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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. XVIII - João Nunes Maia - Cap. 51 - Caracteres do Espírito Elevado



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. XVIII - João Nunes Maia - Cap. 51


Caracteres do Espírito Elevado


918. Por que indícios se pode reconhecer em um homem o progresso real que lhe elevará o Espírito na hierarquia espírita?

“O espírito prova a sua elevação, quando todos os atos de sua vida corporal representam a prática da lei de Deus e quando antecipadamente compreende a vida espiritual.”

A.K.: Verdadeiramente, homem de bem é o que pratica a lei de justiça, amor e caridade, na sua maior pureza. Se interrogar a própria consciência sobre os atos que praticou, perguntará se não transgrediu essa lei, se não fez o mal, se fez todo o bem que podia, se ninguém tem motivos para dele se queixar, enfim se fez aos outros o que desejara que lhe fizessem.

Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem contar com qualquer retribuição, e sacrifica seus interesses à justiça. É bondoso, humanitário e benevolente para com todos, porque vê irmãos em todos os homens, sem distinção de raças, nem de crenças. Se Deus lhe outorgou o poder e a riqueza, considera essas coisas como UM DEPÓSITO, de que lhe cumpre usar para o bem. Delas não se envaidece, por saber que Deus, que lhas deu, também lhas pode retirar.

Se sob a sua dependência a ordem social colocou outros homens, trata-os com bondade e complacência, porque são seus iguais perante Deus. Usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com seu orgulho. É indulgente para com as fraquezas alheias, porque sabe que também precisa da indulgência dos outros e se lembra destas palavras do Cristo: Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado.

Não é vingativo. A exemplo de Jesus, perdoa as ofensas, para só se lembrar dos benefícios, pois não ignora que, como houver perdoado, assim perdoado lhe será. Respeita, enfim, em seus semelhantes, todos os direitos que as leis da Natureza lhes concedem, como quer que os mesmos direitos lhe sejam respeitados. (O Livro dos Espíritos)


Para reconhecer o Espírito elevado na escala espiritual, basta analisar a sua vida, porque a perfeição espiritual é o conjunto de todas as qualidades morais que a alma pode ter. Não basta somente ser bom; é necessário que se faça a bondade com amor, que se una amor com fraternidade, a fraternidade com a honestidade e essa com o trabalho digno. Assim, sucessivamente, a luz deve ser limpa de todas as trevas, para que a caridade não sofra interrupção.

O Espírito prova a sua elevação quando todos os seus atos de vida condizem com a lei de justiça e de amor. Quando antecipadamente compreende a vida espiritual, pode viver no Céu, mesmo pisando na Terra.

Verdadeiramente, o homem de bem é o que vive a lei de amor e de caridade, que esteja constantemente renunciando às coisas supérfluas e representa uma fonte de conhecimento, doando sempre ao que padece e ensinando aos ignorantes, é o que está sempre interrogando a sua consciência e analisando-se constantemente, buscando corrigir os seus maus pendores. Por onde passa, pratica a caridade e o amor ao próximo sem exigências pessoais. Ele anda por todos os caminhos, alegre, não blasfema quando a dor chega a sua porta, sacrifica todos os impulsos inferiores e não deixa lugar para os maus pensamentos.

É preciso que se veja irmãos em todos os seres, amando todas as coisas sem distinção. Se receberes o dom da riqueza, usa-a como sendo um empréstimo, sem desperdício, e comunga sempre com o bem que podes fazer. Tem complacência com os que não compreendem a verdade, esforçando-te no trabalho, onde a honestidade seja o clima de todos os deveres. Ignora a vingança e busca sempre perdoar, fazendo do perdão uma modalidade de amar, fazendo da fraternidade um meio de aproximação em todas as criaturas.

Não te esqueças de ativar a vida em toda parte com a lembrança de Jesus, porque somente Ele nos mostra Deus na sua realidade pura. Não te esqueças da citação evangélica da mulher adúltera, com sua lição imortal extraída por Jesus para a humanidade inteira. Deste modo, serás um homem de bem, influindo positivamente em toda a humanidade.

Granjeia amigos por toda parte, na verdadeira feição do Cristianismo. Sê atencioso com todas as crianças, transmitindo a elas tudo que a educação e o discernimento nos ensinou. Se compreenderes a lei e a praticares dentro da sua estrutura, podes acalmar todas as ventanias do mal que porventura surgirem em teu coração. Vamos ler Marcos, no capítulo quatro, versículo trinta e nove, nesta referência de Jesus:

E Ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar:

Acalma-te, emudece!

O vento se aquietou e fez-se grande bonança. Eis porque devemos praticar a lei de amor, para nos investirmos de poderes e dominarmos todos os ventos que não nasçam da fé em Cristo e do amor a Deus. Façamos o que disse e fez Jesus: "Quem quiser me encontrar, eu estou junto aos que sofrem, no meio dos estropiados, dos famintos, dos encarcerados, dos nus, acolhendo a todos, porque bem-aventurados são todos aqueles que padecem, porque eu os aliviarei. Volta a dizer: Eu sou o caminho, a verdade e a vida."


Miramez











quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 81 - Cristo-reforma



Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 81


Cristo-reforma


"Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena no vosso falar." — PAULO. (Colossenses, 3:8).

Cristo-reforma é força de modificação no coração da criatura; são linhas de entendimento de Deus para os homens, que se fortalecem pelo exercício do amor, que avança na sua pureza, peculiar aos anjos.

Paulo, falando aos Colossenses, acentua com propriedade que eles deveriam despojar-se do homem velho, cedendo lugar ao novo homem, cheio de glória, por ser uma alma manifestada no mundo pela força de Cristo, a dominar a sua própria vida.

Quem conhece Jesus, certamente que se esquece da ira, pois ela modifica o empenho natural que temos para o bem; e essa indignação turva a nossa mente, não nos deixando ver mais além de onde promana a esperança e a fé.

A indignação corrompe o ambiente de paz que os Céus nos dão, transmutando-se em maldade, e a maldade escraviza a criatura que a gera e produz um magnetismo tão inferior, que nos faz perder, por vezes, a consciência; eis que aí, a nossa boca começa a ser instrumento de perdição pela maledicência, e a linguagem obscena domina o nosso falar.

Chega o momento de o Cristo reformar o nosso modo de ser, aproveitando alguns instantes que cedemos ao amor, para falar conosco no silêncio d’alma. E suas palavras se acomodam em nós como ondas divinas, a nos preparar para o grande futuro, como sementes de Deus no solo humano; cada vez que pensamos em coisas elevadas, quando a caridade e o amor brilham em nós, é como que chuva no plantio do Senhor, e a árvore da vida começa a crescer de forma espetacular, mas visível aos nossos sentidos espirituais, a refletir no nosso mundo físico.

É o Cristo crescendo em nossos corações, e a sua voz vai ficando cada vez mais clara e precisa, naquele comando que todos os discípulos do Seu amor conhecem, cedendo a Sua magnânima vontade.

Não fiquemos alheios a essa verdade; apeguemo-nos ao Cristo-reforma e deixemos que Ele trabalhe dentro do nosso coração, como já fez com inúmeras criaturas, crescendo na lavoura imensa do nosso mundo, em nome de Deus; deixemos que ele invada a nossa consciência, a domar as nossas paixões, se as tivermos, e a semear o trigo da Vida, enriquecendo a nossa vida da vida do Pai Celestial.

Não nos entreguemos as paixões do mundo, nem nos deixemos dominar pelos vícios da terra; cultivemos a oração todos os dias, no silêncio do santuário d’alma, que alguém invisível nos guiará para saudáveis caminhos.

O pedido mais urgente dos benfeitores espirituais que nos comanda a todos é o mesmo pedido que o Homem de Damasco fez aos colossenses há quase dois mil anos; meditemos nele, pois esse condicionamento é divino, engenhosa e segura a sua eficácia, ajudando-nos a nos libertar da pesada cruz das provações e dos cravos dos infortúnios:

Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isso; ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena no vosso falar.


Miramez













Fonte: Cristos

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. XIX - João Nunes Maia - Cap. 15 - Dois vermes destruidores



Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. XIX - João Nunes Maia - Cap. 15


Dois vermes destruidores  


933. Assim como, quase sempre, é o homem o causador de seus sofrimentos materiais, também o será de seus sofrimentos morais?

“Mais ainda, porque os sofrimentos materiais algumas vezes independem da vontade; mas, o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, numa palavra, são torturas da alma.

“A inveja e o ciúme! Felizes os que desconhecem estes dois vermes roedores! Para aquele que a inveja e o ciúme atacam, não há calma, nem repouso possíveis. À sua frente, como fantasmas que lhe não dão tréguas e o perseguem até durante o sono, se levantam os objetos de sua cobiça, do seu ódio, do seu despeito. O invejoso e o ciumento vivem ardendo em contínua febre. Será essa uma situação desejável e não compreendeis que, com as suas paixões, o homem cria para si mesmo suplícios voluntários, tornando-se-lhe a Terra verdadeiro inferno?”

A.K.: Muitas expressões pintam energicamente o efeito de certas paixões. Diz-se: ímpar de orgulho, morrer de inveja, secar de ciúme ou de despeito, não comer nem beber de ciúmes, etc. Este quadro é sumamente real. Acontece até não ter o ciúme objeto determinado. Há pessoas ciumentas, por natureza, de tudo o que se eleva, de tudo o que sai da craveira vulgar, embora nenhum interesse direto tenham, mas unicamente porque não podem conseguir outro tanto. Ofusca-as tudo o que lhes parece estar acima do horizonte e, se constituíssem maioria na sociedade, trabalhariam para reduzir tudo ao nível em que se acham. É o ciúme aliado à mediocridade. De ordinário, o homem só é infeliz pela importância que liga às coisas deste mundo. Fazem-lhe a infelicidade a vaidade, a ambição e a cobiça desiludidas. Se se colocar fora do círculo acanhado da vida material, se elevar seus pensamentos para o infinito, que é seu destino, mesquinhas e pueris lhe parecerão as vicissitudes da Humanidade, como o são as tristezas da criança que se aflige pela perda de um brinquedo, que resumia a sua felicidade suprema. Aquele que só vê felicidade na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros é infeliz, desde que não os pode satisfazer, ao passo que aquele que nada pede ao supérfluo é feliz com os que outros consideram calamidades.

Referimo-nos ao homem civilizado, porquanto, o selvagem, sendo mais limitadas as suas necessidades, não tem os mesmos motivos de cobiça e de angústias. Diversa é a sua maneira de ver as coisas. Como civilizado, o homem raciocina sobre a sua infelicidade e a analisa. Por isso é que esta o fere. Mas, também, lhe é facultado raciocinar sobre os meios de obter consolação e de analisá-los. Essa consolação ele a encontra no sentimento cristão, que lhe dá a esperança de melhor futuro, e no Espiritismo que lhe dá a certeza desse futuro. (O Livro dos Espíritos).


Os sofrimentos no mundo devastam os homens, trazendo-Ihes padecimentos de todas as ordens que se possa imaginar, sofrimentos materiais e morais. De certa forma, não se pode deter esses sofrimentos, por serem processos de despertamento espiritual, no entanto, compreender que são eles da nossa culpa é bem melhor para que possamos nos esforçar para nos livrarmos deles.

Estamos falando de dois apenas, que são o ciúme e a inveja. São realmente dois vermes roedores da alma, senão do próprio corpo físico. Como combater essas duas enfermidades, livrar-se delas? Qual o ser humano, e mesmo o espiritual, que não sentiu ou sente ciúme ou inveja? Todos, embora haja os que já se livraram deles.

Os que ainda não sentiram essas duas doenças, talvez se encontrem na fila para sentir suas torturas. Elas, por seu caráter inferior, trazem lições dolorosas para a alma na sua sequência de vida. Como encarnados, e por vezes fora da carne, todos sentirão esse estado negativo do Espírito, por não terem ainda conhecido a verdade. Somente os Espíritos livres das paixões humanas são limpos dos resíduos de todas as inferioridades.

Certamente que devemos combater todos os tipos de inferioridade nos caminhos que percorremos, para que no amanhã, possamos dizer: "conheci a verdade e ela me tornou livre das peias da ignorância."

"O Livro dos Espíritos" nos fala que, por vezes, os sofrimentos materiais independem da vontade do homem, e isso é certo, no entanto, os sofrimentos morais se encontram na mesma ordem, por nos faltar elevação espiritual para os evitarmos. Como pode o homem primitivo ter uma moral ilibada, se desconhece seus fundamentos?

Os sofrimentos materiais e morais somente desaparecerão quando o Espírito ascender pelo despertamento dos seus dons espirituais. O tempo se encarrega desse trabalho. Todas as almas que não têm experiências qualificadas na consciência pura, desconhecem a paz e a tranquilidade. Não questionemos a Deus, nem tampouco O responsabilizemos, pelos desastres que essas duas forças provocam em nós. O esquema está traçado para o nosso destino, e como Deus é onisciente, Ele já sabe disso; e se deixou que assim acontecesse, é que precisa ser deste modo. Nem nós mesmos temos culpas dos nossos deslizes. Temos culpas, se não combatermos nossas inferioridades, já conscientes dos caminhos onde as paixões nos levam.

Todos os vermes roedores são forças negativas que devemos combater, sempre na ordem das coisas, porque é no combate que ganhamos experiência para a verdadeira conquista. Se as almas não fossem torturadas pelos contrastes da vida, como elas conheceriam o outro lado, o da serenidade, da caridade e do amor? Certamente que são felizes aqueles que desconhecem esses vermes roedores; bem-aventurados são eles, por terem passado por todas essas experiências e delas colheram a paz verdadeira que torne a consciência tranquila, objetivo de nossas vidas.

