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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Cap. 3 - Curas



Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Cap. 3


Curas


"Percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo". — (MATEUS, 4:23).


Todo desequilíbrio orgânico promana da mente, de onde vertem forças deletérias incompatíveis com a paz do corpo.

Cristo, o mensageiro da cura em todas as dimensões, prova-nos isto, percorrendo toda a Galileia, ensinando elevados preceitos, como que num preparo, ambientando as almas a pensamentos puros, para que pudessem introjetar nos organismos enfermos o magnetismo puro, emanado de seus laboratórios mentais, em conexão com a natureza, pródiga e benfeitora, a nosso dispor.

Antes de qualquer toque nos doentes, anunciava a Boa Nova, instruía-os acerca das leis de Deus, e convidava os que se curavam pela Sua magnânima presença a não pecar mais, onde deduzimos que o erro gera distúrbios no universo celular, que o reparo depende fortemente da reforma das ideias, no escaninho da mente.

Jesus tinha o dom de curar, por excelência. Foi, quando na Terra, o Maior Médium Curador, bastando somente uma ordem, uma expressão visível, para que o enfermo ficasse livre das enfermidades. Sua fama, relata-nos o apóstolo Mateus neste tópico, correu por toda a Síria, de onde vieram inúmeros enfermos de todos os tipos, e foram todos curados por Ele, além de multidões de várias cidades que O seguiam. A pregação do Evangelho tinha prioridade, antecedendo o toque ou os gestos de curar.

Nuvens de fluidos curativos contornavam a Sua personalidade, como falanges de espíritos puros, esperando a ordem do Divino Médico, na prosa famosa do "Levanta-te e anda", para que tudo fosse feito de acordo com a Sua vontade, como sendo a vontade do próprio Deus. No tocante às curas, imprescindível se faz amestrar a fé, não fugir, mas destronar a dúvida e o desânimo com o calor da esperança. Eis o Cristo como padrão, como exemplo da pureza mediúnica, traçando caminhos, estendendo convites para os novos discípulos da Boa Nova, que renasceram na Terra com a sagrada missão de curar.

Médiuns curadores! Antes de exercitar vossas faculdades de aliviar o próximo, de curar enfermidades, de consolar os desesperados, procurai em primeiro plano o reino de Deus, que para nós é a instrução.

Procurai o reino da luz, que para nós é a educação dos sentimentos. Deixai que o sol do amor invada vossos corações, ampliando, com isso, a Sabedoria, antes de tocar os enfermos. Convidai-os ao reino Evangélico, criai condições para que ele, ou eles, possam ler mensagens educativas. Fazei, se puderdes, que o doente se interesse pelas leituras que transmitem os conceitos do Mestre, principalmente as que revivem a Sua obra imortal de renovação das criaturas. É certo que o corpo deve ser curado.

Desde que têm início nas profundezas da mente, os pensamentos enfermos infernizam o organismo. As ideias desajustadas perturbam o metabolismo, colocando em deficiência o aparelho carnal, de modo que o espírito desalinha sua missão, e sofre as consequências da sua própria ignorância. De fato, a enfermidade nos desperta para a cura verdadeira, obrigando-nos a nos libertarmos pelo conhecimento da verdade. Contudo, o preço desta verdade é o suor das nossas próprias experiências.

Falamos às almas acordadas para o serviço do Bem; por isso, salientamos normas de elevados moldes de disciplina, sem que elas levem o cunho da imposição, deixando somente o convite para o estudo mais profundo das tarefas que nos foram entregues, em favor da coletividade.


Miramez















quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Pág. 9 - Iniciação



Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Pág. 9


Iniciação


"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros". (João, 13:35)

Quem não pode servir desconhece a iniciação cristã. A mediunidade é uma ferramenta de trabalho do Bem, desde quando ela é submetida a uma certa disciplina. O dever primeiro do sensitivo é frequentar a escola do Evangelho, assimilar seus conceitos e disseminar a Boa Nova de Jesus Cristo, pelo exemplo a que o dia-a-dia convida.

O médium que não estuda adormece nos braços da ignorância e perde o caminho da verdade e da vida, até que o tempo, pela explosão da dor, o acorde. Se já trouxestes, ao nascer, a faculdade grandiosa de servir como instrumento para que os espíritos possam falar aos homens das verdades eternas e soberanas, eis a vossa oportunidade de ajudar, de emprestar a vós mesmos, de sorte que inteligências invisíveis falem aos que sofrem, aos encarcerados nas cadeias e nos vícios, aos desesperados, aos familiares aflitos, aos jovens sem rumo, aos velhos cansados, aos homens de negócios, aos ricos e pobres, grandes e pequenos.

A vossa meta já se encontra definida. Nascestes para servir. E se porventura  alguns medianeiros, influenciados pela vaidade, quiserem que os outros reconheçam neles a marca de servidores da coletividade, fazei o que o Cristo aconselha aos Seus discípulos, que João anota no capítulo acima referido: amai-vos uns aos outros, como Ele nos amou. Se o pedido constitui peso para a vossa conduta em formação, pelo menos esforçai-vos em amar, mas começai exercitando outras virtudes mais leves até chegar a este dom maior por excelência, que configura a presença de Deus nos corações dos iniciados na verdadeira caridade.

A mediunidade na Terra iluminou-se com a fala do Mestre. Ele orientou a humanidade, e principalmente os médiuns, de maneira a usar as faculdades a serviço da fraternidade na comunidade a que pertencem. Isolou o comércio dos dons espirituais, proclamando aos seus discípulos: "Dai de graça o que de graça recebestes". E para tirar o medo dos iniciantes do Evangelho de passar necessidades das coisas, acrescenta: "Os lírios dos campos não fiam nem tecem e vestem-se com mais brilho do que os reis; as aves dos céus não plantam nem colhem, no entanto são sempre supridas pela natureza". Todavia, valorizou o trabalho, dizendo: "Todo trabalhador é digno do seu salário". Depois ensinou aos fariseus que deveríamos "Dar a César o que era de César, e a Deus o que era de Deus", mostrando, assim, as linhas de operação mediúnica dos candidatos â verdade, as paralelas das duas operações, as duas metas da própria vida: a física e a espiritual.

Não penseis, meus filhos, que uma iniciação nas hostes do Cristianismo se faz de um dia para outro. Gasta-se tempo e contínuos esforços, sacrifícios inúmeros e subidas, sem precedentes, cuja soma significa muita dor. A Doutrina Espírita não faz médiuns, mas traça para eles caminhos, nos quais poderão ir se libertando dos laços milenários do ódio, ganhando e fazendo ganhar o amor; das presas da inércia, ganhando e conquistando o trabalho; da atmosfera do egoísmo, ilustrando a inteligência e os sentimentos no completo domínio dos impulsos inferiores, sempre abraçando a caridade, como sendo a porta central, por onde o sol de Deus banha o coração. E como o Senhor sabe planejar as coisas e envolvê-las nas belezas imortais, a nos fazer compreender que não pode existir Espiritismo sem a própria mediunidade, ela é um canal por onde transitam as conversações de um mundo com o outro, instrumento imprescindível à sustentação dos seus conceitos. Ela é o aconchego, que a esperança da vida futura faz presente com mais clareza. Abençoemos, pois, essa faculdade, cujas raízes se encravam no complexo humano, a esplender nos sentidos psicossomáticos das criaturas.

A Doutrina Espírita empenhou-se na educação da mediunidade, servindo-se dela para a sua própria expansão. E o ser humano dotado de faculdades mediúnicas, que se entregou à iniciação Espírita, deve trilhar pelos caminhos indicados por ela, que convergem totalmente para o cristianismo nascente, mostrando os meios e fazendo ambiente para os médiuns se renovarem a si mesmos. Antes de fazer parte de uma reunião a serviço desta própria mediunidade, lembrai-vos de perdoar as ofensas. Antes de falar algo como incentivo à caridade, fazei-a. Antes de estimular a vivência do amor, amai os vossos semelhantes.

Se a lei nos diz que os semelhantes atraem os semelhantes, assemelhemo-nos a Cristo ou, pelo menos, esforcemo-nos para ser Seus discípulos. Neste ingente trabalho, os agentes invisíveis do Mestre encontrarão em nós as qualidades indispensáveis para o serviço de Deus, servindo a Cristo, em favor da humanidade.

Médiuns de todos os sistemas doutrináriosl Se quereis ser conhecidos como discípulos de Jesus Cristo, observai essa conduta que não pode ser esquecida.

Ei-la: 

"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros".


Miramez 













sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Pág. 147 - Almas Afins



Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Pág. 147


Almas Afins 


"Diariamente perseveraram unânimes no templo, partiam pio de casa em casa, e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração". Atos — Cap. 2, v. 46

Desde o princípio que Jesus se preocupou em reunir almas afins para seu apostolado de amor. Basta olhar para a natureza e notaremos analogia em tudo. A força que liga as coisas iguais é a do amor, argamassa divina que nos prende mais acentuadamente aos nossos iguais. E ê nesta conjunção por aliança que se destampa o clima da harmonia. As reuniões em um templo não deixam de ser também para estreitar laços de afeições na diligente força da fraternidade.

O Cristo, o maior dentre os homens em inteligência, escolheu, para seu rebanho mais íntimo, doze discípulos altamente afinados entre si e famintos pela sabedoria espiritual. O Mestre despejava sobre eles uma profusão de luzes nunca antes conhecida por homens da Terra. E eles se alimentavam e viviam com essas bênçãos celestiais. Para assegurar esta afirmação, escutemos Paulo, Coríntios, capítulo 10, versículo 3: "Todos eles comeram de um só manjar espiritual". Cada um dos apóstolos era como que um transformador dos tesouros evangélicos, computando riquezas do plano maior, e despejando-as em quem quer que fosse, desde que tivesse sede de amor e fome de justiça. Não obstante, necessário se fazia que houvesse entre os companheiros de Jesus homogeneidade de sentimentos, para que reinasse nos trabalhos de difusão da Boa Nova um ambiente nunca sentido por seres humanos e que prendesse as criaturas, por vicejar paz para quem cultivasse os preceitos disseminados por aquele punhado de homens, que se chamavam cristãos. E o interesse maior desses homens renovados em Cristo era fazer conhecer o Messias.

Podemos dizer que o Evangelho é uma constelação de ideias, orientadas pela singeleza do amor, na mais pura ciência da vida. E o mundo, já cansado e oprimido pelas estreitezas dos conceitos humanos, explodia em guerras, pestes e fomes, como se fosse a própria natureza orando ao criador, pedindo socorro. E Ele veio, na promessa de Isaías e em muitas das profecias antigas. Jesus Cristo foi a resposta divina, como consolo, instrução e amor, ampliando a justiça de Moisés para uma conceituação de fraternidade universal, colocando em meio ao "dente por dente", a misericórdia, e fazendo do deprimente estado de pecado, oportunidade para todos se redimirem pelo trabalho que o perdão inspirasse. Jesus é, por assim dizer, um mistério, dentre os mistérios da vida, porque onde não existe afinidade, Ele estimula a simpatia, e onde há escassez de amor, Ele ensina a caridade.

Médiuns! Escutai esta verdade: almas que se afinam em todas as múltiplas variedades do bem para com os outros criam lastros de riquezas imperecíveis, tornando-se doadores, sem que nunca falte o amor que oferecem. A mediunidade precisa da sabedoria tanto quanto do amor. São dois pilares que não podem faltar na casa biológica onde reside o santo e o sábio, e certamente o místico, pois todos os anjos amam a sabedoria. Nós fomos feitos para estarmos ligados uns aos outros. A vida é unidade: o que nos falta é lembrar que somos irmãos de tudo e de todos, e fazer a nossa parte com aproximação por alegria e confraternização por prazer. Vejamos o exemplo dos apóstolos:

"Diariamente perseveraram unânimes no templo, partiam pão de casa em casa, e tomavam suas refeições com alegria e singeleza de coração"


Miramez













domingo, 28 de julho de 2024

Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Cap. 2 - Os Talentos



Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Cap. 2


Os Talentos


"A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada um segundo a sua própria capacidade, e então partiu" Mateus — Cap. 24, v. 15.

Médiuns! Eis no corpo desta mensagem o que poderá suceder com as vossas faculdades, se o uso não for dirigido pelo bom senso. Sem dúvida, deveis conhecer a parábola dos talentos. Aquele a quem o Senhor confiou cinco talentos teve a audácia luminosa de multiplicá-los, fazendo o mesmo o que recebeu dois. E o trabalhador de posse de um era o que tinha menos qualidades, e o temor não deixou que ele participasse do progresso, anulando suas possibilidades de trabalho.

Partindo desta parábola, poderemos analisar as condições dos chamados médiuns no campo doutrinário do Espiritismo. Mateus anotou, inspirado na mais alta disciplina espiritual, o que serve a nós, encarnados e desencarnados, que trabalhamos na Terra. Os dons mediúnicos são os talentos correspondentes às nossas responsabilidades perante o próprio Cristo. A cada um ele deu, segundo as suas próprias condições espirituais, por justiça.

É bom que lembremos que Deus não coloca fardos pesados em ombros frágeis. O que recebeu cinco tinha condições, pelo labor da sua própria vida, enriquecida pela maturidade de exercitar a dádiva, dando o dobro do rendimento. Igualmente o que ganhou dois. Todavia, o inexperiente, recebendo um talento, guardou-o consigo, temendo perder, na transação espiritual, o tesouro que lhe foi confiado, de sorte que nada produziu, confirmando, então, o que o Mestre antecipa na anotação do apóstolo, ao terminar sua fala: "Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas o que não tem, até o que tem lhe será tirado".

O médium é um instrumento, de onde poderão ser tirados acordes da mais alta significação, desde que ele se afine em toda a sua estrutura. Conforme o tipo de melodia ampliada por ele, certamente inspira milhares de outras, multiplicando até o infinito suas qualidades, sem dar tempo às sombras, sem se acomodar com o que já fez. A esse tipo de medianeiro será dado mais. No entanto, aquele que a inércia fez adormecer por inúmeras conveniências e, ainda mais, por crime de ter pouco em relação a outros, até mesmo o que já tinha lhe será tirado, porque a sua própria disposição negativa entorpece o que já era seu.

O médium incorporado nas hostes doutrinárias de Jesus Cristo destrona do seu próprio eu o egoísmo, que cede lugar à bondade, e hospitalidade, enfim, ao amor, em suas múltiplas expressões, colocando o Cristo como centro de todas as vidas humanas, com todas as possibilidades que poderemos imaginar e, ainda mais, ultrapassando as nossas deduções racionais.

É bom que lembremos que a nossa conversa não tem exigências, desconhece opressões. Nós olhamos para o estudante do Espiritismo Cristão como se fosse aquele mesmo discípulo estuante e vigoroso do Cristianismo nascente. Portanto, as propostas são cabíveis, como fardos, a quem está acostumado a transportar pesos de desilusões humanas. Revigoremos, pois, com mais um pouco de esforço, reformando-nos interiormente, para que o Cristo apareça como sol, na fecundação das nossas vidas, e Médico das nossas almas.

Médiuns! A afetividade promana de corações amadurecidos nos amanhos da existência. Por que não incorporarmos essa qualidade em nós, mostrando que participamos do banquete do Senhor, quando reparte o pão para todos os discípulos? A cordialidade é produto do tempo em que Jesus passa a dominar. Por que não deixar transparecer essa luz de nós para os outros? A cortesia é talento divino a nosso favor. Por que não a multiplicarmos a cada hora, a cada dia, a cada minuto? Tudo isto é lastro doutrinário do Espiritismo, senão do Cristo em nós, que assegura o equilíbrio de todos os intermediários do bem na Terra e no Céu, da vida e pela vida.

Companheiro de jornada terrena: se já recebestes alguns talentos de Deus que vos conferem a faculdade de servir, não interrompais o exercício deste tesouro em benefício da coletividade. Abri as portas da multiplicação. Vigiai a vossa palavra, desde a formação das ideias até os sons imprimidos nelas, para que a mensagem não saia das linhas do amor. Se aflorou na vossa sensibilidade um só dom com evidência, não o enterreis no esquecimento por ciúme de outros com mais possibilidades. Avançai com o que tendes, que vos será dado muitas vezes mais, no reino da consciência. É bom que os que muito receberam não deixem a ferrugem da vaidade estragar a maior importância dos seus tesouros, e que a humildade afrouxe todos os laços dados pela ignorância, de maneira a passar pelos fios da vida. Sede fortes nos tormentos, esperando que, no amanhã, as tempestades vos deixem sentir a luz com mais limpidez, assegurando-vos a certeza de que somente o bem está enraizado na eternidade. Perdoai as ofensas, se porventura vierem ao vosso encontro. Elas, no fundo, ampliam, se souberdes recebê-las, a vossa autoeducação. A mediunidade é um dom universal no rebanho de Jesus, que está sendo educada pelas mãos sábias do Divino Mestre. 

Médiuns! Não importa os talentos que recebestes. Multiplicai-os em favor do próximo, que o próximo fará o mesmo.

"A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada um segundo a sua própria capacidade, e então partiu"


Miramez













quarta-feira, 15 de maio de 2024

Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Cap. 11 - Obsessão



Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Cap. 11


Obsessão 
 

"E este, onde quer que o apanha, lança-o por terra e ele espuma, rilha os dentes e vai definhando. Roguei a teus discípulos que o expelissem, e eles não puderam". Marcos — Cap. 9, v. 18

A obsessão é um mal coletivo, na atualidade. Dela partem inúmeras enfermidades contra as quais a medicina luta. Eis porque a bondade de Deus fez reviver a doutrina do Cristo na expressão do Espiritismo na face da Terra, como receita divina. 0 remédio, deveis buscá-lo na farmacopeia do Evangelho, tendo no Mestre, o Médico das almas. Todavia, nós mesmos é que devemos tomar os medicamentos, pois, para cada um o efeito é diferente.

O materialismo, na Terra, encontra nos homens que com ele afinam, instrumentos de espíritos da mesma estirpe, que trocam ideias no silêncio das ondas magnéticas, ampliando dúvidas nos corações que tentam esquecer a linha doutrinária de Jesus. E daí partem ramificações de doutrinas nascidas sobre colunas carcomidas pelos seus próprios fundamentos. Contradizendo suas exposições, negam a mediunidade e se servem de médiuns para os espíritos das sombras, que os dominam mais do que aos próprios médiuns da luz. Esses últimos ganham o respeito dos seus direitos, por se tratarem de sensitivos de entidades de alta compreensão espiritual. Os primeiros impõem-lhes as suas intenções, não deixando vestígios de que são eles os que compram as ideias formadas nas mentes dos seus tutelados.

A engrenagem da obsessão é, por assim dizer, de difícil comprovação. Se procurais somente a letra, ou como quiserdes compreender, somente a forma, deslizareis em veredas incompreensíveis, achando que estais com a razão, de posse da verdade. Mas a ilusão não é total, e parcela da consciência profunda, de vez em quando, lança dúvidas no consciente, por força da própria verdade, e a alma passa a cismar acerca do que afirma, e trava consigo mesma monólogos intermináveis. Este já é o caminho para crer na realidade dos preceitos de Jesus, na comunicação dos espíritos, reencarnação, etc. Todavia, não poderemos alardear poderes psíquicos que ainda não alcançamos. Isso é menosprezar os valores espirituais. Os extremos não nos fornecem pouso de segurança. São neles que se alicerçam as maiores obsessões. E a desobsessão das pessoas escravizadas a eles, os extremos, se faz gradativamente, por meio de mudanças internas.

Aparecendo um homem possesso de espírito inferior, que dominava por completo as suas faculdades e o fazia sofrer desde criança, foi levado à presença dos discípulos do Mestre, que nada puderam fazer. Quando esse vê o Cristo, agita o doente, espuma, rilha os dentes e vai saindo do enfermo, deixando-o como se estivesse morto. E Jesus ordena: "Não tornes mais para junto dele". E os discípulos vieram ter com o Mestre, querendo saber o porquê dê eles não expelirem o demônio, e o Senhor respondeu-lhes: "Esta casta não pode sair senão por meio de oração e jejum".

As obsessões são diversificadas, em todas as suas expressões. É indispensável que busquemos suas raízes. Elas são enfermidades da alma, tanto desencarnada quanto encarnada, e para que possamos ser bem sucedidos, diagnostiquemo-las bem, para melhor efeito do medicamento. Almas afins se prendem umas às outras, por lei dos iguais. Escrevei as vossas ideias, os vossos impulsos, analisai bem, que notareis o tipo de companhias espirituais que vos cercam.

O médium é qual um receptor que faz ouvir a mensagem da estação sintonizada por faixa. O medianeiro se prende, por prazeres idênticos, a determinadas entidades que falam e convidam ainda seus companheiros a falarem também por instrumento que a eles se entrega, na força das mesmas ideias. Quando queremos sair de uma faixa de vida, só o conseguimos da mesma forma que tiramos um rádio de determinada estação: mudando de canal. Mudar de canal de vida é fazer uma modificação interna. Esforçamo-nos na autoanálise, gastando conosco mesmos aquele tempo que perdíamos em criticar os outros, procurando corrigir os nossos próprios erros, que o tempo nos mostrará outras dimensões em que vamos viver.

O médium é mais visado pela obsessão, por ser mais sensível à influência espiritual. Essa casta de espíritos é afastada por orações, na verdadeira mística da palavra, criando um ambiente favorável, como se estivesse em permanente oração e jejum. O jejum referido por Cristo significa deixar de pensar como de costume, nas lamentações, nas injúrias, no medo, no ódio, na inveja, no ciúme, etc. Neste exercício permanente, vamos ganhando força e desligando-nos das insinuações inferiores de todas as influências das trevas, aprumando-nos como médiuns de Cristo, no serviço de Deus.

A obsessão nasce de milhares de pontos, na invisibilidade dos nossos pensamentos, palavras e gestos. E se não encontrar resistência, ela se avoluma qual as gotas de chuvas, que formam poças, lagos, rios, e o próprio mar.

"E este, onde quer que o apanha, lança-o por terra e ele espuma, rilha os dentes e vai definhando. Roguei a teus discípulos que o expelissem, e eles não puderam." 


Miramez


















terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Cap. 89 - Ao nascer do Sol



Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Cap. 89


Ao nascer do Sol 


"Saindo, porém, o soí a queimou; e porque não tinha raiz, secou-se". Marcos — Cap. 4, v. 6

A parábola do semeador é de profunda importância no campo doutrinário. Saber semear deve ser qualidade inerente ao discípulo de Jesus nesta nova era, para que o tempo seja bem aproveitado, pela luz dos conceitos que o Cristo de Deus nos ligou na eterna disposição do amor, que é o Seu clima. Todo estudioso da filosofia espiritualista tem o dia, no seu mundo íntimo, de nascer o sol da verdade. E quando isso acontece, o seu maior empenho é abrir prismas na sua própria inteligência, para que possam passar algumas claridades, para outras inteligências ainda na obscuridade. E eis que nessa mescla de ajudar com um pouco de vaidade, muito se perde, dado que o terreno não corresponde à pujança das sementes. A perda, porém, é aparente.

O astro Sol enriquece o solo de uma variedade de elementos indispensáveis à vida, assim como o subsolo em que se esconde. Vitaliza as ondas que brincam com as primeiras camadas de água. Atinge as profundezas do oceano, ilumina as árvores por fora e as beneficia por dentro, purifica a a atmosfera volante, para que essa sustente a vida do homem e dos animais. Se o sol está nascendo em nós, abramos os corações e deixemos toda a claridade inundar o nosso ser, e não nos façamos de egoístas. Ofertemos a quem quer que seja, sem que a prepotência ocupe o lugar da humildade. Interessemo-nos pelo bem, não pelo amor, mas por amor.

É de interesse nosso não nos esquecermos do apóstolo Paulo, quando nos adverte: "Tudo, porém, seja feito com decência e ordem". (I Coríntios, cap. 14, 40). O médium favorável à ostentação cria dificuldades para a sua própria amizade, talvez sem intenção, mas se coloca como mestre, esquecendo-se de que, igualmente, é aluno na escola do Cristo. A arrogância se atrofia quando a humildade é cultivada. Vejamos a advertência evangélica, para que nos coloquemos nos devidos lugares: "Eu plantei, Apoio regou; mas o crescimento veio de Deus" (I Coríntios, cap. 3, v. 6). Poderemos plantar boas ideias nos outros, não resta dúvida. Não obstante, é de lógica comum que não nos arvoremos na posição de verdadeiros doadores. Somente na graça do Senhor plantamos. O tempo rega e o crescimento vem de Deus.

A experiência nos faz lembrar e aconselha que o místico, pelo menos de vez em quando, deve estar presente no despontar do sol físico, banhando-se nos seus múltiplos raios e respirando uma atmosfera aliviada do miasma terreno, pois esse espetáculo criará uma disposição interna, para que se avive nele, com fulgor, o sol da alma. Também os exercícios físicos, pela manhã, renovam as energias, proporcionando, principal mente ao médium, uma disposição maior, de sorte a entrar com mais facilidade em comunicação com o mundo espiritual. Mas que seja tudo com moderação e respeito à organização biológica.

A razão nos demonstra que a meditação é a verdadeira prece do santo. Os caminhos que nos levam ao equilíbrio são vários, esperando eles que trilhemos pelas suas veredas. Durante a noite há trabalhos inumeráveis no astral próximo e Terra. Escola, doutrinação, assistência, limpeza psíquica etc. É por isso que todo amanhecer nos traz grande predisposição para o trabalho, alegria e, de certo modo, a esperança. Enquanto os corpos descansam, os espíritos ligados a eles se refazem no mundo espiritual, em contacto com as grandes almas que os orientam, e então respiramos com eles a atmosfera elevada, É O Evangelho vivo em forma de pão espiritual, é Cristo se fazendo em nós, por intermédio dos benfeitores da luz. Eis que isso tudo é problema de sintonia. Se o nosso ideal na Terra é o bem, é nos educarmos, entramos, quando em sono, no reino de aprendizado de Jesus. Sendo o contrário, ligamo-nos, por lei, com as sombras, e as consequências são desastrosas, até aprendermos a amar o bem

Médiuns! Ao nascer o sol de Cristo em vossos corações, não temais em clarear os outros, pensando em desperdício de luz, mesmo que a aparência diga o contrário, como refere o apóstolo. Ponde esta verdade em vossa mente: "Nada se perde".

"Saindo, porém, o sol a queimou; e porque não tinha raiz, secou-se"


Miramez











Fonte: Médiuns-pdf

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Cap. 18 - Desenvolvimento mediúnico



Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Cap. 18


Desenvolvimento mediúnico


"Antes, crescei na graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno". 2 Pedro 3:18


No curso do desenvolvimento da mediunidade, o candidato, de vez em quando, cai em profunda atonia psíquica que, em muitos casos, o leva à desistência. Nas primeiras horas em contato com o mundo invisível, o entusiasmo assume o nosso ser e, de certa forma, transforma-se em fanatismo, que dura pouco ou muito, de acordo com a maturidade do neófito.

Fanatismo é admiração, em demasia, daquilo que não conhecíamos. Depois da conscientização das verdades, tomamos a posição que compete a um estudante refeito das explosões internas do saber. Os estigmas de um médium, nos seus primeiros passos, testam seus valores e engendram meios junto ao coração, para que ele se afirme na longa viagem de exemplificação cristã.

Quando em contato com os livros da Doutrina Espírita, a teoria, por vezes, acende em nossos sentimentos uma labareda em forma de paixão pela causa que abraçamos, pois não existe outro meio, em se conduzindo alguém para a iniciação das coisas espirituais. Depois, em face á vivência do que é aprendido no mundo dos argumentos, no cerne da realidade, temos o impulso de recuar. Essa é que é a hora mais sublime da vida do companheiro que se dispôs a seguir o Cristo, o que todos nós chamamos “remédio amargo”.

Na verdade, é o aprendizado que nos busca sob formas variadas, dentro de um lar, junto aos semelhantes no trabalho, na luta pela saúde, e ainda na mais difícil tarefa: a nossa auto educação. Temos que encontrar a nossa personalidade, como se estivéssemos diante de um espelho mágico, a nos mostrar todos os nossos defeitos, todos os nossos impulsos desagradáveis, toda a nossa violência no trato com os outros, toda a nossa intolerância; a exuberância na vaidade, no orgulho, e a completa insatisfação com o que temos e com o que a vida nos está dando.

Caímos na realidade espiritual e começamos a maior guerra de todos os tempos, aquela de seleção de valores no campo imenso da nossa intimidade. Exercitar os dons mediúnicos, à primeira vista parece-nos felicidade imediata. Todavia, com o passar dos tempos, descobrimos que para chegar a esse paraíso da consciência, haveremos de lutar com as armas que o Cristo nos legou a todos, o maior acervo de defesa que a humanidade conheceu – o Evangelho.

Conhecer é a primeira tarefa do médium, porque o seu conhecimento é como o Alfa da sua jornada e o amor, como o Omega da sua estabilidade consciencial.

É bom que repitamos a conversa do apóstolo Pedro, cujo tópico está nos inspirando: “Antes, crescei na graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Antes de abraçar a responsabilidade da mediunidade em maior profusão, de aguçar mais os dons que possuís por misericórdia de Deus, crescei nas virtudes, porque são elas que limpam todos os canais por onde deverão passar as mensagens dos instrutores da espiritualidade maior.

O mediador que se entrega ao serviço de intercâmbio com os espíritos desencarnados deve meditar na área do bom senso, para que nada ultrapasse os limites respeitados pelas grandes almas que passaram pela carne.. Não pensem os médiuns e os que estão qualificados como tais, que esses dons são para sua própria satisfação pessoal. São ferramentas de trabalho que burilam nossas qualidades, para que depois festejemos a glória de Cristo em nós e por nós, nas luzes de Deus. O médium com pretensões à educação cristã deve se moldar nos preceitos do Evangelho, pois esse é o caminho mais seguro para seu aprendizado.

Muitos dos que dirigem os desenvolvimentos mediúnicos apregoam para os candidatos que só devem ler tais ou quais livros, que ele ou eles, pessoalmente, achou ou acharam melhores, estreitando, assim, os conhecimentos que o aluno da doutrina Espírita poderia ter. A nossa opinião neste assunto é a mesma de Paulo de Tarso, quando assevera: “Não apagueis o Espírito. Não desprezeis as profecias. Julgai todas as coisas,  retende o que é bom”. E termina desta forma, favorável aos direitos de cada criatura. “Abstende de toda a forma de mal.”

O médium que não se instrui, ou que limita sua instrução, coloca, com isso, viseira nos olhos, ficando sujeito a cair nas valas laterais. Abster-se de toda a forma de mal não é imposição. É que a alma, em si, por ela mesma, escolhe, com os conhecimentos adquiridos, o que deve ou não fazer. Todos os livros são, por assim dizer, escrituras, principalmente os livros espiritualistas. Cada facção tem uma missão de desvendar mistérios e revelar leis. A universalidade nos instiga a conhecer de tudo, como nos inspira Paulo, e retirar o bem que entendemos pelo limite de nossos conhecimentos e pelo que suportamos da verdade.

Desenvolvimento mediúnico é disciplina. Mas, acima de tudo, é amor, que se divide em milhares de atitudes que deveremos tomar, como forma do bem em todas as direções. Eis o que Pedro torna a nos falar:

“Antes, crescei na graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.”


Miramez











Fonte: Médiuns -pdf

sábado, 6 de agosto de 2022

Emmanuel - Livro Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz/Chico Xavier - Prefácio - Raios, ondas, médiuns, mentes…



Emmanuel - Livro Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz/Chico Xavier - Prefácio


Raios, ondas, médiuns, mentes…


Ciência do século XX, estudando a constituição da matéria, caminha de surpresa a surpresa, renovando aspectos de sua conceituação milenar.

Não obstante a teoria de Leucipo, o mentor de Demócrito, o qual, quase cinco séculos antes do Cristo, considerava todas as coisas formadas de partículas infinitesimais (átomos), em constante movimentação, a cultura clássica prosseguiu detida nos quatro princípios de Aristóteles, a água, a terra, o ar e o fogo, ou nos três elementos hipostáticos dos antigos alquimistas, o enxofre, o sal e o mercúrio, para explicar as múltiplas combinações no campo da forma.

No século XIX, Dalton concebe cientificamente a teoria corpuscular da matéria, e um maravilhoso período de investigações se inicia, através de inteligências respeitabilíssimas, renovando ideias e concepções em volta da chamada “partícula indivisível”.

Extraordinárias descobertas descortinam novos e grandiosos horizontes aos conhecimentos humanos.

Crookes surpreende o estado radiante da matéria e estuda os raios catódicos.

Röntgen observa que radiações invisíveis atravessam o tubo de Crookes envolvido por uma caixa de papelão preto, e conclui pela existência dos raios X.

Henri Becquerel, seduzido pelo assunto, experimenta o urânio, à procura de, radiações do mesmo teor, e encontra motivos para novas indagações.

O casal Curie, intrigado com o enigma, analisa toneladas de pechblenda e detém o rádio.

Velhas afirmações científicas tremem nas bases. Rutherford, à frente de larga turma de pioneiros, inicia preciosos estudos, em torno da radioatividade.

O átomo sofre irresistível perseguição na fortaleza a que se acolhe e confia ao homem a solução de numerosos segredos.

E, desde o último quartel do século passado, a Terra se converteu num reino de ondas e raios, correntes e vibrações.

A eletricidade e o magnetismo, o movimento e a atração palpitam em tudo.

O estudo dos raios cósmicos evidencia as fantásticas energias espalhadas no Universo, provendo os Físicos de poderosíssimo instrumento para a investigação dos fenômenos atômicos e subatômicos.

Bohrs, Planck, Einstein erigem novas e grandiosas concepções. O veículo carnal agora não é mais que um turbilhão eletrônico, regido pela consciência.

Cada corpo tangível é um feixe de energia concentrada. A matéria é transformada em energia, e esta desaparece para dar lugar à matéria.

Químicos e físicos, geômetras e matemáticos, erguidos à condição de investigadores da verdade, são hoje, sem o desejarem, sacerdotes do Espírito, porque, como consequência de seus porfiados estudos, o materialismo e o ateísmo serão compelidos a desaparecer, por falta de matéria, a base que lhes assegurava as especulações negativistas.

Os laboratórios são templos em que a inteligência é concitada ao serviço de Deus, e, ainda mesmo quando a cerebração se perverte, transitoriamente subornada pela hegemonia política, geradora de guerras, o progresso da Ciência, como conquista divina, permanece na exaltação do bem, rumo a glorioso porvir.

O futuro pertence ao Espírito! E, meditando no amanhã da coletividade terrestre, André Luiz organizou estas ligeiras páginas, em torno da mediunidade, compreendendo a importância, cada vez maior, do intercâmbio espiritual entre as criaturas.

Quanto mais avança na ascensão evolutiva, mais seguramente percebe o homem a inexistência da morte como cessação da vida.

E agora, mais que nunca, reconhece-se na posição de uma consciência retida entre forças e fluidos, provisoriamente aglutinados para fins educativos.

Compreende, pouco a pouco, que o túmulo é porta à renovação, como o berço é acesso à experiência, e observa que o seu estágio no Planeta é uma viagem com destino às estações do Progresso Maior.

E, na grande romagem, todos somos instrumentos das forças com as quais estamos em sintonia. Todos somos médiuns, dentro do campo mental que nos é próprio, associando-nos às energias edificantes, se o nosso pensamento flui na direção da vida superior, ou às forças perturbadoras e deprimentes, se ainda nos escravizamos às sombras da vida primitivista ou torturada.

Cada criatura com os sentimentos que lhe caracterizam a vida íntima emite raios específicos e vive na onda espiritual com que se identifica.

Semelhantes verdades não permanecerão semiocultas em nossos santuários de fé. Irradiar-se-ão dos templos da Ciência como equações matemáticas.

E enquanto variados aprendizes focalizam a mediunidade, estudando-a da Terra para o Céu, nosso amigo procura analisar-lhe a posição e os valores do Céu para a Terra, colaborando na construção dos tempos novos.

Todavia, o que destacamos por mais alto em suas páginas é a necessidade do Cristo no coração e na consciência, para que não estejamos desorientados ao toque dos fenômenos.

Sem noção de responsabilidade, sem devoção à prática do bem, sem amor ao estudo e sem esforço perseverante em nosso próprio burilamento moral, é impraticável a peregrinação libertadora para os Cimos da Vida.

André Luiz é bastante claro para que nos alonguemos em qualquer consideração.

Cada médium com a sua mente. Cada mente com os seus raios, personalizando observações e interpretações.

E, conforme os raios que arremessamos, erguer-se-nos-á o domicílio espiritual na onda de pensamentos a que nossas almas se afeiçoam. Isso, em boa síntese, equivale ainda a repetir com Jesus: — A cada qual segundo suas obras. 


Emmanuel


Pedro Leopoldo, 3 de outubro de 1954.




VÍDEO:

NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE - INTRODUÇÃO
O Espírito da Letra

Apresentação: André Luiz Ruiz




O Espírito da Letra - Analisando a obra de André Luiz
Nos Domínios da Mediunidade - Psicografia de Chico Xavier

INTRODUÇÃO

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terça-feira, 2 de agosto de 2022

Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Pág. 95 - Mediunidade Cristã



Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Pág. 95


Mediunidade Cristã


"Nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho" 1 Pedro 5:3


Mediunidade cristã é aquela que não se envolve nos labirintos da intriga, da maldade, da intolerância e, muito menos, escraviza consciências, compreendendo, pois, que o amor, sem as peias do egoísmo, é a chave do coração, que nos faz sentir Cristo na inteligência. Modelar a alma, para que sirvamos de exemplo aos que nos seguem, é trabalho em que o tempo e o esforço próprio representam a base, e no qual Deus age, com as mãos do progresso. Inspiramo-nos no apóstolo Pedro para vos falar da mediunidade cristã, neste versículo: "Nem como dominadores dos que vos foram confiados". Que o médium, de posse de certos poderes conferidos pelo Cristo, não abuse de tais e quais qualidades, na área do domínio, respeitando as consciências alheias, ainda frágeis, que tateiam indecisas, procurando quem as ajude, em nome de Deus. 

E o mesmo apóstolo continua, fechando o versículo: "antes tornan-do-vos modelos do rebanho". Devemos dizer que é maravilhosa a presença dos discípulos de Jesus na vida dos que se entregaram à disciplina dos dons aflorados. E com maior razão, falamos aos sensitivos modernos que a Doutrina Espírita se propôs a orientar, sensitivos esses que quanto mais idosos, mais responsabilidades terão, pelo tempo que se passou, e que lhes ofereceu oportunidades de mais sólida vivência, na prática do bem. Nesse assunto, é bom que lembremos Paulo, na epístola a Tito, capítulo 2, versículo 2: "Quanto aos homens idosos, que sejam temperantes, respeitáveis, sensatos, sadios na fé, no amor e na constância". Fugir desses conceitos, nascidos em Cristo, é o mesmo que procurar a luz na Terra e desdenhar a presença do sol. 

O Evangelho é, por assim dizer, o mediador entre a personalidade e a educação espiritual, É a seiva divina, para o divino concerto, na harmonia das faculdades do espírito. Médiuns! Não percais a vossa vez no aprendizado que a Doutrina dos Espíritos vos traz, de planos superiores, tornando-vos discípulos, apóstolos e companheiros do Mestre, que Ele, cada vez mais, ficará próximo dos que O seguem por amor. 

O médium cristão não reclama, por saber que as melhores coisas são as que estão acontecendo com ele. No entanto, não cruza os braços diante das dificuldades, por ser consciente de que fazer a sua parte é norma intransferível, de que depende a sua felicidade. Não procura dominar ninguém, por nenhum motivo, conhecendo que todo domínio, pela posição e pela força, é filho da ignorância. Todavia, deixa que os outros o conheçam, pelo exemplo, pela força do bem comum. O médium cristão é aquele que ama, pelo amor, não sendo influenciado pelas várias modalidades do egoísmo, reclamando paga daquilo que fez em benefício dos seus semelhantes. O médium audacioso na conquista de si mesmo, tendo Jesus como protótipo da sua vida, sente ao seu lado, inspirando sua obra, uma constelação de espíritos superiores, nos quais confia e aos quais entrega todos os seus dons, para que não sejam somente seus, mas se convertam em dádiva coletiva que a caridade domina no esquema do amor. 

Companheiros! Avancemos, pois, entrelaçando amizade e começando a nos entender sob a vigência do tempo e as bênçãos do Senhor. Parecíamos vizinhos uns dos outros, sem contudo nos entendermos, pois a desconfiança e a dúvida nos colocavam como estrangeiros. Porém, o amor de Cristo nos ensinou a cumprimentarmo-nos nestes termos: "a paz seja convosco." E a sentir que ninguém morre, que somos todos irmãos, antes e depois do fenômeno do desencarne. Eis a tarefa da mediunidade cristã, na sua sequência infinita da caridade na Terra.

"Nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tomando-vos modelos do rebanho"


Miramez
















sexta-feira, 10 de junho de 2022

Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Pág. 182 - Firmeza no dever




Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Pág. 182


Firmeza no dever


"Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos". (Hebreus - Cap. 2, v. 1)

Recusar ideias negativas é comandar o próprio destino, é preparar o terreno da mente a fecundos plantios. E neste trabalho, o coração oferta maiores amplitudes. A Doutrina Cristã abre, pela natureza do bem, clareiras imensuráveis à inspiração divina. A firmeza no dever, imputada à consciência, limpa de vez a dúvida dos outros para conosco, dando a nós mesmos segurança e paz. O candidato à mediunidade, ou quem já deu início às atividades mediúnicas, não pode se esquecer dos deveres maiores, aqueles que ficam além do labor cotidiano do pão nosso de cada dia. E o dever de ajudar os semelhantes. É no exercício do bem que o coração expande todas as forças que o amor lhe ensinou. E aquele bem que se transforma em alegria, que nunca dá o preço do seu trabalho, é aquele céu que se revela em nós no momento em que nos dispomos a ajudar.

Jamais existe mediunidade com Jesus sem o prazer da cooperação, e o médium deve começar a caridade em casa, estudando as reações dos seus familiares, o que pode ofendê-los e o que lhes traz alegria. Tem o maior cuidado no falar; mesmo que alguns pensamentos inoportunos invadam seu campo mental, não deixa que eles se transformem em sons audíveis nem em atos impensados. Esforça-se na disciplina, selecionando suas atitudes, para que, no amanhã, possa ter completo domínio de si mesmo.

Não pensemos que liberdade só existe quando pensamos e falamos. O que surge em nossa cabeça sem que o bom senso cristão analise, é a verdadeira escravidão, tisnada pela ignorância, por não participarmos do que pode advir dos desastres que, com isso, poderemos causar aos outros. Ê bom que nos lembremos que estamos em uma escola na Terra, bastante exigente para conosco, pois neste estágio evolutivo em que estamos é o que mais nos convém. A liberdade ideal nos virá depois que o amor cobrir toda a multidão das nossas faltas.

A exuberância no dever flui de simples pensamentos e atos ininterruptos. O volume de águas do Amazonas tem muitos afluentes que não cessam de doar suas cotas. Não pode existir vida sem intercâmbio; portanto, a mediunidade é a base da própria vida. Temos um imenso prazer em nos comunicar com os homens, e quando encontramos ressonâncias, a nossa alegria é maior. O ideal do Evangelho, senão do Cristo, é entregar o homem a si mesmo, cuidando dos seus próprios problemas, sem os petitórios em demasia. A prece é uma grande força, o filho reconhecendo a paternidade universal. Não obstante, o fanatismo na oração desvia a alma do dever que a vida repartiu para cada um. Trabalhemos, meu filho, com amor, onde o dever nos convida. Não reclamemos contra as condições, não maldiguemos o tempo, e não nos aborreçamos com os companheiros. Definamos o que fazer, pelo bem.

Já falamos muitas vezes, e tornamos a repetir, que a humanidade é um corpo maior, onde as células são as individualidades, firmando a ideia, daí, que todos estamos interligados uns aos outros por leis espirituais irremovíveis. Portanto, a doutrina de cuidar de si mesmo não é egoísmo, nem participação com orgulho. E firmar, cada vez mais, no dever de cada um, a contribuição para toda a coletividade. A consciência em Cristo nos convoca, pelo raciocínio, à firmeza no ideal do bem. Ela é a vigilância maior para que jamais nos desviemos do amor. Convidamos, com isso, os leitores a participar da instrução elevada; onde quer que esteja a sua fonte, pois é de gota a gota da água da sabedoria, que matamos a sede do coração.

"Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos".


Miramez













quarta-feira, 14 de abril de 2021

Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Pág. 13 - Comportamento




Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Pág. 13


Comportamento


"Logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: verdadeiramente és também um deles, porque o teu modo de falar o denuncia". Mateus — Cap. 26, v. 73


O talhe de vida de um médium não deve fugir da decência, de sorte a alcançar outras qualidades reunidas e ensinadas pelo Evangelho, porque o seu modo de ser o denuncia, sem que ele possa empanar o que verdadeiramente é.

A Doutrina Espírita poderá ser muito dignificada pelos seus seguidores, desde que esses observem os preceitos estruturados por ela e alarguem o poder de vontade na área da vivência. Certamente que depende de muito esforço.

Reencarnar é crucificar-se no lenho do corpo, como escola de regeneração. Mesmo sendo um patíbulo de agressões múltiplas, existem milhões de almas esperando a sua vez. E quando nos encontramos na arena da Terra, devemos envidar todos os nossos esforços na assimilação do melhor remédio da vida — o Amor. O comportamento cristão é a meta. O espírito na carne é uma mensagem de Cristo, é uma carta aberta de Deus. Como lemos os outros, alguém está nos lendo. E nos paralelos dessa carta, escrevemos o que somos, denunciando-nos a nós mesmos. Se faltar a vigilância, é certo que não poderemos dar mais do que temos. No entanto, o esforçarmo-nos, está nas nossas mãos.

Operemos neste sentido, que Deus e Cristo farão o resto por nós. Revistamo-nos, pois, com o manto espiritual, conscientizados de que a nossa defesa parte de Deus, amplia-se em Jesus por nosso próprio intermédio. Se a calúnia nos visitar por invigilância dos outros, não façamos o mesmo. O revide nos nivela ao agressor, deixando-nos sem condições de ajudar.

A mediunidade é um instrumento, senão uma luz que nos clareia a todos, quando a inteligência se irmana com o coração, para usá-la em favor do bem comum, sem exigências de forma alguma. A mente disciplinada favorece o intercâmbio das almas afins. Todos nós, encarnados e desencarnados, somos médiuns por natureza divina e humana. O modo pelo qual nos comportamos é que marca o grau das faculdades que possuímos.

O Cristo criou uma escola educativa, dando como exemplo a sua própria vida e tendo como seus primeiros alunos os doze discípulos. Allan Kardec fez reviver o Cristianismo nos conceitos da codificação, vendo na mediunidade uma fonte inesgotável para grandes revelações e nos médiuns, novos discípulos do Mestre, desde que revivessem o Evangelho no passar de cada dia.

Essa operação gasta igualmente tempo. E esse tempo nos promete uma reestruturação nos códigos das outras filosofias religiosas, para que todos possamos nos irmanarmos pela convivência da própria luz. O comportamento do médium denuncia com quem ele anda. A sua boca revela as suas próprias companhias, e as suas vibrações despertam nos outros os impulsos que as alimentam. Temos, na Doutrina dos Espíritos, uma das universidades educacionais e nos seus profitentes os chamados e escolhidos para o aprendizado. Se nos primeiros momentos da concepção começa o calvário da alma, exigindo dela esforço e fé, o ingresso dela nas hostes educativas de Jesus, conscientizada, exige esforço dobrado. É guerra sobre guerra, é luta sobre luta, porque a ascensão custa suor e dor.

Tratamos aqui do médium espírita, a quem foi dado muito e é pedido mais. Comparamos o sensitivo da Doutrina dos Espíritos à samaritana, que antes tomava água do mundo e tornava a ter sede. Todavia, quando se encontrou com o Mestre, pelas vias do Espiritismo, saciou a sua sede para sempre e, ainda mais, tornou-se um poço inesgotável. Tendo todos os meios de comprovações pelos métodos indutivos dos místicos e dos santos, a intuição pura rasga os véus tecidos pela ignorância e faz com que a alma beba os conhecimentos do Suprimento Maior. Não obstante, essas vias de acesso ao esplendor mediúnico requerem demasiada tolerância, caridade, trabalho e fé, que levam o espírito a sentir e a praticar o verdadeiro amor, na dimensão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Mudar a vida que sustentamos com milhares de enganos, sabemos que não é fácil. Porém, se fosse impossível, não falaríamos disso. Eis o exemplo de Paulo de Tarso, depois do caminho de Damasco. Jesus não procurou almas perfeitamente sadias de corpo e de espírito. Ele escolheu a todos, mas somente chama aqueles dispostos a segui-LO, porque sabe, por conhecer as leis, que toda cura obedece à gradatividade. Depois que já estivermos dominando a nós mesmos na esfera do bem, como médiuns do amor, vamos sentir a felicidade de ouvir, aceitando o que o apóstolo Pedro ouviu, negando.

"Logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: verdadeiramente és também um deles, porque o teu modo de falar o denuncia ".


Miramez





Fonte: Médiuns-pdf

terça-feira, 6 de abril de 2021

Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Pág. 179 - Nunca perder o ânimo




Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Pág. 179


Nunca perder o ânimo

 
"Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo". Mateus - Cap. 24, v. 13

Os infortúnios são filhos das indecisões. A fé cristã transporta os montes das preocupações de dentro para fora de nós, quando não os transforma em solo fértil, guardando no seu seio sementes frutíferas. O estudante da verdade nunca deve perder o ânimo. Sejam quais forem as circunstâncias, encontra-se uma solução, sem que ela perturbe os outros. Os recursos são imensuráveis. O médium de que falamos é um iniciado nas coisas espirituais e, para tanto, convém esclarecer que a sua disposição na vida e para viver é muito grande; não perde a oportunidade de estimular os sofredores, para que possam ter fé, pois é na confiança que receberemos a saúde que nos dispensa a alegria.

O cristão nunca esquece a vitória. Anda na nave da certeza usando o energismo do amor. Faz questão sempre de completar o que existe de bom em si. A nossa mente é um turbilhão de forças esperando disciplina, e essa disciplina educativa começa no dia-a-dia, com os primeiros sinais de obediência. Nesse clima, passa a compreender algumas das leis que nos protegem, dedilhando em seguida o esforço próprio de autocontrole das emoções.

O nosso assunto principal é mediunidade. Colocando esse dom a serviço da humanidade, sem pretensão de salvar as almas, nós nos sentiremos realizados, colaborando no despertamento do bem nas criaturas de boa vontade. Esperamos que o tempo possa colocar os povos de quaisquer credos ou políticas em livre diálogo, sem nenhuma ostentação. Porém, que a intenção de aproveitamento seja a luz de todos os interesses. Para que ofender o companheiro, só porque participa e se interessa por ideias que não nos pertencem? Por que esquecer amigos somente por não comungarem com a nossa fé? No fundo, o ideal de um é o de todos, porque somos todos filhos do mesmo Deus.

Nunca devemos perder o ânimo de melhorar em todos os sentidos. As linhas que nos ligam aos nossos ancestrais estão perdidas na poeira do tempo. No entanto, a razão nos leva bem longe, na retaguarda, fazendo-nos crer que fomos muito piores. E essa análise leva a nossa inteligência a aceitar a evolução. Partindo daí, para que ferir o nosso irmão de jornada? Por que não perdoar os que nos ofenderam sem saber o que estavam fazendo? Por que o ódio, se a experiência nos diz da excelência do amor? Por que a usura e o egoísmo, se a caridade já provou que é instrumento de salvação de todos os espíritos? Sejamos estudantes, médiuns também do bom ânimo, erguendo os que se encontram infortunados, e também médiuns do trabalho, para que o exemplo leve muitos a fazer o mesmo. Não basta só fazer algumas coisas boas. O ideal é perseverar nelas até o fim das nossas jornadas. Entretanto, se ainda as forças faltarem, façamos o que pudermos, mas lembremo-nos de continuar, todas as vezes que surgir o fracasso.

O médium deve conciliar a coragem com o discernimento, a palavra com a disciplina, a inteligência com a educação, a caridade com o equilíbrio, a análise com a brandura e o amor sem o exagero. A experiência nos lembra que, de vez em quando, somos tocados pela melancolia e, por vezes, o medo invade nossos pensamentos e a natureza propende para a brutalidade. Eis porque precisamos ler, estudando a doutrina de Jesus.

O trabalho de modificar é nosso, pelo menos o início da melhora. A participação do mundo espiritual na mudança íntima é enorme. Os espíritos superiores, ao verem alguém se esforçando para melhorar, usam de todos os seus recursos disponíveis, que possam ser aceitos. Se for um católico, vem o conselho e a ajuda por meio da sua própria crença; se pertencer à reforma, sempre a Bíblia será o repositório; se espírita, usa da mediunidade mais diretamente; se ateu, da sua própria filosofia etc. Deus sabe ajudar por todos os meios. Tornamos á dizer: nunca percamos o ânimo, e no que toca ao bem, façamos dele o facho de luz que nos ilumina, eternamente. Que a paz seja convosco, e ainda mais, é bom que escuteis de novo:

"Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo".


Miramez