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quarta-feira, 9 de abril de 2025

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. 2 - 1. Lei de adoração - Sacrifícios - Questão 673 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. 2 - 1. Lei de adoração


Sacrifícios


673. Não seria um meio de tornar essas oferendas agradáveis a Deus consagrá-las a minorar os sofrimentos daqueles a quem falta o necessário e, neste caso, o sacrifício dos animais, praticado com fim útil, não se tornaria meritório, ao passo que era abusivo quando para nada servia, ou só aproveitava aos que de nada precisavam? Não haveria qualquer coisa de verdadeiramente piedoso em consagrar-se aos pobres as primícias dos bens que Deus nos concede na Terra?

“Deus abençoa sempre os que fazem o bem. O melhor meio de honrá-Lo consiste em minorar os sofrimentos dos pobres e dos aflitos. Não quero dizer com isto que Ele desaprove as cerimônias que praticais para lhe dirigirdes as vossas preces. Muito dinheiro, porém, aí se gasta que poderia ser empregado mais utilmente do que o é. Deus ama a simplicidade em tudo. O homem que se atém às exterioridades e não ao coração é um Espírito de vistas acanhadas. Dizei, em consciência, se Deus deve atender mais à forma do que ao fundo.” 


Allan Kardec 



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez
Questão 673 comentada

Tudo que Deus fez é agradável a Ele. O homem é um aprendiz do Senhor, e sendo Seu filho certamente que tem a obrigação de acompanhar a seu Pai em todos os sentidos. Não diz a bíblia que o homem é semelhante ao Criador? Como é que os pais da Terra ficam satisfeitos com as criancinhas ou com os seus filhos adultos? Não é da mesma maneira; a criancinha, com um simples sorriso, e o adulto com a sua boa conduta.

O Espírito primitivo que não tem outra condição de adorar a Deus, o faz à sua maneira, sacrificando animais e enchendo o altar de frutas, ou quaisquer outros objetos. Deus fica satisfeito, conhecendo sua dimensão e o modo que vive, ao passo que o adulto, o Espírito sábio, já deve adorar a Deus em Espírito e verdade, por já compreender a vida em outra faixa. Aos objetos que os primitivos usam, ele já dá outro destino, mais útil às criaturas. Na verdade, a melhor oferta é o amor; amemos a tudo e a todos que estaremos amando a Deus, dando ao Senhor a melhor oferta. Jesus deu rumo novo aos preceitos velhos. Vamos lembrar o que anotou Lucas, no capítulo seis, versículo vinte e nove:

Ao que te bate numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que tirar a tua capa, deixa-o levar também a túnica.

Por esses ensinamentos de Jesus, está excluída do Evangelho toda a violência. O que foi anotado pelo apóstolo, é o perdão dentro da sua pureza. O não revide é a tônica do grande Mestre. Eis aí a maior oferenda a Deus: o perdão sem condições. A quem, pois, que te ferir de um lado, dá-lhe o outro; se alguém te tirar a capa, dá igualmente a túnica. O Mestre é todo amor, pelo que Ele viveu e ensinou aos Seus seguidores.

O Deus verdadeiro é esse que falou pela boca de Jesus, estimulando o bem e instruindo a todas as criaturas para que haja paz nas consciências. Se queres agradar a Deus todos os dias, faze o bem, sem que entre nesse gesto o vírus do interesse, ou o corrosivo do egoísmo, que tem sempre a participação do orgulho. Se queres honrar a Deus, não deves esquecer de aprimorar a honestidade, de minorar o sofrimento alheio, de dar com uma mão sem que a outra participe.

O que passou, passou. Os meios grosseiros de agradar a Deus, eram para a época da ignorância; depois de Jesus, não podem mais existir esses métodos inferiores. O pensamento é o instrumento mais direto para falarmos com o Senhor, mostrando a Ele, pelos fatos, que estamos andando nas linhas traçadas pelo Evangelho, onde Jesus deu exemplo, até a última hora, dos Seus testemunhos.

Todo aquele que ama as coisas exteriores, têm realmente "vista acanhada" e ainda dorme no clima da ignorância. O nosso amor deve atingir a tudo, principalmente ao Criador, e para tanto não é preciso ofertas materiais. Por que dar a quem é dono de tudo? A criança é que pede ao pai dinheiro para comprar presente para o próprio pai, e quem faz ofertas materiais a Deus, o faz por ser criança, na escala da vida espiritual. Quem já está crescido em Cristo, deve saber como adorar a Deus nos moldes ensinados pelo Senhor Jesus Cristo.

Oferta a Deus hoje urna prece de gratidão por tudo que já recebeste das Suas mãos poderosas e santas. Faze isso e verás o que podes sentir, no retorno dos teus sentimentos de amor para com o Pai.


Miramez



Livro Filosofia Espírita Vol. 14 - João Nunes Maia
Cap. 10 - As coisas agradáveis à Deus



sexta-feira, 21 de março de 2025

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. II - 1. Lei de adoração - A prece - Questão 660 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. II - 1. Lei de adoração


A prece


660. A prece torna melhor o homem?

“Sim, porquanto aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia Espíritos bons para assisti-lo. É este um auxílio que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.”

a) – Como é que certas pessoas que oram muito são, não obstante, de mau caráter, ciumentas, invejosas, intratáveis, carentes de benevolência e de indulgência e até, algumas vezes, viciosas?

“O essencial não é orar muito, mas orar bem. Essas pessoas supõem que todo o mérito está na longura da prece, e fecham os olhos para os seus próprios defeitos. Fazem da prece uma ocupação, um emprego do tempo, nunca, porém, um estudo de si mesmas. A ineficácia, em tais casos, não é do remédio, mas da maneira como o aplicam.” 


Allan Kardec




O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez
Questão 660 comentada

A prece torna melhor o homem, desde que esse homem compreenda a eficácia da oração, fazendo-a no seu sentido real. As preces decoradas, onde somente a boca fala, sem que o coração participe, são vazias e não passam de sons que o verbo articula.

A tua oração deve ser sentida; sempre que puderes, entra para o teu aposento, como ensinou Jesus, e ora ao Pai que se encontra em todo lugar, com sinceridade e amor, com o sentimento de boa vontade, de modo que, ao saíres do transe da oração, passes a esforçar para deixar de lado certos defeitos que atormentam a consciência, e entres com mais rigor na disciplina de hábitos incômodos e vícios perniciosos. 

Orar bem é trabalhar constantemente no autoaperfeiçoamento espiritual. Os bons Espíritos não deixam de atender a quem ora com proveito. Este abre sempre um caminho de luz em busca dos benfeitores, e os que não sabem orar devem sofrer as dificuldades para aprenderem que nada vem sem o esforço de cada ser. Se assim não fora, o esforço próprio, empenho grandioso do homem, perde o valor. O mundo espiritual faz questão de que a alma faça a parte dela, que somente ela pode fazer.

O essencial não é orar em demasia, maquinalmente, na inconsciência; é orar com sentimento de ternura, é colocar o coração para falar antes da boca. Quem não se interessa em corrigir os seus deslizes jamais aprende a orar. A prece atrai sempre luz para quem a faz, mas essa luz somente surge pelos canais da reforma, onde dominam o amor e a caridade.

Quem ora para outrem, com interesse em alguma coisa, que não seja o de cumprir o dever com Deus, está se desculpando dos seus malfeitos, querendo ganhar o céu por preces decoradas, ou dinheiro fácil com palavras que somente ele ouve.

Deves orar com amor, aquele que nada exige, que não se compra, que não se vende, que não faz mal juízo, que não pesquisa os defeitos alheios, que não espera recompensa. Se o amor é prece, e das melhores, vejamos o que o Senhor Jesus disse sobre como devemos amá-Lo:

Se me amais, guardareis os meus mandamentos. (João, 14:15)

Se orar é amar, devemos orar nos moldes que Jesus ensinou: guardando os Seus mandamentos. Se desejas guardar os mandamentos de Jesus, deves trabalhar em silêncio, no teu mundo interno, no íntimo do teu coração. Desta forma, não sobrará tempo para observares os defeitos do teu próximo. É neste sentido que a prece torna o homem melhor, e tem a força de purificar a alma, de despertá-la para a luz imortal.

O remédio da oração é excelente em todos os casos, para todas as enfermidades morais, no entanto, é necessário que se saiba empregar esse medicamento divino para a cura de todos os males. A prece sincera desperta e ativa energias divinas na consciência e Deus passa a operar por seu intermédio, fazendo prodígios.

Se aprenderes a curar-te a ti mesmo, reunirás condições para libertar teus companheiros dos males que os atormentam. O exemplo é vida que faz crescer.


Miramez



Filosofia Espírita – Volume XIII - João Nunes Maia
Cap. 48 - Como orar






segunda-feira, 10 de março de 2025

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. 2 - 1. Lei de adoração - A Prece - Questão 661 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. 2 - 1. Lei de adoração


A Prece


661. Poderemos utilmente pedir a Deus que perdoe as nossas faltas?

“Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder. As boas ações são a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras.”


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 661 comentada


Há muitas religiões que asseguram e têm esperança de que Deus perdoa todas as faltas cometidas, por apenas um simples arrependimento. Como se enganam esses irmãos! Não há perdão de faltas para ninguém; se assim fosse, seria para todas as criaturas, pois todos são filhos do mesmo Deus, e como Ele é amor, não poderia perdoar uns e deixar outros sob o peso das conseqüências que são geradas das faltas.

Somente o ofendido é que deve perdoar ao ofensor, e isso não faz com que o ofensor se liberte das faltas cometidas; a lei cobra dele o ato de desamor para com seu irmão em caminho. Se o ofendido não perdoar, o revide faz com que ele entre na faixa do ofensor e com ele se afinize nas suas inferioridades.

A oração, mesmo a mais requintada nos sentimentos de amor, não esconde as faltas. O perdão que nós mesmos podemos nos oferecer ante os nossos erros é a corrigenda dos nossos deslizes, é não mais dar vazão às paixões inferiores. Vejamos o que responde sobre esse assunto, "O Livro dos Espíritos":

"Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder".

Ninguém sobe sem mudanças, e essas mudanças haverão de ser permanentes. Elas se fazem pela lei do progresso em todos os setores da vida física e espiritual. Se queres orar com mais segurança, faze boas ações; é a melhor oração, abrindo os horizontes da mente para compreender a Deus e as Suas leis espirituais. A prece tem uma escala muito grande, de modo que todos possam orar de acordo com a elevação alcançada. O mundo espiritual atende a cada um conforme as suas necessidades.

Aqui, estamos falando para aqueles que já abriram os olhos à luz da verdade. Espíritas, se achais que já granjeastes conhecimentos capazes de vos libertarem da escravidão da ignorância, colocai em ação o que aprendestes. Não percais tempo! O tempo passa e se não trabalhardes no aprimoramento de vós mesmos, a ignorância ficará, e permanecendo ela em vossos caminhos, ela será sinônimo de sofrimento. Não fiqueis de braços cruzados esperando perdão e tornando a cometer faltas; o arrependimento é válido, tomando-se uma posição e seguindo outras diretrizes que a verdade determinar.

Nem Deus nem Cristo perdoam a ninguém; eles dão aos de boa vontade oportunidades de regenerar, de entrarem nas mudanças para que a luz possa nascer no coração. As faltas que se comete são processos de despertamento espiritual, porque onde o amor não dá resultado é preciso que venha a dor. Ninguém engana a Deus. Ele de tudo sabe, principalmente no que se refere aos Seus filhos, que preferem o caminho mais fácil.

A Doutrina dos Espíritos abre os braços, como sendo a misericórdia de Jesus para a humanidade, e fala de novo para todas as criaturas que padecem: "Vinde a mim, todos vós que sofreis, que eu vos aliviarei." O Espiritismo chegou à Terra acertando caminhos e indicando roteiros para todos os povos.

Quando as criaturas reconhecerem o patrimônio que têm dentro de si, indicado pela Doutrina dos Espíritos, não vão mais se interessar, do modo que buscam tanto, pelos valores externos; passarão a estudar com maior fulgor a vida por dentro, onde se encontra até o próprio Deus, na Sua maior expressão de luz, dirigindo e alimentando as consciências.

Não espereis acomodados, o perdão de Deus; ele pertence a vós. Vede o que fazeis com as mãos, e copiai as mãos de Jesus, que nunca pararam. Operai com Ele em todos os rumos, que Deus acenderá em vós a própria luz.


Miramez



Filosofia Espírita - Vol. 13 - João Nunes Maia
Cap. 49 - Perdoar falhas





quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Capítulo II - 1. Lei de adoração - Adoração exterior - Questão 654 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Capítulo II - 1. Lei de adoração


Adoração exterior 


654. Tem Deus preferência pelos que O adoram desta ou daquela maneira?

“Deus prefere os que O adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, aos que julgam honrá-lo com cerimônias que os não tornam melhores para com os seus semelhantes.

“Todos os homens são irmãos e filhos de Deus. Ele atrai a si todos os que lhe obedecem às leis, qualquer que seja a forma sob que as exprimam.

“É hipócrita aquele cuja piedade é apenas aparente. Mau exemplo dá todo aquele cuja adoração é afetada e contradiz a sua conduta.

“Declaro-vos que somente nos lábios e não na alma tem religião aquele que professa adorar o Cristo, mas que é orgulhoso, invejoso e cioso, duro e implacável para com outrem, ou ambicioso dos bens deste mundo. Deus, que tudo vê, dirá: o que conhece a verdade é cem vezes mais culpado do mal que faz, do que o selvagem ignorante que vive no deserto. E como tal será tratado no dia da justiça. Se um cego, ao passar, vos derruba, perdoá-lo-eis; se for um homem que enxerga perfeitamente bem, queixar-vos-eis e com razão.

“Não pergunteis, pois, se alguma forma de adoração há que mais convenha, porque equivaleria a perguntardes se mais agrada a Deus ser adorado num idioma do que noutro. Ainda uma vez vos digo: até ele não chegam os cânticos, senão quando passam pela porta do coração.” 


Allan Kardec  




O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez
Questão 654 comentada 


Deus não tem preferência por alguém, somente porque tenha uma forma de adoração a Ele mais refinada. Deus se interessa por tudo na urdidura da Sua grandiosa criação. Como ter preferência, se Ele sabe que o crescimento das qualidades é através do tempo, que Ele mesmo criou? Se Ele tivesse preferência, a teria pelos ignorantes.

O Criador, sendo o Pai de tudo e de todos, não pode ter predileção por uns, somente por serem mais velhos que os outros. Ele conhece e sabe como as coisas devem ser; nunca Se contrariou, nem Se alegrou; Deus é equilíbrio, Deus é eterna harmonia. Ele conhece o passado, o presente e o futuro. Basta pensar um pouco nos Seus atributos, para tirarmos de Deus certas emoções humanas.

Quanto a nós, Jesus também nos conhece, por isso Ele não precisa chorar, nem preocupar-se com os malfeitos dos homens. Os homens, mesmo os espíritas, se agitam com o que pode acontecer com a Terra, pelos processos mortíferos de destruição que a ignorância criou. Deus é onisciente e Jesus acompanha o temperamento belicoso dos homens, antes que eles pensassem na fabricação de armamentos. Os seres humanos não fazem o que eles desejam, e se é a vontade de Deus que tudo domina, e em se falando da Terra, é Jesus o agente direto do Criador, por que se preocupar com a sua destruição? Trabalhemos para a paz, que serviremos de instrumentos do Mestre para a concórdia.

Deus não tem preferência em relação aos Seus filhos. Seu amor é como o sol cujos raios aquecem a todos e a tudo com o mesmo amor. A diferença está em como recebemos esses raios, segundo a nossa evolução. Não é a forma de adorar a Deus que importa, é a maturidade da alma, pelas mãos do tempo. Se já conheces determinadas verdades espirituais, deves usá-las; se já abriste os olhos para a luz, deves encará-la sem temê-la.

Grandes Espíritos se encontram por missão em religiões primitivas, ensinando gradativamente aos Espíritos ignorantes mais uma cota da verdade, e porque eles adoram a Deus de maneira mais grosseira, Ele não irá puni-los.

Existem muitos Espíritos que se requintam na adoração a Deus, ficando em profundo silêncio, na quietude por dias a fio, e nem por isso têm a consciência tranquila, por deixarem de adorar o Senhor todos os dias, pelos Seus atos.

A maturidade da alma é uma soma de virtudes vividas. Jesus cumpre um dever assumido com Deus desde a eternidade mas não tem preferência por esta ou aquela religião ou pessoas. Todos fazem parte de Seu rebanho, que Ele ama e instrui.

O hipócrita, o mentiroso, o violento, o assassino, o odiento, enfim, o Espírito que somente se compraz no mal, recebe o mesmo amor de Deus, como o Espírito elevado, porém, sua mente não sabe transformar esse amor em tranquilidade, em fé, em esperança, em vida, por lhe faltarem conhecimentos para tal, ao passo que o Espírito evoluído tem essas condições. Entretanto, as bênçãos são as mesmas para ambos.

Tudo que existe o Senhor o permitiu, ou Ele mesmo fez. Se queres adorar a Deus em Espírito e verdade, faze-o, mas não leves a crítica a quem ainda não alcançou essa capacidade.

Cada um com a sua própria luz, que Deus e Cristo se encontram no comando de todos nós. Ninguém se perde pelo fato de não compreender a verdadeira gratidão. 


