domingo, 31 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Nascer e Renascer - Chico Xavier - Cap. 8 - Aprendamos, ensinando



Emmanuel - Livro Nascer e Renascer - Chico Xavier - Cap. 8


Aprendamos, ensinando


Qual acontece ao valor do grande esforço que é lastro fecundo na garantia da caridade, lembremo-nos dos pequeninos sacrifícios que podemos realizar, cada hora, contra os arrastamentos de nossa própria natureza inferior, trabalhando em auxílio dos portadores de necessidades maiores do que as nossas.

Muitos companheiros encarnados desistem da colaboração nas obras do bem, declarando-se imperfeitos e endividados, quando, nessa condição, mais valioso se nos faz o trabalho de formação da própria disciplina.

Antes do berço, porém, quando a necessidade de redenção ou de melhoria nos desvela ao Espírito sequioso de progresso o campo educativo que a experiência física nos oferta, solicitamos, com empenho, as situações que nos contrariem o modo de proceder e de ser, a fim de que o internato terrestre nos supra dos valores reais de que nos achamos carentes.

É por isso, que quase sempre na Terra, quando:

impulsivos e impacientes, somos constrangidos a exaltar a serenidade;

enfermos, surpreendemo-nos induzidos a amparar a saúde alheia;

fracos, sentimo-nos na obrigação de sustentar a fortaleza dos outros;

atormentados pelas nossas chagas íntimas de aflição ou desencanto, reconhecemo-nos intimados a nutrir a tranquilidade e a esperança naqueles que desfalecem;

e tentados, em muitas circunstâncias, à falência e à desordem, no imo de nossa casa, vemo-nos convocados a evitar o desequilíbrio e o desastre no instituto doméstico em que respiram corações queridos do nosso painel de ação.

Não desprezes auxiliar sempre, na construção do bem, ainda mesmo quando te sintas de todo ausente dele, porquanto ensinando o melhor aos outros, somos impelidos a procurar o melhor em favor de nós mesmos e, disciplinando a existência em torno de nossa estrada, acabamos fatalmente disciplinados por ela.


Emmanuel










sábado, 30 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 172 - Ante o Cristo Libertador



Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 172


Ante o Cristo Libertador


“Eu sou a porta.” — JESUS. (João, 10:7)


Segundo os léxicos, a palavra “porta” designa “uma abertura em parede, ao rés-do-chão ou na base de um pavimento, oferecendo entrada e saída”.

Entretanto, simbolicamente, o mundo está repleto de portas enganadoras. Dão entrada sem oferecerem saída.

Algumas delas são avidamente disputadas pelos homens que, afoitos na conquista de posses efêmeras, não se acautelam contra os perigos que representam.

Muitos batem à porta da riqueza amoedada e, depois de acolhidos, acordam encarcerados nos tormentos da usura.

Inúmeros forçam a passagem para a ilusão do poder humano e despertam detidos pelas garras do sofrimento.

Muitíssimos atravessam o portal dos prazeres terrestres e reconhecem-se, de um momento para outro, nas malhas da aflição e da morte.

Muitos varam os umbrais da evidência pública, sequiosos de popularidade e influência, acabando emparedados na masmorra do desespero.

O Cristo, porém, é a porta da Vida Abundante. (1) 

Com ele, submetemo-nos aos desígnios do Pai Celestial e, nessa diretriz, aceitamos a existência como aprendizado e serviço, em favor de nosso próprio crescimento para a Imortalidade.

Vê, pois, a que porta recorres na luta cotidiana, porque apenas por intermédio do ensinamento do Cristo alcançarás o caminho da verdadeira libertação.


Emmanuel






(1) "O ladrão não vem senão a furtar, a matar e a perder. Mas eu vim para que elas tenham vida, e a tenham em abundância." (João, 10:10)





Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 63 - Diferenças



Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 63


Diferenças


Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” — JESUS. (João, 13:35)

Nas variadas escolas do Cristianismo, vemos milhares de pessoas que, de alguma sorte, se ligam ao Mestre e Senhor.

Há corações que se desfazem nos louvores ao Grande Médico, exaltando-lhe a intercessão divina nos acontecimentos em que se reconheceram favorecidos, mas não passam das afirmativas espetaculares, qual se vivessem indefinidamente mergulhados em maravilhosas visões.

São os simplesmente beneficiários e sonhadores.

Há temperamentos ardorosos que impressionam da tribuna, através de preleções eruditas e comoventes, em que relacionam a posição do Grande Renovador, na religião, na filosofia e na história, não avançando, contudo, além dos discursos preciosos.

