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sexta-feira, 21 de maio de 2021

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. 1 - Da lei divina ou natural - Caracteres da lei natural - Questão 614 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. 1 - Da lei divina ou natural


Caracteres da lei natural  


614. Que se deve entender por lei natural?

“A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer, e ele só é infeliz quando dela se afasta.”


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 614 comentada


A resposta do benfeitor espiritual à pergunta focalizada esclarece:

A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela se afasta.

O sofrimento da humanidade é, pois, o afastamento da lei de Deus. O homem a conhece mais pela intuição, dependendo dos seus sentimentos.

Quando Jesus disse: "batei e abrir-se-vos-á", mostrou-nos os caminhos para o conhecimento de todas as leis da criação. Bater às portas espirituais é buscar com interesse de aprender, é aplicar o esforço próprio todos os dias, é orar e vigiar. As intenções muito valem no aprendizado de cada criatura de Deus.

Podemos voltar ao assunto anterior, no que se refere a fazer a vontade de Deus e a Sua justiça, que o mais virá por acréscimo de misericórdia. Se queres compreender a vontade de Deus, analisa pacientemente seus feitos extraordinários, medita na criação, na vida que circula no universo, na inteligência que modela todas as formas e na expressão de vida que existe em tudo. Basta conhecer-se a si mesmo, para não negar a Força Soberana que nos dirige e protege.

Quando Jesus se referiu à natureza, focalizando as flores, como no caso dos lírios dos campos, disse Ele com o esplendor de Sua inteligência:

Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. (Mateus, 6:29)

A inteligência humana perde para a lei da natureza e, neste caso, no processamento das roupas naturais das flores, vemos que nem o rei, que se vestia com apuro, com linho e ouro dos mais requintados, onde mãos hábeis trabalhavam com perfeição, se vestia como uma simples flor, trabalhada pela natureza, no silêncio da sua expressão. As flores são como beijos das árvores, em gratidão ao Seu criador.

A lei natural se divide ao infinito e nos mostra toda a vida envolvida no amor, que é a fonte de toda beleza. Jesus nos pede para que vigiemos e oremos, no sentido de que, nesse clima, nos encontraremos frente a frente com as leis naturais que nos protegem, como sendo as próprias mãos de Deus estendidas para as criaturas.

A humanidade tem de se voltar para a natureza: ela é mãe bondosa e santa, que sabe preparar o alimento em todas as faixas da vida, para as vidas dos Espíritos, em todas as escalas a que pertencem.

A harmonia na mente é lei natural, de onde vertem todas as qualidades.

A desarmonia altera todas as qualidades nobres das criaturas, logo, é antinatural. 

As palavras bem postas nos lábios, pronunciadas na ordem do amor, nos trazem um bem-estar indizível.

O verbo desorientado perturba o ambiente em que vivemos, e estraga muitas possibilidades de quem deseja viver bem.

O amor, na sua estrutura espiritual, ensinado por Jesus, é fonte de felicidade.

O ódio, inversão do amor, desespera quem o provoca, dando a entender que, por onde ele passa, somente deixa morte.

Se procurarmos as leis naturais que moralizam, passaremos a viver bem em todas as sequências de vida; se as esquecermos, seremos infelizes, conforme afirma o benfeitor espiritual: só é infeliz quando dela se afasta.


Miramez



Filosofia Espírita - Volume XIII - João Nunes Maia
Cap. 2 - Lei Natural




sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - Conhecimento da lei natural - Questão 628 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural


Conhecimento da lei natural 


628. Por que a verdade não foi sempre posta ao alcance de toda gente?

“Importa que cada coisa venha a seu tempo. A verdade é como a luz: o homem precisa habituar-se a ela pouco a pouco; do contrário, fica deslumbrado.

“Jamais permitiu Deus que o homem recebesse comunicações tão completas e instrutivas como as que hoje lhe são dadas. Havia, como sabeis, na Antiguidade alguns indivíduos possuidores do que eles próprios consideravam uma ciência sagrada e da qual faziam mistério para os que, aos seus olhos, eram tidos por profanos. Pelo que conheceis das leis que regem estes fenômenos, deveis compreender que esses indivíduos apenas recebiam algumas verdades esparsas, dentro de um conjunto equívoco e, na maioria dos casos, emblemático. Entretanto, para o estudioso, não há nenhum sistema antigo de filosofia, nenhuma tradição, nenhuma religião que seja desprezível, pois em tudo há germens de grandes verdades que, se bem pareçam contraditórias entre si, dispersas que se acham em meio de acessórios sem fundamento, facilmente coordenáveis se vos apresentam, graças à explicação que o Espiritismo dá de uma imensidade de coisas que até agora se vos afiguraram sem razão alguma, e cuja realidade está hoje irrecusavelmente demonstrada. Não desprezeis, portanto, os objetos de estudo que esses materiais oferecem; são muito ricos e podem contribuir grandemente para vossa instrução.”


Allan Kardec




O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 628 comentada


A razão nos mostra com bastante clareza que as verdades tinham de ser reveladas do modo que o foram: gradativamente. A luz em excesso pode cegar. Quem mandou os primeiros instrutores à Terra foi Jesus, antes da Sua vinda ao planeta, mas a Sua sabedoria restringiu o que Ele deveria falar e fazer ante a massa humana inconsciente e ainda em plena ignorância.

Observemos como nasce uma árvore: não é de uma noite para o dia; há uma sequência e obedece a determinadas leis, onde a harmonia sempre está presente. Compete a nós outros observarmos essas leis que regulam tudo na vida, como a nós mesmos. O despertamento das criaturas é, igualmente, de passo a passo; ninguém violenta as leis, nem as leis violentam os Espíritos. É nesse sentido que os anjos têm maior tolerância com os homens, e os homens sábios a têm com os animais, por saberem que todos estão na mesma marcha para Deus, que os criou.

Deus não permitiu que os nossos ancestrais recebessem comunicações iguais às que os homens recebem hoje, no século vinte, por faltar a eles capacidade de assimilação como a que têm atualmente. Agora estão sendo chamados e escolhidos para um melhor entendimento da verdade, não de toda a verdade, pois ela continua na sua divina gradação espiritual. Podemos dizer que ela nasce e renasce constantemente, em variadas freqüências de vida, para dar mais vida às criaturas de Deus.

Os homens do passado recebiam algumas verdades esparsas, ainda assim, somente os que estavam preparados para tal iniciação, e em muitos casos elas chegavam a eles envolvidas em roupagens onde as letras perduravam escondendo o Espírito que vivifica.

A Doutrina dos Espíritos veio superar todas as filosofias do mundo por não ter nascido dos homens, nem ser dirigida por eles. Ela avança com os homens ou sem eles, por ser a vontade de Deus, pelas mãos do Cristo. Jesus não tem aflições e nem faz propaganda das verdades espirituais; a Sua pregação vem por maturidade das criaturas. O éter cósmico que a tudo interpenetra na criação, são ondas de luz que obedecem a Deus, Seu criador, e por ele, ou elas, fala o Senhor, e Jesus é o semeador das vidas por Deus formadas. Ninguém pode fugir à verdade, que são leis eternas na eternidade do próprio Deus.

Entendemos, e podes observar, que todas as religiões do mundo e as filosofias de vida modernas e antigas, tiveram e têm seus valores para certa gama de pessoas do seu nível. As instruções vêm para todas as criaturas, de acordo com seu despertamento espiritual.

Deves analisar uma universidade: ela tem vários departamentos de ensino, e os alunos se reúnem por afinidade de saber. As criaturas são as mesmas, com as mesmas necessidades físicas, todas irmãs umas das outras, no entanto, no que toca às variáveis das verdades que devem conhecer, elas são apresentadas de maneiras diversas. Podemos comparar cada sala de aula como uma religião, fornecendo aos seus profitentes o que eles merecem pela sua evolução espiritual.

Assim é a universidade divina. Preciso é que os homens aprendam a amar a seu próximo como a si mesmos, para que não haja discórdia quanto ao que devem aprender sobre a vida e sobre as leis. Disse Jesus:

- Nem só de pão vive o homem.

Precisamos de tudo .para viver bem, porque tudo foi feito por Deus, desde quando tenhamos bom senso ao escolhermos o que nos serve hoje e do que vai nos servir amanhã.


Miramez


Filosofia Espírita – Volume XIII - João Nunes Maia
Cap. 16 - Pouco a pouco






sábado, 26 de setembro de 2020

Léon Denis - Livro No Invisível - 3.ª Parte - Cap. XXII - Prática e perigos da mediunidade - Pág. 263 - Vibrações do Pensamento




Léon Denis - Livro No Invisível - 3.ª Parte - Cap. XXII - Prática e perigos da mediunidade - Pág. 263


Vibrações do Pensamento


O Espiritismo, por uns considerado perigoso, por outros vulgar e pueril, quase só é conhecido pelo povo sob seus aspectos inferiores. São os fenômenos mais materiais que atraem de preferência a atenção e provocam apreciações desfavoráveis. Esse estado de coisas é devido aos teoristas e vulgarizadores que, vendo no Espiritismo uma ciência puramente experimental, descuram ou repelem por sistema, algumas vezes com desdém, os meios de cultivo e elevação mental indispensáveis para se produzirem manifestações verdadeiramente imponentes entre o estado físico vibratório dos experimentadores e o dos Espíritos suscetíveis de produzir fenômenos de grande alcance, e nada se faz no sentido de atenuar essas diferenças. Daí a penúria de altas manifestações comparadas à abundância dos fenômenos vulgares.

O resultado é que inúmeros críticos, só conhecendo da questão a sua face terra-a-terra, constantemente nos acusam de edificar sobre fatos mesquinhos uma doutrina demasiado ampla. Mais familiarizados com o aspecto transcendental do Espiritismo, reconheceriam que nada exageramos; ao contrário, nos temos conservado abaixo da verdade.

Quaisquer que sejam as relutâncias dos teóricos positivistas e “antimísticos”, forçoso será ter em conta as indicações dos homens competentes, sem o que viria a fazer-se do Espiritismo mísera ciência, cheia de obscuridades e perigosa para os investigadores.

O amor da ciência não basta, disse o professor Falcomer; é indispensável a ciência do amor. Nos fenômenos não temos que nos haver unicamente com elementos físicos, mas com agentes espirituais, com entidades morais, que, como nós, pensam, amam, sofrem. Nas profundezas invisíveis, a imensa hierarquia das almas se desdobra, das mais obscuras às mais radiosas. De nós depende atrair umas e afastar as outras.

O único meio consiste em criarmos em nós, por nossos pensamentos e atos, um foco irradiador de luz e de pureza. Toda comunhão é obra do pensamento. O pensamento é a própria essência da vida espiritual. É força que vibra com intensidade crescente, à medida que a alma se eleva, do ser inferior ao Espírito puro e do Espírito puro até Deus.

As vibrações do pensamento se propagam através do espaço e sobre nós atraem pensamentos e vibrações similares. Se compreendêssemos a natureza e a extensão dessa força, não alimentaríamos senão altos e nobres pensamentos. Mas o homem se ignora ainda, como ignora as imensas capacidades desse pensamento criador e fecundo que nele dormita e com o qual poderia renovar o mundo.

Em nossa fraqueza e inconsciência, atraímos na maior parte das vezes Espíritos maus, cujas sugestões nos perturbam. É assim que a comunicação espiritual, em consequência de nossa inferioridade, se obscurece e desvirtua; fluidos corrompidos se espalham pela Terra, e a luta entre o bem e o mal se empenha no mundo oculto como no mundo material.

Na atração dos pensamentos e das almas consiste integralmente a lei das manifestações psíquicas. Tudo é afinidade e analogia no Invisível. Investigadores que sondais o segredo das trevas, elevai bem alto, pois, os pensamentos, a fim de atrairdes os gênios inspiradores, as forças do bem e do belo. Elevai-os, não somente nas horas de estudo e experiências, mas frequentemente, a todas as horas do dia, como um exercício regenerador e salutar. Não esqueçais que são esses pensamentos que vão lentamente eterizando e purificando o nosso ser, engrandecendo as nossas faculdades e tornando-nos aptos a experimentar as mais delicadas sensações, fonte de nossas felicidades futuras.


Léon Denis






sábado, 5 de setembro de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. II - 1. Lei de adoração - A prece - Questão 663 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. II - 1. Lei de adoração


A prece 


663. Podem as preces que por nós mesmos fizermos mudar a natureza das nossas provas e desviar-lhes o curso?

“As vossas provas estão nas mãos de Deus e algumas há que têm de ser suportadas até ao fim; mas Deus sempre leva em conta a resignação. A prece traz para junto de vós os Espíritos bons e, dando-vos estes a força de suportá-las corajosamente, menos rudes elas vos parecem. Dissemos que a prece nunca é inútil, quando bem feita, porque fortalece aquele que ora, o que já constitui grande resultado. Ajuda-te a ti mesmo e o céu te ajudará, bem o sabes. Ademais, não é possível que Deus mude a ordem da Natureza ao sabor de cada um, porquanto o que, do vosso ponto de vista estreito e na perspectiva da vossa vida efêmera, vos parece um grande mal, freqüentemente é um grande bem na ordem geral do Universo. Além disso, de quantos males não se constitui o homem o próprio autor, pela sua imprevidência ou pelas suas faltas? Ele é punido naquilo em que pecou. Todavia, as súplicas justas são atendidas mais vezes do que supondes. Julgais, de ordinário, que Deus não vos ouviu, porque não fez a vosso favor um milagre, enquanto que vos assiste por meios tão naturais que vos parecem obra do acaso ou da força das coisas. Muitas vezes também, as mais das vezes mesmo, ele vos sugere a ideia que vos fará sair da dificuldade pelo vosso próprio esforço.”


Allan Kardec


O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 663 comentada


As preces não podem mudar todos os destinos humanos, contudo, elas têm forças descomunais que os próprios homens desconhecem. A oração, pelo modo que ensinou Jesus, pelo exemplo, é um transformador espiritual das vidas; quem sabe orar, sabe viver bem.

A prece traz para junto de nós os Espíritos elevados, desde quando sejam elevados os nossos sentimentos. Convém ao Espírito, encarnado ou não, estudar a força da oração, exercitar-se na prece diariamente, até dominar as forças que pode atrair com ela, mas sempre em trabalho digno. Não se brinca com as forças divinas em expansão no universo, mas que emanam do próprio Deus, na luz do Seu amor.

Quando se sabe orar, mesmo que seja em favor de alguém que sofre, o mais beneficiado é quem ora, recebendo assistência dos bons Espíritos, e na transfusão de trocas superiores, a energia que se acumula pela oração, cura, alegra e nos encaminha para uma vida melhor.

O ajuda-te a ti mesmo e o Céu te ajudará é verdade que ilumina os de boa vontade. Precisamos conhecer a nós mesmos, e isso somente o tempo nos pode ensinar com proveito. A nós foi dada a razão, e esse raciocínio deve ser usado em busca da nossa felicidade, que não anda muito longe, ao alcance da nossa mão e, por certo, dentro de nós mesmos.

Quem busca o céu no exterior, sempre sofre o trabalho da busca sem proveito. Quem desejar o céu, que comece a mudar por dentro, conforme nos ensina o Evangelho de Jesus, que, ao seu redor, como que por encanto, tudo passará a se transformar e o céu que tanto procurava no exterior surgirá em sua consciência, e não só ele, mas Deus e Cristo, a lhe ensinar as primeiras letras do alfabeto divino.

Tornamos a dizer, sem atropelos no raciocínio, que deves conhecer Jesus, estudar Jesus, respirar Jesus e amar a Jesus, pois Ele é o alimento de todas as criaturas radicadas na Terra. Muitos dizem que Ele nos deixou e foi embora. Como se enganam esses que assim pensam! Escuta o que Ele mesmo falou, anotado no Evangelho por João, no capítulo catorze, versículo vinte e oito:

Ouvistes o que Eu vos disse:

Vou e volto para junto de vós; se me amásseis, alegrar-vos-íeis, de que Eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.

Não disse o Mestre que voltaria para junto de nós? Por que não confiar na Sua palavra? Nunca Ele nos enganou, e na verdade Ele já voltou, e a humanidade não conheceu a Sua volta. Ele veio por intermédio da Doutrina dos Espíritos e aí se encontra derramando para todo o Seu rebanho a palavra de amor e de sabedoria, palavras que ajudam, que consolam e instruem. Para que a Sua volta pessoal, se temos, todas as criaturas, a Sua presença, por intermédio dos Seus agentes mais categorizados, dando pão a quem tem fome, vestindo os nus, levantando os caídos, amparando os estropiados, visitando os enfermos e dando esperança aos encarcerados? Quanto a muitos que se apegam a velhas filosofias, que o tempo e o progresso deixaram para trás, e que desejam afirmativas mais presas ao passado, afirmamos-lhes que o Cristo já era antes que todos eles fossem, e a Sua doutrina é a mais pura de todos os tempos. Os sábios e profetas que O antecederam para instruir os homens, foram todos, sem exceção, enviados por Ele, para depois Ele mesmo vir com a Sua pureza, como veio, a nos confortar e nos dar maior esperança para viver.

Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade, eu vos digo:

Antes que Abraão existisse, eu Sou. (João, 8:58)

De que precisamos mais, para reconhecermos que o Cristo em Jesus é o Guia da humanidade desde o princípio da formação da Terra? A humanidade se encontra em duras provas; não vamos mudar seu destino, mas podemos aliviar as provas, se soubermos orar.


Miramez




Filosofia Espírita – Volume XIII - João Nunes Maia
Cap. 51 - Poder da Prece



Fonte: Ipeak - Instituto de Pesquisas Espíritas Allan KardecO Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito MiramezFilosofia Espírita – Volume XIII-pdf

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Capítulo II - 1. Lei de adoração - A prece - Questão 661 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Capítulo II - 1. Lei de adoração


A prece 


661. Poderemos utilmente pedir a Deus que perdoe as nossas faltas?

“Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder. As boas ações são a melhor prece, porque os atos valem mais que as palavras.”


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 661 comentada


Há muitas religiões que asseguram e têm esperança de que Deus perdoa todas as faltas cometidas, por apenas um simples arrependimento. Como se enganam esses irmãos! Não há perdão de faltas para ninguém; se assim fosse, seria para todas as criaturas, pois todos são filhos do mesmo Deus, e como Ele é amor, não poderia perdoar uns e deixar outros sob o peso das conseqüências que são geradas das faltas.

Somente o ofendido é que deve perdoar ao ofensor, e isso não faz com que o ofensor se liberte das faltas cometidas; a lei cobra dele o ato de desamor para com seu irmão em caminho. Se o ofendido não perdoar, o revide faz com que ele entre na faixa do ofensor e com ele se afinize nas suas inferioridades.

A oração, mesmo a mais requintada nos sentimentos de amor, não esconde as faltas. O perdão que nós mesmos podemos nos oferecer ante os nossos erros é a corrigenda dos nossos deslizes, é não mais dar vazão às paixões inferiores. Vejamos o que responde sobre esse assunto, "O Livro dos Espíritos":

"Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder".

Ninguém sobe sem mudanças, e essas mudanças haverão de ser permanentes. Elas se fazem pela lei do progresso em todos os setores da vida física e espiritual. Se queres orar com mais segurança, faze boas ações; é a melhor oração, abrindo os horizontes da mente para compreender a Deus e as Suas leis espirituais. A prece tem uma escala muito grande, de modo que todos possam orar de acordo com a elevação alcançada. O mundo espiritual atende a cada um conforme as suas necessidades.

Aqui, estamos falando para aqueles que já abriram os olhos à luz da verdade. Espíritas, se achais que já granjeastes conhecimentos capazes de vos libertarem da escravidão da ignorância, colocai em ação o que aprendestes. Não percais tempo! O tempo passa e se não trabalhardes no aprimoramento de vós mesmos, a ignorância ficará, e permanecendo ela em vossos caminhos, ela será sinônimo de sofrimento. Não fiqueis de braços cruzados esperando perdão e tornando a cometer faltas; o arrependimento é válido, tomando-se uma posição e seguindo outras diretrizes que a verdade determinar.

Nem Deus nem Cristo perdoam a ninguém; eles dão aos de boa vontade oportunidades de regenerar, de entrarem nas mudanças para que a luz possa nascer no coração. As faltas que se comete são processos de despertamento espiritual, porque onde o amor não dá resultado é preciso que venha a dor. Ninguém engana a Deus. Ele de tudo sabe, principalmente no que se refere aos Seus filhos, que preferem o caminho mais fácil.

A Doutrina dos Espíritos abre os braços, como sendo a misericórdia de Jesus para a humanidade, e fala de novo para todas as criaturas que padecem: "Vinde a mim, todos vós que sofreis, que eu vos aliviarei." O Espiritismo chegou à Terra acertando caminhos e indicando roteiros para todos os povos.

Quando as criaturas reconhecerem o patrimônio que têm dentro de si, indicado pela Doutrina dos Espíritos, não vão mais se interessar, do modo que buscam tanto, pelos valores externos; passarão a estudar com maior fulgor a vida por dentro, onde se encontra até o próprio Deus, na Sua maior expressão de luz, dirigindo e alimentando as consciências.

Não espereis acomodados, o perdão de Deus; ele pertence a vós. Vede o que fazeis com as mãos, e copiai as mãos de Jesus, que nunca pararam. Operai com Ele em todos os rumos, que Deus acenderá em vós a própria luz.


Miramez


Filosofia Espírita – Volume XIII João Nunes Maia 
Cap. 49 - Perdoar Falhas






terça-feira, 1 de setembro de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. XI - 10. Lei de justiça, de amor e de caridade - Caridade e amor do próximo - Questão 886 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. XI - 10. Lei de justiça, de amor e de caridade


Caridade e amor do próximo


886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejaríamos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.

A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque de indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 886 comentada


A caridade segundo Jesus é uma ação benfeitora, capaz de modificar a criatura em todos os sentidos, tanto a quem oferta, quanto a quem recebe. Ela é o amor na sua mais alta expressão, é a benevolência conduzindo ao entendimento. Ela é a indulgência despertando a esperança divina no coração; é o esquecimento das ofensas transmutando toda a violência em paz para os sentimentos.

Quando o Mestre pediu para amarmos a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos, resumiu Ele o trabalho de caridade na sua claridade, onde se gera a união de todos os seres. A caridade pura não se restringe somente em comida, veste ou teto; ela se estende em todas as direções que possamos entender. Ela salva, porque todo gesto de amor nos leva a Deus e nos faz ver Jesus dentro de nós, sorrindo porque ajudou-nos a vencer a nós mesmos.

Desfrutamos a vida pela caridade de Deus, desfrutamo-la pelos valores do amor, pela caridade de Jesus. Em todo o trabalho que fizermos, não nos esqueçamos da caridade, pois ela ilumina a vida e nos faz viver na plenitude do amor. A benevolência é tão grande, que ela se manifesta de modo diferente para cada criatura, de acordo com o seu entendimento. Eis aí a justiça nos caminhos da fraternidade.

Quando encontramos um rico, devemos sentir o mesmo amor que ao depararmos com um pobre; devemos despertar a alegria por estarmos diante de um ser humano. Os bens materiais pertencem a um só dono e todos nós somos herdeiros, para usarmos sem que o abuso nos prejudique a vida.

Não podemos enganar a vida, manifestando o que não somos, para termos o que não possuímos. O polimento social tem o poder de mudar por fora, mas a intimidade permanece do modo que a evolução atingiu. As mudanças de dentro é que mudam por fora. O que conquistamos são valores eternos, e o que mostramos sem a conquista é breve e o vento leva.

A caridade não pode ser aparente, sem vida própria. A verdadeira é luz do coração, na maturidade da alma. Os que desejam viver na ilusão são como aqueles a quem se refere o Evangelho, que recebem a luz, mas permanecem nas trevas. Conforme citado em Atos, no capítulo sete, versículo cinqüenta e três, Estevão assim disse, com propriedade:

Vós que recebestes a lei por ministério de anjos, e não a guardastes.

As bênçãos dos Céus, não encontrando ressonância na intimidade, não podem fazer moradia nos escaninhos da alma. A caridade, como entendia Jesus, é solidária e justa em toda a sua amplitude; é ponderada, para escolher com mais discernimento; é alegria com pureza de sentimentos. Ela é o próprio amor querendo nos falar de Deus.

Jesus Cristo não somente entendia desta forma a caridade, mas, muito mais, era Ele a própria caridade na manifestação do Pai na Terra. O homem que conhece a caridade e a pratica, não se distancia de ninguém, por ser tal ou qual companheiro inferior em muitos aspectos. Ele se aproxima de todos com a mesma gratidão pela vida, ao colocá-lo junto a todos, compreendendo que todos são filhos do mesmo Deus.

Verifiquemos o sol, a chuva e o próprio ar, que não escolhem a quem clareia, a quem mata a sede e sobre quem sopra. A caridade a justiça, na mais alta vibração de amor.


Miramez



Filosofia Espírita Volume XVIII - João Nunes Maia
Cap. 19 - A caridade de Jesus



Fonte: Ipeak - Instituto de Pesquisas Espíritas Allan KardecO Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez


segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - O bem e o mal - Questão 629 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - O bem e o mal


Questão 629


Que definição se pode dar da moral?

“A moral é a regra de bem proceder, isto é, a distinção entre o bem e o mal. Funda-se na observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus.”


Allan Kardec 


O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 629 comentada


A moral é uma regra de bem proceder, e torna-se uma seqüência de valores onde o homem encontra a paz de consciência. Todo o Evangelho de Jesus fundamenta-se na educação dos seres humanos; portanto é uma escola de moralidade divina.

Para a criatura humana que começa a se educar dentro da regra moral do Evangelho, a sua vida vai mudando, pela transformação que se opera no seu íntimo, e a conseqüência é a transformação do seu comportamento exterior.

A honestidade não se baseia somente em uma virtude; ela passa a ser o conjunto de qualidades, onde se vê os valores intercambiarem para maior segurança da criatura. Não há neste mundo outro código moral mais perfeito que o Evangelho de Jesus, porque Ele não apenas ensinou os bons costumes à humanidade; Ele viveu o que dispôs para os filhos da Terra.

O Cristo uniu teoria e prática, sem alterar, nem violentar as condições dos seres humanos. O trabalho de Jesus é paciente; há milhares de anos que as Suas mãos operam em plena função de normas elevadas, fazendo os homens entenderem que somente o amor salva, e as divisões desse amor, como sendo alta moral, é para não agredir Seu rebanho na aquisição de procedimentos elevados.

O homem honesto, pela sua própria disposição, já encontra caminhos que atrai por sintonia com o bem comum. A moral se enriquece na vida de uma pessoa quando esta, em tudo que faz de bom, pensa sempre no bem-estar da coletividade, quando nunca se separa dos seus irmãos em caminho e sabe que o próximo é a sua extensão na vida. Essa é a proclamação do amor, na extensão infinita em que ele se mostra pela fraternidade universal.

O homem procede bem quando tudo faz pelo bem da humanidade. Tudo que copiamos das leis de Deus é serviço da moral. Mesmo que estejamos sofrendo em qualquer faixa da vida, se nos estribamos na moral, a dor se transforma em confiança, a confiança em fé e a fé em alegria. Onde reina o amor puro, está feito o ambiente para a felicidade da alma.

Jesus Cristo, dotado de todos os poderes, é a moral viva de Deus a irradiar-se na Terra. O poder de curar que d'Ele sai é oriundo da Sua moral.

E todos da multidão procuravam tocar-Lhe, porque Dele saía poder e curava a todos. (Lucas, 6:19)

Os poderes que concentramos em nós são, certamente, originários da vida que levamos com honestidade, e a posição que atingimos nos níveis do amor. A posição do que quer beneficiar alguém deve ser de procurar orar, passando a vigiar, pois a oração busca e o policiamento moraliza, para que entre em intervenção, servindo de instrumento para a Luz Maior, que somente sintoniza com as qualidades superiores da alma.

Existem dois caminhos, que levam a alma para a luz ou para as trevas: o bem e o mal. O bem são as leis naturais que o Espírito deve passar a obedecer, e o mal são linhas diversas, que a alma procura para a sua própria satisfação passageira. A moral é, pois, uma regra áurea de vida, de vida no bem, onde o amor é a energia sutil, provinda de Deus, que a alimenta.


Miramez



Filosofia Espírita – Volume XIII (João Nunes Maia)
Cap. 17 - Moral




Fonte: Kardecpedia, O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. XI - 10. Lei de justiça, de amor e de caridade - Caridade e amor do próximo - Questão 887 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. XI - 10. Lei de justiça, de amor e de caridade - Caridade e amor do próximo


Questão  887


Jesus também disse: Amai até mesmo os vossos inimigos. Ora, o amor aos inimigos não será contrário às nossas tendências naturais, e a inimizade não provirá de uma falta de simpatia entre os Espíritos?

“É certo que ninguém pode votar aos seus inimigos um amor terno e apaixonado. Não foi isso o que Jesus pretendeu dizer. Amar os inimigos é perdoar-lhes e lhes retribuir o mal com o bem. Aquele que assim procede se torna superior aos seus inimigos, ao passo que abaixo deles se coloca quem procura tomar vingança.”


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 887 comentada


Amar os inimigos constitui fator de paz. Quem revida ofensas, se coloca abaixo dos ofensores, e o Mestre, vendo a posição dos judeus, que eram na sua maioria violentos nos resguardos da lei mosaica, ensinou aos Seus discípulos que deveriam amar aos ofensores, para isolarem o ambiente de inimizade entre eles.

Certamente que não se consegue facilmente ter o mesmo sentimento para com os ofensores, como o que se tem pelas pessoas que nos dedicam carinho e confiança. No entanto, o amor aos que nos perseguem e caluniam pode receber do seu viver o esquecimento das ofensas e, quando preciso, ajudá-los, sem nos encontrarmos atrás destas criaturas, procurando-as para perdoá-las frente a frente.

Amor é vibração de serenidade e de entendimento. Podemos amar no silêncio, que esse amor interpenetra tudo e fala em sua linguagem de harmonia. O revide fortalece as ofensas, ao passo que o perdão abre caminho para a reconciliação, no amanho do amor.

O mundo ainda se encontra cultivando ódios em raízes milenárias, capazes de destruir trabalhos realizados por civilizações inteiras, somente para satisfazer o orgulho e a vaidade, o egoísmo e a prepotência. Não se deve acompanhar os homens que desconhecem os ensinamentos de Jesus. O Mestre se entregou ao sacrifício para estabelecer a paz entre a humanidade, mas a Sua seqüência de amor ainda deve gastar tempo para dominar os corações. Essa força de Deus tem marcha lenta, porém, é duradoura e marca sua posição na eternidade.

Se o Cristo em nós é motivo de glória, no dizer de Paulo, vamos despertar essa luz no coração, para que ela clareie a consciência. Se continuarmos a negar o Divino Mestre, nos acontecerá como Ele mesmo disse, anotado por João no capítulo sete, versículo trinta e quatro:

Haveis de procurar-me, e não me achareis; também onde estou, vós não podeis ir.

Significa que, tampando os ouvidos à Sua voz e fechando o entendimento para os preceitos de luz que safam dos Seus lábios, é perda de tempo procurar o Senhor, somente para saber onde Ele está. E onde Ele estiver, quem poderá ir, envolvido nas paixões inferiores?

Somente quem perdoar aos que os ofendem e caluniam, somente quem amar no sentido exato da palavra, somente quem usar seus valores espirituais para ajudar, servindo de modelo para os que vêm na retaguarda, os caridosos, os justos, poderão procurar o Mestre e encontrá-Lo na Sua plenitude, por saberem, desta forma, onde Ele se encontra. Os que assim procedem se encontram acima dos seus inimigos, ainda mais, ajudando-os a despertar na, intimidade dos sentimentos, o amor.

A Doutrina dos Espíritos nos mostra com profundidade o que pode ser uma vingança; ela destrói as possibilidades humanas e inverte os valores do coração. Os grandes Espíritos de todos os tempos foram homens que esqueceram completamente as ofensas, tomando os ofensores como filhos do coração. Eis porque alcançaram a serenidade imperturbável da consciência.

Mesmo que alguém nos prejudique, não lhe façamos o mesmo, pois ele não sabe o que faz. Confiemos em Deus e não nos esqueçamos dos exemplos de Jesus, que a nossa vida entrará em estado de luz, ganhando o ritmo da vida em estado de graça.


Miramez




Filosofia Espírita Volume XVIII - João Nunes Maia
Cap. 20 - Amar os inimigos




Fonte: O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito MiramezIpeak - Instituto de Pesquisas Espíritas Allan Kardec