domingo, 8 de março de 2026

André Luiz - Livro Caridade - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 33 - Acordemos



André Luiz - Livro Caridade - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 33


Acordemos


É sempre fácil examinar as consciências alheias,

identificar os erros do próximo,

opinar em questões que não nos dizem respeito,

indicar as fraquezas dos semelhantes,

educar os filhos dos vizinhos,

reprovar as deficiências dos companheiros,

corrigir os defeitos dos outros,

aconselhar o caminho reto a quem passa,

receitar paciência a quem sofre e

retificar as más qualidades de quem segue conosco…

Mas enquanto nos distraímos, em tais incursões a distância de nós mesmos, não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição.

Enquanto nos ausentamos do estudo de nossas próprias necessidades, olvidando a aplicação dos princípios superiores que abraçamos na fé viva, somos simplesmente cegos do mundo interior relegados à treva…

Despertemos, a nós mesmos, acordemos nossas energias mais profundas para que o ensinamento do Cristo não seja para nós uma bênção que passa, sem proveito à nossa vida, porque o infortúnio maior de todos para a nossa alma eterna é aquele que nos infelicita quando a graça do Alto passa por nós em vão!…


André Luiz














sábado, 7 de março de 2026

Chico Xavier - Livro O Evangelho de Chico Xavier - Chico Xavier / Carlos Antônio Baccelli - Cap. 292 - Auxiliar sem imposição



Chico Xavier - Livro O Evangelho de Chico Xavier - Chico Xavier / Carlos Antônio Baccelli - Cap. 292


Auxiliar sem imposição


“Existem Espíritos complicados… encarnados e desencarnados. Precisamos saber lidar com eles.

Não queiramos depressa o que Deus está esperando acontecer… 

Não podemos nos impor a ninguém. O tempo é que vai nos modificando aos poucos.

Devemos ganhar o coração da pessoa; quem não ganha o coração não ganhará o cérebro, mudando os pensamentos de quem deseja ajudar…”


Chico Xavier










Emmanuel - Livro Encontro Marcado - Chico Xavier - Cap. 44 - Temperamento



Emmanuel - Livro Encontro Marcado - Chico Xavier - Cap. 44


Temperamento


Somos cuidadosos, salvaguardando o clima doméstico. Dispositivos de alarme, faxinas, inseticidas, engenhos de proteção e limpeza. No entanto, raros de nós se acautelam contra o inimigo que se nos instala no próprio ser, sob os nomes de canseira, nervosismo, angústia ou preocupação.

Asseguramos a tranquilidade dos que nos cercam, multiplicando recursos de segurança e higiene, no plano exterior, e, simultaneamente, acumulamos nuvens de pensamentos obsessivos que terminam suscitando pesadelos dentro de casa.

Muitas vezes, desapontados de nós para conosco, à face dos estragos estabelecidos por nossa invigilância, recorremos a tranquilizantes diversos, tentando situar a impulsividade que nos é própria no quadro das moléstias nervosas, no pressuposto de inocentar-nos.

Sem dúvida, não podemos subestimar o poder da mente sobre o campo físico em que se apoia. Se acalentamos a irritação sistemática, é natural que os choques do espírito atrabiliário alcancem o corpo sensível, descerrando brechas à enfermidade. Nesse caso, é preciso rogar socorro ao remédio. Ainda assim, é imperioso nos decidamos ao difícil empreendimento do autodomínio.

No que concerne a temperamento, é possível receber as melhores instruções e receitas de calma; entretanto, em última análise, a providência decisiva pertence a nós mesmos.

Ninguém consegue penetrar os redutos de nossa alma, a fim de guarnecê-la com barricadas e trancas. Queiramos ou não, somos senhores de nosso reino mental.

Por muito nos achemos hoje encarcerados, do ponto de vista de superfície, nas consequências do passado, pelas ações infelizes em nossa estrada de ontem, somos livres, na esfera íntima, para controlar e educar o nosso modo de ser.

Não nos esqueçamos de que fomos colocados, no campo da vida, com o objetivo supremo de nosso rendimento máximo para o bem comum.

Saibamos enfrentar os nossos problemas como sejam e como venham, opondo-lhes as faculdades de trabalho e de estudo de que somos portadores. Nem explosão pelas tempestades magnéticas da cólera e nem fuga pela tangente do desculpismo. Conter-nos. Governar-nos.

Aqui e além, estamos chamados a conviver com os outros, mas vivemos em nós, estruturando os próprios destinos, na pauta de nossa vontade, porque a vida, em nome de Deus, criou em cada um de nós um mundo por si.


