quinta-feira, 14 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7 - Saibamos ouvir e ver



Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7


Saibamos ouvir e ver


Há sempre respostas do Céu às nossas súplicas e jamais devemos interromper o culto da oração, fio divino e invisível de nossa comunhão com Deus.

Invariavelmente, fluem do Alto soluções diversas em nosso favor, à vista de nossas exigências, entretanto, é preciso acender a flama da fé no templo d’alma para ouvirmos a mensagem de Cima quando o Senhor nos diz “não”.

Decerto, se todos fôssemos afirmativamente atendidos em nossos requerimentos e petitórios, a perturbação arrasaria o senso da vida e acabaríamos desnorteados nas sombras da insensatez que nos é própria.

Muitas vezes, a ausência de braços queridos, em nossa equipe familiar é a bênção do Céu para que a responsabilidade nos enriqueça o destino.

Quase sempre, a moléstia do corpo é socorro às mazelas da alma.

Em muitas ocasiões, o pauperismo e a dificuldade, a provação e o sofrimento constituem o auxílio seguro da Eterna Providência para que o tempo nos favoreça com os tesouros da educação.

E, frequentemente, quando a morte nos visita o santuário doméstico no mundo, semelhante acontecimento vale por advertência do Céu para que estejamos acordados e valorosos na Terra.

Abramos o coração ao sol da prece e roguemos ao Pai nos conceda visão.

Em torno de nós, no campo físico e além dele, corre generoso e incansável o rio da Bondade Celeste. Basta haja em nós o amor pelo bem e a vocação de servir para que as bênçãos desse manancial nos felicitem a vida.

Não nos levantemos, porém, na área da experiência exclamando: “Ouve Senhor, que teu servo clama”!

Antes digamos, genuflexos, no altar do espírito: “Fala, Senhor, que teu servo escuta!”

Então a humildade será luz brilhante nos escaninhos do coração, fazendo-nos enxergar nossas próprias necessidades e nossos próprios enigmas e, revelando-nos a verdade, silenciosa, far-nos-á perceber que a oração não modifica o quadro de aflição e dor que criamos por nós mesmos, mas transformar-nos-á o modo de ser, sublimando-nos sentimentos e pensamentos, diretrizes e atitudes, palavras e atos, para que as nossas experiências se desdobrem, não conforme os nossos caprichos, mas segundo a Misericórdia e a Justiça da Lei.


Emmanuel












Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3 - Convite à ascensão



Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3


Convite à ascensão


Respondeu-lhe Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai, senão por mim." (João, 14:6)

Inumeráveis os óbices. Sem conto as dificuldades.

O cardo multiplicado na rota cravando-se aos pés andarilhos; a pedra miúda penetrando pela alparcata protetora; a canícula ardente sobre a cabeça ou a chuva impertinente, prejudicial como circunstâncias impeditivas.

O apelo do alto, no entanto, chegando-te como poema de sol, encanto de paisagem visual a perder-se além do horizonte, ar rarefeito, renovador, abençoado...

Na estreiteza do caminho estão a visão próxima do detalhe nem sempre atraente, a lama e o abismo.

De cima, porém, a grandeza do conjunto harmonioso, em mosaico festivo, concitando-te a maiores cogitações...

No torvelinho agressivo do dia a dia é mister crescer na direção da vitória, libertando-te das paixões que coarctam as aspirações elevadas.

Examina, assim, a situação em que te encontras e arregimenta forças a fim de ascenderes.

Cá, na nesga da baixada dos homens, a dor em mil faces, o desespero em polimorfia fisionômica, a desdita em vitória. Mesquinhez abraçada a coisa-nenhuma asfixiando esperanças, esmagando alegrias...

Lá, nas alturas do ideal, a amplitude de vistas e a largueza de realizações...

Concitado ao programa redentor, não te detenhas no ultraje dos fracos, nem te fixes na insensatez dos desolados.

Paga o tributo do crescimento a peso de jovial renúncia e cordata submissão, superando detalhes desvaliosos e conjunturas lamentáveis, de modo a alçares o ser e a vida aos cimos espirituais.

Asseverou Jesus ser o caminho e, ensinando como alcançar vitórias legítimas, enquanto conviveu com os homens e lhes sofreu a ingratidão, não se permitiu deter com eles, ascendendo do topo de uma cruz, além do solo das paixões, aos cimos da sublimação.

Medita e segue-o, liberando-te da canga dos melindres e cogitações que te retêm no solo pegajoso das baixadas, desde hoje.


Joanna de Ângelis












quarta-feira, 13 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 126 - Na rota do Evangelho



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 126


Na rota do Evangelho


“Recebei-nos em vossos corações…” — PAULO (2 Coríntios, 7:2)

É razoável a vigilância na recepção dos ensinamentos evangélicos.

Tanto quanto possível, é imperioso manejar as ferramentas do maior esforço para verificar-lhes a clareza, de modo a transmiti-las a outrem com a autenticidade precisa.

Exatidão histórica.

Citação escorreita.

Lógica natural.

Linguagem limpa.

Comentários edificantes.

Ilustrações elevadas.

Atentos à respeitabilidade do assunto, não será justo perder de vista a informação segura, a triagem gramatical, a imparcialidade do exame e a conceituação digna, a fim de que impropriedades e sofismas não venham turvar a fonte viva e pura da verdade que se derrama originariamente do Cristo para esclarecimento da Humanidade.

Ainda assim, urge não esquecer que as instruções do Divino Mestre se nos dirigem, acima de tudo, aos sentimentos, diligenciando amparar-nos a renovação interior para que nos ajustemos aos estatutos do Bem Eterno.

Eis o motivo pelo qual, em todos os serviços da educação evangélica, é importante reflitamos no apontamento feliz do apóstolo Paulo:

“Recebei-nos em vossos corações…”


Emmanuel








(Reformador, dezembro de 1962, p. 269)

Joanna de Ângelis - Livro Além da Morte - Otília Gonsalvez / Divaldo Pereira Franco - Introito



Joanna de Ângelis - Livro Além da Morte - Otília Gonsalvez / Divaldo Pereira Franco


Introito


Além da morte chegam, sem solução de continuidade, as imensas caravanas de emigrantes da Terra.

Procedentes dos mais variados rincões do orbe terrestre, trazem estampados no Espírito os sinais vigorosos que lhe refletem os últimos instantes no veículo celular.

Aportam no grande continente da erraticidade, conduzindo a bagagem dos feitos acumulados durante o trânsito pelo mundo das expressões físicas.

Nem anjos nem demônios, mas homens que eram, homens que continuam.

A desencarnação não lhe modificou hábitos nem costumes, não lhes outorgou títulos nem conquistas, não lhes creditou méritos nem realizações.

Cada um se apresenta como sempre viveu.

Não ocorre milagre de transformação para os que atingem o grande porto...

Raros despertam com a consciência livre, após a inevitável travessia.

A incontável maioria, vinculada atrozmente às sensações animalizantes, se jugula às lembranças daquilo em que se comprazia, e se demora, desditosa, em bandos, quais salteadores enlouquecidos, pervagando em volta do domicílio carnal, até que a Lei os recambie ao renascimento.

Muitos, quais doentes em processo de convalescença de longo curso, são recolhidos a colônias espirituais, que abnegados missionários do amor e da caridade ergueram nas proximidades do planeta, onde se refazem e retemperam as forças gastas, para recomeçarem, reaprenderem e exercitarem a ascensão aos planos mais felizes.

Da mesma forma que na Terra enxameiam as afeições intercessórias, além da morte não cessam as manifestações do amor em intercâmbio contínuo, estabelecendo fortes laços de proteção e socorro.

O amor em todo lugar é a alma do universo, manifestação de Deus.

Mesmo os Espíritos calcetas, inveterados perseguidores da paz de muitos outros Espíritos, infelizes que são em si próprios, espalhando, por isso, a infelicidade de que se encontram possuídos, não estão esquecidos do Auxílio Divino pelos Mensageiros abnegados que por eles velam, que os assistem e amparam.

Em toda parte e sem cessar, o devotamento dos bons reflete a paternal Providência Divina.

Morrer, longe de ser o descansar em mansões celestes, ou o expurgar sem remissão nas zonas infernais, é, pura e simplesmente, recomeçar a viver...

Evidentemente que as dimensões do céu ou do inferno, sem o caráter ad aeternitaten, encontram o seu correspondente em estâncias de luz onde se comprazem e se reúnem os heróis anônimos do dever, os missionários dos labores humildes que passaram ignorados, os sacerdotes do trabalho aparentemente desvalioso, os pais, irmãos e amigos ricos de abnegação desinteressada, os mantenedores do bem e da ordem, prosseguindo no programa de incessante evolução ou em regiões aflitivas onde as consciências empedernidas se depuram para futuros renascimentos na organização física em que se reajustam e se recompõem...

Após a disjunção celular, a consciência comanda o espírito e o peso específico das vibrações, por afinidade, encarrega-se de fixar cada um no quadro das suas necessidades evolutivas.

Não faltam, todavia, aqueles que, na Terra, objetam e recalcitram em torno de tais afirmações.

Não temos, porém, a pretensão de convencer este ou aquele aprendiz da vida em experiência libertadora.

Todos os que se demoram no plano físico defrontarão agora ou mais tarde as realidades espirituais e aprenderão de visu pelo processus da própria evolução, retificando opiniões, disciplinando observações, experienciando existências...

A morte a todos nos aguarda, e a vida é a grande resposta a todos os enigmas.

Preparar-nos para esses imperiosos acontecimentos é tarefa inadiável, que ninguém pode desconsiderar.

Pensando nisso, a nossa irmã Otília, em páginas que endereça à sua filha, ainda envolta nos tecidos da carruagem física, reúne apontamentos de sua experiência pessoal, que agora apresentamos em letra de forma, guardando a esperança de, com essas narrativas, oferecer advertências e considerações, considerações e advertências, aliás, que vem sendo repetidas desde os primórdios dos tempos e que, no Evangelho como na Codificação kardequiana, atingem sua mais vigorosa expressão, aos que trafegam desatentos ou àqueles que buscam consolação e alento na Doutrina dos Espíritos.

A missivista não teve em mente apresentar novidade, considerando mesmo que novidade é tudo aquilo que alguém ignora, pois que nada há de novo sob a luz do sol, sendo a revelação sempre a mesma através dos tempos, surgindo hoje e ressurgindo amanhã, com aspecto, caráter e roupagens novas.

Existem aqui e além-mar, em letras portuguesas e estrangeiras, excelentes informações sobre a vida além da morte.

Muito se disse muito se dirá ainda.

Faz-se necessário, no entanto, repetir, divulgar, acostumar as criaturas humanas às questões espirituais.

A experiência de nossa mensageira desencarnada foi individual, e a colheita, que é sempre pessoal, pode, entretanto, sugerir lições e ensejar abençoadas meditações ao leitor interessado.

Em um momento sequer desejou a amiga espiritual fazer obra de literatura, por motivos facilmente compreensíveis.

Ditou estas páginas nas sessões hebdomadárias do centro espírita Caminho da Redenção, entre os meses de março de 1958 e agosto de 1959, na sua quase totalidade em presença daquela a quem foram dirigidas.

Ao trazer o presente livro à divulgação fazemo-lo, também, homenageando o mestre lionês Allan Kardec, por ocasião do próximo centenário de A Gênese, livro no qual se estudam questões transcendentes, palpitantes e atuais à luz clara e meridiana da razão e da ciência.

Nossa homenagem singela reflete, mais que outro sentimento, o da gratidão mais profunda, e do respeito mais acendrado ao vaso escolhido, que se fez missionário do Consolador, no justo instante em que o Espírito humano se desgoverna e se amesquinha ante as notáveis conquistas do engenho técnico, sem contudo, seus correspondentes morais.

A mensagem consoladora e clara das Vozes do Céu tem regime de urgência e, ante as perspectivas atraentes do amanhã com Jesus, formulamos votos de paz com nossas sinceras escusas àqueles Espíritos valorosos, perspicazes e estudiosos que, certamente, não encontrarão aqui o de que necessitam para a sedimentação da cultura ou ampliação do conhecimento intelectual.

Exorando ao Senhor que nos abençoe a todos, discípulos sinceros de Jesus Cristo que buscamos ser, sou a servidora,

 

Joanna de Ângelis

Salvador, 17 de julho de 1967







Otília Gonçalves foi diretora da Mansão do Caminho, desencarnada em dezembro do ano de 1952. Ditou livros para o Médium Divaldo Franco, entre eles o Além da Morte.



terça-feira, 12 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 63 - Na escola diária



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 63


Na escola diária


“Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados…” — JESUS (Mateus, 6:34)

A paciência em si não se resume à placidez externa que estampa serenidade na face e conserva o pensamento atormentado e convulso.

Indubitavelmente, semelhante esforço da criatura, na superfície das manifestações que lhe dizem respeito, é o primeiro degrau da paciência e deve ser louvado pelo bem que espalha.

Paciência real, entretanto, não é feita de emoções negativas, dificilmente refreadas no peito e suscetíveis de explosão. Tolerância autêntica descende da compreensão e todos possuímos, no íntimo, todo um arsenal de raciocínios lógicos, a fim de garanti-la por cidadela de paz na vida interior.

Em qualquer dificuldade com que sejamos defrontados, não auferiremos efetivamente qualquer lucro, em nos impacientarmos, conturbando ou destruindo a própria resistência.

Muito aluno digno perde a prova em que se acha incurso no ensino, não pela feição do problema proposto e sim pela própria excitabilidade na hora justa da promoção.

Recordemos que a vida é sempre uma grande escola.

Cada criatura estagia no aprendizado de que necessita e cada aprendizado é clima de trabalho com oportunidade de melhoria.

Desespero é desgaste.

Irritação é prejuízo antes do ajuste.

Reflete nisso e, à frente de quaisquer empeços, acalma-te para pensar e pensa o bastante, a fim de que possas acertar com a vida e servir para o bem.


Emmanuel








(Reformador, julho de 1969, p. 148)

Emmanuel - Livro Luz Bendita - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 15 - Ânimo



Emmanuel - Livro Luz Bendita - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 15


Ânimo


Age em favor dos outros,
Sem que isso te arrase.

Lamentação que faças
Enfraquece a quem amas.

Esse tem duras provas
E precisa escorar-se.

Outro te pede auxílio
Para fortalecer-se.

Suporta qualquer sombra
Sem que a fé se te perca.

Nada te desanime,
Serve e confia em Deus.


Emmanuel









Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 29 - Recurso da bondade




Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 29 


Recurso da bondade


Você se encontra mergulhado no rio da imortalidade, do qual não conseguirá evadir-se, seja qual for o meio de que se utilize.

Seja bondoso para com você mesmo, isto é, trabalhe-se, intimamente, a fim de melhor alcançar o porto da serenidade.

A bondade é um guia de segurança para o seu êxito, na viagem da reencarnação.

Aplique a força da bondade no lar, com aqueles que o conhecem, em cuja convivência a saturação se hospedou.

Renove os clichês mentais e a conversação na intimidade doméstica, exteriorizando os recursos da bondade que modificará o clima vigente.

Você pode mudar de companhia e de lugar, todavia, se não processar a transformação íntima através da bondade que jaz latente em você, haverá, somente, uma fuga para lugar nenhum.

Adote a bondade para com as crianças, que o imitarão, produzindo renovação na sociedade do futuro, na qual se movimentarão.

Atenda com bondade os mais idosos, que dispõem de pouco tempo no corpo e necessitam de estímulos para chegarem, felizes, à meta que lhes está próxima.

Retribua com bondade a estima dos amigos que o cercam.

Ninguém pode permanecer afeiçoando-se, caso não receba do outro a resposta da bondade.

Devolva aos adversários o petardo deles transformado em ação de bondade.

Não há inimizade que suporte por muito tempo a bondade da sua vítima.

Há muita falta de bondade na Terra.

Bondade no pensar, para bem falar e melhor agir.

A bondade é moeda escassa nos depósitos de muitos sentimentos.

Com ela, você vadeará em segurança o rio da imortalidade, pois que lhe dará paciência para compreender a vida e a sua finalidade, ensejando-lhe valor para viver.

Alfredo Tennyson, o formoso poeta inglês, certo da sobrevivência, teria declarado: “Se não houver a imortalidade eu me atiro no mar”, afirmando, assim, que sem ela a vida não tem sentido, nem os valores do sentimento que devem ser comandados pela bondade, que lhe assinala a presença no homem.


Marco Prisco