sábado, 15 de agosto de 2026

Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 14 - Administradores



Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 14


Administradores


“Honrai o rei.” — (1 PEDRO, 2:17)


O Espírito desprevenido que lesse superficialmente a recomendação de Pedro, talvez fosse induzido a inferiores considerações.

Não seria manifestação servil do apóstolo, recomendar os príncipes do mundo ao respeito dos aprendizes do Evangelho? Não seria expressão de medo, o propósito de cativar a atenção de dominadores da Terra?

Entretanto, aquele Simão muito amado, cheio da Luz do Pentecostes, escreveu a pequenina indicação, evidenciando Sabedoria Divina.

Dos cooperadores de Jesus na Terra, os que governam ou administram são os que mais requisitam auxílio e compreensão.

Esses homens representativos padecem de certas necessidades espirituais, terríveis e dolorosas.

Possuem críticos exigentes, desde o lar onde respiram ao ponto mais afastado da sua zona de iluminação e bajuladores insidiosos que os rodeiam por cálculo, sempre atentos aos interesses inferiores.

Raramente têm amigos visíveis.

Pedro foi filósofo profundo nesse pedido à cristandade.

Não recomenda servilismo, nem perda da personalidade no esforço da obediência.

Pede respeito simplesmente, porque sabia que o administrador da Terra não pode atender ao próprio trabalho, sem que os subordinados cumpram o dever que lhes compete em particular.

Quem respeita, compreende e coopera.

Em verdade, os príncipes do mundo, em grande parte, esqueceram as obrigações e desencadeiam lutas ferozes da tirania e da ambição, mas não podemos esquecer que os seus tutelados, quase sempre se converteram, em fiscais impiedosos e aduladores sem consciência.

Honra aqueles que o Senhor te deu por superiores hierárquicos, quanto seja possível e justo.

Não condenes, nem bajules.

Honra-os, cumprindo o seu dever no plano geral do serviço.

Se deves amar e proteger a todos os seres que se colocam em posição inferior ao teu nível evolutivo, porque menosprezar os que vivem acima de tua possibilidade ou de tua cabeça?


Emmanuel












sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. IV - João Nunes Maia - Cap. 29 - Conhecimento



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. IV - João Nunes Maia - Cap. 29


Conhecimento


182. É-nos possível conhecer exatamente o estado físico e moral dos diferentes mundos?

“Nós, Espíritos, só podemos responder de acordo com o grau de adiantamento em que vos achais. Quer dizer que não devemos revelar estas coisas a todos, porque nem todos estão em estado de compreendê-las e semelhante revelação os perturbaria.”

A.K.: À medida que o Espírito se purifica, o corpo que o reveste se aproxima igualmente da natureza espírita.


Já não há dúvidas, para os estudiosos da Doutrina Espírita, quanto à existência dos diferentes mundos que circulam no espaço, como os que são habitados por Espíritos de diferentes classes. Muitas pessoas perguntam quais ou tais mundos que são habitados. Afirmamos que são muitos deles, bem como existem alguns que se assemelham à Terra, nas suas características; no entanto, muitos e muitos se encontram bem mais elevados que ela.

Tanto o mundo como a humanidade nele estagiada ascenderam moral e fisicamente na escala evolutiva; são mundos mais velhos, alguns dos quais, como diz “O Livro dos Espíritos”, se encontram quase em estado fluídico.

Os mundos venturosos são, pois, o céu que se almeja, cheio de anjos, onde o amor, a verdade, o perdão, a caridade e outras tantas virtudes são comuns na vida dos que ali vivem. São todos alimentados pela fraternidade pura. A necessidade de um é o interesse de todos, e a comunhão de idéias se faz para a paz coletiva. Poderíamos trazer para os companheiros da terra o modo de vida nesses planetas felizes, mas respeitamos uma lei que vigora no universo, a lei de justiça, de que cada um recebe o que pode suportar.

Para que maior revelação em favor dos homens do que o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo? Ele veio por acréscimo de misericórdia, pelo sofrimento da humanidade. Trazer mais, seria exigir da imaturidade uma compreensão que os homens ainda não suportariam. Esforcemo-nos, pois, para compreender Jesus e vivê-Lo. Dessa forma o nosso entendimento abrir-se-á, e a intuição divina nos mostrará o ambiente superior que nos espera, que espera aqueles que pelo amor semearem as sementes de luz em benefício dos que sofrem e choram.

Devemos nos esforçar para conhecermos mais, mas, tudo dentro do limite capaz de orientar os nossos passos para o bem estar social que a coletividade espera. O estado físico e moral de diferentes mundos, mais elevados do que a Terra, por enquanto não se pode divulgar, a não ser por simples traços que as mensagens podem revelar. O resto, pode-se deduzir pelo que já se conheceu da evolução da alma. Se são mais elevados, tudo que lá existe é mais aprimorado em todas as ordens. Se são mundos onde a primeira lei é o amor, tudo que tiver fora do amor, não pode existir.

O mundo onde existem guerras fratricidas, violência, e onde uns sempre se alimentam dos outros, certamente que a razão dirá que esse mundo é dos mais inferiores, pelas vibrações que emanam da sua humanidade ignorante e infeliz. Os mundos superiores desconhecem o orgulho e o egoísmo, a brutalidade e a prepotência. Os Espíritos ali reencarnados são limpos destas inferioridades e tantas outras que não precisam ser mencionados.

Um Espírito altamente superior, o dirigente da própria Terra, o Espírito mais lúcido dentre os que caminham com ela, já esteve aqui com a finalidade de elevá-la, pelo menos a um grau a mais na escala dos mundos, e espera que todos os homens possam compreender o seu gigantesco esforço dentro do mais alto conhecimento da verdade.


Miramez













Joanna de Ângelis - Livro Dias Gloriosos - Divaldo Pereira Franco - Cap. 2 - Forças mentais



Joanna de Ângelis - Livro Dias Gloriosos - Divaldo Pereira Franco - Cap. 2


Forças mentais


A mente é dínamo gerador de energia de difícil catalogação, que se expressa automaticamente, conforme o conteúdo emocional de que se reveste. Exteriorização do Espírito, é interpretada pelo cérebro que a transforma em ideia, tornando-a veículo de comunicação e de expressão variada. Força irradiante, o seu teor vibratório resulta dos sentimentos daquele que a emite.

Mesmo quando não conduzida conscientemente, essa energia mantém sintonia com outras equivalentes, gerando efeitos que correspondem à sua constituição.

Conhecida, de alguma forma, em quase todas as épocas da humanidade, tem sido utilizada de maneiras diferentes, quase sempre alcançando os fins para os quais se aplica.

Mesmer estudou-a cuidadosamente e elaborou a Doutrina do Magnetismo, descobrindo as suas possibilidades terapêuticas. O Marquês de Puységur recorreu aos seus valiosos recursos, conseguindo transmiti-la e imantá-la em árvores que, momentaneamente, lhe guardavam e transferiam as vibrações.

Allan Kardec utilizou-se da sua prática e conseguiu atingir estados de sonambulismo. O Dr. James Braid pôde alcançar os estados hipnológicos e, à medida que o conhecimento evoluiu, mais foi penetrada e conhecida, facultando identificar-se recursos que explicam um sem-número de fenômenos que passavam por miraculosos e sobrenaturais.

É o veículo de múltiplas manifestações anímicas, em razão de proceder do Espírito que a emite, qual antena que não cessa de vibrar. Ao mesmo tempo responde pelas diversas ocorrências da telepatia, da telecinesia ou movimentação espontânea de objetos, da combustão natural, sendo um agente poderoso e ignorado que se encontra à disposição da criatura humana, que a não tem sabido orientar corretamente.

Em razão da sutileza das ondas que exterioriza, a mente intervém nas construções do mundo físico e age diretamente sobre todos os corpos, às vezes alterando-lhes a constituição.

O mesmo ocorre no que diz respeito ao intercâmbio psíquico, atuando nas faixas semelhantes e operando efeitos que lhe correspondem ao teor vibratório.

O Universo é resultado da Mente divina que não cessa de agir positivamente.

Tudo quanto cerca o ser humano, de certo modo resulta da sua afinidade mental, sendo ele também o cocriador, graças às edificações que opera pela incessante emissão de força psíquica.

