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terça-feira, 28 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 30 - Aptidão e habilitação



Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 30


Aptidão e habilitação


"Em Deus está a minha salvação, e a minha glória; de Deus é que espero o meu socorro, e a minha esperança em Deus está." (Salmos, 62:7)


Aptidão é a capacidade do Espírito para executar essa ou aquela tarefa no plano evolutivo em que se vê situado.

Por isso mesmo, aptidão bem aplicada é acesso do homem a níveis mais altos, de conformidade com a Lei Divina que retribui a cada um, segundo as obras que realiza.

A Terra é vasto campo de oportunidades ao desenvolvimento de nossos recursos potenciais.

Com o fim de aperfeiçoá-los, distribui a Bondade Eterna as habilitações humanas, de acordo com as nossas petições e desejos.

Entretanto, não bastará obtê-las para que a alma se honorifique com o triunfo indispensável nesse ou naquele círculo de ação.

Deus concede os títulos, cabendo ao homem o justo dever de usá-los e enobrecê-los.

Aqui vemos um médico, dignamente formado para o sacerdócio da cura, no entanto, se o esculápio, com diploma de mérito, não suporta os enfermos, debalde receberá o beneplácito da escola de medicina.

Além, anotamos um professor devidamente preparado à frente do magistério, mas se lhe falta amor para com os aprendizes, em vão terá recolhido as bênçãos da cultura.

E, em toda parte, vemos operários convocados ao trabalho, desprezando a oficina que os acolheu; mães que se ausentam do templo doméstico, hostilizando a nobre missão que o Céu lhes conferiu, e pais que desertam do lar, fugindo deliberadamente ao apostolado afetivo que lhes poderia preparar no presente de trabalho o futuro iluminado de amor.

Segundo é fácil perceber, somos depositários felizes de preciosas habilitações na Terra que muitas vezes menosprezamos em prejuízo próprio, esquecendo que todos possuímos aptidões para concretizar o melhor em nosso próprio caminho.

Se já podes compreender a verdade, aproveite os títulos que te foram emprestados pelo Senhor na pauta das convenções terrestres, na certeza de que, com eles, deténs contigo as mais amplas oportunidades de servir aos semelhantes e crescer para Deus.

Recorda que a enxada mais rica é simples candidata à ferrugem quando não atende à habilitação a que se destina e, fazendo da própria vida o teu instrumento de trabalho e de estudo, sem que percebas, o mundo conferir-te-á outros talentos e outros valores, armando-te de novos recursos para a conquista de novas e mais belas experiências.


Emmanuel












sábado, 6 de junho de 2026

Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 33 - Emancipação além-túmulo



Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 33


Emancipação além-túmulo


Se aspiras a compreender o que seja a emancipação espiritual para os que esperam a morte, de mãos no arado das obrigações fielmente cumpridas, ouve os companheiros encarcerados nas provas supremas da retaguarda.

Pergunta aos cegos que passam a existência buscando debalde fitar o colorido das flores, como se comportariam, obtendo, de improviso, o dom inefável da visão, diante da luz;

examina os mais íntimos anelos dos paralíticos, que atravessam longo tempo atarraxados no catre da aflição, suspirando por rastejarem;

reflete no martírio dos companheiros que amargam no hospital o transitório desequilíbrio da mente, sequiosos de retorno ao próprio domínio;

sonda a agonia silenciosa dos mudos que despenderiam alegremente todas as forças de que dispõem, a fim de pronunciarem breves palavras;

registra os soluços dos órfãos pequeninos, suplicando aconchego no coração materno;

medita na tortura constante dos que foram expulsos do lar, injustiçados e infelizes, sonhando o regresso aos braços que mais amam;

relaciona os suplícios dos que jazem nas penitenciárias dispostos a darem tudo de si mesmos, pelo perdão das próprias vítimas, de modo a aplacarem as chamas do remorso que lhes revolvem as consciências;

conta as lágrimas das mães desditosas que anseiam acariciar os filhos domiciliados para lá do sepulcro e dos quais se separaram, muitas vezes, nas horas mais belas da juventude;

observa o tormento da alma que ficou sozinha no mundo, tateando em desespero a lousa em que viu desaparecer os derradeiros sinais humanos da outra alma, cujo amor lhe resume a razão de ser;

inventaria os pesadelos ignorados de quantos se curvaram para a terra, suportando os extremos achaques da velhice corpórea, à feição do viajante dentro da noite, indagando às estrelas da oração pela hora da alva…

Emancipação! Todos os que estiveram, um dia, encadeados às trevas da provação conhecem a grandeza dessa palavra!

Emancipação espiritual é a mensagem da morte, no entanto, para que a morte seja alegria e clarão; liberdade e reencontro, é preciso tenhamos sabido aceitar a escola da experiência terrestre, aprendendo a sofrer e servir na veste física, a encharcar-se de suor no trabalho digno, a fim de recebermos as chaves de luz do lar eterno, na plenitude da Vida Maior.


