sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Bezerra de Menezes - Psicografia - Júlio Cezar Grandi Ribeiro - Lembrança oportuna




Bezerra de Menezes - Psicografia - Júlio Cezar Grandi Ribeiro


Lembrança oportuna


Filhos:

Nestes momentos de crise existencial por que passa nossa Humanidade, na transição para o milênio próximo, estejamos sempre vigilantes em nossa caminhada. São muitos os obstáculos a transpor e os observadores espirituais, à nossa volta, já impossibilitados de retornar ao Orbe pela reencarnação, inquietos alguns, revoltados outros, vingativos outros mais, julgando-se, muitos deles, injustiçados pela Providência Divina, cobram cada um de nós o necessário aprumo moral-espiritual, a fim de merecermos a Terra do amanhã.

Vigiam-nos de perto.

Espreitam-nos os atos.

Policiam-nos as palavras.

Perscrutam-nos as intenções.

Acompanham-nos os desacertos.

Examinam-nos a honestidade, nas relações do cotidiano.

Medem-nos a estatura cristã, na postura de cada hora. 

Registram-nos erros e deslizes como quem contabiliza, com avidez, créditos a exigir mais adiante.

Relacionam-nos em seus índex de perseguição e cobranças do passado.

Espreitam-nos, na posição em que se encontram, como presas fáceis às suas intenções menos felizes.

Incomoda-lhes nosso mais singelo esforço de melhoria espiritual, por nos distanciarmos de suas aspirações e companhias.

Ontem, comungamos-lhes os ideais sombrios, enquanto hoje, instigados pela renovação cristã, buscamos outros caminhos.
 
Mantenhamos acesa, dentro em nós, a lâmpada viva da fé e, à luz da oração, avancemos à frente segundo as recomendações do Mestre Divino, com ele e a serviço d’Ele que nos pastoreia a caminhada.

Faz-se inadiável a sublime advertência:
 
- “Brilhe a vossa luz!”
 
É imprescindível altearmos a candeia do coração a fim de afugentarmos as sombras, tredas e perigosas, em torno de nossos passos.
 
Ao combustível do Evangelho, seremos sempre capazes de nos manter firmes e dedicados, seguindo nas pegadas luminosas de Jesus.
 
Eis o mesmo momento de cada um tornar a cruz de suas decisões e renúncias, e avançar, por si mesmo, na direção do Mestre.
 
Sem demagogia, nem proselitismo;
 
Sem adiantamentos, nem desculpismos;
 
Sem receios, nem revolta;
 
Sem mascaramentos, nem rotulagem religiosa;
 
Agora, eis o instante decisivo, em nossa vidas, para aquela posição firme, consciente e corajosa de nossa fé!
 
- Orar e Vigiar! - eis a sentença de ordem.
 
Jesus, à nossa frente, ilumina-nos os passos, por Sol Meridiano de nossas almas.
 
Mas, é preciso seguirmos com Ele, escutando-lhe o chamado para não soçobrarmos às intempéries sombrias dos tempos de transição para o Mundo de Regeneração que a Terra nos ensejará.
 
- “Vem e Segue-me!” - conclama o Senhor.
 
Ao optarmos por Jesus, compreendamos a imperiosidade da vigilância e da oração para que os perigos à sua volta não nos intimidem e as tentações de toda ordem não se convertam em angustiantes adiantamentos do Bem em nossas vidas.
 
A experiência terrestre não deve ser desperdiçada. O mundo é nossa escola.
 
Estuguemos, pois, o passo e veremos os obstáculos, sempre no rumo de Divino Amigo, almejando o futuro renovado com que o amanhã da Terra nos aguarda!


Bezerra





Página psicografada em reunião pública da Casa Espírita Cristã, na noite de 05 de Agosto de 1991, pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro, na abertura das reuniões comemorativas alusivas ao “Mês de Bezerra de Menezes”, na Casa Espírita Cristã - Vila Velha/ES - Brasil. (Reformador Junho/1992)


Júlio Cezar Grandi Ribeiro, o Julinho, médium de psicografia, psicofonia, pictografia, de efeitos físicos e cura, desencarnou em Serra, região da Grande Vitória, no Estado do Espírito Santo, no próximo passado dia 12 de agosto de 1999. Diabético, esteve internado por cerca de três meses no Hospital Metropolitano, onde ocorreu o passamento. O sepultamento de seu corpo deu-se no Cemitério Jardim da Paz, no bairro de Laranjeiras, onde acorreram grande número de confrades, alunos e pessoas simples a quem ele atendia com desvelo e carinho nas lides espíritas em Vila Velha, no Bairro do Ibes, Espírito Santo.

Julinho nasceu na cidade de Cachoeiro de Itapemirim no dia 12 de maio de 1935. Filho de Claudionor Ribeiro e Hercília Grandi Ribeiro, ainda encarnada. Formou-se ele em Engenharia e era Professor Universitário na Universidade de seu Estado natal.

De família católica, tomou conhecimento do Espiritismo no ano de 1952, aos 17 anos de idade, quando desabrocharam suas excelentes qualidades mediúnicas.

Prestou relevantes serviços à divulgação da Doutrina dos Espíritos tanto na Federação Espírita do Espírito Santo quanto na Casa Espírita Cristã. Atualmente militava no ”Complexo Educacional Cristão – Instituto  Allan Kardec”.

Deixou alguns livros psicografados tais como: “Isto vos Mando”, ”Irthes e Irthes”, “Jornada de Amor”, “Presença Jovem” e “Seara da Esperança” todos editados pela Pedis.

Recebia poemas de vários autores espirituais e consoladoras mensagens de Benfeitores Espirituais que também traziam  jovens desencarnados para através do chamado correio fraterno, consolarem mães e pais aflitos.

Era comum ele e Maria de Lourdes Cordeiro Silva, a tia Lulu, psicografarem poemas em conjunto. Ele as estrofes pares, ela as estrofes ímpares e, ao final da psicografia, a poesia ficava completa sem solução de continuidade… Por várias vezes isso se deu e, eu própria fui testemunha de inúmeras…

Conta-nos ele próprio, no livro “de Amigos para Chico Xavier”, da Editora Didier o seguinte fato: recordo-me que estávamos em dias de festival de Caridade, promovido pela Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba; os convites de Chico Xavier eram , para mim, ordens de serviço… estávamos nas homenagens ao Kardec brasileiro, Dr. Bezerra de Menezes. Muita gente, muito movimento. Todos queriam ser úteis, desejavam colaborar de alguma forma. Preparar sacolinhas, empilhar quilos de gêneros alimentícios para a distribuição, selecionar roupas e calçados por faixa etária, preparar sanduíches para os assistidos etc… A conversa ia muito animada entre os confrades quando Chico Xavier perguntou-me, de chofre:

“Julinho, você recebeu minha última correspondência? Foi colocada no correio, aqui, em Uberaba, no dia…”

Perfeitamente, Chico. E segui suas recomendações: ler e rasgar!

“Mas você não me respondeu, não é mesmo? Os assuntos eram urgentes e muitos sérios.”

Respondi, sim, Chico. Fiz tudo conforme o recomendado, há quase duas semanas… O que teria acontecido? Algum extravio?

Ah!… reticencioso falou Chico, preocupado com a ideia de extravio da carta, pelo conteúdo de que era portadora. Eu, também me vi intranquilo. Ficamos em silêncio por breves segundos, quando Chico esboçando um sorriso, trouxe alívio às minhas preocupações:

“Julinho, o nosso amigo, o espírito José Grosso vem em nosso socorro. Está dizendo que sua carta está há dias nos correios da cidade. Está a salvo… Por um descuido ficou caída detrás de um móvel, mas ele vai agilizar para que o funcionário a encontre e a faça chegar até aqui. Que bom, meu caro José Grosso!… Deus o abençoe por tanta bondade em seu coração!” E o Chico entrou a comentar sobre o espírito José Grosso, desde os seus primeiros contatos nas reuniões com o médium Peixotinho.”

Daí a pouco ele acrescentou:

“Nosso José Grosso está dizendo que se eu apanhar a correspondência da semana , amanhã, é quase certo que a carta esteja entre as demais.”

No dia seguinte, fomos eu e a médium Lulu – Maria de Lourdes Cordeiro Silva – para a residência de Chico Xavier; muito carinho, gentilezas…Chico serviu-nos biscoitos e, em dado momento, um jovem retorna da cidade com duas bolsas, de couro cru, abarrotadas de correspondência de todo o Brasil endereçadas à Caixa Postal  56 de Uberaba.

Uma montanha de cartas!

Diz-nos o Chico:

“O José Grosso está aqui, Julinho. Afirma que sua carta veio! E recomenda que eu a apanhe antes que os companheiros venham para me auxiliar .”

E sob os olhares curiosos, meu e da Lulu, o médium enfiou o braço direito naquela montanha de cartas sobre a mesa, retirando-o, em instantes, com a minha missiva em suas mãos!

“Eis sua carta, Julinho!”

Chico leu-a em silêncio. e teceu comentários sobre a Misericórdia de Jesus. Um perfume de rosas invadiu o ambiente, exalando dos braços e das mãos do abençoado médium. Era tão abundante, que daí a instantes pingava sobre a mesa e assoalho. Fizemos uma prece.

Todos os assuntos da carta foram solucionados a contento!…” assim termina o seu relato, Júlio Cezar Grandi Ribeiro, à Editora Didier na pessoa de Divaldo Mattos.




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