domingo, 4 de outubro de 2026

Emmanuel - Livro Bênção de Paz - Chico Xavier - Cap. 22 - Não só de inteligência



Emmanuel - Livro Bênção de Paz - Chico Xavier - Cap. 22


Não só de inteligência

 
“Aquele que ama a seu irmão permanece na luz e nele não há nenhum tropeço.” — JOÃO (1 João, 2:10)


Esfalfamo-nos na Terra a fazer testes de inteligência para ganhar inteligência, e, sem dúvida, precisamos todos de agilidade mental para a destreza de raciocínio e firmeza de decisão.

Entretanto, não basta a inteligência, só por si, para orientar com absoluta segurança os roteiros da vida.

Senão, vejamos.

Quase sempre sabemos: entesourar conhecimento intelectual, mas ignoramos ainda como utilizá-lo para evitar a guerra uns com os outros;

acumular o dinheiro, mas muito raramente aprendemos como empregá-lo na construção da própria felicidade e da felicidade dos semelhantes; 

inventar os mais variados processos de reconforto em benefício do corpo transitório, mas desconhecemos ainda como prover as necessidades de nossas almas eternas; 

legislar com eficiência nas atividades visíveis do mundo, mas ignoramos como preservar a tranquilidade de consciência, conquanto já conheçamos a generalidade dos princípios morais que nos regem; 

cultivar grandes afeições, até mesmo com testemunhos heroicos de sacrifício, mas não sabemos ainda como traçar-lhes o equilíbrio justo para que não se convertam em desarmonia e paixão.

Em suma, estamos em condições de preparar o futuro para todas as garantias no Plano físico, mas habitualmente descuidamo-nos de nossos interesses na imortalidade que é patrimônio inalienável de cada um.

Em razão disso, muitas vezes damos na Terra estranhos espetáculos de genialidade e delinquência, cultura e degradação.

É que apenas a inteligência não basta à felicidade. A alegria de viver pede, acima de tudo, a luz do entendimento e a bênção do amor.


Emmanuel













Reformador, fevereiro 1968, p. 26.

Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 10 - Impulsos



Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 10


Impulsos


"Com o Espiritismo, tornada impossível a dúvida, muda o aspecto da vida." (E.S.E. — Cap. V - Item 16)

Todo homem é comandado por impulsos. 

Impressões superiores e inferiores resultam dos impulsos nobres ou infelizes.

A generosidade é impulso que ajuda. 

A cólera é impulso que envenena.

A fé é impulso que santifica.

A sensualidade é impulso que degrada.

O egoísmo é impulso que aniquila.

A caridade é impulso que sublima.

A preguiça é impulso que inutiliza.

A compaixão é impulso que renova.

O medo é impulso que inibe.

A bondade é impulso que vitaliza.

A ira é impulso que entenebrece. 

O amor é impulso que liberta.

Deixe-se arrastar pela comodidade e seus impulsos o levarão ao azedume e à loucura.

Cada Espirito se demora em sintonia com a faixa emocional em que se expressa.

Ligue-se às atividades edificantes e impulsos nobres renovarão seus anseios.

Impulsos positivos e negativos a todo momento trabalham para a sua mudança mental. Se lhe aprazem as emoções grosseiras, os impulsos o reterão no solo da animalidade.

Se você anseia paz e gozo libertador, impulsos superiores o alcançarão, erguendo-o aos cimos das dificuldades com as asas das ações santificantes.

Siga a atração da luz, abra os braços em movimentos de amor e, impulsionado pela força do bom, você desdobrará possibilidades, libertando o Espirito dos apelos primitivos sob o comando de impulsos que o conduzirão aos páramos sublimes.


Marco Prisco







O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. V - Bem-aventurados os aflitos - O suicídio e a loucura.


16. A incredulidade, a simples dúvida sobre o futuro, as ideias materialistas, numa palavra, são os maiores incitantes ao suicídio; ocasionam a covardia moral. Quando homens de ciência, apoiados na autoridade do seu saber, se esforçam por provar aos que os ouvem ou leem que estes nada têm a esperar depois da morte, não estão de fato levando-os a deduzir que, se são desgraçados, coisa melhor não lhes resta senão se matarem? Que lhes poderiam dizer para desviá-los dessa consequência? Que compensação lhes podem oferecer? Que esperança lhes podem dar? Nenhuma, a não ser o nada. Daí se deve concluir que, se o nada é o único remédio heroico, a única perspectiva, mais vale buscá-lo imediatamente e não mais tarde, para sofrer por menos tempo.

A propagação das doutrinas materialistas é, pois, o veneno que inocula a ideia do suicídio na maioria dos que se suicidam, e os que se constituem apóstolos de semelhantes doutrinas assumem tremenda responsabilidade. Com o Espiritismo, tornada impossível a dúvida, muda o aspecto da vida. O crente sabe que a existência se prolonga indefinidamente para lá do túmulo, mas em condições muito diversas; donde a paciência e a resignação que o afastam muito naturalmente de pensar no suicídio; donde, em suma, a coragem moral.





sábado, 3 de outubro de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. XVI - João Nunes Maia - Cap. 12 - Felicidade



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. XVI - João Nunes Maia - Cap. 12


Felicidade


777. Tendo o homem, no estado de natureza, menos necessidades, isento se acha das tribulações que para si mesmo cria, quando num estado de maior adiantamento. Diante disso, que se deve pensar da opinião dos que consideram aquele estado como o da mais perfeita felicidade na Terra?

“Que queres! É a felicidade do bruto. Há pessoas que não compreendem outra. É ser feliz à maneira dos animais. As crianças também são mais felizes do que os homens feitos.” (O Livro dos Espíritos)


Os extremos, mesmo aparentemente, se confundem. A vida de um homem primitivo tem alguns traços da de um santo: um aceita tudo o que a natureza modela em seu caminho, e o outro aceita tudo o que possa acontecer, sem desespero, sem reclamação, tirando de todos os acontecimentos lições valiosas. Já na situação intermediária, como no caso em que se encontra a humanidade atual, o estado íntimo é outro; a alma dotada de razão mais desenvolvida, onde o egoísmo e o orgulho participam de toda a sua vida, oferece mais campo à revolta, às blasfêmias, às inquietações, buscando aqui e ali, por todos os meios que dispõe, a própria satisfação pessoal não sendo capaz de encontrar a felicidade, no exterior, ele cai em estafa e a dor o coloca na posição de encontrar notícias da felicidade dentro de si mesmo.

O homem, no estado de natureza, parece que vive feliz, no entanto, a felicidade ainda não é essa; a felicidade verdadeira é aquela onde a consciência se encontra em sintonia com a harmonia divina, a consciência imperturbável, que de tudo tira lições, sem exigir nada dos outros, nem se alterar com nada. Ela nunca se agita com os acontecimentos, por ser consciente da necessidade deles para a massa humana com o seu demorado despertamento espiritual.

A maioria das criaturas não entende felicidade, a não ser a dos brutos, gozando as coisas da Terra, com viagens longas em vários países, com mansões requintadas, com alimentos exóticos e antinaturais, com roupas luxuosas e assim por diante. Procuram desse modo a felicidade na Terra, e como esses prazeres são transitórios, caem logo na decadência moral, por buscarem igualmente satisfazer as suas paixões inferiores, deturpando os valores das emoções da alma. Esquecem-se de que a felicidade está mais perto dos que pensam, por estar dentro delas mesmas.

O portador desta verdade foi Jesus Cristo, nos mostrando pela própria vida onde se encontra o tesouro maior que interessa a todos os que buscam a Deus.

Lucas nos informa, no capítulo quinze, versículo quatro, de maneira sutil, onde se encontra a ovelha divina que reflete todo o rebanho. Ele registrou as seguintes palavras do Mestre:

Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu até encontrá-la?

As noventa e nove são os reflexos daquela que se perdeu no deserto do coração, que se encontra dormindo na intimidade da vida da alma. Então, o homem parte para encontrá-la, e quando a acha a sua alegria é muito grande, porque encontrando-a, todas as outras estão salvas na unidade de Deus.

O Evangelho está escrito em todas as dimensões que se possa alcançar, como fonte de vida, para a vida de todas as criaturas. Quando se diz que Jesus é o Mestre dos mestres, é para compreendermos, sentindo a segurança da Sua presença em nós, que desejamos viver os Seus preceitos. Todas as Suas palavras são de vida, e de vida eterna.

Busquemos a ovelha perdida no nosso mundo interno; ela representa a nossa felicidade e o exemplo edificante para que os outros que ainda não acordaram para tal exercício divino façam o mesmo, nas linhas do nosso proceder. A felicidade verdadeira é aquela que é consciente e sabe porque ama a tudo e a todos.

O bruto é feliz em sua vida rude; muitos homens são felizes comendo e bebendo, mas a felicidade real, aquela cujo caminho o Cristo nos ensinou, é outra, que nos alimenta em Espírito com o pão que veio do céu em forma de Amor.


Miramez











Emmanuel - Livro Coragem - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 21 - As duas tristezas



Emmanuel - Livro Coragem - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 21


As duas tristezas


Há, sim, a tristeza construtiva — aquela que nos impulsiona para a Vida Superior, encaminhando-nos para o trabalho da melhoria íntima, perante a sede de ascensão espiritual.

Existe, porém, a outra — a tristeza destrutiva — que se traja de luto, por dentro do coração, todos os dias, espalhando desânimo e pessimismo onde passa.

Observa a ti mesmo a fim de que te imunizes contra semelhante doença da alma.

Toda vez que comentamos nossos problemas, exagerando-lhes o tamanho ou dramatizando as dificuldades que nos chegam à existência;

sempre que tomamos o tempo alheio a fim de recordar sofrimentos passados que a Providência Divina já mandou apagar, em nosso benefício, com a esponja do tempo;

em todas as situações nas quais nos pomos a exaltar os preconceitos próprios, desconsiderando a posição e a experiência dos semelhantes; 

e, na generalidade dos casos em que nos pusermos a lamentar dissidências e desacordos, contendas e mágoas, estamos afastando de nós mesmos os melhores amigos, através da amargura e do ressentimento que destilamos com as nossas palavras.

Naturalmente, cautelosos, esses companheiros preferem distância à partilha indébita de nossas aversões e frustrações, antagonismos e queixas, embora, sempre que generosos e leais, estejam claramente dispostos a apoiar-nos na restauração da própria harmonia.

Compreendamos que ninguém estima a permanência num espinheiro e nem escolhe vinagre para brindar os laços diletos, e saibamos fornecer bondade e paz, entusiasmo e otimismo aos que se aproximem de nós, porquanto não há quem não necessite de alguém para executar os deveres que a vida lhe preceitue.

Para isso, nós que sabemos rogar a Deus proteção e bênção, aprendamos igualmente a pedir à Divina Providência nos conceda a precisa coragem para silenciar desapontamentos e lágrimas, de maneira a doar paz e alegria, segurança e consolo aos outros, tanto quanto esperamos esses benefícios dos outros em auxílio a nós.


Emmanuel












Albino Teixeira - Livro Caminho Espírita - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 10 - Exercício de compaixão



Albino Teixeira - Livro Caminho Espírita - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 10


Exercício de compaixão


Se fosses o pedinte agoniado que estende a mão à bondade pública…

Se fosses a mãezinha infeliz, atormentada pelo choro dos filhinhos que desfalecem de fome….

Se fosses a criança que vagueia desprotegida à margem do lar…

Se fosses o pai de família atribulado, ante a doença e penúria que lhe devastam a casa…

Se fosses o enfermo desamparado, suplicando remédio…

Se fosses a criatura caída em desvalimento, implorando compreensão…

Se fosses o velhinho atirado às incertezas da rua…

Se fosses o necessitado que te roga socorro, decerto perceberias com mais segurança a função da fraternidade para sustento da vida.

Se estivéssemos no lado da dificuldade maior que a nossa, compreenderíamos, de imediato, o imperativo da caridade incessante e do auxílio mútuo.

Reflitamos nisso. E nós, que nos afeiçoamos a estudos diversos, com vistas à edificação da felicidade e ao aperfeiçoamento do mundo, façamos quanto possível, semelhante exercício de compaixão.


Albino Teixeira

 









Irmã Scheilla - Livro Mensagem do Dia - Vol. II - Clayton B. Levy - A beleza




Irmã Scheilla - Livro Mensagem do Dia - Vol. II - Clayton B. Levy


A beleza


A beleza que você vê ao redor, é sua beleza.

O mundo ao seu redor é um reflexo, um espelho que mostra as pessoas quem você é.

Para mudar o mundo, você precisa mudar a si próprio.

O que quer que lhe incomode, é sua responsabilidade.

O que quer que você vê nos outros, mostra a si mesmo.

Dê aos outros, e dará a si mesmo.

Aprecie a beleza e serás belo.

Ouça, e sua voz virá do coração.

Ame servindo

Confie, e sua fé crescerá.


Irmã Scheilla



















Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 73 - Falatórios



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 73


Falatórios

 
“Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade.” — PAULO. (2 Timóteo, 2:16)

Poucas expressões da vida social ou doméstica são tão perigosas quanto o falatório desvairado, que oferece vasto lugar aos monstros do crime.

A atividade religiosa e científica há descoberto numerosos fatores de desequilíbrio no mundo, colaborando eficazmente por extinguir-lhes os focos essenciais.

Quanto se há trabalhado, louvavelmente, no combate ao álcool e à sífilis?

Ninguém lhes contesta a influência destruidora. Arruínam coletividades, estragam a saúde, deprimem o caráter.

Não nos esqueçamos, porém, do falatório maligno que sempre forma, em derredor, imensa família de elementos enfermiços ou aviltantes, à feição de vermes letais que proliferam no silêncio e operam nas sombras.

Raros meditam nisto.

Não será, porventura, o verbo desregrado o pai da calúnia, da maledicência, do mexerico, da leviandade, da perturbação?

Deus criou a palavra, o homem engendrou o falatório.

A palavra digna infunde consolação e vida. A murmuração perniciosa propicia a morte.

Quantos inimigos da paz do homem se aproveitam do vozerio insensato, para cumprirem criminosos desejos?

Se o álcool embriaga os viciosos, aniquilando-lhes as energias, que dizer da língua transviada do bem que destrói vigorosas sementeiras de felicidade e sabedoria, amor e paz? 

Se há educadores preocupados com a intromissão da sífilis, por que a indiferença alusiva aos desvarios da conversação?

Em toda parte, a palavra é índice de nossa posição evolutiva. Indispensável aprimorá-la, iluminá-la e enobrecê-la.

Desprezar as sagradas possibilidades do verbo, quando a mensagem de Jesus já esteja brilhando em torno de nós, constitui ruinoso relaxamento de nossa vida, diante de Deus e da própria consciência.

Cada frase do discípulo do Evangelho deve ter lugar digno e adequado.

Falatório é desperdício. E quando assim não seja não passa de escura corrente de venenos psíquicos, ameaçando Espíritos valorosos e comunidades inteiras.


Emmanuel