segunda-feira, 22 de junho de 2026

André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 18 - Justiça na Espiritualidade



André Luiz - Livro Apostilas da Vida - Chico Xavier - Cap. 18


Justiça na Espiritualidade


— Como atua o mecanismo da Justiça no Plano Espiritual?

— No mundo espiritual, decerto, a autoridade da Justiça funciona com maior segurança, embora saibamos que o mecanismo da regeneração vige, antes de tudo, na consciência do próprio indivíduo.

Ainda assim, existem aqui, como é natural, santuários e tribunais, em que magistrados dignos e imparciais examinam as responsabilidades humanas, sopesando-lhes os méritos e deméritos.

A organização do júri, em numerosos casos, é aqui observada, necessariamente, porém, constituída de Espíritos integrados no conhecimento do Direito, com dilatadas noções de culpa e resgate, erro e corrigenda, psicologia humana e ciências sociais, a fim de que as sentenças ou informações proferidas se atenham à precisa harmonia, perante a Divina Providência, consubstanciada no amor que ilumina e na sabedoria que sustenta.

Há delinquentes tanto no Plano terrestre quanto no Plano espiritual, e, em razão disso, não apenas os homens recentemente desencarnados são entregues a julgamento específico, sempre que necessário, mas também as entidades desencarnadas que, no cumprimento de determinadas tarefas, se deixam, muitas vezes, arrastar a paixões e caprichos inconfessáveis.

É importante anotar, contudo, que quanto mais inferior é o grau evolutivo dos culpados, mais sumário é o julgamento pelas autoridades cabíveis, e, quanto mais avançados os valores culturais e morais do indivíduo, mais complexo é o exame dos processos de criminalidade em que se emaranham, não só pela influência com que atuam nos destinos alheios, como também porque o Espírito, quando ajustado à consciência dos próprios erros, ansioso de reabilitar-se perante a vida e diante daqueles que mais ama, suplica por si mesmo a sentença punitiva que reconhece indispensável à própria restauração.


André Luiz












Emmanuel - Livro Bênção de Paz - Chico Xavier - Cap. 1 - A caminho do Alto



Emmanuel - Livro Bênção de Paz - Chico Xavier - Cap. 1


A caminho do Alto

 
“Porque eu sou o menor dos apóstolos…” — PAULO (1 Coríntios, 15:9)


Decididamente, muitos defeitos nos caracterizam ainda o progresso moral deficitário. Não nos será lícito, porém, esquecer algumas das bênçãos que já conseguimos amealhar com o amparo do Mestre Divino.

Não temos a santidade; no entanto, já nos matriculamos na escola do bem, aprendendo a evitar as arremetidas do mal.

Não dispomos de sabedoria, mas já percebemos a importância do estudo, diligenciando entesourar-lhe os valores imperecíveis.

Não possuímos a inexpugnabilidade moral; todavia, já sabemos orar, organizando a própria resistência contra o assédio das tentações.

Não nos galardoamos ainda com o total desprendimento de nós mesmos, notadamente no capítulo do perdão incondicional; contudo, já aceitamos a necessidade de abandonar a concha do egoísmo, exercitando-nos em diminutos gestos de entendimento e fraternidade para alcançar a vivência da grande abnegação.

Não atingimos o sentimento imaculado; entretanto, pelo esforço na disciplina de nossas inclinações e desejos, já nos adestramos, a pouco e pouco, para a aquisição do amor puro.

Não entremostramos, de leve, o heroísmo da fé absoluta, mas já assimilamos grau relativo de confiança na Divina Providência, buscando agradecer-lhe a paz dos dias serenos, tanto quanto invocando-lhe a proteção para a travessia das horas difíceis.

Sem dúvida, estamos muito longe, infinitamente muito longe da perfeição… Cabe, porém, a nós, aprendizes do Evangelho, a obrigação de confrontar-nos hoje com o que éramos ontem e, a nosso ver, feito isso, cada um de nós pode, sem pretensão, parafrasear as palavras do apóstolo Paulo, nos versículos 9 e 10, do capítulo 15, de sua primeira epístola aos coríntios: — “Dos servidores do Senhor, sei que sou o menor e o mais endividado perante a Lei, mas com a graça de Deus sou o que sou…”


Emmanuel







(Reformador, outubro 1967, página 218)

domingo, 21 de junho de 2026

Emmanuel - Livro Dinheiro - Chico Xavier - Cap. 3 - Estudando a riqueza



Emmanuel - Livro Dinheiro - Chico Xavier - Cap. 3


Estudando a riqueza


"Assim é o que entesoura para si, e não é rico para Deus." (LUCAS, 12:21)

"O que dentre vós é o maior, será o vosso servo." (MATEUS, 23:11) 
 
Não é somente o Rico da Parábola o grande devedor diante da vida.

