quarta-feira, 9 de setembro de 2026

André Luiz - Livro Estude e Viva - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 3.2 - Prescrições sempre novas


André Luiz - Livro Estude e Viva - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 3.2


Prescrições sempre novas


"... Muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado e maiores contas serão tomadas àquele a quem mais coisas se haja confiado." (LUCAS, 12:47-48 — E.S.E).


4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?

“Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.”

 A.K.: Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa. (O Livro dos Espíritos)


Veja o que você quer, realmente.

A procura da luz inclui o combate à sombra.

Alimente princípios superiores.

Realizar o melhor é melhorar a si mesmo.

Use discernimento.

A convicção espírita baseia-se na ciência da lógica.

Atenda à paz com todos.

Quem cultiva aversões cria a infelicidade.

Trabalhe nas boas obras.

Ninguém segue o Evangelho sem transpirar.

Critique o que você fale ou escreva.

A propaganda indisciplinada costuma desacreditar o serviço que apregoa.

Não inculpe os outros por suas decepções.

Somos arquitetos de nossos destinos.

Sirva sem discutir.

O concurso sincero silencia a discórdia.

Aperfeiçoe as próprias preces.

A natureza da rogativa evolui com a elevação de nossa própria natureza.

Partilhe as tarefas do bem geral.

Com Jesus, o ideal de um coração é o ideal de todos.


André Luiz











Psicografia: Waldo Vieira

Neio Lúcio - Livro Alvorada Cristã - Chico Xavier - Cap. 2 - Na direção do bem



Neio Lúcio - Livro Alvorada Cristã - Chico Xavier - Cap. 2


Na direção do bem 
 

O Senhor tudo criou na direção do bem.

Todas as criaturas, por isto, são chamadas a produzir proveitosamente.

A erva tenra sustenta os animais.

A fonte oculta socorre o inseto humilde.

A árvore é abençoada companheira dos homens.

A flor produzirá fruto.

O fruto dar-nos-á mesa farta.

O rio distribui as águas.

A chuva lava o céu e sacia a terra sedenta.

A pedra faz o alicerce de nossa casa.

A boa palavra revela o bom caminho.

Como desconhecer os santos propósitos da vida, se a natureza que a sustenta reflete os sábios desígnios da Providência?

Grande escola para o nosso Espírito, a Terra é um livro gigantesco em que podemos ler a mensagem de amor universal que o Pai Celeste nos envia.

Desde a gota de orvalho que alimenta o cacto espinhoso, à luz do Sol que brilha no alto para todos os seres, podemos sentir o apelo da Infinita Sabedoria ao serviço de cooperação na felicidade, na paz e na alegria dos semelhantes.

Todo homem e toda mulher nascem no mundo para tarefas santificantes, segundo a Divina Lei.

Com alegria, o bom administrador governa os interesses do povo.

Com alegria, o bom lavrador ara o solo e protege a sementeira.

O homem que semeia no chão, garantindo a subsistência das criaturas, é irmão daquele que dirige o pensamento das nações para o conhecimento divino.

A mulher que recebe homenagens pelas suas virtudes públicas é irmã daquela que, na intimidade do lar, se sacrifica pela criancinha doente.

Deus conhece as pessoas pelo que produzem, assim como nós conhecemos as árvores pelos frutos que nos estendem.

Em razão disto, os homens bons são amados e respeitados. A presença deles atrai o carinho e a veneração dos semelhantes. 

Os maus, todavia, são portadores de ações e palavras indesejáveis e toda gente lhes evita o convívio, tanto quanto nos afastamos das plantas espinhosas e ingratas.

O homem bom compreende que a vida lhe pede a bênção do serviço e levanta-se cada manhã, pensando: — “Que belo dia para trabalhar!”

O mau, porém, ergue-se de mau humor. Não sabe sorrir para os que o cercam e costuma exclamar: — “Dia terrível! Que destino cruel! Detesto o trabalho e odeio a vida!”

Um homem, qual esse, precisa de auxílio dos homens bons, porque em não se dedicando ao serviço digno será realmente muito infeliz.


Neio Lúcio












terça-feira, 8 de setembro de 2026

Emmanuel - Livro Alma e Luz - Chico Xavier - Cap. 13 - Sustentemos o bem



Emmanuel - Livro Alma e Luz - Chico Xavier - Cap. 13


Sustentemos o bem


Não lances o fel da censura na taça do companheiro que, pouco a pouco, desperta na caridade sublime.

