quinta-feira, 2 de abril de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Antena Celeste - Azamor Serrão - Cap. 7 - Sementes



Bezerra de Menezes - Livro Antena Celeste - Azamor Serrão - Cap. 7


Sementes


Jesus nos abençõe.

O pensamento é o verdadeiro arquiteto de nossa vida. Sendo a mente uma usina de alta potência, a energia que dela promana tem poder para realizar algo que pode ser bom ou mau, consoante a natureza do pensamento.

Tornemos simples nossa vida, vivendo-a com naturalidade, pensando com acerto, refletidamente, sempre dirigindo nossos pensamentos para o bem. São os pensamentos que determinam o futuro de cada individuo, que poderá ser feliz ou infeliz, com paz ou guerra, conforme a qualidade da semente lançada no curso da existência. Eis porque se faz conveniente selecionar as boas sementes, através da reflexão.

Semente lançada por um pensamento de ódio fará germinar a árvore da vingança, cujos frutos tendem a alimentar a perdição.

Semente lançada por pensamento de censura amarga fará germinar a árvore da indignação, cujos frutos ácidos induzirão à indisciplina.

Semente lançada por pensamento de ociosidade fará germinar a árvore da preguiça onde escasseiam alimentos. Seus frutos serão secos, como a indolência que causa a fome.

Semente lançada por pensamento de orgulho fará germinar a árvore da humilhação, que produz os frutos do ódio e da vingança.

Mas se o pensamento for de amor, nascerá a árvore da amizade pura e duradoura, que adoça a vida das criaturas, santificando-as.

Semente lançada por pensamento de perdão fará germinar a árvore da esperança, cujos frutos sazonados alimentam a alma, enchendo-a de luz.

Semente lançada por pensamento de trabalho fará germinar a árvore da compreensão, cujos frutos despertarão a vontade de servir, do amar ao próximo, sem esperar ser convidado e de entender a caridade como uma imposição do amor divino.

Aprendamos a purificar os nossos pensamentos como iniciação de um porvir promissor, porque é dando que recebemos, é servindo que seremos servidos pela graça de Deus. Como criaturas de Deus, todos necessitamos uns dos outros, do bem servir sem aguardar retribuição. Servir com dedicação e simplicidade; ajudar sem humilhação nem orgulho.

Jesus nos abençõe.


Bezerra de Menezes







(Mensagem de Bezerra de Menezes recebida por Azamor Serrão, transcrita de O Cristão Espírita, Ed. 03 - Dezembro de 1965 - Janeiro de 1966)

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Aristides Spínola - Livro Antologia Espiritual - Espíritos Diversos / Divaldo P. Franco - Cap. 3 - Reencarnação e progresso



Aristides Spínola - Livro Antologia Espiritual - Espíritos Diversos / Divaldo P. Franco - Cap. 3


Reencarnação e progresso


A vida inteligente, na Terra, se examinada exclusivamente do ponto de vista da unicidade da existência corporal, isto é, somente através da encarnação do Espírito, torna-se filosófica e cientificamente caótica, destituída de lógica e sem qualquer sentido ético, digno de respeito.

Não bastasse a documentação paleontológica demonstrando a ancianidade do aparecimento do homem, em trânsito espiritual e anatômico-fisiológico, simultaneamente em diversas partes do planeta, até adquirir as características que possui, nos quase dez milênios próximos passados, o conceito teológico de uma criatura apresentada com todos os atributos de que ora se reveste, assim surgida desde o primeiro momento, igualmente é atentatório à razão e à cultura defluente da investigação.

No período fetal, desde a concepção até a vida extra-uterina, vemos o repetir-se dos períodos anteriores porque passou o ser, nas diversas formas animais que apresenta, revivendo o atavismo ancestral que nele jaz latente.

A imensa variedade dos vertebrados procede, incontestavelmente, do tronco inicial dos invertebrados primeiros, que são, por sua vez, o resultado natural das transformações dos organismos monocelulares, consequência inevitável das combinações da proteína- vírus com os aminoácidos.

