quinta-feira, 9 de julho de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 28 - Caridade e Tempo



Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 28


Caridade e Tempo


Aquele que conhece a Doutrina e o Evangelho já sabe da grande importância do tempo e da caridade.

É necessário aproveitarmos o tempo de maneira cristã, porque ele passa muito depressa.

E, quando percebemos, as oportunidades foram perdidas e o tempo é chegado para nós, na lamentação de termos aproveitado esse tempo de forma tão inadequada…

A caridade, além de nos fortalecer nas provas terrenas, liberta-nos do sofrimento. Faz-nos angariar simpatias no plano espiritual, além de nos conceder misericórdia no plano terreno.

Aquele que, de fato, desperta para as ações nobres, incansavelmente se dedica, porque ele sabe que o amanhã, virá, implacavelmente, cobrar-lhe um hoje infrutífero, um hoje pleno de omissões.

Deus, realmente, ampara e auxilia todas as criaturas, mas, certamente, muito será dado, também àquele que muito doou de si mesmo, em favor dos seus semelhantes.

Que o Mestre nos ensine, cada vez mais, a valorizar o tempo, e que seu Evangelho nos ensine, sempre, a exercer a caridade, como Ele nos disse!


Bezerra de Menezes












quarta-feira, 8 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Assim Vencerás - Chico Xavier - Cap. 17 - Não violentes



Emmanuel - Livro Assim Vencerás - Chico Xavier, Cap. 17


Não Violentes

A violência, é sempre o mal em ação, ainda mesmo quando pareça construir um atalho para o bem.

Enquanto o Sol, sem palavras, consegue inspirar confiança ao viajor, o vento ruidoso e forte, provoca medo e reação por onde passa.

A propósito de auxiliar não violentes a ninguém.

Usa a energia bondosa, como quem sabe que o buril há de ser firme para subtrair a estátua primorosa ao mármore selvagem, mas abstém-te da brutalidade que, à força de desferir golpes indiscriminados, converte a pedra valiosa em estilhaços inúteis.

Não exigirás que a plantinha frágil de hoje te enriqueça os celeiros num milagre de produção, que só o pomar amadurecido consegue realizar.

Não pedirás ao botão entreaberto o prodígio da rosa que só amanhã desabrochará plena de cor e perfume.

O tempo é condição inalienável para todas as realizações.

Aprende a respeitar o próximo na insipiência de cultura ou de aperfeiçoamento, nos defeitos nas falhas com que ainda se te apresenta aos olhos, se desejas realmente cooperar na extensão do bem.

Se sabes ver a imperfeição dos outros, se alcançaste um degrau à frente do companheiro, se contas com mais amplas oportunidades de fazer, estudar, compreender e prosperar, não olvides que a superioridade significa dever de servir e estende mãos fraternas aos que te seguem na retaguarda.

Não acuses, não reclames, não dilaceres.

Se já sabes entender, ama e auxilia sempre.

Recorda que Jesus jamais nos violentou nos dias de nossa ignorância maior e, esquecendo o fel da reprovação, usa a paciência e a bondade, as duas chaves do amor que nos descerrarão nova luz nos horizontes da Vida Imperecível.


Emmanuel 








Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Joanna de Ângelis - Livro Momentos Enriquecedores - Divaldo Pereira Franco - Cap. 1 - A loucura da violência



Joanna de Ângelis - Livro Momentos Enriquecedores - Divaldo Pereira Franco - Cap. 1


A loucura da violência


Entre as expressões do primarismo, no mercado das paixões humanas, destaca-se com realce a violência, espalhando angústia e dor.

Remanescente dos instintos agressivos, ela estiola as mais formosas florações da vida, estabelecendo o caos.

Em onda volumosa arrasa, deixando destroços por onde passa, alucinada.

Na raiz da violência encontra-se a falta de desenvolvimento do senso moral, que o Espírito aprimora através da educação, do exercício dos valores éticos, da amplitude de consciência.

