quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Queda e Ascensão da Casa dos Benefícios - Chico Xavier - 2ª Parte - Preceitos à iluminação do Espírito - Cap. 2 - Definindo rumos



Bezerra de Menezes - Livro Queda e Ascensão da Casa dos Benefícios - Chico Xavier - 2ª Parte - Preceitos à iluminação do Espírito - Cap. 2


Definindo rumos


Sofrendo, lapidaremos a individualidade para o banquete da ascensão; calando, ouviremos com perfeição a voz do Pastor que nos tomou ao despenhadeiro para o redil do trabalho edificante; agindo no bem de todos, cultivaremos a nossa própria felicidade, hoje e amanhã. (1)

Sabemos que a escola e o jardim, o gabinete e o laboratório, o lar e o asilo acompanham, com facilidade, os movimentos evolutivos do mundo, na feição exterior dos processos em que se metodizam; mas, a dor, meu amigo, é a mesma de todos os tempos. A discórdia e a perturbação, o remorso e o arrependimento, a ansiedade e a angústia não variaram na superfície da Terra até agora.

Em razão disso, não podemos reagir contra a ordem abençoada que o Alto estabeleceu para a nossa casa de amor cristão. (2)

O mundo pode apresentar variadas mudanças na configuração externa da vida, mas o sofrimento é o mesmo, a dor não acusa modificações no curso dos séculos e — por que não dizer? — também as nossas paixões permaneceram intactas no escoar de milênios, para somente se transformarem agora em boa vontade e esforço construtivo, depois da inspiração de Jesus, que nos estendeu misericordiosos braços no despenhadeiro.

Estejamos convencidos, porém, de que a nossa boa vontade é credencial de auxílio mais amplo do Céu, tanto quanto a nossa inércia espiritual representa fator de atraso no socorro divino, que, às vezes, por preguiça ou rebeldia, teimamos em não receber. (3)

Um grupo espírita é uma equipe de Jesus em ação. Equipe em que somente o propósito do Mestre Divino prevalece, na produção de amor e luz a que todas as expressões do Evangelho são chamadas. (4)

Procuremos no trabalho que o Senhor nos reserva a posição de serviço que nos é própria, nela buscando a nossa felicidade de obedecer ao Celeste Orientador.

Nem queixas, nem exigências. Nem deserção nem exclusivismo. Nem lamentação que é indisciplina, nem exame precipitado do concurso alheio que redunda em desordem.

Ajudem-se, ajudando-nos. Nossos braços e nossas mãos no esforço do bem são instrumentos para que a bondade do Cristo se expresse no amparo a nós mesmos. (5)

Renovar caminhos. Conquistar instrumentação de trabalho. Adquirir oportunidade de dispor para enriquecer as oportunidades de servir. Nesse sentido daremos tudo de nós. (6)

Evitar a incursão dos vermes, aparentemente insignificantes, da vaidade e do orgulho, do desamor e da indiferença, na leira de nossa lavoura evangélica; adubar a plantação de nossos ideais superiores e proteger os grelos tenros da boa vontade para que, em breve, possamos cooperar, mais positivamente, na provisão de paz e luz dos celeiros terrestres, constituem imperativos de nossa tarefa. (7)

A hora é de renovação e, por isso mesmo, de lances sacrificiais para cada um de nós; contudo, não temamos os percalços naturais do roteiro de quantos trabalham e servem, e avancemos de almas centralizadas naquele que nos contempla no monte da ressurreição, convidando-nos à glória da cruz. (8)

Na intimidade de nossa embarcação de amor esperamos a continuação dos nossos velhos princípios de compreensão e solidariedade, serviço e bom ânimo, fé e auxílio mútuo, fortaleza e humildade. (9)

Aqui tenho aprendido que a única riqueza trazida do mundo é aquela que entesouramos no ato de ajudar para o bem. (10)

Agora a tarefa adquire novas perspectivas, novos horizontes se desdobram. Compreendemos nós todos que estamos à frente de um mundo conturbado por extremas transições. Cada casa especialmente consagrada à Obra do Cristo e, muito particularmente as que se vinculam ao Espiritismo Cristão, sofrem hoje golpes e provações que é necessário superar, não apenas considerando a grandeza da Causa da Humanidade e do Evangelho, mas também os nossos próprios compromissos. É como se ventania arrasadora fustigasse, no mar das experiências humanas, aquelas embarcações que transportam os tesouros da luz espiritual. (11)


