sexta-feira, 3 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 102 - Nós e César



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 102


Nós e César


“E Jesus, respondendo, disse-lhes: — Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” — (MARCOS, 12:17)


Em todo lugar do mundo, o homem encontrará sempre, de acordo com os seus próprios merecimentos, a figura de César, simbolizada no governo estatal.

Maus homens, sem dúvida, produzirão maus estadistas.

Coletividades ociosas e indiferentes receberão administrações desorganizadas.

De qualquer modo, a influência de César cercará a criatura, reclamando-lhe a execução dos compromissos materiais. É imprescindível dar-lhe o que lhe pertence.

O aprendiz do Evangelho não deve invocar princípios religiosos ou idealismo individual para eximir-se dessas obrigações.

Se há erros nas leis, lembremos a extensão de nossos débitos para com a Providência Divina e colaboremos com a governança humana, oferecendo-lhe o nosso concurso em trabalho e boa vontade, conscientes de que desatenção ou revolta não nos resolvem os problemas.

Preferível é que o discípulo se sacrifique e sofra a demorar-se em atraso, ante as leis respeitáveis que o regem, transitoriamente, no Plano físico, seja por indisciplina diante dos princípios estabelecidos ou por doentio entusiasmo que o tente a avançar demasiadamente na sua época.

Há decretos iníquos?

Recorda se já cooperaste com aqueles que te governam a paisagem material.

Vive em harmonia com os teus superiores e não te esqueças de que a melhor posição é a do equilíbrio.

Se pretendes viver retamente, não dês a César o vinagre da crítica acerba. Ajuda-o com o teu trabalho eficiente, no sadio desejo de acertar, convicto de que ele e nós somos filhos do mesmo Deus.


Emmanuel












quinta-feira, 2 de julho de 2026

André Luiz - Livro Ideal Espírita - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 7 - Você pode



André Luiz - Livro Ideal Espírita - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 7


Você pode


Carregando nos próprios ombros as aflições que fustigam a Terra, o Senhor acreditou nas promessas de fidelidade que você lhe fez, enviando-lhe ao caminho aqueles irmãos necessitados de mais amor.

Chegam eles de todas as procedências…

É a esposa fatigada esperando carinho; é o companheiro abatido implorando, em silêncio, esperança e consolo.

De outras vezes, é o filho desorientado suplicando compreensão ou o parente, na hora difícil, aguardando braços fraternos.

Agora, é o amigo transviado, esmolando compaixão e ternura, depois, talvez, será o vizinho atormentado em problemas esfogueantes, pedindo bondade e cooperação.

Isso acontece, porquanto você pode compartilhar com Ele a tarefa do auxílio. Não desdenhe, desse modo, apoiar o bem.

Acendamos a luz, onde as trevas se adensem; articulemos tolerância, ao pé da agressividade; envolvamos as farpas da cólera em algodão de brandura; conduzamos a paz por fonte viva sobre a discórdia, toda vez que a discórdia se faça incêndio destruidor…

Deixe que Ele, o Mestre, se revele por sua palavra e por suas mãos. Não impeça a divina presença, através de seu passo, no amparo às humanas dores.

E, nessa estrada bendita, depois da luta cotidiana, sentirá você no imo da própria alma, o sol da alegria perfeita repetindo, de coração erguido à verdadeira felicidade: — Obrigado Jesus, porque na força de Tua bênção, consegui esquecer-me, procurando servir.


André Luiz









(Psicografia de F. C. Xavier)
Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 88 - Siga Você



Marco Prisco - Livro Glossário Espírita-Cristão - Divaldo Pereira Franco - Cap. 88


Siga Você


"Muitos, entretanto, dos que acreditam nos fatos das manifestações não lhes apreendem as consequências, nem o alcance moral, ou, se os apreendem, não os aplicam a si mesmos." (E.S.E. Cap. 17, item 4)


Cultive a sinceridade, mas não intente a modificação do caráter alheio a golpes de verdades rudes.

Representa facilidade comum a repreensão, sendo, porém, muito complexa a tarefa da correção para quem realmente deseja cooperar.

Desenvolva a austeridade em todos os seus atos; no entanto, evite a aparência de superioridade moral entre as pessoas de suas relações.

Austeridade é meio de sublimação íntima, e não azorrague disfarçado com que se ferem "crianças espirituais".

Guarde a sinceridade na palavra e na ação; todavia, evite a máscara da rigidez muscular na face e sorria.

Imobilidade no rosto não expressa virtude, sendo, muitas vezes, manifestação de suplício interior.

Exercite a introspecção qual mergulhador de pérolas no oceano da alma; contudo, procure horas propícias para fazê-lo.

A vida moderna exige atividade renovada em todo lugar.

Apague o cansaço da expressão facial enquanto você permanece em serviço, mas não diga a ninguém.

O salário do trabalhador é a fecundidade da sementeira.

Busque o que lhe seja útil e santo; porém, não exija que os outros tenham os mesmos ideais.

A evolução registra sua marcha com múltiplas estacas.

Ligue-se ao bem comum em nome de todos; no entanto não force os demais a se ligarem a seu empreendimento, mesmo que seja o melhor, em sua opinião.

A gota d'água se une a outra gota d'água e, unidas, fazem correr filetes que se perdem no grande mar.

Anote os chamados do Cristo, no cerne de sua alma, e entregue seus caminhos a Ele.

Não espere, porém, que os demais amigos sigam com você.

Muitos ouvem, mas não entendem.

Escutam e não discernem.

Veem e não distinguem.

Participam, mas não vibram em sintonia.

Você constatará que pessoas ilustres e amigos diletos falam em dever e repetem expressões de Jesus, dispondo de largos depósitos de valores sem uso, mas, por enquanto, encontram-se muito empenhados nas ilusões da forma, enganados pelas fantasias da mente, sem poderem seguir.

Que espera você? - Siga!


Marco Prisco







O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XVII — Sede perfeitos

Os bons espíritas.

4. Bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, o Espiritismo leva aos resultados acima expostos, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o cristão verdadeiro, pois que um o mesmo é que outro. O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.

Muitos, entretanto, dos que acreditam nos fatos das manifestações não lhes apreendem as consequências, nem o alcance moral, ou, se os apreendem, não os aplicam a si mesmos. A que atribuir isso? A alguma falta de clareza da doutrina? Não, pois que ela não contém alegorias nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza é da sua essência mesma e é donde lhe vem toda a força, porque a faz ir direto à inteligência. Nada tem de misteriosa e seus iniciados não se acham de posse de qualquer segredo, oculto ao vulgo.

Será então necessária, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, tanto que há homens de notória capacidade que não a compreendem, ao passo que inteligências vulgares, moços mesmo, apenas saídos da adolescência, lhes apreendem, com admirável precisão, os mais delicados matizes. Provém isso de que a parte por assim dizer material da ciência somente requer olhos que observem, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, a que se pode chamar maturidade do senso moral, maturidade que independe da idade e do grau de instrução, porque é peculiar ao desenvolvimento, em sentido especial, do Espírito encarnado.

Nalguns, ainda muito tenazes são os laços da matéria para permitirem que o Espírito se desprenda das coisas da Terra; a névoa que os envolve tira-lhes a visão do infinito, donde resulta não romperem facilmente com os seus pendores, nem com seus hábitos, não percebendo haja qualquer coisa melhor do que aquilo de que são dotados. Têm a crença nos Espíritos como um simples fato, mas que nada ou bem pouco lhes modifica as tendências instintivas. Numa palavra: não divisam mais do que um raio de luz, insuficiente a guiá-los e a lhes facultar uma vigorosa aspiração, capaz de lhes sobrepujar as inclinações. Atêm-se mais aos fenômenos do que à moral, que se lhes afigura cediça e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente os iniciem em novos mistérios, sem procurar saber se já se tornaram dignos de penetrar os arcanos do Criador. Esses são os espíritas imperfeitos, alguns dos quais ficam a meio caminho ou se afastam de seus irmãos em crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou então guardam as suas simpatias para os que lhes compartilham das fraquezas ou das prevenções. Contudo, a aceitação do princípio da doutrina é um primeiro passo que lhes tornará mais fácil o segundo, noutra existência.

Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé. Um é qual músico que alguns acordes bastam para comover, ao passo que outro apenas ouve sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado, outro, que apreende alguma coisa de melhor, se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue, se tem firme a vontade.







quarta-feira, 1 de julho de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 18 - Dor e Coragem



Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 18


Dor e Coragem


Na Terra todos temos inimigos. Todos, sem exceção. Até Jesus os teve. Mas isso não é importante. Importante é não ser inimigo de ninguém, tendo dentro da alma a dúlcida presença do incomparável Rabi, compreendendo que o nosso sentido psicológico é o de amar indefinidamente.

Estamos no processo da reencarnação para sublimar os sentimentos. Por necessidade da própria vida, a dor faz parte da jornada que nos levará ao triunfo.

É inevitável que experimentemos lágrimas e aflições. Mas elas constituem refrigério para os momentos de desafio. Filhos da alma, filhos do coração!

O Mestre Divino necessita de nós na razão direta em que necessitamos d'Ele. Não permitamos que se nos aloje no sentimento a presença famigerada da vingança ou dos seus áulicos: o ressentimento, o desejo de desforçar-se, as heranças macabras do egoísmo, da presunção, do narcisismo. Todos somos frágeis. Todos atravessamos os picos da glória mas, também, os abismos da dor.

Mantenhamo-nos vinculados a Jesus. Ele disse que o Seu fardo é leve, o Seu jugo é suave. Como nos julga Jesus? Julga-nos através da misericórdia e da compaixão.

...E o Seu fardo é o esforço que devemos empreender para encontrar a plenitude.

Ide de retorno a vossos lares e levai no recôndito dos vossos corações a palavra libertadora do amor. Nunca revidar mal por mal. A qualquer ofensa, o perdão. A qualquer desafio, a dedicação fraternal. O Mestre espera que contribuamos em favor do mundo melhor, com um sorriso gentil, uma palavra amiga, um aperto de mão.

Há tanta dor no mundo, tanta balbúrdia para esconder a dor, tanta violência gerando a dor, que é resultado das dores íntimas.

Eis que Eu vos mando como ovelhas mansas ao meio de lobos rapaces, disse Jesus. Mas virá um dia, completamos nós outros, que a ovelha e o lobo beberão a mesma água do córrego, juntos, sem agressividade.

Nos dias em que o amor enflorescer no coração da Humanidade, então, não haverá abismo, nem sofrimento, nem ignorância, porque a paz que vem do conhecimento da Verdade tomará conta de nossas vidas e a plenitude nos estabelecerá o Reino dos Céus.

Que o Senhor vos abençoe , filhas e filhos do coração, são os votos do servidor humílimo e paternal, em nome dos Espíritos-espíritas que aqui estão participando deste encontro de fraternidade.

Muita paz, meus filhos, são os votos do velho amigo,


Bezerra de Menezes










Psicofonia de Divaldo Pereira Franco, em 25 de setembro de 2011, na Creche Amélia Rodrigues, em Santo André – SP.

Emmanuel - Livro Caridade - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 39 - Resposta fraternal




Emmanuel - Livro Caridade - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 39


Resposta fraternal


Solicitas uma orientação para teus passos, guardando fadiga e abatimento.

Trazes contigo o cansaço e a desilusão, à maneira do viajor transviado na escuridão noturna, suspirando pelo retorno à bênção luminosa da madrugada.

Entretanto, quem se refere à orientação, diz harmonia e ajustamento.

E somente Jesus é bastante sábio para guiar-nos com segurança.

Refugia-te, no santuário da prece e roga-Lhe inspiração.

Antes, porém, alija das sandálias o pó que trazes do caminho de nossos antigos enganos.

Perdoa a quem te feriu, recordando quantas vezes temos sido tolerados pela Misericórdia Divina.

Não retribuas mal por mal, compreendendo o imperativo do bem para que a paz nos esclareça.

Lembra-te de que o trabalho é o dissolvente de nossas mágoas, e auxilia sem distinção, na certeza de que, na alegria dos outros, encontrarás alívio e consolação aos próprios pesares.

Não invejes a prosperidade alheia, porque ninguém sabe, na Terra onde se oculta a verdadeira felicidade, de vez que, em muitas ocasiões, o palácio esconde chagas de treva e a choupana desguarnecida permanece aureolada de luz.

Solve tuas dívidas com o sorriso de quem se liberta.

Mais valem o suor e as lágrimas no dever que as vantagens transitórias na indiferença.

Rogas orientação para que a tranquilidade te favoreça.

Não olvides, no entanto, suplicar ao Senhor a força precisa para que te não desvencilhes da própria cruz… da cruz que te garante a necessária vitória espiritual para a vida que nunca morre.

Consagra-te ao serviço e à caridade, ao aperfeiçoamento de ti mesmo e à renúncia edificante.

Avança hoje na estrada pedregosa das obrigações retamente cumpridas e, amanhã, em te despedindo do corpo da Terra, teu coração, convertido em estrela de amor, será com Jesus um marco celeste orientando as almas perdidas, no vale das sombras, para que atinjam contigo a felicidade do Eterno Bem.


Emmanuel













André Luiz - Livro Endereços da Paz - Chico Xavier - Cap. 13 - Lição e auxílio



André Luiz - Livro Endereços da Paz - Chico Xavier - Cap. 13 - Lição e auxílio


Aconselhas o outro para que se conheça e afirmas que para isso é forçoso que o outro se desvencilhe das trevas que o sufocam…

Como podes, no entanto, formular essa ordem, sem auxiliá-lo a curar as feridas ou a sanar as deformidades que o afligem, dentro da armadura de sombras a que se acolhe?

Conseguirás, porventura, libertar um homem do cárcere a que se prende, sem estender-lhe a chave?


André Luiz