sábado, 21 de março de 2026

Emmanuel - Livro Vida em Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 18 - Pedras



Emmanuel - Livro Vida em Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 18


Pedras


As dificuldades de qualquer natureza são sempre pedras simbólicas, asfixiando-nos as melhores esperanças do dia, do ideal, do trabalho ou do destino, que recebemos na glória do tempo.

É necessário saber tratá-las com prudência, serenidade e sabedoria.

Há diversos modos de considerar os obstáculos, removendo-os ou aproveitando-os.

O preguiçoso recebe os calhaus da luta e estende-se no caminho, sucumbindo ao seu peso.

É o Espírito desanimado, indolente e enfermiço.

O desesperado, em se sentindo sob os granizos da sorte, confia-se à intemperança mental e atira-os ao viandante inocente ou à porta de companheiros inofensivos.

É o Espírito indisciplinado, renitente e impulsivo, que sabe apenas ferir o próximo ou denegri-lo com atitudes impensadas ou levianas.

O homem inteligente, todavia, recebe as pedras da experiência e, ainda mesmo sangrando as mãos ou o coração, recolhe-as, cuidadoso, valendo-se delas para a confecção de utilidades ou para a construção de edifícios consagrados ao agasalho, ao reconforto ou à benemerência, em favor dele mesmo, e de quantos o acompanham na marcha evolutiva.

Ninguém passará ileso nos caminhos do mundo. As pedras da incompreensão e da dor, no ambiente comum da existência carnal, chovem sobre todos.

Do entendimento e da conduta de cada um dependerão a felicidade ou o infortúnio, na laboriosa romagem terrestre.


Emmanuel











sexta-feira, 20 de março de 2026

Lancellin - Livro Iniciação - Viagem Astral - João Nunes Maia - Pág. 303 - Abrindo portas



Lancellin - Livro Iniciação - Viagem Astral - João Nunes Maia - Pág. 303


Abrindo portas


"Vinde a mim todos os que andais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei." (Mateus 11:28).


Todos temos inúmeras portas para serem abertas. Estamos sempre sob a vigilância do egoísmo, com as portas fechadas em relação a Jesus Cristo, e Ele nos fala constantemente: Vinde a mim todos que estais cansados e oprimidos.

Essas portas são difíceis de serem abertas, porque cada um tem a sua própria chave; cada criatura tem uma senda por onde deve trilhar, e cada caminho que se nos apresenta mostra variadas aparências. O véu que nos cobre os segredos da vida se rasga de forma diferente ante o tempo e o espaço, sob as bênçãos do Criador.

O mundo está cheio de convites bons e maus que se estendem em todas as direções. Cercam-nos as dúvidas da escolha acertada, que depende da maturidade que já alcançamos e dos ditames dos nossos sentimentos. Instrutores espirituais descem do céu à Terra, todos os dias, em todos os cantos do mundo, e entregam as suas vidas em favor da harmonia de todos. Isso se pode constatar pelos relatos da história universal, sobre as vidas dos grandes homens, e um deles se sobressaiu dentre todos, por ser ele o Responsável Maior de todo o rebanho humano e espiritual pertencente à Terra: Nosso Senhor Jesus Cristo! A Este, a nossa deferência é sobremodo grandiosa, incomparável, pelo Seu amor. Ele poderia ter mandado alguns dos Espíritos puros do Seu sagrado colégio dos altos planos da vida; no entanto, veio Ele mesmo sentir as nossas necessidades e nos abençoar, vivendo a vida como homem.

A vida está cheia de encantos e segredos, guardados nas dobras do tempo, esperando para serem descobertos pelos Espíritos que são os herdeiros da fabulosa criação de Deus.

Ainda vivemos sob o regime de provações difíceis, e elas nos cegam e tolhem a nossa razão, de sorte a não vermos as coisas sagradas nem analisar com proveito as coisas nobres. Para sairmos desse disfarce da verdade, devemos apelar para as mãos de Jesus, que tem recursos inumeráveis para nos assistir; todavia, Ele nos mostra todos os meios de nos libertarmos mas, o processo da libertação depende de nós. Os caminhos com Jesus estão abertos; necessário se faz que caminhemos. Quem não sabe fazer a sua parte ainda não está vivendo.

Mesmo que todos os recursos da vida estejam acenando ou investindo sobre ti, eles são como a água que se encontra em toda parte, mas, como já falamos antes, é indispensável que a bebamos para saciar a sede. A nossa parte é indispensável, tornamos a dizer quantas vezes forem necessárias, para nos conscientizarmos desta verdade.

Se alguém, em nome da verdade, já bateu em nossas portas buscando nos acordar do sono da ignorância, façamos o mesmo com os que viajam conosco no caminho. A humanidade está sendo curada, e os que desejam a saúde, atendem à voz do Mestre: Levanta-te e anda.

Antes de Jesus, as iniciações eram todas à portas fechadas. Depois d'Ele, as portas se abriram. Os mais altos ensinamentos estão próximos das nossas mãos, e outros os procuram, como que batendo às nossas portas, as portas dos sentimentos.

O sentido dos conceitos espiritualistas de hoje é mais profundo, e os Espíritos superiores se empenham cada vez mais com o destino dos homens. Quantos deles se revestem da roupagem de carne para ajudar a humanidade? Muitos. E esses têm a sagrada missão de abrir portas mais sensíveis da mediunidade na Terra, para que o mais alto possa falar com mais desembaraço aos homens; é o intercâmbio do Céu com a Terra.

As religiões do mundo, para assegurarem a sua própria existência entre as criaturas, para não ficarem somente na história, precisam acompanhar o progresso, adaptando-se à realidade, e sem os avisos conscientes do mundo espiritual, não poderão existir. Sem se apoiar em leis da reencarnação estabelecidas pelo Criador, como poderão firmar seus alicerces na sólida estrutura da verdade? Muitas outras leis devem ser conhecidas neste fim de milênio, para que essa verdade se amplie em todos os setores dos acontecimentos humanos.

Adorar a Deus, a Jesus, aos santos e aos místicos, deixando de lado o cumprimento das leis que vigoram na eternidade, é hipocrisia, é ignorância, que não deixa a inteligência acudir às necessidades do coração. Nós não fomos feitos desiguais uns dos outros; a verdade é uma só para todos. O sol é o mesmo, doando vida para toda a família solar. Deus é unidade de vida e de amor; classifiquemo-Lo com o nome que nos aprouver, é a mesma realidade que nos sustenta e dinamiza nossas forças. Há tempos que os Espíritos superiores batem às portas da humanidade, no sentido de ofertar a todas as criaturas as coisas de Deus, com mais elevação. Antes, o faziam veladamente, ocultando certas verdades, porque a luz sem os devidos anteparos pode cegar. Não obstante chegou o momento de uma luz maior ser colocada em cima da mesa, sem restrições, porque o progresso está pedindo e o trigo já dá sinais de maturidade e já pode ser arrancado junto com o joio, e este último ser lançado ao fogo, e queimado para a devida liberdade do trigo. Quem tiver entendimento que entenda o que se ouve ao abrir as portas. Confiemos e esperemos em Deus, que Ele nos enviará Jesus novamente, mas desta vez, pelas vias do coração, para que Ele reforme os nossos sentimentos e acenda luzes na nossa consciência.

A extensão do trabalho nos campos espirituais em que habitamos é imensurável, e o colocamos na pauta das nossas conversações como sendo a própria vida, palpitando na emoção da vida maior: Deus. Curiosa se nos apresenta a individualidade de cada criatura e a diferença que os seus sentimentos assinalam, como portas que se abrem para o engrandecimento espiritual e divino.


Lancellin











Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 12 - Agradeçamos sempre



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 12


Agradeçamos sempre


Agradeçamos a pedra que esmerila e o pão que alimenta, o golpe que aperfeiçoa e o bálsamo que alivia.


Batuíra









quinta-feira, 19 de março de 2026

Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 30 - A esmola maior



Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 30


A esmola maior

 
“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de Deus…” — JOÃO (1 João, 4:7)


No estudo da caridade, não olvides a esmola maior que o dinheiro não consegue realizar.

Ela é o próprio coração a derramar-se, irradiando o amor por sol envolvente da vida.

No lar, ela surge no sacrifício silencioso da mulher que sabe exercer o perdão sem alarde para com as faltas do companheiro na renúncia materna do coração que se oculta, aprendendo a morrer cada dia, para que a paz e a segurança imperem no santuário doméstico;

no homem reto que desculpa as defecções da esposa enganada sem cobrar-lhe tributos de aflição;

nos filhos laboriosos e afáveis que procuram retribuir em ternura incessante para com os pais sofredores as dívidas do berço que todo ouro da Terra não conseguiria jamais resgatar.

No ambiente profissional é o esquecimento espontâneo das ofensas entre os que dirigem e os que obedecem, tanto quanto o concurso desinteressado e fraterno dos companheiros que sabem sorrir nas horas graves, ofertando cooperação e bondade para que o estímulo ao bem seja o clima de quantos lhes comungam a experiência.

No campo social é a desistência da pergunta maliciosa; a abstenção dos pensamentos indignos; o respeito sincero e constante; a frase amiga e generosa; e o gesto de compreensão que se exprime sem paga.

Na via pública é a gentileza que ninguém pede; a simplicidade que não magoa; a saudação de simpatia ainda mesmo inarticulada e a colaboração imprevista que o necessitado espera de nós muita vez sem coragem de endereçar-nos qualquer apelo.

Acima de tudo, lembra-te da esmola maior de todas, da esmola santa que pacifica o ambiente em que o Senhor nos situa, que nos honra os familiares e enriquece de bênçãos o ânimo dos amigos, a esmola de nosso dever cumprido, porquanto, no dia em que todos nos consagrarmos ao fiel desempenho das próprias obrigações o anjo da caridade não precisará desfalecer de angústia nos cárceres das provações terrenas, de vez que a fraternidade estará reinando conosco na exaltação da perfeita alegria.


Emmanuel










André Luiz - Livro Opinião Espírita - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 1 - Examinemos a nós mesmos



André Luiz - Livro Opinião Espírita - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 1


Examinemos a nós mesmos


919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?

“Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.” (O Livro dos Espíritos). 


O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor.

Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima.

Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.

Testa a paciência própria: — Estás mais calmo, afável e compreensivo?

Inquire as tuas relações na experiência doméstica: — Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?

Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: — Colaboras com mais euforia na seara do Senhor?

Observa-te nas manifestações perante os amigos: — Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes?

Reflete em tua capacidade de sacrifício: Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente?

Pesquisa o próprio desapego: — Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres?

Usas mais intensamente os pronomes “nós”, “nosso” e “nossa” e menos os determinativos “eu”, “meu” e “minha”?

Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros?

Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?

Dissipaste antigos desafetos e aversões?

Superaste os lapsos crônicos de desatenção e negligência?

Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?

Entendes melhor a função da dor?

Ainda cultivas alguma discreta desavença?

Auxilias aos necessitados com mais abnegação?

Tens orado realmente?

Teus ideais evoluíram?

Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?

Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?

Evangelho é alegria no coração: — Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?

Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo!

Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.

Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.

Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.

Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil…


André Luiz










Miramez - Livro Cura-te a ti mesmo - João Nunes Maia - Pág. 77 - Honestidade - Conversa edificando



Miramez - Livro Cura-te a ti mesmo - João Nunes Maia - Pág. 77

Honestidade - Conversa edificando


A nossa postura na vida deve ser na edificação da luz, tendo o Evangelho como o caminho, a verdade e a vida, sem nos esquecermos do personagem que fez surgir esses conceitos de amor, Jesus.

Honestidade naquilo que falamos e fazemos deve ser a nossa maior preocupação; a probidade da criatura é a maior distinção que todos verificam e valorizam. A Doutrina Espírita surgiu na hora certa entre a humanidade, corrigindo as distorções de muitas filosofias enganosas, que procuram empanar a verdade com o que não poderia ser. Foram-nos dados, por Deus, dons como a palavra, para a edificação da vida, a ser usada para valorizar a obra do Criador.

Como edificar a vida sem compreender a verdade, pois somente ela nos liberta?

O Espiritismo é um movimento de salvação, sendo ele a caridade enviada ao mundo por Deus, sob a orientação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Procura, meu filho, com a ajuda que a Doutrina te dá, libertar-te das ilusões, confiando no amor, que o Mestre te ensinou e viveu. Usa teus dons, principalmente o da palavra para edificar; não percas a oportunidade, pois ninguém sabe quando ela volta pelo mesmo caminho.

Vamos animar a nós mesmos, ajudando no que pudermos ajudar, para que venha em nosso benefício a luz da verdade; Jesus se encontra sempre nos convidando para uma vivência de amor, educando-nos os sentimentos, para que, no amanhã, possamos ser melhores aos nossos semelhantes, por fusão dos nossos acres, por sermos filhos do mesmo Pai. Juntemos nossos esforços para que, nesta unidade, o mundo se unifique no Bem e no Amor, em busca da Luz da verdade.

Vejamos como é boa a educação! Esforcemo-nos para tal, porque a educação é o princípio da luz na intimidade, e a instrução deve vir depois, completando a harmonia que a vida exige, empenhando-nos para a felicidade.

Se o verbo vem de Deus, coloquemos nele o que aprendemos de bom, em favor dos outros. A palavra com Jesus é força, e tem a capacidade na difusão do amor; por ele são conhecidas muitas das verdades que até então não conhecíamos. Ele pode ser luz, tirando muita gente das trevas. Vê quanto Jesus fez de bom falando, e certamente quanto bem fizeram Seus discípulos!

Não nos esqueçamos, meu irmão, da decência ao nos comunicarmos com os outros, mostrando o que aprendemos no decorrer da existência. A modéstia valoriza a pessoa e conforta corações. O homem honesto se toma mais homem, de sorte a mostrar que é bom buscar Deus em toda parte, e viver os ensinamentos que Ele nos envia para a nossa felicidade, e que no futuro vai certamente existir.

A sua palavra é coisa divina, e deve ser aprimorada pelas bênçãos de Deus, de modo a confortar aos que sofrem, de levantar os caídos, e de ajustar os desequilibrados. Como difundir o Evangelho, na época de Jesus, se não se usasse a palavra? E até hoje é instrumento indispensável para a claridade dos homens. Da mesma forma, a palavra escrita, que devemos usar com dignidade, dentro da irradiação do amor.

Não nos esqueçamos de conversar edificando, pois essa é uma das nossas missões na nossa casa, a Terra.


Miramez










quarta-feira, 18 de março de 2026

Emmanuel - Livro Seara dos Médiuns - Chico Xavier - Cap. 9 - No campo doutrinário



Emmanuel - Livro Seara dos Médiuns - Chico Xavier - Cap. 9


No campo doutrinário


25. Não podemos omitir uma categoria a que chamaremos incrédulos por decepções. Abrange os que passaram de uma confiança exagerada à incredulidade, porque sofreram desenganos. Então, desanimados, tudo abandonaram, tudo rejeitaram. Estão no caso de um que negasse a boa-fé, por haver sido ludibriado.  —  (Allan Kardec - O Livro dos Médiuns - 1ª Parte - Capítulo III - Método).


Encontrarás no caminho os companheiros que não conseguiram guardar o talento mediúnico na altura que a responsabilidade lhes conferiu.

À maneira dos que não sabem viver retamente, quando chamados à mordomia do ouro ou ao cetro do poder, desequilibram-se mentalmente, criando para si próprios o labirinto em que se desvairam.

Começam abandonando a disciplina profissional, que julgam vexatória.

Debandam de pequeninos deveres familiares que, naturalmente cumpridos, formam o alicerce das tarefas maiores.

E transformam-se em joguete da fascinação que os inutiliza.

Julgam-se, então, mensageiros especiais.

Ausentam-se deliberadamente do estudo.

Abraçam exotismos contundentes.

Acreditam-se na condição de intérpretes das mais altas personalidades da História.

Não admitem advertências.

Supõem dominar o passado e o futuro.

Profetizam.

Pontificam.

Mas, detendo exagerada conceituação de si mesmos, não percebem que se fazem marginais, cristalizados em longos processos obsessivos, aos quais atraem amigos invigilantes para deslumbrá-los, a princípio, e arrojá-los, depois, à desilusão.

Em verdade, não podemos evitar que irmãos nossos se prendam a semelhantes situações perigosas e lastimáveis.

Se outras formações religiosas vivem juguladas pela autoridade terrestre que lhes frena os impulsos, encontramos na Doutrina Espírita o pensamento claro e espontâneo da fé viva, favorecendo sementeiras e searas preciosas do livre arbítrio.

Diante, pois, dos amigos que não souberam situar os compromissos medianímicos em lugar justo, observemos quão duro será, para nós, desertar do serviço constante no burilamento interior, aprendendo, ao mesmo tempo, nos desajustes que mostram, tudo aquilo que nos cabe evitar.

Em seguida, se possível, ajudemo-los com a palavra evangélica; entretanto, se essa medida não pode ser posta em prática, à face das circunstâncias que nos obrigam a emudecer, lembremo-nos de que é nossa obrigação trabalhar sempre mais, na expansão de nossos princípios, para que se faça luz nos corações e nas consciências.

E caminhemos adiante, no esforço de tudo melhorar cada dia, com a certeza de que, segundo o Cristo, cada criatura, hoje e sempre, onde estiver, receberá, invariavelmente, de acordo com as suas obras.


Emmanuel








Reunião pública de 1-2-1960.