quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 40 - Fé



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 40




“Mas os cuidados deste mundo, os enganos das riquezas e as ambições doutras coisas, entrando, sufocam a palavra, que fica infrutífera.” — JESUS. (Marcos, 4:19)


A árvore da fé viva não cresce no coração, miraculosamente.

Qual acontece na vida comum, o Criador dá tudo, mas não prescinde do esforço da criatura.

Qualquer planta útil reclama especial atenção no desenvolvimento.

Indispensável cogitar-se do trabalho de proteção, auxílio e defesa. 

Estacadas, adubos, vigilância, todos os fatores de preservação devem ser postos em movimento, a fim de que o vegetal precioso atinja os fins a que se destina.

A conquista da crença edificante não é serviço de menor esforço.

A maioria das pessoas admite que a fé constitua milagrosa auréola doada a alguns Espíritos privilegiados pelo favor divino.

Isso, contudo, é um equívoco de lamentáveis consequências.

A sublime virtude é construção do mundo interior, em cujo desdobramento cada aprendiz funciona como orientador, engenheiro e operário de si mesmo.

Não se faz possível a realização, quando excessivas ansiedades terrestres, de parceria com enganos e ambições inferiores, torturam o campo íntimo, à maneira de vermes e malfeitores, atacando a obra.

A lição do Evangelho é semente viva.

O coração humano é receptivo, tanto quanto a terra.

É imprescindível tratar a planta divina com desvelada ternura e instinto enérgico de defesa.

Há muitos perigos sutis contra ela, quais sejam os tóxicos dos maus livros, as opiniões ociosas, as discussões excitantes, o hábito de analisar os outros antes do autoexame.

Ninguém pode, pois, em sã consciência, transferir, de modo integral, a vibração da fé ao espírito alheio, porque, realmente, isso é tarefa que compete a cada um.


Emmanuel












Emmanuel - Livro Mediunidade e Sintonia - Chico Xavier - Cap. 17 - Sigamos acordados



Emmanuel - Livro Mediunidade e Sintonia - Chico Xavier - Cap. 17


Sigamos acordados


Não permitas que o desgosto menor te conduza ao fracasso, para que o fracasso te não conduza aos desgostos maiores.

Lembra-te de que a Terra é a nossa antiga escola de aprimoramento espiritual e não lhe menoscabes as lições.

Recorda o paralítico algemado ao leito de dor e agradece ao Céu as pernas ágeis e firmes que te garantem a verticalidade do corpo.

Considera o mutilado a quem falta a bênção das mãos e valoriza os recursos que te fazem encontrar no trabalho a fonte da alegria.

Não olvides o cego, às vezes, na bruma das lágrimas, e utiliza os olhos na procura do bem.

Não te esqueças do mudo que atravessa o carreiro terrestre, quase sempre solitário e incompreendido, e conserva limpa a palavra de que te vales para atingir o progresso mais amplo.

Reflete no idiota, que passa entre os homens, com as dificuldades do cérebro ensandecido, e mobiliza o próprio raciocínio, prestigiando o que se te faça útil.

Medita nos que vagueiam sem lar e honra o teu reduto doméstico, cultivando dentro dele a bondade e a tolerância, a compreensão e a gentileza por diretrizes de cada dia.

Pensa nos corações cristalizados na indiferença, que viajam no mundo à feição de órfãos voluntários e exalça a própria fé, traduzindo-a em obras de humildade e amor, generosidade e perdão, para que a luz divina se te eleve por bússola no caminho.

Valoriza o trabalho que desenvolves, os amigos, os familiares, os recursos, os instantes de que dispões e sentir-te-ás agora rico de possibilidades para ampliar o tesouro de bênçãos com que serás aquinhoado agora, hoje e depois.

Lembremo-nos de que a Terra é simplesmente um degrau em nossa escalada para os cimos resplendentes da vida e, acordados para as oportunidades do serviço, avancemos para diante, aprendendo e amando, auxiliando aos outros e renunciando a nós mesmos, na certeza de que, assim, caminharemos do infortúnio de ontem para a felicidade de amanhã.


