terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Encontro Marcado - Chico Xavier - Cap. 1 - Cooperação com Deus



Emmanuel - Livro Encontro Marcado - Chico Xavier - Cap. 1


Cooperação com Deus


Quantas vezes terás dito que amas a Deus e te dispões a servi-lo? E quantas outras tantas terás afirmado a tua fé na Providência Divina?

Provavelmente, porém, não te puseste ainda a raciocinar que os teus votos foram acolhidos e que o Todo-Misericordioso, por intermédio de vasta corrente hierárquica de assessores, te enviou as tarefas de cooperação com a Sua Infinita Bondade, junto de causas, organizações, situações e pessoas, que lhe requisitam assistência e intervenção.

Exposto, assim, o problema do teu setor de ação individual, será justo considerar que esforço e dedicação constituem ingredientes inevitáveis no encargo que te foi confiado, a fim de que obtenhas o êxito que denominamos por “dever cumprido perante Deus”.

Mãe ou pai, se recolhesses da vida tão somente os filhos robustos e virtuosos, que indícios de amor oferecerias a Deus, quando Deus te pede o coração mais profundamente voltado para os filhos menos felizes, com bastante abnegação para jamais abandoná-los, ainda mesmo quando o mundo os considere indesculpáveis ou desprezíveis?

Professor ou mentor, se reunisses contigo apenas os discípulos inteligentes e nobres, quem estaria com Deus no auxílio aos rebeldes ou retardados?

Dirigente ou supervisor, nos diversos ramos da atividade humana, se fosses chamado para guiar os interesses da comunidade exclusivamente nos dias de céu azul, para entoar louvores à harmonia ou presidir a distribuição de luzes e bênçãos, quem cooperaria com o Supremo Senhor, nas horas de tempestade, quando as nuvens da incompreensão e os raios da calúnia varam a atmosfera das instituições, exigindo a presença dos que cultivem brandura e compreensão, a fim de que a Divina Misericórdia encontre instrumentos capazes de ajudá-la a restaurar os elementos convulsos?

Obreiro do bem ou condutor da fé, se obtivesses da Terra apenas demonstrações de apreço e palmas de triunfo, quem colaboraria com Deus, nos dias de perturbação, de maneira a limitar a incursão das trevas ou a apagar o fogo do ódio, entre as vítimas da ilusão ou da vaidade, nos lugares em que o Pai Supremo necessite de corações suficientemente corajosos e humildes para sustentarem o bem com esquecimento de todo mal?

Onde estiveres e sejas quem sejas, no grau de responsabilidade e serviço em que te situas, agradece aos Céus as alegrias do equilíbrio, as afeições, os dias róseos do trabalho tranquilo e as visões dos caminhos pavimentados de beleza e marginados de flores que te premiam a fé em Deus; quando, porém, os espinhos da provação te firam a alma ou quando as circunstâncias adversas se conjuguem contra as boas obras a que te vinculas, como se a tormenta do mal intentasse efetuar o naufrágio do bem, recorda que terás chegado ao instante do devotamento supremo e da lealdade maior, porque, se confias em Deus, Deus igualmente confia em ti.


Emmanuel





TEMA — Cooperação individual na execução do plano de serviço da Providência Divina.



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 97 - Amas o bastante?



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 97


Amas o bastante?


“Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me?” — (JOÃO, 21:17)


Aos aprendizes menos avisados é estranhável que Jesus houvesse indagado do apóstolo, por três vezes, quanto à segurança de seu amor. 

O próprio Simão Pedro, ouvindo a interrogação repetida, entristecera-se, supondo que o Mestre suspeitasse de seus sentimentos mais íntimos.

Contudo, o ensinamento é mais profundo. Naquele instante, confiava-lhe Jesus o ministério da cooperação nos serviços redentores. 

O pescador de Cafarnaum ia contribuir na elevação de seus tutelados do mundo, ia apostolizar, alcançando valores novos para a vida eterna.

