sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Em Busca da Verdade - Divaldo Pereira Franco - Cap. 4 - Experiência de Iluminação - Rejubilar-se



Joanna de Ângelis - Livro Em Busca da Verdade - Divaldo Pereira Franco - Cap. 4 - Experiência de Iluminação


Rejubilar-se


O júbilo é defluente da conquista superior da saúde psicológica, por sua vez, da harmonia que deve viger entre o físico, o emocional e o psíquico.

O Pai generoso rejubila-se com o filho de volta, não considerando a sua defecção, que é tida como uma leviandade da fase juvenil, exatamente daquele período de imaturidade e de incerteza, quando ainda existem as inseguranças da infância e as perspectivas da idade adulta, sem a definição da personalidade.

É natural que, nessa busca do herói, da identificação do eixo ego-self, ocorram essas nuanças de insucesso, que levam à maturidade, de inquietação e de aprendizado, necessários ao processo de crescimento interior, desde que o conquistador esteja disposto a refazer caminhos, a reconquistar-se, superando a sombra e não se permitindo fixar na culpa.

Toda viagem interior, à semelhança daquilo que ocorre quando se viaja para fora, é uma aventura de alto significado, sendo que, as sucessivas camadas de experiências negativas que vitalizam o eu-inferior, demoníaco, geram impedimentos emocionais, dando largas a conflitos de natureza infantil, como as fugas para a lamentação, as queixas, a necessidade de colo materno.

O júbilo deve permanecer no coração de todos os indivíduos, mesmo quando enfrentando situações embaraçosas ou difíceis, pois que proporciona claridade mental, enquanto a sisudez, a mágoa, o autodesprezo podem ser considerados como revides do eu-infeliz punindo o malsucedido.

Rejubilar-se na comunhão com as propostas da vida, na convivência com as pessoas e a Natureza, consigo mesmo, constitui dever psicológico derivado da harmonia que se consegue mediante esforço e autoidentificação de valores.

A atitude do Pai misericordioso em relação ao filho arrependido deve constituir uma lição viva de comportamento que todos os indivíduos devem manter em relação àqueles que se encontram em dificuldades de qualquer natureza, auxiliando, sem exigências descabidas, sem arrogância de triunfador em face da queda do outro, de maneira edificante e estimuladora.

Quando se reprocha outrem pelo comportamento malsão, em consequência das suas ações incorretas, deve ser levado em conta que o tombado espera ajuda e não somente repreensão, buscando-se corrigir-lhe o erro, quando seja possível, sem criar-lhe conflitos de inferioridade que o podem empurrar para situações mais deploráveis.

Há uma tendência natural para a tristeza entre muitos seres humanos, que se transforma em melancolia e contribui para o desinteresse pela vida, para a falta de observância da beleza que existe em toda parte.

Esses pacientes trazem de reencarnações anteriores alguma culpa que se transformou em autopunição, trabalhando para que não experimentem alegria, inconscientemente por acreditarem que não a merecem.

Predomina-lhes, então, no comportamento, a sombra com a sua carga de negativismo, de punição...

A vida humana é um hino grandioso que exalta a grandeza do Uno em toda parte, convidando ao desenvolvimento dos valores adormecidos, do deus interno em expectativa de despertamento.

Todos os seres humanos estão comprometidos com o Universo, assinalados por um importante labor a desempenhar em qualquer situação em que se encontre.

A harmonia é resultado de muitos fatores, alguns diversos que se unem, formando um conjunto de equilíbrio.

O equilíbrio interior não significa paralisia, ausência das colisões, antes, pelo contrário, são elas que favorecem o encontro da situação ideal, após os choques inevitáveis dos processos em litígio.

Para alcançar-se, nesse aprendizado, a integridade, é necessário que ocorra o perfeito entendimento do Self pela consciência, a identificação das polaridades antes em conflito e oposição, apesar das novas aparições que se transformam em materiais inusitados a integrar.

Sempre se está crescendo durante toda a existência, em cada fase conseguindo-se novos contributos para o enriquecimento da vida psicológica.

Somente assim é possível rejubilar-se consigo mesmo, quando cada qual descobre a riqueza interior que vai acumulando, a maneira como supera as crises que surgem e as situações desafiadoras.

Cada etapa da vida, portanto, tem as suas imagens arquetípicas, os seus comportamentos e as suas conquistas, trabalhando para a vitória sobre o respectivo período que se vivência.

O Pai misericordioso rejubila-se com o retorno do filho, mas não se esquece de atrair também o outro filho, o ciumento e vingativo, que se nega a entrar em casa, evitando participar da festa de alegria, significando o eu-demoníaco.

O amor, porém, do Pai, desmascara-o, enfrenta-lhe a persona doente, e demonstra que está contente por tê-lo e que se rejubila por conviver e beneficiar-se da sua presença.

Por isso, um cabrito que lhe desse para banquetear-se com os amigos não tinha qualquer sentido, para aquele que lhe dava tudo, porquanto, assim informara: E tudo quanto é meu é teu...

A vida é um poema de júbilos.

Rejubilar-se com tudo e com todos é o passo feliz para a individuação.

Utilizar-nos-emos, em tempo, da expressão anima-us para significar a anima e o animus.


Joanna de Ângelis


















quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Emmanuel - Livro Bênção de Paz - Chico Xavier - Cap. 50 - Vigiando e orando



Emmanuel - Livro Bênção de Paz - Chico Xavier - Cap. 50


Vigiando e orando


“Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.” — PAULO (II Timóteo, 4:5)


Em nos reportando aos obreiros do Senhor recordemos que uma espécie existe que, sem dúvida trabalha e sem dúvida produz algo; entretanto, vive sempre em posição deficitária e por vezes estraga aqueles companheiros que se lhes aproximam, quando frágeis na fé.

Onde estejam, são para logo identificáveis porque servem, mas servem debaixo de condições especialíssimas, tais quais sejam:

onde querem;

como entendem;

quando se vejam dispostos;

tanto quanto se determinam;

na faixa de ação em que não se sintam incomodados;

com quem gostam;

com as ideias que lhes agradem;

com os recursos que venham a escolher;

como julgam melhor;

nas conveniências que lhes digam respeito;

desde que se lhes satisfaçam as exigências;

e desde que ninguém os critique nem contrarie.

Um companheiro assim assemelha-se a um servidor meio-sombra e meio-luz, que beneficia com a luz que derrama e prejudica com a sombra que teima em carregar.

Daí o imperativo de orarmos e vigiarmos, procurando desvencilhar-nos de toda sombra que ainda nos pesa no orçamento da alma, a fim de que nos tornemos, a pouco e pouco, em obreiros fiéis na causa do Eterno Bem, servindo ao Senhor conforme os desígnios do Senhor.


Emmanuel








(Reformador, julho 1967, página 152)

Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 7 - Tudo novo



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 7


Tudo novo


“Assim é que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” — PAULO. (2 Coríntios, 5:17)


É muito comum observarmos crentes inquietos, utilizando recursos sagrados da oração para que se perpetuem situações injustificáveis tão só porque envolvem certas vantagens imediatas para suas preocupações egoísticas.

Semelhante atitude mental constitui resolução muito grave.

Cristo ensinou a paciência e a tolerância, mas nunca determinou que seus discípulos estabelecessem acordo com os erros que infelicitam o mundo. 

Em face dessa decisão, foi à cruz e legou o último testemunho de não-violência, mas também de não-acomodação com as trevas em que se compraz a maioria das criaturas.

Não se engane o crente acerca do caminho que lhe compete.

Em Cristo tudo deve ser renovado. O passado delituoso estará morto, as situações de dúvida terão chegado ao fim, as velhas cogitações do homem carnal darão lugar a vida nova em espírito, onde tudo signifique sadia reconstrução para o futuro eterno.

É contrassenso valer-se do nome de Jesus para tentar a continuação de antigos erros.

Quando notarmos a presença de um crente de boa palavra, mas sem o íntimo renovado, dirigindo-se ao Mestre como um prisioneiro carregado de cadeias, estejamos certos de que esse irmão pode estar à porta do Cristo, pela sinceridade das intenções; no entanto, não conseguiu, ainda, a penetração no santuário de seu amor.


Emmanuel












Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Cap. 3 - Curas



Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Cap. 3


Curas


"Percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo". — (MATEUS, 4:23).


Todo desequilíbrio orgânico promana da mente, de onde vertem forças deletérias incompatíveis com a paz do corpo.

Cristo, o mensageiro da cura em todas as dimensões, prova-nos isto, percorrendo toda a Galileia, ensinando elevados preceitos, como que num preparo, ambientando as almas a pensamentos puros, para que pudessem introjetar nos organismos enfermos o magnetismo puro, emanado de seus laboratórios mentais, em conexão com a natureza, pródiga e benfeitora, a nosso dispor.

Antes de qualquer toque nos doentes, anunciava a Boa Nova, instruía-os acerca das leis de Deus, e convidava os que se curavam pela Sua magnânima presença a não pecar mais, onde deduzimos que o erro gera distúrbios no universo celular, que o reparo depende fortemente da reforma das ideias, no escaninho da mente.

Jesus tinha o dom de curar, por excelência. Foi, quando na Terra, o Maior Médium Curador, bastando somente uma ordem, uma expressão visível, para que o enfermo ficasse livre das enfermidades. Sua fama, relata-nos o apóstolo Mateus neste tópico, correu por toda a Síria, de onde vieram inúmeros enfermos de todos os tipos, e foram todos curados por Ele, além de multidões de várias cidades que O seguiam. A pregação do Evangelho tinha prioridade, antecedendo o toque ou os gestos de curar.

Nuvens de fluidos curativos contornavam a Sua personalidade, como falanges de espíritos puros, esperando a ordem do Divino Médico, na prosa famosa do "Levanta-te e anda", para que tudo fosse feito de acordo com a Sua vontade, como sendo a vontade do próprio Deus. No tocante às curas, imprescindível se faz amestrar a fé, não fugir, mas destronar a dúvida e o desânimo com o calor da esperança. Eis o Cristo como padrão, como exemplo da pureza mediúnica, traçando caminhos, estendendo convites para os novos discípulos da Boa Nova, que renasceram na Terra com a sagrada missão de curar.

Médiuns curadores! Antes de exercitar vossas faculdades de aliviar o próximo, de curar enfermidades, de consolar os desesperados, procurai em primeiro plano o reino de Deus, que para nós é a instrução.

Procurai o reino da luz, que para nós é a educação dos sentimentos. Deixai que o sol do amor invada vossos corações, ampliando, com isso, a Sabedoria, antes de tocar os enfermos. Convidai-os ao reino Evangélico, criai condições para que ele, ou eles, possam ler mensagens educativas. Fazei, se puderdes, que o doente se interesse pelas leituras que transmitem os conceitos do Mestre, principalmente as que revivem a Sua obra imortal de renovação das criaturas. É certo que o corpo deve ser curado.

Desde que têm início nas profundezas da mente, os pensamentos enfermos infernizam o organismo. As ideias desajustadas perturbam o metabolismo, colocando em deficiência o aparelho carnal, de modo que o espírito desalinha sua missão, e sofre as consequências da sua própria ignorância. De fato, a enfermidade nos desperta para a cura verdadeira, obrigando-nos a nos libertarmos pelo conhecimento da verdade. Contudo, o preço desta verdade é o suor das nossas próprias experiências.

Falamos às almas acordadas para o serviço do Bem; por isso, salientamos normas de elevados moldes de disciplina, sem que elas levem o cunho da imposição, deixando somente o convite para o estudo mais profundo das tarefas que nos foram entregues, em favor da coletividade.


Miramez















quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 7 - Compreendendo e Perdoando



Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Cap. 7


Compreendendo e Perdoando


Não maldigas o irmão que se fez instrumento para a tua dor.

Com certeza, ele ainda não conhece a luz da verdade.

Ora por ele, pedindo a Deus que o ajude.

Assim como todos nós, Ele é um enfermo espiritual, sob os cuidados de Jesus.

Amanhã, quando o véu da ignorância cair e ele enxergar a realidade, se converterá em irmão de jornada, unindo-se à grande família universal.

Vale-te do amor para enfrentar as provações de agora.

Ama e encontrarás a paz, mesmo em meio a tribulações.

Não desfaleças.

Segue confiante em Deus, amando e servindo, compreendendo e perdoando, para que a tua libertação não tarde e a felicidade, enfim, te coroe os esforços.


Irmã Scheilla

















terça-feira, 18 de agosto de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Escultores de Almas - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 10 - Migalhas



Bezerra de Menezes - Livro Escultores de Almas - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 10


Migalhas


Não olvides nosso dever de cooperação com o Senhor!

Ninguém te pede o impossível, entretanto é justo nasçam em tuas mãos, cada dia, as migalhas de amor com que o mundo se elevará, do vale da sombra aos cimos da elevação.

Lembra-te de viver a nobre prerrogativa de tua fé. Faze algo.

O Mestre não exige te convertas no refúgio de todas as crianças do mundo, mas espera que teus braços se disponham a recolher, por instantes embora, algumas dessas pobres aves humanas, sem ninho que as reconforte.

Não te reclama a cura indiscriminada de todos os enfermos da senda, no entanto, solicita do teu esforço, um caldo para o faminto, ou uma palavra de bom ânimo para o agonizante desamparado.

Não te roga assistência para todos os escravos da prova e do sofrimento que vagueiam na Terra, no entanto, aguarda de ti, um leve olhar de consolo e esperança, em favor do companheiro infortunado que precisa erguer-se e avançar.

Uma esmola de tolerância…

Uma prece…

Uma gota de bálsamo…

Uma referência fraterna…

Uma flor de carinho…

Um sorriso…

Quem será tão pobre no mundo, que nada possa dar, quando o verme é um benfeitor da terra, que produz a excelência do pão?

Detém-te, sim, na antevisão do porvir e sonda-lhe a grandeza, mas não olvides o presente, que nos cabe medir com os próprios passos!

Demora-te na contemplação das estrelas e extasia-te perante a magnitude do Universo, no entanto, não te esqueças de acender a vela humilde, ao redor de ti mesmo, para que as trevas não te senhoreiem o chão.

O oceano é uma coleção imensa de gotas d’água, e o Reino do Senhor será o conjunto das migalhas do amor que lhe possamos oferecer!

Não te faças tardio na compreensão, para que a tua felicidade brilhe mais cedo.

O Excelso Amigo espera por nós no caminho de nossos próprios irmãos.

Traze ao Benfeitor Celestial as sementes de tua vontade e, algo fazendo na tarefa renovadora, estejamos convencido de que Jesus fará o resto.


Bezerra










Emmanuel - Livro A Verdade Responde - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier - Cap. 5 - A influência do Espiritismo



Emmanuel - Livro A Verdade Responde - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier - Cap. 5


A influência do Espiritismo


A influência do Espiritismo, em verdade, à feição de movimento libertador das consciências, será precioso fator de evolução, em toda parte.

Na ciência, criará novos horizontes à glória do espírito.

Na filosofia, traçará princípios superiores ao avanço inelutável do progresso.

Na religião, estabelecerá supremos valores interpretativos, liberando a fé viva das sombras que a encarceram na estagnação e na ignorância.

Na justiça, descortinará novos rumos aos direitos humanos.

No trabalho, proporcionará justa configuração ao dever.

Nas artes, acenderá a inspiração da inteligência para os mais arrojados voos ao país da beleza.

Na cultura, desabotoará novas fontes de Luz para a civilização fatigada e decadente.

Na política, plasmará nova conceituação para a responsabilidade nos patrimônios públicos.

Na legislação, instituirá o respeito substancial ao bem comum.

E, em todos os setores do crescimento terrestre, à frente do futuro, ensinará e levantará, construindo e consolando, com a verdade a nortear-lhe a marcha redentora.

Entretanto, somente no coração é que o Espiritismo pode realmente transformar a vida.

Não basta erguer-se o homem às novas experiências de natureza exterior sem bases no sentimento.

Civilizações múltiplas hão surgido no mundo, alcançando o apogeu e descendo de novo aos sepulcros de pó e cinza.

É que lhes faltaram às fibras mais íntimas, essa fonte de água viva que só o amor puro consegue assegurar.

Conduzamos o coração às bênçãos da Doutrina Salvadora que abraçamos com o Cristo e, desse modo, a ressurreição da Terra, começando por dentro de nós, constituir-nos-á, no abençoado amanhã, o Paraíso conquistado para a nossa Alegria Perpétua em Perpétuo Esplendor.


Emmanuel