quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 28 - Na conquista da liberdade



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 28


Na conquista da liberdade


“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade, porém, não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros pelo amor.” — PAULO (Gálatas, 5:3)


A mente humana, antes do contato com o Cristo, o Divino Libertador, padecia milenárias algemas de servidão.

Era o cativeiro da violência, convertendo o mundo em arena de senhores e escravos…

Era o grilhão implacável do ódio garantindo impunidade aos crimes de raça…

Era a treva da ignorância aprisionando a inteligência nas teias do vício dourado…

Era a obsessão da guerra permanente, encarcerando os povos em torrentes de sangue e lama…

Cristo veio, porém, e conquistando a libertação espiritual do mundo, a preço de sacrifício, descerra novos horizontes à Humanidade.

Da Manjedoura à Cruz, movimenta-se o Amigo Divino, reintegrando o homem na posse da simplicidade, do equilíbrio, da esperança, da alegria e da vida eterna que constituem fatores essenciais da justa libertação do espírito.

Devemos, pois, ao Senhor, a felicidade de nossa gradativa independência, para a imortalidade; entretanto, para atingir a glória divina a que estamos destinados, é preciso saibamos renunciar conscientemente à nossa própria emancipação, sustentando-nos no serviço espontâneo em favor dos outros, porquanto somente através da nossa voluntária rendição ao dever, por amor aos nossos próprios deveres, é que realmente alcançaremos a auréola da liberdade vitoriosa.


Emmanuel














(Reformador, fevereiro de 1958, p. 27)

Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 96 - Reajuste



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 96


Reajuste


Toda obra, quanto a máquina que se move, pede um núcleo de força.

Observemos, no entanto, que a oficina do reajustamento de todos aqueles que asseguram a obra do Senhor na Terra não se localiza aí no mundo.

Trabalhemos e os mensageiros de Jesus — mecânicos sublimes — saberão reequilibrar-nos, revisar-nos, sustentar-nos e colocar-nos dia a dia em posição de servir.


Batuíra












Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 10 - Renascimentos



Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 10 - Renascimentos


A reencarnação na Terra e em outros mundos é lei de Deus para todos os Espíritos obedecerem. É uma necessidade das almas, para despertamento das qualidades internas que, afloradas, as tornarão livres de muitos padecimentos em seus caminhos, e neste avanço espiritual se faz o caminho da felicidade. Não podemos ignorar nem tão pouco ser desobedientes às leis naturais, e o Espiritismo constitui uma escola de amor para todos os que desejam crescer, por lhes mostrar e fazer sentir essas leis.

A reencarnação é uma delas, como se fosse um dogma, porque é imutável tudo, em todos os mundos, troca de estágios, para melhorar tudo renasce, evidenciando que nada morre, na extensão infinita da vida. Todos os Espíritos, sem exceção, passam pelos mesmos caminhos de aprendizado; a variação se encontra no sentir as coisas, no entanto, o peso é o mesmo para todas as criaturas. As diferenças que podemos notar entre os Espíritos, uns sendo mais evoluídos que outros, cada qual em escalas diferentes, está na idade sideral de cada um. A justiça é uma só para todos e para tudo; as mudanças se evidenciam nas diferentes idades da criação, e Deus continua a criar.

Um homem primitivo não pode, por justiça, ser da mesma idade de um anjo, que chegou a essa condição por já ter passado por todas as escolas educativas do universo. O primeiro está começando a se educar, tendo milhares de anos à sua disposição, com os caminhos do aprendizado à sua espera, e a grande professora Dor a lhe abrir os braços, para educá-lo e instruí-lo. Isso á serviço do amor, e Deus, sendo omnisciente, desde o princípio sabe os caminhos que cada um irá percorrer; Ele já fez o ser humano sabendo das escolas que ele deveria frequentar, para desabrochar da luz do seu puro amor.

Tudo renasce para os devidos crescimentos. A reencarnação, pode-se dizer, é infinita, desde que compreendamos a mudança de dimensões, operando na diversidade das mudanças de comportamento. Por isso falamos que somente Deus é imutável, e somente Ele é o poder central que dirige tudo, e tudo Lhe obedece. Para entendê-Lo, precisamos entender as Suas leis, que são justas e fieis ao Seu Criador.

Animar um corpo físico na Terra é um estado transitório, mas como a alma veste muitos corpos, deixa uns e, recebendo outros, continua em todas as faixas de vida, cada vez mais sutis, cada vez mais aprimoradas, sem haver estágio que possa ser considerado como parada final. As mudanças são eternas. A alma não escolhe o tipo de vida a levar; Deus já estabeleceu tudo para todos. Em todos os mundos e em todas as dimensões haveremos de obedecer às leis criadas, pois o Senhor é que sabe das nossas necessidades e como deveremos adquirir a harmonia no centro da vida ou, se assim podemos expressar, despertar a tranquilidade imperturbável na consciência.

Fomos feitos para obedecer ao Senhor, e não para dar palpites no que Ele deve fazer e, para tanto, devemos começar combatendo o orgulho e o egoísmo, crosta magnética inferior que deve ser extirpada dos nossos sentimentos, passando a viver a humildade, força poderosa de paz, e dela passarmos para o perdão, do perdão para a fraternidade, e dela para a caridade, para nos integrarmos a virtude-mãe, que tem todas as chaves da vida: o Amor.

Nascemos sempre de novo, porque sempre nascemos para novas ideias, para novas missões, para novos entendimentos. Quem não deseja ser humilde diante de Deus, as leis o obrigam a obedecer-Lhe pela dor; a violência interna o amansa à força e a razão nos faz crer que somente Deus é a realidade para que possamos obedecer-Lhe, mas com amor.

Assim, encontraremos a resposta pela natureza a nos favorecer por todos os meios, e o tempo nos levará ao reino da felicidade. Devemos respeitar todas as filosofias, religiões, e mesmo a ciência, que o Senhor fala por estes meios, para todos aqueles que se encontram nessas faixas de vida. Nada existe que Deus não queira; o que Ele não quer é o que não existe.


Miramez









O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. IV — Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Instruções dos Espíritos. - Necessidade da encarnação - Itens 25 e 26.

25. É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?

A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação, para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação, caso em que ela se lhes torna um castigo. — S. Luís. (Paris, 1859.)

26. Nota — Uma comparação vulgar fará se compreenda melhor essa diferença. O escolar não chega aos estudos superiores da ciência, senão depois de haver percorrido a série das classes que até lá o conduzirão. Essas classes, qualquer que seja o trabalho que exijam, são um meio de o estudante alcançar o fim e não um castigo que se lhe inflige. Se ele é esforçado, abrevia o caminho, no qual, então, menos espinhos encontra. Outro tanto não sucede àquele a quem a negligência e a preguiça obrigam a passar duplamente por certas classes. Não é o trabalho da classe que constitui a punição; esta se acha na obrigação de recomeçar o mesmo trabalho.

Assim acontece com o homem na Terra. Para o Espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência; contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso moral se acha largamente desenvolvido e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, é um castigo, pela necessidade em que se vê de prolongar sua permanência em mundos inferiores e desgraçados. Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, além de abreviar o tempo da encarnação material, pode também transpor de uma só vez os degraus intermédios que o separam dos mundos superiores.

Não poderiam os Espíritos encarnar uma única vez em determinado globo e preencher em esferas diferentes suas diferentes existências? Semelhante modo de ver só seria admissível se, na Terra, todos os homens estivessem exatamente no mesmo nível intelectual e moral. As diferenças que há entre eles, desde o selvagem ao homem civilizado, mostram quais os degraus que têm de subir. A encarnação, aliás, precisa ter um fim útil. Ora, qual seria o das encarnações efêmeras das crianças que morrem em tenra idade? Teriam sofrido sem proveito para si, nem para outrem. Deus, cujas leis todas são soberanamente sábias, nada faz de inútil. Pela reencarnação no mesmo globo, quis ele que os mesmos Espíritos, pondo-se novamente em contato, tivessem ensejo de reparar seus danos recíprocos. Por meio das suas relações anteriores, quis, além disso, estabelecer sobre base espiritual os laços de família e apoiar numa lei natural os princípios da solidariedade, da fraternidade e da igualdade.





terça-feira, 22 de setembro de 2026

Emmanuel - Livro Mãos Unidas - Chico Xavier - Cap. 47 - Teu privilégio



Emmanuel - Livro Mãos Unidas - Chico Xavier - Cap. 47


Teu privilégio


Nos momentos difíceis — naturais no caminho de todos — não desperdices o tesouro das horas com desesperação e abatimento. Recorda o privilégio que recebeste da vida — o privilégio de ajudar.

É possível que nuvens de desenganos te hajam caído na estrada por aguaceiro de fel; isso, porém, não te impede levar algum consolo aos que vegetam em catres de sofrimento e que não tiveram no curso de muitos anos nem mesmo o mais leve sopro de qualquer esperança.

Falas de empeços domésticos que te barram a caminhada para a meta de determinados desejos; nada, todavia, te impossibilita a condução de apoio, ainda que mínimo, àqueles companheiros outros que suspiram por liberdade, nos impedimentos das prisões e dos hospitais.

Referes-te à preocupações que te esbraseiam o cérebro para responder com eficiência aos desafios do mundo; desfrutas, entretanto, a bênção de poder amparar as criaturas irmãs que perderam, temporariamente, o equilíbrio mental, segregadas nos manicômios.

Reporta-te a desastres afetivos que te deixaram em lágrimas de saudade; mas possuis a faculdade de frustrar a solidão ofertando presença e conforto aos irmãos que atravessam a romagem terrena, em extremada penúria, suplicando migalha de reconforto.

Não te abandones ao pessimismo, quando trazes contigo o dom de construir e recuperar.

Quando tantos companheiros da Humanidade se vêm impedidos de caminhar para a solução dos problemas que lhe são próprios, considera a tua prerrogativa de caminhar para socorrê-los.

E, se te vês em carência de amor ou de alegria, exerce, para logo, o teu privilégio de compreender e de auxiliar.

Quem sustenta, é sustentado.

Quem serve, é servido.

Quem dá, recebe.

Essa é a Lei.


Emmanuel











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 161 - No esforço comum



Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 161


No esforço comum


“Não tens do que gloriar-vos. Não sabeis que um pouco de fermento corrompe toda a massa?” — PAULO (1 Coríntios 5:6).


Não nos esqueçamos de que nossos pensamentos, palavras, atitudes e ações constituem moldes mentais para os que nos acompanham.

Cada dia, por nossa vez, sofremos a influência alheia na construção do próprio destino.

E, como recebemos conforme atraímos, e colhemos segundo plantamos, é imprescindível saibamos fornecer o melhor de nós, a fim de que os outros nos proporcionem o melhor de si mesmos.

Todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam.

Todas as tuas palavras gerarão impulsos nos que te ouvem.

Todas as tuas frases escritas gerarão imagens nos que te leem.

Todos os teus atos são modelos vivos, influenciando os que te cercam.

Por mais que te procures isolar, serás sempre uma peça viva na máquina da existência.

As rodas que pousam no chão garantem o conforto e a segurança do carro.

Somos uma equipe de trabalhadores, agindo em perfeita interdependência.

Da qualidade do nosso esforço nasce o êxito ou surge o fracasso do conjunto.

Nossa vida, em qualquer setor de luta, é uma grande oficina de moldagem.

Escravizar-nos-emos ao cativeiro da sombra ou libertar-nos-emos para a glória da luz, de conformidade com os moldes vivos que as nossas diretrizes e ações estabelecem.

Lembremo-nos da retidão e da nobreza nos mais obscuros gestos.

Recordemos a lição do Evangelho.

“Um pouco de fermento leveda a massa toda.” 

Façamos do próprio caminho abençoado manancial de trabalho e fraternidade, auxílio e esperança, a fim de que o nosso Hoje Laborioso se converta para nós em Divino Amanhã.


Emmanuel












Marco Prisco - Livro Diretrizes para uma Vida Feliz - Divaldo Pereira Franco - Cap. 14 - Somente você pode



Marco Prisco - Livro Diretrizes para uma Vida Feliz - Divaldo Pereira Franco - Cap. 14


Somente você pode


Por mais que alguém o ame, as tarefas que lhe dizem respeito somente você as pode executar.

Experiência é conquista individual intransferível.

No processo de crescimento intelecto-moral a que você se encontra vinculado, não faltam desafios, que somente você pode enfrentar.

Evolução é conquista interior que cada ser elege com sacrifício.

No turbilhão das dificuldades nas quais você se encontra envolvido, aguardando que as pessoas queridas contribuam para libertá-lo das suas intrincadas malhas constritoras, somente você possui os recursos para lográ-lo.

Felicidade é aquisição sacrificial de cada Espírito na luta pela sublimação.

Em face das perseguições que surgem pelo seu caminho de iluminação, muitos corações queridos podem apoiá-lo, mas somente você dispõe dos meios para manter-se tranquilo.

A verdadeira paz, a da consciência, é fruto do dever altamente cumprido.

Julgado negativamente por uns e acusados por outros, não espere ajuda de fora, porque somente você pode avaliar quanto à justeza ou não dessas atitudes.

A dignidade real resiste a todos os argumentos da perversidade e da ignorância humana.

No curso da existência terrestre, cada passo dado enseja o encontro de novos patamares para a ascensão. Ninguém tem como alçá-lo moralmente, somente você pode autossuperar-se para alcançar as alturas espirituais.

Crescimento interior é resultado de grande empenho e contínua ação.

Na chuva torrencial das perturbações, pessoa alguma conseguirá liberá-lo com ternura, somente você pode conseguir os equipamentos para resguardar-se e esperar o estio da paz.

Bem-estar é a coroa da confiança e da ação no Bem.

Pessoas-problemas são uma constante no trânsito carnal de todos, sempre criando dificuldades para os outros, porque são infelizes. Por mais que os amigos lhes resistam às calúnias assacadas contra sua vida e o seu labor, somente você pode anular o Mal que delas provém, mediante o comportamento honorável que mantenha.

Equilíbrio é medida que define a evolução moral de cada Espírito na luta redentora. 

Acossado pela inveja de uns e estigmatizado pela sordidez de outros, ninguém lhe impedirá o sofrimento, somente você pode superar o mal, para permanecer fiel ao dever abraçado.

Fidelidade ao trabalho é o selo do amor colocado no sentimento dedicado. 

Mesmo que os melhores amigos o cerquem de carinho, reconfortem-no e o auxiliem nas atividades a que se entrega, somente você pode se harmonizar, utilizando-se das palavras corretas e da conduta certa a que oferece a existência. Triunfo é patamar de temporário uso, porque novos voos aguardam o Espírito audacioso.

Nunca se detenha ante a necessidade de realizar o Bem.

Não anote dificuldades, arrole vitórias.

Não relacione obstáculos, aponte realizações.

Num mundo hostil e perverso, Jesus inaugurou a Era do Amor e demonstrou que somente Ele é o Rei inconquistado. Siga-O, porque essa atividade somente você poderá realizar em benefício próprio.


Marco Prisco

















Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 4 - Cizânia



Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 4


Cizânia


O espírito de cizânia que predomina em muitos grupos humanos decorre dos conflitos de indivíduos que não se encontram psicologicamente amadurecidos para o convívio em sociedade.

Sempre encontram razão para gerar dificuldades nos relacionamentos, apontando erros e poupando-se a solucioná-los.

Enfrentando desafios interiores de ajustamento e equilíbrio pessoal, transferem para os outros os tormentos de que são objeto, criando situações embaraçosas, perturbando a ordem, apresentando-se como salvadores dos demais e vítimas de todos.

Atormentados, em si mesmos, não creem nos valores ético morais do grupo em que se encontram, tornando-se, invariavelmente, aqueles que sempre discordam, que possuem melhores e mais profundos conhecimentos, no entanto, que se dizem perseguidos e malsinados.

Apresentam-se, não poucas vezes, travestidos de uma humildade que estão longe de possuir, ou são arrogantes, prepotentes, atribuindo-se valores que igualmente não possuem.

Agitados, dão a impressão de operosos, quando, em realidade, são apenas instáveis emocionalmente, abraçando diferentes propostas de trabalho, que não sabem executar.

Habilmente, apresentam suas ideias, mas transferem o esforço para os outros, desejosos sempre que os seus amigos abandonem os seus próprios compromissos, a fim de ajudá-los naquilo que pretendem, por considerarem ser de suma importância, quando não passam de campeonatos de vaidade pessoal e de promoção do ego.

São gentis na aparência, e, quando contrariados; logo apresentam a outra face, a da agressividade.

Impulsivos, falam sem pensar, escrevem desarrazoadas acusações, dominados pela ira, acreditando-se únicos possuidores da verdade, que dizem defender.

São insinuantes, a princípio, para logo demonstrarem as reações íntimas e absurdas.

Fazem-se iracundos com facilidade e expressam sentimentos que não são verdadeiros, quando desejam conquistar simpatizantes para os seus objetivos.

Insinuam-se com facilidade onde desejam reinar, a fim de alterarem o clima de fraternidade, mediante intrigas bem trabalhadas, acusações descabidas, frutos da inveja e da insensatez.

A cizânia é uma arte terrível, de que se utilizam os Espíritos moralmente fracos, para torpedearem as realizações edificantes.

Tem cuidado com eles.

Não disponhas do teu tempo, gastando-o inutilmente nas discussões infindáveis que geram, a fim de lograrem a autopromoção.

Incapazes de produzir com elevação moral exaltam-se como grandes realizadores, assim diminuindo o esforço dos outros, de, que se utilizam, na condição de defensores dos Espíritos nobres que deram, sua quota de sacrifício em favor dos ideais que abraçavam, como se estes necessitassem dos seus encômios e referências.

Esses indivíduos encontram-se por toda parte.

Imiscuem-se nos labores edificantes que já encontraram em realização, desejando a autopromoção, e logo geram dificuldades que perturbam e produzem sofrimento às pessoas honestas, normalmente suas vítimas.

São acusadores sistemáticos, perversos, dissimulando-se de colaboradores ou apresentando-se como vigias que ajudam, preservando o patrimônio superior que dizem ameaçado.

Não se dão conta de que os ideais sempre vicejaram antes deles, prosseguirão apesar deles e após passarem no rumo da sepultura...

Se te encontras abraçando uma realização dignificadora, não ficarás livre da sua peçonha, nem dos seus espículos.

Não percas tempo defendendo-te ou acusando-os.

Segue adiante!

Ninguém alcança o acume de um monte, se permanece na baixada, evitando cair nos precipícios ou tentando eliminá-los.

Tampouco procures justificar-te, quando eles criarem embaraços para os teus pés.

Considera-os doentes espirituais e compadece-se das suas façanhas infelizes, mas não pretendas salvá-los.

Cuida de promover o teu serviço, dando-lhe continuidade e vivenciando-o com alegria, sem queixas nem reclamações.

Mesmo o Colégio Apostólico sofreu, periodicamente, o fermento da cizânia, que o amor de uns e a abnegação de outros conseguiram diluir.

Desde que não buscas o aplauso, nem os benefícios imediatos do reconhecimento humano, prossegue em frente, aplainando o solo do ideal, ensementando as plântulas que formarão a paisagem do futuro, enfrentando sol e chuva, calor e frio, com o entusiasmo de quem se entrega a Deus e nEle confia.

O espírito de cizânia é artifício do Mal, que se apresenta em todos os segmentos da sociedade de hoje, como existiu ontem, e provavelmente ainda estará presente por algum período nos dias do futuro.

Nunca desanimes, nem te deixes influenciar pelas propostas da cizânia.

Enquanto luz o amor, serve e passa.

Deixa que prossiga vicejando o entusiasmo haurido no Bem e nada poderá impedir-te o avanço.

Trabalha-te interiormente o lado negativo da personalidade e luariza-te, harmonizando-te no próprio ideal de produzir para a Verdade.

Com essa disposição chegarás ao túmulo sem recordações infelizes, sem tormentos dispensáveis e com inefável alegria.

Vencendo-te, a ti mesmo, terás conseguido a maior vitória da existência carnal.


Joanna de Ângelis












Nota: Quando Joanna de Ângelis fala sobre a "cizânia" (que significa discórdia, fofoca ou divisão), ela está se referindo àquelas situações em que pessoas com conflitos internos tentam desestabilizar grupos, criar intrigas e minar o trabalho do bem. (Nepe Search)