Compreendamos, pois, a necessidade dos nossos esforços visando à melhora da vida material e moral, pois o conseguiremos, por estar no destino de todos. Surge deste esforço a água da vida, quem a bebe nunca mais terá sede.

Replicou-lhe Jesus:

"Se conhecerás o dom de Deus e quem é o que te pede: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva." (João, 4:10)

Jesus sempre nos pede que doemos água, em qualquer posição em que estejamos, aos que sofrem, pois Ele está com eles e, se compreendemos, Ele, o Mestre, nos dá a água com a qual nunca mais teremos sede, por ser a água da vida eterna. É necessário que entendamos esse pedido. As imperfeições são fantasmas dentro de nós e à nossa frente, e a consciência em Cristo nos pede para expulsá-las, ambientando-nos com o amor e a caridade, para que a salvação instale na nossa intimidade o sol da verdade e a luz de Deus no coração.

Limpando-te do ciúme e da inveja, ficarás livre de muitos fantasmas que corroem a alma, como carunchos invisíveis, os quais não devemos matar, nem nos servirmos deles para a nossa revolta e, sim, transformá-los em vida, em experiências e cultivo da própria paz.


Miramez















Fonte: Filosofia Espírita Vol. XIX-pdf

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. VI - João Nunes Maia - Cap. 12 - Escolha antecipada



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. VI - João Nunes Maia - Cap. 12


Escolha antecipada


267. Pode o Espírito proceder à escolha de suas provas, enquanto encarnado?

“O desejo que então alimenta pode influir na escolha que venha a fazer, dependendo isso da intenção que o anime. Dá-se, porém, que, como Espírito livre, quase sempre vê as coisas de modo diferente. O Espírito por si só é quem faz a escolha; entretanto, ainda uma vez o dizemos, possível lhe é fazê-la, mesmo na vida material, por isso que há sempre momentos em que o Espírito se torna independente da matéria que lhe serve de habitação.”

a) - Não é decerto como expiação, ou como prova, que muita gente deseja as grandezas e as riquezas. Será?

“Indubitavelmente, não. A matéria deseja essa grandeza para gozá-la e o Espírito para conhecer-lhe as vicissitudes.” (O Livro dos Espíritos - Allan Kardec)


As leis espirituais são elásticas, para atender a todos, no nível de cada escala do progresso espiritual. O Espírito pode escolher as suas provas mesmo antes de desencarnar, em se pensando em futura reencarnação. Ele formula idéias que podem ser aproveitadas, no que se refere às suas necessidades espirituais, mas, ele pode, igualmente, mudar de ideia ao chegar ao mundo dos Espíritos.

A bondade de Deus é tão grande, que Ele atende a todos com variadas possibilidades para o conhecimento da verdade. As escolhas antecipadas geralmente sofrem retificações para melhor aprimoramento da alma em questão. Comunga Deus o Seu pensamento de luz com as idéias dos homens, para melhor atender aos seus filhos na grande extensão da harmonia divina, nos corações das criaturas.

Quando o Espírito deseja escolher as riquezas, os poderes, e isso lhe é concedido, e ele as usa somente para sua satisfação interior e individual, notar-se-á a sua inferioridade, e quando as usa para o benefício da coletividade, esse pode se chamar de benfeitor da humanidade. Por isso é importante que aqueles que muito possuem usem o ouro para o bem-estar de todos, com empregos decentes, em aprimoramentos corretos, socorrendo os doentes na invalidez, as crianças, e ajudando ao próprio governo nas linhas da sinceridade. O ouro brilha no coração quando dirigido por ele, sob a influência do Cristo de Deus.

Falamos sempre em escolhas individuais ou imposições das provas. No entanto, todas são escolhas das almas, umas conscientes e outras inconscientes. As conscientes escolhem medindo suas necessidades, e as inconscientes, pelo estado em que se encontram. O Evangelho nos fala que será dado a cada um, segundo seu merecimento.

Pode-se, mesmo na Terra, fazer-se leve o fardo e suave o jugo, e para tanto, a Doutrina dos Espíritos ensina que basta ler com atenção os avisos da espiritualidade maior e esforçar na vivência, que o amor, conjugado com o perdão, oferecerá o ambiente e a amplitude dos conhecimentos indispensáveis para que se possa sentir o celeiro crescer na tranquilidade da consciência que com nada se perturba.

Nas lides do mundo, é necessário escolher igualmente todas as linhas onde vibra a fraternidade, procurando normas de proceder que se avizinham, pelo menos, dos costumes ensinados por Jesus, extraindo todo o mal que perturba o coração e que faz turvar a consciência em Cristo. Deus em nada erra; tudo que se encontra feito é pelo Seu querer. Se algo não existe, é porque Ele não o quer.

No entanto, nem tudo é para o nosso coração. Escolhamos o que devemos na faixa em que vibramos e vivemos, que a paz do Criador começará a dar sinal no nosso mundo interno. Façamos uma aliança com nós mesmos, de trabalhar no nosso aprimoramento moral, que a moralidade surgirá em nossos sentimentos. Não firamos a ninguém, nem oprimamos o nosso próximo, porque enquanto gastarmos o nosso tempo em ver os defeitos alheios, os nossos ficarão escondidos.

Escolhamos os caminhos com Jesus, pois Ele já nos escolheu como discípulos.


Miramez















domingo, 13 de setembro de 2026

Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 29 - Orgulho e humildade



Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 29


Orgulho e humildade


O Evangelho[1] nos apresenta um punhado de sentenças capazes de renovar o homem, levando-nos às leis naturais que, por sua vez, nos conduzem à tranquilidade, onde podemos conhecer o amor.

Fala-nos da humildade, ambiente que estimula a criatura, de maneira a buscar toda a inspiração da caridade. A humildade marca na alma o sinal divino do respeito e da paz.

O Espírito já despertado pela luz do entendimento passa a buscar todas as máximas de luz que surgem no Evangelho, procurando os homens que vieram à Terra, e ainda atingem os que estagiam no plano espiritual, para a educação por processos variados, alegrando quem aprende, que passa a viver esses conceitos de vida, testando nos caminhos essas regras que ajudam, que elevam e que tranquilizam a todos, em se valorizando a vida.

Com os tempos na conceituação cristã, a alma modela os brocardos a que sustenta e dá vida às criaturas, reconhecendo que Jesus é realmente o Caminho, a Verdade e a Vida.

Passamos a não ter mais dúvidas em relação ao Evangelho e à presença de Jesus, alimentando na Sua a nossa vida, a fim de não perdermos os caminhos de ascensão, sabendo que as nossas faltas devem ser corrigidas por nós mesmos.

Esse o nosso verdadeiro trabalho interno. O orgulho passa a ser uma chaga a ser extirpada dos nossos roteiros, por fazer parte das ilusões que nos desviam do bem. Ele petrifica os sentimentos e tira a nossa visão da realidade, e ainda contribui com a presença do egoísmo, que nos afasta das companhias que mais desejamos nas hostes do bem.

Trabalhemos todos os dias, em favor da humildade, deixando-a crescer na nossa casa íntima, que o crescimento passará a dominar o nosso ambiente de vida.

A humildade é vida, porque vem de Jesus.

Deus concedeu aos Espíritos que outrora habitaram a Terra, a oportunidade de voltar pelos processos da mediunidade, para nos instruir educando, e eles retomaram em falanges, com alegria, estruturando uma doutrina de sabedoria e de amor, mostrando que somos todos irmãos, e que Deus é Pai. O Espiritismo, deslizando na face da Terra, mostra conceitos de luz capazes de despertar os homens para as bênçãos do amor e da verdade.

Quem observar atentamente a presença da luz em favor dos homens na Terra, não pode cultivar dúvidas de que Jesus está na direção do planeta, e sabe o que faz, convocando a todos para urgentes mudanças no roteiro de vida e o que despertar nas mudanças, começará a ajudar na continuidade dessas atividades cristãs.

Procuremos a Jesus, e n’Ele nos inspiremos; quando isso se estender à humanidade, a Terra se modificará, e tudo que nela existe, para melhor, ajustando a força da mente com o auxílio de Deus, que não falta.

Assim procedendo, abriremos caminhos para aqueles que vêm na retaguarda, copiando a vida das grandes almas e passando seus valores para os famintos dos conceitos espirituais que limpam e aperfeiçoam os processos da sua vida.

Compete a nós outros começar esse trabalho agora, para que amanhã nasça a luz.

Matemos o orgulho, para que, no seu lugar, nasça a semente da humildade e do amor.

Confiemos em Deus, e acompanhemos Jesus, que a felicidade se tornará uma realidade.


Miramez







[1] O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap.o VII — Bem-aventurados os pobres de espírito - Instruções dos Espíritos

O orgulho e a humildade

11. Que a paz do Senhor seja convosco, meus queridos amigos! Aqui venho para encorajar-vos a seguir o bom caminho.

Aos pobres Espíritos que habitaram outrora a Terra, conferiu Deus a missão de vos esclarecer. Bendito seja Ele, pela graça que nos concede: a de podermos auxiliar o vosso aperfeiçoamento. Que o Espírito Santo me ilumine e ajude a tornar compreensível a minha palavra, outorgando-me o favor de pô-la ao alcance de todos! Oh! vós, encarnados, que vos achais em prova e buscais a luz, que a vontade de Deus venha em meu auxílio para fazê-la brilhar aos vossos olhos!

A humildade é virtude muito esquecida entre vós. Bem pouco seguidos são os exemplos que dela se vos têm dado. Entretanto, sem humildade, podeis ser caridosos com o vosso próximo? Oh! não, pois que este sentimento nivela os homens, dizendo-lhes que todos são irmãos, que se devem auxiliar mutuamente, e os induz ao bem. Sem a humildade, apenas vos adornais de virtudes que não possuís, como se trouxésseis um vestuário para ocultar as deformidades do vosso corpo. Lembrai-vos dAquele que nos salvou; lembrai-vos da sua humildade, que tão grande o fez, colocando-o acima de todos os profetas.

O orgulho é o terrível adversário da humildade. Se o Cristo prometia o reino dos céus aos mais pobres, é porque os grandes da Terra imaginam que os títulos e as riquezas são recompensas deferidas aos seus méritos e se consideram de essência mais pura do que a do pobre. Julgam que os títulos e as riquezas lhes são devidos, pelo que, quando Deus lhos retira, o acusam de injustiça. Oh! irrisão e cegueira! Pois, então, Deus vos distingue pelos corpos? O envoltório do pobre não é o mesmo que o do rico? Terá o Criador feito duas espécies de homens? Tudo o que Deus faz é grande e sábio; não lhe atribuais nunca as idéias que os vossos cérebros orgulhosos engendram.

Ó rico! Enquanto dormes sob dourados tetos, ao abrigo do frio, ignoras que jazem sobre a palha milhares de irmãos teus, que valem tanto quanto tu? Não é teu igual o infeliz que passa fome? Ao ouvires isso, bem o sei, revolta-se o teu orgulho. Concordarás em dar-lhe uma esmola, mas em lhe apertar fraternalmente a mão, nunca. “Pois quê! dirás, eu, de sangue nobre, grande da Terra, igual a este miserável coberto de andrajos! Vã utopia de pseudofilósofos! Se fôssemos iguais, por que o teria Deus colocado tão baixo e a mim tão alto?” É exato que as vossas vestes não se assemelham; mas, despi-vos ambos: que diferença haverá entre vós? A nobreza do sangue, dirás; a química, porém, ainda nenhuma diferença descobriu entre o sangue de um grão-senhor e o de um plebeu; entre o do senhor e o do escravo. Quem te garante que também tu já não tenhas sido miserável e desgraçado como ele? Que também não hajas pedido esmola? Que não a pedirás um dia a esse mesmo a quem hoje desprezas? São eternas as riquezas? Não desaparecem quando se extingue o corpo, envoltório perecível do teu Espírito? Ah! lança sobre ti um pouco de humildade! Põe os olhos, afinal, na realidade das coisas deste mundo, sobre o que dá lugar ao engrandecimento e ao rebaixamento no outro; lembra-te de que a morte não te poupará, como a nenhum homem; que os teus títulos não te preservarão do seu golpe; que ela te poderá ferir amanhã, hoje, a qualquer hora. Se te enterras no teu orgulho, oh! quanto então te lamento, pois bem digno de compaixão serás.

Orgulhosos! Que éreis antes de serdes nobres e poderosos? Talvez estivésseis abaixo do último dos vossos criados. Curvai, portanto, as vossas frontes altaneiras, que Deus pode fazer se abaixem, justo no momento em que mais as elevardes. Na balança divina, são iguais todos os homens; só as virtudes os distinguem aos olhos de Deus. São da mesma essência todos os Espíritos e formados de igual massa todos os corpos. Em nada os modificam os vossos títulos e os vossos nomes. Eles permanecerão no túmulo e de modo nenhum contribuirão para que gozeis da ventura dos eleitos. Estes, na caridade e na humildade é que têm seus títulos de nobreza.

Pobre criatura! és mãe, teus filhos sofrem; sentem frio; têm fome, e tu vais, curvada ao peso da tua cruz, humilhar-te, para lhes conseguires um pedaço de pão! Oh! inclino-me diante de ti. Quão nobremente santa és e quão grande aos meus olhos! Espera e ora; a felicidade ainda não é deste mundo. Aos pobres oprimidos que nele confiam, concede Deus o reino dos céus.

E tu, donzela, pobre criança lançada ao trabalho, às privações, por que esses tristes pensamentos? Por que choras? Dirige a Deus, piedoso e sereno, o teu olhar: ele dá alimento aos passarinhos; tem-lhe confiança: ele não te abandonará. O ruído das festas, dos prazeres do mundo, faz bater-te o coração; também desejaras adornar de flores os teus cabelos e misturar-te com os venturosos da Terra. Dizes de ti para contigo que, como essas mulheres que vês passar, despreocupadas e risonhas, também poderias ser rica. Oh! cala-te, criança! Se soubesses quantas lágrimas e dores inomináveis se ocultam sob esses vestidos recamados, quantos soluços são abafados pelos sons dessa orquestra rumorosa, preferirias o teu humilde retiro e a tua pobreza. Conserva-te pura aos olhos de Deus, se não queres que o teu anjo guardião para o seu seio volte, cobrindo o semblante com as suas brancas asas e deixando-te com os teus remorsos, sem guia, sem amparo, neste mundo, onde ficarias perdida, a aguardar a punição no outro.

