quinta-feira, 16 de julho de 2026

André Luiz - Livro Fé - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Carlos A. Baccelli - Cap. 20 - Agradecimentos esquecidos



André Luiz - Livro Fé - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Carlos A. Baccelli - Cap. 20


Agradecimentos esquecidos


Sempre ágeis e satisfeitos para manifestar a nossa gratidão pelas alegrias com que somos favorecidos, saibamos cultivar os agradecimentos, habitualmente esquecidos, ante os contratempos que nos esclarecem, tais quais sejam:

o parente irritadiço que nos impele a praticar tolerância e paciência;

o constrangimento orgânico, induzindo-nos a preservar os valores da saúde possível;

o prejuízo que nos amplia o discernimento;

o amigo que nos abandona, obrigando-nos a intensificar a confiança em nós mesmos;

o desengano em assuntos afetivos que nos leva a compreender os erros dos outros e a desculpá-los;

a petição sonegada, impulsionando-nos ao exercício da humildade e da persistência;

o problema que nos desafia, ensinando-nos a arte de pensar com decisão e segurança.

Decididos a agradecer todas as ocorrências do cotidiano que se expressam na base do “a favor”, lembremo-nos dos benefícios que a vida nos oferta nos acontecimentos considerados do “contra”.

O motor realmente assegura a movimentação do carro, nessa ou naquela direção, mas o freio é que nos evita o desastre.


André Luiz











André Luiz - Livro Respostas da Vida - Chico Xavier - Cap. 33 - Agentes do contra



André Luiz - Livro Respostas da Vida - Chico Xavier - Cap. 33


Agentes do contra


A lembrança amarga não consertará o passado.

A tristeza não lhe trará luz ao pensamento.

O desânimo não tem condições de prestar auxílio.

O azedume não pacifica o mundo íntimo.

A revolta não lhe fará ver o caminho justo.

A crítica é fator de mais solidão.

A irritação é a companheira do fracasso.

A intolerância afasta a simpatia.

O ressentimento é veneno em você mesmo.

A condenação é treva que se espalha.

Evitemos esses agentes do contra e procuremos trabalhar, na certeza de que, servindo, encontraremos a bênção da alegria por nosso clima permanente de luz.


André Luiz













quarta-feira, 15 de julho de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco - Cap. 26 - Calvário de Bênçãos



Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco - Cap. 26


Calvário de Bênçãos


Fenômeno perfeitamente natural em todo empreendimento superior, é a presença periódica da dificuldade, gerando insegurança e temor nos lidadores de fé menos robusta.

É compreensível que tais ocorrências procedam da própria ação que desenvolve o campo de realizações, exigindo maior soma de devotamento geral quanto de esforço no trabalho.

Observa-se, porém, em inúmeros grupos de atividade cristã, que a presença do problema, ao invés de unir os obreiros em tomo da obra, propiciando-lhes mais expressiva soma de dedicação e fidelidade ao ideal abraçado, separa-os, divide-os, numa reação oposta ao que deveria suceder.

Quando vicejam os chamados aos testemunhos, as defecções se fazem mais numerosas, chegando, às vezes, à debandada quase geral; alarga-se a área da maledicência insana, auxiliando a irrupção de bolsões onde medram a falsidade e a hipocrisia; desvelam-se os inimigos do bem que, embora agasalhados sob a árvore da beneficência, por orgulho ou presunção, desejam vê-la talada; comenta-se, com irreverência, a dominação do campo de edificação por parte das Entidades perversas; reúnem-se os temerosos, que se dispõem a abandonar o serviço, para apresentar justificativas, transferindo para os outros, já sobrecarregados de aflição, as responsabilidades da sua instabilidade emocional...

Obra do bem sem a presença dos constantes problemas que à alçam ao progresso, é sinal de perigo e de mundanidade, porquanto, ainda hoje, na Terra, não há lugar para a perfeita compreensão entre as criaturas, nem harmônica realização nas linhas de um mesmo objetivo. 

Cada qual observa um poliedro com a capacidade óptica de que dispõe e nem sempre abrangendo-o de um só golpe.

A verdadeira união dos membros em qualquer empresa constitui desafio importante.

Nem mesmo no colégio apostólico, onde se reuniam os elegidos pelo Senhor, se pôde lograr tal êxito.

Não atribuas os sofrimentos morais no teu trabalho, nem as fugas espetaculares ao dever, à simples ingerência dos Espíritos perseguidores, senão à fraqueza moral de cada um, embora a influência negativa daqueles que, nos fracos, encontram a sintonia para a sua ação mefítica.

Não consideres sob abandono divino o teu labor, se visitado por sofrimentos e sob os camartelos da luta áspera, em considerando que o próprio Jesus não esteve indene à ação difícil, apesar de, em constante e plena sintonia com o Pai.

A árvore batida pela tempestade enrija as fibras, da mesma forma que o cristão experimentado na dor, mais sábio e forte se toma.

Quando crucificado, Jesus parecia, mesmo aos olhos dos Seus discípulos, o supremo fracassado e vencido... Quase todos eles se entregaram ao desânimo e aos comentários amargos, à decepção e à revolta, rememorando os fatos recentes com olvido de todos os extraordinários acontecimentos que anteciparam a tarde do Calvário...

Saudosa e confiante, todavia, a convertida de Magdala foi ao sepulcro e o encontrou vazio, conseguindo, logo após, dialogar com Ele redivivo e tomando-se a mensageira da notícia consoladora

Bendize a luta e a dificuldade no teu ministério, aprendendo sublimação no silêncio e no trabalho perseverante.

Não lamentes os que param, os que se mudam, os que te não compreendem.

Cumpre com o teu dever em reta consciência e sê aquele que não deserta, que não lastima, que não queixa nunca, ciente que após o teu calvário íntimo, a ressurreição gloriosa é a etapa feliz imediata que esplenderá em bênçãos de libertação.


Joanna de Ângelis






















Emmanuel - Livro Confia e Segue - Chico Xavier - Cap. 2 - Confiança do Mestre



Emmanuel - Livro Confia e Segue - Chico Xavier - Cap. 2


Confiança do Mestre


Todos somos obreiros do progresso.

Todos estamos endereçados à perfeição.

Comumente, porém, declaramo-nos incapacitados para quaisquer realizações de natureza espiritual, que demandem elevação, e articulamos resposta negativa às requisições de serviço, demorando-nos, indefinidamente, em ponto morto.

Importante para nós, todavia, reconhecer que Jesus, a quem proclamamos obedecer, não pensava de modo semelhante.

Disse-nos o Senhor:

“Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que eles vejam as vossas boas obras e glorifiquem o Pai que está nos Céus. (MATEUS, 5:16)

“Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres. (JOÃO, 8:32)

“Identificareis a árvore pelo fruto. (MATEUS, 12:33)

“Buscai e achareis. (MATEUS, 7:7)

“Amai os vossos inimigos. (LUCAS, 6,27)

“Orai pelos que vos perseguem e caluniam. (MATEUS, 5:44)

“Se alguém vos fere numa face, oferecei também a outra. (MATEUS, 5:39)

“Acumulai tesouros nos Céus. (MATEUS, 6:20)

“Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.” (JOÃO, 13:34)

Meditemos nas afirmativas do Cristo a nosso respeito.

Justo ponderar que Ele de ninguém solicitou o impossível. 

E, se apelou para nós, conclamando-nos a acender a luz da fé viva, procurar a verdade, amealhar conquistas da alma, conservar a consciência tranquila e amar-nos fraternalmente, é que podemos empregar boa vontade e esforço constante, no próprio burilamento a fim de O atendermos.


Emmanuel












Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 2 - Vivendo com alegria



Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 2


Vivendo com alegria

    
A alegria é fator essencial à felicidade.

Pode ser cultivada em pequenas expressões, de forma que se insculpa no comportamento até gerar o fenômeno emocional de bem-estar permanente.

Tanto se pode expressar em forma de sensação como de emoção que encanta e estimula a existência.

Por hábito vicioso, acredita-se que a alegria somente é possível quando a preocupação ou os desafios cedem passo ao êxito, o que não corresponde à verdade.

Pode-se experienciar a alegria mesmo que sob tensão e diante de obstáculos.

O fato de encontrar-se vivo na carne, quando sobram oportunidades de transformação dos acontecimentos, já é, em si mesmo, uma proposta de alegria, porquanto a compreensão de que os problemas existem para ser solucionados, faculta o desenvolvimento intelectual e moral do indivíduo.

A óptica mediante a qual se considera o acontecimento é que o torna danoso ou agradável.

Ninguém transita no mundo sem enfrentamentos, sem momentos de graves reflexões, sem dores nem ansiedades.

A alegria é um estado interior de confiança irrestrita em Deus, que faculta o entendimento dos fenômenos evolutivos que são defrontados, como necessários ao crescimento interior.

Desse modo, a alegria pode ser treinada, graças à experiência jubilosa em torno de pequenos acontecimentos ou a contemplação das mil ocorrências que têm lugar no dia a dia da jornada terrestre.

Ninguém espera que o jardim esplenda em flores se não lhe cuidar do solo, das plantas, da rega e da proteção que exigem.

O mesmo ocorre em relação à alegria, tornando-se necessário primeiro desvestir-se a armadura da animosidade, abrindo-se à festa de ocorrências dignificantes que promovem o Espírito.

Se a pessoa prefere ingerir o veneno da constante indisposição, certamente será vítima de contínuo mal-estar.

Se atira cimento sobre o terreno semeado, matará as plantas que se candidatam à beleza.

Se ingere tóxico para matar as pragas que se multiplicam na semeadura, certamente será vítima da irreflexão, não conseguindo destruí-las, mas a si mesmo privando da vida.

A alegria é uma conquista trabalhada com otimismo e esperança, adquirindo o hábito de sobrepor o melhor ao desagradável, o positivo ao perturbador.

Uma vida rica de beleza interior é um poema de alegria em homenagem à vida. Examina em derredor e constatarás quanto é abundante a bênção da alegria.

Em silêncio desabrocham as flores, desenvolve-se o embrião, a paisagem modifica-se, fulgem as estrelas numa incomparável manifestação de beleza, que ressuma encantamento, proporciona alegria.

Os fenômenos vitais seguem o seu curso em automatismos contínuos, obedecendo às leis soberanas da vida.

Em todo lugar, se tiveres olhos para ver e ouvidos para escutar, descobrirás a mensagem de harmonia em tons de alegria incessante.

Mesmo quando o, sofrimento faz-se presente, propondo recuperação e renovação espiritual, apresentam-se os pródromos da alegria.

Uma vida sem alegria é mórbida, destituída de sentido existencial.

Cultiva, pois, essa mensageira da saúde, propondo-te por introjetá-la.

Não faltam motivos para que a experimentes, se estiveres disposto à mudança de padrão emocional e ansiares pela conquista da plenitude.

Da mesma maneira que não se irrigam plantas com ácido, não se pode encontrar a alegria aplicando-se recursos de autocompaixão, de autodepreciamento.

Considera as dádivas das funções do teu corpo diante daqueles que as têm deficientes ou que são imobilizados, rejubilando-te com essa graça.

Se, no entanto, experimentas encarceramento na enfermidade ou exílio no silêncio do abandono, bendize ao Senhor da Vida que te concede os recursos da reparação que deves executar, alegrando-te, desde já, em relação ao futuro que está reservado.

Todos aqueles que alcançaram os patamares elevados da jornada atravessaram as regiões densas de sombras, os charcos perigosos, as áreas crestadas... Ninguém alcança o cume sem a experiência das baixadas.

O dom precioso da existência física deve ser preservado com emoção elevada, decorrente das ações dignificadoras, a fim de que se transforme em recurso iluminativo para a felicidade real do viandante terreno.

Não te detenhas, portanto, a considerar o mal que pensas sofrer pela responsabilidade de outrem, nem te situes nos recantos da lamentação, perdendo as oportunidades fulgurantes de construção do bem em qualquer lugar.

Não hesites quando defrontado pelo impositivo de amar e perdoar ou de manter-se ressentido e amargurado.

Quem pensa em infelicitar outrem, a si próprio já se tornou desditoso.

Assim, não te permitas afligir em face dos espículos em que pises, reconhecendo que toda ascensão é penosa, mas a paisagem das alturas é sempre compensadora, fazendo esquecer as dificuldades da subida.

Alegra-te, portanto, sempre e em qualquer situação que te encontres.

Jesus, o Excelente Mestre, cantou aos ouvidos do mundo: - Eis que vos trago Boas Novas de alegria!

E ofereceu-nos o tesouro do Seu amor, a fim de que nunca mais houvesse carência no mundo, exceto naqueles que se recusassem a fruir da Sua infinita bondade.

Desse modo, alegra-te e esparze alegria, enriquecendo as vidas de esperança e de harmonia.


Joanna de Ângelis














Emmanuel - Livro de Respostas - Chico Xavier - Cap. 1 - Algo para nós



Emmanuel - Livro de Respostas - Chico Xavier - Cap. 1


Algo para nós 


Não digas que a grandeza de Deus te dispensa do bem a realizar.

Deus é a Luz do Universo, mas podes acender uma vela e clarear o caminho para muita gente dentro da noite.

Deus é o Amor, entretanto, onde a necessidade apareça, guardas o privilégio de oferecer a migalha de socorro que comece a restaurar o equilíbrio da vida.

Lembremo-nos de que Deus pode fazer tudo, mas reservou-nos algo para realizar, por nós mesmos, de modo a sermos dignos de Seu nome.


Emmanuel











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

terça-feira, 14 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 4 - Velha sombra



Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 4


Velha sombra


A grande e velha sombra que oculta habitualmente a candeia bruxuleante de nossa fé, muitas vezes, se exprime na espessa neblina da ociosidade mental, que nos entorpece os melhores impulsos para a construção do bem.

Preguiça de pensar com a própria cabeça…

Preguiça de sentir com o próprio coração…

Preguiça de auxiliar…

Preguiça de fazer…

Preguiça de aprender…

Preguiça de ensinar…

Não acredites que bastaria a confissão da confiança em Cristo para dar aos outros o necessário testemunho de comunhão com o Evangelho de Amor e Luz.

Em muitas ocasiões, a própria palavra é um asilo à preguiça despistadora, que se envolve no verbalismo fulgurante, para continuar arrojada à inutilidade e à prostração.

Que a nossa frase se estenda em abençoada luz, revelando o Eterno Benfeitor que nos rege os destinos, mas que não nos exonere do dever do exemplo vivo, de vez que apenas na linguagem convincente das obrigações corretamente cumpridas é que seremos entendidos pelos companheiros de jornada no grande caminho da evolução.

Dissipemos o nevoeiro da preguiça que nos esconde o ideal de servir e avancemos, com diligência, no terreno da ação.

Evitemos seja colocada a lâmpada de nosso conhecimento sob o antigo velador do desculpismo e, exumando os braços e os recursos que estejamos conservando no frio da inércia, façamos da inteligência o arado de nosso amor, unindo cérebro e coração, alma e corpo, vida e entendimento, na construção da verdadeira fraternidade sobre a Terra, na certeza de que somente pelo trabalho incansável no bem é que nos transformaremos em instrumentos vivos nas realizações do Senhor.


Emmanuel