Ao mesmo tempo, essa energia é responsável por inúmeros estados de bem e mal-estar, de saúde e de doença, de alento e de desconforto.

Penetrante em qualquer obstáculo, vence distâncias com rapidez inconcebível, atingindo a meta com facilidade e quase sempre encontrando ressonância no fulcro ao qual se conecta.

O intercâmbio mental é muito maior do que se pode imaginar. Inconsciente ou de forma lúcida entre os homens e mulheres; direcionado aos animais e plantas; entre os Espíritos, alguns dos quais o manipulam com propriedade; destes para com os outros demais seres humanos, assim também com a Fonte da Vida.

Aspirações e desejos ignóbeis, mágoas e ódios, ciúmes e paixões são focos emissores de energia mental de baixos teores que cruzam os espaços na direção de pessoas e de tudo aquilo que se encontra sob a sua alça de mira.

Transtornos emocionais e de conduta, amolentamento e irascibilidade, tensão e angústia procedem, muitas vezes, da irradiação negativa de mentes em desequilíbrio vibrando intensamente contra aqueles que as sofrem.

Pessimismo, autodepreciação, estimulações perniciosas também respondem por distonias nervosas, depressões e flagelos íntimos que decorrem da absorção das ondas mentais enfermiças.

Alegria, idealismo, realização dignificante são gerados e mantidos pela mente em sintonia com a ordem universal, vitalizando quem a emite.

A mente exerce incomparável poder na existência humana, através de cuja manipulação o progresso se desenvolve ou degenera a civilização.

O cultivo de pensamentos anestesiantes ou tóxicos produz insuspeitados danos ao próprio indivíduo, ao meio em que se movimenta, à sociedade de que faz parte. O mesmo fato ocorre quando a sua qualidade é elevada e saturada de esperanças, de ideias produtivas, gerando contínuas transformações para melhor no ser que os sustenta, assim como em torno de si, irradiando-se e alcançando o grupo social que o cerca.

Quanto mais é vitalizada a mente pela fixação de qualquer ideia, mais predominante se lhe torna, passando a comandar todas as aspirações que envolvem o ser humano e a sua vida.

Assim ocorre com os construtores do mundo nos diferentes campos do processo evolutivo. Vincularam-se aos postulados de engrandecimento e vivem-nos à saciedade, crescendo sempre e produzindo cada vez mais.

O inverso também se dá, e de forma volumosa, mais acentuadamente. Os vícios e comportamentos mórbidos que dominam as paisagens mentais e se exteriorizam em crescente volume, consomem as suas vítimas sempre sedentas e insatisfeitas, desnutridas e doentias.

Conforme o pensamento mantido, no mesmo padrão a existência se apresentará. Isto porque, além dos efeitos propiciados pelas ondas emitidas no próprio agente, suas irradiações produzem sintonia com outras equivalentes que lhe aumentam o curso e o conteúdo, produzindo os mais pesados ônus de sofrimento e de desgaste.

Intercâmbios mentais infelizes predominam nos espaços terrestres entre as criaturas. Mas também influências psíquicas estimulantes, afetuosas, enriquecedoras, atravessam as distâncias e são captadas pelos que se encontram nas faixas das ondas em que se espraiam, alcançando aqueles a quem são dirigidas.

Todo o movimento e realização no mundo são produto das forças mentais que se transferem de uma para outra antena psíquica, de um para outro lugar, construindo e demolindo, ativando ou desarticulando obras.

Envolve-te no pensamento do bem e ora sempre, a fim de que as tuas sejam forças mentais enobrecidas.

A oração proporciona sintonia com as irradiações superiores da Mente divina, na qual mergulharás, beneficiando-te com elas.

Se te manténs inadvertido a respeito do intercâmbio psíquico e não vigias, sofrerás o efeito daninho de muitas mentes que te buscam, roubando-te vitalidade ou impondo-te suas cargas nem sempre saudáveis, que te submeterão.

Estás sempre em sintonia, queiras ou não, com as forças mentais que se movimentam no mundo. Conforme a tua identificação emocional, externarás vibrações que se vincularão a outras de igual teor vibratório.

