domingo, 16 de agosto de 2026

Emmanuel - Livro Seara dos Médiuns - Chico Xavier - Cap. 24 - Alegas



Emmanuel - Livro Seara dos Médiuns - Chico Xavier - Cap. 24


Alegas


16. Como pode um homem aperfeiçoar-se mediante o ensino dos Espíritos, quando não tem, nem por si mesmo, nem com o auxílio de outros médiuns, os meios de receber de modo direto esse ensinamento?

“Não tem ele os livros, como tem o cristão o Evangelho? Para praticar a moral de Jesus, não é preciso que o cristão tenha ouvido as palavras ao lhe saírem da boca.” (O Livro dos Médiuns - Cap. 17 - Questão n.º 220) 


Alegas descrença da vida celestial por ausência da comprovação que supões adequada, e viajas, ante a glória do firmamento, num gigantesco engenho cósmico de nome “Terra”, a girar sobre si mesmo, com imensa velocidade, em torno do Sol, e não pensas nisso.

Alegas que não compreendes como possam surgir irradiações do Espírito, e te equilibras, cada dia, sob a luz solar que se expande na imensidão do Espaço, a trezentos mil quilômetros por segundo, sem que lhe abordes a estrutura mais íntima.

Alegas que não ouves a voz das inteligências desencarnadas, e moras num reino de ondas, de que as maiores estações emissoras dosam apenas ínfima porção, transformando em sons articulados o que te parece solidão e silêncio.

Alegas que ninguém te explica por que processo se alimentam as almas, com os fluidos sutis, e vives no oceano aéreo, nutrindo-te em maior grau dos recursos imponderáveis da Natureza.

Alegas que a existência humana, fora da matéria física, é inaceitável por tornar-se invisível; entretanto, quanta coisa invisível consideras real!

Alegas a impossibilidade da materialização transitória dos amigos que já transpuseram as fronteiras do túmulo, e, apesar das notáveis observações da genética, desconheces como nasceste entre as formas carnais, tanto quanto ignoras os processos por que te desenvolves.

Não te lamentes, porém, quanto à falta de elementos mediúnicos para o levantamento das boas obras.

Não te condiciones a informes alheios para ajudar.

Todos possuímos vasta provisão de sementes e luzes do Conhecimento Superior e estamos convictos de que fomos chamados para servir.

O que Jesus ensinou, há quase dois milênios, tem força de verdade para todos os séculos, e a mensagem desse ou daquele arauto do Evangelho, aos ouvidos de alguém, é lição para todos nós.

Importa, acima de tudo, estender o bem, entendendo-se que o bem verdadeiro será sempre o bem que façamos aos outros.

Toma alguns grãos de trigo, achados na rua, a esmo… Não sabes de onde vieram, no entanto, se resolves plantá-los, inda hoje, com respeito e carinho, em breve as leis de Deus, sem que as vejas agindo, deles farão no solo, em teu próprio favor, vasto e belo trigal.


Emmanuel










Reunião pública de 25-3-1960.

Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 9 - Cristo-Alimento



Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 9


Cristo-Alimento


"Todos comeram e ficaram fartos." — (Marcos, 6:42).


O místico ou o santo se alimenta mais por analogia, pois este é quase seu estado normal. Busca, por intermédio dos dons que possui, um pão por excelência de maior valor, o pão do céu. O alimento físico com exagero é para espíritos ainda presos as sensações inferiores.

Cristo-Alimento é uma demanda oportuna para a alma desenvolver os poderes internos, disciplinando os instintos animais e educando os impulsos que não afinam com a graça divina. É um desafio as nossas necessidades evolutivas.

É certo e justo que o corpo precisa abastecer-se de elementos que lhe garantam a vida física, porém, o Mestre dos mestres já ensinava a Seus discípulos: 


"Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus" — (Mateus, 4:4).


E isto era conceito de antigos pergaminhos de profetas do passado, continuando em vigor hoje e eternamente. O pão do céu referido é uma essência espiritual que a alma é capaz de absorver no sono, em êxtase ou em processos da oração, e por pouco que seja, ainda se encontra no ar, na água e nos alimentos indispensáveis a vida. É como se fosse o hálito do Criador, interpenetrando a criação. 

