sábado, 10 de outubro de 2026

Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 19 - Cristo-Progresso



Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 19


Cristo-Progresso


Cristo-Progresso deve ser a interpretação da vida de Jesus na Terra.

Desde a progênie da sua existência no mundo físico foi estimulando o progresso em todas as divisões do saber. Os sacerdotes criaram dificuldades para disseminação dos seus conceitos, por existir progressão de valores; as qualidades de esclarecimento ultrapassavam os antigos escritos, cujos conceitos já careciam de modelação, a altura do empuxo evolutivo das criaturas.

O Mestre trabalhava até na economia de falar e escrever. De longas orações em lugares preestabelecidos pelos homens, ensinou aos discípulos a prece simples do Pai Nosso, transformou os dez mandamentos em apenas dois, e afirmou que ali estavam a lei e os profetas. No lugar de antigos e esticados rituais dos mestres das sinagogas, em templos suntuosos, pregava a Boa Nova do Reino de Deus em plena natureza, tendo como teto, frondosas árvores onde, em vez de esculturas e desenhos artísticos, o próprio firmamento com as imagens das estrelas era o visual celeste.

O Cristo era apologista do aperfeiçoamento dos homens e das coisas, não tendo vindo destruir as leis, mas dar-lhes cumprimento. Vale dizer que a evolução é a ascensão da própria lei: a justiça animada por Moisés, Ele transmutou em amor e, por vezes, em perdão. Tudo em Jesus avança. Ele mesmo disse ser maior do que Moisés. E nós dizemos: Ele é maior de que todos os sábios e santos juntos, pois foi Ele quem organizou todas as falanges dirigidas pelos profetas. Jesus, depois de Deus, é o responsável supremo de toda a organização da Terra, do princípio até agora, e de agora até ao fim. Em nada há retrocesso; tudo busca a perfeição infinita de Deus.

A luta dos anciãos com a juventude é uma prova da evolução, e por isso deve ser regulada: os jovens querem expandir sem regular, e os velhos, muitas vezes, parar sem compreender; destas duas forças nasce uma terceira que coloca o avanço no centro, onde deve ficar para benefício de todos, pois o caminho do meio é o melhor. Cristo-Progresso define a Sua posição diante de todas as dificuldades, porque somente o progresso, impulsionado pelas Suas mãos, pode resolver a situação difícil da humanidade.

Mudar é uma arte divina, onde a esperança cresce e o amor fecunda as criaturas, com a luz da vida; quem já é consciente e está sentindo os valores da evolução não quer olhar para trás: aceita, por vezes, o sacrifício, mas deseja progredir. Quem ainda alimenta o ódio nas suas diretrizes de vida, o progresso colocará o seu coração pulsando pelo amor; e quem trilha os caminhos difíceis da vingança, receberá, pela dor, o perdão, que restabelecerá suas forças diante das lutas. O apego constante que o homem primitivo assinala como natural, será substituído, pelo tempo com Jesus, pelo desprendimento que favorece a libertação.

O progresso é a luz do sol, é a chuva e o ar, é o próprio alimento da alma e do corpo. É Jesus, em Sua missão de amor por todos nós, inesquecível em nossas consciências, porque... Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, daqueles que creem, para a conservação da alma.


Miramez
















Fonte: Cristos

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Emmanuel - Livro Seara dos Médiuns - Chico Xavier - Cap. 38 - Faixas



Emmanuel - Livro Seara dos Médiuns - Chico Xavier - Cap. 38


Faixas


258. Evocando-se reciprocamente, poderiam duas pessoas transmitir de uma a outra seus pensamentos e corresponder-se?

“Certamente, e essa telegrafia humana será um dia um meio universal de correspondência.”

a — Por que não será praticada desde já?

“É praticável para certas pessoas, mas não para toda gente. Preciso é que os homens se depurem, a fim de que seus Espíritos se desprendam da matéria e isso constitui uma razão a mais para que a evocação se faça em nome de Deus. Até lá, continuará circunscrita às almas de escol e desmaterializadas, o que raramente se encontra nesse mundo, dado o estado dos habitantes da Terra.” — (O Livro dos Médiuns, Telegrafia humana).


Comunicação espiritual não é privilégio da organização mediúnica.

O pensamento é idioma universal e, compreendendo-se que o cérebro ativo é um centro de ondas em movimento constante, estamos sempre em correspondência com o objeto que nos prende a atenção.

Todo Espírito, na condição evolutiva em que nos encontramos, é governado essencialmente por três fatores específicos, ou, mais propriamente, a experiência, o estímulo e a inspiração.

A experiência é o conjunto de nossos próprios pensamentos.

O estímulo é a circunstância que nos impele a pensar.

A inspiração é a equipe dos pensamentos alheios que aceitamos ou procuramos.

Tanto quanto te vês compelido, diariamente, a entrar na faixa das necessidades do corpo físico, pensando, por exemplo, na alimentação e na higiene, és convidado incessantemente a entrar na faixa das requisições espirituais que te cercam.

Um livro, uma página, uma sentença, uma palestra, uma visita, uma notícia, uma distração ou qualquer pequenino acontecimento que te parece sem importância, pode representar silenciosa tomada de ligação para determinado tipo de interesse ou de assunto.

Geralmente, toda criatura que ainda não traçou caminho de sublimação moral a si mesma assemelha-se ao viajante entregue, no mar, ao sabor das ondas.

Receberás, portanto, variados apelos, nascidos do campo mental de todas as inteligências encarnadas e desencarnadas que se afinam contigo, tentando influenciar-te, através das ondas inúmeras em que se revela a gama infinita dos pensamentos da Humanidade, mas, se buscas o Cristo, não ignoras em que altura lhe brilha a faixa.

Com a bússola do Evangelho, sabemos perfeitamente onde se localizam o bem e o mal, razão por que, dispondo todos nós do leme da vontade, o problema de sintonia corre por nossa conta.


Emmanuel









Reunião pública de 27-5-1960.
Questão n.º 285.


Emmanuel - Livro Semeador em Tempos Novos - Chico Xavier - Cap. 16 - Uma hora virá



Emmanuel - Livro Semeador em Tempos Novos - Chico Xavier - Cap. 16


Uma hora virá


Uma hora virá em que a senda terrestre se te revelará sob nova expressão.

Hora em que te despedirás de todos os patrimônios que desfrutaste no mundo…

Em que compreenderás na Terra a escola que te serviu generosamente…

Em que verás no corpo a armadura bendita a garantir-te o aprendizado…

Em que reconhecerás no ouro e na posse valiosos empréstimos do Divino Poder que detiveste a título precário…

Hora em que desejarias ter sido a melhor das criaturas para que a simpatia dos outros te acalente a alma inquieta…

Em que todos os nobres ideais não cumpridos surgirão a teus olhos, perguntando: — “por que nos esqueceste?…”

Em que a luz da memória te fará lembrar dia por dia, devolvendo-te a plantação do caminho percorrido em forma de colheita…

Hora em que o pensamento, por mais célere, não recuperará os minutos perdidos, em que as mãos, por mais diligentes, não conseguirão retroceder para realizar a tarefa menosprezada e em que a língua, por mais culta, não conseguirá recuar para refazer as palavras irrefletidas…

O aprendiz chega ao dia da aferição de aproveitamento, o operário atinge a ocasião em que será julgado pela obra feita…

Alcançarás, igualmente, a hora inevitável em que cessará tua presença visível entre os homens para que a Terra te julgue.

Vive, assim, de acordo com a simplicidade do amor e com os ditames da verdade, plasmando o bem por onde transites, sem olvidar os tesouros do tempo, de vez que o mal em nosso Espírito, ainda mesmo quando estejamos libertos da algema física pela graça da morte, será sempre o inferno que não nos permitirá viver o Céu nos Céus.


Emmanuel














Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo Pereira Franco - Cap. 16 - Com o que você tem



Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo Pereira Franco - Cap. 16


Com o que você tem

 
"643. Haverá quem pela sua posição, não tenha possibilidade de fazer o bem?”

"Não há quem não possa fazer o bem. Somente o egoísta nunca encontra ensejo de o praticar. Basta que se esteja em relações com outros homens para que se tenha ocasião de fazer o bem, e não há dia da existência que não ofereça, a quem não se ache cego pelo egoísmo, oportunidade de praticá-lo. Porque, fazer o bem não consiste, para o homem, apenas em ser caridoso, mas em ser útil, na medida do possível, todas as vezes que o seu concurso venha a ser necessário."


Valorize a contribuição humilde ao seu alcance e não lhe negue o ensejo de ser útil.

Enquanto você aguarda os recursos de alta significação para a produtividade que expresse os sentimentos elevados que o animam, desperdiça preciosas concessões do tempo em esperas vãs.

Inutilmente você tentará construir com êxito, começando a obra pelo telhado.

Toda edificação deve apoiar-se em seguros alicerces para se demorar firme, oferecendo conforto e amparo.

No entanto, o trabalho básico nasce em complexas operações matemáticas, através de dez humildes algarismos essenciais, que se submetem aos diversos processos do cálculo.

Merecem carinho, tanto o exame do solo para o soerguimento do edifício, como as instalações elétricas e hidráulicas, para uma construção segura.

Recorde que a obra valiosa não é aquela que mais chama a atenção, mas a que presta mais benefícios à coletividade.

Uma ponte que desaba e um prédio que rui devem o fracasso a insignificante descuido de cálculo. Urge, pois, que você comece o seu labor com os recursos de que dispõe.

A enciclopédia dos conhecimentos humanos foi escrita palavra por palavra, através dos tempos, mediante a contribuição intelectual de muitos homens.

Os conceitos valiosos e os ensinamentos que veicula chegam a todos, graças à contribuição do humilde linotipista e à habilidade do discreto paginador, de que ninguém guarda os nomes.

Todos os bens à disposição da sua vontade podem constituir valioso tesouro para muitos, se você os aplicar com segurança, embora os Beneficiários nem sequer tomem conhecimento da sua existência.

Que lhe importa se você não tiver o nome imortalizado através dos tempos?

É imprescindível, apenas, que você guarde a paz de consciência por ter feito o melhor com os melhores recursos de que disponha.

Dê, assim, a sua contribuição à vida, pois que “não há quem não possa fazer o bem“. “Somente o egoísta nunca encontra ensejo de o praticar“, afirmaram com excelente lógica os lídimos Emissários de Jesus a Allan Kardec.


Marco Prisco















quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Emmanuel - Livro da Esperança - Chico Xavier - Cap. 55 - Na forja da vida



Emmanuel - Livro da Esperança - Chico Xavier - Cap. 55


Na forja da vida

 
“Entrai pela porta estreita porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que entram por ela.” — JESUS (Mateus, 7:13).

“Larga é a porta da perdição porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal.” — (Cap. XVIII, 5)


Trazes contigo a flama do ideal superior e anelas concretizar os grandes sonhos de que te nutres, mas, diante da realidade terrestre, costumas dizer que a dificuldade é invencível.

Afirmas haver encontrado incompreensões e revezes, entraves e dissabores, por toda parte, no entanto…

O pão que consomes é o resumo de numerosas obrigações que começaram no cultivo do solo; 

a vestimenta que te agasalha é o remate de longas tarefas iniciadas de longe com o preparo do fio; 

o lar que te acolhe foi argamassado com o suor dos que se uniram ao levantá-lo; 

a escola que te revela a cultura guarda a renunciação de quantos se consagram ao ministério do ensino; 

o livro que te instrui custou a vigília dos que sofreram para fixar, em caracteres humanos, o clarão das ideias nobres; 

a oficina que te assegura a subsistência encerra o concurso dos seareiros do bem, a favor do progresso; 

o remédio que te alivia é o produto das atividades conjugadas de muita gente.

Animais que te auxiliam, fontes que te refrigeram, vegetais que te abençoam e objetos que te atendem, submetem-se a constantes adaptações e readaptações para que te possam servir.

Se aspiras, desse modo, à realização do teu alto destino, não desdenhes lutar, a fim de obtê-lo.

Na forja da vida, nada se faz sem trabalho e nada se consegue de bom sem apoio no próprio sacrifício.

Se queres, na sombra do vale, exaltar o tope do monte, basta contemplar-lhe a grandeza, mas se te dispões a comungar-lhe o fulgor solar na beleza do cimo, será preciso usar a cabeça que carregas nos ombros, sentir com a própria alma, mover os pés em que te susténs e agir com as próprias mãos.


Emmanuel
















Humberto de Campos - Livro Contos Desta e Doutra Vida - Chico Xavier - Cap. 16 - A lição maior



Humberto de Campos - Livro Contos Desta e Doutra Vida - Chico Xavier - Cap. 16


A lição maior


Diante de milhares de Espíritos deslumbrados, a preleção terminou…

A assembleia, constituída na maioria por entidades sofredoras da Terra, estacara, em suspenso, no vasto recôncavo do Espaço.

Assombro, alegria, emoção…

É que falara o grande cartaginês Aurélio Agostinho, venerado no Cristianismo como figura das mais elevadas na História.

Nimbado de intensa luminosidade, comovera ele a multidão, na categoria de emissário da Esfera Superior.

Desencarnados de vários países cristãos ali se ajuntavam para ouvi-lo. Antigos professores de Hipona e Tagasta, Madaura e Milão, experimentados em muitas reencarnações, partilhavam-lhe o séquito.

Comentava-se em grupos diversos a sublime condição do orador. Diziam muitos amigos que o grande pregoeiro do Evangelho transcendera a Humanidade Terrestre, ao que outros respondiam sabê-lo na intimidade de gênios soberanos, integrados na evolução de outros sistemas e outras Esferas.

Guerreiros cuja mente se fatigava para anular a lembrança da espada, ricos empobrecidos de ouro e remediados de consolação, mulheres cansadas de mentira e almas numerosas, em dolorido abatimento, haviam recebido a palavra da Boa Nova, qual se esta fosse um néctar divino…

Todos os presentes exibiam singular metamorfose, como se a luz interior do coração se lhes estampasse no semblante transfigurado, entremostrando aspirações novas, dando a ideia de quem sacava ao futuro energias diferentes para a batalha da própria regeneração, e o pranto copioso, aqui e ali, destacava, decerto, votos íntimos, profundos…

Preparava-se o orador à retirada, quando recebeu o toque de alguém, recém-vindo da Terra.

Era um homem que ainda trazia as marcas de recente liberação do corpo físico.

Fitando os olhos do mensageiro que o abençoava, caiu em reverência e rogou:

— Grande apóstolo de Nosso Senhor Jesus-Cristo! Dos sessenta anos que vivi entre as criaturas humanas, quarenta dediquei ao estudo de vossa vida! Procuro-vos, desde muito, com ardente afeição… Agora que vos encontro, peço recebais o testemunho de meu apreço, e permiti, ó embaixador da Bondade Divina, algo vos pergunte na minha prece de respeitosa admiração!… 

Alçado agora à munificência da Altura, vós que desfrutais a convivência dos assessores do Cristo e que acompanhais a marcha de quinze séculos de Cristianismo, assinalados desde a vossa conversão ao Evangelho, que revelação mais alta tendes hoje a proporcionar-nos? Vós que conheceis presentemente outros mundos, que devassais novos segredos cósmicos, que sabeis olhar com entendimento e compaixão para as nossas almas e que desempenhais, com honra, a função de arauto das eternas verdades, dizei-nos qual a lição que considerais a mais nobre, em vossa triunfante jornada de Espírito?

O antigo lidador cartaginês, sensibilizado, afagando a cabeça trêmula do companheiro que perguntava, respondeu, bondoso:

— Meu filho, a mensagem maior em toda parte, como sempre, é a grandeza de Deus que envolve o Universo. As constelações remotas estendem-lhe o poder. Os sóis que nos influenciam de perto proclamam-lhe o esplendor. Os mundos que conseguimos pisar demonstram-lhe a paternal solicitude. Flores e gotas d’água são notícias de seu infinito amor… 

Todos os fenômenos da vida dizem algo de sua glória oculta. No entanto, o ensinamento mais alto que recebi até agora, no âmago da consciência, é aquele de minha própria transformação… Contado entre os maiores devassos e criminosos da Terra, pude entrar, pela abnegação de Jesus-Cristo, o fiador de nossas almas, em minha própria restauração, na trilha de serviço que continuo a palmilhar.

O consulente baixou o rosto, ante a humildade do mensageiro.

E enquanto o grande mentor se afastava, cercado de amigos, a explicação ecoou, no imenso vale dos pecadores desencarnados, como sopro renovador de alegria e esperança…


Humberto de Campos
(Irmão X)
















quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Emmanuel - Livro Opinião Espírita - Emmanuel / André Luiz - Chico. Xavier / Waldo Vieira - Cap. 28 - Benevolência



Emmanuel - Livro Opinião Espírita - Emmanuel / André Luiz - Chico. Xavier / Waldo Vieira- Cap. 28


Benevolência


7. De tal modo compreendeu São Paulo essa grande verdade, que disse: “Quando mesmo eu tivesse a linguagem dos anjos; quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios; quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. Dentre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade.” Coloca assim, sem equívoco, a caridade acima até da fé; é que a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre, e independe de qualquer crença particular. Faz mais: define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo. (O Evangelho Segundo o Espiritismo — Cap. XV)


Traduzindo benevolência por fator de equilíbrio, nas relações humanas, vale confrontar as atitudes infelizes com os obstáculos pesados que afligem o Espírito, na caminhada terrestre.

Aprendamos a sinonímia de ordem moral, no dicionário simples da natureza:

Crítica destrutiva — labareda sonora.

Azedume — estrada barrenta.

Irritação — atoleiro comprido.

Indiferença — garoa gelada.

Cólera — desastre à vista.

Calúnia — estocada mortal.

Sarcasmo — pedrada a esmo.

Injúria — espinho infecto.

Queixa repetida — tiririca renitente.

Conversa desnecessária — vento inútil.

Preconceito — fruto bichado.

Gabolice — poeira grossa.

Lisonja — veneno doce.

Engrossamento — armadilha pronta.

Aspereza — casca espinhosa.

Pornografia — pântano aberto.

Despeito — serpente oculta.

Melindre — verme dourado.

Inveja — larva em penca.

Pessimismo — chuva de fel.

Espiritualmente, somos filtros do que somos.

Cada pessoa recebe aquilo que distribui.

Se esperamos pela indulgência alheia, consignemos as manifestações que nos pareçam indesejáveis e, evitando-as com segurança, saberemos cultivar a benevolência, no trato com o próximo, para que a benevolência nos seja auxílio incessante, através dos outros.


Emmanuel