quarta-feira, 1 de abril de 2026

Emmanuel - Livro Seguindo Juntos - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 17 - Na ação de pedir



Emmanuel - Livro Seguindo Juntos - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 17


Na ação de pedir


"Portanto eu vos digo: Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á." (Lucas, 11:9)


Em matéria de rogativa, lembremo-nos de que o Senhor adverte: — Buscai e achareis. E acrescenta em outra passagem: — Batei e abrir-se-vos-á.

Naturalmente que o imperativo “buscai” não se refere ao menor esforço, em cujas malhas encontramos o próprio furto a fantasiar-se de inteligência.

Notificava-nos o Cristo que para encontrar o que desejamos é imprescindível diligenciar o melhor, através do reto cumprimento de nossas obrigações.

Decerto, igualmente, quando nos disse “batei”, não se reportava à insistência com que mãos preguiçosas costumam espancar a porta de vidas nobres sem tempo para perder.

Induzia-nos o Eterno Amigo a perseverar no desempenho das tarefas que o mundo nos assinala, muita vez, chorando e sofrendo, mas firmes em nossos postos de luta digna para que o destino, com a Bênção da Lei, nos abra novos caminhos à ascensão e à felicidade.

Em suma, no texto, reconhecemos que o trabalho respeitável deve preceder-nos quaisquer rogos, não apenas à frente dos anjos, mas também diante dos homens, de vez que o serviço é a justa credencial que nos valoriza o verbo.

Pedir, sem retaguarda de ação a endossar-nos o anseio, seria o mesmo que tentar construir sem base ou demandar sem direito.

Saibamos, hoje e sempre e seja onde for, trabalhar na extensão do bem, conquistando naqueles que nos partilham a marcha a bênção da simpatia e a força da confiança.

Todo empréstimo em câmbio de responsabilidades essenciais, reclama crédito e garantia.

Por isso mesmo, a própria experiência da vida rotulou a conversação brilhante, mas inútil, por simples demagogia e abraçou no culto do bem a luz que dissipa a sombra, abolindo os sofrimentos da penúria e as chagas da ignorância.


Emmanuel











terça-feira, 31 de março de 2026

Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo P. Franco - Cap. 7 - Para que?

 

Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo P. Franco - Cap. 7


Para que?


"622. Confiou Deus a certos homens a missão de revelarem a sua lei”?

"Indubitavelmente. Em todos os tempos houve homens que tiveram essa missão. São Espíritos superiores, que encarnam com o fim de fazer progredir a Humanidade." (O Livro dos Espíritos)


Você é instrumento nas mãos do Divino Mestre, para que as excelsas melodias da Boa Nova repitam irrepreensivelmente a harmoniosa mensagem da vida ao mundo atormentado; vexilário da fé ardente que o Espiritismo propaga, para que as lições da imortalidade cheguem aos ouvidos dos transeuntes dos caminhos da carne; 

cultor do bem, em nome do Bem Sem Limite, difundindo a esperança de melhores horas, a fundamentá-las na vitória da luz; artista do verbo são, compondo hinos comoventes em virtuosismos superiores, para que a alegria reine entre os companheiros em marcha; 

servidor da caridade edificante, em realizações substanciais, desde quando a cristalina gota da fé visitou o seu espírito, para espalhar a confiança entre as criaturas em nome do Supremo Pai; 

conselheiro diligente, na excelência da opinião oportuna, para que a tarefa da verdade siga o caminho da honra, espargindo serenidade em todas as consciências; pugnador da castidade física, em tormentosas renúncias, feitas de silêncio e oração, para que a fé resplandeça nos que o seguem, fixando a lição do seu exemplo; 

alma livre da posse, desdenhando os liames retentivos dos objetos e pessoas, valorizando o sacrifício e o esforço, para que a vitória do seu espírito se faça chamamento para os outros.

E você é somente aprendiz do Excelso Mestre.

Honre o título de discípulo e não desfaleça.

Proceda a execução segura, definida e clara das suas obras, para que em nome d´Ele, o Reino Divino se manifeste mais rapidamente onde você estiver, qual fosse "um Espírito superior que se reencarnou com o fim de fazer progredir a Humanidade", revelando, pela palavra e pelo exemplo, a lei de Deus.


