quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 165 - Assim como



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 165


Assim como


“Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.” — JESUS. (João, 20.21)


Todo cristão sincero sabe como o Senhor Supremo enviou à Terra o Embaixador Divino.

Fê-lo nascer na manjedoura singela.

Deu-lhe trabalho construtivo na infância.

Conferiu-lhe deveres pesados, na preparação, com prece e jejum no deserto.

Inspirou-lhe vida frugal e simples.

Não lhe permitiu o estacionamento em alegrias artificiais.

Conduziu-o ao serviço ativo no bem de todos.

Inclinou-lhe o coração para os doentes e necessitados.

Enviou-o ao círculo de pecadores contumazes.

Induziu-o a banquetear-se com pessoas consideradas de má vida, para que o seu amor não fosse uma joia de luxo e sim o clima abençoado para a salvação de muitos.

Fê-lo ensinar o bem e praticá-lo entre os paralíticos e cegos, leprosos e loucos, de modo a beneficiá-los.

E, ao término de sua missão sublime, deu-lhe a morte na cruz, entre ladrões, com o abandono dos amigos, sob perseguição e desprezo, para que as criaturas aprendessem o processo de sacrifício pessoal, como garantia de felicidade, a caminho da ressurreição do homem interior na vida eterna.

Foi assim que o Supremo Pai enviou à Terra o Filho Divino e, nesse padrão, podemos entender o que Jesus desejava dizer quando asseverou que expediria mensageiros ao mundo nas mesmas normas.

Assim, pois, o cristão que aspira a movimentar-se entre facilidades terrestres, certamente ainda não acordou para a verdade.


Emmanuel










Hammed - Livro Renovando Atitudes - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 18 - Preconceito



Hammed - Livro Renovando Atitudes - Francisco do Espírito Santo Neto - Cap. 18


Preconceito


“…Tendo-o visto, lhe disse: Zaqueu, apressai-vos em descer, porque é preciso que eu me aloje hoje em vossa casa. Zaqueu desceu logo o recebeu com alegria. Vendo isso, todos murmuraram dizendo: Ele foi alojar-se na casa de um homem de má vida…” (Cap. 16, item 4 de O Evangelho Segundo o Espiritismo.)


Ter preconceitos é assimilar as coisas com julgamento preestabelecido, fundamentado na opinião dos outros. Os preconceitos são as raízes de nossa infelicidade e sofrimento neurótico, pois deterioram nossa visão da vida como uma lasca que inflama a área de nosso corpo em que se aloja.

Aceitamos esses valores dos adultos com quem convivemos, de uma maneira e forma tão sutis que nem percebemos. Basta a criança observar um comentário sobre a sexualidade de alguém, ou a religião professada pelos vizinhos, para assimilar ideias e normas vivenciadas pelo adulto que promove a crítica. De maneira distorcida, baseia-se no julgamento de outrem, quando é válido somente o autojulgamento, apoiado sempre na análise dos fatos como realmente eles são.

Será que tua forma de ver a tudo e a todos não estaria repleta de obstáculos formados pelos teus conceitos preestabelecidos?

Por não estares atento ao processo da vida em ti, é que precisas do juízo dos outros, tornando-te assim dependente e incapacitado diante de tuas condutas.

Jesus de Nazaré demonstrou ser plenamente imune a qualquer influência alheia quanto a seus sentimentos e sentidos de vida, revelando isso em várias ocorrências de seu messiado terreno.

Ao visitar a casa de Zaqueu, não deu a mínima importância aos murmúrios maldizentes das criaturas de estrutura psicológica infantil, pois sabia caminhar discernindo por si mesmo.

Toda alma superior tem um sistema de valores não baseado em regras rígidas; avalia os indivíduos, atos e atitudes com seu senso interior, sentimentos, emoções e percepções intuitivas, tendo assim apreciações e comportamentos peculiares. Para ela, cada situação é sempre nova e cada pessoa é sempre um mundo à parte.

Em verdade, Cristo veio para os doentes que têm a coragem de reconhecer-se como tais, não, porém, para os sãos, ou para aqueles que se mascaram. Zaqueu, vencendo os próprios conceitos inadequados de chefe dos publicanos, derrubou as barreiras do personalismo elitista e rendeu-se à mensagem da Boa Nova.

Despojou-se do velho mundo que detinha na estrutura de sua personalidade e renovou-se com conceitos de vida imortal, aceitando-se como necessitado dos bens espirituais.

Disse Jesus: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado” (Marcos 2:27).

Ao dizer isso, o Mestre se referia ao antigo mandamento de Moisés, que impedia toda e qualquer atividade aos sábados, e que Ele, por sabedoria e por ser desprovido de qualquer preconceito, entendia a serventia dessa lei para determinada época, porém queria agora mostrar aos homens que “as experiências passadas são válidas, mas precisam ser adequadas às nossas necessidades da realidade presente”.

Nossos preconceitos são entraves ao nosso progresso espiritual.


Hammed










Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 66 - Boa vontade



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 66


Boa vontade

 
“Vede prudentemente como andais.” — Paulo. (EFÉSIOS, 5:15)


Boa vontade descobre trabalho.

Trabalho opera a renovação.

Renovação encontra o bem.

O bem revela o espírito de serviço.

O espírito de serviço alcança a compreensão.

A compreensão ganha humildade.

A humildade conquista o amor.

O amor gera a renúncia.

A renúncia atinge a luz.

A luz realiza o aprimoramento próprio.

O aprimoramento próprio santifica o homem.

O homem santificado converte o mundo para Deus.

Caminhando prudentemente, pela simples boa vontade a criatura alcançará o Divino Reino da Luz.


Emmanuel










André Luiz - Livro Agenda Cristã - Chico Xavier - Pág. 49 - Ajude a você mesmo



André Luiz - Livro Agenda Cristã - Chico Xavier - Pág. 49


Ajude a você mesmo


Não ambicione do seu vizinho, senão os dons excelentes que lhe exornam o Espírito.

Não permita que os dissabores governem o leme de seu destino.

Não entregue o templo de sua memória às más impressões.

Não retire sua experiência dos fundamentos espirituais.

Não se esqueça de que o ideal superior, objeto de sua admiração, deve corporificar-se em seus caminhos.

Não se prenda ao mal; no entanto, não se desvie das obrigações de fraternidade para com aqueles que foram atingidos pelo mal.

Não apague o archote da fé em seus dias claros, para que não falte luz a você nos dias escuros.

Não fuja às lições da estrada evolutiva, por mais difíceis e dolorosas, a fim de que a vida, mais tarde, lhe abra o santuário da sabedoria.

Não lhe falte tempo para cultivar o que é belo, eterno e bom.

Não olvide que a justiça institui a ordem universal, mas só o amor dilata a obra divina.


André Luiz











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 81 - Estejamos certos



Emmanuel - Livro Vinha de Luz - Chico Xavier - Cap. 81


Estejamos certos


“Porei minhas leis em seus corações e as escreverei em seus entendimentos.” — Paulo. (Hebreus, 10:16)


As instituições humanas vivem cheias de códigos e escrituras.

Os templos permanecem repletos de pregações.

Os núcleos de natureza religiosa alinham inúmeros compêndios doutrinários.

O Evangelho, entretanto, não oculta os propósitos do Senhor.

Toda a movimentação de páginas rasgáveis, portadoras de vocabulário restrito, representa fase de preparo espiritual, porque o objetivo de Jesus é inscrever os seus ensinamentos em nossos corações e inteligências.

Poderemos aderir de modo intelectual aos mais variados programas religiosos, navegarmos a pleno mar da filosofia e da cultura meramente verbalistas, com certo proveito à nossa posição individual, diante do próximo; mas, diante do Senhor, o problema fundamental de nosso Espírito é a transformação para o bem, com a elevação de todos os nossos sentimentos e pensamentos.

O Mestre escreverá nas páginas vivas de nossa alma os seus estatutos divinos.

Tenhamos disso a certeza. E não estejamos menos convencidos de que, às vezes, por acréscimo de misericórdia, nos conferirá os precisos recursos para que lavemos nosso livro íntimo com a água das lágrimas, eliminando os resíduos desse trabalho com o fogo purificador do sofrimento.


Emmanuel







Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 38 - Se soubéssemos



Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 38


Se soubéssemos


“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem…” — JESUS. (Lucas, 23:34)


Se o homicida conhecesse, de antemão, o tributo de dor que a vida lhe cobrará, no reajuste do seu destino, preferiria não ter braços para desferir qualquer golpe.

Se o caluniador pudesse eliminar a crosta de sombra que lhe enlouquece a visão, observando o sofrimento que o espera no acerto de contas com a verdade, paralisaria as cordas vocais ou imobilizaria a pena, a fim de não confiar-se à acusação descabida.

Se o desertor do bem conseguisse enxergar as perigosas ciladas com que as trevas lhe furtarão o contentamento de viver, deter-se-ia feliz, sob as algemas santificantes dos mais pesados deveres.

Se o ingrato percebesse o fel de amargura que lhe invadirá, mais tarde, o coração, não perpetraria o delito da indiferença.

Se o egoísta contemplasse a solidão infernal que o aguarda, nunca se apartaria da prática infatigável da fraternidade e da cooperação.

Se o glutão enxergasse os desequilíbrios para os quais encaminha o próprio corpo, apressando a marcha para a morte, renderia culto invariável à frugalidade e à harmonia.

Se soubéssemos quão terrível é o resultado de nosso desrespeito às Leis Divinas, jamais nos afastaríamos do caminho reto.

Perdoa, pois, a quem te fere e calunia…

Em verdade, quantos se rendem às sugestões perturbadoras do mal, não sabem o que fazem.


Emmanuel










Emmanuel - Livro Paz e Renovação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Prefácio - Renovação



Emmanuel - Livro Paz e Renovação - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Prefácio


Renovação


"Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32)


Ante os conflitos mentais com que somos defrontados, habituamo-nos a falar em desobsessão, liberação, cura espiritual, sedação, socorro magnético e, efetivamente, é impossível negar o valor dessas formas de auxílio.

Cabe-nos, porém, reconhecer que a renovação íntima é o fator básico de todo reequilíbrio nesse sentido.

Daí procede, leitor amigo, a organização deste volume despretensioso, englobando avisos, apelos, comentários e lembretes de irmãos para irmãos, no propósito de estudarmos juntos as nossas próprias necessidades.

Compreendamos que atuar no rendimento do bem de todos; projetar a luz da instrução sobre os labirintos da ignorância; efetuar o próprio burilamento; promover iniciativas de solidariedade; praticar a abnegação e realizar o melhor que possamos fazer de nós, onde estejamos, são alguns dos programas de ação que a todos nós compete.

Por isso mesmo, todos aqueles companheiros da Humanidade que não mais desejam:

zelar pela própria apresentação;

aprender uma lição nova;

multiplicar os interesses de viver;

acentuar estudos para discernir com mais segurança;

partilhar campanhas de educação e beneficência;

aperfeiçoar-se na profissão;

prestar serviço ao próximo;

adaptar-se a novidades construtivas; acompanhar o progresso;

aprimorar expressões e maneiras;

altear ideias e emoções;

ler um livro recente;

adquirir mais cultura;

recomeçar um empreendimento que o fracasso esmagou;

aumentar o número das afeições;

sofrer complicações em favor dos amigos;

criar novos recursos de atividade edificante, em torno de si mesmo.

Todos aqueles, enfim, que desistiram de qualquer transformação na própria senda, renunciando no dever de melhorar-se, mais e sempre, se fazem menos permeáveis ao apoio curativo ou libertador, seja com a intervenção da Ciência ou com o amparo da Religião.

Este livro é, desse modo, um convite a que nos desagarremos das sombras do desânimo ou da inércia, onde surjam, para nos colocarmos todos no encalço das realidades do Espírito, em nós mesmos, recordando a advertência do Mestre Inolvidável: “conhecereis a verdade, e a verdade vos fará livres”.

E estejamos convencidos de que marchar para a verdade será sempre transitar para diante nos caminhos do burilamento e do trabalho, da renovação e da luz.


Emmanuel








Uberaba, 1º de fevereiro de 1970.

Meimei - Livro Recados da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 21 - Agentes contrários



Meimei - Livro Recados da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 21


Agentes contrários


Basta leve reflexão sobre os processos da Natureza, para que se verifique o valor dos agentes contrários na formação de todos os recursos chamados a servir.

A semente e a terra que a sufoca.

A argila e o fogo.

O minério bruto e o forno de alta tensão.

O martelo e a pedra.

O buril e a obra-prima.

A chama e a vela.

O metal e o cadinho.

O grão e o triturador.

O bisturi e a cirurgia.

Na experiência humana, por agora, são muito raras as pessoas que se empenham a reconhecer a importância dos agentes contrários na renovação e na melhoria de si mesmas.

Os companheiros que se fazem instrumentos de malícia ou de inveja, de escárnio e perseguição, constituem testes que nos inclinam à compreensão e ao amor, ao olvido de todo mal e à aquisição de mais luz.

Num Plano de imperfeições, qual o nosso, todos somos lições de uns para os outros.

Aconselhou-nos Jesus: “amai aos vossos inimigos”. 

Isso não quer dizer que eles, de imediato, se farão capazes de amar-nos; entretanto, mediante a nossa atitude construtiva, auxiliando a eles com serenidade e paciência, eles igualmente se reconhecerão beneficiados por nossos gestos de entendimento, desde que lhes saibamos aceitar os desafios sem azedume e agradecer-lhes o bem que nos façam, caminhando para diante no dever a cumprir.


Meimei











Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 34 - Comer e beber



Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier - Cap. 34


Comer e beber


“Então, começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença e tens ensinado nas nossas ruas.” — Jesus. (LUCAS, 13.26)


O versículo de Lucas, aqui anotado, refere-se ao pai de família que cerrou a porta aos filhos ingratos.

O quadro reflete a situação dos religiosos de todos os matizes que apenas falaram, em demasia, reportando-se ao nome de Jesus. 

No dia da análise minuciosa, quando a morte abre, de novo, a porta espiritual, eis que dirão haver “comido e bebido” na presença do Mestre, cujos ensinamentos conheceram e disseminaram nas ruas.

Comeram e beberam apenas. Aproveitaram-se dos recursos egoisticamente. 

Comeram e acreditaram com a fé intelectual. Beberam e transmitiram o que haviam aprendido de outrem. 

Assimilar a lição na existência própria não lhes interessava a mente inconstante.

Conheceram o Mestre, é verdade, mas não o revelaram em seus corações. 

Também Jesus conhecia Deus; no entanto, não se limitou a afirmar a realidade dessas relações. Viveu o amor ao Pai, junto dos homens. 

Ensinando a verdade, entregou-se à redenção humana, sem cogitar de recompensa. 

Entendeu as criaturas antes que essas o entendessem, concedeu-nos supremo favor com a sua vinda, deu-se em holocausto para que aprendêssemos a ciência do bem.

Não bastará crer intelectualmente em Jesus. É necessário aplicá-lo a nós próprios.

O homem deve cultivar a meditação no círculo dos problemas que o preocupam cada dia.   

Os irracionais também comem e bebem. Contudo, os filhos das nações nascem na Terra para uma vida mais alta.


Emmanuel







Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Divaldo P. Franco - Cap. 4 - Ponte Mediúnica



Joanna de Ângelis - Livro Luz Viva - Divaldo P. Franco - Cap. 4


Ponte Mediúnica


Mergulhado na matéria densa pelo impositivo da reencamação, que faculta ao Espírito o processo abençoado da evolução, graças às experiências de que se enriquece, este perde, normalmente, os contatos com a realidade donde veio, padecendo de compreensível esquecimento da vida espírita.

Os interesses gravitam, então, em torno das necessidades imediatas do plano físico; os impositivos da "luta pela vida", quase sempre revertem a escala de valores, dando nascimento a lutas acerbas e extravagantes; dúvidas cruéis pairam nos painéis da mente, em relação à imortalidade da alma; inquietações e fobias surgem, avassaladoras, sombreando os dias da existência orgânica; dissabores e enfermidades, insucessos comerciais e dificuldades econômicas induzem à loucura e ao suicídio; empenhos por gozar a hora que passa dominam os cuidados do homem, que teme o aniquilamento da vida por falta de bases reais sobre as quais apóie as convicções da sobrevivência espiritual...

Liberando o ser de tais amarguradas situações, a Divindade concede a ponte da mediunidade, a fim de que se mantenha o intercâmbio lúcido entre os dois abismos da vida: o material e o espiritual.

Por ela retomam os Espíritos em triunfo sobre a morte, falando da vida em plenitude e apresentando o resultado das suas ações, enquanto estiveram na forma carnal.

A esperança, em razão disso, alenta o homem físico e orienta-o com segurança para o salutar aproveitamento das horas, granjeando recursos que se lhe constituirão bens inalienáveis para a felicidade.

Não existisse a mediunidade e inumeráveis problemas seriam insolucionáveis, permitindo que mais graves conjunturas conspirassem contra a criatura humana.

Sem ouvir-se, nem sentir-se a realidade espiritual de que os implementos mediúnicos se fazem instrumento, certamente grassariam mais terríveis dramas e tormentosas situações injustificáveis.

A mediunidade, colocada a serviço do bem com Jesus, enxuga as lágrimas da saudade, diminui as dores, equaciona enfermidades complexas, dirime dúvidas, sustenta a fé, conduzindo à caridade luminosa e libertadora.

Reveste as tuas faculdades mediúnicas com as vibrações superiores da prece, alicerçando-a na sadia moral e usando-a a serviço da edificação de quantos sofrem.

Exercita-a com disciplina e estuda-lhe a metodologia com as luzes da Doutrina Espírita, compreendendo que ela te é concedida, não por merecimento de tua parte, que o não possuis, senão por misericórdia de acréscimo do amor de Nosso Pai, a fim de que o homem não se esqueça de que sempre, na vida, edificante e enobrecido deve ser o seu comportamento, fora ou mergulhado na carne.

Toma como modelo Jesus, o Médium de Deus, que jamais se excusava, amando e servindo sempre, na condição de divina ponte entre o Criador e todos nós.


Joanna de Ângelis






Luz Viva: 

"O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa." (Comentário de Allan Kardec à resposta dos Espíritos, referente à questão n. 886 — L. E.) 

"A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço; mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, velados. " José, Espírito protetor. (Bordéus, 1863.) (Cap. X, Item 16 do E.)

domingo, 28 de dezembro de 2025

Emmanuel - Livro O Espírito da Verdade - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 64 - O primeiro



Emmanuel - Livro O Espírito da Verdade - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 64


O primeiro


“E qualquer que entre vós quiser ser o primeiro seja vosso servo.” — JESUS. (Mateus, 20:27)


Nos variados setores da experiência humana, encontramos as mais diversas criaturas a buscarem posições de destaque e postos de diretiva.

Há pessoas que enveredam pelas sendas do comércio e da indústria, em corrida infrene por se elevarem nas asas frágeis da posse efêmera.

Muitas elegem a tirania risonha no campo social, para se afirmarem poderosas e dominantes.

Outras pontificam através do intelecto, usando a Ciência como apoio da autoridade que avocam para si mesmas.

Temos ainda as inteligências que, em nome da inovação ou da arte, se declaram francamente partidárias da delinquência e do vício, para sossegarem as próprias ânsias de fulguração nas faixas da influência.

Todas caminham subordinadas às mesmas leis, elevando-se hoje, para descer amanhã.

O império econômico, a autoridade terrestre ou o intelectualismo sistemático possibilitam a projeção da criatura no cenário humano, à feição de luz meteórica, riscando, instantaneamente, a imensidade dos céus.

Em piores circunstâncias, aquele que preferiu o brilho infernal do crime, esbarra, em breve tempo, com a dureza de si mesmo, sendo constrangido a reunir os estilhaços da vida, provocados por suas ações lamentáveis, na recomposição do destino próprio.

Grande maioria toma a aparência do comando como sendo a melhor posição, e raros chegam a identificar, no anonimato da posição humilde, o posto de carreira que conduz a alma aos altiplanos da Criação.

Apesar de tudo, porém, a verdade permanece imutável.

A liderança real, no caminho da vida, não tem alicerces em recursos amoedados.

Não se encastela simplesmente em notoriedade de qualquer natureza. Não depende unicamente de argúcia ou sagacidade.

Nem é fruto da erudição pretensiosa.

A chefia durável pertence aos que se ausentam de si mesmos, buscando os semelhantes para servi-los…

Esquecendo as luzes transitórias da ribalta do mundo…

Renunciando à concretização de sonhos pessoais em favor das realizações coletivas…

Obedecendo aos estímulos e avisos da consciência…

E por amar a todos sem reclamar amor para si, embora na condição de servo de todos, faz-se amado da vida, que nele concentra seus interesses fundamentais.


Emmanuel





E.S.E. - Cap. VII — Item 5.



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 39 - No auxílio a todos



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 39


No auxílio a todos


“Pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida justa e sossegada em toda a piedade e honestidade.” — PAULO (1 Timóteo, 2.2)

Comumente, em nossos recintos de conversação e prece, voltamo-nos compassivamente para os nossos companheiros menos felizes no mundo.

Apiedamo-nos sem dificuldade dos enfermos e dos desesperados, dos que se afundaram nas águas lodosas da miséria ou que foram vitimados por flagelos públicos.

Oramos por eles, relacionando-lhes as necessidades que tentamos socorrer na medida de nossos recursos.

Entretanto, o Apóstolo Paulo, em suas recomendações a Timóteo, lembra-nos o amparo espiritual que devemos a quantos suportam na fronte a coroa esfogueante da autoridade, comandando, dirigindo, orientando, esclarecendo e instruindo…

São eles, os nossos irmãos conduzidos à eminência do poder e da fortuna, da administração ou da liderança, que carregam tentações e provas ocultas de toda espécie, padecendo vicissitudes que, muita vez, se retratam de lamentável maneira nas coletividades que influenciam.

À feição de pastores dementados, quando se não compenetram dos deveres que lhes são próprios, sofrem perturbações aflitivas que se projetam sobre as ovelhas que lhes recolhem a atuação, criando calamidades morais e moléstias coletivas de longo curso, que atrasam a evolução e atormentam a vida.

Não nos esqueçamos, pois, da oração pelos que dirigem, auxiliando-os com a bênção da simpatia e da compaixão, não só para que se desincumbam zelosamente dos compromissos que lhes selam a rota, mas também para que vivamos, com o sadio exemplo deles, na verdadeira caridade uns para com os outros, sob a inspiração da honestidade, que é base de segurança em nosso caminho.


Emmanuel








(Reformador, agosto de 1958, p. 170)

Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo P. Franco - Cap. 7 - Seu Hoje - Sua Vida



Marco Prisco - Livro Luz Viva - Divaldo P. Franco - Cap. 7


Seu Hoje - Sua Vida


Dê valor à sua vida, não a malbaratando por motivo algum.

Cada dia deve ser vivido com intensidade proveitosa, superior...

Não transfira de uma para outra oportunidade a mágoa ou a queixa. Supere-as no nascedouro, a fim de preservar a sua saúde.

Seus atos — sua vida.

O seu não é o mais grave problema dentro os muitos que existem. Há-os menores, é certo, mas também existem outros muitíssimos mais graves e intricados do que o seu.

O problema é efeito natural do processo de evolução, que todas as pessoas enfrentam.

Não se lamente, portanto, nem busque compaixão.

Seu comportamento emocional e moral — sua vida.

Questões de saúde-doença são uma constante na vida de todos os seres.

Desgaste orgânico, infecção, traumatismo, deficiência, são resultados do aprimoramento espiritual, mediante as vicissitudes orgânicas e psíquicas.

Não obstante, você não é o único.

Ao invés de esmorecer na dor, transforme a sua enfermidade em élan de sustentação de outros pacientes iguais ou mais doentes do que você.

Sua mente — sua vida.

Cinja-se a um programa de serviço beneficente e verá que o seu tempo de dor diminui e o de amor aumenta.

Negue-se à derrota, fomentando vitórias de pequena monta e ganhará a guerra contra o sofrimento.

O que você prefere, mentalmente, embora sem consciência disso, materializa-se, faz-se realidade.

Seus desejos — sua vida.

Sua vida é bênção de Deus a benefício do ser espiritual que você é, imortal, fadado à perfeição.

Se, por enquanto, chovem calhaus sobre sua cabeça e se multiplicam cardos ferindo-lhes os pés, ou se traz cravados no cerne do ser punhais de angústia, recomponha-se e produza causas novas, que anularão tais efeitos e gerarão futuras alegrias.

Sua sementeira — sua vida.

Arme-se de coragem, seja qual for a faixa em que você se encontre em trânsito de experiência evolutiva.

Seu esforço — sua vida.

Hoje, você é o que fez de si mesmo, porém, será amanhã o que hoje realiza da oportunidade com que se defronta.

Seu hoje — sua vida.


Marco Prisco











 

Irmã Scheilla - Livro Caderno de Mensagens - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 65 - Os parentes falecidos



Irmã Scheilla - Livro Caderno de Mensagens - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 65


Os parentes falecidos


Tu que hoje recebes o consolo e a orientação do ensino redivivo do Senhor, em espírito e verdade, lembra-te amorosamente dos companheiros que retornaram, antes de ti, à Pátria Espiritual, muitos deles presentemente em amargurosos conflitos consigo mesmos.

Legiões de irmãos desencarnados somente conseguem renovar o próprio destino, pejado de sombra, com as vibrações mentais de carinho e de apoio que lhes são endereçadas pelos corações que lhes iluminam a memória na esfera dos homens.

O teu próximo igualmente vive do lado de cá…

O parente e o amigo que já partiram não despareceram…

Encasulado que ainda te encontras na carne, não sigas indiferente à vida diversa em que te aguardam, necessitados de simpatia.

Quantos deles te ensinaram! Quantos te serviram!…

Muitas das tuas brilhantes conquistas de agora foram levantadas na base das vigílias, das aflições, do suor e das lágrimas que sofreram…

Agradece-lhes a solicitude e o devotamento.

Sê reconhecido à boa vontade daqueles que te instruíram.

Falta eventual de notícias não exprime constante ausência.

Entre os que ficam na Terra e os que demandam o Além, as relações pessoais continuam. 

Todas as almas afins já viveram milênios em comunhão afetiva e prosseguirão vivendo reunidas na Eternidade, que, aliás, nos expressa o caminho para a ascensão comum.

Reencontrarás, proximamente, todos os que se foram…

Não lhes removas a presença do templo íntimo.

Não só as ondas emocionais de recriminação ou sarcasmo lhes torturam a vida, mas também, o esquecimento e a frieza lhes martirizam as fibras da alma.

Através da lembrança, envia-lhes motivações de estímulo e coragem que se lhes soergam as forças!…

Tua mensagem mental de ternura e gratidão ser-lhes-á abençoada luz no nevoeiro, porta aberta à libertação, vigorosa energia ao refazimento.

Reconfortam-se em tuas meditações.

Socorrem-se no culto de amor que lhes consagras.

Aliviam-se em tuas preces.

Mentaliza construtivamente todos aqueles que relacionas como sendo os teus queridos finados, os teus entes inesquecíveis, os mortos imaginários que te encharcam a alma de fel e pranto, fazendo que a tua saudade possa render bons pensamentos, em favor deles, por intermédio das boas obras.

Se hoje não lhes consegues ver a forma nem auscultar-lhes as dores íntimas, tanto quanto ontem, podes amparar e atender aos desventurados que te renteiam os passos na existência diária, por eles considerados qual nova família do coração.

Faze da caridade incansável o ponto marcado de reencontro ideal, cada dia, com todos eles.

E interroga a ti mesmo: — De quantos não sou cúmplice dos enganos e das quedas que neste momento os fazem chorar?


Irmã Scheilla









[1] Essa mensagem foi publicada no jornal NOTÍCIAS POPULARES (sem data, década de 1970/80) na seção “MENSAGEM DO DIA — de Chico Xavier”. O caderno com os recortes jornalísticos encontra-se sob a custódia do Dr. Eurípedes Higino, filho adotivo do Chico.


sábado, 27 de dezembro de 2025

Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 16 - Cristo-Oração



Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 16


Cristo-Oração

 
"Não cesso de dar graças a Deus por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações." — PAULO (Efésios, 1:16)


A prece é a telefonia divina, pela qual falamos com a divindade, sem os acessórios dos homens, nem a sua audição.

A discagem certa é o modo pelo qual nos portamos para falar e o assunto elevado que escolhemos para conversar com o Senhor.

A oração, senão o modo digno de orar, tem sido esquecida pelos homens.

O pedi e obtereis leva em conta o que se pede e como se pede.

A prática da prece dilata os sentimentos de amor no coração de quem a faz e busca, no Mais Alto, algo de que a Terra tem carência: são fluidos de ordem superior, que descem pelos canais dos pensamentos puros, abastecendo a alma de uma luz consubstanciada no Amor, capaz de restaurar todos os desequilíbrios e abrir caminho para mais vida na criatura.

Quem ora bem todos os dias é dotado de uma força superior indizível que, onde passa, mesmo que haja elementos negativos, insufla o bem-estar, e agrada a quem encontra, porque é um pão permanente do céu que desce para os que andam na Terra.

A oração ainda é um segredo por desvendar, mesmo pelos que têm o hábito de usá-la: ela ajuda de mil modos, integrada na força do silêncio, sem o rótulo de qualquer religião, ela é o céu livre com a prerrogativa de ajudar pela vontade de Deus e Cristo.

Cristo-Oração é o ambiente de luz feito pelo exercício da prece, é quando Ele, transfigurado diante das nossas necessidades, nos ensina a pedir com obediência, a buscar com humildade, a esperar com confiança e a sentir a resposta de Deus com gratidão.

Uma súplica feita pela boca de um justo, a mente de um sábio ou pelo coração de um místico pode muito, sendo capaz de transformar o impossível para os olhos do mundo em realidade espiritual.

Orar é um ato elevado no reino dos homens, e saber orar é expressão divina no seio humano.

Quando estamos em estado de prece, daquele em que só lembramos da oração e que o amor domina todos os nossos impulsos, partem da nossa cabeça fios de luz, desconhecendo qualquer obstáculo criado pelas trevas, e avançam em direção ao reino de Deus, de onde absorvem a essência da vida, como resposta do Pai para o filho que pede.

Os centros de forças, encravados no perispírito, com sutis ligações no espírito, redistribuem esse éter divino, modificado com as nossas necessidades, em todo o metabolismo celular, passando igualmente pelas glândulas internas, de modo a beneficiar todo o organismo, sem esquecer o mundo interatômico da carne, de sorte que a alma começa a respirar um oxigênio puro, pela pureza do agente de Deus, que rasga o infinito em direção a criatura que se encontra envolvida na fé, na esperança e no amor.

Jesus, quando orava, Se tornava um sol as vistas de Seus discípulos; era a explosão interna de fluidos imponderáveis pelas bênçãos de Deus.

E Ele canalizava Sua poderosa mente para o Senhor e para a Terra, de maneira que todos os seres viventes pudessem receber a Sua luz de amor e de vida.

Quando os Seus discípulos viram esse fenômeno transcendental da estuante força cósmica pelo amor, pediram ao Mestre que os ensinassem a orar e Ele, depois de instruir a todos como deveriam fazer orações, deu uma amostra exterior de palavras, ensinando-lhes o Pai Nosso.

Se queres operar maravilhas com a oração, podes fazê-lo!...

Depende apenas do estado interno que vibra em ti.

Já experimentaste entrar em um campo de humildade ou fazê-lo em torno de ti?

Pois fazê-lo por uns cinco minutos, sem sentir cansaço, depois, começa a sentir amor por toda a humanidade e deixa extravasar alegria por todos os poros.

Inicia então, a súplica, falando em voz suave, visualizando a tua boca como se fosse um foco de luz policrômica a banhar o céu e a Terra, o próximo e tu.

E, acima de tudo, confia sempre neste poder que existe dentro de ti.

Lembremos Paulo mais uma vez:

"Não cesso de dar graças a Deus por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações."


Miramez












Fonte: Cristos

Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 61 - Cristo-Silêncio



Miramez - Livro Cristos - João Nunes Maia - Cap. 61


Cristo-Silêncio


Perguntou Pilatos: Que é a verdade? Tendo dito isto, voltou aos judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum. (João, 18:38) 

Cristo-Silêncio é o Cristo surgindo dentro de nós a dominar os nossos sentimentos, fazendo-nos sentir outro modo de ser, falando mais em certas ocasiões e, em outras, mantendo o silêncio como nosso clima. 

O Mestre, quando levado a Pilatos, achou mais convincente adotar o silêncio, pelo mesmo falar mais alto a alma do representante de Roma junto aos judeus. Em todas as perguntas a Ele endereçadas, ou ficou calado ou respondeu evasivamente, deixando notar-se o seu desinteresse por tais assuntos; e Pilatos, com a consciência abalada, não O condenou, mas O entregou aos sacerdotes dizendo sempre: “não vejo neste homem crime algum!” 

É o que falta em nós outros: saber usar, na hora exata, esses dois tempos, falar e silenciar. Vejamos a natureza: divide-se em quatro estações anuais, para maior equilíbrio da vida. Quando estamos conversando com alguém, existem espaços entre a pronúncia, para que os outros possam compreender. 

Cristo-Silêncio é força a brotar dentro dos nossos corações, ambientando-nos para melhor compreendermos o momento de falar e o espaço adequado da fala. Em muitos casos, o silêncio é uma mensagem onde lemos com mais profundidade o que a vida nos revela, na pauta educativa, do que palavrórios sem certa objetividade. Haja visto Pilatos diante do Mestre perguntando-Lhe o que era a verdade e Jesus, perpassando os olhos mansos e tranquilos no filho da Águia, abaixou a cabeça, sob o peso dos escárnios e, certamente, o abençoou. Neste silêncio, surgiu a meditação, e com ela a própria verdade, na grafia da consciência, que fez o filho político de César estarrecer e, não tendo outro caminho, lavou as mãos. 

E nós, já aprendemos a magia do silêncio na hora certa? Já nos inteiramos do momento exato de falar? Falar e calar, eis o nosso desafio. 

Não obstante, existem pormenores, em que nos cabe meditar e de que todos precisamos aprender: como falar, e como ficar em silêncio. Se silenciamos por fora, mas a expressão diz o contrário por dentro, ofendemos mais do que a própria palavra mal conduzida. Analisemos os sentimentos, e não deixemos que eles envenenem o magnetismo que trocamos com nosso companheiro, quando com ele conversamos, no instante da fala, tenhamos a mesma vigilância, pois os sons da palavra carreiam os fluidos do nosso mundo para o mundo dos outros que nos escutam, fazendo- nos responsável pelos distúrbios que surgirem. 

Não sejamos como Pilatos, lavando as mãos, quando a coragem nos faltar, no momento em que ela poderia salvar vidas de muitos infortúnios. Se encontramos dificuldades em saber como usar a palavra ou o silêncio na hora certa, perguntemos a Jesus, além de usar um meio acessível, os meios a todas as criaturas: a oração. E se a prece não nos responder de forma conveniente, reforcemos com outro método: o trabalho no bem. E se com isso ainda a nossa percepção nada registrar de concreto, resta-nos outro recurso: a perseverança na prática dos preceitos de Jesus, que são infalíveis na arte de colocar os nossos ouvidos e o nosso coração na mesma dinâmica do Mestre dos mestres. 

Se nos integrarmos no amor com o Cristo, nunca mais iremos perguntar a Jesus o que é a verdade, porque ela já estará vibrando em nós, em favor de todos.


Miramez












Fonte: Cristos