quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 16 - Com efeito



Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 16 -


Com efeito


"Todos vós, que dos homens sofreis injustiças, sede indulgentes para as faltas dos vossos irmãos, ponderando que também vós não vos achais isentos de culpas; é isso caridade, mas é igualmente humildade." (Alan Kardec. E.S.E. Cap. VII. Item 11.)

Exercite a humildade ao lado dos modestos servidores do lar doméstico.

Ser humilde com os superiores, de quem se depende, é muito fácil.

Suporte com resignação as dificuldades da tarefa nova.

Quem muda de clima sofre a modificação da temperatura.

Retorne ao trabalho com ânimo redobrado, no lugar em que o insucesso o magoou.

Nem sempre o triunfo pode ser sentido nas moedas de lucro fácil.

Submeta-se às vicissitudes naturais da luta, mas prossiga na direção do serviço honrado.

Não há repouso justo sem o cansaço haurido nas tarefas da aprendizagem.

Cultive o verbo "cooperar".

O progresso nasce quando todos se ajudam.

Levante-se do erro e siga renovando-se.

Muita correnteza cristalina nasce em lodo.

Seja indulgente com aqueles que ainda se demoram sob as fortes luzes da ilusão.

O perdão que você oferece aos outros funciona como lubrificante nas engrenagens de sua alma.

Desperte na criança o ardor evangélico, atestando sempre junto a ela a excelência da Mensagem Cristã.

As atitudes hostis que você mantém, supondo que "a criança não entende", anulam quaisquer palavras da pregação apaixonada.

Combata a onda-materialista que domina o mundo, deixando de apoiar as indústrias de perversão dos valores morais.

O prazer do cinema, teatro e televisão, muitas vezes se transforma em "labaredas para o coração".

Empenhe-se na implantação do Evangelho na Terra.

Faça-se, entretanto, uma "carta-viva do Cristo".


Marco Prisco

















Emmanuel - Livro Verdade e Amor - Chico Xavier - Cap. 7 - Amor e verdade



Emmanuel - Livro Verdade e Amor - Chico Xavier - Cap. 7


Amor e verdade


Não nos esqueçamos de que o Espiritismo é Jesus que retorna ao convívio dos homens, através do Evangelho da redenção, reajustando-nos para os sagrados objetivos da vida.

Para entender-lhe a excelsitude, não basta nossa devoção ardente à Verdade, mas, sobretudo, nossa incessante consagração ao Amor, a fim de que a luminosa cúpula de nossas realizações não venha a ruir por falta de base.

Em nosso campo de ação, por isso mesmo, é imprescindível cultivar o entendimento fraterno, para que o nosso ideal de humanidade fulgure em nossos braços, palavras e atitudes.

Nunca será demais olvidar a compaixão que nos cabe movimentar intensivamente em favor da eficiência e da segurança de nossas tarefas.

Saibamos compreender e auxiliar.

Aqui é uma ferida que nos pede bálsamo refrigerante, ali, é um problema aflitivo a requisitar-nos socorro, mais além é a dor em desespero, a exigir-nos benevolência e carinho.

Efetivamente, não podemos subestimar a Verdade, Verdade de que determina a cura e a solução para todos, entretanto, para aplicá-la, não prescindiremos da bondade que auxilia, infatigável, para que o irmão de luta aprenda a recuperar-se.

Os médicos não desferem golpes indiscriminados sobre as úlceras que lhes reclamam pericia operatória. Agem com cuidado, restringindo os ciclos do sofrimento com a medicação anestesiante.

Os professores não arremessam pancadas sobre o crânio dos aprendizes, em pleno viço da infância para que o alfabeto lhes alcance compulsoriamente a cabeça. Usam a paciência e a ternura, administrando, cada dia, a lição que lhe é própria, a fim de que o tempo e o esforço realizem a obra-prima da educação.

Que dizer do escultor que trabalhasse o mármore com a picareta, em lugar do buril, ou do pintor que usasse uma lâmina em brasa ao invés do pincel?

A Verdade é Luz.

Entretanto, o Amor é a própria Vida.

Nele temos a imagem da água pura que transforma o deserto em jardim.

Façamos, então, da própria alma uma fonte amiga de compreensão e fraternidade, recebendo nossos companheiros de jornada tais quais são e, filtrando para cada um deles a bênção da Verdade no vaso do Amor puro, estaremos trilhando o caminho do Cristo, o eterno Benfeitor, que, na exaltação da Verdade, aceitou o supremo sacrifício de si mesmo, na cruz da renunciação e da morte, por acendrado Amor à humanidade inteira.

Emmanuel










Reunião pública em Pedro Leopoldo (MG), 25 de janeiro de 1954.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Emmanuel - Livro Algo Mais - Chico Xavier - Cap. 1 - Futuro e nós



Emmanuel - Livro Algo Mais - Chico Xavier - Cap. 1


Futuro e nós


Cada noite, habitualmente, agradeces a Deus por mais um dia e, quase sempre, refletes no amanhã.

De quais ingredientes se nos formará o futuro?

Embora, em muitas ocasiões, os homens a procurem, no lado externo da existência, a resposta está sempre em nós mesmos.

À medida que se nos amplia a maturidade interior, reconhecemos que a evolução é um caminho em formação para o Alto, em nos reportando ao progresso do Espírito.

Diariamente edificamos. E edificamos, em nós e por fora de nós, a cooperação que nos cabe no engrandecimento da vida.

Em vista disso, se nos propomos a encontrar o amanhã melhor, cogitemos disso hoje.

Comecemos, avaliando a importância de compreender e servir.

Esqueçamos ressentimentos e sombras, lembrando-nos de que a prática do amor é trabalho para todos os dias.

Não reclamemos dos outros aquilo que possamos fazer por nós mesmos.

Entendamos que os nossos problemas não são maiores do que muitas das dificuldades que afligem os semelhantes.

Melhoremos a nós próprios, a fim de que as nossas experiências se elevem.

Vejamos em cada criatura um mundo à parte e, por isso, aceitamos os nossos companheiros de caminho, tais quais são, sem exigir-lhes demonstrações de santidade ou grandeza.

Busquemos o trabalho constante, no bem de todos, por ação capaz de impulsionar-nos para diante, livrando-nos de fixações pessoais em grades de sombra.

E atentos ao valor do tempo, avancemos, sem nos marginalizarmos nas perturbações das horas vazias.

O nosso futuro está sendo articulado neste instante por nós mesmos.

Façamos agora o melhor ao nosso alcance, porque o amanhã para nós será sempre o nosso hoje passado a limpo.


Emmanuel














Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 133 - O grande futuro



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 133


O grande futuro


“Mas agora o meu Reino não é daqui.” — JESUS. (João, 18:36)


Desde os primórdios do Cristianismo, observamos aprendizes que se retiram deliberadamente do mundo, alegando que o Reino do Senhor não pertence à Terra.

Ajoelham-se, por tempo indeterminado, nas casas de adoração, e acreditam efetuar na fuga a realização da santidade.

Muitos cruzam os braços à frente dos serviços de regeneração e, quando interrogados, expressam revolta pelos quadros chocantes que a experiência terrena lhes oferece, reportando-se ao Cristo, diante de Pilatos, quando o Mestre asseverou que o seu reino ainda não se instalara nos círculos da luta humana.

No entanto, é justo ponderar que o Cristo não deserdou o planeta. A palavra d’Ele não afiançou a negação absoluta da felicidade celeste para a Terra, mas apenas definiu a paisagem então existente, sem esquecer a esperança no porvir.

O Mestre esclareceu: — “Mas agora o meu reino não é daqui.”

Semelhante afirmativa revela-lhe a confiança. Jesus, portanto, não pode endossar a falsa atitude dos operários em desalento, tão só porque a sombra se fez mais densa em torno de problemas transitórios ou porque as feridas humanas se fazem, por vezes, mais dolorosas. Tais ocorrências, muita vez, obedecem a pura ilusão visual.

A atividade divina jamais cessa e justamente no quadro da luta benéfica é que o discípulo insculpirá a própria vitória.

Não nos cabe, pois, a deserção pela atitude contemplativa e, sim, avançar, confiantemente, para o grande futuro.


Emmanuel












Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. 16 - João Nunes Maia - Cap. 15 - Progresso moral

 

Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. 16 - João Nunes Maia - Cap. 15


Progresso moral


"Eu vim para lançar fogo sobre a Terra e bem quisera que já estivesse a arder!" — (Lucas, 12:49)


780. O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual?

“Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente.” (192-365)

a) - Como pode o progresso intelectual engendrar o progresso moral?

“Fazendo compreensíveis o bem e o mal. O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos.”

b) - Como é, nesse caso, que, muitas vezes, sucede serem os povos mais instruídos os mais pervertidos também?

“O progresso completo constitui o objetivo. Os povos, porém, como os indivíduos, só passo a passo o atingem. Enquanto não se lhes haja desenvolvido o senso moral, pode mesmo acontecer que se sirvam da inteligência para a prática do mal. O moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a equilibrar-se.” (365-751 - O Livro dos Espíritos).


O progresso moral nem sempre acompanha o progresso intelectual. É no sentido de promover a elevação moral que a Doutrina dos Espíritos veio, com o objetivo de educar e instruir. Instruir é bem mais fácil do que educar; a educação trata de harmonizar os sentimentos que são, a princípio, animalizados e somente o tempo, os problemas, as dores, os variados infortúnios, têm o poder de mostrar para a alma a necessidade de se modificar, ganhando, com os infindáveis esforços, as qualidades morais que o Evangelho indica para nos salvar de todas as agressões do mal.

A instrução sempre vem primeiro, porque traz em si aberturas onde a vaidade e o orgulho se aninham e crescem. Ela nos dá uma satisfação, embora passageira, no entanto, sentimo-nos bem com isso. Daí decorre o nosso grande interesse para nos instruirmos, sobretudo para desfrutarmos dos bens transitórios da vida. Aquele que sabe mais, se encontra sempre na direção.

É muito bom saber, todavia, quando esse saber é disciplinado pelo amor, é bem melhor e capaz de nos elevar para a libertação espiritual. O homem que somente se instrui, sem se interessar pela moral, está correndo perigo, visto poder acontecer em seus caminhos desastres morais. As paixões inferiores passam a comandar seu destino, e os olhos perdem a visão das leis naturais, dos direitos alheios, e até aonde podem chegar com os seus próprios direitos. Quem somente se instrui, não se interessa em ajudar aos semelhantes, a não ser para mostrar que é bom e caridoso, buscando sempre motivos de ganhar mais, com a vaidade que se veste de muitas roupagens.

O progresso deve atingir todas as qualidades morais e espirituais e, certamente, o físico. Ele é Deus avançando, não para Ele mesmo, mas para que sejam despertados os dons da intimidade das criaturas.

Disse Jesus com muita propriedade, o que Lucas anotou no capítulo doze, versículo quarenta e nove:

"Eu vim para lançar fogo sobre a Terra e bem quisera que já estivesse a arder."

O fogo sobre a Terra que Jesus veio acender foi objetivando o progresso das criaturas, mudando o modo pelo qual o homem estava procedendo, usando a ciência e o saber para massacrar os mais fracos e corromper a si mesmo. A moral cristã representa o fogo que deve ser aceso em todos os corações, mudando para melhor, aliando o saber à moral evangélica e, neste sentido, restabelecendo as coisas.

Passamos a descobrir com o Cristo o céu dentro de nós, usando a ciência em conexão com o amor, para sermos felizes em direção à eternidade. O progresso intelectual sem o moral pode ser, tornamos a falar, um desastre na vida da alma.

Quando o saber estava se distanciando do conhecimento da verdade, Deus disse um "basta", por amor às criaturas da Terra, e enviou o outro Consolador, para instruir verdadeiramente os seres humanos acerca das coisas espirituais e a Doutrina Espírita chegou como um sol na direção do Cristo, como amparo às criaturas. O orgulho e o egoísmo se encontravam nas cátedras, mandando e dirigindo os povos de maneira agressiva, mas a luz começou a espancar as trevas, e eis aí o que está acontecendo: Jesus novamente no seio dos povos, sendo lembrado, falado, recordado, para depois chegar e ficar visível nos corações, pela força da vivência, salvando o mundo.

Batuíra - Livro Seguindo Juntos - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 10 - Trabalho, o grande privilégio



Batuíra - Livro Seguindo Juntos - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 10


Trabalho, o grande privilégio


A imagem do Semeador, trazida por Jesus às nossas considerações, é um ensinamento perfeito.

Em verdade, Deus oferece:

a bênção do sol;

a generosidade da Terra;

a colaboração da fonte;

o amparo do adubo;

a força da vida;

a oportunidade de servir;

a felicidade de imaginar;

a luz do discernimento;

a hospedagem do campo;

a alegria da ação;

os recursos todos que dignificam a paisagem, na qual o Homem — Filho e Colaborador da Criação — é chamado a atuar.

Deus lhe dá tudo — tudo aquilo de que carece para engrandecer-se e resguardar-se, progredir e elevar-se cada vez mais: entretanto, embora lhe conceda tudo, até mesmo a semente que explodirá em prodígios de vida e evolução, felicidade e aperfeiçoamento, pede a ele unicamente para que exerça o privilégio de trabalhar.

A lição evangélica é simples e clara. Nós que estamos despertos para a renovação, aproveitemos o tempo e saibamos trabalhar e servir sempre, porque nisso residem as nossas bênçãos maiores.


Batuíra











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Harmonia - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3 - Ante o desânimo



Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Harmonia - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3


Ante o desânimo


"Está triste algum de vós? Ore; está alegre? Cante louvores a Deus." — (Tiago, 5:13)


Quando o desânimo intentar o sítio da tua casa mental, insiste na ação libertadora. Semelhante a ópio que entorpece, ele penetra suavemente e domina com indiferença.

Muitas vozes conspiram a seu benefício, apresentando arrazoados deprimentes contra os teus esforços, esbordoando as tuas atitudes, censurando o teu comportamento.

Perverso, ele se te insinua no coração e alcança o teu raciocínio propondo-te parar, desistir da luta. Ele te recorda que já abandonaste o labor em tentativas outras e desmoraliza-te diante de ti próprio com arremetidas perturbadoras.

Quando lhe experimentas a intromissão tornas-te mais sensível à advertência, que mais te molesta; espicaça-te o melindre, que mais te aflige; faz-te mais susceptível à mágoa, e, sem que te dês conta, começas a aceitar-lhe as injustas insinuações.

O desânimo é inimigo de todas as criaturas, gerador de depressões grosseiras e males outros ainda não catalogados, que conspiram contra os seres humanos.

Desanimado ante a necessidade da vigilância que deveria manter, na condição de amigo, Pedro, irritado e medroso, negou Jesus reiteradas vezes.

Sob a ação do desânimo que lhe corroía o temperamento intempestivo, e, talvez, aguardando a reação do Mestre para a batalha externa que parecia demorar, Judas vendeu o Justo.

O desânimo responde por vários mecanismos de fuga à responsabilidade. Encontra justificativas para afastar do trabalho aqueles que lhe sofrem o ferretear contínuo. Entorpece a mente e o corpo, negando oportunidade de libertação àquele que lhe tomba sob os vapores mefíticos.

Hoje, ei-lo na feição de desistência. Amanhã é o desalento perante a vida. No futuro é o fracasso total. São esses os passos nefastos do desânimo.

Aprende a não desistir, quando encetes tarefas.

Vincula-te de coração e contribui em favor das causas nobres da Humanidade.

Participa mais ativamente do programa de libertação de consciências, tu, que crês na imortalidade, limando as tuas imperfeições e ajudando sempre. Não te escuses, sob pretextos de que o desânimo, também disfarçado de acomodação, te propõe.

Possuis inestimáveis recursos que necessitas colocar à disposição do Mestre, que te ensina como perseverar, amar e encontrar o caminho para a tua realização pessoal, ajudando os teus irmãos da retaguarda evolutiva.

E parafraseando o apóstolo Tiago no capítulo cinco, versículo treze da sua Epístola, dizemos-te: "Está aflito alguém entre vós ?


Joanna de Ângelis