Emmanuel










Humberto de Campos - Livro Cartas e Crônicas - Chico Xavier - Cap. 7 - Consciência espírita



Humberto de Campos - Livro Cartas e Crônicas - Chico Xavier - Cap. 7


Consciência espírita


Diz você que não compreende o motivo de tanta autocensura nas comunicações dos espíritas desencarnados. Fulano, que deixou a melhor ficha de serviço, volta a escrever, declarando que não agiu entre os homens como deveria; sicrano, conhecido por elevado padrão de virtudes, regressa, por vários médiuns, a lastimar o tempo perdido… E você acentua, depois de interessantes apontamentos: “Tem-se a impressão de que os nossos confrades tornam, do Além, atormentados por terríveis complexos de culpa. Como explicar o fenômeno?”

Creia, meu caro, que nutro pessoalmente pelos espíritas a mais enternecida admiração. Infatigáveis construtores do progresso, obreiros do Cristianismo Redivivo. Tanta liberdade, porém, receberam para a interpretação dos ensinamentos de Jesus que, sinceramente, não conheço neste mundo pessoas de fé mais favorecidas de raciocínio, ante os problemas da vida e do Universo. Carregando largos cabedais de conhecimento, é justo guardem eles a preocupação de realizar muito e sempre mais, a favor de tantos irmãos da Terra, detidos por ilusões e inibições no capítulo da crença.

Conta-se que Allan Kardec, quando reunia os textos de que nasceria “O Livro dos Espíritos”, recolheu-se ao leito, certa noite, impressionado com um sonho de Lutero, de que tomara notícias. O grande reformador, em seu tempo, acalentava a convicção de haver estado no paraíso, colhendo informes em torno da felicidade celestial.

Comovido, o codificador da Doutrina Espírita, durante o repouso, viu-se também fora do corpo, em singular desdobramento… Junto dele, identificou um enviado de Planos Sublimes que o transportou, de chofre, a nevoenta região, onde gemiam milhares de entidades em sofrimento estarrecedor. Soluços de aflição casavam-se a gritos de cólera, blasfêmias seguiam-se a gargalhadas de loucura.

Atônito, Kardec lembrou os tiranos da História e inquiriu, espantado:

— Jazem aqui os crucificadores de Jesus?

— Nenhum deles, — informou o guia solícito. — Conquanto responsáveis, desconheciam, na essência, o mal que praticavam. O próprio Mestre auxiliou-os a se desembaraçarem do remorso, conseguindo-lhes abençoadas reencarnações, em que se resgataram perante a Lei.

— E os imperadores romanos? Decerto, padecerão nestes sítios aqueles mesmos suplícios que impuseram à Humanidade…

— Nada disso. Homens da categoria de Tibério ou Calígula não possuíam a mínima noção de espiritualidade. Alguns deles, depois de estágios regenerativos na Terra, já se elevaram a Esferas superiores, enquanto que outros se demoram, até hoje, internados no campo físico, à beira da remissão.

— Acaso, andarão presos nestes vales sombrios tornou o visitante, — os algozes dos cristãos, nos séculos primitivos do Evangelho?

— De nenhum modo, — replicou o lúcido acompanhante, — os carrascos dos seguidores de Jesus, nos dias apostólicos, eram homens e mulheres quase selvagens, apesar das tintas de civilização que ostentavam… Todos foram encaminhados à reencarnação, para adquirirem instrução e entendimento.

O codificador do Espiritismo pensou nos conquistadores da Antiguidade, Átila, Aníbal, Alarico I, Gengiscão…  Antes, todavia, que enunciasse nova pergunta, o mensageiro acrescentou, respondendo-lhe à consulta mental:

— Não vagueiam, por aqui, os guerreiros que recordas… Eles nada sabiam das realidades do espírito e, por isso, recolheram piedoso amparo, dirigidos para o renascimento carnal, entrando em lides expiatórias, conforme os débitos contraídos…

— Então, dize-me, — rogou Kardec, emocionado, — que sofredores são estes, cujos gemidos e imprecações me cortam a alma?

E o orientador esclareceu, imperturbável:

— Temos junto de nós os que estavam no mundo plenamente educados quanto aos imperativos do Bem e da Verdade, e que fugiram deliberadamente da Verdade e do Bem, especialmente os cristãos infiéis de todas as épocas, perfeitos conhecedores da lição e do exemplo do Cristo e que se entregaram ao mal, por livre vontade… Para eles, um novo berço na Terra é sempre mais difícil…

Chocado com a inesperada observação, Kardec regressou ao corpo e, de imediato, levantou-se e escreveu a pergunta que apresentaria, na noite próxima, ao exame dos mentores da obra em andamento e que figura como sendo a questão número 642, de “O Livro dos Espíritos”: “Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, bastará que o homem não pratique o mal?”, indagação esta a que os instrutores retorquiram: “Não; cumpre-lhe fazer o bem, no limite de suas forças, porquanto responderá por todo o mal que haja resultado de não haver praticado o bem.”

Segundo é fácil de perceber, meu amigo, com princípios tão claros e tão lógicos, é natural que a consciência espírita, situada em confronto com as ideias dominantes nas religiões da maioria, seja muito diferente.


Humberto de Campos
(Irmão X)














quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Jesus e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 12 - Pertencer-se



Joanna de Ângelis - Livro Jesus e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 12


Pertencer-se

    
Graças aos atavismos ancestrais que se demoram em a criatura humana, inúmeras dependências caracterizam-lhe a existência, na condição de conflitos e de falsas necessidades de apoio.

A identidade conturbada, não conseguindo libertar-se dos liames a que se encontra atada por indolência e comodidade, permite-se continuar sob o jugo das paixões a que se submete espontaneamente.

Cada espírito é possuidor do corpo de que se utiliza, elaborado de acordo com as suas necessidades evolutivas, programado para o processo de crescimento interior, atravessando as diversas etapas existenciais conforme as próprias aspirações.

Essa dependência debilita-lhe os centros processadores de qualificação para a vida, em face da indiferença a que se aclimata, supondo não possuir forças nem valor moral para a libertação do problema. No recesso do ser, esse fenômeno é fruto do autodesamor, da incapacidade de lutar para crescer e motivar-se para desenvolver os recursos elevados que se encontram adormecidos em germe, no cerne de si mesmo.

Nem sempre, porém, dá-se conta de sua dependência afetiva, emocional, cultural, financeira, social, espiritual...

Por consequência, a faculdade de pensar cede lugar aos impositivos dessa aceitação, deixando-se arrastar pelas ideias e atividades de outrem, que nem sempre são corretas ou edificantes, negando-se o direito de ser livre, de assumir responsabilidades.

Em face dessa condição, quando se compromete, naturalmente tem para quem transferir a culpa, isentando-se da responsabilidade de ser feliz conforme os seus próprios padrões...

Nesse processo, surgem os tormentos que são resultados da insatisfação, do drama decorrente da conduta infantil ou doentia, por faltar uma escala de valores que justifiquem as lutas dignificadoras e os enfrentamentos, mesmo que desagradáveis, mas que são indispensáveis à conquista da plenitude.

Enxergando a vida conforme as lentes de outrem, a capacidade de eleger o que lhe é de melhor, aquilo que proporciona felicidade, lentamente se restringe, perdendo a diretriz que deveria seguir.

A finalidade essencial da reencarnação, porém, é a do crescimento intelecto-moral do espírito, em cuja conquista impõe-se o dever de ser-se livre, de identificar-se os próprios limites, mas também as incalculáveis possibilidades que lhe estão à disposição.

Ao mesmo tempo em que se liberta das dependências perturbadoras, aprende a vincular-se às outras vidas, de caminhar ao lado, permutando experiências e ampliando horizontes, de forma que encontre sentido viver em sociedade, relacionando-se com tudo quanto existe.

Embora vivendo um período de pensamento mágico, no qual tudo se resolve de maneira tecnológica, imediata, fácil, bastando apenas apertar um botão ou um teclado e encontrando as respostas já elaboradas, os processos de solução prontos para serem usados, é indispensável reflexionar, medir os riscos e os sucessos, assumindo a própria identidade e a responsabilidade por cada ação...

Todavia, no que diz respeito ao trabalho de libertação, na busca do pertencer-se, caminhando com a responsabilidade dos próprios atos, sem medos nem tormentos, são indispensáveis um grande esforço, uma disposição contínua para não desistir nem desanimar, rejubilando-se, a cada passo, crescendo intimamente a cada tentativa.

Sem esse esforço pessoal, inadiável, o indivíduo prossegue na jornada em dependências que variam de circunstância, pessoa, emoção...

Indubitavelmente, os espíritos comunicam-se com os viandantes do carreiro carnal, interferindo nos seus pensamentos, palavras e atos. Como resultado, há um intercâmbio incessante entre as duas vibrações que envolvem os encarnados e os desencarnados, sendo natural que, de acordo com os padrões de conduta decorrentes do cultivo das ideias, da vida interior, haja a vinculação por afinidade.

Como pululam em volta do planeta os espíritos infelizes, em razão do seu estágio evolutivo, mais facilmente ocorre vinculação com os mesmos, isto quando o fenômeno não tem procedência em existência anterior, em decorrência do comportamento havido entre ambos, no caso, dando lugar aos processos obsessivos.

Dessa forma, a dependência do encarnado caracteriza-se pela submissão à influência morbosa do seu comparsa espiritual.

Inabituado a assumir decisões dignificadoras, deixa-se arrastar pelas ideias pessimistas e perturbadoras que lhe são transmitidas, passando à condição de vítima de uma parasitose infeliz, que termina por roubar-lhe as energias, trabalhando pelo seu deperecimento, desequilíbrio total e desencarnação antecipada...

O inconsciente, reconhecendo a culpa em decorrência da ação anterior infeliz, deixa-se dominar pelo agente perturbador, facultando-se a dependência, que o paciente aceita sem murmuração...

Iniciando-se o processo espiritual libertador, o espírito viciado na aceitação da circunstância danosa, não se permite o esforço de recuperar o equilíbrio, a sanidade mental ou emocional, ou mesmo física, prosseguindo espontaneamente a carregar a cruz que lhe pesa na consciência.

Aceitando a condição de vítima, não se esforça pela reconquista da identidade própria, deixando de pertencer-se, de avançar no rumo da alegria e do bem-estar que a todos se encontram destinados, fugindo para a autocompaixão, a autocomiseração.

O corpo pertence ao espírito que nele se encontra renascido, para as excelentes realizações evolutivas e nunca aos invasores da sua consciência...

Cada indivíduo deve esforçar-se ao máximo para preservar a sua independência interior, laborando em favor da autoconfiança, do autoesforço, trabalhando a autoiluminação.

Ninguém pode realizar esse mister, exceto o próprio espírito, porquanto somente o seu cabedal de experiências facultar-lhe-á desenvolver-se intelecto-moralmente, em cada etapa, tornando-se melhor do que na anterior.

Desse modo, ninguém renasce, no mundo físico, para sofrer, senão para reeducar-se, para recuperar-se dos delitos infelizes, para crescer na direção de Deus.

Nunca, pois, justificáveis as expressões: "não posso", "não consigo", "não tenho forças", todas decorrentes da indolência mental e da acomodação pessoal, não obstante os danos de que sejam portadoras.

Recupera-te dos efeitos perniciosos da tua atual ou anterior existência, trabalhando as tuas forças morais, confiando em Deus e a Ele entregando-te sem reservas, lutando com tenacidade a fim de venceres as tendências inferiores que teimam em jugular-te ao eito das dependências negativas.

Ergue-te ao amor e o amor te conduzirá pela senda libertadora, autopertencendo-te e conquistando o espaço que te está reservado no processo da evolução.


Joanna de Ângelis












Bezerra de Menezes - Livro Bezerra, Chico e Você - Chico Xavier - Cap. 40 - Praça de entendimento



Bezerra de Menezes - Livro Bezerra, Chico e Você - Chico Xavier - Cap. 40


Praça de entendimento


O serviço é a nossa praça de entendimento.

Através do trabalho, estaremos mais juntos e juntos pediremos a inspiração do Senhor.


Bezerra












(De mensagem  recebida em 24.03.1961.)

Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 69 - Ante os pioneiros



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 69


Ante os pioneiros


Aproveitemos o que se tem feito na edificação espírita-cristã, à custa de tanto amor e de tanto sacrifício dos pioneiros de nosso movimento, para seguirmos adiante ofertando o melhor de nós para que se faça o melhor na complementação do serviço de construção da Era Nova, com o Espiritismo conduzindo o pensamento humano para mais altos destinos.


Batuíra











terça-feira, 1 de setembro de 2026

Eurípedes Barsanulfo - Livro Antologia Espiritual - Espíritos Diversos / Divaldo Pereira Franco - Cap. 17 - Renovação



Eurípedes Barsanulfo - Livro Antologia Espiritual - Espíritos Diversos / Divaldo Pereira Franco - Cap. 17


Renovação


A força inexorável do progresso vem alterando em profundidade, nos últimos tempos, a face ultrajada do planeta.

Ruem as muralhas que separavam os povos, sob os camartelos da solidariedade que abre espaço ao entendimento entre os homens.

Bastiões considerados inexpugnáveis tombam vencidos pela força do amor que ilumina as mentes e os corações, fazendo que batam em retirada os arbitrários dominadores de consciências e esmagadores das liberdades democráticas, nas quais estão estatuídos os direitos do homem ao exercício de uma vida saudável, consentânea às suas conquistas intelecto-morais.

Cedem passo, aos ideais da paz, os quarteis de armamentos bélicos, e as autoridades que governam as Nações, ao invés da guerra fria e ameaçadora, marcham ao encontro uns dos outros para firmarem compromissos de respeito às criaturas, estabelecendo a necessidade de abolir a hidra violenta da destruição para que se implantem as admiráveis conquistas do progresso, a benefício dos homens.

Fábricas de assassínio de vidas cerram as suas portas, deixando de produzir a indústria da morte, para que sejam implantados os lares da educação, os núcleos de apoio social e promoção humana, facultando ao futuro realizações libertadoras de consciências e de edificação da paz.

Em todo esforço extraordinário que os missionários do Alto, reencarnados, executam, surpreendendo a sociedade, observa-se o homem, estorcegando-se sob os flagelos que ele desencadeou para si próprio, resgatando compromissos negativos, enquanto se estrutura para os futuros cometimentos da felicidade humana.

São inevitáveis as leis do progresso, e ninguém, força alguma é capaz de detê-lo.

O homem está fadado à Grande Luz e avança com passo seguro no rumo da sua destinação.

Ao Espiritismo, neste momento altamente significativo da História, cabe a tarefa de conduzir a consciência social ao fanal que lhe está reservado.

Momento este de revisionismo, de contestação, de aferição de valores, de análise de estruturas, é também de renovação.

A releitura do Evangelho de Jesus, sob a óptica da Doutrina Espírita, faculta-lhe o entendimento da vida na sua significação profunda e impostergável.

Este é o momento da implantação da Era do Espírito Imortal.

O homem, esfaimado de amor, bate aflito às portas dos Céus buscando respostas, e O Consolador brinda-o com os elementos nutrientes e abençoados, capazes de atender as necessidades que o afligem.

Arrebentando as algemas da ignorância e abrindo os braços ao amor, o homem que encontrou a Mensagem Espírita está habilitado a desempenhar as tarefas de crescimento espiritual e moral para a qual reencarnou.

Indispensável que, ao lado das grandes transformações que se operam em favor da renovação geral, arrebentem-se, também, as barreiras morais que separam os indivíduos, que se derrubem as paredes que impedem, emocionalmente, o entendimento humano e sejam lançadas pontes nos abismos, facultando o trânsito livre de todos em favor da verdadeira fraternidade.

Juventude é um estado de espírito, e é mediante essa atitude interior, rica de esperança e de otimismo, que todos os homens, conscientes das suas responsabilidades, trabalhem em benefício da relevante realização do bem em favor de todos.

A juventude de ontem, hoje amadurecida, que teve a coragem de encetar os primeiros passos em prol dos novos tempos que ora vivemos, propõe aos jovens de agora, apoiados nas preciosas lições de Jesus-Cristo, darem prosseguimento ao labor que apenas surge, engrandecendo a Humanidade na qual se encontram como membros atuantes, através do trabalho, da ordem e do amor, para que batam em retirada, em definitivo da Terra, os perversos fantasmas da fome, da miséria, da doença, do abandono, da dor, que se tornarão páginas do período de primitivismo que o planeta passou, quando olhados através das claridades sublimes do futuro.

Renovação com Jesus é reconstrução de vida a benefício de todas as vidas.


Eurípedes Barsanulfo