São os simplesmente sacerdotes e pregadores.

Há inteligências primorosas que vazam páginas sublimes de crença consoladora, arrancando lágrimas de emoção aos leitores ávidos de conhecimento revelador, todavia, não ultrapassam o campo do beletrismo religioso.

São os simplesmente escritores e intelectuais.

Todos guardam recursos e méritos especializados.

Existe, no entanto, nos trabalhos da Boa Nova, um tipo de cooperador diferente.

Louva o Senhor com pensamentos, palavras e atos, cada dia.

Distribui o tesouro do bem, por intermédio do verbo consolador, sempre que possível.

Escreve conceitos edificantes, em torno do Evangelho, toda vez que as circunstâncias lho permitem.

Ultrapassa, porém, toda pregação falada ou escrita, agindo incessantemente na sementeira do bem, em obras de sacrifício próprio e de amor puro, nos moldes de ação que o Cristo nos legou. 

Não pede recompensa, não pergunta por resultados, não se sintoniza com o mal. Abençoa e ajuda sempre.

Semelhante companheiro é conhecido por verdadeiro discípulo do Senhor, por muito amar.


Emmanuel












Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 11 - Questão de Escolha



Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 11


Questão de Escolha


“719. Merece censura o homem, por procurar o bem-estar?

“É natural o desejo do bem-estar. Deus só proíbe o abuso, por ser contrário à conservação. Ele não condena a procura do bem-estar, desde que não seja conseguido à custa de outrem e não venha a diminuir vos nem as forças físicas, nem as forças morais.” (L. E.)

“Não é Deus quem retira daquele que pouco recebera: é o próprio Espírito que, por pródigo e descuidado, não sabe conservar o que tem e aumentar, fecundando-o, o óbolo que lhe caiu no coração.” — Um Espírito amigo. (Bordéus, 1862.) (Cap. XV111, Item 15 - E.S.E.)


Na faixa mental em que você atua, é natural que receba as mensagens com o mesmo teor vibratório como as envia.

Quem aspira à elevação moral e espiritual, sintoniza com vibrações superiores, que se fazem estímulos vigorosos, produzindo harmonia interior e renovação.

Da montanha, a visão da paisagem é mais ampla e o ar mais saudável.

Quem se demora no pessimismo, acalentando insucessos, assimila ondas inferiores, que carreiam miasmas pestilenciais, fixando-os nos painéis da emoção, que geram desequilíbrios e enfermidades.

No vale, a faixa de liberdade é menor e o campo de ação mais abafado.

Entregando-se a Deus - "a onda de comprimento nulo e de frequência infinita" - você se transfere psiquicamente, onde se realiza plenamente.

Atormentando-se com dúvidas e paixões dissolventes, onde as distonias desalentam ou aceleram o ser, você tomba, mentalmente, nas demoradas faixas das sensações inferiores, nas quais se desarticula.

O céu está ao seu alcance.

O inferno encontra-se a um passo de você.

É questão de escolha...

Quando você sorri com alegria, os seus equipamentos se descontraem.

Quando você se encoleriza, todos os seus implementos recebem altas cargas vibratórias destrutivas.

A felicidade começa no ato de desejá-la.

A desdita se inicia no instante em que você lhe dá guarida.

Utilize bem o seu tempo, tudo fazendo para que o seu momento seguinte seja-lhe sempre mais promissor e agradável.

O que não alcance agora, insistindo, conseguirá depois.

Eleja, portanto, os ideais de engrandecimento humano e não se detenha nunca.


Marco Prisco













sexta-feira, 29 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Tempo de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 27 - Deus te sustentará



Emmanuel - Livro Tempo de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 27


Deus te sustentará


Se alguém te engana e perdoas a esse alguém, sem pedir contas, Deus te fortalecerá na jornada para a frente.

Se alguém cria meios de fazer-te chorar e procuras sorrir, em auxílio aos outros que necessitam de ti; 

Deus te revestirá de forças novas, a fim de que a paz esteja contigo.

Se alguém se te atravessa no caminho, apropriando-se de vantagens que talvez viessem pertencer-te e saber olvidar aborrecimentos e prejuízos em favor do contentamento alheio; 

Deus te guiará para conquistas mais valiosas.

Se alguém te censura, injustamente, e consegues esquecer azedumes e agravos;

Deus te garantirá com energias novas para que prossigas em serviço, dissipando a sombra em que te buscam envolver.

Se alguém duvida de tua sinceridade e continuas servindo por amor a todos aqueles que confiam em ti; 

Deus te fará justiça no momento oportuno.

