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sábado, 19 de setembro de 2026

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 46 - Crescei



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 46


Crescei


“Antes crescei na graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador, Jesus-Cristo.” — PEDRO. (2 Pedro, 3:18)


A situação de destaque preocupa constantemente a ideia do homem.

O próprio mendigo, esfarrapado e faminto, muita vez permanece, orgulhoso, na expectativa de realce no Céu.

Habitualmente, porém, toda ansiedade, nesse particular, é propósito mal dirigido objetivando crescimento ao inverso.

Não seria, propriamente, o ato de se desenvolver, mas de inchar.

Nessa mesma pauta, muitos aprendizes irrequietos pleiteiam altas remunerações financeiras, favores do dinheiro fácil, elevação aos postos de autoridade, invocando a necessidade de crescer para maior eficiência no serviço do Cristo.

Isto contudo, quase sempre é pura ilusão.

Materializadas as exigências, transformam-se em servidores rodeados de impedimentos.

O Mestre Divino, que organizou a vida planetária ao influxo do Eterno Pai, possui suficiente poder, e, para a execução de sua obra, não se demoraria à espera de que esse ou aquele dos aprendizes se convertesse em especialista em determinados negócios do mundo.

O crescimento, a que o Evangelho se reporta, deve orientar-se na virtude cristã e no conhecimento da vontade divina.

Aprenda cada um a sua parte, na esfera de nossos deveres com Jesus. Atenda ao programa de edificação que lhe compete, ainda que se encontre sozinho ou perseguido pela incompreensão dos homens e, então, estará crescendo na graça e no discernimento para a vida imortal.


Emmanuel














sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Neio Lúcio - Livro Alvorada Cristã - Chico Xavier - Cap. 16 - A trilogia bendita



Neio Lúcio - Livro Alvorada Cristã - Chico Xavier - Cap. 16


A trilogia bendita


Em tempos remotos, o Senhor vinha ao mundo frequentes vezes entender-se com as criaturas.

Certa vez, encontrou um homem irado e mau, que outra coisa não fazia senão atormentar os semelhantes. Perseguia, feria e matava sem piedade. Quando esse Espírito selvagem viu o Senhor, aproximou-se atraído pela luz d’Ele, a chorar de arrependimento.

O Cristo, bondoso, dirigiu-lhe a palavra:

— Meu filho, por que te entregaste assim à perversidade? Não temes a justiça do Pai? Não acreditas no Celeste Poder? A vida exige fraternidade e compreensão.

O malfeitor, que se mantinha prisioneiro da ignorância, respondeu em lágrimas:

— Senhor, de hoje em diante serei um homem bom.

Alguns anos passaram e Jesus voltou ao mesmo sítio. Lembrou-se do infeliz a quem havia aconselhado e buscou-o. Depois de certa procura, foi achá-lo oculto numa choça, extremamente abatido. Interpelado quanto à causa de tão lamentável transformação, o mísero respondeu:

— Ai de mim, Senhor! Depois que passei a ser bom, ninguém me respeitou! Fiz-me escárnio da rua… Tenho usado a compaixão e a generosidade, segundo me ensinaste, mas em troca recebo apenas o ridículo, a pedrada e a dilaceração…

O Mestre, porém, abençoou-o e falou:

— O teu lucro na eternidade não será pequeno com o sacrifício. Entretanto, não basta reter a bondade. É necessário saber distribuí-la. 

Para bem ajudar, é preciso discernir. Realmente é possível auxiliar a todos. Contudo, se a muita gente devemos ternura fraterna, a numerosos companheiros de jornada devemos esclarecimento enérgico.   

Estimularemos os bons a serem melhores e cooperaremos, a benefício dos maus, para que se retifiquem. 

Nunca observaste o pomicultor? Algumas árvores recebem dele irrigação e adubo; outras, no entanto, sofrerão a poda, a fim de serem convenientemente amparadas.

O Senhor retirou-se e o aprendiz retomou a luta para conquistar o conhecimento.

Peregrinou através de muitos livros, observou demoradamente os quadros da vida e recebeu a palma da ciência.

Os anos correram apressados, quando o Cristo regressou e procurou-o, novamente.

Dessa vez, encontrou-o no leito, enfermo e sem forças.

Replicando ao Divino Amigo, explicou-se:

— Ai de mim, Senhor! Fui bom e recebi injustiças, entesourei a ciência e minhas dificuldades cresceram de vulto.