Não te descuides do que pensas, do a que aspiras, do que falas e de como ages. Da mente procedem todos esses passos e se não a tens disciplinada, habituada aos bons direcionamentos, sofrerás as correspondências da reciprocidade.

Respiras a atmosfera saturada pelo teu psiquismo, vivendo de acordo com as suas irradiações. Ascendendo a planos elevados, te nutrirás de energia pura, saudável. Descendo aos fossos dos desejos brutais, voluptuosos, te intoxicarás com as emanações morbíficas ali emanadas.

És tu quem eleges a região psíquica para viver e pela qual te conduzirás na busca da realização interior.

Muitas vezes enfrentarás campos psíquicos minados por cargas viciadas e perigosas, imantadas por seres espirituais perversos e doentios que se utilizam de outras pessoas para te alcançar e prejudicar.

Somente poderás conduzir-te nessas batalhas com os recursos morais que provêm das tuas energias psíquicas. Como não temem outros recursos, será através das tuas vigorosas emissões vibratórias que a eles escaparás.

Assim, robustece-te no autoconhecimento, aprofundando a tua capacidade de bem pensar para melhor agir, adquirindo controle e direção segura para a tua existência terrena.

O teu pensamento é fonte de vida que não podes descurar.

As tuas forças mentais devem ser cuidadas, ampliadas, aplicadas na elaboração de novas condutas para ti e para o mundo sob a inspiração de Jesus Cristo, cuja existência na Terra foi sempre vivida em perfeita sintonia com Deus, de Quem hauria forças para o desempenho do ministério a que se entregou, e para manter o poder sobre as Entidades do mal, carregadas de energia destrutiva, que Ele muitas vezes enfrentou.


Joanna de Ângelis











Emmanuel - Livro Roteiro - Chico Xavier - Cap. 14 - Evangelho e alegria



Emmanuel - Livro Roteiro - Chico Xavier - Cap. 14


Evangelho e alegria


Grande injustiça comete quem afirma encontrar no Evangelho a religião da tristeza e da amargura.

Indubitavelmente, o sacerdócio muita vez impregnou o horizonte cristão de nuvens sombrias, com certas etiquetas do culto exterior, mas o Cristianismo, em sua essência, é a revelação da profunda alegria do Céu entre as sombras da Terra.

A vinda do Mestre é precedida pela visitação dos anjos.

Maria, jubilosa, conversa com um mensageiro divino que a esclarece sobre a chegada do Embaixador Celestial.

Nasce Jesus na manjedoura humilde, que se deslumbra ao clarão de inesperada estrela.

Tratadores rústicos são chamados por um emissário espiritual, repentinamente materializado à frente deles, declarando-se portador das “notícias de grande alegria” para todo o povo. No mesmo instante, vozes cristalinas entoam cânticos na Altura, glorificando o Criador e exaltando a paz e a boa vontade entre os homens.

Começam a reinar o contentamento e a esperança…

Mais tarde, o Mestre inicia o seu apostolado numa festa nupcial, assinalando os júbilos da família.

Como que percebendo limitação e estreiteza em qualquer templo de pedra para a sua palavra no mundo, o Senhor principia as suas pregações à beira do lago, em pleno santuário da natureza. Flores e pássaros, luz e perfume representam a moldura de sua doutrinação.

Multidões ouvem-lhe a voz balsamizante.

Doentes e aleijados tocam-se de infinitas consolações.

Pobres e aflitos entreveem novos horizontes no futuro.

Mulheres e crianças acompanham-no, alegremente.

O Sermão da Montanha é o hino das bem-aventuranças, suprimindo a aflição e o desespero.

Por onde passa o Divino Amigo, estabelece-se o contentamento contagiante.

Em pleno campo, multiplica-se o pão destinado aos famintos.

O tratamento dispensado pelo Mestre aos sofredores, considerados inúteis ou desprezíveis, cria novos padrões de confiança no mundo.

Desdobra-se o apostolado da Boa Nova, no clima da alegria perfeita.

Cada criatura que regista as notas consoladoras do Evangelho começa a contemplar o mundo e a vida, através de prisma diferente.

Surge-lhe a Terra por bendita escola de preparação espiritual, com serviço santificante para todos.

