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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3 - Convite à ascensão



Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 3


Convite à ascensão


Respondeu-lhe Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai, senão por mim." (João, 14:6)

Inumeráveis os óbices. Sem conto as dificuldades.

O cardo multiplicado na rota cravando-se aos pés andarilhos; a pedra miúda penetrando pela alparcata protetora; a canícula ardente sobre a cabeça ou a chuva impertinente, prejudicial como circunstâncias impeditivas.

O apelo do alto, no entanto, chegando-te como poema de sol, encanto de paisagem visual a perder-se além do horizonte, ar rarefeito, renovador, abençoado...

Na estreiteza do caminho estão a visão próxima do detalhe nem sempre atraente, a lama e o abismo.

De cima, porém, a grandeza do conjunto harmonioso, em mosaico festivo, concitando-te a maiores cogitações...

No torvelinho agressivo do dia a dia é mister crescer na direção da vitória, libertando-te das paixões que coarctam as aspirações elevadas.

Examina, assim, a situação em que te encontras e arregimenta forças a fim de ascenderes.

Cá, na nesga da baixada dos homens, a dor em mil faces, o desespero em polimorfia fisionômica, a desdita em vitória. Mesquinhez abraçada a coisa-nenhuma asfixiando esperanças, esmagando alegrias...

Lá, nas alturas do ideal, a amplitude de vistas e a largueza de realizações...

Concitado ao programa redentor, não te detenhas no ultraje dos fracos, nem te fixes na insensatez dos desolados.

Paga o tributo do crescimento a peso de jovial renúncia e cordata submissão, superando detalhes desvaliosos e conjunturas lamentáveis, de modo a alçares o ser e a vida aos cimos espirituais.

Asseverou Jesus ser o caminho e, ensinando como alcançar vitórias legítimas, enquanto conviveu com os homens e lhes sofreu a ingratidão, não se permitiu deter com eles, ascendendo do topo de uma cruz, além do solo das paixões, aos cimos da sublimação.

Medita e segue-o, liberando-te da canga dos melindres e cogitações que te retêm no solo pegajoso das baixadas, desde hoje.


Joanna de Ângelis












sábado, 1 de fevereiro de 2025

Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 58 - Convite à Tranquilidade



Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 58


Convite à Tranquilidade


“E procurai viver tranquilamente... " (I Tessalonicenses: capítulo 4º, versículo 11)

Mais produz quem o faz com equilíbrio.

Melhor ajuda aquele que coopera com tranquilidade.

Maior eficiência a que decorre da ação paciente, constante.

A tranquilidade, por essa razão, em todos os momentos da vida é de salutar necessidade.

Vivendo sob condicionamentos decorrentes da violência que se espraia por toda parte, o homem, convidado a decisões e atitudes, raramente age impulsionado pela tranquilidade que reflexiona, inspirando diretrizes de segurança. O impacto resultante da alta carga de informações de variada ordem que o assalta, através dos veículos de comunicação, leva-o a reagir, no que incide em precipitadas resoluções de consequências poucas vezes felizes.

Acoimado por necessidades imediatas, no imenso campo das competições, à revelia da vontade, exaspera-se por nonadas, intoxicando-se, em regime de demorado curso, até a exaustão ou o desequilíbrio total, na rampa da alucinação.

Diz-se que manter a tranquilidade ante a injustiça, face às surpresas desagradáveis que nos assaltam, sob condições inesperadas é de todo impossível...

Não é verdade, porém. Mister, bem se depreende, facultar condições para que vicejem as expressões da paciência no coração e na mente, em perene tranquilidade.

Para esse desiderato, deve o homem confiar em Deus plenamente, entregando-Lhe a vida e deixando-se conduzir.

Consciente de que todo mal aparente redunda num bem real e que toda aflição faculta resgate de dívida passada, nenhuma conjuntura infeliz consegue alterar o ritmo da tranquilidade interior.

Mesmo quando experimentando sofrimento, tal estado não conduz à rebeldia, à desesperação, à deserção.

O estudo das “leis de causalidade", a que se refere a Doutrina Espírita, a pouco e pouco esclarece o entendimento humano, consolidando convicções em torno da Divina Justiça, que estabelece as linhas do destino e da vida de modo a felicitar o espírito na jornada evolutiva; o exercício da vontade bem dirigida, mediante pequenos esforços, constantes disciplinas, necessárias continências; a meditação como norma de elevação dos pensamentos e cultivo das ideias superiores; a oração que faculta o estabelecimento da ponte entre o “eu propínquo" dos homens e o “Tu longínquo", porém próximo da Divindade são métodos excelentes para a aquisição da tranquilidade.

Em qualquer situação mantém a tranquilidade e não te desesperes.

Muitas vezes parece que o auxílio divino te chegará tardiamente. Logo após, fazendo revisão das ocorrências, constatarás que o socorro celeste sempre chega “dez minutos antes" da hora grave, resolvendo o problema.

Persevera, pois, em tua tranquilidade sempre.


Joanna de Ângelis













terça-feira, 18 de julho de 2023

Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 35 - Convite à Palavra



Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 35


Convite à Palavra

 
"... Porque a sua boca fala o de que está cheio o coração." (Lucas: capítulo 6º, versículo 45.)


Instrumento valioso é a palavra, doação divina, para o elevado ministério do intercâmbio entre os homens.

Resultado de notáveis experiências, o homem nem sempre a utiliza devidamente, dominado pela leviandade.

Embora o ser humano, com raras exceções expiatórias, seja dotado do recurso vocálico, somente poucos dele se servem com a necessária sabedoria, de modo a construir esperanças, balsamizar dores e traçar rotas de segurança.

Fala-se muito por falar, "matar-se o tempo ".

A palavra, não poucas vezes, se converte em estilete da impiedade, em lâmina da maledicência, em bisturi da revolta e golpeia às cegas ao império das torpes paixões.

No entanto, pode modificar estruturas morais, partindo dos ensaios da tolerância às materializações do amor.

Semelhantes a gotas de luz as boas palavras dirimem conflitos, eqüacionam incógnitas, resolvem dificuldades.

Falando e lutando insistentemente, Demóstenes tornou-se o insigne orador e construtor de conceitos lapidares dos tempos antigos, vencendo a gagueira, qual Webster ante a timidez, nos tempos hodiernos, na América do Norte...

Falando, heróis e santos reformularam os alicerces da idiossincrasia ancestral, colocando alicerces para a Era Melhor.

Falando, não há muito, Hitler hipnotizou multidões enceguecidas que se atiraram sobre Nações inermes, transformando-as em ruínas por onde passeavam as sombras dos sofrimentos humanos...

Guerras e planos de paz sofrem a poderosa força da palavra.

De tal forma é importante que os modernos governantes do Mundo, envidando esforços titânicos, modificaram as bases da Diplomacia Universal, visitando-se reciprocamente para conversar.

A palavra, todavia, deve partir das fontes do pensamento luarizado pelo Evangelho.

Há quem pronuncie palavras doces, com lábios tisnados por fel; há quem sorria embora chorando; há aqueles que falam meigamente, cheios de ira e ódio... Mas esses são enfermos em demorado processo de reajuste.

Desculpa a fragilidade alheia, lembrando-te das próprias fraquezas.

Evita a censura.

A maledicência começa na palavra do reproche inoportuno.

Se desejas educar, reparar erros, não os abordes estando o responsável ausente.

Toda palavra torpe, como qualquer censura contumaz, faz-se hábito negativo que culmina por envilecer o caráter de quem com isso se compraz.

Enriquece o coração de amor e banha o cérebro com as luzes da misericórdia divina e da sabedoria, a fim de que fales, e fales muito, "o de que está cheio o coração."


Joanna de Ângelis













Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 24 - Convite à Fidelidade



Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 24


Convite à Fidelidade


“Mas o fruto do Espírito são a caridade, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade.” (Gálatas: capítulo 5º, versículo 22.)


Ao sabor das emoções mudam de opiniões aqueles que não possuem forças morais capazes de se fixarem nos ideais de enobrecimento.

Irrefletidos, aderem às idéias em voga sem mais acentuado esforço de exame, de penetração, de amadurecimento. Sob estímulos novos, abandonam convicções e atitudes, transferindo-se mui facilmente de comboio, com preferência por aquele onde governa a insensatez.

Insatisfeitos aqui e ali em qualquer lugar, são instáveis emocionalmente.

Fidelidade! — eis o que escasseia nos diversos labores humanos.

Os ideais de elevação são sempre resistentes às transições e mutações dos homens, tempos e circunstâncias.

Daí se conhecerem os verdadeiros homens através da resistência com que sustentam os ideais, perseverando leais aos postulados abraçados, mesmo quando outros os abandonaram.

Indubitavelmente, desde que maiores e mais amplos esclarecimentos são conseguidos, pode o homem discernir com melhor acerto, sendo motivado a novos investimentos como a novas buscas.

Fundamentado na razão filtra as idéias do passado, renova-as, e desde que constate não resistirem ao escopro da lógica ou ao bisturi do bom-senso, estriba-se em conceitos outros, melhor urdidos e mais apropriados com que avança nos rumos do amanhã.