Emmanuel









TEMA — Autocontrole.

Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo P. Franco - Cap. 6 - Fulgurações



Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo P. Franco - Cap. 6


Fulgurações


a) Visto que o homem traz em sua consciência a lei de Deus, que necessidade havia de lhe ser ela revelada”?

"Ele a esquecera e desprezara. Quis então Deus lhe fosse lembrada."


Busque a cruz do Cristo e siga resoluto.

Elevação é conquista adquirida nos degraus do sofrimento.

Arrebente as algemas reluzentes da ilusão.

O Espiritismo é compromisso grave com programa de inadiável execução.

Desembarace os pés do cipoal enganoso, onde brilham mentirosas pepitas de ouro misturadas a lama, a fim de poder continuar sem elos retentores na retaguarda.

As águas perfumadas, em que desliza o barco do prazer, cobrem profundos abismos, habitados por soezes verdugos do coração.

Inutilize a viciação absorvente, cujas nascentes se demoram nas aldeias da ignorância.

Ninguém desfrutará as consolações da esperança de alma mergulhada nas aflições do passado.

As leis de Deus jamais atenderão a comodidade preguiçosa. No entanto, cada um poderá alçar-se às sábias leis, seguindo o rumo da vida pelo sacrifical esforço próprio.

As emoções embriagadoras são fogos de artifício que logo se acabam em fumo. Fulguram abrasadoras, adornam de quimeras, para se desfazerem imediatamente.

Cresça em você mesmo, trocando os instrumentos do deleite pela picareta resistente e capaz de destruir, a golpes certeiros, as construções negativas que vão ficando para trás.

Enquanto você não resolva atravessar o pântano, sentir-se-á cercado pelo fogo-fátuo que lhe clareia a noite, originado nos processos químicos da decomposição cadavérica...

Rememore o Calvário onde esteve o Cristo na cruz e, se você tiver "olhos de ver", descortinará uma fulguração diferente, batendo as sombras do mundo e cobrindo a Humanidade inteira, hoje ligada ao programa de renovação espiritual.


Marco Prisco












sexta-feira, 6 de março de 2026

Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 17 - Fórmula



Emmanuel - Livro Harmonização - Chico Xavier - Cap. 17


Fórmula


“Sujeita-nos, pois, a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós.” — (Tiago, 4.7)


É justo que as nações pacificadas e laboriosas interpretem a guerra como enfermidade da civilização.

Como toda moléstia, naturalmente será portadora de determinados benefícios ao porvir do mundo, mas os que não a provocam, restringindo-se aos serviços de defesa, têm o direito natural de observar-lhe a natureza venenosa, propinando-lhe a necessária medicação.

O Evangelho não omite indicações preciosas, nesse capítulo da evolução planetária. Tiago oferece valiosa fórmula em certo versículo de sua epístola à comunidade mundial dos discípulos.

Aconselhando submissão a Deus e resistência ao adversário da Ordem Divina, solucionou melindroso problema que há ensandecido grandes cérebros da humanidade em todos os tempos.

Povos e coletividades diversas são atormentados com a pergunta: — “Participar da guerra? Entrar na guerra?”

Semelhantes interrogações, todavia, não interessam. O que preocupa de fato, o homem de bem, é saber aceitá-la.

O farisaísmo fermenta o desafio do Calvário. Jesus aceitou-o, obedecendo ao Bem e resistindo ao mal.

Os romanos orgulhosos lançaram a guerra sobre os continuadores do Mestre Divino. Os cristãos aceitaram-no, atendendo o Cristo e resistindo aos adversários d’Ele.

Os aprendizes da atualidade encontram interrogativas difíceis que é preciso responder prontamente.

O discípulo esclarecido não deve ignorar que existem diabos nos infernos visíveis e invisíveis das consciências desviadas.

É imprescindível, portanto, continue cada qual de pé para o trabalho dignificante com o Mestre, sujeitando-se aos rigores da luta que lhe sobrevenham pela Vontade do Altíssimo, resistindo, porém, aos inimigos do bem, da Verdade e da Luz, porque, o contrário disso será fugir à Construção do Cristo, na Terra, quando Jesus concedeu-nos lugar em Suas Obras, a fim de que o mal fuja de nós.


Emmanuel










Lancellin - Livro Iniciação - Viagem Astral - João Nunes Maia - Pág. 180 - Escola Divina



Lancellin - Livro Iniciação - Viagem Astral - João Nunes Maia - Pág. 180


Escola Divina


A vida é uma escola que nos recebe a todos como alunos do coração de Deus, e a harmonia é tamanha, que ela não se esquece de nos ofertar somente aquilo que suportamos, dentro do aprendizado a que fomos chamados. Todavia, ser-nos-á de grande valia, sabermos aproveitar o tempo, pelo canal que se chama esforço próprio.

