domingo, 11 de outubro de 2026

Emmanuel - Livro Espera Servindo - Chico Xavier - Cap. 14 - Posses



Emmanuel - Livro Espera Servindo - Chico Xavier - Cap. 14


Posses


Dinheiro, corpo e tempo,
Busca usá-los no bem.

Transfere-se a fortuna
De uma casa à outra casa.

O corpo se desgasta
Na passagem do tempo.

Patrimônios que ajuntes
Deixarás entre heranças.

Segundo as Leis de Deus,
Tens somente o que dás.

O que deres aos outros
É o que terás contigo.


Emmanuel












Emmanuel - Livro Espera Servindo - Chico Xavier - Cap. 3 - Chamados para atender



Emmanuel - Livro Espera Servindo - Chico Xavier - Cap. 3


Chamados para atender


Antes de apontar os obstáculos, escuta a voz da vida, que te fala sem palavras, nas ocorrências do dia a dia.

Aquele que já consegue perceber as necessidades dos outros está sendo chamado para atendê-las.


Emmanuel











Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. VI - João Nunes Maia - Cap. 3 - Escolha das provas



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. VI - João Nunes Maia - Cap. 3


Escolha das provas


258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?

“Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”

a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?

“Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.” (O Livro dos Espíritos)


A razão nos convida a apreciar com profundidade esse assunto de escolha de provas, quando o Espírito está na erraticidade. Temos o livre-arbítrio, mas em uma escala progressiva, e até certo ponto, porque Deus é quem comanda tudo, dentro da Sua autoridade total.

O Espírito pode escolher as provas que haverá de enfrentar na Terra, mas, quando passa dos limites, quando a sua usura, o seu orgulho falam mais alto do que as suas necessidades de se educar, a mão de Deus intervém, dando-lhe o que pode suportar e que lhe serve de aprendizado. É, pois, engenhosa essa escolha; nem sempre a alma pode escolher o que quer, porque por vezes não sabe optar pelo que realmente lhe convém.

No caso de Espíritos envolvidos nas paixões inferiores, que se encontram na inconsciência do que devem escolher, certamente que esses não podem programar as suas provas, assim como a criança, o velho esclerosado ou o retardado mental não podem sair para as ruas à hora que desejarem.

Para esse trabalho de escolha e assistência, aos reencarnantes, Deus colocou falanges e mais falanges de anjos benfeitores, conscientes de seus deveres ante os necessitados.

Nunca se pode generalizar esses casos de escolhas; elas são variadas, de acordo com o reencarnante, e muitos Espíritos, já com categoria espiritual elevada, pedem conselhos aos Espíritos que os guiam nas escolhas das suas provas, sobre a família e o meio social em que deverão reencarnar. São almas que desejam acertar e não querem negligenciar nas diretrizes do bem e da verdade, e ainda pedem aos seus mentores espirituais para avisar-lhes sobre os perigos, no momento em que estiverem à beira do abismo. São Espíritos com a maturidade que os assemelha à lavoura cuja colheita se aproxima. E que Deus nos abençoe e que existam muitos deles na Terra.

Mas quando o Espírito tem a liberdade de escolher suas provas e avança para certas dificuldades que pesam em seus ombros, e Deus o permite, Ele, o Senhor, é misericordioso e oferta muitos recursos para que a alma aproveite as lições. Nada é perdido em lugar algum do universo porque a Sabedoria Divina tudo vê, e Suas mãos sempre abençoam, convertendo o mal em bem, o ódio em amor, a violência em paz, a inimizade em perdão. Mesmo que o Espírito se desvie da estrada nobre que desejou seguir, ele acumula experiências e torna a voltar, revestindo-se de novo corpo, com mais facilidade de acertar.

Podemos ponderar sobre os nossos feitos na Terra e as decisões que tomamos no decorrer da nossa existência. Temos o livre-arbítrio de escolher, no entanto, muitas escolhas não acontecem, porque o Senhor não achou conveniente ao nosso tamanho evolutivo. Isso sucede todos os dias; basta observarmos os acontecimentos na sutileza da vida. Situações há em que determinada pessoa escolhe, por exemplo, dirigir um país e quase toda nação assim o deseja. Entretanto, Deus não permite que assim aconteça.

Assim também se passa no mundo dos Espíritos: quem pode escolher, escolhe as provas; a quem não pode, elas são impostas, e outros pedem conselhos aos benfeitores maiores, sobre o que é melhor para eles. Enfim, tudo é escola, tudo são lições, porque nada se perde na casa de Deus. A Sua vontade é sempre soberana.

sábado, 10 de outubro de 2026

Emmanuel - Livro Material de Construção - Chico Xavier - Cap. 48 - Ouro de luz



Emmanuel - Livro Material de Construção - Chico Xavier - Cap. 48


Ouro de luz


Todos nós, na viagem da evolução, estamos na mina do aperfeiçoamento.

Trabalha e não te aflijas.

Através do barro de nossos próprios instintos, do cascalho das provas, da trituração da crítica e da água do suor e das lágrimas, é que recolheremos o ouro de luz da experiência.


Emmanuel














André Luiz - Livro Agenda Cristã - Chico Xavier - Cap. 27 - Experiências difíceis



André Luiz - Livro Agenda Cristã - Chico Xavier - Cap. 27


Experiências difíceis


A beleza física pode provocar tragédias imprevisíveis para a alma, se esta não possui discernimento.

Excessivo dinheiro é porta para a indigência, se o detentor da fortuna não consolidou o próprio equilíbrio.

Demasiado conforto é desvantagem, se a criatura não aprendeu a arte de desprender-se.

Muito destaque é introdução à queda espetacular, se o homem não amadureceu o raciocínio.

Considerável autoridade estraga a alegria de viver, se a mente ainda não cultiva o senso das proporções.

Grande carga de responsabilidade extermina a existência daquele que ainda não ultrapassou a compreensão comum.

Enorme cabedal de conhecimento, em meio de inúmeras pessoas ignorantes, vulgares ou insensatas, é fruto venenoso e amargo, se o espírito ainda não se resignou à solidão.


André Luiz














Albino Teixeira - Livro Aulas da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 11 - Maturidade



Albino Teixeira - Livro Aulas da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 11


Maturidade


Se já prestamos serviço sem perguntar se a criatura está precisando…

Se já auxiliamos nas boas obras sem aguardar recompensa…

Se procuramos o trabalho que nos compete sem rogar que outros nos substituam nas próprias obrigações…

Se não registramos ressentimentos…

Se cooperamos espontaneamente em favor do próximo…

Se buscamos a própria renovação sem esperar que os outros bitolem emoções e ideias pelo nosso coração ou pela nossa cabeça…

Se estudamos os problemas da existência e da alma sem que ninguém nos obrigue a isso…

Se amamos sem cogitar se os outros nos amam…

Se reconhecemos que a nossa liberdade unicamente é válida pelo dever que cumprimos…

Se já sabemos esquecer o mal, para valorizar o bem…

Se já conseguimos calar todos os assuntos que induzam à intranquilidade e ao pessimismo…

Então, estaremos atingindo as faixas benditas da maturidade com a Vida Superior.


Albino Teixeira













Ermance Dufaux - Livro Laços de Afeto - Wanderley S. de Oliveira - Cap. 5 - Maturidade Afetiva



Ermance Dufaux - Livro Laços de Afeto - Wanderley S. de Oliveira - Cap. 5


Maturidade Afetiva


A afetividade é inerente ao desenvolvimento dos valores do Espírito na sua caminhada milenar na aquisição da maturidade.

Quanto mais maduro espiritualmente, mais disposto ao afeto encontra-se o ser.

Questões como a educação na infância, com marcante influência dos pais e da sociedade sobre o psiquismo da criança, influenciam fortemente a vida afetiva para toda a existência, embora ainda aí não possamos escapar de reconhecer que a maturidade espiritual é capaz de sobrepor-se a esses fatores, caso seja patrimônio conquistado pelo Espírito.

Com a luz da reencarnação fica mais nítida outra fonte de complexas causas para o “endurecimento” do afeto, quando analisamos as vivências culposas, as mágoas cultivadas longamente, a ausência de limites morais ao exercício do Amor e a rebeldia sistemática aos alvitres do crescimento espiritual.

Conflitos e frustrações, traumas e carências, culpas e ódios, indisciplina e revolta, seja dessa ou de outras existências carnais, são os componentes principais de quem não conseguiu estabilizar sua vida emocional e psíquica, sendo essas “feridas do coração” que irão determinar inibições nas relações afetivas na futura experiência corporal do Espírito, trazendo desde o berço as matrizes de paz ou desequilíbrio, sossego ou inquietude, alegria ou distimia, que pedirão elevadas quotas de atenção e cuidados.

A cicatrização dessas “feridas do afeto”, que mais não são que o narcisismo proveniente da imaturidade espiritual em crise de insegurança e autopiedade, desejando ser amada sem amar, requer o testemunho de aprender a amar a si mesmo e ao próximo incondicionalmente. Somente a experiência terapêutica do Amor é capaz de sanar semelhantes desequilíbrios emocionais, transformando situações traumáticas e dolorosas em experiências enriquecedoras para a vida.

A “reconstrução do afeto”, portanto, é fator de reeducação do coração que vai burilando e refazendo as vivências, dia após dia, através da convivência na busca do elastecimento da sensibilidade.


Ermance Dufaux