Emmanuel










domingo, 24 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7 - Antes do berço

    

Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7


Antes do berço


Antes do berço, quase sempre, conhece a alma humana, plenamente desperta, grande parte dos débitos que lhe induzem o coração a remergulhar nas forças do Plano Físico.

Muitas vezes, com o auxílio dos benfeitores que lhe endossam as novas experiências, contempla o quadro de provações em que testemunhará humildade e renúncia.

Muitos candidatos ao recomeço da aprendizagem na Terra, em semelhantes visões do limiar, tremem e choram, debatendo-se em clamoroso receio, acovardados à última hora, quando já não podem recuar nas decisões assumidas.

É então que o afeto dos pais lhes confere doce refúgio.

No clima nutriente do lar, aquietam as próprias ânsias, refazendo-se à luz do entendimento e da prece, para combate consigo mesmo na estrada redentora.

Entretanto, se pais e mães, nessa hora, surgem moralmente inabilitados, entre a indiferença e a discórdia, desajustes e enfermidades poderão sobrevir na grande passagem, porquanto o aborto e o desequilíbrio aparecerão, aflitivos, sobrecarregando o nascituro de pesados gravames que, em muitas ocasiões, só a morte inesperada conseguirá reprimir.

Pais amigos, guardai convosco, ante o berço terrestre, a oração e o carinho, a caridade e a paz, porque sois responsáveis, na luz da reencarnação, por aquele que volta, em nome do Senhor, a rogar-vos abrigo, a fim de burilar-se e servir, ofertando-vos, ao mesmo tempo, as mais nobres oportunidades de elevação!…


Emmanuel









domingo, 8 de fevereiro de 2026

Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 19 - Antes da luta



Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 19


Antes da luta


Da montanha de luz, a alma contempla o vale escuro em que lhe compete trabalhar, na aquisição dos valores imperecíveis para voo aos Céus Mais Altos, e aprecia os aspectos da luta sob o prisma adequado à sua justa ascensão…

Cabe-lhe tomar a veste física, por algum tempo, à maneira do aluno que se prepara convenientemente para o ingresso à escola em que se lhe habilitará a competência ante o serviço mais nobre.

E o Espírito reflete em termos de eternidade disputando o trabalho mais árduo como recurso eficiente à vitória que almeja.

A opulência material afigura-se-lhe deplorável pobreza de elevação.

O contentamento de si próprio na gratificação dos sentidos aparece-lhe por reclusão no clima entorpecente do egoísmo.

A beleza física surge-lhe ao discernimento por perigoso empecilho ao triunfo, nas qualidades que pretende adquirir e aperfeiçoar.

A evidência social é interpretada ao seu correto juízo por fixador de lamentáveis ilusões, embora as nobres responsabilidades que essa mesma evidência é portadora.

O brilho da intelectualidade vazia sugere-lhe o acesso fácil à cristalização na vaidade e no orgulho.

E a casa terrestre sem problemas se lhe destaca à observação por túmulo de ameaçadora ociosidade em que, provavelmente, se lhe congelarão os melhores impulsos de aprimoramento.

Incorporado, porém, ao vale, eis que frequentemente se deixa enganar por miragens e fantasias, fugindo deliberadamente à realidade que, mais tarde, somente a dor e a morte lhe impõem de novo ao olhar.

Ninguém menospreze a luta e a provação, o trabalho e a dificuldade que, na Terra, nos favorecem o burilamento espiritual para a Vida Superior.

Façamos de cada dia um capítulo de serviço e bondade no livro de nossas relações ante a vida e os nossos semelhantes!

Que a alegria e a esperança, o otimismo e a fé nos ilumine a estrada, ainda mesmo quando sejamos induzidos a libertar nossas aflições em forma de lágrimas!

Sejamos, hoje, corações fraternos e amigos, irmanando-nos uns aos outros na solução dos enigmas que nos são próprios à experiência comum, porque, amanhã, a morte nos terá reunido novamente a todos no templo da verdade, furtando-nos ao engodo da fantasia e restabelecendo-nos a visão.


Emmanuel










terça-feira, 30 de setembro de 2025

Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 23 - Honrar pai e mãe







Declara o mandamento expresso da Lei Antiga:

— “Honrarás pai e mãe.” (Êxodo 20.12)

E Jesus, mais tarde, em complementação das verdades celestes, afirmou positivo:

— “Eu não vim destruir a Lei.” (Mateus 5.17)

Entretanto, no decurso do apostolado divino, o Senhor chega a dizer:

— “Aquele que não renunciar ao seu pai e à sua mãe não é digno de ser meu discípulo.” (Lucas 14.26)

Ao primeiro exame, surge aparente desarmonia nos textos da lição. Contudo, é preciso esclarecer que Jesus não nos endossaria qualquer indiferença para com os benfeitores terrenos que nos ofertam a bênção do santuário físico.

O Mestre exortava-nos simplesmente a desistir da exigência de sermos por eles lisonjeados ou mesmo compreendidos.

