segunda-feira, 15 de junho de 2026

Marco Prisco - Livro Momentos de Decisão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 25 - Autoauxílio



Marco Prisco - Livro Momentos de Decisão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 25


Autoauxílio

 
"Porque vós mesmos sabeis como deveis imitar-nos; pois que não vivemos desregrados entre vós." — PAULO (II Tessalonicenses, 3:7)


Descontraia os músculos da face e permita-se uma agradável expressão.

Carranca não expressa siso, mas tormento.

Condimente sua verdade com palavras de cortesia.

Mesmo a gema preciosa, quando atirada à face de alguém, sem revestimento protetor, faz-se detestada.

Corrija a agressividade do semblante.

O dardo de um olhar violento fere tanto quanto,

Module a voz de modo a tomá-la agradável.

A primeira impressão num diálogo, muitas vezes decide os resultados do tentame.

Sorria, após cultivado o otimismo, como terapêutica de felicidade.

A vida é bênção divina. Necessário louvá-la.

Não se trata de construir aparência.

Nem tão pouco exercício para a técnica da simulação.

Quem treina a cordialidade, surpreende-se com a alegria.

Todos vivem conforme se concentram nos painéis interiores.

Coloque cor e sol nas suas paisagens íntimas e perceberá que todo aquele que ama a claridade transita em contínuo dia.

Ajude-se a fim de que a vida o ajude a triunfar.


Marco Prisco











Neio Lúcio - Livro Alvorada Cristã - Chico Xavier - Cap. 45 - O anjo da limpeza



Neio Lúcio - Livro Alvorada Cristã - Chico Xavier - Cap. 45


O anjo da limpeza


Adélia ouvira falar em Jesus e tomara-se de tamanha paixão pelo Céu que nutria um desejo único, — ser anjo para servir ao Divino Mestre.

Para isso, a boa menina fez-se humilde e crente, e, quando se não achava na escola em contato com os livros, mantinha-se na câmara de dormir em preces fervorosas.

Cercava-se de lindas gravuras, em que os artistas do pincel lembram a passagem do Cristo entre os homens, e, em lágrimas, repetia: — “Senhor quero ser tua! Quero servir-te!…”

A mãezinha, em franca luta doméstica, embalde convidava-a aos serviços da casa. Adélia sorria, abraçava-se a ela e reafirmava o propósito de preparar-se para a companhia do Divino Amigo.

A bondosa senhora, observando que o ideal da filha só merecia louvores, deixava-a em paz com os estudos e orações de cada dia.

Meses correram sobre meses e a jovem prosseguia inalterável.

Orando sempre, suplicava ao Senhor a transformasse num anjo.

Decorridos dois anos de rogativas, sonhou, certa noite, que era visitada pelo Mestre Amoroso.

Jesus envolvia-se em vasta auréola de claridade sublime. A túnica luminosa, a cair-lhe dos ombros com graça e beleza, parecia de neve coroada de sol.

Estendendo-lhe a destra compassiva, o Cristo observou-lhe:

— Adélia, ouvi tuas súplicas e venho ao teu encontro. Desejas realmente servir-me?

— Sim, Senhor! — Respondeu a pequena; inflamada de comoção jubilosa, convencida de que o Salvador a conduziria naquele mesmo instante para o Céu.

— Ouve! — Tornou o Mestre, docemente.

Ansiosa de pôr-se a caminho do paraíso, a jovem replicou, reverente:

— Dize, Senhor! Estou pronta!… Leva-me contigo, sinto-me aflita para comparecer entre os que retêm a glória de servir-te no Plano celestial!…

O Cristo sorriu, bondoso, e considerou:

— Não, Adélia. Nosso Pai não te colocou inutilmente, na Terra. Temos enorme serviço neste mundo mesmo. Estimo tuas preces e teus pensamentos de amor, mas preciso de alguém que me ajude a retirar o lixo e os detritos que se amontoam, não longe de tua casa. Meninos cruéis prejudicaram a rede de esgoto, a pequena distância do teu lar. Aí se concentra perigoso foco de moléstias, ameaçando trabalhadores desprevenidos, mães devotadas e crianças incautas. Vai, minha filha! Ajuda-me a salvá-los da morte. Estarei contigo, auxiliando-te nessa meritória tarefa.

A menina preocupada quis fazer perguntas, mas o Mestre afastou-se, de leve…

Acordou sobressaltada. Era dia.

Vestiu-se à pressa e procurou a zona indicada. Corajosa, muniu-se de desinfetantes, armou-se de enxada e vassoura, pediu a contribuição materna, e o foco infeccioso foi extinto.

A discípula obediente, todavia, não parou mais.

Diariamente, ao regressar da escola, punha-se a colaborar com a mamãe, em casa, zelando também quanto lhe era possível pela higiene das vias públicas e ensinando outras crianças a serem tão cuidadosas quanto ela mesma. Tanto trabalhou e se esforçou que, certo dia, o diretor do grupo escolar lhe conferiu o título de Anjo da Limpeza. Professoras e colegas comemoraram festivamente o acontecimento.

Chegada a noite, dormiu contente e sonhou que Jesus vinha encontrá-la, de novo.

Nimbado de luz, abraçou-a, com ternura, e disse-lhe brandamente:

— Abençoada sejas, filha minha! Agora, que os próprios homens te reconhecem por benfeitora, agradeço-te os serviços que me prestas diariamente. Anjo da Limpeza na Terra, serás Anjo de Luz no Paraíso.

Em lágrimas de alegria intensa, Adélia despertou, feliz, compreendendo, cada vez mais, que a verdadeira ventura reside em colaborar com o Senhor, nos trabalhos do bem, em toda parte.


Neio Lúcio












domingo, 14 de junho de 2026

Emmanuel - Livro da Esperança - Chico Xavier - Cap. 60 - Tais quais somos



Emmanuel - Livro da Esperança - Chico Xavier - Cap. 60


Tais quais somos


“Nem todo o que me diz: Senhor! Senhor! entrará no Reino dos Céus mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus.” — JESUS (Mateus, 7:21)

"Nem dirão: Ei-lo aqui; ou, ei-lo ali. Porque eis que o Reino de Deus está dentro de vós." (LUCAS,  17:21)

“Será bastante trazer a libré do Senhor para ser-se fiel servidor seu? Bastará dizer: Sou cristão, para que alguém seja um seguidor de Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras.” — Cap. XVIII, 16

Declaras-te no sadio propósito de buscar evolução e aprimoramento, luz e alegria, entretanto, em várias ocasiões, estacas, recusando a estação de experiência e resgate em que ainda te vês.

Deitas aflitivo olhar para fora e, frequentemente, cobiças sem perceber, as condições de amigos determinados, perdendo valioso tempo em descabidas lamentações.

“Se eu contasse com mais saúde…” — alegas em tom amargo.

Em corpos enfermos, todavia, há Espíritos que entesouram paciência e coragem, fortaleza e bom ânimo, levantando o padrão moral de comunidades inteiras.

“Se eu conseguisse um diploma distinto…” — afirmas com menosprezo a ti próprio.

Não te é lícito desconhecer, porém, que o dever retamente cumprido é certificado dos mais nobres, descerrando-te caminho às conquistas superiores.

“Se eu tivesse dinheiro…” — reclamas, triste.

Mas esqueces-te de que é possível socorrer o doente e abençoar o próximo, sem acessórios amoedados.

“Se eu possuísse mais cultura…” — asseveras, mostrando verbo desapontado.

E não te aplicas ao esmero de lembrar que nunca existiram sábios e autoridades, sem começos laboriosos e sem ásperas disciplinas.

“Se eu alcançasse companheiros melhores…” — dizes, subestimando o próprio valor.

Entretanto, o esposo transviado e a esposa difícil, os filhos-problemas e os parentes complicados, os colaboradores incipientes e os amigos incompletos são motivos preciosos do teu apostolado individual, na abnegação e no entendimento, para que te eleves de nível, ante a Vida Maior.

Errados ou inibidos, deficientes ou ignorantes, rebeldes ou faltosos, é necessário aceitar a nós mesmos, tais quais somos, sem acalentar ilusões a nosso respeito, mas conscientes de que a nossa recuperação, melhoria, educação e utilidade no bem dos semelhantes, na sustentação do bem de nós mesmos, podem principiar, desde hoje, se nós quisermos, porquanto é da Lei que a nossa vontade, intimamente livre, disponha de ensejos para renovar o destino, todos os dias.

Ensinou-nos Jesus que o Reino de Deus está dentro de nós. 

Fujamos, pois, de invejar os instrumentos de trabalho e progresso que brilham na responsabilidade dos outros. Para superar as dificuldades e empeços de nossos próprios limites, basta abrir o coração ao amor e aproveitar os recursos que nos enriquecem as mãos.