Os fenômenos filogenéticos, mesológicos, como os de adaptação, nos sucessivos milhões de anos que precedem ao surgimento dos hominídeos e destes o homo sapiens, encarregaram-se de produzir as transformações e fixações dos biótipos que ora conhecemos com a aparência e as formas definitivas e que, não obstante, ainda permanecem como ensaios da Criação, elaborando novas conquistas, aperfeiçoando órgãos e funções para futuros cometimentos que a vida propõe.

Inegavelmente, no terreno da Filosofia, não podemos desconsiderar o conceito da imanência, adotado por Santo Agostinho, que oferece à matéria terrestre os elementos essenciais para o surgimento das primitivas moléculas que favorecem o campo para a contribuição da transcendência, defendida por Santo Tomás de Aquino, quando a Divindade infundiu o sopro de vida, iniciando- se o processo espiritual, que transita pelas múltiplas formas até revelar a inteligência e o sentimento da emoção enobrecida no homem...

Nessa cadeia quase infinita de desenvolvimento, adquirindo órgãos necessários e abandonando aqueles que perderam a finalidade, vemos o psiquismo conquistando experiências e realizando aquisições que incorpora ao patrimônio íntimo, de que jamais se despojará na sucessão dos tempos, cada vez mais crescendo em complexidades, na maquinaria orgânica, e sabedoria, no conteúdo intelectual.

O mesmo Hálito Divino perpassa em todas as coisas da Natureza, dando-lhe finalidade e sustentando a ordem.

Quando o ser atinge o estágio hominal, passa a usar dos próprios recursos de livre-escolha do caminho a percorrer, no finalismo da determinação a que se encontra Submetido.

Nas faixas mais primárias, tudo nele são automatismos que passam da regularidade inconsciente, à conscientização que decorre da própria lucidez, adquirida a peso de dores, no largo dos milênios.

A partir de então, graças ao uso da razão e da lógica, a fé no futuro aponta-lhe seguras diretrizes de comportamento moral, e mais rápida faz-se-lhe a marcha ascensional para Deus.

Todas as ações produzem equivalentes reações, na ordem inevitável das “leis de causa e efeito”, de que ninguém se consegue eximir.

Na sucessão dos tempos, a fim de auxiliar o crescimento, a evolução da criatura, o Pai Criador permitiu que missionários do amor e da sabedoria mergulhassem nas sombras densas do corpo para viverem as experiências santificantes da fè e do conhecimento, apontando a rota mais segura e o porto final de maior significação para os que se encontravam no mundo.

Encarnando, desencarnando e reencarnando o Espirito elabora o programa que se lhe faz mais pertinente e próprio para a sua felicidade, avançando, detendo-se ou conquistando, na marcha, os componentes e valores que lhe apressam ou retardam o desenvolvimento.

A própria paisagem moral da criatura humana, no planeta, na sua variada gama de expressões e conquistas, demonstra a ancianidade de umas e a juventude de outras, na variação quase inconcebível dos interesses e aspirações.

Por outro lado, os sofrimentos de todos os matizes, que são detectados no ser humano, ao lado dos recursos intelecto-sociais e econômicos que os dessemelham, confirmam a história diferenciada dos comportamentos vividos pelos diversos grupos, embora marchando ao encontro dos mesmos fins.

As aptidões e tendências de que dão mostras os diferentes indivíduos, constituem, sem dúvida, o resultado atávico das suas vivências anteriores.

As afinidades e as antipatias humanas são outro capítulo das recordações inconscientes do ser, unindo- se aos antigos afetos ou buscando-os, enquanto repelem os anteriores inimigos, embora os códigos das Leis Soberanas estabeleçam o impositivo da fraternidade legítima, perdoando-se o mal e fomentando-se todo o bem que se possa e se deve praticar.

A reencarnação é a chave mestra para a decifração dos mistérios da vida, promovendo e dignificando o Espírito, que evolui com os títulos do esforço pessoal, portanto, das próprias conquistas sob a sublime paternidade de Deus.

Não foi por outra razão que Jesus postulou: “Nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou se perderá”, para logo completar: “Ninguém entrará no reino de Deus sem pagar a dívida inteira, ceitil por ceitil”, ao que o Espiritismo adiu: “Nascer, viver, morrer e renascer ainda, tal é a lei.”

A reencarnação pode ser considerada como a alma da justiça ínsita na vida, definindo: conforme hoje vive o homem, assim ele estabelece as linhas e os recursos de que necessita para a existência de amanhã.


Aristides Spínola












Advogado, político e jornalista, Aristides de Souza Spínola (29 de agosto de 1850 - 9 de julho de 1925) ingressou na Federação Espírita Brasileira em 1905, convidado por Pedro Richard e, no mesmo ano, ocupa a vice-presidente até 1913, retornando ao posto em 1920-21 e por último em 1925 até a data de sua desencarnação. Na presidência da Casa de Ismael atuou nos anos de 1914, 1916 e 1917, e novamente entre 1922 e 1924. 

Em 1891, esteve na equipe que fundou o Jornal do Brasil — um dos periódicos de alcance nacional no século seguinte —, desenvolvendo artigos na seção de política. Antes disso, colaborou na Gazeta da Tarde. 

Trabalhador da Casa Mãe do Espiritismo no Brasil por 20 anos, destacou-se na advocacia pela FEB, estando à frente todas as vezes em que o Espiritismo foi ameaçado por decretos, sob a forma de perseguições aos médiuns, por exercício ilegal da medicina. 

Sólida erudição espírita, teológica e jurídica projetaram-lhe o nome dentro e fora do campo espírita, sendo-lhe admirados o critério e a ponderação com que resolvia os problemas administrativos, bem como o espírito evangélico e conciliador nos mais delicados e controvertidos assuntos. 

FEB - Federação Espírita Brasileira
Leia mais sobre sua história: Biografia de Aristides de Souza Spínola





Emmanuel - Livro Seguindo Juntos - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 17 - Na ação de pedir



Emmanuel - Livro Seguindo Juntos - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 17


Na ação de pedir


"Portanto eu vos digo: Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á." (Lucas, 11:9)


Em matéria de rogativa, lembremo-nos de que o Senhor adverte: — Buscai e achareis. E acrescenta em outra passagem: — Batei e abrir-se-vos-á.

Naturalmente que o imperativo “buscai” não se refere ao menor esforço, em cujas malhas encontramos o próprio furto a fantasiar-se de inteligência.

Notificava-nos o Cristo que para encontrar o que desejamos é imprescindível diligenciar o melhor, através do reto cumprimento de nossas obrigações.

Decerto, igualmente, quando nos disse “batei”, não se reportava à insistência com que mãos preguiçosas costumam espancar a porta de vidas nobres sem tempo para perder.

Induzia-nos o Eterno Amigo a perseverar no desempenho das tarefas que o mundo nos assinala, muita vez, chorando e sofrendo, mas firmes em nossos postos de luta digna para que o destino, com a Bênção da Lei, nos abra novos caminhos à ascensão e à felicidade.

Em suma, no texto, reconhecemos que o trabalho respeitável deve preceder-nos quaisquer rogos, não apenas à frente dos anjos, mas também diante dos homens, de vez que o serviço é a justa credencial que nos valoriza o verbo.

Pedir, sem retaguarda de ação a endossar-nos o anseio, seria o mesmo que tentar construir sem base ou demandar sem direito.

Saibamos, hoje e sempre e seja onde for, trabalhar na extensão do bem, conquistando naqueles que nos partilham a marcha a bênção da simpatia e a força da confiança.

Todo empréstimo em câmbio de responsabilidades essenciais, reclama crédito e garantia.

Por isso mesmo, a própria experiência da vida rotulou a conversação brilhante, mas inútil, por simples demagogia e abraçou no culto do bem a luz que dissipa a sombra, abolindo os sofrimentos da penúria e as chagas da ignorância.


Emmanuel











terça-feira, 31 de março de 2026

Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo P. Franco - Cap. 7 - Para que?

 

Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo P. Franco - Cap. 7


Para que?


"622. Confiou Deus a certos homens a missão de revelarem a sua lei”?

