segunda-feira, 18 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Nosso Livro - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 35 - Aplicação do Espiritismo



Emmanuel - Livro Nosso Livro - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 35


Aplicação do Espiritismo


Irmãos, lembremo-nos sempre de que o Espiritismo

Visto, pode ser somente fenômeno;

Ouvido, pode ser apenas consolação;

Vitorioso, pode ser somente festividade;

Estudado, pode ser apenas escola;

Discutido, pode ser somente sectarismo;

Interpretado, pode ser apenas teoria;

Propagado, pode ser somente movimentação;

Sistematizado, pode ser apenas filosofia;

Observado, pode ser somente ciência;

Meditado, pode ser apenas doutrina;

Sentido, pode ser somente crença.

Não nos esqueçamos, porém, de que Espiritismo aplicado, é Vida Eterna com Eterna Libertação.

A codificação trouxe ao mundo uma chave gloriosa, cuja utilidade se adapta a numerosas portas. Escolhamos com o Apóstolo, que hoje recordamos, o caminho da aplicação: Trabalho, Solidariedade, Tolerância.

De coração elevado a Jesus, não temos por agora divisa mais nobre a recordar. Vivei-a na fé consoladora. Espiritismo é sol. Brilhai na sua luz.


Emmanuel









Mensagem recebida em reunião ocorrida em 18 de abril de 1943. Catorze anos passados, pelas colunas de “Reformador”, edição comemorativa do centenário de “O Livro dos Espíritos”, soubemos que realizamos, naquela noite, a primeira comemoração do livro espírita no mundo.(…) em reunião de  três pessoas.



Emmanuel - Livro Recados do Além - Chico Xavier - Cap. 32 - A escora infalível



Emmanuel - Livro Recados do Além - Chico Xavier - Cap. 32


A escora infalível


Quando estiveres sob o eclipse total da esperança, não te deixes vencer pela sombra.

Segue adiante, fazendo o bem que possas.

É possível que pedras e espinhos te firam na estrada, quando estejas tateando na escuridão.

Conserva, porém, a serenidade e a coragem, porque os agentes contrários à tua marcha são elementos que te analisam as conquistas de humildade e paciência.

Sofre, mas serve e segue.

Se te falharam todos os recursos de proteção do mundo, não te esqueças de que tens contigo a escora infalível de Deus.


Emmanuel












Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 51 - Sepulcros abertos



Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 51


Sepulcros abertos


“A sua garganta é um sepulcro aberto.” — PAULO. (Romanos, 3:13)


Reportando-se aos Espíritos transviados da luz, asseverou Paulo que têm a garganta semelhante a sepulcro aberto e, nessa imagem, podemos emoldurar muitos companheiros, quando se afastam da Estrada Real do Evangelho para os trilhos escabrosos do personalismo delinquente.

Logo se instalam no império escuro do “eu”, olvidando as obrigações que nos situam no Reino Divino da Universalidade, transfigura-se-lhes a garganta em verdadeiro túmulo descerrado. Deixam escapar todo o fel envenenado que lhes transborda do íntimo, à maneira dum vaso de lodo, e passam a sintonizar, exclusivamente, com os males que ainda apoquentam vizinhos, amigos e companheiros.

Enxergam apenas os defeitos, os pontos frágeis e as zonas enfermiças das pessoas de boa vontade que lhes partilham a marcha.

Tecem longos comentários no exame de úlceras alheias, ao invés de curá-las.

Eliminam precioso tempo em palestras compridas e ferinas, enegrecendo as intenções dos outros.

Sobrecarregam a imaginação de quadros deprimentes, nos domínios da suspeita e da intemperança mental.

Sobretudo, queixam-se de tudo e de todos.

Projetam emanações entorpecentes de má-fé, estendendo o desânimo e a desconfiança contra a prosperidade da santificação, por onde passam, crestando as flores da esperança e aniquilando os frutos imaturos da caridade.

Semelhantes aprendizes, profundamente desventurados pela conduta a que se acolhem, afiguram-se-nos, de fato, sepulcros abertos…

Exalam ruínas e tóxicos de morte.

Quando te desviares, pois, para o resvaladiço terreno das lamentações e das acusações, quase sempre indébitas, reconsidera os teus passos espirituais e recorda que a nossa garganta deve ser consagrada ao bem, pois só assim se expressará, por ela, o verbo sublime do Senhor.


