quinta-feira, 19 de março de 2026

Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 30 - A esmola maior



Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 30


A esmola maior

 
“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de Deus…” — JOÃO (1 João, 4:7)


No estudo da caridade, não olvides a esmola maior que o dinheiro não consegue realizar.

Ela é o próprio coração a derramar-se, irradiando o amor por sol envolvente da vida.

No lar, ela surge no sacrifício silencioso da mulher que sabe exercer o perdão sem alarde para com as faltas do companheiro na renúncia materna do coração que se oculta, aprendendo a morrer cada dia, para que a paz e a segurança imperem no santuário doméstico;

no homem reto que desculpa as defecções da esposa enganada sem cobrar-lhe tributos de aflição;

nos filhos laboriosos e afáveis que procuram retribuir em ternura incessante para com os pais sofredores as dívidas do berço que todo ouro da Terra não conseguiria jamais resgatar.

No ambiente profissional é o esquecimento espontâneo das ofensas entre os que dirigem e os que obedecem, tanto quanto o concurso desinteressado e fraterno dos companheiros que sabem sorrir nas horas graves, ofertando cooperação e bondade para que o estímulo ao bem seja o clima de quantos lhes comungam a experiência.

No campo social é a desistência da pergunta maliciosa; a abstenção dos pensamentos indignos; o respeito sincero e constante; a frase amiga e generosa; e o gesto de compreensão que se exprime sem paga.

Na via pública é a gentileza que ninguém pede; a simplicidade que não magoa; a saudação de simpatia ainda mesmo inarticulada e a colaboração imprevista que o necessitado espera de nós muita vez sem coragem de endereçar-nos qualquer apelo.

Acima de tudo, lembra-te da esmola maior de todas, da esmola santa que pacifica o ambiente em que o Senhor nos situa, que nos honra os familiares e enriquece de bênçãos o ânimo dos amigos, a esmola de nosso dever cumprido, porquanto, no dia em que todos nos consagrarmos ao fiel desempenho das próprias obrigações o anjo da caridade não precisará desfalecer de angústia nos cárceres das provações terrenas, de vez que a fraternidade estará reinando conosco na exaltação da perfeita alegria.


Emmanuel










André Luiz - Livro Opinião Espírita - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 1 - Examinemos a nós mesmos



André Luiz - Livro Opinião Espírita - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 1


Examinemos a nós mesmos


919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?

“Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.” (O Livro dos Espíritos). 


O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor.

Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima.

Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.

Testa a paciência própria: — Estás mais calmo, afável e compreensivo?

Inquire as tuas relações na experiência doméstica: — Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?

Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: — Colaboras com mais euforia na seara do Senhor?

Observa-te nas manifestações perante os amigos: — Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes?

Reflete em tua capacidade de sacrifício: Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente?

Pesquisa o próprio desapego: — Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres?

Usas mais intensamente os pronomes “nós”, “nosso” e “nossa” e menos os determinativos “eu”, “meu” e “minha”?

Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros?

Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?

Dissipaste antigos desafetos e aversões?

Superaste os lapsos crônicos de desatenção e negligência?

Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?

Entendes melhor a função da dor?

Ainda cultivas alguma discreta desavença?

Auxilias aos necessitados com mais abnegação?

Tens orado realmente?

Teus ideais evoluíram?

Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?

Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?

Evangelho é alegria no coração: — Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?

Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo!

Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.

Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.

Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.

Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil…


André Luiz










Miramez - Livro Cura-te a ti mesmo - João Nunes Maia - Pág. 77 - Honestidade - Conversa edificando



Miramez - Livro Cura-te a ti mesmo - João Nunes Maia - Pág. 77

Honestidade - Conversa edificando


A nossa postura na vida deve ser na edificação da luz, tendo o Evangelho como o caminho, a verdade e a vida, sem nos esquecermos do personagem que fez surgir esses conceitos de amor, Jesus.

Honestidade naquilo que falamos e fazemos deve ser a nossa maior preocupação; a probidade da criatura é a maior distinção que todos verificam e valorizam. A Doutrina Espírita surgiu na hora certa entre a humanidade, corrigindo as distorções de muitas filosofias enganosas, que procuram empanar a verdade com o que não poderia ser. Foram-nos dados, por Deus, dons como a palavra, para a edificação da vida, a ser usada para valorizar a obra do Criador.

Como edificar a vida sem compreender a verdade, pois somente ela nos liberta?

O Espiritismo é um movimento de salvação, sendo ele a caridade enviada ao mundo por Deus, sob a orientação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Procura, meu filho, com a ajuda que a Doutrina te dá, libertar-te das ilusões, confiando no amor, que o Mestre te ensinou e viveu. Usa teus dons, principalmente o da palavra para edificar; não percas a oportunidade, pois ninguém sabe quando ela volta pelo mesmo caminho.

Vamos animar a nós mesmos, ajudando no que pudermos ajudar, para que venha em nosso benefício a luz da verdade; Jesus se encontra sempre nos convidando para uma vivência de amor, educando-nos os sentimentos, para que, no amanhã, possamos ser melhores aos nossos semelhantes, por fusão dos nossos acres, por sermos filhos do mesmo Pai. Juntemos nossos esforços para que, nesta unidade, o mundo se unifique no Bem e no Amor, em busca da Luz da verdade.

Vejamos como é boa a educação! Esforcemo-nos para tal, porque a educação é o princípio da luz na intimidade, e a instrução deve vir depois, completando a harmonia que a vida exige, empenhando-nos para a felicidade.

Se o verbo vem de Deus, coloquemos nele o que aprendemos de bom, em favor dos outros. A palavra com Jesus é força, e tem a capacidade na difusão do amor; por ele são conhecidas muitas das verdades que até então não conhecíamos. Ele pode ser luz, tirando muita gente das trevas. Vê quanto Jesus fez de bom falando, e certamente quanto bem fizeram Seus discípulos!

Não nos esqueçamos, meu irmão, da decência ao nos comunicarmos com os outros, mostrando o que aprendemos no decorrer da existência. A modéstia valoriza a pessoa e conforta corações. O homem honesto se toma mais homem, de sorte a mostrar que é bom buscar Deus em toda parte, e viver os ensinamentos que Ele nos envia para a nossa felicidade, e que no futuro vai certamente existir.

A sua palavra é coisa divina, e deve ser aprimorada pelas bênçãos de Deus, de modo a confortar aos que sofrem, de levantar os caídos, e de ajustar os desequilibrados. Como difundir o Evangelho, na época de Jesus, se não se usasse a palavra? E até hoje é instrumento indispensável para a claridade dos homens. Da mesma forma, a palavra escrita, que devemos usar com dignidade, dentro da irradiação do amor.

Não nos esqueçamos de conversar edificando, pois essa é uma das nossas missões na nossa casa, a Terra.


Miramez










quarta-feira, 18 de março de 2026

Emmanuel - Livro Seara dos Médiuns - Chico Xavier - Cap. 9 - No campo doutrinário



Emmanuel - Livro Seara dos Médiuns - Chico Xavier - Cap. 9


No campo doutrinário


25. Não podemos omitir uma categoria a que chamaremos incrédulos por decepções. Abrange os que passaram de uma confiança exagerada à incredulidade, porque sofreram desenganos. Então, desanimados, tudo abandonaram, tudo rejeitaram. Estão no caso de um que negasse a boa-fé, por haver sido ludibriado.  —  (Allan Kardec - O Livro dos Médiuns - 1ª Parte - Capítulo III - Método).


Encontrarás no caminho os companheiros que não conseguiram guardar o talento mediúnico na altura que a responsabilidade lhes conferiu.

À maneira dos que não sabem viver retamente, quando chamados à mordomia do ouro ou ao cetro do poder, desequilibram-se mentalmente, criando para si próprios o labirinto em que se desvairam.

Começam abandonando a disciplina profissional, que julgam vexatória.

Debandam de pequeninos deveres familiares que, naturalmente cumpridos, formam o alicerce das tarefas maiores.

E transformam-se em joguete da fascinação que os inutiliza.

Julgam-se, então, mensageiros especiais.

Ausentam-se deliberadamente do estudo.

Abraçam exotismos contundentes.

Acreditam-se na condição de intérpretes das mais altas personalidades da História.

Não admitem advertências.

Supõem dominar o passado e o futuro.

Profetizam.

Pontificam.

Mas, detendo exagerada conceituação de si mesmos, não percebem que se fazem marginais, cristalizados em longos processos obsessivos, aos quais atraem amigos invigilantes para deslumbrá-los, a princípio, e arrojá-los, depois, à desilusão.

Em verdade, não podemos evitar que irmãos nossos se prendam a semelhantes situações perigosas e lastimáveis.

Se outras formações religiosas vivem juguladas pela autoridade terrestre que lhes frena os impulsos, encontramos na Doutrina Espírita o pensamento claro e espontâneo da fé viva, favorecendo sementeiras e searas preciosas do livre arbítrio.

Diante, pois, dos amigos que não souberam situar os compromissos medianímicos em lugar justo, observemos quão duro será, para nós, desertar do serviço constante no burilamento interior, aprendendo, ao mesmo tempo, nos desajustes que mostram, tudo aquilo que nos cabe evitar.

Em seguida, se possível, ajudemo-los com a palavra evangélica; entretanto, se essa medida não pode ser posta em prática, à face das circunstâncias que nos obrigam a emudecer, lembremo-nos de que é nossa obrigação trabalhar sempre mais, na expansão de nossos princípios, para que se faça luz nos corações e nas consciências.

E caminhemos adiante, no esforço de tudo melhorar cada dia, com a certeza de que, segundo o Cristo, cada criatura, hoje e sempre, onde estiver, receberá, invariavelmente, de acordo com as suas obras.


Emmanuel








Reunião pública de 1-2-1960.

terça-feira, 17 de março de 2026

André Luiz - Livro O Espírito da Verdade - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 16 - Educação



André Luiz - Livro O Espírito da Verdade - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 16


Educação


4. Pois que o Espírito da criança já viveu, por que não se mostra, desde o nascimento, tal qual é?

"Tudo é sábio nas obras de Deus. A criança necessita de cuidados especiais, que somente a ternura materna lhe pode dispensar, ternura que se acresce da fraqueza e da ingenuidade da criança. Para uma mãe, seu filho é sempre um anjo e assim era preciso que fosse, para lhe cativar a solicitude. Ela não houvera podido ter-lhe o mesmo devotamento, se, em vez da graça ingênua, deparasse nele, sob os traços infantis, um caráter viril e as ideias de um adulto e, ainda menos, se lhe viesse a conhecer o passado."  (Allan Kardec - E.S.E, Cap. VIII)


O amor é a base do ensino.

Professor e aluno, cooperação mútua.

O autoaprimoramento será sempre espontâneo.

Disciplina excessiva, caminho de violência.

A curiosidade construtiva ajuda o aprendizado.

Indagação ociosa, dúvida enfermiça.

Egoísmo na alma gera temor e insegurança.

Evangelho no coração, coragem na consciência.

Cada criatura é um mundo particular de trabalho e experiência.

Não existe vocação compulsória.

Toda aula deve nascer do sentimento.

Automatismo na instrução, gelo na ideia.

A educação real não recompensa nem castiga.

A lição inicial do instrutor envolve em si mesma a responsabilidade pessoal do aprendiz.

Os desvios da infância e da juventude refletem os desvios da madureza.

Aproveitamento do estudante, eficiência do mestre.

Maternidade e paternidade são magistérios sublimes.

Lar, primeira escola; pais, primeiros professores; primeiro dia de vida, primeira aula do filho.

Pais e educadores! Se o lar deve entrosar-se com a escola, o culto do Evangelho em casa deve unir-se à matéria lecionada em classe, na iluminação da mente em trânsito para as Esferas superiores da Vida.


André Luiz









Emmanuel - Livro Viajor - Chico Xavier - Cap. 18 - Deus está contigo



Emmanuel - Livro Viajor - Chico Xavier - Cap. 18


Deus está contigo

 
Não obstante exclamares, muitas vezes, desconsoladamente, “como me sinto só!…” — Deus está contigo em todos os lugares.

Habitua-te a senti-lo porque através de todas as coisas que te rodeiam, a Sua bondade infinita se manifesta, ofertando-te luz e alegria.

O seu amor palpita em toda a parte, numa torrente de harmonias benditas!…

A Sua misericórdia imensa está na terra que pisas, no ar que te circunda, nas leis inteligentes e sábias da Natureza que te prodigaliza incalculáveis benefícios.

E nunca te esqueças que Deus é o Amor sem limites.

Enquanto maldizes o sofrimento, algumas vezes, lamentando o teu dia atual que deve ser de proveitoso trabalho, a flor te oferece perfume, a árvore compassiva te dá os seus melhores frutos, a estrela envolve-te de esperança com cintilações e sorrisos, o sol te dá saúde, a terra te oferta inumeráveis tesouros!…

É a bondade inexcedível do Criador que se manifesta em toda a sua intensidade e grandeza, perdoando-nos os ímpetos de revolta e olvidando-nos a cólera, indiferente aos nossos errôneos julgamentos, estimulando-nos para o progresso e animando-te para a elevação.

Acostuma-te a ver e a sentir devidamente todas estas coisas!… E jamais te enfraqueças, porque Deus encontra-se em toda a parte e, ao invés de te desesperares, escuta a Natureza, a segredar-te sem palavras:

Deus está contigo.


Emmanuel












Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 81 - Prosseguindo



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 81


Prosseguindo


“Prossigo para o alvo…” — PAULO (Filipenses, 3:14)

Encontras o semblante amargo da solidão no momento em que as circunstâncias te compelem a deixar o conhecido.

Supões que a construção de toda a existência desaba sobre ti mesmo, como se a ausência da moldura familiar te rasgasse o quadro da própria alma.

Corações amigos, atraídos por outras sendas, abandonaram-te os ideais; pessoas queridas deixaram-te a sós; aposentaram-te a distância do trabalho de muitos anos, ou a morte, de passagem, ceifou o sorriso dos companheiros que te eram mais caros…

Sentes, por vezes, que estás deixando para trás tudo o que te parece mais valioso, entretanto, não é verdade.

Basta jornadeies corajosamente adiante e, buscando expressar-te em novas formas, reconhecerás que o amor e o trabalho são mais belos em teu caminho.

Compreenderás, então, que podes adicionar novas parcelas de alegria à felicidade dos que mais amas e que podes servir com mais entendimento às aspirações que te inspiram a marcha.

Se a vida te apresenta a fisionomia triste da solidão, recorda a própria imortalidade e não te detenhas.

O menino deixa a infância para entrar na mocidade, o jovem deixa a mocidade para entrar na madureza, o adulto deixa a madureza para entrar na senectude e o ancião deixa a extrema velhice para entrar no mundo espiritual, não como quem perde os valores adquiridos, mas sim prosseguindo para o alvo que as Leis de Deus nos assinalam a cada um…


Emmanuel











(Reformador, outubro de 1960, p. 220)