sábado, 14 de março de 2026

Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 54 - A videira



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 54


A videira


“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.” — JESUS. (João, 15:1)


Deus é o Criador Eterno cujos desígnios permanecem insondáveis a nós outros. Pelo seu amor desvelado criam-se todos os seres, por sua sabedoria movem-se os mundos no Ilimitado.

Pequena e obscura, a Terra não pode perscrutar a grandeza divina. O Pai, entretanto, envolve-nos a todos nas vibrações de sua bondade gloriosa.

Ele é a alma de tudo, a essência do Universo.

Permanecemos no campo terrestre, de que Ele é dono e supremo dispensador.

No entanto, para que lhe sintamos a presença em nossa compreensão limitada, concedeu-nos Jesus como sua personificação máxima.

Útil seria que o homem observasse no Planeta a sua imensa escola de trabalho; e todos nós, perante a grandeza universal, devemos reconhecer a nossa condição de seres humildes, necessitados de aprimoramento e iluminação.

Dentro de nossa pequenez, sucumbiríamos de fome espiritual, estacionados na sombra da ignorância, não fosse essa videira da verdade e do amor que o Supremo Senhor nos concedeu em Jesus-Cristo. 

De sua seiva divina procedem todas as nossas realizações elevadas, nos serviços da Terra. 

Alimentados por essa fonte sublime, compete-nos reconhecer que sem o Cristo as organizações do mundo se perderiam por falta de base. 

Nele encontramos o pão vivo das almas e, desde o princípio, o seu amor infinito no orbe terrestre é o fundamento divino de todas as verdades da vida.


Emmanuel











Emmanuel - Livro Trilha de Luz - Chico Xavier - Cap. 19 - Nos grandes momentos



Emmanuel - Livro Trilha de Luz - Chico Xavier - Cap. 19 - Nos grandes momentos


“E todos os seus conhecidos e as mulheres que juntamente o haviam seguido desde a Galileia, estavam de longe, vendo estas coisas.” — (Lucas, 23:49)


A solidão de Jesus no Calvário é uma lição viva aos discípulos do Evangelho, em todos os tempos.

Quase sempre os aprendizes procuram impor ao próximo o seu modo de sentir. 

Às vezes, quando menos avisados, raiam pela imprudência, ansiosos da renovação imediata de amigos, conhecidos, familiares.

Suas atividades se convertem num conjunto de inquietações indevidas.  

Andam esquecidos de que cada um será compelido ao testemunho nos grandes momentos.

E, quando chegado o ensejo, devem contar, acima de tudo, com Deus e consigo próprios.

Jesus, no apostolado da luz e do bem, junto ao espírito popular, formara compacta legião de amigos.

Todos os beneficiários de sua obra o seguiam em admiração constante.

Volteavam-lhe em torno dos passos não só os admiradores, os aprendizes, os curiosos, mas, também os doentes da véspera, reintegrados no tesouro da saúde, à força da sua dedicação divina.

No grande momento, porém, quando as sombras do martírio lhe amortalhavam o coração, todos os participantes de suas caminhadas se recolheram à distância da cruz, contemplando-o de longe.

Não se ouviu a voz de nenhum beneficiado, ao pé do Calvário.

Ninguém lhe recordou, no extremo instante, as obras generosas, perante os algozes que o apupavam.

E o ensinamento ficou para que cada aprendiz, no decurso do tempo, não esqueça a necessidade do próprio valor.


Emmanuel











(Reformador, outubro 1942, p. 235)

Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 47 - Cristo-Pedra



Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 47


Cristo-Pedra


"E beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo." — PAULO. (I Coríntios, 10:4)


Cristo-Pedra! Pedra filosofal, onde guarda todos os segredos da vida, e que alimenta todas as vidas, guardando-as por amor.

Ele é o alicerce que sustenta a casa doutrinária do planeta; todos os que nasceram na Terra, nos seus primeiros vagidos despertaram em Seus braços de luz e aprenderam as primeiras letras do alfabeto cósmico pelo Seu empenho de Mestre incomparável.

É imensa a nossa gratidão a este Espírito generoso e compassivo, que nunca esqueceu-Se de nos guiar no turbilhão cinético do mundo.

Todos os que nasceram na Terra beberam da mesma fonte espiritual, Jesus Cristo. Ele orienta legiões de anjos com o dever sagrado de nos ensinar, em todas as escalas, nas quais estagiamos por misericórdia divina; e não permite que alguém no mundo espiritual altere as nossas necessidades.

O respeito ao grau evolutivo das criaturas é o fundamento do direito de todos; cada ser recebe o que merece, na altura a que pertence.

Cada alma é, por assim dizer, uma casa cujo alicerce se assenta nas bases de segurança onde Jesus é o construtor, que nunca erra em Seus cálculos. E se assentamos nesta pedra, o nosso dever é corresponder com o benefícios recebidos e dar de mãos ao trabalho, operando em todos os rumos em favor de todas as obras.

O código já nos foi entregue, e quanto custou!...

Todas as leis e os profetas foram sintetizados dentro deste pergaminho divino, como força operosa que acende o Amor em todos os espíritos: o Evangelho, segredo perdido, que todos os sábios procuravam e todos os iniciados não se esqueciam de pedir a Deus, em suas orações. Foi ele, pois, a grande resposta dos Céus a Terra, por amor aos homens.

E é esse livro, por excelência divino em todos os aspectos, que todas as mãos já conhecem, de que todos os corações já tiveram notícias e cuja presença toda a Terra já festeja, pelas comunidades que se ergueram no mundo, sob sua santa inspiração, nos convida a vivência de suas páginas de luz porque, vivendo-as, encontraremos a felicidade.

Encontramos Deus dentro de nós, a nos mostrar a pedra filosofal que nunca falha: Jesus, o Cristo, como sendo o Caminho, a Verdade e a Vida. Não deixemos passar toda a nossa existência, mais uma vez, sem pensar no espírito, sem meditar na reencarnação e na vida que continua!

Jesus é chama imperecível que norteia todos os campos de aprendizado, de onde devemos tirar o conjunto de saber, na certeza de conquistar a liberdade, apropriar-nos da vida e conquistar o caminho de onde os convites de Deus sempre se fazem.

Por onde passarmos, não nos esqueçamos de fazer a nossa parte no roteiro, indispensável para a nossa paz, porque, cumprindo o nosso dever diante da lei, os Céus não se esquecerão de fazer o resto, e com a maior segurança.

Comecemos o dia fazendo nossas obrigações com prazer, e nunca coloquemos tropeço nos caminhos de quem já anda com dificuldade.

Estendamos nossa mão para quem enxerga pouco, e não nos esqueçamos de levantar o caído que, as vezes, pode ser um hemiplégico espiritual.

Falemos com brandura e com acerto, porque os desorientados são muitos em todas as esquinas. Não deixemos de ajudar com uma parte que nos sobrou, porque a sobra pode salvar uma vida.

Abençoemos a todos na hora de dormir e perdoemos a quem nos tenha ofendido, que durante o sono acharemos uma pedra onde reclinar a cabeça e ouvir lições imortais da vida, na atmosfera de Jesus.

E beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.


Miramez













Fonte: Cristos

sexta-feira, 13 de março de 2026

Emmanuel - Livro da Esperança - Chico Xavier - Cap. 29 - Meio-bem



Emmanuel - Livro da Esperança - Chico Xavier - Cap. 29


Meio-bem


“E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, poucos há que a encontrem.” — JESUS (Mateus, 7:14).

“Amados irmãos, aproveitai dessas lições; é difícil o praticá-las, porém, a alma colhe delas imenso bem. Crede-me, fazei o sublime esforço que vos peço: “Amai-vos” e vereis a Terra em breve transformada em paraíso, onde as almas dos justos virão repousar.” — (E.S.E - Cap. XI, 9).


Frequentemente, somos defrontados por aqueles que admiram o amor aos semelhantes e que, sem coragem para cortar as raízes do apego a si próprios, se afeiçoam às atividades do meio-bem, continuando envolvidos no movimento do mal.

Emprestam valioso concurso a quem administra, mas requisitam favores e privilégios, suscitando dificuldades.

Financiam tarefas beneficentes, distendendo reais benefícios, no entanto, cobram tributos de gratidão, multiplicando problemas.

Entram em lares sofredores, fazendo-se necessários pelo carinho que demonstram, mas solicitam concessões que ferem, quais rijos golpes.

Oferecem cooperação preciosa, em socorrendo as aflições alheias, no entanto, exigem atenções especiais, criando constrangimentos.

Alimentam necessitados e põem-lhes cargas nos ombros.

Acolhem crianças menos felizes, reservando-lhes o jugo da servidão no abrigo familiar.

Elogiam companheiros para que esses mesmos companheiros lhes erijam um trono.

Protegem amigos diligenciando convertê-los em joguetes e escravos.

Não desconhecemos que todo cultivador espera resultados da lavoura a que se dedica e nem ignoramos que semear e colher conforme a plantação, constituem operações matemáticas no mecanismo da Lei.

Examinamos aqui tão somente a estranha atitude daqueles que não negam a eficácia da abnegação, entregando-se, porém, ao desvairado egoísmo de quem costuma distribuir cinco moedas, no auxílio aos outros, com a intenção de obter cinco mil.

Efetivamente, o mínimo bem vale por luz divina, mas se levado a efeito sem propósitos secundários, como no caso da humilde viúva do Evangelho que se destacou, nos ensinamentos do Cristo por haver cedido de si mesma a singela importância de dois vinténs sem qualquer condição.

Precatemo-nos desse modo, contra o sistema do meio-bem, por onde o mal se insinua, envenenando a fonte das boas obras.

Estrada construída pela metade patrocina acidentes.

Víboras penetram em casa, varando brechas.

O bem pede doação total para que se realize no mundo o bem de todos.

É por isso que a Doutrina Espírita nos esclarece que o bem deve ser praticado com absoluto desinteresse e infatigável devotamento, sem que nos seja lícito, em se tratando de nossa pessoa, reclamar bem algum.


Emmanuel









Bezerra de Menezes - Livro Queda e Ascensão da Casa dos Benefícios - Chico Xavier - 2ª Parte - Preceitos à iluminação do Espírito - Cap. 15 - Fidelidade e desprendimento



Bezerra de Menezes - Livro Queda e Ascensão da Casa dos Benefícios - Chico Xavier - 2ª Parte - Preceitos à iluminação do Espírito - Cap. 15


Fidelidade e desprendimento


Iniciando-nos pela renúncia construtiva, no setor dos pontos-de-vista pessoais, exaltaremos o poder de Jesus em nós, conquistando as benditas realizações que prometemos atingir. (1)

Lembremo-nos de que as horas não nos esperam e a marcha entre o berço e o túmulo é graça da Divina Misericórdia para que nos desfaçamos das sombras de ontem, na conquista laboriosa da luz de amanhã.

Indubitavelmente, estamos atrasados com as nossas realizações; entretanto, no mundo físico, que Espírito, a não ser o nosso Excelso e Divino Mestre Jesus, não estará em condições deficitárias no domínio dos próprios compromissos? (2)

Hoje estais positivamente aqui, no entanto, no amanhã breve ou remoto, estareis adiante, cogitando de ampliar as propriedades espirituais que houverdes colocado em vós mesmos. (3)


Bezerra de Menezes









(1) De mensagem recebida em 28.10.1949
(2) De mensagem recebida em 10.12.1966
(3) De mensagem recebida em 23.05.1977



Emmanuel - Livro Joia - Chico Xavier - Cap. 15 - Dever e liberdade



Emmanuel - Livro Joia - Chico Xavier - Cap. 15


Dever e liberdade


A disciplina é alicerce da vida.

A ordem é fundamento da Lei.

Quanto maior o primitivismo dos seres enfaixados no berço da evolução, com mais força registramos semelhante princípio.

O minério, da gleba a que se acolhe, é transportado sem qualquer resistência para atender às lides do progresso.

O verme arrasta-se no solo, cadaverizando-se nele de modo a fecundá-lo para que a semente germine.

A árvore sofre o insulto da tempestade, produzindo sem exigência, em favor dos outros, os frutos que não consome.

A ovelha cede a lã que lhe é própria ao reconforto alheio, tremendo ante o assalto do frio.

Os elementos mais simples obedecem e auxiliam sem reclamar e todos eles, colados ainda à Terra, para ela se voltam, humildes e submissos, representando crisálidas de consciência em sua expressão fetal, no colo da Natureza.

Todavia, o dever é diferente no homem, cuja cabeça se ergue dominadora na direção do Infinito. De braços livres, não obstante chumbado à senda que perlustra, pode sentir e raciocinar, mentalizar e escolher, calcular e decidir.

E porque o Supremo Senhor não gerou os filhos de Sua Sabedoria e de Seu Amor para escravos de Sua Casa, concede-lhes a razão, com que se lhes agiganta o livre-arbítrio na formação do próprio merecimento.

É por isso que, quanto mais elevado o degrau da criatura, mais ampla se lhe torna a responsabilidade na plantação e na defesa do Bem.

Estejamos alertas no mundo de nós mesmos, procurando aprender e servir, nas bases do amor puro e da humildade, de vez que todos nós, à luz do discernimento, dispomos de liberdade para cumprir as obrigações que nos cabem perante a Lei, plasmando o direito ao Céu, a começar de nós, ou para cultivar a rebeldia sistemática, pela qual arrasamos os talentos divinos, gerando em nossas almas os agentes do desequilíbrio que equivale na vida ao martírio infernal.


Emmanuel













Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Esperança - Divaldo P. Franco - Cap. 1 - Valor da Meditação



Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Esperança - Divaldo P. Franco - Cap. 1


Valor da Meditação


Ao principiante desabituado, parece difícil a saudável tarefa da meditação.

Certamente que todo labor em começo, passado o entusiasmo inicial, se apresenta de complexo prosseguimento.

Acostumado à variedade de pensamentos, especialmente os vulgares, que se alternam com celeridade, substituindo-se de modo contínuo, é perfeitamente natural que a fixação de uma ideia edificante se apresente como verdadeiro desafio.

Indispensável, para o êxito do tentame, a motivação, cuja carga emocional canaliza com segurança o interesse do candidato.

O profano que tem as suas atrações nas questões mortas para o Espírito, mais estimulado pelas sensações do que pelas emoções, após algumas tentativas infrutíferas, desiste da meditação, decepcionado.

Crê ser impossível consegui-la.

No inconsciente está a evadir-se da experiência nova, saudoso dos hábitos fortes a que se acostumara.

Bastaria, no entanto, que porfiasse no treinamento e os resultados o surpreenderiam agradavelmente.

Nunca, em qualquer outro tempo, o homem experimentou tanta necessidade de meditação quanto ocorre em nossos dias.

A luta pela sobrevivência, mais exaustiva e violenta, requer caracteres calmos e disciplinados, a fim de não sucumbirem ante os fatores que comprimem a vontade ou a levam a explosões temperamentais danosas.

A meditação dulcifica a aspereza da luta, harmonizando o intelecto com o sentimento e acalmando o homem.

Não será, porém, por efeito de uma ou outra experiência mágica, de cujos resultados imediatos se beneficiará o indivíduo, antes, através de expressivo esforço.

A disciplina, a frequência do exercício, o conteúdo de que se reveste a temática, são essenciais ao êxito do empreendimento.

Toma de uma página do Evangelho de Jesus, lê pausadamente, digerindo-lhe o significado, e concentra-te nela, fixando-a.

Retira todo o superior contingente de informações e reflexiona em cada mensagem que se te revele.

Insiste em evocar-lhe a forma, o sentido e como te poderá ser útil.

Analisa-a, sem pressa, após o que, medita em torno do seu conjunto, por fim, no Espírito que te apresenta.

Habitua-te a este pequeno mister e estarás iniciando a meditação que te levará à paz de consciência e à alegria de viver.

Meditando com regularidade, age com inteireza moral, sem afronta ao programa interior, assim evitando conflitos e confrontos entre o que constróis na área psíquica com aquilo que realizas no campo físico.

Mesmo que disponhas de pouco tempo, utiliza-o para a meditação, descobrindo, logo depois, que, assim agindo, o tens dilatado, benéfico.

A meditação abrir-te-á as portas para a perfeita união com Deus, que a oração te facultará.


Joanna de Ângelis