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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - Conhecimento da lei natural - Questão 625 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - Conhecimento da lei natural


Questão 625


Qual o tipo mais perfeito que Deus já ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo?

“Jesus.”

Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo, e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque o espírito divino o animava, e porque foi o ser mais puro de quantos têm aparecido na Terra.

Quanto aos que, tendo pretendido instruir o homem na lei de Deus, transviaram-no por meio de falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos, e por terem confundido as leis que regulam as condições da vida da alma com as que regem a vida do corpo. Muitos apresentaram como leis divinas simples leis humanas estatuídas para servir às paixões e dominar os homens.


Allan Kardec


O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 625 comentada

A questão de número seiscentos e vinte e cinco, de "O Livro dos Espíritos", estampa com esplendor a seguinte pergunta feita aos Espíritos superiores, dentre os quais um deles respondeu por todos os mensageiros de Deus:

- "Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhes servir de guia e modelo?"

E o mensageiro do céu, dominando o verbo de luz, serve de canal para o próprio Criador, respondendo de modo a ressoar em todo o mundo, para os ouvidos de toda a humanidade, com uma só palavra:

-"JESUS".

O Mestre dos mestres é, realmente, o modelo no qual todos os homens devem se inspirar, no sentido de caminhar com passos firmes em direção à luz. Certamente que o formulador da pergunta passou seus pensamentos por todos os grandes personagens da história universal, testando um e outro, por vezes sem segurança, em afirmações do seu próprio raciocínio; não obstante, o Mensageiro de Deus encarregado de fazer reviver o Cristianismo na Terra, limpou todas as dúvidas, dizendo que somente Jesus era e é o guia de todos os povos.

E se quisermos buscar mais subsídio para tal certeza, ei-lo no próprio Evangelho do Mestre:

De novo lhes falava Jesus, dizendo:

- Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida. (João, 8:12)

Essa certeza espiritual de que Jesus é o Pastor de todo o rebanho humano se encontra nas consciências de todos os seres, vibra em todos os reinos da natureza e os anjos cantam na atmosfera da Terra. Por esse motivo é que sempre falamos que a Doutrina Espírita sem Jesus perde seu valor, e desfaz-se nas brumas do tempo, esquecendo a sua fonte sustentadora de vida.

Poderemos novamente buscar no Evangelho outra afirmação, e esparzindo luz nos escritos desta mensagem com esse assunto relevante:

Estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio d'Ele, mas o mundo não o conheceu. (João, 1.10)

Vejamos há quanto tempo o amor do Cristo acompanha essa casa terrestre, formando a sua estrutura, preparando seu ambiente para receber a humanidade que, igualmente, estava sendo firmada para a vida pelas suas mãos generosas. Jesus é, pois, a perfeição moral em todos os rumos de todos os entendimentos e o maior fenômeno que ocorreu na face do planeta foi a Sua vinda a ele.

Quanto aos grandes mensageiros que vieram ao mundo como instrutores da humanidade antes do Cristo de Deus, suas doutrinas têm relação com a doutrina de Jesus; é certo que têm, pois, foi Jesus quem os enviou, depois que passou para eles o ensinamento divino, de modo a eles o interpretarem e divulgarem junto aos homens. Esses emissários transmitiram a mensagem divina parcialmente, esquecendo muitos conceitos, mas fizeram alguma coisa, e somos gratos pelos seus esforços em conjunto.

Em relação a Jesus, a Sua entrega de Deus para a humanidade foi total. A doutrina moral saída dos Seus lábios divinos tem a pureza que somente o amor universal pode dar. E quando Jesus encontra João Batista junto ao Jordão, a voz dos Céus afirmou:

Esse é o meu filho em quem me comprazo.

A razão não pode tomar outro caminho, se analisarmos Seus grandes feitos, nunca antes comparados, pelo Seu verbo iluminado, tornando-O uno com o Pai. Devemos repetir, para atender o coração e a consciência, a pergunta e a resposta de "O Livro dos Espíritos", de modo a alimentarmos a expressão maior dentro de nós, em seguimento à vida eterna:

- "Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?"

- "JESUS".


Miramez




Filosofia Espírita - Volume XIII. (João Nunes Maia)
Cap. 13 - O Modelo da Humanidade




sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - Conhecimento da lei natural - Questão 625 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural


Conhecimento da lei natural 


625. Qual o tipo mais perfeito que Deus já ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo?

“Jesus.”

Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo, e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque o espírito divino o animava, e porque foi o ser mais puro de quantos têm aparecido na Terra.

Quanto aos que, tendo pretendido instruir o homem na lei de Deus, transviaram-no por meio de falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos, e por terem confundido as leis que regulam as condições da vida da alma com as que regem a vida do corpo. Muitos apresentaram como leis divinas simples leis humanas estatuídas para servir às paixões e dominar os homens.


Allan Kardec


O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 625 comentada


A questão de número seiscentos e vinte e cinco, de "O Livro dos Espíritos", estampa com esplendor a seguinte pergunta feita aos Espíritos superiores, dentre os quais um deles respondeu por todos os mensageiros de Deus:

- "Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhes servir de guia e modelo?"

E o mensageiro do céu, dominando o verbo de luz, serve de canal para o próprio Criador, respondendo de modo a ressoar em todo o mundo, para os ouvidos de toda a humanidade, com uma só palavra:

-"JESUS".

O Mestre dos mestres é, realmente, o modelo no qual todos os homens devem se inspirar, no sentido de caminhar com passos firmes em direção à luz. Certamente que o formulador da pergunta passou seus pensamentos por todos os grandes personagens da história universal, testando um e outro, por vezes sem segurança, em afirmações do seu próprio raciocínio; não obstante, o Mensageiro de Deus encarregado de fazer reviver o Cristianismo na Terra, limpou todas as dúvidas, dizendo que somente Jesus era e é o guia de todos os povos.

E se quisermos buscar mais subsídio para tal certeza, ei-lo no próprio Evangelho do Mestre:

De novo lhes falava Jesus, dizendo:

- Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida. (João, 8:12)

Essa certeza espiritual de que Jesus é o Pastor de todo o rebanho humano se encontra nas consciências de todos os seres, vibra em todos os reinos da natureza e os anjos cantam na atmosfera da Terra. Por esse motivo é que sempre falamos que a Doutrina Espírita sem Jesus perde seu valor, e desfaz-se nas brumas do tempo, esquecendo a sua fonte sustentadora de vida.

Poderemos novamente buscar no Evangelho outra afirmação, e esparzindo luz nos escritos desta mensagem com esse assunto relevante:

Estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio d'Ele, mas o mundo não o conheceu. (João, 1.10)

Vejamos há quanto tempo o amor do Cristo acompanha essa casa terrestre, formando a sua estrutura, preparando seu ambiente para receber a humanidade que, igualmente, estava sendo firmada para a vida pelas suas mãos generosas. Jesus é, pois, a perfeição moral em todos os rumos de todos os entendimentos e o maior fenômeno que ocorreu na face do planeta foi a Sua vinda a ele.

Quanto aos grandes mensageiros que vieram ao mundo como instrutores da humanidade antes do Cristo de Deus, suas doutrinas têm relação com a doutrina de Jesus; é certo que têm, pois, foi Jesus quem os enviou, depois que passou para eles o ensinamento divino, de modo a eles o interpretarem e divulgarem junto aos homens. Esses emissários transmitiram a mensagem divina parcialmente, esquecendo muitos conceitos, mas fizeram alguma coisa, e somos gratos pelos seus esforços em conjunto.

Em relação a Jesus, a Sua entrega de Deus para a humanidade foi total. A doutrina moral saída dos Seus lábios divinos tem a pureza que somente o amor universal pode dar. E quando Jesus encontra João Batista junto ao Jordão, a voz dos Céus afirmou:

Esse é o meu filho em quem me comprazo.

A razão não pode tomar outro caminho, se analisarmos Seus grandes feitos, nunca antes comparados, pelo Seu verbo iluminado, tornando-O uno com o Pai. Devemos repetir, para atender o coração e a consciência, a pergunta e a resposta de "O Livro dos Espíritos", de modo a alimentarmos a expressão maior dentro de nós, em seguimento à vida eterna:

- "Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?"

- "JESUS".


Miramez


Filosofia Espírita – Volume XIII - João Nunes Maia
Cap. 13 - O modelo da humanidade





sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - Conhecimento da lei natural - Questão 628 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural


Conhecimento da lei natural 


628. Por que a verdade não foi sempre posta ao alcance de toda gente?

“Importa que cada coisa venha a seu tempo. A verdade é como a luz: o homem precisa habituar-se a ela pouco a pouco; do contrário, fica deslumbrado.

“Jamais permitiu Deus que o homem recebesse comunicações tão completas e instrutivas como as que hoje lhe são dadas. Havia, como sabeis, na Antiguidade alguns indivíduos possuidores do que eles próprios consideravam uma ciência sagrada e da qual faziam mistério para os que, aos seus olhos, eram tidos por profanos. Pelo que conheceis das leis que regem estes fenômenos, deveis compreender que esses indivíduos apenas recebiam algumas verdades esparsas, dentro de um conjunto equívoco e, na maioria dos casos, emblemático. Entretanto, para o estudioso, não há nenhum sistema antigo de filosofia, nenhuma tradição, nenhuma religião que seja desprezível, pois em tudo há germens de grandes verdades que, se bem pareçam contraditórias entre si, dispersas que se acham em meio de acessórios sem fundamento, facilmente coordenáveis se vos apresentam, graças à explicação que o Espiritismo dá de uma imensidade de coisas que até agora se vos afiguraram sem razão alguma, e cuja realidade está hoje irrecusavelmente demonstrada. Não desprezeis, portanto, os objetos de estudo que esses materiais oferecem; são muito ricos e podem contribuir grandemente para vossa instrução.”


Allan Kardec




O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 628 comentada


A razão nos mostra com bastante clareza que as verdades tinham de ser reveladas do modo que o foram: gradativamente. A luz em excesso pode cegar. Quem mandou os primeiros instrutores à Terra foi Jesus, antes da Sua vinda ao planeta, mas a Sua sabedoria restringiu o que Ele deveria falar e fazer ante a massa humana inconsciente e ainda em plena ignorância.

Observemos como nasce uma árvore: não é de uma noite para o dia; há uma sequência e obedece a determinadas leis, onde a harmonia sempre está presente. Compete a nós outros observarmos essas leis que regulam tudo na vida, como a nós mesmos. O despertamento das criaturas é, igualmente, de passo a passo; ninguém violenta as leis, nem as leis violentam os Espíritos. É nesse sentido que os anjos têm maior tolerância com os homens, e os homens sábios a têm com os animais, por saberem que todos estão na mesma marcha para Deus, que os criou.

Deus não permitiu que os nossos ancestrais recebessem comunicações iguais às que os homens recebem hoje, no século vinte, por faltar a eles capacidade de assimilação como a que têm atualmente. Agora estão sendo chamados e escolhidos para um melhor entendimento da verdade, não de toda a verdade, pois ela continua na sua divina gradação espiritual. Podemos dizer que ela nasce e renasce constantemente, em variadas freqüências de vida, para dar mais vida às criaturas de Deus.

Os homens do passado recebiam algumas verdades esparsas, ainda assim, somente os que estavam preparados para tal iniciação, e em muitos casos elas chegavam a eles envolvidas em roupagens onde as letras perduravam escondendo o Espírito que vivifica.

A Doutrina dos Espíritos veio superar todas as filosofias do mundo por não ter nascido dos homens, nem ser dirigida por eles. Ela avança com os homens ou sem eles, por ser a vontade de Deus, pelas mãos do Cristo. Jesus não tem aflições e nem faz propaganda das verdades espirituais; a Sua pregação vem por maturidade das criaturas. O éter cósmico que a tudo interpenetra na criação, são ondas de luz que obedecem a Deus, Seu criador, e por ele, ou elas, fala o Senhor, e Jesus é o semeador das vidas por Deus formadas. Ninguém pode fugir à verdade, que são leis eternas na eternidade do próprio Deus.

Entendemos, e podes observar, que todas as religiões do mundo e as filosofias de vida modernas e antigas, tiveram e têm seus valores para certa gama de pessoas do seu nível. As instruções vêm para todas as criaturas, de acordo com seu despertamento espiritual.

Deves analisar uma universidade: ela tem vários departamentos de ensino, e os alunos se reúnem por afinidade de saber. As criaturas são as mesmas, com as mesmas necessidades físicas, todas irmãs umas das outras, no entanto, no que toca às variáveis das verdades que devem conhecer, elas são apresentadas de maneiras diversas. Podemos comparar cada sala de aula como uma religião, fornecendo aos seus profitentes o que eles merecem pela sua evolução espiritual.

Assim é a universidade divina. Preciso é que os homens aprendam a amar a seu próximo como a si mesmos, para que não haja discórdia quanto ao que devem aprender sobre a vida e sobre as leis. Disse Jesus:

- Nem só de pão vive o homem.

Precisamos de tudo .para viver bem, porque tudo foi feito por Deus, desde quando tenhamos bom senso ao escolhermos o que nos serve hoje e do que vai nos servir amanhã.


Miramez


Filosofia Espírita – Volume XIII - João Nunes Maia
Cap. 16 - Pouco a pouco