Atavismo cruel, demora de ser transformada em ação edificante, em face das suas vinculações com os reflexos instintivos do período animal, que se prolongam, perturbadores.

Não apenas gera aflição, quando desencadeada, como também provoca reações equivalentes em sucessão quase incontrolável, arrebentando tudo quanto se lhe opõe no percurso destrutivo.

Todo o empenho em favor da preservação dos valores morais deve ser colocado a serviço da paz, como antídoto à força devastadora da violência.

Pequenos exercícios de autocontrole terminam por criar hábitos de não violência.

Disciplinas mentais e silêncios fortalecidos pela confiança em Deus geram a harmonia que impede a instalação desse desequilíbrio.

Atividades de amor, visando ao bem e ao progresso da criatura humana e da sociedade, constituem patamar de resistência às investidas dessa agressividade.

Reflexões em torno dos deveres morais produzem a conscientização do bem, gerando o clima que preserva os sentimentos da fraternidade.

A violência é adversária do processo de evolução, fomentadora da loucura. Quem lhe tomba nas garras exaure-se, e, sem forças, termina no abismo do autoaniquilamento ou do assassínio...

A violência disfarça-se no lar, quando os cônjuges não respeitam os espaços, os direitos que lhes cabem reciprocamente.

Quando os filhos se sentem preteridos por falsos valores do trabalho, do dinheiro, do poder...

Na sociedade, quando os preços escorcham os necessitados.

Quando os interesses pessoais extrapolam os seus limites e perturbam os outros.

Quando a comodidade e os prazeres de alguns agridem os compromissos e os comportamentos alheios.

Quando as injustiças sociais estiolam os fracos a benefício dos fortes aparentes.

Quando os sentimentos inferiores da maledicência, da calúnia, da inveja, da traição, do suborno de qualquer tipo, da hipocrisia disseminam suas infelizes sementes.

Quando os pendores asselvajados não encontram orientação.

Quando as ilusões e fugas, os vícios e aliciamentos levam às drogas, ao sexo desvairado, às ambições absurdas, explodindo nas ruas do mundo e invadindo os lares.

Quando os governantes perdem a dignidade e estimulam a prevalência da ignorância, provocando guerras nacionais e internacionais...

A violência, de qualquer natureza, é atraso moral, síndrome do primitivismo humano remanescente.

O homem e a mulher estão fadados à paz, à glória estelar.

Assim, liberta-te daqueles remanescentes agressivos que terminam insuflando-te reações infelizes.

Se te compraz ainda mantê-los, tem a coragem de te violentares, superando-os ou domando-os, e contribuirás para o apressar do progresso humano.

Como não te é lícito convir com o erro, ensina pela retidão os mecanismos da felicidade, evitando a ira, a cólera, o ódio.

A ira é fagulha que ateia o fogo da violência. A cólera é combustível que a mantém, e o ódio é labareda que a amplia.

Pensa em Jesus, e, em qualquer circunstância, interroga-te como Ele agiria, se estivesse no teu lugar. Tentando-o, lograrás imitá-lO, fazendo como Ele, sem nenhuma violência.


Joanna de Ângelis













terça-feira, 7 de julho de 2026

Marco Prisco - Livro Momentos de Decisão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 28 - Profilaxia da Alma



Marco Prisco - Livro Momentos de Decisão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 28


Profilaxia da Alma


“O que eu porém vos digo a vós, isto digo a todos: Vigiai.” — (MARCOS, 13:37)


Calma — em qualquer situação, mesmo quando colhido pelo insucesso.

Esperança — apesar dos fatores que conspirem contra as aspirações.

Bondade — embora triunfem as ardilosas circunstâncias da malícia e da esperteza.

Fé — não obstante as pesadas cargas dos resultados negativos.

Solidariedade — aos que tombam, contribuindo com a moeda-ternura que os enriquecerá.

Trabalho — sem embargo a indolência concita ao repouso indébito.

Discrição — no falar, no agir e comedimento no pensar.

Amor — apesar do clima de idiossincrasias e animosidades.

Caridade sempre.

