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sábado, 4 de abril de 2026

Lancellin - Livro Iniciação - Viagem Astral - João Nunes Maia - Cap. 31 - Educando sempre



Lancellin - Livro Iniciação - Viagem Astral - João Nunes Maia - Cap. 31


Educando sempre


Nós não estamos escrevendo somente por escrever, para deliciar os leitores com narrativas tidas como contos maravilhosos e fábulas que levam o cunho das fantasias. Recorremos à escrita, por amarmos esta arte maravilhosa que ajuda a nos libertar da peia da ignorância.

Em nossos relatos, a bem da verdade, não existe ficção, como dá a impressão a muitos leitores que desconhecem o mundo dos Espíritos, com a sua vida intensa em labor permanente. Tudo que escrevemos é por ordem do Plano Maior que nos pede para colocarmos em nossas palavras, algo que eduque sempre. E isso, afirmamos quantas vezes forem necessárias, serve muito mais a nós, do que aos outros; quem doa, é sempre o primeiro beneficiado.

As experiências nos levam a crer que, quanto mais nos aproximamos do bem da coletividade, mais sentimos o céu dentro e fora de nós.

O Espírito foi estruturado pela Inteligência Maior, para a felicidade, tanto que, quem se desvia do caminho reto, sofre consequências desastrosas e recua, renovando ideias e mudando atitudes, na afirmação de que o Bem com Deus é a escolha acertada, da alma que já despertou para a luz da Verdade.

A Terra é considerada por nós, na nossa faixa de trabalho, como um lar maior, onde as necessidades são iguais às do lar menor. Se nós não aprendemos a viver bem entre os familiares que estão ligados a nós pelos laços do sangue, como poderemos viver em harmonia com a família maior? Os que se reúnem como pais e filhos, esposos e parentes, estão testando as suas próprias forças e ampliando seus dons de amar e servir, para fazer parte da grande família universal despertando nos corações o amor verdadeiro, que não sofre restrições em nenhum momento da vida.

Há pessoas que dizem que nós, Espíritos, por não estarmos na matéria, não precisamos trabalhar, nem estamos presos aos compromissos familiares; que somos livres e, por isso mesmo, poderíamos ajudar mais aos que estão limitados pela prisão da carne.

Esses irmãos desconhecem ou esquecem a lei natural e a vida além-túmulo. As nossas ocupações são muito mais do que se pensa, por termos muitos compromissos no campo da ajuda à humanidade. Além disso, cada criatura só recebe o que merece; aquele que faz por merecer mais, recebe mais. Não é essa a verdadeira justiça?

Há certos espíritas e espiritualistas em geral, que desconhecem que em todo lugar da natureza estão presentes inteligências, trabalhando em nome de Deus e sob a Sua magnânima assistência. E o que estamos tentando provar neste modesto livro, onde muitas inteligências estão dando a sua colaboração, em forma de experiências, para que possamos ofertar-lhes um fruto nutritivo, de forma a alimentar o leitor sequioso e faminto de conhecimentos espirituais. Estamos trabalhando em tal empreendimento com toda a boa vontade, transmitindo nossas experiências e aprendendo muito com todos, que nos ajudam no aprendizado.

Por Mercê de Deus e sob as bênçãos de Jesus, no Brasil as teorias estão quase chegando ao fim e é hora de acelerarmos a prática do Bem.

As outras nações do mundo, que muito respeitamos e às quais muito devemos, dão a aparência, pela civilização que apresentam e pelo nível científico e tecnológico que atingiram, de uma evolução maior do que o rebanho que forma o lar do Cruzeiro. Como se engana quem assim pensa! Eles, os Espíritos encarnados nas outras pátrias, estão vivendo sob o perfume das flores de todas as teorias, de todas as filosofias, ciências e religiões até então divulgadas no mundo; no entanto, o fruto irá surgir nesta nova Jerusalém, que é o nosso país. E, como a caridade pulsa no coração do povo do Brasil, ele cederá alimentação espiritual para o resto do mundo, cansado e faminto, oprimido e ansioso por seguir o Cristo. Aí, então, depois das tempestades inevitáveis, todos seguirão as pegadas marcadas pelo Amor, que a caridade deixou salientes, como virtudes vividas passo a passo.