Marco Prisco
















Emmanuel - Livro Coletânea do Além - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 32 - A ironia e a verdade



Emmanuel - Livro Coletânea do Além - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 32


A ironia e a verdade


Nas grandes horas, nunca falta a ironia, em derredor dos servidores da Verdade Eterna. 

E, para confortar os seus seguidores, suportou-a Jesus, heroicamente, no extremo testemunho. 

Amara a todas as criaturas de seu caminho, com igual devotamento, servira-as, indistintamente, entregando-lhes os bens de Deus, sem retribuição, exemplificara a simplicidade fiel e multiplicara os beneficiários de todos os matizes, em torno de seu coração por onde passasse. 

Desdobrava-se-lhe o Apostolado Divino, sem vantagens materiais e sem interesses inferiores, mas os homens arraigados à Terra não lhe toleraram as revelações do Céu.  

Porque não podiam destruir-lhe a verdade, entregaram-no à justiça do mundo e, tão logo organizado o processo infamante, a ironia rondou o Senhor até a crucificação.

Trouxera o Evangelho Libertador à Humanidade e recebeu a calúnia e a perseguição.

Ele, que ouvia a Voz Suprema, foi preso por varapaus.

Distribuíra benefícios para todos os séculos, contudo, foi segregado num cárcere.

Vestira as almas de esperança e paz, no entanto, impuseram-lhe a túnica do escárnio.

Ensinara sublimes lições de renúncia e humildade e foi submetido a perturbadores interrogatórios pelos acusadores sem consciência.

Rompera as algemas da ignorância, entretanto, foi coagido a aceitar a cruz.

Coroou a fronte dos semelhantes com a luz da libertação espiritual, todavia, foi coroado de espinhos ingratos.

Oferecera carícias aos sofredores e desamparados do mundo, recebendo açoites e bofetadas.

Fundara o Reino do Amor Universal e obrigaram-no a empunhar uma cana à guisa de cetro.

Ensinou a ordem entre os homens pela perfeita fidelidade ao Supremo Senhor e o boato lhe pôs na boca expressões que nunca pronunciou.

Abrira na Terra a fonte das Águas Vivas, entretanto, deram-lhe vinagre quando tinha sede.

Ele que amara a simplicidade, a religião e o respeito, foi crucificado seminu, sob o cuspo da perversidade, entre dois ladrões.

Jesus, porém, sentindo embora a ironia que o cercava, não reclamou, nem feriu a ninguém, não comprometeu os companheiros, nem exigiu a consideração de seus deveres. Compreendeu a ignorância dos homens, rogou para eles o perdão do Pai e dirigiu-se a outros trabalhos, no seu divino serviço à Humanidade.

Nenhum servidor fiel do bem, portanto, escapará ao assédio da ironia.  

É preciso, porém, recordar o Mestre, evitar o escândalo, pedir ao Supremo Pai pelos escarnecedores infelizes e continuar trabalhando com o Senhor, dentro da mesma confiança do primeiro dia.


Emmanuel











segunda-feira, 30 de março de 2026

Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Chico Xavier - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 44 - Caridade da paz



Emmanuel - Livro O Evangelho por Emmanuel - Chico Xavier - Vol. I - Comentários ao Evangelho segundo Mateus - Cap. 44


Caridade da paz


"Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus." — JESUS (Mateus, 5:9)


Um tipo de beneficência ao alcance de todos e que não se deve esquecer — ocultar os próprios aborrecimentos, a fim de auxiliar.

É provável hajas iniciado o dia, sob a intromissão de contratempos que te espancaram a alma. À vista disso, se exibes a figura da mágoa, na palavra ou na face, ei-la que se expande, à feição de tóxico mental, atacando a todos os que se deixem contagiar.

E qual acontece, quando a poeira grossa te invade o reduto doméstico, obrigando-te à recuperação e limpeza, após te desequilibrares em aspereza e irritação, reconheces-te no dever de reparar os danos havidos, despendendo força e diligência em solicitar desculpas e refazer os próprios brios, aqui e ali, como quem se empenha a suprimir os remanescentes de laboriosa faxina.

Se te alteias, no entanto, acima de desgostos e inquietações, mantendo tranquilidade e bom ânimo, para logo a tua mensagem de otimismo e renovação prossegue adiante, de modo a espalhar bênçãos e criar energias, angariando-te simpatia e cooperação.

Os estados negativos da mente, como sejam tristeza e azedume, angústia ou inconformidade, constituem sombras que o entendimento e a bondade são chamados a dissipar.

Recordemos o donativo da paz que a todos nos compete distribuir, a benefício dos outros, evitando solenizar obstáculos e conflitos, aflições ou desencantos, que nos surpreendem a marcha. E permaneçamos claramente informados de que a única fórmula para o exercício dessa beneficência da paz, em louvor de nossa própria segurança, será sempre esquecer o mal e fazer o bem, porquanto, em verdade, tão somente a criatura consagrada a trabalhar, servindo ao próximo, não dispõe de recursos para entediar-se e nem encontra tempo para ser infeliz.


Emmanuel








(Reformador, fevereiro de 1972, p. 28)

Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 11 - Conforto



Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 11


Conforto


“Se alguém me serve, siga-me.” — JESUS. (João, 12:26)


Frequentemente, as organizações religiosas e mormente as espiritistas, na atualidade, estão repletas de pessoas ansiosas por um conforto.

De fato, a elevada Doutrina dos Espíritos é a divina expressão do Consolador Prometido. Em suas atividades resplendem caminhos novos para o pensamento humano, cheios de profundas consolações para os dias mais duros.

No entanto, é imprescindível ponderar que não será justo querer alguém confortar-se, sem se dar ao trabalho necessário…

Muitos pedem amparo aos mensageiros do Plano invisível; mas como recebê-lo, se chegaram ao cúmulo de abandonar-se ao sabor da ventania impetuosa que sopra, de rijo, nos resvaladouros dos caminhos?

Conforto espiritual não é como o pão do mundo, que passa, mecanicamente, de mão em mão, para saciar a fome do corpo, mas, sim, como o Sol, que é o mesmo para todos, penetrando, porém, somente nos lugares onde não se haja feito um reduto fechado para as sombras.

Os discípulos de Jesus podem referir-se às suas necessidades de conforto. Isso é natural. Todavia, antes disso, necessitam saber se estão servindo ao Mestre e seguindo-o. 

O Cristo nunca faltou às suas promessas.   

Seu reino divino se ergue sobre consolações imortais; mas, para atingi-lo, faz-se necessário seguir-lhe os passos e ninguém ignora qual foi o caminho de Jesus, nas pedras deste mundo.


Emmanuel














Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 8 - O progresso em tudo



Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 8


O progresso em tudo


*ESE-Cap. III Item 19


O progresso é lei natural em todos os mundos, em toda a criação de Deus.

O Espirito progride pela vontade ou sem ela, por ser uma lei eterna, que escapa à vontade dos homens e mesmo dos Espíritos, incluindo-se os mais elevados nas escalas dos mundos.

É de ordem divina que devemos descobrir, sentir e obedecer às leis de Deus, para que possamos viver em paz, na relatividade em que nos encontramos.

O espirita, conhecendo mais que os profitentes de outras filosofias religiosas, deve esforçar-se para mudar seu comportamento, trabalhar nas mudanças de pensamentos e de palavras, para que a sua vida se ajuste na vida do Cristo.

O trabalho é árduo, mas se já alcançou algum progresso nesse sentido, foi porque começou. Que se faça o mesmo. Se se tem consciência do progresso, por que querer impedi-lo?

Os mundos superiores esperam por nós, dependendo do nosso progresso, e da nossa conquista em matéria de intimidade.

Acender a luz na intimidade é engenhoso; as dificuldades são inúmeras, no entanto, se faz por ser serviço nosso. Quem deseja que todos o admirem, ainda se encontra ligado às trevas da vaidade, do egoísmo e mesmo do orgulho.

Devemos pensar que tudo de bom vem de Deus, e devemos fazer a Sua vontade, aliando com Ele a nossa disposição de melhorar, passando, no entanto, para Ele, o que existe de perfeito.

Comunguemos com o amor, amando; comunguemos com a fraternidade, sendo fraternos; comunguemos com a caridade, sendo caridosos; comunguemos com o perdão, perdoando; e nessa irradiação de alegria, devemos entregar ao Senhor os efeitos e mesmo as causas, de todos esses valores morais, porque tudo vem de Deus.

A nossa restauração, o acordar do sono milenar, os princípios dos entendimentos das leis naturais da vida, dependem do Senhor, mas existe uma pequena parte que é nossa e que devemos fazer com amor.

Tudo o que fazemos para que seja visto pelos homens, ainda não é caridade e, sim, dever; a caridade é aquela que se faz em silêncio, dentro de nós, modificando nossos hábitos e limpando os vícios dos nossos caminhos.

Hoje, quase que só se encontra o homem alegre quando possui o ouro com abundância, quando possui os bens terrenos, quando pode diminuir os seus companheiros, ficando na ilusão de que sua posição é a melhor. Não sabe, ou se faz de esquecido, que a verdadeira alegria é a do dever cumprido.

Quando a alma começa a admirar a si mesma, está se envolvendo nas trevas, achando que é luz; quando ajuda exigindo obediência, estimulando os outros a que falem bem da sua vida que vai mal, não despertou ainda para a vida de amor e de verdadeira fraternidade.

Precisamos conhecer que no universo tudo morre para renascer, com fardos pesados e jugos incômodos, com a finalidade de aprender as lições de amor.

Se somos cientes dessas verdades, por que não palmilhar esse roteiro? Tudo o que chamamos de mal, Deus está vendo e é consciente de todos os acontecimentos.

Não é preciso muita preocupação: basta observar a própria vida, abrir os olhos, enxergando os próprios defeitos e corrigindo-os, que os dos outros já são deles. Todo prepotente está sendo observado e cairá na escola da dor, a fim de meditar na sua própria vida.

O espírita que prega todos os dias o amor, o desprendimento e a caridade, não pode cultivar o orgulho nem o egoísmo.

Só existe um suprimento divino perfeito: é o clima de Deus, se servimos de bons instrumentos da Divindade.

Médiuns existem em quantidade; no entanto, médiuns bons quase não os há, porque muitos se esquecem do trabalho por dentro, e buscam gostar apenas daqueles que os aplaudem nos seus ensaios de mediunidade.

Trabalhemos com discrição em toda parte, tiremos as capas da falsa humildade, da falsa superioridade, do falso saber, da falsa caridade, para nos entregarmos aos princípios do verdadeiro amor, aquele que nos faz sentir Jesus a falar por nós no silêncio da própria vida.

Todas as nações estão destinadas ao crescimento espiritual, e passam por duras provas e expiações dolorosas, mas são todos nossos irmãos em Jesus e filhos de Deus.

Ajudemo-los no que estiver ao nosso alcance, que as bênçãos de Deus são qual o sol: atingem a todos, com a amorosa assistência de Jesus, Guia de toda a Terra.

Aquele que tiver condições de orar, que o faça por todos; é nosso dever não deixar ninguém desamparado, e a alegria de Deus passa a ser a alegria dos nossos corações.


Miramez






*19. O progresso é lei da natureza. A essa lei todos os seres da Criação, animados e inanimados, foram submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que aos homens parece o termo final de todas as coisas, é apenas um meio de se chegar, pela transformação, a um estado mais perfeito, visto que tudo morre para renascer e nada sofre o aniquilamento.

Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam. Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados e constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso. Marcham assim, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, porquanto nada em a natureza permanece estacionário. Quão grandiosa é essa ideia e digna da majestade do Criador! Quanto, ao contrário, é mesquinha e indigna do seu poder a que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia, que é a Terra, e restringe a humanidade aos poucos homens que a habitam!

Segundo aquela lei, este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao em que hoje se acha e se alçará sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado. Ele há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expiatório, mudar-se-á em planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos, porque nele imperará a lei de Deus. — Santo Agostinho. (Paris, 1862.)





Bezerra de Menezes - Livro Bezerra, Chico e Você - Chico Xavier - Cap. 49 - Trabalhando



Bezerra de Menezes - Livro Bezerra, Chico e Você - Chico Xavier - Cap. 49


Trabalhando

 
Um prato de sopa, em nome do Mestre, vale mais que centenas de palavras vazias, quando as palavras estão realmente vazias de compreensão e de amor.

Entreguemos ao Senhor as lutas estéreis a que somos tanta vez provocados, e prossigamos, com Ele, no trabalho edificante do Bem.


Bezerra









(De mensagem  recebida em 9.02.1962.)