segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco - Cap. 28 - Função educativa



Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco - Cap. 28


Função educativa


931. Por que são mais numerosas, na sociedade, as classes sofredoras do que as felizes?

“Nenhuma é perfeitamente feliz e o que julgais ser a felicidade muitas vezes oculta pungentes aflições. O sofrimento está por toda parte. Entretanto, para responder ao teu pensamento, direi que as classes a que chamas sofredoras são mais numerosas, por ser a Terra lugar de expiação. Quando a houver transformado em morada do bem e de Espíritos bons, o homem deixará de ser infeliz aí e ela lhe será o paraíso terrestre.” (O Livro dos Espíritos)

“... Nada vos pertence na Terra: nem sequer o vosso pobre corpo; a morte vos despoja dele, como de todos os bens materiais." — Lacordaire (E.S.E - Cap. XVI - item 14)


Não apenas o êxito contínuo, nos empreendimentos encetados, como demonstração do apoio divino, mas, o que também consideres como insucesso.

O sincero aprendiz do Evangelho não se deve esquecer de que a Terra é feliz educandário, no qual as lições iluminativas não se apresentam somente em clima de festa, entre sorrisos e sonhos de felicidade próxima...

Espíritos ainda renteando com as expressões do primarismo evolutivo, normalmente assinalados por graves compromissos negativos com a retaguarda, volvemos ao proscênio da reencarnação, buscando retificação que enseja crescimento moral e aquisição de novas experiências que facultam libertação.

Em face de tais impositivos, o caminho por onde transitamos não se pode assinalar por contínuos sucessos, que pareçam traduzir o incessante auxílio do Senhor.

Do ponto de vista social, econômico e político, Ele foi um fracasso, qual se Deus O houvesse esquecido, na Terra. No entanto, porque amparado pelo Pai, nesse aparente infortúnio é que Ele culminou todo o sucesso da Sua missão.


Joanna de Ângelis














Emmanuel - Livro Construção do Amor - Chico Xavier - Cap. 4 - Apelo



Emmanuel - Livro Construção do Amor - Chico Xavier - Cap. 4


Apelo


Meus amigos.

Não basta recolher os frutos do caminho. É necessário fazer luz dentro dele para que não nos percamos nas trevas.

Amealhar os benefícios imediatos do Espiritismo, procurando-lhe as gratificações consoladoras será compreensível para nós todos, mormente na hora escura que a Terra vai atravessando no inquietante período de transição da atualidade.

Entretanto, não basta fartar-se a alma de reconforto superficial, de vez que o alívio nem sempre significa solução.

Saibamos aproveitar as graças e os favores da Doutrina de Amor que nos enriquece de conhecimento e esperança, plasmando no espírito a renovação que nos é indispensável.

Para isso, descurar o Evangelho será esquecer a escola e menosprezar a lição.

Consagremos alguns minutos, cada dia, à procura de orientação com o Instrutor da Imortalidade.

Evangelho no coração para que aprendamos a sentir.

Evangelho no pensamento para que não nos falhe o equilíbrio.

Evangelho na palavra para que não nos prendamos à perturbação.

Evangelho nos braços para que a preguiça não nos faça cair em seus despenhadeiros de sofrimento.

Para isso, é necessário ler os ensinamentos do Senhor e meditar-lhes a essência, imprimindo rumo certo ao barco de nossa vida.

Sem a bússola, a embarcação vagueia sem rumo.

Sem Jesus, comandando o nosso mundo interior, erraremos na Terra, no corpo ou fora dele, ao sabor das circunstâncias e das influências  , à maneira de folhas ressequidas ao vento.

Honremos a luz celeste que nos trouxe a bênção do Espiritismo e, cultivando o Evangelho na consciência, na família, no lar e na luta coletiva, converteremos o coração em santuário vivo em que brilhará para sempre a Vontade do Nosso Divino Mestre e Senhor.


Emmanuel














domingo, 18 de outubro de 2026

Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 12 - O Remédio Para os Padecimentos



Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 12


O Remédio Para os Padecimentos


19. Será, então, a vossa Terra um lugar de alegria, um paraíso de delícias? Acaso a voz do profeta já não ressoa aos vossos ouvidos? Não clamou essa voz que haveria prantos e ranger de dentes para os que nascessem nesse vale de dores? Vós que aí vindes viver, esperai, pois, lágrimas pungentes e penas amargas; e, quanto mais agudas e profundas forem as vossas dores, volvei o olhar para o Céu e bendizei o Senhor por ter querido pôr-vos à prova!.... Ó homens! Só reconhecereis, então, o poder do vosso Senhor quando ele tiver curado as chagas do vosso corpo e coroado os vossos dias de beatitude e alegria? Só reconhecereis, então, o seu amor quando ele tiver adornado o vosso corpo de todas as glórias e lhe tiver restituído o brilho e a brancura? Imitai aquele que vos foi dado para exemplo. Tendo chegado ao último grau da abjeção e da miséria, está deitado sobre uma estrumeira e diz a Deus: ‘Senhor! Conheci todas as alegrias da opulência, e me reduzistes à mais profunda miséria; obrigado, obrigado, meu Deus, por quererdes pôr à prova o vosso servo!’ Até quando vossos olhares se deterão nos horizontes marcados pela morte? Quando, afinal, vossa alma quererá lançar-se para além dos limites de um túmulo? Ainda que devêsseis chorar e sofrer durante toda uma vida, que seria isso diante da eternidade de glória reservada àquele que tiver suportado a prova com fé, amor e resignação? Buscai, pois, consolações para os vossos males no futuro que Deus vos prepara, e a causa de vossos males no vosso passado; e vós, que mais sofreis, considerai-vos como os bem-aventurados da Terra.

No estado de desencarnados, quando pairáveis no espaço, escolhestes a vossa prova, porque vos julgastes bastante fortes para suportá-la; por que murmurar agora? Vós, que pedistes a riqueza e a glória, fizestes isso para sustentar a luta contra a tentação e vencê-la. Vós, que pedistes para lutar de espírito e de corpo contra o mal moral e físico, é porque sabíeis que, quanto mais forte fosse a prova, mais gloriosa seria a vitória e que, se dela saísseis triunfantes, ainda que vossa carne fosse lançada sobre uma estrumeira, ao morrer ela deixaria escapar uma alma resplandecente de brancura e tornada novamente pura pelo batismo da expiação e do sofrimento.

Que remédio, então, prescrever aos que são acometidos por obsessões cruéis e males pungentes? Um só é infalível: a fé, o olhar para o Céu. Se, no auge de vossos mais cruéis sofrimentos, vossa voz cantar ao Senhor, o anjo, à vossa cabeceira, com a mão vos mostrará o sinal da salvação e o lugar que deveis ocupar um dia. . . A fé é o remédio certo do sofrimento; ela mostra sempre os horizontes do infinito, diante dos quais se apagam os poucos dias sombrios do presente. Não nos pergunteis mais, portanto, que remédio é preciso empregar para curar tal úlcera ou tal chaga, tal tentação ou tal prova; lembrai-vos de que aquele que crê é forte pelo remédio da fé e que aquele que duvida por um instante de sua eficácia é punido imediatamente, porque sente, nesse mesmo instante, as pungentes angústias da aflição.

O Senhor marcou com o seu selo todos os que nele creem. O Cristo vos disse que, com a fé, se transportam montanhas, e eu vos digo que aquele que sofre e que tiver a fé por amparo será colocado sob a sua égide e não mais sofrerá. Os momentos das mais fortes dores serão para ele as primeiras notas de alegria da eternidade. Sua alma se desprenderá de tal maneira do corpo que, enquanto este se contorcer sob as convulsões, ela planará nas regiões celestes, cantando com os anjos hinos de gratidão e de glória ao Senhor.

Ditosos os que sofrem e choram! Que suas almas estejam na alegria, pois serão cumuladas por Deus.


Santo Agostinho.

Paris, 1863. (E.S.E. - Cap. V - O mal e o remédio.)


A fé é de grande valia no coração do crente, força poderosa que sustenta a vida na caminhada de ascensão espiritual.

É, indiscutivelmente, o maior remédio para todos os males.

É a disposição de esperança que sustenta sempre a confiança em Deus, mantendo-O vivo na consciência, fazendo sentir Jesus nos guiando em todos os roteiros do aprendizado, na esfera em que nos encontramos, por misericórdia de Deus, que é a Terra.

