sábado, 23 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Astronautas do Além - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Prefácio - De outras dimensões



Emmanuel - Livro Astronautas do Além - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Prefácio


De outras dimensões


Leitor amigo.

Mensageiros de outras dimensões, aqui estamos nas páginas deste livro, de mãos entrelaçadas com os amigos corporificados na Terra, a fim de entregar-te ao coração fraterno os informes da vida que tumultua e brilha além da morte.

Tão só porque sejamos portadores de boas-novas, isso não quer dizer que estejamos em condições de angelitude.

Somos apenas teus irmãos, carregando o buril do aperfeiçoamento sobre nós mesmos e fitando novas luzes sem que essas mesmas luzes brotem puras de nós.

Caminhamos igualmente, qual te acontece, em demanda ao Mais Alto.

Ainda assim temos um privilégio: Tanto quanto sucede aos carteiros do mundo que te buscam o endereço entregando-te notícias de bênção e esperança, também nós, os viajores de outras estradas, alcançamos a porta de teu coração para dizer-te em palavras de paz que Deus é amor e luz em tudo quanto existe, que a morte é vida nova, que a justiça nos rege, que a dor nos aprimora, que o trabalho nos guia para além de nós mesmos, e que a alegria imperecível a todos nos espera, no infinito do Tempo e nas forças do Espaço, para sermos, um dia, na suprema união, plenamente imortais, ante o esplendor sem sombra da grandeza de Deus.


Emmanuel

Uberaba, 3 de outubro de 1973.









Nota: Por “outras dimensões” desejamos dizer “outros mundos”, compreendendo-se que a matéria pode variar ao infinito, em graus de densidade, em relação aos temas fundamentais do progresso e do burilamento do Espírito, de Plano a Plano da evolução ou de mundo para mundo. — Emmanuel.



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 123 - No pão espiritual



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 123


No pão espiritual


“Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: “amas-me?” e disse-lhe: “Senhor, tu sabes que eu te amo.” Jesus disse-lhes: “Apascenta as minhas ovelhas.” — (JOÃO, 21:17)

Assinalando a preocupação do Divino Pastor, em se dirigindo a Simão Pedro para recomendar-lhe as ovelhas, é importante observar que o Mestre não solicita qualquer atividade maravilhosa.

Não ordena que o apóstolo lhes converta os balidos em trechos de música.

Não determina se lhes transforme o pelo em fios de ouro.

Não aconselha se transfigure o redil em palácio.

Não exige se lhes conceda regime de exceção.

Não manda se lhes dê asas.

Roga simplesmente para que o apóstolo lhes administre alimento, a fim de que vivam e produzam para o bem geral, sem fugir aos preceitos do trabalho e sem abolir os ditames da evolução.

Certo, no entanto, o Excelso Condutor não sentia necessidade de advertir o companheiro quanto ao cuidado justo de não se adicionarem agentes tóxicos aos bebedouros e à forragem normal.

Assim também, no domínio das criaturas humanas.

Trabalhadores das ideias, chamados a nutrir o pensamento da multidão, em verdade, o Cristo não espera mudeis os vossos leitores e ouvintes em modelos de heroísmo e virtude. Conta com o vosso esforço correto para que a refeição do conhecimento superior seja distribuída com todos, aguardando, porém, que a mesa de vossas atitudes se mostre asseada e que o alimento de vossas palavras esteja limpo.


Emmanuel








(Reformador, novembro de 1962, p. 242)

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espirita Vol. II - João Nunes Maia - Cap. 31 - Os Espíritos são imateriais?



Miramez - Livro Filosofia Espirita Vol. II - João Nunes Maia - Cap. 31


Os Espíritos são imateriais?


82. Será certo dizer-se que os Espíritos são imateriais?

“Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação e com uma linguagem deficiente? Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos.”

