terça-feira, 12 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 63 - Na escola diária



Emmanuel - Livro Segue-me - Chico Xavier - Cap. 63


Na escola diária


“Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados…” — JESUS (Mateus, 6:34)

A paciência em si não se resume à placidez externa que estampa serenidade na face e conserva o pensamento atormentado e convulso.

Indubitavelmente, semelhante esforço da criatura, na superfície das manifestações que lhe dizem respeito, é o primeiro degrau da paciência e deve ser louvado pelo bem que espalha.

Paciência real, entretanto, não é feita de emoções negativas, dificilmente refreadas no peito e suscetíveis de explosão. Tolerância autêntica descende da compreensão e todos possuímos, no íntimo, todo um arsenal de raciocínios lógicos, a fim de garanti-la por cidadela de paz na vida interior.

Em qualquer dificuldade com que sejamos defrontados, não auferiremos efetivamente qualquer lucro, em nos impacientarmos, conturbando ou destruindo a própria resistência.

Muito aluno digno perde a prova em que se acha incurso no ensino, não pela feição do problema proposto e sim pela própria excitabilidade na hora justa da promoção.

Recordemos que a vida é sempre uma grande escola.

Cada criatura estagia no aprendizado de que necessita e cada aprendizado é clima de trabalho com oportunidade de melhoria.

Desespero é desgaste.

Irritação é prejuízo antes do ajuste.

Reflete nisso e, à frente de quaisquer empeços, acalma-te para pensar e pensa o bastante, a fim de que possas acertar com a vida e servir para o bem.


Emmanuel








(Reformador, julho de 1969, p. 148)

Emmanuel - Livro Luz Bendita - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 15 - Ânimo



Emmanuel - Livro Luz Bendita - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 15


Ânimo


Age em favor dos outros,
Sem que isso te arrase.

Lamentação que faças
Enfraquece a quem amas.

Esse tem duras provas
E precisa escorar-se.

Outro te pede auxílio
Para fortalecer-se.

Suporta qualquer sombra
Sem que a fé se te perca.

Nada te desanime,
Serve e confia em Deus.


Emmanuel









Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 29 - Recurso da bondade




Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 29 


Recurso da bondade


Você se encontra mergulhado no rio da imortalidade, do qual não conseguirá evadir-se, seja qual for o meio de que se utilize.

Seja bondoso para com você mesmo, isto é, trabalhe-se, intimamente, a fim de melhor alcançar o porto da serenidade.

A bondade é um guia de segurança para o seu êxito, na viagem da reencarnação.

Aplique a força da bondade no lar, com aqueles que o conhecem, em cuja convivência a saturação se hospedou.

Renove os clichês mentais e a conversação na intimidade doméstica, exteriorizando os recursos da bondade que modificará o clima vigente.

Você pode mudar de companhia e de lugar, todavia, se não processar a transformação íntima através da bondade que jaz latente em você, haverá, somente, uma fuga para lugar nenhum.

Adote a bondade para com as crianças, que o imitarão, produzindo renovação na sociedade do futuro, na qual se movimentarão.

Atenda com bondade os mais idosos, que dispõem de pouco tempo no corpo e necessitam de estímulos para chegarem, felizes, à meta que lhes está próxima.

Retribua com bondade a estima dos amigos que o cercam.

Ninguém pode permanecer afeiçoando-se, caso não receba do outro a resposta da bondade.

Devolva aos adversários o petardo deles transformado em ação de bondade.

Não há inimizade que suporte por muito tempo a bondade da sua vítima.

Há muita falta de bondade na Terra.

Bondade no pensar, para bem falar e melhor agir.

A bondade é moeda escassa nos depósitos de muitos sentimentos.

Com ela, você vadeará em segurança o rio da imortalidade, pois que lhe dará paciência para compreender a vida e a sua finalidade, ensejando-lhe valor para viver.

Alfredo Tennyson, o formoso poeta inglês, certo da sobrevivência, teria declarado: “Se não houver a imortalidade eu me atiro no mar”, afirmando, assim, que sem ela a vida não tem sentido, nem os valores do sentimento que devem ser comandados pela bondade, que lhe assinala a presença no homem.


Marco Prisco
















Bezerra de Menezes - Livro Bezerra, Chico e você - Chico Xavier - Cap. 42 - Na sublimidade do verbo amar (Presença da Lei)



Bezerra de Menezes - Livro Bezerra, Chico e você - Chico Xavier - Cap. 42


Na sublimidade do verbo amar 
(Presença da Lei)


Os textos evangélicos nos confirmam sempre os imperativos inolvidáveis que fulguram por ápices do caminho de ascensão para a Vida Imperecível:

“amai” ("Ao qual vós amais, posto que o não vistes; no qual vós credes, posto que o não vedes ainda agora; mas crendo, exultais com uma alegria inefável e cheia de glória." - Pedro, 1:8)

“amar sempre” ("Aquele que não ama, não conhece a Deus; porque Deus é caridade." - João, 4:8)

“amemos” ("Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade vem de Deus. E todo o que ama, é nascido de Deus e conhece a Deus. - João, 4:7)

“ama o próximo como a ti mesmo” ("Não procures vingar-te, nem te lembrarás da injúria de teus concidadãos. Amarás a teu amigo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor." - Levítico, 19:18)

“que amemos incessantemente” ("Fazendo puras as vossas almas na obediência da caridade, no amor da irmandade, com sincero coração amai-vos intensamente uns aos outros." - Pedro, 1:22)

“o amor nos cobre a multidão das faltas”… ("E antes de todas as coisas, tende entre vós mesmos mutuamente uma constante caridade, porque a caridade cobre a multidão dos pecados." - Pedro, 4:8)

E ensinando-nos o verbo sublime, a plataforma do Cristo é inconfundível.

Entretanto, quase sempre, somos aqueles filhos de Deus na Terra buscando “ser amados” e, comprazendo-nos nisso, as dificuldades se nos ampliam constantemente.

Falamos a vós outros, de modo geral; conhecendo embora os anseios pessoais multiformes que nos caracterizam.

Se possível, seríamos, com a maior satisfação, aquele mensageiro das boas novas, de ordem particular, para cada um dos corações amigos que se congregam conosco para os mesmos objetivos.

Ainda assim, queridos amigos, urge considerar que a mensagem do Evangelho nos serve a todos.

Cada qual de nós pode retirar dela as derivações construtivas de que necessitamos para a edificação íntima a que nos cabe atender.

Amemos e penetraremos os pórticos das realizações que demandamos na caminhada espiritual.


Bezerra








(De mensagem recebida em 18.11.1972.)

Fonte: 


Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo Pereira Franco - Cap. 9 - Oportunidade



Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo Pereira Franco - Cap. 9


Oportunidade


628. Por que a verdade não foi sempre posta ao alcance de toda a gente?

“Importa que cada coisa venha a seu tempo. A verdade é como a luz: o homem precisa habituar-se a ela, pouco a pouco; do contrário, fica deslumbrado.“ (O Livro dos Espíritos)


Para que o mundo apresente no futuro os sinais característicos da Era Nova do Espírito, em que a verdade se possa expressar livremente, é indispensável que você se integre no real programa das realizações enobrecedoras desde agora.

Não há por que deixar passar a oportunidade sem cumprir com o seu dever. Você pode identificar o momento do serviço que lhe cabe executar.

Com pouco é possível fazer muito. Menos faz aquele que nada faz.

A chuva atende ao solo, a bondade socorre o coração. A luz vitaliza a vida, a caridade levanta o mundo.

No clamor da multidão, cale-se e ajude. O húmus sustenta a seiva da planta, o amor mantém a vida...

Entre as perturbações emocionais dos outros, ouça e socorra. Quando você se incline para o caminho do amor a todas as criaturas, já opera a realização que retardava.

Desperte para o labor santificante. Acorde para edificar.

Esclareça-se, e dilatará a claridade dos tempos novos. Na esfera complexa da Humanidade inteira, a sua voz é débil murmúrio; no entanto, as suas ações são hinos de alta expressão.

Vive a sociedade com o tônus da sua mente. 

Dilata-se o crime com a conivência do seu desinteresse.

Habitue-se às oportunidades de contribuir vigorosamente para a Era Nova da Verdade, em cujo caminho seguem, desde hoje, os seus pés, sem "ficar deslumbrado" e, consequentemente, inútil, no concerto geral.


Marco Prisco












Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 36 - Referências Encomiásticas



Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 36


Referências Encomiásticas 
(A serviço de Jesus)


"Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem; porque o trabalhador é digno do seu salário. Não andeis de casa em casa."  — (Lucas, 10:7)


Agredido pela pedrada rude com que a impiedade zurze a sua malquerença ante o bem em triunfo, não desfaleças na desincumbência do ideal.

O petardo que te alcança, mesmo ferindo a sensibilidade da tua alma ou rasgando a tecedura fisiológica do teu corpo, é bênção de que podes retirar incalculáveis resultados opimos.

O agressor é sempre alguém em aturdimento, de que a Lei muitas vezes se utiliza a fim de chamar-te a atenção e situar-te no devido lugar de trabalhador da Causa das minorias do Evangelho.

Perigoso, entretanto, na tarefa a que doas o melhor dos teus sentimentos, é a referência encomiástica, exaltada e perturbadora.

Semelhante a punhal disfarçado em veludo, penetra-te e aniquila as tuas decisões superiores, fazendo-te desfalecer.

E comparável a veneno perigoso em taça de cristal transparente. Chega-se aos lábios da alma pruduzindo imediata intoxicação.

Necessário colocar-te em atitude de defesa contra os que aplaudem, os que enaltecem, os que, momentaneamente iludidos, podem transformar os teus sentimentos que aspiram à paz, em perturbações que desejam a glória efêmera.

Sabes pela experiência que o bom amigo traduz os seus sentimentos invariavelmente pelo testemunho da solidariedade silenciosa, da ação produtiva e do amparo fraternal, do que mediante as palavras explosivas, carregadas de lisonja.

O júbilo que explode no momento de exaltação também se converte em máscara de ira no momento de desgraça.

Poderás identificar o apoio ou a ressalva, o acerto ou o equívoco dos teus cometimentos se te exercitares no hábito salutar da reflexão e do exame das atividades encetadas.

"O bom trabalhador", disse Jesus, "é digno do seu salário. " E o salário de quem trabalha com o Cristo é a paz da consciência correta.

O lídimo cristão sabe que tudo quanto faça nada faz, em considerando a soma volumosa de bênçãos que usufrui quando nas tarefas do Senhor.

Não te deixes, portanto, perturbar pela balbúrdia dos companheiros aturdidos, de palavras fáceis, gestos comovidos que te trazem o encômio vulgar, instru mentos, quiçá, de mentes levianas da Espiritualidade inferior interessadas na tua soberba e na tua queda.

Vigia as nascentes donde procedem o elogio e não o apliques a ninguém, nem te facultes recebê-lo de ninguém.

É verdade que todos necessitam do estímulo.

Entre o estímulo sadio e a palavra enganosa medeia uma grande distância. Poderás incutir no teu amigo o estímulo de queele precisa.

Um gesto de ternura numa expressão da face em júbilo edificante, mediante a palavra bem dosada com expressões de equilíbrio, terçando armas ao lado, quando ele necessita de alguém e participando com ele da experiência da fé, no amanho do solo dos corações com o arado da caridade e a perseverança do tempo, são atestados inequívocos de aplauso nobre.

Encômios, Jesus, o modelo excepcional de todos nós, nunca recebeu dos que O cercavam.

A dúvida, porém, a suspeição rude, a injunção negativa, a coroa de espinhos, o cetro do ridículo, o manto da chocarrice e a cruz da ignomínia sim, Ele os aceitou em silêncio, e, não obstante, representava a Verdade máxima que jamais a Terra recebera.

Não pretendas, a serviço d’Ele, superá-lo sem lograr sequer o que Ele jamais almejou: o triunfo equivocado das criaturas humanas.

Preserva-te nos postulados e tarefas do bem e ocorra quanto ocorrer, sê- Lhe fiel sem fantasias, sem enganos e sem aceitar as expressões encomiásticas que a tantos tem iludido e derrubado no cumprimento do dever.


Joanna de Ângelis













Joanna de Ângelis - Livro Rumo à Verdade - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5 - Divina Lei



Joanna de Ângelis - Livro Rumo à Verdade - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5


Divina Lei


Comenta-se a vida do Mestre e decanta-se a Excelência da Sua mensagem, tendo-O longe do coração.

Como efeito, repontam cruéis as turbulências e as desavenças, por nonadas, por caprichos infantis e enfermiços, ameaçando as estruturas da sociedade e as Obras de dignificação humana.

Tem cuidado com as desavenças, não te tornando instrumento delas!

Resguarda-te das informações infelizes e liberta-te das suspeitas injustificáveis que te levam a reagir, quando deverias agir com tolerância e compreensão fraternal.

As pessoas são conforme conseguem, e de igual maneira como não tens podido domar as tuas más inclinações, também elas não se podem modificar de um para outro dia.

Racionaliza as ocorrências desagradáveis que te alcançam e não acumules mágoas.

Não sejas fator de turbulência, de perturbação, de desavenças na esfera de ação em que operas.

Não censures o ausente responsável pelo teu mal-estar, gerando inquietação e desrespeito, dando lugar a comentários desairosos.

Aproveita o desafio para vencer-te, para dulcificar-te, para ser feliz.

Distende tua imensa ternura, desarmando-te de prevenções, e nada de mal te acontecerá.

Tenta compreender teu irmão e concede-te a bondade para com ele, como o Senhor da Vida o faz em relação à tua condição de Espírito em luta.

Aconselha, orienta e se por acaso alguém se te apresenta na condição de inimigo, permanece tranqüilo, porque o conflito é dele, nunca, porém, tornando-te inimigo.

Nada fica oculto à Lei Divina.

Ora e vigia.


Joanna de Ângelis