sábado, 25 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 127 - Chamamento divino



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 127


Chamamento divino


“… Disse ao seu servo: sai depressa pelas ruas e bairros da cidade e traze aqui os pobres, os aleijados, mancos e cegos.” — JESUS (Lucas, 14.21)


Muita gente alega incapacidade de colaborar nos serviços do bem, sob a égide do Cristo, relacionando impedimentos morais.

Há quem se diga errado em excesso; há quem se afirme sob fardos de remorsos e culpas; há quem se declare portador de graves defeitos, e quem assevere haver sofrido lamentáveis acidentes da alma…

Entretanto, a palavra de Jesus se dirige a todos, sem qualquer exceção.

Pobres de virtude, aleijados do sentimento, coxos do raciocínio e cegos do conhecimento superior são chamados à edificação da era nova. Isso porque, em Jesus, tudo é novo para que a vida se renove.

Espíritos viciados, inibidos, desorientados e ignorantes de ontem, ao toque do Evangelho, fazem-se hoje cooperadores da Grande Causa, esquecendo ilusões, desfazendo cárceres mentais, suprimindo desequilíbrios e dissipando velhas sombras.

Se a realidade espiritual te busca, ofertando-te serviço no levantamento das boas obras, não te detenhas, apresentando deformidades e frustrações. No clima da Boa Nova, todos nós encontramos recursos de cura e reabilitação, reerguimento e consolo. Para isso, basta sejamos sinceros, diante da nossa própria necessidade de corrigenda, com o espírito espontaneamente consagrado ao privilégio de trabalhar e servir.


Emmanuel












sexta-feira, 24 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Mãos Marcadas - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 35 - Hora a hora, dia a dia



Emmanuel - Livro Mãos Marcadas - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 35


Hora a hora, dia a dia


Se desejas pautar o próprio caminho nas diretrizes de Jesus, chamado que te encontras ao serviço do Evangelho, não te esqueças da hora bem vivida para que o teu dia de trabalhador seja realmente uma bênção.

Quando te levantas, cada manhã, vigia os pensamentos com que inicias a tarefa diária, meditando na confiança com que o Cristo te espera a cooperação junto àqueles que te rodeiam.

Quando começares o desempenho de tuas obrigações, centraliza a força mental no dever a cumprir.

Se a tua missão permanece circunscrita ao santuário familiar, faze de tua habitação um pequeno paraíso de amor e alegria, ainda mesmo ao preço de tua dor e de tua renúncia, em favor de quantos te participam a experiência.

Se o teu esforço deve desdobrar-se à distância do lar, recorda o respeito que devemos a todas as criaturas e não gastes a energia de teu verbo se não para consolar e instruir, ajudar e sublimar.

Em casa ou na via pública, decerto, muitas vezes, receberás a visitação da maledicência a requisitar-te o pensamento e a palavra, à discórdia e à calúnia, à leviandade e à insensatez…

Agora é um amigo despreocupado que estima a cultura do pessimismo e da crítica, induzindo-te o coração à perda de minutos preciosos da vida, reprovando a conduta de autoridades distantes…

Mais tarde, serás convocado pela observação de parentes consanguíneos, acerca de futilidades mil, que quase sempre envolvem a alheia reputação …

Não maltrates, nem firas quem te ofereça semelhantes espinhos da roseira do mundo, mas sem afetação e sem alarde, procura encaminhar o conversador para algum tema edificante ou para algum serviço suave em que o concurso dele possa ser valiosamente aproveitado…

Sobretudo, não te enganes com o apelo anestesiante do repouso desnecessário. Dificilmente encontramos a diferença entre a ociosidade e a fadiga.

Se pretendes conquistar o título de escolhido no campo da Boa-Nova, vale-te do chamado de Jesus e movimenta-te no bem com fervor infatigável.

Observa os teus dias se desejas uma existência rica de graças e, convertendo as tuas horas em cânticos de serviços, encontrarás enfim a comunhão sublime com Aquele que nos ama, desde o princípio dos séculos, e que por amor a nós todos, jamais abandonou o trabalho incessante, de modo a socorrer-nos e a sustentar-nos até o fim.


Emmanuel











Emmanuel - Livro Religião dos Espíritos - Chico Xavier - Cap. 85 - Cada hora



Emmanuel - Livro Religião dos Espíritos - Chico Xavier - Cap. 85


Cada hora


721. É meritória, de qualquer ponto de vista, a vida de mortificações ascéticas que desde a mais remota Antiguidade teve praticantes no seio de diversos povos?