Bezerra de Menezes







(1) De mensagem recebida em 28.10.1949
(2) De mensagem recebida em 4.03.1951
(3) De mensagem recebida em 10.09.1953
(4) De mensagem recebida em 10.03.1954
(5) De mensagem recebida em 24.04.1957
(6) De mensagem recebida em 10.12.1966
(7) De mensagem recebida em 28.10.1949
(8) De mensagem recebida em 6.02.1951
(9) De mensagem recebida em 11.07.1952
(10) De mensagem recebida em 10.09.1953
(11) De mensagem recebida em 20.06.1964




terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Confia e Segue - Chico Xavier - Cap. 18 - Tentação



Emmanuel - Livro Confia e Segue - Chico Xavier - Cap. 18


Tentação


Somos tentados pela forças exteriores da vida, segundo as nossas necessidades de purificação interna.

Isso equivale a dizer que cada criatura sofre a tentação, conforme a natureza que lhe é própria.

Qual acontece nos domínios da Natureza em que o fogo não se alimenta de água, mas sim de combustível que se lhe afina ao modo de ser, no reino do espírito, cada um de nós entra em combinação apenas com as energias que se assemelhem às nossas.

Assim é que renascemos, habitualmente, no Plano físico, transportando conosco as deficiências individuais e os problemas domésticos que nos reclamam extinção ou ajustamento.

Espíritos entregues à usura e à crueldade, em muitas circunstâncias, ressurgem no berço de ouro, experimentando, de novo, a tentação da sovinice e do orgulho de modo a superá-los e almas cristalizadas na revolta e na indisciplina quase sempre reaparecem nos lares empobrecidos, atravessando novamente a tentação do desespero e da delinquência para vencê-los suficientemente.

Reunimo-nos através da família consanguínea, muitas vezes, com as nossas aversões mais profundas, para transformá-las em amor puro, ao preço de perdão e serviço, devotamento e renúncia, e, em todos os quadros da luta humana, somos defrontados por rudes provas que nos falam de perto às próprias necessidades, a fim de que, na sublime vitória sobre nós mesmos, saibamos buscar os cimos da vida.

Não te creias simplesmente tentado pelos outros à descida ao despenhadeiro das trevas.

Somos nós mesmos que, estendendo o fio do desejo, atraímos em nosso prejuízo ou em nosso favor as companhias que nos acrescentarão as forças para a queda nas sombras ou para a ascensão à Divina Luz.


Emmanuel









Miramez - Livro Saúde - João Nunes Maia - Pág. 141 - As Ervas e o Homem



Miramez - Livro Saúde - João Nunes Maia - Pág. 141


As Ervas e o Homem


Não podemos falar do homem saudável sem lembrar das ervas, coadjuvantes naturais na manutenção da vida na Terra, cujo energismo é de proficiente valor para o equilíbrio orgânico e mesmo psíquico, quando eles estão carentes de vigor.

O mundo celular do ser humano chega à contagem astronômica de trilhões de vidas minúsculas, pois a citologia moderna as compreende como tais. É, pois, fascinante estudar e compreender como se processa o metabolismo do soma, as mudanças moleculares, porque e para que mudam, na urgência de assegurar a harmonia do todo.

A energia que circula no sistema neuro-psíquico do corpo é viva, percorrendo todos os filamentos sensíveis do organismo, levando a mensagem distribuída pelo comando central, que se instalou no quartel-general, no topo craniano, como luz que se manifesta integrada na luz maior, que é Deus.

Existem sub-quartéis espraiados no corpo espiritual, interligados ao vaso físico, que são os centros de força, ou chakras, fortemente ajustados às glândulas endócrinas e destas ao todo celular, obedecendo ao comando da divina força do espírito.

A razão de estarmos falando das ervas é que elas também têm corpos, com determinado comando mantendo o equilíbrio com predomínio da natureza bio-energética, dentro e fora de si, guardando no seu mundo interior as bênçãos de Deus, para ajudar os homens nas suas jornadas de crescimento. Conhecê-las e utilizá-las corretamente, esta é uma das chaves para alcançar a saúde. A composição do ciclópico corpo do homem tem analogia profunda com a árvore e, como a luz que a comanda ainda está em estado de sono, a harmonia reina, porque mãos hábeis do mundo invisível lhe servem mais de perto, como a criança necessitada dos cuidados maternos.

A morada do homem anda um tanto ou quanto por si mesma e a ignorância a faz sofrer as conseqüências do mal que o espírito fez no aprendizado, no entanto, os outros reinos vêm em seu auxílio, como no caso dos medicamentos indispensáveis no estágio em que a humanidade se encontra.

As ervas são recursos valiosos, que atingem até outros corpos, além do físico, desde que a nossa sabedoria nos ensine a usá-las com o devido respeito que elas merecem.
 
À medicina oficial é, por natureza, violenta; os bioquímicos buscam combinações onde falta sintonia com o corpo físico, por isso, surgem as reações e a intolerância por determinados remédios. A rejeição dos órgãos ou do organismo é, pois, a antipatia pelo corpo estranho nele inoculado como medicamento ou no caso dos transplantes usados pela moderna medicina.

Não existem árvores que não sejam benfeitoras, nem ervas que não sejam curativas. Deus as colocou no jardim da Terra, para que os homens as descobrissem como alimentos e remédios, além de servirem de instrumento para renovação da atmosfera, que beneficia a todos.

As hortaliças são pratos saudáveis para a alimentação das criaturas na vida terrena, como também trazem consigo forças curativas.

Lembrai-vos de que a cozinha é lugar sagrado, tanto quanto o momento de refeições. Os assuntos inferiores não devem ser ventilados nesses lugares nem nessa hora de repasto, pois, o alimento fica magnetizado pelos sentimentos do cozinheiro, assim como recebe as cargas magnéticas do que pensais e sentis no momento em que vos alimentais. Comeis o que pensais e respirais os próprios sentimentos.

Amai as árvores, amai todo o mundo vegetal, que ele devolverá o amor que recebeu em saúde, para a vossa felicidade.


Miramez









Fonte: Saúde-pdf

Joanna de Ângelis - Livro Antologia Espiritual - Espíritos Diversos / Divaldo P. Franco - Cap. 28 - Olhando para trás



Joanna de Ângelis - Livro Antologia Espiritual - Espíritos Diversos / Divaldo P. Franco - Cap. 28


Olhando para trás


Respondeu-lhe Jesus: "Ninguém, tendo posto a mão ao arado e olhando para trás, é apto para o reino de Deus." (Lucas, 9:62)


Todo aquele que busca seguir Jesus, não tem passado, nem presente, apenas o futuro.

A sua é a decisão de vir-a-ser, das suas possibilidades de crescimento e de renovação interior permanente.

Surgida a oportunidade do encontro com o Mestre, nem sempre a pessoa logra desatar-se das amarras constritoras do passado.

Não raro, esse passado constitui uma terrível marca na trajetória da evolução humana.

Vive-se de recordações ingratas que o assinalaram dolorosamente; de reminiscências amargas, quando se sonhava com o amor e a ternura; de evocações dos momentos de ansiedade e amargura que se pensava seriam de bênçãos e renovação transcendente; de apelos às horas da escravidão aos gozos que se converteram em tenazes de dor, dilacerando os mais belos sentimentos...

Desfilam, então, pela mente, as frustrações e os desejos não fruídos; as decepções e os anseios que ficaram ceifados; os abandonos a que se viu relegado mil vezes, e, por tudo isto, e muito mais, não pode seguir adiante, porque se detém, olhando para trás.

Não poucos homens e mulheres, igualmente se demoram na paisagem das lembranças felizes que não retornarão.

Repassam, mentalmente, as alegrias experimentadas, que os emularam ao avanço e depois escassearam; os tesouros de ternura com que foram aquinhoados e hoje cessaram; as expectativas de realização externa, que abriam estradas emocionais para o progresso e agora se apresentam sem trânsito; as carícias que os enriqueceram de emoção e ora estão distantes; os folguedos e a juventude que já passaram...

Vivem de evocações que os mantêm olhando para trás, sem que se animem a reiniciar a marcha, a avançar com segurança.

A vida terrestre, no entanto, é impermanente.

As alegrias de agora podem ser o prenúncio de lágrimas de depois. Assim como as dores acerbas deste momento, podem significar a cirurgia da libertação para os grandes vôos do espírito.

Todo aquele que, realmente, encontra Jesus, é convidado a uma decisão; tomar da charrua do dever e, sem saudades nem ansiedades mórbidas, avançar, passo a passo, com equilíbrio.

A decisão é pessoal, que deve ser seguida pela ação.

Não é indispensável que se fuja do mundo ou se adote uma conduta ascética, severa, que inspira o ódio contra o mundo.

A posição ideal é a da neutralidade dinâmica. Isto é, viver no mundo sem que se lhe escravize. Fomentar o progresso com decisão, assumindo responsabilidades que promovam outros homens e as várias expressões da vida.

Maria de Magdala, por exemplo, tomou da charrua e recuperou a virtude que a elevou às culminâncias da doação total.

Saulo, igualmente, segurou a charrua, e, sem recordar-se do passado, carregou a sua cruz e plantou- a no monte da sublimação.

Gandhi, da mesma forma, segurou a charrua e ofereceu-se em holocausto, tornando-se uma grande luz para milhões de vidas.

Hoje como ontem a humanidade necessita de criaturas que, tomando da charrua não olhem para trás, seguindo animadas, após superadas as dificuldades habituais.

Se deséjas seguir Jesus e tornar-te pleno; se almejas a renovação e a paz através do Evangelho; se queres a glória interior sem receios nem fronteiras, toma da charrua do amor clareado pela fé e, mediante a ação da caridade, não olhes para trás.


Joanna de Ângelis










Emmanuel - Livro Justiça Divina - Chico Xavier - Cap. 68 - Ante os Espíritos puros



Emmanuel - Livro Justiça Divina - Chico Xavier - Cap. 68


Ante os Espíritos puros


Mentalizas a natureza divina dos Espíritos puros e queres partilhar-lhes o banquete de luz.

Sonhas trajar-te de esplendor e esparzir sobre os homens os dons infinitos da bondade celeste.

Entretanto, ai de nós! Espíritos vinculados ainda à Terra, somos, por enquanto, consciências endividadas, a entrechocar-nos na sombra de débitos clamorosos, compelidos ao barro das próprias imperfeições.

Apesar disso, porém, é possível começar, desde logo, a escalada ao fulgor dos cimos.

Não podes, hoje, erguer as mãos, sustando o curso da tempestade; contudo, guardas contigo os meios de asserenar a procela de dor que zurze o coração dos companheiros em sofrimento.

É impossível, de um instante para outro, transmitir para o mundo as mensagens divinatórias das supremas revelações; no entanto, bastará leve esforço e acenderás o alfabeto em muitos cérebros que tateiam na noite da ignorância.

Diligenciarias debalde, agora, materializar os entes sublimes da Esfera Superior, ante os olhos terrestres; todavia, nada te impede concretizar o caldo reconfortante para os doentes abandonados que esmorecem de fome.

Na atualidade, resultaria infrutífero qualquer empreendimento de tua parte, no sentido de alimpar o próximo verminado de chagas, pronunciando simples ordem verbal; contudo, ninguém te furta o ensejo de alentar-lhe a esperança ou lavar-lhe as feridas.

Em vão buscarias, à pressa, renovar milagrosamente o ânimo envenenado de entidades embrutecidas, transformadas em obsessores intransigentes; no entanto, consegues aliviar, em bálsamos de oração e de amor, a mente desorientada, fronteiriça à loucura.

Reflete nos Mensageiros Divinos, respeita-lhes a missão e roga-lhes apoio, na caminhada, mas não tentes obter de improviso as responsabilidades que lhes pesam nos ombros.

Não reclames para teus braços o serviço do Sol.

Cumpre os deveres que te competem.

Para isso, não te digas cansado, nem te proclames inútil.

O verme, infinitamente distante do pensamento que te coroa, é o servo esquecido que aduba a terra, para que a terra te forneça o pão.


Emmanuel









O Céu e o Inferno - 1ª Parte — Cap. VIII — Item 14.

A Humanidade não se limita à Terra; habita inúmeros mundos que no Espaço circulam; já habitou os desaparecidos, e habitará os que se formarem. Tendo-a criado de toda a eternidade, Deus jamais cessa de criá-la. Muito antes que a Terra existisse e por mais remota que a suponhamos, outros mundos havia, nos quais Espíritos encarnados percorreram as mesmas fases que ora percorrem os de mais recente formação, atingindo seu fim antes mesmo que houvéramos saído das mãos do Criador. De toda a eternidade tem havido, pois, puros Espíritos ou anjos; mas, como a sua existência humana se passou num infinito passado, eis que os supomos como se tivessem sido sempre anjos de todos os tempos.




Reunião pública de 27-10-1961.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 87 - Pondera sempre



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 87


Pondera sempre


“E o que de mim, diante de muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem a outros.” — PAULO. (2 Timóteo, 2:2)


Os discípulos do Evangelho, no Espiritismo cristão, muitas vezes evidenciam insofreável entusiasmo, ansiosos de estender a fé renovada, contagiosa e ardente. No entanto, semelhante movimentação mental exige grande cuidado, não só porque assombro e admiração não significam elevação interior, como também porque é indispensável conhecer a qualidade do terreno espiritual a que se vai transmitir o poder do conhecimento.

Claro que não nos reportamos aqui ao ato de semeadura geral da verdade reveladora, nem à manifestação da bondade fraterna, que traduzem nossas obrigações naturais na ação do bem. 

Encarecemos, sim, a necessidade de cada irmão governar o patrimônio de dádivas espirituais recebidas do Plano superior, a fim de não relegar valores celestes ao menosprezo da maldade e da ignorância.

Distribuamos a luz do amor com os nossos companheiros de jornada; todavia, defendamos o nosso íntimo santuário contra as arremetidas das trevas.

Lembremo-nos de que o próprio Mestre reservava lições diferentes para as massas populares e para a pequena comunidade dos aprendizes; não se fez acompanhar por todos os discípulos na transfiguração do Tabor; na última ceia, aguarda a ausência de Judas para comentar as angústias que sobreviriam.

É necessário atentarmos para essas atitudes do Cristo, compreendendo que nem tudo está destinado a todos. 

Os Espíritos enobrecidos que se comunicam na Esfera carnal adotam sempre o critério seletivo, buscando criaturas idôneas e fiéis, habilitadas a ensinar aos outros. 

Se eles, que já podem identificar os problemas com a visão iluminada, agem com prudência, nesse sentido, como não deverá vigiar o discípulo que apenas dispõe dos olhos corporais? Trabalhemos em benefício de todos, estendamos os laços fraternais, compreendendo, porém, que cada criatura tem o seu degrau na infinita escala da vida.


Emmanuel













Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 3 - Deus é amor



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 3


Deus é amor


Efetivamente, podes mobilizar as palavras que desejes, sacando-as, indiscriminadamente, da terminologia criada pelos homens, entretanto, em favor da própria felicidade, escolhe para teu uso pessoal, no cotidiano, aquelas que se fazem aceitáveis perante Deus.

Fácil a seleção.

Deus é Luz.

Não enfatizaremos a força das trevas, empregando frases que lhes salientem o jogo infeliz, e sim encareceremos o valor da educação que acabará por dissolver todas as cristalizações de sombras, nos domínios da ignorância.

Deus é Harmonia.

Abster-nos-emos de exaltar a discórdia, fugindo de exteriorizar recursos verbais que operem desequilíbrio e separação entre os companheiros da Humanidade, e, sem deixarmos de ser cultivadores da verdade, trabalharemos, quanto nos seja possível, na preservação da própria paz, no campo de relações uns com os outros.

Deus é Bondade.

Compreenderemos que a justiça é benemerência da vida, no entanto, reconheceremos que a justiça não atua sem misericórdia em nome da Providência Divina, e, por isso mesmo, faremos do entendimento e da compaixão nosso ambiente de cada dia.

Deus é Perdão.

Evitaremos condenar seja a quem for e, consequentemente, não nos valeremos do dicionário para engenhar mecanismos de censura ou sarcasmo e, sim, ao invés disso, articularemos imagens de fraternidade e de bênção em auxílio ao próximo, não apenas porque sejamos ainda suscetíveis ao erro, mas também porque a Sabedoria do Senhor nos transforma todos os males em valores de experiência.

Seja qual seja a forma pela qual se te apresentem as dificuldades do cotidiano, pensa no bem e faze o bem, esquecendo o mal, porque Deus é amor e em tudo quanto dissermos ou fizermos contra o amor, tentando subverter as leis do Universo e da Vida, Deus, através do tempo, dar-nos-á formal desmentido.


Batuíra