sábado, 11 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 130 - Amai-vos



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 130


Amai-vos


“Não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade.” — JOÃO (1 João, 3.18)


Por norma de fraternidade pura e sincera, recomenda a Palavra Divina: “Amai-vos uns aos outros.” 

Não determina seleções.

Não exalta conveniências.

Não impõe condicionais.

Não desfavorece os infelizes.

Não menoscaba os fracos.

Não faz privilégios.

Não pede o afastamento dos maus.

Não desconsidera os filhos do lar alheio.

Não destaca a parentela consanguínea.

Não menospreza os adversários.

E o apóstolo acrescenta — “Não amemos de palavra, mas através das obras, com todo o fervor do coração”.

O Universo é o nosso domicílio. A Humanidade é a nossa família.

Aproximemo-nos dos piores, para ajudar. 

Aproximemo-nos dos melhores, para aprender.

Amarmo-nos, servindo uns aos outros, não de boca, mas de coração, constitui para nós todos o glorioso caminho de ascensão.



Joanna de Ângelis - Livro Em Busca da Verdade - Divaldo Pereira Franco - Cap. 10 - A vida e a morte - A vida harmônica



Joanna de Ângelis - Livro Em Busca da Verdade - Divaldo Pereira Franco - Cap. 10 - A vida e a morte


A vida harmônica


"Levantou-se pois, e foi buscar a seu pai. E quando ele ainda vinha longe seu pai o viu e moveu-se de compaixão, e correndo, lançou-lhe os braços ao pescoço para o abraçar, e o beijou." (LUCAS, 15:20) 


Genericamente, alguns biólogos definem a vida como o fenômeno que anima a matéria.

A referência à vida humana, que abrange o período da fecundação até o da desencarnação, mediante o qual o Espírito toma a matéria e a abandona, é caracterizado pela presença da energia pensante.

A vida encontra-se estuante em toda parte, seja no campo da estrutura molecular como naquele que se expressa em outra dimensão - a de natureza espiritual.

A vida humana, entretanto, é a transitória existência corporal, através da qual se processam os mecanismos da evolução física, psíquica, emocional e espiritual, seguindo a fatalidade da perfeição relativa que a todos se encontra destinada.

A morte, no ser humano, por sua vez, é a cessação dos fenômenos orgânicos, a degeneração do tronco encefálico, abrindo espaço à desencarnação, que constitui a liberação total do Espírito em relação à estrutura material. Por isso, nem sempre morrer é desencarnar, considerando-se que constitui um expressivo número, o daqueles que se mantêm apegados aos despojos materiais, após a ocorrência da morte, na vã expectativa de trazê-los de volta à vitalidade.

Vivenciando uma existência sensualista, assinalada pelo egoísmo e pelas suas expressões mais vis, o acontecimento que produz a morte orgânica de forma alguma libera o princípio inteligente da vestidura que lhe facultou o gozo e as sensações exorbitantes.

Fixado nos equipamentos de que se utilizou, o fenômeno mortis não proporciona de imediato a identificação da mudança de plano vibratório em que se encontra, em razão da continuidade das percepções orgânicas, apresentando-se como impressões vigorosas que transmitem a ideia de que nada se modificou.

Lentamente, porém, à medida que ocorre a transformação e a desintegração dos despojos, o ser real é assaltado pelo pavor e aturde-se na ignorância em que se manteve de referência à realidade além do campo sensorial.

Essa perturbação prolonga-se por tempo indeterminado, variando de um para outro indivíduo, conforme o nível de consciência que lhe é próprio.

O Self em reestruturação após o desenlace dos complexos equipamentos celulares, das combinações químicas eletroeletrônicas do cérebro, prossegue dominado pelo imperativo do ego que o manteve encarcerado na sombra das paixões servis, dando-lhe a falsa ideia de que tudo prossegue em regime de similitude, embora o sucesso que teve lugar...

De outra maneira, quando se viveu dentro dos padrões éticos estabelecidos, mantendo-se respeito pela existência, utilizando-se da roupagem carnal de maneira sóbria, edificante e construtiva, experiencia-se, desde cedo, um natural desapego pela mesma, como consequência da visão espiritualista que se possui da vida. Tendo-se em mente que tudo é transitório no mundo físico, e que o corpo é somente um instrumento para a evolução, ama-se a organização material, consciente, porém, da sua relatividade, da sua destrutibilidade pela morte.

Os fenômenos biológicos são recursos preciosos para que o Espírito adquira a consciência de Si-mesmo, ampliando a sua capacidade de entendimento intelectomoral das coisas e da realidade em que se encontra. Tendo como objetivos imediatos a saúde e o bem-estar, opera em todas as circunstâncias de maneira a evitar comprometimento desequilibrante, dando-se conta de que a sua felicidade está vinculada aos fatores ambientais e humanos, que também devem participar do mesmo empreendimento ditoso.

Para que o tentame seja alcançado, o Self identifica os alvos estabelecidos, empenhando-se no esforço pela harmonização dos arquétipos perturbadores e desenvolvimento das faculdades que se lhe encontram em germe, em estado de adormecimento. Trata-se do empenho pelo autodescobrimento, pela autoiluminação, pela superação das heranças ancestrais geradoras de inquietação e sofrimento.

Como o sofrimento se encontra presente em todas as fases do desenvolvimento do ser, por tratar-se de um fenômeno natural, ora por desgaste biológico, ora por ocasionar o sofrimento do sofrimento, vezes outras por impermanência, impõe-se a atitude estoica de aceitá-lo jovialmente como processo de percurso inevitável, do qual resultam inúmeras conquistas, quais o amadurecimento psicológico, a visão da solidariedade em relação aos seres sencientes - vegetais, animais e humanos - em cujo grupo se encontra.

A consciência dessa transitoriedade da matéria proporciona ao Self a eleição dos cometimentos edificantes, aqueles que não geram culpa nem arrependimento, proporcionando a vida harmônica em ideal identificação com tudo e com todos.

Trata-se, sem dúvida, de um grande esforço a ser desenvolvido. No entanto, a pérola que reflete a luz das estrelas é arrancada dos abismos em que se desenvolve no molusco que a retém como mecanismo de autodefesa, ou como a estátua de rara beleza que estava oculta na pedra grosseira ou no metal sujo e informe...

A existência humana é um desafio gigantesco no processo ontológico da evolução. Por mais se queira, ninguém é capaz de evitar os impositivos em que se expressa. Por isso mesmo, o pensamento ético estabeleceu diretrizes de segurança para que sejam logrados os objetivos da saúde e da tranquilidade, do bem-estar e da alegria de viver.

Aprofundando a sonda na complexidade do ser humano, a psicologia analítica oferece valiosos recursos para a autoidentificação, para a descoberta dos limites e das possibilidades inimaginadas, para a construção da plenitude, libertando o paciente de todo grilhão retentivo na ignorância, na enfermidade, nos transtornos de comportamento...

Quando o indivíduo puder olhar-se com serenidade, sem culpa nascida no passado, sem saudades dele ou ansiedades pelo futuro, na expectativa do vir-a-ser, nada obstante os conflitos que lhe permaneçam, terá conseguido avançar decisivamente no rumo da autorrealização, portanto, de uma vida harmônica. Essa conquista não impede a luta contínua, porque a evolução não tem limite, e quanto mais se adquire conhecimento mais se ampliam os horizontes do saber e as indagações em torno do existir, do Cosmo, da vida em si mesma.

Para o êxito desse cometimento, a autoterapia do amor e do sentimento de dever contribui para o prosseguimento do esforço de crescimento interior, de realização enobrecida, de harmonia, desaguando no estado numinoso.

O ser numinoso exala equilíbrio, segurança, autoconquista. Transforma-se em um polo de atração que beneficia todos aqueles que se lhe acercam, porque a sua exteriorização é benéfica e enriquecedora.

De igual maneira, o indivíduo voluptuoso, vulgar, insensato, mesmo que se apresentando bem-vestido e com a persona bem trabalhada, cuidadosamente maquilada para a vida social, exterioriza o bafio pestilencial do seu estado interior. Basta uma aproximação, um contato, para que se sinta o perigo do contágio da sua condição moral e espiritual. Logo ocorre uma falta de empatia entre aquele que é saudável e o enfermo, produzindo fenômenos psicológicos de antipatia e distanciamento.

Cada qual é aquilo que cultiva interiormente, suas aspirações e pensamentos, seus cuidados ou desastres emocionais, não podendo ocultá-los de tal forma que psiquicamente os mesmos não se manifestem.

Nesse capítulo, pode-se inferir que as existências pregressas impuseram o seu selo representativo da conduta que cada qual se permitiu.

É comum ouvir-se dizer que os discípulos de determinados mestres iogues asserenam-se junto deles, sem necessidade de qualquer verbalização... O mesmo ocorre com muitos pacientes quando chegam os seus médicos, enfermeiros ou assistentes, sendo generalizada a ocorrência em relação às pessoas portadoras de sentimentos elevados que produzem alegria e geram harmonia a sua volta.

De igual maneira, aqueles que são temperamentos rebeldes, instáveis, comportamentos doentios, sentimentos avaros e mesquinhos, turbulentos e perversos, fazem-se identificar facilmente, mesmo que o não queiram, sem qualquer manifestação exterior.

O ser psíquico moral é o verdadeiro indivíduo.

A nobre tarefa da psicoterapia é trabalhar esse Self que centraliza todas as atenções e cuidados, nele descobrindo os registros das aflições defluentes das experiências malogradas, dos comprometimentos desastrosos, do que poderia haver realizado de meritório e ficou na expectativa...

Onde se encontre o enfermo psicológico ou físico, ou mental, aí está a totalidade dos seus atos em reencarnações anteriores agora refletidos na conduta angustiosa ou aflitiva que o aturde.

Imprescindível trabalhar-lhe o inconsciente coletivo, buscando os arquétipos portadores de desintegração e sofrimento que nele ressumam com frequência.

Os primeiros passos para a conquista da vida harmoniosa, são aqueles que liberam o despertar da consciência de si, ao lado da responsabilidade assumida em favor das mudanças que se fazem necessárias na ementa existencial.

Desmascarar a ignorância e diluir a sombra onde quer que se refugiem, constituem o segundo passo de lucidez para alcançar-se o objetivo anelado.

Assumindo facetas desculpistas, ensejando processos de transferência de responsabilidade, o ego engenhoso e insubordinado procura sempre manter-se no comando, disfarçando a aparência e mantendo os conteúdos doentios.

Outras terapias, denominadas alternativas, também são muito úteis para a conquista dessa vida harmônica sempre buscada.

Desde os procedimentos de cromoterapia, como os de massoterapia, os de meditação e ioga para atingir o moksha, os de fluidoterapia especialmente através dos passes e outros tantos valiosos recursos à disposição dos interessados, o importante é alcançar a individuação, a sukha...

Muitos outros indivíduos, entretanto, preferem ficar vitimados pela síndrome do mundo cruel, conforme a denominam os sociólogos, em face da alta carga de informações negativas, de desastres e infortúnios de que são vítimas, informando a impossibilidade de as superar ou pelo menos digeri-las mentalmente.

Sem dúvida, é um disfarce para evitar assumir a responsabilidade pelo que está ocorrendo no mundo, porquanto, ao lado das misérias e vicissitudes, também se encontram os exemplos de dignificação e sacrifício de verdadeiras multidões que permanecem no anonimato ou se tornam conhecidas, sem darem importância ao lado infeccioso da sociedade, que se apresenta em forma de doença pandémica e constante.

A predominância dos bons e dos portadores de sentimentos elevados proporciona à vida uma paisagem de esperança e de significação, qual um amanhecer de bonança após a violência da tormenta.

A aquisição, portanto, de uma vida harmônica, está na dependência da eleição que cada um faz em torno dos objetivos existenciais, sendo factível anelá-la e trabalhar por conquistá-la.

...E o filho pródigo voltou para os braços paternos...


Joanna de Ângelis














sexta-feira, 10 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 80 - O “não” e a luta



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 80


O “não” e a luta


“Mas seja o vosso falar: sim, sim; não, não.” — JESUS. (Mateus, 5:37)


Ama, de acordo com as lições do Evangelho, mas não permitas que o teu amor se converta em grilhão, impedindo-te a marcha para a vida superior.

Ajuda a quantos necessitam de tua cooperação, entretanto, não deixes que o teu amparo possa criar perturbações e vícios para o caminho alheio.

Atende com alegria ao que te pede um favor, contudo não cedas à leviandade e à insensatez.

Abre portas de acesso ao bem-estar aos que te cercam, mas não olvides a educação dos companheiros para a felicidade real.

Cultiva a delicadeza e a cordialidade, no entanto, sê leal e sincero em tuas atitudes.

O “sim” pode ser muito agradável em todas as situações, todavia, o “não”, em determinados setores da luta humana, é mais construtivo.

Satisfazer a todas as requisições do caminho é perder tempo e, por vezes, a própria vida.

Tanto quanto o “sim” deve ser pronunciado sem incenso bajulatório, o “não” deve ser dito sem aspereza.

Muita vez, é preciso contrariar para que o auxílio legítimo se não perca; urge reconhecer, porém, que a negativa salutar jamais perturba. O que dilacera é o tom contundente no qual é vazada.

As maneiras, na maior parte das ocasiões, dizem mais que as palavras.

“Seja o vosso falar: sim, sim; não, não”, recomenda o Evangelho. Para concordar ou recusar, todavia, ninguém precisa ser de mel ou de fel. Bastará lembrarmos que Jesus é o Mestre e o Senhor não só pelo que faz, mas também pelo que deixa de fazer.


Emmanuel











Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 35 - O Cristo operante



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 35


O Cristo operante


“Porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios.” — PAULO. (Gálatas, 2:8)


A vaidade humana sempre guardou a pretensão de manter o Cristo nos círculos do sectarismo religioso, mas Jesus prossegue operando em toda parte onde medre o princípio do bem.

Dentro de todas as linhas de evolução terrestre, entre santuários e academias, movimentam-se os adventícios inquietos, os falsos crentes e os fanáticos infelizes que acendem a fogueira da opinião e sustentam-na. Entre eles, todavia, surgem os homens da fé viva, que se convertem nos sagrados veículos de Cristo operante.

Simão Pedro centralizou todos os trabalhos do Evangelho nascente, reajustando aspirações do povo escolhido.

Paulo de Tarso foi poderoso ímã para a renovação da gentilidade.

Através de ambos expressava-se o mesmo Mestre, com um só objetivo — o aperfeiçoamento do homem para o Reino Divino.

É tempo de reconhecer-se a luz dessas eternas verdades.

Jesus permanece trabalhando e sua bondade infinita se revela em todos os setores em que o amor esteja erguido à conta de supremo ideal.

Ninguém se prenda ao domínio das queixas injustas, encarando os discípulos sinceros e devotados por detentores de privilégios divinos. 

Cada aprendiz se esforce por criar no coração a atmosfera propícia às manifestações do Senhor e de seus emissários. 

Trabalha, estuda, serve e ajuda sempre, em busca das Esferas superiores, e sentirás o Cristo operante ao teu lado, nas relações de cada dia.


Emmanuel












Emmanuel - Livro Paz e Libertação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 11 - Ensinemos humildade



Emmanuel - Livro Paz e Libertação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 11


Ensinemos humildade


Na propaganda espírita, e na extensão do Evangelho, é imperioso atender à tarefa básica que nos cabe cumprir.

Ensinaremos a humildade com frases oportunas e bem-feitas, entretanto, se o orgulho ainda mora conosco, toda a nossa conceituação primorosa é simples ruído ao vento.

Pregaremos o impositivo da fé mobilizando apontamentos dos grandes instrutores, todavia, se não revelamos confiança em Deus e em nós mesmos o próximo necessitado encontrará em nossa intimidade apenas o sermão precioso e vazio.

Encareceremos a obrigação da caridade como exclusivo recurso na sustentação da harmonia entre as criaturas, no entanto, se o egoísmo ainda se oculta na cidadela de nosso Espírito, em vão recorreremos ao socorro da virtude, de vez que a sinceridade não nos clareará o caminho.

Demonstraremos com robusta argumentação o valor do trabalho como fator de progresso, contudo, se confiamos nossa vida à rebeldia e à ociosidade, nossos apelos redundarão em pura inutilidade porque a ferrugem de nossa existência contagiará quem nos ouve, gerando perturbação e indisciplina.

Somos, assim, em toda parte e em todas as situações defrontados por uma obra essencial, a cuja execução não conseguiremos fugir sem dano grave. Essa obra reside no aprimoramento de nossa própria alma.

Somos o problema nevrálgico da salvação terrestre. Sem nossa elevação pessoal, o lar que nos abriga é incapaz de soerguer-se. E sem a reabilitação de nosso templo doméstico estará sempre incompleta a recuperação social que pretendemos efetuar com o Cristo.

Acordemos, desse modo, para as exigências da vida eterna. Construamos em nós a humildade e o amor, a fé e serviço! 

Ao luzeiro do Evangelho a humanidade é a assembleia que nos estuda e examina, esperando-nos o testemunho renovador. 

Peçamos, pois, ao Cristo, a força precisa para a superação de nossas próprias fraquezas, na convicção de que, aperfeiçoando com sinceridade a nós mesmos, diante do mundo, Jesus, pela redenção da humanidade, fará brilhantemente o resto.


Emmanuel









Nota do Editor: Mensagem psicografada por Chico Xavier no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo | MG. 28/02/1955.

Fonte: 

Lancellin - Livro Cirurgia Moral - João Nunes Maia - Cap. 21 - Fazer o melhor



Lancellin - Livro Cirurgia Moral - João Nunes Maia - Cap. 21


Fazer o melhor


Em tudo o que fizeres, nunca te esqueças de fazeres o melhor. E para reconhecer os caminhos mais indicados, basta um pouco de atenção. É nessa hora que a especulação é elegante, que a procura dignifica.

A alma que vive procurando a perfeição no que faz, concentra suas energias no que tange à sua própria conduta e apara suas arestas, para que a saúde se manifeste em seu coração e se instale em todo o seu corpo.

Sê eficiente para ti mesmo que, por esses caminhos, estarás auxiliando aos outros. Mesmo quando a misericórdia de Deus bater à tua porta para que sirvas de instrumento na ajuda aos teus semelhantes, faze-o com esmero. Não te apresses em cooperar muito, fazendo o trabalho mal feito. Em tudo o que deres, lembra-te da harmonia, pois ela te falará na intimidade da alma. O que fizeres, faze-o com perfeição, ou seja, com amor.

Enquanto não reconheceres que o próximo é tu mesmo em outra dimensão, que aquilo que fizeres aos outros estarás fazendo a ti mesmo, não aproveitarás essas lições, já que elas são baseadas e analisadas na expressão das leis universais. Todos os homens, todos os espíritos são copistas do estatuto divino, e se expressam através da fala ou do papel, de acordo com a evolução de cada um. Mesmo assim, nem sempre vivem o que pensam e nem fazem o que escrevem ou dizem.

Estamos todos em marcha para um despertar maior e o tempo é aquele que nos chama, a dor é que apressa o chamado. Quando abrires os olhos para a luz, não sejas néscio. Procura o trabalho, no anseio que a perfeição te inspire, porque o que depende de ti é que está por ser feito. Deus já fez tudo com antecedência e os espíritos superiores que, por bondade, te ajudam, já o faziam antes que os teus olhos se abrissem. O retardatário é, pois, tu mesmo. Enquanto estiveres procurando a felicidade por fora, não a encontrarás. O bem-estar divino mora por dentro das criaturas. O exterior é mero reflexo do mundo interno, daquilo que realmente fores por dentro.

Todos somos enfermos e no futuro cada qual será seu próprio médico.

Quem conhece melhor teus próprios males a não ser tu mesmo? Os diagnósticos são feitos pelas tuas próprias informações. Começa, agora, a pensar nisso e usa os teus recursos em teu próprio favor. Dá os primeiros passos que os Céus te ajudarão. E quando fizeres alguma coisa, procura fazê-la dando o melhor de ti. A perfeição das grandes coisas depende da harmonia que conseguires nas pequenas. Nós condicionamos tudo, isso é uma lei de sequência estendida a toda a criação, que sustenta a paz do Universo.

Ao escreveres uma carta, vê se terminas a missiva com a mesma disciplina das letras iniciais. Opera esse exercício em tudo o que fizeres, pois assim começarás a viver em um mundo de perfeição, que se refletirá na tranquilidade da consciência.

Faze o melhor em tudo o que fizeres, uma norma já adotada pelos santos e pelos sábios. É o espírito começando a mostrar a luz que se acendeu dentro da alma.


Lancellin




















Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 16 - O Tempo



Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 16


O Tempo


O tempo é bênção divina que merece respeito.

Cada hora que passa é qual trato de terra pronto a responder, conforme o tipo de semeadura.

Bem usado, converte-se em manancial de bênçãos, favorecendo o progresso.

Desprezado, termina tomado pelas ervas daninhas dos vícios, que conduzem à estagnação. Aprende a confiar em Deus e no tempo.

Mesmo ante as situações aflitivas, não te apartes do Bem, semeando o amor conforme tuas forças.

Se fizeres o melhor ao teu alcance, o tempo se transformará em emissário divino, trazendo-te a paz imorredoura nos domínios da consciência.


Irmã Scheilla