Ninguém pode viver realmente sem o estímulo e a sustentação de ideais superiores.
 
São eles o dínamo que vitaliza o progresso, a alavanca bem montada que impulsiona o ser e o mantém.

Antes que ruíssem impérios e civilizações, que tombassem vitimados pela leviandade e arbitrariedade os grandes homens, os ideais que os mantinham e estimulavam foram desprezados...

À medida que a volúpia desta ou daquela natureza, estruge no espírito invigilante e o domina, as fileiras dos lidadores das causas humanitárias se desfalcam.

Uns desertam por cansaço, dizem.

Outros fogem por saturação, explicam.

Diversos abandonam por falta de tempo, elucidam.

Alguns mudam para examinarem outros objetivos, justificam-se...

Sê fiel tu.

Abrasado pela fé, nas hostes espiritistas em que te encontras, ama, serve, passa, fiel a ti mesmo e a Causa, seja qual for o tributo que te vejas forçado pagar, devotado e leal até o fim. 


Joanna de Ângelis











sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 8 - Convite à Continência



Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 8


Convite à Continência


“. . . A vossa santificação que vos abstenhais da prostituição. " (1º Tessalonicenses: capítulo 4º, versículo
3)

Referimo-nos ao equilíbrio no uso das funções sexuais, em face dos modernos conceitos éticos, estribados nas mais vulgares expressões do sensualismo e da perversão.

Disciplina moral, como condição de paz fomentadora de ordem física e psíquica, nos diversos departamentos celulares do corpo que te serve de veículo à evolução.

A mente atormentada por falsas necessidades, responsabiliza-se por disfunções glandulares, que perturbam a boa marcha das organizações fisiológica e psicológica do homem.

Entre as necessidades sexuais normais, perfeitamente controláveis, e as ingentes exigências do condicionamento a que o indivíduo se permite por educação, por sociabilidade, por desvirtuamento, há a fuga espetacular para os prazeres da função descabida do aparelho genésico, de cujo abuso só mais tarde aparecem as consequências físicas, emocionais e psíquicas, em quadros de grave comprometimento moral.

Em todos os tempos, o desregramento sexual dos homens tem sido responsável por crises sérias no estatuto das Nações. Guerras cruéis que assolaram povos, arbitrariedades cometidas em larga escala, em toda parte, absurdos do poder exorbitante, perseguições inomináveis, contínuas, tragédias bem urdidas, crimes nefandos têm recebido os ingredientes básicos das distonias decorrentes do sexo em desalinho, eito de maldições e poste de suplícios intérminos para quantos se lhe tornam áulicos subservientes.

Quedas espetaculares na rampa da alucinação, homicídios culposos, latrocínios infelizes e perversões sem conta fazem a estatística dos disparates nefandos do sexo em descontrole, perfeitamente adotado pela falsa cultura hodierna.

Continência, portanto, enquanto as forças do equilíbrio íntimo se fazem condutoras da marcha orgânica.

Dieta salutar, enquanto o matrimônio não se encarrega de propiciar a harmonia indispensável para a jornada afetiva.

Mesmo na vida conjugal, se desejas estabelecer normas para a felicidade, cuida-te da licenciosidade perniciosa, do abuso perturbador, da imaginação em desvario. . .

Se te parecerem difíceis os exercícios de continência, recorda-te da oração e mergulha a mente nos rios da prece, onde haurirás resistência contra o mal e inspiração para o bem.

Quando, porém, te sentires mais açulado e inquieto, a ponto de cair, refaze-te através do passe restaurador de forças e da água fluidificada, capazes de ajudar-te na empresa mantenedora da harmonia necessária ao progresso do teu espírito, na atual conjuntura carnal, evitando a prostituição dos costumes sempre em voga, responsável por mil desditas desde há muito.


Joanna de Ângelis 











sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 47 - Convite à Reflexão



Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 47


Convite à Reflexão


“Batei e abrir-se-vos-á.” (Mateus: capítulo 7º, versículo 7.)

“Se eu soubesse!...
“Agora é tão tarde!...
“Por um pouco!...
“Não tive oportunidade...
“Confesso que eram boas as minhas intenções...
“Não recuarei, nunca!
“Tudo está arruinado, agora!
“Perdi, e desisto!
“Só há uma saída: a morte!”

Estes e muitos outros conceitos são arrolados para se justificarem fracassos e rebeldias nos empreendimentos da vida.

Expressões derrotistas e fraseologia de lamentação deplorável são apresentadas a fim de traduzir os estados d'alma, vencida, em atitude mórbida como “a lavar as mãos” ante as ocorrências que resultam dos insucessos na luta.

Na maioria das vezes, no entanto, tais cometimentos infelizes decorrem da ausência de ponderação como conseqüência dos engodos a que o homem se permite por ambição desmedida ou precipitação.

Paulatinamente o salutar exercício da reflexão é marginalizado e a criatura, mesmo ante a severidade das lições graves, não recua à meditação de cujo labor poderia armazenar valiosa colheita.

Antes, portanto, de agir, reflete; após atuar, reflexiona.

A reflexão ensina a entesourar incomparáveis joias de paz e incorruptíveis bens que ninguém ou nada pode tomar ou destruir.

Em qualquer circunstância, pois, reflexão! Ela te conceberá o sol da harmonia a benefício da iluminação interior, se lhe bateres à porta e aguardares que seja aberta. 

 
Joanna de Ângelis












quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 14 - Convite à Disciplina



Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 14


Convite à Disciplina


"Somos servos inúteis, fizemos o que devíamos fazer." (Lucas: capítulo 17º, versículo 10.)


Os néscios não conseguem entendê-la.

Os preguiçosos supõem marginalizá-la.

Os ingratos desconsideram-na.

Os frívolos transferem-na no tempo e na oportunidade.

Os atormentados teimam por evitá-la.

Os vândalos corrompem-na.

Os pervertidos pensam mudar-lhe a estrutura, confundindo o teor em que se apresenta.

Mas, incorruptível, a disciplina traça linhas diretivas e vigorosas, trabalhando o diamante bruto do espírito, a fim de expungí-lo de toda jaça e torná-lo de real lavor.

Enxameiam em todo lugar os homens que a conspurcam, enlouquecidos pela tirania do "eu" ou amesquinhados sob o peso da irresponsabilidade.

Nos dias modernos, muitas pessoas acreditam que manter disciplina em relação a si mesmas, como ao próximo e à comunidade, - bases que são da Humanidade -, é esforço vão, tendo em vista a vitória dos usurpadores, das facções poderosas que se utilizam da força e da astúcia dos donos dos monopólios, como da impiedade...

No entanto o mentiroso a si mesmo se engana; o tirano a si próprio se prejudica; o avaro constrói; o presídio dourado da loucura pessoal; o criminoso jugula-se à hediondez; o explorador condiciona-se à insaciabilidade.

Ninguém engana, realmente, ninguém.

É da Lei Divina que somente sofre o que o homem deve. Desde que se apresente em condição de vítima expunge, enquanto o algoz adquire débito para ulterior aflição.

Face a isso, disciplina-te no exercício dos pequenos labores para fruíres as alegrias que te conduzirão aos eloquentes deveres que libertam e acalmam.

Disciplina é impositivo de a levantamento moral fomentador do progresso, base da paz, de que ninguém pode prescindir.

Se as tuas disciplinas morais por enquanto se apresentam como pesada canga, persevera e insiste nelas até que te chegue o instante liberativo em que se transformarão em prazer de plenitude e gozo de harmonia pessoal decorrente do júbilo de todos pelo que hajas produzido e conseguido.


Joanna de Ângelis












quarta-feira, 9 de março de 2022

Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 15 - Convite à Edificação




Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 15


Convite à Edificação


“. . . O amor edifica. " (1ª Epístola aos Coríntios: capítulo 8º, versículo 1)

Aqui, escombros acumulados refletindo desolação e queda.

Ali, montanhas de resíduos, assoberbando terrenos baldios.

Além, poluição multiplicando miasmas, em ameaça à vida.

Em toda parte desagregação em regime de urgência, desvalorizando os estímulos otimistas, como se tudo marchasse para um aniquilamento imediato, avassalador. . .

O erro moral em aceitação tácita, tranquila.

A conivência com as vantagens da extravagância, favorecendo clima de alucinação e balbúrdia perturbadora.

Não obstante as calamidades, medram as flores da esperança, no mesmo campo terrestre.

O pantanal renovado pela drenagem reverdece-se.

A aridez desértica socorrida pela irrigação torna-se pomar e jardim.

Os muros velhos, desolados, sob tépido beijo solar da primavera, enflorescem-se.

Assim a vida.

Do caos aparente em que o mal governa, a construção nova do bem, a edificação legítima da felicidade.

Não te consideres marginalizado nestes dias, porque teus olhos fitam paisagens lúgubres em que o desencanto moral se demora vencedor e a aflição conduz triunfante.

Operário da ação nobilitante, possuis recursos valiosos para a obra superior.

Necessário, apenas, que te disponhas.

Do terreno revolvido surge a sementeira feliz, dos destroços das demolições nasce a construção atraente.

Edifica o teu lar de paz onde estejas, sem a preocupação de retificar tudo de um só golpe.

Não te agastes com os ociosos, que nada fazem, nem te irrites com os incompreensíveis, que te dificultam a marcha.

Produze a tua quota, mesmo que ela seja a humilde cooperação da gentileza, da paciência, do tijolo modesto ou da colher de cimento da boa vontade, fazendo a tua parte.

Insta contigo próprio a fim de executares o serviço edificante.

Exige-te mais esforço.

Concede-te a oportunidade feliz.

Pondera acuradamente e resolve-te superar quaisquer limites, sejam dificuldades, incapacidade, problemas. . .

Acima de tudo lembra-te, também, de reedificar-te interiormente consoante o ensino do Senhor, facultando que nasça do “homem velho", que todos somos, acostumados aos erros e gravames, o “homem novo", idealista, sonhador do bem, colocado a posto para o amanhã feliz.
E tem em mente que só “o amor edifica".


Joanna de Ângelis









terça-feira, 3 de agosto de 2021

Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 33 - Convite ao Otimismo




Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 33


Convite ao Otimismo


"Estou cheio de conforto, transborda-me o gozo em toda a nossa tribulação." (2ª Epístola aos Coríntios: capítulo 7º, versículo 4)


Não vitalizes tristezas nem desencantos, apesar das configurações de sofrimentos que surjam e se avolumem pela senda que percorres.

Quando tudo parece perdido, invariavelmente uma solução surge, inesperada, providencial.

E se não se materializa a resposta almejada, diretriz melhor conduzirá o problema de maneira salutar para ti mesmo, se te dispuseres esperar.

Sombras não se modificam com sombras.

O pântano não renascerá drenado com a condenação da lama.

Mister esparzir luz e fazer canais providenciais.

Para tanto, o homem deve impor-se a tarefa de abrir janelas de otimismo nas salas onde dominam tristezas e arejar escaninhos pestilenciais de pessimismo mediante o aroma da esperança.

Pessimismo é enfermidade que engendra processo de psicose grave por antecipação de um mal que, talvez, não ocorrerá.

A cada instante as circunstâncias geram circunstâncias outras, fatores atuais compõem fatores futuros, dependendo da direção que lhes imponhas.

Não te canses, desse modo, exageradamente sob o peso da nostalgia ou te entorpeças asfixiado pelos tóxicos das frustrações que todos experimentam...

Entrega-te a Deus e deixa-te conduzir tranquilamente.

Otimismo é estímulo para o trabalho, vigor para a luta, saúde para a doença das paisagens espirituais e luz para as densas trevas que se demoram em vitória momentânea.

Nas duas traves da Cruz, quando tudo pareceria perdido, o Justo, em excelente lição de otimismo, descerrou os painéis da Vida Verdadeira, morrendo para ressurgir em gloriosa madrugada de Imortalidade, que até hoje é o canto sublime e a rota segura, plena de alegrias para todos nós.


Joanna de Ângelis







domingo, 30 de maio de 2021

Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 20 - Convite ao Evangelho




Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 20


Convite ao Evangelho


"Segui-me e eu vos farei pescadores de homens." (Mateus: capítulo 4º, versículo 19.)


Não há outra alternativa: seguir Jesus ou atormentar-se.

Ao Seu lado a estrada apresentará os mesmos calhaus e cardos, sob sol ardente ou granizos fortes na quadra hibernal. As dificuldades não serão menos rudes e os sacrifícios em crescendo não diminuirão de improviso.

Renúncia e testemunhos à Verdade far-se-ão necessários a cada passo, de modo a exalçar a qualidade da Mensagem de que te fazes intermediário.

Semeando estrelas serás convidado a clarificar trevas, sofrendo no mister as condições de tempo e lugar onde deves agir.

Adversários de ontem e antipatizantes de hoje se darão as mãos numa cruzada severa e tirânica em oposição aos ideais nobremente acalentados. Os primeiros, reencarnados ou não, conhecem-te as limitações e as desditas pretéritas em que te arrimavas: não creem na tua renovação atual. Os segundos, impossibilitados de alçarem voos soberanos contigo, vitimados pela imperícia, sentir-se-ão mal ante a primavera das tuas aspirações, marchando, sutis uns, violentos outros de encontro às elevadas cogitações que te arrebatam.

Distante d'Ele não menores são as tribulações. Amplia-se o campo a joeirar e a dor envolvente não tem consolo.

Em Jesus, no entanto, encontrarás segurança e sustentação.

Sem Ele, experimentarás o vazio da soledade e o desespero da inutilidade.

O Evangelho é clima de paz em permanente efusão de esperança.

O mundo é só oportunidade.

O que ora não colimes, lobrigarás depois.

O que hoje escasseie, amanhã abundará.

Despoja-te das dispensáveis indumentárias da ambição terrena.

A jornada pela Terra objetiva aprendizagem, renovação.

Tornarás à vida verdadeira concluído o curso. E volverás com o resultado das experiências felizes ou desditosas que acumulares enquanto no curso da oportunidade.

Não te agastes face aos problemas naturais, que sejam decorrentes da tua filiação ao Evangelho.

Sábio é o homem que discerne melhor, fazendo opções elevadas: trocando o transitório de agora pelo permanente de sempre.

No corpo tudo passa, e rapidamente passa.

Apenas, as realizações se fixam como convites ao retorno reparador ou concitações a estágios mais altos.

Faze-te pescador de almas.

Atirando as redes no mar dos homens recolhê-los-ás, aqueles que padecem e anelam paz, felicitado pela inefável companhia do Cristo, o Sublime Pescador que até hoje, pacientemente, espera colher-nos nas malhas do Seu pulcro amor.


Joanna de Ângelis 








quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 33 - Convite ao otimismo




Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 33


Convite ao otimismo


“Estou cheio de conforto, transborda-me o gozo em toda a nossa tribulação” (II Coríntios, 7:4)

Não vitalizes tristezas nem desencantos, apesar das configurações de sofrimentos que surjam e se avolumam pela senda que percorres.

Quando tudo parece perdido, invariavelmente uma solução surge, inesperada, providencial. E se não se materializa a resposta almejada, diretriz melhor conduzirá o problema de maneira salutar para ti mesmo, se te dispuseres esperar.

Sombras não se modificam com sombras. O pântano não renascerá drenado com a condenação da lama.

Mister esparzir luz e fazer canais providenciais.

Para tanto, o homem deve impor-se a tarefa de abrir janelas de otimismo nas salas que dominam tristezas e arejar escaninhos pestilenciais de pessimismo mediante o aroma da esperança.

Pessimismo é enfermidade que engendra processo de psicose grave por antecipação de um mal que, talvez, não ocorrerá.

A cada instante as circunstâncias geram circunstâncias outras, fatores atuais compõem fatores futuros, dependendo da direção que lhes imponhas.

Não te canses, desse modo, exageradamente sob o peso da nostalgia ou te entorpeças asfixiado pelos tóxicos das frustrações que todos experimentam.

Entrega-te a Deus e deixa-te conduzir tranquilamente.

Otimismo é estímulo para o trabalho, vigor para a luta, saúde para a doença das paisagens espirituais e luz para as densas trevas que se demoram em vitória momentânea.

Nas duas traves da Cruz, quando tudo parecia perdido, o Justo, em excelente lição de otimismo, descerrou os painéis da Vida Verdadeira, morrendo para ressurgir em gloriosa madrugada de Imortalidade, que até hoje é o canto sublime e a rota segura, plena de alegrias para todos nós.


Joanna de Ângelis 








quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Joanna de Ângelis - Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 43 - Convite à prudência




Joanna de Ângelis - Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 43


Convite à prudência


“De maneira que andem na prudência dos justos.” (Lucas: capítulo 1º, versículo 17.)

Este, precipitando conclusões mentais chegou, através de raciocínios falsos, a desequilíbrio injustificado.

Aquele, acoimado por inquietação exorbitante, atirou-se em torvelinho pela rota, cansando-se, exaustivamente, a meio da jornada.

Esse, por distonia da razão, desesperou-se sem motivo real e exauriu as possibilidades da serenidade interior.

Aqueloutro, pelo hábito contumaz da irreflexão, saltou no despenhadeiro da loucura, perdendo a oportunidade feliz.

Estoutro, condicionado pelas aflições exteriores, deixou-se empolgar pela ira e agiu com desacerto.

Essoutro, vitimado pelos condicionamentos da vida em desordem, permitiu-se corromper, antes de usar as ensanchas do bem, perdendo-se a si mesmo. 

Prudência é atitude de sabedoria. Prudência no falar; prudência no agir; prudência no pensar.

Falar com prudência conduz o homem a atitude refletida, pois falando o homem perde o domínio das palavras, que, desatreladas, lavram incêndios, promovem conflitos, desarticulam programas salutares.  

A palavra não pronunciada é patrimônio precioso de que o homem se pode utilizar no momento justo; a palavra liberada pode converter-se, quando dita sob impropérios, em látego que volta a punir o irresponsável que a libera. 

A ação precipitada, sem a necessária prudência, invariavelmente engendra desacertos e aflições sem nome, conduzindo o aturdido ao despenhadeiro do insucesso, em cuja rampa o remorso chega tardio.

Antes de agir o homem é depositário de todos os valores que pode investir. Após a ação colhe os resultados do ato.

Agir, portanto, através da ponderação a fim de que a atitude não se converta em algoz, que escravize o próprio instrumento.

Pensar prudentemente.

Uma palavra que nos chega aos ouvidos, ferinte, conduz-nos a uma posição exaltada, impedindo, em consequência, a perfeita ordenação mental, que assim nos induz, através de ângulos falsos da observação perturbada, a resultados danosos.

Pensar-refletindo predispõe a ouvir, acostumando a ver, criando o hábito de ponderar para, então, chegar às legítimas conclusões em torno dos veros problemas da vida.

Precipitado, Napoleão conquistou a Europa e, refletindo, meditou tardiamente nos erros cometidos, em Santa Helena.

Conduzido pela supremacia da força, Alexandre Magno dominou o mundo e febres estranhas tomaram-lhe o corpo jovem, antes das reflexões de que muito necessitava.

Com prudência Jesus pensou, falou e agiu.

Construído, paulatinamente, surge um reino de venturas plenas que a pouco e pouco, não obstante a precipitação destes ou daqueles apaniguados do mundo, vai fixando os seus alicerces no imo dos homens, como bandeira de paz e de esperança para a humanidade inteira na direção dos milênios.
 
Prudência, pois, como atitude de santificação interior. 


Joanna de Ângelis 









quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 12 - Convite ao Desprendimento

 


Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 12 


Convite ao Desprendimento


"Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões penetram e roubam..." (Mateus: capítulo 6º, versículo 19.)

Desprendimento na qualidade de desapego, não de estroinice nem dissipação.

Todo e qualquer motivo que ata à retaguarda sob condicionamentos retentivos se transforma em cadeia escravizante.

Os objetos a que o homem se apega valem os preços que lhes são emprestados, constituindo-se elos a impedirem o avanço do possuidor, na direção do futuro...

Desapego, portanto, em forma de libertação do liame pessoal egoístico e tormentoso que constitui presídio e patíbulo para quem se fixa negativamente como para aquele que se faz sua vítima afetiva.

Libertar-se das aflições constritivas, asfixiantes, para marchar com segurança.

Doa com alegria quanto possas, generosamente.

O que distribuis com equilíbrio e lucidez multiplica-se, o que reténs reduz-se.

Abundância, como excesso engendram miséria e loucura.

Distende assim, mão generosa na alfândega da fraternidade, mas libera-te da emotividade desregrada, da posse afetuosa a objetos, animais e pessoas, porquanto mais carinhos que te mereçam, mais devoção que lhes dês, chegará o dia de atravessares o portal do túmulo, fazendo-o em soledade, livre de amarras ou jungido ao que se demorará, a desgastar-se pela ferrugem, pelo azinhavre, corroído ou simplesmente em trânsito por outras mãos ante a tua tormentosa impossibilidade de reter e interferir.


Joanna de Ângelis 



Fonte: Convites da Vida -pdf


VÍDEO:

Convite ao desprendimento(livro Convites da vida- Divaldo Franco/Joanna de Ângelis)

Alexandre Luiz Alves




domingo, 31 de maio de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 5 - Convite à Calma



Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 5


Convite à Calma


"Não resistais ao mal que vos queiram fazer." (Mateus: Capítulo 5º, Versículo 39.)


O espinho do ciúme vence-a; o estilete da ira dilacera-a; o ácido da inveja corroe-a, os vapores do ódio enlouquecem-na; a agressão da calúnia despedaça-a; o tóxico da maledicência perturba-a; a rama da suspeita inquieta-a; o petardo da censura fere-a; as carregadas tintas do pessimismo tisnam-na se o cristão decidido não se resolve mantê-la a qualquer preço.

Não importa que exsudes, agoniado, em quase colapso periférico, ou estejas com a pulsação alterada, ou, ainda, sofras o travo do amargor nos lábios. Imprescindível não precipitares atitudes, nem conclusões aligeiradas, nem desesperações injustificáveis.

Não nos reportamos à posição inerme, à aparência, pois o pântano que parece tranqüilo é abismo, reduto de miasmas e morte traiçoeira.

Aludimos a um espírito confiante, fixado nas diretrizes do Cristo, sem receios íntimos, sem ambições externas. Equilibrado pela reflexão, possuidor de probidade pela ponderação.

Calma significa segurança de fé, traduzindo certeza sobre a Justiça Divina.

Ante o dominador tíbio que lavava as mãos, em referência à Sua vida, Jesus se fez o símbolo da calma integral e da absoluta certeza da vitória da verdade.

Cultiva, portanto, os sentimentos e mantém os propósitos edificantes. Perceberás, surpreso, que as atitudes dos maus não te atingirão, facultando-te através da calma não resistir ao mal que te queiram fazer, conforme lecionou o Senhor, porquanto a integridade da fé em exteriorização de calma dar-te-á forças para vencer as próprias limitações e prosseguir resolutamente, em qualquer circunstância.


Joanna de Ângelis 




Fonte: Convites da Vida -pdf

Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 43 - Convite à prudência



 Joanna de Ângelis - Livro Convites da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 43


Convite à prudência 



“De maneira que andem na prudência dos justos.” (Lucas: capítulo 1º, versículo 17.)


Este, precipitando conclusões mentais chegou, através de raciocínios falsos, a desequilíbrio injustificado.

Aquele, acoimado por inquietação exorbitante, atirou-se em torvelinho pela rota, cansando-se, exaustivamente, a meio da jornada.

Esse, por distonia da razão, desesperou-se sem motivo real e exauriu as possibilidades da serenidade interior.

Aqueloutro, pelo hábito contumaz da irreflexão, saltou no despenhadeiro da loucura, perdendo a oportunidade feliz.

Estoutro, condicionado pelas aflições exteriores, deixou-se empolgar pela ira e agiu com desacerto.

Essoutro, vitimado pelos condicionamentos da vida em desordem, permitiu-se corromper, antes de usar as ensanchas do bem, perdendo-se a si mesmo. 

Prudência é atitude de sabedoria.

Prudência no falar; prudência no agir; prudência no pensar.

Eis uma importante virtude da alma.

O falar com prudência nos conduz a uma atitude refletida, pois muitas vezes perdemos o domínio das palavras que, desatreladas, produzem incêndios, promovem conflitos e muitos outros desastres.

A palavra não pronunciada é patrimônio precioso de que o ser humano se pode utilizar no momento justo.

A palavra liberada pode se converter, quando dita sob ofensas, em castigo que volta a punir o irresponsável que a libera.

A ação precipitada, sem a necessária prudência, invariavelmente causa desacertos e aflições sem nome, conduzindo as vítimas ao despenhadeiro do insucesso, em cuja rampa o remorso sempre chega tarde.

Antes de agir o homem é depositário de todos os valores que pode investir. Após a ação colhe os resultados do ato.

Salutar, dessa forma, agir, através da ponderação a fim de que a atitude não se converta em algoz, que escravize quem a praticou.

Pensar prudentemente.

Uma ofensa que nos chega aos ouvidos, nos ferindo, pode nos conduzir a uma posição exaltada, impedindo, em consequência, a perfeita ordenação mental.

Observamos o ocorrido através de ângulos falsos, distorcidos, numa apreciação perturbada, e os resultados são quase sempre danosos.

Pensar refletindo, aí está a prudência. Ouvir, criando o hábito de ponderar, para então chegar às legítimas conclusões em torno dos verdadeiros problemas da vida.

Precipitado, Napoleão conquistou a Europa e, refletindo, meditou tardiamente nos erros cometidos, na ilha de Santa Helena.

Conduzido pela supremacia da força, Alexandre Magno dominou o mundo e febres estranhas tomaram conta de seu corpo jovem, antes das reflexões de que muito necessitava.

Com prudência Jesus pensou, falou e agiu, em todas as oportunidades.

Toda ação prudente é cautelosa. Porém, ao contrário do que pensa o senso comum, prudência não é morosidade. A virtude da prudência, aliás, é o justo meio entre dois extremos, como tão bem colocou Aristóteles:

De um lado a inação ou a lentidão; no outro extremo a precipitação, a pressa. Ela estará no equilíbrio, no ponto central.

Prudência não admite perda de tempo. É rápida e certeira, pois o tempo é inerente a ela.

Sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas foi o conselho de Jesus, na preparação de Seus discípulos para o trabalho que teriam pela frente. Seriam lançados como ovelhas no meio de lobos.

A serpente representa a prudência, que nos permite reconhecer o mal com antecedência e assim fazer as melhores escolhas em todas as situações.

A prudência é considerada por muitos como a virtude por excelência, porque através de seu exercício é que os seres humanos podem refletir e decidir com sabedoria.

Por isso, sejamos prudentes. Nem apressados, nem lentos demais: prudentes...


Joanna de Ângelis






Fonte: Convites da Vida -pdf