Aprendi a amar e desejar em sã consciência, a idealizar com o Plano superior, mas vejo a ingratidão e a discórdia, a dureza e a indiferença com mais clareza. Sei aquilo que muita gente ignora e, por isto mesmo, a vida tornou-se-me um fardo insuportável…

O Mestre, porém, sorriu e considerou:

— A tua preparação para a felicidade ainda não se acha completa. Agora, é preciso ser forte. Acreditas que a árvore respeitável conseguiria viver e produzir, caso não soubesse tolerar a tempestade?  

A firmeza interior, diante das experiências da vida, conferir-te-á o equilíbrio indispensável. Aprende a dizer adeus a tudo o que te prejudica na caminhada em direção da luz divina e distribuirás a bondade, sem preocupações de recompensa, guardando o conhecimento sem surpresas amargas. Sê inquebrantável em tua fé e segue adiante!

O aprendiz reergueu-se e nunca mais experimentou a desarmonia, compreendendo, enfim, que a bondade, o conhecimento e a fortaleza são a trilogia bendita da felicidade e da paz.


Neio Lúcio












Espírito Anônimo - Livro Chico Xavier, a aurora de uma vida entre o Céu e a Terra - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 15 - Ser bom



Espírito Anônimo - Livro Chico Xavier, a aurora de uma vida entre o Céu e a Terra - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 15


Ser bom


Ao fúlgido Espírito de D. Zilda Gama.

A glória de ser bom é a glória do Universo.
É a conquista do amor, em surtos peregrinos!
Ser bom é ser a luz que, em fachos purpurinos,
Aclara o coração nas trevas, submerso!

Ser bom é se elevar aos páramos divinos,
Onde o nosso viver tem curso bem diverso,
Onde o amor do bom Deus é fúlgido, disperso,
Quebrantando o amargor dos lúridos destinos!

Ser bom é ultrapassar as raias da ventura,
Sobrepor-se, afinal, à humana criatura
A trazer para sempre a alma redimida.

A glória de ser bom é a verdadeira glória!
É atingir o ideal, alcançando a vitória,
A vitória da luz na conquista da vida.


Espírito Anônimo
(F. Xavier)






A dedicatória expressa na introdução ("Ao fúlgido Espírito de D. Zilda Gama") foi uma respeitosa homenagem em vida direcionada à nobre escritora e também médium mineira Zilda Gama (1878–1969), que na época já despontava como uma das grandes referências da literatura espírita no Brasil.

16 de julho de 1929.








Irmão José - Livro Fé - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Carlos A. Baccelli - Cap. 19 - Justiça Divina



Irmão José - Livro Fé - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Carlos A. Baccelli - Cap. 19


Justiça Divina


Às vezes, perguntas entristecido: — valerá a pena ser bom nos caminhos da vida?

E, num átimo, inventarias ingratidões, decepções, calúnias…

Aquele a quem estendeste a mão ontem, é o mesmo a vilipendiar-te hoje…

Aquele a quem mataste a fome outrora, é o mesmo a escarnecer dos teus ideais agora…

Aquele que socorreste no lance difícil das próprias experiências, é a voz que se ergue para censurá-lo publicamente…

Aquele em quem confiaste cegamente, é o mesmo que, em te ludibriando, armou-te delicada situação…

Prossegue, contudo, obedecendo a voz da consciência.

Todos os que se dispõem a servir no mundo, inevitavelmente colherão dissabores…

Não tem sido assim com os paladinos da beneficência de todos os tempos?

Não esmoreças.

Em verdade, quando fazes o bem aos outros estarás fazendo-o a ti mesmo.

Pelos espinhos, não deixes de investir na própria felicidade.

A justiça pertence a Deus. O tempo falará por ti.


Irmão José

























Fonte: 

Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Pág. 88 - Luz no coração



Irmã Scheilla - Livro A Mensagem do Dia - Clayton B. Levy - Pág. 88


Luz no coração 


As sombras que recaem sobre a humanidade, no campo moral, nada mais são que a ausência do Evangelho nos corações das criaturas.

Daí a necessidade de uma vivência maior dentro dos padrões traçados por Jesus, por parte daqueles que já se encontraram com o Mestre.

A esses, cabe a tarefa de iluminação do planeta. 

Conforme o próprio Mestre asseverou, eles terão de ser o “sal da Terra”, conservando a elevação do pensamento e dando o sabor da fraternidade à vida de relação.

Se a tarefa parece difícil, é oportuno recordar que, sem o espírito de renúncia, desprendimento e disciplina, as dores da humanidade se agravariam ainda mais. 

As sombras, contudo, hão de ser passageiras, porque o sol do amor de Deus não deixará que a ignorância imponha, por muito tempo, seus efeitos nefastos aos homens de boa vontade e amantes da paz.

Se brutalidade ainda recrudesce, cabe aos seguidores do Cristo o desenvolvimento da concórdia, por meio do próprio exemplo, na prática dos ensinos evangélicos. 

Se a dor moral ainda persiste, como efeito dos enganos e da rebeldia, o alívio por meio do esclarecimento é o único caminho e o principal recurso a ser mobilizado.

Se o homem se ressente de seus atos cheios de sombras, cabe a ele mesmo reerguer-se para a luz de Deus, a fim de construir em sua consciência a cidadela de paz que o mundo deseja. 

Somente com o desenvolvimento do amor em níveis mais elevados, conseguirá o homem construir a sociedade livre das mazelas que hoje assolam os povos e retardam o progresso. 

Confiemos, porém, no amor do Pai, oferecendo nossos esforços, em nosso campo de atuação, para que a luz que todos desejamos venha a nascer dos nossos próprios corações.




Irmã Scheilla















Emmanuel - Livro Recanto de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 16 - Apoio



Emmanuel - Livro Recanto de Paz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 16


Apoio


Não alegues defeitos
Deixando de servir.

Nem percas vida e tempo,
Fitando os próprios males.

Remédio em teu remédio
É o bem que distribuas.

Esquece-te e confia,
Serviço é cura e paz.

Cada rosa no barro
É uma explosão de luz.

Quando te faltem forças,
Deus te sustentará.


Emmanuel












quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 81 - Cristo-reforma



Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 81


Cristo-reforma


"Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena no vosso falar." — PAULO. (Colossenses, 3:8).

Cristo-reforma é força de modificação no coração da criatura; são linhas de entendimento de Deus para os homens, que se fortalecem pelo exercício do amor, que avança na sua pureza, peculiar aos anjos.

Paulo, falando aos Colossenses, acentua com propriedade que eles deveriam despojar-se do homem velho, cedendo lugar ao novo homem, cheio de glória, por ser uma alma manifestada no mundo pela força de Cristo, a dominar a sua própria vida.

Quem conhece Jesus, certamente que se esquece da ira, pois ela modifica o empenho natural que temos para o bem; e essa indignação turva a nossa mente, não nos deixando ver mais além de onde promana a esperança e a fé.

A indignação corrompe o ambiente de paz que os Céus nos dão, transmutando-se em maldade, e a maldade escraviza a criatura que a gera e produz um magnetismo tão inferior, que nos faz perder, por vezes, a consciência; eis que aí, a nossa boca começa a ser instrumento de perdição pela maledicência, e a linguagem obscena domina o nosso falar.

Chega o momento de o Cristo reformar o nosso modo de ser, aproveitando alguns instantes que cedemos ao amor, para falar conosco no silêncio d’alma. E suas palavras se acomodam em nós como ondas divinas, a nos preparar para o grande futuro, como sementes de Deus no solo humano; cada vez que pensamos em coisas elevadas, quando a caridade e o amor brilham em nós, é como que chuva no plantio do Senhor, e a árvore da vida começa a crescer de forma espetacular, mas visível aos nossos sentidos espirituais, a refletir no nosso mundo físico.

É o Cristo crescendo em nossos corações, e a sua voz vai ficando cada vez mais clara e precisa, naquele comando que todos os discípulos do Seu amor conhecem, cedendo a Sua magnânima vontade.

Não fiquemos alheios a essa verdade; apeguemo-nos ao Cristo-reforma e deixemos que Ele trabalhe dentro do nosso coração, como já fez com inúmeras criaturas, crescendo na lavoura imensa do nosso mundo, em nome de Deus; deixemos que ele invada a nossa consciência, a domar as nossas paixões, se as tivermos, e a semear o trigo da Vida, enriquecendo a nossa vida da vida do Pai Celestial.

Não nos entreguemos as paixões do mundo, nem nos deixemos dominar pelos vícios da terra; cultivemos a oração todos os dias, no silêncio do santuário d’alma, que alguém invisível nos guiará para saudáveis caminhos.

O pedido mais urgente dos benfeitores espirituais que nos comanda a todos é o mesmo pedido que o Homem de Damasco fez aos colossenses há quase dois mil anos; meditemos nele, pois esse condicionamento é divino, engenhosa e segura a sua eficácia, ajudando-nos a nos libertar da pesada cruz das provações e dos cravos dos infortúnios:

Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isso; ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena no vosso falar.


Miramez













Fonte: Cristos

Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 115 - Embaixadores do Cristo



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 115


Embaixadores do Cristo


“De sorte que somos embaixadores da parte do Cristo.” — PAULO. (2 Coríntios, 5:20)


Na catalogação dos valores sociais, todo homem de trabalho honesto é portador de determinada delegação.

Se os políticos e administradores guardam responsabilidades do Estado, os operários recebem encargos naturais das oficinas a que emprestam seus esforços.