Prevenia-nos contra o narcisismo pelo qual, muitas vezes, no mundo, pretendemos converter nossos pais em satélites de nossos pontos de vista.

Devemos, sim, renunciar ao egoísmo de guardá-los por escravos de nossos caprichos, no cotidiano, a fim de que lhes possamos dignificar a presença, com a melhor devoção afetiva, perfumada de humildade pura e de carinho incessante.

Em tempo algum, pode um filho, por mais generoso, solver para com os pais a dívida de sacrifício e ternura a que se encontra empenhado.

A Terra não dispõe de recursos suficientes para resgatar os débitos do berço no qual retornamos em nome do Criador, para a regeneração ou elevação de nossos próprios destinos.

Lembra-te ainda do Mestre Incomparável confiando a divina guardiã de seus dias ao apóstolo fiel, diante da cruz e não te creias, em nome do Evangelho, exonerado da obrigação de honrar teus pais humanos, em todos os passos e caminhos do mundo, porque no devotamento incansável dos corações, que nos abrem na Terra as portas da vida, palpita, em verdade, o amor inconcebível do próprio Deus.


Emmanuel










quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 29 - A lição do esquecimento



Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 29


A lição do esquecimento 


Não fosse o olvido temporário que assegura o refazimento da alma, na reencarnação, segundo a misericórdia do Senhor que lhe orienta a reta justiça, decerto teríamos no mundo, ao invés da escola redentora, a jaula escura e extensa, onde os homens se converteriam em feras a se digladiarem indefinidamente.

Não fosse o dom do esquecimento que envolve o berço terrestre e o ódio viveria eternizado, transformando a Terra em purgatório angustioso e terrível, onde nada mais faríamos que chorar e lamentar, acusar e gemer.

A Divina Bondade, contudo, em cada romagem do Espírito no campo do mundo, confere-lhe no corpo físico o arado novo, suscetível de valorizar-lhe a replantação do destino, no rumo do porvir.

De existência a existência, o Senhor vela-nos caridosamente a memória, a fim de que saibamos metamorfosear espinhos em flores e aversões em laços divinos.

O Pai, no entanto, com semelhante medida, não somente nos ampara com a providencial anestesia das chagas interiores, em favor do nosso êxito em novos compromissos.

Com essa dádiva, Ele que nos reforma o empréstimo do ensejo de trabalho, de experiência a experiência, nos induz à verdadeira fraternidade, para o esquecimento de nossas faltas recíprocas, dia a dia.

Aprendamos a olvidar as úlceras e as cicatrizes, as deformidades e os defeitos do irmão de jornada, se nos propomos efetivamente a avançar para diante, em busca de renovadores caminhos.

Cada dia é como que a “reencarnação da oportunidade”, em que nos cabe aprender com o bem, redimindo o passado e elevando o presente, para que o nosso futuro não mais se obscureça.

Nas tarefas de redenção, mais vale esquecer que lembrar, a fim de que saibamos mentalizar com segurança e eficiência a sublimação pessoal que nos cabe atingir.

O Senhor nos avaliza os débitos, para que possamos adquirir os recursos destinados ao nosso próprio reajustamento à frente da Lei.

Recordemos o exemplo do Céu, destruindo os resíduos de sombra que, em forma de lamentação e de queixa, emergem ainda à tona de nossa personalidade, derramando-se em angústia e doença, através do pensamento e da palavra, da voz e da atitude.

Exaltemos o bem, dilatemo-lo e consagremo-lo nos menores gestos e em nossas mínimas tarefas, a cada instante da vida, e, somente assim, aprenderemos com o Senhor a olvidar a noite do pretérito, no rumo da alvorada que nos espera no fulgor do amanhã.


Emmanuel











segunda-feira, 4 de março de 2024

Bezerra de Menezes - Livro Cristo em Nós - Carlos A. Baccelli - Família



Bezerra de Menezes - Livro Cristo em Nós - Carlos A. Baccelli


Família


A família consanguínea, dentro do Educandário Terrestre, pode ser considerada um curso de extensão de paciência.

No ambiente aconchegante ou hostil do lar, o espírito reencarnado tem a bendita oportunidade de revelar o seu aproveitamento espiritual nas lições recebidas cotidianamente.

Convivendo com os familiares mais próximos, debaixo do mesmo teto, o espírito tem a sua melhor chance de autossuperação.

Quem mais compreende é quem mais cresce.

Quem mais renuncia é quem mais conquista.

Quem mais serve é quem mais se liberta.

Dentro dos conflitos domésticos, tão comuns nas famílias que se organizam na Terra, o exercício da paciência, aliado ao silêncio de quem mais ouve do que fala, representa garantia de êxito para o espírito que pretende alcançar a sua própria redenção.

 
Bezerra de Menezes















terça-feira, 12 de outubro de 2021

Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 1 - Em família




Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 1


Em família


A família consanguínea é lavoura de luz da alma, dentro da qual triunfam somente aqueles que se revestem de paciência, renúncia e boa vontade.

