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sexta-feira, 7 de março de 2025

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 4ª Parte - Das esperanças e consolações - Cap. I - Das penas e gozos terrestres - Felicidade e infelicidade relativas - Questão 921 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 4ª Parte - Das esperanças e consolações - Cap. I - Das penas e gozos terrestres


Felicidade e infelicidade relativas 


921. Concebe-se que o homem será feliz na Terra, quando a Humanidade estiver transformada. Mas, enquanto isso se não verifica, poderá conseguir uma felicidade relativa?

“O homem é quase sempre o obreiro da sua própria infelicidade. Praticando a lei de Deus, a muitos males se forrará e proporcionará a si mesmo felicidade tão grande quanto o comporte a sua existência grosseira.”

A.K.: Aquele que se acha bem compenetrado de seu destino futuro não vê na vida corporal mais do que uma estação temporária, uma como parada momentânea em péssima hospedaria. Facilmente se consola de alguns aborrecimentos passageiros de uma viagem que o levará a tanto melhor posição, quanto melhor tenha cuidado dos preparativos para empreendê-la. Já nesta vida somos punidos pela infrações, que cometemos, das leis que regem a existência corpórea, sofrendo os males consequentes dessas mesmas infrações e dos nossos próprios excessos. Se, gradativamente, remontarmos à origem do que chamamos as nossas desgraças terrenas, veremos que, na maioria dos casos, elas são a conseqüência de um primeiro afastamento nosso do caminho reto. Desviando-nos deste, enveredamos por outro, mau, e, de conseqüência em conseqüência, caímos na desgraça. 


Allan Kardec




O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez
Questão 921 comentada


No que se refere à própria felicidade, parte bem considerável pertence ao Espírito. Somos obreiros da nossa paz, não obstante, devemos obedecer à leis criadas por Deus.

As leis foram feitas devido à ignorância e quando estivermos envolvidos na maturidade espiritual, as leis humanas deixarão de existir para nós, porém, as leis maiores que vibram na nossa intimidade passarão a nos guiar para sempre.

O destino da alma é ser feliz, é amar em todas as dimensões em que se possa engrandecer cada vez mais. A Doutrina Espírita, juntamente com Jesus, que é seu sustentáculo nos oferece, tanto na carne quanto no mundo espiritual, meios e métodos para verificar a nossa maturidade. Despertando-nos para a vida real, a verdade começa a surgir nos nossos caminhos, nos dando mais segurança no avanço espiritual.

Certamente que na Terra não existe felicidade na maneira que a ideamos, no entanto, a felicidade relativa existe, com o conhecimento desse ambiente de luz. Os benfeitores espirituais que se comunicam com os homens deixam traços dessa felicidade no que falam, escrevem e inspiram os homens para o bem comum.

Nada existe separado de Deus. Ele, o Magnânimo Senhor, está ligado à Sua criação em todas as faixas de vida, nos ofertando paz e inspirando amor, nos ensinando a caridade e mostrando como deve ser a vivência da fraternidade.

Desde quando tomamos um corpo físico, a influência da matéria já nos impede a felicidade, no entanto, é nela que formamos a base de bem-estar grandioso. Se não existe a felicidade na Terra, nela ficamos sabendo da sua existência nos planos elevados, e a maior alegria é que depois de alcançarmos este estado d'alma, nunca mais regredimos. Na Terra há momentos felizes em todas as áreas, como que as explosões de luz da Divindade, a nos falar do verdadeiro bem-estar que devemos, com o tempo, conquistar.

O reino do mundo está dividido entre a luz e as trevas, então, ele não pode subsistir. As variações são inúmeras, sem a devida segurança espiritual.

Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode subsistir. (Marcos, 3:24)

É o que se passa no planeta: os próprios homens têm sentimentos bons e maus. Eles se misturam, se dividem; assim, não pode subsistir a verdadeira felicidade. No entanto, com o tempo, na força do Cristo, o mal vai ficando escasso e o bem, na forma do amor, vai dominando os corações. é desta forma que vai chegando ao coração do homem a felicidade.

Depois do Cristo, passamos a acreditar na felicidade, naquele paraíso que devemos encontrar dentro de nós. Nesta transformação interior, o exterior deve corresponder às mudanças. Somos responsáveis pelos nossos destinos, de certo modo. Depois de Deus, somos nós que devemos construir a nossa vida.

Somos punidos pelas infrações que cometemos, como sinal de que não devemos continuar nos caminhos do erro, no entanto, nesse caminho extraímos excelentes lições sobre as leis de Deus. Se não sabemos ao certo o que é falta nos princípios da nossa vida, devemos aprender à nossa própria custa. Todos passamos por essas vias; são como as escolas para as crianças aprenderem o que não sabem e, por vezes, não querem.

Nada se faz sem a permissão de Deus. Medita nisto e verás como flui a vida em todas as direções que o amor nos faz verificar. Aparentemente, o mal é caminho para o bem, e ficarás sabendo mais tarde que não existe o mal, mas apenas mudanças favoráveis ao bem. O destino da alma traçado por Deus é um bem-estar indizível que se chama felicidade.


Miramez 




Livro Filosofia Espírita Vol. 19 - João Nunes Maia 
Cap. 3 - O Destino da Alma







quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Das esperanças e consolações - Cap. I - Das penas e gozos terrestres - Felicidade e infelicidade relativas - Questão 926 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Das esperanças e consolações - Cap. I - Das penas e gozos terrestres - Felicidade e infelicidade relativas


Questão 926 


A civilização criando novas necessidades, não é a fonte de novas aflições? 

- Os males deste mundo estão na razão das necessidades artificiais que criais para vós mesmos. Aquele que sabe limitar os seus desejos e ver sem cobiça o que está fora das suas possibilidades, poupa-se a muitos aborrecimentos nesta vida. O mais rico é aquele que tem menos necessidades.

Allan Kardec


O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 926 comentada


A moderna civilização é fonte de novas aflições que torturam o homem cada vez mais, pelas necessidades fictícias que ele próprio cria e que o perseguem nos seus caminhos. Nós criamos as nossas aflições, e elas nos servem como escolas, porque a vida, a natureza, aproveita tudo e transforma em experiências valiosas.

Quantas reencarnações já tivemos em variados países, onde recolhemos ensinamentos que servem hoje de alicerce para a nossa paz? Tudo é de tal modo comum, que devemos perguntar a todos quais os Espíritos que passaram pela Terra, e que não criaram novas aflições em seu aprendizado. Eis aí um sistema de despertamento espiritual que nunca foi mudado. Somente acordamos pelo método das aflições. Queiramos ou não, passamos por elas. Este é um processo de acordar que usa a espiritualidade maior, a qual também passou pelos mesmos caminhos.

Se hoje os Espíritos elevados vivem na plenitude da consciência imperturbável, como eram ontem? é neste sentido que os benfeitores espirituais, em relação a nós outros, têm muita tolerância com as nossas faltas. Se assim podemos dizer, eles passaram pelas mesmas aflições, mas Deus é sempre Pai amoroso e santo, bom e justo, que não dá pedra a quem pede peixe. Não deves invejar aos outros em situação bem melhor que a tua, porque não sabes o que se encontra reservado para eles, nem tão pouco para ti.

As situações são mutáveis em todos os campos do crescimento e as escalas são variadas, sendo necessário que subamos todos os degraus. Não invejes os gozos dos que te parecem felizes. Cada um tem necessidades diferentes, por estarmos em diferentes estados espirituais. Cada um recebe somente o de que precisa, para a sua paz espiritual.

Deus, às vezes, permite que o homem ignorante prospere e se mostre feliz. Não invejes seu lugar na vida; ele pode estar passando ou começando a entrar por duras provas. O aprendizado tem variações. Cuida da tranqüilidade de consciência, da riqueza espiritual e deixa fluir pelo teu coração a paz que Jesus sempre te dá. Se os gozos que cobiças forem pessoais, isso é fonte do egoísmo que precisa ser mudado.

Sê cauteloso na análise dos sentimentos, para que não venhas a cair em novas tentações. Se restringes as tuas necessidades, os desenganos começam a desaparecer como por encanto. Existem muitas ilusões, que devem ser extirpadas pela simplicidade. Convém a todas as criaturas viver mais modestamente, para não criarem embaraços nos próprios caminhos.

Deves olhar sem inveja o rico, se és pobre, e não maltrates o pobre, se és rico. Todas as duas posições são extremos que devem ser reparados. Certo sábio da antiguidade aconselhou, para o bem dos corações, o caminho do meio. Deus permite que passemos por todos os caminhos, por sermos todos iguais, de modo a alcançarmos todas as experiências na seqüência da vida.

Quando um justo é feliz, a sua felicidade é verdadeira, porque ele já passou por todas as tribulações que educam e instruem.

Quando Jesus disse: "Bem-aventurados os que sofrem", é porque todos os sofrimentos levam à criatura a paz de consciência, se não em uma reencarnação, mas nas quantas forem necessárias. Deus não tem pressa, mas não pára de ajudar.

Deves suportar tudo com coragem, mesmo as duras provas, pelas forças que já alcançaste, que alguém invisível vem te ajudar a carregar a tua cruz, no silêncio peculiar aos que já aprenderam a amar.

As novas aflições são para os que ainda dormem, não para os que acordaram para a luz do amor e da caridade. Se tu tens necessidade de sentir Deus para o teu bom andamento na vida, deves procurar a Jesus.

E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou. (João, 12:45)

Procurar a Jesus é encontrar a Deus, porque o Mestre trouxe para os homens todas as respostas das perguntas feitas para a felicidade das almas.


Miramez



Filosofia Espírita – Volume XIX. (João Nunes Maia)
Cap. 8 - Novas aflições



Fontes: O Consolador, O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez, Kardecpedia

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 4ª Parte - Das esperanças e consolações - Capítulo I - Das penas e gozos terrestres - Felicidade e infelicidade relativas - Questão 933 (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 4ª Parte - Das esperanças e consolações - Capítulo I - Das penas e gozos terrestres


Felicidade e infelicidade relativas 


933. Assim como, muitas vezes, é o homem o causador de seus sofrimentos materiais, também o será de seus sofrimentos morais?

“Mais ainda, porque os sofrimentos materiais algumas vezes independem da vontade; mas o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, numa palavra, são torturas da alma.

A inveja e o ciúme! Felizes os que desconhecem estes dois vermes roedores! Para aquele que a inveja e o ciúme atacam, não há calma, nem repouso possíveis. À sua frente, como fantasmas que lhe não dão tréguas e o perseguem até durante o sono, se levantam os objetos de sua cobiça, do seu ódio, do seu despeito. O invejoso e o ciumento vivem ardendo em contínua febre. Será essa uma situação desejável? Não compreendeis que, com as suas paixões, o homem cria para si mesmo suplícios voluntários, tornando-se-lhe a Terra verdadeiro inferno?”

Muitas expressões pintam energicamente o efeito de certas paixões. Diz-se: “inchado de orgulho”, “morrer de inveja”, “secar de ciúme” ou “de despeito”, “não comer nem beber de ciúmes”, etc. Esse quadro é sumamente real. Acontece até não ter a inveja objeto determinado. Há pessoas invejosas, por natureza, de tudo o que se eleva, de tudo o que sai da craveira vulgar, embora nenhum interesse direto tenham, mas unicamente porque não podem conseguir outro tanto. Ofusca-as tudo o que lhes parece estar acima do horizonte e, se constituíssem maioria na sociedade, trabalhariam para reduzir tudo ao nível em que se acham. É a inveja aliada à mediocridade.

Frequentemente o homem só é infeliz pela importância que liga às coisas deste mundo. Fazem-lhe a infelicidade a vaidade, a ambição e a cobiça desiludidas. Se se colocar fora do círculo acanhado da vida material, se elevar seus pensamentos para o infinito, que é seu destino, mesquinhas e pueris lhe parecerão as vicissitudes da humanidade, como o são as tristezas da criança que se aflige pela perda de um brinquedo que fazia a sua felicidade suprema.

Aquele que só vê felicidade na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros é infeliz, quando não os pode satisfazer, ao passo que aquele que nada pede ao supérfluo é feliz com aquilo que outros consideram calamidades.

Referimo-nos ao homem civilizado, porquanto o selvagem, sendo mais limitadas as suas necessidades, não tem os mesmos motivos de cobiça e de angústias: diversa é a sua maneira de ver as coisas. Como civilizado, o homem raciocina sobre a sua infelicidade e a analisa. Por isso é que esta o afeta mais. Mas também lhe é facultado analisar e raciocinar sobre os meios de obter consolação. Essa consolação ele a encontra no sentimento cristão, que lhe dá a esperança de melhor futuro, e no Espiritismo, que lhe dá a certeza desse futuro.


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 933 comentada


Os sofrimentos no mundo devastam os homens, trazendo-Ihes padecimentos de todas as ordens que se possa imaginar, sofrimentos materiais e morais. De certa forma, não se pode deter esses sofrimentos, por serem processos de despertamento espiritual, no entanto, compreender que são eles da nossa culpa é bem melhor para que possamos nos esforçar para nos livrarmos deles.

Estamos falando de dois apenas, que são o ciúme e a inveja. São realmente dois vermes roedores da alma, senão do próprio corpo físico. Como combater essas duas enfermidades, livrar-se delas? Qual o ser humano, e mesmo o espiritual, que não sentiu ou sente ciúme ou inveja? Todos, embora haja os que já se livraram deles.

Os que ainda não sentiram essas duas doenças, talvez se encontrem na fila para sentir suas torturas. Elas, por seu caráter inferior, trazem lições dolorosas para a alma na sua seqüência de vida. Como encarnados, e por vezes fora da carne, todos sentirão esse estado negativo do Espírito, por não terem ainda conhecido a verdade. Somente os Espíritos livres das paixões humanas são limpos dos resíduos de todas as inferioridades.

Certamente que devemos combater todos os tipos de inferioridade nos caminhos que percorremos, para que no amanhã, possamos dizer: "conheci a verdade e ela me tornou livre das peias da ignorância."

"O Livro dos Espíritos" nos fala que, por vezes, os sofrimentos materiais independem da vontade do homem, e isso é certo, no entanto, os sofrimentos morais se encontram na mesma ordem, por nos faltar elevação espiritual para os evitarmos. Como pode o homem primitivo ter uma moral ilibada, se desconhece seus fundamentos?

Os sofrimentos materiais e morais somente desaparecerão quando o Espírito ascender pelo despertamento dos seus dons espirituais. O tempo se encarrega desse trabalho. Todas as almas que não têm experiências qualificadas na consciência pura, desconhecem a paz e a tranqüilidade. Não questionemos a Deus, nem tampouco O responsabilizemos, pelos desastres que essas duas forças provocam em nós. O esquema está traçado para o nosso destino, e como Deus é onisciente, Ele já sabe disso; e se deixou que assim acontecesse, é que precisa ser deste modo. Nem nós mesmos temos culpas dos nossos deslizes. Temos culpas, se não combatermos nossas inferioridades, já conscientes dos caminhos onde as paixões nos levam.

Todos os vermes roedores são forças negativas que devemos combater, sempre na ordem das coisas, porque é no combate que ganhamos experiência para a verdadeira conquista. Se as almas não fossem torturadas pelos contrastes da vida, como elas conheceriam o outro lado, o da serenidade, da caridade e do amor? Certamente que são felizes aqueles que desconhecem esses vermes roedores; bem-aventurados são eles, por terem passado por todas essas experiências e delas colheram a paz verdadeira que torne a consciência tranquila, objetivo de nossas vidas.

Compreendamos, pois, a necessidade dos nossos esforços visando à melhora da vida material e moral, pois o conseguiremos, por estar no destino de todos. Surge deste esforço a água da vida, quem a bebe nunca mais terá sede.

Replicou-lhe Jesus:

Se conhecerás o dom de Deus e quem é o que te pede: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. (João, 4:10)

Jesus sempre nos pede que doemos água, em qualquer posição em que estejamos, aos que sofrem, pois Ele está com eles e, se compreendemos, Ele, o Mestre, nos dá a água com a qual nunca mais teremos sede, por ser a água da vida eterna. É necessário que entendamos esse pedido. As imperfeições são fantasmas dentro de nós e à nossa frente, e a consciência em Cristo nos pede para expulsá-las, ambientando-nos com o amor e a caridade, para que a salvação instale na nossa intimidade o sol da verdade e a luz de Deus no coração.

Limpando-te do ciúme e da inveja, ficarás livre de muitos fantasmas que corroem a alma, como carunchos invisíveis, os quais não devemos matar, nem nos servirmos deles para a nossa revolta e, sim, transformá-los em vida, em experiências e cultivo da própria paz.


Miramez




Filosofia Espírita - Volume XIX - João Nunes Maia
Cap. 15 - Dois vermes destruidores 



terça-feira, 18 de agosto de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 4.ª Parte - Das esperanças e consolações - Cap. I - Das penas e gozos terrestres - Felicidade e infelicidade relativas - Questão 933 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 4.ª Parte - Das esperanças e consolações - Cap. I - Das penas e gozos terrestres - Felicidade e infelicidade relativas


Questão 933


Assim como, muitas vezes, é o homem o causador de seus sofrimentos materiais, também o será de seus sofrimentos morais?

“Mais ainda, porque os sofrimentos materiais algumas vezes independem da vontade; mas o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, numa palavra, são torturas da alma.

“A inveja e o ciúme! Felizes os que desconhecem estes dois vermes roedores! Para aquele que a inveja e o ciúme atacam, não há calma, nem repouso possíveis. À sua frente, como fantasmas que lhe não dão tréguas e o perseguem até durante o sono, se levantam os objetos de sua cobiça, do seu ódio, do seu despeito. O invejoso e o ciumento vivem ardendo em contínua febre. Será essa uma situação desejável? Não compreendeis que, com as suas paixões, o homem cria para si mesmo suplícios voluntários, tornando-se-lhe a Terra verdadeiro inferno?”

Muitas expressões pintam energicamente o efeito de certas paixões. Diz-se: “inchado de orgulho”, “morrer de inveja”, “secar de ciúme” ou “de despeito”, “não comer nem beber de ciúmes”, etc. Esse quadro é sumamente real. Acontece até não ter a inveja objeto determinado. Há pessoas invejosas, por natureza, de tudo o que se eleva, de tudo o que sai da craveira vulgar, embora nenhum interesse direto tenham, mas unicamente porque não podem conseguir outro tanto. Ofusca-as tudo o que lhes parece estar acima do horizonte e, se constituíssem maioria na sociedade, trabalhariam para reduzir tudo ao nível em que se acham. É a inveja aliada à mediocridade.

Freqüentemente o homem só é infeliz pela importância que liga às coisas deste mundo. Fazem-lhe a infelicidade a vaidade, a ambição e a cobiça desiludidas. Se se colocar fora do círculo acanhado da vida material, se elevar seus pensamentos para o infinito, que é seu destino, mesquinhas e pueris lhe parecerão as vicissitudes da Humanidade, como o são as tristezas da criança que se aflige pela perda de um brinquedo que fazia a sua felicidade suprema.

Aquele que só vê felicidade na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros é infeliz, quando não os pode satisfazer, ao passo que aquele que nada pede ao supérfluo é feliz com aquilo que outros consideram calamidades.

Referimo-nos ao homem civilizado, porquanto o selvagem, sendo mais limitadas as suas necessidades, não tem os mesmos motivos de cobiça e de angústias: diversa é a sua maneira de ver as coisas. Como civilizado, o homem raciocina sobre a sua infelicidade e a analisa. Por isso é que esta o afeta mais. Mas também lhe é facultado analisar e raciocinar sobre os meios de obter consolação. Essa consolação ele a encontra no sentimento cristão, que lhe dá a esperança de melhor futuro, e no Espiritismo, que lhe dá a certeza desse futuro.


Allan Kardec


O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 933 comentada


Os sofrimentos no mundo devastam os homens, trazendo-Ihes padecimentos de todas as ordens que se possa imaginar, sofrimentos materiais e morais. De certa forma, não se pode deter esses sofrimentos, por serem processos de despertamento espiritual, no entanto, compreender que são eles da nossa culpa é bem melhor para que possamos nos esforçar para nos livrarmos deles.

Estamos falando de dois apenas, que são o ciúme e a inveja. São realmente dois vermes roedores da alma, senão do próprio corpo físico. Como combater essas duas enfermidades, livrar-se delas? Qual o ser humano, e mesmo o espiritual, que não sentiu ou sente ciúme ou inveja? Todos, embora haja os que já se livraram deles.

Os que ainda não sentiram essas duas doenças, talvez se encontrem na fila para sentir suas torturas. Elas, por seu caráter inferior, trazem lições dolorosas para a alma na sua seqüência de vida. Como encarnados, e por vezes fora da carne, todos sentirão esse estado negativo do Espírito, por não terem ainda conhecido a verdade. Somente os Espíritos livres das paixões humanas são limpos dos resíduos de todas as inferioridades.

Certamente que devemos combater todos os tipos de inferioridade nos caminhos que percorremos, para que no amanhã, possamos dizer: "conheci a verdade e ela me tornou livre das peias da ignorância."

"O Livro dos Espíritos" nos fala que, por vezes, os sofrimentos materiais independem da vontade do homem, e isso é certo, no entanto, os sofrimentos morais se encontram na mesma ordem, por nos faltar elevação espiritual para os evitarmos. Como pode o homem primitivo ter uma moral ilibada, se desconhece seus fundamentos?

Os sofrimentos materiais e morais somente desaparecerão quando o Espírito ascender pelo despertamento dos seus dons espirituais. O tempo se encarrega desse trabalho. Todas as almas que não têm experiências qualificadas na consciência pura, desconhecem a paz e a tranqüilidade. Não questionemos a Deus, nem tampouco O responsabilizemos, pelos desastres que essas duas forças provocam em nós. O esquema está traçado para o nosso destino, e como Deus é onisciente, Ele já sabe disso; e se deixou que assim acontecesse, é que precisa ser deste modo. Nem nós mesmos temos culpas dos nossos deslizes. Temos culpas, se não combatermos nossas inferioridades, já conscientes dos caminhos onde as paixões nos levam.

Todos os vermes roedores são forças negativas que devemos combater, sempre na ordem das coisas, porque é no combate que ganhamos experiência para a verdadeira conquista. Se as almas não fossem torturadas pelos contrastes da vida, como elas conheceriam o outro lado, o da serenidade, da caridade e do amor? Certamente que são felizes aqueles que desconhecem esses vermes roedores; bem-aventurados são eles, por terem passado por todas essas experiências e delas colheram a paz verdadeira que torne a consciência tranqüila, objetivo de nossas vidas.

Compreendamos, pois, a necessidade dos nossos esforços visando à melhora da vida material e moral, pois o conseguiremos, por estar no destino de todos. Surge deste esforço a água da vida, quem a bebe nunca mais terá sede.

Replicou-lhe Jesus:

Se conhecerás o dom de Deus e quem é o que te pede: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. (João, 4:10)

Jesus sempre nos pede que doemos água, em qualquer posição em que estejamos, aos que sofrem, pois Ele está com eles e, se compreendemos, Ele, o Mestre, nos dá a água com a qual nunca mais teremos sede, por ser a água da vida eterna. É necessário que entendamos esse pedido. As imperfeições são fantasmas dentro de nós e à nossa frente, e a consciência em Cristo nos pede para expulsá-las, ambientando-nos com o amor e a caridade, para que a salvação instale na nossa intimidade o sol da verdade e a luz de Deus no coração.

Limpando-te do ciúme e da inveja, ficarás livre de muitos fantasmas que corroem a alma, como carunchos invisíveis, os quais não devemos matar, nem nos servirmos deles para a nossa revolta e, sim, transformá-los em vida, em experiências e cultivo da própria paz.


Miramez



Filosofia Espírita – Volume XIX. João Nunes Maia
Cap. 15 - Dois Vermes Destruidores




Fonte: O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez; Filosofia Espírita – Volume XIX-pdf; Ipeak - Instituto de Pesquisas Espíritas Allan Kardec

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 4ª Parte - Das esperanças e consolações - Cap. I - Das penas e gozos terrestres - Felicidade e infelicidade relativas - Questão 933



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 4ª Parte - Das esperanças e consolações - Cap. I - Das penas e gozos terrestres - Felicidade e infelicidade relativas


Questão  933


Assim como, muitas vezes, é o homem o causador de seus sofrimentos materiais, também o será de seus sofrimentos morais?

“Mais ainda, porque os sofrimentos materiais algumas vezes independem da vontade; mas o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, numa palavra, são torturas da alma.

“A inveja e o ciúme! Felizes os que desconhecem estes dois vermes roedores! Para aquele que a inveja e o ciúme atacam, não há calma, nem repouso possíveis. À sua frente, como fantasmas que lhe não dão tréguas e o perseguem até durante o sono, se levantam os objetos de sua cobiça, do seu ódio, do seu despeito. O invejoso e o ciumento vivem ardendo em contínua febre. Será essa uma situação desejável? Não compreendeis que, com as suas paixões, o homem cria para si mesmo suplícios voluntários, tornando-se-lhe a Terra verdadeiro inferno?”

Muitas expressões pintam energicamente o efeito de certas paixões. Diz-se: “inchado de orgulho”, “morrer de inveja”, “secar de ciúme” ou “de despeito”, “não comer nem beber de ciúmes”, etc. Esse quadro é sumamente real. Acontece até não ter a inveja objeto determinado. Há pessoas invejosas, por natureza, de tudo o que se eleva, de tudo o que sai da craveira vulgar, embora nenhum interesse direto tenham, mas unicamente porque não podem conseguir outro tanto. Ofusca-as tudo o que lhes parece estar acima do horizonte e, se constituíssem maioria na sociedade, trabalhariam para reduzir tudo ao nível em que se acham. É a inveja aliada à mediocridade.

Freqüentemente o homem só é infeliz pela importância que liga às coisas deste mundo. Fazem-lhe a infelicidade a vaidade, a ambição e a cobiça desiludidas. Se se colocar fora do círculo acanhado da vida material, se elevar seus pensamentos para o infinito, que é seu destino, mesquinhas e pueris lhe parecerão as vicissitudes da Humanidade, como o são as tristezas da criança que se aflige pela perda de um brinquedo que fazia a sua felicidade suprema.

Aquele que só vê felicidade na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros é infeliz, quando não os pode satisfazer, ao passo que aquele que nada pede ao supérfluo é feliz com aquilo que outros consideram calamidades.

Referimo-nos ao homem civilizado, porquanto o selvagem, sendo mais limitadas as suas necessidades, não tem os mesmos motivos de cobiça e de angústias: diversa é a sua maneira de ver as coisas. Como civilizado, o homem raciocina sobre a sua infelicidade e a analisa. Por isso é que esta o afeta mais. Mas também lhe é facultado analisar e raciocinar sobre os meios de obter consolação. Essa consolação ele a encontra no sentimento cristão, que lhe dá a esperança de melhor futuro, e no Espiritismo, que lhe dá a certeza desse futuro.


Allan Kardec 



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 933 comentada


Os sofrimentos no mundo devastam os homens, trazendo-Ihes padecimentos de todas as ordens que se possa imaginar, sofrimentos materiais e morais. De certa forma, não se pode deter esses sofrimentos, por serem processos de despertamento espiritual, no entanto, compreender que são eles da nossa culpa é bem melhor para que possamos nos esforçar para nos livrarmos deles.

Estamos falando de dois apenas, que são o ciúme e a inveja. São realmente dois vermes roedores da alma, senão do próprio corpo físico. Como combater essas duas enfermidades, livrar-se delas? Qual o ser humano, e mesmo o espiritual, que não sentiu ou sente ciúme ou inveja? Todos, embora haja os que já se livraram deles.

Os que ainda não sentiram essas duas doenças, talvez se encontrem na fila para sentir suas torturas. Elas, por seu caráter inferior, trazem lições dolorosas para a alma na sua seqüência de vida. Como encarnados, e por vezes fora da carne, todos sentirão esse estado negativo do Espírito, por não terem ainda conhecido a verdade. Somente os Espíritos livres das paixões humanas são limpos dos resíduos de todas as inferioridades.

Certamente que devemos combater todos os tipos de inferioridade nos caminhos que percorremos, para que no amanhã, possamos dizer: "conheci a verdade e ela me tornou livre das peias da ignorância."

"O Livro dos Espíritos" nos fala que, por vezes, os sofrimentos materiais independem da vontade do homem, e isso é certo, no entanto, os sofrimentos morais se encontram na mesma ordem, por nos faltar elevação espiritual para os evitarmos. Como pode o homem primitivo ter uma moral ilibada, se desconhece seus fundamentos?

Os sofrimentos materiais e morais somente desaparecerão quando o Espírito ascender pelo despertamento dos seus dons espirituais. O tempo se encarrega desse trabalho. Todas as almas que não têm experiências qualificadas na consciência pura, desconhecem a paz e a tranqüilidade. Não questionemos a Deus, nem tampouco O responsabilizemos, pelos desastres que essas duas forças provocam em nós. O esquema está traçado para o nosso destino, e como Deus é onisciente, Ele já sabe disso; e se deixou que assim acontecesse, é que precisa ser deste modo. Nem nós mesmos temos culpas dos nossos deslizes. Temos culpas, se não combatermos nossas inferioridades, já conscientes dos caminhos onde as paixões nos levam.

Todos os vermes roedores são forças negativas que devemos combater, sempre na ordem das coisas, porque é no combate que ganhamos experiência para a verdadeira conquista. Se as almas não fossem torturadas pelos contrastes da vida, como elas conheceriam o outro lado, o da serenidade, da caridade e do amor? Certamente que são felizes aqueles que desconhecem esses vermes roedores; bem-aventurados são eles, por terem passado por todas essas experiências e delas colheram a paz verdadeira que torne a consciência tranqüila, objetivo de nossas vidas.

Compreendamos, pois, a necessidade dos nossos esforços visando à melhora da vida material e moral, pois o conseguiremos, por estar no destino de todos. Surge deste esforço a água da vida, quem a bebe nunca mais terá sede.

Replicou-lhe Jesus:

Se conhecerás o dom de Deus e quem é o que te pede: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. (João, 4:10)

Jesus sempre nos pede que doemos água, em qualquer posição em que estejamos, aos que sofrem, pois Ele está com eles e, se compreendemos, Ele, o Mestre, nos dá a água com a qual nunca mais teremos sede, por ser a água da vida eterna. É necessário que entendamos esse pedido. As imperfeições são fantasmas dentro de nós e à nossa frente, e a consciência em Cristo nos pede para expulsá-las, ambientando-nos com o amor e a caridade, para que a salvação instale na nossa intimidade o sol da verdade e a luz de Deus no coração.

Limpando-te do ciúme e da inveja, ficarás livre de muitos fantasmas que corroem a alma, como carunchos invisíveis, os quais não devemos matar, nem nos servirmos deles para a nossa revolta e, sim, transformá-los em vida, em experiências e cultivo da própria paz.


Miramez 





Filosofia Espírita Volume XIX - João Nunes Maia
Cap. 15 - Dois Vermes Destruidores



Fontes: Ipeak - Instituto de Pesquisas Espíritas Allan Kardec, O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Das esperanças e consolações - Cap. I - Das penas e gozos terrestres - Felicidade e infelicidade relativas - Questão 926 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Das esperanças e consolações - Cap. I - Das penas e gozos terrestres - Felicidade e infelicidade relativas


Questão 926 


A civilização criando novas necessidades, não é a fonte de novas aflições? 

- Os males deste mundo estão na razão das necessidades artificiais que criais para vós mesmos. Aquele que sabe limitar os seus desejos e ver sem cobiça o que está fora das suas possibilidades, poupa-se a muitos aborrecimentos nesta vida. O mais rico é aquele que tem menos necessidades.

Allan Kardec


O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 926 comentada


A moderna civilização é fonte de novas aflições que torturam o homem cada vez mais, pelas necessidades fictícias que ele próprio cria e que o perseguem nos seus caminhos. Nós criamos as nossas aflições, e elas nos servem como escolas, porque a vida, a natureza, aproveita tudo e transforma em experiências valiosas.

Quantas reencarnações já tivemos em variados países, onde recolhemos ensinamentos que servem hoje de alicerce para a nossa paz? Tudo é de tal modo comum, que devemos perguntar a todos quais os Espíritos que passaram pela Terra, e que não criaram novas aflições em seu aprendizado. Eis aí um sistema de despertamento espiritual que nunca foi mudado. Somente acordamos pelo método das aflições. Queiramos ou não, passamos por elas. Este é um processo de acordar que usa a espiritualidade maior, a qual também passou pelos mesmos caminhos.

Se hoje os Espíritos elevados vivem na plenitude da consciência imperturbável, como eram ontem? é neste sentido que os benfeitores espirituais, em relação a nós outros, têm muita tolerância com as nossas faltas. Se assim podemos dizer, eles passaram pelas mesmas aflições, mas Deus é sempre Pai amoroso e santo, bom e justo, que não dá pedra a quem pede peixe. Não deves invejar aos outros em situação bem melhor que a tua, porque não sabes o que se encontra reservado para eles, nem tão pouco para ti.

As situações são mutáveis em todos os campos do crescimento e as escalas são variadas, sendo necessário que subamos todos os degraus. Não invejes os gozos dos que te parecem felizes. Cada um tem necessidades diferentes, por estarmos em diferentes estados espirituais. Cada um recebe somente o de que precisa, para a sua paz espiritual.

Deus, às vezes, permite que o homem ignorante prospere e se mostre feliz. Não invejes seu lugar na vida; ele pode estar passando ou começando a entrar por duras provas. O aprendizado tem variações. Cuida da tranqüilidade de consciência, da riqueza espiritual e deixa fluir pelo teu coração a paz que Jesus sempre te dá. Se os gozos que cobiças forem pessoais, isso é fonte do egoísmo que precisa ser mudado.

Sê cauteloso na análise dos sentimentos, para que não venhas a cair em novas tentações. Se restringes as tuas necessidades, os desenganos começam a desaparecer como por encanto. Existem muitas ilusões, que devem ser extirpadas pela simplicidade. Convém a todas as criaturas viver mais modestamente, para não criarem embaraços nos próprios caminhos.

Deves olhar sem inveja o rico, se és pobre, e não maltrates o pobre, se és rico. Todas as duas posições são extremos que devem ser reparados. Certo sábio da antiguidade aconselhou, para o bem dos corações, o caminho do meio. Deus permite que passemos por todos os caminhos, por sermos todos iguais, de modo a alcançarmos todas as experiências na seqüência da vida.

Quando um justo é feliz, a sua felicidade é verdadeira, porque ele já passou por todas as tribulações que educam e instruem.

Quando Jesus disse: "Bem-aventurados os que sofrem", é porque todos os sofrimentos levam à criatura a paz de consciência, se não em uma reencarnação, mas nas quantas forem necessárias. Deus não tem pressa, mas não pára de ajudar.

Deves suportar tudo com coragem, mesmo as duras provas, pelas forças que já alcançaste, que alguém invisível vem te ajudar a carregar a tua cruz, no silêncio peculiar aos que já aprenderam a amar.

As novas aflições são para os que ainda dormem, não para os que acordaram para a luz do amor e da caridade. Se tu tens necessidade de sentir Deus para o teu bom andamento na vida, deves procurar a Jesus.

E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou. (João, 12:45)

Procurar a Jesus é encontrar a Deus, porque o Mestre trouxe para os homens todas as respostas das perguntas feitas para a felicidade das almas.


Miramez



Filosofia Espírita – Volume XIX. (João Nunes Maia)
Cap. 8 - Novas aflições



Fontes: O Consolador, O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez, Kardecpedia

quinta-feira, 12 de março de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Questão 932 - Felicidade e infelicidade relativas





Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Questão 932


Felicidade e infelicidade relativas



932. Por que, neste mundo, os maus exercem geralmente influência maior influência sobre os bons?

 “Pela fraqueza dos bons. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Estes, quando quiserem, preponderarão.”



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 932 comentada

A maior influência dos maus se dá por causa da ignorância das próprias almas que nela estagiam. No entanto, a paciência de Deus não se esgota e o trabalho de Jesus não pára, no sentido de educar todas as criaturas e instruí-las.

Esse exercício é demorado, mas se faz. Numerosas falanges de Espírito, sob a direção de Jesus Cristo, trabalham junto aos homens no sentido de amanhar os corações empedernidos no mal. "Esses homens não são maus", disse Jesus; "mas, ignoram a verdade que liberta".

As sementes do bem já foram lançadas no campo dos corações; basta esperar que elas germinem, e disso o Senhor tem certeza. Compete ao homem já entendido ajudar na obra do bem, e o Espiritismo veio ao mundo para ajudar no grande fenômeno do século, o de colocar em ordem a casa terrestre, ensinando a todos a amar, mas com aquele amor que não troca nem vende suas mais ricas possibilidades, onde se pode mostrar a caridade. O mal, pode-se dizer, na altura da compreensão mais elevada, não existe; somente o que tem vida eterna é o bem, o equilíbrio, a harmonia universal.

Se desejas melhorar, pensa em Jesus, fala com Jesus, anda com Jesus, trabalha com Jesus, mas, acima de tudo, vive os preceitos do Mestre, como Ele viveu. Desta forma, conhecerás a verdade, conhecendo a ti mesmo.

Se a própria matéria se transforma, o Espírito que se encontra além deve se transformar sempre para melhor, em todas as direções do entendimento, do amor e da sabedoria. Se queres buscar no futuro a felicidade, conquista-a dia a dia, passo a passo, porque ela é aquisição de milênios de esforços.

Os maus são intrigantes, violentos, caluniadores e encontram prazer em todas as paixões inferiores. Eles são impacientes e não gostam da verdade. Os bons fazem-se notar por muito se amarem uns aos outros, mesmo àqueles que os ofendem s caluniam.

O mundo deve passar para outro grau de elevação, desconhecendo o mal e somente se interessando pelo bem, quais os mundos elevados que giram no universo de Deus, Devemos esperar, pois o planeia deverá receber esse prêmio das mãos de Jesus, vindo de Deus, ao passar dos bilhões de anos que, para a eternidade, são poucos dias.

Todos os trabalhadores do bem comum estão sendo convocados. Os clarins tocam em todos os quadrantes da Terra, e quem tem ouvidos para ouvir que os ouça, quem tem entendimento para entender que os entenda. É Jesus voltando para a seleção dos valores, de modo que quem herdar a Terra, ficará nela, enquanto os demais passarão a outra escola de Deus, para aprender o que não conseguiram nesta mansão de vida. Na verdade, a maior quantidade deverá sair para outra estância de vida, onde serão direcionados pela sintonia dos sentimentos.

E quando acabou de falar, disse a Simão:

Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. (Lucas, 5:4)

O Mestre tomou Pedro como símbolo da pesca de homens, bem como de todos os discípulos e aqueles que desejam acompanhar o Mestre, alertando as almas de que no fim dos tempos maus seria separado o joio do trigo, os bons dos maus. É o que o povo deveria entender, e muitos já o fizeram, lançando redes em todos os oceanos das nações para pescar almas. E esse alerta continua. Mesmo faltando pouco tempo, ainda podes cientificar-te da necessidade de retificar o coração, conquistando valores morais, apegando-te ao amor e fazendo da caridade o meio de salvação do próprio ambiente onde moras, e nele permanecendo, porque este mundo será o paraíso, depois que os homens aceitarem o Cristo como guia e Seus ensinamentos como roteiro de vida.



Miramez