Cada homem de bem é mensageiro do centro de realizações onde atende ao movimento da vida, em atividade enobrecedora.

As ruas estão cheias de emissários das repartições, das fábricas, dos institutos, dos órgãos de fiscalização, produção, amparo e ensino, cujos interesses conjugados operam a composição da harmonia social.

É necessário, contudo, não esquecermos que os valores da vida eterna não permaneceriam no mundo sem representantes.

Cristo possui embaixadores permanentes em seus discípulos sinceros.

Importa considerar que na presente afirmativa de Paulo de Tarso não vemos alusão ao sacerdócio presunçoso.

Todos os colaboradores leais de Jesus, em qualquer situação da vida e no lugar mais longínquo da Terra, são conhecidos na sede espiritual dos serviços divinos.   

É com eles, cooperadores devotados e muita vez desconhecidos dos beneficiários do mundo, que se movimenta o Mestre, cada dia, estendendo o Evangelho aplicado entre as criaturas terrestres, até à vitória final.

Entendendo esta verdade, consulta as próprias tendências, atos e pensamentos. Repara a quem serves, porque, se já recebeste a Boa Nova da Redenção, é tempo de te tornares embaixador de sua luz.


Emmanuel













quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 58 - Discípulos



Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 58


Discípulos


“E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.” — JESUS. (Lucas, 14:27)

Os círculos cristãos de todos os matizes permanecem repletos de estudantes que se classificam no discipulado de Jesus, com inexcedível entusiasmo verbal, como se a ligação legítima com o Mestre estivesse circunscrita a problema de palavras.

Na realidade, porém, o Evangelho não deixa dúvidas a esse respeito.

A vida de cada criatura consciente é um conjunto de deveres para consigo mesma, para com a família de corações que se agrupam em torno dos seus sentimentos e para com a Humanidade inteira.

E não é tão fácil desempenhar todas essas obrigações com aprovação plena das diretrizes evangélicas.

Imprescindível se faz eliminar as arestas do próprio temperamento, garantindo o equilíbrio que nos é particular, contribuir com eficiência em favor de quantos nos cercam o caminho, dando a cada um o que lhe pertence, e servir à comunidade, de cujo quadro fazemos parte.

Sem que nos retifiquemos, não corrigiremos o roteiro em que marchamos.

Árvores tortas não projetam imagens irrepreensíveis.

Se buscamos a sublimação com o Cristo, ouçamos os ensinamentos divinos. 

Para sermos discípulos Dele é necessário nos disponhamos com firmeza a conduzir a cruz de nossos testemunhos de assimilação do bem, acompanhando-lhe os passos.

Aprendizes existem que levam consigo o madeiro das provas salvadoras, mas não seguem o Senhor por se confiarem à revolta através do endurecimento e da fuga.

Outros aparecem, seguindo o Mestre nas frases bem-feitas, mas não carregam a cruz que lhes toca, abandonando-a à porta de vizinhos e companheiros.

Dever e renovação.

Serviço e aprimoramento.

Ação e progresso.

Responsabilidade e crescimento espiritual.

Aceitação dos impositivos do bem e obediência aos padrões do Senhor.

Somente depois de semelhantes aquisições é que atingiremos a verdadeira comunhão com o Divino Mestre.


Emmanuel














Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 155 - Contra a insensatez



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 155


Contra a insensatez


“Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?” — PAULO. (Gálatas, 3:3).


Um dos maiores desastres no caminho dos discípulos é a falsa compreensão com que iniciam o esforço na região superior, marchando em sentido inverso para os círculos da inferioridade. Dão, assim, a ideia de homens que partissem à procura de ouro, contentando-se, em seguida, com a lama do charco.

Semelhantes fracassos se fazem comuns, nos vários setores do pensamento religioso.

Observamos enfermos que se dirigem à espiritualidade elevada, alimentando nobres impulsos e tomados de preciosas intenções; conseguida a cura, porém, refletem na melhor maneira de aplicarem as vantagens obtidas na aquisição do dinheiro fácil. 

Alguns, depois de auxiliados por amigos das Esferas sublimadas, em transcendentes questões da vida eterna, pretendem atribuir a esses mesmos benfeitores a função de policiais humanos, na pesquisa de objetivos menos dignos.

Numerosos aprendizes persistem nos trabalhos do bem; contudo, eis que aparecem horas menos favoráveis e se entregam, inertes, ao desalento, reclamando prêmio aos minguados anos terrestres em que tentaram servir na lavoura do Mestre Divino e plenamente despreocupados dos períodos multimilenários em que temos sido servidos pelo Senhor.

Tais anomalias espirituais que perturbam consideravelmente o esforço dos discípulos procedem dos filtros venenosos compostos pelos pruridos de recompensa.

Trabalhemos, pois, contra a expectativa de retribuição, a fim de que prossigamos na tarefa começada, em companhia da humildade, portadora de luz imperecível.


Emmanuel












Casemiro Cunha - Livro Cartas do Evangelho e outros poemas - Chico Xavier - 1ª Parte - Cap. 25 - Carta aos discípulos



Casemiro Cunha - Livro Cartas do Evangelho e outros poemas - Chico Xavier - 1ª Parte - Cap. 25


Carta aos discípulos


Se és discípulo sincero
Do Evangelho de Jesus
Não deponhas no caminho
O peso de tua cruz.

Pelo fato de estudares
Nesse roteiro de amor,
Encontrarás na tarefa
O cálice de amargor.

É que quanto mais te eduques
Nos esforços da ascensão,
Mais sofrerás com o duelo
Do egoísmo e da ambição.

Pensando no Amado Mestre,
Ponderando-Lhe a bondade,
Hás de chorar, vendo o mundo
No abismo da iniquidade.

Terás dor, porquanto, em paz,
Nunca feres, nem odeias.
Sentido contigo próprio
As amarguras alheias.

Vai com fé pelo caminho,
Leva a charrua na mão,
Trabalha, guardando o Cristo
No fundo do coração.

Desconfia da lisonja.
Esquece o que te ofender.
Coloca, acima dos homens
O que te cumpre fazer.

Sê modesto. Há sempre últimos
Que no Céu serão primeiros.
Conta sempre com Jesus
Acima dos companheiros.

Um amigo terrestre pode
Ir com tua alma ao porvir,
Mas inda é o homem do mundo
Sempre disposto a cair.

Recebe com precaução
Quem te venha agradecer.
Por muita coisa que faças
Não fazes mais que o dever.

A palavra sem os atos
É um cofre sonoro e oco.
Evita o que fala muito
E edifica muito pouco.

Sê desprendido da posse
Mas, conserva os bens da luz.
O discípulo conhece
Que ele próprio é de Jesus.

Nunca sirvas às discórdias,
Ao despeito, à confusão.
Deves ser, por onde passes,
Ensino e consolação.

Sabendo que nada vales
Sem o amparo do Senhor,
Conquistarás no futuro
O seu Reinado de Amor.


Casimiro Cunha














terça-feira, 15 de setembro de 2026

Emmanuel - Livro Fé, Paz e Amor - Chico Xavier - Cap. 5 - Fé e caridade



Emmanuel - Livro Fé, Paz e Amor - Chico Xavier - Cap. 5


Fé e caridade


Sem fé, a caridade muita vez se transforma em virtude fragmentária nos caminhos do tempo. Ora luz, ora sombra, hoje auxílio, amanhã reprimenda.

Sem a base da confiança, assemelha-se, quase sempre, à planta de raiz frágil que o furacão arrebata ao solo, convertendo-se em deserto.

A bondade, porém, que se mune da fé viva sabe agir em termos de Vida Eterna.

Reconhece a maldade por estado de ignorância e dispõe-se a ensinar, sem cansaço e sem queixa.

Observa o transviado por doente infeliz e oferece-lhe ao passo o remédio preciso.

Sabe, assim, que os irmãos infiéis a si mesmos exigem tolerância e vê que todo mal espera por silêncio para regenerar-se, ante o brilho da Lei.

Saibamos, desse modo, erguer ao bem constante nosso culto diário, convictos de que a morte é outra face da existência em si mesma.

Não vale confiar, desconfiando sempre.

Lembremo-nos, assim, de que o Cristo de Deus, em sua fé nos homens, renova a cada dia o nosso vivo ensejo de aprender e servir, e apliquemos em nós esse mesmo padrão de socorro incessante, perdoando e auxiliando, sem qualquer restrição, porque somente assim, na base da fé pura, que jamais desfalece, a nossa caridade encontrará na vida o alicerce do amor para a bênção da luz.


Emmanuel













Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 58 - Em honra da liberdade



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 58


Em honra da liberdade


“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo, e não segundo o Cristo.” — PAULO (Colossenses, 2:8)


Se alcançaste um raio de luz do Evangelho, avança na direção do Cristo, o Divino Libertador.

Não julgues seja fácil semelhante viagem do espírito.

Encontrarás, em caminho, variados apelos à indisciplina e à estagnação.

Serás surpreendido a cada passo pelos sofistas da Religião, pelos falsários da Filosofia, pelos paranoicos da Ciência e pelos dilapidadores da História, empavesados nas engenhosas criações mentais em que encarceram a própria vida, buscando atrelar-te o pensamento ao carro da argumentação filauciosa a que se acolchetam, famintos de louvor e de vassalagem.

Mutilando a revelação divina, desfigurando preceitos da verdade, abusando da inteligência ou fantasiando episódios furtados ao registro fiel do tempo, armam ciladas ou levantam castelos teóricos, em que a sugestão menos digna te inclina a existência à rebelião e ao pessimismo, à viciação e à inutilidade.

Atendendo, quase sempre, a interesses escusos, lisonjeiam-te a insipiência, incensando-te o nome, quando não se desmandam na vaidade, aliciando-te a decisão para que lhes engrosses o séquito de loucura.

Acompanhando-os, porém, não te farás senão presa deles, fâmulo desditoso das ideias desequilibradas que emitem, no temerário propósito de se anteporem ao próprio Deus.

Querem escravos para os sistemas falaciosos que mentalizam, quando Jesus deseja te faças livre para a conquista da própria felicidade.

Acautela-te no trato com todos os que tudo te pedem, no campo da independência espiritual, limitando-te a capacidade de sentir e pensar, empreender e construir, porquanto, em nos fazendo tributários da falsa glória em que se encasulam, relegam-nos a existência a planos de subnível, quando o Cristo de Deus, tudo nos dando em amor e sabedoria, nos ampliou a emoção e o conhecimento, a iniciativa e o trabalho, convertendo-nos em filhos emancipados da Criação, para que tenhamos não apenas a vida, mas Vida Santificada e Abundante.


Emmanuel












(Reformador, agosto de 1959, p. 170)

Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. XIX - João Nunes Maia - Cap. 15 - Dois vermes destruidores



Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. XIX - João Nunes Maia - Cap. 15


Dois vermes destruidores  


933. Assim como, quase sempre, é o homem o causador de seus sofrimentos materiais, também o será de seus sofrimentos morais?

“Mais ainda, porque os sofrimentos materiais algumas vezes independem da vontade; mas, o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, numa palavra, são torturas da alma.

“A inveja e o ciúme! Felizes os que desconhecem estes dois vermes roedores! Para aquele que a inveja e o ciúme atacam, não há calma, nem repouso possíveis. À sua frente, como fantasmas que lhe não dão tréguas e o perseguem até durante o sono, se levantam os objetos de sua cobiça, do seu ódio, do seu despeito. O invejoso e o ciumento vivem ardendo em contínua febre. Será essa uma situação desejável e não compreendeis que, com as suas paixões, o homem cria para si mesmo suplícios voluntários, tornando-se-lhe a Terra verdadeiro inferno?”

A.K.: Muitas expressões pintam energicamente o efeito de certas paixões. Diz-se: ímpar de orgulho, morrer de inveja, secar de ciúme ou de despeito, não comer nem beber de ciúmes, etc. Este quadro é sumamente real. Acontece até não ter o ciúme objeto determinado. Há pessoas ciumentas, por natureza, de tudo o que se eleva, de tudo o que sai da craveira vulgar, embora nenhum interesse direto tenham, mas unicamente porque não podem conseguir outro tanto. Ofusca-as tudo o que lhes parece estar acima do horizonte e, se constituíssem maioria na sociedade, trabalhariam para reduzir tudo ao nível em que se acham. É o ciúme aliado à mediocridade. De ordinário, o homem só é infeliz pela importância que liga às coisas deste mundo. Fazem-lhe a infelicidade a vaidade, a ambição e a cobiça desiludidas. Se se colocar fora do círculo acanhado da vida material, se elevar seus pensamentos para o infinito, que é seu destino, mesquinhas e pueris lhe parecerão as vicissitudes da Humanidade, como o são as tristezas da criança que se aflige pela perda de um brinquedo, que resumia a sua felicidade suprema. Aquele que só vê felicidade na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros é infeliz, desde que não os pode satisfazer, ao passo que aquele que nada pede ao supérfluo é feliz com os que outros consideram calamidades.

Referimo-nos ao homem civilizado, porquanto, o selvagem, sendo mais limitadas as suas necessidades, não tem os mesmos motivos de cobiça e de angústias. Diversa é a sua maneira de ver as coisas. Como civilizado, o homem raciocina sobre a sua infelicidade e a analisa. Por isso é que esta o fere. Mas, também, lhe é facultado raciocinar sobre os meios de obter consolação e de analisá-los. Essa consolação ele a encontra no sentimento cristão, que lhe dá a esperança de melhor futuro, e no Espiritismo que lhe dá a certeza desse futuro. (O Livro dos Espíritos).


