sexta-feira, 10 de julho de 2026

Lancellin - Livro Cirurgia Moral - João Nunes Maia - Cap. 21 - Fazer o melhor



Lancellin - Livro Cirurgia Moral - João Nunes Maia - Cap. 21


Fazer o melhor


Em tudo o que fizeres, nunca te esqueças de fazeres o melhor. E para reconhecer os caminhos mais indicados, basta um pouco de atenção. É nessa hora que a especulação é elegante, que a procura dignifica.

A alma que vive procurando a perfeição no que faz, concentra suas energias no que tange à sua própria conduta e apara suas arestas, para que a saúde se manifeste em seu coração e se instale em todo o seu corpo.

Sê eficiente para ti mesmo que, por esses caminhos, estarás auxiliando aos outros. Mesmo quando a misericórdia de Deus bater à tua porta para que sirvas de instrumento na ajuda aos teus semelhantes, faze-o com esmero. Não te apresses em cooperar muito, fazendo o trabalho mal feito. Em tudo o que deres, lembra-te da harmonia, pois ela te falará na intimidade da alma. O que fizeres, faze-o com perfeição, ou seja, com amor.

Enquanto não reconheceres que o próximo é tu mesmo em outra dimensão, que aquilo que fizeres aos outros estarás fazendo a ti mesmo, não aproveitarás essas lições, já que elas são baseadas e analisadas na expressão das leis universais. Todos os homens, todos os espíritos são copistas do estatuto divino, e se expressam através da fala ou do papel, de acordo com a evolução de cada um. Mesmo assim, nem sempre vivem o que pensam e nem fazem o que escrevem ou dizem.

Estamos todos em marcha para um despertar maior e o tempo é aquele que nos chama, a dor é que apressa o chamado. Quando abrires os olhos para a luz, não sejas néscio. Procura o trabalho, no anseio que a perfeição te inspire, porque o que depende de ti é que está por ser feito. Deus já fez tudo com antecedência e os espíritos superiores que, por bondade, te ajudam, já o faziam antes que os teus olhos se abrissem. O retardatário é, pois, tu mesmo. Enquanto estiveres procurando a felicidade por fora, não a encontrarás. O bem-estar divino mora por dentro das criaturas. O exterior é mero reflexo do mundo interno, daquilo que realmente fores por dentro.

Todos somos enfermos e no futuro cada qual será seu próprio médico.

Quem conhece melhor teus próprios males a não ser tu mesmo? Os diagnósticos são feitos pelas tuas próprias informações. Começa, agora, a pensar nisso e usa os teus recursos em teu próprio favor. Dá os primeiros passos que os Céus te ajudarão. E quando fizeres alguma coisa, procura fazê-la dando o melhor de ti. A perfeição das grandes coisas depende da harmonia que conseguires nas pequenas. Nós condicionamos tudo, isso é uma lei de sequência estendida a toda a criação, que sustenta a paz do Universo.

Ao escreveres uma carta, vê se terminas a missiva com a mesma disciplina das letras iniciais. Opera esse exercício em tudo o que fizeres, pois assim começarás a viver em um mundo de perfeição, que se refletirá na tranquilidade da consciência.

Faze o melhor em tudo o que fizeres, uma norma já adotada pelos santos e pelos sábios. É o espírito começando a mostrar a luz que se acendeu dentro da alma.


Lancellin




















Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 16 - O Tempo



Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 16


O Tempo


O tempo é bênção divina que merece respeito.

Cada hora que passa é qual trato de terra pronto a responder, conforme o tipo de semeadura.

Bem usado, converte-se em manancial de bênçãos, favorecendo o progresso.

Desprezado, termina tomado pelas ervas daninhas dos vícios, que conduzem à estagnação. Aprende a confiar em Deus e no tempo.

Mesmo ante as situações aflitivas, não te apartes do Bem, semeando o amor conforme tuas forças.

Se fizeres o melhor ao teu alcance, o tempo se transformará em emissário divino, trazendo-te a paz imorredoura nos domínios da consciência.


Irmã Scheilla














quinta-feira, 9 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Busca e Acharás - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier - Cap. 38 - Escola



Emmanuel - Livro Busca e Acharás - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier - Cap. 38


Escola


A Terra que te acolhe,
É uma escola de Deus.

O grupo em que nasceste,
É o núcleo de lições.

O parente difícil,
É matéria de ensino.

Desgostos são problemas
E as provações são aulas.

As mudanças e as crises
São épocas de exame.

Ama, trabalha, serve
E aprenderás com Deus.


Emmanuel











Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 36 - Cristo-Consciência



Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 36


Cristo-Consciência

 
"Por isso também me esforço por ter sempre consciência pura, tanto diante de Deus como dos homens." — PAULO (Atos, 24:16)


Cristo-Consciência manifesta-se com mais visibilidade no campo consciencial, cuja área domina todo o corpo espiritual e físico, e é esse Cristo em nós que precisa acordar no esplendor da Sua luz, para nos guiar acertadamente na vida.