E desse alimento divino poderás ser também um canal para os outros, dependendo do modo pelo qual vives: ele se afasta quando a cólera se apossa do esputo, se dispersa quando o ciúme envenena o coração, desaparece quando a maledicência trabalha com a língua do possesso...

Esse alento superior existe em profusão na alma de quem ama, e passa por todos os canais das virtudes mencionadas pelos Evangelhos. Cristo-Alimento vem evidenciar no nosso mundo mental a formação de novas ideias no campo da filosofia, assim como estender argumentos nos conceitos religiosos, para que a ciência entenda o valor das virtudes e a profundidade da educação espiritual.

Estamos caminhando para uma época de menos alimento físico e mais pão espiritual; e mesmo o material está caminhando para a fluidez do seu estado: o visível é materialização do invisível, e o Senhor dá prova disso, quando multiplicou os pães várias vezes para a multidão de pessoas famintas.

Quando não puderes doar o pão de trigo ao que tem fome, oferta o alimento da palavra revestida de amor, de carinho e de fé, e se estiver ao teu alcance, faz as duas coisas.

A mente é uma lavoura de recursos sem limites, e o coração é um celeiro imensurável, que nunca se esgotará, quando movido pela fraternidade universal! Cristo, quando abria a boca, no comando das Suas ideias luminosas, tudo fazia pelas inúmeras mãos do gênio que se chama Amor. O homem atual ainda não descobriu essa força poderosa, capaz de remover o mundo e solucionar os problemas da humanidade.

Jesus o revelou na sua feição máxima, todavia, as criaturas, não suportando a luz do amor puro, criaram as divisões concernentes as necessidades de cada povo, difundindo os raios desta virtude excelente, para depois encontrar o foco energético da vida, que João Evangelista denominou de Deus, dizendo, por não achar outro termo, Deus é Amor!

E o Amor por excelência das excelências é o alimento da vida, onde todos, senão a humanidade inteira, podem comer e se fartar eternamente.

E todos comeram e ficaram fartos.


Miramez










Fonte: Cristos

sábado, 15 de agosto de 2026

Emmanuel - Livro Passos da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 38 - Se as letras bastassem



Emmanuel - Livro Passos da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 38


Se as letras bastassem


Se as letras bastassem, não teríamos as nações superalfabetizadas da Terra patrocinando o ódio e a destruição em conflitos de morte.

Se as letras bastassem, não contemplaríamos a religião detida no culto externo e a ciência tanta vez convertida em arma de extermínio, nas mãos da inteligência destrambelhada.

Se as letras bastassem, não identificaríamos o suicídio por enfermidade moral, alastrando-se, de preferência, entre as classes privilegiadas pela cultura do cérebro.

Se as letras bastassem, decerto, não seríamos defrontados, na atualidade, pela indústria crescente do aborto delituoso nos lares que a instrução e o reconforto assinalam, em muitas ocasiões, com o beneplácito de muitas autoridades humanas.

Não vale ensinar tão somente a técnica do fazer.
Necessário, antes de tudo, saber fazer para o bem de todos.

Repletar-se-ão as arcas de um povo com o ouro fácil da economia de absorção indireta, todavia, se esse povo ignora com utilizar a riqueza na exaltação da grande fraternidade que rege a vida, nessa mesma grandeza de que se orgulha encontrará os agentes letais da miséria e do desespero.

Adornar-se-á o homem com títulos respeitáveis, no campo das profissões, entretanto, se não busca movimentá-los no auxílio aos outros, nessa mesma vantagem particular surpreenderá o caminho descendente para a ruína.

Impossível dispensar a escola que ilustra o raciocínio, mas, antepondo-se a ela, é indispensável se erga no mundo a orientação que apura o sentimento.

Antes de conhecer, é forçoso compreender, a fim de que o passo da criatura não se desvie do rumo certo.

É por isso, sem dúvida, que Jesus, embora anjo entre os anjos e sábio dos sábios, preferiu manifestar-se entre os homens como sendo o Divino Mestre do coração.


Emmanuel













Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 42 - Na viagem humana



Batuíra - Livro Mais Luz - Chico Xavier - Cap. 42


Na viagem humana


Estamos como quem atravessa mar proceloso — momentos difíceis e perigos à frente — mas Jesus permanece no leme da embarcação.

As mãos do Divino Mestre estão sobre as nossas. Confiemos.


Batuíra











Joanna de Ângelis - Livro No Limiar do Infinito - Divaldo Pereira Franco - Cap. 1 - O Novo Espiritualismo



Joanna de Ângelis - Livro No Limiar do Infinito - Divaldo Pereira Franco - Cap. 1


O Novo Espiritualismo


"Aos quais ele respondeu: Asseguro-vos que se eles se calarem, as pedras clamarão." — (LUCAS, 19:40)


O Espiritismo ou a Terceira Revelação O Espiritualismo sempre esteve presente nas elucubrações do homem. Desde tempos imemoriais se encontram os vestígios da revelação do Mundo Espiritual, em contínuo intercâmbio, mediante o qual o homem hauria luzes e esperanças para enfrentar os problemas existentes e as naturais hostilidades do meio em que estava colocado para progredir...

As grandes Civilizações da antiguidade oriental, graças ao elevado e contínuo conúbio com as forças vivas da Natureza — os sobreviventes do túmulo —, edificaram os seus fabulosos monumentos e construíram as linhas básicas da cultura e da ética em que estribaram os próprios postulados.

Penetrando a mente ávida de conhecimento pela senda dos "Mistérios", conceberam, através da vigorosa interferência dos desencarnados, que eram tidos como deuses, fadas, anjos tutelares e gênios, as doutrinas secretas, de que nos fala o esoterismo oriental, verdadeiro repositório de espiritualidade e beleza, qual fonte generosa a fluir linfa cristalina e confortante.

A evolução da Humanidade tem sido vagarosa: conquista a conquista, pacientemente.

No princípio, no silêncio das criptas, dos santuários, no altar da Natureza, o homem realiza os seus mais eloquentes descobrimentos.

Sob os espessos véus dos cerimoniais extravagantes florescem as doutrinas secretas apresentando, todavia, odor de alta espiritualidade. Na Índia, é o Bramanismo; no Egito, o Hermetismo; em Israel, a Cabala; na Grécia e em Roma, o Politeísmo... Observando a realidade exterior, todos os ocultistas penetravam o mistério da realidade interior da natureza e do homem, colhendo as valiosas informações que contêm o gérmen da vida abundante, eterna. A alma, embora a vida dual, na Terra e fora dela, é a detentora da sabedoria.

Nascem, então, nessas pesquisas, as Ciências dos Números, conhecidas como Matemáticas Sagradas, a Teogonia, a Cosmogonia, a Astrologia, a Magia...

O iniciado tem em toda parte o seu Deus Único, que chama, na Índia, Brama; no Egito, Osíris; no Olimpo grego, Júpiter, como Soberano sobre todos os deuses, embora o aparente politeísmo.

Dessas fontes saem os grandes fundadores de Religiões: Krishna, Buda, Zoroastro e Hermes, Moisés e Jesus... Aí, também, surgem os pais do pensamento filosófico: Sócrates, Platão, Aristóteles, Pitágoras...

A religião verdadeira, porém, pairava acima das fórmulas e dos cerimoniais.

Os ensinos foram reunidos nos 5edas, no Zenda-Avesta, no Livro dos Mortos, na Bíblia...

A Idade Média guardaria, ainda, fortes reminiscências dos cultos antigos e a Maçonaria ressuscitou a iniciação essênia para preparar o discípulo e ajudá-lo a galgar os degraus superiores.

Através da boca dos seus sensitivos, em matizes diferentes, falaram os imortais.

Utilizando-se dos richis e hierofantes, dos profetas e sibilas, pítons e sacerdotes, patriarcas e oráculos, apresentaram-se os Espíritos vitoriosos ao túmulo, revestidos das paixões que os afligiam, como da excelsitude em que se elevaram exigindo e ensinando doutrinas ora estranhas, absurdas e chocantes, ora sutis e nobres, desvelando a procedência de cada um, na simbologia da dualidade conflitante em a natureza humana: o mal e o bem.

Povos e nações antigos sempre tomavam suas decisões diante dos auríspices e intérpretes dos sinais com que esperavam encontrar a resposta dos deuses às suas solicitações e problemas. Através de práticas esdrúxulas e sacrifícios bárbaros, pensavam aplacar a violência dos seus numes, conseguindo propiciamento a suas ambições e ânsias expansionistas.

Através do estudo das conjunções astrológicas, estabeleciam-se prognósticos de glórias e desgraças, tentando-se ler nos céus o destino dos homens e das civilizações...

Lentamente a revelação incessante impôs as suas soberanas leis, e, ao oceano politeísta, sobrepôs-se a grandiosidade de um Deus único, sem nome, em cada lugar caracterizado especificamente como o Absoluto, que paira acima e além de todas as concepções e entendimentos.

Na índia, no Egito, na Babilônia, na Assíria, na Pérsia, em Israel sobrenadaram no báratro das informações confusas as excelências espirituais, constituindo verdadeiras glórias do pensamento religioso e filosófico que sustentou os seus povos, até que se alteraram os rumos das suas realizações, sucumbindo num ciclo e desaparecendo, a fim de ressurgirem noutras nacionalidades e raças, na imensa viagem para a redenção...

Profetas de variada nomenclatura vaticinaram os fastos do porvir, produziram fenômenos de relevância com que se impuseram ao respeito do tempo e das comunidades em que viviam, exteriorizando as legítimas realidades da vida espiritual, em realizações épicas, religiosas, sociais e éticas inesquecíveis.

Dentre os primeiros, os grandes iniciados, Moisés foi o escolhido para o cometimento incomparável de conduzir o povo hebreu à liberdade física e acenar-lhe a perfeita liberdade espiritual, mediante a incondicional adesão à verdade contida no Decálogo de que fora excelente instrumento do Mundo Transcendental.

A primeira grande revelação, todavia, não encontrou no seu tempo a mentalidade própria, em considerando os séculos de escravidão e degenerescência moral do povo ao qual se destinava de início, vindo a tomar-se um rude veículo de flagício e perseguição, por meio do qual se programou a constituição política, histórica e religiosa de Israel, em detrimento da finalidade essencial que era preparar nas mentes e nos corações a hora sublime do Messias.

Anunciado pelos grandes médiuns que O precederam e descrito pelos organizadores da Terra, seu advento foi revelado e saudado por anjos e sacerdotes fieis que O identificaram.

Ele chega e assinala a Era Nova com os marcos inconfundíveis da superior presença.

Com Jesus mudam-se as conjunturas do pensamento vigente. O amor de que se faz mensageiro é a aliança que o Pai mantém com os filhos, não obstante o demorado recalcitrar destes.

Não derroca o estabelecido, não se rebela contra a austera severidade dos códigos legais, submetendo-se até ao sacrifício, mesmo injustiçado, a fim de ensinar que a subida ao monte da vitória libertadora pertence a cada um após decisão irrefragável.

Prevendo, no entanto, que os homens do seu tempo, e, quiçá, do futuro, não resguardariam seus ensinos indenes da interferência das suas paixões e mazelas, prometeu O Consolador que recordaria suas palavras, adicionaria capítulos novos e nunca deixaria as criaturas...

A segunda grande revelação para a Humanidade, a do Cristo, simbolizada no amor, logo se entorpeceu e se descaracterizou através do suceder dos evos após a partida d’Ele.

Lentamente foi recebendo a introdução e a enxertia das vãs preocupações e transitórias aspirações humanas. Algum tempo depois, ei-la crivada de adulterações e modismos adaptáveis às conveniências de classes e greis, deixando à margem a transparência dos ensinos primitivos, perdidos na exegese e na teologia com o que se procurava obscurecer a mensagem sublime.

No entanto, a previdência divina, sem cessar, prosseguiu mandando à Terra Espíritos missionários nos diversos campos do conhecimento e da religião, a fim de que não ficasse esquecida a palavra do Excelso Cantor...

Em 834, o papa Damaso inspiradamente confiara a São Jerônimo a tarefa especial de fazer uma tradução para o latim do Antigo e do Novo Testamento. A missão se revestia de quase insuperáveis obstáculos, considerando-se o número e variedade de textos. Conduzido por vigilantes obreiros desencarnados, o excelente trabalhador se desincumbe do compromisso, reconhecendo, no entanto, as dificuldades e os possíveis enganos cometidos. Todavia, o suceder dos tempos faria que se alterassem, ora no Concílio de Trento, ora por Sisto V, em 1590, posteriormente por Clemente VIII, em que hoje se estruturam as modernas traduções.

Não obstante, continua a perpassar no texto do Evangelho a sutil e elevada presença de Jesus, seus feitos e ditos, sua vida incomparável.

A mensagem original ressalta, poderosa, de todo o texto em alto brado de amor e de advertência ao homem desatento da atualidade.

As alterações não conseguem ofuscar o brilho da verdade.

— "Declaro que se estes (os discípulos) se calarem as pedras clamarão" — afirmara Jesus no monte das Oliveiras, redarguindo aos fariseus que solicitaram fossem silenciados os estudantes trabalhadores da Boa Nova nascente.

Quando as conveniências asfixiaram o vero ideal do sacrifício e da abnegação, da renúncia e da caridade, as pedras das sepulturas puseram-se a clamar em altas vozes, libertando os que eram considerados mortos e ali jaziam tidos por adormecidos em longo letargo.

Inutilmente os homens, ávidos e zelosos das suas paixões, tentaram silenciar novamente essas vozes, ceifando as vidas por cujas bocas falavam e, ao fazê-lo, engrossavam mais a legião dos reveladores.

Nesse momento, quando a cultura começava a libertar o homem da ignorância, o professor Rivail foi convocado ao exame das informações mediúnicas que adornavam os salões do mundo, mergulhando a alma de escol no infinito oceano das instruções espirituais, que abandonavam a frivolidade para tomar-se roteiro e guia para a Humanidade.

Com esse trabalho ímpar, surgiu o Espiritismo, ao ser apresentada a Era Nova em delineamento, conforme lhe fora revelada pelas "Vozes dos Céus".

Allan Kardec fez-se o mensageiro da Terceira grande revelação, aquela que abalaria os alicerces do mundo, exatamente quando as criaturas já se encontravam em condições intelectuais e emocionais de compreender a sua gloriosa destinação.

Armado com os instrumentos das pesquisas, mediante os quais reconhece a própria pequenez e se faz humilde, o homem pode, agora, comprovar a imortalidade da alma, elucidar os enigmas do micro, como do macrocosmo, preparando-se para os grandes saltos da evolução.

O Espiritismo veio para ficar. Sua meta é o homem e guiá-lo com segurança é o seu fanal.

Já não sobrevivem a ignorância, a superstição, o obscurantismo em domínio absoluto. Embora teimem em permanecer algumas trevas, as poderosas luzes do Mundo Espiritual vencem as masmorras sepulcrais e alcançam a Humanidade, prenunciando o ditoso dia nascente como bênção para o futuro.

Nenhum enigma para o pensamento resiste à presença da Doutrina Reveladora. Quem é o homem, donde vem, porque sofre, para onde vai, como seguir? — eis as antigas interrogações ora elucidadas pelo novo Espiritualismo com Jesus, cujas bases se assentam nas luminosas palavras do Evangelho em dimensão de eternidade, além do tempo e do espaço — o Espiritismo ou Terceira Revelação.


Joanna de Ângelis















Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 14 - Administradores



Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 14


Administradores


“Honrai o rei.” — (1 PEDRO, 2:17)


O Espírito desprevenido que lesse superficialmente a recomendação de Pedro, talvez fosse induzido a inferiores considerações.

Não seria manifestação servil do apóstolo, recomendar os príncipes do mundo ao respeito dos aprendizes do Evangelho? Não seria expressão de medo, o propósito de cativar a atenção de dominadores da Terra?

Entretanto, aquele Simão muito amado, cheio da Luz do Pentecostes, escreveu a pequenina indicação, evidenciando Sabedoria Divina.

Dos cooperadores de Jesus na Terra, os que governam ou administram são os que mais requisitam auxílio e compreensão.

Esses homens representativos padecem de certas necessidades espirituais, terríveis e dolorosas.

Possuem críticos exigentes, desde o lar onde respiram ao ponto mais afastado da sua zona de iluminação e bajuladores insidiosos que os rodeiam por cálculo, sempre atentos aos interesses inferiores.

Raramente têm amigos visíveis.

Pedro foi filósofo profundo nesse pedido à cristandade.

Não recomenda servilismo, nem perda da personalidade no esforço da obediência.

Pede respeito simplesmente, porque sabia que o administrador da Terra não pode atender ao próprio trabalho, sem que os subordinados cumpram o dever que lhes compete em particular.

Quem respeita, compreende e coopera.

Em verdade, os príncipes do mundo, em grande parte, esqueceram as obrigações e desencadeiam lutas ferozes da tirania e da ambição, mas não podemos esquecer que os seus tutelados, quase sempre se converteram, em fiscais impiedosos e aduladores sem consciência.

Honra aqueles que o Senhor te deu por superiores hierárquicos, quanto seja possível e justo.

Não condenes, nem bajules.

Honra-os, cumprindo o seu dever no plano geral do serviço.

Se deves amar e proteger a todos os seres que se colocam em posição inferior ao teu nível evolutivo, porque menosprezar os que vivem acima de tua possibilidade ou de tua cabeça?


Emmanuel












sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. IV - João Nunes Maia - Cap. 29 - Conhecimento



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. IV - João Nunes Maia - Cap. 29


Conhecimento


182. É-nos possível conhecer exatamente o estado físico e moral dos diferentes mundos?

“Nós, Espíritos, só podemos responder de acordo com o grau de adiantamento em que vos achais. Quer dizer que não devemos revelar estas coisas a todos, porque nem todos estão em estado de compreendê-las e semelhante revelação os perturbaria.”

A.K.: À medida que o Espírito se purifica, o corpo que o reveste se aproxima igualmente da natureza espírita.


Já não há dúvidas, para os estudiosos da Doutrina Espírita, quanto à existência dos diferentes mundos que circulam no espaço, como os que são habitados por Espíritos de diferentes classes. Muitas pessoas perguntam quais ou tais mundos que são habitados. Afirmamos que são muitos deles, bem como existem alguns que se assemelham à Terra, nas suas características; no entanto, muitos e muitos se encontram bem mais elevados que ela.

Tanto o mundo como a humanidade nele estagiada ascenderam moral e fisicamente na escala evolutiva; são mundos mais velhos, alguns dos quais, como diz “O Livro dos Espíritos”, se encontram quase em estado fluídico.

Os mundos venturosos são, pois, o céu que se almeja, cheio de anjos, onde o amor, a verdade, o perdão, a caridade e outras tantas virtudes são comuns na vida dos que ali vivem. São todos alimentados pela fraternidade pura. A necessidade de um é o interesse de todos, e a comunhão de idéias se faz para a paz coletiva. Poderíamos trazer para os companheiros da terra o modo de vida nesses planetas felizes, mas respeitamos uma lei que vigora no universo, a lei de justiça, de que cada um recebe o que pode suportar.

Para que maior revelação em favor dos homens do que o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo? Ele veio por acréscimo de misericórdia, pelo sofrimento da humanidade. Trazer mais, seria exigir da imaturidade uma compreensão que os homens ainda não suportariam. Esforcemo-nos, pois, para compreender Jesus e vivê-Lo. Dessa forma o nosso entendimento abrir-se-á, e a intuição divina nos mostrará o ambiente superior que nos espera, que espera aqueles que pelo amor semearem as sementes de luz em benefício dos que sofrem e choram.

Devemos nos esforçar para conhecermos mais, mas, tudo dentro do limite capaz de orientar os nossos passos para o bem estar social que a coletividade espera. O estado físico e moral de diferentes mundos, mais elevados do que a Terra, por enquanto não se pode divulgar, a não ser por simples traços que as mensagens podem revelar. O resto, pode-se deduzir pelo que já se conheceu da evolução da alma. Se são mais elevados, tudo que lá existe é mais aprimorado em todas as ordens. Se são mundos onde a primeira lei é o amor, tudo que tiver fora do amor, não pode existir.

O mundo onde existem guerras fratricidas, violência, e onde uns sempre se alimentam dos outros, certamente que a razão dirá que esse mundo é dos mais inferiores, pelas vibrações que emanam da sua humanidade ignorante e infeliz. Os mundos superiores desconhecem o orgulho e o egoísmo, a brutalidade e a prepotência. Os Espíritos ali reencarnados são limpos destas inferioridades e tantas outras que não precisam ser mencionados.

Um Espírito altamente superior, o dirigente da própria Terra, o Espírito mais lúcido dentre os que caminham com ela, já esteve aqui com a finalidade de elevá-la, pelo menos a um grau a mais na escala dos mundos, e espera que todos os homens possam compreender o seu gigantesco esforço dentro do mais alto conhecimento da verdade.


Miramez