sexta-feira, 24 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Religião dos Espíritos - Chico Xavier - Cap. 85 - Cada hora



Emmanuel - Livro Religião dos Espíritos - Chico Xavier - Cap. 85


Cada hora


721. É meritória, de qualquer ponto de vista, a vida de mortificações ascéticas que desde a mais remota Antiguidade teve praticantes no seio de diversos povos?

1 “Procurai saber a quem ela aproveita e tereis a resposta. Se somente serve para quem a pratica e o impede de fazer o bem, é egoísmo, seja qual for o pretexto com que entendam de colori-la. Privar-se a si mesmo e trabalhar para os outros, tal a verdadeira mortificação, segundo a caridade cristã.” (O Livro dos Espíritos)


Faze de cada hora — um poema de amor.

Renúncia vazia — terra seca.

Oração sem serviço — candeia apagada.

Alegria sem trabalho — flor sem proveito.

Cultura sem caridade — árvore estéril.

Sermão sem exemplo — trovoada sem chuva.

Tribuna sem suor — esquife sonoro.

Inteligência trancada — luz no deserto.

Vida sem ação — enterro lento.

Filosofia sem bondade — conversa vã.

Talento oculto — fonte escondida.

Fé parada — vaso inútil.

Virtude sem movimento — ninho morto.

Lição sem obras — museu de ideias.

Repara os recursos de que dispões:

Pensamento nobre.

Conhecimento superior.

Raciocínio pronto.

Diretrizes claras.

Ouvidos percucientes.

Olhos iluminados.

Verbo fácil.

Movimentos livres.

Mãos seguras.

Pés hábeis.

Não te afeiçoes a mortificações improfícuas.

Cada criatura, onde passa, deixa o próprio reflexo.

Só a inércia vagueia no mundo como sombra na sombra.

Tu, porém, deves caminhar, à feição do raio solar, dissipando as trevas.

Cada hora, podes fazer a dor menos amarga.

Cada hora, podes fazer a luta mais construtiva.

Imensos são os males do mundo — não os agraves com o desespero.

Enormes são as mágoas dos outros — não as multipliques com o fel da reprovação.

Onde estiveres, restaura, conserta, alivia, ampara e desculpa…

Em qualquer circunstância, recorda o Cristo, que passou entre os homens entendendo e ajudando…

E ainda mesmo quando se viu condenado sem culpa, pelos mesmos homens aos quais servia, partiu para a morte, perdoando e amando… 

Torturado na cruz, mas de braços abertos.


Emmanuel











Reunião pública de 27 de Novembro de 1959.

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