sede, pois, cheios de misericórdia, como cheio de misericórdia é o vosso Deus." — LUCAS, 6:32 a 36. (E.S.E - Capítulo XII — Amai os vossos inimigos - Retribuir o mal com o bem.)


Se você está na hora de criticar alguém, pense um pouco, antes de iniciar.

Se o parente está em erro, lembre-se de que você vive junto dele para ajudar.

Se o irmão revela procedimento lamentável, recorde que há moléstias ocultas que podem atingir você mesmo.

Se um companheiro faliu, é chegado o momento de substituí-lo em trabalho, até que volte.

Se o amigo está desorientado, medite nas tramas da obsessão.

Se o homem da atividade pública parece fora do eixo, o desequilíbrio é problema dele.

Se há desastres morais nos vizinhos, isso é motivo para auxílio fraterno, porquanto esses mesmos desastres provavelmente chegarão até nós.

Se o próximo caiu em falta, não é preciso que alguém lhe agrave as dores de consciência.

Se uma pessoa entrou em desespero, no colapso das próprias energias, o azedume não adianta.

Ainda que você esteja diante daqueles que se mostram plenamente mergulhados na loucura ou na delinquência, fale no bem e fuja da crítica destrutiva, porque a sua reprovação não fará o serviço dos médicos e dos juízes indicados para socorrê-los, e, mesmo que a sua opinião seja austera e condenatória, nisso ou naquilo, você não pode olvidar que a opinião de Deus, Pai de nós todos, pode ser diferente.


André Luiz










Psicografia Chico Xavier.

Joanna de Ângelis - Livro Alegria de Viver - Divaldo P. Franco - Cap. 1 - Aflições

 

Joanna de Ângelis - Livro Alegria de Viver - Divaldo P. Franco - Cap. 1


Aflições


“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.” (Mateus, 5:4)


Multiplicam-se as aflições no mundo, agigantando os corações humanos.

Algumas invitam à superação, todas, porém, com finalidade depurativa, para quem lhes suporta a presença.

Nem todos os homens, porém, logram entendê-las, a fim de conduzi-las conforme seria o ideal.

Em razão disso, há aflições que anestesiam os sentimentos, como outras que desarticulam o equilíbrio, levando a alucinações e resultados infelizes...

Os aflitos tropeçam nos campos da ação redentora, e porque tresvariados pelo inconformismo e pela rebeldia, agridem e são agredidos.

Não obstante, as aflições atuais têm as suas nascentes nos atos passados, próximos ou remotos de cada ser e da sociedade em geral, que devem ser reparados.

A oportunidade da aflição é bênção, porque objetiva reeducar e propiciar crescimento a quem lhe recebe a injunção.

Os que, todavia, não lhe aceitam a condição, perdem o ensejo redentor.

Jesus anunciou que são "bem-aventurados os aflitos", não, porém, todos os aflitos, porque somente aqueles que lhe recebem o impulso iluminativo, são os que logram alar-se no rumo dos Altos Cimos.

A aflição pode destinar-se ao mister de prova ou de expiação.

A prova avalia, examina, promove.

A expiação trabalha, reeduca, resgata.

A prova não tem, necessariamente, uma causa negativa, porquanto pode também representar um apelo do Espírito para granjear títulos de enobrecimento, depurando-se a pouco e pouco.

A expiação tem a sua gênese no erro, impondo-se como condição fundamental para a quitação de débitos contraídos.

A prova é de escolha pessoal, enquanto a expiação é inevitável e sem consulta prévia.

Bendize as tuas provas e elege a ação do bem como técnica de crescimento para si mesmo.

Agradece as expiações, por mais ásperas se te apresentem, porquanto elas te propiciam a conquista do equilíbrio perdido, auxiliando-te a recompor e a reparar.

Seja qual for o capítulo das aflições em que estagies, reconforta-te com a esperança, na certeza de que, suportando-as bem, amanhã elas te constituirão títulos de luz encaminhados à contabilidade divina, que então te alforriará da condição de precito e devedor, conduzindo-te à plenitude da paz, completamente liberado.


Joanna de Ângelis