O homem são os seus pensamentos, que fomentam atitudes e estimulam realizações.

Enfermidades sem conta proliferam porque a profilaxia da alma é deixada à margem.

Cuide da vida espiritual, preservando-se do mal em qualquer expressão.

Você pode viver sem muitos, nunca, porém, inimizado consigo mesmo.

Portanto, profilaxia da alma para dias venturosos hoje, na Terra, e, mais tarde, na vida espiritual.


Marco Prisco


















Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 18 - Caridade-atitude



Emmanuel - Livro Linha Duzentos - Chico Xavier - Cap. 18


Caridade-atitude


Caridade que se expresse tão somente na cessão do supérfluo pode facilmente induzir-nos à vaidade.

Não é difícil dar o que retemos, no entanto, a virtude genuína pede a doação de nós mesmos, através do que temos e do que somos.

Em razão disso, é preciso não esquecer que a caridade é também e acima de qualquer circunstância, o sentimento que nos rege a atitude.

No templo doméstico, é compreensão e gentileza.

Em família, é cooperação desinteressada e fraterna.

Na profissão, é a honestidade.

No trabalho, é o dever bem cumprido.

Na dor, é fortaleza.

Na alegria, é temperança.

Na saúde, é a presença útil.

Na enfermidade, é a paciência.

Na abastança, é o serviço a todos.

Na pobreza, é diligência.

Na direção, é a respeitabilidade.

Na obediência, é humildade digna.

Entre amigos, é a confiança.

Entre adversários, é perdão das ofensas.

Entre os fortes, é o socorro aos mais fracos.

Entre os bons, é o auxílio aos menos bons.

Na cultura, é o amparo à ignorância.

No poder, é a autoridade sem abuso.

Em sociedade, é o apoio fraterno que devemos uns aos outros.

Na vida privada, é a conduta reta ante o próprio julgamento.

Não vale espalhar um tesouro amoedado com as vítimas de penúria, alimentando o ódio e a incompreensão, a revolta e o pessimismo nas almas.

Aceitemos a experiência que o Senhor nos reserva cada dia, fazendo o melhor ao nosso alcance.

Seja a nossa tarefa um cântico de paz e esperança, eficiência e alegria, onde estivermos.

E recebendo o divino dom de pensar e entender, irradiando os mais belos ideais que nos enriquecem a vida, em forma de serviço aos semelhantes, a caridade será, em nossos corações, a luz constante clareando, desde as sombras da Terra, os mais remotos horizontes de nosso luminoso porvir.


Emmanuel














segunda-feira, 6 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 101 - Ouvistes?



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 101


Ouvistes?


“Tenho-vos dito estas coisas, para que vos não escandalizeis.” — JESUS. (João, 16:1)


Antes de retornar às Esferas Resplandecentes, o Mestre Divino não nos deixou ao desamparo, quanto às advertências no trabalho a fazer.

Quando o Espírito amadurecido na compreensão da obra redentora se entrega ao campo de serviço evangélico, não prescinde das informações prévias do Senhor.

É indispensável ouvi-las para que se não escandalize no quadro das obrigações comuns.

Esclareceu-nos a palavra do Mestre que, enquanto perdurasse a dominação da ignorância no mundo, os legítimos cultivadores dos princípios da renovação espiritual, por Ele trazidos, não seriam observados com simpatia. 

Seriam perseguidos sem tréguas pelas forças da sombra. 

Compareceriam a tribunais condenatórios para se inteirarem das falsas acusações dos que se encontram ainda incapacitados de maior entendimento. 

Suportariam remoques de familiares, estranhos à iluminação interior. 

Sofreriam a expulsão dos templos organizados pela pragmática das seitas literalistas.

Escutariam libelos gratuitos das inteligências votadas ao escárnio das verdades divinas. 

Viveriam ao modo de ovelhas pacíficas entre lobos famulentos. 

Sustentariam guerra incessante contra o mal. 

Cairiam em ciladas torpes. 

Contemplariam o crescimento do joio ao lado do trigo. 

Identificariam o progresso efêmero dos ímpios.

Carregariam consigo as marcas da cruz. 

Experimentariam a incompreensão de muitos. 

Sentiriam solidão nas horas graves. 

Veriam, de perto, a calúnia, a pedrada, a ingratidão…

O Mestre Divino, pois, não deixou os companheiros e continuadores desavisados.

Não oferecia a nenhum aprendiz, na Terra, a coroa de rosas sem espinhos. Prometeu-lhes luta edificante, trabalho educativo, situações retificadoras, ensejos de iluminação, através da grandeza do sacrifício que produz elevação e do espírito de serviço que estabelece luz e paz.

É importante, desse modo, para quantos amadureceram os raciocínios na luta terrestre, a viva recordação das advertências do Cristo, no setor da edificação evangélica, para que se não escandalizem nos testemunhos difíceis do plano individual.


Emmanuel












Neio Lúcio - Livro Colheita do Bem - Mensagens familiares do Prof. Arthur Joviano / Chico Xavier - Cap. 66 - Cada desencarnação é regresso de um lutador



Neio Lúcio - Livro Colheita do Bem - Mensagens familiares do Prof. Arthur Joviano / Chico Xavier - Cap. 66


Cada desencarnação é regresso de um lutador


"O ladrão não vem senão a furtar, a matar e a perder. Mas eu vim para que elas tenham vida, e a tenham em abundância." (JOÃO, 10:10)


Meus caros filhos, Deus abençoe a vocês, concedendo-lhes a todos muita paz, saúde e alegria.

Estimo-lhes a conversação entusiástica na cultura do bem, antes das nossas reuniões, porque assim como é possível ao ferreiro converter o metal maleável da forja quente em utilidades para a vida comum, as opiniões bem ajustadas nos entendimentos mútuos nos oferecem matéria mental mais plástica para a produção de pensamentos edificantes em novos tipos.

Você diz muito bem, meu caro Rômulo, quando se reporta às multidões das Esferas imediatas à existência do homem vulgar. 

Imaginem a vida física como sendo uma vanguarda compacta de luta em linhas gigantescas de soldados que orçam por dois bilhões de elementos individuais. 

Nessa frente, o atrito é uma corrida ao prêmio que nomeamos por “evolução”, “redenção”, “sublimação”, etc. 

O trabalho do Espírito, mais fácil nessas condições, é uma concorrência de aspecto gigantesco à conquista de valores imperecíveis para a alma eterna. E as Esferas imediatas mais próximas à mente do homem constituem, naturalmente, a retaguarda. 

Cada desencarnação é regresso de um lutador, mas qual ocorre nas batalhas que vocês conhecem aí o número dos feridos, dos desajustados e dos loucos é sempre quase esmagador sobre a percentagem reduzida dos heróis. 

Geralmente, na Terra, quem volta do combate é candidato infalível ao hospital, onde atende a mutilações e chagas por tempo indefinido.  

Quem retorna ao círculo carnal igualmente traz consigo dificuldades enormes.

Mente presa a objetos amados, coração encarcerado em sentimentos inconfessáveis, interesses atados a objetivos inferiores, desilusões intraduzíveis, desacertos numerosos, doenças convertidas em vícios do pensamento, caprichos menos construtivos,  perturbações da visão interna, compromissos pesados com determinados seres, inibições que se tornaram sistemáticas, cristalizações do raciocínio que se fizeram contumazes, opiniões endurecidas no tempo,  preconceitos transformados em impedimentos ao verdadeiro progresso espiritual, temores infundados, medo das renovações benéficas, dificuldades à compreensão rápida, defeitos de observação, mágoas que os atormentam incessantemente e um sem número de alterações íntimas que nos dão a ideia de reencontrar nos recém-chegados do mundo verdadeira legião de “soldados enfermos”, presos da já célebre neurose de guerra que serve para diagnosticar qualquer desajuste.

E os milhões de seres nessas condições reclamam providências enérgicas nos setores da assistência, da reeducação e da reencarnação, como vocês não podem, por enquanto, apreciar. 

E até que entesouremos em nós o estado sublime de consciência que você designa por “apreensão de ordem superior”, há muitas e muitas léguas que andar nos domínios do trabalho e da experiência. 

Por mais movimentada seja a nossa vida no corpo, se realmente acordamos para a verdade divina, a movimentação para nós, que aqui desempenhamos as funções dos legionários da boa vontade, é sempre muito maior. Daí a razoabilidade do seu ponto de vista. 

A transposição de Plano para a nossa mente é muito morosa, considerando as necessidades de preparação à frente da vida superior. 

Só a vida grande merece a grande morte. 

Não há libertação para quem não se liberta. 

O trabalho é desconhecido para quem não trabalha.  

A vida abundante, com relação à qual Jesus foi tão claro no Evangelho, somente se revela ao coração que se devotou à vida intensa desde aí. 

A união é uma luz apenas para aquele que ainda na carne a procura.

O nosso mundo aqui é de continuação ao que aí teve começo. 

Na carne, as possibilidades de iniciar ou reiniciar são imensas. Aqui, porém, pelo menos dentro dos círculos mais vizinhos da crosta, a lembrança, a memória, a ligação impõem prosseguimento.  

Assim sendo, tudo aqui é sono para quem não despertou na matéria densa, desagrado para quem somente se agradou no campo emocional menos construtivo do mundo, angústia para quem não diminuiu as próprias aflições, desânimo ou perturbação para quem não aceitou os benefícios da luta ou entravou a marcha dos que buscavam lidar e lutar com nobreza.

Tudo lógico, vivo, natural. Não podia ser de outro modo.  

A “Terra próxima”, por isso, é talvez menos interessante que a “Terra do agora” para vocês. 

Conhecendo essas realidades vocês permanecem armados para muitas e valiosas conquistas. 

Quem mais realizar com o bem, mais aquinhoado de dons será pelas forças que o representam. 

Não se esqueçam de que pensamento e ação simbolizam sementeira e crescimento. Os dias se encarregam de amadurecer os frutos de acordo com a natureza de nossa plantação.

Estou muito satisfeito com as providências que vocês vão empreendendo em favor do Roberto. De nosso lado, partilharemos essas medidas dentro das possibilidades ao nosso alcance. Alegro-me com a colaboração de vocês na solução aos problemas dele, porque, de nosso círculo, é muito de meu desejo se sinta o neto amparado por todos os recursos ao alcance de nossa boa vontade e de nossa dedicação.

Quando a alma reenceta a luta em plano de trabalho que requisita as mais positivas afirmações da individualidade, as vozes e sugestões ao derredor de seus passos são sempre muitas. Desse modo, é útil estejamos ao lado do seu coração juvenil e generoso com as nossas. A sintonia final pertence a ele no grande caminho. 

Jesus emite para todos, entretanto, cada um de nós lhe ambienta os pareceres em horas e circunstâncias diversas entre si. Esperemos o futuro com o otimismo habitual.

Registramos a lembrança de palavras nossas destinadas ao público. Buscaremos responder logo que se nos ofereça oportunidade. Felizmente, não têm faltado recursos a essa sementeira de conforto e esclarecimento, e só tenho motivos para desejar progresso e êxito amplo ao serviço de vocês, que é igualmente nosso, campo de trabalho e de ideias que devemos exportar em formas sempre novas, atendendo-se às necessidades do tempo, da situação e da personalidade. 

A ideia em si não se modifica e no setor religioso ela é sempre um valor imutável que desceu de “Cima” para nosso consumo. O que se modifica é a expressão, simplesmente. Lidaremos com elas até alcançarmos a “superconsciência”, onde a claridade divina, por enquanto, é inimaginável para nós.

Boa noite a vocês todos. E desejando-lhes muita alegria, bom-ânimo e luz reúne-os num grande abraço o papai muito amigo de sempre,


Neio Lúcio
(A. Joviano)







15/11/1950.