domingo, 15 de março de 2026

André Luiz - Livro Nosso Livro - Espíritos Diversos / Chico Xavier – 1ª Parte, Cap. 12 - Compadece-te



André Luiz - Livro Nosso Livro - Espíritos Diversos / Chico Xavier – 1ª Parte, Cap. 12


Compadece-te

 
Compadece-te do legislador — ele responde por muita gente.

Compadece-te do juiz — ele pode enganar-se.

Compadece-te do sacerdote — ele é responsável pelas revelações do Céu.

Compadece-te do médico — ele dará testemunho de pesadas obrigações.

Compadece-te do administrador — ele sofre para decidir.

Compadece-te do servo — ele padece, aprendendo a obedecer.

Compadece-te do rico — ele partirá da terra sem o próprio corpo.

Compadece-te do pobre — ele pode perder a boa lição da vida através da revolta ou da indisciplina.

Compadece-te do velho — ele começa a sentir os golpes da verdade.

Compadece-te do jovem — ele é suscetível de mergulhar-se nos abismos da ilusão.

Compadece-te do ambicioso — ele alcança, muitas vezes, o fim do corpo, de mãos dilaceradas e vazias.

Compadece-te do desanimado — ele congela as oportunidades de esperança e serviço.

Compadece-te do forte — ele, nem sempre, sabe fugir às sugestões fascinantes da vaidade.

Compadece-te do fraco — ele, frequentemente, se prosterna, ante as armas do crime, convertendo-se em servidor inconsciente do mal.

Compadece-te daquele que te orienta, daquele que te obedece, daquele que te procura na condição de adversário, de amigo, de irmão…

A vida humana é uma escola vasta e bendita. Cada inteligência encarnada se destaca, em suas classes inúmeras, através de situações diferentes.

E todas as criaturas, diante da Grandeza Divina e perante a Glória Espiritual que nos cabe atingir, apresentam, em caracteres invisíveis, mas infinitamente vivos, no próprio peito, o apelo individual de todos os tempos: — Ajuda-me! — Compreende-me! — Compadece-te de mim!


André Luiz












Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 88 - Disciplina e firmeza



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 88


Disciplina e firmeza


Seja o nosso clima habitual uma fonte de tranquilidade e alegria, com a certeza de que a Mão do Senhor guia as nossas.

Grande é a luta na Terra para que possamos triunfar nas tarefas em que nos achamos comprometidos, mas, se colocamos o ensino vivo e vivido de Jesus por dentro de nós, fácil é a vitória.

Compreendamos a importância da hora que passa e trabalhemos.

No serviço de sempre sustentemos disciplina e firmeza. Estamos reunidos para o bem.

Quanto ao mais, respondamos com serviço a todos os desafios da estrada humana.


Batuíra











Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 76 - Edificações



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 76


Edificações

 
“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte.” — JESUS. (Mateus, 5:14)


O Evangelho está repleto de amorosos convites para que os homens se edifiquem no exemplo do Senhor.

Nem sempre os seguidores do Cristo compreendem esse grande imperativo da iluminação própria, em favor da harmonia na obra a realizar. 

Esmagadora percentagem de aprendizes, antes de tudo, permanece atenta à edificação dos outros, menosprezando o ensejo de alcançar os bens supremos para si.

Naturalmente, é muito difícil encontrar a oportunidade entre gratificações da existência humana, porquanto o recurso bendito de iluminação se esconde, muitas vezes, nos obstáculos, perplexidades e sombras do caminho.

O Mestre foi muito claro em sua exposição. Para que os discípulos sejam a luz do mundo, simbolizarão cidades edificadas sobre a montanha, onde nunca se ocultem.   

A fim de que o operário de Jesus funcione como expressão de claridade na vida, é indispensável que se eleve ao monte da exemplificação, apesar das dificuldades da subida angustiosa, apresentando-se a todos na categoria de construção cristã.

Tal cometimento é imperecível.

O vaivém das paixões não derruba a edificação dessa natureza, as pedradas deixam-na intacta e, se alguém a dilacera, seus fragmentos constituem a continuidade da luz, em sublime rastilho, por toda parte, porque foi assim que os primeiros mártires do Cristianismo semearam a fé.


Emmanuel











Miramez - Livro Horizontes da Fala - João Nunes Maia - Pág. 12 - Porque falamos



Miramez - Livro Horizontes da Fala - João Nunes Maia - Pág. 12


Porque falamos


A língua tem lugar de destaque no contexto educativo das criaturas, não obstante, anseia por disciplina para ser instrumento de Deus na boca humana. Os seus movimentos, por vezes invisíveis aos olhos, tomam variadas formas. Assemelha-se a perigosas lâminas, quando desconhece o respeito e o entendimento. Transforma-se em agulhas, anunciando escândalos, quando esquece os direitos os outros. Transmuta-se em labaredas ardentes, quais lendas de dragões gigantes, quando o amor ao próximo ainda não conseguiu dominá-la. 

Todavia, essa mesma língua, ordenada pelo Evangelho, consegue maravilhas falando, porque foi falando que Jesus anunciou, na Terra, o Seu ministério divino. O Cristo é o educador cósmico da palavra; nós somente cooperamos com os de boa vontade, aprendendo igualmente a educar a nossa voz.

Assim como a música muda constantemente de vibrações, para sentirmos a harmonia dos sons, a palavra bem posta na boca tem inúmeras oscilações. A oscilação do verbo, quando este é portador do amor com Jesus, acorda em quem ouve, variadas gamas de sentimentos, que nos levam a maiores esperanças, e em quem fala, o prazer do dever cumprido. Mas, quem entorpece a palavra com assuntos inferiores, responde pelas consequências desastrosas nos corações atingidos; isso quem diz é a Autoridade Maior, em Mateus, 12:36: "Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem aos homens, dela darão conta no dia do juízo".

Se o Evangelho já vem anunciando a responsabilidade que temos na comunicação com os nossos semelhantes, é de direito humano e divino que estruturemos a nossa palavra naquele amor que é também caridade, naquela caridade que é também perdão, naquele perdão que serve como tal na fraternidade, e na fraternidade que se divide infinitamente no seio das sociedades, educando-as na existência de um só Pastor e de um só rebanho...

O "porque falamos", tema em discussão — faz-nos lembrar de muitas necessidades a que a vida nos submeteu, como tarefas espirituais, como escolas de aprendizagem. Falamos para aprimorar a fala e ajudar no entendimento das leis. Falamos para estabelecer em nós uma certa harmonia cósmica, um ritmo de vida unicelular, de grande influência no metabolismo. Pensar e ouvir têmefeitos idênticos. Quanto mais as conversações girarem em moldes e cadências elevadas, mais bemestar produzirão. Um palavreado destoante desafina o instrumento orgânico-espiritual e, com otempo, quem fala e ouve com prazer palavras inferiores, terá os órgãos de fala imprestáveis para manter o agregado f ísico em condições de atender a missão da alma.

Palavra é vida! Muitos dos nossos companheiros, nas lides da carne, poderão esmorecer nos primeiros dias de educação da voz, pelos contrastes ou reversões da própria natureza, acostumada em ambiente de magnetismo mais ou menos denso. Toda mudança traz inquietações, para depois, com o tempo, ajustar-se com maior segurança no cerne dos objetivos. Quando nos dispomos a fazer algo, indispensável se torna que acreditemos nele. Sem fé nada será possível. No entanto, com ela, inexiste o impossível nos nossos caminhos... Alistemo-nos na escola do Cristo de Deus e, diante doque vier para nos esmorecer, lembremo-nos de que o dever do cristão é transformar todos os obstáculos — sejam quais forem — em forças vivas para a grande vitória.

O ser humano está, por assim dizer, em uma faixa evolutiva, que quanto mais picante, maldizente e luxurioso for o assunto, mais alegria ele sente, teimando em dizer que lhe serve comoterapia. Está envolvido em tamanha forma de ilusão, que perde muito tempo em debates sobre essa zona hipnótica de contradições da verdadeira moral. E, como remover essa incrustração mental de ordem negativa da consciência? Quando a autoconsciência, munida pela férrea vontade de mudar, nada consegue, resta apenas uma alternativa: a dor. Ela tirará a atenção do enfermo de todos os assuntos indesejados, e sutilmente, trar-lhe-á a verdadeira reforma do coração. Uns gastam mais tempo, outros menos, mas isso não importa. Importa, sim, o aprimoramento que se opera por hábeis mãos espirituais.

Falamos porque falamos, porém, se falamos bem, é porque já compreendemos o valor da palavra, como música universal da vida.


Miramez












André Luiz - Livro Endereços da Paz - Chico Xavier - Cap. 5 - Auxílio e orientação



André Luiz - Livro Endereços da Paz - Chico Xavier - Cap. 5


Auxílio e orientação


Quando o discípulo indagou do orientador quanto ao melhor conselheiro que devia buscar nas horas graves da vida, respondeu o mestre:

— Sim, meu filho, você disporá de muitos amigos e instrutores que lançarão luz em seu caminho, entretanto, o melhor conselheiro, aquele de que você realmente necessita, você o encontrará sempre na face de um espelho.

O jovem desejou observar a marcha do rebanho, a fim de estudar-lhe o mecanismo.

Depois de verificar o carinho vigilante do pastor e reconhecer com que ternura cuidava da condução da pequena comunidade, compreendeu que cabia a cada ovelha caminhar com os próprios pés.


André Luiz













André Luiz - Livro Amanhece - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 13 - Advertências



André Luiz - Livro Amanhece - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 13


Advertências


20. Será repreensível notarem-se as imperfeições dos outros, quando daí nenhum proveito possa resultar para eles, uma vez que não sejam divulgadas?

"Tudo depende da intenção; decerto, a ninguém é defeso ver o mal, quando ele existe. Fora mesmo inconveniente ver em toda a parte só o bem. Semelhante ilusão prejudicaria o progresso. O erro está no fazer-se que a observação redunde em detrimento do próximo, desacreditando-o, sem necessidade, na opinião geral. Igualmente repreensível seria faze-lo alguém apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e à satisfação de apanhar os outros em falta. Dá-se inteiramente o contrário quando, estendendo sobre o mal um véu, para que o público não o veja, aquele que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal, isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros. 6 Essa observação, em suma, não é proveitosa ao moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se não estudasse os modelos?" — SÃO LUÍS. Paris, 1860. (E.S.E - Cap. X - Notar as imperfeições de outrem.)


Se você não acredita na necessidade de advertências para a execução exata de suas tarefas no mundo, observe o trânsito de sua própria cidade.

Antes de tudo, em qualquer via pública, você é obrigado a refletir na segurança de todos, de modo a sustentar a tranquilidade própria.

Em seguida, precisará considerar o impositivo de autopreservação, tanto quanto, em muitos casos, deve auxiliar a movimentação correta daqueles que se acham indecisos ou enfermos na pista.

Não pode esquecer os sinais que lhe mostram “perigo”, “pausa” ou “caminho livre”, sob pena de entrar em riscos graves.

Em qualquer cochilo de direção, não prescindirá do apoio de guardas que se incumbem de vigilância e policiamento.

Quanto mais progresso, mais intercâmbio; quanto mais intercâmbio, mais complexidades no caminho comum.

Veja, pois, meu caro: se você, até hoje, não foi chamado a observações construtivas, a fim de acertar os próprios passos, não se coloque fora da necessidade de advertências sinceras e amigas, porque você está, por enquanto, na Terra, e o imperativo de ponderação e aviso por parte dos outros, em seu benefício, pode surgir amanhã.


André Luiz









Com os motoristas

A reunião da noite foi um momento de oração e culto de nossos princípios, com cinco amigos motoristas, provenientes do Rio, de passagem por Uberaba, a caminho de férias rápidas em Goiás. Antes de nos acomodarmos para a prece, falávamos sobre advertências e críticas nos caminhos da vida. Nossos amigos, de modo geral, manifestavam-se contra o espírito de análise que não podemos dispensar em nossas experiências do dia a dia, de modo a bem cumprirmos as nossas obrigações. Não concordavam com avisos e anotações fraternas, externando o ponto de vista de que toda pessoa deve aprender, de modo irrestrito, por si mesma.

Iniciamos o nosso ligeiro encontro na prece e O Evangelho Segundo o Espiritismo nos deu para estudo o item 20 do capítulo X, oferecendo-nos campo a excelentes considerações. Ao fim da reunião, André Luiz nos deu a página de encerramento.








sábado, 14 de março de 2026

Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 54 - A videira



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 54


A videira


“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.” — JESUS. (João, 15:1)


Deus é o Criador Eterno cujos desígnios permanecem insondáveis a nós outros. Pelo seu amor desvelado criam-se todos os seres, por sua sabedoria movem-se os mundos no Ilimitado.

Pequena e obscura, a Terra não pode perscrutar a grandeza divina. O Pai, entretanto, envolve-nos a todos nas vibrações de sua bondade gloriosa.

Ele é a alma de tudo, a essência do Universo.

Permanecemos no campo terrestre, de que Ele é dono e supremo dispensador.

No entanto, para que lhe sintamos a presença em nossa compreensão limitada, concedeu-nos Jesus como sua personificação máxima.

Útil seria que o homem observasse no Planeta a sua imensa escola de trabalho; e todos nós, perante a grandeza universal, devemos reconhecer a nossa condição de seres humildes, necessitados de aprimoramento e iluminação.

Dentro de nossa pequenez, sucumbiríamos de fome espiritual, estacionados na sombra da ignorância, não fosse essa videira da verdade e do amor que o Supremo Senhor nos concedeu em Jesus-Cristo. 

De sua seiva divina procedem todas as nossas realizações elevadas, nos serviços da Terra. 

Alimentados por essa fonte sublime, compete-nos reconhecer que sem o Cristo as organizações do mundo se perderiam por falta de base. 

Nele encontramos o pão vivo das almas e, desde o princípio, o seu amor infinito no orbe terrestre é o fundamento divino de todas as verdades da vida.


Emmanuel