Emmanuel











domingo, 17 de maio de 2026

Batuíra - Livro Coragem - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 33 - Ainda quando



Batuíra - Livro Coragem - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 33


Ainda quando


"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos e não tenha caridade, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine."  — PAULO (1 Coríntios 13:1)


Sim, meus amigos, recordemos a palavra de Paulo, o apóstolo da libertação espiritual.

Ainda quando senhoreássemos todos os idiomas de comunicação entre os homens e os anjos, na Terra e nos Céus, e não tivermos caridade…

Ainda quando possuíssemos as chaves do conhecimento universal para descerrar todas as portas das grandes revelações e não tivermos caridade…

Se conquistássemos as maiores distâncias atingindo outros planetas e outras humanidades no Império Cósmico e não tivermos caridade…

Ainda quando enfeixássemos nas mãos todos os poderes da ciência com a possibilidade de comandar tanto os movimentos do Macrocosmo, quanto a força dos átomos e não tivermos caridade…

Ainda quando conseguíssemos dominar a profecia e enxergar no futuro todos os passos das nações porvindouras e não tivermos caridade…

Então, de nada terão valido para nós outros as vitórias da inteligência, porque, sem amor, permaneceremos ilhados em nossa própria inferioridade, inabilitados para qualquer ascensão à felicidade verdadeira com as bênçãos da Luz.


Batuíra












Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 6 - Mundo de reparações



Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 6


Mundo de reparações


Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou Deus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso.

Entretanto, nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação. As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contato com Espíritos mais adiantados. Vêm depois as raças semicivilizadas, constituídas desses mesmos Espíritos em via de progresso. São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.

Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos na Terra; já viveram noutros mundos, donde foram excluídos em consequência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons. Tiveram de ser degredados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram. Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes. Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem os infortúnios da vida. É que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas, cujo senso moral se acha mais embotado.

A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos têm aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito.

Santo Agostinho 
(Paris, 1862.*)


A Terra é um mundo de reparações e testemunhos.

Certo é que nela também residem Espíritos de alta linhagem espiritual; se assim não fora, como ajudar aos que passam por duras provas e expiações dolorosas?

Os já redimidos, que renunciaram a um mundo mais elevado, retomando à casa terrena, são almas que amam e com isso mostram a caridade de viver consolando e dignificando a fé no meio dos que sofrem, em nome de Jesus, o nosso Mestre e Senhor.

Reparar é trabalho árduo, mas valioso, por livrar o Espírito do carma do passado, de faltas que pesam o fardo e o jugo, refletindo no centro da consciência, de sorte a fazer o coração sair fora do ritmo da vida.

Sendo um mundo de provas e expiações, a Terra está cercada de lutas reparadoras, sobremodo a cobrar das criaturas nela estagiadas as dívidas do passado; e ainda mais, quando a alma começa a se formar nalguma virtude cristã, ela é testada, para ver se de fato tem forças para continuar no equilíbrio moral e no trabalho dentro de si mesmo.

“O plantio é livre” é frase vista em muitos livros, e ouvida de muitas bocas a pronunciá-la, no entanto, acima de tudo é bom saber plantar, porque todos sabem que a colheita é obrigatória para todos os que semeiam e a semente que devemos entender é a dos pensamentos, das palavras e da própria vida.

Encontramos sempre nos caminhos o que desejamos para os outros; a luz clareia primeiro e com mais evidência quem a acendeu e se deseja treva, nela permanece.

A alma dá sinal de elevação e de atraso moral pelo que pensa, fala e faz.

A vaidade de querer ser mais que os outros está destruindo as criaturas, que são observadas em suas atitudes, e silenciam por iludirem a si mesmas.

O pior é que, sendo espíritas, têm conhecimento desse fato.

O pior cego é aquele que não quer ver.

Se você está se movendo em um corpo físico neste mundo terreno, tenha cuidado com o que pensa, que são ideias voltando e inspirando alguém; tenha cuidado com as palavras, que elas são vidas que se reúnem com as iguais, fazendo ambiente de acordo com os sentimentos de quem as gerou.

E tenha mais cuidado com a sua vida, esquecendo os outros e verificando somente a sua, reparando o que deve ser mudado.

Ensaie todos os dias, todas as horas e minutos as mudanças em seu roteiro, esquecendo os seus companheiros.

Cada um deve construir o seu próprio céu.

Quem tem em mira a vida dos outros, tem a sua na ruiria, esquecida da visita do dono.

Precisamos evidenciar a nossa moral pelo exemplo, que escreve em dimensão que atinge a todos no silêncio, e é uma fala que agrada a todos os que já estão se iluminando com o Cristo.

