quarta-feira, 27 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Luz no Caminho - Chico Xavier - Cap. 13 - Ensinar



Emmanuel - Livro Luz no Caminho - Chico Xavier - Cap. 13


Ensinar


“Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.” — (Tiago 3:1)


Ensinar alguma cousa traz consigo uma responsabilidade direta.

Se ensinas o bem a uma criatura que não o conhece, é justo aguardar do discípulo a interrogação quanto ao teu modo de agir.

Fora dos liames da Terra, consideramos como é difícil ensinar aí com proveito.

Desde os primórdios da organização social, o homem compreendeu que o vento leva as palavras, que não são difíceis os longos discursos, que é fácil a fórmula dos votos de prosperidade. Entretanto, é indispensável que os homens aprendam a viver, uns com os outros.

Tiago foi divinamente inspirado em seu apelo. Ele recomenda para que muitos não se arvorem em mestres, sabendo que hão de receber juízo mais sério.

O apóstolo não se referiu a todos, porque sabia que alguns necessitam da coragem de testemunhar de si próprios no caminho mais rude. Falou para os levianos e ignorantes que não pesam o valor do que dizem.

Os que ensinam verdadeiramente entendem o divino valor das palavras, conhecem o elevado preço das aquisições espirituais, não criticam porque sabem quanto é precioso e difícil o esforço pessoal, não dão conselhos senão quando requisitados a isso, por que cientes de quanto é fácil falar e quão penoso agir entre as incompreensões do mundo, sempre prontos a defender os outros, silenciam quanto à própria defesa por compreenderem que pertencem a Deus.


Emmanuel











terça-feira, 26 de maio de 2026

Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 21 - Vale tentar



Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 21


Vale tentar


“ 649. Em que consiste a adoração?

"Na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma.” (L. E.)

..Não procureis, pois, na Terra, os primeiros lugares, nem vos colocar acima dos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer. Buscai, ao contrário, o lugar mais humilde e mais modesto, porquanto Deus saberá dar-vos um mais elevado no Céu, se o merecerdes.” (E.S.E. Cap. VII, It. 6)


Não reaja. Aja.

Não revide. Compreenda.

Não lamente. Ajude.

Não se revolte. Desculpe. 

Não censure. Ampare.

Não se perturbe. Espere. 

Não prometa. Faça.

Não julgue. Entenda.

Não elogie. Apoie.

Não remoa mágoas. Avance.

Vale a pena tentar sempre a conduta melhor, mesmo que você se encontre sob apupos; sofrendo incompreensões, mas fiel a si mesmo.

Não se trata de uma vivência masoquista, senão de um comportamento equilibrado perante a vida.

Você é o que de si tem feito e se tornará o que de si mesmo venha a fazer.

Vale a pena ser você a pessoa que age com acerto e inspira a confiança que deflui da paz que logra.


Marco Prisco










Emmanuel - Livro Pronto Socorro - Chico Xavier - Cap. 36 - Recorda sempre



Emmanuel - Livro Pronto Socorro - Chico Xavier - Cap. 36


Recorda sempre


Não condenes.

Um homem indicou severas torturas, em prejuízo de outro que julgou incurso em falta grave. O sentenciado sofreu a punição e regenerou-se, entregando-se à nobres experiências de elevação espiritual.

Nos caminhos da vida, porém, todos nos reencontramos. E o antigo sofredor, certo dia, recebeu aquele mesmo companheiro que o acusara, a rogar-lhe proteção a fim de amenizar as consequências de falta grave que cometera.

Não censures.

Onde encontres o mal, faze o bem.

Recorda sempre: o engano de outros nas horas de hoje, amanhã talvez seja nosso em maior extensão.


Emmanuel











segunda-feira, 25 de maio de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Jesus e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 18 - Sempre o amor



Joanna de Ângelis - Livro Jesus e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 18


Sempre o amor


Dotado de inteligência e de consciência, o amor é-lhe sublime herança que jaz em seu íntimo, aguardando o momento de exteriorizar-se em plenitude.