1 “Procurai saber a quem ela aproveita e tereis a resposta. Se somente serve para quem a pratica e o impede de fazer o bem, é egoísmo, seja qual for o pretexto com que entendam de colori-la. Privar-se a si mesmo e trabalhar para os outros, tal a verdadeira mortificação, segundo a caridade cristã.” (O Livro dos Espíritos)


Faze de cada hora — um poema de amor.

Renúncia vazia — terra seca.

Oração sem serviço — candeia apagada.

Alegria sem trabalho — flor sem proveito.

Cultura sem caridade — árvore estéril.

Sermão sem exemplo — trovoada sem chuva.

Tribuna sem suor — esquife sonoro.

Inteligência trancada — luz no deserto.

Vida sem ação — enterro lento.

Filosofia sem bondade — conversa vã.

Talento oculto — fonte escondida.

Fé parada — vaso inútil.

Virtude sem movimento — ninho morto.

Lição sem obras — museu de ideias.

Repara os recursos de que dispões:

Pensamento nobre.

Conhecimento superior.

Raciocínio pronto.

Diretrizes claras.

Ouvidos percucientes.

Olhos iluminados.

Verbo fácil.

Movimentos livres.

Mãos seguras.

Pés hábeis.

Não te afeiçoes a mortificações improfícuas.

Cada criatura, onde passa, deixa o próprio reflexo.

Só a inércia vagueia no mundo como sombra na sombra.

Tu, porém, deves caminhar, à feição do raio solar, dissipando as trevas.

Cada hora, podes fazer a dor menos amarga.

Cada hora, podes fazer a luta mais construtiva.

Imensos são os males do mundo — não os agraves com o desespero.

Enormes são as mágoas dos outros — não as multipliques com o fel da reprovação.

Onde estiveres, restaura, conserta, alivia, ampara e desculpa…

Em qualquer circunstância, recorda o Cristo, que passou entre os homens entendendo e ajudando…

E ainda mesmo quando se viu condenado sem culpa, pelos mesmos homens aos quais servia, partiu para a morte, perdoando e amando… 

Torturado na cruz, mas de braços abertos.


Emmanuel











Reunião pública de 27 de Novembro de 1959.

Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 12 - Viver o Amor



Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 12


Viver o Amor


Aos espíritas cumpre a grande tarefa de viver o amor.

Aos espíritas está destinada a grande tarefa de exemplificar o amor em atos, não em palavras.

Através da ação por intermédio da vivência, porque o mundo está cansado de ouvir, mas necessitado de estímulo que decorre do exemplo daqueles que vivem o que ensinam.

A união dá-nos o sinal de Jesus, fortalecendo os nossos sentimentos e a unificação dos espíritas.

Sejamos as forças morais e doutrinárias para expansão da mensagem libertadora.

Certamente enfrentareis desafios. Tornai-vos pontes que facilitam o acesso de uma para outra margem, neste mundo no qual existem tantos indivíduos que optam pela postura de obstáculos que dificultam o acesso.

Esquecei as vossas divergências e uni-vos nas concordâncias.

Deixai à margem o ego perturbador e assumi a situação de filhos do calvário que contemplam a cruz pensando na ressurreição gloriosa.

Espíritas, filhos da alma, aqui estão conosco dentre muitos, também confraternizando nesta noite que dá início à unificação decorrente da união de almas, os companheiros Carlos Jordão da Silva e Luiz 

Monteiro de Barros, que tanto lutaram pela edificação da identidade do Bem pelo serviço de amor.

A união multiplica os valores, a separação desarma as defesas e naturalmente vem a desagregação.

Não postergueis o Evangelho de Jesus, diz-nos o Apóstolo dos gentios.

Avante, dai-vos as mãos, uni-vos no amor com Jesus e com Allan Kardec.

Deixai de lado os melindres, para pensardes na felicidade indizível de glória da Doutrina Espírita e não na exaltação de quem quer que seja.

Espíritas, o tempo urge. Amai. Se não puderdes amar, perdoai; se for difícil perdoar, desculpai; e se encontrardes obstáculos para desculpa, tende compaixão, como nosso Pai tem-na em relação a nós todos, ensejando-nos a bênção da reencarnação para reeducarmo-nos, para recuperarmo-nos, para realizarmos a tarefa que ficou interrompida na retaguarda.