Emmanuel









(Reformador, fevereiro de 1963, p. 40)

sábado, 13 de junho de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Rumos Libertadores - Divaldo Pereira Franco - Cap. 2 - Entusiasmo e ação consciente



Joanna de Ângelis - Livro Rumos Libertadores - Divaldo Pereira Franco - Cap. 2


Entusiasmo e ação consciente
 

(Estudo: *Cap. I — Item 10.)

O êxito que te explode n'alma em canção de alegria, não te constitua fermento de vaidade. Recorda o ensino de Jesus, quando afirma: "Digno é o trabalhador do seu salário", estimulando-te a produzir mais.

Os comovedores resultados que se te manifestam, em razão do dever bem cumprido, não se te transformem em perniciosa autossuficiência. Medita no conceito do Mestre, ao asseverar: "Mais se pedirá àquele que mais recebeu".

Os aplausos que te servem de medida para avaliação do labor que ofertas, não se te transformem em emulação à soberbia. Tem em mente a lição do Cristo, quando esclarece: "Os primeiros serão os últimos".

A emoção dos amigos que te cercam de carinho, mimoseando tua alma em face dos compromissos retamente atendidos; não devem conduzir-te à invigilância. Atenta para a palavra do Divino Amigo, quando adverte: "Quem desejar ser o maior, faça-se o servo do menor entre todos".

As palavras encomiásticas que soam aos teus ouvidos, expressando o entusiasmo daqueles que participam da tua realização cristã, não se te transformem em bafio pestilento ou morbo anestesiante da razão. Fixa a sábia palavra do Excelso Benfeitor, a esclarecer: "Quando eu for erguido (na cruz) atrairei todos a mim".

A excitação, que decorre dos primeiros tentames bem sucedidos, não te sirvam de impulso para a precipitação intempestiva, através de labores que estão acima das tuas possibilidades. Reflexiona na grave advertência do Filho de Deus, quando exclama: "A cada dia bastam os seus males".

A aparente chegada ao ápice das atividades abraçadas não te expresse o momento de parar para o falso justo repouso. Aprofunda-te na oportuna mensagem do Construtor sublime, quando afiança: "O Pai até hoje trabalha e eu também trabalho".

Os elogios, com que comentam os teus feitos, não se convertam em pressupostas verdades para ti. Pensa no lapidar ensinamento do Senhor, quando acentua: "Estreito é o caminho da salvação e apertada é a porta".

Na alegria ou na tristeza consulta os "ditos de Jesus", a fim de que não te equivoques, nem enganes a ninguém.

O investimento em favor da tua libertação espiritual é para toda a vida.

O êxito passa, os aplausos cessam, os júbilos transitam, os encómios se transferem de ídolos, a emoção exacerbada cansa, as alturas atemorizam, porém, a ação incessante e silenciosa do bem não produz amargura nem decepciona jamais, prosseguindo como termômetro capaz de medir a temperatura moral do bom servidor e dar-lhe a necessária qualidade do seu esforço.

Se te sentes ligado ao bem em favor do teu próximo, não te deixes corromper pelas transitórias fantasias, nem induzas pessoa alguma ao erro, mediante as técnicas da mentira ou da insinuação infeliz.

Cumpre com o teu dever, ignorando as bajulações equivocadas e insistindo em reconhecer que sem o Cristo nada és, nada significas, n'Ele tudo podendo, conforme Paulo declarava com formosa humildade e convicção.


Joanna de Ângelis










*O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - Cap. I — Não vim destruir a Lei

10. Um dia, Deus, em sua inesgotável caridade, permitiu que o homem visse a verdade varar as trevas. Esse dia foi o do advento do Cristo. Depois da luz viva, voltaram as trevas. Após alternativas de verdade e obscuridade, o mundo novamente se perdia. Então, semelhantemente aos profetas do Antigo Testamento, os Espíritos se puseram a falar e a vos advertir. O mundo está abalado em seus fundamentos; reboará o trovão. Sede firmes!

O Espiritismo é de ordem divina, pois que se assenta nas próprias leis da natureza, e estai certos de que tudo o que é de ordem divina tem grande e útil objetivo. O vosso mundo se perdia; a ciência, desenvolvida à custa do que é de ordem moral, mas conduzindo-vos ao bem-estar material, redundava em proveito do espírito das trevas. Como sabeis, cristãos, o coração e o amor têm de caminhar unidos à ciência. O reino do Cristo, ah! passados que são dezoito séculos e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não veio. Cristãos, voltai para o Mestre, que vos quer salvar. Tudo é fácil àquele que crê e ama; o amor o enche de inefável alegria. Sim, meus filhos, o mundo está abalado; os bons Espíritos vo-lo dizem sobejamente; dobrai-vos à rajada que anuncia a tempestade, a fim de não serdes derribados, isto é, preparai-vos e não imiteis as virgens loucas, que foram apanhadas desprevenidas à chegada do esposo.

A revolução que se apresta é antes moral do que material. Os grandes Espíritos, mensageiros divinos, sopram a fé, para que todos vós, obreiros esclarecidos e ardorosos, façais ouvir a vossa voz humilde, porquanto sois o grão de areia; mas, sem grãos de areia, não existiriam as montanhas. Assim, pois, que estas palavras “Somos pequenos” — careçam para vós de significação. A cada um a sua missão, a cada um o seu trabalho. Não constrói a formiga o edifício de sua república e imperceptíveis animálculos não elevam continentes? Começou a nova cruzada. Apóstolos da paz universal, e não de uma guerra, modernos São Bernardos, olhai e marchai para frente; a lei dos mundos é a do progresso.

11. Santo Agostinho é um dos maiores vulgarizadores do Espiritismo. Manifesta-se quase por toda parte. A razão disso, encontramo-la na vida desse grande filósofo cristão. Pertence ele à vigorosa falange dos Pais da Igreja, aos quais deve a cristandade seus mais sólidos esteios. Como vários outros, foi arrancado ao paganismo, ou melhor, à impiedade mais profunda, pelo fulgor da verdade. Quando, entregue aos maiores excessos, sentiu em sua alma aquela singular vibração que o fez voltar a si e compreender que a felicidade estava alhures, que não nos prazeres enervantes e fugitivos; quando, afinal, no seu caminho de Damasco, também lhe foi dado ouvir a santa voz a clamar-lhe: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” exclamou: “Meu Deus! Meu Deus! perdoai-me, creio, sou cristão!” E desde então tornou-se um dos mais fortes sustentáculos do Evangelho. Podem ler-se, nas notáveis confissões que esse eminente Espírito deixou, as características e, ao mesmo tempo, proféticas palavras que proferiu, depois da morte de Santa Mônica: Estou convencido de que minha mãe me virá visitar e dar conselhos, revelando-me o que nos espera na vida futura. Que ensinamento nessas palavras e que retumbante previsão da doutrina porvindoura! Essa a razão por que hoje, vendo chegada a hora de divulgar-se a verdade que ele outrora pressentira, se constituiu seu ardoroso disseminador e, por assim dizer, se multiplica para responder a todos os que o chamam.

Erasto, discípulo de S. Paulo.
Paris, 1863.










sexta-feira, 12 de junho de 2026

Emmanuel - Livro Pronto Socorro - Chico Xavier - Cap. 22 - Mundo pessoal



Emmanuel - Livro Pronto Socorro - Chico Xavier - Cap. 22


Mundo pessoal


Totalizando milhões de mundos o Universo é a Criação Perfeita de Deus.

Não olvides, porém, que pessoalmente estás em teu mundo próprio.

Sentes e pensas.

Mentalizas e crias.

Crias e ages.

Tens contigo aquilo que produzes.

Reflitamos nisso e perceberás que dor e alegria, discórdia e paz, temor e encorajamento, na origem, dependem exclusivamente de nós.


Emmanuel









Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 46 - Quem és?



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 46


Quem és?


“Há só um Legislador e um Juiz que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?” — (TIAGO, 4:12)


Deveria existir, por parte do homem, grande cautela em emitir opiniões relativamente à incorreção alheia.

Um parecer inconsciente ou leviano pode gerar desastres muito maiores que o erro dos outros, convertido em objeto de exame.

Naturalmente existem determinadas responsabilidades que exigem observações acuradas e pacientes daqueles a quem foram conferidas. 

Um administrador necessita analisar os elementos de composição humana que lhe integram a máquina de serviços.   

Um magistrado, pago pelas economias do povo, é obrigado a examinar os problemas da paz ou da saúde sociais, deliberando com serenidade e justiça na defesa do bem coletivo. 

Entretanto, importa compreender que homens, como esses, entendendo a extensão e a delicadeza dos seus encargos espirituais, muito sofrem, quando compelidos ao serviço de regeneração das peças vivas, desviadas ou enfermiças, encaminhadas à sua responsabilidade.

Na estrada comum, no entanto, verifica-se grande excesso de pessoas viciadas na precipitação e na leviandade.

Cremos seja útil a cada discípulo, quando assediado pelas considerações insensatas, lembrar o papel exato que está representando no campo da vida presente, interrogando a si próprio, antes de responder às indagações tentadoras: “Será este assunto de meu interesse? Quem sou? Estarei, de fato, em condições de julgar alguém?”


Emmanuel














quinta-feira, 11 de junho de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Rumos Libertadores - Divaldo Pereira Franco - Prefácio - Rumos Libertadores



Joanna de Ângelis - Livro Rumos Libertadores - Divaldo Pereira Franco - Prefácio


Rumos Libertadores


"Homens, irmãos a quem amamos, aqui estamos junto de vós. Amai-vos, também, uns aos outros e dizei do fundo do coração, fazendo as vontades do Senhor... a podereis entrar no reino dos Céus". (O Espírito de Verdade - Prefácio) 

Após as jornadas promovidas pelos homens na direção da lua como de outros planetas do Sistema Solar, procurando as respostas legítimas para os complexos problemas sobre as origens do ser e sua evolução, novos desafios surgem propondo respostas urgentes, sem que, no entanto, as mentes armadas para as conquistas de fora logrem encontrar as soluções urgentes para as suas inquietações íntimas.

Nas viagens habituais sempre se defrontam com rumos variados, que se multiplicam, conduzindo a lugares diversos conforme o veículo que se escolhe e o local de destino para onde se segue.

Há rumos que conduzem aos altiplanos onde se desdobram, imensas, as paisagens ricas de beleza e infinito.

Há rumos que levam às ásperas e tortuosas baixadas onde proliferam miasmas, sombras e morte.

Há rumos em dédalos que transportam para lugares nenhuns, produzindo fundas decepções.

Rumos e rumos!

Uns, são rumos que escravizam, e outros, rumos libertadores.

Faz-se imperioso saber-se qual a meta que se persegue, a fim de escolher-se o rumo por onde avançar.

Helen Keller, não obstante cega, surda e muda, escolheu o rumo da iluminação interior e, saindo da amargura em que se poderia emparedar, alienando-se, encontrou a alegria de viver, ensinando a técnica da felicidade para todos.

Eichmann, portador de expressiva cultura e dotado de um físico excelente, vitimado pela paixão de preservar uma pseudo raça superior, elegeu o rumo do extermínio de seis milhões de judeus.

Rumos antigos, rumos modernos!

Maria de Magdala, atendida por Jesus, tomou o rumo libertador que a conduziu à madrugada da ressurreição e, posteriormente, aos sublimes cimos da Vida.

Judas, embora carinhosamente assistido pelo Mestre, deixou-se arrastar por injustificável precipitação, seguindo o funesto rumo do suicídio infeliz.

O Evangelho tem sido, através dos tempos, o mais seguro rumo de libertação interior de que se tem notícia.

Muitos discípulos desatentos, manipulando-o, embora habilmente, não o seguem, perdendo o rumo e complicando a existência, que poderiam utilizar proveitosamente.

Cuida-te ao escolheres o caminho por onde avançar.

Roteiros há que terminam em lugares sem saída e outros que conduzem a amplas regiões de paz.

Vê qual o rumo que pretendes tomar e elege a via da libertação.

Não postergues a tua decisão superior.

Reunimos neste livro vários rumos libertadores, conforme as circunstâncias em que os problemas e dificuldades se apresentem, como contribuição para segura movimentação no trânsito carnal.

As páginas que se irão ler foram inspiradas nos preciosos ensinamentos insertos em "O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, por considerá-lo verdadeira bússola, apontando o rumo seguro para todos candidatos e aspirantes ao reino dos Céus, de que nos fala Jesus. 

Estes são roteiros simples e confortadores, apresentados à guisa de colaboração aos estudantes da formosa Doutrina Espírita, que é verdadeiro Renascimento do Cristianismo, numa hora grave e difícil qual a que ora se vive no planeta entre aturdimentos, ansiedades e frustrações...

Singelas sugestões, cada um as examinará, conforme suas próprias emoções, as circunstâncias que se apresentam, os interesses e objetivos que defronte na conjuntura reencarnacionista.

Constituem modestos contributos que resultam de acuradas reflexões e de informações que colhemos, do lado de cá na sabedoria de abnegados Instrutores Espirituais encarregados de promover o homem e o progresso da Terra, conforme as augustas diretrizes do Mestre Insuperável.

Rogando escusas ao leitor pela simpleza da forma e modéstia de conteúdo do presente, trabalho, suplicamos ao Excelso Condutor que nos abençoe e nos guie pelo Seu rumo libertador em paz e segurança.


Joanna de Ângelis

Paramirim, Bahia, 27 de fevereiro de 1978.