Os sofrimentos no mundo devastam os homens, trazendo-Ihes padecimentos de todas as ordens que se possa imaginar, sofrimentos materiais e morais. De certa forma, não se pode deter esses sofrimentos, por serem processos de despertamento espiritual, no entanto, compreender que são eles da nossa culpa é bem melhor para que possamos nos esforçar para nos livrarmos deles.

Estamos falando de dois apenas, que são o ciúme e a inveja. São realmente dois vermes roedores da alma, senão do próprio corpo físico. Como combater essas duas enfermidades, livrar-se delas? Qual o ser humano, e mesmo o espiritual, que não sentiu ou sente ciúme ou inveja? Todos, embora haja os que já se livraram deles.

Os que ainda não sentiram essas duas doenças, talvez se encontrem na fila para sentir suas torturas. Elas, por seu caráter inferior, trazem lições dolorosas para a alma na sua sequência de vida. Como encarnados, e por vezes fora da carne, todos sentirão esse estado negativo do Espírito, por não terem ainda conhecido a verdade. Somente os Espíritos livres das paixões humanas são limpos dos resíduos de todas as inferioridades.

Certamente que devemos combater todos os tipos de inferioridade nos caminhos que percorremos, para que no amanhã, possamos dizer: "conheci a verdade e ela me tornou livre das peias da ignorância."

"O Livro dos Espíritos" nos fala que, por vezes, os sofrimentos materiais independem da vontade do homem, e isso é certo, no entanto, os sofrimentos morais se encontram na mesma ordem, por nos faltar elevação espiritual para os evitarmos. Como pode o homem primitivo ter uma moral ilibada, se desconhece seus fundamentos?

Os sofrimentos materiais e morais somente desaparecerão quando o Espírito ascender pelo despertamento dos seus dons espirituais. O tempo se encarrega desse trabalho. Todas as almas que não têm experiências qualificadas na consciência pura, desconhecem a paz e a tranquilidade. Não questionemos a Deus, nem tampouco O responsabilizemos, pelos desastres que essas duas forças provocam em nós. O esquema está traçado para o nosso destino, e como Deus é onisciente, Ele já sabe disso; e se deixou que assim acontecesse, é que precisa ser deste modo. Nem nós mesmos temos culpas dos nossos deslizes. Temos culpas, se não combatermos nossas inferioridades, já conscientes dos caminhos onde as paixões nos levam.

Todos os vermes roedores são forças negativas que devemos combater, sempre na ordem das coisas, porque é no combate que ganhamos experiência para a verdadeira conquista. Se as almas não fossem torturadas pelos contrastes da vida, como elas conheceriam o outro lado, o da serenidade, da caridade e do amor? Certamente que são felizes aqueles que desconhecem esses vermes roedores; bem-aventurados são eles, por terem passado por todas essas experiências e delas colheram a paz verdadeira que torne a consciência tranquila, objetivo de nossas vidas.

Compreendamos, pois, a necessidade dos nossos esforços visando à melhora da vida material e moral, pois o conseguiremos, por estar no destino de todos. Surge deste esforço a água da vida, quem a bebe nunca mais terá sede.

Replicou-lhe Jesus:

"Se conhecerás o dom de Deus e quem é o que te pede: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva." (João, 4:10)

Jesus sempre nos pede que doemos água, em qualquer posição em que estejamos, aos que sofrem, pois Ele está com eles e, se compreendemos, Ele, o Mestre, nos dá a água com a qual nunca mais teremos sede, por ser a água da vida eterna. É necessário que entendamos esse pedido. As imperfeições são fantasmas dentro de nós e à nossa frente, e a consciência em Cristo nos pede para expulsá-las, ambientando-nos com o amor e a caridade, para que a salvação instale na nossa intimidade o sol da verdade e a luz de Deus no coração.

Limpando-te do ciúme e da inveja, ficarás livre de muitos fantasmas que corroem a alma, como carunchos invisíveis, os quais não devemos matar, nem nos servirmos deles para a nossa revolta e, sim, transformá-los em vida, em experiências e cultivo da própria paz.


Miramez















Fonte: Filosofia Espírita Vol. XIX-pdf

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Irmão Saulo - Livro Na Era do Espírito - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Cap. 4 - Família e reencarnação - A Verdade sobre a mesa



Irmão Saulo - Livro Na Era do Espírito - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Cap. 4 - Família e reencarnação


A Verdade sobre a mesa


A verdade é o pão do espírito. Sobre a mesa de Chico Xavier, cercada de amigos que vieram de longe para o banquete, os Trovadores do Além lançaram suas rodelas de pão. Cada um deles foi poeta na Terra e continua a cantar depois da morte, porque a criatura de Deus não morre — apenas troca de roupa. Fizeram um rodeio de trovas e cada trova é. uma síntese pessoal da visão coletiva da verdade. Cada trova responde a determinadas perguntas dos homens.