É o Cristo comandando a todos e nos pedindo que confiemos em Deus e na Sua assistência; é a fé que realmente transporta montanhas e se torna em harmonia no complexo físico, traduzindo-se em saúde física para o corpo e espiritual para a alma.

É remédio infalível, como sendo bênção de Deus, que pode nascer dentro de nós, nos curar e ajudar aos nossos companheiros.

A fé não tem limites; ela tanto trabalha no mundo material, como no espiritual; é humana e divina, é filha de Deus nas mãos do Cristo.

Mesmo nas trevas, se faz luz quando desperta; nas horas de grandes aflições, ela se transforma em paz, estabelecendo a harmonia e nos levando ao amor, nas asas da esperança.

A Terra ainda não é lugar de gozo; é lugar de expiações e provas, onde os sofrimentos atingem proporções imensuráveis; é como um grande hospital, cheio de almas em reparo, chorando e sofrendo em busca da cura dos seus males.

Mas, como em uma casa de saúde, nela não existe somente gente doente; assim, muitos estagiam nela para ajudar na cura dos enfermos e, para tanto, Deus nos enviou a Doutrina Espírita, sob a égide de Jesus, para nos ensinar a cultivar a fé, a confiança, a amar a todos e a tudo, a amar a Deus em tudo onde se constata o trabalho da Sua generosa bondade.

O Espiritismo nos traz páginas lindas acerca das leis naturais, e nos ajuda a conviver com elas, respeitando-as de modo a estabelecer na nossa intimidade a harmonia divina, para a divina saúde dos corpos e do Espírito.

Compete-nos fazer a nossa parte, para que tenhamos força de curar a nós mesmos, no sustento da vida sobre a Terra.

É preciso saber que o remédio para o ódio é o amor, para a violência é o perdão, para a usura, o desprendimento, e para a desconfiança é a fé, que restabelece o equilíbrio no mais profundo do ser.

A Doutrina Espírita veio restabelecer a Doutrina do Cristo de Deus, fazendo a humanidade relembrar a maior das figuras que pisaram na face da Terra.

Fala-se muito em paraíso, desde os grandes profetas até os nossos dias; todavia, ele ainda se encontra distante, porque as suas raízes se encontram dentro de cada um, nos valores que granjeamos ainda em estado de sono, aguardando nossa boa vontade, para que eles acordem no exercício do bem, nas linhas do amor e da caridade.

O Espiritismo é um curso que os Céus mandaram para a Terra, sob a direção dos grandes benfeitores, que ministram aulas permanentemente, para que os Espíritos aprendam a educação dos sentimentos e se instruam em todos os campos do saber; manifesta-se como água da vida, lembrando sempre os feitos do Mestre dos mestres.

Devemos compreender o ensejo que representa a Doutrina, aproveitando isso na nossa educação e entendimento, e fazendo mais para nós mesmos, corrigindo nossas faltas e adestrando nossas qualidades.

Para isso, devemos estimular a fé, de maneira que ela seja a verdadeira filha do amor, e por onde passar devemos fazer ambiente de luz, para que passem também a fraternidade e a esperança.

Volte ao começo da nova filosofia e leia com mais atenção as obras básicas do Espiritismo, para reforço da sua fé, dando nascimento ao amor.

Se alguns dos males se transformarem em infortúnios em seus caminhos, não se queixe, meditando no que a Doutrina nos revela e consola com a tolerância; meditemos que a justiça de Deus é reta, e ninguém paga o que não deve; confie no futuro, que no amanhã haverá de gozar a paz porque passou a viver em paz, porque encontrou o remédio para todos os males, que é a fé, na irradiação do amor.


Miramez














sábado, 17 de outubro de 2026

Emmanuel - Livro Irmão - Chico Xavier - Cap. 4 - Respeito mútuo



Emmanuel - Livro Irmão - Chico Xavier - Cap. 4 - Respeito mútuo


Compadece-te dos que não pensam com as tuas ideias e não lhes encarceres a vida em tua própria vida, afastando-os da senda a que foram convocados.

Chamem-se pais ou filhos, cônjuges ou irmãos, amigos ou parentes, companheiros e adversários, diante de ti, cada um daqueles que te compartilham a existência é uma criatura de Deus, evoluindo em degrau diferente daquele em que te vês.

Ensina-lhes o amor ao trabalho, a fidelidade ao dever, o devotamento à compreensão e o cultivo da misericórdia, que isso é dever nosso, de uns para com os outros, entretanto, não lhes cerres a porta de saída para os empreendimentos de que se afirmam necessitados.

Habituamo-nos na Terra a interpretar por ingratos aqueles entes queridos que aspiram a adquirir uma felicidade diferente da nossa, entretanto, na maioria das vezes, aquilo que nos parece ingratidão é mudança do rumo em que lhes cabe marchar para a frente.

Quererias talvez titulá-los com os melhores certificados de competência, nesse ou naquele setor de cultura, no entanto, nem todos vieram ao berço com a estrutura psicológica indispensável aos estudos superiores e devem escolher atividades quase obscuras, não obstante respeitáveis, a fim de levarem adiante a própria elevação ao progresso.

Para outros, estimarias indicar o casamento que se te figura ideal, no campo das afinidades que te falam de perto, no entanto, lembra-te de que as responsabilidades da vida a dois pertencem a eles e não a nós, e saibamos respeitar-lhes as decisões.

Para alguns terás sonhado facilidades econômicas e domínio social, contudo, terão eles rogado à Divina Sabedoria estágios de sofrimento e penúria, nos quais desejem exercitar paciência e humildade.

Para muitos terás idealizado a casa farta de luxuosa apresentação e não consegues vê-los felizes senão em telheiros e habitações modestas, em cujos recintos anseiam obter as aquisições de simplicidade de que se reconhecem carecedores.

Decerto, transmitirás aos corações que amas tudo aquilo que possuis de melhor, no entanto, acata-lhes as escolhas se te propões a vê-los felizes.

Respeita os pensamentos e afinidades de cada um e aprende a esperar. Todos estamos catalogados nas faixas de evolução em que já estejamos integrados.

Se entes queridos te deixam presença e companhia, não lhes conturbes a vida nem te entregues a reclamações. Cada um de nós é atraído para as forças com as quais entramos em sintonia.

E se te parece haver sofrido esse ou aquele desgaste afetivo, não te perturbes e continua trabalhando na seara do bem.

Pelo idioma do serviço que produzas, chamarás a ti, sem palavras, novos companheiros que te possam auxiliar e compreender.

Não prendas criatura alguma aos teus pontos de vista e nem sonegues a ninguém o direito da liberdade de eleger os seus próprios caminhos.

Se as tuas afinidades pessoais ainda não chegaram para complementar-te a tranquilidade e a segurança é que estão positivamente a caminho.

E assim acontecerá sempre, porque fomos chamados a amar-nos reciprocamente e não para sermos escravos uns dos outros, porque, em princípio, compomos uma família só e todos nós somos de Deus.


Emmanuel












André Luiz - Livro Respostas da Vida - Chico Xavier - Cap. 29 - Itens da paz



André Luiz - Livro Respostas da Vida - Chico Xavier - Cap. 29


Itens da paz


Aflição perante desastres iminentes?

Talvez não aconteçam.

Contrariedades e contratempos?

Quase sempre são medidas da Espiritualidade Superior livrando-lhe o coração de males maiores.

Desgostos de longo alcance?

Oportunidades de revisão de nosso próprio comportamento.

Injúrias e perseguições?

Os que agravam o próximo são doentes necessitados de internação na clínica do silêncio e da prece.

Preterições?

Compadeça-se dos que se dispõem a tomar o direito dos outros, porque ignoram os problemas que serão compelidos a enfrentar.

Erros nossos?

Ensejo bendito de corrigenda em nós por nós mesmos.

Faltas ou quedas de entes queridos?

Respeitemos as experiências deles reconhecendo que estamos à frente de nossas próprias lições.

Dificuldades?

A provação é o metro de avaliação de nossa própria fé.

Moléstias físicas?

Pausas para iluminação e refazimento da vida espiritual.

Profecias inquietantes?

Reflitamos: o sol que se levantou ontem pela misericórdia de Deus, pela misericórdia de Deus brilhará para nós também hoje.


André Luiz















quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 178 - Combate interior



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 178


Combate interior


“Tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e agora ouvis estar em mim.” — PAULO. (Filipenses, 1:30)


Em plena juventude, Paulo terçou armas contra as circunstâncias comuns, de modo a consolidar posição para impor-se no futuro da raça. 

