sexta-feira, 24 de julho de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 12 - Viver o Amor



Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 12


Viver o Amor


Aos espíritas cumpre a grande tarefa de viver o amor.

Aos espíritas está destinada a grande tarefa de exemplificar o amor em atos, não em palavras.

Através da ação por intermédio da vivência, porque o mundo está cansado de ouvir, mas necessitado de estímulo que decorre do exemplo daqueles que vivem o que ensinam.

A união dá-nos o sinal de Jesus, fortalecendo os nossos sentimentos e a unificação dos espíritas.

Sejamos as forças morais e doutrinárias para expansão da mensagem libertadora.

Certamente enfrentareis desafios. Tornai-vos pontes que facilitam o acesso de uma para outra margem, neste mundo no qual existem tantos indivíduos que optam pela postura de obstáculos que dificultam o acesso.

Esquecei as vossas divergências e uni-vos nas concordâncias.

Deixai à margem o ego perturbador e assumi a situação de filhos do calvário que contemplam a cruz pensando na ressurreição gloriosa.

Espíritas, filhos da alma, aqui estão conosco dentre muitos, também confraternizando nesta noite que dá início à unificação decorrente da união de almas, os companheiros Carlos Jordão da Silva e Luiz 

Monteiro de Barros, que tanto lutaram pela edificação da identidade do Bem pelo serviço de amor.

A união multiplica os valores, a separação desarma as defesas e naturalmente vem a desagregação.

Não postergueis o Evangelho de Jesus, diz-nos o Apóstolo dos gentios.

Avante, dai-vos as mãos, uni-vos no amor com Jesus e com Allan Kardec.

Deixai de lado os melindres, para pensardes na felicidade indizível de glória da Doutrina Espírita e não na exaltação de quem quer que seja.

Espíritas, o tempo urge. Amai. Se não puderdes amar, perdoai; se for difícil perdoar, desculpai; e se encontrardes obstáculos para desculpa, tende compaixão, como nosso Pai tem-na em relação a nós todos, ensejando-nos a bênção da reencarnação para reeducarmo-nos, para recuperarmo-nos, para realizarmos a tarefa que ficou interrompida na retaguarda.

Que o Senhor de bênçãos nos abençoe, meus filhos, são os votos do servidor humílimo e paternal de sempre, 


Bezerra.














Mensagem transmitida pelo Espírito Bezerra de Menezes através de Divaldo Pereira Franco, no final da conferência realizada no Auditório Bezerra de Menezes, da Federação Espírita do Estado de São Paulo, na noite de 18 de abril de 2004, por ocasião da comemoração dos 140 anos do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” - 1864/2004

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Neio Lúcio - Livro Sementeira de Luz - Mensagens familiares do Prof. Arthur Joviano e outros / Chico Xavier - Cap. 29 - Abençoadas horas



Neio Lúcio - Livro Sementeira de Luz - Mensagens familiares do Prof. Arthur Joviano e outros / Chico Xavier - Cap. 29


Abençoadas horas


Meus caros filhos, Deus abençoe a vocês, concedendo-lhes muita energia e paz, alegria e bom-ânimo, no círculo de lutas purificadoras de cada dia.

Abençoadas sejam, não somente as horas em que vocês se entregam ao Senhor, através da oração, cultivando a fé, e sim também as que consagram ao esforço das mãos, em que vão realizando a estrutura da organização espiritual a caminho do grande porvir.

Rômulo referiu-se ainda há pouco a conversações antigas em que, muitas vezes, cogitamos desse espírito educativo – mãos e coração, sentimento e atividade.

É-me grato recordar, igualmente, que não laborávamos em erro. Velhos e dedicados amigos nossos têm vindo para cá em condições difíceis, outros se encontram às vésperas da partida, com passagens adquiridas para o regresso, vivendo, porém, desde aí, a tremenda luta que os espera “deste lado”, onde a colheita é sempre a resposta da semeadura.

Infelizmente, comentavam conosco a necessidade do esforço pessoal no mecanismo da esfera humana, entretanto, se eram diplomados na teoria, escapavam sutis à ação construtiva em seguida ao verbo. E a verdade é que começam acordando aí e terminam aqui o despertar, angustiados e oprimidos, geralmente, no santuário do que possuem de mais caro, isto é, a família, o jardim doméstico, a paisagem do coração.

O homem distraído do trabalho individual desvia-se inevitavelmente para o terreno baldio das ilusões, ilusões que se estendem aos entes que lhe são mais queridos, cegando a assembleia familiar de mil modos, eclipsando-lhe a visão justa das situações e das coisas.