A fortuna amoedada é, por vezes, simples cárcere.

Há outros avarentos que devemos recordar em nossa viagem para a Luz Maior.

Temos, conosco, os sovinas da inteligência, que se ocultam nas floridas trincheiras da inércia;

os abastados da saúde que desamparam os aflitos e os doentes;

os privilegiados da alegria que cerram a porta aos tristes, isolando-se no oásis de prazer;

os felizes da fé que procuram a solidão, a pretexto de se preservarem contra o pecado;

os expoentes da mocidade que menosprezam a velhice;

os favorecidos da família terrestre, que olvidam os andarilhos da penúria que vagueiam sem lar.

Todos esses ricos da experiência comum contraem pesados débitos para com a Humanidade.

Lembremo-nos de que o Tesouro Real da Vida está em nosso coração.

Quem não pode doar algo de si mesmo, na boa vontade, no sorriso fraterno ou na palavra sincera de bondade e encorajamento, debalde estenderá as mãos recheadas de ouro, porque só o amor abre as portas da plenitude espiritual e semeia na Terra a luz da verdadeira caridade, que extingue o mal e dissipa as trevas.

A pobreza é mera ficção.

Todos temos algo.

Todos podemos auxiliar.

Todos podemos servir.

E, consoante a palavra do Mestre, “o maior na vida será sempre aquele que se fizer o devotado servidor de todos”. 


Emmanuel










(Reformador, julho 1952, p. 158)

Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 22 - Cristo-Bondade



Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 22


Cristo-Bondade


"Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram." — PAULO (Romanos, 12:15)


A bondade é sinal de elevação espiritual, entretanto, carece de alguns reparos, quando demonstra exagero, por tudo ceder sem examinar.

A justiça é ponto alto diante de todas as virtudes, pois, pesa erros e qualidades para decidir, procurando o equilíbrio, como o fiel da balança.

Cristo pedia para alegrarmos, quando deparávamos com pessoas alegres, mas recomendou detestar o mal, pela boca de Paulo.

A alegria que devemos multiplicar é aquela provinda de fontes cristãs, assim como o choro, que devemos partilhar com aqueles que choram de prazer no bem, de amor a Deus e a tudo, que choram de felicidade interior pelo dever cumprido.

Se queremos ser um apóstolo da bondade, precisamos estudar e meditar os meios de fazer os outros felizes, nas normas da felicidade verdadeira, aquela que ama não somente aos seus parentes e amigos, mas que estende esse amor a humanidade inteira.

Se desejamos beneficiar, pela nossa bondade, todos os povos, não deixemos que a tristeza invada nosso coração, pois ela irradia força negativa mais poderosa que as modernas bombas.

Se queremos espalhar indulgências por todo o mundo, vejamos nos outros somente o bem, e propaguemos as virtudes que os nossos semelhantes possuem.

Se interessamos pela afabilidade entre os homens, cultivemos a delicadeza sem a estreiteza da escolha, e avancemos como um sol a iluminar a todos, como a chuva e o vento, que não escolhem quem vai ser o beneficiado...

A bondade é capaz de transformar um inimigo em amigo, um ambiente depressivo em clima de luz, desde que ela seja regulada pelo bom senso.

Todo espírito bom tem algo dentro de si que faz lembrar o céu, e quando essa bondade é cultivada no desapego, ela se transmuta em amor, pela força da alquimia divina deste mesmo amor.

A cortesia é o embrião da caridade, que traz por natureza, o perfume do Evangelho de Jesus e aquele que a esplende todos os dias tomar-se-á um gigante na condescendência, ajudando criaturas e ampliando fatos.

Cristo-Bondade está em todas as religiões do mundo, filosofias e ciências da Terra, trabalhando em silêncio, procurando entrar nos corações que já apresentam maturidade e não escolhem lugares apropriados para manifestar seus valores espirituais.

Abramos pequena fresta que seja da porta do nosso palácio interno e veremos que por ela entrará o Mestre da bondade, que nos ensinará a beneficência mais alta, pela brandura dos modos de viver e pela complacência de uma Alma que já alcançou a tranquilidade dos santos.