Cada enfermo que se refaz para a saúde é veículo de bom ânimo para a comunidade inteira.

Cada sofredor que se reconforta constitui edificação moral para a turba imensa.

Madalena, que se engrandece no amor, é a beleza que renasce eterna, e Lázaro, que se ergue do sepulcro, é a vida triunfante que ressurge imortal.

E, ainda, do suor sangrento das lágrimas da cruz, o Senhor faz que flua o manancial da vida vitoriosa para o mundo inteiro, com o sol da ressurreição a irradiar-se para a Humanidade, sustentando-lhe o crescimento espiritual na direção dos séculos sem fim.


Emmanuel












Emmanuel - Livro Recados do Além - Chico Xavier - Cap. 46 - Doação e alegria



Emmanuel - Livro Recados do Além - Chico Xavier - Cap. 46


Doação e alegria


"E tudo vos tenho mostrado, que assim trabalhando, convém socorrer os enfermos e lembrar daquelas palavras do Senhor Jesus, quando disse: Mais bem-aventurado é dar que receber." — PAULO (Atos 20:35).


Diz o Evangelho: “há mais alegria em dar do que em receber”. 

Guarda, porém, a certeza de que se te matriculares na escola da caridade, mesmo reclamando, acabarás por descobrir a alegria de auxiliar aos outros, sem pensar em receber.


Emmanuel











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Emmanuel - Livro União em Jesus - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7 - Renascer



Emmanuel - Livro União em Jesus - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7


Renascer


Deplorável engano esperar alguém por nova reencarnação, a fim de melhorar-se. A entrada de nossa alma na luta humana é como que o ingresso do aluno do amor e da sabedoria, em novas fases de aprimoramento na grande escola da Terra.

E, se vemos a árvore renascer da semente, em trabalho metódico, e se observamos o tempo ressurgir, em cada novo dia, é fácil reconhecer a nossa privilegiada posição de criaturas conscientes, no círculo das possibilidades de renascimento espiritual em qualquer ocasião.

Se a vontade bem dirigida é a bússola de nossa embarcação no mar das provas edificantes, podemos, em verdade, renascer, cada hora…

Da incerteza para a confiança.

Do desalento para a coragem.

Da tristeza para a alegria.

Da fadiga para o bom ânimo.

Da sombra para a luz.

Do mal para o bem.

Da perturbação para o equilíbrio.

Da dor para a felicidade.

Da discórdia para a paz.

Da violência para a harmonia.

Do ruído para o silêncio.

Do ódio para o amor.

Renascimento de hoje, porém, indica a morte da véspera.

Se não aprendemos a ceder, em silêncio, apagando os nossos impulsos de dominação individualista, quando se cala a semente na cova escura, morrendo para reviver no pão que enriquece o celeiro, será sempre difícil a nossa renovação. 

Usando o amor e a humildade, no clima do serviço incessante, encontraremos, cada dia, mil recursos de recomeçar a nossa jornada, com bases no Infinito Bem.

Cada qual de nós possui o tesouro do coração, do cérebro, do verbo, dos braços…

Se quisermos empregar semelhantes patrimônios, na transformação dos valores que nos cercam, convertendo a nossa fé em motivo de trabalho santificador, em todos os momentos da vida, permaneçamos convictos de que estamos no renascimento constante, a caminho da perfeição crescente, que nos outorgará o direito às mais vastas compensações da Vida Universal.


Emmanuel












Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 5 - Oração no trabalho



Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 5


Oração no trabalho


Senhor! Ensina-nos a trabalhar mais, produzindo mais, e a produzir mais, a fim de conquistarmos recursos maiores, para distribuir o auxílio sempre mais amplo de Tua Misericórdia.

E ensina-nos, Senhor, a descansar menos, pedindo menos, e a pedir menos, a fim de pesarmos menos em nossos semelhantes, para exigir menos, de modo a nos sentirmos menos fracos para servir em Tua Bondade.

Senhor! Tanto quanto nos seja possível receber, concede-nos mais trabalho para sermos mais úteis e que sejamos sempre menos nós, diante de Ti, a fim de que estejas mais em nós, hoje e sempre.

Assim seja.


Bezerra de Menezes