Se alguém te subtrai a estima e a presença daqueles que mais amas e aceitas a prova, compreendendo que os entes queridos podem ser felizes sem o teu devotamento;

Deus te anestesiará o coração, a fim de que continues caminhando no rumo de alegrias maiores e mais belas do que quantas já conheceste.

À frente de quaisquer forças negativas, pensa no bem, desculpa e esquece, empenhando-te a construir e reconstruir em favor do melhor.

Ama compreendendo, para que possas realmente servir.

Em qualquer circunstância, recorda que Deus não nos abandona.

A cada novo dia, entrega-te a Deus e Deus te sustentará.


Emmanuel













Emmanuel - Livro Caminhos - Chico Xavier - Cap. 10 - Afirmação



Emmanuel - Livro Caminhos - Chico Xavier - Cap. 10


Afirmação


O Céu auxilia sempre a quem trabalha; mas espera de quem trabalha o auxílio possível para todos aqueles que ainda não descobriram a felicidade de trabalhar.


Emmanuel












quinta-feira, 28 de maio de 2026

Batuíra - Livro Irmãos Unidos - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 20 - Oração do trabalho



Batuíra - Livro Irmãos Unidos - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 20


Oração do trabalho


Senhor!

Deste-nos o trabalho por sustento da vida.

Concede-nos, por misericórdia, mais trabalho com que nos dirijamos dentro da segurança precisa para a Vida Maior.

Nas horas difíceis faze-nos trabalhar com mais eficiência, para que o obstáculo se nos converta em lição.

Nos momentos felizes, auxilia-nos a trabalhar com mais devotamento ao serviço, aumentando a alegria dos outros.

Quando a carência apareça, induze-nos ao trabalho necessário para que o trabalho em nosso coração e em nossas mãos se transforme nos recursos de que necessitemos a fim de cumprir-te os desígnios.

Quando a prosperidade nos visite, orienta-nos na manutenção do trabalho mais amplo, para que a felicidade de todos se nos erija contigo em meta por atingir.

No instante em que o erro nos assinale a marcha, auxilia-nos a trabalhar na retificação que nos assegure o reequilíbrio; e sempre que, em teu amor, pudermos manter o passo em rumo certo, reveste-nos as possibilidades com as bênçãos do trabalho para que não nos precipitemos nas aventuras ou nos riscos inúteis, que nos acenem além das margens, suscetíveis de nos ensombrarem a esperança de servir-te e a coragem de acompanhar-te.

Em todos os instantes, em todas as situações, com todas as criaturas, diante de quaisquer problemas, à frente de quaisquer lutas, perante todas as ocorrências da estrada e em todas as nossas experiências, por dentro e por fora de nós, jamais nos arredes do trabalho, Senhor, porque é no trabalho que possuiremos o sentido real de tua vontade e será sempre no trabalho que disporemos, sem vacilação e sem dúvida, sem desânimo e sem esmorecimento, da direção exata a fim de buscar-te, cada dia, até que possamos identificar-nos finalmente contigo, para viver em ti e no trabalho que te define e te representa na paz e na elevação de todos, agora e para sempre.


Batuíra













Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 43 - No exame recíproco



Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 43


No exame recíproco


“Consideremo-nos também uns aos outros para nos estimularmos ao amor e às boas obras.” — PAULO (Hebreus, 10.24)


Algumas vezes somos constrangidos a examinar as diretrizes dos nossos companheiros de experiência, nas horas em que se mostram em atitude menos edificante.

Vimos determinados amigos em lances perigosos do caminho, até ontem.

E até ontem terão eles:

entrado em negócios escusos;

caído em lastimáveis enganos;

perpetrado delitos;

descido a precipícios de sombra;

causado prejuízo a outrem, lesando a si mesmos;

fugido a deveres respeitáveis;

desprezado valiosas oportunidades no erguimento do bem;

renegado a fé que lhes servia de âncora;

adotado companhias que lhes danificaram a existência;

abraçado a irresponsabilidade por norma de ação.

Momentos existem nos quais é impossível desconhecer as nossas falhas; entretanto, tenhamos a devida prudência de situar o mal no passado.

Teremos tido comportamento menos feliz até ontem. Hoje, porém, é novo dia.

Auxiliemo-nos reciprocamente, acendendo luz que nos dissipe a sombra. 

Padronizemos o sentimento em ponto alto, pensemos com a força abençoada do otimismo, falemos para o bem e realizemos o melhor ao nosso alcance, no terreno da ação.

Recordemos o ensinamento do Apóstolo, considerando-nos uns aos outros, não em sentido negativo, e sim com a fraternidade operante, para que tenhamos o necessário estímulo à prática do amor puro, superando as nossas próprias fraquezas, em caminho para a Vida Maior.


Emmanuel











quarta-feira, 27 de maio de 2026

Meimei - Livro Amizade - Chico Xavier - Cap. 16 - O instante dourado




Meimei - Livro Amizade - Chico Xavier - Cap. 16


O instante dourado


Quando a situação se te revele difícil e as forças te pareçam exaustas…

Quando a enfermidade se te instale nas energias, semelhante a uma sombra que não consegues extinguir…

Quando o desânimo te procure, sugerindo-te a desistência dos encargos que abraçaste…

Quando as dificuldades se multipliquem criando-te embaraços e lutas…

Quando as complicações surjam tamanhas que o abandono dos próprios encargos, se te afigure como sendo o caminho a seguir…

Então, haverás atingido o instante dourado para o testemunho de tua própria fé, porque servindo e agindo, em meio a cansaço e tribulação, podes guardar a certeza de que, pelas ocorrências do trabalho, Deus chegará em teu auxílio com o socorro imprevisto e com a inesperada luz.


Meimei












Emmanuel - Livro Luz no Caminho - Chico Xavier - Cap. 13 - Ensinar



Emmanuel - Livro Luz no Caminho - Chico Xavier - Cap. 13


Ensinar


“Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.” — (Tiago 3:1)


Ensinar alguma cousa traz consigo uma responsabilidade direta.

Se ensinas o bem a uma criatura que não o conhece, é justo aguardar do discípulo a interrogação quanto ao teu modo de agir.

Fora dos liames da Terra, consideramos como é difícil ensinar aí com proveito.

Desde os primórdios da organização social, o homem compreendeu que o vento leva as palavras, que não são difíceis os longos discursos, que é fácil a fórmula dos votos de prosperidade. Entretanto, é indispensável que os homens aprendam a viver, uns com os outros.

Tiago foi divinamente inspirado em seu apelo. Ele recomenda para que muitos não se arvorem em mestres, sabendo que hão de receber juízo mais sério.

O apóstolo não se referiu a todos, porque sabia que alguns necessitam da coragem de testemunhar de si próprios no caminho mais rude. Falou para os levianos e ignorantes que não pesam o valor do que dizem.

Os que ensinam verdadeiramente entendem o divino valor das palavras, conhecem o elevado preço das aquisições espirituais, não criticam porque sabem quanto é precioso e difícil o esforço pessoal, não dão conselhos senão quando requisitados a isso, por que cientes de quanto é fácil falar e quão penoso agir entre as incompreensões do mundo, sempre prontos a defender os outros, silenciam quanto à própria defesa por compreenderem que pertencem a Deus.


Emmanuel











terça-feira, 26 de maio de 2026

Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 21 - Vale tentar



Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo Pereira Franco - Cap. 21


Vale tentar


“ 649. Em que consiste a adoração?

"Na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma.” (L. E.)

..Não procureis, pois, na Terra, os primeiros lugares, nem vos colocar acima dos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer. Buscai, ao contrário, o lugar mais humilde e mais modesto, porquanto Deus saberá dar-vos um mais elevado no Céu, se o merecerdes.” (E.S.E. Cap. VII, It. 6)


Não reaja. Aja.

Não revide. Compreenda.

Não lamente. Ajude.

Não se revolte. Desculpe. 

Não censure. Ampare.

Não se perturbe. Espere. 

Não prometa. Faça.

Não julgue. Entenda.

Não elogie. Apoie.

Não remoa mágoas. Avance.

Vale a pena tentar sempre a conduta melhor, mesmo que você se encontre sob apupos; sofrendo incompreensões, mas fiel a si mesmo.

Não se trata de uma vivência masoquista, senão de um comportamento equilibrado perante a vida.

Você é o que de si tem feito e se tornará o que de si mesmo venha a fazer.

Vale a pena ser você a pessoa que age com acerto e inspira a confiança que deflui da paz que logra.


Marco Prisco










Emmanuel - Livro Pronto Socorro - Chico Xavier - Cap. 36 - Recorda sempre



Emmanuel - Livro Pronto Socorro - Chico Xavier - Cap. 36


Recorda sempre


Não condenes.

Um homem indicou severas torturas, em prejuízo de outro que julgou incurso em falta grave. O sentenciado sofreu a punição e regenerou-se, entregando-se à nobres experiências de elevação espiritual.

Nos caminhos da vida, porém, todos nos reencontramos. E o antigo sofredor, certo dia, recebeu aquele mesmo companheiro que o acusara, a rogar-lhe proteção a fim de amenizar as consequências de falta grave que cometera.