Que o Senhor de bênçãos nos abençoe, meus filhos, são os votos do servidor humílimo e paternal de sempre, 


Bezerra.














Mensagem transmitida pelo Espírito Bezerra de Menezes através de Divaldo Pereira Franco, no final da conferência realizada no Auditório Bezerra de Menezes, da Federação Espírita do Estado de São Paulo, na noite de 18 de abril de 2004, por ocasião da comemoração dos 140 anos do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” - 1864/2004

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Neio Lúcio - Livro Sementeira de Luz - Mensagens familiares do Prof. Arthur Joviano e outros / Chico Xavier - Cap. 29 - Abençoadas horas



Neio Lúcio - Livro Sementeira de Luz - Mensagens familiares do Prof. Arthur Joviano e outros / Chico Xavier - Cap. 29


Abençoadas horas


Meus caros filhos, Deus abençoe a vocês, concedendo-lhes muita energia e paz, alegria e bom-ânimo, no círculo de lutas purificadoras de cada dia.

Abençoadas sejam, não somente as horas em que vocês se entregam ao Senhor, através da oração, cultivando a fé, e sim também as que consagram ao esforço das mãos, em que vão realizando a estrutura da organização espiritual a caminho do grande porvir.

Rômulo referiu-se ainda há pouco a conversações antigas em que, muitas vezes, cogitamos desse espírito educativo – mãos e coração, sentimento e atividade.

É-me grato recordar, igualmente, que não laborávamos em erro. Velhos e dedicados amigos nossos têm vindo para cá em condições difíceis, outros se encontram às vésperas da partida, com passagens adquiridas para o regresso, vivendo, porém, desde aí, a tremenda luta que os espera “deste lado”, onde a colheita é sempre a resposta da semeadura.

Infelizmente, comentavam conosco a necessidade do esforço pessoal no mecanismo da esfera humana, entretanto, se eram diplomados na teoria, escapavam sutis à ação construtiva em seguida ao verbo. E a verdade é que começam acordando aí e terminam aqui o despertar, angustiados e oprimidos, geralmente, no santuário do que possuem de mais caro, isto é, a família, o jardim doméstico, a paisagem do coração.

O homem distraído do trabalho individual desvia-se inevitavelmente para o terreno baldio das ilusões, ilusões que se estendem aos entes que lhe são mais queridos, cegando a assembleia familiar de mil modos, eclipsando-lhe a visão justa das situações e das coisas.

Seriam muito descabidos nossos colóquios habituais se não visassem à reestruturação de nossa personalidade eterna para uma vida eterna. Fé para nós, por isso mesmo, significa serviço, realização, esforço incessante. Temos um grande dever na Terra – o da preparação. Fazemos e desfazemos as coisas, recapitulamos com a natureza diversas obrigações no curso dos meses para organizar o campo maior e definitivo em que nos movimentaremos depois do corpo perecível.

Graças à Divina Inspiração, não fui cego na esfera da educação dos filhinhos que a Providência me confiou e, mesmo assim, recordando o pretérito, voltaria se me fosse possível aos dias idos para aproveitar a substância do tempo e edificar ainda mais no terreno imperecível do espírito. Assim me refiro porque sei a compreensão que vocês dedicam às minhas pobres palavras e repito semelhantes raciocínios para fortificá-los perante as lutas renovadoras que ressurgem todos os dias, ensinando em nome do eterno Pai, dentro da escola do coração.

Quando os atritos do mundo se fizerem mais fortes, quando os trabalhos se agravarem, lembremo-nos disso e sentiremos a doce alegria de quem não foi inútil e nem gastou as horas de Deus em vão. O louco para nós é aquele que deixa o dia correr sem penetrar-lhe a bênção, sem gozar-lhe os bens legítimos, sem receber-lhe as dádivas imortais. Cada dia é um tesouro de luz para que o homem domine as sombras, entretanto, a maioria dos homens estima as sombras em favor do sono inútil dos sentidos, fugindo à luz. Para todos eles, contudo, o tempo é um juiz implacável, cobrando todas as perdas a dobrados preços de lei.

Bem-aventurados os que acordam na carne e põem-se a caminho da Vida Superior. Quase toda gente espera a morte fascinada pelo repouso, mas que repouso pode alcançar aquele que fugiu a todas as possibilidades de criação da verdadeira paz?

