sexta-feira, 31 de julho de 2026

Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 2 - Cristo-Luz



Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 2 - Cristo-Luz


"Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade que está situada sobre um monte." (Mateus, 5:14)

"E outra vez lhes falou Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; o que me segue não anda em trevas, mas terá o lume da vida." (João, 8:12)

Não faças acordança com as sombras, pois, elas serão capazes de subestimar os teus valores em germe no coração. Sabedoria é luz; procura-a em todos os níveis da tua capacidade. Educação é luz; busca-a em todas as direções ao teu alcance. Quem já sentiu as claridades do saber e a libertação pelo amor nunca mais tornará as trevas; e é neste empenho divino que buscaremos o Cristo, que acentuou com propriedade; Eu sou a luz do mundo.

Para nós, Jesus é verdadeiramente a Luz de três mundos: luz física, espiritual e íntima de todos os que vivem na Terra e com a Terra, de forma a libertar as almas nas faixas que lhes compete viver. É bom que façamos avaliação do Mestre diante das nossas necessidades, para que possamos sentir a Sua ausência no mau desempenho da vida, e retratarmos conosco mesmo, em uma conduta correta, como educação versus disciplina mais eficiente.

Prosseguindo a conversa, Jesus afirmou: Quem me segue não andará nas trevas. Quem tem o Senhor como guia recebe a Sua luz, como e certamente desperta em si uma luz inextinguível, que retrata a sua condição espiritual, e a Sua companhia em espírito e verdade.

Se estás entrando na iniciação espiritual, é justo apreciar vários fatores em seus próprios passos, fazendo-se necessário esquecer a conduta alheia e não gastar tempo com o tempo que já se foi; deixa o ontem, o hoje e o amanhã com as suas próprias demandas, e vive o eterno com as leis que te asseguram eternamente.

O ponto alto do Cristo no comando do planeta Terra e de seus habitantes é o conhecimento da Verdade, que nos liberta de tudo. Basta dizer que, por ela, as correntes da ignorância que se faziam nossa inquilina rompem, e neste fenômeno, circula em nós a harmonia cósmica, restabelecendo nas três dimensões o equilíbrio, que nos alicerça a existência, a exuberância da paz, a felicidade, a saúde e o amor, que facilitarão todos os outros dons em crescimento.

E adiante Jesus no mesmo tópico: Mas terá a luz da vida. Quem começa a conquistar a luz da vida, é um ser aprazível. Onde se encontre, notar-se-á manifestando no ar que se respira algo diferente; na sua palavra, sons enriquecidos de amor, e quem a ouve, não esquece, e na sua feição, uma luz irradia sem intervalos.

O homem ou espírito encarnado dotado da luz da vida é afável em todos os seus gestos, é sereno em todas as suas atividades, e a sua boca jamais fere alguém; livra-se com facilidade da tristeza, quando essa tenta invadir seu coração, e sua maior força está na humildade e no amor. Este homem é o homem-luz. Homem que respeita permanentemente os direitos dos outros, sem nada exigir para si, que confia nas possibilidades alheias, sem requerer confiança, que entende e pratica todos os preceitos do Cristo, sem que a sua inteligência possa oprimir os semelhantes a fazerem o mesmo, encontra no seu mundo íntimo trabalho de sobra, para não interferir na vida das pessoas, e se alegra quando alguém desavisado aponta algum erro no seu caminho, procurando imediatamente corrigi-lo.

Não entrega o seu corpo ao leito de descanso sem orar com humildade ao Todo Poderoso, agradecendo tudo que recebeu no decurso do dia; jamais dorme contrariado, entrando em completo relax, sentindo-se como se fosse um sol na carne, e agradecendo igualmente ao corpo pelo que fez durante o dia.

Estende os pensamentos às estrelas, buscando Deus, buscando Cristo, buscando Luz, porque também já é uma Luz. 

E nesta feição divina, devemos recordar cheios de alegria: 

De novo lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.


Miramez












Fonte: Cristos

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Taça de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 23 - Saibamos agradecer



Emmanuel - Livro Taça de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 23


Saibamos agradecer


Aprendamos a agradecer no círculo das criaturas limitadas que ainda somos, a fim de recebermos o socorro dos Mensageiros Divinos cuja sublimidade ainda não conseguimos compreender.

Cada coração que palpita conosco, amparando-nos a jornada é alguém da Vida Superior induzindo-nos à felicidade.

