terça-feira, 19 de maio de 2026

Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 15 - Você é



Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 15


Você é


715. Como pode o homem conhecer o limite do necessário?

“Aquele que é ponderado o conhece por intuição. Muitos só chegam a conhecê-lo por experiência e à sua própria custa.”(L. E.) 

"Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido! Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda!" (Cap. XIII, Item 3 do E.S.E)


Aceite-se, conforme você é.

Exigindo-se um comportamento nos padrões que outros estabelecem, você passa a viver reprimido, inseguro.

O único padrão que carece ser adotado, encontra-se estabelecido na "lei de amor" que é a "lei natural", cuja gênese está em Deus.

Amando-se, você vencerá o que lhe constitua problema, elegendo a ação lapidadora das imperfeições e crescendo naturalmente, sem as ansiedades atormentantes.

Ansiedade é também insegurança.

Você é candidato à perfeição.

Em fase ainda grosseira cumpre-lhe conquistar as áreas embrutecidas do ser, aprendendo burilamento interior com que alcançará as metas que lhe estão destinadas.

Rompa as armaduras em que você se oculta, estimulando a pureza que lhe jaz adormecida, fazendo-a substituir a malícia a que você se acostumou.

A pureza é inocência.

A inocência desconhece a astúcia, ignora a paisagem moral torpe que tenta dominar.

Desarmada de preconceitos, desconcerta os planejadores calculistas, que perseguem vitórias, utilizando-se da verdade.

Você é verdade em si mesmo.

Quando alguém pretende ganhar, em nome da verdade, triunfa na luta e perde a verdade. No entanto, se perde no combate, a verdade é a vencedora, porque fica descomprometida dos argumentos ardilosos e dos sofismas com que as palavras tentam ocultá-la.

Você é honesto, enquanto não se preocupa por demonstrá-lo. Prova-se a mentira e aponta-se a culpa.

O homem que luta com ardor para apresentar a própria honestidade, está escondendo a desonestidade em que vive.

Você é leal.

Se há em você uma grande preocupação para testemunhar a lealdade, você dela duvida.

A pessoa fiel e leal apenas é.

Vive-se a lealdade, não se podendo demonstrá-la por fora.

Há pessoas desleais, que testemunham o contrário, exteriormente, sem nenhuma sensibilidade íntima.

Aprenda a usar o silêncio.

Não somente deixando por alguns momentos de falar. Calando intimamente. Não discutindo, não obstante sem o uso da voz.

Silêncio da mente, oferece harmonia ao sentimento.

Você é mensagem.

De qualquer forma como se apresente, alguém aprende, concorda ou discorda das suas atitudes.

Seja você, o Espírito que está em crescimento sob as soberanas leis do amor.

Você é vida.

Jamais será anulado. Combatido, você se encontrará. Elogiado, você se perderá.

Sem ação, você ficará paralítico.

Trabalhando-se, você desenvolverá valores que ignora, descobrindo-se mais ligado à Vida, porque você é também vida.

Não se rejeite.

Você é filho de Deus.


Marco Prisco









Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 180 - Crê e segue



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 180


Crê e segue

 
“Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.” — JESUS. (João, 17:18)


Se abraçaste, meu amigo, a tarefa espiritista-cristã, em nome da fé sublimada, sedento de vida superior, recorda que o Mestre te enviou o coração renovado ao vasto campo do mundo para servi-Lo.

Não só ensinarás o bom caminho. Agirás de acordo com os princípios elevados que apregoas.

Ditarás diretrizes nobres para os outros, contudo, marcharás dentro delas, por tua vez.

Proclamarás a necessidade de bom ânimo, mas seguindo, estrada a fora, semeando alegrias e bênçãos, ainda mesmo quando incompreendido de todos.

Não te contentarás em distribuir moedas e benefícios imediatos. Darás sempre algo de ti mesmo ao que necessita.

Não somente perdoarás. Compreenderás o ofensor, auxiliando-o a reerguer-se.

Não criticarás. Encontrarás recursos inesperados de ser útil.

Não deblaterarás. Valer-te-ás do tempo para materializar os bons pensamentos que te dirigem.

Não disputarás inutilmente. Encontrarás o caminho do serviço aos semelhantes em qualquer parte.

Não viverás simplesmente no combate palavroso contra o mal. Reterás o bem, semeando-o com todos.

Não condenarás. Descobrirás a luz do amor para fazê-la brilhar em teu coração, até o sacrifício.

Ora e vigia.

Ama e espera.

Serve e renuncia.

Se não te dispões a aproveitar a lição do Mestre Divino, afeiçoando a própria vida aos seus ensinamentos, a tua fé terá sido vã.