Não censures.

Onde encontres o mal, faze o bem.

Recorda sempre: o engano de outros nas horas de hoje, amanhã talvez seja nosso em maior extensão.


Emmanuel











segunda-feira, 25 de maio de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Jesus e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 18 - Sempre o amor



Joanna de Ângelis - Livro Jesus e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 18


Sempre o amor


Dotado de inteligência e de consciência, o amor é-lhe sublime herança que jaz em seu íntimo, aguardando o momento de exteriorizar-se em plenitude.

Inicia-se em forma egóica, quando se volta exclusivamente para si mesmo, com olvido emocional dos outros.

Lentamente, porém, as necessidades de relacionamento e os impulsos gregários estimulam os centros adormecidos da afetividade e começa a desabrochar, ensejando as manifestações apaixonadas, em face do estágio em que o espírito ainda transita, para logo passar aos sentimentos de fraternidade, de compaixão, de ternura, alcançando o seu nobre patamar.

Em razão do largo trânsito nas faixas primárias, por onde se demorou, só, a pouco e pouco, liberta-se dos atavismos animais, da predominância da força bruta e do desejo de supremacia em relação ao seu próximo.

Como todos se encontram fadados ao Bem, é inevitável que o amor se lhes transforme na mais bela didática para esse cometimento.

Ainda incompreendido, permanece, na atualidade, confundido com erotismo e interesses mesquinhos, avançando para a conquista de um diferente entendimento em torno das funções da existência terrestre e da vida em si mesma.

Cantado e exposto com exaltação, o seu sentido profundo nem sempre é captado por aqueles que o exaltam, mais estimulados pelos apetites da libido, do que mesmo atraídos pelas suas dúlcidas expressões.

O amor, entretanto, é a mais eficiente lição para o autoencontro, para a autorrealização, para a construção da sociedade mais feliz e mais pacífica.

Muitos conflitos que aturdem os indivíduos, dando lugar a lutas fratricidas, a competições desastrosas, a nacionalismos exagerados, que derrapam em atos de perverso terrorismo, são atribuídos ao amor, porém, na sua feição doentia e sangrenta, quando na condição de comportamento bárbaro procedente de épocas muito recuadas...

O amor sempre compreende, mantendo um sentimento de paciência e de compaixão que faculta equacionar todas as dificuldades que surgem pelo caminho da sua manifestação.

Quando isso não ocorre, em realidade, ele está ausente, apresentando-se substitutos que se disfarçam com as suas características, sem conseguirem ocultar a sua realidade.

O amor promana de Deus que é a Fonte Inexaurível, portanto, expressa-se sempre com bondade e misericórdia, gentileza e auxílio, até culminar na expressão máxima da caridade.

Os arremedos precipitados, em seu nome, podem ser considerados como tentativas não exitosas de vivenciá-lo, faltando a indispensável maturidade emocional para senti-lo.

O amor é como uma chama harmoniosa que ilumina em derredor, no entanto, para manter-se pleno necessita do combustível do entendimento humano.

Por ser íntimo e pessoal, a sua mensagem de luz não dá lugar a sombras, já que se expande em todos os sentidos, a tudo e a todos envolvendo.

A pretexto algum recuses o amor.

Não permaneças cerrado à sua voz.

Abre-te à sua mensagem, tornando-te dúctil ao seu conteúdo.

Evita considerar-te destituído de valores que possam despertar o sentimento do amor.

Para tanto, passa a amar.

Não tenhas pressa em colher os frutos da sementeira da tua doação afetiva, eliminando os interesses imediatistas e servis que tipificam essa fase de busca e de oferta.

Sê simples e compreensivo.

Considera que sempre há tempo para plantar e tempo para colher.

Desse modo, não aneles por uma colheita antes da ensementação.

Desfaze-te do pessimismo e da amargura, da inveja e do ressentimento em relação às demais pessoas.

Nada é como parece. Aqueles que se te apresentam risonhos, ditosos e plenos, muitas vezes encontram-se experienciando testemunhos difíceis, aflições não reveladas, necessidades várias...

Não são dissimuladores, somente estão tentando não deixar que os problemas angustiantes deles retirem a oportunidade de crescimento e de libertação das suas garras.

São lutadores a caminho do êxito, são nautas corajosos atravessando mares de pélagos violentos.

Assim sendo, não te permitas queixas e censuras, porque não te sintas amado ou porque tenhas dificuldades em amar com abnegação.

O amor verdadeiro não é possessivo, não pretende tomar nada nem submeter a ninguém.

É como um rio generoso que flui suas águas na direção do mar que, mesmo distante, constitui-lhe a meta a alcançar, não importando quando isso venha a acontecer.

Na tradição indiana, desde priscas eras, canta-se a frase: Leva-me à outra margem...

Assim apelam vendedores, condutores, cancioneiros, pastores...

A outra margem da vida é a imortalidade, a continuidade do existir, que as experiências conduzem de um para outro lado vibratório do processo evolutivo.

O amor é o missionário que sempre se encarrega de levar aqueles que se deixam transportar pela sua canção.

A mensagem de que é portador não se encontra no mercado ou em farmácias especializadas. Está no imo do coração, bastando, somente, que a pessoa a busque silenciosamente e a exteriorize.

De sublime constituição, mais beneficia aquele que o oferta, que propriamente aquele que
o recebe.

É qual perfume que permanece nas mãos que o brindam, como sucede com todo aquele
que doa rosas.

Faze-te amante do amor e verificarás o rumo ditoso que tomará a tua existência.

O amor é tão fundamental que se pode sobreviver por um expressivo período sem pão e mesmo sem água, mas sem ele a vida desfalece e perde o seu significado, logo perecendo.

Quando Jesus tomou como base da Sua mensagem o amor, o mundo renovou-se de um para outro momento, diferente esperança tomou conta das multidões, novos horizontes foram traçados para a humanidade...

Embora ainda não esteja sendo vivenciado, é como um sol que aquece as vidas enregeladas nos descaminhos das paixões e dos sofrimentos, oferecendo certeza de amparo e de bênçãos.

Portanto, em qualquer situação existencial, o amor é sempre de fundamental importância.


Joanna de Ângelis











domingo, 24 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7 - Antes do berço

    

Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7


Antes do berço


Antes do berço, quase sempre, conhece a alma humana, plenamente desperta, grande parte dos débitos que lhe induzem o coração a remergulhar nas forças do Plano Físico.

Muitas vezes, com o auxílio dos benfeitores que lhe endossam as novas experiências, contempla o quadro de provações em que testemunhará humildade e renúncia.

Muitos candidatos ao recomeço da aprendizagem na Terra, em semelhantes visões do limiar, tremem e choram, debatendo-se em clamoroso receio, acovardados à última hora, quando já não podem recuar nas decisões assumidas.

É então que o afeto dos pais lhes confere doce refúgio.

No clima nutriente do lar, aquietam as próprias ânsias, refazendo-se à luz do entendimento e da prece, para combate consigo mesmo na estrada redentora.

Entretanto, se pais e mães, nessa hora, surgem moralmente inabilitados, entre a indiferença e a discórdia, desajustes e enfermidades poderão sobrevir na grande passagem, porquanto o aborto e o desequilíbrio aparecerão, aflitivos, sobrecarregando o nascituro de pesados gravames que, em muitas ocasiões, só a morte inesperada conseguirá reprimir.

Pais amigos, guardai convosco, ante o berço terrestre, a oração e o carinho, a caridade e a paz, porque sois responsáveis, na luz da reencarnação, por aquele que volta, em nome do Senhor, a rogar-vos abrigo, a fim de burilar-se e servir, ofertando-vos, ao mesmo tempo, as mais nobres oportunidades de elevação!…


Emmanuel









Joanna de Ângelis - Livro Jesus e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 15 - Oração a São Francisco



Joanna de Ângelis - Livro Jesus e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 15


Oração a São Francisco


Pai Francisco!

Há muitos anos, poucos anos, naquele dia de outubro de 1226, qual falena de luz, abandonaste a lagarta inerte sobre o solo para voares na direção do zimbório infinito, aureolado de luz.

Havias pedido anteriormente que te despissem o corpo quando a Irmã Morte se te acercasse, e que te colocassem no pó da Irmã Terra, logo alando-te na direção do Amado como um raio de luz que desapareceu no azul do infinito...

Encerrava-se, naquele momento, o divino périplo da tua missão terrestre em corpo físico.

Fazia pouco, tornaste o lobo de Gúbio um doce cordeiro.

Lograste silenciar a sinfonia dos pássaros para que não perturbassem o teu canto louvando o Senhor.

Colocaste mel nas colmeias vazias pelo rigoroso verão, para que as Irmãs Abelhas continuassem zumbindo, alimentando-se, fabricando cera, vivendo...

Lavaste a lepra em muitos corpos e experimentaste os estigmas em êxtase incomparável.

A cada sofrimento que te afligia, entoavas um hino de louvor e, a cada provação experimentada, uma canção de reconhecimento a Deus.

A tua mensagem simples saiu de Assis para trazer de volta o amor e a humildade de Jesus.

No entanto, Pai Francisco, os teus legatários transformamos a tua mensagem em vão poder, em ilusão argentária e, embora a ternura com que a cantaste, repetimo-la entusiasmados, porém, com o coração em gelo, diferente do teu...

Agora, tanto tempo, em pouco tempo depois da tua sinfonia, rogamos que voltes à Terra para, novamente, balbuciar-nos a oração simples aos ouvidos dos nossos corações empedernidos e dos nossos frágeis sentimentos, de modo a reconquistarmos as forças para seguir-te a meiga voz e nos emocionarmos outra vez com o teu amor.

O mundo estertora, Pai Francisco!

Não se trata somente de lutas entre cidades que se digladiam, como nos teus dias, mas do terrível conflito entre os corações, gerando guerras de extermínio individual e generalizado.

Somente tu, Pai Francisco, podes, enternecendo-nos a ponto de darmo-nos as mãos, lobos e ovelhas que ainda somos, ao comando da tua voz bebermos juntos, no mesmo regato, por onde fluem as águas da misericórdia e do amor inefáveis.

Somente tu, Pai amoroso, consegues fazer que as rosas desabrochem voltadas para os lares em sombras, neles penetrando com o seu perfume especial.

Volta, Pai Francisco, tem misericórdia de nós, e conduze-nos à pequenina Porciúncula onde deixaste os teus despojos, naquele dia longínquo e próximo, de outubro de 1226, pois que todos necessitamos de ti!


Joanna de Ângelis









Mensagem psicofônica recebida na noite de 04 de outubro de 2006, na reunião mediúnica do Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.
 

sábado, 23 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Astronautas do Além - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Prefácio - De outras dimensões



Emmanuel - Livro Astronautas do Além - Espíritos Diversos - Chico Xavier / J. Herculano Pires - Prefácio


De outras dimensões


Leitor amigo.

Mensageiros de outras dimensões, aqui estamos nas páginas deste livro, de mãos entrelaçadas com os amigos corporificados na Terra, a fim de entregar-te ao coração fraterno os informes da vida que tumultua e brilha além da morte.

Tão só porque sejamos portadores de boas-novas, isso não quer dizer que estejamos em condições de angelitude.

Somos apenas teus irmãos, carregando o buril do aperfeiçoamento sobre nós mesmos e fitando novas luzes sem que essas mesmas luzes brotem puras de nós.

Caminhamos igualmente, qual te acontece, em demanda ao Mais Alto.

Ainda assim temos um privilégio: Tanto quanto sucede aos carteiros do mundo que te buscam o endereço entregando-te notícias de bênção e esperança, também nós, os viajores de outras estradas, alcançamos a porta de teu coração para dizer-te em palavras de paz que Deus é amor e luz em tudo quanto existe, que a morte é vida nova, que a justiça nos rege, que a dor nos aprimora, que o trabalho nos guia para além de nós mesmos, e que a alegria imperecível a todos nos espera, no infinito do Tempo e nas forças do Espaço, para sermos, um dia, na suprema união, plenamente imortais, ante o esplendor sem sombra da grandeza de Deus.


Emmanuel

Uberaba, 3 de outubro de 1973.









Nota: Por “outras dimensões” desejamos dizer “outros mundos”, compreendendo-se que a matéria pode variar ao infinito, em graus de densidade, em relação aos temas fundamentais do progresso e do burilamento do Espírito, de Plano a Plano da evolução ou de mundo para mundo. — Emmanuel.



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 123 - No pão espiritual



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 123


No pão espiritual


“Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: “amas-me?” e disse-lhe: “Senhor, tu sabes que eu te amo.” Jesus disse-lhes: “Apascenta as minhas ovelhas.” — (JOÃO, 21:17)

Assinalando a preocupação do Divino Pastor, em se dirigindo a Simão Pedro para recomendar-lhe as ovelhas, é importante observar que o Mestre não solicita qualquer atividade maravilhosa.

Não ordena que o apóstolo lhes converta os balidos em trechos de música.

Não determina se lhes transforme o pelo em fios de ouro.

Não aconselha se transfigure o redil em palácio.

Não exige se lhes conceda regime de exceção.

Não manda se lhes dê asas.

Roga simplesmente para que o apóstolo lhes administre alimento, a fim de que vivam e produzam para o bem geral, sem fugir aos preceitos do trabalho e sem abolir os ditames da evolução.