A vinda de alguns amigos nossos para cá é sintomática, dolorosa. Deixam na esfera dos homens vastos círculos de considerações sociais, recursos financeiros, programas de garantia estável na zona dos interesses do corpo, entretanto, eles mesmos permanecem desamparados, como se estivessem perseguidos em si próprios por terríveis demônios, criados dentro deles mesmos pelos falsos princípios que estabeleceram, alimentaram e consolidaram em suas mentes. Imaginemos um homem inoculando espinhos de todos os matizes na própria cabeça durante determinado tempo de olvido necessário e figuremos a morte como sendo a técnica operatória de extração desses corpos estranhos, no verdadeiro tempo que é o da realidade. Esses espinhos, porém, são feitos de longos anos e não saem com uma hora de orações, ou de angústias lastimáveis e respeitáveis.

Essa é a lei – lei que vigora para todos, universal e divina. Conservem, pois, a única liberdade digna de ser vivida, que é a de obedecer a Deus. Dela decorre toda a independência legítima, todo o bem. Enquanto nos conservamos à distância de seus artigos e parágrafos vivos, estamos com “a nossa liberdade” dentro da qual nos escravizamos vezes inúmeras, perdendo séculos na vanguarda espiritual que devemos ambicionar.

Passemos, porém, às nossas considerações de ordem imediata. Você, Maria, conforme o nosso clínico amigo, poderá prosseguir na aquisição de vitamina C através do Cantana e dos recursos naturais, pelas frutas. Essa providência melhorará o seu patrimônio de defesa orgânica.

Repouse ainda uns dois ou três dias, fisicamente, quanto seja possível. Fará muito bem à recomposição de suas forças nervosas. Durante os quatro dias próximos, use Ipecacuanha alternado com o Lachesis. É conselho do nosso amigo, portador de muitos benefícios para o seu organismo nestes dias.

Peço a Deus conceda a vocês todos muita saúde, equilíbrio e paz. E esperando que essa trilogia nos siga de perto, a fim de que possamos valorizar as concessões divinas na hora presente de nossa evolução e redenção, abraça-os muito afetuosamente o papai muito amigo de sempre,


Neio Lúcio
A. Joviano






02/10/1946

Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. X - João Nunes Maia - Cap. 1 - Duas fontes



Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. X - João Nunes Maia - Cap. 1


Duas fontes


460. De par com os pensamentos que nos são próprios, outros haverá que nos sejam sugeridos?

“Vossa alma é um Espírito que pensa. Não ignorais que, frequentemente, muitos pensamentos vos acodem a um tempo sobre o mesmo assunto, não raro, contrários uns dos outros. Pois bem! No conjunto deles, estão sempre de mistura os vossos com os nossos. Daí a incerteza em que vos vedes. É que tendes em vós duas idéias a se combaterem.” (O Livro dos Espíritos)


Podemos dizer que existem duas fontes de pensamentos, que surgem nas mentes dos encarnados e desencarnados. Uma aparece nos horizontes das nossas mentes, outros, nos são sugeridos por Espíritos com os quais nos afinizamos.

Muitas pessoas acham que temos pensamentos contínuos, mas se enganam. Há intervalos entre um pensamento e outro, distâncias essas onde podem aparecer pensamentos que nos são enviados, se misturando com os nossos. Os pensamentos têm, em geral, intervalos, que se apresentam muitas vezes extensos, na capacidade do Espírito - encarnado ou desencarnado - de pensar. É nesses intervalos que notamos a inconsciência da alma, que não sabe o que se passa e o que Espíritos malfeitores agem como inimigos, principalmente quando encontram afinidade de sentimentos.

Quanto mais o Espírito evolui, mais os intervalos de pensamentos diminuem. Pensamento contínuo, somente os altos Espíritos que estão ligados à verdade o têm.

Necessário se faz que tenhamos muito cuidado para conhecermos os pensamentos alheios que chegam a nós. Se, porventura, forem pensamentos superiores, devemos acatá-los e exercitá-los na função do bem e da caridade. Se forem pensamentos negativos, devemos esquecê-los. Isso acontece todos os dias. A própria obsessão não passa dessa arte dos Espíritos inimigos ou brincalhões, que se aproximam dos seres encarnados. Convém estudar com atenção os livros que se referem a esse assunto, para encontrar sempre soluções para desarticular idéias que são sugeridas e que não têm condições de elevar ninguém ao encontro da paz espiritual.

Todos os pensamentos exteriores chegam à mente pela força da semelhança, por atração dos iguais, e é por isso que muitas vezes não se pode distinguir os sugeridos dos próprios, por se estar acostumado a pensar daquela forma. Devemos orar e vigiar neste campo mental a que nos referimos. Todo cuidado é pouco, para não cairmos em novas tentações.

Aqui estamos nos referindo somente às sugestões dos Espíritos desencarnados, muito comum na vida cotidiana, mas existem igualmente as sugestões dos encarnados, que são bastante fortes, principalmente quando se conversa com eles. As idéias passam para outro cérebro pelos canais do verbo, interferindo na própria vida. Deve-se, por isso, ter um bom senso ativo, para selecionar o que se ouve e os gestos daqueles com quem se conversa.

Há, ainda mais, nos meios de comunicações, quais sejam: o rádio, a televisão, jornais e revistas, linhas de conversações que podem ser incorporadas aos pensamentos como influências perigosas. Vivemos em um mundo de sugestões, onde a oração e a vigilância não devem faltar para que possamos ter um amparo e sair ilesos das provocações de todos os dias.

A influência dos Espíritos na mente encarnada é muito maior do que se pensa, assim como existem influências das idéias dos encarnados sobre a mente dos desencarnados, conforme a ligação e a escala a que pertencem, um e outro. Jesus era profundo conhecedor disso, e para tanto nos deixou o Evangelho, nos sugerindo as defesas de que precisamos para a nossa verdadeira paz de coração e de consciência.

Compete a nós outros cuidar de nós mesmos em todas as situações em que nos encontremos, que a ajuda do mais alto não faltará entre os nossos esforços de cada dia. Quem amestrar seus impulsos para a santificação da vida, para a pureza dos pensamentos, certamente que receberá pensamentos exteriores com a mesma dinâmica de entendimento, e passará a ser instrumento da verdade e do amor, na função bendita da caridade.

A natureza não pode isolar as mentes da comunicação de uns para com os outros, pois isso é vida gerando vidas, isso é paz gerando paz, isso é compreensão gerando compreensão, isso é saber gerando sabedoria. O que devemos fazer é cuidar sempre dos ataques do que for mal e nos afinizar sempre com o bem, no sentido de sermos ajudados pela lei dos afins.

Deixemos as fontes gerarem os pensamentos. Se confiamos nos nossos, os outros que irão nos sugerir não podem ser de outra constituição. Vamos pedir a Deus para que possamos pensar e sentir a vida com Jesus, filtrando as idéias que vêm de fora, por sermos nós geradores de louváveis pensamentos de amor.

Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 13 - Que é a carne?



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 13


Que é a carne?


“Se vivemos em espírito, andemos também em espírito.” — PAULO. (Gálatas, 5:25)

Quase sempre, quando se fala de espiritualidade, apresentam-se muitas pessoas que se queixam das exigências da carne.

É verdade que os apóstolos muitas vezes falaram de concupiscências da carne, de seus criminosos impulsos e nocivos desejos. 

Nós mesmos, frequentemente, sentimos-nos na necessidade de aproveitar o símbolo para tornar mais acessíveis as lições do Evangelho. 

O próprio Mestre figurou que o espírito, como elemento divino, é forte, mas que a carne, como expressão humana, é fraca:

"Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca." (Mateus, 26:41)

Entretanto, que é a carne?

Cada personalidade espiritual tem o seu corpo fluídico e ainda não percebestes, porventura, que a carne é um composto de fluidos condensados? 

Naturalmente, esses fluidos, em se reunindo, obedecerão aos imperativos da existência terrestre, no que designais por lei de hereditariedade; mas, esse conjunto é passivo e não determina por si. 

Podemos figurá-lo como casa terrestre, dentro da qual o Espírito é dirigente, habitação essa que tomará as características boas ou más de seu possuidor.

Quando falamos em pecados da carne, podemos traduzir a expressão por faltas devidas à condição inferior do homem espiritual sobre o planeta.

Os desejos aviltantes, os impulsos deprimentes, a ingratidão, a má-fé, o traço do traidor, nunca foram da carne.

É preciso se instale no homem a compreensão de sua necessidade de autodomínio, acordando-lhe as faculdades de disciplinador e renovador de si mesmo, em Jesus-Cristo.

Um dos maiores absurdos de alguns discípulos é atribuir ao conjunto de células passivas, que servem ao homem, a paternidade dos crimes e desvios da Terra, quando sabemos que tudo procede do espírito.


Emmanuel









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