sábado, 9 de maio de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. IV - João Nunes Maia - Cap. 27 - Lucidez ampliada

 

Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. IV - João Nunes Maia - Cap. 27


Lucidez ampliada

 
180. Passando deste planeta para outro, conserva o Espírito a inteligência que aqui tinha?

“Sem dúvida; a inteligência não se perde. Pode, porém, acontecer que ele não disponha dos mesmos meios para manifestá-la, dependendo isto da sua superioridade e das condições do corpo que tomar.” (Veja-se: “Influência do organismo”. Cap. VII, para 2ª.) O Livro dos Espíritos. 

 
O Espírito na sua jornada, em se despertando, não perde a lucidez; ele, cada vez mais, acende a sua luz, aprimorando condições e compreendendo cada vez mais as leis que o protegem e assistem.

Ao passar para outros mundos, se esse for o caso, conserva a sua inteligência e dela faz uso no que for necessário, ampliando suas experiências no que deve aprender. O Espírito somente fica embotado no caso de provações; no entanto, é uma situação temporária. O que aprendeu, ele nunca esquece. A consciência profunda guarda como se fosse um livro divino, a pulsar no coração da alma.

Os corpos que o Espírito toma num mundo ou em outro, tem alguma influência sobre a inteligência, entretanto, com o tempo o Espírito domina todas as suas condições e sempre se sobressai; a matéria é simples instrumento da alma, em despertamento para a luz.

Os conhecimentos sobre a chama divina na divina ascensão espiritual ainda são reduzidos. Estamos estudando, como alunos das primeiras letras no alfabeto da vida, e alegramo-nos ao dar mais um passo, na área infinita do aprendizado.

A Doutrina dos Espíritos, pelas bênçãos de Deus, pelos canais de Jesus, favorece-nos em muitas modalidades as comunicações entre os dois mundos, e da erraticidade se transmite o que se encontra ao alcance para os homens de boa vontade. E o dever desses homens é estudar sobre os trechos lidos, ampliando-os pelos conhecimentos adquiridos, manifestando, assim, a inteligência no condicionamento das belezas imortais da vida. O espiritismo não é apenas uma religião do modo pelo qual se conhece essa filosofia de vida, é uma força do amor de Deus, e um manancial de sabedoria inesgotável.

Tentamos todos os dias repassar para a Terra o que ouvimos dos nossos maiores quando vêm nos visitar no mundo onde habitamos. Certamente que são filtradas as verdades, para que elas não perturbem os que se encontram ainda na carne e com certas provações para passarem. Convém a nós outros, Espíritos fora do corpo, compreender como ouvir de nossos mentores e como transmitir para os que se acham no corpo físico. É um trabalho que fazemos com alegria, principalmente quando sabemos que os nossos companheiros terrenos estão se esforçando no aproveitamento das lições para as quais servimos de canais dos maiores para que, como nós, estão lutando para viver o que ouvem da parte da luz.

Esse esforço constante nos dá maior lucidez, porque ampliamos a sabedoria no processamento da alma, pela energia divina do amor. A vida não tem pressa para que o nosso aprendizado se acelere; ela sabe o grau evolutivo que cada um já conquistou, mas sempre nos dota de condições para a subida. Ela nunca se esquece da escada para cada um, entretanto, nós é que temos de subir, usando os próprios recursos para ascendermos na vida.

Jesus nos deu exemplo inesquecível rumo ao Calvário; deixou que tudo acontecesse para nos mostrar que todos temos de passar por ele, sermos esticados no madeiro das provas, copiando o comportamento que Ele nos fez sentir. Quem aprende espiritualmente, nunca perde; são dons intransferíveis, são valores nossos, abençoados por Deus, pelos nossos esforços.


Miramez











Joanna de Ângelis - Livro Vida: Desafios e Soluções - Divaldo Pereira Franco - Prefácio - O milagre da vida



Joanna de Ângelis - Livro Vida: Desafios e Soluções - Divaldo Pereira Franco - Prefácio


O milagre da vida


Por mais que a mente humana interrogue a respeito da vida, na atual conjuntura do conhecimento intelectual, embora inegavelmente vasto, difícil se torna encontrar as respostas adequadas que lhe facilitem apreender todo o seu sentido e significado.

Reduzindo-a a acasos absurdos, destituídos de qualquer lógica, alguns investigadores simplificaram-na, eliminando maiores preocupações em torno da sua magnitude.

Outros a estabeleceram sobre conteúdos mitológicos de fácil aceitação, graças aos componentes do sobrenatural e do maravilhoso.

O milagre da vida é muito mais complexo e, por isso mesmo, o seu ponto de partida somente pode ser encontrado no Criador que a elaborou e a vem conduzindo através de bilhões de anos, produzindo na sua estrutura as indispensáveis adaptações, desdobramentos, variações…

No que diz respeito à vida humana em si mesma, detectamos sua gênese no Psiquismo Divino, que a concebeu e a inspira, proporcionando-lhe a energia de que se nutre, que a impulsiona ao crescimento através das multifárias reencarnações do Espírito imortal, também denominado princípio inteligente do Universo.

Simples, na sua constituição, liberta as complexidades que se lhe fazem necessárias para o crescimento, qual semente que se intumesce no seio generoso do solo, a fim de alcançar o vegetal que é a sua fatalidade, ora dormindo no seu íntimo.

Ignorante quanto à sua destinação, desperta para a própria realidade mediante as experiências intelectuais e vivências morais que o capacitam para a conquista da plenitude.

À semelhança da semente humilde e nobre, que jamais contemplará a espiga dourada, em razão da morte que lhe faculta o surgimento do grão, o Espírito, na sua simplicidade inicial como psiquismo, não se apercebe do anjo que se lhe encontra silencioso no âmago, e um dia singrará os infinitos rios da Imortalidade.

Esse processo de evolução, no entanto, é assinalado por desafios, cada vez mais graves e significativos, quanto mais se lhe desdobram as faculdades e o discernimento.

O desabrochar dos valores internos é, de certa maneira, dilacerador em todas as espécies vivas.

A vida vegetal rompe a casca protetora da semente, a fim de libertar-se; o mesmo ocorre com o ser humano que se vê envolto pela carapaça forte que o encarcera no princípio e cuja prisão lhe deixa marcas profundas que devem ser eliminadas, na razão direta em que se desenvolve e passa a aspirar a mais amplos espaços e a mais gloriosa destinação.

A luta se lhe faz, portanto, intensa, sem quartel, avolumando-se na medida da capacidade de resistência e de esclarecimento que lhe facultam as vitórias.

Viver é um desafio sublime, e realizá-lo com sabedoria é uma bem-aventurança que se encontra à disposição de todo aquele que se resolva decididamente por avançar, autossuperar-se e alcançar a comunhão com Deus.

Estudamos, neste modesto livro, diversos desafios que o homem e a mulher modernos enfrentam no cotidiano.

Graças ao valioso concurso das doutrinas psíquicas em geral e da Psicologia Espírita em particular, excelentes contribuições existem e se encontram disponíveis para todos aqueles que estão sinceramente interessados na construção de uma consciência saudável, de um ser responsável e lúcido, de uma sociedade feliz.

Não apresentamos nenhuma fórmula mágica, e tal não existe, que possa resolver as dificuldades e os problemas naturais, que fazem parte do processo da evolução.

Todas as propostas e soluções para os desafios existenciais da vida dependem de cada pessoa, do seu esforço, da sua perseverança e da sua ação confiante.

O que não seja conseguido em um momento, mediante a insistência saudável será alcançado depois.

Reconhecemos que existem excelentes obras que abordam alguns, senão a quase totalidade dos temas aqui apresentados, e com melhores contribuições.

A nossa singela colaboração, porém, se fundamenta nos postulados vigorosos da Doutrina Espírita, que vem, desde há quase cento e quarenta anos, quando da publicação de O Livro dos Espíritos, por, Allan Kardec, no dia 18 de abril de 1857, iluminando vidas e libertando consciências.

Confiamos que, embora inexpressiva, a nossa oferenda poderá auxiliar algum leitor que se encontre experimentando.


Joanna de Ângelis
Salvador, 20 de janeiro de 1997.















Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Prefácio - Perante Jesus



Emmanuel - Livro Perante Jesus - Chico Xavier - Prefácio


Perante Jesus


“Vinde a mim todos os que andais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei.” — (Mateus, 11:28)


Certa feita, convidou-nos o Divino Mestre: — “Vinde a mim, todos vós que sofreis e vos aliviarei…” 

E através do tempo, todos nós, os que nos consideramos imperfeitos e infelizes, fomos a Ele, a fim de ouvir-Lhe as instruções.

Os oprimidos e aflitos, os doentes, os cansados, os sedentos de justiça, os desarvorados, os desvalidos, os desamparados, os perseguidos, os caluniados, os tristes, os desesperados, os fracos, os irritadiços, os incompreendidos e toda uma legião de sofredores, buscamo-Lo, avidamente, aguardando-Lhe os ensinamentos e promessas, manifestando-nos em torno dele, qual ocorre neste livro.

E o Divino Mestre respondeu-nos com as instruções da Boa Nova, cuja validade é definitiva para todos os tempos.

Amparou-nos o Senhor, reconfortou-nos, esclareceu-nos, traçando-nos os caminhos para chegarmos até Ele e conhecermos a nós mesmos, expressando-se claramente, com vistas a todos os povos.

Reergueu-nos o ânimo e guiou-nos para a Verdade e para o Bem, iluminando-nos o coração e a inteligência.

Cabe-nos, agora, a obrigação de escutar-Lhe as orientações e acompanhar-Lhe os exemplos que Lhe caracterizam a Grandeza.


Emmanuel


Uberaba, 19 de janeiro de 1990.











Emmanuel - Livro Inspiração - Chico Xavier - Cap. 32 - Mais tempo



Emmanuel - Livro Inspiração - Chico Xavier - Cap. 32


Mais tempo


“… Misericórdia quero e não holocaustos…”  — JESUS. (Mateus, 12:7)


Mais tempo concedido — paciência de Deus.

Trezentos e sessenta e cinco dias do ano podem ser comparados a trezentas e sessenta e cinco áreas de plantio. 

E esse patrimônio doado pelo Criador, em quotas iguais e de igual modo, para todas as criaturas, é constituído de oito mil e setecentas e sessenta horas, equivalendo a outras tantas oportunidades para sementeiras do bem, indústrias do progresso, construções de luz e investimentos de amor.

Mais tempo concedido crédito refeito.

E com crédito refeito, na Contadoria da Vida, ser-nos-á sempre possível:

aumentar o trabalho;

granjear talentos novos;

retificar erros havidos;

realizar projetos edificantes;

ativar estudos;

extinguir discórdias;

intensificar prestações de serviço;

ampliar o círculo de afeições.

Tempo é empréstimo valioso, em que o Senhor dispensa avais e juros, conquanto o benefício seja tributado por critérios e correções, conforme o uso que fizermos dele.

Vê, assim, o que atiras no chão das horas, porque, como ocorre na gleba comum, de tudo o que dermos ao tempo receberemos colheita certa.

Em suma, recordemos que o dia renascente é uma dádiva que Deus faz para nós. Justo observar o que estamos fazendo de semelhante dádiva para Deus.


Emmanuel












sexta-feira, 8 de maio de 2026

Miramez - Livro Horizontes da Mente - João Nunes Maia - Cap. 20 - Por que o Perdão



Miramez - Livro Horizontes da Mente - João Nunes Maia - Cap. 20


Por que o Perdão 
 

O perdão é um fato, sem que a discussão se apodere do assunto, pois se fundamenta no amor e é sustentado pela caridade, sem ultrajar a lei da justiça.

As susceptibilidades inflamadas perguntam: por que o perdão? Não é justo que defendamos nossa moral, nossos interesses, como fazemos com nosso próprio corpo? A displicência foge à regra.

Não negamos que sejamos defendidos, e que a razão se ocupe com a vigilância e forme métodos de defesa, que haveremos de usar.

Esta é a nossa posição diante do ofensor.

Se usarmos o revide para com aqueles que nos atacam, entramos na mesma sintonia da agressão e respiramos o mesmo magnetismo toldado pelo ódio e pela vingança.

Perdoar as ofensas e isolar-se dos fluídos inferiores projetados em nós, sem dúvida, é ter serenidade na consciência, pela confiança adquirida através das qualidades conquistadas; é ter certeza, na lei universal, de que somente recebemos o que damos.

O perdão anunciado pelo verbo, sem que o coração participe, não deixa de ser o prenúncio da desculpa.

Porém, o mundo interior não sente os efeitos desejados no enervante estado psíquico, pela apropriação da maldade na alma.

A limpeza interna só é feita com recursos íntimos, que a verdade fornece, e carece de muito exercício para que o hábito se solidifique.