Emmanuel











Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo Pereira Franco - Cap. 10 - Felicidade



Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo Pereira Franco - Cap. 10


Felicidade

 
629. Que definição se pode dar da moral?

“A moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. Funda-se na observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus.” (O Livro dos Espíritos)


Entesoure a felicidade nos cofres do sentimento, compreendendo-a como sublime concessão da Divindade a coroar os seus esforços constantes.

A felicidade independe das circunstâncias e valores externos; é semelhante à moral.

Para o avaro, é o monte de moedas frias ou cédulas mofadas.

Para o gastrônomo, é o acepipe e o repasto lauto.

Para o vaidoso, é a posição de destaque, despertando atenção e curiosidade.

Para o perdulário, é o abuso do uso.

Para o sensual, é o desrespeito è bênção do sexo.

Para o mandrião, é repouso injustificado.

Para o mentiroso, é o aval do tempo à informação irresponsável.

Para o escravo, é a liberdade.

Para o cristão, todavia, a felicidade se confunde com a moral, isto é, a "observância da lei de Deus", como resultado do dever bem cumprido.

O cristão feliz, que também pode ser compreendido como o homem livre de laços negativos ou homem de moral, desconhece o conforto externo e ignora o poder. Contudo, lutador infatigável pela reforma íntima, guarda um coração dorido e sustém um corpo cansado, sabendo que, pelo muito dar e fazer, em relação aos outros, os reais valores são os que nascem na serenidade decorrente do culto do bem, "porque então cumpre a lei de Deus".


Marco Prisco














segunda-feira, 18 de maio de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. VII - João Nunes Maia - Cap. 28 - Limite da Vontade



Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. VII - João Nunes Maia - Cap. 28


Limite da Vontade


334. Há predestinação na união da alma com tal ou tal corpo, ou só à última hora é feita a escolha do corpo que ela tomará?

“O Espírito é sempre, de antemão, designado. Tendo escolhido a prova a que queira submeter-se, pede para encarnar. Ora, Deus, que tudo sabe e vê, já antecipadamente sabia e vira que tal Espírito se uniria a tal corpo.” (O Livro dos Espíritos - Prelúdio da volta)


Muito antes da concepção, do encontro do espermatozoide com o óvulo no ventre da futura mãe, o Espírito já se encontra preparado para nascer de novo. Para tudo há uma programação espiritual.

Quando a alma pode escolher suas próprias provações, os benfeitores espirituais ajudam em muitas particularidades, para que o renascimento seja bem orientado. Entretanto, as reencarnações não são iguais; todas elas diferem umas das outras, embora a lei seja uma só para todas as criaturas de Deus.

O Senhor sabe de tudo antecipadamente, por ser Ele, como já falamos anteriormente, onisciente, onipresente e imutável. Para se ter uma boa reencarnação, é preciso preparar para tal acontecimento. Para esse preparo, o Evangelho de Jesus mostrará o que se deve fazer, limpando o carma e clareando os caminhos pelo perdão incondicional, pelo amor e pela caridade sem exigências. Existem, porém, reencarnações impostas, devido a dureza dos corações, e essa imposição é impulsionada pelo amor de Deus aos Seus filhos, para que eles despertem os valores que se encontram no sono da indiferença.

Os grandes missionários da luz antecipam, e muito, a escolha da família e do corpo que desejam para o desempenho de suas tarefas na Terra, pois, lhes é facultado esse direito, pela sua elevação moral em todos os aspectos, e eles sempre escolhem duros caminhos para trilhar, por terem forças para vencer todos os obstáculos. Eles nunca se sentem afrontados por doenças, tirando delas forcas que os ajudam em suas marchas. Francisco de Assis foi um desses primores da espiritualidade superior, que, quando foi proibido de andar, pois deveria ficar somente de repouso, reuniu seus discípulos e combinaram para que eles o carregassem em cima do catre. Assim, mesmo deitado, ele estava operando do mesmo jeito que antes.

A luz não sente as influências das trevas. Mesmo com o corpo inválido para determinados trabalhos, o Espírito irradia forças ainda mais poderosas para a construção da vida e alegria de todos. A inércia é para as almas ignorantes.

A vida que se leva é, pois, uma mostra da escolha para outros corpos no futuro. As nossas ações são sementes de luz ou de trevas, e sempre colhemos o que plantamos na esteira das nossas caminhadas para Deus.

As colônias espirituais criadas pelos benfeitores são misericórdia para todos nós. Elas nos preparam para a consciência do que pode acontecer conosco e, ainda mais, os irmãos mais velhos dali nos instruirão do que devemos fazer mais acertadamente. Aqueles dotados de humildade aprenderão a escolher melhor sua volta à carne, sem revolta e sem apego.

Mesmo aqueles que se encontram na eternidade, sem pouso certo, são seguidos pela luz, que observa o seu amadurecimento, e no dia do toque em seus corações, certificar-se-ão de que as mudanças são melhores que a pertinácia no mal. Aí então, entrarão no preparo para escolher novos corpos, onde poderão encontrar a redenção, abraçando a luz e acendendo a sua própria claridade no coração.

O véu da ignorância, hoje ou amanhã, caíra pela força do progresso das almas. Esta é a lei do Criador.


Miramez












Emmanuel - Livro Nosso Livro - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 35 - Aplicação do Espiritismo



Emmanuel - Livro Nosso Livro - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 35


Aplicação do Espiritismo


Irmãos, lembremo-nos sempre de que o Espiritismo

Visto, pode ser somente fenômeno;

Ouvido, pode ser apenas consolação;

Vitorioso, pode ser somente festividade;

Estudado, pode ser apenas escola;

Discutido, pode ser somente sectarismo;

Interpretado, pode ser apenas teoria;

Propagado, pode ser somente movimentação;

Sistematizado, pode ser apenas filosofia;

Observado, pode ser somente ciência;

Meditado, pode ser apenas doutrina;

Sentido, pode ser somente crença.

Não nos esqueçamos, porém, de que Espiritismo aplicado, é Vida Eterna com Eterna Libertação.

A codificação trouxe ao mundo uma chave gloriosa, cuja utilidade se adapta a numerosas portas. Escolhamos com o Apóstolo, que hoje recordamos, o caminho da aplicação: Trabalho, Solidariedade, Tolerância.

De coração elevado a Jesus, não temos por agora divisa mais nobre a recordar. Vivei-a na fé consoladora. Espiritismo é sol. Brilhai na sua luz.


Emmanuel









Mensagem recebida em reunião ocorrida em 18 de abril de 1943. Catorze anos passados, pelas colunas de “Reformador”, edição comemorativa do centenário de “O Livro dos Espíritos”, soubemos que realizamos, naquela noite, a primeira comemoração do livro espírita no mundo.(…) em reunião de  três pessoas.



Emmanuel - Livro Recados do Além - Chico Xavier - Cap. 32 - A escora infalível



Emmanuel - Livro Recados do Além - Chico Xavier - Cap. 32


A escora infalível


Quando estiveres sob o eclipse total da esperança, não te deixes vencer pela sombra.

Segue adiante, fazendo o bem que possas.

É possível que pedras e espinhos te firam na estrada, quando estejas tateando na escuridão.

Conserva, porém, a serenidade e a coragem, porque os agentes contrários à tua marcha são elementos que te analisam as conquistas de humildade e paciência.

Sofre, mas serve e segue.

Se te falharam todos os recursos de proteção do mundo, não te esqueças de que tens contigo a escora infalível de Deus.


Emmanuel












Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 51 - Sepulcros abertos



Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 51


Sepulcros abertos


“A sua garganta é um sepulcro aberto.” — PAULO. (Romanos, 3:13)


Reportando-se aos Espíritos transviados da luz, asseverou Paulo que têm a garganta semelhante a sepulcro aberto e, nessa imagem, podemos emoldurar muitos companheiros, quando se afastam da Estrada Real do Evangelho para os trilhos escabrosos do personalismo delinquente.

Logo se instalam no império escuro do “eu”, olvidando as obrigações que nos situam no Reino Divino da Universalidade, transfigura-se-lhes a garganta em verdadeiro túmulo descerrado. Deixam escapar todo o fel envenenado que lhes transborda do íntimo, à maneira dum vaso de lodo, e passam a sintonizar, exclusivamente, com os males que ainda apoquentam vizinhos, amigos e companheiros.

Enxergam apenas os defeitos, os pontos frágeis e as zonas enfermiças das pessoas de boa vontade que lhes partilham a marcha.

Tecem longos comentários no exame de úlceras alheias, ao invés de curá-las.

Eliminam precioso tempo em palestras compridas e ferinas, enegrecendo as intenções dos outros.

Sobrecarregam a imaginação de quadros deprimentes, nos domínios da suspeita e da intemperança mental.

Sobretudo, queixam-se de tudo e de todos.

Projetam emanações entorpecentes de má-fé, estendendo o desânimo e a desconfiança contra a prosperidade da santificação, por onde passam, crestando as flores da esperança e aniquilando os frutos imaturos da caridade.

Semelhantes aprendizes, profundamente desventurados pela conduta a que se acolhem, afiguram-se-nos, de fato, sepulcros abertos…

Exalam ruínas e tóxicos de morte.

Quando te desviares, pois, para o resvaladiço terreno das lamentações e das acusações, quase sempre indébitas, reconsidera os teus passos espirituais e recorda que a nossa garganta deve ser consagrada ao bem, pois só assim se expressará, por ela, o verbo sublime do Senhor.


Emmanuel