Seriam muito descabidos nossos colóquios habituais se não visassem à reestruturação de nossa personalidade eterna para uma vida eterna. Fé para nós, por isso mesmo, significa serviço, realização, esforço incessante. Temos um grande dever na Terra – o da preparação. Fazemos e desfazemos as coisas, recapitulamos com a natureza diversas obrigações no curso dos meses para organizar o campo maior e definitivo em que nos movimentaremos depois do corpo perecível.

Graças à Divina Inspiração, não fui cego na esfera da educação dos filhinhos que a Providência me confiou e, mesmo assim, recordando o pretérito, voltaria se me fosse possível aos dias idos para aproveitar a substância do tempo e edificar ainda mais no terreno imperecível do espírito. Assim me refiro porque sei a compreensão que vocês dedicam às minhas pobres palavras e repito semelhantes raciocínios para fortificá-los perante as lutas renovadoras que ressurgem todos os dias, ensinando em nome do eterno Pai, dentro da escola do coração.

Quando os atritos do mundo se fizerem mais fortes, quando os trabalhos se agravarem, lembremo-nos disso e sentiremos a doce alegria de quem não foi inútil e nem gastou as horas de Deus em vão. O louco para nós é aquele que deixa o dia correr sem penetrar-lhe a bênção, sem gozar-lhe os bens legítimos, sem receber-lhe as dádivas imortais. Cada dia é um tesouro de luz para que o homem domine as sombras, entretanto, a maioria dos homens estima as sombras em favor do sono inútil dos sentidos, fugindo à luz. Para todos eles, contudo, o tempo é um juiz implacável, cobrando todas as perdas a dobrados preços de lei.

Bem-aventurados os que acordam na carne e põem-se a caminho da Vida Superior. Quase toda gente espera a morte fascinada pelo repouso, mas que repouso pode alcançar aquele que fugiu a todas as possibilidades de criação da verdadeira paz?

A vinda de alguns amigos nossos para cá é sintomática, dolorosa. Deixam na esfera dos homens vastos círculos de considerações sociais, recursos financeiros, programas de garantia estável na zona dos interesses do corpo, entretanto, eles mesmos permanecem desamparados, como se estivessem perseguidos em si próprios por terríveis demônios, criados dentro deles mesmos pelos falsos princípios que estabeleceram, alimentaram e consolidaram em suas mentes. Imaginemos um homem inoculando espinhos de todos os matizes na própria cabeça durante determinado tempo de olvido necessário e figuremos a morte como sendo a técnica operatória de extração desses corpos estranhos, no verdadeiro tempo que é o da realidade. Esses espinhos, porém, são feitos de longos anos e não saem com uma hora de orações, ou de angústias lastimáveis e respeitáveis.

Essa é a lei – lei que vigora para todos, universal e divina. Conservem, pois, a única liberdade digna de ser vivida, que é a de obedecer a Deus. Dela decorre toda a independência legítima, todo o bem. Enquanto nos conservamos à distância de seus artigos e parágrafos vivos, estamos com “a nossa liberdade” dentro da qual nos escravizamos vezes inúmeras, perdendo séculos na vanguarda espiritual que devemos ambicionar.

Passemos, porém, às nossas considerações de ordem imediata. Você, Maria, conforme o nosso clínico amigo, poderá prosseguir na aquisição de vitamina C através do Cantana e dos recursos naturais, pelas frutas. Essa providência melhorará o seu patrimônio de defesa orgânica.

Repouse ainda uns dois ou três dias, fisicamente, quanto seja possível. Fará muito bem à recomposição de suas forças nervosas. Durante os quatro dias próximos, use Ipecacuanha alternado com o Lachesis. É conselho do nosso amigo, portador de muitos benefícios para o seu organismo nestes dias.

Peço a Deus conceda a vocês todos muita saúde, equilíbrio e paz. E esperando que essa trilogia nos siga de perto, a fim de que possamos valorizar as concessões divinas na hora presente de nossa evolução e redenção, abraça-os muito afetuosamente o papai muito amigo de sempre,


Neio Lúcio
A. Joviano






02/10/1946

Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. X - João Nunes Maia - Cap. 1 - Duas fontes



Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. X - João Nunes Maia - Cap. 1


Duas fontes


460. De par com os pensamentos que nos são próprios, outros haverá que nos sejam sugeridos?

“Vossa alma é um Espírito que pensa. Não ignorais que, frequentemente, muitos pensamentos vos acodem a um tempo sobre o mesmo assunto, não raro, contrários uns dos outros. Pois bem! No conjunto deles, estão sempre de mistura os vossos com os nossos. Daí a incerteza em que vos vedes. É que tendes em vós duas idéias a se combaterem.” (O Livro dos Espíritos)


Podemos dizer que existem duas fontes de pensamentos, que surgem nas mentes dos encarnados e desencarnados. Uma aparece nos horizontes das nossas mentes, outros, nos são sugeridos por Espíritos com os quais nos afinizamos.

Muitas pessoas acham que temos pensamentos contínuos, mas se enganam. Há intervalos entre um pensamento e outro, distâncias essas onde podem aparecer pensamentos que nos são enviados, se misturando com os nossos. Os pensamentos têm, em geral, intervalos, que se apresentam muitas vezes extensos, na capacidade do Espírito - encarnado ou desencarnado - de pensar. É nesses intervalos que notamos a inconsciência da alma, que não sabe o que se passa e o que Espíritos malfeitores agem como inimigos, principalmente quando encontram afinidade de sentimentos.

Quanto mais o Espírito evolui, mais os intervalos de pensamentos diminuem. Pensamento contínuo, somente os altos Espíritos que estão ligados à verdade o têm.

Necessário se faz que tenhamos muito cuidado para conhecermos os pensamentos alheios que chegam a nós. Se, porventura, forem pensamentos superiores, devemos acatá-los e exercitá-los na função do bem e da caridade. Se forem pensamentos negativos, devemos esquecê-los. Isso acontece todos os dias. A própria obsessão não passa dessa arte dos Espíritos inimigos ou brincalhões, que se aproximam dos seres encarnados. Convém estudar com atenção os livros que se referem a esse assunto, para encontrar sempre soluções para desarticular idéias que são sugeridas e que não têm condições de elevar ninguém ao encontro da paz espiritual.

Todos os pensamentos exteriores chegam à mente pela força da semelhança, por atração dos iguais, e é por isso que muitas vezes não se pode distinguir os sugeridos dos próprios, por se estar acostumado a pensar daquela forma. Devemos orar e vigiar neste campo mental a que nos referimos. Todo cuidado é pouco, para não cairmos em novas tentações.

Aqui estamos nos referindo somente às sugestões dos Espíritos desencarnados, muito comum na vida cotidiana, mas existem igualmente as sugestões dos encarnados, que são bastante fortes, principalmente quando se conversa com eles. As idéias passam para outro cérebro pelos canais do verbo, interferindo na própria vida. Deve-se, por isso, ter um bom senso ativo, para selecionar o que se ouve e os gestos daqueles com quem se conversa.

Há, ainda mais, nos meios de comunicações, quais sejam: o rádio, a televisão, jornais e revistas, linhas de conversações que podem ser incorporadas aos pensamentos como influências perigosas. Vivemos em um mundo de sugestões, onde a oração e a vigilância não devem faltar para que possamos ter um amparo e sair ilesos das provocações de todos os dias.

A influência dos Espíritos na mente encarnada é muito maior do que se pensa, assim como existem influências das idéias dos encarnados sobre a mente dos desencarnados, conforme a ligação e a escala a que pertencem, um e outro. Jesus era profundo conhecedor disso, e para tanto nos deixou o Evangelho, nos sugerindo as defesas de que precisamos para a nossa verdadeira paz de coração e de consciência.

Compete a nós outros cuidar de nós mesmos em todas as situações em que nos encontremos, que a ajuda do mais alto não faltará entre os nossos esforços de cada dia. Quem amestrar seus impulsos para a santificação da vida, para a pureza dos pensamentos, certamente que receberá pensamentos exteriores com a mesma dinâmica de entendimento, e passará a ser instrumento da verdade e do amor, na função bendita da caridade.

A natureza não pode isolar as mentes da comunicação de uns para com os outros, pois isso é vida gerando vidas, isso é paz gerando paz, isso é compreensão gerando compreensão, isso é saber gerando sabedoria. O que devemos fazer é cuidar sempre dos ataques do que for mal e nos afinizar sempre com o bem, no sentido de sermos ajudados pela lei dos afins.

Deixemos as fontes gerarem os pensamentos. Se confiamos nos nossos, os outros que irão nos sugerir não podem ser de outra constituição. Vamos pedir a Deus para que possamos pensar e sentir a vida com Jesus, filtrando as idéias que vêm de fora, por sermos nós geradores de louváveis pensamentos de amor.

Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 13 - Que é a carne?



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 13


Que é a carne?


“Se vivemos em espírito, andemos também em espírito.” — PAULO. (Gálatas, 5:25)

Quase sempre, quando se fala de espiritualidade, apresentam-se muitas pessoas que se queixam das exigências da carne.

É verdade que os apóstolos muitas vezes falaram de concupiscências da carne, de seus criminosos impulsos e nocivos desejos. 

Nós mesmos, frequentemente, sentimos-nos na necessidade de aproveitar o símbolo para tornar mais acessíveis as lições do Evangelho. 

O próprio Mestre figurou que o espírito, como elemento divino, é forte, mas que a carne, como expressão humana, é fraca:

"Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca." (Mateus, 26:41)

Entretanto, que é a carne?

Cada personalidade espiritual tem o seu corpo fluídico e ainda não percebestes, porventura, que a carne é um composto de fluidos condensados? 

Naturalmente, esses fluidos, em se reunindo, obedecerão aos imperativos da existência terrestre, no que designais por lei de hereditariedade; mas, esse conjunto é passivo e não determina por si. 

Podemos figurá-lo como casa terrestre, dentro da qual o Espírito é dirigente, habitação essa que tomará as características boas ou más de seu possuidor.

Quando falamos em pecados da carne, podemos traduzir a expressão por faltas devidas à condição inferior do homem espiritual sobre o planeta.

Os desejos aviltantes, os impulsos deprimentes, a ingratidão, a má-fé, o traço do traidor, nunca foram da carne.

É preciso se instale no homem a compreensão de sua necessidade de autodomínio, acordando-lhe as faculdades de disciplinador e renovador de si mesmo, em Jesus-Cristo.

Um dos maiores absurdos de alguns discípulos é atribuir ao conjunto de células passivas, que servem ao homem, a paternidade dos crimes e desvios da Terra, quando sabemos que tudo procede do espírito.


Emmanuel









Fonte:

Emmanuel - Livro Irmão - Chico Xavier - Cap. 7 - Influências ocultas



Emmanuel - Livro Irmão - Chico Xavier - Cap. 7


Influências ocultas


Dos nossos sentimentos ocultos nascem os atos que praticamos à luz meridiana e dos atos que praticamos à luz meridiana surge a inspiração que nos orienta os sentimentos ocultos.

Não nos esqueçamos de que nossas inclinações superficialmente sem importância alimentam o curso de longas atividades da nossa vida.

O manancial aparentemente humilde nutre o ribeiro que atravessa dezenas de quilômetros alterando a qualidade do solo.

A fagulha simples determina o incêndio de vastas proporções.

A semente minúscula pode ser o início da grande floresta.

Assim também nossa ligeira disposição para a crítica pode atrair os gênios sombrios que geram a crueldade, impelindo-nos ao turbilhão do desespero e da delinquência e a leve irritação pessoal pode situar-nos em conexão com as forças da cólera, induzindo-nos à posição calamitosa dos que se despenham no abismo da loucura, requisitando, por vezes, o concurso dos séculos para o retorno à luz.

Saibamos guardar o coração na fé e na bondade, conservando a palavra e as mãos no serviço infatigável do bem, de vez que plantando no tempo os valores do progresso para os irmãos que nos rodeiam, penetraremos a faixa da verdadeira fraternidade em que operam os emissários do Cristo, na construção do Reino de Deus, entre as criaturas.

Afastemo-nos das questões comezinhas em que o egoísmo e a ociosidade nos identificam com a sombra, e transformemos nossos minutos vazios em amparo incessante aos que caminham na retaguarda e reconheceremos que a esperança e a gratidão, a fortaleza e o entendimento dos outros acumularão, em nosso favor, as bênçãos da simpatia, através das quais conquistaremos a influência dos poderes celestes que nos converterá o coração em fonte perene de perene felicidade.


Emmanuel











quarta-feira, 22 de julho de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Apelos Cristãos - Chico Xavier - Cap. 2 - Tópicos da mediunidade



Bezerra de Menezes - Livro Apelos Cristãos - Chico Xavier - Cap. 2


Tópicos da mediunidade


Fortaleçamos o entendimento, conservando a confiança na Divina Bondade. 

Nenhuma razão para agravar problemas íntimos quando a mediunidade aparece.

A mediunidade com Jesus requer firmeza e trabalho ativo de nossa colaboração na seara espírita.

Jesus está conosco e Nele nos cabe depositar toda a fé.

Alegremos o coração; procuremos arejar os pensamentos e prossigamos adiante!

A mediunidade é condição espiritual, sempre com imenso nexo no passado da alma. 

É preciso nos mantenhamos valorosos e pacientes, no serviço gradativo de nossa transformação para o Bem. 

Ajudemo-nos a nós mesmos. Não esmoreçamos!

Ergue-se a casa, elemento a elemento. Seja qual for a dificuldade psíquica, não fujamos ao trabalho. 

O estudo ilumina, mas só a caridade sustenta.

Não nos sintamos cansados da luta. Sirvamos, e a mediunidade com expressivo conteúdo de provação, será para nós o caminho sublime para nosso campo de paz e luz.

Para que o nosso desenvolvimento mediúnico avance com o acerto necessário, não nos doa ao coração o imperativo da cooperação, em favor dos irmãos sofredores mais necessitados do ponto de vista moral. 

Isso é impositivo da caridade cristã a que não devemos fugir, na certeza de que amparando a eles, nossos amigos menos felizes, estaremos ajudando a nós mesmos.

Fé e confiança!

Continuemos empenhando a confiança no Senhor da Vida e o Coração, a Força e a Tarefa.

Pelo exercício salutar das faculdades mediúnicas, as nossas energias estarão recebendo precioso acréscimo de bênçãos.

Guardemos o coração tranquilo e valoroso!

Prossigamos trabalhando mediunicamente com o entusiasmo habitual.

Confiemos na Misericórdia Divina e esperemos sempre o melhor das mãos de Jesus!

A fidelidade às nossas tarefas espirituais, com o estudo e a caridade a nos apoiarem o esforço, é a nossa bênção de saúde e reequilíbrio completo.

Trabalhemos! O desdobramento de nossas forças mediúnicas com Jesus merecerá sempre a melhor atenção de nossos Amigos Espirituais.

Confiança e bom ânimo!

Prossigamos em nossas abençoadas tarefas mediúnicas e, através do serviço aos nossos irmãos encarnados e desencarnados, novas energias nos felicitarão o caminho.

Sempre que trabalhemos, guardando a fé viva, na certeza de que Deus, na bênção do tempo, auxiliar-nos-á na solução de todos os problemas e lutas, as nossas tarefas mediúnicas prosseguirão amparadas com segurança.

Com nossas forças mediúnicas canalizadas no trabalho edificante de que temos nós necessidade, e, com a bênção do Alto, nos surpreenderemos mais robustos e serenos, equilibrados e tranquilos.

Prossigamos! Não nos faltará o apoio dos Instrutores da Vida Maior.

Socorrer os desencarnados sofredores é socorrer a nós mesmos!

Continuemos tocados de bom ânimo, na certeza de que o Senhor nos abençoara sempre e sempre.

Prossigamos em nossas tarefas mediúnicas de vez que as bênçãos de hoje, na Seara do Bem, ser-nos-ão, amanhã, generoso celeiro de paz e luz!


Bezerra de Menezes











terça-feira, 21 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 5 - Fé e obras



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 5


Fé e obras


“A fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.” — (TIAGO, 2:17)

Imaginemos o mundo transformado num templo vasto, respeitável sem dúvida, mas plenamente superlotado de criaturas em perene adoração ao Céu.

Por dentro, a fé reinando sublime:

Orações primorosas…

Discursos admiráveis…

Louvores e cânticos…

Mas, por fora, o trabalho esquecido:

Campos ao desamparo…

Enxadas ao abandono…

Lareiras em cinza…

De que teria valido a exaltação exclusiva da fé, senão para estender a morte no mundo que o Senhor nos confiou para a glória da vida?

Não te creias, desse modo, em comunhão com a Divina Majestade, simplesmente porque te faças cuidadoso no culto externo da religião a que te afeiçoas.

Conhecimento nobre exige atividade nobre.

Elevação espiritual é também dever de servir ao Eterno Pai na pessoa dos semelhantes.

É por isso que fé e obras se completam no sistema de nossas relações com a Vida Superior.

Prece e trabalho.

Santuário e oficina.

Cultura e caridade.

Ideal e realização.

Nesse sentido, Jesus é o nosso exemplo indiscutível.

Não se limitou o Senhor a simples glorificação de Deus nos Paços Divinos, quanto à edificação dos homens. Por amor infinitamente a Deus, na sublime tarefa que lhe foi cometida, desceu à esfera dos homens e entregou-se à obra do amor infatigável, levantando-nos da sombra terrestre para a Luz Espiritual.


Emmanuel









Reformador, janeiro de 1957, p. 3 e 4.