A glândula que controla as emoções, serenando ou agitando o sangue, inflama-se com determinados pensamentos, vicia-se, e começa automaticamente a perturbar o organismo, ou a colocá-lo na mais elevada serenidade.

Se alimentamos ideias de ódio e de vingança, elas, primeiramente, com vibrações sutilíssimas, vasculham todo o nosso cosmo celular, queimando a força vital, desnutrindo-nos e, ao passar pêlos centros energéticos, desencadeiam um mundo de distúrbios, de modo a fazer a alma sofrer as consequências daquilo que provocou.

Eis porque tornamos a falar em por que o perdão.

Quem pratica a indulgência é o primeiro a ser beneficiado.

O misericordioso é invadido pela paz.

Os espíritos superiores têm uma serenidade imperturbável, fruto de um perdão incondicional e permanente.

Assim como a luz de uma lâmpada, para atingir o exterior, tem primeiro de passar pelo material transparente que lhe garanta ambiente refletor, a luz do espírito, a força mental dos pensamentos, antes de ganhar o mundo exterior, é filtrada por vários corpos que lhe garantem, igualmente, o ambiente para viver e progredir.

E se nós plasmamos o bem, nessa força ideoplástica, pelo perdão, pela caridade e pelo amor, somos agraciados em primeira mão.

Se invertermos essas correntes de luz pelo envenenamento dos nossos sentimentos, a escória mais grossa ficará no fundo da bateia da carne, como alimento indigesto.

Quem perdoa e fala demais desse gesto natural, buscando elogios, está movido, talvez sem o saber, pela onda ilusória da vaidade.

Como o perdão é dificil.

Também achamos.

Não obstante, quem aprendeu a perdoar jamais se esquecerá, por sentir os efeitos de felicidade que advêm desse ato.


Miramez












Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 112 - Ciência e temperança



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 112


Ciência e temperança


“E à ciência, a temperança; à temperança, a paciência; à paciência, a piedade.” — PEDRO (2 Pedro, 1:6)


Quem sabe precisa ser sóbrio. Não vale saber para destruir.

Muita gente, aos primeiros contatos com a fonte do conhecimento, assume atitudes contraditórias. Impondo ideias, golpeando aqui e acolá, semelhantes expositores do saber nada mais realizam que a perturbação.

É por isso que a ciência, em suas expressões diversas, dá mão forte a conflitos ruinosos ou inúteis em política, filosofia e religião.

Quase todos os desequilíbrios do mundo se originam da intemperança naqueles que aprenderam alguma coisa.

Não esqueçamos. Toda ciência, desde o recanto mais humilde ao mais elevado da Terra, exige ponderação. 

O homem do serviço de higiene precisa temperança, a fim de que a sua vassoura não constitua objeto de tropeço, tanto quanto o homem de governo necessita sobriedade no lançamento das leis, para não conturbar o espírito da multidão.

E não olvidemos que a temperança, para surtir o êxito desejado, não pode eximir-se à paciência, como a paciência, para bem demonstrar-se, não pode fugir à piedade, que é sempre compreensão e concurso fraternal.

Se algo sabes na vida, não te precipites a ensinar como quem tiraniza, menosprezando conquistas alheias. Examina as situações características de cada um e procura, primeiramente, entender o irmão de luta.

Saber não é tudo. É necessário fazer. 

E para bem fazer, homem algum dispensará a calma e a serenidade, imprescindíveis ao êxito, nem desdenhará a cooperação, que é a companheira dileta do amor.


Emmanuel











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 101 - De acordo



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 101


De acordo


“O qual recompensará a cada um, segundo as suas obras.” — PAULO (Romanos, 2:6)


A vida, exprimindo os desígnios do Criador, assumirá para contigo atitudes adequadas às atitudes que assumes para com ela.

Honra aos títulos que procuras honrar.

Tratamento correto à conduta correta.

Dignidade ao que dignificas.

Experiência na pauta de tua escolha.

Instrução no nível em que te colocas.

Confiança no grau de tua fé.

Distinção naquilo em que te distingues.

Respeito em tudo o que te faças respeitável.

Versão disso ou daquilo, conforme os teus desejos.

Clareza ao que alimpes.

Isso significa, igualmente, que seja qual for a posição em que te situes, tens a resposta da Vida na vida que procuras.

É assim que dor ou alegria, paz ou inquietação, merecimento ou desvalia, sombra ou luz, em nosso caminho, será sempre salário moral, de acordo com as nossas próprias obras.


Emmanuel