Se estamos em um mundo de provas e expiações, se não vivermos o que escolhemos para melhorar, que nos faz um bem salutar e agrada aos benfeitores espirituais, compartias que estão sempre nos vendo e ouvindo no silêncio, procurando todos os meios de nos ajudar, o que dizer aos outros como mestres? Na Terra não há todos os tipos de exames?

Pois também na vida espiritual passamos por esses roteiros para sentir o que somos, se já entendemos a nossa tarefa, nos caminhos que escolhemos ou no que fomos chamados a servir pela espiritualidade maior.

E nosso dever é buscar a humildade, mas a verdadeira; se vivermos na falsa, somente nós mesmos estaremos sendo iludidos.

A porfia é dura, é difícil, mas proveitosa e compensadora para aquele que sabe viver dentro da honestidade e não esquece a honra.

Procuremos analisar periodicamente o Evangelho de Jesus, sem dependência de interpretações; verifiquemos o Evangelho Segundo o Espiritismo, com a mesma disposição de equilíbrio, para que cheguem a nós a intuição pura e o conhecimento das leis naturais.

Encontramos o que buscamos; se você duvida, encontrará somente dúvidas.

A verdade o procura e será encontrada por você, examinando as suas próprias experiências e comparando-as com as dos grandes mestres das vivências nessa verdade.

Do contrário, você estará sujeito a ficar, por tempo indeterminado, nos mundos de provas e expiações, envolvido no magnetismo das suas próprias criações e na dependência dos que confiam e esperam o indicador, mostrando caminhos a seguir.

Tenha como guia Jesus, que Ele não o deixará errar os caminhos do amor e da caridade bem dirigida.

Busquemos a verdade por estarmos seguros que a verdade nos abraçará com a presença do Cristo.


Miramez









*O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. III — Há muitas moradas na casa de meu pai - Mundos de expiações e de provas. (Itens 13/15)


Emmanuel - Livro Construção do Amor - Chico Xavier - Cap. 6 - Banquete interior



Emmanuel - Livro Construção do Amor - Chico Xavier - Cap. 6


Banquete interior


O conhecimento evangélico em nosso mundo íntimo é sempre milagrosa festa de luz.

É o banquete com o Pão que desceu do Céu, a inundar-nos de paz, esperança, fortaleza e alegria…

Nossos velhos amigos — os ideais de felicidade que abraçamos — encontram novo apoio e se materializam em trabalho promissor de fé, vaticinando-nos abençoado futuro.

Alimentam-se, triunfantes à nossa mesa farta de júbilo, e como que se exteriorizam, constantemente, através de pregações valiosas e apontamentos sublimes, no entusiasmo com que nos devotamos à salvação alheia.

Mas, temos também, na intimidade de nosso coração, antigos adversários do nosso equilíbrio e da nossa paz que, raramente, convocamos ao nosso deslumbramento.

É o orgulho — louco inimigo do nosso progresso…

É a vaidade — infeliz companheira de nossos desequilíbrios…

É a preguiça mental — infortunada mendiga, que estima residir conosco, paralisando os impulsos de servir…

É o egoísmo — lamentável amigo destruidor, que teima em cristalizar-nos nas sombras da ignorância…

É o ódio — milenário perseguidor a inclinar-nos para o despenhadeiro da vingança…

É a ingratidão — triste comparsa de delitos escuros, a seguir-nos de remoto passado, induzindo-nos à dureza de coração.

É o desânimo — mísero pedinte, asilado em nossa alma, encarcerado nas trevas do medo de trabalhar e de algo fazer, na sementeira da caridade e da luz…

Convidemos todos esses velhos companheiros de jornada evolutiva para o banquete do Evangelho em nosso templo íntimo.

E, de certo, se converterão em cooperadores prestimosos de nosso reajuste, transformando-nos em vivo santuário de bênçãos, para a execução plena e vitoriosa da Vontade de Deus.


Emmanuel















sábado, 16 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 8 - Jesus veio



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 8


Jesus veio


“Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.” — PAULO. (Filipenses, 2:7)

Muitos discípulos falam de extremas dificuldades por estabelecer boas obras nos serviços de confraternização evangélica, alegando o estado infeliz de ignorância em que se compraz imensa percentagem de criaturas da Terra. Entretanto, tais reclamações não são justas.

Para executar sua divina missão de amor, Jesus não contou com a colaboração imediata de Espíritos aperfeiçoados e compreensivos e, sim, “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.”

Não podíamos ir ter com o Salvador, em sua posição sublime; todavia, o Mestre veio até nós, apagando temporariamente a sua auréola de luz, de maneira a beneficiar-nos sem traços de sensacionalismo.

O exemplo de Jesus, nesse particular, representa lição demasiado profunda.

Ninguém alegue conquistas intelectuais ou sentimentais como razão para desentendimento com os irmãos da Terra.

Homem algum dos que passaram pelo orbe alcançou as culminâncias do Cristo. No entanto, vemo-lo à mesa dos pecadores, dirigindo-se fraternalmente a meretrizes, ministrando seu derradeiro testemunho entre ladrões.

Se teu próximo não pode alçar-se ao plano espiritual em que te encontras, podes ir ao encontro dele, para o bom serviço da fraternidade e da iluminação, sem aparatos que lhe ofendam a inferioridade.

Recorda a demonstração do Mestre Divino. Para vir a nós, aniquilou a si próprio, ingressando no mundo como filho sem berço e ausentando-se do trabalho glorioso, como servo crucificado.


Emmanuel











Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco - Cap. 17 - Falatórios



Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco - Cap. 17


Falatórios

    
Dentre os muitos males que o verbo infeliz pode produzir, o mexerico é, possívelmente, dos mais graves. Semelhante a vaso pútrido, o falatório exala miasma pestilencial, que contamina os incautos, que dele se acercam. Ali proliferam a maledicência insensata, o julgamento arbitrário, a acusação indébita, a suspeita inapelável, a infâmia disfarçada, quando não irrompe a calúnia maleável, capaz de engendrar a destruição dos mais nobres ideais e vidas respeitáveis.

Atira-se a brasa do falatório inconsciente e espera-se que o fogo da irresponsabilidade ameace, devorador, a estrutura onde produz chamas. Nasce na conversa simples, porém, perniciosa. Emana de uma observação candente e feita de impiedade, a qual se difunde facilmente por ausência de serviço edificante, em decorrência da hora vazia, pela dilatação das apreciações indébitas.

O falatório é, também, verdugo do falador, porquanto, aquele que se compraz em censurar, torna-se vítima da censura alheia. Acautela-te dos que somente sabem colocar ácido e observações infelizes. Não estás indene à acusação deles.

Se te trazem informação inditosa, por mais amigo que te seja, de ti levará informação incorreta para outrem, a quem chama amigo, e que ignoras.

Não permitas que os teus ouvidos, voltados para a verdade, se convertam em caixa de acusações desditosas. Ninguém te pede a santificação em um dia, nem espera a tua redenção numa hora. Aliás, se isto se dera, o beneficiado seria tu próprio. Todavia, todos aguardam que não incidas, reincidas ou insistas no erro, promovendo a renovação dos teus propósitos cada dia, a toda hora, em cada instante...

O teu chamado ao Evangelho de Jesus significa compromisso novo para com a vida, e, se outrem erra, não te utilizes do erro dele, para que justifiques o teu erro.

Não prestarás satisfação da tua conduta ao teu próximo, mas Àquele que te enviou a servir. Sempre que falares, faze o relatório do bem: desculpa, ajuda, perdoa e compreende.

O irmão caído não necessita de empurrão para mais baixo, entretanto, espera mão amiga para reerguer-se.

Quem erra, tem a ferida do engano; aquele que se equivoca, padece a ulceração do erro.

Disputa a honra de acertar, falando sobre o bem, em nome do Supremo Bem, para o teu próprio bem.


Joanna de Ângelis













sexta-feira, 15 de maio de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Sol de Esperança - Divaldo Pereira Franco - Cap. 18 - Semeia, semeia



Joanna de Ângelis - Livro Sol de Esperança - Divaldo Pereira Franco - Cap. 18


Semeia, semeia


Ei-los, em esfuziante alegria, permutando sorrisos num festival de juventude, que lhes parece não ter fim. Folgazões, transitam de cidade em cidade, espairecendo, caçando prazeres, renovando emoções. Quase esvoaçantes, coloridos, recordam bandos de aves arrulhando nas florestas da vida. 

Embriagados pelo licor da frivolidade passam gárrulos e ligeiros, sem pousos certos, alongando-se pelas estradas vastas das férias intermináveis.