De quando a quando, o amor nos congrega, em pleno campo da vida, regenerando-nos a sementeira do destino.

Geralmente, não se reúnem a nós os companheiros que já demandaram a Esfera Superior, dignamente aureolados por vencedores, e sim afeiçoados menos estimáveis de outras épocas, para restaurarmos o tecido da fraternidade, indispensável ao agasalho de nossa alma, na jornada para os cimos da vida.

Muitas vezes, na condição de pais e filhos, cônjuges ou parentes, não passamos de devedores em resgate de antigos compromissos.

Se és pai, não abandones teu filho aos processos evolutivos da natureza animal, qual se fora menos digno de atenção que a hortaliça de tua casa.

A criança é um “trato de terra espiritual” que devolverá o que aprende, invariavelmente, de acordo com a sementeira recebida.

Se és filho, não desprezes teus pais, relegando-os ao esquecimento e subestimando-lhes os corações, como se estivessem em desacordo com os teus ideais de elevação e nobreza, porque também, um dia, precisarás da alheia compreensão para que se te aperfeiçoe na individualidade a região presentemente menos burilada e menos atendida.

A criatura no acaso da existência é o espelho do teu próprio futuro na Terra.

Aprende a usar a bondade, em doses intensivas, ajustando-a ao entendimento e à vigilância para que a tua experiência em família não desapareça no tempo, sem proveito para o caminho a trilhar.

Quem não auxilia a alguns, não se acha habilitado ao socorro de muitos.

Quem não tolera o pequeno desgosto doméstico, sabendo sacrificar-se com espontaneidade e alegria, a benefício do companheiro de tarefa ou de lar, debalde se erguerá por salvador de criaturas e situações que ele mesmo desconhece.

Cultiva o trabalho constante, o silêncio oportuno, a generosidade sadia e conquistarás o respeito dos outros, sem o qual ninguém consegue ausentar-se do mundo em paz consigo mesmo.

Se não praticas no grupo familiar ou no esforço isolado a comunhão com Jesus, não te demores a buscar-lhe a vizinhança, a inspiração e a diretriz.

Não percas o tesouro das horas em reclamações improfícuas ou destrutivas.

Procura entender e auxiliar a todos em casa, para que todos em casa te entendam e auxiliem na luta cotidiana, tanto quanto lhes seja possível.

O lar é o porto de onde a alma se retira para o mar alto do mundo, e quem não transporta no coração o lastro da experiência dificilmente escapará ao naufrágio parcial ou total.

Procura a paz com os outros ou a sós.

Recorda que todo dia é dia de começar.


Emmanuel








Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Emmanuel - Livro Pensamento e Vida - Chico Xavier - Cap. 12 - Família




Emmanuel - Livro Pensamento e Vida - Chico Xavier - Cap. 12


Família


A família consanguínea, entre os homens, pode ser apreciada como o centro essencial de nossos reflexos. Reflexos agradáveis ou desagradáveis que o pretérito nos devolve.

Certo, não incluímos aqui os Espíritos pioneiros da evolução que, trazidos ao ambiente comum, superam-no, de imediato, criando o clima mental que lhes é peculiar, atendendo à renovação de que se fazem intérpretes. Comentamos a nossa posição no campo vulgar da luta.

Cada criatura está provisoriamente ajustada ao raio de ação que é capaz de desenvolver ou, mais claramente, cada um de nós apenas, pouco a pouco, ultrapassará o horizonte a que já estenda os reflexos que lhe digam respeito.

O homem primitivo não se afasta, de improviso, da própria taba, mas aí renasce múltiplas vezes, e o homem relativamente civilizado demora-se longo tempo no plano racial em que assimila as experiências de que carece, até que a soma de suas aquisições o recomende a diferentes realizações.

É assim que na esfera do grupo consanguíneo o Espírito reencarnado segue ao encontro dos laços que entreteceu para si próprio, na linha mental em que se lhe caracterizam as tendências.

A chamada hereditariedade psicológica é, por isso, de algum modo, a natural aglutinação dos Espíritos que se afinam nas mesmas atividades e inclinações.

Um grande artista ou um herói preeminente podem nascer em esfera estranha aos sentimentos nos quais se avultam. É a manifestação do gênio pacientemente elaborado no bojo dos milênios, impondo os reflexos da sua individualidade em gigantesco trabalho criativo.

Todavia, na senda habitual, o templo doméstico reúne aqueles que se retratam uns nos outros.

Uma família de músicos terá mais facilidade para recolher companheiros da arte divina em sua descendência, porque, muita vez, os Espíritos que assumem a posição de filhos na reencarnação, junto deles, são os mesmos amigos que lhes incentivavam a formação musical, desde o reino do Espírito, refletindo-se reciprocamente na continuidade da ação em que se empenham através de séculos numerosos.

