domingo, 19 de julho de 2026

Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 13 - Mais Adiante...



Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 13


Mais Adiante...



A sabedoria divina estabeleceu leis que impulsionam a vida naturalmente para a harmonia.

Hoje, talvez, haja sombra.

Amanhã, porém, a luz voltará.

Agora, é possível que a tempestade ocorra.

Depois, porém, a bonança retornará.

Por ora, é provável que a dor te visite; mais além, todavia, a paz te sustentará.

Neste momento, é possível que a enfermidade te faça companhia.

Logo mais, porém, o equilíbrio retomará.

Lembra-te de que és um espírito imortal, e que a saúde é o teu estado natural.

Tudo o mais que se te apresente com ameaças perturbadoras terá caráter transitório, porque é da lei de Deus que todas as criaturas se libertem do ego e cresçam para a consciência cósmica, plenas de paz.


Irmã Scheilla

sábado, 18 de julho de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Em Busca da Verdade - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3 - Encontro e autoencontro - Amar para ser feliz



Joanna de Ângelis - Livro Em Busca da Verdade - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3 - Encontro e autoencontro


Amar para ser feliz


A Parábola do Filho pródigo faz parte da trilogia narrada por Jesus, em resposta ao farisaísmo hipócrita e perseguidor.

Era-Lhe hábito conviver com os pecadores e os publicanos, que se sentiam atraídos pelos Seus ensinamentos libertadores.

Os doentes do corpo buscavam a cura que lhes restaurasse a saúde.

Os seus enganos eram tidos como graves compromissos pela intolerância religiosa e social da sociedade castradora e perversa.

A sombra coletiva pairava sobre Israel e os seus servidores mais credenciados, os fariseus, os levitas, os escribas, os sacerdotes viviam da aparência enganosa.

Mantinham a preocupação de atender aos 613 preceitos que diziam respeito ao corpo e à sociedade, embora interiormente se encontrassem deteriorados pela morte do sentimento e pela presunção de coisa nenhuma.

Os seus conflitos eram mascarados porque lhes importavam os falsos prestígios e distinções, os comentários bajulatórios e a extravagância da aparência, quanto possível impecável, embora apodrecendo de inveja, de insatisfação, enfermos em espírito com mais dificuldade para a recuperação.

Nas parábolas psicoterapêuticas narradas por Jesus, percebe-se que os Seus inimigos não censuravam a conduta daqueles que foram excluídos da vida social, por serem pecadores e cobradores de impostos sempre detestados, mas a do Mestre em conviver com eles.

Olvidavam-se que era natural que o Homem integral, Aquele que não tinha sombra nem qualquer tipo de conflito acercasse-se dos impuros, a fim de os recuperar, de os integrar na vida.

Haviam-se esquecido, por conveniência e pela perversidade em que se compraziam, da grandeza do amor, da poderosa proposta libertadora de que se reveste, do significado profundo de que é portador.

Por isso, pode-se considerar que as três parábolas dos perdidos, a do homem que deixa o rebanho para buscar a ovelha que se perdeu, a da mulher que perdeu uma dracma e a do Filho pródigo, que se perdeu, podem ser consideradas como as do encontro e do autoencontro.

Sob outro aspecto, pode-se denominá-las como as mensagens de júbilos e de misericórdias, porque todos, ao encontrarem o que haviam perdido, ao autoencontrar-se exultavam, convidando todos, servos e amigos, para que se banqueteassem, para que sorrissem, para que se rejubilassem com os resultados felizes.

A saúde é jovial e enriquecedora de alegria, promovendo a tranquilidade e ampliando a capacidade de amar.

O pai misericordioso em todos os momentos da narrativa profunda ama, tanto àquele que foge em busca da autorrealização e fracassa, quanto ao outro que fica ao lado, vivendo emocionalmente distante do carinho e do sentimento de ternura para com o genitor.

Em momento algum demonstra afeto, porque está morto na sua conduta formal, pusilânime, que aparenta fidelidade, mas é apenas interesseiro, porquanto não se refere àquele que retorna humilhado e destroçado interiormente, como seu irmão.

Usa de uma expressão dura para com o pai e ferinte para com o sofrido, dizendo: - Esse teu filho aí...

Havia um proposital desprezo, um ciúme doentio e um indescritível sentimento de vingança.

O irmão era visto agora como competidor, que estava reabilitado, que voltava a ter direito aos haveres do pai, que iria disputar com ele a herança...

O pai, no entanto, redargui com paciência amorosa, sem lhe censurar a conduta e o ressentimento: - Filho (menino), tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.

O Self do pai sabia a razão do despeito do ego do filho mais velho e procurou tranquilizá-lo, sem o conseguir de imediato.

Então aduziu: — Mas era preciso que festejássemos e nos alegrássemos, pois esse teu irmão estava morto e tornou a viver; ele estava perdido e foi encontrado!

Somente um sentimento de amor profundo e desinteressado poderia concluir de tal maneira, na análise do comportamento do filho que retornou, ao mesmo tempo, demonstrando o significado da alegria.

O amor do pai é automático em expressar-se, em oferecer-se em júbilo.

Ao ver o filho de longe correu e encheu-se de compaixão, lançou-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos.

Esse beijo na face é incontestável sinal de perdão e de compaixão, de renascimento e de vida.

Não deu tempo ao filho ingrato de justificar-se, demonstrando-lhe que estava novamente no seu lar.

Somente então o desertor confessou que pecou contra ele e contra o céu, não sendo mais digno de ser considerado filho.

Esperava ser tratado como empregado, porque a culpa estava nele insculpida, em face da deserção, do desinteresse pelo pai idoso, quando mais necessitava de apoio e de segurança.

O amor é, sem dúvida, a terapia eficiente para os males que afligem os indivíduos em particular e a sociedade em geral, porque desperta a reciprocidade, arrancando do esconderijo do egoísmo esse sentimento que é inato, mas necessita de estímulo, de ser despertado, de ser trabalhado, de ser aceito.

O filho mais velho ficara com os sentimentos ressequidos, entregando-se ao trabalho rotineiro e não compensador de amealhar, não para o pai, na expectativa da herança, portanto, para ele mesmo.

Por consequência, não sentia a manifestação do amor de maneira alguma, o que o tornava doente emocionalmente, mesquinho e distante.

Negando-se a entrar em casa e rejubilar-se, mantinha-se preso ao instinto de conservação dos sentimentos doentios, não dando oportunidade ao Self de desenvolver-se, mantendo-se distante e cerrado.

É necessário entrar-se na casa dos sentimentos e renová-los com a alegria, com a satisfação pela felicidade dos demais.

É comum chorar-se com quem chora, poucas vezes, porém, sorrir-se com os júbilos dos outros, porque a inveja, filha dileta do egoísmo, não se permite compreender a vitória, a real alegria do outro...

Provavelmente, na sua solidão, o filho mais velho ambicionasse adquirir independência após a morte do pai, atrair amigos e afetos, pensando que somente o poder e o ter conseguem companhia e participação nos júbilos.

Interiormente, prosseguiria ressequido, desejando ser amado, levado em consideração, desfrutando o destaque, superando o complexo de inferioridade em que se debatia por depender do pai sem o amar...

Não se encontra a felicidade fora do amor, que é o elã sublime de ligação entre todas as forças vivas da Natureza, é o alimento das almas, fortalecimento da psique, é vida e força espiritual.

Enquanto não viger o amor natural, o ser humano rumará perdido num país longínquo, gastando haveres que transitam de mãos e sempre deixam solitário aquele que deseja a multidão de presenças exteriores, igualmente vazias de companheirismo.

Quem almeja o encontro, mesmo que inconsciente do Self, deve perceber que somente através de um mergulho interior, na reflexão silenciosa, é possível descobrir e dominar os tesouros adormecidos, trazendo-os para a ponte que facilitará a comunicação entre os dois eus, realizando a identificação do ego com os valores legítimos da vida.

As heranças ancestrais de precaver-se para sobreviver, de agredir antes de ser atacado, de manter-se na retaguarda são todas deploráveis experiências que perturbam a saúde emocional e psíquica dos indivíduos.

Abrindo-se ao amor, cada um descobre que qualquer tipo de fuga é perturbador, enquanto que todo avanço na direção do serviço fraternal, da solidariedade, do amor constitui próximo encontro com a saúde.

Por outro lado, o estado de semianiquilamento físico e moral do filho mais moço demonstra que toda fantasia em torno da vida constitui perigo, e a entrega ao prazer desmedido se transforma em frustração, em desgaste e culpa.

A autoconsciência é o elemento que deve ser buscado sempre e de forma lúcida, a fim de poder eleger-se o que se deve fazer e se pode realizar em detrimento daquilo que se pode, mas não se deve, ou se deve, mas não se pode executar.

Aquele filho mais velho possuía a religião formal, aquela aparência social, mas ainda não encontrara o sentido existencial, o significado do amor em toda a sua plenitude e na mais variada expressão.

Na censura que faz, esse filho mais velho esquece-se da justiça, pensando em ser justo, pelo menos para com ele mesmo, porque acredita ser o único merecedor de todas as homenagens.

Assim procedem todos os egoístas.

Olvida-se que os haveres são do pai, e que, mesmo idoso, enquanto viva, tem o direito de reparti-los, de utilizá-los conforme lhe aprouver, pois que foram os seus braços que deram início ao patrimônio, foram a sua administração e a constância no trabalho que mantiveram os recursos agora disputados tenazmente pelo infiel que se dizia fiel...

A sociedade ainda vive de maneira farisaica, sempre censurando os pecadores e os cobradores de impostos, requerendo cada membro mais atenção e cuidado, no inconsciente com inveja dos prazeres que esses experimentam e eles não se encorajavam a vivenciar, em face dos preconceitos vigentes...

Não seja de estranhar que alguém seja censurado por uma atitude, veementemente combatido porque quebrou algum tabu social, não porque se permitiu a leviandade, mas porque o seu censor gostaria de estar no seu lugar e não tem as forças para fazê-lo, vindo, no entanto, mais tarde, a viver de maneira equivalente, demonstrando o conflito em que vivia, a exulceração oculta superficialmente, mas igualmente pútrida.

Provavelmente, esse filho mais velho via o pai como um fornecedor dos haveres de que desfrutaria no futuro, não como o pai generoso e amigo que também participa da vida, das suas alegrias, das suas tristezas, embora traga o coração angustiado pela saudade do filho perdido...

O amor abarca o mundo, e por mais se divida, jamais diminui de intensidade, conseguindo multiplicar-se e ampliar-se ao infinito.

Somente no amor está a felicidade, porque nele se haure vida e vida em abundância, facultando o encontro com a consciência de si, o autoencontro com o Self.


Joanna de Ângelis













Emmanuel - Livro Material de Construção - Chico Xavier - Cap. 7 - Prece por visão



Emmanuel - Livro Material de Construção - Chico Xavier - Cap. 7


Prece por visão


Senhor!

Ensina-me a ver as minhas próprias faltas, auxiliando-me a corrigi-las, para que eu faça o melhor de mim, segundo os teus desígnios.

Entretanto,

Senhor, apaga-me a vocação de descobrir as faltas alheias, a fim de que a tua paz me fortaleça o coração.

Assim seja.


Emmanuel











Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 169 - Olhos



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 169


Olhos


“Eles têm os olhos cheios de adultério.” — (2 PEDRO, 2:14)


“Olhos cheios de adultério” constituem rebelde enfermidade em nossas lutas evolutivas.

Raros homens se utilizam dos olhos por lâmpadas abençoadas e poucos os empregam como instrumentos vivos de trabalho santificante na vigília necessária.

A maioria das criaturas trata de aproveitá-los, à frente de quaisquer paisagens, na identificação do que possuem de pior.

Homens comuns, habitualmente, pousam os olhos em determinada situação apenas para fixarem os ângulos mais apreciáveis aos interesses inferiores que lhes dizem respeito. 

Se atravessam um campo, não lhe anotam a função benemérita nos quadros da vida coletiva e sim a possibilidade de lucros pessoais e imediatos que lhes possa oferecer. 

Se enxergam a irmã afetuosa de jornada humana, que segue não longe deles, premeditam, quase sempre, a organização de laços menos dignos. 

Se encontram companheiros nos lugares em que atendem a objetivos inferiores, não os reconhecem como possíveis portadores de ideias elevadas, porém como concorrentes aos seus propósitos menos felizes.

Ouçamos o brado de alarme de Simão Pedro, esquecendo o hábito de analisar com o mal.

Olhos otimistas saberão extrair motivos sublimes de ensinamento, nas mais diversas situações do caminho em que prosseguem.

Ninguém invoque a necessidade de vigilância para justificar as manifestações de malícia. O homem cristianizado e prudente sabe contemplar os problemas de si mesmo, contudo, nunca enxerga o mal onde o mal ainda não existe.


Emmanuel











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Emmanuel - Livro Aulas da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 8 - Confiança



Emmanuel - Livro Aulas da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 8


Confiança


Toda a nossa vida se baseia na confiança.

Ninguém caminha sem testemunho de fé.

O lavrador confia no solo e cultiva a sementeira que lhe assegura a colheita.

O oleiro confia no barro e plasma nele o vaso precioso que lhe garante a subsistência.

O artífice confia na matéria prima e dela retira a utilidade indispensável à civilização.

Nos mínimos atos da experiência comum, sustentamo-nos simplesmente pela fé.

Confiamos no aparelho gastrointestinal e alimentamo-nos, segundo as necessidades que nos são próprias.

Confiamos nos braços e devotamo-nos à tarefa a que o mundo nos concita a desempenhar.

Confiamos na segurança dos pés e tomamos a direção de que carecemos para a desincumbência de nossos próprios deveres.

Confiamos no cérebro e usamo-lo nas mais complicadas operações mentais, na extensão do progresso comum.

Assim, pois, em nos reportando aos problemas da sublime virtude, é imprescindível estabelecer a confiança em nós mesmos.

Decerto, não podemos dispensar a Proteção Divina, nos menores empreendimentos de cada dia, entretanto, não podemos olvidar o imperativo da fé em nossa própria capacidade de criar o bem e estendê-lo.

Levantemos-nos na senda que nos cabe trilhar e recordemos o tesouro das oportunidades que brilham em nossas mãos.

O tempo, a saúde, o equilíbrio e o conhecimento são recursos básicos que nos compete mobilizar no aproveitamento das bênçãos divinas.

Desfaçamos a neblina da hesitação e da dúvida, ao redor de nossos passos, e cumpramos nossas obrigações para com a Vida Superior.

Efetivamente é natural mantenhamos nossa fé viva em Jesus, na preservação do nosso próprio conforto, entretanto, é preciso não esquecer que Jesus, por sua vez, guarda a sua fé em nosso concurso para que se lhe materialize, enfim, na Terra, o reino da Paz e do Amor para sempre.


Emmanuel













sexta-feira, 17 de julho de 2026

Lancellin - Livro Cirurgia Moral - João Nunes Maia - Cap. 11 - Tudo o que faças




Lancellin - Livro Cirurgia Moral - João Nunes Maia - Cap. 11


Tudo o que faças


Tudo o que pretendes fazer, ou que estás fazendo, lembra-te de fazê-lo com dedicação, com amor. Vieste à Terra para fazer alguma coisa e essa missão tem grande importância. Cuida de fazer tudo com perfeição, levando em conta que não há nada perfeito sem que haja Amor.

As escolas do mundo nos dão meios de entender as coisas na sua profundidade.

No entanto, não são somente elas que nos levam a compreender os nossos deveres.

Uma grande parte nos toca diretamente e essa deve ser feita por nós, condicionando experiências e usando nossa vontade, aquela que nunca esmorece ante os obstáculos. Não podemos nos esquecer da maturidade do espírito conferida pelo tempo. Porém, os clarins da eternidade tocam, alertando as almas.

É chegado o momento da compreensão iluminada de rastrear os nossos desejos do aprendizado nos campos imensuráveis de nós mesmos, colhendo dados e acertando arestas, operando tumores e curando enfermidades no nosso mundo interno.

A maior batalha a ser vencida é a luta que deveremos travar com nós mesmos, é o Bem contra o Mal, na profundeza da alma, para depois falarmos com segurança a todos os que queiram ouvir: Eu sou a Luz.

O milagre do pensamento faz os grandes cientistas pensarem. Eles usam a razão, mas desconhecem a sua procedência e os meios pelos quais os pensamentos são feitos.

As sutilezas das ideias e a inteligência dos homens escapam à própria inteligência destes mesmos homens, quando ignoram a existência do espírito. Quando descobriram os computadores, eles acharam que tinham encontrado o segredo do cérebro humano, esquecendo-se de procurar saber de onde vinha a inteligência. Os computadores são programados, não pensam por si mesmos. A ciência do mundo sem a ciência do espírito é morta e desfaz-se com o próprio tempo; não resiste ao progresso, a não ser que se encontre com a alma, para ajudar a explicar a fonte de toda a sabedoria, que é Deus.

Em tudo o que fizeres, não te esqueças de, em primeiro lugar, lembrar-te do nosso Pai Celestial, que está vibrando, trabalhando e nos assistindo desde a matéria primitiva ao alto escalão da eternidade.

Se podes coordenar as tuas ideias, que o faças com harmonia. Se é do teu agrado disciplinar a tua fala, começa logo. Se podes dar cadência aos teus passos, que o faças também. Se podes vestir decentemente não deves esquecer-te de fazê-lo. Os outros caminhos norteados para a perfeição vão surgindo no páreo dos teus esforços e na busca, eles surgirão mais depressa, para que possas sentir a luz do discernimento com maior rapidez.

Trabalha com interesse de servir bem, que o teu trabalho se transformará em alegria. Dispensa os adjetivos que não correspondam às qualidades enobrecidas do Evangelho e avança para os qualificativos que honram toda a policromia enriquecida pelo Amor nas variadas estações dos sentimentos. Confirma tua passagem, por onde passares, com a clareza e a perfeição do que deves fazer, que o Belo sempre honra o seu genitor.

Em tudo o que fizeres, lembra-te de fazê-lo bem. Não te esqueças jamais o talhe da perfeição, que ela devolverá a glória para o próprio artista.


Lancellin
















Emmanuel - Livro Encontro de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 2 - Brinde para Jesus



Emmanuel - Livro Encontro de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 2


Brinde para Jesus 


Na existência terrestre, surgem momentos tão aflitivos em certas circunstâncias, que mais vale dissolver as nossas reações na luz do entendimento, ante o silêncio do coração que expô-las verbalmente, traduzindo-as nos lábios, sob a força do raciocínio.

Bastas vezes, semelhantes ocasiões decorrem de provações particulares, na vida íntima, como sejam:

a atitude impensada de pais queridos, ante os quais não nos será lícito demonstrar o mínimo desconsolo;

a ofensa de filhos bem-amados, a quem desejamos ofertar unicamente proteção e ternura;

a hora de lágrimas de incompreensão de que partilhamos, frequentemente, perante a companheira ou o companheiro com os quais tenhamos edificado a bênção do lar;

o prejuízo que procede do associado de trabalho ou de ideal, a cuja amizade empenhamos o coração;

o desapontamento que um amigo nos cause;

o menosprezo oriundo da indiferença de companheiros que relacionávamos por tesouros de felicidade no escrínio da vida;

a deserção dos seres queridos;

a extremada luta pela conquista de compreensão naqueles com que respiramos o mesmo clima espiritual;

a dor que os entes amados nos impõem, quando se fazem motivos de tumulto e tribulação no campo de nossa própria casa…

Nessas horas de crise, em que tudo pareça conspirar contra nós e em que a nossa própria palavra, se for expressa, nada mais conseguirá que complicação e mais luta para a vida dos outros, lembremo-nos de que todos somos criaturas do Criador e ofereçamos um brinde para Jesus, de quem todos somos tutelados na Terra: — o brinde da paciência para com todos aqueles que nos criem provações e problemas; e, reconhecendo que os objetivos da evolução se nos resumem na formação da felicidade de todos, em louvor de todos, acendamos pelo menos pequenina chama de amor no próprio coração… E com semelhante luz, trabalhando e servindo, sem precipitação e sem desânimo, aguardaremos, em paz, a intervenção infalível das Leis de Deus.


Emmanuel