Ao lado deles trabalham aqueloutros que os invejam e lhes exploram a loucura, quais formigas diligentes que acumulam para si, ceifando a plantação alheia, receosos da escassez hibernal. São gentis a preço de ouro e vendem cortezia, detestando-os quase, em silêncio, reprochando-lhes o comportamento leviano, sentindo-se magoados por não poderem fazer o mesmo. 

Aqueles vêm para cá buscando o sol e estes saem daqui procurando as temperaturas brandas. Uns sobem as montanhas e outros as descem, agitados, todos, as descem, agitados, todos a buscarem nada.

Perderam a paz íntima e não sabem, talvez não desejem saber. 

Anestesiam-se com a ilusão e fogem da realidade, enlouquecendo paulatina, irreversivelmente.


Dizes que conheces as nascentes da água lustral do bem e da harmonia. Gostarias de ofertá-la, a cântaros cheios, ou abrindo, com as mãos de ternura, sulcos profundos por onde jorrassem filetes a se transformarem em rios de abundância a benefício de todos.

Eles, porém, os sorridentes e os corteses que defrontas, recusam tua oferenda.

Falas sobre o amor, e zombam.

Cantas a Verdade, e promovem balbúrdia.

Emocionas-te ante a dor, e os irritas.

Apresentas Jesus, e desertam ansiosos, tentando novas expressões de fuga, desinteressados e belicosos contra ti.

Não te entristeças ante os panoramas sombrios do momento. Logo mais, na estação própria, haverá luz e cor, reverdecendo a paisagem cinza, florindo-a, perfumando-a.

Possivelmente já transitastes em rotas semelhantes e por essa razão sentes o amargor, vendo-os e ouvindo-os, sabendo que este ludíbrio não dura indefinidamente. Eles despertarão sim, como já despertaste para outra realidade que agora te abrasa a vida e dá-te forças para avançar.

Hoje, todos estes estão fugindo de si mesmos. Ontem, porém, quando estavas como eles, fugias também, conduzindo as armas do crime que alguns já tem na mão e outros irão tomá-las com avidez.

Considera, então, o quanto macerou o Imensurável Rabi vê-los assim, tendo-O ao lado sem O desejarem, ouvindo-O sem O quererem entender... Longa para o Mestre foi a Via dolorosa, enquanto com eles e com todos nós, que até hoje, ainda não O sabemos amar nem servi-lO.

Afeiçoa-te, por tua vez, à lavoura do amor e semeia, conquanto escasseiem ouvidos abertos e mentes acessíveis à semente de luz.

O colégio galileu reuniu apenas doze, ao chamado de Jesus, e não obstante a deserção de um discípulo equivocado, outro foi eleito para seu lugar, ao tempo em que a Palavra de Vida Eterna se espalhava como pólen fecundo penetrando, desde então, milhões de vidas que se felicitaram com a Verdade, alargando, para toda a humanidade, as avenidas da esperança.

Assim, semeia e semeia. 


Joanna de Ângelis















Emmanuel - Livro Nós - Chico Xavier - Cap. 19 - Quanto mais



Emmanuel - Livro Nós - Chico Xavier - Cap. 19


Quanto mais


"Porque ao que já tem, dar-se-lhe-á; e ao que não tem, ainda o que tem se lhe tirará" (Marcos, 4:25) 

“Quanto mais tiveres, mais ser-te-á acrescentado”, disse-nos o Senhor.

Para que lhe compreendamos o ensinamento vejamos a natureza.

Quanto mais repouso na enxada, mais amplo se lhe fará o assédio da ferrugem, conduzindo-a do descanso à plena inutilidade.

Quanto mais estanque o poço, mais envenenadas se lhe farão as águas, passando da inércia à letalidade completa.

Quanto mais abandonado o fruto amadurecido, mais profunda se lhe fará a corrupção, descendo à imprestabilidade.

Eis porque, a Lei estenderá as forças que exteriorizamos, à maneira da lavoura em cujas atividades cada semente produz em regime de multiplicação.

Quanto mais egoísmo — mais aviltamento.

Quanto mais repouso indébito — mais preguiça.

Quanto mais vaidade — mais aflição.

Quanto mais ódio — mais violência.

Quanto mais ciúme — mais desespero.

Quanto mais delinquência — mais remorso.

Quanto mais erro — mais reajuste.

Quanto mais desequilíbrio — mais sofrimento.

Quanto mais trabalho — mais progresso.

Quanto mais boa vontade — mais simpatia.

Quanto mais humildade — mais bênçãos.

Quanto mais bondade — mais triunfo.

Quanto mais serviço — mais auxílio.

Quanto mais perdão — mais respeito.

Quanto mais amor — mais luz.

Examina o que sentes e pensas, o que dizes e fazes, porque a Lei multiplicará sempre os recursos que ofereces à vida, restituindo-te compulsoriamente o bem ou o mal que pratiques, de vez que inferno ou Céu, alegria ou dor, facilidade ou obstáculo em nosso caminho, é sempre a Justiça de Deus a expressar-se conosco e por nós, conferindo-nos isso ou aquilo, de conformidade com as nossas próprias obras.


Emmanuel











quinta-feira, 14 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7 - Saibamos ouvir e ver



Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7


Saibamos ouvir e ver


Há sempre respostas do Céu às nossas súplicas e jamais devemos interromper o culto da oração, fio divino e invisível de nossa comunhão com Deus.

Invariavelmente, fluem do Alto soluções diversas em nosso favor, à vista de nossas exigências, entretanto, é preciso acender a flama da fé no templo d’alma para ouvirmos a mensagem de Cima quando o Senhor nos diz “não”.

Decerto, se todos fôssemos afirmativamente atendidos em nossos requerimentos e petitórios, a perturbação arrasaria o senso da vida e acabaríamos desnorteados nas sombras da insensatez que nos é própria.

Muitas vezes, a ausência de braços queridos, em nossa equipe familiar é a bênção do Céu para que a responsabilidade nos enriqueça o destino.

Quase sempre, a moléstia do corpo é socorro às mazelas da alma.

Em muitas ocasiões, o pauperismo e a dificuldade, a provação e o sofrimento constituem o auxílio seguro da Eterna Providência para que o tempo nos favoreça com os tesouros da educação.

E, frequentemente, quando a morte nos visita o santuário doméstico no mundo, semelhante acontecimento vale por advertência do Céu para que estejamos acordados e valorosos na Terra.

Abramos o coração ao sol da prece e roguemos ao Pai nos conceda visão.

Em torno de nós, no campo físico e além dele, corre generoso e incansável o rio da Bondade Celeste. Basta haja em nós o amor pelo bem e a vocação de servir para que as bênçãos desse manancial nos felicitem a vida.

Não nos levantemos, porém, na área da experiência exclamando: “Ouve Senhor, que teu servo clama”!

Antes digamos, genuflexos, no altar do espírito: “Fala, Senhor, que teu servo escuta!”

Então a humildade será luz brilhante nos escaninhos do coração, fazendo-nos enxergar nossas próprias necessidades e nossos próprios enigmas e, revelando-nos a verdade, silenciosa, far-nos-á perceber que a oração não modifica o quadro de aflição e dor que criamos por nós mesmos, mas transformar-nos-á o modo de ser, sublimando-nos sentimentos e pensamentos, diretrizes e atitudes, palavras e atos, para que as nossas experiências se desdobrem, não conforme os nossos caprichos, mas segundo a Misericórdia e a Justiça da Lei.


Emmanuel












Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3 - Convite à ascensão



Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3


Convite à ascensão


Respondeu-lhe Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai, senão por mim." (João, 14:6)

Inumeráveis os óbices. Sem conto as dificuldades.

O cardo multiplicado na rota cravando-se aos pés andarilhos; a pedra miúda penetrando pela alparcata protetora; a canícula ardente sobre a cabeça ou a chuva impertinente, prejudicial como circunstâncias impeditivas.

O apelo do alto, no entanto, chegando-te como poema de sol, encanto de paisagem visual a perder-se além do horizonte, ar rarefeito, renovador, abençoado...

Na estreiteza do caminho estão a visão próxima do detalhe nem sempre atraente, a lama e o abismo.

De cima, porém, a grandeza do conjunto harmonioso, em mosaico festivo, concitando-te a maiores cogitações...

No torvelinho agressivo do dia a dia é mister crescer na direção da vitória, libertando-te das paixões que coarctam as aspirações elevadas.

Examina, assim, a situação em que te encontras e arregimenta forças a fim de ascenderes.

Cá, na nesga da baixada dos homens, a dor em mil faces, o desespero em polimorfia fisionômica, a desdita em vitória. Mesquinhez abraçada a coisa-nenhuma asfixiando esperanças, esmagando alegrias...

Lá, nas alturas do ideal, a amplitude de vistas e a largueza de realizações...

Concitado ao programa redentor, não te detenhas no ultraje dos fracos, nem te fixes na insensatez dos desolados.

Paga o tributo do crescimento a peso de jovial renúncia e cordata submissão, superando detalhes desvaliosos e conjunturas lamentáveis, de modo a alçares o ser e a vida aos cimos espirituais.

Asseverou Jesus ser o caminho e, ensinando como alcançar vitórias legítimas, enquanto conviveu com os homens e lhes sofreu a ingratidão, não se permitiu deter com eles, ascendendo do topo de uma cruz, além do solo das paixões, aos cimos da sublimação.

Medita e segue-o, liberando-te da canga dos melindres e cogitações que te retêm no solo pegajoso das baixadas, desde hoje.


Joanna de Ângelis












quarta-feira, 13 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 126 - Na rota do Evangelho



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 126


Na rota do Evangelho


“Recebei-nos em vossos corações…” — PAULO (2 Coríntios, 7:2)

É razoável a vigilância na recepção dos ensinamentos evangélicos.

Tanto quanto possível, é imperioso manejar as ferramentas do maior esforço para verificar-lhes a clareza, de modo a transmiti-las a outrem com a autenticidade precisa.

Exatidão histórica.

Citação escorreita.

Lógica natural.

Linguagem limpa.

Comentários edificantes.

Ilustrações elevadas.

Atentos à respeitabilidade do assunto, não será justo perder de vista a informação segura, a triagem gramatical, a imparcialidade do exame e a conceituação digna, a fim de que impropriedades e sofismas não venham turvar a fonte viva e pura da verdade que se derrama originariamente do Cristo para esclarecimento da Humanidade.

Ainda assim, urge não esquecer que as instruções do Divino Mestre se nos dirigem, acima de tudo, aos sentimentos, diligenciando amparar-nos a renovação interior para que nos ajustemos aos estatutos do Bem Eterno.

Eis o motivo pelo qual, em todos os serviços da educação evangélica, é importante reflitamos no apontamento feliz do apóstolo Paulo:

“Recebei-nos em vossos corações…”


Emmanuel








(Reformador, dezembro de 1962, p. 269)

Joanna de Ângelis - Livro Além da Morte - Otília Gonsalvez / Divaldo Pereira Franco - Introito



Joanna de Ângelis - Livro Além da Morte - Otília Gonsalvez / Divaldo Pereira Franco


Introito


Além da morte chegam, sem solução de continuidade, as imensas caravanas de emigrantes da Terra.

Procedentes dos mais variados rincões do orbe terrestre, trazem estampados no Espírito os sinais vigorosos que lhe refletem os últimos instantes no veículo celular.

Aportam no grande continente da erraticidade, conduzindo a bagagem dos feitos acumulados durante o trânsito pelo mundo das expressões físicas.

Nem anjos nem demônios, mas homens que eram, homens que continuam.

A desencarnação não lhe modificou hábitos nem costumes, não lhes outorgou títulos nem conquistas, não lhes creditou méritos nem realizações.

Cada um se apresenta como sempre viveu.

Não ocorre milagre de transformação para os que atingem o grande porto...

Raros despertam com a consciência livre, após a inevitável travessia.

A incontável maioria, vinculada atrozmente às sensações animalizantes, se jugula às lembranças daquilo em que se comprazia, e se demora, desditosa, em bandos, quais salteadores enlouquecidos, pervagando em volta do domicílio carnal, até que a Lei os recambie ao renascimento.

Muitos, quais doentes em processo de convalescença de longo curso, são recolhidos a colônias espirituais, que abnegados missionários do amor e da caridade ergueram nas proximidades do planeta, onde se refazem e retemperam as forças gastas, para recomeçarem, reaprenderem e exercitarem a ascensão aos planos mais felizes.

Da mesma forma que na Terra enxameiam as afeições intercessórias, além da morte não cessam as manifestações do amor em intercâmbio contínuo, estabelecendo fortes laços de proteção e socorro.

O amor em todo lugar é a alma do universo, manifestação de Deus.

Mesmo os Espíritos calcetas, inveterados perseguidores da paz de muitos outros Espíritos, infelizes que são em si próprios, espalhando, por isso, a infelicidade de que se encontram possuídos, não estão esquecidos do Auxílio Divino pelos Mensageiros abnegados que por eles velam, que os assistem e amparam.

Em toda parte e sem cessar, o devotamento dos bons reflete a paternal Providência Divina.

Morrer, longe de ser o descansar em mansões celestes, ou o expurgar sem remissão nas zonas infernais, é, pura e simplesmente, recomeçar a viver...