"Indubitavelmente. Em todos os tempos houve homens que tiveram essa missão. São Espíritos superiores, que encarnam com o fim de fazer progredir a Humanidade." (O Livro dos Espíritos)


Você é instrumento nas mãos do Divino Mestre, para que as excelsas melodias da Boa Nova repitam irrepreensivelmente a harmoniosa mensagem da vida ao mundo atormentado; vexilário da fé ardente que o Espiritismo propaga, para que as lições da imortalidade cheguem aos ouvidos dos transeuntes dos caminhos da carne; 

cultor do bem, em nome do Bem Sem Limite, difundindo a esperança de melhores horas, a fundamentá-las na vitória da luz; artista do verbo são, compondo hinos comoventes em virtuosismos superiores, para que a alegria reine entre os companheiros em marcha; 

servidor da caridade edificante, em realizações substanciais, desde quando a cristalina gota da fé visitou o seu espírito, para espalhar a confiança entre as criaturas em nome do Supremo Pai; 

conselheiro diligente, na excelência da opinião oportuna, para que a tarefa da verdade siga o caminho da honra, espargindo serenidade em todas as consciências; pugnador da castidade física, em tormentosas renúncias, feitas de silêncio e oração, para que a fé resplandeça nos que o seguem, fixando a lição do seu exemplo; 

alma livre da posse, desdenhando os liames retentivos dos objetos e pessoas, valorizando o sacrifício e o esforço, para que a vitória do seu espírito se faça chamamento para os outros.

E você é somente aprendiz do Excelso Mestre.

Honre o título de discípulo e não desfaleça.

Proceda a execução segura, definida e clara das suas obras, para que em nome d´Ele, o Reino Divino se manifeste mais rapidamente onde você estiver, qual fosse "um Espírito superior que se reencarnou com o fim de fazer progredir a Humanidade", revelando, pela palavra e pelo exemplo, a lei de Deus.


Marco Prisco
















Emmanuel - Livro Coletânea do Além - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 32 - A ironia e a verdade



Emmanuel - Livro Coletânea do Além - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 32


A ironia e a verdade


Nas grandes horas, nunca falta a ironia, em derredor dos servidores da Verdade Eterna. 

E, para confortar os seus seguidores, suportou-a Jesus, heroicamente, no extremo testemunho. 

Amara a todas as criaturas de seu caminho, com igual devotamento, servira-as, indistintamente, entregando-lhes os bens de Deus, sem retribuição, exemplificara a simplicidade fiel e multiplicara os beneficiários de todos os matizes, em torno de seu coração por onde passasse. 

Desdobrava-se-lhe o Apostolado Divino, sem vantagens materiais e sem interesses inferiores, mas os homens arraigados à Terra não lhe toleraram as revelações do Céu.  

Porque não podiam destruir-lhe a verdade, entregaram-no à justiça do mundo e, tão logo organizado o processo infamante, a ironia rondou o Senhor até a crucificação.

Trouxera o Evangelho Libertador à Humanidade e recebeu a calúnia e a perseguição.

Ele, que ouvia a Voz Suprema, foi preso por varapaus.

Distribuíra benefícios para todos os séculos, contudo, foi segregado num cárcere.

Vestira as almas de esperança e paz, no entanto, impuseram-lhe a túnica do escárnio.

Ensinara sublimes lições de renúncia e humildade e foi submetido a perturbadores interrogatórios pelos acusadores sem consciência.

Rompera as algemas da ignorância, entretanto, foi coagido a aceitar a cruz.

Coroou a fronte dos semelhantes com a luz da libertação espiritual, todavia, foi coroado de espinhos ingratos.

Oferecera carícias aos sofredores e desamparados do mundo, recebendo açoites e bofetadas.

Fundara o Reino do Amor Universal e obrigaram-no a empunhar uma cana à guisa de cetro.

Ensinou a ordem entre os homens pela perfeita fidelidade ao Supremo Senhor e o boato lhe pôs na boca expressões que nunca pronunciou.

Abrira na Terra a fonte das Águas Vivas, entretanto, deram-lhe vinagre quando tinha sede.

Ele que amara a simplicidade, a religião e o respeito, foi crucificado seminu, sob o cuspo da perversidade, entre dois ladrões.

Jesus, porém, sentindo embora a ironia que o cercava, não reclamou, nem feriu a ninguém, não comprometeu os companheiros, nem exigiu a consideração de seus deveres. Compreendeu a ignorância dos homens, rogou para eles o perdão do Pai e dirigiu-se a outros trabalhos, no seu divino serviço à Humanidade.

Nenhum servidor fiel do bem, portanto, escapará ao assédio da ironia.  

É preciso, porém, recordar o Mestre, evitar o escândalo, pedir ao Supremo Pai pelos escarnecedores infelizes e continuar trabalhando com o Senhor, dentro da mesma confiança do primeiro dia.


Emmanuel











segunda-feira, 30 de março de 2026

Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Chico Xavier - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 44 - Caridade da paz



Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Chico Xavier - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 44


Caridade da paz


"Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus." — JESUS (Mateus, 5:9)


Um tipo de beneficência ao alcance de todos e que não se deve esquecer — ocultar os próprios aborrecimentos, a fim de auxiliar.

É provável hajas iniciado o dia, sob a intromissão de contratempos que te espancaram a alma. À vista disso, se exibes a figura da mágoa, na palavra ou na face, ei-la que se expande, à feição de tóxico mental, atacando a todos os que se deixem contagiar.

E qual acontece, quando a poeira grossa te invade o reduto doméstico, obrigando-te à recuperação e limpeza, após te desequilibrares em aspereza e irritação, reconheces-te no dever de reparar os danos havidos, despendendo força e diligência em solicitar desculpas e refazer os próprios brios, aqui e ali, como quem se empenha a suprimir os remanescentes de laboriosa faxina.

Se te alteias, no entanto, acima de desgostos e inquietações, mantendo tranquilidade e bom ânimo, para logo a tua mensagem de otimismo e renovação prossegue adiante, de modo a espalhar bênçãos e criar energias, angariando-te simpatia e cooperação.

Os estados negativos da mente, como sejam tristeza e azedume, angústia ou inconformidade, constituem sombras que o entendimento e a bondade são chamados a dissipar.

Recordemos o donativo da paz que a todos nos compete distribuir, a benefício dos outros, evitando solenizar obstáculos e conflitos, aflições ou desencantos, que nos surpreendem a marcha. E permaneçamos claramente informados de que a única fórmula para o exercício dessa beneficência da paz, em louvor de nossa própria segurança, será sempre esquecer o mal e fazer o bem, porquanto, em verdade, tão somente a criatura consagrada a trabalhar, servindo ao próximo, não dispõe de recursos para entediar-se e nem encontra tempo para ser infeliz.


Emmanuel








(Reformador, fevereiro de 1972, p. 28)

Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 11 - Conforto



Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 11


Conforto


“Se alguém me serve, siga-me.” — JESUS. (João, 12:26)


Frequentemente, as organizações religiosas e mormente as espiritistas, na atualidade, estão repletas de pessoas ansiosas por um conforto.

De fato, a elevada Doutrina dos Espíritos é a divina expressão do Consolador Prometido. Em suas atividades resplendem caminhos novos para o pensamento humano, cheios de profundas consolações para os dias mais duros.

No entanto, é imprescindível ponderar que não será justo querer alguém confortar-se, sem se dar ao trabalho necessário…

Muitos pedem amparo aos mensageiros do Plano invisível; mas como recebê-lo, se chegaram ao cúmulo de abandonar-se ao sabor da ventania impetuosa que sopra, de rijo, nos resvaladouros dos caminhos?

Conforto espiritual não é como o pão do mundo, que passa, mecanicamente, de mão em mão, para saciar a fome do corpo, mas, sim, como o Sol, que é o mesmo para todos, penetrando, porém, somente nos lugares onde não se haja feito um reduto fechado para as sombras.

Os discípulos de Jesus podem referir-se às suas necessidades de conforto. Isso é natural. Todavia, antes disso, necessitam saber se estão servindo ao Mestre e seguindo-o. 

O Cristo nunca faltou às suas promessas.   

Seu reino divino se ergue sobre consolações imortais; mas, para atingi-lo, faz-se necessário seguir-lhe os passos e ninguém ignora qual foi o caminho de Jesus, nas pedras deste mundo.


Emmanuel