Consciência pura só o é aquela que já dominou todos os instintos inferiores, computando forças elevadas e manifestando entendimento em todos os rumos que se identificam como tal.

O ser humano é um viajor infinito, dotado de capacidade indescritível, de sorte a gravar todas as experiências e selecionar as mais válidas, que lhe servem de projeto seguro na subida aos altiplanos da consciência maior.

E para tal, a alma haverá de convocar todas as suas forças internas e meios coadjuvantes externos, para que possa se libertar, despertando os seus próprios dons, para o engrandecimento e nobreza do seu ser.

O autoesforço deve ser constante em todas as linhas de atividades, porque a maior vitória do espírito é quando conhece a si mesmo e vence as suas próprias inferioridades, passando a ser um Cidadão Cósmico, por não depender de carmas para evoluir, nem de sofrimentos para despertar suas qualidades de ouro que o levam a felicidade.

Tem uma serenidade imperturbável em quaisquer condições em que se encontre, vendo na vida somente o bem e o amor; nunca vê as coisas encobertas pela escuridão, antes, vive em plena claridade, por ser ele e o sol Um.

Quando o Mestre dirige a consciência do Seu aprendiz, acontece o fenómeno que Pedro recorda, na conversa com os onze discípulos e relatado por Joel (Atos, 2:16 e 17): “haveria uma hora, ou um dia, em que o espírito derramaria sobre toda a carne e falaria pela boca daqueles que Deus convocasse para esse esplendor do céu”.

É o transe mediúnico dos dias atuais, aquele em que o Evangelho é disseminado com amplitude e em que o comportamento do espírito é iluminado pela vivência dos mais altos preceitos da Boa Nova.

De vez em quando parecia que os participantes do colégio apostolar estavam embriagados, e de fato estavam, mas pela luz Celestial.

Era, com todo o seu vigor, o Cristo como mediador entre eles e Deus.

O Mestre, como Espírito Santo, dividia trabalho para toda a falange de anjos, nos difíceis empenhos de todos os tipos de faculdades de que porventura eram dotados os companheiros de Jesus, curando enfermos, consolando os tristes e anunciando o Reino da Luz para todas as criaturas.

Lembremos aqui a palavra de Jesus Cristo a Marta, quando ela se preocupava com várias coisas em seu lar e não achava bom que Maria ficasse somente ouvindo Jesus e O adorando, no despertamento do Amor: Mas uma só é necessária e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.

Deixa que o Amor comande a tua consciência, que o Amor dirija o teu coração, que o Amor seja o ponto central da tua vida!

O mais te será dado por misericórdia.

O Amor despertará tudo o mais em teus caminhos, porque ele, nos garante um evangelista, é o clima de Deus.

E ainda mais, ele é como Cristo nas consciências dos espíritos.

E depois que desfrutares destes benefícios, repetirás com os apóstolos:

Por isso também me esforço por ter sempre consciência pura, tanto diante de Deus como dos homens.


Miramez















Fonte: Cristos




Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 28 - Caridade e Tempo



Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 28


Caridade e Tempo


Aquele que conhece a Doutrina e o Evangelho já sabe da grande importância do tempo e da caridade.

É necessário aproveitarmos o tempo de maneira cristã, porque ele passa muito depressa.

E, quando percebemos, as oportunidades foram perdidas e o tempo é chegado para nós, na lamentação de termos aproveitado esse tempo de forma tão inadequada…

A caridade, além de nos fortalecer nas provas terrenas, liberta-nos do sofrimento. Faz-nos angariar simpatias no plano espiritual, além de nos conceder misericórdia no plano terreno.

Aquele que, de fato, desperta para as ações nobres, incansavelmente se dedica, porque ele sabe que o amanhã, virá, implacavelmente, cobrar-lhe um hoje infrutífero, um hoje pleno de omissões.

Deus, realmente, ampara e auxilia todas as criaturas, mas, certamente, muito será dado, também àquele que muito doou de si mesmo, em favor dos seus semelhantes.

Que o Mestre nos ensine, cada vez mais, a valorizar o tempo, e que seu Evangelho nos ensine, sempre, a exercer a caridade, como Ele nos disse!


Bezerra de Menezes












quarta-feira, 8 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Assim Vencerás - Chico Xavier - Cap. 17 - Não violentes



Emmanuel - Livro Assim Vencerás - Chico Xavier, Cap. 17


Não Violentes

A violência, é sempre o mal em ação, ainda mesmo quando pareça construir um atalho para o bem.

Enquanto o Sol, sem palavras, consegue inspirar confiança ao viajor, o vento ruidoso e forte, provoca medo e reação por onde passa.

A propósito de auxiliar não violentes a ninguém.

Usa a energia bondosa, como quem sabe que o buril há de ser firme para subtrair a estátua primorosa ao mármore selvagem, mas abstém-te da brutalidade que, à força de desferir golpes indiscriminados, converte a pedra valiosa em estilhaços inúteis.

Não exigirás que a plantinha frágil de hoje te enriqueça os celeiros num milagre de produção, que só o pomar amadurecido consegue realizar.

Não pedirás ao botão entreaberto o prodígio da rosa que só amanhã desabrochará plena de cor e perfume.

O tempo é condição inalienável para todas as realizações.

Aprende a respeitar o próximo na insipiência de cultura ou de aperfeiçoamento, nos defeitos nas falhas com que ainda se te apresenta aos olhos, se desejas realmente cooperar na extensão do bem.

Se sabes ver a imperfeição dos outros, se alcançaste um degrau à frente do companheiro, se contas com mais amplas oportunidades de fazer, estudar, compreender e prosperar, não olvides que a superioridade significa dever de servir e estende mãos fraternas aos que te seguem na retaguarda.

Não acuses, não reclames, não dilaceres.

Se já sabes entender, ama e auxilia sempre.

Recorda que Jesus jamais nos violentou nos dias de nossa ignorância maior e, esquecendo o fel da reprovação, usa a paciência e a bondade, as duas chaves do amor que nos descerrarão nova luz nos horizontes da Vida Imperecível.


Emmanuel 








Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Joanna de Ângelis - Livro Momentos Enriquecedores - Divaldo Pereira Franco - Cap. 1 - A loucura da violência



Joanna de Ângelis - Livro Momentos Enriquecedores - Divaldo Pereira Franco - Cap. 1


A loucura da violência


Entre as expressões do primarismo, no mercado das paixões humanas, destaca-se com realce a violência, espalhando angústia e dor.

Remanescente dos instintos agressivos, ela estiola as mais formosas florações da vida, estabelecendo o caos.

Em onda volumosa arrasa, deixando destroços por onde passa, alucinada.

Na raiz da violência encontra-se a falta de desenvolvimento do senso moral, que o Espírito aprimora através da educação, do exercício dos valores éticos, da amplitude de consciência.

Atavismo cruel, demora de ser transformada em ação edificante, em face das suas vinculações com os reflexos instintivos do período animal, que se prolongam, perturbadores.

Não apenas gera aflição, quando desencadeada, como também provoca reações equivalentes em sucessão quase incontrolável, arrebentando tudo quanto se lhe opõe no percurso destrutivo.

Todo o empenho em favor da preservação dos valores morais deve ser colocado a serviço da paz, como antídoto à força devastadora da violência.

Pequenos exercícios de autocontrole terminam por criar hábitos de não violência.

Disciplinas mentais e silêncios fortalecidos pela confiança em Deus geram a harmonia que impede a instalação desse desequilíbrio.

Atividades de amor, visando ao bem e ao progresso da criatura humana e da sociedade, constituem patamar de resistência às investidas dessa agressividade.

Reflexões em torno dos deveres morais produzem a conscientização do bem, gerando o clima que preserva os sentimentos da fraternidade.

A violência é adversária do processo de evolução, fomentadora da loucura. Quem lhe tomba nas garras exaure-se, e, sem forças, termina no abismo do autoaniquilamento ou do assassínio...

A violência disfarça-se no lar, quando os cônjuges não respeitam os espaços, os direitos que lhes cabem reciprocamente.

Quando os filhos se sentem preteridos por falsos valores do trabalho, do dinheiro, do poder...

Na sociedade, quando os preços escorcham os necessitados.

Quando os interesses pessoais extrapolam os seus limites e perturbam os outros.

Quando a comodidade e os prazeres de alguns agridem os compromissos e os comportamentos alheios.

Quando as injustiças sociais estiolam os fracos a benefício dos fortes aparentes.

Quando os sentimentos inferiores da maledicência, da calúnia, da inveja, da traição, do suborno de qualquer tipo, da hipocrisia disseminam suas infelizes sementes.

Quando os pendores asselvajados não encontram orientação.

Quando as ilusões e fugas, os vícios e aliciamentos levam às drogas, ao sexo desvairado, às ambições absurdas, explodindo nas ruas do mundo e invadindo os lares.

Quando os governantes perdem a dignidade e estimulam a prevalência da ignorância, provocando guerras nacionais e internacionais...

A violência, de qualquer natureza, é atraso moral, síndrome do primitivismo humano remanescente.

O homem e a mulher estão fadados à paz, à glória estelar.

Assim, liberta-te daqueles remanescentes agressivos que terminam insuflando-te reações infelizes.

Se te compraz ainda mantê-los, tem a coragem de te violentares, superando-os ou domando-os, e contribuirás para o apressar do progresso humano.

Como não te é lícito convir com o erro, ensina pela retidão os mecanismos da felicidade, evitando a ira, a cólera, o ódio.

A ira é fagulha que ateia o fogo da violência. A cólera é combustível que a mantém, e o ódio é labareda que a amplia.

Pensa em Jesus, e, em qualquer circunstância, interroga-te como Ele agiria, se estivesse no teu lugar. Tentando-o, lograrás imitá-lO, fazendo como Ele, sem nenhuma violência.


Joanna de Ângelis