domingo, 9 de agosto de 2026

Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 52 - Dons



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 52


Dons

 
“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do Alto.” — (TIAGO, 1:17)


Certificando-se o homem de que coisa alguma possui de bom, sem que Deus lho conceda, a vida na Terra ganhará novos rumos.

Diz a sabedoria, desde a Antiguidade:

— Faze de tua parte e o Senhor te ajudará. 

"Do ponto de vista terreno, a máxima: Buscai e achareis é análoga a esta outra: Ajuda-te a ti mesmo, que o Céu te ajudará." (E.S.E. Cap. 25 - item 2)

Reconhecendo o elevado teor da exortação, somos compelidos a reconhecer que, na própria aquisição de títulos profissionais, o homem é o filho que se esforça, durante alguns anos, para que o Pai lhe confira um certificado de competência, através dos professores humanos.

Qual ocorre no patrimônio das realizações materiais, acontece no círculo das edificações do espírito.

Indiscutivelmente, toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm de Deus. Entretanto, para recebermos o benefício, faz-se preciso “bater” à porta para que ela se nos abra, segundo a recomendação evangélica.

"Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á." (Mateus, 7:7)

Queres o dom de curar? Começa amando os doentes, interessando-te pela solução de suas necessidades.

Queres o dom de ensinar? Faze-te amigo dos que ministram o conhecimento em nome do Senhor, através das obras e das palavras edificantes.

Esperas o dom da virtude? Disciplina-te.

Pretendes falar com acerto? Aprende a calar no momento oportuno.

Desejas acesso aos círculos sagrados do Cristo? Aproxima-te d’Ele, não só pela conversação elevada, mas também por atitudes de sacrifício, como foram as de sua vida.

As qualidades excelentes são dons que procedem de Deus; entretanto, cada qual tem a porta respectiva e pede uma chave diferente.


Emmanuel













sábado, 8 de agosto de 2026

Emmanuel - Livro Busca e Acharás - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier - Cap. 10 - Abrigo íntimo



Emmanuel - Livro Busca e Acharás - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier - Cap. 10


Abrigo íntimo


Pedes abrigo no tumulto que habitualmente aparece diante das grandes renovações.

Entretanto, as possibilidades para o levantamento de semelhante refúgio estão em ti mesmo.

Rememora a proteção sob a qual vieste ao Plano Físico.

De nada dispunhas, além do amor com que te acolheram, no entanto, não te faltou apoio para o crescimento nem luz bastante para que se te clareassem os pensamentos.

Relaciona os empréstimos da vida com que ao mundo te vinculaste:

oportunidades que te honraram;

afetos que te surgiram;

meios que obtiveste;

lições que te enobreceram.

Soma as bênçãos que te enriquecem e pensa na aplicação respectiva que se te pede para a elevação do futuro.

Constrói, por dentro do próprio ser, o abrigo de entendimento que solicitas, no qual possas desfrutar segurança e irradiá-la de ti.

Agradece a tarefa que a vida te concedeu.

Trabalha confiando no êxito do bem.

Usa os patrimônios da vida sem desperdiçá-los.

Não retenhas vantagens com evidente prejuízo dos outros.

Se erraste, corrige-te sem precipitação em desespero.

Não admitas o fracasso por perda definitiva e sim por ensinamento necessário ao triunfo.

Aceita os outros como são sem violentar-lhes o modo de ser e sem permitir que te destruam as realizações e os ideais.

Segue o teu próprio caminho, compreendendo e amando sempre.

Assume as responsabilidades com que te deves conduzir, sem qualquer intromissão no comportamento alheio.

Participa da existência, ofertando as tuas atividades ao montante do benefício comum.

Não te retardes em sombras de ressentimento ou irritação, contra experiências de que ainda precisas.

Segue adiante, pensando no bem, falando para o bem, agindo no bem e edificando para o bem, sem perder o tesouro das horas.

E suceda o que suceder, estarás em segurança, porque assim reconhecerás que a segurança inviolável em nós é a presença de Deus.


Emmanuel














Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 4 - Sem demora



Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 4


Sem demora


"Aquele que se identifica com a vida futura assemelha-se ao rico que perde sem emoção uma pequena soma. Aquele cujos pensamentos se concentram na vida terrestre assemelha-se ao pobre que perde tudo o que possui e se desespera." (E.S.E - Cap. 2, item 6)


Enquanto há claridade, siga seu caminho. Tempo nevoento - visibilidade difícil.

Avance, resoluto, para o grande porto.

Ancoradouro à vista - viagem abençoada.

Procure o labor humilde na senda por onde segue.

Luz na estrada - oportunidade de realização.

Aplique as palavras, respeitando-lhes a significação.

Não diga "jamais" - o amanhã é imprevisível.

Durante as refregas da luta, fite o mapa e siga o rumo traçado com desassombro.

Medo - adversário traiçoeiro.

Tenha cuidado com a observação.

Ácido sulfúrico e água potável têm semelhança aparentemente - constituição efeito diferentes.

Realize o trabalho com simplicidade e em silêncio.

"Muita trovoada - pouca chuva."

Desenvolva a atividade do Cristo no programa mais singelo.

Confiar e olhar para trás - distância do objetivo.

Demore-se longe de pessoas mornas e águas paradas.

Águas quietas e corações mornos -  abismos profundos e resoluções inesperadas.

Escute a clarim evangélico, integrando-se no bem.

Chamado superior - atendimento rápido.

"Aquele que se identifica com a vida futura assemelha-se ao rico que perde sem emoção uma pequena soma."


Marco Prisco
















Joanna de Ângelis - Livro Espírito e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 24 - Jesus e o mundo



Joanna de Ângelis - Livro Espírito e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 24


Jesus e o mundo


"Aquele que se identifica com a vida futura assemelha-se ao rico que perde sem emoção uma pequena soma. Aquele cujos pensamentos se concentram na vida terrestre assemelha-se ao pobre que perde tudo o que possui e se desespera." — (E.S.E. Cap. 2, Item 6)

Muitos cristãos-espíritas afervorados às questões imediatas, às quais sentem dificuldades em renunciar, procuram justificar suas atitudes fundamentando-as em bases falsas.

Informam-se vinculados ao espírito do Cristo, todavia...

Gozam, porque o prazer faz parte da vida.

Usurpam, tendo em vista ser a Terra um ninho próprio aos que se nutrem à custa dos menos hábeis.

Exploram, para evitar serem explorados.

Mentem, tendo em vista os fatores circunstanciais.

Enganam, a fim de sobreviverem.

Lutam com todas as armas, já que outros são adversários insidiosos.

Não vêem mal algum "nisto" ou "naquilo", e definem o espírita como alguém que não tem necessidade de abandonar ou fugir do mundo...

Ajustam a expressão "racional" ao vocábulo "astúcia" e ridicularizam o verbete "místico" como se ele identificasse indignidade.

Pensam no Céu e querem a Terra a qualquer custo.

Tentam conciliação entre Deus e César ao bel-prazer, tirando o melhor proveito para o corpo e a emoção que se desvaira, longe do equilíbrio da mente e da renovação do espírito. "Viver no mundo sem ser do mundo" — eis a questão.

Aplicar o instrumento do sexo na construção da família, facultando a santificante tarefa da reencarnação às entidades da própria grei espiritual, a quem se vinculou no passado por créditos ou débitos seguros.

O sexo é abençoada porta para a felicidade. No entanto, evitar viver para o sexo, considerando os abismos de crime e sombra que a ele se identificam, quando desatina.

Utilizar o dinheiro na execução dos deveres normais, consolidando a alegria na esfera das obrigações próximas e dilatando-o na prática do bem geral, em forma de agasalho, teto, alimento, remédio e segurança para outros espíritos colhidos pelas rudes provações.

O dinheiro é veículo de bênçãos. Todavia, poupar-se a viver para o dinheiro, que se faz verdugo de quem a ele se ata, favorecendo imprevisíveis consequências.

Motivar o ideal com os estímulos da vida hodierna para que o trabalho se enriqueça de frutos sazonados, edificando para a alegria geral do domicílio da esperança e o abrigo da paz.

Não esperar, no entanto, as motivações fortes da vaidade e do orgulho para criar e agir.

A motivação que estimula, faculta o exercício do bem, mas o estímulo que não prescinde de motivos fortes se converte em degeneração por processo danoso.

Cultiva a beleza como expressão de sensibilidade em expansão, favorecendo o asseio e a higiene, o bom gosto e a distinção.

Entrementes viver para cuidar de adornos deste ou daquele jaez é desrespeito à vida em flagrante atentado às Leis da harmonia universal.

Não são as coisas em si boas ou más.

Não é o mundo no sentido etimológico.

É o que fazemos com as coisas do mundo e o como vivemos no mundo que importa considerar.

O sexo não é nobre nem degradante.

O dinheiro não é amigo nem adversário.

A motivação não é necessária nem supérflua.

A beleza não é glória nem castigo.

O uso que lhes damos se encarrega de transformá-los em escada de acesso ou rampa de degredo.

A cocaína de tão positivos resultados terapêuticos, por degradação dos costumes é responsável por crimes hediondos.

O átomo aplicado na paz, na movimentação do progresso da Humanidade, é arma ameaçadora em mãos despóticas, que já vitimou mais de uma centena de milhar de vidas.

A palavra que ergue impérios, tem levado civilizações ao caos...

Viver no mundo entre as contingências do mundo mas pensar nas coisas do Alto" e agir consoante os impositivos da Vida Imperecível.

Aos que pretendem considerar impossível a vida sem os atos esconsos, orgíacos e loucos, tentando conciliar Jesus e o mundo numa aliança utopista, recordamos os que edificaram o Cristianismo nos corações depois do Senhor, com dignidade, e focalizamos o próprio Amigo Celeste que, possuindo o mundo, por tê-lo criado, viveu, entre nós, no mundo e junto às suas tentações, para legar-nos, intemerato, a certeza de que para chegar à paz real é necessário, no mundo, tomar a cruz, depô-la sobre os ombros e segui-lo.


Joanna de Ângelis












sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Em Busca da Verdade - Divaldo Pereira Franco - Cap. 1 - O Ser Humano e sua totalidade - A aquisição da totalidade



Joanna de Ângelis - Livro Em Busca da Verdade - Divaldo Pereira Franco - Cap. 1 - O Ser Humano e sua totalidade


A aquisição da totalidade


Quando se conquista uma floresta densa, o primeiro movimento é o de abrir-se clareiras na sua escuridão e densidade, a fim de que entre a luz e haja espaço para a edificação do que se transformará em posto avançado de serviço e de repouso.

O inconsciente é uma floresta densa, a parte submersa de um iceberg flutuando sobre as águas tumultuadas da existência física.

A grande maioria dos atos e comportamentos humanos, na sua expressão mais volumosa, procede do inconsciente, sem a interferência da consciência lúcida.

No inconsciente coletivo, encontram-se arquivados toda a história da Humanidade, os diferentes períodos vivenciados, abrindo pequeno espaço ao inconsciente individual, encarregado dos registros atuais, desde a concepção até a atualidade.

Há profunda sensatez e veracidade na informação, considerando-se que o Self se estruturou ao largo das sucessivas reencarnações, por onde esse princípio inteligente desdobrou os conteúdos adormecidos em germe, seu Deus interno, até o momento da consciência.

As impressões que dizem respeito às memórias coletivas nesse grandioso inconsciente, têm procedência, porque se referem às vivências individuais ou às informações transmitidas pelos contemporâneos ou ascendentes que as viveram.

Para que haja uma real integração desses arquétipos predominantes em o ser humano, torna-se indispensável o amor a si mesmo, conforme a recomendação do sublime Psicoterapeuta Jesus Cristo.

Ele sabia da existência da sombra individual e coletiva, que aturdia o ser humano.

Na Sua proposta psicoterapêutica através do amor, Ele destacou aquele de natureza pessoal, a si mesmo, em razão dos escamoteamentos, quando se procura amar ao próximo, impossibilitado daquele que é devido a si mesmo, ao Self.

Essa é uma artimanha da sombra, disfarçando o transtorno da indiferença ou animosidade contra o próprio ser, dos conflitos perturbadores no íntimo, em fuga espetacular para a valorização do outro com desprezo pelos seus sentimentos, suas conquistas e seus prejuízos.

Quando o indivíduo não se ama, certamente apaixona-se, deslumbra-se, admira o outro a quem diz amar, até a convivência demonstrar que se tratou apenas de uma explosão sentimental sem profundidade nem significado.

Não são poucos aqueles que afirmam amar, para logo apresentar-se decepcionados por haverem constatado que o outro lhes é semelhante, portador também dos polos opostos, atrelado a dificuldades e limites, que o dito afetuoso gostaria que ele não tivesse, esperando compensações pelas próprias fraquezas.

O amor a si mesmo deve centralizar-se no autorrespeito e na autoconsideração que cada um se merece, identificando a sua sombra, que é familiar aos demais, aceitando-a e diluindo-a na mirífica luz da amizade e da compreensão.

Não se trata de ficar contra as imperfeições - a sombra interior - mas de identificá-la, para mais reforçá-la, o que aqui vale dizer, conscientizar-se da sua existência e considerá-la parte da sua vida.

Lutar contra a sombra representa proceder a um desgaste inútil de energia.

Quando é identificada, a energia retorna à psique, e, à medida que a mesma é integrada, mais vigor se apresenta no ser consciente.

É necessário, portanto, uma atitude ativa e não passiva, porque essa passividade, essa anuência com a ignorância, nada fazendo para modificar-lhe a estrutura, alterando-a e dissolvendo-a, fomenta a violência de todo porte, que desagua entre os poderosos terrestres em guerras hediondas, espraiando a sombra coletiva da arbitrariedade e da prepotência.

O bem e o mal têm a mesma origem na psique humana, resultando de experiências ancestrais que foram vividas pelo Self.

Da mesma forma, a sombra, os antagonismos podem e devem ser enfrentados através de diálogos com os opostos, que elucidam a sua finalidade e os seus gravames.

Nos relacionamentos entre amigos e parceiros, sempre ocorre a fragmentação, na qual a duração dessa convivência é de curto prazo, mesmo quando se inicia com entusiasmo e ardor.

De um para outro momento alguém nota que a sua voz interior não apenas critica-o, lamentando a conivência, informando da sua indignidade ou inferioridade em relação ao outro, como também pelo surgimento de uma agressão ferina, de apontamentos desagradáveis sobre o amigo ou parceiro...

Tal ocorrência produz o comportamento exterior sem correspondente íntimo, dando lugar ao cansaço ou à indiferença, ou a uma forma de saturação emocional, destituindo o prazer que antes era haurido naquele convívio.

Ninguém deve ignorar a voz interior, especialmente quando crítica ou mordaz, responsável por comentários depreciativos da própria pessoa ou de referência a outrem...

Torna-se necessário o seu enfrentamento lúcido e natural, diluindo a tensão que se estabelece entre o consciente e o inconsciente.

Normalmente, diante de uma bela performance exterior, irrompe interna a voz que censura, que abomina, que recalcitra em relação àquele desempenho.

Essa tormentosa sombra imanente na psique faz parte do ego à espera da valiosa contribuição do Self libertador.

Considere-se a existência da sombra como uma questão moral, não a ocultando através de sacrifícios, de sevícias e de autoflagelações para vencer o que se denominou como as tentações, porque tais comportamentos são pertinentes a ela mesma que, submetida por algum tempo, um dia irrompe em forma de desencanto ou de vulgaridade a que se entregam aqueles que, longamente, impediram-na de manifestar-se, acreditando falsamente na vitória sobre ela.

Devorar a sombra com integração lúcida na psique, é também uma forma de diluí-la, incorporando-a ao conjunto, trabalhando pela unidade.

Qualquer tipo de violência ou obstinação contrária, mais a reforça, enquanto que toda expressão de amor e de humildade em relação à mesma, libera-a.

Reconhecer-se imperfeito, como realmente se é, portador de ulcerações e de cicatrizes morais, é um ato de humildade real, que se deve manter com dignidade, enquanto que, divulgá-los, demonstrando simplicidade, é maneira de permanecer-se no estágio de dominação pela sombra que somente mudou de expressão e de comportamento.

Nada mais desagradável e mórbido do que a falsa humildade, aquela que exclui o indivíduo dos valores éticos elevados, que o subestima, expressando, disfarçadamente, presunção, diferenciamento das demais pessoas.

Jesus, que é inabordável psicologicamente, porque paira acima de todas as criaturas, como biótipo especial, jamais se subestimou ou adotou epítetos depreciativos para demonstrar humildade.

Pelo contrário, sempre referiu-se como o Enviado, o Messias, o Filho de Deus, a Luz do mundo, o Pão da vida, etc., demonstrando a Sua autoconsciência.

Entre a humildade e o exibicionismo permanece uma grande diferença.

Muita aparência humilde torna-se ostentação disfarçada, portanto, presença da sombra dominadora na conduta psicológica.

Em qualquer movimento religioso, que busca a superação dos conflitos, vale a pena considerar-se que convivem no mesmo indivíduo o anjo e o demônio, que necessitam harmonizar-se, descendo um na direção do outro que ascende no rumo do primeiro.

Quando se reconhece essa dualidade presente na psique, que é representativa do ser humano, uma das suas características, portanto, torna-se fácil a terapia equilibradora, unindo-a em um ser lúcido psiquicamente e generoso emocionalmente.

A integração é necessidade de vivenciar-se um labor consciente, de amadurecimento psicológico, de conquista emocional e espiritual.


Joanna de Ângelis














Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 35 - Aqueles que ferem



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 35


Aqueles que ferem


"Mas eu vos digo: Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos têm ódio; e orai pelos que vos perseguem e caluniam..." — (MATEUS, 5:44)


Esperemos em Jesus que não nos desampara.

Aqueles que ferem, ferem a si mesmos.

Os que perseguem e caluniam, caluniam e perseguem a si próprios. 

Que Jesus conceda a todos eles a paz que desejamos para nós.


Batuíra












Miramez - Livro Cura-te a ti mesmo - João Nunes Maia - Cap. 11 - Confiança - O poder visualizante



Miramez - Livro Cura-te a ti mesmo - João Nunes Maia - Cap. 11


Confiança - O poder visualizante


A visualização tem um poder criativo grandioso. Aquele que adestrou sua mente no trabalho de visualizar, quando se trata de enfermos, seja qual for a doença, e que conhece o poder do pensamento, principalmente quando se reúnem vários irmãos buscando estimular a cura em outros. 

Pelos processos de meditação, visualize o doente já curado, intercalando nesse mister leituras edificantes e preces; e nesse empenho, os benfeitores vêm nos ajudar, em nome do Cristo. 

O poder de visualizar é como que o poder de criar, no ambiente da confiança. 

Quando se fala em um doente, aquele que fala e quem ouve, somente veem o paciente em estado de decadência, e uma das primeiras perguntas é: qual é a enfermidade? 

E quando se lembram do enfermo, ele só é visto com a doença, quando não morrendo.

É um grande equívoco, vale dizer, pois o nosso dever de cristão é visualizar, ver o companheiro são, e a natureza lhe fornecerá os recursos para o devido restabelecimento, de acordo com as leis divinas. 

Podemos fazer esse trabalho conosco mesmos, como encarnados; e a nossa própria cura. 

Tua mente é poderosa e Deus te deu uma fonte de energia para que a comandes em favor de ti mesmo, como em beneficio dos outros. 

E nesse trabalho, surge em nós uma esperança singular, capaz de estabelecer muita paz e contentamento em nossa intimidade, por entendermos que temos recursos, que até então estavam desconhecidos, os quais podemos usar para o bem comum. 

É a força do amor saindo da mente adestrada em favor da harmonia comum. 

Devemos ver em tudo somente a perfeição, por que o que não se mostra ainda em harmonia passará a harmonizar-se, por força da lei de Deus. 

Façamos a nossa parte, que a natureza divina não se esquece de fazer a dela, em nome do Criador.

A alma se encontra constantemente na intimidade com o seu mundo mental; é bom atentar para o “vigiai e orai”, como relata o Evangelho. 

Os pensamentos elevados representam, pois, uma visualização em Cristo, proporcionando equilíbrio e saúde em todos os corpos, harmonizando o centro da própria vida.

O que pensas com firmeza respirarás na mesma vibração; a tua comida se encontra envolvida pela vibração de teus pensamentos; assim a água que sorves e até as tuas vestes se encontram envolvidas pelo conteúdo energético do que pensas. 

A vida universal te ouve pelo que pedes, através da “voz” dos pensamentos! 

Sê caridoso contigo mesmo, educando os teus pensamentos. E a Doutrina Espírita te ajudará na cura das tuas enfermidades, por te instruir no que deves fazer com as tuas forças mentais.

Observa que o Evangelho recomenda para perdoarmos aos que nos ofendem, orarmos pelos caluniadores e abençoarmos aos que nos odeiam!

Nesse trabalho de amor, é gerado em nossos corações o amor pelos nossos inimigos, apontando-nos o caminho da felicidade. 

Procuremos ter e aumentar a nossa fé, que ela nos ajudará a nos libertar de toda a depressão que nos causa o revide às ofensas. 

O Cristo vivenciado é céu em expansão na consciência. Confiemos em Deus, pedindo a Ele que nos ajude a nos ajudar, para alcançarmos a paz e sentirmos o amor, amando a tudo, para que compreendamos as leis de Deus na segurança de tudo que existe. 

Mesmo que ouças dos outros coisas negativas, como assuntos sobre enfermidades e problemas incontáveis, não dês sequência a essas ideias; usa teu poder de visualizar, vibrando nas faixas do Bem em todas as direções, para que esse Bem se materialize como saúde e bem-estar para tudo e para todos. 

A nossa mente é fonte de luz capaz, se bem usada, de se converter em saúde, naquela tranquilidade imperturbável que o Cristo em nós pode gerar.


Miramez