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terça-feira, 14 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 4 - Velha sombra



Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 4


Velha sombra


A grande e velha sombra que oculta habitualmente a candeia bruxuleante de nossa fé, muitas vezes, se exprime na espessa neblina da ociosidade mental, que nos entorpece os melhores impulsos para a construção do bem.

Preguiça de pensar com a própria cabeça…

Preguiça de sentir com o próprio coração…

Preguiça de auxiliar…

Preguiça de fazer…

Preguiça de aprender…

Preguiça de ensinar…

Não acredites que bastaria a confissão da confiança em Cristo para dar aos outros o necessário testemunho de comunhão com o Evangelho de Amor e Luz.

Em muitas ocasiões, a própria palavra é um asilo à preguiça despistadora, que se envolve no verbalismo fulgurante, para continuar arrojada à inutilidade e à prostração.

Que a nossa frase se estenda em abençoada luz, revelando o Eterno Benfeitor que nos rege os destinos, mas que não nos exonere do dever do exemplo vivo, de vez que apenas na linguagem convincente das obrigações corretamente cumpridas é que seremos entendidos pelos companheiros de jornada no grande caminho da evolução.

Dissipemos o nevoeiro da preguiça que nos esconde o ideal de servir e avancemos, com diligência, no terreno da ação.

Evitemos seja colocada a lâmpada de nosso conhecimento sob o antigo velador do desculpismo e, exumando os braços e os recursos que estejamos conservando no frio da inércia, façamos da inteligência o arado de nosso amor, unindo cérebro e coração, alma e corpo, vida e entendimento, na construção da verdadeira fraternidade sobre a Terra, na certeza de que somente pelo trabalho incansável no bem é que nos transformaremos em instrumentos vivos nas realizações do Senhor.


Emmanuel











quinta-feira, 14 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7 - Saibamos ouvir e ver



Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7


Saibamos ouvir e ver


Há sempre respostas do Céu às nossas súplicas e jamais devemos interromper o culto da oração, fio divino e invisível de nossa comunhão com Deus.

Invariavelmente, fluem do Alto soluções diversas em nosso favor, à vista de nossas exigências, entretanto, é preciso acender a flama da fé no templo d’alma para ouvirmos a mensagem de Cima quando o Senhor nos diz “não”.

Decerto, se todos fôssemos afirmativamente atendidos em nossos requerimentos e petitórios, a perturbação arrasaria o senso da vida e acabaríamos desnorteados nas sombras da insensatez que nos é própria.

Muitas vezes, a ausência de braços queridos, em nossa equipe familiar é a bênção do Céu para que a responsabilidade nos enriqueça o destino.

Quase sempre, a moléstia do corpo é socorro às mazelas da alma.

Em muitas ocasiões, o pauperismo e a dificuldade, a provação e o sofrimento constituem o auxílio seguro da Eterna Providência para que o tempo nos favoreça com os tesouros da educação.

E, frequentemente, quando a morte nos visita o santuário doméstico no mundo, semelhante acontecimento vale por advertência do Céu para que estejamos acordados e valorosos na Terra.

Abramos o coração ao sol da prece e roguemos ao Pai nos conceda visão.

Em torno de nós, no campo físico e além dele, corre generoso e incansável o rio da Bondade Celeste. Basta haja em nós o amor pelo bem e a vocação de servir para que as bênçãos desse manancial nos felicitem a vida.

Não nos levantemos, porém, na área da experiência exclamando: “Ouve Senhor, que teu servo clama”!

Antes digamos, genuflexos, no altar do espírito: “Fala, Senhor, que teu servo escuta!”

Então a humildade será luz brilhante nos escaninhos do coração, fazendo-nos enxergar nossas próprias necessidades e nossos próprios enigmas e, revelando-nos a verdade, silenciosa, far-nos-á perceber que a oração não modifica o quadro de aflição e dor que criamos por nós mesmos, mas transformar-nos-á o modo de ser, sublimando-nos sentimentos e pensamentos, diretrizes e atitudes, palavras e atos, para que as nossas experiências se desdobrem, não conforme os nossos caprichos, mas segundo a Misericórdia e a Justiça da Lei.


Emmanuel












quarta-feira, 15 de abril de 2026

Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 6 - O Talento Celeste



Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 6


O Talento Celeste


Nem sempre contamos com o dinheiro necessário ao socorro fraterno na luta material.

Nem sempre dispomos de valores culturais suficientes para o acesso à solução dos mais altos enigmas da vida.

Nem sempre possuímos recursos sociais avançados de modo a estender influências e cooperar, de imediato, em realizações de vulto.

Nem sempre conseguimos entesourar bastante saúde física para mobilizar o corpo terrestre, no rumo dos serviços que desejaríamos executar sem detença.

Mas ninguém vive deserdado da riqueza das horas para consagrar-se ao bem.

O tempo, no fundo, é o talento celeste que o Supremo Senhor derramou, a mancheias, em todas as direções e em favor de todas as criaturas.

Se dispões de uma hora, não lhe percas o sublime valor substancial.

Com ela, é possível a obtenção de novos ensinamentos, o cultivo da fraternidade, a bênção do consolo ao irmão que padece nos braços constringentes da enfermidade, a conversação sadia que ajuda ao próximo necessitado, a escrituração de uma carta amiga e edificante, a plantação de algumas árvores preciosas que, mais tarde, oferecer-te-ão asilo seguro…

Não desperdices o sagrado talento dos minutos, comprando com ele as amarguras da crueldade, os remorsos do crime, as aflições da maledicência ou as espinhosas sementes da leviandade…

Muita gente exige do mundo valiosos cabedais de felicidade, aguardando castelos de abastança e de alegria, mas não se anima a gastar uma simples hora na construção dos alicerces indispensáveis à paz da própria existência.

Não te demores na furna envenenada do tempo perdido…

Não esperes pelo dinheiro ou pelo título acadêmico, pelo poder pessoal ou pelas disposições físicas favoráveis para empreender a bendita romagem de elevação.

O Céu para nós começa na Terra. Iniciemo-nos na escalada Divina.

Uma frase de compreensão, um sorriso afetuoso, uma prece ou um pensamento de auxílio podem ser os primeiros passos na direção do Paraíso que intentamos atingir.

Não nos esqueçamos do dia que passa, porque neste minuto mesmo brilha o nosso sublime momento de começar a gloriosa ascensão. 


Emmanuel








(Reformador, março de 1957, p. 70)

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 1 - Repara onde moras



Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 1


Repara onde moras


A Terra é precioso domicílio da Lei do Senhor onde cada criatura edifica o plano em que passa a viver.

O usurário sofre na furna da miséria.

O delinquente suporta o desvão do remorso.

O insensato grita no inferno da loucura.

O preguiçoso chora no sótão da necessidade.

O intolerante reside no serpentário da aversão.

O egoísta detém-se no cárcere das trevas.

O rico displicente carrega a cruz da responsabilidade.

O pobre inconformado respira no purgatório da angústia.

O simples de coração cresce no templo da paz.

O semeador do progresso vive ao sol da prosperidade.

O servidor fiel repousa na consciência tranquila.

O amigo do estudo mora no lar do conhecimento.

Repara onde resides.

Cada Espírito respira na faixa de claridade ou sombra, de dor ou alegria a que se acolhe através da atitude que assume perante a vida.

Não te percas na contemplação prematura das paisagens Celestiais, sem haver pago à Terra o tributo de serviço que lhe devemos.

Faze de tua existência um campo educado no bem para a colheita do amor e a própria casa terrestre em que estagias se transformará para os teus pés em sublime degrau de acesso às moradas abençoadas da Luz.


Emmanuel











sexta-feira, 21 de março de 2025

Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 19 - Renunciação cristã



Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 19


Renunciação cristã


Quando Jesus nos concitava à renunciação aos laços consanguíneos para buscar-lhe o Reino de Amor e Luz, não se propunha implantar entre nós o espinheiro do ódio ou o frio da indiferença. Proclamava, sim, o impositivo de nossa fidelidade a Deus, no cumprimento integral dos nossos deveres para com a Lei Divina que institui a Terra como sendo nosso lar, e a Humanidade como sendo a nossa própria família.

O Mestre nunca anulou a personalidade dos discípulos, à maneira do ditador humano que exige cega obediência à sua bandeira egocentrista, na clã política em que se lhe enraíza o precário poder. Preocupava-se, acima de tudo, em soerguer-nos o espírito para a responsabilidade de que somos detentores ante os princípios eternos que nos regem os destinos, em nome de Deus.

Por isso mesmo, alertava o ânimo dos aprendizes para o leal desempenho dos compromissos que haviam esposado, à frente da Boa Nova, num mundo hostil e atormentado qual aquele em que se expandira o arbítrio romano, poderoso e dominador.

Urgia estabelecer a coragem e consolidá-la no espírito dos seguidores que seriam compelidos, logo depois de seu Sacrifício Supremo, a trezentos anos de suplício e aflição, violência e martírio, humilhação e morte.

Por vezes, é necessário recorrer ao painel do passado para compreendermos a força de certas expressões que os séculos obscureceram e que hoje se afiguram sem maior significação, de modo a lançarmos nova claridade no rumo do porvir.

Estudando a essência da lição, sem as fronteiras acanhadas e asfixiantes da letra, podemos repetir que todos aqueles que se mostrem incapazes de esquecer o conforto doméstico ou de se desvencilharem das vantagens e gratificações da existência física para o serviço à causa do bem, a benefício de todos, ainda não se mostram habilitados ao árduo trabalho na charrua do dever cristão bem atendido, porque se revelam excessivamente presos às veludosas algemas dos interesses imediatos na carne que passa breve.

Quanto ao imperativo de renunciação propriamente considerado, não nos esqueçamos do padrão em que o próprio Mestre renunciou.

Gênio Celeste, abandona o seu Império Resplendente de Glória para fazer-se escravo das criaturas: Governador da Terra, submete-se às convenções sociais do mundo, satisfazendo-lhe as exigências qual se fora cidadão comum e Anjo Crucificado pela ingratidão dos próprios beneficiários, em ressurgindo da morte, fixa-se-lhe a atenção na volta generosa aos companheiros que o haviam esquecido e abandonado, a fim de reerguer-lhes a esperança e restabelecer-lhes a alegria.

Renunciemos à satisfação de sermos amados ou compreendidos por nossos familiares, servindo-os e auxiliando-os, cada vez mais, tanto quanto o Senhor nos tem auxiliado e servido, não obstante as nossas velhas e reiteradas defecções, e estaremos praticando com segurança e valor os Excelsos Ensinamentos.


Emmanuel












quarta-feira, 5 de junho de 2024

Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Prefácio



Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Prefácio


Certa vez disse o Divino Mestre: “Existem muitas moradas na Casa de Meu Pai!…” 

Certamente Jesus se referia à imensidão do Universo e às residências do homem, no entanto, é natural respeitar-lhe a palavra em sentido mais alto.

Cada criatura humana, a rigor, reside em espírito nos seus próprios pensamentos.

Sem dúvida, encontramos amigos dos mais diversos matizes, em toda parte, desde os palácios e mansões aos barracos e choças em que as criaturas partilham da riqueza e da penúria conhecidas no mundo.

É razoável, porém, ponderar que os chamados ricos e pobres residem, mentalmente, no contexto das ideias que alimentam, diante da vida.

Vemos os portadores de patrimônios de ordem superior, mantendo-se nas edificações cujas linhas e particularidades lhes revelam a altura social e as prendas do reconforto; e notamos a multiplicidade das provações dos que se acham retidos nas mais atribuladas condições da existência.

Temos os irmãos que se vestem na estamenha da pobreza material e aqueles outros que se julgam triunfadores nos ápices da cultura e da fortuna de que são detentores.

Se alguns se regozijam com a posse transitória do ouro, muitos gemem sob o peso de tarefas sacrificiais.

Lamentamos o ressentimento de numerosos companheiros segregados com privações e necessidades, embora as muitas exceções existentes no assunto, e igualmente lastimamos a indiferença de muitos amigos, ante o sofrimento das vítimas da penúria da vida material, como se essa penúria não existisse, reclamando, de nossa parte, essa ou aquela migalha de nosso socorro e solidariedade.

Encontramos, pois, cada pessoa morando na casa mental dos pensamentos que irradia.

Na Criação do Supremo Pai existem muitas moradas e compete-nos agir e servir para que todos os moradores se unam na compreensão e no entendimento, para que a Terra não mais possua gaiolas de egoísmo e cárceres de ódio, a impedirem, nos caminhos da evolução, a nossa integração na vitória da Paz e do Amor.

Cumpre-nos, assim, reconhecer que todo Espírito mora no que pensa e se classifica pelo que faz.

Nesse critério, peçamos a Jesus, cujos ensinamentos constituem verdadeira Moradia de Luz espiritual, nos acolha, a fim de que saibamos ser discípulos fiéis dele, Nosso Mestre e Senhor, em todos os tópicos da vida, para que a nossa mente brilhe por moradia luminosa agora e sempre. 


Emmanuel

Uberaba, 09 de agosto de 1990.





VÍDEO:  

Presença - Artur Valadares
NEPE Paulo de Tarso



Palestra realizada no dia 01/06/2024 na Sociedade Espírita Kardecista O Consolador, em Araraquara/SP.



quinta-feira, 18 de março de 2021

Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 17 - Aprendamos




Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 17


Aprendamos


Quem apenas discute, perde, muita vez, as melhores oportunidades de construir para o Bem.

Quem somente instrui o cérebro, aperfeiçoando as maneiras da criatura ou embelezando aspectos exteriores da luta, naturalmente encontrará, em muitas ocasiões, enigmas desconcertantes nos problemas sentimentais.

Entretanto, aquele que aprende com a Vida Superior, educa sempre em todos os lugares e circunstâncias.

Assim nos expressamos porque a verdadeira educação estabelece os seus fundamentos na alma, somente quando a alma desperta para a grandeza da Criação e algo pergunta acerca dos seus próprios destinos. E, para acordarmos interrogações edificantes nos outros, é imprescindível a conduta enobrecida, que converte a luta e a dor, o obstáculo e a sombra em motivos de Sublimação para a Imortalidade.

A palavra ornamentada, o verbo comovente, a página emocionante e os variados carros de triunfo em que o poder transitório ou a evanescente ilusão se ostentam na Terra não tocam o espírito em suas fibras mais sensíveis e mais profundas.

É preciso falar para os outros a linguagem inarticulada do exemplo que flui pelas atitudes e decisões, pelos gestos de fraternidade e pelas mãos operosas, porque o Homem Eterno somente percebe a oração dos atos para cogitar da Eternidade que é nosso patrimônio comum.

Na cruzada de redenção pelo amor e pelo serviço em que nos empenhamos, não podemos esquecer a doutrinação instrutiva ou santificante, em todas as fases da boa luta a que fomos chamados, mas, se estamos interessados na vitória substancial do Bem, não olvidemos que se faz necessária a consagração de nós mesmos ao esclarecimento geral para que o próximo encontre em nós mesmos a leitura silenciosa e imediata dos princípios que nos propomos ensinar.

Afeiçoemo-nos ao Mestre, que se ofereceu para a elevação de todos, convencidos de que, plasmando em nós quanto aprendemos d’Ele, transformamos a nossa existência em livro divino, não somente para nós, mas para a Humanidade inteira.


Emmanuel






domingo, 14 de fevereiro de 2021

Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7 - Saibamos ouvir e ver




Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7


Saibamos ouvir e ver


Há sempre respostas do Céu às nossas súplicas e jamais devemos interromper o culto da oração, fio divino e invisível de nossa comunhão com Deus.

Invariavelmente, fluem do Alto soluções diversas em nosso favor, à vista de nossas exigências, entretanto, é preciso acender a flama da fé no templo d’alma para ouvirmos a mensagem de Cima quando o Senhor nos diz “não”.

Decerto, se todos fôssemos afirmativamente atendidos em nossos requerimentos e petitórios, a perturbação arrasaria o senso da vida e acabaríamos desnorteados nas sombras da insensatez que nos é própria.

Muitas vezes, a ausência de braços queridos, em nossa equipe familiar é a bênção do Céu para que a responsabilidade nos enriqueça o destino.

Quase sempre, a moléstia do corpo é socorro às mazelas da alma.

Em muitas ocasiões, o pauperismo e a dificuldade, a provação e o sofrimento constituem o auxílio seguro da Eterna Providência para que o tempo nos favoreça com os tesouros da educação.

E, frequentemente, quando a morte nos visita o santuário doméstico no mundo, semelhante acontecimento vale por advertência do Céu para que estejamos acordados e valorosos na Terra.

Abramos o coração ao sol da prece e roguemos ao Pai nos conceda visão.

Em torno de nós, no campo físico e além dele, corre generoso e incansável o rio da Bondade Celeste. Basta haja em nós o amor pelo bem e a vocação de servir para que as bênçãos desse manancial nos felicitem a vida.

Não nos levantemos, porém, na área da experiência exclamando: “Ouve Senhor, que teu servo clama”!

Antes digamos, genuflexos, no altar do espírito: “Fala, Senhor, que teu servo escuta!”

Então a humildade será luz brilhante nos escaninhos do coração, fazendo-nos enxergar nossas próprias necessidades e nossos próprios enigmas e, revelando-nos a verdade, silenciosa, far-nos-á perceber que a oração não modifica o quadro de aflição e dor que criamos por nós mesmos, mas transformar-nos-á o modo de ser, sublimando-nos sentimentos e pensamentos, diretrizes e atitudes, palavras e atos, para que as nossas experiências se desdobrem, não conforme os nossos caprichos, mas segundo a Misericórdia e a Justiça da Lei.


Emmanuel












sábado, 15 de agosto de 2020

Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 12 - Quando a prova chegue



Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 12


Quando a prova chegue


“Porque melhor é que padeçais fazendo o bem…” — 1 Pedro, 3.17.


Quando a prova chegue para testar-te a serenidade e a fé, recorda aqueles que atravessam dificuldades maiores que as tuas, mantendo confiança na vida e calma no sofrimento, ainda quando penúria e morte, calúnia e abandono lhes visitam o coração.

Observa que a inconformidade e o azedume nunca se converteram em vantagens para ninguém.

Se o desânimo te acena, ainda mesmo de longe, afasta-te dele, porque o desânimo nada mais consegue fazer que paralisar-te as mãos e enregelar-te os sentimentos.

Medita nas aflições que explodirão por tua causa naqueles que te cercam, se te entregares à irritação ou ao desalento.

Soma as bênçãos que já recebeste da Providência Divina, a fim de que não venhas a cair no delito da ingratidão.

Reconheçamos que o socorro espiritual é sempre mais difícil onde haja tumulto.

Anotemos que, em sanidade de espírito, somos compelidos a reconhecer que a violência nunca favorecerá a chegada do apoio de que estejamos necessitados.

Se obstáculos aparecem, lembremo-nos de que o trabalho no bem de todos é o processo de mais facilmente extingui-los.

Compreendamos que unicamente cooperando na paz dos outros é que o concurso da paz virá ao nosso encontro.

Quando a prova nos alcance o círculo pessoal, recorramos à oração, entendendo que a oração nem sempre alterará os acontecimentos em torno de nós, mas sempre nos renovará por dentro; iluminando-nos o coração a fim de que saibamos trilhar o caminho seguro do nosso próprio aperfeiçoamento para a sublimação, ante as Leis de Deus.


Emmanuel








Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 12 - Quando a prova chegue



Emmanuel - Livro Moradias de Luz - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 12


Quando a prova chegue


“Porque melhor é que padeçais fazendo o bem…” — 1 Pedro, 3.17.


Quando a prova chegue para testar-te a serenidade e a fé, recorda aqueles que atravessam dificuldades maiores que as tuas, mantendo confiança na vida e calma no sofrimento, ainda quando penúria e morte, calúnia e abandono lhes visitam o coração.

Observa que a inconformidade e o azedume nunca se converteram em vantagens para ninguém.

Se o desânimo te acena, ainda mesmo de longe, afasta-te dele, porque o desânimo nada mais consegue fazer que paralisar-te as mãos e enregelar-te os sentimentos.

Medita nas aflições que explodirão por tua causa naqueles que te cercam, se te entregares à irritação ou ao desalento.

Soma as bênçãos que já recebeste da Providência Divina, a fim de que não venhas a cair no delito da ingratidão.

Reconheçamos que o socorro espiritual é sempre mais difícil onde haja tumulto.

Anotemos que, em sanidade de espírito, somos compelidos a reconhecer que a violência nunca favorecerá a chegada do apoio de que estejamos necessitados.

Se obstáculos aparecem, lembremo-nos de que o trabalho no bem de todos é o processo de mais facilmente extingui-los.

Compreendamos que unicamente cooperando na paz dos outros é que o concurso da paz virá ao nosso encontro.

Quando a prova nos alcance o círculo pessoal, recorramos à oração, entendendo que a oração nem sempre alterará os acontecimentos em torno de nós, mas sempre nos renovará por dentro; iluminando-nos o coração a fim de que saibamos trilhar o caminho seguro do nosso próprio aperfeiçoamento para a sublimação, ante as Leis de Deus.


Emmanuel








Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano