
Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 16
Cristo-Oração
"Não cesso de dar graças a Deus por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações." — PAULO (Efésios, 1:16)
A prece é a telefonia divina, pela qual falamos com a divindade, sem os acessórios dos homens, nem a sua audição.
A discagem certa é o modo pelo qual nos portamos para falar e o assunto elevado que escolhemos para conversar com o Senhor.
A oração, senão o modo digno de orar, tem sido esquecida pelos homens.
O pedi e obtereis leva em conta o que se pede e como se pede.
A prática da prece dilata os sentimentos de amor no coração de quem a faz e busca, no Mais Alto, algo de que a Terra tem carência: são fluidos de ordem superior, que descem pelos canais dos pensamentos puros, abastecendo a alma de uma luz consubstanciada no Amor, capaz de restaurar todos os desequilíbrios e abrir caminho para mais vida na criatura.
Quem ora bem todos os dias é dotado de uma força superior indizível que, onde passa, mesmo que haja elementos negativos, insufla o bem-estar, e agrada a quem encontra, porque é um pão permanente do céu que desce para os que andam na Terra.
A oração ainda é um segredo por desvendar, mesmo pelos que têm o hábito de usá-la: ela ajuda de mil modos, integrada na força do silêncio, sem o rótulo de qualquer religião, ela é o céu livre com a prerrogativa de ajudar pela vontade de Deus e Cristo.
Cristo-Oração é o ambiente de luz feito pelo exercício da prece, é quando Ele, transfigurado diante das nossas necessidades, nos ensina a pedir com obediência, a buscar com humildade, a esperar com confiança e a sentir a resposta de Deus com gratidão.
Uma súplica feita pela boca de um justo, a mente de um sábio ou pelo coração de um místico pode muito, sendo capaz de transformar o impossível para os olhos do mundo em realidade espiritual.
Orar é um ato elevado no reino dos homens, e saber orar é expressão divina no seio humano.
Quando estamos em estado de prece, daquele em que só lembramos da oração e que o amor domina todos os nossos impulsos, partem da nossa cabeça fios de luz, desconhecendo qualquer obstáculo criado pelas trevas, e avançam em direção ao reino de Deus, de onde absorvem a essência da vida, como resposta do Pai para o filho que pede.
Os centros de forças, encravados no perispírito, com sutis ligações no espírito, redistribuem esse éter divino, modificado com as nossas necessidades, em todo o metabolismo celular, passando igualmente pelas glândulas internas, de modo a beneficiar todo o organismo, sem esquecer o mundo interatômico da carne, de sorte que a alma começa a respirar um oxigênio puro, pela pureza do agente de Deus, que rasga o infinito em direção a criatura que se encontra envolvida na fé, na esperança e no amor.
Jesus, quando orava, Se tornava um sol as vistas de Seus discípulos; era a explosão interna de fluidos imponderáveis pelas bênçãos de Deus.
E Ele canalizava Sua poderosa mente para o Senhor e para a Terra, de maneira que todos os seres viventes pudessem receber a Sua luz de amor e de vida.
Quando os Seus discípulos viram esse fenômeno transcendental da estuante força cósmica pelo amor, pediram ao Mestre que os ensinassem a orar e Ele, depois de instruir a todos como deveriam fazer orações, deu uma amostra exterior de palavras, ensinando-lhes o Pai Nosso.
Se queres operar maravilhas com a oração, podes fazê-lo!...
Depende apenas do estado interno que vibra em ti.
Já experimentaste entrar em um campo de humildade ou fazê-lo em torno de ti?
Pois fazê-lo por uns cinco minutos, sem sentir cansaço, depois, começa a sentir amor por toda a humanidade e deixa extravasar alegria por todos os poros.
Inicia então, a súplica, falando em voz suave, visualizando a tua boca como se fosse um foco de luz policrômica a banhar o céu e a Terra, o próximo e tu.
E, acima de tudo, confia sempre neste poder que existe dentro de ti.
Lembremos Paulo mais uma vez:
"Não cesso de dar graças a Deus por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações."
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