É ainda assim que escultores e poetas, políticos e médicos, comerciantes e agricultores quase sempre se dão as mãos, no culto dos melhores valores afetivos, continuando-se, mutuamente, nos genes familiares, preservando para si mesmos, mediante o trabalho em comum e segundo a lei do renascimento, o patrimônio evolutivo em que se exprimem no espaço e no tempo. 

Também é aí, de conformidade com o mesmo princípio de sintonia, que vemos dipsômanos e cleptomaníacos, tanto quanto delinquentes e enfermos de ordem moral, nascendo daqueles que lhes comungam espiritualmente as deficiências e as provas, porquanto muitas inteligências transviadas se ajustam ao campo genético daqueles que lhes atraem a companhia, por força dos sentimentos menos dignos ou das ações deploráveis com que se oneram perante a Lei.

A tara familiar, por esse motivo, é a resultante da conjunção de débitos, situando-nos no plano genético enfermiço que merecemos, à face dos nossos compromissos com o mundo e com a vida.

Dessa forma, somos impelidos a padecer o retorno dos nossos reflexos tóxicos através de pessoas de nossa parentela, que no-los devolvem por aflitivos processos de sofrimento.

Temos assim, no grupo doméstico, os laços de elevação e alegria que já conseguimos tecer, por intermédio do amor louvavelmente vivido, mas também as algemas de constrangimento e aversão, nas quais recolhemos, de volta, os clichês inquietantes que nós mesmos plasmamos na memória do destino e que necessitamos desfazer, à custa de trabalho e sacrifício, paciência e humildade, recursos novos com que faremos nova produção de reflexos espirituais, suscetíveis de anular os efeitos de nossa conduta anterior, conturbada e infeliz.


Emmanuel







Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

sábado, 15 de agosto de 2020

Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 1 - Em família



Emmanuel - Livro Família - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 1


Em família


A família consanguínea é lavoura de luz da alma, dentro da qual triunfam somente aqueles que se revestem de paciência, renúncia e boa vontade.

De quando a quando, o amor nos congrega, em pleno campo da vida, regenerando-nos a sementeira do destino.

Geralmente, não se reúnem a nós os companheiros que já demandaram a Esfera Superior, dignamente aureolados por vencedores, e sim afeiçoados menos estimáveis de outras épocas, para restaurarmos o tecido da fraternidade, indispensável ao agasalho de nossa alma, na jornada para os cimos da vida.

Muitas vezes, na condição de pais e filhos, cônjuges ou parentes, não passamos de devedores em resgate de antigos compromissos.

Se és pai, não abandones teu filho aos processos evolutivos da natureza animal, qual se fora menos digno de atenção que a hortaliça de tua casa.

A criança é um “trato de terra espiritual” que devolverá o que aprende, invariavelmente, de acordo com a sementeira recebida.

Se és filho, não desprezes teus pais, relegando-os ao esquecimento e subestimando-lhes os corações, como se estivessem em desacordo com os teus ideais de elevação e nobreza, porque também, um dia, precisarás da alheia compreensão para que se te aperfeiçoe na individualidade a região presentemente menos burilada e menos atendida.

A criatura no acaso da existência é o espelho do teu próprio futuro na Terra.

Aprende a usar a bondade, em doses intensivas, ajustando-a ao entendimento e à vigilância para que a tua experiência em família não desapareça no tempo, sem proveito para o caminho a trilhar.

Quem não auxilia a alguns, não se acha habilitado ao socorro de muitos.

Quem não tolera o pequeno desgosto doméstico, sabendo sacrificar-se com espontaneidade e alegria, a benefício do companheiro de tarefa ou de lar, debalde se erguerá por salvador de criaturas e situações que ele mesmo desconhece.

Cultiva o trabalho constante, o silêncio oportuno, a generosidade sadia e conquistarás o respeito dos outros, sem o qual ninguém consegue ausentar-se do mundo em paz consigo mesmo.

Se não praticas no grupo familiar ou no esforço isolado a comunhão com Jesus, não te demores a buscar-lhe a vizinhança, a inspiração e a diretriz.

Não percas o tesouro das horas em reclamações improfícuas ou destrutivas.

Procura entender e auxiliar a todos em casa, para que todos em casa te entendam e auxiliem na luta cotidiana, tanto quanto lhes seja possível.

O lar é o porto de onde a alma se retira para o mar alto do mundo, e quem não transporta no coração o lastro da experiência dificilmente escapará ao naufrágio parcial ou total.

Procura a paz com os outros ou a sós.

Recorda que todo dia é dia de começar.


Emmanuel







Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Emmanuel - Livro Pensamento e Vida - Chico Xavier - Cap. 12 - Família



Emmanuel - Livro Pensamento e Vida - Chico Xavier - Cap. 12


Família


A família consanguínea, entre os homens, pode ser apreciada como o centro essencial de nossos reflexos. Reflexos agradáveis ou desagradáveis que o pretérito nos devolve.

