terça-feira, 22 de setembro de 2026

Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 161 - No esforço comum



Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 161


No esforço comum


“Não tens do que gloriar-vos. Não sabeis que um pouco de fermento corrompe toda a massa?” — PAULO (1 Coríntios 5:6).


Não nos esqueçamos de que nossos pensamentos, palavras, atitudes e ações constituem moldes mentais para os que nos acompanham.

Cada dia, por nossa vez, sofremos a influência alheia na construção do próprio destino.

E, como recebemos conforme atraímos, e colhemos segundo plantamos, é imprescindível saibamos fornecer o melhor de nós, a fim de que os outros nos proporcionem o melhor de si mesmos.

Todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam.

Todas as tuas palavras gerarão impulsos nos que te ouvem.

Todas as tuas frases escritas gerarão imagens nos que te leem.

Todos os teus atos são modelos vivos, influenciando os que te cercam.

Por mais que te procures isolar, serás sempre uma peça viva na máquina da existência.

As rodas que pousam no chão garantem o conforto e a segurança do carro.

Somos uma equipe de trabalhadores, agindo em perfeita interdependência.

Da qualidade do nosso esforço nasce o êxito ou surge o fracasso do conjunto.

Nossa vida, em qualquer setor de luta, é uma grande oficina de moldagem.

Escravizar-nos-emos ao cativeiro da sombra ou libertar-nos-emos para a glória da luz, de conformidade com os moldes vivos que as nossas diretrizes e ações estabelecem.

Lembremo-nos da retidão e da nobreza nos mais obscuros gestos.

Recordemos a lição do Evangelho.

“Um pouco de fermento leveda a massa toda.” 

Façamos do próprio caminho abençoado manancial de trabalho e fraternidade, auxílio e esperança, a fim de que o nosso Hoje Laborioso se converta para nós em Divino Amanhã.


Emmanuel












Marco Prisco - Livro Diretrizes para uma Vida Feliz - Divaldo Pereira Franco - Cap. 14 - Somente você pode



Marco Prisco - Livro Diretrizes para uma Vida Feliz - Divaldo Pereira Franco - Cap. 14


Somente você pode


Por mais que alguém o ame, as tarefas que lhe dizem respeito somente você as pode executar.

Experiência é conquista individual intransferível.

No processo de crescimento intelecto-moral a que você se encontra vinculado, não faltam desafios, que somente você pode enfrentar.

Evolução é conquista interior que cada ser elege com sacrifício.

No turbilhão das dificuldades nas quais você se encontra envolvido, aguardando que as pessoas queridas contribuam para libertá-lo das suas intrincadas malhas constritoras, somente você possui os recursos para lográ-lo.

Felicidade é aquisição sacrificial de cada Espírito na luta pela sublimação.

Em face das perseguições que surgem pelo seu caminho de iluminação, muitos corações queridos podem apoiá-lo, mas somente você dispõe dos meios para manter-se tranquilo.

A verdadeira paz, a da consciência, é fruto do dever altamente cumprido.

Julgado negativamente por uns e acusados por outros, não espere ajuda de fora, porque somente você pode avaliar quanto à justeza ou não dessas atitudes.

A dignidade real resiste a todos os argumentos da perversidade e da ignorância humana.

No curso da existência terrestre, cada passo dado enseja o encontro de novos patamares para a ascensão. Ninguém tem como alçá-lo moralmente, somente você pode autossuperar-se para alcançar as alturas espirituais.

Crescimento interior é resultado de grande empenho e contínua ação.

Na chuva torrencial das perturbações, pessoa alguma conseguirá liberá-lo com ternura, somente você pode conseguir os equipamentos para resguardar-se e esperar o estio da paz.

Bem-estar é a coroa da confiança e da ação no Bem.

Pessoas-problemas são uma constante no trânsito carnal de todos, sempre criando dificuldades para os outros, porque são infelizes. Por mais que os amigos lhes resistam às calúnias assacadas contra sua vida e o seu labor, somente você pode anular o Mal que delas provém, mediante o comportamento honorável que mantenha.

Equilíbrio é medida que define a evolução moral de cada Espírito na luta redentora. 