Evidentemente que as dimensões do céu ou do inferno, sem o caráter ad aeternitaten, encontram o seu correspondente em estâncias de luz onde se comprazem e se reúnem os heróis anônimos do dever, os missionários dos labores humildes que passaram ignorados, os sacerdotes do trabalho aparentemente desvalioso, os pais, irmãos e amigos ricos de abnegação desinteressada, os mantenedores do bem e da ordem, prosseguindo no programa de incessante evolução ou em regiões aflitivas onde as consciências empedernidas se depuram para futuros renascimentos na organização física em que se reajustam e se recompõem...

Após a disjunção celular, a consciência comanda o espírito e o peso específico das vibrações, por afinidade, encarrega-se de fixar cada um no quadro das suas necessidades evolutivas.

Não faltam, todavia, aqueles que, na Terra, objetam e recalcitram em torno de tais afirmações.

Não temos, porém, a pretensão de convencer este ou aquele aprendiz da vida em experiência libertadora.

Todos os que se demoram no plano físico defrontarão agora ou mais tarde as realidades espirituais e aprenderão de visu pelo processus da própria evolução, retificando opiniões, disciplinando observações, experienciando existências...

A morte a todos nos aguarda, e a vida é a grande resposta a todos os enigmas.

Preparar-nos para esses imperiosos acontecimentos é tarefa inadiável, que ninguém pode desconsiderar.

Pensando nisso, a nossa irmã Otília, em páginas que endereça à sua filha, ainda envolta nos tecidos da carruagem física, reúne apontamentos de sua experiência pessoal, que agora apresentamos em letra de forma, guardando a esperança de, com essas narrativas, oferecer advertências e considerações, considerações e advertências, aliás, que vem sendo repetidas desde os primórdios dos tempos e que, no Evangelho como na Codificação kardequiana, atingem sua mais vigorosa expressão, aos que trafegam desatentos ou àqueles que buscam consolação e alento na Doutrina dos Espíritos.

A missivista não teve em mente apresentar novidade, considerando mesmo que novidade é tudo aquilo que alguém ignora, pois que nada há de novo sob a luz do sol, sendo a revelação sempre a mesma através dos tempos, surgindo hoje e ressurgindo amanhã, com aspecto, caráter e roupagens novas.

Existem aqui e além-mar, em letras portuguesas e estrangeiras, excelentes informações sobre a vida além da morte.

Muito se disse muito se dirá ainda.

Faz-se necessário, no entanto, repetir, divulgar, acostumar as criaturas humanas às questões espirituais.

A experiência de nossa mensageira desencarnada foi individual, e a colheita, que é sempre pessoal, pode, entretanto, sugerir lições e ensejar abençoadas meditações ao leitor interessado.

Em um momento sequer desejou a amiga espiritual fazer obra de literatura, por motivos facilmente compreensíveis.

Ditou estas páginas nas sessões hebdomadárias do centro espírita Caminho da Redenção, entre os meses de março de 1958 e agosto de 1959, na sua quase totalidade em presença daquela a quem foram dirigidas.

Ao trazer o presente livro à divulgação fazemo-lo, também, homenageando o mestre lionês Allan Kardec, por ocasião do próximo centenário de A Gênese, livro no qual se estudam questões transcendentes, palpitantes e atuais à luz clara e meridiana da razão e da ciência.

Nossa homenagem singela reflete, mais que outro sentimento, o da gratidão mais profunda, e do respeito mais acendrado ao vaso escolhido, que se fez missionário do Consolador, no justo instante em que o Espírito humano se desgoverna e se amesquinha ante as notáveis conquistas do engenho técnico, sem contudo, seus correspondentes morais.

A mensagem consoladora e clara das Vozes do Céu tem regime de urgência e, ante as perspectivas atraentes do amanhã com Jesus, formulamos votos de paz com nossas sinceras escusas àqueles Espíritos valorosos, perspicazes e estudiosos que, certamente, não encontrarão aqui o de que necessitam para a sedimentação da cultura ou ampliação do conhecimento intelectual.

Exorando ao Senhor que nos abençoe a todos, discípulos sinceros de Jesus Cristo que buscamos ser, sou a servidora,

 

Joanna de Ângelis

Salvador, 17 de julho de 1967







Otília Gonçalves foi diretora da Mansão do Caminho, desencarnada em dezembro do ano de 1952. Ditou livros para o Médium Divaldo Franco, entre eles o Além da Morte.