Chegou a hora do progresso científico ceder lugar ao progresso moral, pois na Terra os dois estão defasados nos caminhos de ascensão. Pelo menos até agora, a moral se encontra em plano secundário, de modo a não incomodar os doutos e não exigir muito dos pesquisadores da verdade, que ainda não saíram do campo imensurável da teoria.

O objetivo principal das religiões, principalmente da Doutrina Espírita, é a transformação do homem. É a valorização da conduta reta, buscando meios e ampliando conceitos, para que os povos se conscientizem da educação dos sentimentos.

O campo científico avançou em todos os rumos, de sorte a se perder, por vezes, nos seus emaranhados impulsos de bem-estar; contudo, suas raízes estão presas a princípios devastadores, onde a dor e o infortúnio se alastram sem piedade. Fortunas e mais fortunas se gastam para descoberta de engenhos mortíferos, e muito mais na sua conservação. Vejamos até que ponto chegou a humanidade: conservar o instrumento da morte!

As verbas para a educação são sempre restritas e às vezes nenhuma. Educação de que falamos, não é o desenvolver somente do intelecto, é mexer também com os valores do coração. É salientar a escola do amor, onde ela estiver com mais evidência.

Nada falta no mundo. O que se encontra em carência é, por excelência, a falta de moral. E moral não é apenas o que toca ao desregramento sexual; é o conjunto de conduta estabelecida pelo Cristo de Deus, há dois mil anos.

Aguardamos o tempo de poderem os homens estudar a ciência do amor, da caridade, dos direitos humanos e também os direitos de todos os reinos da natureza. Os engenhos de guerra e as guerras de todos os tipos, nos mostram o zero da moral dos homens, e de falanges e mais falanges de Espíritos inferiores que eles atraem, pela lei dos semelhantes. A destruição vem, por faltar o amor nos corações; não o amor egoísta, não somente o amor familiar, mas o amor universal, aquele ensinado pelo Divino Amigo, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Enquanto milhares de homens debatem nos parlamentos, nas instituições, em campos abertos, nos meios de comunicação das massas, sem encontrar a solução para o equilíbrio dos povos e da natureza, Jesus, somente com uma frase, encontrou a solução há vinte séculos atrás: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

E fiquem todos sabendo que, quando a moral é renegada como coisa sem importância, a natureza se revolta pelos meios de que dispõe, e destrói o que foi feito pelo suor e pelo sangue dos sofredores.

Estais caminhando inconscientemente para uma batalha dessas, e pedimos a Deus que vos dê mais tempo para pensar, porque um dia de reajuste, de mudança na mente coletiva, já serve para minorar a cólera do tempo.

Muitas filosofias já estão carcomidas pela indiferença. Muitas religiões cederam pelo medo da força, se acovardaram diante das armas, aliando-se à política, esquecendo o divino que deve ser acordado no humano. E isto é muito sério, para os que respondem ante o Todo Poderoso.

Nós viemos para uma Escola Divina, para ajudar na educação das escolas humanas. As religiões deveriam se unir, esquecendo regras humanas que são passageiras, e intensificando nas bases de todas, o amor e a caridade. O próprio Evangelho nos leva a esta conclusão.

"Uma vara é fácil de ser quebrada, ao passo que um feixe delas torna-se mais difícil", nos diz a sabedoria popular. Os seres humanos estão muito próximos dos animais, nos sentimentos. Estes, quando soltos na invernada, se agrupam por qualidade, e expulsam alguns que se intrometem. Os homens que já alcançaram a civilização, que já conquistaram as claridades do raciocínio, fazem pior: investem-se contra seus irmãos para aniquilá-los, em nome d'Aquele que protege a todos com o mesmo amor. Contudo, ainda temos esperança de que no amanhã possam trazer novas ideias, mesmo depois dos duros acontecimentos que deverão marcar o fim de todos os ódios.

A falta de honestidade no seio da família humana traz o desequilíbrio e ela é nascida no apego às coisas da Terra, no orgulho e no egoísmo.

Quantos tratados de paz são assinados no mundo?... E continuamos a viver em plena guerra, guerra de todos os tipos; sabem por quê? Porque a guerra é a antítese do amor; onde uma estiver, o outro não existe.

