segunda-feira, 27 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Fé, Paz e Amor - Chico Xavier - Cap. 3 - Equilíbrio



Emmanuel - Livro Fé, Paz e Amor - Chico Xavier - Cap. 3


Equilíbrio


Recordando o nosso dever de sustentação do corpo e do espírito, atendamos à harmonia por base de segurança.

Nem mesa lauta.
Nem prato vazio.

Nem excesso.
Nem carência.

Nem vigília demasiada.
Nem repouso constante.

Nem prodigalidade.
Nem sovinice.

É preciso evitar o desvario da fartura para que o abuso não nos entenebreça a razão, tanto quanto abolir as tentações da miséria que nos induziriam ao furto.

Não nos concede o Senhor um corpo entre os homens para menosprezá-lo à feição do lavrador preguiçoso que abandona o arado à ferrugem, nem nos confere na Terra o estágio da encarnação por escola do Espírito para que o convertamos em curso intensivo de anestesia da consciência.

Auxiliar o corpo para que o corpo expresse a alma e iluminar a alma para que a alma o renove e santifique, é o caminho do equilíbrio indispensável à evolução.

Assim, se te decides a cultivar algum cilício, no propósito de estender as próprias virtudes, não te imobilizes nos pensamentos inúteis, mas, sim, verte o próprio suor nas obras da bondade, amparando os enfermos que as dores desfiguram, fabricando o agasalho aos que choram de frio, socorrendo o infortúnio em treva e desespero, ou calejando as mãos no auxílio à terra seca, porque no sacrifício de nossa segurança no amparo ativo aos outros é que surpreenderemos o trabalho do bem que ninguém nos pediu e que ninguém nos paga, por resplendente luz a clarear-nos sempre a rota para o Alto, em plena exaltação do verdadeiro amor.


Emmanuel











domingo, 26 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 96 - Justamente por isso



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 96


Justamente por isso


“Não vos escrevi porque ignorásseis a verdade, mas porque a conheceis.” — (1 JOÃO, 2.21)


O intercâmbio cada vez mais intensivo entre os chamados “vivos” e “mortos” constitui grande acontecimento para as organizações evangélicas de modo geral.

Não é tão somente realização para a escola espiritista; pertence às comunidades do Cristianismo inteiro.

Por enquanto, anotamos aqui e ali protestos do dogmatismo organizado, entretanto, a revivescência da verdade assim o exige.

Toda aquisição tem seu preço e qualquer renovação encontra obstáculos espontâneos.

Dia virá em que as várias subdivisões do evangelismo compreenderão a divina finalidade do novo concerto.

O movimento de troca espiritual entre as duas Esferas é cada vez mais dilatado. O devotamento dos desencarnados provoca a atenção dos encarnados.

O Senhor permitiu mundial Pentecostes para o reajustamento da realidade eterna.

Convém notar, contudo, que as vozes comovedoras e revigorantes do Além repetem, comumente, velhas fórmulas da Revelação e relembram o passado da Sabedoria terrestre, a fim de extrair conceituação mais respeitável referentemente à vida.

É neste ponto que recordamos as palavras de João, interrogando sinceramente: comunicar-se-ão os “mortos” com os “vivos”, porque os homens ignoram a verdade?

Isto não.

Se os que partem falam novamente aos que ficam é que estes conhecem o caminho da redenção com Jesus, mas não se animam, nem se decidem a trilhá-lo.


Emmanuel










Emmanuel - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Prefácio



Emmanuel - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier


Prefácio


Do correio de outras Esferas, chegam presentemente ao mundo variadas mensagens.

São cartas de esperança e amor, entendimento e carinho.

De irmão para irmão.

De mães abnegadas para filhos afetuosos.

De filhos amigos aos pais dilacerados de aflição.

De trabalhadores agradecidos a lidadores saudosos.

Páginas de ternura e compreensão, vertidas pela alma dos que partiram para a ressurreição sublime, estimulando ao bem e à verdade.

Apelos à resignação e à paz.

Convites ao aperfeiçoamento.

Boas novas de regozijo e consolação.

Alguns companheiros reuniram as missivas deste volume, consagrando-as à plantação da beneficência.

Notícias do Plano espiritual serão transformadas em pão e agasalho, vestimenta e remédio para os necessitados de assistência e reajuste.

Que as páginas deste livro se convertam em socorro para os nossos irmãos menos felizes do caminho, oferecendo, simultaneamente, luz e conforto, renovação e alegria ao leitor amigo, são os nossos votos. Esperando, pois, que o Senhor nos ajude a alcançar os nossos objetivos, entregamos, prazerosamente, aos nossos companheiros de ideal estas cartas do coração para o coração.


Emmanuel







Pedro Leopoldo, 14 de julho de 1952.

Neio Lúcio - Livro Sementeira de Luz - Mensagens familiares do Prof. Arthur Joviano e outros / Chico Xavier - Cap. 71 - Amai-vos



Neio Lúcio - Livro Sementeira de Luz - Mensagens familiares do Prof. Arthur Joviano e outros / Chico Xavier - Cap. 71


Amai-vos


Meus filhos, Deus abençoe a vocês, concedendo-lhes muita saúde e harmonia para as lutas de cada dia.

Novamente com vocês; nesta noite, uno as minhas preces às suas, elevando os nossos pensamentos a Jesus para que suas bênçãos nos sigam em todas as atividades, necessárias ao nosso progresso para a vida eterna.

Tenho procurado orientar o Roberto no que posso, meus filhos. Deus não nos desamparará os bons e sinceros propósitos de ajudá-lo. Seu coração está ligado ao nosso por laços profundos e a atual experiência filial lhe será útil e inesquecível ao espírito. Agradeçamos a Deus por essa oportunidade bendita. Quando os laços se transfundem, a ponto de atingirem o santificado reduto do lar, isso é o sinal da misericórdia viva e incessante de Deus, que, passo a passo, nos conduz à redenção ardentemente esperada.

Se o Altíssimo permitir a execução do trabalho em perspectiva, mais uma vez vocês hão de unir os corações, reconhecidos a Deus, pela Sua bondade poderosa, em observando quanto já conquistamos em amor e renovação, graças ao Seu amoroso poder paternal. Esperemos nesse Pai de Bondade Infinita e não desanimemos em nossas lutas. O que ficará de tudo é a confiança sagrada no Todo-Poderoso e a divina esperança de trabalharmos cada vez mais para que todo o nosso grupo se ilumine nesse amai-vos, que é a divina lâmpada de nosso caminho para a vida imortal. Amemo-nos muito, esqueçamos o que o passado possa apresentar de inútil ao nosso aperfeiçoamento incessante e firmemo-nos em Deus.

O nosso amigo receitista vai deixar as suas indicações para o Roberto, e quanto ao colégio, meu caro Rômulo, estou de acordo com a sua opinião, apesar de reconhecer que, no momento, não temos substituto adequado nas vizinhanças. Deus nos auxiliará para que possamos converter os males pelo mínimo.

Assisti com vocês a audição de Wanda e, por sinal, que participei do júbilo natural de ambos.[1] As notas musicais falaram-me ao coração como harmoniosas palavras. A casa tem os seus cooperadores espirituais para todo o trabalho de auxílio às aprendizes de boa vontade. Entretanto, além disso, Wanda, bem como a Maria, tem patrimônios muito acentuados de outros tempos na questão musical. Ainda aqui recordamos o esforço aconselhado pelo Evangelho. Desde que batamos pela recapitulação sistemática e a porta da lembrança se abrirá. Partilho da satisfação de vocês e peço a Jesus conceda à Wanda tudo aquilo que nós três desejamos de todo o coração.

Quanto à sua saúde, Maria, acho-a bem melhor, mas não podemos olvidar o caso do regime das frutas. É o problema de querer aproveitar, minha filha! Até as frutas têm igualmente as suas zonas, de acordo com os temperamentos e os climas. Às vezes, vejo o Rômulo cheio de projetos relativos à adaptação dos animais. Esses projetos são aceitáveis e louváveis, mas pedem resignação e tempo, porque é preciso pensar que determinada raça europeia exigiu dezenas e centenas de anos em esforços persistentes, reclamou o interesse de gerações seguidas. Será que bastará transplantá-las para o nosso ambiente e conseguir o êxito? Não, porque também nós necessitamos aplicar aqueles mesmos esforços persistentes para a sua aclimatação necessária. É nesse particular que procuro sempre auxiliar-lhe o coração, para que suporte com valor a incompreensão dos homens apressados que desejam as benfeitorias sem meditar nos preços justos em dedicação.

Isso, filhos, fica à margem de nossa palestra familiar desta noite. Fi-la tão somente, Maria, para comentar o seu caso, minha filha, e render graças a Deus por seu restabelecimento.

Por hoje, filhos, é só. Deixando-lhes, como sempre, o meu coração cheio de amor e de muita saudade,


Papai
(Neio Lúcio)











03|09|1941
[1] Nota da organizadora: Refere-se à audição anual das alunas de piano do Colégio Izabela Hendrix, em Belo Horizonte - MG.


André Luiz - Livro Sinal Verde - Chico Xavier - Cap. 8 - Ambiente caseiro



André Luiz - Livro Sinal Verde - Chico Xavier - Cap. 8


Ambiente caseiro


A casa não é apenas um refúgio de madeira ou alvenaria, é o lar onde a união e o companheirismo se desenvolvem.

A paisagem social da Terra se transformaria imediatamente para melhor se todos nós, quando na condição de Espíritos encarnados, nos tratássemos, dentro de casa, pelo menos com a cortesia que dispensamos aos nossos amigos.

Respeite a higiene, mas não transfigure a limpeza em assunto de obsessão.

Enfeite o seu lar com os recursos da gentileza e do bom humor.

Colabore no trabalho caseiro, tanto quanto possível.

Sem organização de horário e previsão de tarefas, é impossível conservar a ordem e a tranquilidade dentro de casa.

Recorde que você precisa tanto de seus parentes quanto seus parentes precisam de você.

Os pequeninos sacrifícios em família formam a base da felicidade no lar.


André Luiz












sábado, 25 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 78 - Vontade e renovação



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 78


Vontade e renovação

 
“Não vos escrevi porque não sabeis a verdade, mas porque a sabeis…” — (1 João, 2.21)


Evidentemente o Espírito encarnado surpreende na vida física muitas dificuldades que não consegue evitar, sejam as que se originam dos constrangimentos educativos da evolução, sejam aquelas outras que se lhe vinculam à liquidação dos desajustes por ele próprio perpetrados em existências anteriores.

Ponderemos, no entanto, que muito mais numerosas são as dificuldades outras que ele mesmo cria, no trato da experiência comum, agravando o acervo dos compromissos menos felizes que carreia para a frente na jornada espiritual.

Esse, em consequência de deslizes no pretérito, traz determinadas peças orgânicas em condições delicadas; entretanto, se persiste abusando das próprias forças, de que forma se lhe socorrer a saúde? 

Outro se revela, no dia a dia, por exagerada agressividade, e, por isso mesmo, como subtraí-lo ao perigo se acalenta declarada inclinação ao desastre? 

Muitos anseiam por ternura e calor humano, transformando-se em azedume e incompreensão para os melhores amigos…

Queremos todos a felicidade e a paz; todavia é preciso reconhecer que a paz e a felicidade se nos levantam do íntimo.

Eis porque as lições do Evangelho — desde que aceitemos Jesus por Mestre — nos percutem a inteligência, a todos os instantes da vida, não porque desconheçamos a verdade, mas justamente porque não a ignoramos, já que nos achamos informados de que, para sanar débitos e desacertos, é forçoso que a nossa vontade funcione, sem o que será sempre impossível qualquer ação em nós mesmos no sentido de corrigir ou de resgatar.


Emmanuel







Reformador, setembro 1970, p. 194


Emmanuel - Livro da Esperança - Chico Xavier - Cap. 3 - Na construção do futuro



Emmanuel - Livro da Esperança - Chico Xavier - Cap. 3


Na construção do futuro


“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo.” — JESUS (João, 18:36)


“Todo cristão, pois, firmemente crê na vida futura, mas a ideia que muitos fazem dela é ainda vaga, incompleta e por isso mesmo falsa em diversos pontos. Para grande número de pessoas não há a tal respeito, mais do que uma crença balda de certeza absoluta, donde as dúvidas e mesmo a incredulidade.

O Espiritismo veio completar nesse ponto, como em vários outros, o ensino do Cristo, fazendo-o quando os homens já se mostram maduros bastante para apreenderem o verdade.” — (Cap. II, 3)


Esperavas pelos irmãos do caminho a fim de te entregares à construção da Terra melhor e quedas-te, muita vez, em amargoso desalento porque tardem a vir.

Observa, porém, a estrada longa da evolução, para que o entendimento te pacifique.

Milhares deles são corações de pensamento verde que te rogam apoio e outros muitos seguem trilha adiante, inibidos por névoas interiores que desconhecem.

Repara os que se renderam às lágrimas excessivas.

Choraram tanto que turvaram os olhos não mais divisando os companheiros infinitamente mais desditosos a lhes suplicarem auxílio nas vascas da aflição.

Contempla os que passam vaidosos sem saberem utilizar, construtivamente, os favores da fortuna.

Habituaram-se tanto às enganosas vantagens da moeda abundante que perderam o senso íntimo.

Enumera os que se embriagam de poder transitório.

Abusaram tanto da autoridade que caíram na exaltação da paranoia sem darem conta disso.

Relaciona os que asseveram amar, transformando a afetividade no egoísmo envolvente.

Apaixonaram-se tanto por criaturas e cousas, cultivando exigências, que deliram positivamente sem perceber.

Anota os que avançam, hipnotizados pelas dignidades que receberam do mundo.

Fascinaram-se tanto pelas honras exteriores que olvidaram os semelhantes a quem lhes compete o dever de servir.

Nenhum deles atrasou por maldade. Foram vítimas da ilusão que, frequentemente, se agiganta qual imenso nevoeiro na periferia da vida, mas regressarão depois à verdade triunfante para atenderem às tarefas que realizas.

Para todos eles que ainda não conseguiram chegar à grande renovação é compreensível o adiamento do trabalho a fazer.

Entretanto, nada nos justificará desânimo ou deserção na Obra do Cristo, porque embora estejamos consideravelmente distantes da sublimação necessária, transportamos conosco o raciocínio lúcido e libertado no sustento da fé.


Emmanuel










Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano