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sábado, 16 de maio de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco - Cap. 17 - Falatórios



Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco - Cap. 17


Falatórios

    
Dentre os muitos males que o verbo infeliz pode produzir, o mexerico é, possívelmente, dos mais graves. Semelhante a vaso pútrido, o falatório exala miasma pestilencial, que contamina os incautos, que dele se acercam. Ali proliferam a maledicência insensata, o julgamento arbitrário, a acusação indébita, a suspeita inapelável, a infâmia disfarçada, quando não irrompe a calúnia maleável, capaz de engendrar a destruição dos mais nobres ideais e vidas respeitáveis.

Atira-se a brasa do falatório inconsciente e espera-se que o fogo da irresponsabilidade ameace, devorador, a estrutura onde produz chamas. Nasce na conversa simples, porém, perniciosa. Emana de uma observação candente e feita de impiedade, a qual se difunde facilmente por ausência de serviço edificante, em decorrência da hora vazia, pela dilatação das apreciações indébitas.

O falatório é, também, verdugo do falador, porquanto, aquele que se compraz em censurar, torna-se vítima da censura alheia. Acautela-te dos que somente sabem colocar ácido e observações infelizes. Não estás indene à acusação deles.

Se te trazem informação inditosa, por mais amigo que te seja, de ti levará informação incorreta para outrem, a quem chama amigo, e que ignoras.

Não permitas que os teus ouvidos, voltados para a verdade, se convertam em caixa de acusações desditosas. Ninguém te pede a santificação em um dia, nem espera a tua redenção numa hora. Aliás, se isto se dera, o beneficiado seria tu próprio. Todavia, todos aguardam que não incidas, reincidas ou insistas no erro, promovendo a renovação dos teus propósitos cada dia, a toda hora, em cada instante...

O teu chamado ao Evangelho de Jesus significa compromisso novo para com a vida, e, se outrem erra, não te utilizes do erro dele, para que justifiques o teu erro.

Não prestarás satisfação da tua conduta ao teu próximo, mas Àquele que te enviou a servir. Sempre que falares, faze o relatório do bem: desculpa, ajuda, perdoa e compreende.

O irmão caído não necessita de empurrão para mais baixo, entretanto, espera mão amiga para reerguer-se.

Quem erra, tem a ferida do engano; aquele que se equivoca, padece a ulceração do erro.

Disputa a honra de acertar, falando sobre o bem, em nome do Supremo Bem, para o teu próprio bem.


Joanna de Ângelis













terça-feira, 23 de agosto de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo P. Franco - Cap. 7 - A parte de Deus



Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo P. Franco - Cap. 7


A parte de Deus


Em qualquer circunstância aflitiva, quando as coisas se apresentem negativas ou infelizes, não deixes de fazer o que te cabe fazer, considerando que a parte de Deus, Ele a fará. Com frequência, quando o homem se vê a braços com os desafios da vida, que surgem na figuração de problemas de complexa envergadura, logo lhe acodem à ideia os pensamentos pessimistas, em convite inditoso à desistência da luta, ou à rebeldia, ou à queda irreversível no abismo...

Nesse estado, recusa-se utilizar os preciosos dons da oração, que faculta paz; da meditação, que leva à confiança plena; da submissão aos desígnios divinos, que proporciona humildade; da inalterável certeza de que Deus interfere da forma que é melhor, com o que propicia intercâmbio inspirativo para atitudes corretas.

Conduzido na voragem dos desajustes de vária ordem, o agitado não tem clima mental para raciocinar com acerto, do que decorrem mais graves distúrbios que os causadores da inquietação.

Desta forma, concitado ao labor edificante, faze a tua parte; defrontando enfermidades a minar o organismo, realiza a tua parte; incompreendido nos mais expressivos ideais de enobrecimento, prossegue com a tua parte; acoimado pela inferioridade, ajusta a tua parte; colhido pelo lodaçal das calúnias e vis humilhações, avança com a tua parte; empurrado à tentação, coloca em pauta a tua parte; surpreendido por qualquer acidente inesperado e trágico, executa a tua parte, porquanto a de Deus chegará com segurança no momento oportuno, a teu benefício.

São de Deus: a interferência providencial de um amigo ignorado; o auxílio gentil de desconhecido benfeitor; a opinião favorável de alguma pessoa influente; a presença operosa de devotado anônimo; o socorro imprevisto, mas oportuno; a coragem, que assoma ao espírito, ante o infortúnio; a presença caridosa de estranhos passantes; e tudo quanto de pior sempre poderia ter acontecido, mas que não aconteceu. Se, todavia, advier te, em momentos que tais, a paralisia ou a desencarnação – que no teu conceito são legítimos infortúnios - mesmo em tal ocorrência a parte de Deus, a mais atuante, colaborou de modo á que estranhos e mais aflitivos sofrimentos não te alanceassem, porquanto ignoras do Estatuto Divino os códigos sublimes que funcionam com precisão, face as necessidades das leis cármicas, mas que o Pai, por amor, proporciona ao espírito calceta submeter-se, concedendo-lhe meios felizes não obstante doridos, a fim de equilibrar-se e avançar, na escalada da evolução.

Confia, portanto, em regime de total segurança na parte de Deus, e, ativo, faze a tua parte, humilde e submisso até o fim dos teus dias no corpo somático. A luz da crença pura que te clarifica por dentro é ainda a presença de Nosso Pai sustentando-te na noite da redenção, pois que infelicidade e desgraça reais são as que impedem a ação da parte de Deus nos momentos graves, e podem ser identificadas como rebeldia sistemática e falta de fé, em cuja treva o espírito desnorteia e enlouquece por longo tempo.


Joanna de Ângelis











segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco - Cap. 46 - Transes morais



Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco - Cap. 46


Transes morais


Ninguém permanece incólume na jornada humana. Ninguém, em regime excepcional, face aos transes morais. Todos reencarnam com objetivos de elevação, e para esse desiderato as provações como as expiações chegam, necessárias, convocando o espírito em depuração ao resgate que lhe facultará liberdade e paz. 

Mesmo aos Espíritos missionários, em apostolado de abnegação e amor, com as metas para a redenção humana, nos diversos campos da Cultura, da Arte, da Ciência, da Fé, são exigidas as contribuições morais de longo curso, com as quais plasmam nos contemporâneos e nos pósteros as supremas lições de que suas existências se fazem instrumento. 

Desafios que a vida oferece aos transeuntes da evolução, os dramas morais significam impositivos valiosos para quem se candidata à felicidade real. Compreendendo a alta significação da forma como se devem encarar os problemas e sofrimentos de toda ordem, os estoicos do passado se condicionavam aos ideais da beleza, adquirindo resistências com que esperavam superar as vicissitudes, liberando-se através do esforço do autoaprimoramento a novas conjunturas afligentes… 

Os transes morais, porém, são expurgadouros necessários ao homem para sua evolução espiritual. Raros, somente sabem enfrentar as situações difíceis com que a vida os requisita ao testemunho e à reparação dos erros. Preparados para a comodidade e educados pelos métodos da ignorância às leis da responsabilidade, os homens se acostumam a resolver problemas e inquietações pelo suborno, pela ilicitude desta e daquela expressão, permanecendo incapazes para refletir nos momentos graves que advém inevitavelmente. 

Surpreendidos pelas realidades evolutivas, convocados ao reequilíbrio mediante os transes morais, complicam as situações, agravam as conjunturas, atirando-se, por fim, aos porões da revolta em que se envenenam sem outra alternativa. 

Estes se debatem na busca ansiosa da fortuna; aqueles se desgovernam ante as emoções espoucantes; aqueloutros se atiram, sôfregos, às aventuras, tudo malbaratando, para quando surpreendidos pela pausa que o sofrimento propicia a fim de regularizar dificuldades deixar-se autodestruir pelos contingentes múltiplos dos equívocos acumulados e vitalizados, em curso demorado… Sejam quais forem, porém, os transes morais que te cheguem, fita a amplidão da esperança e retempera o ânimo. 

Na luta, o triunfo pertence a quem insiste, intimorato, laborando sem termo. Não te agastes porque foste chamado, hoje, ao aparente infortúnio. Escapa-te a lógica dos motivos que te constrangem à dor e às diretrizes de paz que poderás haurir, concluído o resgate. Examinando os transes que te cruciam, tem Jesus em mente e compara… Não digas: “Mas Ele era o Filho de Deus”, porquanto também o és. Nem asseveres: “Ele, porém, era perfeito” lembrando que a Sua palavra sábia prescreveu: “Sede perfeitos como o Pai Celestial é perfeito”, e nada temas até alcançares a perfeição que a todos nós está destinada.


Joanna de Ângelis













sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco - Cap. 49 - Paciência




Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco - Cap. 49


Paciência


Virtude que escasseia, a paciência é de relevante importância para os cometimentos expressivos a que te propões. Sem ela, a irritação comanda os feixes nervosos, e de desequilíbrios imprevisíveis irrompem na máquina física, comprometendo toda e qualquer realização. Não se considerando os casos de desarmonia procedente de matrizes patológicas, todo homem pode e deve cultivar a paciência. E mesmo quando acoimado por enfermidades que o afetam no equilíbrio emocional, através de contínuos esforços consegue resignação ante a dor, que é uma das mais expressivas manifestações da paciência.

Mediante exercícios regulares de reflexão e contenção dos impulsos da personalidade inferior, plasmarás condicionamentos íntimos, que imprimem calma e equilíbrio, culminando em harmonia interior, geradora da paciência. Indubitavelmente, realização tal não se lobriga num só passo, sob impulso momentâneo.

Surge o embrião, molécula a molécula. Constrói-se a máquina, peça a peça. Realiza-se a obra, tarefa a tarefa. Da mesma forma, nos empreendimentos morais, só através da perseverança, num programa feliz de segura urdidura, realizarás os misteres a que te propões. A paciência, assim conseguida, conferirá salutares recursos para o enobrecimento espiritual daquele que a cultiva. 

Conseqüência do cansaço, do marasmo, da rotina, a irritabilidade significa sinal vermelho na tarefa que executas. Indispensável vigiar-lhe o surgimento. Sutil, explode, de quando em quando, repetindo-se o clima de irascibilidade, que toma as paisagens da ação, estabelecendo nefanda presença, contumaz e enfermiça. 

A paciência, ao contrário, resiste às más circunstâncias e às tediosas ocorrências. É confiante, gentil, otimista, sem que deixe de ser responsável, séria, recatada. Suporta vicissitudes com galhardia e não esmorece quando os resultados demoram a expressar-se. Espera com coragem e não desfalece. 

Dessa forma, policia as reações íntimas e observa como te encontras. Caso te sintas portador da constante mau-humor, estás necessitando do auxílio da paciência, a fim de refundires o ânimo, renovares conceitos e atividades, orando, com a sede de quem, urgentemente, precisa da água da paz. 

Não te deixes amargar pela revolta interior ou esmagar pela irritabilidade. Recorre à paciência, sempre e em qualquer situação, e ela te ajudará a servir, amar e aguardar amanhã o que hoje se te afigure improvável ou irreversível... 

A paciência é, também, irmã da fé, porquanto, todo aquele que crê, espera e confia tranquilamente.


Joanna de Ângelis



Fonte: Celeiro de Bênçãos-pdf

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo P. Franco - Cap. 33 - Incerteza e Descrença



Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo P. Franco - Cap. 33



Incerteza e Descrença



Expressiva a diferença entre a dúvida honesta e a incerteza sistemática.

A primeira desaparece ante a linguagem evidente do fato, constituindo-se segurança desta ou daquela qualidade. A segunda, entranhada na tecelagem íntima do caráter que investiga, transfere-se, muda de situação e insiste, depreciativa.

A dúvida não anula a fé, antes atesta-lhe a débil presença, enquanto a incerteza mórbida despoja a crença das qualidades que a legitimam.

Por um natural processo de transferência psicológica, o homem sempre supõe noutro o que lhe é familiar, o de quanto é capaz.

Desde que lhe parece factível ludibriar e mentir, em toda parte e em qualquer pessoa vê-se refletido, facultando-se atormentar pelo espinho da descrença.

Tais pessoas, as que descreem por hábito, nas amizades, sentem-se marginalizadas; nas afeições, consideram-se traídas: nos negócios, supõem-se ludibriadas; na vida social, acreditam-se subestimadas; na fé religiosa, receiam ser enganadas... Fazem-se fiscais do próximo, impenitentes, às vezes sorrindo, sob falsa superioridade com que ferem, desatentos, todos, por saberem-se em rudes conflitos.

Também as há nas lides espiritistas. Atormentam-se e atormentam.

Aparentam uma retidão que sabem frágil, banindo a lídima fraternidade, por desejarem impor-se sempre.

No conceito de tais atribulados espíritos, todos estão em erro, menos eles.

Ocorre que consideram o próximo conforme se consideram. No fundo, não encontraram deficiências nos a quem acusam. Ao contrário, gostariam de descobrir-lhes as imperfeições, a fim de se darem por compensados ante a própria pequenez.

Não entres em litígio com eles.

Descarta-te gentilmente, se não puderes fazer outra coisa. Não te envolvas, porém.

Nutrindo sentimentos de surda animosidade, que, conscientemente, desconhecem, são demolidores, fácil interfone para cruéis perturbadores desencarnados.

Judas, que se enganou no torvelinho de contínuas e infelizes incertezas e suspeitas, não era estranho ao Grupo Galileu, antes, fora membro de eleição e amigo de todos.

Perdoa, de tua parte, aqueles que de ti duvidam e te desconsideram, descreem-te amarguram-te as horas, porquanto, da mesma forma como darás "conta da tua administração", também eles serão examinados e considerados com o mesmo rigor com que se houverem em relação ao próximo.

De tua parte ama e confia, porque, em verdade, quem erra, mente ou trai, a si próprio prejudica.



Joanna de Ângelis 







Fonte: Celeiro de Bênçãos -pdf

sábado, 25 de janeiro de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco - Pág. 22, Item 25 - Treinamento para o Perdão




Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco - Pág. 22, Item 25


Treinamento para o Perdão



A fim de colimares a excelência do perdão aos que te ofendem, mister te adestres mediante antecipados critérios e exercícios contínuos.

Habitua-te a iniciar o dia com a mente ligada ao Senhor, através dos fios invisíveis e poderosos da oração.

Não te descuides de ler uma página mensageira de otimismo, capaz de produzir júbilo no teu mundo íntimo.

Reprime as observações menos dignas, as apreciações fúteis, as referências deprimentes e maliciosas.

Estimula a conversação edificante e quando não possas fazê-lo, reserva-te silêncio discreto, propiciatório a reflexões salutares.

Todo labor para alcançar êxito impõe a necessidade de uma técnica própria, de uma diretriz segura.

Indispensável exercitar-te mentalmente para o cometimento do perdão, a que estás chamado a cada instante.

Treina, então, a paciência, disciplinando a vontade e aprimorando a indulgência.

Não te permitas autocomiseração ou personalismo prejudicial.

Cada ser é o que constrói interiormente.

A vida sempre devolve o que recebe. Tem cuidado.

O acusador gratuito e o perseguidor sistemático podem converter-se, sem que o saibam, em benfeitores valiosos. Aproveita-os.

Temperamentos e caracteres humanos há que produzem mais e melhor, quando fiscalizados ou submetidos a rigoroso controle.

Quem conhece a verdade, sempre consegue lograr benefícios em todas as situações, se desejar agir com acerto.

Olha em derredor:

· a primavera perfumada pode ser considerada como o perdão da Natureza ao rigor hibernal;

· o grão perdoa a terra que o esmaga, arrebentando-se em flor e fruto;

· o trigo agradece à mó que o tritura, transformando-se em pão...

Apura os sentidos e perceberás as respostas de Nosso Pai, através de convites ao amor, à beleza, à harmonia.

Integra-te no concerto de Suas bênçãos e quando fores visitado pelo sofrimento que alguém te imponha por qualquer razão, com facilidade perdoarás.



Joanna de Ângelis



Fonte: Portal do Espírito - Celeiro de Bençãos - PDF