Mostrando postagens com marcador Da lei divina ou natural. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Da lei divina ou natural. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. 1 - Da lei divina ou natural - Questão 617 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. 1


Da lei divina ou natural 


617. As leis divinas, que é o que compreendem no seu âmbito? Concernem a alguma outra coisa, que não somente ao procedimento moral?

“Todas as leis da natureza são leis divinas, pois que Deus é o autor de tudo. O cientista estuda as leis da matéria, o homem de bem estuda e pratica as da alma.”

a) — Dado é ao homem aprofundar umas e outras?

“É, mas uma única existência não lhe basta para isso.”

Efetivamente, que são alguns anos para a aquisição de tudo o de que precisa o ser, a fim de se considerar perfeito, ainda que se pense apenas na distância que vai do selvagem ao homem civilizado? Insuficiente seria, para tanto, a existência mais longa possível. Ainda com mais forte razão o será quando curta, como é para a maior parte dos homens.

Entre as leis divinas, umas regulam o movimento e as relações da matéria bruta: as leis físicas, cujo estudo pertence ao domínio da Ciência.

As outras dizem respeito especialmente ao homem considerado em si mesmo e nas suas relações com Deus e com seus semelhantes. Contêm as regras da vida do corpo, bem como as da vida da alma: são as leis morais.


Allan Kardec





O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez
Questão 617 comentada


As leis, pelo que podemos entender, se dividem em dois aspectos: leis físicas e morais; no entanto, elas podem buscar outras áreas, de modo que ainda não entendemos, pois nos falta sentido para compreendermos tudo.

Estamos vivendo e sentindo as filosofias de vida terrena e espiritual, entretanto, há reencarnação entre uma e outra, e as tendo bem entendidas, o campo de iluminação vai se estendendo, a nos mostrar os princípios de libertação espiritual.

Para alcançarmos as leis da matéria e as leis da alma, necessário se faz que sintamos o conjunto de muitas vidas sucessivas. O celeiro de experiências deve estar cheio de aprendizado cada vez maior.

O cumprimento das leis mostra a maturidade do Espírito. Se ainda não tens condições de viver Jesus, é por falta de tempo no serviço da caridade que salva. Convém meditar em todos os assuntos ventilados por Cristo e deixar que Ele viva em nós, para nos ser motivo de glória e de luz.

Há diversidade de leis, no entanto, importa que vivamos as duas, na sua sintetização divina: física e moral. Certamente que temos apenas alguns anos para fixação de todo o celeiro de vida, porém, o tempo passa e, bem vivido, deixa em nós um saldo de luzes que nos assegura a própria vida.

Não há no mundo nenhuma coisa desligada da outra. A lei de unidade nos faz unos. Os Espíritos obedecem igualmente, a essa lei. Os que vivem na Terra estão jungidos uns aos outros pelo amor e pelas necessidades, porque não fazemos nada sozinhos. Dependemos uns dos outros em tudo; até para falar, precisamos de quem ouça a nossa voz.

Para escrever, e mesmo pensar, mentes invisíveis nos ajudam em tudo o que ideamos e fazemos. É do conjunto que nasce a perfeição. Se o sábio estuda as leis da natureza, o santo estuda e pratica as leis da alma, de maneira que, com o passar dos tempos, o acervo de experiências vai chegando às novas gerações, doando-Ihes, por misericórdia, o descobrimento dos caminhos mais fáceis para serem trilhados. Mas, como existe a reencarnação em todos os mundos habitados, aquele que planta volta depois com novas vestes para colher o que semeou.

Eis aí a justiça divina, em se tornando amor, verdade e vida.

Podemos buscar no Evangelho de Jesus riquezas espirituais sublimadas, como essa, anotada por Mateus:

Tu porém, ao dares a esmola, ignore a tua esquerda o que faz a tua direita. (Mateus, 6:3)

Para que anunciar o que fazes de bom, se tu mesmo é quem vai receber o que está dando? A vida é uma eterna lavoura de Deus, que nos instruiu na seqüência de plantios, para que possamos ter o que damos e colher o que semeamos.

Isso está na lei do amor e de justiça que circula na criação, dando realmente a quem merece ser dado. Por isso é que não devamos nos preocupar com o dia de amanhã; ele nos entregará o que damos hoje, trazendo e mostrando a segurança para o bom trabalhador. Deus se encontra presente em toda parte, por intermédio das Suas leis infalíveis e eternas.


Miramez 






Livro Filosofia Espirita Vol. 13 - João Nunes Maia
Cap. 5 - Diversidade de Leis






sexta-feira, 28 de março de 2025

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - O bem e o mal - Questão 642 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - O bem e o mal


Questão 642


– Será suficiente não se fazer o mal, para ser agradável a Deus e assegurar uma situação futura? 

“Não: é preciso fazer o bem, no limite das próprias forças, pois cada um responderá por todo o mal que tiver ocorrido por causa do bem que deixou de fazer.” 


Allan Kardec 



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez
Questão 642 comentada


Deus é um Pai amoroso e santo, e o proceder dos homens para com Ele deve ser em espírito e verdade. Há muitas criaturas dentre as quais muitos intelectuais, que acham que Deus é uma matéria fluídico dissolvida em toda a criação. E nós dizemos que Deus é uma individualidade. No entanto, os Seus atributos têm a capacidade de estender Seus sentidos por toda parte, de fazer da criação o Seu próprio corpo, de estar presente nas consciências humanas.

Deus é isso e muito mais, de modo que a nossa capacidade, mesmo sendo imagem e semelhança d'Ele, não O pode compreender da maneira que Ele é. As nossas mentes, mesmo as dos Espíritos mais evoluídos, são finitas, e não podem conceber o que é infinito.

Deus tem todos os poderes perfeitos, Deus é perfeito em tudo o que faz. Para que nós possamos agradar a Ele, não basta que esqueçamos o mal; é necessário que façamos o bem, para o qual fomos criados. Quem não faz o bem, já abre caminhos para que os impulsos do mal apareçam em suas intenções.

Convém que todas as criaturas, principalmente os espíritas, para quem estamos especialmente falando, procurem fazer o bem de todas as formas possíveis, porque somente ele desvia as pessoas do mal. O Espírito deve estar sempre ocupado com coisas nobres, pois que se mostrará como nobre também.

Se Deus é harmonia, o que chamamos de mal é desarmonia. Não podemos agradar a dois senhores; assim, procura harmonizar a tua vida, desde o abrir dos olhos, ao levantar, até a hora de descansar das lides diárias. As grandes coisas começarão pelas pequenas.

Um grande feito por vezes nasce de simples pensamentos, bem como uma grande calamidade social foi primeiramente pensada e criada a partir de idéias sobre tal evento. É neste sentido que alertamos sempre os homens para educarem seus pensamentos em tudo que fazem, desde o mínimo gesto de beber um copo de água, até assinar um decreto que envolve uma nação. Deves pensar, meditar no que fazer e, quando o fizeres, procurar, em todos os seus contornos, fazer com perfeição.

Na Doutrina Espírita já há muitas obras sobre a educação da mente, sobre as coisas certas, sobre a harmonia divina e humana. Por que não começar a entender a sensibilidade do Criador, a ordem do universo? Se quem busca acha, deves buscar, mas com sinceridade.

Deus é o Doador Supremo, que não se esquece de Seus filhos de boa vontade. Agrada a Deus amando, servindo sem exigências e trabalhando sempre na co-criação de oportunidades que elevam e que mostram a paz, insuflando o amor em todas as criaturas.

Não desprezes a ordem, pois ela gera o progresso, e quando fizeres alguma coisa, não podes esquecer Jesus, força divina que mostra a Sua divina presença em toda a Terra, manifestando-se em todos os homens, educando-os e instruindo-os, na mais alta função de amar.

Aos afoitos no trabalho, que parecem querer recuperar o tempo perdido, em apenas alguns anos, nós lhes dizemos que façam o bem, nos limites das suas forças, para que não venham a se cansar antes de atingir a meta de servir, e os compromissos firmados com o senhor da vinha. O equilíbrio, na altura em que se encontra a humanidade, é o caminho do meio, como nos fala um provérbio chinês.

Vamos agradar a Deus com bons pensamentos, boas palavras e boas ações. Mesmo que a tua vida esteja tomada pelas trevas, não esmoreças nas reformas; luta e crê, que Deus te abençoará, para que venças a ti mesmo.

Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes crer, tudo é possível ao que crê. (Marcos, 9:23)

E para crer, necessário se faz que trabalhes na aquisição dos valores da alma, de amor e bondade, de fé e entendimento, que somando surgirá a pérola divina em teus passos que se chama, e está escrito no dicionário do céu: Amor.


Miramez





Filosofia Espírita – Volume XIII (João Nunes Maia)
Cap. 30 - Para agradar a Deus






Fontes: Filosofia Espírita Vol. 13-pdf
, Kardecpedia

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Allan Kardec - O Livro Dos Espíritos - 3ª Parte - Das Leis Morais, Cap. I - Da Lei Divina ou Natural - O bem e o mal (Miramez)



Allan Kardec - O Livro Dos Espíritos - 3ª Parte - Das Leis Morais, Cap. I - Da Lei Divina ou Natural


O bem e o mal


633. A regra do bem e do mal, que se poderia chamar de reciprocidade ou de solidariedade, é inaplicável ao proceder pessoal do homem para consigo mesmo. Achará ele, na lei natural, a regra desse proceder e um guia seguro?

 “Quando comeis em excesso, verificais que isso vos faz mal. Pois bem, é Deus quem vos dá a medida daquilo de que necessitais. Quando excedeis dessa medida, sois punidos. Em tudo é assim. A lei natural traça para o homem o limite das suas necessidades. Se ele ultrapassa esse limite, é punido pelo sofrimento. Se atendesse sempre à voz que lhe diz - chega, evitaria a maior parte dos males, cuja culpa lança à Natureza.” 


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

A regra divina da vida está sempre pronta para nos defender de todos os males, no entanto, nós outros é que fechamos os olhos e interrompemos nossa audição, para não ver, nem escutar. É nesse impasse que entra a dor, pois somente ela pode nos impedir de continuarmos nos caminhos de espinhos, cheio de ilusões passageiras.

Nós já fomos programados por Deus, pela ciência divina que escapa ao raciocínio, para saber o que queremos e entender as nossas limitações. Quem não sabe o limite da bebida mesmo que a água seja para todos um precioso líquido? Quem não sabe o limite da comida, mesmo que ela seja para as criaturas um motivo de vida física? Quem não reconhece o limite do bem vestir, os limites do sono, do lazer, e mesmo do trabalho? Todos são dotados de sensibilidades para manter o próprio bem e equilíbrio da natureza divina e humana. São regras escritas por Deus na natureza, e que todos percebem, porque no ser humano elas se encontram escritas na consciência.

Com o interesse em acertar, as leis de Deus que brilham por dentro de nós se afloram, ficando mais visíveis, atendendo aos esforços no aprendizado. Isso é lindo, e nos parece que a natureza é inteligente: como nos ama e atina pelos nossos apelos em todas as direções!

Quando comes com excesso, o aparelho digestivo avisa por muitos meios, e qual é o teu dever? Diminuir a carga de alimentos, pois, se não o fizeres, sofrerás pela invigilância. Assim é tudo na vida. Deste modo, Deus está em toda parte, vigilante, para conservar a harmonia em toda a Sua criação. A nossa parte, mesmo sendo pequena, é de nosso dever cuidar dela, para que possamos conquistar a paz, que é caminho para a felicidade.

Os ensinamentos dos Espíritos são claros, de modo que a própria razão responderá à realidade. As leis naturais traçam para os homens seus limites, de modo que eles possam viver em paz consigo mesmos. Quando eles persistem nos caminhos de desarmonias, certamente que eles são punidos pelo seu desleixo, e com a dor, aumentam suas experiências. Ao voltar, em outras vidas que se sucedem, a sua mente não precisará mais nem usar a razão para encontrar o certo; a intuição agirá, de modo a preservar o seu próprio equilíbrio. O "modus vivendi" está assegurado pelas experiências, fruto de muitos infortúnios e de muitas vestimentas carnais.

A natureza está cheia de regras áureas, de sorte a nos educar. Quem já se encontra em caminho com elas sente a felicidade no andar e no viver junto a essas regras, por amar a disciplina e sentir o amor por tudo que existe na vida, criado por Deus. Compete a nós estudarmos todos os dias as lições da natureza e, se não aprendemos ainda, busquemos nos livros dos homens, aqueles que já sabem copiar as lições onde Deus escreveu, ou buscar na própria consciência.

Tudo depende um pouco de maturidade espiritual, e antes que chegue essa hora, usa a tua inteligência, analisa as coisas e não percas tempo a ver somente os defeitos alheios, que são sempre frutos dos primeiros impulsos, quando estamos caminhando para a libertação. Acordemos, pois o julgamento não nos leva a nada.

Sempre que pudermos, observemos a nós mesmos, onde existe muito trabalho a ser feito.

Por que vês tu o argueiro no olho do teu irmão porém não reparas na trave que está no teu próprio? (Lucas, 6:41)

Podes ser um hábil observador, no entanto, quando saíres dos limites da tua pesquisa, passando a observar e propagar os defeitos alheios, sofrerás corrigendas à altura dos teus desequilíbrios. Deves observar com todo empenho as leis naturais que agem dentro e fora de ti, a te convidarem para o bem. 


Miramez







João Nunes Maia - Filosofia Espírita Vol. 13 
Cap. 21 - A Regra Áurea



sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - O bem e o mal - Questão 632 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural


O bem e o mal


632. Estando sujeito ao erro, não pode o homem enganar-se na apreciação do bem e do mal, e crer que pratica o bem quando em realidade pratica o mal?

“Jesus disse: vede o que quereríeis que vos fizessem ou não vos fizessem. Tudo se resume nisso. Não vos enganareis.”


Allan Kardec 




O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 632 comentada

O engano entre o mal e o bem, para os de boa vontade, para os que procuram Deus em tudo que fazem, é mais difícil. Necessário se faz crer em Deus porque, acreditando n'EIe como Pai de amor, estaremos sempre à procura das Suas leis, para que possamos vivê-las.

Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles. (Lucas, 6:31)

Nesse regime de justiça, de amor e de fraternidade, ninguém se engana na escolha, a menos que deseje escolher o mal, o que não acreditamos. Apóia-te no Evangelho de Jesus, que serás seguro em todas as tuas obras, porque o Mestre é a verdade, é o caminho e a vida.

A humanidade, sendo consciente dos seus deveres perante o Criador e ante o Mediador entre Deus e os homens, não se engana na escolha dos seus caminhos. A inteligência, irmanada com o coração, se ilumina e a intuição se faz em todo o seu esplendor. Deus, quando fez o homem, dotou-o de todas as sensibilidades da vida, acentuando na sua consciência - "faze a tua parte, que te ajudarei".

O discernimento vem do esforço de acertar. Existem pessoas que desejam enganar a si mesmas, conscientemente. Essas precisam sofrer para despertar do engano imposto a si mesmas por inércia. Os homens estão rodeados de inúmeros Espíritos, a ajudá-los mais do que pensam: no entanto, essas entidades espirituais encarregadas de inspirá-los ficam esperando a decisão de cada um.