Todos vós que dos homens sofreis injustiças, sede indulgentes para as faltas dos vossos irmãos, ponderando que também vós não vos achais isentos de culpas; é isso caridade, mas é igualmente humildade. Se sofreis pelas calúnias, abaixai a cabeça sob essa prova. Que vos importam as calúnias do mundo? Se é puro o vosso proceder, não pode Deus vo-las compensar? Suportar com coragem as humilhações dos homens é ser humilde e reconhecer que somente Deus é grande e poderoso.

Oh! meu Deus, será preciso que o Cristo volte segunda vez à Terra para ensinar aos homens as tuas leis, que eles olvidam? Terá que de novo expulsar do templo os vendedores que conspurcam a tua casa, casa que é unicamente de oração? E, quem sabe? ó homens! se o não renegaríeis como outrora, caso Deus vos concedesse essa graça! Chamar-lhe-íeis blasfemador, porque abateria o orgulho dos modernos fariseus. É bem possível que o fizésseis perlustrar novamente o caminho do Gólgota.

Quando Moisés subiu ao monte Sinai para receber os mandamentos de Deus, o povo de Israel, entregue a si mesmo, abandonou o Deus verdadeiro. Homens e mulheres deram o ouro e as joias que possuíam, para que se construísse um ídolo que entraram a adorar. Vós outros, homens civilizados, os imitais. O Cristo vos legou a sua doutrina; deu-vos o exemplo de todas as virtudes e tudo abandonastes, exemplos e preceitos. Concorrendo para isso com as vossas paixões, fizestes um Deus a vosso jeito: segundo uns, terrível e sanguinário; segundo outros, alheado dos interesses do mundo. O Deus que fabricastes é ainda o bezerro de ouro que cada um adapta aos seus gostos e às suas idéias.

Despertai, meus irmãos, meus amigos. Que a voz dos Espíritos ecoe nos vossos corações. Sede generosos e caridosos, sem ostentação, isto é, fazei o bem com humildade. Que cada um proceda pouco a pouco à demolição dos altares que todos ergueram ao orgulho. Numa palavra: sede verdadeiros cristãos e tereis o reino da verdade. Não continueis a duvidar da bondade de Deus, quando dela vos dá ele tantas provas. Vimos preparar os caminhos para que as profecias se cumpram. Quando o Senhor vos der uma manifestação mais retumbante da sua clemência, que o enviado celeste já vos encontre formando uma grande família; que os vossos corações, mansos e humildes, sejam dignos de ouvir a palavra divina que ele vos vem trazer; que ao eleito somente se deparem em seu caminho as palmas que aí tenhais deposto, volvendo ao bem, à caridade, à fraternidade. Então, o vosso mundo se tornará o paraíso terrestre. Mas, se permanecerdes insensíveis à voz dos Espíritos enviados para depurar e renovar a vossa sociedade civilizada, rica de ciências, mas, no entanto, tão pobre de bons sentimentos, ah! então não nos restará senão chorar e gemer pela vossa sorte. Mas, não, assim não será. Voltai para Deus, vosso pai, e todos nós que houvermos contribuído para o cumprimento da sua vontade entoaremos o cântico de ação de graças, agradecendo-lhe a inesgotável bondade e glorificando-o por todos os séculos dos séculos. 

Assim seja. 


Lacordaire. 
(Constantina, 1863.)












terça-feira, 8 de setembro de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. IX - João Nunes Maia - Cap. 35 - O extático e a realidade



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. IX - João Nunes Maia - Cap. 35


O extático e a realidade


443. Pretendendo que lhe é dado ver coisas que evidentemente são produto de uma imaginação que as crenças e prejuízos terrestres impressionaram, não será justo concluir-se que nem tudo o que o extático vê é real?

“O que o extático vê é real para ele. Mas, como seu Espírito se conserva sempre debaixo da influência das idéias terrenas, pode acontecer que veja a seu modo, ou melhor, que exprima o que vê numa linguagem moldada pelos preconceitos e idéias de que se acha imbuído, ou, então, pelos vossos preconceitos e idéias, a fim de ser mais compreendido. Neste sentido, principalmente, é que lhe sucede errar.”


Tratando dessa faculdade extraordinária que é o êxtase, podemos dizer que nem tudo o que o extático vê é real; no entanto, quase tudo se mostra dentro da realidade que ocupa a sua mente, mais ou menos ligada à Terra. Entretanto, essas diferenças ou falhas se assim podemos chamá-las, existem em todas as funções mediúnicas, de todos os médiuns sem exceção. Todas as modalidades de paranormalidade sensorial pertencem a uma escala de elevação, de pureza medianímica. O único médium sem mácula que pisou na Terra foi Nosso Senhor Jesus Cristo; todos os outros pertencem à escala, onde podem existir falhas humanas, ou mesmo Espíritos que ainda não dominam a verdade, no padrão que lhes é necessário. Todos estamos na escola, procurando o aperfeiçoamento espiritual.

A filtragem mediúnica pode também apresentar deficiências. Os médiuns precisam do amparo dos leitores, na compreensão e em suas preces endereçadas a todos os sensitivos em funções mediúnicas. Ocorre o mesmo com o médium psicógrafo: o medianeiro se encontra em operação de despertar, tem suas provas e se esforça para melhorar. É uma criatura igual às outras, com as mesmas necessidades.

O uso de variados dons, principalmente para o médium psicógrafo, pode facilitar certas interferências, de modo a misturar verdades que poderiam, se não fosse isso, sair dos seus canais mediúnicos como as claridades do sol. Antes de criticar certas falhas mediúnicas, devemos cooperar com os médiuns em função, para que a verdade possa surgir com mais nitidez nos caminhos da Doutrina Espírita. Os médiuns e os espíritas, em geral, precisam estudar, trabalhar e servir com grande empenho, para que surja o amor nos seus caminhos, porque somente quem ama dentro do amor universal é que compreende com mais propriedade a lição valiosa do Cristo de Deus.

Em se falando do extático, ele pode confundir as coisas que vê com as do mundo que habita, e com as quais está envolvido. O condicionamento é uma verdade, que pode interferir na filtragem que ele recebe do mundo espiritual. Somente um mundo de pureza espiritual não tem ambiente para as dúvidas e as comunicações traduzem a realidade.

Para ficar envolvido pela verdade, é necessário que se procure a verdade, que ela aparecerá. Quando o aluno está pronto, é da justiça que o mestre surja em sua intimidade a lhe dizer a verdade, no sentido de libertá-lo das amarras da ignorância. Para se encontrar com a realidade, é preciso perseverar nas linhas de Jesus. Se aparecerem os obstáculos, é sinal de que se está caminhando certo.