A ternura de nossa mãe…

A benevolência de nosso pai…

O devotamento da esposa…

A assistência do companheiro…

O carinho do irmão…

A devoção do mestre…

A generosidade do amigo…

A direção do chefe…

O concurso do servidor…

A paciência do médico…

A tolerância do enfermeiro…

Não somente essas forças te assistem, cada hora, assegurando-te interesse e estímulo à existência…

para estender a caridade sem ruído, como quem sabe que ajudar aos outros é enriquecer a própria existência;

para persistir nas boas obras sem reclamações e sem desfalecimentos, em todos os ângulos do caminho;

para negar a nossa antiga vaidade e tomar, sobre os próprios ombros, cada dia, a cruz abençoada e redentora de nossos deveres, marchando, com humildade e alegria, ao encontro da vida sublime…

A indicação honrosa nos felicita.

Nossa presença nos estudos do Evangelho expressa o apelo que flui do Céu para as nossas consciências.

Chamados para a luz e escolhidos para o trabalho. Eis a nossa posição real nas bênçãos do “hoje”. E se quisermos aceitar a escolha com que fomos distinguidos, estejamos certos igualmente de que, em breve, “amanhã” comungaremos felizes com o nosso Mestre e Senhor.


Emmanuel










Emmanuel - Livro Mediunidade e Sintonia - Chico Xavier - Cap. 13 - Trabalho além da Terra



Emmanuel - Livro Mediunidade e Sintonia - Chico Xavier - Cap. 13


Trabalho além da Terra


Além da morte, a alma continua naquilo que começou a fazer na existência física.

E em razão de cada criatura transportar consigo a experiência a que se afeiçoa, a Sabedoria Divina concede a cada Espírito encarnado determinada tarefa, que, na essência, vale por ensaio precioso, à frente do serviço que lhe competirá no amanhã eterno.

Vemos, na Terra, diversificar-se o trabalho ao infinito…

Esse ensina.
Aquele dirige.
Aquele outro obedece.
Aqui, possuímos quem edifique.
Além, há quem cure.
Adiante, há quem esclareça.

Entretanto, se o professor apenas faz jus à remuneração financeira, não terá conquistado o santuário da educação.

Se o dirigente foge à exemplificação e à nobreza íntima, não terá conhecido a verdadeira autoridade.

Se o cooperador subalterno menoscaba a atenção para com o bem comum, viverá muito longe do prazer de servir.

Se quem levanta paredes e monumentos cinge-se apenas ao interesse particular, não terá percebido a beleza da construção.

Se quem alivia as dores humanas procura simplesmente o lucro fácil, decerto desconhecerá o divino templo da cura.

E se quem esclarece foge ao devotamento e à serenidade, preferindo localizar-se entre a exigência e a aspereza, não acenderá no caminho a luz do amor.

Não olvides que as tuas atividades, fora do corpo denso, serão sempre a continuação daquilo que fazes por dentro de ti, obedecendo ao próprio coração.

Não basta erguer braços ágeis, deitar fraseologia preciosa ou provocar excessivo movimento em torno de teus dias, porque há muitas mãos operosas na extensão da sombra, muito verbo faustoso na exploração menos digna e muito ruído vão, provocando, onde existe, tão somente amargura e cansaço.

Ama o serviço que o Senhor te confiou, por mais humilde que seja, e oferece-lhe as tuas melhores forças, porque do que hoje fazes bem, no proveito de todos, retirarás amanhã o justo alimento, para a obra que te erguerá do insignificante esforço terrestre para o trabalho espiritual.


Emmanuel












quarta-feira, 29 de julho de 2026

André Luiz - Livro Estude e Viva - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 39.2 - Mimetismo e definição



André Luiz - Livro Estude e Viva - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 39.2


Mimetismo e definição


15. A coragem das opiniões próprias sempre foi tida em grande estima entre os homens, porque há mérito em afrontar os perigos, as perseguições, as contradições e até os simples sarcasmos, aos quais se expõe, quase sempre, aquele que não teme proclamar abertamente ideias que não são as de toda gente. Aqui, como em tudo, o merecimento é proporcionado às circunstâncias e à importância do resultado. Há sempre fraqueza em recuar alguém diante das consequências que lhe acarreta a sua opinião e em renegá-la; mas, há casos em que isso constitui covardia tão grande, quanto fugir no momento do combate.