A bondade é mansidão expelindo estrelas vivas do próprio céu da boca, é energia educada que sustenta a alegria confiante.

Para ser bom, nos diz a experiência, é imprescindível o começo.

Começar por atos simples, mas elevados, que dignificam o labor.

O quadro de pintura mais perfeito do mundo foi feito de pincelada a pincelada, de minuto a minuto de dedicação, consumindo horas e mais horas de esforços, e nesta sequência, surgiu o fenómeno da imagem idealizada pelo artista.

Eis que a bondade cristã não foge a regra, obedecendo as mesmas leis: comecemos a falar coisas boas todos os dias, e cada vez mais, que os minutos, horas, dias e anos, levar-nos-ão ao milagre que, para o sábio, é comum, de somente conversar coisas agradáveis, que a consciência aprova, com que o coração se alegra, pelo amor que é doado com satisfação.

E nesta naturalidade do bem em nós, poderemos cumprir esse pedido do apóstolo aos Romanos:

Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram.


Miramez















Fonte: Cristos

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 32 - Viver Jesus... A única alternativa



Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 32


Viver Jesus... A única alternativa


Meus filhos,

Já não vos digo amanhã. O Evangelho do Senhor conclama-nos: Eia, agora!

Agora é o santo momento de ajudar.

Arregacemos as mangas da camisa da alma e sirvamos, sem cansaço, sem fastio.

Assumimos um compromisso, antes do berço, que é o de restaurar, na Terra sofrida, o Reino dos Céus, conforme preconizado por Jesus.

Muitas vezes, em nosso passado, fizemos parte dos heróis da Era Nova, sem que tivéssemos tido forças para porfiar até o fim e debandamos.

Volvemos, mais de uma vez, à Seara libertadora e, por razões do egoísmo e da insânia que nos atrelavam a um instinto perverso, falhamos em nossos compromissos iluminativos.

Ouvimos o verbo quente e doce do pobrezinho de Assis, encaminhando-nos a Jesus e, tão logo ele retornou ao Reino, edificamos monumentos de pedras adornados de ouro, longe dos leprosos de Rivotorto e dos pobrezinhos a quem ele tanto amava, traindo-lhe a confiança.

Com Allan Kardec aprendemos o amor racional e deslumbramo-nos com a Doutrina firmada na Ciência e na Razão.

A nossa atitude não pode ser decepcionante. Temos compromisso com a Verdade, de cujo conteúdo conseguimos insculpir, no íntimo, algumas das expressões mais belas.

Outra alternativa não existe senão, meus filhos, viver Jesus, neste momento de Mamon, neste momento de loucura e de constrições perturbadoras.

Nós, os Espíritos espíritas, que mourejamos na seara da Revelação Kardequiana, estamos de pé, como vós outros, para juntos entoarmos o hino de exaltação à vida, enquanto as mãos operam na caridade que dignifica através do amor que santifica as vidas.

Prossegui! Mantende-vos coerentes com as lições que vos empolgam a alma e deixai que o Senhor da vida vos conduza, com segurança, ao sublime destino da plenitude.

São os nossos votos.

Vossos amigos espirituais, que me fizeram intérprete do seu pensamento, afagam-vos com delicadeza e afetividade.

Ide em paz! Tomai da charrua e porfiai com abnegação!

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,


Bezerra de Menezes









Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã de 27 de dezembro de 2009, na sede da Federação Espírita do Paraná, por ocasião do encerramento do Encontro com conselheiros e diretores da FEP.




quarta-feira, 17 de junho de 2026

Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Explicação



Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco


Explicação


Prefaciando O Evangelho Segundo o Espiritismo, o Espirito de Verdade conclama com ênfase:

"Nós vos convidamos, a vós homens, para o divino concerto. Tomai da lira, fazei uníssonas vossas vozes, e que, num hino sagrado, elas se estendam e repercutam de um extremo a outro do universo. Homens, irmãos a quem amamos, aqui estamos junto de vós. Amai-vos, também, uns aos outros e dizei do fundo do coração, fazendo as vontades do Pai, que está no Céu: Senhor! Senhor! ... e podereis entrar no reino dos Céus.”

Nessa afirmação da necessidade do amor, repete a sublime sentença da Boa Nova por Jesus enunciada: “Amai-vos uns aos outros”...