Muitos acham que o mundo será o que os homens fizerem dele. Novo engano! O mundo será, e sempre foi, o que Deus determinou ou determinar. Jesus Cristo é o nosso Pastor em todas as frentes evolutivas.

Nós somos crianças que, por vezes, brincamos com fogo, e esse deverá nos queimar para aprendermos a escolher e agir corretamente, de acordo com as nossas possibilidades.


Lancellin
















sexta-feira, 20 de março de 2026

Lancellin - Livro Iniciação - Viagem Astral - João Nunes Maia - Pág. 303 - Abrindo portas



Lancellin - Livro Iniciação - Viagem Astral - João Nunes Maia - Pág. 303


Abrindo portas


"Vinde a mim todos os que andais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei." (Mateus 11:28).


Todos temos inúmeras portas para serem abertas. Estamos sempre sob a vigilância do egoísmo, com as portas fechadas em relação a Jesus Cristo, e Ele nos fala constantemente: Vinde a mim todos que estais cansados e oprimidos.

Essas portas são difíceis de serem abertas, porque cada um tem a sua própria chave; cada criatura tem uma senda por onde deve trilhar, e cada caminho que se nos apresenta mostra variadas aparências. O véu que nos cobre os segredos da vida se rasga de forma diferente ante o tempo e o espaço, sob as bênçãos do Criador.

O mundo está cheio de convites bons e maus que se estendem em todas as direções. Cercam-nos as dúvidas da escolha acertada, que depende da maturidade que já alcançamos e dos ditames dos nossos sentimentos. Instrutores espirituais descem do céu à Terra, todos os dias, em todos os cantos do mundo, e entregam as suas vidas em favor da harmonia de todos. Isso se pode constatar pelos relatos da história universal, sobre as vidas dos grandes homens, e um deles se sobressaiu dentre todos, por ser ele o Responsável Maior de todo o rebanho humano e espiritual pertencente à Terra: Nosso Senhor Jesus Cristo! A Este, a nossa deferência é sobremodo grandiosa, incomparável, pelo Seu amor. Ele poderia ter mandado alguns dos Espíritos puros do Seu sagrado colégio dos altos planos da vida; no entanto, veio Ele mesmo sentir as nossas necessidades e nos abençoar, vivendo a vida como homem.

A vida está cheia de encantos e segredos, guardados nas dobras do tempo, esperando para serem descobertos pelos Espíritos que são os herdeiros da fabulosa criação de Deus.

Ainda vivemos sob o regime de provações difíceis, e elas nos cegam e tolhem a nossa razão, de sorte a não vermos as coisas sagradas nem analisar com proveito as coisas nobres. Para sairmos desse disfarce da verdade, devemos apelar para as mãos de Jesus, que tem recursos inumeráveis para nos assistir; todavia, Ele nos mostra todos os meios de nos libertarmos mas, o processo da libertação depende de nós. Os caminhos com Jesus estão abertos; necessário se faz que caminhemos. Quem não sabe fazer a sua parte ainda não está vivendo.

Mesmo que todos os recursos da vida estejam acenando ou investindo sobre ti, eles são como a água que se encontra em toda parte, mas, como já falamos antes, é indispensável que a bebamos para saciar a sede. A nossa parte é indispensável, tornamos a dizer quantas vezes forem necessárias, para nos conscientizarmos desta verdade.

Se alguém, em nome da verdade, já bateu em nossas portas buscando nos acordar do sono da ignorância, façamos o mesmo com os que viajam conosco no caminho. A humanidade está sendo curada, e os que desejam a saúde, atendem à voz do Mestre: Levanta-te e anda.

Antes de Jesus, as iniciações eram todas à portas fechadas. Depois d'Ele, as portas se abriram. Os mais altos ensinamentos estão próximos das nossas mãos, e outros os procuram, como que batendo às nossas portas, as portas dos sentimentos.

O sentido dos conceitos espiritualistas de hoje é mais profundo, e os Espíritos superiores se empenham cada vez mais com o destino dos homens. Quantos deles se revestem da roupagem de carne para ajudar a humanidade? Muitos. E esses têm a sagrada missão de abrir portas mais sensíveis da mediunidade na Terra, para que o mais alto possa falar com mais desembaraço aos homens; é o intercâmbio do Céu com a Terra.

As religiões do mundo, para assegurarem a sua própria existência entre as criaturas, para não ficarem somente na história, precisam acompanhar o progresso, adaptando-se à realidade, e sem os avisos conscientes do mundo espiritual, não poderão existir. Sem se apoiar em leis da reencarnação estabelecidas pelo Criador, como poderão firmar seus alicerces na sólida estrutura da verdade? Muitas outras leis devem ser conhecidas neste fim de milênio, para que essa verdade se amplie em todos os setores dos acontecimentos humanos.

Adorar a Deus, a Jesus, aos santos e aos místicos, deixando de lado o cumprimento das leis que vigoram na eternidade, é hipocrisia, é ignorância, que não deixa a inteligência acudir às necessidades do coração. Nós não fomos feitos desiguais uns dos outros; a verdade é uma só para todos. O sol é o mesmo, doando vida para toda a família solar. Deus é unidade de vida e de amor; classifiquemo-Lo com o nome que nos aprouver, é a mesma realidade que nos sustenta e dinamiza nossas forças. Há tempos que os Espíritos superiores batem às portas da humanidade, no sentido de ofertar a todas as criaturas as coisas de Deus, com mais elevação. Antes, o faziam veladamente, ocultando certas verdades, porque a luz sem os devidos anteparos pode cegar. Não obstante chegou o momento de uma luz maior ser colocada em cima da mesa, sem restrições, porque o progresso está pedindo e o trigo já dá sinais de maturidade e já pode ser arrancado junto com o joio, e este último ser lançado ao fogo, e queimado para a devida liberdade do trigo. Quem tiver entendimento que entenda o que se ouve ao abrir as portas. Confiemos e esperemos em Deus, que Ele nos enviará Jesus novamente, mas desta vez, pelas vias do coração, para que Ele reforme os nossos sentimentos e acenda luzes na nossa consciência.

A extensão do trabalho nos campos espirituais em que habitamos é imensurável, e o colocamos na pauta das nossas conversações como sendo a própria vida, palpitando na emoção da vida maior: Deus. Curiosa se nos apresenta a individualidade de cada criatura e a diferença que os seus sentimentos assinalam, como portas que se abrem para o engrandecimento espiritual e divino.


Lancellin











quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Pág. 9 - Iniciação



Miramez - Livro Médiuns - João Nunes Maia - Pág. 9


Iniciação


"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros". (João, 13:35)

Quem não pode servir desconhece a iniciação cristã. A mediunidade é uma ferramenta de trabalho do Bem, desde quando ela é submetida a uma certa disciplina. O dever primeiro do sensitivo é frequentar a escola do Evangelho, assimilar seus conceitos e disseminar a Boa Nova de Jesus Cristo, pelo exemplo a que o dia-a-dia convida.

O médium que não estuda adormece nos braços da ignorância e perde o caminho da verdade e da vida, até que o tempo, pela explosão da dor, o acorde. Se já trouxestes, ao nascer, a faculdade grandiosa de servir como instrumento para que os espíritos possam falar aos homens das verdades eternas e soberanas, eis a vossa oportunidade de ajudar, de emprestar a vós mesmos, de sorte que inteligências invisíveis falem aos que sofrem, aos encarcerados nas cadeias e nos vícios, aos desesperados, aos familiares aflitos, aos jovens sem rumo, aos velhos cansados, aos homens de negócios, aos ricos e pobres, grandes e pequenos.

A vossa meta já se encontra definida. Nascestes para servir. E se porventura  alguns medianeiros, influenciados pela vaidade, quiserem que os outros reconheçam neles a marca de servidores da coletividade, fazei o que o Cristo aconselha aos Seus discípulos, que João anota no capítulo acima referido: amai-vos uns aos outros, como Ele nos amou. Se o pedido constitui peso para a vossa conduta em formação, pelo menos esforçai-vos em amar, mas começai exercitando outras virtudes mais leves até chegar a este dom maior por excelência, que configura a presença de Deus nos corações dos iniciados na verdadeira caridade.

A mediunidade na Terra iluminou-se com a fala do Mestre. Ele orientou a humanidade, e principalmente os médiuns, de maneira a usar as faculdades a serviço da fraternidade na comunidade a que pertencem. Isolou o comércio dos dons espirituais, proclamando aos seus discípulos: "Dai de graça o que de graça recebestes". E para tirar o medo dos iniciantes do Evangelho de passar necessidades das coisas, acrescenta: "Os lírios dos campos não fiam nem tecem e vestem-se com mais brilho do que os reis; as aves dos céus não plantam nem colhem, no entanto são sempre supridas pela natureza". Todavia, valorizou o trabalho, dizendo: "Todo trabalhador é digno do seu salário". Depois ensinou aos fariseus que deveríamos "Dar a César o que era de César, e a Deus o que era de Deus", mostrando, assim, as linhas de operação mediúnica dos candidatos â verdade, as paralelas das duas operações, as duas metas da própria vida: a física e a espiritual.

Não penseis, meus filhos, que uma iniciação nas hostes do Cristianismo se faz de um dia para outro. Gasta-se tempo e contínuos esforços, sacrifícios inúmeros e subidas, sem precedentes, cuja soma significa muita dor. A Doutrina Espírita não faz médiuns, mas traça para eles caminhos, nos quais poderão ir se libertando dos laços milenários do ódio, ganhando e fazendo ganhar o amor; das presas da inércia, ganhando e conquistando o trabalho; da atmosfera do egoísmo, ilustrando a inteligência e os sentimentos no completo domínio dos impulsos inferiores, sempre abraçando a caridade, como sendo a porta central, por onde o sol de Deus banha o coração. E como o Senhor sabe planejar as coisas e envolvê-las nas belezas imortais, a nos fazer compreender que não pode existir Espiritismo sem a própria mediunidade, ela é um canal por onde transitam as conversações de um mundo com o outro, instrumento imprescindível à sustentação dos seus conceitos. Ela é o aconchego, que a esperança da vida futura faz presente com mais clareza. Abençoemos, pois, essa faculdade, cujas raízes se encravam no complexo humano, a esplender nos sentidos psicossomáticos das criaturas.

A Doutrina Espírita empenhou-se na educação da mediunidade, servindo-se dela para a sua própria expansão. E o ser humano dotado de faculdades mediúnicas, que se entregou à iniciação Espírita, deve trilhar pelos caminhos indicados por ela, que convergem totalmente para o cristianismo nascente, mostrando os meios e fazendo ambiente para os médiuns se renovarem a si mesmos. Antes de fazer parte de uma reunião a serviço desta própria mediunidade, lembrai-vos de perdoar as ofensas. Antes de falar algo como incentivo à caridade, fazei-a. Antes de estimular a vivência do amor, amai os vossos semelhantes.

Se a lei nos diz que os semelhantes atraem os semelhantes, assemelhemo-nos a Cristo ou, pelo menos, esforcemo-nos para ser Seus discípulos. Neste ingente trabalho, os agentes invisíveis do Mestre encontrarão em nós as qualidades indispensáveis para o serviço de Deus, servindo a Cristo, em favor da humanidade.

Médiuns de todos os sistemas doutrináriosl Se quereis ser conhecidos como discípulos de Jesus Cristo, observai essa conduta que não pode ser esquecida.

Ei-la: 

"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros".


Miramez 













sábado, 13 de setembro de 2025

Lancellin - Livro Iniciação - Viagem Astral - João Nunes Maia - Pág. 331 - Nosso próximo - Oração de Miramez (Pág. 349)



Lancellin - Livro Iniciação - Viagem Astral - João Nunes Maia - Pág. 331 - Nosso próximo

Oração de Miramez 
(Pág. 348/349)


... Despedimo-nos deles, carregando um fardo de gratidão daqueles Espíritos feitos vigilantes de um lar, por amor ao próximo. Partimos, entregando, de casa em casa, como sempre o fazemos, os aprendizes. Por último, levamos Quarenta, e ele se despediu de todos, demorando-se junto ao Padre Galeno, que o abençoou, dizendo:

— Vai, meu filho, cuidar dos teus deveres na religião que abraçou, mas, deixa que fique viva em tua mente, jovem na carne mas velha em Espírito, a certeza de que o próximo, em qualquer dimensão que existir, é teu irmão em Cristo. Quem ama somente a religião que escolheu e aos irmãos que seguem as mesmas ideias, não pode dizer que é cristão, porque Cristo é uma força universal.

Quarenta abriu os olhos, já na carne, e começou a rememorar o que ocorreu durante o transe fora do corpo, entregando-se a várias deduções. E nós, ali finalizando o trabalho daquela noite, sentimos todos a mesma ansiedade em agradecer a Deus por toda a oportunidade que recebemos das Suas mãos. E, sem nenhum constrangimento, nos ajoelhamos, todos de uma só vez, e ouvimos a fala de Miramez, embargada de emoção:

Pai de infinito amor, de justiça e de perdão! Sabemos das nossas necessidades de compreendermos as leis que nos sustentam, e que se expressam de acordo com a classe a que pertencemos, na escala evolutiva. Cada vez que estudamos e trabalhamos, encontramos novos recursos de servir e ajudar, recursos que nos vêm de todos os rumos da natureza. Como gratidão, Te ofertamos a sinceridade nos nossos trabalhos e o amor nas nossas lides de cada dia.

Pedimos, Senhor, para nos ajudar a servir com mais eficiência e entender melhor o nosso próximo, porque já sabemos que nós somos eles, e eles são nós, em um intercâmbio divino na divina sequência de todas as vidas que a Tua misericórdia nos proporcionou. Eu peço para esses companheiros que estão comigo nesta junção fraternal, que nasça para eles a motivação onde o amor é a base, e a caridade, a segurança de todas as vidas em todos os mundos.

Sempre escutamos a Tua voz a ressoar nas nossas consciências, mostrando-nos o respeito que deveremos ter diante das outras almas em evolução. Nós Te pedimos por todos aqueles que saíram conosco a semear todas as noites, para aqueles que se reuniram na forma de aprendizado mais urgente. Somos os grandes beneficiados, pois todos esses trabalhos foram para nós, e principalmente para mim, motivo de alegria e sustentação da confiança.

Mestre Jesus, abençoa todos os que sofrem, e ampara os que estão dormindo na grande noite dos milênios. Estamos esperando que eles acordem, para andarem conosco nos caminhos por onde Tu passaste, deixando as sementes do trigo divino no solo humano. Mestre, que a Tua paz seja a nossa paz que o Teu amor seja o nosso amor, e que o Teu perdão seja o nosso perdão!

E já que estamos vivos em Cristo, podemos dar glória a Deus sobre todas as coisas, glória a Jesus sobre toda a humanidade e aos anjos que ajudam e sustentam a todos nós, com o amor de Deus!"

Estávamos no templo da natureza; as estrelas, brilhando com intensidade, parecia que respondiam aos nossos apelos e agradecimentos. Descia sobre todos os que ali se reuniam chuva de flores espirituais que recendiam perfume embriagador. Sentimo-nos verdadeiramente renovados no ânimo.

Miramez, nimbado de luz, quando abriu a boca, parecia um sol que nos bafejava uma doação espontânea de luzes indescritíveis. Notávamos que ele fazia uma força incomum para apagar-se por humildade mas, uma força maior não consentia: deixou que ele fosse o que é, para expressar o que já conquistou na presença dos séculos incontáveis...


Lancellin