Certo, no entanto, o Excelso Condutor não sentia necessidade de advertir o companheiro quanto ao cuidado justo de não se adicionarem agentes tóxicos aos bebedouros e à forragem normal.

Assim também, no domínio das criaturas humanas.

Trabalhadores das ideias, chamados a nutrir o pensamento da multidão, em verdade, o Cristo não espera mudeis os vossos leitores e ouvintes em modelos de heroísmo e virtude. Conta com o vosso esforço correto para que a refeição do conhecimento superior seja distribuída com todos, aguardando, porém, que a mesa de vossas atitudes se mostre asseada e que o alimento de vossas palavras esteja limpo.


Emmanuel








(Reformador, novembro de 1962, p. 242)

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espirita Vol. II - João Nunes Maia - Cap. 31 - Os Espíritos são imateriais?



Miramez - Livro Filosofia Espirita Vol. II - João Nunes Maia - Cap. 31


Os Espíritos são imateriais?


82. Será certo dizer-se que os Espíritos são imateriais?

“Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação e com uma linguagem deficiente? Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos.”

A.K.: Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque, pela sua essência, diferem de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Um povo de cegos careceria de termos para exprimir a luz e seus efeitos. O cego de nascença se julga capaz de todas as percepções pelo ouvido, pelo olfato, pelo paladar e pelo tato. Não compreende as idéias que só lhe poderiam ser dadas pelo sentido que lhe falta. Nós outros somos verdadeiros cegos com relação à essência dos seres sobre-humanos. Não os podemos definir senão por meio de comparações sempre imperfeitas, ou por um esforço da imaginação. (O Livro dos Espíritos)


Os Espíritos, como criaturas divinas, são realidades, por terem sido criados; são almas nas quais despertam valores capazes de fazê-las sentir os atributos de Deus.

Os Espíritos são imateriais, pelo compacto da matéria que se conhece, no entanto, na profundidade do termo, eles passam a ser constituídos de matéria que escapa aos sentidos humanos, como no dizer de O Livro dos Espíritos: matéria quintessenciada. Dentro de sua pureza, esquece o estado primitivo, onde se pode ver e pegar, onde se manifesta em formas.

O Espírito não tem forma definida. Se podemos comparar, mesmo que seja com pálidas imagens, vamos dizer que ele é qual a água ou o vento, que toma a forma da vasilha ou do ambiente em que é colocado. No caso do Espírito superior, ele pode tomar a forma que desejar e o seu comando é a mente. Quanto às particularidades, ainda é cedo para que possamos conversar e entender. Por Isso é que podemos chamar o Espírito de ser incorpóreo, por não ter ele precisamente um corpo, como se entende as formas. A linguagem humana é fraca para se conversar sobre os assuntos do Espírito, mas, toda tentativa é válida, por se entender alguma coisa acerca de assuntos de relevância como este. Que Deus nos abençoe em todos os nossos esforços, que marcam um aprendizado de luz!

Recorremos sempre a imagens para melhor sermos entendidos, mesmo que sejam as mais simples. Vejamos a massa de trigo para o preparo do pão, no processo de fermentação! Assim é a matéria quintessenciada nas mãos do Criador. Antes, era um todo, depois, o próprio tempo a separou em individualidades que Deus achou conveniente, qual a massa que se transmuta em pães: individualizada, porém, carregando a mesma essência de vida e da vida maior. A massa fermentada destacada em pedaços vai ao forno quente, no sentido de tomar uma feição de alimento saudável. Assim é o Espírito individualizado: vai ao calor das bênçãos do Pai Celestial para que a razão se expanda no tempo e no espaço, garantindo a sua personalidade, que caminha para novas conquistas, conscientizando-se de tudo e sentindo a necessidade de libertação, conquistando a si mesmo e assistindo no palco da consciência ao desabrochar dos valores inerentes a sua própria vida.

O Espírito é uma luz diferenciada que acode as suas próprias necessidades, como ajuda aos seus irmãos de caminho, naquilo que o determinar. É uma chama divina consciente, mas, à qual ainda falta conhecer muitas coisas, no que se refere à sua própria existência. Pelo menos no estágio em que nos encontramos, há muitos mistérios a desvendar, no que tange ao Espírito.

Os Espíritos são imateriais pelo estado de matéria que se conhece, no entanto, tudo que existe nasceu da mesma fonte divina, e desse nascimento até ao Espírito, ocorreram diversas transmutações de todas as ordens, para que a luz maior irradiasse no centro da vida, e a harmonia se fizesse no seio da luz, obedecendo à vontade do Criador, como sendo um sol inteligente, filho de um sol maior.


Miramez