O mundo, todavia, continua sem amor.

O homem prossegue sedento de amor.

O amor, no mundo, pede ao homem roteiro.

O amor, no homem, segue sem roteiro no mundo. No entanto, há dois mil anos, o Evangelho é roteiro ...

Allan Kardec, o Emissário da Codificação Espirita, estudando os ensinos cristãos, no Capitulo l de O Evangelho Segundo o Espiritismo, é imperioso: Jesus não veio destruir a lei, isto é, a lei de Deus; veio cumpri-la, isto é, desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens reafirmando a necessidade imperiosa de roteiro iluminativo com abastecimento de amor para os Espíritos em luta.

As leis, na Terra, ainda hoje não traduzem os nobres anseios de harmonia e paz em prol de um mundo melhor.

Jesus não as desconsiderou, e o Espiritismo, respeitando-as, por considerarias indispensáveis, revive a Lei de Amor do Cordeiro de Deus, conclamando o homem para a sua real cristianização. 

O modesto trabalho mediúnico que apresentamos não pretende acrescentar qualquer valiosa contribuição à obra kardequiana, ao estudar O Evangelho Segundo o Espiritismo, representa o tíbio esforço de um companheiro desencarnado, que extraiu dessa obra consoladora alguns ensinamentos nobres para tema de cada capítulo, interessado nos problemas do Espírito, ainda ergastulado no domicílio celular. Algumas das páginas aqui compiladas a seu turno, foram divulgadas na imprensa espírita como na leiga, e se apresentam por nós reformuladas e reajustadas para melhor continuidade no conjunto, sem que, contudo, perdessem suas características essenciais. 

Não pretendemos traçar roteiros novos. 

Nem pensamos apresentar um guia de fácil manuseio. 

Compreenderão o nosso labor os que se esforçam por ser úteis na gleba espírita da atualidade, nestes dias convulsionados que envolvem o planeta. 

A esses Espíritos lutadores e a quantos encontram em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” as mãos generosas do Consolador a enxugarem lágrimas e suores, colocando bálsamo e unguento nas feridas dos Espíritos, bem como roteiro seguro para seus passos, dedicamos o presente livro. Aos críticos mais severos solicitamos indulgência; e para todos nós rogamos a Jesus nos dispense Sua paz e alegria, como fruto de uma consciência reta que se apoia no dever cumprido, embora a condição de “servo imperfeito” que reconhecemos ser.


Marco Prisco 






(Página recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, na sessão da noite de 16-5-1964, em Salvador, Bahia).





terça-feira, 16 de junho de 2026

Emmanuel - Livro Ideal Espírita - Espíritos Diversos / Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 6 - Perseverar



Emmanuel - Livro Ideal Espírita - Espíritos Diversos / Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 6


Perseverar


“…aquele que perseverar até o fim será salvo.” — JESUS (Mateus, 10:22)


Todas as vitórias da criatura são frutos substanciosos da perseverança.

Perseverando na edificação do progresso, mentes e corações, sem cessar, renovam os itinerários da própria vida.

O estudante incipiente chega a ser o erudito professor.

O curioso bisonho transforma-se no artífice genial.

A alma inexperiente atinge a angelitude.

Dir-se-ia constituir o triunfo evolutivo um hino perene à constância no aprendizado.

Sem firmeza e tenacidade, a teoria do projeto jamais deixará o sonho do vir-a-ser…

Por esse motivo, compete-nos recordar a necessidade imperiosa da perseverança desde os mínimos cometimentos até às realizações mais expressivas do bem para atingirmos o êxito duradouro.

Sem a chama da perseverança, a educação não pode patrocinar a iluminação das consciências; a edificação assistencial não surge na face planetária qual farol benfazejo asilando os náufragos da viagem terrena, e o “homem de ontem” não alcança a claridade do “homem de hoje” para maiores conquistas do “homem de amanhã”.

Se almejas superar a ti mesmo, recorda a firme inflexão da voz do Cristo Excelso: — “aquele que perseverar até ao fim será salvo”.

Asila-te na fortaleza da fé viva, lembrando que os transes que te visitam, por mais profundos e desconcertantes, têm limites justos e naturais, e que nos cabe o dever de servir, confiar e esperar, para nossa própria felicidade, aqui e agora, hoje, amanhã e sempre.


Emmanuel











(Psicografia de Waldo Vieira)
Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano