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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

André Luiz - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - 2ª Parte, Cap. 15 - Espiritismo



André Luiz - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - 2ª Parte, Cap. 15


Espiritismo


Espiritismo não é apenas o consolador da Terra.

É o renovador do “eu”.

Não constitui somente a iluminação das massas.

É lâmpada acesa para o coração do homem.

Não é simplesmente Boa Nova no espírito popular.

É Nova Mensagem de redenção para o indivíduo.

Não é apenas a fonte miraculosa da graça.

É campo de esforço próprio.

Não é somente a técnica de salvação para todos.

É o processo de solução exata aos problemas de cada um.

Não se resume a palácio de princípios sublimes no corpo ciclópico do século.

É casa de trabalho regenerador para cada dia.

Não representa simplesmente a usina poderosa impulsionando a ascensão coletiva.

É motor destinado à elevação pessoal.

Não está circunscrito ao santuário da esperança reconfortante.

É esfera de serviço ativo da nossa redenção individual no supremo bem.

Espiritismo, pois, que não santifique o Homem, pode ser uma atividade respeitável, mas não edificará no mundo o reino de Deus.


André Luiz












domingo, 26 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Prefácio



Emmanuel - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier


Prefácio


Do correio de outras Esferas, chegam presentemente ao mundo variadas mensagens.

São cartas de esperança e amor, entendimento e carinho.

De irmão para irmão.

De mães abnegadas para filhos afetuosos.

De filhos amigos aos pais dilacerados de aflição.

De trabalhadores agradecidos a lidadores saudosos.

Páginas de ternura e compreensão, vertidas pela alma dos que partiram para a ressurreição sublime, estimulando ao bem e à verdade.

Apelos à resignação e à paz.

Convites ao aperfeiçoamento.

Boas novas de regozijo e consolação.

Alguns companheiros reuniram as missivas deste volume, consagrando-as à plantação da beneficência.

Notícias do Plano espiritual serão transformadas em pão e agasalho, vestimenta e remédio para os necessitados de assistência e reajuste.

Que as páginas deste livro se convertam em socorro para os nossos irmãos menos felizes do caminho, oferecendo, simultaneamente, luz e conforto, renovação e alegria ao leitor amigo, são os nossos votos. Esperando, pois, que o Senhor nos ajude a alcançar os nossos objetivos, entregamos, prazerosamente, aos nossos companheiros de ideal estas cartas do coração para o coração.


Emmanuel







Pedro Leopoldo, 14 de julho de 1952.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 40 - A retribuição



Emmanuel - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 40


A retribuição


“Pedro disse-lhe: e nós que deixamos tudo e te seguimos, que receberemos?” — (MATEUS, 19:27)


A pergunta do apóstolo exprime a atitude de muitos corações nos templos religiosos.

Consagra-se o homem a determinado círculo de fé e clama, de imediato: — “que receberei?”

A resposta, porém, se derrama silenciosa, através da própria vida.

Que recebe o grão maduro, após a colheita?

O triturador que o ajuda a purificar-se.

Que prêmio se reserva à farinha alva e nobre?

O fermento que a transforma para a utilidade geral.

Que privilégio caracteriza o pão, depois do forno?

A graça de servir.

Não se formam cristãos para adornos vivos do mundo e sim para a ação regeneradora e santificante da existência.

Outrora, os servidores da realeza humana recebiam o espólio dos vencidos e, com ele, se rodeavam de gratificações de natureza física, com as quais abreviavam a própria morte.

Em Cristo, contudo, o quadro é diverso. Vencemos, em companhia d’Ele, para nos fazermos irmãos de quantos nos partilham a experiência, guardando a obrigação de ampará-los e ser-lhes úteis.

Simão Pedro, que desejou saber qual lhe seria a recompensa pela adesão à Boa Nova, viu, de perto, a necessidade da própria renúncia. 

Quanto mais se lhe acendrou a fé, maiores testemunhos de amor à Humanidade lhe foram requeridos. 

Quanto mais conhecimento adquiria, à mais ampla caridade foi constrangido, até o sacrifício extremo.

Se deixaste, pois, por devoção a Jesus, os laços que te prendiam às zonas inferiores da vida, recorda que, por felicidade tua, recebeste do Céu a honra de ajudar, a prerrogativa de entender e a glória de servir.


Emmanuel















quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Agar - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 12 - De mais alto



Agar - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 12


De mais alto


Contempla a vida de mais alto para que te não falte, na estrada, a luz do grande entendimento.

Quantos problemas e quantas dores poderiam desaparecer, de imediato, se aprendesses a ver?

Se as lutas ressurgem multiplicadas e dolorosas, sobe à eminência de tua fé e observa os companheiros da viagem humana, acima da discórdia e da agitação.

Quem te parecia egoísta é desventurado e, muitas vezes, aquele que te feriu o coração não passa de louco e infeliz!

Repara, de mais alto, a criatura que passa atirando pedras e espinhos ao lar dos seus irmãos!

Examina da torre de tua compreensão os quadros aflitivos da senda e reconhecerás que o mundo e os semelhantes constituem a nossa casa e a nossa família, pedindo a bênção do auxílio e o bálsamo da piedade.

Do chão duro de Jerusalém, a massa inconsciente via em Jesus o grande flagelado, mas, no madeiro da morte, o Mestre contemplava a multidão de mais alto, e compadecendo-se da escura maldade e da grande ignorância das almas, o Cristo não encontrou dentro de si mesmo outra mensagem ao povo que não fosse a do amor sublime na paciência e no perdão.


Agar








terça-feira, 18 de novembro de 2025

Emmanuel - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 36 - A segunda milha



Emmanuel - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 36


A segunda milha


“E se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas”. — JESUS (Mateus, 5:41)

As milhas a que se reportam os ensinamentos do Mestre são aquelas de nossa jornada espiritual, no processo de elevação, cada dia.

Aprende a ceder para os outros, se desejas realmente ajudar.

Não regenerarás o criminoso atormentando-lhe o campo íntimo com chibatadas verbais, não corrigirás o transviado à força de imposições humilhantes e nem conquistarás a confiança curativa do enfermo, aprofundando-lhes as próprias chagas.

Em qualquer problema que alcance as raízes da alma, é imprescindível penetrar o núcleo vivo de elaboração do pensamento e aí depositar a bendita semente da simpatia, a favor da solução necessária.

Vencer sem convencer é consolidar a discórdia.

Indispensável marchar em companhia dos outros, onde os outros lutam e choram, a fim de que possamos ampará-los com eficiência.

Quem poderia entender o Cristo se o Mestre, longe de descer à Terra, usasse uma tribuna de luz, dirigindo-se do Céu distante aos homens?

Para a renovação de sentimentos alheios, única medida suscetível de estabelecer o progresso espiritual e fundamentar a paz, é imprescindível aprendamos a caminhar com os semelhantes no terreno das concepções que esposam para que a discussão esterilizante não elimine os embriões de fraternidade e confiança que prometem a vitória do amor e da luz.

Não basta, porém, concordar secamente, como quem se desvencilha de um fardo desagradável. É preciso “caminhar com o próximo”, confraternizando. 

Ainda mesmo quando estejamos em companhia de um delinquente, adotemos por guia a piedade edificante, que auxilia sem qualquer exteriorização de superioridade.

Deixa que teu irmão te confie os próprios amargores, sem mágoa, sem espanto e sem revolta. Estende as mãos seguras e bondosas aos que tombaram. 

Aprende a descer para ajudar. E então a tua voz será convenientemente ouvida, porque terás caminhado, em benefício do companheiro ignorante, fraco, perturbado ou sofredor, aquela “segunda milha” das eternas lições de luz.


Emmanuel










segunda-feira, 21 de abril de 2025

Agar - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7 - Desce para ajudar



Agar - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7


Desce para ajudar


Fácil é buscar os recursos da subida, embora muitos se desencantem ao primeiro contato com o pedregulho da montanha íngreme… É sempre doce planejar a ascensão e amealhar recursos para a acidentada viagem.

Promessas, abraços, carinhos são prazeres acessíveis a todos…

Entretanto, quão poucos se lembram de “descer para ajudar”! Quão raros os corações que aprendem a apagar temporariamente a colorida lanterna dos próprios sonhos, a fim de estenderem braços amigos aos que se debatem na sombra do vale ou no lodo escuro do pântano!

Todos sabem que há ignorância, dor e miséria, onde as trevas se aninham, mas dificilmente alguém se recorda de acender alguma claridade para os que, ainda, de muito longe, lhe seguem os passos.

— Não posso! — dizem uns.

— É pecado! — clamam outros.

— Não devo — respondem muitos.

No entanto, Jesus desceu e amparou-nos; renunciou à sublimidade dos anjos e conviveu com os homens; obscureceu a própria refulgência divina e abraçou os pecadores e os transviados na senda terrestre.

Caridade! Caridade! Não estarás ao pé das chagas que agonizam, dos trapos que choram, dos gemidos que não têm voz?

Não viverás pelos braços dos justos, amenizando os padecimentos dos que se projetaram no desfiladeiro da expiação ou no berço dos que renascem sob o temporal das lágrimas no abandono e na indigência?

É por isso que o Mestre, em nos buscando na Terra, fez-se o servidor de todos…

Se tens, pois, na realidade, um coração corajoso, saberás descer com Ele, ajudando e ensinando, levantando e servindo, à maneira do lírio puro que desabrocha no charco sem contaminar-se, convertendo o inferno das criaturas em paraíso do bem para a glorificação do Supremo Senhor.


Agar












segunda-feira, 24 de março de 2025

Emmanuel - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 49 - Façamos luz espiritual



Emmanuel - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 49


Façamos luz espiritual


“Não apagueis o espírito”. — PAULO (1 Tessalonicenses, 5.19)


De modo geral, todos nós, no mecanismo de recapitulações das experiências terrestres, somos reconduzidos a condições difíceis do aprendizado, valorizando a responsabilidade, o livre-arbítrio e a razão, que menosprezamos em outra época. 

Entretanto, apesar da concessão divina do retorno à luta benéfica, precipitamo-nos em despenhadeiros diversos, à distância do caminho que o Pai nos traçou mobilizando divinos mensageiros de seu amor.

A proteção constante.

Considerando a constância da Proteção Divina somos obrigados a reconhecer que, antes do próprio Evangelho de Jesus, a Humanidade já recebia continuadas demonstrações de socorro do Alto, através de emissários numerosos da Providência, nos setores da Religião, da Filosofia e da Ciência, que induziam a criatura à necessária elevação espiritual e à iluminação do seu patrimônio de conhecimentos.

Ausência de equilíbrio. 

Todavia, não obstante o cuidado incessante do Senhor, não temos sabido manter o equilíbrio indispensável entre as margens do caminho reto.

Assoberbam-nos tentações de variados matizes, emergindo da viciação de nós mesmos e compelindo-nos a volta às situações inferiores do pretérito. 

Persiste em nós, ainda mesmo em se tratando dos desencarnados que se localizam nas zonas fronteiriças da carne, o terrível dualismo da animalidade e da espiritualidade simultâneas. Grande é a batalha! Constitui a síntese de muitos séculos de escolha criminosa e de predileções prejudiciais.

Deficiência da razão.

Apesar disso, nossa razão é sempre vigoroso foco de observação e potencial analítico. 

Criamos extensa nomenclatura para classificar os erros do próximo, sabemos discernir, com rigor, as regiões nevrálgicas dos vizinhos e tabelar as faltas alheias com ausência, quase absoluta, de senso evangélico, no exame das minudências circunstanciais. 

Sobram-nos raciocínios contundentes e escasseia-nos sentimento divino para compreender a posição dos que caíram ao longo de penosa iniciação à vida superior, doentes da alma e aflitos do coração. 

Esquecemo-nos de que os sucessos amargos, determinantes das quedas de outrem, são acontecimentos suscetíveis de ferir igualmente a nós outros, que nos supomos inatingíveis.

Exigências do caminho. 

É por isso que toda a cautela se requer na preparação de caminhos por parte dos discípulos modernos. 

O campo da experiência está exigindo maiores recursos de iluminação para o sentimento. 

O trabalhador formado para o serviço é valor da vanguarda, conclamando à renovação geral. 

Muita vez, faz-se preciso abandonar as situações mais reconfortantes e os laços mais estimáveis, a fim de atendermos ao chamamento divino. 

Para quantos se consagraram às realizações do Mestre, o relógio da evolução oferece horas muito diferentes nos tempos que passam.   

Urge aperfeiçoar-se o individualismo de cada servidor à luz sublime do Reino de Jesus, ainda mesmo ao preço de sacrifícios pungentes. 

No cérebro e no coração não ressoam convites ao sentimentalismo doentio, mas ao sentimento edificante, nem apelos à indiferença ou à impassibilidade e sim exortações ao equilíbrio que o Cristo nos legou.

O Preço da Luz.

Não recebemos qualquer aquisição sem preço correspondente. Fatos comezinhos da existência material esclarecem-nos vivamente nesse sentido. Por que motivo aguardaríamos vantagens da compreensão sem o trabalho preciso? 

Não se dependura a virtude no santuário da consciência, como objeto de adorno em tabiques exteriores. Faz-se preciso renovar a mente e purificar o coração. 

Não adquiriremos patrimônios da imortalidade, guardando acervos de pensamentos do campo mortal.   

Não nos renovaremos em Cristo, perseverando nas velhas armadilhas de fantasias da esfera transitória. 

Para elevar a própria vida é imprescindível gastar muitas emoções, aparar inúmeras arestas da personalidade, reajustar conceitos e combater sistematicamente a ilusão.

Vigiemos no Evangelho.

Vigiemos, no templo de nós mesmos, de modo a não apagar e nem reduzir a luz do espírito, controlando as nossas intervenções individuais no campo infinito e eterno da vida. 

Para alcançar semelhante edificação, com a desejável segurança, é impossível afastar-se o aprendiz do Evangelho aplicado ao raciocínio e ao sentimento. Em suas forças vivas, encontramos possibilidades de entendimento com o Cristo, vivendo-lhes os ensinos. Seus padrões de vida eterna desafiam-nos as obras efêmeras, despertando-nos a consciência para a visão de horizontes mais vastos.

Situação amarga.

Enquanto não serenarmos a corrente das paixões que nos caracterizam a individualidade, não alcançaremos o poder indispensável à realização desejada.  

Seremos ouvintes estacionados no jardim ilusório da admiração apressada, crentes perdidos em nova idolatria de falsos valores, pelo olvido de nossos tesouros ocultos e pelo abandono de nossas ferramentas, da possibilidade pessoal. 

Seremos pródigos em aconselhar o bem, esquecidos de aplicá-lo e simbolizaremos compêndios vivos de exortações aos ouvidos alheios, mantendo-nos, embora, em lamentável necrose espiritual.

Reeducação espiritual.

Fujamos à terrível condição da maioria das inteligências modernas, caracterizadas por raciocínios de anjo aliado a sentimentos de monstro. 

A desarmonia que se verifica, no quadro evolutivo das mentes encarnadas, repete-se em nosso Plano de ação. Nas esferas vizinhas da Crosta Planetária instituem-se incontáveis escolas de preparação destinadas à melhoria dos que se distanciam da experiência física à maneira de verme rastejante colado à concha do egoísmo e da vaidade.

É necessário reeducar, readaptar e restaurar personalidades que se demoram nas sombras do “eu”, desinteressadas do santuário que lhes pertence no imo do ser.

Muitos de vós, nos centros espíritas cristãos, realizais presentemente serviços que inúmeras almas somente conseguem levar a efeito, em seguida à libertação do corpo que as materializava na Terra. 

Aprendem dificilmente a arte do desapego, pelas noções de posse egoística que cristalizaram em si próprias e daí a necessidade de volumosas lágrimas para a retificação dos erros da imprevidência. 

Os discípulos sinceros de Jesus operam atualmente, como trabalho máximo, o despertamento próprio, a própria iluminação. Esse, de fato, o objetivo primordial da doutrina, a melhoria da criatura para o mundo melhor.

O setor científico do Espiritismo, em verdade, pode construir notáveis convicções e disseminar flores admiráveis de intelectualidade e filosofia superficial. Mas a simples demonstração científica não realiza as conversões e transubstanciações necessárias à renovação benéfica do homem e do mundo. 

Não devemos limitar o movimento libertador das consciências que o Espiritismo instituiu no Planeta a mero serviço de informações verbalísticas entre dois Planos diferentes de vida. É imprescindível ponderar e raciocinar com a realidade cristã.   

Podemos incentivar nossas relações com as Esferas mais altas, estender a visão psíquica, ampliar expressões fenomênicas, mas se relaxarmos o trabalho de manutenção da luz divina, permitindo que a chama da Divindade se apague, dentro de nós, todo o esforço resultará infrutífero.

Exemplifique com Jesus.

Curemo-nos, portanto, da velha paralisia sentimental, exemplificando a humildade e a fraternidade de cuja conceituação e definição temos sido excelentes portadores. 

Reduzamos a exportação de conselhos fáceis, para atender à obra difícil da nossa própria redenção com o Cristo de Deus.

Instalemos a ponderação no centro de nossos pensamentos e sigamos o Mestre Divino nas múltiplas circunstâncias que nos assinalam a luta.

Sustentando a lâmpada de nossa fé na superior destinação para a qual fomos lançados à torrente da vida eterna, teremos organizado a energia precisa para que a luz do espírito jamais se extinga dentro de nós.

O discípulo deve e pode refletir a vontade do Senhor, executando-lhe as lições, cada dia.

É para esse esforço que os espiritistas do Evangelho são atualmente chamados, no desdobramento do qual recebemos mais elevadas quotas de auxílio das Esferas Superiores. 

A zona mais alta de suas tarefas apostólicas, na atualidade terrestre, acima do proselitismo apressado e da propaganda fácil, reside no trabalho abençoado de reavivamento da luz espiritual no mundo inteiro, conservando a luz do espírito acesa e brilhante em si próprio.


Emmanuel










sábado, 15 de março de 2025

Agar - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 10 - Como quer o Senhor



Agar - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 10


Como quer o Senhor


Esqueçamos nossos desejos, muitas vezes perniciosos e perturbadores, a fim de que a luta edificante se processe, como quer o Senhor, à distância de nossa inoportuna interferência.

Surge a noite tenebrosa, mas para que novo dia apareça no firmamento.

Ruge a tempestade, mas para que a atmosfera se purifique.

Caem marteladas sobre a pedra, mas para que a pedra se transforme em utilidade e beleza.

Formam-se nuvens no céu, mas para que a chuva nos alimente e beneficie.

As águas do aluvião se represam, além do rio, dando lugar a pântanos infelizes, mas para que a terra seja adubada e enriquecida.

Manifesta-se a doença no corpo, mas para curar as extravagâncias de nossa alma imprevidente.

Busquemos a vontade do Senhor, aprendendo a não perturbá-la.

A ignorância e a miséria, a maldade e a incompreensão vos visitam a porta, a fim de que pratiquemos o bem, segundo os ditames da Providência Divina.

Não menosprezes a tua oportunidade de ajudar e cooperar.

Atender às obrigações da reta consciência é nosso dever mais simples.

Servir sempre é a nossa gloriosa destinação.

Apaguem-se, pois, os pruridos de nossa personalidade incompleta e deseducada, a fim de que o mundo caminhe e a fim de que a nossa estrada se desdobre como quer o Senhor.


Agar











domingo, 23 de fevereiro de 2025

Meimei - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - 1ª Parte - Cap. 68 - No caminho



Meimei - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - 1ª Parte - Cap. 68


No caminho


Plantemos flores onde repontem, ameaçadores, espinheiros agrestes.

Lancemos a mensagem do bem, onde o mal procura envolver situações, criaturas e coisas, estabelecendo aflições inúteis.

Estendamos os recursos da amizade leal, onde a discórdia tente consolidar o escuro domínio que lhe é próprio.

Auxiliemos com o nosso concurso irmão, onde a leviandade desajuda.

Façamos da solidariedade a bandeira de nossa marcha permanente para diante, dentro da nossa sede de progresso, porque, em verdade, somente a compreensão, a tolerância e a fraternidade, com o perdão e o amor por normas inalteráveis de serviço, conseguem efetivamente amparar, lenir, soerguer e salvar.


Meimei











segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

André Luiz - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - 1ª Parte, Cap. 19 - O irmão de Jesus



André Luiz - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - 1ª Parte, Cap. 19


O irmão de Jesus


O irmão de Jesus é todo aquele que simplifica a existência pelo padrão da manjedoura de Belém ou pela carpintaria de Nazaré, honrando a humildade e o trabalho;

que serve, com a mesma despreocupação pela recompensa imediata com que o Divino Amigo amparou a humanidade inteira;

que ajuda, perdoando tantas vezes quantas forem necessárias, compreendendo, pelos métodos do Senhor, que ninguém pode trair a Lei, no tempo e na consequência, na evolução ou no mérito individual;

que ensina, com as demonstrações do exemplo, no mesmo critério por Ele adotado, à frente da multidão;

que ama e se sacrifica pelo bem de todos, dentro das mesmas medidas de renúncia, através das quais o Celeste Embaixador aceitou, sem revolta, o supremo testemunho na cruz.

Sem essas características, na posição em que nos movimentamos perante o próximo, somos devedores, beneficiários, aprendizes, seguidores ou verdugos d’Ele, que ainda não passamos de candidatos ao título de irmãos do Senhor, na romagem dos séculos sem fim…


André Luiz












terça-feira, 22 de outubro de 2024

Maria Augusta Bittencourt - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 61 - Ajudemo-nos



Maria Augusta Bittencourt - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 61


Ajudemo-nos


O tempo é o advogado de todos. Fala sem palavras e exalta sem louros humanos. Confere a cada um, segundo as próprias obras, a alegria ou a dor, a libertação ou o cativeiro.

Jesus não nos conhece pelos títulos religiosos que possuímos no mundo, mas pelo nosso coração, pelo nosso caráter e pelos nossos sentimentos. 

Vale mais acumular dons de servir e lutar pelo bem, que guardar moedas ou títulos destinados ao esquecimento.

Bem-aventurado é o trabalhador que, na hora do crepúsculo, se sente ainda com o tesouro do serviço. As estrelas brilham para ele com renovado fulgor e o Pai de Infinita Bondade lhe renova as energias para o trabalho a fazer.

Que encontremos em tudo e sobretudo a felicidade de trabalhar para o bem, sem repouso. O Céu nos fortalecerá para que não desfaleçamos na marcha.

Louvemos os padecimentos que nos surpreendem a caminhada, porque não possuímos mais competentes instrutores para guiar-nos ao cume da divina ressurreição.

Desculpemos a existência pelos golpes que nos oferece. Pensemos que os nossos dias mais felizes são aqueles da mágoa e do sofrimento, que muitas vezes nos perseguem na Terra.

Viver confiando em Deus, ainda mesmo que as provações se multipliquem, significa tudo na base do êxito espiritual.

A oração é o remédio milagroso que o doente recebe em silêncio.

A vida é infinita e o dia se renova constantemente, sob o hálito divino do Criador.

A morte é a grande niveladora no mundo e precisamos, em muitos casos, esperar por ela, a fim de que certos problemas sejam desvendados.

A meditação e a prece serão sempre lugares benditos de reencontro com a inspiração divina.

As dificuldades são luzes, quando aproveitamos o seu concurso para o bem.

Ajudemo-nos, ajudando aos outros, na tarefa da nossa própria libertação. 

É indispensável admitir a necessidade do nosso testemunho no sacrifício, para nos abeirarmos da verdade e suportá-la.

Precisamos crer no poder do trabalho e da boa vontade, os sublimes orientadores da alma, no roteiro que o Mestre nos traçou.


Maria Augusta Bittencourt












Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Agar - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - 1ª Parte, Cap. 6 - Jesus em nós



Agar - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - 1ª Parte, Cap. 6 - Jesus em nós
 

Contempla o quadro sublime da natureza, ante o sol da manhã.

Tudo brilha ao clarão do Céu.

Aqui, a lama reflete cintilações, além, o grão de areia assemelha-se a pequeno diamante perdido, e a poeira esparsa lembra filigranas de luz.

Assim, também, no grande mundo de nossa alma, quando Jesus encontra meios de fulgurar em nós, tudo é amor e criação, alegria e serenidade. 

Envolvidas em seus divinos raios, a tristeza ou a dor, a necessidade ou a luta representam sagrados estímulos à caminhada de ascensão.

Não empanes a glória do astro vivo da fé com a sombra do desânimo ou da indiferença.

Abre as janelas do Ideal à Bênção do Senhor.

Deixa que o pensamento santificante do Mestre te invada o campo íntimo e ouvirás, em ti mesmo, o cântico da paz e do bom ânimo em perene ressurreição.

A existência é o resultado de nossos desejos.

O destino responde às nossas aspirações.

A Graça de Deus vibra em toda parte. É imprescindível, porém, saibamos dilatar a própria visão, de modo a não perder-lhe o favor e o ensinamento.

Cansaço e amargura são ilusões.

Dissabores e desencantos são simples experiências.

Brilhe o sol de Jesus em nossa alma, e tudo será, dentro de nós, entusiasmo de fazer o bem, alegria de viver e privilégio de servir, em plena juvenilidade espiritual para a Vida Eterna.


Agar











quinta-feira, 16 de maio de 2024

Meimei - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 66 - Confia sempre



Meimei - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 66


Confia sempre


Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.

Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.

Crê e trabalha. Esforça-te no bem e espera com paciência.

Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do Céu permanecerá.

De todos os infelizes, os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos são os mais desditosos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.

Eleva, pois, o teu olhar e caminha. Luta e serve. Aprende e adianta-te.

Brilha a alvorada além da noite.

Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte… Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.


Meimei













domingo, 21 de abril de 2024

Agar - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - 1ª Parte, Cap. 11 - Bilhete do coração



Agar - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - 1ª Parte, Cap. 11


Bilhete do coração


Hoje compreendo que os golpes do mundo são amparo providencial às nossas necessidades de reparação.

Que seria de nós sem o sofrimento que nos ajuda a retificar e aprender?

Terra sem arado, permaneceríamos entre os vermes e as plantas daninhas ou, pedra bruta, jamais nos transformaríamos na obra de utilidade e beleza que o buril deve realizar.

Tenhamos calma e paciência.

Devemos à enxada a alegria da mesa farta e, por vezes, ao remédio amargo, a felicidade da cura.

Um dia saberemos tudo. Por agora, baste-nos a convicção de que nos compete trabalhar, incessantemente, para o bem, porquanto a chave do serviço nos descerrará a sublimidade da experiência e com a experiência elevada marcharemos para a comunhão com Deus.

Não nos cansemos de ajudar. O auxílio aos outros tem uma força desconhecida em nosso favor.

Quem tudo dá, tudo recebe.

Quem se afasta da ilusão, aproxima-se da verdade, adquirindo a companhia da humildade e do amor, os dois anjos invisíveis que abrem as portas do Céu.

Cultivando a serenidade e o bem, no círculo de nossa luta, roguemos, pois, ao Senhor ilumine a nossa cruz.


Agar









sexta-feira, 19 de abril de 2024

Meimei - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 72 - Pensamentos



Meimei - Livro Cartas do Coração - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 72


Pensamentos


Meus irmãos:

Ajudemo-nos uns aos outros e Jesus nos ajudará.

A grande ciência que conquista a palma da vitória pode ser resumida em duas palavras: não desanimar.

Nossa família cresce à medida que crescemos com o Amor.

O Evangelho é manancial, é glória, é alegria.

Nunca permitamos que a tristeza ou o desânimo empanem o sol do nosso otimismo.

Cada alma possui mundos a conquistar e todos nós, além dessa herança comum, guardamos instrumentos de luz e fortaleza, recursos de paz e vida para o avanço prodigioso que a fé nos auxilia a sustentar.

Cada consciência é um destino. Cada alma tem o seu roteiro.

Cada coração é arquiteto da felicidade ou da infelicidade que vive a sentir.

Devemos criar flores onde as pedras se amontoam.

Cabe-nos alimentar, com o suor do rosto ou com o sangue do próprio coração, a ventura daqueles que amamos ou de quantos não puderam tecer conosco os laços da verdadeira simpatia fraternal.

Façamos o possível para estender a nossa lavoura de amor, compreensão e carinho, ainda que isso nos custe dores e feridas incontáveis.

A cisterna que esconde as próprias águas costuma transformar-se em residência de lodo e dos vermes consumidores da saúde, mas o poço que se derrama, cantando a alegria de servir, chama-se “fonte”.

Façamos de nossa existência um oásis de carinho e reconforto para quem passa… e aquele que passa em suor e lágrimas, em sombra ou dificuldade, é sempre mais digno de nossa ternura imensa.

Se não repararmos as rosas que desabrocham nos espinhos, os espinhos da luta jamais nos permitirão a colheita sublime das rosas da perfeita felicidade.

Quando o diamante comparece triunfal no tesouro de glórias da natureza, louva, sem palavras, o buril que o dilacerou para estruturar-lhe a forma.

O Amor é o tônico das almas.

A compreensão em Jesus é a maior fortuna para o nosso Espírito.

Aceitemos, serenos e conformados, os golpes do aperfeiçoamento necessário.

A morte é uma ilusão entre duas expressões da mesma vida.

A experiência na Terra é sempre curta, por mais longa que nos pareça.

Quem ama encontra mil assuntos dentro de si mesmo para cada momento de reencontro com os corações amados.

A verdadeira felicidade é simples no pedir e no realizar-se.

O romance das almas é divino e imperecível.

Deus dá tudo a quem tudo Lhe oferece.

Abracemos a caridade com decisão robusta. Ela é nossa lâmpada para a senda da reaproximação com o Cristo.

A morte do corpo é simples acidente para a alma… Além, despertamos na mesma posição interior em que nos achávamos e é tão impraticável a marcha para diante sem corações amigos que nos ajudem, quanto é impossível para a abelha seguir na direção do mel, sem flores ou recursos que a alimentem.

É preciso perder para achar, e nada possuir na Terra para entrarmos na posse dos Tesouros do Céu.

Atendamos ao Senhor para que o Senhor nos atenda. Cuidemos da vontade d’Ele e nossas aspirações serão realizadas.

A existência no corpo de carne é um sopro de vida que esmorece, rápido, através de um vaso de argila frágil.

Nosso destino é a Eternidade. A permanência na Terra, diante dela, é um minuto de sonho.

Entreguemos nosso espírito à noção de imortalidade e guardemos nosso amor nas fibras mais íntimas, conscientes de que ele constitui a nossa felicidade indestrutível, agora e para sempre.


Meimei










Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano