domingo, 17 de maio de 2026

Batuíra - Livro Coragem - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 33 - Ainda quando



Batuíra - Livro Coragem - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 33


Ainda quando


"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos e não tenha caridade, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine."  — PAULO (1 Coríntios 13:1)


Sim, meus amigos, recordemos a palavra de Paulo, o apóstolo da libertação espiritual.

Ainda quando senhoreássemos todos os idiomas de comunicação entre os homens e os anjos, na Terra e nos Céus, e não tivermos caridade…

Ainda quando possuíssemos as chaves do conhecimento universal para descerrar todas as portas das grandes revelações e não tivermos caridade…

Se conquistássemos as maiores distâncias atingindo outros planetas e outras humanidades no Império Cósmico e não tivermos caridade…

Ainda quando enfeixássemos nas mãos todos os poderes da ciência com a possibilidade de comandar tanto os movimentos do Macrocosmo, quanto a força dos átomos e não tivermos caridade…

Ainda quando conseguíssemos dominar a profecia e enxergar no futuro todos os passos das nações porvindouras e não tivermos caridade…

Então, de nada terão valido para nós outros as vitórias da inteligência, porque, sem amor, permaneceremos ilhados em nossa própria inferioridade, inabilitados para qualquer ascensão à felicidade verdadeira com as bênçãos da Luz.


Batuíra












Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 6 - Mundo de reparações



Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 6


Mundo de reparações


Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou Deus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso.

Entretanto, nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação. As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contato com Espíritos mais adiantados. Vêm depois as raças semicivilizadas, constituídas desses mesmos Espíritos em via de progresso. São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.

Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos na Terra; já viveram noutros mundos, donde foram excluídos em consequência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons. Tiveram de ser degredados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram. Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes. Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem os infortúnios da vida. É que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas, cujo senso moral se acha mais embotado.

A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos têm aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito.

Santo Agostinho 
(Paris, 1862.*)


A Terra é um mundo de reparações e testemunhos.

Certo é que nela também residem Espíritos de alta linhagem espiritual; se assim não fora, como ajudar aos que passam por duras provas e expiações dolorosas?

Os já redimidos, que renunciaram a um mundo mais elevado, retomando à casa terrena, são almas que amam e com isso mostram a caridade de viver consolando e dignificando a fé no meio dos que sofrem, em nome de Jesus, o nosso Mestre e Senhor.

Reparar é trabalho árduo, mas valioso, por livrar o Espírito do carma do passado, de faltas que pesam o fardo e o jugo, refletindo no centro da consciência, de sorte a fazer o coração sair fora do ritmo da vida.

Sendo um mundo de provas e expiações, a Terra está cercada de lutas reparadoras, sobremodo a cobrar das criaturas nela estagiadas as dívidas do passado; e ainda mais, quando a alma começa a se formar nalguma virtude cristã, ela é testada, para ver se de fato tem forças para continuar no equilíbrio moral e no trabalho dentro de si mesmo.

“O plantio é livre” é frase vista em muitos livros, e ouvida de muitas bocas a pronunciá-la, no entanto, acima de tudo é bom saber plantar, porque todos sabem que a colheita é obrigatória para todos os que semeiam e a semente que devemos entender é a dos pensamentos, das palavras e da própria vida.

Encontramos sempre nos caminhos o que desejamos para os outros; a luz clareia primeiro e com mais evidência quem a acendeu e se deseja treva, nela permanece.

A alma dá sinal de elevação e de atraso moral pelo que pensa, fala e faz.

A vaidade de querer ser mais que os outros está destruindo as criaturas, que são observadas em suas atitudes, e silenciam por iludirem a si mesmas.

O pior é que, sendo espíritas, têm conhecimento desse fato.

O pior cego é aquele que não quer ver.

Se você está se movendo em um corpo físico neste mundo terreno, tenha cuidado com o que pensa, que são ideias voltando e inspirando alguém; tenha cuidado com as palavras, que elas são vidas que se reúnem com as iguais, fazendo ambiente de acordo com os sentimentos de quem as gerou.

E tenha mais cuidado com a sua vida, esquecendo os outros e verificando somente a sua, reparando o que deve ser mudado.

Ensaie todos os dias, todas as horas e minutos as mudanças em seu roteiro, esquecendo os seus companheiros.

Cada um deve construir o seu próprio céu.

Quem tem em mira a vida dos outros, tem a sua na ruiria, esquecida da visita do dono.

Precisamos evidenciar a nossa moral pelo exemplo, que escreve em dimensão que atinge a todos no silêncio, e é uma fala que agrada a todos os que já estão se iluminando com o Cristo.

Se estamos em um mundo de provas e expiações, se não vivermos o que escolhemos para melhorar, que nos faz um bem salutar e agrada aos benfeitores espirituais, compartias que estão sempre nos vendo e ouvindo no silêncio, procurando todos os meios de nos ajudar, o que dizer aos outros como mestres? Na Terra não há todos os tipos de exames?

Pois também na vida espiritual passamos por esses roteiros para sentir o que somos, se já entendemos a nossa tarefa, nos caminhos que escolhemos ou no que fomos chamados a servir pela espiritualidade maior.

E nosso dever é buscar a humildade, mas a verdadeira; se vivermos na falsa, somente nós mesmos estaremos sendo iludidos.

A porfia é dura, é difícil, mas proveitosa e compensadora para aquele que sabe viver dentro da honestidade e não esquece a honra.

Procuremos analisar periodicamente o Evangelho de Jesus, sem dependência de interpretações; verifiquemos o Evangelho Segundo o Espiritismo, com a mesma disposição de equilíbrio, para que cheguem a nós a intuição pura e o conhecimento das leis naturais.

Encontramos o que buscamos; se você duvida, encontrará somente dúvidas.

A verdade o procura e será encontrada por você, examinando as suas próprias experiências e comparando-as com as dos grandes mestres das vivências nessa verdade.

Do contrário, você estará sujeito a ficar, por tempo indeterminado, nos mundos de provas e expiações, envolvido no magnetismo das suas próprias criações e na dependência dos que confiam e esperam o indicador, mostrando caminhos a seguir.

Tenha como guia Jesus, que Ele não o deixará errar os caminhos do amor e da caridade bem dirigida.

Busquemos a verdade por estarmos seguros que a verdade nos abraçará com a presença do Cristo.


Miramez









*O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. III — Há muitas moradas na casa de meu pai - Mundos de expiações e de provas. (Itens 13/15)


Emmanuel - Livro Construção do Amor - Chico Xavier - Cap. 6 - Banquete interior



Emmanuel - Livro Construção do Amor - Chico Xavier - Cap. 6


Banquete interior


O conhecimento evangélico em nosso mundo íntimo é sempre milagrosa festa de luz.

É o banquete com o Pão que desceu do Céu, a inundar-nos de paz, esperança, fortaleza e alegria…

Nossos velhos amigos — os ideais de felicidade que abraçamos — encontram novo apoio e se materializam em trabalho promissor de fé, vaticinando-nos abençoado futuro.

Alimentam-se, triunfantes à nossa mesa farta de júbilo, e como que se exteriorizam, constantemente, através de pregações valiosas e apontamentos sublimes, no entusiasmo com que nos devotamos à salvação alheia.

Mas, temos também, na intimidade de nosso coração, antigos adversários do nosso equilíbrio e da nossa paz que, raramente, convocamos ao nosso deslumbramento.

É o orgulho — louco inimigo do nosso progresso…

É a vaidade — infeliz companheira de nossos desequilíbrios…

É a preguiça mental — infortunada mendiga, que estima residir conosco, paralisando os impulsos de servir…

É o egoísmo — lamentável amigo destruidor, que teima em cristalizar-nos nas sombras da ignorância…

É o ódio — milenário perseguidor a inclinar-nos para o despenhadeiro da vingança…

É a ingratidão — triste comparsa de delitos escuros, a seguir-nos de remoto passado, induzindo-nos à dureza de coração.

É o desânimo — mísero pedinte, asilado em nossa alma, encarcerado nas trevas do medo de trabalhar e de algo fazer, na sementeira da caridade e da luz…

Convidemos todos esses velhos companheiros de jornada evolutiva para o banquete do Evangelho em nosso templo íntimo.

E, de certo, se converterão em cooperadores prestimosos de nosso reajuste, transformando-nos em vivo santuário de bênçãos, para a execução plena e vitoriosa da Vontade de Deus.


Emmanuel















sábado, 16 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 8 - Jesus veio



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 8


Jesus veio


“Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.” — PAULO. (Filipenses, 2:7)

Muitos discípulos falam de extremas dificuldades por estabelecer boas obras nos serviços de confraternização evangélica, alegando o estado infeliz de ignorância em que se compraz imensa percentagem de criaturas da Terra. Entretanto, tais reclamações não são justas.

Para executar sua divina missão de amor, Jesus não contou com a colaboração imediata de Espíritos aperfeiçoados e compreensivos e, sim, “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.”

Não podíamos ir ter com o Salvador, em sua posição sublime; todavia, o Mestre veio até nós, apagando temporariamente a sua auréola de luz, de maneira a beneficiar-nos sem traços de sensacionalismo.

O exemplo de Jesus, nesse particular, representa lição demasiado profunda.

Ninguém alegue conquistas intelectuais ou sentimentais como razão para desentendimento com os irmãos da Terra.

Homem algum dos que passaram pelo orbe alcançou as culminâncias do Cristo. No entanto, vemo-lo à mesa dos pecadores, dirigindo-se fraternalmente a meretrizes, ministrando seu derradeiro testemunho entre ladrões.

Se teu próximo não pode alçar-se ao plano espiritual em que te encontras, podes ir ao encontro dele, para o bom serviço da fraternidade e da iluminação, sem aparatos que lhe ofendam a inferioridade.

Recorda a demonstração do Mestre Divino. Para vir a nós, aniquilou a si próprio, ingressando no mundo como filho sem berço e ausentando-se do trabalho glorioso, como servo crucificado.


Emmanuel











Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco - Cap. 17 - Falatórios



Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco - Cap. 17


Falatórios

    
Dentre os muitos males que o verbo infeliz pode produzir, o mexerico é, possívelmente, dos mais graves. Semelhante a vaso pútrido, o falatório exala miasma pestilencial, que contamina os incautos, que dele se acercam. Ali proliferam a maledicência insensata, o julgamento arbitrário, a acusação indébita, a suspeita inapelável, a infâmia disfarçada, quando não irrompe a calúnia maleável, capaz de engendrar a destruição dos mais nobres ideais e vidas respeitáveis.

Atira-se a brasa do falatório inconsciente e espera-se que o fogo da irresponsabilidade ameace, devorador, a estrutura onde produz chamas. Nasce na conversa simples, porém, perniciosa. Emana de uma observação candente e feita de impiedade, a qual se difunde facilmente por ausência de serviço edificante, em decorrência da hora vazia, pela dilatação das apreciações indébitas.

O falatório é, também, verdugo do falador, porquanto, aquele que se compraz em censurar, torna-se vítima da censura alheia. Acautela-te dos que somente sabem colocar ácido e observações infelizes. Não estás indene à acusação deles.

Se te trazem informação inditosa, por mais amigo que te seja, de ti levará informação incorreta para outrem, a quem chama amigo, e que ignoras.

Não permitas que os teus ouvidos, voltados para a verdade, se convertam em caixa de acusações desditosas. Ninguém te pede a santificação em um dia, nem espera a tua redenção numa hora. Aliás, se isto se dera, o beneficiado seria tu próprio. Todavia, todos aguardam que não incidas, reincidas ou insistas no erro, promovendo a renovação dos teus propósitos cada dia, a toda hora, em cada instante...

O teu chamado ao Evangelho de Jesus significa compromisso novo para com a vida, e, se outrem erra, não te utilizes do erro dele, para que justifiques o teu erro.

Não prestarás satisfação da tua conduta ao teu próximo, mas Àquele que te enviou a servir. Sempre que falares, faze o relatório do bem: desculpa, ajuda, perdoa e compreende.

O irmão caído não necessita de empurrão para mais baixo, entretanto, espera mão amiga para reerguer-se.

Quem erra, tem a ferida do engano; aquele que se equivoca, padece a ulceração do erro.

Disputa a honra de acertar, falando sobre o bem, em nome do Supremo Bem, para o teu próprio bem.


Joanna de Ângelis













sexta-feira, 15 de maio de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Sol de Esperança - Divaldo Pereira Franco - Cap. 18 - Semeia, semeia



Joanna de Ângelis - Livro Sol de Esperança - Divaldo Pereira Franco - Cap. 18


Semeia, semeia


Ei-los, em esfuziante alegria, permutando sorrisos num festival de juventude, que lhes parece não ter fim. Folgazões, transitam de cidade em cidade, espairecendo, caçando prazeres, renovando emoções. Quase esvoaçantes, coloridos, recordam bandos de aves arrulhando nas florestas da vida. 

Embriagados pelo licor da frivolidade passam gárrulos e ligeiros, sem pousos certos, alongando-se pelas estradas vastas das férias intermináveis.

Ao lado deles trabalham aqueloutros que os invejam e lhes exploram a loucura, quais formigas diligentes que acumulam para si, ceifando a plantação alheia, receosos da escassez hibernal. São gentis a preço de ouro e vendem cortezia, detestando-os quase, em silêncio, reprochando-lhes o comportamento leviano, sentindo-se magoados por não poderem fazer o mesmo. 

Aqueles vêm para cá buscando o sol e estes saem daqui procurando as temperaturas brandas. Uns sobem as montanhas e outros as descem, agitados, todos, as descem, agitados, todos a buscarem nada.

Perderam a paz íntima e não sabem, talvez não desejem saber. 

Anestesiam-se com a ilusão e fogem da realidade, enlouquecendo paulatina, irreversivelmente.


Dizes que conheces as nascentes da água lustral do bem e da harmonia. Gostarias de ofertá-la, a cântaros cheios, ou abrindo, com as mãos de ternura, sulcos profundos por onde jorrassem filetes a se transformarem em rios de abundância a benefício de todos.

Eles, porém, os sorridentes e os corteses que defrontas, recusam tua oferenda.

Falas sobre o amor, e zombam.

Cantas a Verdade, e promovem balbúrdia.

Emocionas-te ante a dor, e os irritas.

Apresentas Jesus, e desertam ansiosos, tentando novas expressões de fuga, desinteressados e belicosos contra ti.

Não te entristeças ante os panoramas sombrios do momento. Logo mais, na estação própria, haverá luz e cor, reverdecendo a paisagem cinza, florindo-a, perfumando-a.

Possivelmente já transitastes em rotas semelhantes e por essa razão sentes o amargor, vendo-os e ouvindo-os, sabendo que este ludíbrio não dura indefinidamente. Eles despertarão sim, como já despertaste para outra realidade que agora te abrasa a vida e dá-te forças para avançar.

Hoje, todos estes estão fugindo de si mesmos. Ontem, porém, quando estavas como eles, fugias também, conduzindo as armas do crime que alguns já tem na mão e outros irão tomá-las com avidez.

Considera, então, o quanto macerou o Imensurável Rabi vê-los assim, tendo-O ao lado sem O desejarem, ouvindo-O sem O quererem entender... Longa para o Mestre foi a Via dolorosa, enquanto com eles e com todos nós, que até hoje, ainda não O sabemos amar nem servi-lO.

Afeiçoa-te, por tua vez, à lavoura do amor e semeia, conquanto escasseiem ouvidos abertos e mentes acessíveis à semente de luz.

O colégio galileu reuniu apenas doze, ao chamado de Jesus, e não obstante a deserção de um discípulo equivocado, outro foi eleito para seu lugar, ao tempo em que a Palavra de Vida Eterna se espalhava como pólen fecundo penetrando, desde então, milhões de vidas que se felicitaram com a Verdade, alargando, para toda a humanidade, as avenidas da esperança.

Assim, semeia e semeia. 


Joanna de Ângelis















Emmanuel - Livro Nós - Chico Xavier - Cap. 19 - Quanto mais



Emmanuel - Livro Nós - Chico Xavier - Cap. 19


Quanto mais


"Porque ao que já tem, dar-se-lhe-á; e ao que não tem, ainda o que tem se lhe tirará" (Marcos, 4:25) 

“Quanto mais tiveres, mais ser-te-á acrescentado”, disse-nos o Senhor.

Para que lhe compreendamos o ensinamento vejamos a natureza.

Quanto mais repouso na enxada, mais amplo se lhe fará o assédio da ferrugem, conduzindo-a do descanso à plena inutilidade.

Quanto mais estanque o poço, mais envenenadas se lhe farão as águas, passando da inércia à letalidade completa.

Quanto mais abandonado o fruto amadurecido, mais profunda se lhe fará a corrupção, descendo à imprestabilidade.

Eis porque, a Lei estenderá as forças que exteriorizamos, à maneira da lavoura em cujas atividades cada semente produz em regime de multiplicação.

Quanto mais egoísmo — mais aviltamento.

Quanto mais repouso indébito — mais preguiça.

Quanto mais vaidade — mais aflição.

Quanto mais ódio — mais violência.

Quanto mais ciúme — mais desespero.

Quanto mais delinquência — mais remorso.

Quanto mais erro — mais reajuste.

Quanto mais desequilíbrio — mais sofrimento.

Quanto mais trabalho — mais progresso.

Quanto mais boa vontade — mais simpatia.

Quanto mais humildade — mais bênçãos.

Quanto mais bondade — mais triunfo.

Quanto mais serviço — mais auxílio.

Quanto mais perdão — mais respeito.

Quanto mais amor — mais luz.

Examina o que sentes e pensas, o que dizes e fazes, porque a Lei multiplicará sempre os recursos que ofereces à vida, restituindo-te compulsoriamente o bem ou o mal que pratiques, de vez que inferno ou Céu, alegria ou dor, facilidade ou obstáculo em nosso caminho, é sempre a Justiça de Deus a expressar-se conosco e por nós, conferindo-nos isso ou aquilo, de conformidade com as nossas próprias obras.


Emmanuel