Se a dor surgir a nos visitar, entendamo-la como estímulo para prosseguir. Os infortúnios, já o dissemos alhures, não erram o endereço do devedor. Pagando as dívidas, ficaremos livres do credor.

É de noção comum que devemos falar da realidade, dizer a verdade para os ouvidos alheios, mas, quando alguém fala para os nossos ouvidos, vêm à tona os melindres. Eis aí a marca da nossa inferioridade. Analisemos o que ouvimos, que encontraremos algo educativo nos sons recolhidos pela audição. A natureza não perde tempo, e as lições ministradas por ela são luzes que clareiam os nossos caminhos para a eternidade. A vida para a frente e para o alto consiste em cair e levantar, errar e acertar, e é nesta sequência que os dons espirituais despertam em nossos corações, de modo a mostrar ao mundo e à humanidade que encontramos o Cristo, luz de Deus libertando-nos para sempre.

Estamos em busca do real, mas, antes passamos pelas ilusões. Elas é que nos mostram a grandeza da verdade. O homem de imaginação fértil pelo desenvolvimento intelectual, é mais fácil de ser enganado pela força da sua criação.


Miramez















domingo, 6 de setembro de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. XVI - João Nunes Maia - Cap. 43 - Riquezas



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. XVI - João Nunes Maia - Cap. 43


Riquezas


Sempre existiu a desigualdade em tudo, e as riquezas não podem deixar de compartilhar deste "tudo". É notório que se observa em toda parte a desigualdade de riquezas. É muito difícil saber se uma riqueza tem boa procedência. Não raro, elas nascem da corrupção; quando não de um, têm raízes falsas em outros. O que deve fazer o homem é, quando as riquezas caírem em suas mãos, seja de qualquer procedência, procurar aplicá-la bem, para que possa ressarcir, ou ajudar a ressarcir erros.

O dinheiro em si não é bom nem mau; ele faz o que a mente deseja que se faça com ele. Conhecemos muitos ricos que podem entrar no reino dos Céus. A história nos conta do desprendimento de muitos ricos em favor dos que sofrem o peso do carma que os guia para o cumprimento da justiça.

Os homens precisam, e muito, de se educarem no campo da honestidade. A falta dela é que os leva aos distúrbios morais, principalmente os que dirigem os povos. Eles brincam com os destinos dos homens, mas a reencarnação os conduz para lugares bem piores que os que sofrem com a sua desonestidade, onde se vêem o pranto e o ranger de dentes.

Não devemos brincar com as leis de Deus, que são justas e eternas. São elas generosas, mas enérgicas com aqueles que as desrespeitam. As riquezas são testes para todas as criaturas e povos. Não faltaria dinheiro em país nenhum, se fossem os povos equilibrados nos seus comportamentos, nos seus pensamentos, se direcionassem bem suas ações. O povo tem o governo que merece, é certo, todavia, o governo tem o povo que se encontra na sua faixa de conduta. Se queremos saber o que é um, estudemos o outro. Modificando-se a mentalidade do povo, o que somente o Evangelho pode fazer, aparecerá por encanto um governo justo e correto. Nós estamos constantemente pedindo a Deus o mal, porque pensamos e fazemos mais mal do que bem. Os governos pedem para seus governados o que eles pensam e fazem. Assim lhes será dado, por haver leis que asseguram o "pedi e obtereis".

Vamos observar Lucas em seus apontamentos, no capítulo onze, versículo onze:

"Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra?"

Se os filhos de uma nação bem estruturada pedem ao governo, pelas suas ações ante seus compromissos como cidadãos, alimento, teto e toda ordem de melhoramento, alimento moral em todas as suas circunstâncias, esse pai que se afigura como governo dessa nação, não fará outra coisa a não ser ofertar-lhes o melhor ambiente de paz com tudo o de que precisam.

Entretanto, o que se vê são milhões de criaturas em toda parte desarmonizando os países, em roubos, crimes, assassinatos de todas as ordens, abortos de todos os tipos, mentira e falsidade em todas as direções, guerras sem tréguas em quase todos os países, usura em todos os povos, orgulho e egoísmo em quase todas as criaturas. O que elas estão pedindo a Deus? Os governos têm de gastar quase todos os recursos com armas e com o sustento dos exércitos e policiais, para manter uma paz precária entre si mesmos. De quem é a culpa?

A desigualdade é, pois, uma doença crônica, que um conjunto de conceitos conhecido como Evangelho age como medicamento curativo para todos esses males, na medida que fosse vivido. As religiões, assim como os religiosos, têm o dever de fazer conhecido esse livro, assim como trabalharem nas mentes dos povos pelo exemplo.

A Doutrina Espírita tem o maior compromisso com o Cristo, de educar e instruir as criaturas. Para começar, o homem deve usar bem as riquezas, surgindo daí o equilíbrio de todos os povos, para que o amor sem barreira seja o clima de todos os corações que pulsam na Terra.


terça-feira, 1 de setembro de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. XVI - João Nunes Maia - Cap. 41 - Condições sociais



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. XVI - João Nunes Maia - Cap. 41


Condições sociais


806. É lei da Natureza a desigualdade das condições sociais?

“Não; é obra do homem e não de Deus.”

a) - Algum dia essa desigualdade desaparecerá?

“Eternas somente as leis de Deus o são. Não vês que dia da dia ela gradualmente se apaga? Desaparecerá quando o egoísmo e o orgulho deixarem de predominar. Restará apenas a desigualdade do merecimento. Dia virá em que os membros da grande família dos filhos de Deus deixarão de considerar-se como de sangue mais ou menos puro. Só o Espírito é mais ou menos puro e isso não depende da posição social.”


As condições sociais, como as desigualdades entre os homens, não são obra de Deus. São condições temporárias necessárias, devido à desigualdade de posições das criaturas, no que se refere à escala de aperfeiçoamento das almas. Essa condição, repetimos, é passageira, pois somente as leis estabelecidas por Deus são imutáveis no tempo e no espaço.

O bom observador notará sempre, no correr do tempo, que as condições humanas vão se transformando lentamente, e sempre para melhor. Todos os povos vão absorvendo, pela força do progresso espiritual, leis mais justas e mais humanas, vendo-se em seus semelhantes, em outra dimensão de vida. Mesmo com as facilidades que o mundo oferece hoje para o homem errar, ele acaba acertando mais, por ter sido feito para a glória da própria vida.

O orgulho nos parece que cresce mais com o egoísmo, antiga chaga que já floresceu muito, mas que agora está sendo combatida pelos seres humanos em diversas escolas filosóficas e religiosas, e pela maior escola da vida, que se chama maturidade espiritual.

Os que desconhecem as leis de Deus e a existência do Todo Poderoso se mostram duvidosos no que tange à posição do homem ante a eternidade. Não encontrando salvação para o mundo e para sua humanidade, são profetas do pessimismo, no entanto, para Deus não existe o impossível. Ele age no momento adequado e a tudo conserta, usando os próprios homens de boa vontade. As Suas leis corrigem todos os deslizes, usando dos feitos humanos como exemplos e lições para os que incorrem em erro.

As desigualdades que se vêem nos povos, o são por merecimento de cada um. Não que Deus abençoe uns mais que os outros; é devido à escala a que pertence, é força espiritual da justiça, que marca a lei de reencarnação para todas as almas em trânsito na Terra. Quem deseja viver fora da faixa a que pertence, é que sofre as conseqüências da violência acionada por si mesmo; a justiça é o mesmo amor que protege a todos. No Evangelho de João poderemos ler o seguinte, no capítulo onze, versículo dez:

"Mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz."

E quem anda fora do nível em que deve viver por justiça, somente encontra trevas, por desconhecer o que deve receber e sentir por misericórdia de Deus. Não queiramos ser o que não somos. Cada criatura tem dentro de si um vigia, que lhe dá conhecimento dos seus poderes e dos seus limites, em tudo que faz e pensa. Mesmo nas condições sociais em que se encontra, por que avançar para as lutas sem as devidas armas com que possa se defender? O que acontece com um médico que não se aprimorou na arte de curar?

As desigualdades nos mostram até onde o outro já chegou, e é um convite para que possamos ir também, porque a vida oferece ensejo para todas as criaturas.


Miramez












terça-feira, 25 de agosto de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. XIII - João Nunes Maia - Cap. 29 - Desejar o mal



Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. XIII - João Nunes Maia - Cap. 29


Desejar o mal


641. Será tão repreensível, quanto fazer o mal, o desejá-lo?

“Conforme. Há virtude em resistir-se voluntariamente ao mal que se deseja praticar, sobretudo quando há possibilidade de satisfazer-se a esse desejo. Se apenas não o pratica por falta de ocasião, é culpado quem o deseja.” (O Livro dos Espíritos)


Pensamento é vida. Aquilo que nós pensamos, nós o vivemos. A ciência, há milênios, estuda a mente do homem e ainda se encontra nas primeiras letras, no que tange à função dos pensamentos.

Deus está presente nos pensamentos dos homens, nos ajudando em todos os momentos a conhecermos a nós mesmos. Ele nos dá certa liberdade, para que a conquista seja mesmo, em parte, nascida dos nossos esforços. No que se refere ao nosso bem-estar, mesmo vivendo há muito tempo no plano espiritual, com mais liberdade, nos consideramos seres humanizados, por termos compromissos sérios com Jesus, para viver com os encarnados, lutando dia-a-dia para o autoaprimoramento.

Tudo que Jesus fazia, realizava pela força do pensamento, que n'Ele é o maior poder. Todos os reinos Lhe obedeciam. Ele comunicava-se em todas as direções pela força das idéias que sabia transmitir, onde quer que fosse, dando ordens e indicando caminhos, assim como de Deus Ele recebia as determinações para o comando do Seu rebanho.

O homem erra pelo pensamento. Tudo de bom ou de mal nasce nos princípios do pensar, para então depois se materializar nos atos.

"Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura no coração, já adulterou com ela." (Mateus, 5:28)

Em se analisando isto, pode-se notar que o pensamento impuro estraga a nossa conduta; eis porque devemos educá-lo, instruindo nossas intenções. A Doutrina Espírita é uma escola de educação da nossa mente, ampliando os exercícios, de modo a capacitar-nos a renovar os nossos pensamentos, para somente pensarmos no amor e na verdade.

Se quando iniciamos uma construção precisamos de uma planta, que a habilidade do homem pode realizar, muito mais na nossa construção moral, precisamos de uma planta mental, e o material é o pensamento puro, todos os dias, para que esse hábito vire dever em todas as sequências da vida.

Ouçamos Jesus, quando Ele disse que são bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. A pureza de sentimentos e de pensamentos faz e refaz o clima propício a vermos Deus dentro de nós, pela tranquilidade imperturbável de consciência.

Se pensas no mal e não o praticas, ainda assim estás agindo mal; outrossim, esses pensamentos contrários ao amor podem inspirar outras pessoas, e a responsabilidade, em parte, cabe a quem formou as idéias negativas.

Considera que os teus pensamentos são fontes de vida, na vida de Deus.

Tornamos a dizer que o Espiritismo é uma escola de educação da mente, portanto, devemos procurar estudá-lo com seriedade; para que possamos, de passo a passo, irmos dominando nossos pensamentos, ainda mais sabendo que Deus Se expressa com mais fulgor no centro das nossas idéias. Tudo se move pelo movimento do Criador. Deus pensa conosco; será que a nossa parte vai indo bem?


Miramez














segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. 16 - João Nunes Maia - Cap. 16 - Paralisar o progresso



Miramez - Filosofia Espírita Vol. 16 - João Nunes Maia - Cap. 16


Paralisar o progresso


781. Tem o homem o poder de paralisar a marcha do progresso?

“Não, mas tem, às vezes, o de embaraçá-la.

a) - Que se deve pensar dos que tentam deter a marcha do progresso e fazer que a Humanidade retrograde?

“Pobres seres, que Deus castigará! Serão levados de roldão pela torrente que procuram deter.”

A.K.: Sendo o progresso uma condição da natureza humana, não está no poder do homem opor-se-lhe. É uma força viva, cuja ação pode ser retardada, porém não anulada, por leis humanas más. Quando estas se tornam incompatíveis com ele, despedaça-as juntamente com os que se esforcem por mantê-las. Assim será, até que o homem tenha posto suas leis em concordância com a justiça divina, que quer que todos participem do bem e não a vigência de leis feitas pelo forte em detrimento do fraco. (O Livro dos Espíritos)


O progresso é o caminho para o reino de Deus, e as criaturas da Terra, Suas filhas, são um dos pequenos rebanhos, mas, mesmo pequeno, não fica esquecido do Pai.

Devemos sempre consultar o Evangelho quando escrevemos sobre as leis naturais que nos governam e neste momento convém lembrar dos escritos de Lucas, no capítulo doze, versículo trinta e dois:

"Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o Seu reino."

Jesus chamou a humanidade de pequenino rebanho, por existir outros rebanhos no espaço de Deus, outros mundos habitados, mais atrasados ou mais evoluídos do que a Terra, mas com o mesmo destino que o nosso.

Os homens não podem paralisar o progresso; isso é conversa dos homens esmorecidos, dos cegos e surdos, que ainda não têm olhos para ver, nem ouvidos para ouvir a verdade, para crer nas promessas do Senhor, que ama intensamente Seus filhos.

Não temamos, irmãos em caminho! Mesmo com todas as dificuldades na vida, elas passarão; mesmo com todos os problemas, eles cessarão; mesmo com todas as dores em nossos caminhos, elas passarão. Somente o amor é eterno; é a verdadeira felicidade, porque nascemos para a vida em Deus e o Cristo em nós.

O progresso é de natureza divina, mas que age em todas as condições humanas. Ele é um carro que leva todas as criaturas para a vida feliz, e todas as coisas se renovam para o melhor, para melhor posição na escala em que se encontram. Nós todos estamos passando por um período de choque entre as forças do mal e do bem. Estamos em transição de valores, e sempre vence o bem, para que o amor fique mais visível e mais dono dos nossos corações.

Não se pense que, como Espíritos livres da carne, que falamos e ajudamos em muitas escritas para despertar as criaturas, estamos livres dos acontecimentos. Não, nós também devemos na escrita da justiça, e a Doutrina dos Espíritos está nos dando possibilidades de resgatar nossas dividas, de conviver com os nossos irmãos da Terra com mais aconchego, abrindo assim espaço para nossas compreensões, de modo que o amor sustente todos os nossos ideais.

Com a presença do Espiritismo na Terra, a caridade está vivendo momentos felizes, e fazendo parte dessa felicidade estão os Espíritos, que se encontram com milhares de irmãos espíritas, dando as mãos com todos os de boa vontade, para ajudar com mais eficiência, sem olhar credo religioso ou posições políticas. Isso nos agrada o coração. A caridade é mostra, pois, de que o progresso moral está avançando para abraçar o progresso científico, que o intelecto batizou como filho.

Os dois mundos devem estar bem ajustados entre si. Por que separar o mundo espiritual do mundo físico, se um não pode viver sem o outro? Mais tarde poderemos notar, pela própria ciência, que matéria e Espírito se confundem e têm os mesmos ideais, porque o Pai de um, também o é de outro. Paralisar, nunca, o avanço das coisas, por ser o progresso lei de Deus em todos os aspectos.


Miramez













sábado, 22 de agosto de 2026

Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 9 - Marco da Reencarnação



Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 9


Marco da Reencarnação


24. Quais os limites da encarnação?

A bem dizer, a encarnação carece de limites precisamente traçados, se tivermos em vista apenas o envoltório que constitui o corpo do Espírito, dado que a materialidade desse envoltório diminui à proporção que o Espírito se purifica. Em certos mundos mais adiantados do que a Terra, já ele é menos compacto, menos pesado e menos grosseiro e, por conseguinte, menos sujeito a vicissitudes. Em grau mais elevado, é diáfano e quase fluídico. Vai desmaterializando-se de grau em grau e acaba por se confundir com o perispírito. Conforme o mundo em que é levado a viver, o Espírito reveste o invólucro apropriado à natureza desse mundo.

O próprio perispírito passa por transformações sucessivas. Torna-se cada vez mais etéreo, até à depuração completa, que é a condição dos puros Espíritos. Se mundos especiais são destinados a Espíritos de grande adiantamento, estes últimos não lhes ficam presos, como nos mundos inferiores. O estado de desprendimento em que se encontram lhes permite ir a toda parte onde os chamem as missões que lhes estejam confiadas.

Se se considerar do ponto de vista material a encarnação, tal como se verifica na Terra, poder-se-á dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende, portanto, de o Espírito libertar-se dela mais ou menos rapidamente, trabalhando pela sua purificação.

Deve também considerar-se que no estado de desencarnado, isto é, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito guarda relação com a natureza do mundo a que o liga o grau do seu adiantamento. Assim, na erraticidade, é ele mais ou menos ditoso, livre e esclarecido, conforme está mais ou menos desmaterializado.  -  S. Luís. (Paris, 1859.)


A reencarnação na Terra tem limites, desde que o Espírito chegue a uma condição de não mais precisar vestir a roupagem da carne; no entanto, considerando que a reencarnação se constitui em mudanças, e olhando para a vida eterna plena de transformações, ela se nos apresenta sem limites, porque as mudanças são permanentes.

Tudo reassume novos corpos na pauta da vida contínua; pode-se dizer, não encontrando outra expressão, que a vida se compõe de um sequente movimento.

Em todo lugar onde estagiamos, buscando experiências, existe a oportunidade extrema, nos mostrando o ponto final que podemos suportar naquele mundo; entretanto, não são extremos permanentes e, sim, limites do mundo em que estamos e que nós suportamos.

A evolução não tem barreiras; as mudanças são eternas em todas as escalas da vida.

Crescemos sempre, é o que podemos dizer.

No ponto em que a humanidade se encontra na Terra, como mundo de expiações e provas, prestes a sair deste estágio, precisamos trabalhar dentro de nós, em preparo para alcançar um mundo de regeneração.

Assim se processa a subida cada vez melhor, até a depuração espiritual que a vida pode nos oferecer.

E a Doutrina Espírita nos fala desta verdade, notícia que muito nos agrada, por já sentirmos o ambiente da felicidade; e para tanto, trabalhamos, no ambiente do amor.

Os benfeitores espirituais que orientam a humanidade, sob a égide de Jesus, têm uma grande tolerância, por saberem que o Espírito revestido de carne recebe muita influência do magnetismo inferior, mas, mesmo assim, deve lutar, porque é no esforço de cada dia que poderá alcançar a liberdade, dominando as paixões.

Nada tem limites, a não ser nos estágios, mas para adentrar em outra sequência de aperfeiçoamento; assim é a vida, cheia de alegria, amor e caridade.

O perispírito pode chegar à certa elevação de se confundir com o Espírito sujeito à reencarnação na Terra; e o próprio corpo, em mundos superiores, também se confundir com o perispírito nos mundos inferiores.

Entreguemo-nos, encarnados e desencarnados, à perfeição moral, juntamente com a sabedoria divina, no sentido de atingirmos um grau elevado do Espírito imortal, doando amor e espargindo luzes em todas as direções. Essa é a vida naquele ambiente de felicidade imperturbável.

O Espiritismo nos concita ao trabalho na nossa intimidade sempre na exemplificação das virtudes de ouro que o Evangelho de Jesus, na amplitude do amor, nos oferta como caminho, verdade e vida, considerando o amor como ponto de partida, que é igualmente o ponto de chegada, por se mostrar em todos os estágios das dimensões.

O amor é o hálito de Deus e o clima onde o Cristo vive.

Estamos vivendo a aproximação do fim dos tempos, onde dominam expiações e provas, na busca de outro mundo para a nossa regeneração.

A humanidade caminha sob a aflição da dor, contudo, recebe permanentemente lições valiosas, envolvidas com a verdade que podemos entender como a libertação.

O mundo atual vive em torno de dois monstros que devoram todas as esperanças, que se chamam orgulho e egoísmo, que devem ser expulsos das nossas vidas. Basta analisarmos com ponderação, que encontraremos essas duas feras devorando nossas alegrias.

Lutemos para vencer essa guerra, que entraremos na era da felicidade, sentindo o Senhor irradiando nas nossas consciências, em completa integração com Jesus, que domina nossos destinos.

Entendemos que nada tem limites; tudo se transforma, mas sempre para melhor, sendo Deus a fonte das nossas vidas, em quem devemos confiar e a quem devemos servir com humildade e amor.


Miramez