domingo, 16 de agosto de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Alegria de Viver - Divaldo Pereira Franco - Cap. 6 - A força de Deus



Joanna de Ângelis - Livro Alegria de Viver - Divaldo Pereira Franco - Cap. 6


A força de Deus


“Bem-aventurados os pacíficos; porque eles serão chamados filhos de Deus.” — (MATEUS, 5:9)

Para onde te voltes, Deus é a Presença única, total, pulsante, e é o Poder real, permanente, inigualável, que atua sem cessar.

Tudo vibra e se movimenta graças à Sua força, ao impulso inicial, que dele procede.

É imperioso abrires conscientemente a mente e o coração a essa energia, a fim de te deixares penetrar, adquirindo os recursos que dela fluem e assim tornando-te usina reguladora, a irradiar em todas as direções.

Ao fazê-lo, envolverás os demais indivíduos em bênçãos, modificando a estrutura ambiental e os enriquecendo de valores insuperáveis.

O medo e a dúvida, a mágoa e a insensatez cederão lugar à confiança e à coragem, abrindo espaço para os logros elevados do Espírito eterno.

Se adotas pensamentos de depressão ou de violência, de inarmonia ou escassez neste ambiente repleto de vida, isolas-te, alienando-te do Poder de Deus e buscando a fraqueza de ti mesmo. Todavia, se te permites impregnar pela pujança da sua vitalidade, essa paz segue em tua direção e te envolve em sucessivas ondas que te resguardam das agressões e hostilidades de fora, que jamais te alcançarão.

O puro amor paira no ambiente onde vives.

O bem prevalece no germe de todas as coisas, aguardando os fatores propiciatórios ao seu desabrochar.

A vida soberana e sem jaça manifesta-se em toda parte e predomina no cerne da tua mente e do teu corpo, esperando a tua anuência, a fim de se agigantar-se.

Essa Presença aguarda por ti e inclui todo o bem de que possas necessitar.

Dócil a esse contágio, não sofrerás mais, porque te recarregarás de júbilo e de força, a cada momento, participando do universo da permuta vital.

És vida e participas da vida plena.

Habitua-te ao banquete da felicidade, apagando da memória as impressões mutiladoras e carregadas da sombra gerada pelo pessimismo.

Abre os braços à ação e cresce na direção do Infinito.

O pedregulho e o espinho no solo chamam-te a atenção para a marcha, porém os astros na abóboda refulgente convidam-te ao crescimento e à glória da amplidão.

Estás no ambiente de Deus, que te enseja prosperidade e alegria.

Possuis todas as qualidades indispensáveis para o êxito, pois que, de Deus provém tudo o que se manifesta em ti e em teu mundo.

A força de Deus estará contigo sempre e te dará descanso.


Joanna de Ângelis














Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. IV - João Nunes Maia - Cap. 11 - Libertação da Alma



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. IV - João Nunes Maia - Cap. 11


Libertação da Alma


164. A perturbação que se segue à separação da alma e do corpo é do mesmo grau e da mesma duração para todos os Espíritos?

“Não; depende da elevação de cada um. Aquele que já está purificado, se reconhece quase imediatamente, pois que se libertou da matéria antes que cessasse a vida do corpo, enquanto que o homem carnal, aquele cuja consciência ainda não está pura, guarda por muito mais tempo a impressão da matéria.”


A separação da alma do corpo, quando nesse se extingue a força vital, nunca ocorre da mesma maneira. A diversidade é infinita, do mesmo modo que as folhas das árvores não são iguais nos seus detalhes. Cada desencarnação tem suas nuances próprias. Como já foi dito, há Espíritos que levam minutos afrouxando e desatando os laços ao corpo, e outros que levam até séculos, ficando ligados aos ossos, permanecendo na ilusão de que ainda estão vivos no corpo físico.

Podemos mostrar, como exemplos, os grandes missionários do Cristo que, mesmo reencarnados, já vivem em Espírito e não têm dificuldade alguma em se separarem do fardo corporal para entrarem na vida espiritual, por já viverem nela. Quase sempre, eles mesmos desatam seus próprios laços, atados por eles mesmos, ao ingressarem na carne.

A separação é de conformidade com a pureza da alma; gasta mais ou menos tempo, e a redução do tempo está, por assim dizer, nas próprias mãos de cada um. É conquista da alma. A Doutrina dos Espíritos, desde os seus primórdios, sob a orientação dos Espíritos Superiores, vem cooperando para que os homens despertem, no sentido de trabalharem no autoaprimoramento, e ganharem essa bênção da consciência imediata ao atravessar o túmulo. Quem deseja ficar na perturbação espiritual? Todos buscam a libertação, mas, poucos sabem procurá-la pelos caminhos certos.

A vida é uma eterna escola, para educar sempre pelos métodos que Deus determinou, em variados cambiantes das leis espirituais. Também não há pressa para o cumprimento das leis; sabe Deus da sua sequência sem interrupção e abençoa sempre, amando tudo e a todos com o mesmo calor.

Concitamos os homens que aprendem a orar, que não esqueçam do autoaprimorado, que lutem todos os dias para viverem bem com o próximo, de sorte a ganhar consciência da vida, e ganhar vida na consciência. “O Livro dos Espíritos”, no qual estamos nos inspirando para conversar com os homens, deve ser lido e meditado, pois ele é fonte de muitas instruções, revelando leis que estavam encobertas e que tenham o poder de nos livrar de embaraços aos quais a ignorância nos prende.

Se ainda não começaste a pensar sobre a tua vida e sobre como viver melhor, começa agora, que chegarás à conclusão de que deves viver em conjunto e paz com todos, trabalhando e ajudando onde quer que seja, porque toda luz nasce no seio de todos os esforços que se reúnem.

A morte do corpo, todos já bem o sabem, é fato natural, mas, nunca é aceita como tal, por se esquecer de estudar esse fenômeno à luz do coração. Sempre se deixa para depois, e o tempo vai passando, levando a própria felicidade de cada um. Eis que chegou o momento desse estudo transcendental. De estudar aquilo que chamam de morte, para que se possa descobrir a vida eterna que acena para todos, das profundezas do universo pelas mãos luminosas de Deus.


Miramez















Emmanuel - Livro A Semente de Mostarda - Chico Xavier - Cap. 8 - Aprendiz e instrutor



Emmanuel - Livro A Semente de Mostarda - Chico Xavier - Cap. 8


Aprendiz e instrutor


O rapaz cumprimentou o Instrutor e comunicou, espantadiço:

— Professor, não posso aceitar a sua designação para que eu seja o monitor de minha turma.

Por quê? — Indagou o educador, desapontado.

— Meditei bastante e reconheci que não tenho condições para o cargo… Minhas imperfeições são maiores do que o meu desejo de servir…

— Imperfeições? Quem não as terá neste mundo? Que ideia estranha é a sua!… Se é no trabalho que liquidaremos nossos defeitos e sanaremos os nossos erros, foge você do remédio capaz de aperfeiçoar-nos?

— Eu queria possuir qualidades positivas para exaltar o bem.

— Diga-me. Quais são essas qualidades?

O jovem explicou-se, acanhado:

— Aspiro a trazer comigo os traços de Jesus; afinal, é meu sonho transformar-me num brilhante lapidado e puro, a fim de refletir a grandeza do Divino Mestre!…

— Ah! — falou o Mentor surpreendido! — Compreendo, compreendo…

E fixando no aprendiz os olhos penetrantes, rematou:

— No entanto, não se esqueça você de que o brilhante formou-se do carvão considerado desprezível… Por milênios e milênios sofreu o peso do solo e dos detritos que oprimiam, acabando por asilar-se numa cascalheira por tempo longo… Por fim, rudemente ferido, pelos instrumentos do burilador, veio a ser a joia preciosa…

O diálogo terminou e entendemos que não é preciso dizer que no dia seguinte o rapaz ostentava na lapela o distintivo do monitor em ação, junto de extensa turma dos colegas que lhe dedicavam justa e constante admiração…


Emmanuel














Emmanuel - Livro Seara dos Médiuns - Chico Xavier - Cap. 24 - Alegas



Emmanuel - Livro Seara dos Médiuns - Chico Xavier - Cap. 24


Alegas


16. Como pode um homem aperfeiçoar-se mediante o ensino dos Espíritos, quando não tem, nem por si mesmo, nem com o auxílio de outros médiuns, os meios de receber de modo direto esse ensinamento?

“Não tem ele os livros, como tem o cristão o Evangelho? Para praticar a moral de Jesus, não é preciso que o cristão tenha ouvido as palavras ao lhe saírem da boca.” (O Livro dos Médiuns - Cap. 17 - Questão n.º 220) 


Alegas descrença da vida celestial por ausência da comprovação que supões adequada, e viajas, ante a glória do firmamento, num gigantesco engenho cósmico de nome “Terra”, a girar sobre si mesmo, com imensa velocidade, em torno do Sol, e não pensas nisso.

Alegas que não compreendes como possam surgir irradiações do Espírito, e te equilibras, cada dia, sob a luz solar que se expande na imensidão do Espaço, a trezentos mil quilômetros por segundo, sem que lhe abordes a estrutura mais íntima.

Alegas que não ouves a voz das inteligências desencarnadas, e moras num reino de ondas, de que as maiores estações emissoras dosam apenas ínfima porção, transformando em sons articulados o que te parece solidão e silêncio.

Alegas que ninguém te explica por que processo se alimentam as almas, com os fluidos sutis, e vives no oceano aéreo, nutrindo-te em maior grau dos recursos imponderáveis da Natureza.

Alegas que a existência humana, fora da matéria física, é inaceitável por tornar-se invisível; entretanto, quanta coisa invisível consideras real!

Alegas a impossibilidade da materialização transitória dos amigos que já transpuseram as fronteiras do túmulo, e, apesar das notáveis observações da genética, desconheces como nasceste entre as formas carnais, tanto quanto ignoras os processos por que te desenvolves.

Não te lamentes, porém, quanto à falta de elementos mediúnicos para o levantamento das boas obras.

Não te condiciones a informes alheios para ajudar.

Todos possuímos vasta provisão de sementes e luzes do Conhecimento Superior e estamos convictos de que fomos chamados para servir.

O que Jesus ensinou, há quase dois milênios, tem força de verdade para todos os séculos, e a mensagem desse ou daquele arauto do Evangelho, aos ouvidos de alguém, é lição para todos nós.

Importa, acima de tudo, estender o bem, entendendo-se que o bem verdadeiro será sempre o bem que façamos aos outros.

Toma alguns grãos de trigo, achados na rua, a esmo… Não sabes de onde vieram, no entanto, se resolves plantá-los, inda hoje, com respeito e carinho, em breve as leis de Deus, sem que as vejas agindo, deles farão no solo, em teu próprio favor, vasto e belo trigal.


Emmanuel










Reunião pública de 25-3-1960.

Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 9 - Cristo-Alimento



Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 9


Cristo-Alimento


"Todos comeram e ficaram fartos." — (Marcos, 6:42).


O místico ou o santo se alimenta mais por analogia, pois este é quase seu estado normal. Busca, por intermédio dos dons que possui, um pão por excelência de maior valor, o pão do céu. O alimento físico com exagero é para espíritos ainda presos as sensações inferiores.

Cristo-Alimento é uma demanda oportuna para a alma desenvolver os poderes internos, disciplinando os instintos animais e educando os impulsos que não afinam com a graça divina. É um desafio as nossas necessidades evolutivas.

É certo e justo que o corpo precisa abastecer-se de elementos que lhe garantam a vida física, porém, o Mestre dos mestres já ensinava a Seus discípulos: 


"Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus" — (Mateus, 4:4).


E isto era conceito de antigos pergaminhos de profetas do passado, continuando em vigor hoje e eternamente. O pão do céu referido é uma essência espiritual que a alma é capaz de absorver no sono, em êxtase ou em processos da oração, e por pouco que seja, ainda se encontra no ar, na água e nos alimentos indispensáveis a vida. É como se fosse o hálito do Criador, interpenetrando a criação. 

E desse alimento divino poderás ser também um canal para os outros, dependendo do modo pelo qual vives: ele se afasta quando a cólera se apossa do esputo, se dispersa quando o ciúme envenena o coração, desaparece quando a maledicência trabalha com a língua do possesso...

Esse alento superior existe em profusão na alma de quem ama, e passa por todos os canais das virtudes mencionadas pelos Evangelhos. Cristo-Alimento vem evidenciar no nosso mundo mental a formação de novas ideias no campo da filosofia, assim como estender argumentos nos conceitos religiosos, para que a ciência entenda o valor das virtudes e a profundidade da educação espiritual.

Estamos caminhando para uma época de menos alimento físico e mais pão espiritual; e mesmo o material está caminhando para a fluidez do seu estado: o visível é materialização do invisível, e o Senhor dá prova disso, quando multiplicou os pães várias vezes para a multidão de pessoas famintas.

Quando não puderes doar o pão de trigo ao que tem fome, oferta o alimento da palavra revestida de amor, de carinho e de fé, e se estiver ao teu alcance, faz as duas coisas.

A mente é uma lavoura de recursos sem limites, e o coração é um celeiro imensurável, que nunca se esgotará, quando movido pela fraternidade universal! Cristo, quando abria a boca, no comando das Suas ideias luminosas, tudo fazia pelas inúmeras mãos do gênio que se chama Amor. O homem atual ainda não descobriu essa força poderosa, capaz de remover o mundo e solucionar os problemas da humanidade.

Jesus o revelou na sua feição máxima, todavia, as criaturas, não suportando a luz do amor puro, criaram as divisões concernentes as necessidades de cada povo, difundindo os raios desta virtude excelente, para depois encontrar o foco energético da vida, que João Evangelista denominou de Deus, dizendo, por não achar outro termo, Deus é Amor!

E o Amor por excelência das excelências é o alimento da vida, onde todos, senão a humanidade inteira, podem comer e se fartar eternamente.

E todos comeram e ficaram fartos.


Miramez










Fonte: Cristos

sábado, 15 de agosto de 2026

Emmanuel - Livro Passos da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 38 - Se as letras bastassem



Emmanuel - Livro Passos da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 38


Se as letras bastassem


Se as letras bastassem, não teríamos as nações superalfabetizadas da Terra patrocinando o ódio e a destruição em conflitos de morte.

Se as letras bastassem, não contemplaríamos a religião detida no culto externo e a ciência tanta vez convertida em arma de extermínio, nas mãos da inteligência destrambelhada.

Se as letras bastassem, não identificaríamos o suicídio por enfermidade moral, alastrando-se, de preferência, entre as classes privilegiadas pela cultura do cérebro.

Se as letras bastassem, decerto, não seríamos defrontados, na atualidade, pela indústria crescente do aborto delituoso nos lares que a instrução e o reconforto assinalam, em muitas ocasiões, com o beneplácito de muitas autoridades humanas.

Não vale ensinar tão somente a técnica do fazer.
Necessário, antes de tudo, saber fazer para o bem de todos.

Repletar-se-ão as arcas de um povo com o ouro fácil da economia de absorção indireta, todavia, se esse povo ignora com utilizar a riqueza na exaltação da grande fraternidade que rege a vida, nessa mesma grandeza de que se orgulha encontrará os agentes letais da miséria e do desespero.

Adornar-se-á o homem com títulos respeitáveis, no campo das profissões, entretanto, se não busca movimentá-los no auxílio aos outros, nessa mesma vantagem particular surpreenderá o caminho descendente para a ruína.

Impossível dispensar a escola que ilustra o raciocínio, mas, antepondo-se a ela, é indispensável se erga no mundo a orientação que apura o sentimento.

Antes de conhecer, é forçoso compreender, a fim de que o passo da criatura não se desvie do rumo certo.

É por isso, sem dúvida, que Jesus, embora anjo entre os anjos e sábio dos sábios, preferiu manifestar-se entre os homens como sendo o Divino Mestre do coração.


Emmanuel













Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 42 - Na viagem humana



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 42


Na viagem humana


Estamos como quem atravessa mar proceloso — momentos difíceis e perigos à frente — mas Jesus permanece no leme da embarcação.

As mãos do Divino Mestre estão sobre as nossas. Confiemos.


Batuíra