A.K.: Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque, pela sua essência, diferem de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Um povo de cegos careceria de termos para exprimir a luz e seus efeitos. O cego de nascença se julga capaz de todas as percepções pelo ouvido, pelo olfato, pelo paladar e pelo tato. Não compreende as idéias que só lhe poderiam ser dadas pelo sentido que lhe falta. Nós outros somos verdadeiros cegos com relação à essência dos seres sobre-humanos. Não os podemos definir senão por meio de comparações sempre imperfeitas, ou por um esforço da imaginação. (O Livro dos Espíritos)


Os Espíritos, como criaturas divinas, são realidades, por terem sido criados; são almas nas quais despertam valores capazes de fazê-las sentir os atributos de Deus.

Os Espíritos são imateriais, pelo compacto da matéria que se conhece, no entanto, na profundidade do termo, eles passam a ser constituídos de matéria que escapa aos sentidos humanos, como no dizer de O Livro dos Espíritos: matéria quintessenciada. Dentro de sua pureza, esquece o estado primitivo, onde se pode ver e pegar, onde se manifesta em formas.

O Espírito não tem forma definida. Se podemos comparar, mesmo que seja com pálidas imagens, vamos dizer que ele é qual a água ou o vento, que toma a forma da vasilha ou do ambiente em que é colocado. No caso do Espírito superior, ele pode tomar a forma que desejar e o seu comando é a mente. Quanto às particularidades, ainda é cedo para que possamos conversar e entender. Por Isso é que podemos chamar o Espírito de ser incorpóreo, por não ter ele precisamente um corpo, como se entende as formas. A linguagem humana é fraca para se conversar sobre os assuntos do Espírito, mas, toda tentativa é válida, por se entender alguma coisa acerca de assuntos de relevância como este. Que Deus nos abençoe em todos os nossos esforços, que marcam um aprendizado de luz!

Recorremos sempre a imagens para melhor sermos entendidos, mesmo que sejam as mais simples. Vejamos a massa de trigo para o preparo do pão, no processo de fermentação! Assim é a matéria quintessenciada nas mãos do Criador. Antes, era um todo, depois, o próprio tempo a separou em individualidades que Deus achou conveniente, qual a massa que se transmuta em pães: individualizada, porém, carregando a mesma essência de vida e da vida maior. A massa fermentada destacada em pedaços vai ao forno quente, no sentido de tomar uma feição de alimento saudável. Assim é o Espírito individualizado: vai ao calor das bênçãos do Pai Celestial para que a razão se expanda no tempo e no espaço, garantindo a sua personalidade, que caminha para novas conquistas, conscientizando-se de tudo e sentindo a necessidade de libertação, conquistando a si mesmo e assistindo no palco da consciência ao desabrochar dos valores inerentes a sua própria vida.

O Espírito é uma luz diferenciada que acode as suas próprias necessidades, como ajuda aos seus irmãos de caminho, naquilo que o determinar. É uma chama divina consciente, mas, à qual ainda falta conhecer muitas coisas, no que se refere à sua própria existência. Pelo menos no estágio em que nos encontramos, há muitos mistérios a desvendar, no que tange ao Espírito.

Os Espíritos são imateriais pelo estado de matéria que se conhece, no entanto, tudo que existe nasceu da mesma fonte divina, e desse nascimento até ao Espírito, ocorreram diversas transmutações de todas as ordens, para que a luz maior irradiasse no centro da vida, e a harmonia se fizesse no seio da luz, obedecendo à vontade do Criador, como sendo um sol inteligente, filho de um sol maior.


Miramez











quinta-feira, 21 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Prefácio - Interpretação dos Textos Sagrados



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Prefácio


Interpretação dos Textos Sagrados


“Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.” — (2 PEDRO, 1.20)


Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Sua luz imperecível brilha sobre os milênios terrestres, como o Verbo do princípio, penetrando o mundo, há quase vinte séculos.

Lutas sanguinárias, guerras de extermínio, calamidades sociais não lhe modificaram um til nas palavras que se atualizam, cada vez mais, com a evolução multiforme da Terra. 

Tempestades de sangue e lágrimas nada mais fizeram que avivar-lhes a grandeza. 

