sexta-feira, 8 de maio de 2026

Miramez - Livro Horizontes da Mente - João Nunes Maia - Cap. 20 - Por que o Perdão



Miramez - Livro Horizontes da Mente - João Nunes Maia - Cap. 20


Por que o Perdão 
 

O perdão é um fato, sem que a discussão se apodere do assunto, pois se fundamenta no amor e é sustentado pela caridade, sem ultrajar a lei da justiça.

As susceptibilidades inflamadas perguntam: por que o perdão? Não é justo que defendamos nossa moral, nossos interesses, como fazemos com nosso próprio corpo? A displicência foge à regra.

Não negamos que sejamos defendidos, e que a razão se ocupe com a vigilância e forme métodos de defesa, que haveremos de usar.

Esta é a nossa posição diante do ofensor.

Se usarmos o revide para com aqueles que nos atacam, entramos na mesma sintonia da agressão e respiramos o mesmo magnetismo toldado pelo ódio e pela vingança.

Perdoar as ofensas e isolar-se dos fluídos inferiores projetados em nós, sem dúvida, é ter serenidade na consciência, pela confiança adquirida através das qualidades conquistadas; é ter certeza, na lei universal, de que somente recebemos o que damos.

O perdão anunciado pelo verbo, sem que o coração participe, não deixa de ser o prenúncio da desculpa.

Porém, o mundo interior não sente os efeitos desejados no enervante estado psíquico, pela apropriação da maldade na alma.

A limpeza interna só é feita com recursos íntimos, que a verdade fornece, e carece de muito exercício para que o hábito se solidifique.

A glândula que controla as emoções, serenando ou agitando o sangue, inflama-se com determinados pensamentos, vicia-se, e começa automaticamente a perturbar o organismo, ou a colocá-lo na mais elevada serenidade.

Se alimentamos ideias de ódio e de vingança, elas, primeiramente, com vibrações sutilíssimas, vasculham todo o nosso cosmo celular, queimando a força vital, desnutrindo-nos e, ao passar pêlos centros energéticos, desencadeiam um mundo de distúrbios, de modo a fazer a alma sofrer as consequências daquilo que provocou.

Eis porque tornamos a falar em por que o perdão.

Quem pratica a indulgência é o primeiro a ser beneficiado.

O misericordioso é invadido pela paz.

Os espíritos superiores têm uma serenidade imperturbável, fruto de um perdão incondicional e permanente.

Assim como a luz de uma lâmpada, para atingir o exterior, tem primeiro de passar pelo material transparente que lhe garanta ambiente refletor, a luz do espírito, a força mental dos pensamentos, antes de ganhar o mundo exterior, é filtrada por vários corpos que lhe garantem, igualmente, o ambiente para viver e progredir.

E se nós plasmamos o bem, nessa força ideoplástica, pelo perdão, pela caridade e pelo amor, somos agraciados em primeira mão.

Se invertermos essas correntes de luz pelo envenenamento dos nossos sentimentos, a escória mais grossa ficará no fundo da bateia da carne, como alimento indigesto.

Quem perdoa e fala demais desse gesto natural, buscando elogios, está movido, talvez sem o saber, pela onda ilusória da vaidade.

Como o perdão é dificil.

Também achamos.

Não obstante, quem aprendeu a perdoar jamais se esquecerá, por sentir os efeitos de felicidade que advêm desse ato.


Miramez












Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 112 - Ciência e temperança



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 112


Ciência e temperança


“E à ciência, a temperança; à temperança, a paciência; à paciência, a piedade.” — PEDRO (2 Pedro, 1:6)


Quem sabe precisa ser sóbrio. Não vale saber para destruir.

Muita gente, aos primeiros contatos com a fonte do conhecimento, assume atitudes contraditórias. Impondo ideias, golpeando aqui e acolá, semelhantes expositores do saber nada mais realizam que a perturbação.

É por isso que a ciência, em suas expressões diversas, dá mão forte a conflitos ruinosos ou inúteis em política, filosofia e religião.

Quase todos os desequilíbrios do mundo se originam da intemperança naqueles que aprenderam alguma coisa.

Não esqueçamos. Toda ciência, desde o recanto mais humilde ao mais elevado da Terra, exige ponderação. 

O homem do serviço de higiene precisa temperança, a fim de que a sua vassoura não constitua objeto de tropeço, tanto quanto o homem de governo necessita sobriedade no lançamento das leis, para não conturbar o espírito da multidão.

E não olvidemos que a temperança, para surtir o êxito desejado, não pode eximir-se à paciência, como a paciência, para bem demonstrar-se, não pode fugir à piedade, que é sempre compreensão e concurso fraternal.

Se algo sabes na vida, não te precipites a ensinar como quem tiraniza, menosprezando conquistas alheias. Examina as situações características de cada um e procura, primeiramente, entender o irmão de luta.

Saber não é tudo. É necessário fazer. 

E para bem fazer, homem algum dispensará a calma e a serenidade, imprescindíveis ao êxito, nem desdenhará a cooperação, que é a companheira dileta do amor.


Emmanuel











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 101 - De acordo



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 101


De acordo


“O qual recompensará a cada um, segundo as suas obras.” — PAULO (Romanos, 2:6)


A vida, exprimindo os desígnios do Criador, assumirá para contigo atitudes adequadas às atitudes que assumes para com ela.

Honra aos títulos que procuras honrar.

Tratamento correto à conduta correta.

Dignidade ao que dignificas.

Experiência na pauta de tua escolha.

Instrução no nível em que te colocas.

Confiança no grau de tua fé.

Distinção naquilo em que te distingues.

Respeito em tudo o que te faças respeitável.

Versão disso ou daquilo, conforme os teus desejos.

Clareza ao que alimpes.

Isso significa, igualmente, que seja qual for a posição em que te situes, tens a resposta da Vida na vida que procuras.

É assim que dor ou alegria, paz ou inquietação, merecimento ou desvalia, sombra ou luz, em nosso caminho, será sempre salário moral, de acordo com as nossas próprias obras.


Emmanuel












terça-feira, 5 de maio de 2026

André Luiz - Livro Opinião Espírita - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 37 - Divulgação espírita



André Luiz - Livro Opinião Espírita - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 37


Divulgação espírita


"Foi Ananias e entrou na casa, e pondo as mãos sobre ele, disse: Saulo irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou para que recobres a vista e fiques cheio do Espírito Santo." (Atos 9:17)

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura." (Marcos, 16:15)

"Ninguém acende uma candeia para pô-la debaixo do alqueire; põe-na, ao contrário, sobre o candeeiro, a fim de que ilumine a todos os que estão na casa." — Mateus, 5:15 (E.S.E. - Cap. 24 - It. 1)


Há companheiros que se dizem contrários à divulgação espírita.

Julgam vaidade o propósito de se lhe exaltar os méritos e agradecer os benefícios nas iniciativas de caráter público.

Para eles, o Espiritismo fala por si e caminhará por si.

Estão certos nessa convicção mas isso não nos invalida o dever de colaborar na extensão do conhecimento espírita com o devotamento que a boa semente merece do lavrador.

O ensino exige recintos para o magistério.

O Espiritismo deve ser apresentado por seus profitentes em sessões públicas.

A cultura reclama publicações.

O Espiritismo tem a sua alavanca de expansão no livro que lhe expõe os postulados.

A arte pede representações.

O Espiritismo não dispensa as obras que lhe exponham a grandeza.

A indústria requisita produção que lhe demonstre o valor.

O Espiritismo possui a sua maior força nas realizações e no exemplo dos seus seguidores, em cujo rendimento para o bem comum se lhe define a excelência.

Não podemos relaxar a educação espírita, desprezando os instrumentos da divulgação de que dispomos a fim de estendê-la e honorificá-la.

Allan Kardec começou o trabalho doutrinário publicando as obras da Codificação e instituindo uma sociedade promotora de reuniões e palestras públicas, uma revista e uma livraria para a difusão inicial da Revelação Nova.

Mas não é só.

Que Jesus estimou a publicidade, não para si mesmo, mas para o Evangelho, é afirmação que não sofre dúvida.

Para isso, encetou a sua obra aliciando doze agentes respeitáveis para lhe veicularem os ensinamentos e ele próprio fundou o cristianismo através de assembleias públicas. O “ide e pregai” nasceu-lhe da palavra recamada de luz.

E compreendendo que a Boa Nova estava ameaçada pela influência judaizante em vista da comunidade apostólica confinar-se de modo extremo aos preceitos do Velho Testamento, após regressar às Esferas Superiores, comunicou-se numa estrada vulgar, chamando Paulo de Tarso para publicar-lhe os princípios junto à gentilidade a que Jerusalém jamais se abria.

Visto isso, não sabemos como estar no Espiritismo sem falar nele ou, em outras palavras, se quisermos preservar o Espiritismo e renovar-lhe às energias, a benefício do mundo, é necessário compreender-lhe as finalidades de escola e toda escola para cumprir o seu papel precisa divulgar.


André Luiz













Vianna de Carvalho - Livro Antologia Espiritual - Espíritos Diversos / Divaldo Pereira Franco - Cap. 46 - O destino



Vianna de Carvalho - Livro Antologia Espiritual - Espíritos Diversos / Divaldo Pereira Franco - Cap. 46


O destino


Examinado pelas diferentes escolas de pensamento através dos tempos, o destino vem recebendo complexas contribuições, conforme a estrutura filosófica de cada uma delas.

Na Mitologia grega, afirmava-se que o Destino é uma fatalidade imposta por Zeus, inevitável, portanto personificado, e graças às suas características, ora partia do deus máximo ou com ele se confundia, sendo representado conforme a sua expressão por deidades diferentes, às vezes ao próprio Destino todos eram submetidos.

Platão estabeleceu no destino uma causalidade de natureza metafísica que se manifesta na existência humana como efeito de uma predeterminação.

A escola estóica assim como a cínica, pelas suas raízes materialistas, propunham razões fatalistas, irrevogáveis, que afetavam as criaturas que se lhe deviam submeter com coragem, conforme a primeira ou com indiferença zombeteira, na opinião da última.

Com o surgimento do Cristianismo se apresentou o conceito da Providência Divina, estabelecendo as linhas de comportamento definidas para a sujeição do ser humano que, face à aceitação ou rebeldia das suas injunções, seria feliz ou desgraçado, num desenho antecipado do destino final no Céu ou no Inferno.

A interpretação teológica do pensamento de Jesus sofreu alterações através dos séculos, dando lugar ao aparecimento das doutrinas da graça — com predestinação para a felicidade eterna de alguns eleitos, em detrimento da maioria; da indulgência — como recurso de reparação dos arrependidos e piedosos; — e outras que desencadearam reações violentas, pela estultice e absurdo de que se constituíam.

A doutrina da unicidade das existências corporais sempre enfrentou dificuldades intransponíveis para explicar com lucidez as diferenças dos destinos das criaturas terrestres.

A mesma Energia Geradora de Vida e de Inteligência, por qual sortilégio ou para qual terrível propósito, criaria pessoas ditosas e infelizes, umas saudáveis e outras enfermas, algumas belas e diversas horrendas, inteligentes e idiotas amadas e as demais odiadas, estas generosas e as outras perversas e ímpias, os seres portadores de valores múltiplos e tantos mais sem qualquer atributo, desprezados, miseráveis?...

Como gerar uma sociedade tão diferente, com a mesma procedência, concedendo brilho e plenitude a uma minoria, e sombra, ignorância, carência à maioria predominante?

Ademais, em consequência da jornada terrestre, como condenar todos, irrevogavelmente, alguns às bênçãos, e a quase totalidade ao degredo, às desgraças?

Somente a reencarnação faculta a perfeita compreensão e a plena justiça em torno do destino dos seres.

Todos são criados puros, simples, ignorantes, com as mesmas possibilidades em germe, estimulados a desenvolver esses recursos latentes mediante o esforço e a opção pessoal.

Ninguém, ho entanto, que esteja fadado à destruição, ao infortúnio, ao nsofrimento eterno. A experiência terrestre constitui-lhes mecanismo propiciador de aprendizagem, de desenvolvimento dos potenciais que lhes dormem no íntimo, aguardando as condições para o despertar e o desenvolver.

As diferenças que se apresentam entre os seres decorrem da maturidade de cada um, lograda a esforço próprio, ou da maioridade espiritual, como ser peregrino da vastidão evolutiva há mais tempo crescendo que outros, ainda titubeantes, que também alcançarão os momentos culminantes.

Compatível com a sabedoria e o amor de Deus, a reencamação é o instrumento que trabalha o destino, graças à conduta de cada qual que, em se esforçando, apressa a marcha e conquista os tesouros que nele jaz, podendo utilizá-los com eficiência para incessante burilamento e iluminação.

O destino, portanto, é o resumo das ações antes praticadas, que propiciam os acontecimentos a se sucederem na marcha de ascensão que todos os espíritos percorrem, desde o átomo até o anjo.

Quando a astúcia e a fraude, o crime e o engodo tentam burlar os imperativos da Lei que favorece o destino, o infrator defronta adiante acontecimentos inesperados que o reconduzem à trilha abandonada, impondo-lhe a aceitação dos efeitos dos atos que desejou anular.

Por isso, os comportamentos ignóbeis, as façanhas da arbitrariedade, as malhas tecidas pela sordidez, jamais logram propiciar felicidade real, não indo além de fenômenos de alegrias e triunfos fugazes que a realidade coarcta e modifica.

Ninguém foge de si mesmo, do seu destino, que elabora em cada pensamento, palavra e gesto, alterando a panorâmica da vida a cada instante, conforme a diretriz que se imponha.

O destino bifurca-se no determinismo — nascer, viver e morrer — e no livre-arbítrio. Conforme o comportamento que o homem se permita, a felicidade ou o sofrimento — como fanal escolhido — estará aguardando o viajante da evolução.

Com o Espiritismo, as luzes da reencarnação propõem a utilização sábia e coerente de cada momento da existência corporal, resgatando das sombras da ignorância o destino ditoso que é a meta fascinante que brilha a frente para todos.


Vianna de Carvalho












Emmanuel - Livro Deus Conosco - Chico Xavier - Cap. 6 - Contai com a nossa sincera e esforçada proteção



Emmanuel - Livro Deus Conosco - Chico Xavier - Cap. 6


Contai com a nossa sincera e esforçada proteção


Amigos, não desejo perder a oportunidade para dirigir-vos algumas poucas palavras. Que o Céu vos fortifique dentro dos vossos labores, abençoando as vossas atividades. 

Muita calma e serenidade ainda constituem hoje o meu reiterado apelo. Preferi, em todas as circunstâncias, a serenidade das vossas consciências. 

Não vos preocupeis com as calúnias, as animosidades gratuitas que vindes encontrando. Existem criaturas que se sentem à vontade e jubilosas cumprindo funções ingratas que, aqui, preferem dar um caráter inquisitorial. 

Contai com a nossa obscura, mas sincera e esforçada proteção. Deus é quem nos julga e, portanto, abstende-vos de penetrar em demasia no caminho às vezes enlameado a que a Terra costuma nos abrigar, quando passamos por seus caminhos.

Esquecei, todos, os que sentem prazer dentro desses absurdos de ordem moral e contemplai, de pensamento claro, a visão das coisas superiores. Só assim conseguiremos vencer. A Deus elevamos a nossa prece, implorando a Sua bênção para os vossos lares e para os vossos corações.


Emmanuel










20/11/1935

Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. 9 - João Nunes Maia - Cap. 19 - Fluído magnético



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. 9 - João Nunes Maia - Cap. 19


Fluído magnético


427. De que natureza é o agente que se chama fluido magnético?

“Fluido vital, eletricidade animalizada, que são modificações do fluido universal.” (O Livro dos Espíritos) 


A escala dos fluidos é inumerável na extensão infinita do universo. Pouco se sabe a respeito dessa ciência divina. Eles são transformações do fluido universal ou, como se pode chamá-lo, éter cósmico, hálito divino, energia KI, e muitos outros nomes dados por variados povos. Entretanto, é a mesma bênção de Deus que se transforma, pelo amor, em substâncias diferentes.

Na pauta do trabalho com os homens e mesmo com os Espíritos livres da matéria, esse hálito de Deus se transmuta em magnetismo, sujeito à impressão que os sentimentos possam nele imprimir, para o bem ou para o mal.

O éter cósmico passa a ser, na atmosfera da Terra, o éter físico, e depois torna-se eletricidade, força vital, etc. Ainda pode transformar-se em outros agentes sensíveis para trabalhos que requerem muito cuidado, na sustentação dos ideais, que os Espíritos superiores sabem comandar. A mente é o comandante de todas essas energias sublimes e, quando adestrada no bem comum, faz maravilhas. Podemos exercitar esses tesouros de vida, através do conhecimento do Evangelho de Jesus, código da mais elevada posição, onde todos nós devemos beber as instruções, no sentido de lidarmos com essas forças virgens do universo de Deus.

A força primitiva da vida existe em Deus. Ao saírem do Senhor, recebem modulações diversas, dependendo do caráter da sua missão, na Terra ou em outros mundos. Assim como existe um só Deus, a matéria primitiva é um só elemento, com a qual o amor do Pai Celestial faz maravilhas, onde as grandes almas bebem o néctar da vida mais ativa, fazendo-se luz em todos os recantos da criação.

Somos todos nós revestidos de fluidos, de acordo com a nossa elevação espiritual. Se queremos melhorar nossos fluidos, melhoremos a nossa conduta. As modificações interiores são capazes de gerar as mudanças externas, que mostram aquela operação interna. Com um toque das mãos, Jesus faz maravilhas, porque essa mão pode carregar-se de magnetismo divino, misturando-se com a força animal. Sendo transmitida com amor, ela restabelece corpos estragados e faz levantar caídos, dar vista aos cegos e vida nova aos mortos. Apuremos nosso magnetismo, pelo apuro da nossa vida e cultivemos as virtudes espirituais.

Apliquemo-nos à caridade mais pura. Se ainda não compreendemos como fazê-la, busquemos a instrução na vida dos grandes homens, e trabalhemos dentro de nós, de modo a encontrar aquele poço que Jesus fez surgir na alma da samaritana. A essa bênção de Deus que deve surgir no coração, poderemos dar o nome que já conhecemos, de fluido magnético, e como ele nos é dado de graça, por Deus, façamos uso dessa força enriquecida pelo amor, dando de graça o que de graça recebemos. E a nossa vida tornar-se-á tranqüila e a consciência estará no esplendor de luz, sentindo e vendo Deus na cidade da nossa mente.

Esse fluido vital, eletricidade animalizada de que fala “O Livro dos Espíritos” com muita propriedade, é esse magnetismo do qual nossas mãos estão carregadas, e que toma a forma que o nosso coração se dispuser a dar-lhe. Em nossa intimidade, há uma fonte inesgotável; quanto mais damos, mais temos para distribuir. Curemo-nos a nós mesmos em primeiro lugar, aparando arestas e modificando hábitos, esquecendo vícios e apurando os sentimentos, para que essa linfa de luz possa jorrar das nossas mãos para os corações que sofrem. Aquele que se curar pelas nossas mãos em Cristo, passa a fazer o mesmo, ajudando igualmente aos que padecem. A esperança de todos nós é que se crie uma cadeia desse trabalho em toda a Terra, para felicidade dos povos.


Miramez