quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Oferenda - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3 - Alegria



Joanna de Ângelis - Livro Oferenda - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3


Alegria


Toda a Boa Nova é uma epopeia de júbilos.

Nasce Jesus nos dias alegres de um recenseamento romano e morre durante os festejos pascoais.

A Sua jornada é toda um hino de amor à vida, em que espocam infinitas alegrias nas criaturas humanas.

O Seu ministério faz-se enflorescido pelas bênçãos da alegria que Ele faculta a todos que O cercam.

Suas parábolas e palavras de engrandecimento moral e de libertação das paixões podem ser consideradas como um cântico de alegria para todos os seres.

Mesmo quando a ingratidão O fere e persegue, suas lágrimas são de piedade pelos homens, sem que abandone a perfeita alegria do amor que O une ao Pai.
 
Não digas que o Evangelho, chamando-te à responsabilidade e ao serviço do bem, toma-te entristecido.

Evita a sisudez e a carranca.

Cenho carregado, quase sempre reflete conflito íntimo, problema e amargura...

Quem trava contato com a lição de vida da Boa Nova, já não tem porque ser infeliz.

Sabendo que a vida física é transitória, converte as dores de hoje em esperanças de amanhã e exulta de sã alegria.

A alegria, porém, não deve ser confundida com a balbúrdia, a gargalhada nem o vozerio.

Ela se exterioriza na correta satisfação dos deveres cumpridos, na tranquilidade diante dos aparentes infortúnios, na confiança irrestrita do Bem, na harmonia íntima e no otimismo sem exagero diante das coisas.

Alegria é vitória sobre o receio e triunfo sobre as paixões.

Quem está informado da verdade, sabe; quem sabe, rejubila-se.
 
Faze da tua vida um exemplo de alegria para os outros.

Esparze o teu júbilo com os que choram, e contamina de alegria os que perderam as motivações para lutar, perseverando no dever, demonstrando-lhes que a noite é véspera do amanhecer, quanto a sombra é somente a ação da luz ausente.

Desperta no teu irmão interesse pela vida e estimula-o a fruir ajusta alegria de viver.

A tristeza não projeta luz no caminho em trevas. ,

O pessimismo mais dificulta a solução dos problemas.

A melancolia tisna a clara visão da realidade.

Contempla a natureza e alegra-te ante a exuberância da vida, em cor, som e beleza.
 
Se acolheres a alegria na alma, haverá sol no teu labor.

Em qualquer circunstância, alegra-te.

E mesmo que te advenha a desencarnação, anunciada através da enfermidade, alegra-te, porque ela será o veículo da tua plena e total libertação, para o ingresso no reino da alegria perfeita.


Joanna de Ângelis















terça-feira, 4 de agosto de 2026

Emmanuel - Livro Nosso Livro - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 26 - Estás aflito?



Emmanuel - Livro Nosso Livro - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 26


Estás aflito?


“Está alguém entre vós aflito? Ore.” (TIAGO, 5:13)


A maioria das pessoas inquietas pede alívio, apressadamente, como se a consolação real fosse obra de improviso, a impor-se de fora para dentro.

Se tens fé, meu amigo, aprende a orar nas situações difíceis. Toda aflição tem uma causa. Não é preciso, porém, que o médico ou o sacerdote venha indicá-la aos teus olhos.

Geralmente, nossas angústias se radicam em nossa própria leviandade no trato com a vida, quando não procede de reprováveis deslizes nas existências anteriores. Se o erro é de hoje, reparemo-lo, enquanto respiramos no caminho daqueles que ofendemos; se as sombras chegam de ontem, demonstremos coragem e valor moral, desfazendo-as, através do trabalho perseverante no bem.

Se a inquietação te bate à porta, busca a prece e medita. Amigos espirituais, benfeitores de tua paz íntima, acudirão em teu socorro, inspirando-te o roteiro a seguir, com palavras consoladoras e reconstrutivas, em forma de pensamentos santificantes.

Humilhaste alguém? Solicita desculpas e corrige o erro impensado.

Credores atormentam-te? Habitua-te a comer e vestir, de acordo com as tuas possibilidades e paga os teus débitos com paciência.

O desânimo absorve-te o coração? Lembra-te de que o tédio é um insulto à fraternidade humana, porque a dor e a necessidade, a tristeza e a doença, a pobreza e a morte não se acham longe de ti.

Há muito trabalho por fazer, além dos teus muros felizes. Ajusta-te ao ideal de servir por amor, sem espírito de recompensa e as tuas horas estarão repletas de abençoado serviço aos semelhantes.

De qualquer modo, nas aflições, não atires a tua cruz sobre os companheiros de tarefa. 

Ora, com serenidade, examina-te à claridade da verdadeira justiça e busca solucionar os problemas que te inquietam, usando os recursos divinos que o Senhor confiou a ti mesmo.


Emmanuel










Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Esperança - Divaldo Pereira Franco - Introdução



Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Esperança - Divaldo Pereira Franco

Introdução


A esperança é a segunda virtude teologal através da qual o cristão confia em receber a misericórdia de Deus na Terra, e a plenitude espiritual após a morte do corpo físico.

A esperança é efeito natural da fé, que lhe serve de suporte e vitalidade.

A vida, sem a esperança, descolore-se, perdendo as suas elevadas motivações, porquanto ela dá-lhe forças para enfrentar os desafios e vencer as vicissitudes que surgem a cada passo.

Por sua vez, é o estímulo para a ação da caridade que lhe sublima a aspiração.

O homem do mundo acumula decepções e amarguras que vitaliza mentalmente, desarmando-se dos valores estimulantes da esperança.

O cristão sobrepõe aos problemas afligentes os espaços enriquecidos de alegria, que recorda com frequência e deseja repeti-los, utilizando-se dos mecanismos vigorosos da esperança que lhes pode doar em experiências novas, quando se empenha com esforço e abnegação.

Reservando-se a oportunidade da reflexão em torno do bem, a esperança ressuma do seu íntimo e esplende em beleza, levantando-lhe o ânimo, encorajando-o e propelindo-o para o avanço.

Ninguém consegue viver com alegria sem o concurso da esperança.

Por isso mesmo, devem ser multiplicados os momentos de esperança na existência de todas as criaturas: esperança de melhores dias; esperança de realizações superiores; esperança de paz; esperança de elevação.

A cada tentativa de crer e esperar, o homem avança nas técnicas do otimismo e melhor encara a vida, harmonizando-se com ela.

Aprende a ver o lado melhor dos acontecimentos, não se amolenta ante o insucesso nem receia repetir a experiência.

A esperança faz-se-lhe a claridade que ilumina o caminho, quando as sombras campeiam.

Narra-se que um monge mendicante, sem abrigo, recolheu-se a uma gruta para o repouso noturno em esplendente paisagem banhada pelo luar.

Adormecido, foi vítima de um bandido que lhe furtou a capa de que se utilizava como agasalho.

O frio da madrugada despertou-o e, dando-se conta do infortúnio, porém fascinado pela claridade da lua, acercou-se da entrada da furna e, emocionando-se com o que viu, exclamou:

— Que bom, que o ladrão não me furtou a lua!

E, sorrindo, pôs-se a meditar.

Desesperar, nunca!

Nesta pequena Obra, reunimos vinte temas para os momentos de esperança do caro leitor, com votos de muito êxito.


Joanna de Angelis 

Salvador-BA, 8 de agosto de 1988.




















Irmão Saulo - Livro Diálogo dos Vivos - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Cap. 29 - Culpas - A escolha do espírito



Irmão Saulo - Livro Diálogo dos Vivos - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Cap. 29 - Culpas - A escolha do espírito


CULPAS


A Natureza aponta a culpa que começa:
Em cidade praiana, a legião pirata
Desembarca, saqueia, humilha, fere, mata…
Por nada se detém, por mais que se lhe peça…

Quantas vidas ao mar sob golpes à pressa!…
Incêndios e orações no horror que se desata…
Depois, vinho e prazer, os butins de ouro e prata
E as horas avançando ao tempo que não cessa…

Os séculos se vão marchando em luz e treva…
Um dia, em mar aéreo, enorme nave leva
Os piratas de outrora e a Justiça Divina…

Surge a morte no ar… A aflição se renova…
Preces, gemidos e ais de corações em prova…
E a Natureza apaga a culpa que termina.


Silva Ramos[1]


A ESCOLHA DO ESPÍRITO


A revelação do poeta Silva Ramos pode parecer absurda e até mesmo ofensiva para muitas pessoas. Pereceram na explosão do avião turco, sobre Paris, 345 pessoas. Três brasileiros estavam nesse número espantoso de vítimas. Como considerar todas elas criminosas, envolvidas em atos de pirataria? Convém lembrar que se trata de culpas remotas, de vidas anteriores. Quem pode, na Terra, examinando suas próprias tendências atuais, considerar que há cinco séculos tenha sido uma criatura virtuosa, incapaz de ações criminosas?

O Espiritismo ensina que os Espíritos escolhem e pedem as provas por que vêm passar na terra. Outra dúvida se levanta, mas já a vemos registrada na questão 266 de O Livro dos Espíritos. Kardec perguntou: “Não parece natural que os Espíritos escolham as provas menos penosas?” E os Espíritos Superiores responderam: “Para vós, sim, para o Espírito, não.” Nossas provas decorrem de nossa consciência. As leis de Deus, inscritas na consciência, levam o culpado a pedir o seu próprio castigo. Note-se a perfeição absoluta dessa justiça que não vem de fora, mas se processa de dentro para fora. O culpado é o seu próprio juiz, o mais severo dos juízes.

Por isso mesmo as provas mais graves não são imediatas. O Espírito do culpado precisa amadurecer moralmente para sentir o aguilhão da consciência e obedecê-lo. As provas coletivas reúnem criaturas que nos parecem incapazes de haver cometido atrocidades. Elas tiveram de atingir esse grau atual de evolução para terem a coragem heroica de submeter-se às expiações necessárias. Nessa perspectiva, como vemos, tudo se torna compreensível. As vítimas de hoje são almas purificadas que se redimem por vontade própria. Não são mais criminosas, são heroínas da evolução.

Silva Ramos usa o soneto para mostrar, numa síntese poética, o que podemos chamar de mecânica da prova. As ações do passado dão começo à culpa; os séculos de luz e treva desenvolvem os Espíritos nas experiências dolorosas; e, por fim, a culpa se apaga na prova coletiva em que todos se reúnem. As lentas depurações individuais se conjugam, no final, para o resgate coletivo em que a culpa é liquidada.


Irmão Saulo







Revelação de poeta [1] 
Motivos da explosão do DC-10 em Paris.

Regressávamos de ligeira viagem e reunimo-nos em oração, apenas três companheiros, após comentar o acidente aéreo ocorrido em Paris, no dia 3 deste mês (de março de 1974). Os sofrimentos de perto nos fazem meditar nos sofrimentos que se verificam longe de nós.

Ainda não refeitos das atribulações pelas quais todos passamos, com o incêndio de fevereiro, em São Paulo, reunimo-nos em prece para buscar, acima de tudo, compreensão para nós mesmos, de maneira a entendermos que a dor, em qualquer parte, vem das leis de Deus em benefício de nós próprios.

Abrimos O Livro dos Espíritos, antes de iniciar o nosso culto de oração e a questão 266 veio em nossa ajuda. Pensamos no assunto e, numa confortadora surpresa, recebemos a visita do poeta Silva Ramos que nos tomou a mão e escreveu o soneto que ele mesmo intitulou Culpas.

Ainda profundamente sensibilizados com o lamentável desastre, enviamos ao prezado amigo o soneto do poeta desencarnado, na ideia de que as suas anotações auxiliem-nos a desenvolver o nosso pensamento a respeito das desencarnações coletivas. (Francisco Cândido Xavier)







segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 24 - Disciplinai o Espírito



Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 24


Disciplinai o Espírito


Filhos, cogitando das coisas maiores, não vos descureis daquelas que considerais insignificantes.

A grande árvore se origina de minúscula semente.

O mais alto edifício não se levanta sem o concurso de anônimas pedras de alicerce.

O rio caudaloso é a somatória de humildes filetes d’água.

Nada, quando nasce, surge em sua forma definitiva.

Tudo parte de um pequeno ponto e, através do tempo, ocupa o espaço que lhe está determinado pelas leis do Universo.

Sedimentai-vos na experiência que vos habilita para compromissos de maior envergadura.

Disciplinai o espírito nas tarefas que, quase sempre, são desprezadas por quantos lhes desconhecem o valor no fortalecimento da vontade.

Quando alguém se encontra apto para cumprir obrigações de ordem mais elevada, a própria Vida se encarrega de lhas confiar através das circunstâncias que o requisitam.

Quando o homem não consegue ser o que é, onde está, inútil que ele tente ser mais, onde quer que esteja.

Quem não prova fidelidade nos encargos menores não se desincumbe com êxito daqueles cuja importância exige maior persistência e noção de responsabilidade.

Filhos, as atividades humildes da casa espírita são a vossa garantia de paz e equilíbrio íntimo. Dentro dela, não aspireis a nada além do que seja servir, sem que vos entregueis às discussões que costumam inutilizar as vossas oportunidades de ascese espiritual.

Silenciai os vossos rancores e considerai-vos os maiores necessitados, agradecendo ao Senhor a bênção do serviço espírita em que vos refugiais da tentação.

Demorai-vos mais longo tempo nas tarefas de assistência, antes que cogiteis daquelas que vos tornam alvo preferencial dos desafetos da Doutrina. E orai pelos companheiros de ideal que, na linha de frente do combate, tantas vezes tombam, alvejados pelos dardos ensandecidos das trevas.


Bezerra de Menezes












Emmanuel - Livro Espera Servindo - Chico Xavier - Cap. 27 - Reinício



Emmanuel - Livro Espera Servindo - Chico Xavier - Cap. 27


Reinício


Se te afastaste da seara do bem, é importante que te lembres:

por mais ásperos te hajam sido os contratempos e os desenganos;

por maiores que sejam os erros e as provações nos quais te precipitaste, nada te impede voltar ao trabalho do recomeço.

Basta te dirijas para a porta do bem ao próximo e a Caridade te receberá de braços abertos.


Emmanuel











Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 21 - Esquece



Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 21


Esquece


Se desejas a paz de consciência por princípio de felicidade, aprende a perdoar.

Ressentimentos alimentados geram desequilíbrios espirituais e envenenam a organização física.

O esquecimento da ofensa é como o rio que leva os detritos para longe, deixando pura a água onde saciamos a sede e nos revigoramos na harmonia.

Apaga da tua mente qualquer episódio menos feliz, superando-o com o esforço da vontade.

Amanhã, surgirão novas oportunidades de progresso, e se estiveres atado ao ressentimento, não lograrás aproveitá-las.

Segue de bem com a vida rogando ao Pai abençoe os que te ofenderam.

Lembra-te das vezes em que necessitamos do perdão alheio e oferece clemência ao agressor.

Somos todos membros de uma só família, cuja base do progresso é a caridade, onde se inclui o perdão por regra de convivência saudável.


Irmã Scheilla