Certo, não incluímos aqui os Espíritos pioneiros da evolução que, trazidos ao ambiente comum, superam-no, de imediato, criando o clima mental que lhes é peculiar, atendendo à renovação de que se fazem intérpretes. Comentamos a nossa posição no campo vulgar da luta.

Cada criatura está provisoriamente ajustada ao raio de ação que é capaz de desenvolver ou, mais claramente, cada um de nós apenas, pouco a pouco, ultrapassará o horizonte a que já estenda os reflexos que lhe digam respeito.

O homem primitivo não se afasta, de improviso, da própria taba, mas aí renasce múltiplas vezes, e o homem relativamente civilizado demora-se longo tempo no plano racial em que assimila as experiências de que carece, até que a soma de suas aquisições o recomende a diferentes realizações.

É assim que na esfera do grupo consanguíneo o Espírito reencarnado segue ao encontro dos laços que entreteceu para si próprio, na linha mental em que se lhe caracterizam as tendências.

A chamada hereditariedade psicológica é, por isso, de algum modo, a natural aglutinação dos Espíritos que se afinam nas mesmas atividades e inclinações.

Um grande artista ou um herói preeminente podem nascer em esfera estranha aos sentimentos nos quais se avultam. É a manifestação do gênio pacientemente elaborado no bojo dos milênios, impondo os reflexos da sua individualidade em gigantesco trabalho criativo.

Todavia, na senda habitual, o templo doméstico reúne aqueles que se retratam uns nos outros.

Uma família de músicos terá mais facilidade para recolher companheiros da arte divina em sua descendência, porque, muita vez, os Espíritos que assumem a posição de filhos na reencarnação, junto deles, são os mesmos amigos que lhes incentivavam a formação musical, desde o reino do Espírito, refletindo-se reciprocamente na continuidade da ação em que se empenham através de séculos numerosos.

É ainda assim que escultores e poetas, políticos e médicos, comerciantes e agricultores quase sempre se dão as mãos, no culto dos melhores valores afetivos, continuando-se, mutuamente, nos genes familiares, preservando para si mesmos, mediante o trabalho em comum e segundo a lei do renascimento, o patrimônio evolutivo em que se exprimem no espaço e no tempo. 

Também é aí, de conformidade com o mesmo princípio de sintonia, que vemos dipsômanos e cleptomaníacos, tanto quanto delinquentes e enfermos de ordem moral, nascendo daqueles que lhes comungam espiritualmente as deficiências e as provas, porquanto muitas inteligências transviadas se ajustam ao campo genético daqueles que lhes atraem a companhia, por força dos sentimentos menos dignos ou das ações deploráveis com que se oneram perante a Lei.

A tara familiar, por esse motivo, é a resultante da conjunção de débitos, situando-nos no plano genético enfermiço que merecemos, à face dos nossos compromissos com o mundo e com a vida.

Dessa forma, somos impelidos a padecer o retorno dos nossos reflexos tóxicos através de pessoas de nossa parentela, que no-los devolvem por aflitivos processos de sofrimento.

Temos assim, no grupo doméstico, os laços de elevação e alegria que já conseguimos tecer, por intermédio do amor louvavelmente vivido, mas também as algemas de constrangimento e aversão, nas quais recolhemos, de volta, os clichês inquietantes que nós mesmos plasmamos na memória do destino e que necessitamos desfazer, à custa de trabalho e sacrifício, paciência e humildade, recursos novos com que faremos nova produção de reflexos espirituais, suscetíveis de anular os efeitos de nossa conduta anterior, conturbada e infeliz.


Emmanuel







Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

terça-feira, 21 de abril de 2020

Emmanuel - Livro Família / Perdão e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 22 - A Terra, nossa escola





Emmanuel - Livro Família / Perdão e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 22


A Terra, nossa escola




Contempla a beleza da Terra — a nossa escola — para que o pessimismo não te obscureça a estrada, anulando-te o tempo na regeneração do destino.

Não será fazer lirismo inoperante, mas sim descerrar os olhos no painel das realidades objetivas.

Pensa no Sol que é luz infatigável;

no céu a constelar-se em turbilhões de estrelas, novas pátrias de luz, exaltando a esperança;

na fonte que se entrega, mitigando-te a sede;

na árvore generosa a proteger-te os passos;

na semente minúscula abrindo-se em flor e pão;

no lar aconchegante a guardar-te, promissor…

Tudo no altar da natureza é prazer de auxiliar e privilégio de servir. Entretanto, muitas vezes, trazemos em nós próprios, tristeza e crueldade por tóxicos do caminho…

E renascentes de ontem cujos minutos gastamos na edificação do próprio infortúnio, temos o coração qual vaso de fel, aniquilando em nós as bênçãos da alegria.

Não podemos negar a condição de Espíritos prisioneiros, quando se nos desdobra a experiência no corpo físico, entretanto, é nessa segregação oportuna que recapitulamos as nossas lições perdidas.

É na veste física que tornamos ao adversário do pretérito, à afeição mal vivida e ao obstáculo que se fez resultado de nossa própria incúria.