Miramez 


Filosofia Espírita Vol. 13 - João Nunes Maia 
Cap. 42 - Preferência Divina











segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Capítulo II - 1. Lei de adoração - A prece - Questão 659 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Capítulo II - 1. Lei de adoração


A prece 


659. Qual o caráter geral da prece?

“A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nele; é aproximar-se dele; é pôr-se em comunicação com ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer.”


Allan Kardec




O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 659 comentada


Certamente que a prece é um ato de adoração, seja ela na linguagem em que for dita, desde que seja pelo coração. Seja ela ensinada por essa ou aquela religião, orar é reconhecer um poder Supremo, é ato de gratidão Àquele que nos fez e nos governa a todos.

Deus já se encontra em toda parte, desde a Sua Criação, mas, nem sempre se percebe essa união divina com a criação. Somente quando despertamos para a vida, quando a nossa consciência se ilumina, é que vamos a Ele, porque Ele já se encontra em nós, a esperar que acordemos para a verdadeira vida. Ele não tem predileção por ninguém.

Quando o homem aprender a orar, notar-se-á em seu coração, mesmo no de carne, um foco de luz de vários cambiantes, em busca de outras luzes que escapam às nossas deduções, e nesta transfusão de vida é que nascem e despertam as vidas.

Lê mais sobre o valor da oração e deixa teus sentimentos buscarem mais entendimento sobre a prece. Enriquece teus valores, porque se queres forças de curar, de alegrar, de saúde, de fé e mesmo de amor, aprende a orar dentro da simplicidade, da humildade, sendo um dínamo de amor que irradia por todos os lados, ajudando a todas as criaturas de Deus.

É certo que temos de cuidar dos que sofrem, onde quer que seja, mas em primeiro lugar, vamos ouvir os nossos benfeitores espirituais que nos chamam através da Doutrina Espírita, porque os sofredores sempre os teremos, nos nossos caminhos, entretanto, uma palavra do Cristo, nem sempre temos oportunidade de ouvi-la, na veemência que os tempos estão nos trazendo. Depois de adultos, temos que caminhar com os próprios pés, e se não aprendemos bem as lições, passaremos dificuldades nos caminhos.

Registramos outra lição de grande importância, anotada pelo apóstolo João:

Porque, os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre tendes.. (João, 12:8)

Aprendemos, pois, com os luminares da eternidade, que de vez em quando descem ao nosso plano, a orar e viver com Jesus, para, depois de preparados, irmos ao encontro dos pobres, aos que sofrem. As agressões da vida, te buscam para despertar, e nós outros somos aqueles cireneus que, pela misericórdia, vamos ajudar-te a levar a cruz.

Quem ora a Deus tem gratidão, e nunca deves orar somente pedindo, a não ser para pedir forças para as lutas de cada dia. Deves agradecer sempre pelo que recebes das mãos do Benfeitor Universal.

Quem ora sabe que pela oração pode comunicar-se com o invisível. Em certo nível do Espírito que faz a prece, ele não precisa mais pedir, porque a Onisciência Divina sabe bem o que todos merecem receber no seu estágio espiritual. Neste caso, deves somente agradecer o que vem ao teu caminho, com humildade e amor, ao Pai que nunca se esquece dos Seus filhos do coração.

Se não tens costumes de orar, procura fazê-lo, porque a prece nos leva a sensações indizíveis, que somente quem ora sabe sentir e não sabe explicar, na sua pura realidade.

O universo é um ato de prece do Criador; se tudo vive na harmonia, a harmonia é oração, que as leis de Deus sabem expressar.


Miramez



Filosofia Espírita Vol. XIII - João Nunes Maia
Cap. 47 - Valor da prece







sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. 2 - 1. Lei de adoração - A Prece - Questão 661 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. 2 - 1. Lei de adoração


A Prece


661. Poderemos utilmente pedir a Deus que perdoe as nossas faltas?

“Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder. As boas ações são a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras.”


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 661 comentada


Há muitas religiões que asseguram e têm esperança de que Deus perdoa todas as faltas cometidas, por apenas um simples arrependimento. Como se enganam esses irmãos! Não há perdão de faltas para ninguém; se assim fosse, seria para todas as criaturas, pois todos são filhos do mesmo Deus, e como Ele é amor, não poderia perdoar uns e deixar outros sob o peso das conseqüências que são geradas das faltas.

Somente o ofendido é que deve perdoar ao ofensor, e isso não faz com que o ofensor se liberte das faltas cometidas; a lei cobra dele o ato de desamor para com seu irmão em caminho. Se o ofendido não perdoar, o revide faz com que ele entre na faixa do ofensor e com ele se afinize nas suas inferioridades.

A oração, mesmo a mais requintada nos sentimentos de amor, não esconde as faltas. O perdão que nós mesmos podemos nos oferecer ante os nossos erros é a corrigenda dos nossos deslizes, é não mais dar vazão às paixões inferiores. Vejamos o que responde sobre esse assunto, "O Livro dos Espíritos":

"Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder".

Ninguém sobe sem mudanças, e essas mudanças haverão de ser permanentes. Elas se fazem pela lei do progresso em todos os setores da vida física e espiritual. Se queres orar com mais segurança, faze boas ações; é a melhor oração, abrindo os horizontes da mente para compreender a Deus e as Suas leis espirituais. A prece tem uma escala muito grande, de modo que todos possam orar de acordo com a elevação alcançada. O mundo espiritual atende a cada um conforme as suas necessidades.

Aqui, estamos falando para aqueles que já abriram os olhos à luz da verdade. Espíritas, se achais que já granjeastes conhecimentos capazes de vos libertarem da escravidão da ignorância, colocai em ação o que aprendestes. Não percais tempo! O tempo passa e se não trabalhardes no aprimoramento de vós mesmos, a ignorância ficará, e permanecendo ela em vossos caminhos, ela será sinônimo de sofrimento. Não fiqueis de braços cruzados esperando perdão e tornando a cometer faltas; o arrependimento é válido, tomando-se uma posição e seguindo outras diretrizes que a verdade determinar.

Nem Deus nem Cristo perdoam a ninguém; eles dão aos de boa vontade oportunidades de regenerar, de entrarem nas mudanças para que a luz possa nascer no coração. As faltas que se comete são processos de despertamento espiritual, porque onde o amor não dá resultado é preciso que venha a dor. Ninguém engana a Deus. Ele de tudo sabe, principalmente no que se refere aos Seus filhos, que preferem o caminho mais fácil.

A Doutrina dos Espíritos abre os braços, como sendo a misericórdia de Jesus para a humanidade, e fala de novo para todas as criaturas que padecem: "Vinde a mim, todos vós que sofreis, que eu vos aliviarei." O Espiritismo chegou à Terra acertando caminhos e indicando roteiros para todos os povos.

Quando as criaturas reconhecerem o patrimônio que têm dentro de si, indicado pela Doutrina dos Espíritos, não vão mais se interessar, do modo que buscam tanto, pelos valores externos; passarão a estudar com maior fulgor a vida por dentro, onde se encontra até o próprio Deus, na Sua maior expressão de luz, dirigindo e alimentando as consciências.

Não espereis acomodados, o perdão de Deus; ele pertence a vós. Vede o que fazeis com as mãos, e copiai as mãos de Jesus, que nunca pararam. Operai com Ele em todos os rumos, que Deus acenderá em vós a própria luz.


Miramez



Filosofia Espírita - Vol. 13 - João Nunes Maia
Cap. 49 - Perdoar falhas





quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. 2 - 1. Lei de adoração - A prece - Questão 658 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos -  3ª Parte - Das leis morais - Cap. 2 - 1. Lei de adoração


A prece


658. Agrada a Deus a prece?

“A prece é sempre agradável a Deus, quando ditada pelo coração, pois, para ele, a intenção é tudo. Assim, preferível lhe é a prece do íntimo à prece lida, por muito bela que seja, se for lida mais com os lábios do que com o coração. Agrada-lhe a prece, quando dita com fé, com fervor e sinceridade. Mas não creiais que O toque a do homem fútil, orgulhoso e egoísta, a menos que signifique, de sua parte, um ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade.”


Allan Kardec




O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 658 comentada


Deus não sente emoções de tristeza nem de alegria, do modo que pensamos e sentimos, como Espíritos ainda de certo modo ignorantes. Agradar a Deus, tudo agrada, porque Ele, o Soberano Senhor, sabe transformar até o que chamamos de mal no bem mais puro, porque Ele é Amor.

A prece de coração, com a maior dose de amor e humildade, atrai para junto de quem a faz, energias sutis, capazes de harmonizar todo o ser, e ainda beneficiar aos que nele pensam e aos em que ele pensa. É um comportamento espiritual livre e fascinante, é um degrau a mais que o Espírito atinge na urdidura do seu amor; quanto mais amor, mais força a alma possui na oração.

Deus, sendo onisciente, sabe quais os filhos que estão preparados para orar verdadeiramente, em Espírito e Verdade. Aqueles que não chegaram a este nível superior, é por lhes faltar tempo de maturidade espiritual; Ele ajuda a todos com o mesmo amor, todavia, o recebimento da ajuda de Deus é diferenciado pela elevação das almas.

De certo modo, é bastante sutil a ação de certos segredos da vida. Para que compreendas, é necessário que a razão seja movida pelo amor, sem os contrários que perturbam o Espírito. 'Os que discutem são cegos que desejam guiar cegos, e todos sabemos qual é o seu destino.

Jesus subia ao monte, orava ao Pai, e dali saía irradiando forças revigorantes, que com uma só palavra curava a muitos. Os discípulos também O acompanhavam; oravam a seu modo, e às vezes saíam discutindo qual deles seria o maior. Tudo depende do grau espiritual que já se alcançou na pauta da vida. Deus, como justiça e amor, derramava nos discípulos de Jesus o mesmo amor que no Seu filho amado; no entanto, o que Jesus transformava em bênçãos, os Seus seguidores não tinham capacidade para fazê-lo.

Rasputin curava à distância os enfermos, mesmo com vida incorreta que levava, e muitos dos sacerdotes, com pleno direito de exercer seus mandatos ante os seus superiores, não curavam nem de perto os enfermos. O transformador humano é tudo, na ordem da prece.

Se queres saber orar, exercita, e passa a viver os preceitos que Jesus ensinou. O amor puro é o veículo de cura mais eficaz. Falamos somente do amor, porque não existe fé sem amor. Quando a súplica parte somente dos lábios, decorada, ela perde-se no tempo, e o vento a leva como se fosse folha morta. No entanto, quando o Espírito alimenta a fé e confia nos poderes do amor em Cristo, ele faz coisas das quais ele mesmo se admira, porque Deus opera por seu intermédio. O poder da fé e a confiança de Jesus ultrapassam todos os raciocínios, por se encontrarem em outra dimensão de entendimento. O orgulhoso e o egoísta não sabem orar, e podemos chamar a oração deles de reza, nome sem expressão na ordem das coisas divinas.

E tendo dito isto, clamou em alta voz:

Lázaro, vem para fora. (João, 11:43)

Mas, o Mestre, antes de chamá-lo à vida, agradeceu a Deus pelo que o Senhor ia atender. Nota bem a Sua confiança nos Seus poderes, que o próprio Deus Lhe dava para curar os enfermos. É neste sentido que Ele, Jesus, sempre falava que Ele e o Pai eram um, pois fazia a vontade de Deus em todas as suas dimensões.


Miramez



Filosofia Espírita – Volume 13 - João Nunes Maia
Cap. 46 - A súplica





sábado, 2 de janeiro de 2021

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. II - 1. Lei de adoração - A prece - Questão 660 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. II - 1. Lei de adoração


A prece


660. A prece torna melhor o homem?

“Sim, porquanto aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia Espíritos bons para assisti-lo. É este um auxílio que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.”

a) – Como é que certas pessoas que oram muito são, não obstante, de mau caráter, ciumentas, invejosas, intratáveis, carentes de benevolência e de indulgência e até, algumas vezes, viciosas?

“O essencial não é orar muito, mas orar bem. Essas pessoas supõem que todo o mérito está na longura da prece, e fecham os olhos para os seus próprios defeitos. Fazem da prece uma ocupação, um emprego do tempo, nunca, porém, um estudo de si mesmas. A ineficácia, em tais casos, não é do remédio, mas da maneira como o aplicam.” 


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 660 comentada


A prece torna melhor o homem, desde que esse homem compreenda a eficácia da oração, fazendo-a no seu sentido real. As preces decoradas, onde somente a boca fala, sem que o coração participe, são vazias e não passam de sons que o verbo articula.

A tua oração deve ser sentida; sempre que puderes, entra para o teu aposento, como ensinou Jesus, e ora ao Pai que se encontra em todo lugar, com sinceridade e amor, com o sentimento de boa vontade, de modo que, ao saíres do transe da oração, passes a esforçar para deixar de lado certos defeitos que atormentam a consciência, e entres com mais rigor na disciplina de hábitos incômodos e vícios perniciosos.

Orar bem é trabalhar constantemente no auto-aperfeiçoamento espiritual. Os bons Espíritos não deixam de atender a quem ora com proveito. Este abre sempre um caminho de luz em busca dos benfeitores, e os que não sabem orar devem sofrer as dificuldades para aprenderem que nada vem sem o esforço de cada ser. Se assim não fora, o esforço próprio, empenho grandioso do homem, perde o valor. O mundo espiritual faz questão de que a alma faça a parte dela, que somente ela pode fazer.

O essencial não é orar em demasia, maquinalmente, na inconsciência; é orar com sentimento de ternura, é colocar o coração para falar antes da boca. Quem não se interessa em corrigir os seus deslizes jamais aprende a orar. A prece atrai sempre luz para quem a faz, mas essa luz somente surge pelos canais da reforma, onde dominam o amor e a caridade.

Quem ora para outrem, com interesse em alguma coisa, que não seja o de cumprir o dever com Deus, está se desculpando dos seus malfeitos, querendo ganhar o céu por preces decoradas, ou dinheiro fácil com palavras que somente ele ouve.

Deves orar com amor, aquele que nada exige, que não se compra, que não se vende, que não faz mal juízo, que não pesquisa os defeitos alheios, que não espera recompensa. Se o amor é prece, e das melhores, vejamos o que o Senhor Jesus disse sobre como devemos amá-Lo:

Se me amais, guardareis os meus mandamentos. (João, 14:15)

Se orar é amar, devemos orar nos moldes que Jesus ensinou: guardando os Seus mandamentos. Se desejas guardar os mandamentos de Jesus, deves trabalhar em silêncio, no teu mundo interno, no íntimo do teu coração. Desta forma, não sobrará tempo para observares os defeitos do teu próximo. É neste sentido que a prece torna o homem melhor, e tem a força de purificar a alma, de despertá-la para a luz imortal.

O remédio da oração é excelente em todos os casos, para todas as enfermidades morais, no entanto, é necessário que se saiba empregar esse medicamento divino para a cura de todos os males. A prece sincera desperta e ativa energias divinas na consciência e Deus passa a operar por seu intermédio, fazendo prodígios.

Se aprenderes a curar-te a ti mesmo, reunirás condições para libertar teus companheiros dos males que os atormentam. O exemplo é vida que faz crescer.


Miramez



Filosofia Espírita – Volume XIII - João Nunes Maia
Cap. 48 - Como orar




quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. II - 1. Lei de adoração - A prece - Questão 662 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. II - 1. Lei de adoração


A prece


662. Pode-se, com utilidade, orar por outrem?

“O Espírito de quem ora atua pela sua vontade de praticar o bem. Atrai a si, mediante a prece, os Espíritos bons e estes se associam ao bem que deseje fazer.”

Possuímos em nós mesmos, pelo pensamento e a vontade, um poder de ação que se estende muito além dos limites de nossa esfera corpórea. A prece por outros é um ato dessa vontade. Se for ardente e sincera, pode chamar os bons Espíritos em auxílio daquele por quem pedimos, a fim de lhe sugerirem bons pensamentos e lhe darem a força necessária para o corpo e a alma. Mas ainda nesse caso a prece do coração é tudo e a dos lábios não é nada.


Allan Kardec


O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 662 comentada


O que já escrevemos atrás não tira o estímulo de quem queira orar pelos que sofrem. Orar é um ato de amor, mas, se queres beneficiar realmente o irmão que padece, procura orar com amor, com a prece ardente, de modo que o pensamento sirva de canal para que as bênçãos de Deus possam aliviar o enfermo ou atribulado. No entanto, o sofredor deve estar consciente das suas provas e alimentar a fé, de modo que essa fé corresponda ao que disse Jesus aos inúmeros enfermos que eíe curou: A tua fé te curou.

Não só podes, mas deves orar pelos que sofrem, se possível todos os dias, não somente porque podes curar ou aliviar aos que padecem, mas, e principalmente, porque é um exercício de amor, que praticas em teu próprio benefício. Mesmo que o enfermo não tenha fé e não saiba que alguém está pedindo a Deus por ele, será bafejado pela luz da oração sincera, e sentirá um conforto que ele próprio não saberá de onde veio. Isto é Deus operando com o Seu amor para ajudar aos Seus filhos em todas as dimensões da vida em que estagiam.

Nós temos grande empenho em que todos os enfermos conheçam Jesus, enfim, que toda a humanidade o conheça, porque o Mestre é o Governador da Terra; nada se faz nela sem que Ele não saiba e decida.

Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. (João, 1:3)

Se tudo que usamos, em todas as faixas em que vivemos, tem Seu traço de amor, o nosso dever é ser grato a essa Luz, que antes que o mundo fosse, já era.

Orar pelos que sofrem é nosso dever. A luz da oração, chegando aos corações sofredores, pode fazer muito, podendo lembrar ao enfermo que ele deve acordar para as coisas espirituais. É certo que, depois de Deus, somente ele pode fazer alguma coisa por si mesmo; no entanto, uma ajudazinha todos podem dar. Quando alguém dorme, mesmo que seja um sono profundo, pode-se acordá-lo, chamando-o mas, a decisão de permanecer acordado é dele. Depois de Deus, pela força da caridade, somente nós mesmos poderemos nos salvar. As decisões se movem pelo livre arbítrio, para que a conquista seja de quem trabalhou para a sua própria paz.

Quem deseja orar pelos que sofrem, que aprenda a orar com sinceridade, sem interesse que o leve à perturbação. Esse ato deve ser com amor. Somente quem ganha na purificação dos sentimentos é quem trabalhou para a sua evolução espiritual. Nada se perde; portanto, faze alguma coisa por ti mesmo, mudando a corrente dos teus pensamentos, palavras e atos.

A posição de orar, que muitos perguntam, és tu quem escolhes; o que é observado é o que passa pelo teu coração, ante o ponto que escolheste para ser beneficiado. Não é a posição que faz a prece mais ou menos elevada; os sentimentos é que são levados em conta. Quanto mais livre das coisas materiais, mais liberta fica a corrente mental, e busca mais assistência na sintonia dos benfeitores da eternidade. Os Espíritos superiores sempre atendem aos chamados honestos. Quando apenas os lábios falam, sem nada do coração, esses sons se perdem, ou o vento os leva, por não terem a direção do amor.

Todos os reinos se encontram na posição de orar; falta aos homens aprenderem a agradecer a Deus pelo que Ele fez e nos dá constantemente por Amor.


Miramez




Filosofia Espírita – Volume XIII - João Nunes Maia
Cap. 50 - Orar por outrem



sábado, 5 de setembro de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. II - 1. Lei de adoração - A prece - Questão 663 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Cap. II - 1. Lei de adoração


A prece 


663. Podem as preces que por nós mesmos fizermos mudar a natureza das nossas provas e desviar-lhes o curso?

“As vossas provas estão nas mãos de Deus e algumas há que têm de ser suportadas até ao fim; mas Deus sempre leva em conta a resignação. A prece traz para junto de vós os Espíritos bons e, dando-vos estes a força de suportá-las corajosamente, menos rudes elas vos parecem. Dissemos que a prece nunca é inútil, quando bem feita, porque fortalece aquele que ora, o que já constitui grande resultado. Ajuda-te a ti mesmo e o céu te ajudará, bem o sabes. Ademais, não é possível que Deus mude a ordem da Natureza ao sabor de cada um, porquanto o que, do vosso ponto de vista estreito e na perspectiva da vossa vida efêmera, vos parece um grande mal, freqüentemente é um grande bem na ordem geral do Universo. Além disso, de quantos males não se constitui o homem o próprio autor, pela sua imprevidência ou pelas suas faltas? Ele é punido naquilo em que pecou. Todavia, as súplicas justas são atendidas mais vezes do que supondes. Julgais, de ordinário, que Deus não vos ouviu, porque não fez a vosso favor um milagre, enquanto que vos assiste por meios tão naturais que vos parecem obra do acaso ou da força das coisas. Muitas vezes também, as mais das vezes mesmo, ele vos sugere a ideia que vos fará sair da dificuldade pelo vosso próprio esforço.”


Allan Kardec


O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 663 comentada


As preces não podem mudar todos os destinos humanos, contudo, elas têm forças descomunais que os próprios homens desconhecem. A oração, pelo modo que ensinou Jesus, pelo exemplo, é um transformador espiritual das vidas; quem sabe orar, sabe viver bem.

A prece traz para junto de nós os Espíritos elevados, desde quando sejam elevados os nossos sentimentos. Convém ao Espírito, encarnado ou não, estudar a força da oração, exercitar-se na prece diariamente, até dominar as forças que pode atrair com ela, mas sempre em trabalho digno. Não se brinca com as forças divinas em expansão no universo, mas que emanam do próprio Deus, na luz do Seu amor.

Quando se sabe orar, mesmo que seja em favor de alguém que sofre, o mais beneficiado é quem ora, recebendo assistência dos bons Espíritos, e na transfusão de trocas superiores, a energia que se acumula pela oração, cura, alegra e nos encaminha para uma vida melhor.

O ajuda-te a ti mesmo e o Céu te ajudará é verdade que ilumina os de boa vontade. Precisamos conhecer a nós mesmos, e isso somente o tempo nos pode ensinar com proveito. A nós foi dada a razão, e esse raciocínio deve ser usado em busca da nossa felicidade, que não anda muito longe, ao alcance da nossa mão e, por certo, dentro de nós mesmos.

Quem busca o céu no exterior, sempre sofre o trabalho da busca sem proveito. Quem desejar o céu, que comece a mudar por dentro, conforme nos ensina o Evangelho de Jesus, que, ao seu redor, como que por encanto, tudo passará a se transformar e o céu que tanto procurava no exterior surgirá em sua consciência, e não só ele, mas Deus e Cristo, a lhe ensinar as primeiras letras do alfabeto divino.

Tornamos a dizer, sem atropelos no raciocínio, que deves conhecer Jesus, estudar Jesus, respirar Jesus e amar a Jesus, pois Ele é o alimento de todas as criaturas radicadas na Terra. Muitos dizem que Ele nos deixou e foi embora. Como se enganam esses que assim pensam! Escuta o que Ele mesmo falou, anotado no Evangelho por João, no capítulo catorze, versículo vinte e oito:

Ouvistes o que Eu vos disse:

Vou e volto para junto de vós; se me amásseis, alegrar-vos-íeis, de que Eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.

Não disse o Mestre que voltaria para junto de nós? Por que não confiar na Sua palavra? Nunca Ele nos enganou, e na verdade Ele já voltou, e a humanidade não conheceu a Sua volta. Ele veio por intermédio da Doutrina dos Espíritos e aí se encontra derramando para todo o Seu rebanho a palavra de amor e de sabedoria, palavras que ajudam, que consolam e instruem. Para que a Sua volta pessoal, se temos, todas as criaturas, a Sua presença, por intermédio dos Seus agentes mais categorizados, dando pão a quem tem fome, vestindo os nus, levantando os caídos, amparando os estropiados, visitando os enfermos e dando esperança aos encarcerados? Quanto a muitos que se apegam a velhas filosofias, que o tempo e o progresso deixaram para trás, e que desejam afirmativas mais presas ao passado, afirmamos-lhes que o Cristo já era antes que todos eles fossem, e a Sua doutrina é a mais pura de todos os tempos. Os sábios e profetas que O antecederam para instruir os homens, foram todos, sem exceção, enviados por Ele, para depois Ele mesmo vir com a Sua pureza, como veio, a nos confortar e nos dar maior esperança para viver.

Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade, eu vos digo:

Antes que Abraão existisse, eu Sou. (João, 8:58)

De que precisamos mais, para reconhecermos que o Cristo em Jesus é o Guia da humanidade desde o princípio da formação da Terra? A humanidade se encontra em duras provas; não vamos mudar seu destino, mas podemos aliviar as provas, se soubermos orar.


Miramez




Filosofia Espírita – Volume XIII - João Nunes Maia
Cap. 51 - Poder da Prece



Fonte: Ipeak - Instituto de Pesquisas Espíritas Allan KardecO Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito MiramezFilosofia Espírita – Volume XIII-pdf

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Capítulo II - 1. Lei de adoração - A prece - Questão 661 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3.ª Parte - Das leis morais - Capítulo II - 1. Lei de adoração


A prece 


661. Poderemos utilmente pedir a Deus que perdoe as nossas faltas?

“Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder. As boas ações são a melhor prece, porque os atos valem mais que as palavras.”


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 661 comentada


Há muitas religiões que asseguram e têm esperança de que Deus perdoa todas as faltas cometidas, por apenas um simples arrependimento. Como se enganam esses irmãos! Não há perdão de faltas para ninguém; se assim fosse, seria para todas as criaturas, pois todos são filhos do mesmo Deus, e como Ele é amor, não poderia perdoar uns e deixar outros sob o peso das conseqüências que são geradas das faltas.

Somente o ofendido é que deve perdoar ao ofensor, e isso não faz com que o ofensor se liberte das faltas cometidas; a lei cobra dele o ato de desamor para com seu irmão em caminho. Se o ofendido não perdoar, o revide faz com que ele entre na faixa do ofensor e com ele se afinize nas suas inferioridades.

A oração, mesmo a mais requintada nos sentimentos de amor, não esconde as faltas. O perdão que nós mesmos podemos nos oferecer ante os nossos erros é a corrigenda dos nossos deslizes, é não mais dar vazão às paixões inferiores. Vejamos o que responde sobre esse assunto, "O Livro dos Espíritos":

"Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder".

Ninguém sobe sem mudanças, e essas mudanças haverão de ser permanentes. Elas se fazem pela lei do progresso em todos os setores da vida física e espiritual. Se queres orar com mais segurança, faze boas ações; é a melhor oração, abrindo os horizontes da mente para compreender a Deus e as Suas leis espirituais. A prece tem uma escala muito grande, de modo que todos possam orar de acordo com a elevação alcançada. O mundo espiritual atende a cada um conforme as suas necessidades.

Aqui, estamos falando para aqueles que já abriram os olhos à luz da verdade. Espíritas, se achais que já granjeastes conhecimentos capazes de vos libertarem da escravidão da ignorância, colocai em ação o que aprendestes. Não percais tempo! O tempo passa e se não trabalhardes no aprimoramento de vós mesmos, a ignorância ficará, e permanecendo ela em vossos caminhos, ela será sinônimo de sofrimento. Não fiqueis de braços cruzados esperando perdão e tornando a cometer faltas; o arrependimento é válido, tomando-se uma posição e seguindo outras diretrizes que a verdade determinar.

Nem Deus nem Cristo perdoam a ninguém; eles dão aos de boa vontade oportunidades de regenerar, de entrarem nas mudanças para que a luz possa nascer no coração. As faltas que se comete são processos de despertamento espiritual, porque onde o amor não dá resultado é preciso que venha a dor. Ninguém engana a Deus. Ele de tudo sabe, principalmente no que se refere aos Seus filhos, que preferem o caminho mais fácil.

A Doutrina dos Espíritos abre os braços, como sendo a misericórdia de Jesus para a humanidade, e fala de novo para todas as criaturas que padecem: "Vinde a mim, todos vós que sofreis, que eu vos aliviarei." O Espiritismo chegou à Terra acertando caminhos e indicando roteiros para todos os povos.

Quando as criaturas reconhecerem o patrimônio que têm dentro de si, indicado pela Doutrina dos Espíritos, não vão mais se interessar, do modo que buscam tanto, pelos valores externos; passarão a estudar com maior fulgor a vida por dentro, onde se encontra até o próprio Deus, na Sua maior expressão de luz, dirigindo e alimentando as consciências.

Não espereis acomodados, o perdão de Deus; ele pertence a vós. Vede o que fazeis com as mãos, e copiai as mãos de Jesus, que nunca pararam. Operai com Ele em todos os rumos, que Deus acenderá em vós a própria luz.


Miramez


Filosofia Espírita – Volume XIII João Nunes Maia 
Cap. 49 - Perdoar Falhas