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terça-feira, 7 de abril de 2026

Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 4 - Nas linhas do bem



Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 4


Nas linhas do bem


3. "O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza." ... (E.S.E - Cap. 17 - Sede perfeitos - O homem de bem)


Quando o homem acende a luz da boa vontade no próprio coração, procura trabalhar incessantemente.

Quando trabalha, adquire conhecimento.

Quando conhece, amplia a visão espiritual.

Quando vê claramente, entra na posse da grande compreensão.

Quando compreende, com largueza de ideias, aprende a sair de si próprio, abandonando a concha escura do egoísmo multimilenar.

Quando abandona o antigo círculo da personalidade, encontra a alegria de ser útil.

Quando auxilia realmente, empreende em si mesmo a construção da verdadeira fraternidade.

Quando se sente o irmão do próximo e companheiro dos seus vizinhos, descobre no próprio coração o tesouro do amor.

Quando ama, sabe renunciar às antigas ilusões que o prendem às sombras.

Quando entra na posse da luz no santuário do sentimento, entrega-se ao sacrifício da própria existência, a favor de todos.

Quando penetra o segredo da cruz, nos montes da própria alma, ainda mesmo prosseguindo na experiência física, reveste-se da ressurreição de si mesmo, cada dia, dentro da qual continua servindo, servindo e servindo sempre, estranho a qualquer ideia de entendimento alheio ou qualquer expectativa de recompensa, porque, então, será o efetivo instrumento da Vontade do Senhor, onde estiver.

Esse será o homem de bem, segundo o padrão do Cristo que nos ampara, desde o princípio da jornada evolutiva, continuando conosco, até o fim dos séculos.

Abrir o coração e estender os braços, fraternalmente, para a vida e para a Natureza, servindo constantemente, é o nosso primeiro passo na aquisição do título de filhos da luz, segundo Jesus Cristo.


Emmanuel







O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. XVII - Sede perfeitos - O homem de bem


(...) 3. O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem. Deposita fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria. Sabe que sem a sua permissão nada acontece e se lhe submete à vontade em todas as coisas. Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais. Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar. Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça. Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa. O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus. Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam. Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor. Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado. É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado.” Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal. Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera. Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros. Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado. Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões. Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram. O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9.) 

Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus. Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz. 


Allan Kardec







VÍDEO: 

Emmanuel - Nas Linhas do Bem - Livro Reconforto - Francisco Cândido Xavier (áudio IA)






domingo, 6 de abril de 2025

Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 14 - O cofre do Céu




Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 14


O cofre do Céu


“Porque onde está o teu tesouro, aí está também o teu coração.” (Mateus 6:21)

Todos possuímos um cofre do Céu, para o cultivo da verdadeira felicidade na Terra, o cofre do amor nos recessos da própria alma.

Mergulhando nele as mãos, dele podemos retirar as melhores dádivas, na extensão da caridade e da paz, do entendimento e da alegria.

Fulgurantes moedas de luz dele nascem, abençoando-nos o caminho. E, usando-as, é possível diminuir a tristeza e extinguir a discórdia, atenuar o sofrimento e apagar as labaredas do ódio que vomitam lava e cinza de aflição, em quase todos os recantos da Terra.

Aqui, auxiliam-nos a soerguer um coração materno torturado nas provações regeneradoras.

Ali, nos acrescentam as forças para levantar um companheiro abatido.

Além, habilitam-nos a espalhar ânimo e reconforto, em áreas atormentadas de incompreensão.

Acolá, permitem-nos efetuar o socorro à criança relegada ao abandono.

Agora, transubstanciam-se em sorrisos de esperança.

Depois, convertem-se em frases de carinho e consolação.

Mais tarde, transformam-se em atitudes de tolerância, bondade, confiança e perdão.

Não é preciso possuir o ouro da Terra para arrojar às criaturas as bênçãos desse patrimônio superior.

Não é necessário qualquer título convencionalista na cultura da inteligência para que venhamos a ser legítimos distribuidores dessa riqueza imperecível.

Cada qual de nós pode gastar desses prodigiosos recursos que se multiplicam em nossa jornada para Deus.

Ninguém vive sem o círculo de necessitados dessas doações que podem nascer incessantemente em nós.

Todos temos para auxiliar um parente na solução de problemas do mundo, um companheiro vacilante na fé, um amigo que se faz menos seguro, um irmão que chora entre a sombra e o infortúnio, porque nenhum de nós vive sem o estímulo abençoado das afeições que nos compartilham do caminho ou da vida.

Sem aguardar pela visitação do dinheiro terrestre que, muita vez, não passa de pesada responsabilidade, espalhemos as bênçãos de alegria ao nosso alcance.

Basta o concurso da boa vontade para descerrar esse cofre íntimo, de vez que o Pai Celestial encerrou-o em nosso próprio peito, guardando nele o tesouro do amor, em forma de coração.


Emmanuel













domingo, 16 de março de 2025

Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 2 - No caminho da perfeição



Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 2


No caminho da perfeição


Recorda a sementeira de bênçãos na Terra, se desejas atingir a seara do aperfeiçoamento maior, na Espiritualidade Superior.

Não há edifício sem base, tanto quanto não existe realização sem esforço.

Lembra-te de que Jesus não nos pediu o impossível.

As lições do Divino Mestre permanecem vazadas nos quadros mais simples da natureza.

Um grão de mostarda. 

Uma candeia sob o velador.

Uma dracma perdida.

Cinco pães e dois peixes. 

Nas adjacências de um lago e através de barcos humildes, emoldurou, sem ouro e sem poder humano, a maior epopeia de amor universal que a Humanidade já presenciou no curso dos séculos.

Não te esqueças de que o serviço de aprimoramento deve começar nos aspectos mais insignificantes de nossa própria vida.

Um sorriso em casa.

Um favor espontâneo aos amigos…

Um olhar de compreensão a quem sofre…

Uma prece pelos adversários…

Um gesto de fraternidade…

O silêncio diante da calúnia…

O socorro mudo aos enfermos…

A caridade de uma boa palavra em auxílio aos ausentes…

Não procures a perfeição pela virtude postiça…

Ninguém pode começar a construção de uma casa pelo telhado.

Somos seres humanos, encarnados e desencarnados, com as nossas raízes ainda presas à Terra, mãe admirável de nosso desenvolvimento através dos milênios.

Não pretendas voar sem asas. Entretanto, se ainda não somos anjos, podemos ser companheiros da bondade fiel.

Tanto quanto possível, começa hoje o ministério da boa vontade para com todos, a partir do teu santuário doméstico, e amanhã conseguirás abençoado equilíbrio em mais amplos degraus no caminho ascensional da evolução.


Emmanuel












quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 11 - Olvidemos o mal



Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 11


Olvidemos o mal


Cada criatura, segundo sente, lança de si mesma as ideias com que plasma as próprias obras.

Se estamos informados de que os pensamentos se atraem, conforme a natureza em que se expressam, urge fugir à corrente sombria em que as inteligências transviadas deitam os resíduos dos empreendimentos infelizes a que se afeiçoam.

Não bastará, por isso, ignorar-lhes o assédio, nem desculpar-lhes sempre a inesperada intromissão.

Imprescindível esquecer-lhes os golpes, prosseguindo, sem mágoa, no culto do dever.

O tempo guarda consigo a função de incessante renovador e o tempo, que converte o carbono em diamante, saberá transformar os caracteres que o lodo desfigura em vasos de eleição para a Vida.

Para isso, no entanto, o ofensor requisita o grande esquecimento, qual o carvão amorfo que exige largo tempo de olvido em serro bruto a fim de enobrecer-se.

Se a ingratidão te busca e apedreja o caminho, refugia-te em paz no serviço do bem, porque todo o Universo pertence em tudo a Deus, que a tudo atenderá no momento oportuno, sem que te caiba na vida interferir de leve nos ajustes da Lei.


Emmanuel












sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 3 - No câmbio da vida eterna



Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 3


No câmbio da vida eterna


Não te deixes conduzir por simples ilusões.

Atende aos valores substanciais da Vida Imperecível.

Amanhã, no grande futuro, quando descerrares a própria visão à verdadeira luz, contemplarás, ombro a ombro, os reais inimigos de tua felicidade.

As horas perdidas na omissão inconsciente ou deliberada do bem…

As palavras contundentes arrojadas à dor do próximo…

Os julgamentos apressados ao redor da conduta de teu irmão…

As pequeninas deserções de cada dia, quando te ausentas apressado do prazer de servir…

As irreflexões faladas ou escritas com que, por vezes, subestimas o valor dos companheiros de caminhada…

As exigências descabidas com que, em muitas ocasiões, procuras lisonjear os próprios caprichos, com manifesto esquecimento das necessidades alheias…

E aprenderás a louvar as mãos que te feriram, os gestos que te dilaceraram, as dificuldades com que buscaste a própria superação e as dores que te auxiliaram a ver com mais segurança…

Lembra-te de que o câmbio das situações e valores é diferente na vida verdadeira para a qual te diriges, de momento a momento.

Persistamos com os recursos de nossa própria regeneração, aceitando os obstáculos que nos convidam à experiência e agradecendo o concurso daqueles que nos inclinam à renovação necessária.

Nossos adversários mais renitentes são os sentimentos e as ideias contrárias ao Cristo em nós, que se ocultam sutilmente nos mais recônditos escaninhos de nossa alma, constrangendo-nos a perder os mais altos prêmios de elevação, na oficina terrestre.

Sigamos para a frente, de coração limpo e consciência reta, com o melhor desempenho de nossos próprios deveres e, dentro dessas normas, toda a dificuldade no caminho ser-nos-á valioso ensinamento e não teremos motivo para temer senão a nós mesmos, porque somente em nós mesmos residem a inferioridade e a sombra que nos induzem à tentação.


Emmanuel











terça-feira, 12 de novembro de 2024

Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 8 - No campo da vida



Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 8


No campo da vida


Se o Evangelho nos ensina que a árvore é conhecida por seus frutos, transformemos cada dia em planta preciosa de nossa oportunidade.

Para isso, meus irmãos, cada noite, indaguemos sobre o resultado de nossas horas.

Que frutos recolhemos de nossas conversações?

Que benefícios semeamos no espírito dos nossos semelhantes?

Que atitudes assumimos para com os nossos amigos?

Quantas vezes esquecemos o mal, desculpando-lhes os portadores sinceramente?

Que serviços foram efetuados por nossas mãos?

Teremos sido uma presença proveitosa para quem nos segue?

Conseguimos extinguir, em torno de nossa lavoura espiritual, os vermes da maledicência e os gafanhotos da crueldade?

Como teremos vivido nossos minutos? Como alguém que chora, perdendo o tempo, ou qual o servidor vigilante que conhece o valor dos segundos, na obra que lhe cabe fazer?

Quantas vezes teremos doado algo de bom aos outros, para poder pedir aos outros algo que nos auxilie?

Que espécie de exemplos estamos oferecendo?

Que resultados produzem a nossa conduta e o nosso esforço no ambiente doméstico e na área social?

Teremos fugido, durante o dia, ao gelo da preguiça e à ventania da cólera?

Estaremos valorizando o lugar que ocupamos, em nome do Senhor?

Não nos esqueçamos de semelhantes indagações e saibamos viver o bem, de maneira constante, porque cada dia é princípio de “tempo novo” para nossa alma e a Sabedoria Divina nos julgará, acima de tudo, não por nossas palavras vazias ou por nossos votos brilhantes, e, sim, pela produção de atos, com que nos expressamos no grande e abençoado caminho para a vida mais alta, porque se o verbo é o elemento que nos define, as demonstrações e os fatos constituem a força que fala por nós, agora e incessantemente.


Emmanuel











sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 5 - Na terra do coração



Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 5 - Na terra do coração


Cultivemos os frutos do Evangelho em nós mesmos, para que não nos faltem garantias à sementeira de paz e renovação.

Lembremo-nos de que o solo do coração, de algum modo, é semelhante à terra comum.

Para que o lavrador possa controlar a própria tarefa, efetua, primeiramente, as contas imprescindíveis, marcando as leiras que lhe receberão os cuidados de cada dia.

Também nós não podemos viver sem o balanço das possibilidades que nos são próprias.

Logo após, o homem do campo defende o trato de chão em que se movimentará, preservando o próprio trabalho contra a incursão de agentes daninhos.

Por nossa vez, precisamos guardar o campo íntimo, irradiando sentimentos enobrecidos, entre nós e o mundo externo, para que o assalto de elementos inferiores não nos destrua a esperança.

Em seguida, o cultivador deixa que a terra suporte a pressão do arado, para que a boa semente encontre berço amigo.

De igual modo, não podemos furtar o próprio espírito ao contato com o sofrimento, que opera em nós condições adequadas à plantação de valores que nos redimam.

Mais tarde, vindo a germinação, não dorme o agricultor, de vez que lhe cabe a defensiva constante contra as pragas, a lhe ameaçarem a obra ainda frágil.

Também nós outros, não podemos repousar sobre as primeiras conquistas espirituais que realizamos, porque é indispensável vigiar ante os golpes sutis das forças deprimentes que nos rodeiam o esforço.

Do amanho da terra à colheita farta, combate o lavrador, dia a dia, até que o fruto precioso lhe enriqueça as mãos.

E nós também, das primeiras noções de espiritualidade à seara da própria sublimação, não podemos descansar, porque, de instante a instante, é imperioso corrigir e aperfeiçoar pensamentos e ideais, sentimentos e aspirações no santuário de nossa fé.

Não nos esqueçamos de que prudência, cautela, trabalho e devotamento são recursos que não nos será lícito menosprezar na lavoura do aperfeiçoamento próprio, se quisermos converter a própria vida, com o Cristo, em abençoado celeiro de amor e luz.


Emmanuel











terça-feira, 6 de abril de 2021

Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 1 - Na seara do bem




Emmanuel - Livro Reconforto - Chico Xavier - Cap. 1


Na seara do bem


Entra na faixa da Grande Compreensão e segue esquecendo o mal.

Não te vistas com os andrajos da queixa.

Não lances o veneno da crítica na taça dos semelhantes.

Não apedrejes.

Não te consagres à seleção de chagas e cicatrizes.

Lembra-te de que a Divina Bondade tudo dispôs para que a harmonia reine nos quadros da natureza.

O lenho seco produz a chama que extingue o frio.

O corvo devotado aos detritos é aproveitado na higiene do solo.

A serpente que destila peçonha é constrangida a arrastar-se.

Do próprio bolor retira a ciência de hoje remédio salutar.

Para que nos concederia o Senhor o trabalho e o discernimento? Por que nos induziria à bondade e ao estudo nobre? Onde situaremos os louros da paciência e os méritos da esperança?

Não gastes o tesouro das horas, acumulando sombras em torno dos próprios pés. Cada dia, após o império da noite, o sol ressurge no firmamento, clareando espinheiros e furnas.

Não olvides Jesus — o Sol de nossas almas — e não relaciones trevas e abismos.

Recorda-o, buscando Simão Pedro com mais entendimento após a negação; conchegando-se com mais ternura a Tomé por desfazer-lhe as dúvidas; e procurando avistar-se pessoalmente com Saulo de Tarso, o perseguidor.

Onde estiveres, procura o bem que possas fazer.

No Evangelho, fomos chamados ao amor claro e simples.

Sabes que todas as bênçãos da estrada pertencem ao Misericordioso Senhor da Vida.

Não reclames dos outros o entendimento que esperam de ti.

Ainda que chova fel e fogo em tua marcha, abençoa a experiência que te aclara o raciocínio e segue para diante.

Jesus, o Mestre Divino, aparentemente derrotado ao golpe das trevas, quando alçado ao madeiro ao invés de lamentar-se ou ferir, contemplava em silêncio as futuras vitórias da ressurreição e da luz.


Emmanuel