Jesus profliga essa covardia, do ponto de vista especial da sua doutrina, dizendo que, se alguém se envergonhar de suas palavras, desse também ele se envergonhará; que renegará aquele que o haja renegado; que reconhecerá, perante o Pai que está nos céus, aquele que o confessar diante dos homens. Por outras palavras: aqueles que se houverem arreceado de se confessarem discípulos da verdade não são dignos de se verem admitidos no reino da verdade. Perderão as vantagens da fé que alimentem, porque se trata de uma fé egoísta que eles guardam para si, ocultando-a para que não lhes traga prejuízo neste mundo, ao passo que aqueles que, pondo a verdade acima de seus interesses materiais, a proclamam abertamente, trabalham pelo seu próprio futuro e pelo dos outros.  (O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. 24)


801. Por que não ensinaram os Espíritos, em todos os tempos, o que ensinam hoje?

1 “Não ensinais às crianças o que ensinais aos adultos e não dais ao recém-nascido um alimento que ele não possa digerir. Cada coisa tem seu tempo. Eles ensinaram muitas coisas que os homens não compreenderam ou adulteraram, mas que podem compreender agora. Com seus ensinos, embora incompletos, prepararam o terreno para receber a semente que vai frutificar.” (O Livro dos Espíritos)


Amor em ação, amor-entendimento, amor-brandura, amor em nome do Cristo que se imolou por amor. 

Não nos esquecermos, porém, de que o Cristo nunca se achou fora do caminho aberto que conhecemos como sendo definição.

A astúcia se esconde sistematicamente no “sim”, a crueldade se encouraça no “não” e a preguiça não sai do “talvez”.

O espírita, herdeiro atual do Cristianismo sem distorções, não pode ignorar a necessidade do equilíbrio.

Compreensão e ternura, mas atitude firme, para que a névoa da ignorância não invada a atmosfera mental onde vivemos, induzindo os companheiros de viagem terrestre ao vale da indecisão.

Somos, involuntariamente, a bússola uns dos outros. Os que marcham à frente ditam normas para os que se formalizam à retaguarda.

Todos influenciamos positivamente com o magnetismo da atitude. Daí o impositivo de sermos por fora o que somos por dentro.

Claramente é possível usar os valores afetivos em qualquer circunstância.

Misericórdia e paz em todas as situações, principalmente naquelas nas quais é preciso desembaraçar alguém da perturbação com a paciência e a abnegação de que não prescindimos para libertar o doente da enfermidade. Isso, contudo, não nos exime do culto à verdade.

Reportamo-nos, enlevados, ao amor que imperava nas coletividades cristãs do Evangelho nascente.

Os primeiros seguidores de Jesus amavam-se ternamente como verdadeiros irmãos; entretanto, não foi tão só a preço de doçura que venceram o sarcasmo e a perseguição de que se viram objeto.

O amor entre eles incluía a coragem, a franqueza, o desassombro e a fidelidade por ingredientes necessários ao triunfo sobre as vicissitudes da época, tanto quanto sobre si próprios.

Sejamos tolerantes no sentido construtivo, respeitando as vítimas de enganos consagrados e preconceitos infelizes, doando a cada uma delas algo de útil que as auxilie na edificação do bem, com vistas à emancipação futura. 

Mas conservemos atitude límpida pela qual sejamos identificados na condição de espíritas, a serviço do mundo renovado, evitando mimetismo e acomodação.


André Luiz











Emmanuel - Livro Na Era do Espírito - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Cap. 1 - Luz para todos



Emmanuel - Livro Na Era do Espírito - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Cap. 1


Luz para todos


Estariam os princípios espíritas endereçados à segregação para uso exclusivo daqueles irmãos que carregam provas visíveis no Plano material?

Encontramos, com frequência, na Terra, quem suponha deva ser a Nova Revelação limitada ao trabalho em favor dos que sofrem a penúria do corpo, sob pena de perder a própria simplicidade.

Entretanto, a fulguração solar será menos luz quando clareia o recôncavo de um vale e o topo de um arranha-céu ao mesmo tempo? E, acaso, a fonte se diminuirá em grandeza por deixar-se canalizar em serviço à cidade grande, após haver saciado a sede aos lares do campo?

Decerto, a mensagem da Vida Maior tem significação mais imediata em auxílio a quantos se vejam no mundo em dificuldades abertas, seja no chão das exigências primárias da natureza ou na sombra das grandes tribulações em que a inconformidade os compele a se tornarem francamente infelizes. Imperioso, porém, pensar naqueles outros companheiros da humanidade que a vida situou em outros setores.