Muito significativa, portanto, a pergunta do Senhor nesse particular. Jesus não pede informação ao discípulo, com respeito aos raciocínios que lhe eram peculiares, não deseja inteirar-se dos conhecimentos do colaborador, relativamente a Ele, não reclama compromisso formal. 

Pretende saber apenas se Pedro o ama, deixando perceber que, com o amor, as demais dificuldades se resolvem. 

Se o discípulo possui suficiente provisão dessa essência divina, a tarefa mais dura converte-se em apostolado de bênçãos promissoras.

É imperioso, desse modo, reconhecer que as tuas conquistas intelectuais valem muito, que tuas indagações são louváveis, mas em verdade somente serás efetivo e eficiente cooperador do Cristo se tiveres amor.


Emmanuel









segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Antologia Espiritual - Espíritos Diversos / Divaldo P. Franco - Cap. 14 - Coragem na ação



Bezerra de Menezes - Livro Antologia Espiritual - Espíritos Diversos / Divaldo P. Franco - Cap. 14


Coragem na ação


Meus filhos:

Em uma panorâmica da sociedade contemporânea anotamos o desar, a agressividade, o crime e o desrespeito pela criatura humana.

As nações desagregadas expõem as feridas profundas da sua decadência.

Os governos desajustados apresentam-se estúrdios, vitimados pela prosápia, tombando na corrupção, na indignidade.

Os grupos sociais agridem-se, famigerados, como se fossem inimigos motivados à destruição recíproca.

... E os indivíduos, que ouviram a proposta do amarem-se uns aos outros, armam-se uns contra os outros em assinalada loucura e perversão.

Tem-se a impressão de que o mal administra a cultura hodierna; que a barbárie governa os sentimentos.

Sente-se uma vaga de agonia, que faz estertorar a criatura humana fragilizada e as instituições vencidas pelo vírus da perversidade.

Em uma observação imediata, parece existir uma conspiração contundente para o infortúnio que assinala os aparentemente bons a benefício dos aparentemente maus.

Anota-se o progresso dos desonestos; o acúmulo de valores dos arbitrários e dos injustos, e a dor que asselvaja, estiolando os que se dedicam ao dever.

O desânimo grassa, enquanto o pessimismo ensombra a cultura moderna. Todavia, tudo isso é somente aparência, porque a grande realidade é que luz a misericórdia de Deus soberana. E é para este momento de trevas que ela acende um sol de primeira grandeza no empíreo tomado pela sombra densa.

Onde a vitória das mentes pervertidas e o triunfo dos desonestos, dos injustos, dos perversos e dos corrompidos? Estarão os cristãos invertendo a ordem dos valores, assinalando somente triunfos? As moedas que se enferrujam, que perdem o valor por decretos e os tesouros que passam de mãos, são vitórias? Onde a glória dos que dominam as consciências com o anestésico da mentira, com a volúpia do suborno e com os recursos da indignidade?

Filhos, mais do que nunca, deve viger em nós a presença do Cristo e dos Seus valores. Lamentar, porque somos convidados à luta para mudar essas estruturas carcomidas? Nunca! Jesus não esteve em época melhor do que esta, nem a sociedade de então se caracterizava por virtudes e valores que não sejam semelhantes aos de hoje.

Não nos enfraqueça a dor, nem se nos arrefeça o entusiasmo, porque os anestesiados gargalham enlouquecidos na esquizofrenia delirante da mentira e da ilusão.

Jesus nos prometeu e deu-nos outra forma de triunfo, que foi sobre a cruz.

Em que página do Seu Evangelho está consignado que os Seus discípulos ganhariam o mundo, o aplauso, a glória ilusória e ridícula, o triunfo da selvageria e o êxito da posição social?

É necessário despertarmos para a profundidade do pensamento do Mestre, que renunciou a todas essas glórias de mentira, aceitando a esperança no reino dos céus, a certeza inalienável da vida imortal.

A dor, meus filhos, é honra que nós devemos desfrutar.

A carne é veiculo transitório, e, como todo veículo, passa breve, sem sentido, sua única finalidade é preparar-nos para a ressurreição triunfal.

Aqueles que O amam, não elegem os triunfos do mundo, que se fazem acompanhar das acerbas lágrimas do arrependimento, da amargura.

Colheis, hoje, a sementeira. Prossegui semeando para o amanhã, sem desalento, e, se por acaso, o desânimo se vos acercar, acendei a candeia da alegria na paisagem do coração.

Não vos enganeis nem enganeis a ninguém, acenando em vossa fé com as glórias enganosas da Terra e as alegrias que entorpecem a mente e deixam vazio o sentimento.

Confiai em Deus!

As vossas, são as alegrias dúlcidas do coração afervorado à verdade, que se derivam da consciência tranquila.

A desencarnação alcança a todos: justos e criminosos, nobres e escravos, sábios e estúpidos. Mas a vida, pujante e verdadeira, soa em igualdade de condições para todos, acenando-lhes as recompensas e justiças de acordo com o trânsito carnal.

Não temais! Enxugai o suor e alegrai-vos sem pessimismo, porque o vosso é o triunfo sobre a cruz e a ressurreição sobre a morte.


Bezerra de Menezes











Emmanuel - Livro Alma e Coração - Chico Xavier - Cap. 11 - Tua mente



Emmanuel - Livro Alma e Coração - Chico Xavier - Cap. 11


Tua mente


Entre os cuidados devidos ao corpo e à alma, recordemos o problema da habitação.

Quanto mais instruída a pessoa, mais asseio na moradia. Nem sempre a residência é rica do ponto de vista material. Vê-se, aí, contudo, limpeza e ordem, segurança e bom gosto.

É imperioso, porém, que o senso de higiene e harmonia não se fixe, unicamente, no domicílio externo. Necessário que semelhante preocupação nos alcance o pouso íntimo.

A mente é a casa do Espírito.

Como acontece a qualquer vivenda, ela possui muitos compartimentos com serventia para atividades diversas. E, às vezes, sobrecarregamos as dependências de nosso lar interior com ideias positivamente inadequadas às nossas necessidades reais.

Quando preconceitos enquistados, teorias inúteis, inquietações e tensões, queixas e mágoas se nos instalam por dentro, dilapidamos os tesouros do tempo e as oportunidades de progresso, de vez que impedimos a passagem da corrente transformadora da vida, através de nossas próprias forças.

Sabemos que uma casa, por mais simples, deve ser arejada e batida de sol para garantir a saúde.

Ninguém conserva lixo, de propósito, no ambiente familiar.

Qualquer perturbação no sistema de esgoto ou na circulação da energia elétrica representa motivos para assistência imediata.

Desde épocas remotas, combatemos a escuridão. Da tocha à candeia e da candeia à lâmpada moderna, esmera-se o homem na criação de recursos com que se defender contra o predomínio das trevas.

Pondera quanto a isso e não guardes ressentimentos e nem cultives discórdias no campo da própria alma.

Trabalha, estuda, faze o bem e esquece o mal, a fim de que te arregimentes contra o nevoeiro da ignorância.

Tua mente — tua casa intransferível. Nela te nascem os sonhos e aspirações, emoções e ideias, planos e realizações. Dela partem as tuas manifestações nos caminhos da vida, e de nossas manifestações nos caminhos da vida dependem o nosso cativeiro à sombra ou a nossa libertação para a luz.


Emmanuel










Emmanuel - Livro de Respostas - Chico Xavier - Cap. 37 - A solicitação do Senhor



Emmanuel - Livro de Respostas - Chico Xavier - Cap. 37


A solicitação do Senhor


O homem que se dizia infeliz, depois de haver implorado o socorro dos Céus, encontrou, em sonho, o Mensageiro do Senhor que lhe falou generosamente:

— O Eterno Benfeitor se enterneceu com as tuas lágrimas e te escutou as petições. Em resposta, recomenda-te coragem a fim de que possas receber o Apoio Divino…

Antes que o Emissário terminasse, o homem quase magoado interferiu:

— Coragem? Acaso não tenho mostrado ausência de medo em toda a minha vida? Guardo medalhas de muitas competições. Escalei o monte mais escarpado de minha região, por seis vezes fui campeão de corridas arriscadas, já montei potros bravos e, por duas vezes, abati onças no sertão…

O Mensageiro, porém, sorriu e esclareceu:

— Sim, tudo isso é para considerar, mas o que o Senhor te pede é a coragem de cumprir o teu próprio dever.


Emmanuel









domingo, 15 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 26 - Em nossas mãos



Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 26


Em nossas mãos


“Venha a nós o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos Céus.” — JESUS (Mateus, 6.10)


Convence-te de que as Leis da Divina Sabedoria não se enganariam.

Situando-te na Terra, por tempo determinado, com vistas ao próprio burilamento que te cabe realizar, trazes contigo as faculdades que o Senhor te concedeu por instrumentos de trabalho.

Encontras-te no lugar certo em que te habilitas a desempenhar os encargos próprios.

Tens contigo as criaturas mais adequadas a te impulsionarem nos caminhos à frente.

Passas pelas experiências de que não prescindes para a conquista da sublimação que demandas.

Recebes os parentes e afeições de que mais necessitas para resgatar as dívidas do passado ou renovar-te nos impulsos de elevação.

Vives na condição certa na qual te compete efetuar as melhores aquisições de espírito.

Sofres lutas compatíveis com as tuas necessidades de conhecimento superior.

Varas acontecimentos dos quais não se te faz possível a desejada liberação, a fim de que adquiras autocontrole.

Atravessas circunstâncias, por vezes difíceis, de modo a conheceres o sabor da vitória sobre ti mesmo.

E em qualquer posição, na qual te vejas, dispões sempre de certa faixa de tempo a fim de fazer o bem aos outros, tanto quanto queiras, como julgues melhor, da maneira que te pareça mais justa e na extensão que desejas, para que, auxiliando aos outros, recebas dos outros mais amplo auxílio, no instante oportuno.

Segundo é fácil de observar, estás na Terra, de alma condicionada às leis de espaço e tempo, conforme o impositivo de autoaperfeiçoamento, em que todos nos achamos, no mundo físico ou fora dele, mas sempre com vastas possibilidades de exercer o bem e estendê-lo aos semelhantes, porque melhorar-nos e elevar-nos, educar-nos e, sobretudo, servir, são sempre medidas preciosas, invariavelmente em nossas próprias mãos.


Emmanuel











Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 12 - Educação no lar



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 12


Educação no lar


“Vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai.” — JESUS. (João, 8:38)

Preconiza-se na atualidade do mundo uma educação pela liberdade plena dos instintos do homem, olvidando-se, pouco a pouco, os antigos ensinamentos quanto à formação do caráter no lar; a coletividade, porém, cedo ou tarde, será compelida a reajustar seus propósitos.

Os pais humanos têm de ser os primeiros mentores da criatura. De sua missão amorosa, decorre a organização do ambiente justo. Meios corrompidos significam maus pais entre os que, a peso de longos sacrifícios, conseguem manter, na invigilância coletiva, a segurança possível contra a desordem ameaçadora.

A tarefa doméstica nunca será uma válvula para gozos improdutivos, porque constitui trabalho e cooperação com Deus. O homem ou a mulher que desejam ao mesmo tempo ser pais e gozadores da vida terrestre, estão cegos e terminarão seus loucos esforços, espiritualmente falando, na vala comum da inutilidade.

Debalde se improvisarão sociólogos para substituir a educação no lar por sucedâneos abstrusos que envenenam a alma. Só um espírito que haja compreendido a paternidade de Deus, acima de tudo, consegue escapar à lei pela qual os filhos sempre imitarão os pais, ainda quando estes sejam perversos.

Ouçamos a palavra do Cristo e, se tendes filhos na Terra, guardai a declaração do Mestre, como advertência.


Emmanuel