domingo, 19 de abril de 2026

Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 43 - Misericórdia



Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 43


Misericórdia


"Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará de indulgência para convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros." (ESE - Cap. X - Item 17)*


Devemos ser indulgentes para com os nossos irmãos em estado de ignorância, porque a indulgência pede a mesma coisa para nós.

O que semeamos, colhemos; o que damos, recebemos. Se temos misericórdia para com os nossos companheiros, recebemos misericórdia de quantos encontramos nos caminhos.

É a consciência das leis espirituais que nos fazem respeitar os outros. É do dever de cada um corrigir as faltas de si mesmos, sem se preocupar com os erros alheios; cada vida é um mundo que pertence a cada um.

Podemos ajudar aos outros pela força do exemplo, na subtilidade do próprio tempo. Entendemos que misericórdia é amor, que veste na roupagem diferente, mas com os mesmos sinais de caridade, ali viam as criaturas nas duras provas da vida, nas frequentes lutas para melhorar.

Os Espíritos superiores falam muito em indulgência, porque eles são indulgentes para connosco; passam por nós servindo, por vezes em diálogos, vivendo os conceitos ensinados e vivenciados por Jesus; mais tarde, certamente faremos o mesmo.

O Evangelho Segundo o Espiritismo nos apresenta muitas mensagens no seu farto repositório de luz, em que muitos Espíritos falam sobre a indulgência, valorizando-a como uma das portas que mostra o amor de Deus, já vibrando no coração de quem a expressa.

Não devemos somente esquecer os ofensores; é preciso também nos lembrarmos daqueles por nós ofendidos; é o dever do cristão semear o amor e a caridade no lugar da violência, no lugar do orgulho e do egoísmo.

A vida da alma tem de se transformar em harmonia, harmonia em todos os sentimentos. É desta forma que nasce a felicidade, e ser feliz é um estado d’alma difícil de ser explicado; somente os sentimentos podem dela dar notícias, no mundo interno.

Jesus veio à Terra mostrar os primeiros sinais da glória do Espírito, vivendo essa verdade, e deixando como herança o Evangelho, para que possamos dar início à nossa transformação, para a paz interna. Bem-aventurados os misericordiosos, que receberão misericórdia: recebemos o que damos, esta é a lei divina.

Desta forma, ativamos o interesse de crescer à indulgência, de modo que ela se mude para o amor. Em nossas preces, pedimos ao Senhor para perdoar as nossas ofensas, compreendendo a lei da justiça. É o que devemos fazer todos os dias; sempre desculpar os algozes, porque eles não sabem o que fazem.

Quem ama, encontra amor; quem é benevolente, encontra benevolência; quem perdoa, é perdoado; quem dá, recebe dádiva; quem ilumina, só anda no meio das claridades.

Em toda a criação universal, as leis são iguais; as diferenças, quando existem, diante das leis, referem-se ao crescimento espiritual, caminho de todos os Espíritos, ordenado pela lei de justiça.

A indulgência nos mostra outras qualidades, que devemos despertar no nosso mundo interno, de que nós mesmos somos os beneficiados.


Miramez






*O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. X - Bem-aventurados os que são misericordiosos - Instruções dos Espíritos - A indulgência 

17. Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará de indulgência para convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros.

Sustentai os fortes: animai-os à perseverança. Fortalecei os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento; mostrai a todos o anjo da penitência estendendo suas brancas asas sobre as faltas dos humanos e velando-as assim aos olhares daquele que não pode tolerar o que é impuro. Compreendei todos a misericórdia infinita de vosso Pai e não esqueçais nunca de lhe dizer, pelos pensamentos, mas, sobretudo, pelos atos: “Perdoai as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos hão ofendido.” Compreendei bem o valor destas sublimes palavras, nas quais não somente a letra é admirável, mas principalmente o ensino que ela veste.

Que é o que pedis ao Senhor, quando implorais para vós o seu perdão? Será unicamente o olvido das vossas ofensas? Olvido que vos deixaria no nada, porquanto, se Deus se limitasse a esquecer as vossas faltas, Ele não puniria, é exato, mas tampouco recompensaria. A recompensa não pode constituir prêmio do bem que não foi feito, nem, ainda menos, do mal que se haja praticado, embora esse mal fosse esquecido. Pedindo-lhe que perdoe os vossos desvios, o que lhe pedis é o favor de suas graças, para não reincidirdes neles, é a força de que necessitais para enveredar por outras sendas, as da submissão e do amor, nas quais podereis juntar ao arrependimento a reparação.

Quando perdoardes aos vossos irmãos, não vos contenteis com o estender o véu do esquecimento sobre suas faltas, porquanto, as mais das vezes, muito transparente é esse véu para os olhares vossos. Levai-lhes simultaneamente, com o perdão, o amor; fazei por eles o que pediríeis fizesse o vosso Pai celestial por vós. Substituí a cólera que conspurca, pelo amor que purifica. Pregai, exemplificando, essa caridade ativa, infatigável, que Jesus vos ensinou; pregai-a, como ele o fez durante todo o tempo em que esteve na Terra, visível aos olhos corporais e como ainda a prega incessantemente, desde que se tornou visível tão-somente aos olhos do Espírito. Segui esse modelo divino; caminhai em suas pegadas; elas vos conduzirão ao refúgio onde encontrareis o repouso após a luta. Como ele, carregai todos vós as vossas cruzes e subi penosamente, mas com coragem, o vosso calvário, em cujo cimo está a glorificação. – João, bispo de Bordéus. (1862.)









sábado, 18 de abril de 2026

Marco Prisco - Livro Momentos de Decisão - Divaldo P. Franco - Cap. 12 - Verdade e Amor



Marco Prisco - Livro Momentos de Decisão - Divaldo P. Franco - Cap. 12


Verdade e Amor


“Mas, praticando a verdade em amor, cresçamos em todas as coisas naquele que é a cabeça, Cristo.” — PAULO (Efésios, 4:15).

A verdade pode ser utilizada para ajudar, ferir ou descoroçoar.

Ajuda, quando orienta mediante o recurso da bondade e da discrição; fere, quando zurzida com enfado ou através do descaso, com azedume e frieza com que se expressa; descoroçoa, quando se toma arma de dura aplicação, que culmina por aniquilar os estímulos.

O amor pode ser utilizado para ajudar, ferir ou descoroçoar.

Ajuda quando adverte, assiste e porfia, mesmo quando tudo, aparentemente, conspira contra; fere quando exige, impondo-se afirmação a soldo de pesado ônus retributivo; descoroçoa, quando por eufemismo concorda com o erro, desculpa a irresponsabilidade e acobertaas leviandades, aniquilando.

Quem ama e é verdadeiro age com retidão, exerce responsabilidade, porfia no ideal, embora membro da minoria.

Não reclama, não exige, não desanima.

Seguro dos objetivos que alcançará, serve incansável, ensina infatigável, perdoa.

A verdade e o amor são linhas mestras de conduta que nenhum cristão delas pode prescindir.

Dispensável esgrimir o verbo sadio, desnecessário falar da própria capacidade de amar.

Pelos atos revela-se, como pelos “frutos se conhecem as árvores”.


Marco Prisco













Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 51 - Socorre a ti mesmo



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 51


Socorre a ti mesmo


“Pregando o Evangelho do reino e curando todas as enfermidades.” — (MATEUS, 9:35)


Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus olhos.

Defende-te contra a surdez, entretanto, retifica o teu modo de registrar as vozes e solicitações variadas que te procuram.

Medica a arritmia e a dispneia, contudo, não entregues o coração à impulsividade arrasadora.

Combate a neurastenia e o esgotamento, no entanto, cuida de reajustar as emoções e tendências.

Persegue a gastralgia, mas educa teus apetites à mesa.

Melhora as condições do sangue, todavia, não o sobrecarregues com os resíduos de prazeres inferiores.

Guerreia a hepatite, entretanto, livra o fígado dos excessos em que te comprazes.

Remove os perigos da uremia, contudo, não sufoques os rins com os venenos de taças brilhantes.

Desloca o reumatismo dos membros, reparando, porém, o que fazes com teus pés, braços e mãos.

Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam, todavia, aprende a guardar a mente no idealismo superior e nos atos nobres.

Consagra-te à própria cura, mas não esqueças a pregação do Reino Divino “aos teus órgãos”. Eles são vivos e educáveis. Sem que teu pensamento se purifique e sem que a tua vontade comande o barco do organismo para o bem, a intervenção dos remédios humanos não passará de medida em trânsito para a inutilidade.


Emmanuel











Emmanuel - Livro Seara dos Médiuns - Chico Xavier - Cap. 85 - Diante dos outros



Emmanuel - Livro Seara dos Médiuns - Chico Xavier - Cap. 85


Diante dos outros


302. À espera de que a unidade se faça, cada um julga ter consigo a verdade e sustenta que o verdadeiro é só o que ele sabe, ilusão que os Espíritos enganadores não se descuidam de entreter. Assim sendo, em que pode o homem imparcial e desinteressado basear-se, para formar juízo?

“Nenhuma nuvem obscurece a luz mais pura; o diamante sem mácula é o que tem mais valor; julgai, pois, os Espíritos pela pureza de seus ensinos. A unidade se fará do lado onde ao bem jamais se haja misturado o mal; desse lado é que os homens se ligarão, pela força mesma das coisas, porquanto considerarão que aí está a verdade. Notai, ao demais, que os princípios fundamentais são por toda parte os mesmos e têm que vos unir numa ideia comum: o amor de Deus e a prática do bem. Qualquer que seja, conseguintemente, o modo de progressão que se imagine para as almas, o objetivo final é um só e um só o meio de alcançá-lo: fazer o bem. Ora, não há duas maneiras de faze-lo. Se dissidências capitais se levantam, quanto ao princípio mesmo da Doutrina, de uma regra certa dispondes para as apreciar, esta: a melhor doutrina é a que melhor satisfaz ao coração e à razão e a que mais elementos encerra para levar os homens ao bem. Essa, eu vo-lo afirmo, a que prevalecerá.” O Espírito de Verdade. (L.E.)


Na trilha humana, é indispensável consideres os problemas dos outros.

Há quem deseje seguir no ritmo de teus modos; contudo, tem os pés claudicantes.

Amigos vários tentam escutar determinada peça musical com a tua acuidade auditiva, mas carregam com eles os tímpanos semimortos.

Companheiros diversos quereriam ver a Terra com a precisão de teus olhos; no entanto, sofrem deficiências da miopia.

Esse pretende comer de teu prato suculento; entretanto, guarda o estômago doente, pedindo canja leve.

Outro aspira a partilhar-te o labor manual; todavia, mostra o braça hemiplégico, envolvido em tipoia.

Aquele outro procura recordar com a segurança de tuas reminiscências; contudo, traz o cérebro dominado pela amnésia.

Assim também, na caminhada espiritual, surpreenderás criaturas irmãs que não podem comungar-te, de pronto, a faixa de experiência.

Estimariam sentir como sentes e raciocinar como raciocinas; no entanto, respiram ainda nos começos difíceis ou nas provas regenerativas da inibição.

Tanto quanto não podes exigir passo firme a pernas enfermas, nem pensamento certo a cabeça louca, não deves esperar que o próximo te abrace a convicção ou te adote o ponto de vista.

Cada pessoa vê a paisagem da condição em que se coloca.

Conflito acalentado gera conflitos novos.

Discórdia mantida é processo de crueldade.

Indubitavelmente, a Doutrina Espírita, com a bênção de Jesus, não te pede aplaudir a ilusão dos outros, mas, em toda parte, é apelo vivo das Esferas Mais Altas a que aprendamos e trabalhemos, instruindo e servindo, para que a verdade, dosada em amor, se faça luz que auxilie os outros, desfazendo a ilusão.


Emmanuel









Reunião pública de 25-11-1960.
Questão n.º 302.


sexta-feira, 17 de abril de 2026

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 167 - Nossos irmãos



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 167


Nossos irmãos

 
“E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão.” — João. (1 JOÃO, 4.21)


Em verdade, amamos a Deus, em todos os motivos de júbilo dentro da nossa marcha evolutiva. O Evangelho, entretanto, é farto de recomendações, no sentido de amarmos também os nossos irmãos, entre as pedras e sombras da escabrosa subida.

Certo, a palavra da Boa Nova não se reporta aos companheiros amados e felizes que já solucionaram conosco as questões de harmonia mental, e sim aos que respiram em nossa atmosfera, exigindo auxílio fraterno e seguro.

São eles:

os nossos irmãos doentes que reclamam remédio;

os infortunados que pedem consolo;

os fracos que esperam defesa;

os ignorantes que anseiam por esclarecimento;

os desajustados que necessitam de compreensão;

os criminosos distanciados do socorro e da luz;

os insubmissos que nos desafiam a tolerância;

os desequilibrados que nos induzem a vigiar para o bem;

os demolidores que nos ofereçam o ensejo de reconstruir;

os revolucionários que nos auxiliam a reconhecer os benefícios da ordem;

os que nos ferem, ajudando-nos a desbastar as próprias imperfeições;

os que nos perseguem e caluniam, proporcionando-nos a oportunidade de suportar com o Cristo, na prática do Evangelho.

O irmão iluminado e bondoso, em si, já representa uma obra viva do Pai, através da qual O conhecemos e admiramos; o irmão ignorante ou infeliz, porém, é uma obra que o Céu nos convida a amparar e embelezar, no rumo da perfeição, em nome do Todo-Misericordioso.

Se amas a Deus no irmão que te entende e ajuda, não te esqueças de honrá-lo e querê-lo no irmão que ainda te não pode amar.


Emmanuel











Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. 13 - João Nunes Maia - Cap. 14 - Antes de Jesus



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. 13 - João Nunes Maia - Cap. 14


Antes de Jesus


626. Só por Jesus foram reveladas as leis divinas e naturais? Antes do seu aparecimento, o conhecimento dessas leis só por intuição os homens o tiveram?

“Já não dissemos que elas estão escritas por toda parte? Desde os séculos mais longínquos, todos os que meditaram sobre a sabedoria hão podido compreendê-las e ensiná-las. Pelos ensinos, mesmo incompletos, que espalharam, prepararam o terreno para receber a semente. Estando as leis divinas escritas no livro da Natureza, possível foi ao homem conhecê-las, logo que as quis procurar. Por isso é que os preceitos que consagram foram, desde todos os tempos, proclamados pelos homens de bem; e também por isso é que elementos delas se encontram, se bem que incompletos ou adulterados pela ignorância, na doutrina moral de todos os povos saídos da barbárie.”


As leis de Deus foram reveladas gradativamente em toda a Terra, por meio de todos os povos, todavia, passaram por Jesus, levando Seu calor aos corações dos missionários encarregados desta missão. Somente Ele foi capaz de revelar aos homens a doutrina na sua pureza lirial. Os Seus seguidores não o conseguiram, por falta de capacidade espiritual no comando das idéias, e por lhes faltar maturidade divina na vivência do que falavam.

Ao Espírito, mesmo o de certa elevação, quando internado na carne, lhe falta sensibilidade apurada para a filtragem dos conceitos mais requintados, como distribuía o Mestre dos mestres. Os missionários da verdade somente anunciam de acordo com a capacidade dos que ouvem. Em todos os tempos houve alertas admiráveis, em todos os países do mundo, no que se refere à vida espiritual, mas os ouvidos não registraram do modo que era anunciado, por lhes faltar preparo para tal entendimento.

Os tempos passaram, mas a verdade não passa; ela fica por ser verdade, e no momento certo nasce nos corações, de maneira a fazer ambiente para outros pregadores mostrarem o que os homens devem ouvir. É por isso que se encontram muitas verdades adulteradas em todo o mundo, entre todos os povos, mas como agora estamos mais amadurecidos, a verdade está chegando, como luz a despertar os corações para o céu dentro de cada ser.

As leis de Deus, tornamos a dizer, estão escritas em todas as consciências, como igualmente em todas as coisas. Basta ao homem interessar-se pela sua descoberta, que ela vai aparecendo para os de boa vontade. As leis se expressam em todos, desde o vírus até os Espíritos puros que estão em torno da Divindade. A diferença é que o vírus somente assimila o que pode, e o anjo, dentro da sua capacidade espiritual, entende do modo que o seu tamanho admite.

É bom que prestemos atenção, pois bem junto de nós, convivendo conosco todos os dias, há sempre alguém que nos revela as leis de Deus, à sua maneira, porém de modo inteligível. Por nossa vez, fazemos a mesma coisa, embora às vezes não o percebamos. Somos instrumentos de Deus para a felicidade de todos. Graças a Deus, o Cristo já é conhecido por toda parte como Mestre e Guia; falta a vivência dos Seus luminosos preceitos, para a verdadeira integração com a luz da verdade.

Os tempos são chegados, e esses tempos mostrar-nos-ão em plena claridade que Jesus é o nosso Guia, para encarnados e desencarnados, e que nos assistiu desde o nosso princípio, quando despertamos para a razão. Jesus, sendo o Guia e Protetor da Terra, na Sua plenitude espiritual, certamente que usa uma grande falange de Espíritos elevados para a disseminação das verdades que deve anunciar e mesmo para reviver as que já foram anunciadas e reavivar a luz nos corações, ou seja, fazer o Evangelho brilhar novamente, pelos processos mediúnicos, onde a vida cresce e a esperança mostra a alegria de viver no amor.

Jesus é o amor de Deus a se derramar sobre todas as criaturas da Terra, e as que caminham com ela sem o corpo físico. As revelações são constantes, mas pacientes, obedecendo à maturidade das almas, para não violentarem seus sentimentos. Essa é a vida, que se transmuta em paz de consciência.


Miramez













Lancellin - Livro Iniciação - Viagem Astral - João Nunes Maia - Pág. 242 - Aprimorando ideias



Lancellin - Livro Iniciação - Viagem Astral - João Nunes Maia - Pág. 242


Aprimorando ideias


As nossas ideias devem ser aprimoradas, onde a vida nos chamar a servir e a nossa parte tem de ser feita com inteligência e amor. Os pesquisadores da Psicologia já concluíram que aprendemos muito mais pela observação, pela visão, do que através da audição. Entretanto, os resultados são muito melhores quando os dois sentidos são empregados simultaneamente.

Os nossos guias espirituais nunca deixam as lições teóricas sem as bênçãos da prática. Uma se completa com a outra. Nós, aqui, quando visitamos as zonas inferiores, não o fazemos com o intuito de desmascarar os ignorantes; isso jamais passa por nossa cabeça. Cada qual vive onde pode viver, onde a sua evolução comporta. O respeito aos direitos das almas está em primeiro plano e continua a ser assim em todas as faixas da vida. Somente Deus pode interferir, como Pai de todas as coisas.

Aqueles que já entenderam Jesus e O acompanham são os Seareiros da Sua vinha. O nosso trabalho é semear, e o grande celeiro, onde buscamos sementes, é, por excelência, o Evangelho do Mestre.

Deus entregou ao Cristo a sagrada missão de dividir o amor puro que aprendeu com o Senhor, em inúmeras virtudes que, por vezes, escapam ao nosso entendimento, para que depois, pela ação do tempo, elas se integrassem novamente no foco de luz que se chama caridade, que deve resplandecer em todas as nações do mundo, em todos os corações que vivem na Terra. 

O trabalho no mundo espiritual, onde vivemos, é intenso, mas tudo funciona na mais alta harmonia. O homem inteligente e de bem, quando desencarna na Terra e chega aqui no sítio em que nos postamos, vai logo pedindo trabalho ou procurando o que fazer. Não há tempo, no nosso ambiente, para lamentações e, muito menos, para alimentar ideias inferiores. 

O avanço é permanente e todos procuram a libertação espiritual. Se nós tentarmos ideias e pensamentos que não estejam nas regras do amor, sairemos do ambiente de serenidade que é a nossa colônia e alcançamos por sintonia, os lugares compatíveis com o que pensamos e vivemos. Essa é a verdade absoluta como justiça real.

Quando ingressei aqui, a minha ocupação maior era ver os defeitos dos políticos da Terra, era criticar os livros mal informados, era o volume de ignorância que punha o mundo a perder. Enquanto não saí disso, nada pude fazer em meu beneficio, nem em favor dos outros. Esse erro é difícil de ser visto por quem o comete, pois ele vem da cegueira espiritual. 

Enquanto estivermos comentando as coisas negativas, não estaremos construindo e deixamos de fazer o bem que Deus nos pede realizar. Rogamos aos homens da Terra para mudarem com urgência o modo de ser, se ainda não o fizeram, e que se deem as mãos com firmeza para as mudanças elevadas, no aprimoramento das ideias com Jesus Cristo.

O mecanismo dos nossos pensamentos ainda escapa às nossas deduções. A nossa razão ainda é fraca para o devido entendimento; contudo, temos em mente os rudimentos para entendermos a sua escalada na grandiosidade da vida. Podemos chegar a alturas imensuráveis pela educação da mente, chegar a ponto de participarmos na criação das coisas e, diante de Deus, sermos cocriadores. Essa é, pois, a mente iluminada pela sabedoria e pelo amor.

Há no mundo, e mesmo no plano rente à Terra, muita gente esperando a volta do Cristo, descendo de sobre as nuvens. Perguntamos a esses irmãos: O que o Senhor vem fazer novamente na Terra? Curar com o toque das Suas mãos, enfermos que precisam mais de enfermidade do que da própria saúde? Jesus viria mudar o curso da política financeira, as ideias religiosas e ver os homens continuarem do mesmo modo? Jesus com certeza viria trazer o céu à Terra para os homens morarem neste Céu com todas as suas inferioridades? Qual seria o destino deste céu? O Cristo viria ajudar aos homens no despertar dos seus poderes, com um passe de mágica, e de que modo essesn homens iriam usar esses dons? 

Jesus, meus irmãos, já veio, e nós não O conhecemos. Precisamos reconhecê-Lo, para que Ele more em nossos corações. Não precisamos de nada mais para a nossa felicidade, além daquilo que Ele nos ofertou na Sua vinda, há quase dois mil anos atrás, o Evangelho. Se Ele já veio à Terra uma vez, nos dando tudo de que precisávamos, compete a nós outros irmos ao encontro d'Ele, nos altiplanos da vida espiritual. E para tanto, temos de nos preparar suficientemente. 

Existem falanges e mais falanges de anjos trabalhando com os homens dia e noite ajudando-os no aprimoramento das ideias, para que elas se iluminem, dando lugar ao amor que salva, que engrandece e que nos leva ao Cristo.


Lancellin