Não é a face externa da criatura que lhe determina o grau da necessidade espiritual.

Dói-nos ver as mãos que se nos estendem nas ruas, à cata de pão; no entanto, será justo, igualmente, compreender os obstáculos daqueles que se esfalfam em serviço para que haja pão, tanto quanto possível, à mesa de todos.

Aflige-nos registrar os empeços do amigo em profissão singela, cujo salário não lhe satisfaz a todos os requisitos da vida simples, mas não nos será lícito esquecer os óbices daqueles que se atormentam na orientação da oficina para que o trabalho não se perturbe ou escasseie.

Magoa-nos surpreender irmãos diversos, acomodados nos palheiros humildes que lhes servem de residência; contudo, não podemos desconhecer os impedimentos daqueles outros que encanecem nas administrações, construindo caminhos ao progresso e traçando horizontes ao reconforto geral.

Sensibiliza-nos o martírio das mães que vagueiam nas vias públicas à busca de socorro para filhinhos padecentes; entretanto, seria injusto desconsiderar o sofrimento daquelas outras que se aniquilam, pouco a pouco, dentro de casa, em posição de incessante sacrifício, para sustentarem os descendentes, de modo a que a dignidade humana possa honrosamente sobreviver.

Reflitamos no conjunto dos problemas humanos e a ninguém deserdemos da verdade e do amor, de vez que em qualquer situação pertencemos todos a Deus e, segundo as nossas necessidades, é natural que Deus nos atenda a cada um.


Emmanuel




Chico Xavier nos escreve contando como recebeu a mensagem “Luz para todos”:

Estranho ponto de vista

“Alguns amigos vindos de cidade distante, em consultas e comentários, antes dos encargos em pauta na sessão pública, haviam mostrado estranho ponto de vista. Disseram-me que são contra a apresentação da Doutrina Espírita em programas de televisão e julgam que os doutrinadores e médiuns devem permanecer segregados nos templos espíritas para exemplificarem humildade cristã. Acreditam que os espíritas precisam fugir de contatos com a vida, comum, se quiserem ser modestos e eficientes.

“Ouvi sem concordar com eles, porque os Benfeitores da Vida Maior ensinaram-me que o Espiritismo é uma bênção de Deus para todas as criaturas sem exceção e que não nos cabe desprezar a ninguém. Abstive-me de qualquer discussão. Mas, iniciadas as tarefas, o ponto de estudo em O Evangelho Segundo o Espiritismo, aberto para as lições da noite, foi a página intitulada “O homem no mundo”, item 10 do capítulo XVII. E o nosso Emmanuel produziu a página que lhe coloco nas mãos com a esperança de que lhe ofereça proveito justo em nossos estudos.”


Chico Xavier







terça-feira, 28 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 29 - Compreensão



Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 29


Compreensão


“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.” — PAULO (1 Coríntios, 13:1)

Parafraseando o Apóstolo Paulo, ser-nos-á lícito afirmar, ante as lutas renovadoras do dia a dia:

se falo nos variados idiomas do mundo e até mesmo na linguagem do Plano Espiritual, a fim de comunicar-me com os irmãos da Terra, e não tiver compreensão dos meus semelhantes, serei qual gongo que soa vazio ou qual martelo que bate inutilmente;

se cobrir-me de dons espirituais e adquirir fé, a ponto de transplantar montanhas, e não tiver compreensão das necessidades do próximo, nada sou;

e se vier a distribuir todos os bens que acaso possua, a benefício dos companheiros em dificuldades maiores que as nossas, ou entregar-me à fogueira em louvor de minhas próprias convicções, e não demonstrar compreensão, em auxílio dos que me cercam, isso de nada me aproveitaria.

A compreensão é tolerante, prestimosa, não sente inveja, não se precipita e não se ensoberbece em coisa alguma. Não se desvaira em ambição, não se apaixona pelos interesses próprios, não se irrita, nem suspeita mal. Tudo suporta, crê no bem, espera o melhor e sofre sem reclamar. Não se regozija com a injustiça e, sim, procura ser útil, em espírito e verdade.

De todas as virtudes, permanecem por maiores a fé, a esperança e a caridade; e a caridade, evidentemente, é a maior de todas; entretanto, urge observar que, se fora da caridade não há salvação, sem compreensão a caridade falha sempre em seus propósitos, sem completar-se para ninguém.


Emmanuel










Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. X - João Nunes Maia - Cap. 34 - Escolha dos protegidos



Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. X - João Nunes Maia - Cap. 34


Escolha dos protegidos


493. É voluntária ou obrigatória a missão do Espírito protetor?

“O Espírito fica obrigado a vos assistir, uma vez que aceitou esse encargo. Cabe-lhe, porém, o direito de escolher seres que lhe sejam simpáticos. Para alguns, é um prazer; para outros, missão ou dever.”

a) - Dedicando-se a uma pessoa, renuncia o Espírito a proteger outros indivíduos?
 
“Não; mas protege-os menos exclusivamente.” (O Livro dos Espíritos)


O Espírito protetor tem a liberdade de escolher seu protegido, entretanto, depois de tê-lo escolhido, tem o dever de o proteger dentro do padrão mencionado pela lei. Todos somos escravos da lei, pois ela nos assiste e nos dirige. As leis foram criadas por Deus, para que se estabeleça a harmonia no universo.

Alguns dos benfeitores espirituais dão preferência a assistir ao Espírito encarnado com o qual simpatizam; outros, que são poucos, não escolhem e deixam a cargo dos mestres siderais e, como Espíritos de luz, trabalham sem reclamar em todas as áreas aonde foram chamados a servir.

Se olhássemos com os olhos espirituais a vida que vivemos, ficaríamos espantados de ver tanta proteção em nosso favor, por variados Espíritos que nos assistem por amor á causa do bem comum.

O protetor com a incumbência de proteger alguém pode assistir outras pessoas; no entanto, o seu maior dever é com aquele a quem se entregou no compromisso de amparar. Eles têm a liberdade de optar, mas têm também de escolher o trabalho a ser realizado, e Deus, pelas mãos de Jesus, assiste todos na Terra e tudo que existe, na mais perfeita ordem. Quando somos conscientes dessa verdade, passamos a operar com mais consciência e boa vontade no sentido de tudo fazer certo.

O anjo-guardião, por ser um Espírito de formação moral superior, nos ama profundamente, mas tem todos os meios lícitos de nos educar sem violência, usando a lei de justiça que é, igualmente, o mesmo amor em outra faixa de vida.

Nós também, como Espíritos, já com certo conhecimento da verdade, temos nossos protetores. Essa é uma escala muito grande, de maneira que, ao apurarmos nossos sentimentos na pureza lirial do Mestre, tornamo-nos livres, de modo a saber como andar por nós mesmos, tendo como guia somente as leis que devemos respeitar, na dimensão em que vivemos. É nesse sentido que Jesus falou: - “Conhecereis a verdade e ela tornar-vos-á livres.” Estamos a caminho de conquistarmos essa liberdade espiritual.

Deves ter o maior respeito pelo teu protetor, que pode ter renunciado a certos direitos para empregar quase todo o seu tempo em te auxiliar, em te dar conselhos, direcionando-te para o bem universal, amparando-te mesmo antes de renasceres, acompanhando teu crescimento. Procurando ajudar à família, reúne os protetores do lar, trocando idéias sobre a harmonia da casa e sobre como consegui-la pelos seus moradores; e quando a família entende essa ajuda, abrem-se as portas para maior assistência espiritual. Eis porque insistimos na abertura do Culto do Evangelho no lar, de maneira a dar ambiente para os guias espirituais da casa aconselharem a todos mais diretamente. Muitos resultados têm sido registrados através do Evangelho em casa, com a colaboração da Doutrina dos Espíritos, ondeando luzes em todos os sentimentos e formando palpos em torno da casa, bem como em volta de todas as criaturas que começam a praticá-lo.

Mesmo que o Espírito protetor escolha uma missão engenhosa para desempenhar, ele tem momentos de alegrias, quando depara com seu tutelado pensando na melhoria interna e esforçando-se por modificar. Isso é motivo de festas espirituais para os anjos que protegem o lar. O Espiritismo vem mostrar o que se passa no mundo espiritual, de modo que os encarnados fiquem conscientes dessas verdades e tenham maior esperança, esforçando-se para melhorar moralmente.

Trabalhemos, pois, em todos os sentidos do bem comum, que esse bem, como sendo a caridade, nos salvará de muitos infortúnios que poderiam nos fazer sofrer.


Miramez