Pelejou por sobrepujar a inteligência de muitos jovens que lhe foram contemporâneos, deixou colegas e companheiros distanciados. 

Discutiu com doutores da Lei e venceu-os. 

Entregou-se à conquista de situação material invejável e conseguiu-a. 

Combateu por evidenciar-se no tribunal mais alto de Jerusalém e sobrepôs-se a velhos orientadores do povo escolhido. 

Resolveu perseguir aqueles que interpretava por inimigos da ordem estabelecida e multiplicou adversários em toda parte. 

Feriu, atormentou, complicou situações de amigos respeitáveis, sentenciou pessoas inocentes a inquietações inomináveis, guerreou pecadores e santos, justos e injustos…

Surgiu, contudo, um momento em que o Senhor lhe convoca o espírito a outro gênero de batalha — o combate consigo mesmo.

Chegada essa hora, Paulo de Tarso cala-se e escuta…

Quebra-se-lhe a espada nas mãos para sempre.

Não tem braços para hostilizar e sim para ajudar e servir.

Caminha, modificado, em sentido inverso. Ao invés de humilhar os outros, dobra a própria cerviz.

Sofre e aperfeiçoa-se no silêncio, com a mesma disposição de trabalho que o caracterizava nos tempos de cegueira.

É apedrejado, açoitado, preso, incompreendido muitas vezes, mas prossegue sempre, ao encontro da Divina Renovação.

Se ainda não combates contigo mesmo, dia virá em que serás chamado a semelhante serviço. Ora e vigia, prepara-te e afeiçoa o coração à humildade e à paciência. Lembra-te, meu irmão, de que nem mesmo Paulo, agraciado pela visita pessoal de Jesus, conseguiu escapar.


Emmanuel












quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Emmanuel - Livro Páginas de Fé - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Carlos A. Baccelli - Cap. 11 - No problema da dor



Emmanuel - Livro Páginas de Fé - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Carlos A. Baccelli - Cap. 11


No problema da dor


Para liquidar o problema da dor, ninguém deprecie a responsabilidade que lhe compete.

O Universo é regido pela Justiça Divina, e, nos tribunais do Perfeito Equilíbrio, todo sofrimento é resgate entre as criaturas, quando não seja luminosa missão de amor dos Espíritos angélicos.

Para ilustrar o conceito, recordemos que as doenças no mundo requerem medidas especiais.

O embaraço gástrico pede medicação laxativa.

A arteriosclerose exige tratamento adequado.

A apendicite reclama a intercessão operatória.

A escabiose aguarda recurso balsamizante.

O carcinoma pede extirpação e limpeza.

A loucura roga amparo e insulamento.

Para a legião das moléstias comuns, surge todo um exército de especialistas e enfermeiros, socorros e intervenções.

Assim também, na Vida Espiritual, cada consciência culpada que lhe alcança os domínios pelos braços da morte, implora a assistência na farmácia da vida.

A dor é procurada como remédio valioso e a reencarnação é o caminho em que deve ser encontrada.

Quem abusou da fortuna material, pede a cooperação da extrema pobreza.

Quem relaxou a saúde, clama pela enfermidade como medida capaz de garantir-lhe o reajuste.

Quem se arrojou à delinquência, na alucinação da beleza física, pede o corpo disforme que lhe assegure o retorno à tranquilidade.

Quem aviltou a inteligência, suplica as inibições mentais do cérebro curto, como serviço indispensável à própria restauração.

Quem se valeu do poder para espalhar aflições e lágrimas, requisita a desvalia social com problemas difíceis em que lágrimas e aflições lhe regenerem o campo íntimo.

Recebe, pois, o tipo de experiência que escolheste na Terra, em benefício de tua própria recuperação para Deus, sem desfalecer no trabalho que a Justiça te reservou.

Acolhe a dor e a luta por sábias instrutoras da vida e não lhes menoscabes o concurso santificante.

A sombra de ontem te procura o asilo de hoje e somente ao preço de teu sacrifício na tarefa redentora, pelo próprio dever bem cumprido, é que atingirás, valoroso e feliz; a Plena Luz de Amanhã.


Emmanuel