domingo, 12 de abril de 2026

Emmanuel - Livro Janela para a Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 10 - Anotações no caminho



Emmanuel - Livro Janela para a Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 10


Anotações no caminho


Não podes negar que o progresso no mundo te criou exigências de todo porte.

Vivendo numa época dedicada ao culto da velocidade, em que necessitas correr, mentalmente, no encalço das horas, a fim de satisfazer aos próprios encargos, é indispensável adotes a serenidade por suporte de todas as decisões.

Quanto mais complexidade nos assuntos, mais compreensão para clareá-los.

Quanto mais urgência, mais calma.

Imaginemos o corpo físico na posição do carro que diriges.

Os preceitos de paz que asseguram a consciência tranquila assemelham-se aos sinais do trânsito.

E as várias províncias do envoltório físico lembram peças de constituição específica a exigirem cuidado para que não se desgastem sem razão.

Aproveitemos o lembrete para fixar o respeito que nos cabe às próprias condições e às condições alheias, de modo a não nos perdermos em cogitações inúteis.

Em quaisquer circunstâncias, abstém-te de avançar no regime da precipitação desnecessária.

Não atravesses, à frente dos companheiros, em ocasiões nas quais semelhantes manobras são desaconselháveis.

Não exijas que os outros viajem na Terra em veículos iguais ao teu, conformando-te com a realidade de que nas estradas cada pessoa segue a seu modo.

Compadece-te dos irmãos do caminho que se mostrem inábeis, imprudentes, distraídos ou disparados, ignorando os perigos da rebeldia e da indisciplina.

Em suma, escora-te na paciência e exerce a tolerância, amparando o próximo quanto puderes, de vez que empregando a paciência e a tolerância, onde estiveres, auxiliarás aos próprios Mensageiros da Providência Divina para que eles também te possam auxiliar.


Emmanuel










Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. VII - João Nunes Maia - Cap. 34 - Momento decisivo



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. VII - João Nunes Maia - Cap. 34


Momento decisivo


340. É solene para o Espírito o instante da sua encarnação? Pratica ele esse ato considerando-o grande e importante?

“Procede como o viajante que embarca para uma travessia perigosa e que não sabe se encontrará ou não a morte nas ondas que se decide a afrontar.”

A.K.: O viajante que embarca sabe a que perigo se lança, mas não sabe se naufragará. O mesmo se dá com o Espírito: conhece o gênero das provas a que se submete, mas não sabe se sucumbirá. Assim como, para o Espírito, a morte do corpo é uma espécie de renascimento, a reencarnação é uma espécie de morte, ou antes, de exílio, de clausura. Ele deixa o mundo dos Espíritos pelo mundo corporal, como o homem deixa este mundo por aquele. Sabe que reencarnará, como o homem sabe que morrerá. Mas, como este com relação à morte, o Espírito só no instante supremo, quando chegou o momento predestinado, tem consciência de que vai reencarnar. Então, qual do homem em agonia, dele se apodera a perturbação, que se prolonga até que a nova existência se ache positivamente encetada. À aproximação do momento de reencarnar, sente uma espécie de agonia.  (O Livro dos Espíritos - 2 ª Parte - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - Cap. VII - Da volta do Espírito à vida corporal. - Prelúdio da volta)


Nos momentos decisivos em que se aproxima da reencarnação, o Espírito se perturba e é tomado de emoções diferentes das que sente em horas de alegria. Soa para ele a entrada na vida física, aconchegando-se mais à intimidade da sua futura mãe. Os laços se confundem com o sistema emotivo da mãezinha em preparo para gerar um corpo na oficina de Deus, no seu mundo íntimo. Lágrimas e alegrias se manifestam nas linhas mais puras do amor.

Para nós do mundo espiritual, a morte é quando se reencarna e a alma entra na vida quando desencarna; contudo, o estado da alma que entra nesses processos é que vai decidir onde ela vai entrar, se no céu ou no inferno. Copiando Jesus, tornamos a dizer, a felicidade começa na intimidade do Espírito, como a água pura que se bebe se encontra no seio da terra.

Devemos purificar nossa mente em todos os quadrantes do entendimento, fazer exercícios todos os dias para melhorarmos com Jesus, que Ele, sendo o nosso Guia, não nos deixará desviar dos caminhos que nos levam a libertação. Ele tudo faz para compreendermos as leis de Deus, mas, não pode compreender por nós. A nossa luz é individual, e somente nós, com as bênçãos de Deus, poderemos acendê-la, mostrando aos que têm olhos para ver que estamos sendo escolhidos para o despertamento espiritual.

Somos um conjunto, como rebanho de Jesus Cristo, todos juntos com os mesmos ideais, não obstante, cada criatura tem um destino a seguir e forças a liberar. É preciso despertar a criatividade em favor do bem de todos, ajudando no ponto em que formos chamados, a unir todas as nações e todos os homens, para que eles compreendam o amor e amem; compreendam a caridade pura e a pratiquem, compreendam o perdão e perdoem.

Lembremo-nos, porém, que somente poderemos ajudar onde estivermos, pelo exemplo da nossa vida. O exemplo se irradia em todos os rumos, atingindo todas as criaturas, de maneira a cooperar na transformação dos mundos internos de todas elas. Se desejamos transformar-nos por fora, mudemos por dentro.

O Espírito que entra pela porta estreita, como já dissemos, da reencarnação, é como que um viajante, no dizer de "O Livro dos Espíritos", que decide viajar sem saber ao certo se vencerá os obstáculos do caminho. Se podemos dizer, é uma aventura necessária à sua evolução. É nesse sentido que as escolas espirituais trabalham, para encorajar todos os Espíritos que descem à Terra, nas linhas das vidas sucessivas, a fim de não voltarem do meio do caminho, complicando assim as outras voltas que se devem suceder.

Podemos começar o trabalho de preparo para novas reencarnações, na caridade, no entendimento e mesmo no amor. A Doutrina Espírita vem nos esclarecer todos os pontos frágeis que temos. O lema do Espiritismo é: "Educai-vos e instrui-vos". Desta forma, não cairemos em novas tentações.

O Espírito, conforme o seu entendimento, na hora do nascimento, ou melhor, no momento das ligações dos primeiros laços ao corpo que deve se formar, sente que está morrendo, perdendo a consciência, para depois recuperá-la gradativamente com o crescimento do corpo, mas não na totalidade dos poderes do Espírito; apenas pequena percentagem de consciência, no sentido de que os nossos esforços como prisioneiro na carne possam criar um compromisso dos nossos deveres ante as promessas aceitas.

Mas, a bondade de Deus é tamanha, que em todos esses lances temos amigos espirituais que nos acompanham como pais, de onde vertem todo o carinho e amor, a nos mostrar os caminhos da Luz. E tudo isso depende das nossas decisões de acertar com Jesus no coração.


Miramez














Bezerra de Menezes - Livro Filosofia Espírita - Vol. VII - Miramez / João Nunes Maia - Prefácio



Bezerra de Menezes - Livro Filosofia Espírita - Vol. VII - Miramez / João Nunes Maia


Prefácio


Aqui está o volume VII, da “Filosofia Espírita”, que vem nos mostrar “O Livro dos Espíritos” com mais fulgor, no que tange à compreensão dos seus mais profundos ensinamentos.

É dever de todos os Espíritos orar, meditar e estudar para compreenderem melhor o livro básico da Doutrina dos Espíritos. E com a ajuda do nosso Miramez, através dessa coleção, tornar-se-á mais fácil esse entendimento, facultando aos irmãos uma assimilação mais rápida dos assuntos nela expostos. É a misericórdia divina se nos mostrando toda cheia de amor.

Caro leitor, se já leste “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, torna a estudá-lo; se já o estudaste, consulta-o de novo, e se já o consultaste, procura gravar mais seus ensinamentos. E aí, então, é que deves ler esta série, portadora de luzes espirituais, que prossegue no ideal de fazer mais conhecida a Doutrina dos Espíritos, sob a égide de Jesus Cristo, nosso Mestre e Senhor.

Quantos assuntos abordados, quantos assuntos ventilados! E é neste correr de estudos que acumulas mais entendimento, aumentando o teu celeiro de valores imperecíveis. Podes saber que serás compensado por esse esforço que ora estás fazendo em ler esta obra, e se podes, divulga esses ensinamentos, que são sementes que sairás a semear. Se és semeador, colherás frutos que o bem se encarregará de te devolver, enriquecidos pelo amor.

A caridade está nos procurando hoje por várias modalidades, e essa é uma delas, e das mais sublimes: ajudar ao próximo no que se refere ao esclarecimento, onde podes conhecer a verdade e mostrar essa mesma verdade àqueles que desejam se libertar.

Os benfeitores estão empenhados em escrever sobre todos os assuntos que dizem respeito à verdade. O homem está avançando e se aproxima da maturidade, devendo, portanto, conhecer o que o espera no mundo espiritual. A porta para esses conhecimentos para a libertação da criatura é a caridade, e é essa caridade de que falamos todos os dias, baseados nos ensinamentos do Divino Mestre que nos salva de todas as prisões tramadas pela ignorância. Compete a todos os Espíritos, encarnados e desencarnados, esforçarem-se para compreender, compreenderem para amar e amarem para se libertar das trevas.

Os livros espíritas sérios ajudam o homem a melhorar, e se queres saber o que significa seriedade no que pensamos, mostraremos o modo pelo qual podes conhecê-la. A codificação é o alicerce. Seguindo as linhas doutrinárias do Codificador, jamais perderás o caminho do entendimento que Jesus traçou’ para todos nós.

Quanto mais se escreve sobre as leis de Deus, quanto mais se escreve sobre a Doutrina dos Espíritos, quanto mais se fala da verdade e da caridade, mais brilha o sol do entendimento, e quando este entendimento se firmar nos Espíritos, a Terra passará a ser um paraíso, mudando de mundo de provações, como diz o Evangelho, para mundo de regeneração, onde se irá sofrer, consciente da necessidade de resgatar, para que a tranqüilidade de consciência se apodere de nós, como sendo bênçãos de Deus e coroamento de todos os esforços no campo da melhora.

Quem não procura a felicidade? Todos, por instinto, por razão e por intuição. E ela existe. Façamos, pois, todos os esforços que requerem o amor e o progresso, para encontrarmos o céu verdadeiro, que se encontra dentro de nós.

É este mais um livro para meditação e estudo dos espíritas, ficando aqui a nossa gratidão pelo trabalho do nosso companheiro em Jesus, e que da sua inteligência abençoada possam verter mais obras, como gotas de luz para os corações sequiosos de paz.


Bezerra de Menezes














Belo Horizonte, 12 de Março de 1985.


Joanna de Ângelis - Livro Após a Tempestade - Divaldo P. Franco - Cap. 22 - Fantasias espirituais



Joanna de Ângelis - Livro Após a Tempestade - Divaldo P. Franco - Cap. 22


Fantasias espirituais


Característica basilar, a ausência de fantasias atemorizantes, na Doutrina de Jesus. Tendo como fundamento o amor, toda ela é estruturada na simplicidade que, inobstante a profundeza do conteúdo, não se reveste de qualquer exterioridade aberrante.

Vindo completar o ensino dos profetas antigos e dar cumprimento à Lei estatuída por Moisés e demais Emissários, o corpo doutrinário do Evangelho é constituído de esperança dulçurosa e paz lenificadora.

Nenhuma agressão, investida alguma apresenta contra causas ou homens, doutrinas ou éticas.

Ausculta o infeliz e o anima ao prosseguimento da jornada áspera da evolução.

Acompanha o combalido e o soergue para o avanço sem desânimo.

Ampara o desassisado e o estimula ao equilíbrio com que se poderá alçar à vitória sobre as paixões.

Todas as suas lições são feitas de imagens singelas com alto teor de comunicação. Os textos mais vigorosos não perdem a linha direcional da pujança do amor.

Quando verbera, investe contra o erro, mas ampara quem se deixou vítimar pelo engano.

Quando condena, se dirige ao egoísmo, auspiciando a reparação para o egoísta.

Quando chama, não invectiva com ameaças, antes, em voz imperativa, define as linhas de comportamento através das quais se faz possível a integridade moral do homem.

Não sistematiza técnicas nem sobrecarrega de exegeses.

Suas conotações se inspiram em lírios do campo, redes do mar, pássaros dos céus, sementes da terra... Varas, grãos de trigo e mostarda, peixes e pães, azeite, moedas e pérola inspiraram os poemas incomparáveis das parábolas que lhe conservam a grandeza... Mós e jumentos, candeia, portas e estradas, luz e trevas são as constantes enunciações que norteiam sem margem para equívocos... Dores e problemas, enfermidades cruéis e dramas tormentosos recebem cuidados especiais que logo se consubstanciam em alegrias, saúde, bom ânimo... Espíritos perturbados e lúcidos aparecem a miúde em triunfal vitória da vida sobre a morte, sem celeuma verbalista nem discussão inoperante — comprovando a procedência do esforço individual a benefício de cada criatura.

São herdeiros de Deus os pacificadores, os pobres de espírito, os perseguidos, os aflitos, os que choram, os sedentos de justiça, os esfaimados, os limpos de coração, os insultados, injuriados e desprezados, em razão de serem fiéis à Verdade, bem-aventurados por triunfarem sobre as vicissitudes transitórias...

Substitui o temor pelo amor a Deus.

O Senhor dos Exércitos torna-se Pai Amantíssimo.

Fenômeno consentâneo ocorre com a Doutrina Espírita, que restaura os postulados do Evangelho, dando-lhes atualidade.

Nenhuma imposição, constrangimento algum defluem das soberanas conceituações com que Allan Kardec estruturou a Codificação do Espiritismo.

Filosofia profunda e lógica, assenta os postulados na razão objetiva com que se afirma no consenso do pensamento universal.

Ciência experimental de largo porte, estabelece liames entre a fé e a razão, que se completam, em harmoniosa identificação.

Quem comprova crê, quem sabe crê e quem crê transforma-se para melhor.

Religião do amor e da caridade, estatui a legitimidade da renúncia e da abnegação como fundamentais para a vida perfeita.

Todo o contexto de doutrina é contrário à violência, ao temor, à imposição.

Encoraja o homem nas lutas, mas não lhe faculta o despotismo; ajuda o caído sem lhe justificar o desculpismo; atende o enfermo e o perseguido, sem lhes procrastinar a necessidade da reparação.

Lidando com os Espíritos, adverte os homens quanto ao Mundo da Erraticidade, cujos habitantes procedentes na sua grande massa, da Terra, prosseguemcom os hábitos e valores que lhes são próprios...

Não estimula fantasias mirabolantes nem profetismo aparvalhante.

As premonições que procedemdos seus textos fulgurantes são colimadas pela esperança da vitória do bem e estribadas na perfeita identificação com o ensino do Cristo sobre os fins dos tempos em que o mal desaparecerá, mas os maus serão resgatados pela redenção deles mesmos.

Não são Espíritos Superiores aqueles que se atribuem o direito de inquietar os homens com prognósticos tenebrosos em relação ao futuro ou com fantasias exageradas sobre o progresso da Terra e a celeridade com que tal se dará.

Acautelemo-nos dos exageros de qualquer procedência, aprofundando reflexões nas fulgentes páginas do Evangelho e da Doutrina Espírita, nas quais hauriremos valor e recursos para o êxito dos tentames evolutivos.

Jesus é Mestre e Kardec revelou-se-nos discípulo superior, modelo para todos nós, que desejamos alcançar a meta da perfeição.

O Espiritismo, à semelhança do Cristianismo, é claro como o Sol. Os erros que possam aparecer em seu nome correm por conta da invigilância de médiuns ociosos ou emocionalmente perturbados, mas que não alcançam o cerne da Doutrina. Pervagam pelo movimento tais profecias assustadiças, que agradam a uma faixa de mentes inquietas ou ociosas e marcham para o olvido.

Sem embargo, a Revelação, em toda a sua eloquência, permanecerá como o farol abençoado para os tempos porvindouros do amanhã, clareando rotas e iluminando consciências nos rumos da Vida Verdadeira.


Joanna de Ângelis











sábado, 11 de abril de 2026

Emmanuel - Livro Religião dos Espíritos - Chico Xavier - Cap. 86 - Dominar e falar



Emmanuel - Livro Religião dos Espíritos - Chico Xavier - Cap. 86


Dominar e falar


"Assim também a língua, pequeno membro é na verdade, mas de grandes coisas se gloria. Vede como um pouco de fogo abrasa um grande bosque!" (Tiago, 3:5)


904. Incorrerá em culpa aquele que sonda as chagas da sociedade e as expõe em público?

“Depende do sentimento que o mova. Se o escritor apenas visa produzir escândalo, não faz mais do que proporcionar a si mesmo um gozo pessoal, apresentando quadros que constituem antes mau do que bom exemplo. O Espírito aprecia isso, mas pode vir a ser punido por essa espécie de prazer que encontra em revelar o mal.” (O Livro dos Espíritos)


Dominas o fogo, escravizando-o à lide caseira.

Burilas a pedra, arrancando-lhe obras-primas.

Conquistas os metais, neles plasmando complicadas expressões de serviço.

Amansas os animais ferozes, deles fazendo cooperadores na economia doméstica.

Disciplinas o vapor e o combustível, anulando as distâncias.

Diriges tratores pesados, transfigurando a face da gleba.

Submetes a eletricidade, e glorificas a civilização.

Retiras o veneno de serpentes temíveis, fabricando remédios.

Senhoreias a energia nuclear e começas a alterar, com ela, a fisionomia do mundo.

Controlas a velocidade, e inicias vigorosa excursão, para além do Planeta.

Entretanto, ai de nós! Todos trazemos leve músculo selvagem, muito distante da educação. 

Com ele, forjamos guerras.

Libertamos instintos inferiores.

Destruímos lares.

Empestamos vidas alheias.

Envilecemos o caminho dos outros.

Corrompemos o próximo.

Revolvemos o lixo moral da Terra.

Veiculamos o pessimismo.

Criamos infinitos problemas.

Injuriamos.

Criticamos.

Caluniamos.

Deprimimos.

Esse órgão minúsculo é a língua — lâmina pequenina, embainhada na boca.

Instrumento sublime, feito para louvar e instruir, ajudar e incentivar o bem, quantas vezes nos valemos dela para censurar e vergastar, perturbar e ferir!…

Governemo-la, pois, transformando-a em leme de paz e amor, no barco de nossas vidas!

E, alicerçados nas lições do Evangelho, roguemos a Deus nos inspire sempre a dizer isso ou aquilo como o próprio Jesus desejaria ter dito.


Emmanuel














Reunião pública de 4-12-1959.

Emmanuel - Livro Justiça Divina - Chico Xavier - Cap. 13 - De ânimo firme



Emmanuel - Livro Justiça Divina - Chico Xavier - Cap. 13


De ânimo firme


É possível estejas descobrindo o que não esperavas.

Construções, que supunhas de ouro, acabaram em resíduos de pedra.

Promessas, acalentadas por muitos anos, parecem-te agora rematadas mentiras.

Afetos, julgados invulneráveis, abandonaram-te o passo, quando mais necessitavas de apoio.

Surpreendeste a incompreensão nos companheiros mais nobres e colheste amargos problemas nos próprios filhos que viste crescer, ao calor de teu corpo.

Ruíram aspirações, lembrando preciosos vasos quebrados.

Sonhos desfizeram-se, de improviso, como se ventania arrasadora te devastasse a existência.

Apesar de tudo, porém, renova-te, a cada instante, e caminha incessantemente, arrimando-te à fé viva.

Na Terra ou além da Terra, a soma das lutas que carregamos reúne as parcelas dos compromissos assumidos, junto à bolsa do tempo.

Aflição de hoje, dívida de ontem.

Merecimento de agora, crédito amanhã.

Banha as mais íntimas energias nas torrentes do amor puro que compreende e edifica sempre; veste o arnês do trabalho que aprimora e sublima, e sigamos à frente, honrando a nossa condição de almas eternas.

Nada tendo e tudo possuindo…

Sozinhos e com todos…

Chorando jubilosos e suando contentes…

Atormentados e tranquilos…

Desfalecentes e refeitos…

Dilacerados e felizes…

Batidos e levantados…

Morrendo cada dia para reviver no dia seguinte, em plano superior…

E, atingindo os marcos do túmulo, de partida para a Luz Espiritual, se viveste amando e perdoando, purificando e servindo, encontrarás em ti mesmo a flama da alegria, ressurgindo do sofrimento, como a glória solar renascendo das trevas.


Emmanuel






O Céu e o Inferno — Allan Kardec - 1ª Parte - Capítulo VII - As penas futuras segundo o Espiritismo.

28.º A situação do Espírito, no mundo espiritual, não é outra senão a por si mesmo preparada na vida corpórea. Mais tarde, outra encarnação se lhe faculta para a expiação e a reparação por novas provas, com maior ou menor proveito, dependentes do seu livre arbítrio; e se ele não se corrige, terá sempre uma missão a recomeçar, sempre e sempre mais acerba, de sorte que pode dizer-se que aquele que muito sofre na Terra, muito tinha a expiar; e os que gozam uma felicidade aparente, em que pesem aos seus vícios e inutilidades, pagá-la-ão mui caro em ulterior existência.

Nesse sentido foi que Jesus disse: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.” (O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo V.)






Reunião pública de 3-3-1961.
Tema principal
1ª Parte — Cap. VII — Item 3 — § 28.




Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 51 - Ânimo e fé viva



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 51


Ânimo e fé viva


No tumulto das obrigações que nos cabem cumprir, na esfera humana, existe no imo do ser o recanto da paz em que nos é possível o reencontro incessante, e nesse doce cenáculo de meditação e prece estamos habitualmente mais juntos.

Não esmorecer, não nos afligirmos em demasia.

Agir com serenidade e confiança.

Às vezes parece que o barco estala sob a tempestade, mas o Cristo — só o Cristo — é o timoneiro.

Conservemos a ordem no piso de nossa embarcação e o entusiasmo se nos fará invariavelmente o teto, a fim de que, de permeio, à feição de carga valiosa, possamos conduzir para Deus o nosso dever bem cumprido. Ânimo e fé viva.


Batuíra