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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Vida Desafios e Soluções - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5 - Significado do ser integral - Conquistas que plenificam



Joanna de Ângelis - Livro Vida Desafios e Soluções - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5 - Significado do ser integral


Conquistas que plenificam


Quando a infância se fez caracterizar por problemas e desafios não solucionados, as dificuldades se transferem no inconsciente do indivíduo para todos os diferentes períodos da vida. Tornasse-lhe difícil o amadurecimento psicológico, procurando permanente refúgio no período infantil, que prossegue desafiador. A necessidade de autopunição faz-se, às vezes, extremada, como mecanismo de justificação das pequenas travessuras, das irresponsabilidades, das mentiras ou outros quaisquer mecanismos de evasão daquela realidade, por meios nem sempre ideais. Em casos que tais, surgem os criminosos, que havendo sido crianças maltratadas, sentem necessidade de punir a sociedade pelo que lhes ocorreu, tornando-se, dessa forma, bandidos.

É necessário, inicialmente, redescobrir a criança que permanece no imo e avaliar o seu estado de crescimento, suas necessidades, seus anseios. Se permanecerem os jogos e despreocupações, a transferência de responsabilidade para os outros e a culpa sempre dos outros, impõe-se a psicoterapia como urgência, a fim de auxiliar no crescimento e na libertação dos traumas daquela fase.

Não é desejo estabelecer que a criança seja retirada do cenário existencial, porém que ocupe o seu verdadeiro lugar no alicerce do inconsciente, a fim de que não perturbe a pessoa da atualidade. E mesmo válida a presença da criança que existe em todos os indivíduos, tornando a existência apetecível e sonhadora, dentro dos limites da normalidade que deve prevalecer a quaisquer condicionamentos de tempo e de lugar.

Um bom relacionamento social é fator de relevância para a plenificação do indivíduo, porque, sendo animal gregário, o seu convívio com os demais seres é fator de desenvolvimento das suas aptidões, propiciando-se os atritos e choques que fazem parte da existência, sem derrapar nas animosidades, pelo contrário, desenvolvendo a tolerância, superando a prepotência de submeter todos os demais ao talante da sua pessoa.

Aquele que vive sozinho, foge da realidade de si mesmo, que vê projetada nos outros. Tem medo do convívio com os demais, porque não sabe transitar senão nos seus domínios, onde impõe a sua vontade e realiza os seus desejos, sem o sentimento de reparti-los, ou, por sua vez, de compartir as experiências alheias.

A conquista da humildade faz parte do programa de crescimento interior, evitando o exibicionismo que se torna perturbador, particularmente por alterar a visão da realidade e de si mesmo, agredindo os outros com a aparência, por não ter segurança dos próprios valores, que seriam capazes de oferecer harmonia no conjunto humano onde se encontra.

Essa humildade começa na conscientização de si mesmo, observando que faz parte do Universo, cuja grandeza demonstra-lhe a pequenez em que ainda se acha e quanto deverá crescer para entender a majestade e a harmonia do mundo no qual vive. Não se ensoberbece com o que sabe, nem se entristece pelo muito que ignora. É simplesmente humilde diante da vida e reconhece a necessidade de crescer mais e tornar-se melhor.

É comum a luta desenfreada para possuir sempre, asfixiando as demais aspirações, que cedem lugar à predominância do instinto de posse desequilibrada.

Quando se atinge o estágio de maturidade psicológica, o importante não é ter mais, porém ser mais, isto é, sempre melhor em valores internos, em conquistas morais e intelectuais, sem jactância, porém com a consciência da vitória sobre si mesmo e sobre os desafios da existência, aumentando a capacidade de resistência cada dia.

A felicidade real independe daquilo que se tem, mas é resultado daquilo que se é.

Muito oportuno o fato de uma célebre personagem de propaganda na Televisão, cuja bela aparência fora aproveitada para sorrir e, por isso, sua imagem sempre fascinava os estranhos, que a desejavam imitar. Todos olvidavam que era sua profissão sorrir, e para isso lhe pagavam, embora o seu humor habitual não correspondesse a essa realidade.

Deve-se sorrir por profissão, no entanto a alegria de viver leva a sorrir por prazer e por beleza, gerando uma autoterapia valiosa, porquanto aquele que está de bem com ele mesmo, encontra-se bem com o mundo.

Numa das suas habituais viagens a Londres, o célebre Mahatma Gandhi deteve-se, oportunamente, no Aeroporto, a observar os objetos expostos, ricos e agradáveis aos olhos. Demorava-se a examiná-los e sorria de prazer. Preocupado com aquela atitude inabitual no homem que renunciara a todas as coisas do mundo, um membro da comitiva inglesa acercou-se-lhe, esclarecendo: — Se o Mahatma tem interesse por algum desses objetos, teremos o prazer de, em nome de Sua Majestade, oferecer-lhe, o que nos constituirá uma honra. O nobre missionário, que se havia encontrado consigo mesmo, sem desdém nem menosprezo respondeu, sorrindo: —Estou feliz em olhá-los, e verificar quanta coisa eu já não necessito.

A verdadeira saúde, em sua expressão profunda, manifesta-se como libertação interior, sem o masoquismo das fugas do mundo e das afirmações dos próprios valores através do desprezo e do flagício ao corpo, qual se fora ele responsável pelas debilidades do caráter, imperfeições da conduta, frustrações psicológicas decorrentes da visão alterada do mundo e sua realidade.

Quando esse estado saudável se estabelece no ser, ele experimenta harmonia em qualquer situação na qual se encontre. Na multidão, experimenta o prazer do convívio com os outros, de ser útil, de receber e de dar atenção às manifestações da vida. Quando a sós, preenche todos os seus espaços com atividades e pensamentos enriquecedores, não se sentindo solitário, embora esteja desacompanhado. Sua mente é sempre sua companheira a exigir ou a compensar o que experimenta como emoções de viver.

E óbvio que todo aquele que se faz possuidor de conflitos de qualquer natureza terá dificuldade de sentir-se compensado, pois que a sua estrutura íntima, deficitária, estará sempre refletindo as lutas em que se sente envolvido, portanto em contínuas ansiedade e insatisfação.


Joanna de Ângelis













terça-feira, 27 de outubro de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 29 - Chama Divina



Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 29


Chama Divina


Ante os conflitos que explodem no mundo, conserva-te em paz.

Não te deixes envolver pelo pessimismo.

Continua servindo e abençoando a vida.

O bem triunfa sempre.

A pouco e pouco, o homem ergue-se das sombras para luz.

Não cedas às sugestões da descrença.

A dor desperta as consciências adormecidas.

Ora e confia no futuro.

Por mais se alteiem as labaredas do ódio, o amor é chama divina a dissipar o mal.

Lembra-te que o Senhor permanece velando.


Bezerra de Menezes















segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Momentos Enriquecedores - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5 - Mais paciência



Joanna de Ângelis - Livro Momentos Enriquecedores - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5


Mais paciência


O exercício da paciência se afigura como de vital importância para o sucesso nas experiências da evolução humana.

O cansaço, a desmotivação, a rotina e outros fatores estressantes, na área do comportamento, geram a irritação, a má vontade, o ressentimento, que respondem por estados emocionais perturbadores, exteriorizando-se como agressividade, violência e pessimismo.

Os dias atuais se caracterizam por essas condições desgastantes, que levam a desequilíbrios lamentáveis.

Grassam o desamor - fruto espúrio do egoísmo a ganância espectro sórdido da insegurança emocional - a insatisfação - efeito mórbido das frustrações nos relacionamentos e nas aspirações desvairadas.

As pessoas atropelam-se umas às outras, na busca de ilusões que esperam materializar, e que se transformam em pesadelos tormentosos.

O sentido ético da existência faz-se substituído pela sensação do prazer incessante, e, na sua busca, todos os expedientes são considerados valiosos, sem qualquer respeito ou consideração pelos anelos e ideais alheios.

Diante da grave conjuntura, não há outra alternativa para a conduta digna, senão através da paciência.

A paciência é virtude que rareia entre as criaturas. A pressa, a ansiedade, a compressão psicossocial estão provocando distúrbios expressivos na forma de vida, conspirando contra a paciência.

Cultivada com serenidade sobre as bases da confiança irrestrita no amor de Deus, ela se instala e irradia-se poderosa.

A paciência logra vencer o tempo, as circunstâncias, as ocorrências ameaçadoras ou nefastas.

Sabe aguardar, porque compreende que existe um processo responsável por todos os acontecimentos. Qualquer precipitação, mesmo quando coroada de êxito, redunda em qualidade inferior de resultados.

As ações morais decorrem dos recursos amealhados no sentimento e na razão, a se manifestarem através das oportunidades próprias.

A paciência, para fixar-se, toma como paradigma o esforço pela modificação pessoal, alteração da óptica mediante a qual considera a vida e o interesse em plenificar-se.

Este companheiro, em quem confias, é desleal para contigo.

Age com paciência, em relação a ele.

Esse afeto não corresponde lealmente aos teus sentimentos. Não te perturbes, mantendo-te paciente.

O filho é rebelde e ingrato. Ama-o com paciência, porquanto, na sua imaturidade não tem parâmetros para medir os teus valores e grandeza.

O patrão, o auxiliar, o colega, a esposa, o marido, o irmão, seja quem for no teu caminho, não corresponde ao que esperavas, à tua dedicação, aos teus esforços. Não te desalentes, resguarda-te na paciência e segue adiante.

A vida é mestra para todos. Eles aprenderão mais tarde, sob as circunstâncias que gerarem para si.

Jesus sabia que Pedro iria negá-Lo. Advertiu-o, porém, não o impediu, deixando que o amigo, então invigilante, aprendesse por experiência pessoal.

O Mestre conhecia a debilidade moral de Judas e admoestou-o.

Poderia tê-lo expulsado do Colégio Apostólico, mas não o fez.

Facultou que o discípulo enganado amadurecesse, mediante a vivência própria.

São os débeis morais - os ingratos, frágeis, ignorantes, rebeldes, presunçosos - que precisam de ajuda. Abandoná-los, à própria sorte, é decretar-lhes a falência, a desdita.

Tem, pois, paciência com eles, com todos aqueles que se tornam problema para ti, que criam dificuldades e te perturbam.

Vale a pena investir nesses corações necessitados, que ignoram a carência e a infelicidade pessoal.

Reveste-te de paciência, e segue em confiança no rumo da tua perfeição.


Joanna de Ângelis












sábado, 24 de outubro de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Jesus e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 14 - Interação mente-corpo



Joanna de Ângelis - Livro Jesus e Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 14


Interação mente-corpo  


Sem qualquer contestação, a interação mente-corpo faz parte automática do processo saúde-doença no ser humano.

De acordo com os procedimentos mentais, são inevitáveis os reflexos orgânicos, mesmo do ponto de vista fisiológico, considerando-se a delicada estrutura de que se constituem os órgãos, especialmente na sua gênese energética.

O estresse, a ansiedade, os medos, a solidão, que se apresentam como alguns dos fatores propiciadores do transtorno bipolar do comportamento, assim como alguns fisiológicos na esquizofrenia, qual a abundância da dopamina, demonstram um interrelacionamento entre os estados mentais e os consequentes de natureza orgânica.

As pessoas extrovertidas, autoconfiantes, sensatas, apresentam menor índice de enfermidades do que aquelas introvertidas, desconfiadas, instáveis emocionalmente. Nas primeiras, a produção de imunoglobulina auxilia a estabilidade do aparelho imunológico, enquanto que as outras, produzindo a mesma substância em menor escala, ficam mais susceptíveis às infecções, particularmente as de natureza respiratória...

Desse modo, aqueles indivíduos que cultivam as boas idéias, que se esforçam por condutas equilibradas sem coarctações perturbadoras nem castrações afligentes, que amam e exercitam a paciência, a  solidariedade e a compaixão, gozam de mais saúde e bem-estar do que os egoístas, os pessimistas, os irresolutos...

Sendo a mente uma emanação do espírito, dele procedem os impositivos necessários à evolução, tendo em vista a anterioridade das experiências vivenciadas em existências passadas.

Programador dos acontecimentos que envolvem o ministério da vida física, o espírito é submetido aos impositivos que lhe ampliam a capacidade de crescimento, ainda adormecida no cerne de si mesmo, movimentando as energias indispensáveis à consecução do programa que lhe diz respeito.

Por conseqüência, emite pensamentos que se transformam em força contínua, cuja qualidade pode contribuir para o equilíbrio ou para o desajustamento das peças de que se utiliza durante a reencarnação.

Aqueles de natureza perturbadora, frutos de culpas e de conflitos acumulados, de ansiedades e invejas, de atribulação e competitividade perniciosa, interferem no campo vibratório das células, desarticulando-lhes a harmonia. Enquanto que, os que expressam esperança e ternura, resignação e coragem, confiança e renovação interior, estimulam os mesmos núcleos, produzindo harmonia e ampliando as resistências em relação às invasões microbianas, às agressões mentais externas e às influenciações espirituais enfermiças.

Nesse sentido, expressam-se como de alta valia os contributos da oração, da meditação, da generosidade, do cultivo dos bons e relevantes pensamentos, que estimulam a harmonia em detrimento dos destrambelhos de toda ordem.

Inegavelmente, cada um é, portanto, aquilo que elabora mentalmente, a que se fixa, que exterioriza do imo.

Os masoquistas estão sempre enfermos, do mesmo modo que os autoflageladores e néscios morais.

Modernas pesquisas médicas em várias especialidades confirmam os resultados de tais comportamentos, quando constatam os excelentes resultados nos prontuários de pacientes que oram e que são beneficiados pelas preces que lhes são dirigidas, que cultivam a confiança em Deus e no seu médico, que cooperam com as terapias a que são submetidos, que não reclamam da enfermidade, considerando-a como fenômeno natural do organismo.

De igual maneira, os recalcitrantes e revoltados, destituídos de fé religiosa e sempre desconfiados de tudo e de todos, nada obstante os cuidadosos tratamentos a que são submetidos, têm sempre piorado o seu estado, chegando a situações irreversíveis, quando não surpreendidos pela morte em estado de desarvora- mento emocional.

Sem qualquer dúvida, a morte, que é também fenômeno biológico, não será impedida de acontecer porque o indivíduo é otimista e sereno ou porque se permite o desassossego e a rebeldia. O que importa, no entanto, é o período da existência durante a doença, a qualidade de vida que desfruta, as experiências que acumula e os valores de que se utiliza, transferindo-os para a imortalidade.

Manifestando-se a morte do casulo físico, o espírito transfere-se para outra dimensão vibratória, dando continuidade ao comportamento que lhe era habitual enquanto na forma carnal.

Todo o cabedal reunido se expressará em recursos de alegria e de paz, assim como de inquietação e de distúrbios emocionais que se estabelecem, continuando conforme se expressavam no organismo fisiológico com outros agravantes para o desencarnado.

De saudáveis resultados, são o exercício da paz, a cultura do bom humor, o trabalho de autotransformação moral para melhor, de esclarecimento intelectual, social e vivência ética dos deveres.

Essa conduta, além de proporcionar equilíbrio emocional, estimula os neurônios cerebrais à produção equilibrada de monoaminas propiciatórias da saúde, da alegria e do bem-estar.

Nesse sentido, as modernas visualizações terapêuticas, mediante as quais os indivíduos podem projetar suas aspirações em torno da saúde em relação ao futuro, proporcionam resultados muito positivos, por ensejarem a renovação das paisagens mentais, que se libertam dos clichês negativos e perturbadores, tendo-os substituídos por outros de natureza edificante.

Os atavismos ancestrais defluentes do trânsito evolutivo imprimiram no ser pensamentos desordenados, frutos da agressividade e da violência, tornando-se relativamente difíceis de ser vencidos. Em realidade, a tarefa não é tão complicada, bastando que, a todo pensamento perturbador se contraponha um de natureza dignificante. Como não se podem eliminar pensamentos que procedem de fontes remotas do ser, é possível substituí-los por outros que se irão fixando até tornar- se natural o hábito das conjecturas saudáveis.

Nesse campo, nada é impossível, exigindo-se apenas que sejam criados novos hábitos mentais, que se realizem exercícios ideológicos, de forma a resultarem edificantes e propiciadores de tranquilidade.

Toda vez que se diz ser algo impossível de realizado, mais se lhe fixam as raízes, enquanto que, toda vez quando se experiencia uma atividade que parece inalcançável em cada futura tentativa, ei-la apresentando-se mais fácil e de resultado mais compensador.

Para todo aquele que deseja viver em clima de bem-estar, o cuidado com a conexão mente-corpo deve ser relevante.

Influenciam poderosamente a vida mental algumas problemáticas de natureza orgânica, especialmente quando dizem respeito ao sistema endocrínico, em face dos hormônios secretados por algumas das glândulas que o constituem. Entretanto, mesmo nesse caso, estamos diante do espírito que, ao reencarnar-se, gerou os condicionamentos propiciatórios ao processo de resgate do passado e de construção do futuro.

Não seja, portanto, de estranhar-se essa interação mente-corpo, corpo-mente, constituindo um binômio perfeito no programa da saúde-doença. Isto porque, o espírito é o ser responsável pelo corpo de que se utiliza no processo da evolução.

Pensa bem e estarás edificando a harmonia perfeita de que desfrutarás no futuro.


Joanna de Ângelis

















quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5 - Equanimidade



Joanna de Ângelis - Livro Iluminação Interior - Divaldo Pereira Franco - Cap. 5


Equanimidade


O processo da evolução moral-espiritual é assinalado por constantes desafios que se apresentam nos diferentes níveis de conquistas a serem realizadas.

Alcançado um patamar, logo outro surge desafiador, aguardando o esforço do viandante, que os deve alcançar a todos com segurança e alegria.

Entre outros, a equanimidade constitui um valioso tesouro a ser adquirido, num estágio mais nobre da existência.

Nível elevado que enriquece de bênçãos, não tem sido muito considerado pelos lutadores do campo íntimo, nos esforços pessoais de caráter iluminativo.

Poder amar indistintamente, ampliando os horizontes da emoção no rumo de todos os seres, abrangendo bons e maus, gentis e ingratos, representa uma aspiração que culmina em expressão plena de viver.

Invariavelmente, os sentimentos elegem seletiva as pessoas e os interesses convenientes, preferindo aqueles que se apresentam como agradáveis e compensadores em detrimento daqueloutros que geram desprazer, incômodo, mal-estar.

Por isso, as afeições são sempre realizadas em clima de correspondência emocional, produzindo alegria e apoio recíprocos.

A equanimidade propõe que se estabeleçam vínculos de bondade e de respeito com os mais diferentes biótipos existentes, de forma que o bem esteja acima das vicissitudes e das lastimáveis consequências das ocorrências infelizes ou funestas.

Conseguir o estado de equilíbrio nas lutas desiguais do cotidiano, deve ser uma forma de meta a ser alcançada, de maneira que a harmonia interior não se desorganize quando das tempestades externas ou durante as calmarias dos acontecimentos.

Nem medo das ocorrências agressivas, nem desprezo pelos seus sucessos, com superação da repulsa ao perturbador e contenção do entusiasmo diante do prazer.

Sempre é possível retirar-se a melhor parte de qualquer conjuntura, seja qual for a situação, desde que se possuam sabedoria e equanimidade para analisar e vivenciar os fenômenos existenciais.

A equanimidade oferece a medida exata de como proceder-se em relação ao próximo e de como reagir-se diante de fatos penosos, afligentes, mantendo-se sempre no mesmo estado de harmonia.

No íntimo do indivíduo ela parece repetir a sentença de Jesus: Fazer a outrem conforme gostaria que ele lhe fizesse.

Em face dessa valiosa diretriz, o comportamento torna-se equânime em relação a todos aqueles que constituem a família universal.

Mergulhados na mesma neblina carnal, o portentoso é tão frágil quanto o mendigo, e o belo é tão transitório quanto o deformado.

As preferências que decorrem da aparência além de enganosas tornam-se frustrantes.

Iluminada a compreensão da impermanência de todas as formas e coisas, o sentimento de compaixão cresce e transforma-se em amor que a todos enlaça em vibrações de ternura.

A equanimidade pode começar na mente, desenvolver-se no sentimento e ter vigência nos atos.

Poder abraçar as diferentes pessoas sem ansiedade nem culpa, convivendo com aquelas que são generosas, assim como com as outras que perderam a faculdade da, gentileza, é maneira eficaz para ampliar a aspiração de ser equânime.

Normalmente, diante de cenas agressivas a ira toma corpo no observador, que se deixa perturbar pelo acontecimento infeliz.

Nas conversações doentias, a maledicência e a acusação indébita desenvolvem-se como praga que ameaça jardim da fraternidade.

Nos relacionamentos, os interesses mesquinhos tomam o lugar dos ideais de solidariedade e de bem querer, assinalando os indivíduos com ressentimentos desencantos, que poderiam ser evitados.

As preferências afetuosas selecionamos mais bem dotados em detrimento daqueles que muito necessitam estímulos, de amizades puras, ficando na retaguarda, por consequência, mais infelicitando-se e desencantando-se com os grupos sociais.

Os jogos de valores pessoais, que se permitem vincular somente àqueles que têm o que oferecer, tornam mesquinhas as criaturas, que devem aprender a liberar-se, ao invés de mais aprisionar-se.

A equanimidade proporciona liberdade de sentimentos e de ações, oferecendo uma linguagem de bem-estar com a vida e com todos os fenômenos dela decorrentes.

Suavemente derruba as barreiras que dividem os indivíduos e os ideais, que separam os seres humanos, exercendo sobre eles um sórdido controle, a fim de os manter em situações menos favoráveis diante do ego dominador e enfermiço.

É necessário cantar a alegria de viver em comunhão com os demais membros da Humanidade, num concerto de vibrações que harmonizam e revigoram.

Ninguém poderá atingir o êxito pessoal e a tranquilidade espiritual evitando o convívio do próximo. O aparente logro não passa de engano grave que logo cede lugar ao conflito pessoal.

A vida existe em todas as expressões para a harmonia cósmica.

As diferenças aparentes fazem parte do processo de equidade.

Jesus é o protótipo mais perfeito de ser equânime que o mundo jamais conheceu.

Com a mesma ternura e misericórdia recebia as criancinhas e os anciãos, os sadios e os enfermos, os felizes e os desventurados.

Ao inverso. da cultura comum, preferia os desditosos, os esquecidos pelo mundo, a fim de os erguer e dignificar.

Jamais descuidou-se de atender o miserável, como nunca se furtou a socorrer o poderoso, porque diante dEle todos são iguais, em nada diferindo, quanto às posições terrenas, por considerar valioso o Espírito imortal e não a forma enganosa.

Sua equanimidade permaneceu como Sua marca de amor, de compaixão e de misericórdia, aguardando que todos aqueles que O amam, façam o mesmo.


Joanna de Ângelis


















quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 16 - Com efeito



Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 16 -


Com efeito


"Todos vós, que dos homens sofreis injustiças, sede indulgentes para as faltas dos vossos irmãos, ponderando que também vós não vos achais isentos de culpas; é isso caridade, mas é igualmente humildade." (Alan Kardec. E.S.E. Cap. VII. Item 11.)

Exercite a humildade ao lado dos modestos servidores do lar doméstico.

Ser humilde com os superiores, de quem se depende, é muito fácil.

Suporte com resignação as dificuldades da tarefa nova.

Quem muda de clima sofre a modificação da temperatura.

Retorne ao trabalho com ânimo redobrado, no lugar em que o insucesso o magoou.

Nem sempre o triunfo pode ser sentido nas moedas de lucro fácil.

Submeta-se às vicissitudes naturais da luta, mas prossiga na direção do serviço honrado.

Não há repouso justo sem o cansaço haurido nas tarefas da aprendizagem.

Cultive o verbo "cooperar".

O progresso nasce quando todos se ajudam.

Levante-se do erro e siga renovando-se.

Muita correnteza cristalina nasce em lodo.

Seja indulgente com aqueles que ainda se demoram sob as fortes luzes da ilusão.

O perdão que você oferece aos outros funciona como lubrificante nas engrenagens de sua alma.

Desperte na criança o ardor evangélico, atestando sempre junto a ela a excelência da Mensagem Cristã.

As atitudes hostis que você mantém, supondo que "a criança não entende", anulam quaisquer palavras da pregação apaixonada.

Combata a onda-materialista que domina o mundo, deixando de apoiar as indústrias de perversão dos valores morais.

O prazer do cinema, teatro e televisão, muitas vezes se transforma em "labaredas para o coração".

Empenhe-se na implantação do Evangelho na Terra.

Faça-se, entretanto, uma "carta-viva do Cristo".


Marco Prisco

















segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Harmonia - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3 - Ante o desânimo



Joanna de Ângelis - Livro Momentos de Harmonia - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3


Ante o desânimo


"Está triste algum de vós? Ore; está alegre? Cante louvores a Deus." — (Tiago, 5:13)


Quando o desânimo intentar o sítio da tua casa mental, insiste na ação libertadora. Semelhante a ópio que entorpece, ele penetra suavemente e domina com indiferença.

Muitas vozes conspiram a seu benefício, apresentando arrazoados deprimentes contra os teus esforços, esbordoando as tuas atitudes, censurando o teu comportamento.

Perverso, ele se te insinua no coração e alcança o teu raciocínio propondo-te parar, desistir da luta. Ele te recorda que já abandonaste o labor em tentativas outras e desmoraliza-te diante de ti próprio com arremetidas perturbadoras.

Quando lhe experimentas a intromissão tornas-te mais sensível à advertência, que mais te molesta; espicaça-te o melindre, que mais te aflige; faz-te mais susceptível à mágoa, e, sem que te dês conta, começas a aceitar-lhe as injustas insinuações.

O desânimo é inimigo de todas as criaturas, gerador de depressões grosseiras e males outros ainda não catalogados, que conspiram contra os seres humanos.

Desanimado ante a necessidade da vigilância que deveria manter, na condição de amigo, Pedro, irritado e medroso, negou Jesus reiteradas vezes.

Sob a ação do desânimo que lhe corroía o temperamento intempestivo, e, talvez, aguardando a reação do Mestre para a batalha externa que parecia demorar, Judas vendeu o Justo.

O desânimo responde por vários mecanismos de fuga à responsabilidade. Encontra justificativas para afastar do trabalho aqueles que lhe sofrem o ferretear contínuo. Entorpece a mente e o corpo, negando oportunidade de libertação àquele que lhe tomba sob os vapores mefíticos.

Hoje, ei-lo na feição de desistência. Amanhã é o desalento perante a vida. No futuro é o fracasso total. São esses os passos nefastos do desânimo.

Aprende a não desistir, quando encetes tarefas.

Vincula-te de coração e contribui em favor das causas nobres da Humanidade.

Participa mais ativamente do programa de libertação de consciências, tu, que crês na imortalidade, limando as tuas imperfeições e ajudando sempre. Não te escuses, sob pretextos de que o desânimo, também disfarçado de acomodação, te propõe.

Possuis inestimáveis recursos que necessitas colocar à disposição do Mestre, que te ensina como perseverar, amar e encontrar o caminho para a tua realização pessoal, ajudando os teus irmãos da retaguarda evolutiva.

E parafraseando o apóstolo Tiago no capítulo cinco, versículo treze da sua Epístola, dizemos-te: "Está aflito alguém entre vós ?


Joanna de Ângelis













Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco - Cap. 28 - Função educativa



Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Marco Prisco / Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco - Cap. 28


Função educativa


931. Por que são mais numerosas, na sociedade, as classes sofredoras do que as felizes?

“Nenhuma é perfeitamente feliz e o que julgais ser a felicidade muitas vezes oculta pungentes aflições. O sofrimento está por toda parte. Entretanto, para responder ao teu pensamento, direi que as classes a que chamas sofredoras são mais numerosas, por ser a Terra lugar de expiação. Quando a houver transformado em morada do bem e de Espíritos bons, o homem deixará de ser infeliz aí e ela lhe será o paraíso terrestre.” (O Livro dos Espíritos)

“... Nada vos pertence na Terra: nem sequer o vosso pobre corpo; a morte vos despoja dele, como de todos os bens materiais." — Lacordaire (E.S.E - Cap. XVI - item 14)


Não apenas o êxito contínuo, nos empreendimentos encetados, como demonstração do apoio divino, mas, o que também consideres como insucesso.

O sincero aprendiz do Evangelho não se deve esquecer de que a Terra é feliz educandário, no qual as lições iluminativas não se apresentam somente em clima de festa, entre sorrisos e sonhos de felicidade próxima...

Espíritos ainda renteando com as expressões do primarismo evolutivo, normalmente assinalados por graves compromissos negativos com a retaguarda, volvemos ao proscênio da reencarnação, buscando retificação que enseja crescimento moral e aquisição de novas experiências que facultam libertação.

Em face de tais impositivos, o caminho por onde transitamos não se pode assinalar por contínuos sucessos, que pareçam traduzir o incessante auxílio do Senhor.

Do ponto de vista social, econômico e político, Ele foi um fracasso, qual se Deus O houvesse esquecido, na Terra. No entanto, porque amparado pelo Pai, nesse aparente infortúnio é que Ele culminou todo o sucesso da Sua missão.


Joanna de Ângelis














segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 43 - Bússola da Alma



Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 43


Bússola da Alma


Surge a prece na existência terrestre como chave de luz inspirativa descerrando as trilhas que parecem impedidas aos nossos olhos.

Ensina sempre no silêncio da alma e, quando não resolve os problemas ou não afasta o sofrimento, ilumina a mente e fortalece a resignação.

Contato com o Infinito, toda oração sincera significa mensagem com endereço exato, e se, por vezes, flutua entre riso e pranto, termina sempre por elevar-se aos páramos superiores onde já não existem temporariamente nem alegria nem dor, apenas paz de alma.

Oração é diálogo. Quem ora jamais monologa. Até a petição menos feliz tem a resposta que lhe cabe, procedente das sombras.

Atende aos compromissos na hora certa. A pontualidade é o fiel moral na balança do tempo.

Dá e receberás.

Auxilia e alguém te auxiliará.

Existe a caridade como receita ideal para todos os males.

A imparcialidade de julgamento há de começar em nós, com a benevolência para com os outros e severidade para nós mesmos.

Quais são os pontos de contato de sua vida com a verdade?

Que relação existe entre você e o mundo espiritual?

Expressa a exemplificação o conjunto dos reflexos de nossos atos. Toda opinião retrata o opinador.

Constitui a vida uma longa viagem em demanda aos portos da felicidade perfeita.

A prece é a bússola que nos coloca sob a direção do Senhor, cujas mãos devem pousar no leme da embarcação do destino.

Ora sempre e o barco dos teus dias nunca se transviará sob as nuvens das trevas.


Bezerra de Menezes















domingo, 11 de outubro de 2026

Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 7 - Mesmo depois



Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 7


Mesmo depois


"Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, um dia sairão do lodaçal em que se enterraram." — (E.S.E. Cap. IV item 22).


Conserve a confiança, mesmo depois da queda inesperada.

Enquanto a imperfeição não desaparecer, você lhe sofrerá a espreita.

Guarde a paciência, mesmo depois do tropeço que o conduziu a rude aflição.

Só haverá liberdade quando você atingir a luz plena.

Continue animado, mesmo depois que a tentação o tenha vencido. 

Contra o anseio de espiritualização, você tem milênios de animalidade. 

Prossiga resoluto, mesmo depois do estágio na região do desânimo. 

Dificultando as aspirações de enobrecimento, vivem, nos recessos da alma, os séculos de primitivismo espiritual.

Reafirme os propósitos de serviço, mesmo depois do naufrágio de suas aspirações.

Enquanto você se veste nas indumentárias de carne, não poderá fugir aos conflitos do caminho físico.

Renove o entusiasmo na fé, mesmo depois da longa noite de dúvidas. Para que o conhecimento iluminativo se realize plenamente, tem, no mundo, muitos óbices a vencer.

Volte à alegria que estimula, mesmo depois da fuga dos sorrisos.

A dor é a irmã que aperfeiçoa; receba-a com júbilo.

Sirva, mesmo depois que a incompreensão dos beneficiários de seu afeto esfriou sua coragem.

A caridade não distende apenas benefícios imediatos, mas também as luzes da compreensão e do amor.

Renove o entusiasmo, mesmo depois que a dificuldade fê-lo recuar. Só a cegueira interna enxerga dificuldade onde somente há favor divino.

Atenda ao convite do amor, mesmo depois da sementeira do ódio triunfante. Louvando o Senhor pelos problemas solucionados e as provas vencidas, você receberá a bênção d'Ele, mesmo depois de todas as aflições.


Marco Prisco








O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. IV — Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - A reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unidade da existência os rompe.

22. Isso quanto ao passado. Quanto ao futuro, segundo um dos dogmas fundamentais que decorrem da não-reencarnação, a sorte das almas se acha irrevogavelmente determinada, após uma só existência. A fixação definitiva da sorte implica a cessação de todo progresso, pois desde que haja qualquer progresso já não há sorte definitiva. Conforme tenham vivido bem ou mal, elas vão imediatamente para a mansão dos bem-aventurados, ou para o inferno eterno.

Ficam assim, imediatamente e para sempre, separadas e sem esperança de tornarem a juntar-se, de forma que pais, mães e filhos, maridos e mulheres, irmãos, irmãs e amigos jamais podem estar certos de se verem novamente; é a ruptura absoluta dos laços de família.

Com a reencarnação, e o progresso a que ela dá lugar, todos os que se amaram tornam a encontrar-se na Terra e no espaço e juntos gravitam para Deus. Se alguns fraquejam no caminho, esses retardam o seu adiantamento e a sua felicidade, mas não há para eles perda de toda esperança. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, um dia sairão do lodaçal em que se enterraram. Com a reencarnação, finalmente, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, e, daí, estreitamento dos laços de afeição.







sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo Pereira Franco - Cap. 16 - Com o que você tem



Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo Pereira Franco - Cap. 16


Com o que você tem

 
"643. Haverá quem pela sua posição, não tenha possibilidade de fazer o bem?”

"Não há quem não possa fazer o bem. Somente o egoísta nunca encontra ensejo de o praticar. Basta que se esteja em relações com outros homens para que se tenha ocasião de fazer o bem, e não há dia da existência que não ofereça, a quem não se ache cego pelo egoísmo, oportunidade de praticá-lo. Porque, fazer o bem não consiste, para o homem, apenas em ser caridoso, mas em ser útil, na medida do possível, todas as vezes que o seu concurso venha a ser necessário."


Valorize a contribuição humilde ao seu alcance e não lhe negue o ensejo de ser útil.

Enquanto você aguarda os recursos de alta significação para a produtividade que expresse os sentimentos elevados que o animam, desperdiça preciosas concessões do tempo em esperas vãs.

Inutilmente você tentará construir com êxito, começando a obra pelo telhado.

Toda edificação deve apoiar-se em seguros alicerces para se demorar firme, oferecendo conforto e amparo.

No entanto, o trabalho básico nasce em complexas operações matemáticas, através de dez humildes algarismos essenciais, que se submetem aos diversos processos do cálculo.

Merecem carinho, tanto o exame do solo para o soerguimento do edifício, como as instalações elétricas e hidráulicas, para uma construção segura.

Recorde que a obra valiosa não é aquela que mais chama a atenção, mas a que presta mais benefícios à coletividade.

Uma ponte que desaba e um prédio que rui devem o fracasso a insignificante descuido de cálculo. Urge, pois, que você comece o seu labor com os recursos de que dispõe.

A enciclopédia dos conhecimentos humanos foi escrita palavra por palavra, através dos tempos, mediante a contribuição intelectual de muitos homens.

Os conceitos valiosos e os ensinamentos que veicula chegam a todos, graças à contribuição do humilde linotipista e à habilidade do discreto paginador, de que ninguém guarda os nomes.

Todos os bens à disposição da sua vontade podem constituir valioso tesouro para muitos, se você os aplicar com segurança, embora os Beneficiários nem sequer tomem conhecimento da sua existência.

Que lhe importa se você não tiver o nome imortalizado através dos tempos?

É imprescindível, apenas, que você guarde a paz de consciência por ter feito o melhor com os melhores recursos de que disponha.

Dê, assim, a sua contribuição à vida, pois que “não há quem não possa fazer o bem“. “Somente o egoísta nunca encontra ensejo de o praticar“, afirmaram com excelente lógica os lídimos Emissários de Jesus a Allan Kardec.


Marco Prisco















terça-feira, 6 de outubro de 2026

Marco Prisco - Livro Momentos de Decisão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 39 - Cadeias



Marco Prisco - Livro Momentos de Decisão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 39


Cadeias


"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me." — (Marcos, 8:34).


Há prisões sem paredes mais cruéis do que as celas das penitenciárias.

Amarguram as horas, algemam as esperanças, asfixiam as alegrias.

Desenvolvendo-se nos recessos do Espírito, aumentam os tentáculos, retendo os passos da própria vítima.

São as paixões.

Quanto possível, acenda luz na própria alma, dinamizando as energias da casa mental.

Jesus fez-se o caminho. Não se detenha!

A semente valiosa, que desdenha a terra humilde, candidata-se à morte.

Paralisia é sinônimo de destruição.

Por essa razão, a Doutrina Espírita, em esclarecendo as diretrizes da vida, arrebenta todas as prisões sem grades do seu mundo íntimo a fim de que você seja feliz.

O avanço, porém, dependerá do seu esforço.

Jesus acena com todas as esperanças do Reino dos Céus, no entanto, foi claro e incisivo no seu enunciado:

— “Se alguém quer vir após mim...”

É necessário romper com tudo e seguir.


Marco Prisco