Os temas se desenvolvem através das trovas. O lar surge no mundo para humanizá-lo, graças ao sonho do namoro em que as almas procuram-se no anseio de amar. A convivência vai revelar que elas não são o que sonhavam, mas o purgatório do lar é uma bênção para libertar do inferno do passado. A família terrena permite o reajuste através da reencarnação, dissolvendo as mágoas e liquidando as contas. O casamento não se faz no cartório, mas no lar, e nele é que o inimigo transformado em parente acaba por nos amansar.

Os Espíritos Superiores não estão sujeitos ao controle humano da natalidade — nascem quando querem, pois conhecem e dominam as leis naturais melhor do que os homens. Um lar desgovernado, desprovido de orientação, vira sepultura do amor. Entretanto, é o lar a fonte e a base de todas as civilizações, acertando as contas do passado dentro de casa e melhorando as criaturas. Resulta daí a colheita do amor, graças à ação de duas forças simples, naturais, que se conjugam para construir a grandeza da Terra: os laços familiais orientados pela ternura materna, pela presença da Mãe.

Pouco a pouco, através das trovas, a verdade se corporifica. E os trovadores nos dão assim a lição da fraternidade e da colaboração. Fizeram um mutirão para responder às perguntas dos homens. Cada qual deu o seu pedaço e o pão da verdade apareceu sobre a mesa do médium para saciar a fome dos espíritos. É esse o processo da Revelação. Desde que o mundo é mundo a verdade flui para os homens através da mediunidade.


Irmão Saulo








Chico Xavier


Chico Xavier nos conta como surgiu o assunto, durante a peregrinação que faz semanalmente aos lares dos amigos menos afortunados do bairro em que reside, sempre acompanhado por visitantes de outras cidades:

“Enquanto realizávamos a nossa visita fraterna a companheiros de nosso bairro, estava conosco uma estudiosa caravana de irmãos das cidades de São José do Rio Preto, Mirassol, Votuporanga e Ribeirão Preto. Durante todo o percurso a nossa conversação foi um debate amistoso sobre assuntos do lar. Ao todo, com os amigos de outras cidades, éramos nada menos de oitenta pessoas.

“As perguntas e respostas entre nós mostravam as nossas preocupações. Como observar a família e a reencarnação? De que modo os Espíritos amigos consideram o casamento? Porque tantas lutas entre parentes? Estarão os Espíritos luminares submetidos aos controles anticoncepcionais inventados pelos homens? Porque sonham os noivos com tanta felicidade para o lar e porque tantas dificuldades enfrentam eles em muitos casos, depois que se instalam no casamento?

“Perguntas como estas e muitas outras foram debatidas. E quando nos reunimos para a concentração das tarefas da noite, diversos amigos espirituais, trovadores amigos, escreveram as ligeiras mensagens em versos que lhe envio para os nossos estudos.”


TROVAS DO LAR


Anotação clara e simples
Que nos obriga a pensar:
Surge o lar dentro do mundo
Sem que o mundo seja o lar.

Marcelo Gama

Os namorados são sonhos
Entre a verdade e a ilusão,
Se chegam ao matrimônio,
O lar revela o que são.

Xavier de Castro

Para quem sofre no Além
Sob a culpa em choro inglório
O regresso ao lar terrestre
É a bênção do purgatório.

Oscar Leal

Família e reencarnação,
Deus as fez buscando a paz,
Não levam mágoas à frente
Nem deixam contas atrás.

Roberto de Alencar

Cartório faz união
E começa o lar a dois,
O amor constrói amizade,
Casamento vem depois.

Antônio de Castro

De quaisquer provas na Terra
A que mais amansa a gente:
Inimigo reencarnado
Sob a forma de parente.

Lulu Parola

Quando um sábio das Alturas
Necessita reencarnar
Ninguém consegue impedir
Nem adianta evitar.

Casimiro Cunha

Casamento é um laço em luz
Da Vida Superior,
Mas o lar desgovernado
É a sepultura do amor.

João Paiva

Toda civilização
Cresce em tudo sábia e bela
Tão-somente, em qualquer parte,
Porque o lar sofreu por ela.

Silveira de Carvalho

Não adianta fugir
Do débito que se atrasa,
Reencarnação chega logo
Cobrando dentro de casa.

Cornélio Pires

Todo lar que se levanta
Como for, seja onde for,
É sempre uma sementeira
Para a colheita do amor.

José Nava

Lar e Mãe — a dupla simples
Que a força da vida encerra,
Guardam consigo, ante Deus,
Toda a grandeza da Terra.

Antônio Bezerra