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quarta-feira, 26 de março de 2025

Hammed - Livro Um Modo de Entender - Uma nova forma de viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 13 - Simplicidade



Hammed - Livro Um Modo de Entender: uma nova forma de viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 13


Simplicidade


A vida de muitas criaturas, além de desvitalizada, é circunstanciada por miudezas dispensáveis, desperdiçada com detalhes desnecessários. A simplicidade traria enormes benefícios para elas, a tiraria do cativeiro dos valores estabelecidos pelas convenções arbitrárias, lhes clarearia a visão e lhes traria mais leveza e tranquilidade existencial.

Acumular informação sem pensar, se atopetar de pertences, entulhar roupas e abarrotar a casa de coisas supérfluas é uma característica muito difundida na sociedade moderna.

À medida que novos elementos se somam aos bens físicos e intelectuais já adquiridos, passamos a alimentar a compulsão de armazenar ainda mais coisas, levando-nos a agir em função de uma suposta vantagem imediata, sem analisar as utilidades e consequências futuras dessa prática. Muitos indivíduos, equivocadamente, associam simplicidade com pobreza, mas existe uma diferença fundamental.

A simplicidade é uma opção de vida tanto do rico como do pobre, enquanto que a pobreza é, por si só, a privação de valores morais, intelectuais e espirituais de um indivíduo, e não necessariamente, a falta de recursos materiais para a sua subsistência. Quando nos livramos de tudo que é inútil e secundário, passamos a tomar consciência do que verdadeiramente temos e do que precisamos. Abrir mão dos trastes, de informações desnecessárias e de objetos em desuso exercita o desapego e facilita-nos a libertação dos ecos do passado. A partir disso, somam-se novas concepções, e as velhas mágoas, as culpas, os ressentimentos, os conflitos se dissipam, habilitando-nos a viver plenamente o momento presente.

Os homens simples se comunicam com sabedoria e humildade, enquanto que os complicados falam com presunção e pedantismo, são enfadonhos e prolixos, por que estão repletos de idéias ultrapassadas; contam e recontam seus discursos e mesmo assim parecem não dizer nada. A simplicidade de alma induz o indivíduo a se expressar com clareza, segurança e objetividade. Capazes de elaborar idéias de forma lógica, coerente e harmoniosa, tais pessoas resumem tudo o que querem dizer por meio de expressões sintéticas.

Quem se apartou da simplicidade vive "na futilidade dos seus pensamentos, com entendimento entenebrecido, alienados da vida de Deus pela sua ignorância", por isso coleciona coisas neuroticamente, acreditando numa ilusória segurança, mas esquecendo que não pode encontrá-la fora de si mesmo, muito menos por trás de um amontoado de conceitos, informações, acessórios e pertences sem serventia.

Buda (Sidarta Gautama) ensinava: "Se você não conseguir em si mesmo, onde irá buscar?" Muita coisa no mundo da erudição é tida como formação cultural, quando, na verdade, nada mais é do que entulho intelectual.

Aquele que ignora seu "nível de necessidade" legítimo, determinado por sua realidade profunda, vive sobrecarregado pelo peso da repressão sociocultural, se distancia da simplicidade. Abrir mão de posses desnecessárias é ir ao encontro de uma vida pacífica e harmoniosa.

Muitas criaturas se abarrotam impensadamente das instruções obtidas nos jornais, na televisão, nas salas de aula, nos livros, como sendo verdades absolutas. Essas informações podem muito nos ajudar, desde que não as elejamos como a verdade. A verdade não está na conceituação das palavras ou textos que lemos, mas nas experiências que podemos ter com ela, e a partir dela.

As vozes inspirativas da alma são providas de síntese e simplicidade, que a Vida Providencial murmura em nossa intimidade. A simplicidade consiste em não ficar distante do que é natural e espontâneo, uma vez que aqueles que se afastam dela ficam "com entendimento entenebrecido" e "alienados da vida de Deus".


Hammed














segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Miramez - Livro Cura-te a Ti Mesmo - João Nunes Maia - Pág 71 - Simplicidade - Ao tocar das mãos




Miramez - Livro Cura-te a Ti Mesmo - João Nunes Maia - Pág 71


Simplicidade
Ao tocar das mãos


As mãos são terminais do corpo; por onde circulam, tocam tudo aquilo que a vontade desejar. Se os pensamentos forem elevados, as mãos levam para o que toca o que a mente atrai pela sua postura.