Inicia-se em forma egóica, quando se volta exclusivamente para si mesmo, com olvido emocional dos outros.

Lentamente, porém, as necessidades de relacionamento e os impulsos gregários estimulam os centros adormecidos da afetividade e começa a desabrochar, ensejando as manifestações apaixonadas, em face do estágio em que o espírito ainda transita, para logo passar aos sentimentos de fraternidade, de compaixão, de ternura, alcançando o seu nobre patamar.

Em razão do largo trânsito nas faixas primárias, por onde se demorou, só, a pouco e pouco, liberta-se dos atavismos animais, da predominância da força bruta e do desejo de supremacia em relação ao seu próximo.

Como todos se encontram fadados ao Bem, é inevitável que o amor se lhes transforme na mais bela didática para esse cometimento.

Ainda incompreendido, permanece, na atualidade, confundido com erotismo e interesses mesquinhos, avançando para a conquista de um diferente entendimento em torno das funções da existência terrestre e da vida em si mesma.

Cantado e exposto com exaltação, o seu sentido profundo nem sempre é captado por aqueles que o exaltam, mais estimulados pelos apetites da libido, do que mesmo atraídos pelas suas dúlcidas expressões.

O amor, entretanto, é a mais eficiente lição para o autoencontro, para a autorrealização, para a construção da sociedade mais feliz e mais pacífica.

Muitos conflitos que aturdem os indivíduos, dando lugar a lutas fratricidas, a competições desastrosas, a nacionalismos exagerados, que derrapam em atos de perverso terrorismo, são atribuídos ao amor, porém, na sua feição doentia e sangrenta, quando na condição de comportamento bárbaro procedente de épocas muito recuadas...

O amor sempre compreende, mantendo um sentimento de paciência e de compaixão que faculta equacionar todas as dificuldades que surgem pelo caminho da sua manifestação.

Quando isso não ocorre, em realidade, ele está ausente, apresentando-se substitutos que se disfarçam com as suas características, sem conseguirem ocultar a sua realidade.

O amor promana de Deus que é a Fonte Inexaurível, portanto, expressa-se sempre com bondade e misericórdia, gentileza e auxílio, até culminar na expressão máxima da caridade.

Os arremedos precipitados, em seu nome, podem ser considerados como tentativas não exitosas de vivenciá-lo, faltando a indispensável maturidade emocional para senti-lo.

O amor é como uma chama harmoniosa que ilumina em derredor, no entanto, para manter-se pleno necessita do combustível do entendimento humano.

Por ser íntimo e pessoal, a sua mensagem de luz não dá lugar a sombras, já que se expande em todos os sentidos, a tudo e a todos envolvendo.

A pretexto algum recuses o amor.

Não permaneças cerrado à sua voz.

Abre-te à sua mensagem, tornando-te dúctil ao seu conteúdo.

Evita considerar-te destituído de valores que possam despertar o sentimento do amor.

Para tanto, passa a amar.

Não tenhas pressa em colher os frutos da sementeira da tua doação afetiva, eliminando os interesses imediatistas e servis que tipificam essa fase de busca e de oferta.

Sê simples e compreensivo.

Considera que sempre há tempo para plantar e tempo para colher.

Desse modo, não aneles por uma colheita antes da ensementação.

Desfaze-te do pessimismo e da amargura, da inveja e do ressentimento em relação às demais pessoas.

Nada é como parece. Aqueles que se te apresentam risonhos, ditosos e plenos, muitas vezes encontram-se experienciando testemunhos difíceis, aflições não reveladas, necessidades várias...

Não são dissimuladores, somente estão tentando não deixar que os problemas angustiantes deles retirem a oportunidade de crescimento e de libertação das suas garras.

São lutadores a caminho do êxito, são nautas corajosos atravessando mares de pélagos violentos.

Assim sendo, não te permitas queixas e censuras, porque não te sintas amado ou porque tenhas dificuldades em amar com abnegação.

O amor verdadeiro não é possessivo, não pretende tomar nada nem submeter a ninguém.

É como um rio generoso que flui suas águas na direção do mar que, mesmo distante, constitui-lhe a meta a alcançar, não importando quando isso venha a acontecer.

Na tradição indiana, desde priscas eras, canta-se a frase: Leva-me à outra margem...

Assim apelam vendedores, condutores, cancioneiros, pastores...

A outra margem da vida é a imortalidade, a continuidade do existir, que as experiências conduzem de um para outro lado vibratório do processo evolutivo.

O amor é o missionário que sempre se encarrega de levar aqueles que se deixam transportar pela sua canção.

A mensagem de que é portador não se encontra no mercado ou em farmácias especializadas. Está no imo do coração, bastando, somente, que a pessoa a busque silenciosamente e a exteriorize.

De sublime constituição, mais beneficia aquele que o oferta, que propriamente aquele que
o recebe.

É qual perfume que permanece nas mãos que o brindam, como sucede com todo aquele
que doa rosas.

Faze-te amante do amor e verificarás o rumo ditoso que tomará a tua existência.

O amor é tão fundamental que se pode sobreviver por um expressivo período sem pão e mesmo sem água, mas sem ele a vida desfalece e perde o seu significado, logo perecendo.

Quando Jesus tomou como base da Sua mensagem o amor, o mundo renovou-se de um para outro momento, diferente esperança tomou conta das multidões, novos horizontes foram traçados para a humanidade...

Embora ainda não esteja sendo vivenciado, é como um sol que aquece as vidas enregeladas nos descaminhos das paixões e dos sofrimentos, oferecendo certeza de amparo e de bênçãos.

Portanto, em qualquer situação existencial, o amor é sempre de fundamental importância.


Joanna de Ângelis











domingo, 24 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7 - Antes do berço

    

Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7


Antes do berço


Antes do berço, quase sempre, conhece a alma humana, plenamente desperta, grande parte dos débitos que lhe induzem o coração a remergulhar nas forças do Plano Físico.

Muitas vezes, com o auxílio dos benfeitores que lhe endossam as novas experiências, contempla o quadro de provações em que testemunhará humildade e renúncia.

Muitos candidatos ao recomeço da aprendizagem na Terra, em semelhantes visões do limiar, tremem e choram, debatendo-se em clamoroso receio, acovardados à última hora, quando já não podem recuar nas decisões assumidas.

É então que o afeto dos pais lhes confere doce refúgio.

No clima nutriente do lar, aquietam as próprias ânsias, refazendo-se à luz do entendimento e da prece, para combate consigo mesmo na estrada redentora.

Entretanto, se pais e mães, nessa hora, surgem moralmente inabilitados, entre a indiferença e a discórdia, desajustes e enfermidades poderão sobrevir na grande passagem, porquanto o aborto e o desequilíbrio aparecerão, aflitivos, sobrecarregando o nascituro de pesados gravames que, em muitas ocasiões, só a morte inesperada conseguirá reprimir.

Pais amigos, guardai convosco, ante o berço terrestre, a oração e o carinho, a caridade e a paz, porque sois responsáveis, na luz da reencarnação, por aquele que volta, em nome do Senhor, a rogar-vos abrigo, a fim de burilar-se e servir, ofertando-vos, ao mesmo tempo, as mais nobres oportunidades de elevação!…


Emmanuel









Joanna de Ângelis - Livro Jesus e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 15 - Oração a São Francisco



Joanna de Ângelis - Livro Jesus e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 15


Oração a São Francisco


Pai Francisco!

Há muitos anos, poucos anos, naquele dia de outubro de 1226, qual falena de luz, abandonaste a lagarta inerte sobre o solo para voares na direção do zimbório infinito, aureolado de luz.

Havias pedido anteriormente que te despissem o corpo quando a Irmã Morte se te acercasse, e que te colocassem no pó da Irmã Terra, logo alando-te na direção do Amado como um raio de luz que desapareceu no azul do infinito...

Encerrava-se, naquele momento, o divino périplo da tua missão terrestre em corpo físico.

Fazia pouco, tornaste o lobo de Gúbio um doce cordeiro.

Lograste silenciar a sinfonia dos pássaros para que não perturbassem o teu canto louvando o Senhor.

Colocaste mel nas colmeias vazias pelo rigoroso verão, para que as Irmãs Abelhas continuassem zumbindo, alimentando-se, fabricando cera, vivendo...

Lavaste a lepra em muitos corpos e experimentaste os estigmas em êxtase incomparável.

A cada sofrimento que te afligia, entoavas um hino de louvor e, a cada provação experimentada, uma canção de reconhecimento a Deus.

A tua mensagem simples saiu de Assis para trazer de volta o amor e a humildade de Jesus.

No entanto, Pai Francisco, os teus legatários transformamos a tua mensagem em vão poder, em ilusão argentária e, embora a ternura com que a cantaste, repetimo-la entusiasmados, porém, com o coração em gelo, diferente do teu...

Agora, tanto tempo, em pouco tempo depois da tua sinfonia, rogamos que voltes à Terra para, novamente, balbuciar-nos a oração simples aos ouvidos dos nossos corações empedernidos e dos nossos frágeis sentimentos, de modo a reconquistarmos as forças para seguir-te a meiga voz e nos emocionarmos outra vez com o teu amor.

O mundo estertora, Pai Francisco!

Não se trata somente de lutas entre cidades que se digladiam, como nos teus dias, mas do terrível conflito entre os corações, gerando guerras de extermínio individual e generalizado.

Somente tu, Pai Francisco, podes, enternecendo-nos a ponto de darmo-nos as mãos, lobos e ovelhas que ainda somos, ao comando da tua voz bebermos juntos, no mesmo regato, por onde fluem as águas da misericórdia e do amor inefáveis.

Somente tu, Pai amoroso, consegues fazer que as rosas desabrochem voltadas para os lares em sombras, neles penetrando com o seu perfume especial.

Volta, Pai Francisco, tem misericórdia de nós, e conduze-nos à pequenina Porciúncula onde deixaste os teus despojos, naquele dia longínquo e próximo, de outubro de 1226, pois que todos necessitamos de ti!


Joanna de Ângelis









Mensagem psicofônica recebida na noite de 04 de outubro de 2006, na reunião mediúnica do Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.
 

sábado, 23 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Astronautas do Além - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Prefácio - De outras dimensões



Emmanuel - Livro Astronautas do Além - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Prefácio


De outras dimensões


Leitor amigo.

Mensageiros de outras dimensões, aqui estamos nas páginas deste livro, de mãos entrelaçadas com os amigos corporificados na Terra, a fim de entregar-te ao coração fraterno os informes da vida que tumultua e brilha além da morte.

Tão só porque sejamos portadores de boas-novas, isso não quer dizer que estejamos em condições de angelitude.

Somos apenas teus irmãos, carregando o buril do aperfeiçoamento sobre nós mesmos e fitando novas luzes sem que essas mesmas luzes brotem puras de nós.

Caminhamos igualmente, qual te acontece, em demanda ao Mais Alto.

Ainda assim temos um privilégio: Tanto quanto sucede aos carteiros do mundo que te buscam o endereço entregando-te notícias de bênção e esperança, também nós, os viajores de outras estradas, alcançamos a porta de teu coração para dizer-te em palavras de paz que Deus é amor e luz em tudo quanto existe, que a morte é vida nova, que a justiça nos rege, que a dor nos aprimora, que o trabalho nos guia para além de nós mesmos, e que a alegria imperecível a todos nos espera, no infinito do Tempo e nas forças do Espaço, para sermos, um dia, na suprema união, plenamente imortais, ante o esplendor sem sombra da grandeza de Deus.


Emmanuel

Uberaba, 3 de outubro de 1973.









Nota: Por “outras dimensões” desejamos dizer “outros mundos”, compreendendo-se que a matéria pode variar ao infinito, em graus de densidade, em relação aos temas fundamentais do progresso e do burilamento do Espírito, de Plano a Plano da evolução ou de mundo para mundo. — Emmanuel.