Entretanto, sempre tardios no aproveitamento das oportunidades preciosas, muitas vezes, no curso das existências renovadas, temos desprezado o Caminho, indiferentes ante os patrimônios da Verdade e da Vida.

O Senhor, contudo, nunca nos deixou desamparados. Cada dia, reforma os títulos de tolerância para com as nossas dívidas; todavia, é de nosso próprio interesse levantar o padrão da vontade, estabelecer disciplinas para uso pessoal e reeducar a nós mesmos, ao contato do Mestre Divino. 

Ele é o Amigo Generoso, mas tantas vezes lhe olvidamos o conselho que somos suscetíveis de atingir obscuras zonas de adiamento indefinível de nossa iluminação interior para a vida eterna.

No propósito de valorizar o ensejo de serviço, organizamos este humilde trabalho interpretativo, sem qualquer pretensão a exegese.

Concatenamos apenas modesto conjunto de páginas soltas destinadas a meditações comuns.

Muitos amigos estranhar-nos-ão talvez a atitude, isolando versículos e conferindo-lhes cor independente do capítulo evangélico a que pertencem. 

Em certas passagens, extraímos daí somente frases pequeninas, proporcionando-lhes fisionomia especial e, em determinadas circunstâncias, as nossas considerações desvaliosas parecem contrariar as disposições do capítulo em que se inspiram.

Assim procedemos, porém, ponderando que, num colar de pérolas, cada qual tem valor específico e que, no imenso conjunto de ensinamentos da Boa Nova, cada conceito do Cristo ou de seus colaboradores diretos adapta-se a determinada situação do Espírito, nas estradas da vida. 

A lição do Mestre, além disso, não constitui tão somente um impositivo para os misteres da adoração. 

O Evangelho não se reduz a breviário para o genuflexório. É roteiro imprescindível para a legislação e administração, para o serviço e para a obediência. 

O Cristo não estabelece linhas divisórias entre o templo e a oficina. Toda a Terra é seu altar de oração e seu campo de trabalho ao mesmo tempo. 

Por louvá-lo nas igrejas e menoscabá-lo nas ruas é que temos naufragado mil vezes, por nossa própria culpa. Todos os lugares, portanto, podem ser consagrados ao serviço divino.

Muitos discípulos, nas várias escolas cristãs, entregaram-se a perquirições teológicas, transformando os ensinos do Senhor em relíquia morta dos altares de pedra; no entanto, espera o Cristo venhamos todos a converter-lhe o Evangelho de Amor e Sabedoria em companheiro da prece, em livro escolar no aprendizado de cada dia, em fonte inspiradora de nossas mais humildes ações no trabalho comum e em código de boas maneiras no intercâmbio fraternal.

Embora esclareça nossos singelos objetivos, noto, antecipadamente, ampla perplexidade nesse ou naquele grupo de crentes.

Que fazer? Temos imensas distâncias a vencer no Caminho, para adquirir a Verdade e a Vida na significação integral.

Compreendemos o respeito devido ao Cristo, mas, pela própria exemplificação do Mestre, sabemos que o labor do aprendiz fiel constitui-se de adoração e trabalho, de oração e esforço próprio.

Quanto ao mais, consola-nos reconhecer que os Textos Sagrados são dádivas do Pai a todos os seus filhos e, por isso mesmo, aqui nos reportamos às palavras sábias de Simão Pedro: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.” 


Emmanuel










Pedro Leopoldo, 2 de setembro de 1948.

Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Bezerra de Menezes - Livro A Coragem da Fé - Carlos A. Baccelli - Cap. 39 - Esquecimento do passado



Bezerra de Menezes - Livro A Coragem da Fé - Carlos A. Baccelli - Cap. 39


Esquecimento do passado


Filhos, o esquecimento do passado, nas experiências infelizes que vivenciastes, é que vos torna viável o progresso espiritual.

Quem não olvidasse o mal de que tenha sido vítima ou verdugo, estacionaria indefinidamente na revolta e no ódio, na amargura e na falta de indulgência.

A amnésia temporária, com relação ao que fostes e ao que fizestes no passado, de certa forma vos enseja o crescimento íntimo num tempo relativamente mais curto do que levaríeis para concretizá-lo, caso tivésseis que conviver com as lembranças negativas que a Lei vos manda esquecer.

Assim sendo, não vasculheis os arquivos da mente, com o propósito de trazer ao presente o que deve permanecer sepultado no pretérito. Preocupai-vos com a construção do futuro, estudando as características de vossa personalidade, para melhor avaliação do caminho percorrido, valendo-vos tão somente das tendências e dos hábitos que revelais em vossa existência de agora.

Em contato com os outros, notadamente com aqueles de vossa convivência mais estreita, os vossos reais valores vêm à tona, possibilitando-vos a identificação clara dos pontos vulneráveis da personalidade, sobre as quais devereis concentrar os vossos esforços de corrigenda.

Os companheiros com os quais vos compromissastes mais seriamente acionam em vós os mecanismos psicológicos a fornecer-vos exata noção dos vossos desacertos de antanho, sem que, para tanto, tenhais necessidade de provocar o despertar de vossas reminiscências.

Na vivência espírita do Evangelho, a chamada terapia de vidas passadas acontece naturalmente, sem que se vos torne indispensável a revelação, em detalhes, do que vos precipitou a queda.

Quando um quadro infeccioso se instala no corpo, o médico não espera que se lhe detecte o órgão de origem, para combatê-lo através da prescrição de antibióticos.

A prática cotidiana do Bem se vos assemelha, para a consciência enferma, a antibiótico de última geração e de largo espectro que, embora sem correto diagnóstico do vosso quadro clínico, combate com eficiência a causa de vossos males.


Bezerra de Menezes













Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco - Cap. 22 - Humildade Real



Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco - Cap. 22


Humildade Real


“... escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivo”. — PAULO (2 Coríntios, 3:2-3)

872. "Assim, de acordo com a Doutrina Espírita, não há arrastamento irresistível: o homem pode sempre cerrar ouvidos à voz oculta que lhe fala no íntimo, induzindo-o ao mal, como pode cerrá-los à voz material daquele que lhe fale ostensivamente. Pode-o pela ação da sua vontade, pedir a Deus a força necessária e reclamando, para tal fim, a assistência dos bons Espíritos. " (L. E.)

"... O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte. " — Um Espírito Amigo. (Havre, 1862.) (Cap. IX, Item 7 do E.)


Muitos discípulos das várias escolas religiosas da atualidade, vinculadas ao Evangelho, reagem contra qualquer tendência para o retomo da vivência cristã primitiva na simplicidade que caracterizava a vida e o comportamento de Jesus e dos Seus discípulos.

Justificam o luxo e a ritualística dos líderes, dos dogmas e das tradições como sendo de fundamental importância para a atração de novos como para a preservação dos antigos adeptos, que dão expressivo realce à indumentária, ao formalismo, às posturas estudadas, às palavras diplomáticas e aos pensamentos sibilinos de que se fazem instrumentos.

Substituem o conteúdo pela excessiva valorização do continente, perdendo aquele em profundidade o que este adquire em complexidade.

A forma asfixia a essência numa contínua predominância do exterior pelo interior.

Em consequência, esses mesmos condutores das massas religiosas, sentam-se às mesas das negociações políticas e econômicas, perseguindo interesses e disputando posses nem sempre respeitáveis, a que oferecem falsa dignidade através do seu apoio, se resultam benefícios para os seus cargos transitórios e as suas greis enriquecidas.

Alguns outros, na condição de chefes de Estado, vivem abafados nas exigências da etiqueta vazia, igualmente negociando e fazendo concessões, na defesa de ideais patrióticos e injunções, também políticas, com que se mantêm nas altas investiduras mundanas.

A pompa exagerada deles recebe preservação, ao tempo em que apresentam teologias para a solução dos problemas que afetam os pobres em todo o mundo.

Fortunas são investidas no mercado internacional das moedas e das indústrias, algumas das quais fomentam a morte, sob o comando de hábeis financistas e economistas maleáveis que mais aumentam os depósitos guardados ou aplicados em bancos fortes, o que, todavia, não impede malogros periódicos e denúncias estarrecedoras por parte de outros expertos.

Adaptando-se aos vários regimes e negociando com os mais hostis, sobrevivem tais Entidades que se apresentam com capacidade de absorver os modernismos, na sua área renovadora ou manter os dispositivos ancestrais, graças à sua ala ortodoxa.

Todas estas atitudes, dizem, em nome de Deus, do Cristo, e da fé, como se as pesadas sombras da Idade Média ainda não se houvessem dissipado...

Dando curso ao idealismo messiânico de Jesus, Simão Pedro, que O acompanhou e O negou no momento culminante, jamais se escusava, ou tentou inovar a política do Evangelho que se não submetia à mundana. Pelo contrário, o renovado servidor sempre se desnudava moralmente, relatando a sua dubiedade e encorajando, sem meias palavras, os ouvintes, ao testemunho da própria vida, que ele não tergiversou em dar.

O verbo iluminado e autêntico de Paulo vergastava o erro e invectivava contra o crime, a acomodação, não permitindo alternativas, senão a de seguir o Mestre.

Não negociou com Nero, quando foi falar ao imperador, nem o temeu, conseguindo impressionar o discípulo inescrupuloso do nobre Sêneca.

E porque não usava de artifícios nem de atavios que agradam os poderosos do mundo, ganhou a vida, perdendo-a sob o fio da espada do legionário encarregado de decepá-la...

A humildade, que dá dimensão da fraqueza humana, é ainda muito esquecida por muitos cristãos modernos, embora excessivamente comentada.

O discípulo de Jesus é Sua carta-viva ao mundo.

Simples e direto, desvestido de aparências e sinuosidades, é exemplo de equilíbrio, em tudo imitando Aquele que lhe é o Modelo perfeito.

Livre dos impositivos e vacuidades temporais, vive, não obstante, no mundo, sem fugir ao compromisso espiritual a que se dedica.

Restaurar a conduta e a vivência cristã primitivas, é possível, desde que se não tergiverse em relação às hábeis manobras dos que vivem do século ou para ele.

A transparente humildade de Jesus exteriorizou-se na imponência do cântico das bem-aventuranças, no meio das multidões aturdidas, na convivência com os amigos de Betânia, no tormento do Getsêmani, no testemunho da cruz e no instante da ascensão.

Sempre o mesmo Amigo de todos, embora o prisioneiro de Deus, a Quem se entregava por inteiro, sem deixar de dar-se, também por inteiro, aos homens, os a quem amava.

Vive, desse modo, todos os teus dias e labores cristãos, sem apartar-te da inteireza moral que a humildade real propicia.


Joanna de Ângelis












Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 163 - O irmão



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 163


O irmão


“A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa, não trata com leviandade, não se ensoberbece.” — PAULO. (1 Coríntios, 13:4)


Quem dá para mostrar-se é vaidoso.

Quem dá para torcer o pensamento dos outros, dobrando-o aos pontos de vista que lhe são peculiares, é tirano.

Quem dá para livrar-se do sofredor é displicente.

Quem dá para exibir títulos efêmeros é tolo.

Quem dá para receber com vantagens é ambicioso.

Quem dá para humilhar é companheiro das obras malignas.

Quem dá para sondar a extensão do mal é desconfiado.

Quem dá para afrontar a posição dos outros é soberbo.

Quem dá para situar o nome na galeria dos benfeitores e dos santos é invejoso.

Quem dá para prender o próximo e explorá-lo é delinquente potencial.

Em todas essas situações, na maioria dos casos, quem dá se revela um tanto melhor que todo aquele que não dá, de mente cristalizada na indiferença ou na secura; todavia, para aquele que dá, irradiando o amor silencioso, sem propósitos de recompensa e sem mescla de personalismo inferior, reserva o Plano Maior o título de Irmão.


Emmanuel