Acossado pela inveja de uns e estigmatizado pela sordidez de outros, ninguém lhe impedirá o sofrimento, somente você pode superar o mal, para permanecer fiel ao dever abraçado.

Fidelidade ao trabalho é o selo do amor colocado no sentimento dedicado. 

Mesmo que os melhores amigos o cerquem de carinho, reconfortem-no e o auxiliem nas atividades a que se entrega, somente você pode se harmonizar, utilizando-se das palavras corretas e da conduta certa a que oferece a existência. Triunfo é patamar de temporário uso, porque novos voos aguardam o Espírito audacioso.

Nunca se detenha ante a necessidade de realizar o Bem.

Não anote dificuldades, arrole vitórias.

Não relacione obstáculos, aponte realizações.

Num mundo hostil e perverso, Jesus inaugurou a Era do Amor e demonstrou que somente Ele é o Rei inconquistado. Siga-O, porque essa atividade somente você poderá realizar em benefício próprio.


Marco Prisco

















Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 4 - Cizânia



Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 4


Cizânia


O espírito de cizânia que predomina em muitos grupos humanos decorre dos conflitos de indivíduos que não se encontram psicologicamente amadurecidos para o convívio em sociedade.

Sempre encontram razão para gerar dificuldades nos relacionamentos, apontando erros e poupando-se a solucioná-los.

Enfrentando desafios interiores de ajustamento e equilíbrio pessoal, transferem para os outros os tormentos de que são objeto, criando situações embaraçosas, perturbando a ordem, apresentando-se como salvadores dos demais e vítimas de todos.

Atormentados, em si mesmos, não creem nos valores ético morais do grupo em que se encontram, tornando-se, invariavelmente, aqueles que sempre discordam, que possuem melhores e mais profundos conhecimentos, no entanto, que se dizem perseguidos e malsinados.

Apresentam-se, não poucas vezes, travestidos de uma humildade que estão longe de possuir, ou são arrogantes, prepotentes, atribuindo-se valores que igualmente não possuem.

Agitados, dão a impressão de operosos, quando, em realidade, são apenas instáveis emocionalmente, abraçando diferentes propostas de trabalho, que não sabem executar.

Habilmente, apresentam suas ideias, mas transferem o esforço para os outros, desejosos sempre que os seus amigos abandonem os seus próprios compromissos, a fim de ajudá-los naquilo que pretendem, por considerarem ser de suma importância, quando não passam de campeonatos de vaidade pessoal e de promoção do ego.

São gentis na aparência, e, quando contrariados; logo apresentam a outra face, a da agressividade.

Impulsivos, falam sem pensar, escrevem desarrazoadas acusações, dominados pela ira, acreditando-se únicos possuidores da verdade, que dizem defender.

São insinuantes, a princípio, para logo demonstrarem as reações íntimas e absurdas.

Fazem-se iracundos com facilidade e expressam sentimentos que não são verdadeiros, quando desejam conquistar simpatizantes para os seus objetivos.

Insinuam-se com facilidade onde desejam reinar, a fim de alterarem o clima de fraternidade, mediante intrigas bem trabalhadas, acusações descabidas, frutos da inveja e da insensatez.

A cizânia é uma arte terrível, de que se utilizam os Espíritos moralmente fracos, para torpedearem as realizações edificantes.

Tem cuidado com eles.

Não disponhas do teu tempo, gastando-o inutilmente nas discussões infindáveis que geram, a fim de lograrem a autopromoção.

Incapazes de produzir com elevação moral exaltam-se como grandes realizadores, assim diminuindo o esforço dos outros, de, que se utilizam, na condição de defensores dos Espíritos nobres que deram, sua quota de sacrifício em favor dos ideais que abraçavam, como se estes necessitassem dos seus encômios e referências.

Esses indivíduos encontram-se por toda parte.

Imiscuem-se nos labores edificantes que já encontraram em realização, desejando a autopromoção, e logo geram dificuldades que perturbam e produzem sofrimento às pessoas honestas, normalmente suas vítimas.

São acusadores sistemáticos, perversos, dissimulando-se de colaboradores ou apresentando-se como vigias que ajudam, preservando o patrimônio superior que dizem ameaçado.

Não se dão conta de que os ideais sempre vicejaram antes deles, prosseguirão apesar deles e após passarem no rumo da sepultura...

Se te encontras abraçando uma realização dignificadora, não ficarás livre da sua peçonha, nem dos seus espículos.

Não percas tempo defendendo-te ou acusando-os.

Segue adiante!

Ninguém alcança o acume de um monte, se permanece na baixada, evitando cair nos precipícios ou tentando eliminá-los.

Tampouco procures justificar-te, quando eles criarem embaraços para os teus pés.

Considera-os doentes espirituais e compadece-se das suas façanhas infelizes, mas não pretendas salvá-los.

Cuida de promover o teu serviço, dando-lhe continuidade e vivenciando-o com alegria, sem queixas nem reclamações.

Mesmo o Colégio Apostólico sofreu, periodicamente, o fermento da cizânia, que o amor de uns e a abnegação de outros conseguiram diluir.

Desde que não buscas o aplauso, nem os benefícios imediatos do reconhecimento humano, prossegue em frente, aplainando o solo do ideal, ensementando as plântulas que formarão a paisagem do futuro, enfrentando sol e chuva, calor e frio, com o entusiasmo de quem se entrega a Deus e nEle confia.

O espírito de cizânia é artifício do Mal, que se apresenta em todos os segmentos da sociedade de hoje, como existiu ontem, e provavelmente ainda estará presente por algum período nos dias do futuro.

Nunca desanimes, nem te deixes influenciar pelas propostas da cizânia.

Enquanto luz o amor, serve e passa.

Deixa que prossiga vicejando o entusiasmo haurido no Bem e nada poderá impedir-te o avanço.

Trabalha-te interiormente o lado negativo da personalidade e luariza-te, harmonizando-te no próprio ideal de produzir para a Verdade.

Com essa disposição chegarás ao túmulo sem recordações infelizes, sem tormentos dispensáveis e com inefável alegria.

Vencendo-te, a ti mesmo, terás conseguido a maior vitória da existência carnal.


Joanna de Ângelis












Nota: Quando Joanna de Ângelis fala sobre a "cizânia" (que significa discórdia, fofoca ou divisão), ela está se referindo àquelas situações em que pessoas com conflitos internos tentam desestabilizar grupos, criar intrigas e minar o trabalho do bem. (Nepe Search)




segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Emmanuel - Livro Taça de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7 - A tradução divina



Emmanuel - Livro Taça de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7


A tradução divina


Todos buscamos a confortadora emoção do contato com Jesus através de exposições variadas da Boa Nova, nas mais diversas línguas.

Sedentos de luz, tentamos interpretações novas do Mestre, em novos tons e diferenciados estilos. Estudamos passagens múltiplas de seu apostolado, gastando dias e existências na pesquisa de valores da Revelação. Por vezes, discutimos, acaloradamente, transformando-nos, não raro, em ásperos paladinos da verdade, na ânsia de aproximação do Amigo Divino, consumindo o tempo na experimentação, no exame, na expectativa…

Mas, se na realidade somos os aprendizes de muitos séculos, ouvintes e beneficiários do Sublime Orientador que jamais se enfada de nossas indagações, quase sempre caracterizadas pela imobilidade, famintos de bênçãos a procura de exposições humanas dos ensinamentos do Céu, o Senhor aguarda, igualmente, com justificada sede de compreensão, a tradução divina do seu Evangelho de Amor, em nossas próprias vidas, nas linhas retas de nossas atitudes, nas frases construtivas do nosso sentimento, nos trechos edificantes de nossos testemunhos de fé e nos discursos substanciais de nossas ações de fraternidade e serviço, elevação e regeneração, uns à frente dos outros.

Entre nós, precisamos de letrados e oradores, de artistas intelectuais e de mordomos do verbo para semear a Boa Nova, mas Jesus pede simplesmente irmãos e amigos, companheiros e lidadores, tocados de confiança, simplicidade e dedicação, que lhe expressem no mundo a conceituação dignificante da vida.

Esforcemo-nos para que não estejamos somente aptos a traçar a fraseologia convincente e brilhante, por intermédio da palavra ou do lápis, ensinando a ciência da renovação para a vida superior, que nos constitui elevado dever, mas que nos habilitemos também à divina tradução do Testamento de Luz, convertendo as nossas experiências em páginas vivas de exemplificação santificante e beleza imortal.


Emmanuel










Psicografia em Reunião Pública. 12-6-1950. Centro Espírita Luiz Gonzaga, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas.


Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 8 - Dissipando sombras



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 8


Dissipando sombras


Concentremos nossas forças no propósito de amar os nossos inimigos, segundo os preceitos do Cristo, para que as sombras se mostrem dissipadas.


Batuíra










Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 16 - No ato de julgar



Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 16


No ato de julgar


Não prescindas do amor que devemos a todas as cousas e a todas as criaturas para que não te falte luz ao entendimento.

Analisando os desequilíbrios do mundo, reflete na Infinita Bondade que assegura a trajetória da Terra, no caminho dos astros, e reconhecerás que toda desarmonia é superficial e aparente.

Observando os conflitos da Humanidade, relaciona os sacrifícios daqueles que te abriram o sulco luminoso do progresso aos próprios passos e, inventariando-lhes as lágrimas anônimas, aperfeiçoarás com teu esforço a estrada para aqueles que te sucederão no futuro.

Apreciando os erros de alguém, medita nos ideais e nas esperanças superiores que decerto lhe povoaram o coração, e compreenderás que outro comportamento talvez lhe assinalasse a jornada, se possuísse oportunidades iguais às tuas.

Diante daqueles que os tribunais humanos classificam à conta de delinquentes, pensa nas comovedoras aspirações das mães que lhes afagaram o berço e compaixão imensa nascerá de tua alma, ensinando-te a auxiliar ao invés de ferir.

Longo e alcantilado é o trilho da evolução!…

Compadece-te de todos aqueles que voltaram à estaca de início, para recomeçar o caminho a pés sangrentos.

No entanto, além da piedade, oferece-lhes braços compreensivos e diligentes, porque amanhã será talvez o teu dia de cansaço e tristeza, desencanto e desilusão, quando reclamarás igualmente o concurso de mãos fraternas a te refazerem as energias ou a te recomporem os membros desconjuntados.

Sobretudo, não condenes, nem amaldiçoes, em circunstância alguma, porque o Cristo de Deus ainda não desesperou de nossas fraquezas e hoje, tanto quanto ontem, procura com amor e paciência, libertar-nos a visão da trave do egoísmo e da crueldade, da indiferença e da ignorância, para que com Ele venhamos a cooperar na sustentação da segurança e da paz.


Emmanuel










Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 90 - De coração puro



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 90


De coração puro


“Amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro.” — PEDRO (1 Pedro, 1:22).


Espíritos levianos, em todas as ocasiões, deram preferência às interpretações maliciosas dos textos sagrados.

O “amai-vos uns aos outros” não escapou ao sistema depreciativo. 

A Esfera superior, entretanto, sempre observa a ironia à conta de ignorância ou infantilidade espiritual das criaturas humanas.

A sublime exortação constitui poderosa síntese das teorias de fraternidade.

O entendimento e a aplicação do “amai-vos” é a meta luminosa das lutas na Terra. 

E a quantos experimentam dificuldade para interpretar a recomendação divina temos o providencial apontamento de Pedro, quando se reporta ao coração puro.

Conhecem os homens alguns raios do amor que não passam de réstias fugidias, a luzirem através das muralhas dos interesses egoísticos, porque a maioria das aproximações de criaturas, na Crosta da Terra, inspiram-se em móveis obscuros e mesquinhos, no terreno dos prazeres fáceis ou das associações que se dirigem para o lucro imediatista.

O amor a que se refere o Evangelho é antes a divina disposição de servir com alegria, na execução da Vontade do Pai, em qualquer região onde permaneçamos.

Muita gente afirma que ama, contudo, logo que surjam circunstâncias contra os seus caprichos, passa a detestar. Gestos que aparentavam dedicação convertem-se em atitudes do interesse inferior.

Relativamente ao assunto, porém, o apóstolo fornece a nota dominante da lição. Amemo-nos uns aos outros, ardentemente, mas guardemos o coração elevado e puro.


Emmanuel