Recorda que o próprio dia não acorda de vez. Primeiro, tons rubros no céu anunciam as promessas da aurora. Em seguida, tênues riscos de claridade aparecem no campo do firmamento e, apenas muito depois, surge o carro solar na glória do alvorecer.

Desencorajar leve impulso do bem é o mesmo que sufocar a semente que, divina e multiplicada, será, no caminho, a base de nosso pão.

Se descobres vaidade na barulhenta virtude dos semelhantes, ensina-lhes com o próprio exemplo de tolerância e serenidade que o socorro fraterno pede o silêncio da discrição.

Se alguém dá pouco aos teus olhos do muito que te parece reter, nas possibilidades do mundo, auxilia-o com a força da tua simpatia e de tua prece, para que se afeiçoe à mais ampla largueza do coração.

Lembra-te de que a exibição inconveniente de hoje poderá transformar-se, mais tarde, em trabalho seguro do bem, se souberes amparar as vítimas da propaganda, ruidosa e desnecessária, e não te esqueças que a migalha de agora poderá ressurgir, depois, na forma de um tesouro de bênçãos se lhe apoiares o movimento nos alicerces da própria compreensão.

Ante o bem que se faça, faze o bem quanto possas, para que o bem pequeno se faça, junto de todos, o bem maior.

Não admitas caridade no ato de reprovar a caridade que alguém se decida a fazer, porque, à frente do Cristo, somos todos depositários das riquezas da Vida Eterna e só pelo entendimento do amor, com o trabalho do amor, funcionando no auxílio a ricos e pobres, cultos e ignorantes, justos e injustos, é que chegaremos a acender a luz da mente purificada para a exaltação da Terra Melhor.


Emmanuel











Lancellin - Livro Iniciação Viagem Astral - João Nunes Maia - Cap. 42 - Estendendo luzes



Lancellin - Livro Iniciação Viagem Astral - João Nunes Maia - Cap. 42


Estendendo luzes


Estamos em regime de urgência, no que tange às coisas espirituais. Nós somos legiões de Espíritos trabalhando na grande vinha do Senhor, estendendo luzes em todos os rumos por onde a escuridão se faz sentir. Não somos almas perfeitas; estamos longe da perfeição, mas, não longe da boa vontade.

Armamos um esquema para perseverar até o fim, estudando todos os problemas, usando todos os meios lícitos para realizarmos o progresso que nos compete. Já somos conscientes dos obstáculos, da cruz e do calvário que deveremos enfrentar, e isso nos dá um grande ânimo, para que possamos vencer todas as dificuldades, sem a carência da fé. Lutar é disposição de todas as criaturas, porém, lutar com discernimento é característica daquele que está vencendo a si mesmo.

Nós não estamos querendo convencer ninguém, não estamos usando de violência nas áreas de fé de criatura alguma, não exigimos mudanças de conceitos dos que vivem e pensam diferente do nosso modo de ser, porque respeitamos as consciências no ponto mais sublime que escolheram para viver, pela lei de afinidade.

Estamos escrevendo, a pedido de muitos companheiros que vivem na Terra e buscam conhecer outros mundos, procurando entender outras faixas de vida. A esses ofertamos as nossas experiências, como sendo patrimônio comum, pertencente a todas as criaturas. A vida é uma incessante troca de valores materiais e espirituais; assim como recebemos dos nossos maiores, ao chegarmos aqui, sentimo-nos no dever de doar, igualmente, alguma coisa aos que estudam, na Terra, a vida além do túmulo.

A morte é um fenômeno normal da vida dos homens. Mesmo que estes não se acostumem com ela, ela existe, e deve ser considerada, como sendo uma colecionadora de talentos. O Espírito é um viajor eterno, que cada vez sobe mais como na decantada fábula bíblica, a escada de Jacó. Subir é a ordem que Deus deixou nas mãos do homem, diante da vida e do progresso.

O que queremos é que os homens não fiquem distantes de nós, Espíritos desencarnados, e que aquele tradicional medo de fantasmas acabe, juntamente com a ignorância. Somos os mesmos homens; a diferença é que perdemos a capa, mas ainda nos resta a túnica, como corpo espiritual que nos obedece, qual animal domesticado.

Com a perda da roupagem, não se perderam as qualidades, ao contrário, ficamos mais conscientes dos nossos deveres e mais sensíveis às belezas imortais de que somos herdeiros, por parte do nosso Pai Celestial. Negar as leis de Deus não pode ser procedimento do homem inteligente, cujo raciocínio completa os sentimentos.

De que adiantaria se se reunissem todos os astrônomos do mundo e eles negassem a existência do sol que aquece a Terra todos os dias, e está visível a todos os seres? De nada valeria. Nada alteramos da verdade, quando negamos essa verdade.

Fechar os olhos para não ver a luz é ser partícipe das trevas. Nós não vivemos de argumentos, mas argumentamos ponderadamente para viver. Melhor do que as palavras, são os nossos exemplos e a nossa conduta.

Jesus está tendo muito mais valor, para os homens, agora, do que quando estava andando no mundo, curando e pregando a Boa Nova do Reino de Deus.

Quando a vaidade nos toca, impelindo-nos para estarmos sempre presentes nos acontecimentos que podem nos "elevar" em relação aos outros, demonstramos exatamente o contrário. O impulso de superioridade que nos leva a mostrar aos nossos irmãos o que realmente não somos, pode nos tolher as faculdades em que estamos empenhados em conquistar. Tu não precisas falar de ti mesmo, mas é bom que não te esqueças da seguinte verdade: a tartaruga também anda, mas a gazela chega primeiro.

O despertar dos dons espirituais é uma ordem divina, no entanto, se não for feita a parte que nos toca, o andar nosso em busca da luz, será igual ao da tartaruga.

Este capítulo nos incentiva a estendermos luzes em todos os rumos, e essa luz existe com fartura nos celeiros de Deus, sob a vigilância de Jesus Cristo, que nos convoca em todos os momentos para trabalharmos sob a Sua proteção. O Evangelho já é conhecido por quase todas as pessoas, espalhadas por toda a Terra, e é repetido e divulgado por variados meios que o progresso emprestou.

Somente falta uma etapa, a mais importante, que é a vivência. Quem consegue viver os preceitos do nosso Mestre está livre porque conheceu a verdade.

Começa hoje, meu filho, a estender luzes. Sabes como? Cortando as arestas que ainda existem na tua personalidade. Não é preciso que alguém aponte os teus defeitos.

Tu mesmo poderás descobri-los, se existir vontade para tal empreendimento interior.

Quando entramos aqui, nesta Colônia de trabalho, é esta a primeira proposta que recebemos: examinarmo-nos a nós mesmos e vermos o que podemos fazer em nosso próprio benefício.

Quando aconselhares alguém a perdoar, faze-o com maior profundidade a ti mesmo; quando aconselhares o amor e a concórdia, a paz e o trabalho, sabendo que o mais beneficiado és tu próprio, aí, então, estarás preparado para ouvir o que falamos, porque é para essa gama de Espíritos que escrevemos, irmãos que acordam com um só toque da verdade, e buscam a sua felicidade, sabendo que esta se encontra bem pertinho dos seus corações.

Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. IX - João Nunes Maia - Cap. 35 - O extático e a realidade



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. IX - João Nunes Maia - Cap. 35


O extático e a realidade


443. Pretendendo que lhe é dado ver coisas que evidentemente são produto de uma imaginação que as crenças e prejuízos terrestres impressionaram, não será justo concluir-se que nem tudo o que o extático vê é real?

“O que o extático vê é real para ele. Mas, como seu Espírito se conserva sempre debaixo da influência das idéias terrenas, pode acontecer que veja a seu modo, ou melhor, que exprima o que vê numa linguagem moldada pelos preconceitos e idéias de que se acha imbuído, ou, então, pelos vossos preconceitos e idéias, a fim de ser mais compreendido. Neste sentido, principalmente, é que lhe sucede errar.”


Tratando dessa faculdade extraordinária que é o êxtase, podemos dizer que nem tudo o que o extático vê é real; no entanto, quase tudo se mostra dentro da realidade que ocupa a sua mente, mais ou menos ligada à Terra. Entretanto, essas diferenças ou falhas se assim podemos chamá-las, existem em todas as funções mediúnicas, de todos os médiuns sem exceção. Todas as modalidades de paranormalidade sensorial pertencem a uma escala de elevação, de pureza medianímica. O único médium sem mácula que pisou na Terra foi Nosso Senhor Jesus Cristo; todos os outros pertencem à escala, onde podem existir falhas humanas, ou mesmo Espíritos que ainda não dominam a verdade, no padrão que lhes é necessário. Todos estamos na escola, procurando o aperfeiçoamento espiritual.

A filtragem mediúnica pode também apresentar deficiências. Os médiuns precisam do amparo dos leitores, na compreensão e em suas preces endereçadas a todos os sensitivos em funções mediúnicas. Ocorre o mesmo com o médium psicógrafo: o medianeiro se encontra em operação de despertar, tem suas provas e se esforça para melhorar. É uma criatura igual às outras, com as mesmas necessidades.

O uso de variados dons, principalmente para o médium psicógrafo, pode facilitar certas interferências, de modo a misturar verdades que poderiam, se não fosse isso, sair dos seus canais mediúnicos como as claridades do sol. Antes de criticar certas falhas mediúnicas, devemos cooperar com os médiuns em função, para que a verdade possa surgir com mais nitidez nos caminhos da Doutrina Espírita. Os médiuns e os espíritas, em geral, precisam estudar, trabalhar e servir com grande empenho, para que surja o amor nos seus caminhos, porque somente quem ama dentro do amor universal é que compreende com mais propriedade a lição valiosa do Cristo de Deus.

Em se falando do extático, ele pode confundir as coisas que vê com as do mundo que habita, e com as quais está envolvido. O condicionamento é uma verdade, que pode interferir na filtragem que ele recebe do mundo espiritual. Somente um mundo de pureza espiritual não tem ambiente para as dúvidas e as comunicações traduzem a realidade.

Para ficar envolvido pela verdade, é necessário que se procure a verdade, que ela aparecerá. Quando o aluno está pronto, é da justiça que o mestre surja em sua intimidade a lhe dizer a verdade, no sentido de libertá-lo das amarras da ignorância. Para se encontrar com a realidade, é preciso perseverar nas linhas de Jesus. Se aparecerem os obstáculos, é sinal de que se está caminhando certo.

Se a dor surgir a nos visitar, entendamo-la como estímulo para prosseguir. Os infortúnios, já o dissemos alhures, não erram o endereço do devedor. Pagando as dívidas, ficaremos livres do credor.

É de noção comum que devemos falar da realidade, dizer a verdade para os ouvidos alheios, mas, quando alguém fala para os nossos ouvidos, vêm à tona os melindres. Eis aí a marca da nossa inferioridade. Analisemos o que ouvimos, que encontraremos algo educativo nos sons recolhidos pela audição. A natureza não perde tempo, e as lições ministradas por ela são luzes que clareiam os nossos caminhos para a eternidade. A vida para a frente e para o alto consiste em cair e levantar, errar e acertar, e é nesta sequência que os dons espirituais despertam em nossos corações, de modo a mostrar ao mundo e à humanidade que encontramos o Cristo, luz de Deus libertando-nos para sempre.

Estamos em busca do real, mas, antes passamos pelas ilusões. Elas é que nos mostram a grandeza da verdade. O homem de imaginação fértil pelo desenvolvimento intelectual, é mais fácil de ser enganado pela força da sua criação.


Miramez















segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 23 - Confiaremos



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 23


Confiaremos

 
“E se sabemos que ele nos ouve, quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito.” — JOÃO (1 João, 5:15)

Em nos dirigindo ao Senhor, rogando alguma concessão, condicionemo-nos ao Critério Divino.

Digamos no íntimo do ser:

“Se julgardes, Senhor, que isso nos ajudará a ser melhores para os nossos irmãos, em louvor dos vossos desígnios…”

“Se considerardes que assim poderemos ser mais úteis em vossa obra…”

E façamos dentro de nós o silêncio preciso, emudecendo qualquer indisciplina mental.

Sintonizemos o coração em ponto certo, ou, melhor, liguemos o pensamento para a Infinita Sabedoria, tendo o cuidado imprescindível para que a estática de nossas paixões e sensações não interfira com a recepção da bênção que nos advirá da Divina Bondade.

Oremos, unindo-nos aos planos do Senhor, sem exigir que os planos do Senhor se submetam aos nossos, e aprenderemos a ver e a aceitar o que seja melhor para nós, asserenando o coração.

Não gritarmos “eu quero…” mas afirmar, em nossa condição de Espíritos imperfeitos: “se posso querer…”

Em qualquer setor de organização humana, o benefício solicitado se divide em duas fases essenciais — o pedido e a solução.

Forçoso, porém, reconhecer que, se todo pedido é livre, qualquer solução exige exame.