Convidamos todos os homens para cerrar fileiras, estabelecendo, onde estiverem, campo propício ao amor e à caridade. Não os estamos convidando para participarem desta ou daquela instituição, mas da Religião do Amor, onde o Cristo abre os braços e acolhe a todos.

Dentro da organização a que pertencem, podem trabalhar para que cresça o amor em todos os corações. O melhor combate às guerras, às mentiras, à desonestidade, à imoralidade em geral, é incentivarmos e exemplificarmos as virtudes ensinadas e vividas por Jesus. Vamos viver, como pregou um grande místico oriental: "a não violência", a não agressão.

Procuremos ingressar na Escola Divina: pensar, escrever e ler, falar e agir, somente em áreas onde o amor universal nos chamar a servir.


Lancellin












quinta-feira, 5 de março de 2026

Emmanuel - Livro da Esperança - Chico Xavier - Cap. 77 - Espiritismo e nós



Emmanuel - Livro da Esperança - Chico Xavier - Cap. 77


Espiritismo e nós


“Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.” — JESUS (João, 14:15).

“O Espiritismo vem realizar, na época prevista, as promessas do Cristo. Entretanto, não o pode fazer sem destruir os abusos.” — (E.S.E - Cap. XXIII, 17)


Todas as religiões garantem retiros e internatos, organizações e hierarquias para a formação de orientadores condicionados, que lhes exponham as instruções, segundo o controle que lhes parece conveniente.

A Doutrina Espírita, revivendo o Cristianismo puro, é a religião do esclarecimento livre.

Mas se nós, os espíritas encarnados e desencarnados, situarmos nossas pequeninas pessoas acima dos grandes princípios que a expressam, estaremos muito distantes dela, confundidos nos delírios do personalismo deprimente, em nome da liberdade.

Todas as religiões amontoam riquezas terrestres, através de templos suntuosos, declarando que assim procedem para render homenagem condigna à Divina Bondade.

A Doutrina Espírita, revivendo o Cristianismo puro, é a religião do desprendimento.

Entretanto, se nós, os espíritas encarnados e desencarnados, encarcerarmos a própria mente nas hipnoses de adoração a pessoas ou na ilusão de posses materiais passageiras, tombaremos em amargos processos de obsessão mútua, descendo à condição de vampiros intelectualizados uns dos outros, gravitando em torno de interesses sombrios e perdendo a visão dos Planos Superiores.

Todas as religiões cultivam rigoroso sentido de seita, mantendo a segregação dos profitentes.

A Doutrina Espírita, revivendo o Cristianismo puro, é a religião da solidariedade.

Contudo, se nós, os espíritas encarnados e desencarnados, abraçarmos aventuras e distorções, em torno do ensino espírita, ainda mesmo quando inocentes e piedosas, na conta de fraternidade, levantaremos novas inquisições do fanatismo e da violência contra nós mesmos.

Todas as religiões sustentam claustros ou discriminações, a pretexto de se resguardarem contra o vício.

A Doutrina Espírita, revivendo o Cristianismo puro, é a religião do pensamento reto.

Todavia, se nós, os espíritas encarnados e desencarnados, convocados a servir no mundo, desertarmos do concurso aos semelhantes, a título de suposta humildade ou por temor de preconceitos, acabaremos inúteis, nos círculos fechados da virtude de superfície.

Todas as religiões, de um modo ou de outro, alimentam representantes e ministérios remunerados.

A Doutrina Espírita, revivendo o Cristianismo puro, é a religião da assistência gratuita.

No entanto, se nós, os espíritas encarnados e desencarnados, fugirmos de agir, viver e aprender à custa do esforço próprio, incentivando tarefeiros pagos e cooperações financiadas, cairemos, sem perceber, nas sombras do profissionalismo religioso.

Todas as religiões são credoras de profundo respeito e de imensa gratidão pelos serviços que prestam à Humanidade.

Nós, porém, os espíritas encarnados e desencarnados, não podemos esquecer que somos chamados a reviver o Cristianismo puro, a fim de que as leis do Bem Eterno funcionem na responsabilidade de cada consciência.

Exortou-nos o Cristo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” E prometeu: “Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres.” 

Proclamou Kardec: “Fora da caridade não há salvação.” E esclareceu: “Fé verdadeira é aquela que pode encarar a razão face à face.” 

Isso quer dizer que sem amor não haverá luz no caminho e que sem caridade não existirá tranquilidade para ninguém, mas estes mesmos enunciados significam igualmente que sem justiça e sem lógica, os nossos melhores sentimentos podem transfigurar-se em meros caprichos do coração.


Emmanuel







(Reformador, outubro de 1962, p. 223)