Não há mal na Terra, senão em nós mesmos — mal de nossa rebeldia multimilenária diante da Eterna Lei do Amor — gerando os males que nos marcam a imprevidência.

Descerremos as portas da alma à luz da grande compreensão e, buscando aprender com os recursos do mundo, que nos amparam em nome da Divina Providência, reajustemo-nos no amor que entende e socorre, abençoa e serve sempre, na certeza de que, refletindo em nós os Propósitos Divinos, encontraremos, desde agora, nas complexidades e nevoeiros do mundo, a preciosa trilha de acesso ao Eterno Bem.




Emmanuel








Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Chico Xavier - Livro Ainda Hoje - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 45 - Família




Chico Xavier - Livro Ainda Hoje - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 45 

Família


O lar é uma benção do Céu que reúne as pessoas que receberam o privilégio de se auxiliarem mutuamente para melhor atenderem a Deus no progresso de si mesmos.

A família é o grupo em que nascestes para auxiliar e ser auxiliado.



Chico Xavier

domingo, 12 de janeiro de 2020

Emmanuel - Livro Alvorada do Reino/Família - Espíritos Diversos/Chico Xavier - Pág. 16 - Em família





Emmanuel - Livro Alvorada do Reino/Família - Espíritos Diversos/Chico Xavier - Pág. 16


Em família



A família consanguínea é lavoura de luz da alma, dentro da qual triunfam somente aqueles que se revestem de paciência, renúncia e boa vontade.

De quando a quando, o amor nos congrega, em pleno campo da vida, regenerando-nos a sementeira do destino.

Geralmente, não se reúnem a nós os companheiros que já demandaram a Esfera Superior, dignamente aureolados por vencedores, e sim afeiçoados menos estimáveis de outras épocas, para restaurarmos o tecido da fraternidade, indispensável ao agasalho de nossa alma, na jornada para os cimos da vida.

Muitas vezes, na condição de pais e filhos, cônjuges ou parentes, não passamos de devedores em resgate de antigos compromissos.

Se és pai, não abandones teu filho aos processos evolutivos da natureza animal, qual se fora menos digno de atenção que a hortaliça de tua casa.

A criança é um “trato de terra espiritual” que devolverá o que aprende, invariavelmente, de acordo com a sementeira recebida.

Se és filho, não desprezes teus pais, relegando-os ao esquecimento e subestimando-lhes os corações, como se estivessem em desacordo com os teus ideais de elevação e nobreza, porque também, um dia, precisarás da alheia compreensão para que se te aperfeiçoe na individualidade a região presentemente menos burilada e menos atendida.

A criatura no acaso da existência é o espelho do teu próprio futuro na Terra.

Aprende a usar a bondade, em doses intensivas, ajustando-a ao entendimento e à vigilância para que a tua experiência em família não desapareça no tempo, sem proveito para o caminho a trilhar.

Quem não auxilia a alguns, não se acha habilitado ao socorro de muitos.

Quem não tolera o pequeno desgosto doméstico, sabendo sacrificar-se com espontaneidade e alegria, a benefício do companheiro de tarefa ou de lar, debalde se erguerá por salvador de criaturas e situações que ele mesmo desconhece.

Cultiva o trabalho constante, o silêncio oportuno, a generosidade sadia e conquistarás o respeito dos outros, sem o qual ninguém consegue ausentar-se do mundo em paz consigo mesmo.

Se não praticas no grupo familiar ou no esforço isolado a comunhão com Jesus, não te demores a buscar-lhe a vizinhança, a inspiração e a diretriz.

Não percas o tesouro das horas em reclamações improfícuas ou destrutivas.

Procura entender e auxiliar a todos em casa, para que todos em casa te entendam e auxiliem na luta cotidiana, tanto quanto lhes seja possível.

O lar é o porto de onde a alma se retira para o mar alto do mundo, e quem não transporta no coração o lastro da experiência dificilmente escapará ao naufrágio parcial ou total.

Procura a paz com os outros ou a sós.

Recorda que todo dia é dia de começar.



Emmanuel



Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Chico Xavier - Livro Ainda Hoje - Espíritos Diversos/Chico Xavier - Cap. 63 - Família





Chico Xavier - Livro Ainda Hoje - Espíritos Diversos/Chico Xavier - Cap. 63 


Opúsculos — F. C. Xavier — Emmanuel 

Compaixão


PREFÁCIO


Amigo leitor:

Solicitou-nos Jesus: “Amai-vos uns aos outros como vos amei.” 

O amor é vida. E a compaixão é o primeiro degrau de acesso ao amor que Jesus nos legou.

Compadece-te da terra.

Ela produz o pão que te sustenta. Não lhe poluas a grandeza, nem a deixes maltratada.


Compadece-te da mata.

Não lhe ateies fogo inútil. Ela é a fábrica generosa do oxigênio que respiras.


Compadece-te da árvore.

Ela te alimenta com seus frutos dos quais não se serve e nunca se aproveita.


Compadece-te da fonte.

Não lhe atires pedra ou lama. Ela te extingue a sede sem nada pedir em troca.


Compadece-te da erva.

Não lhe pises a vida. Provavelmente amanhã dela virá o remédio que te cure.


Compadece-te dos animais.

Eles te auxiliam a viver. A abelha faz o mel. A vaca oferta o leite.


Compadece-te da lavoura que te enriquece de grãos.

Ela se arregimenta a fim de servir te.


Compadece-te da estrada.

Não lhe cries obstáculos, como sejam pedras ou espinhos. Ela é a companheira do trânsito que precisas.


Compadece-te da própria família.

Ainda mesmo que encontres junto aos entes amados aqueles que não se afinam contigo, a família é o grupo em que nascestes para auxiliar e ser auxiliado.


Compadece-te de tua habitação.

Não a estragues. Seja de mármore ou de taipa, é o recanto que Deus te concedeu para morar.


Compadece-te da lâmpada.

Na estrutura de bojo para a luz elétrica, na condição de tocha, lamparina, lampião ou vela, é recurso que te livra da escuridão.


Compadece-te de teu corpo.

Não faças dele instrumento para qualquer abuso. Ele é o engenho aperfeiçoado que te serve ao próprio Espírito para que te aprimores.


Compadece-te do jardim.

Não lhe tolhas as flores sem necessidade. Elas te embelezam a casa e te perfumam o ambiente.


Compadece-te do teu vizinho.

Talvez não te seja amigo íntimo, no entanto, conforme a necessidade agirá junto de ti, qual se te fosse um parente próximo.


Compadece-te de teu pai.

Se souberes amá-lo, ser-te-á na Terra o melhor amigo. Ama-o sempre: ele te deu o corpo.


Compadece-te de tua mãe.

Ainda que ela não possa ser como desejarias, ei-la na condição de valente heroína, pelas dificuldades e obstáculos que venceu para trazer te à luz!


Compadece-te de teu filho.

Hoje ele é teu enlevo e tua esperança, amanhã será o fruto de teus ensinos e o retrato de teus exemplos.


Compadece-te de tua filha.

Por traumas de passadas existências, é possível que ela te dê problema e preocupação. Abençoa-lhe a presença: Ela vem de Deus.


Compadece-te dos jovens.

Muitos deles, por inexperiência ou ingenuidade, poderão entrar em perigosos enganos, reclamando-te paciência e tolerância. De qualquer modo, recorda que a vida cuidará deles.


Compadece-te de teus irmãos.

Perante a Divina Providência todos somos irmãos; entretanto, temos aqueles da consanguinidade. Justo sabermos viver em paz uns com os outros; se alguns deles, porém, fugirem à lealdade fraternal, desculpa-lhes a fraqueza e entrega-os a Deus.


Compadece-te da criança.

Seja ela dessa ou daquela procedência, dá-lhe bondade, instrução e conforto. No futuro, ela será o que lhe deres.


Compadece-te do amigo.

Guarda profunda estima por aquele que te conquistou a amizade. Em certo momento ele falhou para contigo; perdoa e esquece. Estamos muito longe da perfeição.


Compadece-te do doente.

Provavelmente estará ele impaciente e nervoso, auxilia-o com entendimento e compreensão. Não sabes se amanhã serás o enfermo com necessidades semelhantes.


Compadece-te do estrangeiro.

Ele estará chegando de terras remotas; não sabe falar em teu idioma, nem te conhece os costumes. Lembra-te, porém, que, diante de Deus, todos somos irmãos.


Compadece-te dos idosos.

Auxilia aos idosos, sejam teus parentes ou não. Eles fizeram longa jornada no tempo a fim de fazerem as experiências das quais te aproveitas.


Compadece-te do chefe.

Quem te mantém o trabalho para que não te falte o pão de cada dia, espera a tua lealdade e o teu respeito. Ainda mesmo quando errado merece a tua estima e consideração.


Compadece-te do empregado.

Não lhe sobrecarregues com cargas e encargos superiores às suas forças. Trata-o com atenção e dá-lhe instruções com bondade. Ele te pede trabalho sem escravidão.


Compadece-te dos errados.

Guarda a certeza de que Deus te permite errar a fim de que reconheças a tua fraqueza e imperfeição. Nem todos os errados possuem consciência do que fazem. Lembra-te dos momentos em que te desequilibras sem querer.


Compadece-te dos bons.

Auxilia-os para que prossigam fiéis a eles mesmos. Na comunidade humana não existem criaturas infalíveis. Somente Jesus-Cristo e alguns raros heróis da fé viveram sem cair.


Compadece-te dos maus.

Na Terra não existem os totalmente bons, nem os totalmente maus. Os maus são vítimas de delírios, cuja origem eles próprios desconhecem. Ante as faltas de qualquer delinquente, seja ele quem for, compadece-te.



Emmanuel