domingo, 27 de setembro de 2026

Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 156 - Segundo agimos



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 156


Segundo agimos


“Mas deliberei isto comigo mesmo: não ir mais ter convosco em tristeza.” — PAULO (2 Coríntios, 2:1)


Cautela com a tristeza, capaz de converter-se em lama de fel ou em labareda de angústia no coração!

Sentimentos, ideias, palavras e atitudes são agentes magnéticos de indução para o melhor ou o pior, conforme o rumo que se lhes traça.

Queixa inútil enfraquece o otimismo, gerando desconfiança e perturbação.

Azedume corta o impulso de generosidade, aniquilando boas obras no nascedouro.

Irritação abate as forças da alma, trazendo a exaustão prematura.

Mágoa anula à esperança, arrasando possibilidades de trabalho.

Desespero queima o solo do ideal, exterminando a sementeira do bem.

Se aspiras a construir, planta benevolência e serenidade, entendimento e abnegação na gleba da própria alma.

Todos dependemos uns dos outros, na desincumbência dos compromissos que nos competem. 

A vida, porém, através de todos aqueles que nos partilham a marcha, reage sobre nós, segundo agimos; em vista disso, para a execução da tarefa que nos cabe, quantos caminham ao nosso lado apenas colaboram conosco, na pauta de nosso auxílio, dando-nos isso ou aquilo, no tanto e na espécie daquilo ou disso que venham a receber.


Emmanuel











André Luiz - Livro Doutrina e Aplicação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 12 - Na educação cristã



André Luiz - Livro Doutrina e Aplicação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 12


Na educação cristã


Prepara a terra e farás a sementeira.

Aduba o solo e terás a plantação.

Lavra a madeira e formarás a utilidade.

Burila a pedra e encontrarás a estátua divina.

Condiciona o barro e a argila dar-te-á o vaso.

Malha a bigorna e o ferro conferir-te-á benefícios.

Estuda e aprenderás.

Auxilia e colherás o auxílio.

Ampara e o suprimento do Céu responderá aos teus apelos.

Irmana-te com todos e todos te estenderão o concurso fraternal.

Ilumina os companheiros da retaguarda e os vanguardeiros do Amor alimentar-te-ão a lâmpada.

Produze bondade e estímulo em torno de teus passos e o incentivo do Mais Alto enriquecer-te-á o celeiro.

Acharás o que procuras.

Colherás o que semeias.

Eduquemos nos padrões de Jesus e o futuro será presidido pela realidade cristã.

Ensinar para o bem, através do pensamento, da palavra e do exemplo é salvar. Em razão desta verdade o Senhor foi chamado o Divino Mestre e, é ainda por isto que o Reino de Deus na Terra é obra de educação.


André Luiz











sábado, 26 de setembro de 2026

Miramez - Livro Horizontes da Mente - João Nunes Maia - Pág. 47 - Aprender com o próximo



Miramez - Livro Horizontes da Mente - João Nunes Maia - Pág. 47


Aprender com o próximo


O aprendizado é uma coisa sagrada. Cada estágio que fazemos na carne representa um curso na escala evolutiva. É justo que façamos a nossa parte, sem que só a natureza lute. O nosso esforço deve computar com o esquema natural de Deus.

O próximo, em relação a nós, é um instrutor diário. Mas nem sempre reconhecemos essa verdade. Ao sermos analisados por ele, julgamo-lo inconveniente. Ao sermos censurados por nossos companheiros, mesmo que eles tenham razão, ferindo-nos em nossos melindres, revidando os açoites merecidos, por nos sentirmos maltratados no orgulho enganoso.

O irmão de luta, que caminha conosco, enxerga melhor os nossos defeitos, sente os prejuízos causados por eles e nos aconselha de forma violenta. No entanto, essa é a melhor maneira de nos interessarmos mais pela corrigenda. Ninguém evolui sem que o próximo participe da nossa disciplina. Eis porque, depois de amar a Deus sobre todas as coisas, fomos aconselhados a amar, em seguida, ao próximo, como a nós mesmos, por ser ele a senda de luz com aparência de trevas.

O ambiente mais favorável ao aprendiz é a humildade, que falta onde o orgulho domina e a prepotência avassala. Quem cultiva a humildade e ama a serenidade de coração, abre portas de ouro ao entendimento maior, e tem meios fáceis de assimilar as ciências mais complicadas e a filosofia mais difícil. E receberá de Deus um raciocínio lúcido, de modo a surpreender os doutos. Os justos não enganam os outros nem condenam seus semelhantes, por já se encontrarem livres das armadilhas da intolerância e serem amantes da justiça e do perdão.

As aulas são sucessivas, por onde andamos. Se fugimos de algumas, por incapacidade de assimilação, caímos em outras que nos convidam ao recomeço. O determinismo no aprendizado é caso definitivo. A liberdade que temos, se assim podemos dizer, é a da obediência, é a do amor, é a da caridade. É a de entender a maneira como o apóstolo dos gentios preconizava para seus companheiros: "Dai graças a tudo, pois essa é a vontade de Deus para conosco". Cada alma irmã, que convive conosco, é nossa mestra. É a disciplina atuante, é a vigilância que não ficou esquecida.

Jesus foi o próximo mais iluminado que se aproximou de nós, fazendo presentes todos os raios de sol para nos aquecer. É comum, mesmo entre os espiritualistas, aceitar que o ofendido revide a ofensa, que não seja física, no caso dos mais evoluídos. Todavia, as forças mentais são acionadas em direção ao ofensor, com a revolta ocasionada pela inflamação dos sentimentos. Dessa maneira, não fica constatado o perdão. O aluno não analisou a lição, não aceitou a oportunidade de se livrar da infração à lei. Esplende o sinal vermelho e ele avança, pela força da imprudência, trombando com a ignorância, na travessia da estrada do aprendizado.

Aprender com o próximo é disciplinar a si mesmo. É desejar ao semelhante o bem, em quaisquer circunstância. Se é muito difícil, não será impossível, desde que se comece na área das emoções; sentindo, no início, uma catástrofe interna, por não nos vingarmos do maledicente, cuja ferocidade nos encarcera na jaula da carne, como um condenado sem defesa. Aconteça o que acontecer, não devemos expressar a revolta que se passa por dentro das forças em combustão, que intentamos disciplinar. Continuemos, até que um dia o vulcão se acalme e fiquem somente vestígios do monstro que, antes, eram erupções avassaladoras. E a paz reinará em toda a nossa vida, já que, por natureza humana educada, apreendemos, com o próximo, a natureza divina, que reina em toda a criação de Deus.


Miramez


















Bezerra de Menezes - Livro Bezerra, Chico e Você - Chico Xavier - Cap. 51 - Perseverar



Bezerra de Menezes - Livro Bezerra, Chico e Você - Chico Xavier - Cap. 51


Perseverar


Perseveremos no bem, sobretudo.

A estrada provavelmente se nos erigirá lodacenta ou agressiva pelos tropeços e espinhos que apresente…

Perseveremos servindo para transpô-la.

O ambiente terá surgido carregado de nuvens, na condensação de injúrias ou incompreensões que nos circundem…

Perseveremos ofertando aos outros o melhor de nós em favor dos outros e os outros nos auxiliarão para vencer as sombras e dissipá-las.

Ansiedades e esperanças nos visitam a alma, transformando-se em obstáculos para a obtenção da alegria que nos propomos alcançar…

Perseveremos agindo na prática do bem e, dentro desse exercício salutar de sublimação, surpreenderemos, por fim, a região de acesso às bênçãos que buscamos.

As lutas e desafios se nos avolumam na marcha…

Perseveremos na humildade e na paciência que nos garantirão a segurança e a tranquilidade das quais não prescindimos para seguir adiante.

Discórdias e problemas repontam das tarefas a que consagramos as nossas melhores forças…

Perseveremos na serenidade e na elevação, dentro dos encargos que nos assinalem a presença onde estivermos, e seremos aqueles ingredientes indispensáveis de união e de paz nos grupos do serviço de que partilhamos, atendendo às obrigações que nos competem ao espírito de equipe.

Filhos, provas e tribulações, pedras e espinhos, conflitos e lágrimas, desarmonias e empeços existirão sempre na estrada que se nos desdobra à visão…

No entanto, se é fácil começar o apostolado do amor, é sempre difícil continuar em direção do remate vitorioso.

Perseverar é o impositivo de que não nos será lícito fugir…


Bezerra











De mensagem recebida em 18.11.1972.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 33 - Nas Linhas de Evolução



Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 33


Nas Linhas de Evolução


"Seu desejo de obter a vida eterna não ia até ao extremo de adquiri-la com sacrifício." (Cap. XV — item 7)


“Caridade e humildade, tal a senda única da salvação.” (Cap. XVI — item 5)


Observando os companheiros a quem você deseja ajudar, seja breve na exposição e demorado no socorro. Sem o suor do exemplo, os mais belos comentários perdem a legitimidade. 

Utilize-se do poço do caminho, sem lhe tisnar a limpidez das águas. Mais tarde você poderá necessitar dele novamente. Seu vestuário desvela para os outros suas intimas inclinações. Use a roupa, sem a ela escravizar-se. Mantenha a higiene de seu corpo para preservar a saúde. No entanto, viver excessivamente preocupado com a limpeza é sintoma de desequilíbrio. 

Cobiçando o melhor de cada dia, viva cada minuto nobremente, como se fosse o ultimo a que você tivesse direito. O depois começa agora. Pare para refletir, não obstante sabendo refletir para não parar. Quem avança, sem estacionar, para sem forcas para avançar. Planifique, antes de agir, e demonstrara respeito pelo serviço. Evite porem, planificar assoberbado de preocupações, pois que assim você jamais realizara algo. 

Se você acredita em felicidade vivendo a sós, disponha-se para inquietantes aflições. A gota de orvalho no deserto reflete a gloria de longínqua estrela, mas não da vitalidade a terra onde se aquieta e consome, sem ajudar. Em todas as conjunturas de sua vida, recorde-se da caridade, primeiro, e da humildade, logo depois. 


Marco Prisco






O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XVI — Não se pode servir a Deus e a Mamon - Utilidade providencial da riqueza. Provas da riqueza e da miséria.

7. Se a riqueza houvesse de constituir obstáculo absoluto à salvação dos que a possuem, conforme se poderia inferir de certas palavras de Jesus, interpretadas segundo a letra e não segundo o espírito, Deus, que a concede, teria posto nas mãos de alguns um instrumento de perdição, sem apelação nenhuma, ideia que repugna à razão. Sem dúvida, pelos arrastamentos a que dá causa, pelas tentações que gera e pela fascinação que exerce, a riqueza constitui uma prova muito arriscada, mais perigosa do que a miséria. É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. É o laço mais forte que prende o homem à Terra e lhe desvia do céu os pensamentos. Produz tal vertigem que, muitas vezes, aquele que passa da miséria à riqueza esquece de pronto a sua primeira condição, os que com ele a partilharam, os que o ajudaram, e faz-se insensível, egoísta e vão. Mas, do fato de a riqueza tornar difícil a jornada, não se segue que a torne impossível e não possa vir a ser um meio de salvação para o que dela sabe servir-se, como certos venenos podem restituir a saúde, se empregados a propósito e com discernimento.

Quando Jesus disse ao moço que o inquiria sobre os meios de ganhar a vida eterna: “Desfaze-te de todos os teus bens e segue-me”, não pretendeu, decerto, estabelecer como princípio absoluto que cada um deva despojar-se do que possui e que a salvação só a esse preço se obtém; mas, apenas mostrar que o apego aos bens terrenos é um obstáculo à salvação. Aquele moço, com efeito, se julgava quite porque observara certos mandamentos e, no entanto, recusava-se à idéia de abandonar os bens de que era dono. Seu desejo de obter a vida eterna não ia até ao extremo de adquiri-la com sacrifício.

O que Jesus lhe propunha era uma prova decisiva, destinada a pôr a nu o fundo do seu pensamento. Ele podia, sem dúvida, ser um homem perfeitamente honesto na opinião do mundo, não causar dano a ninguém, não maldizer do próximo, não ser vão, nem orgulhoso, honrar a seu pai e a sua mãe. Mas, não tinha a verdadeira caridade; sua virtude não chegava até a abnegação. Isso o que Jesus quis demonstrar. Fazia uma aplicação do princípio: “Fora da caridade não há salvação”.

A conseqüência dessas palavras, em sua acepção rigorosa, seria a abolição da riqueza por prejudicial à felicidade futura e como causa de uma imensidade de males na Terra; seria, ao demais, a condenação do trabalho que a pode granjear; conseqüência absurda, que reconduziria o homem à vida selvagem e que, por isso mesmo, estaria em contradição com a lei do progresso, que é lei de Deus.

Se a riqueza é causa de muitos males, se exacerba tanto as más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, não é a ela que devemos inculpar, mas ao homem, que dela abusa, como de todos os dons de Deus. Pelo abuso, ele torna pernicioso o que lhe poderia ser de maior utilidade. É a conseqüência do estado de inferioridade do mundo terrestre. Se a riqueza somente males houvesse de produzir, Deus não a teria posto na Terra. Compete ao homem fazê-la produzir o bem. Se não é um elemento direto de progresso moral, é, sem contestação, poderoso elemento de progresso intelectual.

Com efeito, o homem tem por missão trabalhar pela melhoria material do planeta. Cabe-lhe desobstruí-lo, saneá-lo, dispô-lo para receber um dia toda a população que a sua extensão comporta. Para alimentar essa população que cresce incessantemente, preciso se faz aumentar a produção. Se a produção de um país é insuficiente, será necessário buscá-la fora. Por isso mesmo, as relações entre os povos constituem uma necessidade. A fim de mais as facilitar, cumpre sejam destruídos os obstáculos materiais que os separam e tornadas mais rápidas as comunicações. Para trabalhos que são obra dos séculos, teve o homem de extrair os materiais até das entranhas da terra; procurou na Ciência os meios de os executar com maior segurança e rapidez. Mas, para os levar a efeito, precisa de recursos: a necessidade fê-lo criar a riqueza, como o fez descobrir a Ciência. A atividade que esses mesmos trabalhos impõem lhe amplia e desenvolve a inteligência, e essa inteligência que ele concentra, primeiro, na satisfação das necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais. Sendo a riqueza o meio primordial de execução, sem ela não mais grandes trabalhos, nem atividade, nem estimulante, nem pesquisas. Com razão, pois, é a riqueza considerada elemento de progresso.


O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XV — Fora da caridade não há salvação

5. Caridade e humildade, tal a senda única da salvação. Egoísmo e orgulho, tal a da perdição. Este princípio se acha formulado nos seguintes precisos termos: “Amarás a Deus de toda a tua alma e a teu próximo como a ti mesmo; toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” E, para que não haja equívoco sobre a interpretação do amor de Deus e do próximo, acrescenta: “E aqui está o segundo mandamento que é semelhante ao primeiro”, isto é, que não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar o próximo, nem amar o próximo sem amar a Deus. Logo, tudo o que se faça contra o próximo o mesmo é que fazê-lo contra Deus. Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.







Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 9 - Semear Esperança



Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 9 - Semear Esperança


Eles existem aos milhões.

Habitam casebres e palácios.

Muitos ocultam-se sob o verniz de posições transitórias.

São os desesperados do mundo.

Você os encontrará nas ruas, no local de trabalho, em seu próprio lar.

Criaturas que se viram colhidas pela provação e perderam o ânimo e o equilíbrio.

Este viu o afeto partir para o Além, sem compreender que a vida continua.

Aquele foi alcançado pela enfermidade de longo curso.

Outro se viu ante decepções e passou a desacreditar de todos.

Diante deles, não critique nem questione.

Ajude.

Ouça com interesse e auxilie com amor.

Cada Espírito é um campo a ser cultivado.

Semear esperança é dever de todo aquele que já encontrou a luz da verdade.

Por certo, a Misericórdia Divina sabe como amparar os sofredores. Entretanto, Jesus não dispensa a colaboração de todos os aprendizes do Bem, para amenizar o sofrimento e recuperar a esperança para quem chora.


Irmã Scheilla
















Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. III - João Nunes Maia - Cap. 12 - Despertamento



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. III - João Nunes Maia - Cap. 12


Despertamento


114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que se melhoram?

“São os próprios Espíritos que se melhoram e, melhorando-se, passam de uma ordem inferior para outra mais elevada.”


Assevera “O Livro dos Espíritos” que as almas são criadas simples e ignorantes. O tempo, como sendo as mãos de Deus, processa o despertamento dos Espíritos em uma perfeita harmonia, despertando todos os dons inatos dos seus corações. Esses valores, mais tarde, deverão ser cultivados pelos próprios Espíritos; usando a razão, notarão as necessidades de progredir, avançando diante de todos os obstáculos e vencendo-os, dominando controvérsias e ampliando condições para o alcance da felicidade, que passa a ser uma conquista dos próprios esforços.

Deus nos ampara sempre, basta que descubramos as riquezas a nós oferecidas. Ele ainda nos ajuda nesta descoberta, facilitando os meios, e nos fazendo sentir à ação dos benfeitores espirituais que estão sempre nos ensinando a compreender a nós mesmos, usando as nossa próprias forças.

Todos devemos procurar constantemente o entendimento das leis espirituais e a elas obedecer, por ser a justiça uma força inevitável nos caminhos de quem não as respeita. Existe como que uma escada da Terra ao mundo espiritual, figurando uma subida, mas o verdadeiro instrumento de ascensão está dentro de cada um e o esforço para usá-lo é de cada Espírito. O céu verdadeiro se encontra dentro de nós; o paraíso exterior é, pois, do nosso mundo interno.

Trabalhemos em todas as direções, aprimorando as nossas faculdades, porque o bom vencedor é o quem sabe vencer a si mesmo, é quem aprendeu a ler no livro da consciência o que Deus escreveu e a escutar a voz interior, por onde fala o Senhor, revelando as Suas soberanas leis do Amor e da Justiça, da Caridade e do Perdão. A bondade do Pai Celestial é tão grande, que não se esquece da misericórdia, enviando falanges e mais falanges de Espíritos iluminados, para nos ajudar a entender o que devemos fazer acertadamente.

Abramos o entendimento, persistamos no trabalho que a fraternidade direciona e confiemos no bem, que esse bem iluminará todos os roteiros dos trabalhadores de boa vontade, para que possam falar e viver o amor. “O Livro dos Espíritos’’ é um frasco de essências raras, cuja fragrância se encontra como benção da Divina luz. Cabe a nós desdobrar esse perfume, para que possamos suportá-lo com as nossas fracas sensibilidades”.

Alimentemos a esperança, porque onde não existe, se encontra a morte. Todos os dias são dias de despertamento, e todas as coisas nos mostram lições sobremodo valiosas. Aprendamos a ler no livro da natureza, pois é a nossa mãe, e nos responde quando pedimos. E os nossos pedidos são atos pela vida que levamos.

Diz com propriedade “O Livro dos Espíritos’’ que são os próprios Espíritos que se melhoram. Essa é uma verdade incontestável. Aquele que não se esforça para progredir, está morto, mas, sujeito à vida, dependendo da disposição que deve alimentar de conhecer a si mesmo, para conhecer a vida, para o conhecimento de Deus, Jesus se encontra diante de nós, abrindo os braços para nos acolher, nos falando:” Despertai! Acordai desse sono, levantai e segui-me’’.


Miramez