Empregadores não atendem às requisições dos subordinados sem analisar-lhes a ficha de mérito, sob pena de prejudicarem a máquina administrativa. Professores não satisfarão exigências de alunos sem, antes, lhes observar o aproveitamento, se não querem perturbar as funções educativas da escola.

É lícito rogar ao Senhor tudo aquilo de que carecemos e até mesmo tudo quanto quisermos, porquanto na maioria das ocasiões não passamos de crianças caprichosas, mas saibamos implorar dele a compreensão necessária para recebermos as respostas do Alto, sem prejuízo para a harmonia da vida, porque, se sabemos o meio exato e amplo de pedir, somente Deus — pelos Mensageiros Divinos que o representam, junto de nós — sabe, em nosso favor, como, onde e quando nos atender.


Emmanuel










Reformador, dezembro 1966, p. 267.

Lancellin - Livro Cirurgia Moral - João Nunes Maia - Cap. 4 - Determinação



Lancellin - Livro Cirurgia Moral - João Nunes Maia - Cap. 4


Determinação


É de senso comum das criaturas iluminadas, que devemos ter dois tipos de conduta, para que possamos estar bem com nós mesmos, copiando, às vezes, certas áreas da política mundana: a ditadura e a democracia.

A ditadura deve ser usada na determinação diante de nós mesmos. Dar ordens severas na correção das nossas atitudes, para que se corrija o que não deve ser feito, aprimorando o Bem em todas as latitudes em que o Amor e a Caridade sejam o ponto sagrado das atenções. Avançar no campo onde o desleixo invadiu a ordem e fez desaparecer a harmonia; revestir-se de coragem para estabelecer a brandura onde a exigência polui os sentimentos de fraternidade e nunca se esquecer de alimentar o respeito em todos os departamentos em que a educação deve instalar-se; definir, no campo imenso da mente, as linhas das atitudes, e não deixar que pensamentos sem disciplina invadam os corredores da fala; policiar permanentemente todos os gestos e manter guarda no que deve ser feito? Essa é a audácia de que deves ser dotado para com o teu mundo interno.

A democracia deve ser ampliada no que tange ao exterior, observando os direitos alheios e capacitando todos os entendimentos para que saibas até onde não deves interferir na vida dos outros, enriquecendo o respeito às criaturas, sabendo ouvir os irmãos em caminho, ajudando-os naquilo que estiver ao teu alcance. Democracia é fraternidade, é entender os direitos dos semelhantes; é, quando falamos, sentirmo-nos na qualidade de ouvintes, dando tempo para que o outro também fale, mostrando sua opinião e, certamente, suas experiências.

A escola externa difere da interna. São duas forças paralelas, mas com objetivos idênticos: a perfeição da criatura. A educação interna objetiva o intercâmbio nas esferas exteriores. O homem que já descobriu a si mesmo é valorizado em todas as dimensões da vida.

A primeira coisa que fazemos, quando desencarnamos, se a nossa disposição for para o bem, é ver o que precisa ser mudado em nossa conduta. Morrer é viajar e o que levamos é somente o que somos. Essa é a realidade. Se já sabemos desta verdade, por que não começarmos a nos educar, quando na carne? Ganhamos tempo, ganhamos espaço e ganhamos paz.

O "esquecermos a nós mesmos", de que as escolas de iniciação nos falam, é esquecer aquilo em que somos errados. Há muita gente que perde tempo e gasta até dinheiro na autovalorização, esquecendo-se de que nada se faz sem os outros. Quando estamos movidos pela vaidade, queremos nos apresentar sempre com aquilo que ainda não fizemos. Se fizeste alguma coisa de bom, silencia, que o bem propaga o próprio bem sem a tua intervenção, pelas linhas naturais capazes de falar a verdade sem deturpar a harmonia da própria verdade.

Ganha o teu tempo servindo e não exigindo; amando e não pedindo amor; trabalhando e não explorando o trabalho alheio; abençoando e não pedindo bênçãos, sem que haja o teu esforço na aquisição da tua paz. Determina as tuas diretrizes nas diretrizes do Cristo e conserta a ti próprio, sem exigir que os teus irmãos façam o mesmo. De todo o bem que fizeres, receberás a maior parte. Lembra-te disso, e nunca farás barulho com a melhora da tua conduta.

Cortando tuas arestas internas, o exterior mostrar-te-á novo dia.


Lancellin