sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. 10 - João Nunes Maia - Cap. 12 - Sensações explicáveis



Miramez - Livro Filosofia Espírita Vol. 10 - João Nunes Maia - Cap. 12


Sensações explicáveis


471. Quando experimentamos uma sensação de angústia, de ansiedade indefinível, ou de íntima satisfação, sem que lhe conheçamos a causa, devemos atribuí-la unicamente a uma disposição física?

“É quase sempre efeito das comunicações em que inconscientemente entrais com os Espíritos, ou da que com elas tivestes durante o sono.” (O Livro dos Espíritos - Allan Kardec)


Quando, de repente, sentimos uma satisfação por viver, quando assoma em nós um prazer por tudo, que não sabemos de onde parte, isso é uma inspiração dos benfeitores espirituais, a nos induzir para a vida, nos ajudando, desta forma, a vencer os percalços dos caminhos.

Até o materialista sente, vez por outra, esse estado de alma, de saudades ou de contentamento, e ele desconfia cada vez que sente que aquilo não é dele, mas o orgulho abafa seus sentimentos, que lhe segredam a verdade. Mas, os próprios inspiradores esperam pelo tempo sem violência, sabendo que todos são filhos de Deus, e que todos, sem exceção, haverão de reconhecer o Pai hoje ou amanhã.

A alegria interna também pode proceder de sonhos e que, por qualquer motivo que te faça lembrá-los, palpita o contentamento do qual gozas por instantes, pelas lembranças e saudades do que ocorreu. Vivemos cercados de Espíritos bons e maus, encarnados e desencarnados. Eles são as testemunhas dos nossos atos, são nossos companheiros indispensáveis a nossa evolução espiritual. É neste sentido que a Doutrina Espírita diz que todos somos médiuns, encarnados e fora da carne, e trazemos pelas mãos de Deus os poderes de comunicações, como bênção do Criador em nosso favor.

Essas lembranças, agradáveis e desagradáveis, são efeito das comunicações nossas com os Espíritos, e se entramos na faixa do mal, temos mais comunicações com Espíritos ignorantes; se nos melhoramos intimamente, a lei nos traz Espíritos elevados para se comunicarem conosco, e daí provêm sentimentos de valor moral a nos garantir a paz e a fraternidade. Por último, temos uma fonte interna de todas as virtudes, de todas as alegrias puras, quando já nos libertamos das paixões inferiores.

Convém notar que os grandes santos e místicos falam dessa satisfação interna, que eles chamam de “Cristo interno”, ao qual o apóstolo Paulo assim citou: “O Cristo em mim é motivo de glória”. Ele surge da pureza de sentimentos, da transformação do homem velho em criatura nova, do condicionamento de todas as verdades no coração e na consciência. Leitor amigo, se estás lendo com atenção e queres participar das alegrias de que falamos, do prazer inconfundível que nos trazem ao Espírito, então não percas tempo e faze alguém feliz, mesmo que seja por minutos. Se queres alegria, faze alguém alegre; se desejas paz, não percas a oportunidade de incentivar a paz nos outros, porque receberás da vida, os frutos das sementes que plantas nos corações dos outros.

A escala evolutiva das criaturas mostrar-te-á que a felicidade completa é gradativa, mas permanente. Ela não para de bater em nossas portas e, se porventura fecharmos as entradas, ela sabe como abri-las, mesmo que nos custe mais caro. Deus é amor, e esse amor nos invade o coração todos os dias, objetivando a nossa paz interna na consciência.

Quando experimentamos uma sensação diferente em nossos caminhos interiores, a razão vai nos dizer de onde vem. Se boa, alimentemo-la, para que cresça essa vida em nós, nos dando mais vida para compreender melhor as leis de Deus palpitando no nosso universo interior. A melhor das alegrias é aquela que se irradia na cidade do coração para o mundo dos nossos sentimentos.


Miramez











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