A simplicidade da alma, assegurada na pureza das ideias, fornece para as mãos envolvidas na candura, ambiente de equilíbrio, e é o de que precisamos no campo por onde passamos. Devemos cuidar das nossas mãos mas, para tanto, em primeiro lugar, devemos tratar da sua fonte, que esta na intimidade do Espírito.

Convêm estudar quantos benefícios têm realizado as mãos. Entendemos que a natureza é como as mãos de Deus, que instruem a humanidade: o sol nos mostra o trabalho das “mãos” do Criador, as estrelas não fazem outra coisa, pois pela luz que derramam na Terra, nos povos e nas coisas, é como se fossem as mãos do Benfeitor Universal, cujo amor circula por todos os meios. Vê a espontaneidade da mãe natureza como servidora divina, a favor dos filhos de Deus!

Observa as mãos, conhecendo a história que elas representam no seio de todos os povos e elas, refletindo a pureza da vida da alma, tomam-se instrumentos de luz para clarear as trevas da ignorância.

Seria de grande proveito para todos se as mãos da humanidade irradiassem amor, constituindo a grande alegria e a felicidade de todos...

Mais uma vez te falamos: cuida das tuas mãos, cuidando da tua intimidade, da tua auto-educação, instruindo-te nas lições evangélicas, para que a purificação dos toques das mãos seja envolvida na caridade, no perdão e na benevolência, entendendo que é tão perfeito o corpo, que a luz da tua mente circula nele todo, principalmente nas tuas mãos.

Procura a seriedade em tudo o que fazes; essa busca te levará a verdade que liberta, ajudando a desatar os dons de ouro que clareiam todos os caminhos, fazendo-te chegar à paz de consciência.

Convém lutar com todas as forças para essa vitória, por ser vitória com Jesus, que está junto a Deus na integração do amor e da verdade.

Continua a desejar a luz que, pela sintonia, as claridades te procurarão, para viveres mais.

Devemos confiar em Deus em primeiro lugar, para então depois confiar em nós mesmos, alimentando a fé no bem que devemos fazer a tudo e a todos. Vamos tocar as nossas mãos em tudo, acreditando que tudo pertence e veio do Pai Celestial, a fim de que a nossa mente entre em sintonia com o amor e a caridade.

Pensa e vive a lealdade para com todas as coisas, que todas as coisas te responderão do modo que ofertares. Copia Jesus, que trabalhava sempre com as mãos, curando os doentes e levantando os caídos, fazendo voltar a vida aos mortos.

Dizia Paulo, o apóstolo, que “o Cristo em nós é motivo de glória”.

Busquemos o Mestre em nossos corações, para que sintamos a glória da vida, ampliando o amor nos nossos sentimentos e vivendo mais na programação do Senhor. Sendo assim, não tenhamos inibição de tocar onde quer que seja, com amor, com as nossas mãos.


Miramez







segunda-feira, 12 de abril de 2021

Hammed - Livro Um Modo de Entender: uma nova forma de viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 13 - Simplicidade




Hammed - Livro Um Modo de Entender: uma nova forma de viver - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 13


Simplicidade


A vida de muitas criaturas, além de desvitalizada, é circunstanciada por miudezas dispensáveis, desperdiçada com detalhes desnecessários. A simplicidade traria enormes benefícios para elas, a tiraria do cativeiro dos valores estabelecidos pelas convenções arbitrárias, lhes clarearia a visão e lhes traria mais leveza e tranquilidade existencial.

Acumular informação sem pensar, se atopetar de pertences, entulhar roupas e abarrotar a casa de coisas supérfluas é uma característica muito difundida na sociedade moderna.

À medida que novos elementos se somam aos bens físicos e intelectuais já adquiridos, passamos a alimentar a compulsão de armazenar ainda mais coisas, levando-nos a agir em função de uma suposta vantagem imediata, sem analisar as utilidades e consequências futuras dessa prática. Muitos indivíduos, equivocadamente, associam simplicidade com pobreza, mas existe uma diferença fundamental.

A simplicidade é uma opção de vida tanto do rico como do pobre, enquanto que a pobreza é, por si só, a privação de valores morais, intelectuais e espirituais de um indivíduo, e não necessariamente, a falta de recursos materiais para a sua subsistência. Quando nos livramos de tudo que é inútil e secundário, passamos a tomar consciência do que verdadeiramente temos e do que precisamos. Abrir mão dos trastes, de informações desnecessárias e de objetos em desuso exercita o desapego e facilita-nos a libertação dos ecos do passado. A partir disso, somam-se novas concepções, e as velhas mágoas, as culpas, os ressentimentos, os conflitos se dissipam, habilitando-nos a viver plenamente o momento presente.