Decide para o bem, que esse bem será encaminhado para o teu caminho. O "buscais e achareis" de Jesus é um incentivo para o teu esforço, e Ele, o Mestre, te ajudará na tua busca. Com o Espiritismo na análise do Cristianismo, ficou mais fácil a busca, pelas verdades que ele expõe para todas as criaturas de boa vontade. Os livros espíritas sérios estão circulando por toda parte, e àquele que deseja obtê-lo, logo lhe chega às mãos um deles como resposta, porque muitos Espíritos encarregados de difundir essas verdades estão a postos e ajudam a quem quer que seja na procura, sem que aquele que busca o perceba. Na profundidade do termo, em se comparando com as leis eternas que dominam todas as coisas, não existem enganos; existem, sim, caminhos mais difíceis.

Os tempos são chegados de a luz se fazer em toda a humanidade, por meios diversos e seguros. Não apenas o Brasil, mas vários outros países já conhecem a Doutrina Espírita, tomando conhecimento da Verdade, procurando-a com sinceridade e amor. Deus é justiça e todos somos Seus filhos do coração. Allan Kardec foi um instrumento da verdade, que Jesus enviou à França, para fazer conhecido o Evangelho em Espírito e verdade. A velha Europa não pode dizer que não viu e não sentiu a luz do sol espiritual, entretanto, ela rejeitou a instrução espiritual, que foi direcionada então, para o Brasil, mas Jesus se mostra com os braços abertos, para receber todos os povos que queiram aprender e amar dentro da fraternidade universal. Em Espírito, Ele se acha envolvido no ar que podes respirar e na água que podes sorver, nos alimentos que matam a fome e, muito mais, na vida dos brasileiros, que sempre têm algo de Jesus para mostrar nos lances de suas vidas.

Povos de todas raças! Buscai no Brasil vossas orientações espirituais, que nunca errareis os caminhos do bem. A caridade nesta nação corre nas veias dos que tiveram o privilégio de nascer nestas terras, privilégio este por conquistas, pelas reencarnações em diferentes nações do mundo.


Miramez



Filosofia Espírita - Vol. 13 - João Nunes Maia
Cap. 20 - O engano consciente 






sexta-feira, 21 de maio de 2021

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. 1 - Da lei divina ou natural - Caracteres da lei natural - Questão 614 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. 1 - Da lei divina ou natural


Caracteres da lei natural  


614. Que se deve entender por lei natural?

“A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer, e ele só é infeliz quando dela se afasta.”


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 614 comentada


A resposta do benfeitor espiritual à pergunta focalizada esclarece:

A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela se afasta.

O sofrimento da humanidade é, pois, o afastamento da lei de Deus. O homem a conhece mais pela intuição, dependendo dos seus sentimentos.

Quando Jesus disse: "batei e abrir-se-vos-á", mostrou-nos os caminhos para o conhecimento de todas as leis da criação. Bater às portas espirituais é buscar com interesse de aprender, é aplicar o esforço próprio todos os dias, é orar e vigiar. As intenções muito valem no aprendizado de cada criatura de Deus.

Podemos voltar ao assunto anterior, no que se refere a fazer a vontade de Deus e a Sua justiça, que o mais virá por acréscimo de misericórdia. Se queres compreender a vontade de Deus, analisa pacientemente seus feitos extraordinários, medita na criação, na vida que circula no universo, na inteligência que modela todas as formas e na expressão de vida que existe em tudo. Basta conhecer-se a si mesmo, para não negar a Força Soberana que nos dirige e protege.

Quando Jesus se referiu à natureza, focalizando as flores, como no caso dos lírios dos campos, disse Ele com o esplendor de Sua inteligência:

Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. (Mateus, 6:29)

A inteligência humana perde para a lei da natureza e, neste caso, no processamento das roupas naturais das flores, vemos que nem o rei, que se vestia com apuro, com linho e ouro dos mais requintados, onde mãos hábeis trabalhavam com perfeição, se vestia como uma simples flor, trabalhada pela natureza, no silêncio da sua expressão. As flores são como beijos das árvores, em gratidão ao Seu criador.

A lei natural se divide ao infinito e nos mostra toda a vida envolvida no amor, que é a fonte de toda beleza. Jesus nos pede para que vigiemos e oremos, no sentido de que, nesse clima, nos encontraremos frente a frente com as leis naturais que nos protegem, como sendo as próprias mãos de Deus estendidas para as criaturas.

A humanidade tem de se voltar para a natureza: ela é mãe bondosa e santa, que sabe preparar o alimento em todas as faixas da vida, para as vidas dos Espíritos, em todas as escalas a que pertencem.

A harmonia na mente é lei natural, de onde vertem todas as qualidades.

A desarmonia altera todas as qualidades nobres das criaturas, logo, é antinatural. 

As palavras bem postas nos lábios, pronunciadas na ordem do amor, nos trazem um bem-estar indizível.

O verbo desorientado perturba o ambiente em que vivemos, e estraga muitas possibilidades de quem deseja viver bem.

O amor, na sua estrutura espiritual, ensinado por Jesus, é fonte de felicidade.

O ódio, inversão do amor, desespera quem o provoca, dando a entender que, por onde ele passa, somente deixa morte.

Se procurarmos as leis naturais que moralizam, passaremos a viver bem em todas as sequências de vida; se as esquecermos, seremos infelizes, conforme afirma o benfeitor espiritual: só é infeliz quando dela se afasta.


Miramez



Filosofia Espírita - Volume XIII - João Nunes Maia
Cap. 2 - Lei Natural




quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - Conhecimento da lei natural - Questão 625 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - Conhecimento da lei natural


Questão 625


Qual o tipo mais perfeito que Deus já ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo?

“Jesus.”

Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo, e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque o espírito divino o animava, e porque foi o ser mais puro de quantos têm aparecido na Terra.

Quanto aos que, tendo pretendido instruir o homem na lei de Deus, transviaram-no por meio de falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos, e por terem confundido as leis que regulam as condições da vida da alma com as que regem a vida do corpo. Muitos apresentaram como leis divinas simples leis humanas estatuídas para servir às paixões e dominar os homens.


Allan Kardec


O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 625 comentada

A questão de número seiscentos e vinte e cinco, de "O Livro dos Espíritos", estampa com esplendor a seguinte pergunta feita aos Espíritos superiores, dentre os quais um deles respondeu por todos os mensageiros de Deus:

- "Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhes servir de guia e modelo?"

E o mensageiro do céu, dominando o verbo de luz, serve de canal para o próprio Criador, respondendo de modo a ressoar em todo o mundo, para os ouvidos de toda a humanidade, com uma só palavra:

-"JESUS".

O Mestre dos mestres é, realmente, o modelo no qual todos os homens devem se inspirar, no sentido de caminhar com passos firmes em direção à luz. Certamente que o formulador da pergunta passou seus pensamentos por todos os grandes personagens da história universal, testando um e outro, por vezes sem segurança, em afirmações do seu próprio raciocínio; não obstante, o Mensageiro de Deus encarregado de fazer reviver o Cristianismo na Terra, limpou todas as dúvidas, dizendo que somente Jesus era e é o guia de todos os povos.

E se quisermos buscar mais subsídio para tal certeza, ei-lo no próprio Evangelho do Mestre:

De novo lhes falava Jesus, dizendo:

- Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida. (João, 8:12)

Essa certeza espiritual de que Jesus é o Pastor de todo o rebanho humano se encontra nas consciências de todos os seres, vibra em todos os reinos da natureza e os anjos cantam na atmosfera da Terra. Por esse motivo é que sempre falamos que a Doutrina Espírita sem Jesus perde seu valor, e desfaz-se nas brumas do tempo, esquecendo a sua fonte sustentadora de vida.

Poderemos novamente buscar no Evangelho outra afirmação, e esparzindo luz nos escritos desta mensagem com esse assunto relevante:

Estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio d'Ele, mas o mundo não o conheceu. (João, 1.10)

Vejamos há quanto tempo o amor do Cristo acompanha essa casa terrestre, formando a sua estrutura, preparando seu ambiente para receber a humanidade que, igualmente, estava sendo firmada para a vida pelas suas mãos generosas. Jesus é, pois, a perfeição moral em todos os rumos de todos os entendimentos e o maior fenômeno que ocorreu na face do planeta foi a Sua vinda a ele.

Quanto aos grandes mensageiros que vieram ao mundo como instrutores da humanidade antes do Cristo de Deus, suas doutrinas têm relação com a doutrina de Jesus; é certo que têm, pois, foi Jesus quem os enviou, depois que passou para eles o ensinamento divino, de modo a eles o interpretarem e divulgarem junto aos homens. Esses emissários transmitiram a mensagem divina parcialmente, esquecendo muitos conceitos, mas fizeram alguma coisa, e somos gratos pelos seus esforços em conjunto.

Em relação a Jesus, a Sua entrega de Deus para a humanidade foi total. A doutrina moral saída dos Seus lábios divinos tem a pureza que somente o amor universal pode dar. E quando Jesus encontra João Batista junto ao Jordão, a voz dos Céus afirmou:

Esse é o meu filho em quem me comprazo.

A razão não pode tomar outro caminho, se analisarmos Seus grandes feitos, nunca antes comparados, pelo Seu verbo iluminado, tornando-O uno com o Pai. Devemos repetir, para atender o coração e a consciência, a pergunta e a resposta de "O Livro dos Espíritos", de modo a alimentarmos a expressão maior dentro de nós, em seguimento à vida eterna:

- "Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?"

- "JESUS".


Miramez




Filosofia Espírita - Volume XIII. (João Nunes Maia)
Cap. 13 - O Modelo da Humanidade




sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - Conhecimento da lei natural - Questão 625 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural


Conhecimento da lei natural 


625. Qual o tipo mais perfeito que Deus já ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo?

“Jesus.”

Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo, e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque o espírito divino o animava, e porque foi o ser mais puro de quantos têm aparecido na Terra.

Quanto aos que, tendo pretendido instruir o homem na lei de Deus, transviaram-no por meio de falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos, e por terem confundido as leis que regulam as condições da vida da alma com as que regem a vida do corpo. Muitos apresentaram como leis divinas simples leis humanas estatuídas para servir às paixões e dominar os homens.


Allan Kardec


O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 625 comentada


A questão de número seiscentos e vinte e cinco, de "O Livro dos Espíritos", estampa com esplendor a seguinte pergunta feita aos Espíritos superiores, dentre os quais um deles respondeu por todos os mensageiros de Deus:

- "Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhes servir de guia e modelo?"

E o mensageiro do céu, dominando o verbo de luz, serve de canal para o próprio Criador, respondendo de modo a ressoar em todo o mundo, para os ouvidos de toda a humanidade, com uma só palavra:

-"JESUS".

O Mestre dos mestres é, realmente, o modelo no qual todos os homens devem se inspirar, no sentido de caminhar com passos firmes em direção à luz. Certamente que o formulador da pergunta passou seus pensamentos por todos os grandes personagens da história universal, testando um e outro, por vezes sem segurança, em afirmações do seu próprio raciocínio; não obstante, o Mensageiro de Deus encarregado de fazer reviver o Cristianismo na Terra, limpou todas as dúvidas, dizendo que somente Jesus era e é o guia de todos os povos.

E se quisermos buscar mais subsídio para tal certeza, ei-lo no próprio Evangelho do Mestre:

De novo lhes falava Jesus, dizendo:

- Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida. (João, 8:12)

Essa certeza espiritual de que Jesus é o Pastor de todo o rebanho humano se encontra nas consciências de todos os seres, vibra em todos os reinos da natureza e os anjos cantam na atmosfera da Terra. Por esse motivo é que sempre falamos que a Doutrina Espírita sem Jesus perde seu valor, e desfaz-se nas brumas do tempo, esquecendo a sua fonte sustentadora de vida.

Poderemos novamente buscar no Evangelho outra afirmação, e esparzindo luz nos escritos desta mensagem com esse assunto relevante:

Estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio d'Ele, mas o mundo não o conheceu. (João, 1.10)

Vejamos há quanto tempo o amor do Cristo acompanha essa casa terrestre, formando a sua estrutura, preparando seu ambiente para receber a humanidade que, igualmente, estava sendo firmada para a vida pelas suas mãos generosas. Jesus é, pois, a perfeição moral em todos os rumos de todos os entendimentos e o maior fenômeno que ocorreu na face do planeta foi a Sua vinda a ele.

Quanto aos grandes mensageiros que vieram ao mundo como instrutores da humanidade antes do Cristo de Deus, suas doutrinas têm relação com a doutrina de Jesus; é certo que têm, pois, foi Jesus quem os enviou, depois que passou para eles o ensinamento divino, de modo a eles o interpretarem e divulgarem junto aos homens. Esses emissários transmitiram a mensagem divina parcialmente, esquecendo muitos conceitos, mas fizeram alguma coisa, e somos gratos pelos seus esforços em conjunto.

Em relação a Jesus, a Sua entrega de Deus para a humanidade foi total. A doutrina moral saída dos Seus lábios divinos tem a pureza que somente o amor universal pode dar. E quando Jesus encontra João Batista junto ao Jordão, a voz dos Céus afirmou:

Esse é o meu filho em quem me comprazo.

A razão não pode tomar outro caminho, se analisarmos Seus grandes feitos, nunca antes comparados, pelo Seu verbo iluminado, tornando-O uno com o Pai. Devemos repetir, para atender o coração e a consciência, a pergunta e a resposta de "O Livro dos Espíritos", de modo a alimentarmos a expressão maior dentro de nós, em seguimento à vida eterna:

- "Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?"

- "JESUS".


Miramez


Filosofia Espírita – Volume XIII - João Nunes Maia
Cap. 13 - O modelo da humanidade





sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - Conhecimento da lei natural - Questão 628 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural


Conhecimento da lei natural 


628. Por que a verdade não foi sempre posta ao alcance de toda gente?

“Importa que cada coisa venha a seu tempo. A verdade é como a luz: o homem precisa habituar-se a ela pouco a pouco; do contrário, fica deslumbrado.

“Jamais permitiu Deus que o homem recebesse comunicações tão completas e instrutivas como as que hoje lhe são dadas. Havia, como sabeis, na Antiguidade alguns indivíduos possuidores do que eles próprios consideravam uma ciência sagrada e da qual faziam mistério para os que, aos seus olhos, eram tidos por profanos. Pelo que conheceis das leis que regem estes fenômenos, deveis compreender que esses indivíduos apenas recebiam algumas verdades esparsas, dentro de um conjunto equívoco e, na maioria dos casos, emblemático. Entretanto, para o estudioso, não há nenhum sistema antigo de filosofia, nenhuma tradição, nenhuma religião que seja desprezível, pois em tudo há germens de grandes verdades que, se bem pareçam contraditórias entre si, dispersas que se acham em meio de acessórios sem fundamento, facilmente coordenáveis se vos apresentam, graças à explicação que o Espiritismo dá de uma imensidade de coisas que até agora se vos afiguraram sem razão alguma, e cuja realidade está hoje irrecusavelmente demonstrada. Não desprezeis, portanto, os objetos de estudo que esses materiais oferecem; são muito ricos e podem contribuir grandemente para vossa instrução.”


Allan Kardec




O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 628 comentada


A razão nos mostra com bastante clareza que as verdades tinham de ser reveladas do modo que o foram: gradativamente. A luz em excesso pode cegar. Quem mandou os primeiros instrutores à Terra foi Jesus, antes da Sua vinda ao planeta, mas a Sua sabedoria restringiu o que Ele deveria falar e fazer ante a massa humana inconsciente e ainda em plena ignorância.

Observemos como nasce uma árvore: não é de uma noite para o dia; há uma sequência e obedece a determinadas leis, onde a harmonia sempre está presente. Compete a nós outros observarmos essas leis que regulam tudo na vida, como a nós mesmos. O despertamento das criaturas é, igualmente, de passo a passo; ninguém violenta as leis, nem as leis violentam os Espíritos. É nesse sentido que os anjos têm maior tolerância com os homens, e os homens sábios a têm com os animais, por saberem que todos estão na mesma marcha para Deus, que os criou.