Os homens simples se comunicam com sabedoria e humildade, enquanto que os complicados falam com presunção e pedantismo, são enfadonhos e prolixos, por que estão repletos de idéias ultrapassadas; contam e recontam seus discursos e mesmo assim parecem não dizer nada. A simplicidade de alma induz o indivíduo a se expressar com clareza, segurança e objetividade. Capazes de elaborar idéias de forma lógica, coerente e harmoniosa, tais pessoas resumem tudo o que querem dizer por meio de expressões sintéticas.

Quem se apartou da simplicidade vive "na futilidade dos seus pensamentos, com entendimento entenebrecido, alienados da vida de Deus pela sua ignorância", por isso coleciona coisas neuroticamente, acreditando numa ilusória segurança, mas esquecendo que não pode encontrá-la fora de si mesmo, muito menos por trás de um amontoado de conceitos, informações, acessórios e pertences sem serventia.

Buda (Sidarta Gautama) ensinava: "Se você não conseguir em si mesmo, onde irá buscar?" Muita coisa no mundo da erudição é tida como formação cultural, quando, na verdade, nada mais é do que entulho intelectual.

Aquele que ignora seu "nível de necessidade" legítimo, determinado por sua realidade profunda, vive sobrecarregado pelo peso da repressão sociocultural, se distancia da simplicidade. Abrir mão de posses desnecessárias é ir ao encontro de uma vida pacífica e harmoniosa.

Muitas criaturas se abarrotam impensadamente das instruções obtidas nos jornais, na televisão, nas salas de aula, nos livros, como sendo verdades absolutas. Essas informações podem muito nos ajudar, desde que não as elejamos como a verdade. A verdade não está na conceituação das palavras ou textos que lemos, mas nas experiências que podemos ter com ela, e a partir dela.

As vozes inspirativas da alma são providas de síntese e simplicidade, que a Vida Providencial murmura em nossa intimidade. A simplicidade consiste em não ficar distante do que é natural e espontâneo, uma vez que aqueles que se afastam dela ficam "com entendimento entenebrecido" e "alienados da vida de Deus".


Hammed














sexta-feira, 17 de julho de 2020

Ermance Dufaux - Livro Diferenças não são defeitos: A riqueza da diversidade nas relações humanas - Wanderley S. Oliveira - Cap. 21 - Simplicidade, admirável virtude



Ermance Dufaux - Livro Diferenças não são defeitos: A riqueza da diversidade nas relações humanas - Wanderley S. Oliveira - Cap. 21


Simplicidade, admirável virtude


"Ele toma uma criança como tipo da simplicidade de coração e diz: "Será o maior no reino dos céus aquele que se humilhar e se fizer pequeno como uma criança, isto é, que nenhuma pretensão alimentar à superioridade ou à infalibilidade." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VII, item 6)

Não foi sem razão que Jesus escolheu o homem simples para a composição inicial de seu ministério de amor.

As pessoas dotadas de simplicidade são solidárias, prestativas, disponíveis, aptas a servir, porque nada exigem intimamente que lhes impeça a prontidão espiritual,a disposição de ser útil. 

Parafraseando o dicionário humano, simplicidade é a qualidade do que é simples, do que não apresenta dificuldade nem obstáculo. Simplicidade, caráter próprio não modificado por elementos estranhos. Essas conceituações nos auxiliam em nossas ponderações doutrinárias, porque a simplicidade é a ausência do ego sombrio - o orgulho. Ser simples é não ser composto da adição de algo que nos faz complexo, tal como a vaidade.

Simplicidade é um estado de consciência no qual a criatura em processo de amadurecimento integral não se deixa encantar com o supérfluo da vida, sabendo manter sintonia constante com o essencial na manutenção de sua paz interior.

A solidariedade é mais espontânea e abundante naqueles que se comportam de maneira simples, graças ao fato de serem dotados de leveza no ser, livres das tensões das normas excessivas, provocadas pelos complexos mecanismos do orgulho, que os obriga a se apresentarem ao mundo como uma cópia irreal de si próprios.

O orgulho opera complicadas situações para a vida mental de todos nós. Estabeleçamos alguns reflexos costumeiros de sua presença:

Criação de uma imagem superlativa e fictícia de si mesmo; um modelo mental artificial.

Atitude de discriminação em razão desse modelo, fugindo da alteridade.

Ausência de proximidade afetiva em função de padrões elevados de autoconceito.

Tendência a ser complexo, perfeccionista e desculpista perante as próprias falhas.

Excessiva preocupação com o que os outros pensam a seu respeito.

Somente esses itens, se estudados com mais atenção, são suficientes para comprovar a complexidade gerada pela formação desse ego sombrio.

Analisando seus efeitos perniciosos na vida espírita, encontraremos variadas manifestações de sua presença nas atividades de rotina e nas relações, realçando o personalismo que ainda nos escraviza, adiando ainda mais a aplicação da fraternidade legítima nos relacionamentos.

Um dos exemplos mais rotineiros nesse tema é a soberba, o orgulho do saber, que direciona a vida mental a acreditar que conhecimento, por si só, é referência de grandeza espiritual e libertação interior. Aprisionados a esse infeliz reflexo de egoísmo, muitos companheiros de ideal adotam sua visão e entendimento como a expressão da verdade, repetindo velho hábito pertinente à maioria de nós: enxergar o mundo por sua única e exclusiva ótica. Semelhante estado moral pode ser comparado a praga indesejável nas movimentações da gleba espírita.

Tomando por base os cincos itens analisados acima, façamos um apanhado de seus respectivos efeitos em nossas tarefas abençoadas:

Personalismo declarado em forma de opiniões e entendimento pessoal sobre temas e acontecimentos.

Exclusão de tudo e todos que não se ajustem à verdade pessoal.

Mais "amor" a sua autoimagem do que às pessoas.

Muito movimento e desgaste para pouco resultado.

Expectativa acentuada de reconhecimento e compensações.

Devemos lembrar que a vida, hoje mais que nunca, inclina-nos à parceria e à cooperação como sendo o processo ideal de crescimento social e método educativo de insubstituível adequação, na criação de elos gratificantes entre os cidadãos de uma comunidade. De tal forma que a velha postura "professoral", centrada em elevada carga de preciosismo e individualismo, com opiniões fechadas e definitivas, são condutas que tendem a ser repelidas pela convivência no lar, na profissão, nas escolas e, evidentemente, também nas organizações espiritistas. A palavra de ordem das relações humanas hoje é troca, permuta. E por que não nomeá-las como relações solidárias?

Sendo assim, a simplicidade de comportamento no modo de ser tem lugar privilegiado na hora que passa.

A ausência da atitude de simplicidade tem tolhido os atos de fraternidade e solidariedade, destacadamente, entre quantos guardam maior responsabilidade na comunidade doutrinária, em razão da ampliada visão crítica que possuem na condução de grupos, levando-os a revanchismos ideológicos improdutivos na suposição de que seja essa a solução ideal para os conflitos, quando, em verdade, deveriam se fazer mensageiros solidários, estendendo propostas comprovadamente eficientes e de solidez ante os problemas que constatam.

Ser simples, porém, não deve ser confundido com ser iletrado, piegas, tolo, subserviente e relapso. A simplicidade é um estado íntimo de consciência do autovalor sem as ilusões fascinantes do orgulho, que projeta miragens de prepotência, megalomania e indisfarçável narcisismo. 

Kardec, por exemplo, era um homem acadêmico extraordinariamente bem formado, um intelectual da era do positivismo em Paris, a capital da cultura humana à sua época; um escritor de pena rara, um educador que teve a chancela de um dos maiores nomes da arte de educar, que foi Pestalozzi. No entanto, o codificador era um coração simples, sem deixar de ser intelectualmente sóbrio. Era um homem espontâneo sem perder a vigilância. Isso porque a simplicidade não dispensa os cuidados com a atenção e a prevenção que devemos ter para com a nossa existência.

Jesus, o educador excelente, para ensinar sobre quem seria o maior no reino dos céus, tomou, interativamente, em meio a seus aprendizes, de uma criança, conferindo-lhes inesquecível lição sobre a simplicidade de coração, condição elementar para a maioridade espiritual. E João Batista, o fiel defensor da justiça, reconhecendo a grandeza do Mestre, declarou a sua conhecida e instrutiva frase "é necessário que eu diminua e que ele cresça", entregando-nos uma das mais valorosas recomendações de segurança para a manutenção da simplicidade nas nossas ações, ante o serviço da causa de amor que assumimos em nossas vidas.


Ermance Dufaux



*João, 3:30. 





Fonte: Diferenças não são defeitos-pdf