Deus não permitiu que os nossos ancestrais recebessem comunicações iguais às que os homens recebem hoje, no século vinte, por faltar a eles capacidade de assimilação como a que têm atualmente. Agora estão sendo chamados e escolhidos para um melhor entendimento da verdade, não de toda a verdade, pois ela continua na sua divina gradação espiritual. Podemos dizer que ela nasce e renasce constantemente, em variadas freqüências de vida, para dar mais vida às criaturas de Deus.

Os homens do passado recebiam algumas verdades esparsas, ainda assim, somente os que estavam preparados para tal iniciação, e em muitos casos elas chegavam a eles envolvidas em roupagens onde as letras perduravam escondendo o Espírito que vivifica.

A Doutrina dos Espíritos veio superar todas as filosofias do mundo por não ter nascido dos homens, nem ser dirigida por eles. Ela avança com os homens ou sem eles, por ser a vontade de Deus, pelas mãos do Cristo. Jesus não tem aflições e nem faz propaganda das verdades espirituais; a Sua pregação vem por maturidade das criaturas. O éter cósmico que a tudo interpenetra na criação, são ondas de luz que obedecem a Deus, Seu criador, e por ele, ou elas, fala o Senhor, e Jesus é o semeador das vidas por Deus formadas. Ninguém pode fugir à verdade, que são leis eternas na eternidade do próprio Deus.

Entendemos, e podes observar, que todas as religiões do mundo e as filosofias de vida modernas e antigas, tiveram e têm seus valores para certa gama de pessoas do seu nível. As instruções vêm para todas as criaturas, de acordo com seu despertamento espiritual.

Deves analisar uma universidade: ela tem vários departamentos de ensino, e os alunos se reúnem por afinidade de saber. As criaturas são as mesmas, com as mesmas necessidades físicas, todas irmãs umas das outras, no entanto, no que toca às variáveis das verdades que devem conhecer, elas são apresentadas de maneiras diversas. Podemos comparar cada sala de aula como uma religião, fornecendo aos seus profitentes o que eles merecem pela sua evolução espiritual.

Assim é a universidade divina. Preciso é que os homens aprendam a amar a seu próximo como a si mesmos, para que não haja discórdia quanto ao que devem aprender sobre a vida e sobre as leis. Disse Jesus:

- Nem só de pão vive o homem.

Precisamos de tudo .para viver bem, porque tudo foi feito por Deus, desde quando tenhamos bom senso ao escolhermos o que nos serve hoje e do que vai nos servir amanhã.


Miramez


Filosofia Espírita – Volume XIII - João Nunes Maia
Cap. 16 - Pouco a pouco






segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Parte terceira - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - O bem e o mal - Questão 642 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Parte terceira - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - O bem e o mal


Questão 642


– Será suficiente não se fazer o mal, para ser agradável a Deus e assegurar uma situação futura? 

“Não: é preciso fazer o bem, no limite das próprias forças, pois cada um responderá por todo o mal que tiver ocorrido por causa do bem que deixou de fazer.” 


Allan Kardec 




O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 642 comentada



Deus é um Pai amoroso e santo, e o proceder dos homens para com Ele deve ser em espírito e verdade. Há muitas criaturas dentre as quais muitos intelectuais, que acham que Deus é uma matéria fluídico dissolvida em toda a criação. E nós dizemos que Deus é uma individualidade. No entanto, os Seus atributos têm a capacidade de estender Seus sentidos por toda parte, de fazer da criação o Seu próprio corpo, de estar presente nas consciências humanas.

Deus é isso e muito mais, de modo que a nossa capacidade, mesmo sendo imagem e semelhança d'Ele, não O pode compreender da maneira que Ele é. As nossas mentes, mesmo as dos Espíritos mais evoluídos, são finitas, e não podem conceber o que é infinito.

Deus tem todos os poderes perfeitos, Deus é perfeito em tudo o que faz. Para que nós possamos agradar a Ele, não basta que esqueçamos o mal; é necessário que façamos o bem, para o qual fomos criados. Quem não faz o bem, já abre caminhos para que os impulsos do mal apareçam em suas intenções.

Convém que todas as criaturas, principalmente os espíritas, para quem estamos especialmente falando, procurem fazer o bem de todas as formas possíveis, porque somente ele desvia as pessoas do mal. O Espírito deve estar sempre ocupado com coisas nobres, pois que se mostrará como nobre também.

Se Deus é harmonia, o que chamamos de mal é desarmonia. Não podemos agradar a dois senhores; assim, procura harmonizar a tua vida, desde o abrir dos olhos, ao levantar, até a hora de descansar das lides diárias. As grandes coisas começarão pelas pequenas.

Um grande feito por vezes nasce de simples pensamentos, bem como uma grande calamidade social foi primeiramente pensada e criada a partir de idéias sobre tal evento. É neste sentido que alertamos sempre os homens para educarem seus pensamentos em tudo que fazem, desde o mínimo gesto de beber um copo de água, até assinar um decreto que envolve uma nação. Deves pensar, meditar no que fazer e, quando o fizeres, procurar, em todos os seus contornos, fazer com perfeição.

Na Doutrina Espírita já há muitas obras sobre a educação da mente, sobre as coisas certas, sobre a harmonia divina e humana. Por que não começar a entender a sensibilidade do Criador, a ordem do universo? Se quem busca acha, deves buscar, mas com sinceridade.

Deus é o Doador Supremo, que não se esquece de Seus filhos de boa vontade. Agrada a Deus amando, servindo sem exigências e trabalhando sempre na co-criação de oportunidades que elevam e que mostram a paz, insuflando o amor em todas as criaturas.

Não desprezes a ordem, pois ela gera o progresso, e quando fizeres alguma coisa, não podes esquecer Jesus, força divina que mostra a Sua divina presença em toda a Terra, manifestando-se em todos os homens, educando-os e instruindo-os, na mais alta função de amar.

Aos afoitos no trabalho, que parecem querer recuperar o tempo perdido, em apenas alguns anos, nós lhes dizemos que façam o bem, nos limites das suas forças, para que não venham a se cansar antes de atingir a meta de servir, e os compromissos firmados com o senhor da vinha. O equilíbrio, na altura em que se encontra a humanidade, é o caminho do meio, como nos fala um provérbio chinês.

Vamos agradar a Deus com bons pensamentos, boas palavras e boas ações. Mesmo que a tua vida esteja tomada pelas trevas, não esmoreças nas reformas; luta e crê, que Deus te abençoará, para que venças a ti mesmo.

Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes crer, tudo é possível ao que crê. (Marcos, 9:23)

E para crer, necessário se faz que trabalhes na aquisição dos valores da alma, de amor e bondade, de fé e entendimento, que somando surgirá a pérola divina em teus passos que se chama, e está escrito no dicionário do céu: Amor.



Miramez





Filosofia Espírita – Volume XIII (João Nunes Maia)
Cap. 30 - Para agradar a Deus



Fontes: O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez, Kardecpedia

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - O bem e o mal - Questão 629 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. I - Da lei divina ou natural - O bem e o mal


Questão 629


Que definição se pode dar da moral?

“A moral é a regra de bem proceder, isto é, a distinção entre o bem e o mal. Funda-se na observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus.”


Allan Kardec 


O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 629 comentada


A moral é uma regra de bem proceder, e torna-se uma seqüência de valores onde o homem encontra a paz de consciência. Todo o Evangelho de Jesus fundamenta-se na educação dos seres humanos; portanto é uma escola de moralidade divina.

Para a criatura humana que começa a se educar dentro da regra moral do Evangelho, a sua vida vai mudando, pela transformação que se opera no seu íntimo, e a conseqüência é a transformação do seu comportamento exterior.

A honestidade não se baseia somente em uma virtude; ela passa a ser o conjunto de qualidades, onde se vê os valores intercambiarem para maior segurança da criatura. Não há neste mundo outro código moral mais perfeito que o Evangelho de Jesus, porque Ele não apenas ensinou os bons costumes à humanidade; Ele viveu o que dispôs para os filhos da Terra.

O Cristo uniu teoria e prática, sem alterar, nem violentar as condições dos seres humanos. O trabalho de Jesus é paciente; há milhares de anos que as Suas mãos operam em plena função de normas elevadas, fazendo os homens entenderem que somente o amor salva, e as divisões desse amor, como sendo alta moral, é para não agredir Seu rebanho na aquisição de procedimentos elevados.

O homem honesto, pela sua própria disposição, já encontra caminhos que atrai por sintonia com o bem comum. A moral se enriquece na vida de uma pessoa quando esta, em tudo que faz de bom, pensa sempre no bem-estar da coletividade, quando nunca se separa dos seus irmãos em caminho e sabe que o próximo é a sua extensão na vida. Essa é a proclamação do amor, na extensão infinita em que ele se mostra pela fraternidade universal.

O homem procede bem quando tudo faz pelo bem da humanidade. Tudo que copiamos das leis de Deus é serviço da moral. Mesmo que estejamos sofrendo em qualquer faixa da vida, se nos estribamos na moral, a dor se transforma em confiança, a confiança em fé e a fé em alegria. Onde reina o amor puro, está feito o ambiente para a felicidade da alma.

Jesus Cristo, dotado de todos os poderes, é a moral viva de Deus a irradiar-se na Terra. O poder de curar que d'Ele sai é oriundo da Sua moral.

E todos da multidão procuravam tocar-Lhe, porque Dele saía poder e curava a todos. (Lucas, 6:19)

Os poderes que concentramos em nós são, certamente, originários da vida que levamos com honestidade, e a posição que atingimos nos níveis do amor. A posição do que quer beneficiar alguém deve ser de procurar orar, passando a vigiar, pois a oração busca e o policiamento moraliza, para que entre em intervenção, servindo de instrumento para a Luz Maior, que somente sintoniza com as qualidades superiores da alma.

Existem dois caminhos, que levam a alma para a luz ou para as trevas: o bem e o mal. O bem são as leis naturais que o Espírito deve passar a obedecer, e o mal são linhas diversas, que a alma procura para a sua própria satisfação passageira. A moral é, pois, uma regra áurea de vida, de vida no bem, onde o amor é a energia sutil, provinda de Deus, que a alimenta.


Miramez



Filosofia Espírita – Volume XIII (João Nunes Maia)
Cap. 17 - Moral




Fonte: Kardecpedia, O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez