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quinta-feira, 15 de maio de 2025

Emmanuel - Livro Deus Conosco - Chico Xavier - Cap. 387 - Paciência



Emmanuel - Livro Deus Conosco - Chico Xavier - Cap. 387


Paciência


Paciência é perseverança no bem, através de todas as vicissitudes e de todas as circunstâncias.

Sem ela, o aprendizado da existência se resume a recapitulações infinitas, nos séculos incessantes.  

Sem ela, sofreremos o tacão da impulsividade agressiva, contrariando as leis que nos regem e operando, por isso, contra nós mesmos, de vez que levantamos assim, invariavelmente, o círculo de fogo em que se nos atormenta o espírito fatigado.

Não olvides que é preciso paciência na dor e na alegria.

Na provação, ela é a serenidade, assegurando-nos a certeza de que o amanhã será luminoso recomeço.

Nas horas de calmaria, é a temperança sussurrando-nos a necessidade de equilíbrio para que se não nos fira a consciência. Em razão disso, arma-te com ela, se te propões vencer na batalha de cada dia.

Perante a ofensa, usa-a em forma de silêncio e perdão, favorecendo no adversário mais justa visão da vida.

Ante a aflição, utiliza-lhe a influência para que os dissabores te não arrojem os sentimentos aos despenhadeiros da revolta.

À frente da tempestade de qualquer procedência, refugia-te em seu templo de bondade tranquila e espera sempre.

Amaldiçoar a treva, ao invés de acender uma luz, é insânia da inteligência.

Exigir frutos da erva tenra é loucura que não se compadece com o entendimento superior.

Atirar petróleo à fogueira é ameaçar-se com as chamas do incêndio.

Paciência é também amor, que trabalha e desculpa infatigavelmente.

Aprendamos, pois, a suportar e a esperar, servindo sempre, oferecendo ao mundo e à vida, aos amigos e aos adversários o melhor de nós mesmos e a paciência irradiar-se-á de nosso coração como sendo divina mensagem do Céu à Terra, construindo em torno de nós, por nós e conosco, os sagrados alicerces sobre os quais erigirá Jesus, para o mundo, a glorificação do Reino de Deus.


Emmanuel









Mensagem psicografada por Chico Xavier no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo | MG - 09/08/1954.

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 7 - Caridade do pensamento



Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 7


Caridade do pensamento


Sabemos todos que o pensamento é onda de vida criadora, emitindo forças e atraindo-as, segundo a natureza que lhe é própria.

Fácil entender, à vista disso, que nos movemos todos num oceano de energia mental.

Cada um de nós é um centro de princípios atuantes ou de irradiações que liberamos, consciente ou inconscientemente.

Sem dúvida, a palavra é o veículo natural que nos exprime as ideias e as intenções que nos caracterizem, mas o pensamento, em si, conquanto a força mental seja neutra qual ocorre à eletricidade, é o instrumento genuíno das vibrações benéficas ou negativas que lançamos de nós, sem a apreciação imediata dos outros.

Meditemos nisso, afastemos do campo íntimo qualquer expressão de ressentimento, mágoa, queixa ou ciúme, modalidades do ódio, sempre suscetível de carrear a destruição.

Se tens fé em Deus, já sabes que o amor é a presença da luz que dissolve as trevas.

Cultivemos a caridade do pensamento.

Dá o que possas, em auxílio aos outros, no entanto, envolve de simpatia e compreensão tudo aquilo que dês.

No exercício da compaixão, que é a beneficência da alma, revisa o que sentes, o que desejas, o que acreditas e o que falas, efetuando a triagem dos propósitos mais ocultos que te inspirem, a fim de que se traduzam em bondade e entendimento, porque mais dia menos dia, as nossas manifestações mais íntimas se evidenciam ou se revelam, inelutavelmente, de vez que tudo aquilo que colocarmos, no oceano da vida, para nós voltará.


Emmanuel








Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Miramez - Livro Cura-te a Ti Mesmo - João Nunes Maia - Paciência - O alimento que ingeres



Miramez - Livro Cura-te a Ti Mesmo - João Nunes Maia


Paciência - O alimento que ingeres 
 

O alimento que ingeres é de grande utilidade quando bem orientado para o equilíbrio da saúde, conseguindo a paz interior. É bom que não te esqueças da escolha dos alimentos, consultando bons livros, em se referindo à comida.

Precisamos de muita paciência na especulação da alimentação, fornecendo ao complexo orgânico as coisas naturais e às forças da natureza, empregadas no amparo as nossas forças, para o bem da nossa própria vida. A resignação em relação ao que aparece como problema no correr da existência é de grande utilidade, desde quando não faltem o amor e o bem-estar, que surge da alegria.

Procura alimentar-te nos moldes em que se mostra o equilíbrio, sem estimular a vontade exagerada; devemos comer para viver, e não viver para comer. Não te deixes viciar no que tange à alimentação; procura triturar com perseverança a comida, retirando dela as substâncias da paz orgânica, buscando sempre, onde existem mais experiências, o que falta para enriquecer as tuas. Alguns dizem que religião nada tem com a alimentação; como se enganam! Tem, e muito! Devemos cuidar do corpo e do Espírito, para o equilíbrio interno. Tudo o que aprendemos de bom é útil à vida, como exemplos aos outros. É justo que tenhamos constância em tudo o que é bom, favorecendo a harmonia, sendo porta aberta para a luz do entendimento.

Sejamos pacíficos em tudo o que venhamos a fazer, porque essa tranquilidade nos faz aceitar o amor e vivê-lo, nos faz aceitar a caridade e vivê-la, nos faz aceitar o perdão e vivê-lo. E esse conjunto de virtudes forma em nossa intimidade a paz, bem como estimula o coração, senão a consciência. Compete a cada um esforçar-se para alcançar o estágio da benevolência que alegra e nos faz crescer na luz de Deus. O que se chama alimento para que possamos viver não é somente o pão de cada dia; a água é alimento, o ar o é também, como igualmente o amor. Esses últimos se fazem diretamente sustento para a alma, como também para o corpo e as suas funções entre os dois mundos.

Sejamos ordeiros nas investidas do corpo para a alma e da alma para o corpo, meditando no que ocorre, no sentido de aprender a nos comportar, para melhor tirar proveito das lutas que sempre nos trazem um bom rendimento. Tenhamos paciência no desenrolar do tempo, que somente assim nós crescemos, deixando fulcros de exemplos para os outros, colhendo os frutos da paz, aquela que o mundo não pode dar. 

As nossas vidas significam luta permanentemente, porque é no intenso trabalho para aprender que nós instruímos e enriquecemos as qualidades do coração. Verificamos que, em tudo na vida, estamos nos alimentando; e a escolha é de grande utilidade, sendo que podemos viver bem ou mal, de acordo com o que escolhemos para nos alimentar. Apaziguar o que vem a nós é o nosso dever, para que surja disso o maior dos ambientes da vida - o Amor. 


Miramez 








domingo, 19 de junho de 2022

Emmanuel - Livro Ideal Espírita - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 9 - Paciência



Emmanuel - Livro Ideal Espírita - Espíritos Diversos - Chico Xavier / Waldo Vieira - Cap. 9


Paciência


Onde estejas, apresentas o nome que te assinala, a ideia que te dirige, a roupa que te acolhe e os sinais que te identificam.

Em teu benefício próprio não olvides carregar onde fores, a energia da paciência que te garanta a serenidade.

Se alguém te anuncia catástrofes iminentes, qual se trouxesse na boca o vozerio das trevas, ouve com paciência e perceberás que a vida permanece atuante, acima de todas as calamidades, à maneira do sol que brilha invariável, sobre todos os aguaceiros.

Quando a provação te visite, a modo de ventania destruidora, sofre com paciência e colherás dela renovado vigor semelhante à árvore que se refaz pela angústia da poda.

Diante do golpe que te alcança as fibras mais íntimas, suporta com paciência as dores do reajuste e cicatrizarás valorosamente as chagas do coração conquistando os louros da experiência.

Padeces inesperada injúria dos entes amados que te devem carinho, no entanto, passa por ela com paciência e, amanhã, ser-te-ão mais afeiçoados e mais amigos.

Tolera a deserção de companheiros queridos que te deixam nas mãos o sacrifício de duras tarefas acumuladas, contudo, prossegue com paciência no trabalho que o mundo te reservou e mais tarde, teus ideais e serviços se erigirão por alimento e refúgio em favor deles mesmos.

Irritação é derrota prévia.

Queixa é adiamento do melhor a fazer.

Reclamar é complicar.

Censurar é destruir.

Em todos os males que te firam, usa a dieta da paciência assegurando a própria restauração.

E toda vez que sejamos induzidos a condenar alguém por essa ou aquela falta, inventariemos nossas próprias fraquezas e reconheceremos de pronto que nos encontramos de pé, em virtude da paciência inexaurível de Deus.


Emmanuel







(Psicografia de F. C. Xavier)

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 7 - Caridade do pensamento




Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 7


Caridade do pensamento


Sabemos todos que o pensamento é onda de vida criadora, emitindo forças e atraindo-as, segundo a natureza que lhe é própria.

Fácil entender, à vista disso, que nos movemos todos num oceano de energia mental.

Cada um de nós é um centro de princípios atuantes ou de irradiações que liberamos, consciente ou inconscientemente.

Sem dúvida, a palavra é o veículo natural que nos exprime as ideias e as intenções que nos caracterizem, mas o pensamento, em si, conquanto a força mental seja neutra qual ocorre à eletricidade, é o instrumento genuíno das vibrações benéficas ou negativas que lançamos de nós, sem a apreciação imediata dos outros.

Meditemos nisso, afastemos do campo íntimo qualquer expressão de ressentimento, mágoa, queixa ou ciúme, modalidades do ódio, sempre suscetível de carrear a destruição.

Se tens fé em Deus, já sabes que o amor é a presença da luz que dissolve as trevas.

Cultivemos a caridade do pensamento.

Dá o que possas, em auxílio aos outros, no entanto, envolve de simpatia e compreensão tudo aquilo que dês.

No exercício da compaixão, que é a beneficência da alma, revisa o que sentes, o que desejas, o que acreditas e o que falas, efetuando a triagem dos propósitos mais ocultos que te inspirem, a fim de que se traduzam em bondade e entendimento, porque mais dia menos dia, as nossas manifestações mais íntimas se evidenciam ou se revelam, inelutavelmente, de vez que tudo aquilo que colocarmos, no oceano da vida, para nós voltará.


Emmanuel








Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 4 - Impaciência




Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 4


Impaciência


Sempre que se te faça possível, pede aos Céus te fortaleça com a paciência para que não se te dificulte o caminho para a frente.

A impaciência não te servirá em circunstância alguma. Ao invés disso, a precipitação te criará obstáculos de que não necessitas.

Se te aborreces por doença, seja em ti mesmo ou em pessoa querida, semelhante atitude apenas te agravará a situação, aumentando os tropeços em que, porventura, te encontres.

Se pretendes a obtenção de trabalho profissional, a impaciência te fará um candidato indesejável aos olhos daqueles que te prometam auxílio.

Se isso te acontece por desacertos na intimidade familiar, nada conseguirás daqueles que mais amas senão inquietude e dificuldade em derredor de ti.

Se almejas melhoria ou promoção no lugar em que estiveres, a impaciência se te erguerá por empecilho à realização dos desejos mais razoáveis e mais justos.

Se te revelas nesse tipo de intemperança mental, nessa ou naquela fila de pessoas que aspiram a adquirir qualquer recurso dos mais simples, talvez te transformes em motivação para a delinquência.

Em qualquer agitação exterior, mantém a serenidade necessária para que não destruas a formação do auxílio que já estará na direção do teu próprio endereço.

Nas horas atormentadas da vida, age com paciência e tolerância.

A paz em ti será paz nos outros e todos nós, seja aqui ou além, necessitamos de paz, a fim de viver fazendo o melhor.


Emmanuel








quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 7 - Caridade do pensamento



Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 7


Caridade do pensamento


Sabemos todos que o pensamento é onda de vida criadora, emitindo forças e atraindo-as, segundo a natureza que lhe é própria.

Fácil entender, à vista disso, que nos movemos todos num oceano de energia mental.

Cada um de nós é um centro de princípios atuantes ou de irradiações que liberamos, consciente ou inconscientemente.

Sem dúvida, a palavra é o veículo natural que nos exprime as ideias e as intenções que nos caracterizem, mas o pensamento, em si, conquanto a força mental seja neutra qual ocorre à eletricidade, é o instrumento genuíno das vibrações benéficas ou negativas que lançamos de nós, sem a apreciação imediata dos outros.

Meditemos nisso, afastemos do campo íntimo qualquer expressão de ressentimento, mágoa, queixa ou ciúme, modalidades do ódio, sempre suscetível de carrear a destruição.

Se tens fé em Deus, já sabes que o amor é a presença da luz que dissolve as trevas.

Cultivemos a caridade do pensamento.

Dá o que possas, em auxílio aos outros, no entanto, envolve de simpatia e compreensão tudo aquilo que dês.

No exercício da compaixão, que é a beneficência da alma, revisa o que sentes, o que desejas, o que acreditas e o que falas, efetuando a triagem dos propósitos mais ocultos que te inspirem, a fim de que se traduzam em bondade e entendimento, porque mais dia menos dia, as nossas manifestações mais íntimas se evidenciam ou se revelam, inelutavelmente, de vez que tudo aquilo que colocarmos, no oceano da vida, para nós voltará.


Emmanuel







Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 11 - Indicações da paz




Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 11


Indicações da paz


Provável não consigas ser feliz, de imediato, no entanto, não menosprezes a paz que, desde agora, podes usufruir.

Agitação e barulho talvez te cerquem, por todos os lados, entretanto, ainda assim, se o desejas, consegues ser a ilha da tranquilidade, onde possas recolher as mais nobres inspirações da Vida Superior.

Simplifica os próprios hábitos, a fim de liquidar as inquietações.

Sem deixar as atividades que te competem, ama o lugar que a Divina Providência te concedeu para servir, sem ambicionar o degrau dos outros.

Recorda: toda criatura, neste mundo, tem um recado a dizer.

Aprende a ouvir mais, para que as tuas palavras alcancem os ouvidos alheios.

Abençoa o trabalho em que te encontras por mais apagado seja ele.

Aquilo que fazes é a notícia de tua presença.

Cada pessoa com a qual entres em contato é uma página do livro que estás escrevendo com a própria vida.

Não desejes regalias que te colocariam acima dos outros e se regalias te buscarem, sem que as solicites, recebe-as com discrição, espalhando os benefícios que decorram delas, em apoio dos que te cercam.

Age sem apego.

Colabora, quanto possível, no bem dos semelhantes, sem exigir remunerações.

Não reclames nos outros qualidades que ainda não possuis.

Concede aos companheiros o direito de não te estimarem, tanto quanto ainda não experimentas por todos eles o mesmo grau de afinidade e ternura.

Não olvides o treinamento de coragem e de bom-ânimo, dos quais necessitarás nos momentos difíceis da vida.

Auxilia, com as disponibilidades ao teu alcance, em favor de todos os infelizes, reconhecendo que, um dia, é possível estejamos nós estagiando na mesma senda em que hoje transitam.

Ampara a Natureza, sem retirar dela mais que o necessário à tua própria subsistência, porque, perante a Eterna Sabedoria, todos estamos interligados — as pedras e as flores, os animais e os homens, os anjos e os astros — numa cadeia de amor infinito.

Em toda e qualquer circunstância, conserva a consciência tranquila, porquanto, desse modo, a paz expressando alicerce da felicidade, é uma luz que estará sempre dentro de ti.


Emmanuel







domingo, 6 de dezembro de 2020

Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 9 - Face trancada




Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 9


Face trancada


Se tens o hábito de trancar a face, isso não te pode auxiliar positivamente, em ponto algum.

Se te sabes doente, o retrato da inconformação que estampas no rosto é motivo para distância do concurso fraterno.

Em família, se te fará desvantagem constante, dificultando-te o intercâmbio com os entes queridos.

No trabalho, criar-te-á isolamento.

No campo social, te induzirá a perder excelentes oportunidades de receber o auxílio dos outros.

Na experiência comum, será motivo a que se te multipliquem empeços e incompreensões.

O semblante amarrado à irritação não traz benefício a ninguém.

Na chefia te colocará o nome na lista da intolerância e, na subalternidade, te obrigará a receber o título de companheiro-problema.

Se provações te marcam a existência, conserva a esperança que nos interliga uns com os outros, nas realizações comunitárias, e trabalha alegremente.

Se te propões realmente a colaborar na extinção dos ambientes contaminados de azedume e pessimismo, esquece-te no serviço aos outros e aprende a sorrir.


Emmanuel






sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco - Cap. 49 - Paciência




Joanna de Ângelis - Livro Celeiro de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco - Cap. 49


Paciência


Virtude que escasseia, a paciência é de relevante importância para os cometimentos expressivos a que te propões. Sem ela, a irritação comanda os feixes nervosos, e de desequilíbrios imprevisíveis irrompem na máquina física, comprometendo toda e qualquer realização. Não se considerando os casos de desarmonia procedente de matrizes patológicas, todo homem pode e deve cultivar a paciência. E mesmo quando acoimado por enfermidades que o afetam no equilíbrio emocional, através de contínuos esforços consegue resignação ante a dor, que é uma das mais expressivas manifestações da paciência.

Mediante exercícios regulares de reflexão e contenção dos impulsos da personalidade inferior, plasmarás condicionamentos íntimos, que imprimem calma e equilíbrio, culminando em harmonia interior, geradora da paciência. Indubitavelmente, realização tal não se lobriga num só passo, sob impulso momentâneo.

Surge o embrião, molécula a molécula. Constrói-se a máquina, peça a peça. Realiza-se a obra, tarefa a tarefa. Da mesma forma, nos empreendimentos morais, só através da perseverança, num programa feliz de segura urdidura, realizarás os misteres a que te propões. A paciência, assim conseguida, conferirá salutares recursos para o enobrecimento espiritual daquele que a cultiva. 

Conseqüência do cansaço, do marasmo, da rotina, a irritabilidade significa sinal vermelho na tarefa que executas. Indispensável vigiar-lhe o surgimento. Sutil, explode, de quando em quando, repetindo-se o clima de irascibilidade, que toma as paisagens da ação, estabelecendo nefanda presença, contumaz e enfermiça. 

A paciência, ao contrário, resiste às más circunstâncias e às tediosas ocorrências. É confiante, gentil, otimista, sem que deixe de ser responsável, séria, recatada. Suporta vicissitudes com galhardia e não esmorece quando os resultados demoram a expressar-se. Espera com coragem e não desfalece. 

Dessa forma, policia as reações íntimas e observa como te encontras. Caso te sintas portador da constante mau-humor, estás necessitando do auxílio da paciência, a fim de refundires o ânimo, renovares conceitos e atividades, orando, com a sede de quem, urgentemente, precisa da água da paz. 

Não te deixes amargar pela revolta interior ou esmagar pela irritabilidade. Recorre à paciência, sempre e em qualquer situação, e ela te ajudará a servir, amar e aguardar amanhã o que hoje se te afigure improvável ou irreversível... 

A paciência é, também, irmã da fé, porquanto, todo aquele que crê, espera e confia tranquilamente.


Joanna de Ângelis



Fonte: Celeiro de Bênçãos-pdf

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Emmanuel - Livro Crer e Agir - Emmanuel / Irmão José - Chico Xavier / Carlos A. Baccelli - Cap. 29 - Paciência




Emmanuel - Livro Crer e Agir - Emmanuel / Irmão José - Chico Xavier / Carlos A. Baccelli - Cap. 29


Paciência


Quando a crise apareça,
Não te irrites. Espera.

A paciência é a força
Que nos sustenta a vida.

A montanha, há milênios,
Guarda o verde do vale.

O Sol jamais recusa
De se doar em luz.

Sofres? Não te lamentes,
Não desesperes. Serve.

O Universo se expande
Sobre a calma de Deus.


Emmanuel



(Psicografia de Francisco C. Xavier)

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Hammed - Livro Os Prazeres da Alma - uma reflexão sobre os potenciais humanos - Francisco do Espírito Santo Neto - Paciência




Hammed - Livro Os Prazeres da Alma - uma reflexão sobre os potenciais humanos - Francisco do Espírito Santo Neto


Paciência  


Nossa impaciência desequilibra os processos internos e externos da natureza em nós. Atos e atitudes pacienciosas podem mudar nosso modo de ver e enfrentar conflitos. Lembremo-nos de que todo problema contém em si mesmo a "semente da solução.

Tão logo nos permitimos pensar na Natureza como algo vivo e atuante em nós, começamos a perceber que nunca perdemos nosso "sentido de ligação" com o mundo natural. É como se emergisse de nosso interior uma "parte adormecida" que sempre soube disso; por conseguinte, começamos a religar a vida íntima com as forças criativas manifestadas em toda a evolução.

Nossa ligação com os processos vivos da Terra tem sido esquecida. A suposição da ciência moderna é de que nosso planeta tenha por volta de cinco bilhões de anos. Não existe, porém, nenhum vestígio que permita determinar, com alguma aproximação, a época em que foram lançadas as "sementes da vida", isto é, o aparecimento dos primeiros organismos vivos sobre o orbe terreno.

O que se sabe, de modo geral, é que o planeta passou por lentas e diversas transformações e que, provavelmente, a vida surgiu nas águas dos mares, que exerceram a função de "berço fecundo" para manter as primeiras formas vivas. 

Esses minúsculos seres unicelulares se estruturaram nas condições reinantes na Terra primitiva, a partir de substâncias orgânicas preexistentes na atmosfera e na crosta terrestre. O acúmulo dessas substâncias ou moléculas durante milhões de anos converteu os ambientes marinhos numa verdadeira "sopa nutritiva". A partir daí e pela ação laboriosa dos Operários Celestes, teve início a vida na Terra. 

No seio daquelas paisagens rudimentares, no interior das águas mornas dos oceanos primitivos, o princípio inteligente pôde iniciar suas primeiras manifestações sob o domínio e o controle da Onipotência Celeste. 

A formação desse complexo "teatro da vida" se deu através de um longo e contínuo processo evolutivo, que nos permite hoje conhecer as mais diversas formas de seres vivos. E preciso, portanto, que adotemos o ritmo da Natureza, cujo segredo mais precioso é a paciência. 

O ser humano é a própria Natureza adquirindo consciência de si mesma. Por possuir a capacidade de entender racionalmente esse grandioso "espetáculo da evolução", deveria ser o primeiro a perceber que sua perfeita estrutura orgânica resulta da paciente realização da Natureza. 

A capacidade de persistir numa atividade com constância e perseverança é um dos atributos da Natureza. Precisamos aprender com ela a habilidade de equilibrar e realizar tarefas numa silenciosa quietude, pois a impetuosidade e a afobação que muitas vezes demonstramos podem destruir em minutos o que levamos anos para construir. 

Suportemos com calma, tudo que acontece em nossa existência. Procuremos decifrar, aprender e refletir as mensagens enigmáticas que nos chegam através da linguagem da evolução natural. A Natureza não dá saltos - a borboleta não chegou ao que é sem antes ter sido lagarta. 

No entanto, a paciência não é passividade, estagnação, ociosidade ou paralisação. É antes um potencial a ser desenvolvido com serenidade, persistência e constância. Ela permite que possamos descobrir o momento certo de perseverar ou de abdicar de relações, situações, vínculos e atividades que envolvem o nosso dia-a-dia. Os Espíritos Superiores possuem a necessária paciência de revelar certos ensinamentos na ocasião oportuna. Sabem que o processo de amadurecimento e crescimento humano é constante, mas gradual. Eles reconhecem que a cada coisa se deve dar o devido tempo, e que tudo que se diz de forma precipitada pode ser mal interpretado ou não entendido. Por isso, utilizam-se da "natureza evolutiva", levando em conta a condição de tempo, lugar ou modo que cerca e acompanha as pessoas, fatos ou acontecimentos. 

Os Mentores da Codificação disseram a Allan Kardec que os Espíritos "(...) ensinaram muitas coisas que os homens não compreenderam ou desnaturaram, mas que podem compreender atualmente(...)" E justificaram: "(...) Não ensinais às crianças o que ensinais aos adultos, e não dais para um recém-nascido um alimento que ele não possa digerir; cada coisa em seu tempo"(1)  

Nossa impaciência desequilibra os processos internos e externos da Natureza em nós. Atos e atitudes pacienciosas podem mudar nosso modo de ver e enfrentar conflitos. Lembremo-nos de que todo problema contém em si mesmo a "semente da solução". 
 
Quem atingiu a essência do sagrado entendeu que a autêntica religião é, acima de tudo, uma realidade interna, porque expressa as nossas mais íntimas relações com Deus.

O despertar da religiosidade proporciona a paz de espírito. Paciência é um estado de alma em que a criatura não é atingida pelas inquietações ou irritabilidades, visto que se libertou do desassossego e da agitação do ego.

Jung desenvolveu uma teoria fascinante, uma análise notável que contribui efetivamente para aperfeiçoar o comportamento e pensamento humanos.

Desde a infância, ele foi influenciado de forma marcante por questões religiosas e espirituais porquanto seu pai e vários parentes eram pastores luteranos. Estudou e investigou profundamente a natureza humana, dedicando-se também à análise das filosofias orientais e da mitologia.

Jung é considerado um sábio instrutor; estudou medicina, mas jamais abandonou o compromisso de manter o interesse pelos fenômenos psíquicos e pelas ciências naturais e humanas. Foi um psiquiatra por excelência, um missionário que pesquisou os distúrbios da personalidade, contribuindo para o entendimento dos diversos aspectos do comportamento humano e colaborando para o crescimento e enriquecimento das criaturas em sua trajetória de iluminação individual.

Jung, como todo indivíduo que utiliza a lógica, a coerência e a razão, sentiu-se distanciado da devoção religiosa alicerçada no pietismo – afirmação da superioridade da fé sobre a razão. Afastou-se das experiências teológicas e das prescrições litúrgicas de seu pai e de outros parentes, que preconizavam a permanência incondicional pela letra da convenção(1) e foi em busca do espírito de Deus como uma realidade viva.(2)

A religião vai muito além dos limites do intelecto, no entanto não o refuta nem o contesta. A genuína religiosidade não se vincula a nenhuma organização externa; ela nos remete ao despertar íntimo, ao relacionamento com a própria alma.

Da mesma forma, Allan Kardec, como homem de ciência que era, educado em Yverdon, na Escola de Johann Heinrich Pestalozzi – célebre pedagogo suíço e discípulo de Jean-Jacques Rousseau -, asseverou: “não há fé inquebrantável senão aquela que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade”. “para crês, não basta ver, é preciso, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque quer se impor e exige a abdicação de uma das mais preciosas prerrogativas do homem: o raciocínio e o livre-arbítrio”.(3)

Por isso, o espiritismo não tem a pretensão de ter a última palavra sobre todas as coisas, mesmo sobre aquelas que são da sua competência.(4)

Os Guias da Humanidade disseram a Kardec que “não há para o estudioso, nenhum sistema filosófico antigo, nenhuma tradição, nenhuma religião a negligenciar, porque tudo contém os germes de grandes verdades graças à chave que nos dá o espiritismo para uma multidão de coisas que puderam, até aqui, vos parecer sem razão e da qual, hoje, a realidade vos é demonstrada de maneira irrecusável”.(5)   

Para Jung, toda criatura traz uma aptidão para a autotransformação, o que ele chamou de individuação, e definiu-a como um processo de desenvolvimento pessoal em que a criatura se torna uma personalidade unificada, ou seja, um indivíduo, um ser humano indiviso e integrado.

A individuação está inteiramente voltada para o equilíbrio entre o ego e o self e para o aprimoramento e interação constante e criativa entre eles.

As criaturas ligadas excessivamente ao sistema ilusório do ego são afeitas a um zelo religioso obsessivo que pode levá-las aos extremos da intolerância. Possuem uma fé cega, o hábito de polemizar com exaltação, visto serem impacientes e inquietas. Exageradamente ajustadas a uma vida impecável, denominam-se pessoas de hábito. Estão presas a este padrão de pensamento: só eu sei como as coisas são ou devem ser feitas.

O fanatismo é filho dileto do ego; é uma adesão cega a uma ideia, sistema ou doutrina. Os fanáticos se irritam facilmente com tudo aquilo que possa ser contrário ao que eles consideram tradicional, imutável e verdadeiro, defendendo um status quo rigoroso quanto à política, à sociedade e à religião.

Religiosos intransigentes, são considerados pessoas dogmáticas. Exigem de si mesmos e dos outros uma vida puritana e de retidão extremada como forma de compensar suas dúvidas indecorosas e seus desejos reprimidos, que eles cultivam, de forma inconsciente ou não, no próprio mundo interior. Baseiam sua maneira de agir em teorias estudos arcaicos e seguem modelos e padrões obsoletos. São observadores literais de leis consideradas como certas e indiscutíveis, e esperam que as pessoas as aceitem sem qualquer questionamento.

Os indivíduos que estão conectados com o self vivem as necessidades do presente e respondem a elas através de uma análise criteriosa das pessoas, dos fatos e dos acontecimentos. Utilizam-se do exame paciencioso e da reflexão sapiencial da consciência para elaborar cogitações sobre a vida e sobre si mesmos.

Por estarem mais sintonizados com o self, conquistaram a fé raciocinada e alicerçada na paz de espírito, na razão e na coerência.

Têm como forma de procedimento respeito aos direitos humanos – de liberdade de expressão, de individualidade, de ir e vir, de intelectualidade, de consciência; enfim, os direitos considerados inerentes ao homem como ser social, independentemente de raça, país, sexo, idade e religião.

São pensadores, versáteis e originais; têm propósitos definidos – buscam alcançar pacienciosamente em seus estudos e reflexões uma síntese racional e lógica a respeito do físico e do espiritual, do real e do imaginário, do indivíduo e da sociedade.



Hammed 








(1) Questão 801 
 
Por que os Espíritos não ensinaram em todos os tempos o que ensinam hoje?

Não ensinais às crianças o que ensinais aos adultos, e não dais para um recém-nascido um alimento que ele não possa digerir; cada coisa em seu tempo. Eles ensinaram muitas coisas que os homens não compreenderam ou desnaturaram, mas que podem compreender atualmente. Por seus ensinamentos, mesmo incompletos, prepararam o terreno para receber a semente que vai frutificar hoje." 

II Coríntios, 3:6
(2) João, 4:2,4
(3) "O Evangelho Segundo o Espiritismo", capitulo XIX, item 7
(4) "A Gênese", capítulo XIII, item 8
(5) Questão 628
Por que a verdade não foi sempre colocada ao alcance de todo mundo?

"É preciso que cada coisa venha a seu tempo. A verdade é como a luz: é preciso nos habituar a ela, pouco a pouco, de outra forma ela nos deslumbra. Jamais ocorreu que Deus permitisse ao homem receber comunicações tão completas e tão instrutivas como as que lhe é dado receber hoje. Havia, como sabeis, na Antiguidade, alguns indivíduos possuidores do que consideravam uma ciência sacra, e da qual faziam mistério aos profanos, segundo eles. Deveis compreender, com o que conheceis das leis que regem esses fenômenos, que eles não recebiam senão algumas verdades esparsas no meio de um conjunto equívoco e a maior parte do tempo simbólico. Entretanto, não há para o estudioso, nenhum sistema filosófico antigo, nenhuma tradição, nenhuma religião a negligenciar, porque tudo contém os germes de grandes verdades que, ainda que pareçam contraditórias umas com as outras, esparsas que estão no meio de acessórios sem fundamentos, são muito fáceis de coordenar, graças à chave que nos dá o Espiritismo para uma multidão de coisas que puderam, até aqui, vos parecer sem razão e da qual, hoje, a realidade vos  é demonstrada de maneira irrecusável. Não negligencieis, portanto, de haurir objetos de estudos nesses materiais; eles são muito ricos e podem contribuir poderosamente para a vossa instrução. 



sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Miramez - Cura-te A Ti Mesmo - João Nunes Maia - Paciência - O alimento que ingeres




Miramez - Cura-te A Ti Mesmo - João Nunes Maia


Paciência

O alimento que ingeres


O alimento que ingeres é de grande utilidade quando bem orientado para o equilíbrio da saúde, conseguindo a paz interior. É bom que não te esqueças da escolha dos alimentos, consultando bons livros, em se referindo à comida.

Precisamos de muita paciência na especulação da alimentação, fornecendo ao complexo orgânico as coisas naturais e às forças da natureza, empregadas no amparo as nossas forças, para o bem da nossa própria vida.

A resignação em relação ao que aparece como problema no correr da existência é de grande utilidade, desde quando não faltem o amor e o bem-estar, que surge da alegria.

Procura alimentar-te nos moldes em que se mostra o equilíbrio, sem estimular a vontade exagerada; devemos comer para viver, e não viver para comer.

Não te deixes viciar no que tange à alimentação; procura triturar com perseverança a comida, retirando dela as substâncias da paz orgânica, buscando sempre, onde existem mais experiências, o que falta para enriquecer as tuas.

Alguns dizem que religião nada tem com a alimentação; como se enganam! Tem, e muito! Devemos cuidar do corpo e do Espírito, para o equilíbrio interno. Tudo o que aprendemos de bom é útil à vida, como exemplos aos outros.

É justo que tenhamos constância em tudo o que é bom, favorecendo a harmonia, sendo porta aberta para a luz do entendimento. Sejamos pacíficos em tudo o que venhamos a fazer, porque essa tranquilidade nos faz aceitar o amor e vivê-lo, nos faz aceitar a caridade e vivê-la, nos faz aceitar o perdão e vivê-lo. E esse conjunto de virtudes forma em nossa intimidade a paz, bem como estimula o coração, senão a consciência. Compete a cada um esforçar-se para alcançar o estágio da benevolência que alegra e nos faz crescer na luz de Deus.

O que se chama alimento para que possamos viver não é somente o pão de cada dia; a água é alimento, o ar o é também, como igualmente o amor.

Esses últimos se fazem diretamente sustento para a alma, como também para o corpo e as suas funções entre os dois mundos.

Sejamos ordeiros nas investidas do corpo para a alma e da alma para o corpo, meditando no que ocorre, no sentido de aprender a nos comportar, para melhor tirar proveito das lutas que sempre nos trazem um bom rendimento.

Tenhamos paciência no desenrolar do tempo, que somente assim nós crescemos, deixando fulcros de exemplos para os outros, colhendo os frutos da paz, aquela que o mundo não pode dar. As nossas vidas significam luta permanentemente, porque é no intenso trabalho para aprender que nós instruímos e enriquecemos as qualidades do coração.

Verificamos que, em tudo na vida, estamos nos alimentando; e a escolha é de grande utilidade, sendo que podemos viver bem ou mal, de acordo com o que escolhemos para nos alimentar.

Apaziguar o que vem a nós é o nosso dever, para que surja disso o maior dos ambientes da vida - o Amor.


Miramez






sábado, 22 de agosto de 2020

Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 7 - Caridade do pensamento



Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 7


Caridade do pensamento


Sabemos todos que o pensamento é onda de vida criadora, emitindo forças e atraindo-as, segundo a natureza que lhe é própria.

Fácil entender, à vista disso, que nos movemos todos num oceano de energia mental.

Cada um de nós é um centro de princípios atuantes ou de irradiações que liberamos, consciente ou inconscientemente.

Sem dúvida, a palavra é o veículo natural que nos exprime as ideias e as intenções que nos caracterizem, mas o pensamento, em si, conquanto a força mental seja neutra qual ocorre à eletricidade, é o instrumento genuíno das vibrações benéficas ou negativas que lançamos de nós, sem a apreciação imediata dos outros.

Meditemos nisso, afastemos do campo íntimo qualquer expressão de ressentimento, mágoa, queixa ou ciúme, modalidades do ódio, sempre suscetível de carrear a destruição.

Se tens fé em Deus, já sabes que o amor é a presença da luz que dissolve as trevas.

Cultivemos a caridade do pensamento.

Dá o que possas, em auxílio aos outros, no entanto, envolve de simpatia e compreensão tudo aquilo que dês.

No exercício da compaixão, que é a beneficência da alma, revisa o que sentes, o que desejas, o que acreditas e o que falas, efetuando a triagem dos propósitos mais ocultos que te inspirem, a fim de que se traduzam em bondade e entendimento, porque mais dia menos dia, as nossas manifestações mais íntimas se evidenciam ou se revelam, inelutavelmente, de vez que tudo aquilo que colocarmos, no oceano da vida, para nós voltará.


Emmanuel







Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

domingo, 28 de junho de 2020

Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 13 - Oração por entendimento



Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 13


Oração por entendimento


Senhor Jesus!

Auxilia-nos a compreender mais, a fim de que possamos servir melhor, já que, somente assim, as bênçãos que nos concedes podem fluir, através de nós, em nosso apoio e em favor de todos aqueles que nos compartilham a existência.

Induze-nos à prática do entendimento que nos fará observar os valores que, porventura, conquistemos, não na condição de propriedade nossa e sim por manancial de recursos que nos compete mobilizar no amparo de quantos ainda não obtiveram as vantagens que nos felicitam a vida.

E ajuda-nos, oh! Divino Mestre, a converter as oportunidades de tempo e trabalho com que nos honraste em serviço aos semelhantes, especialmente na doação de nós mesmos, naquilo que sejamos ou naquilo que possamos dispor, de maneira a sermos hoje melhores do que ontem, permanecendo em ti, tanto quanto permaneces em nós, agora e sempre.

Assim seja.


Emmanuel





Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano


terça-feira, 16 de junho de 2020

Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 6 - Oportunidades



Emmanuel - Livro Paciência - Chico Xavier - Cap. 6


Oportunidades


As oportunidades são riquezas potenciais da alma no bojo do tempo.

Ei-las que nos procuram diariamente, chamando-nos através de situações e pessoas para que nos manifestemos na edificação do bem aos outros que resultará sempre em parcelas de felicidade em nosso favor.

Vigia-lhes a presença, a fim de aproveitá-las tanto quanto puderes.

O espírito da caridade nos pede semelhante atitude considerando-nos a tranquilidade própria.

Observa e verificaremos que os convites dessa natureza repontam incessantemente do caminho, embora nem sempre consigamos percebê-los.

É o irmão irritadiço que nos dirige determinada frase imprudente e infeliz, em momentos difíceis do trânsito, claramente aguardando a nossa doação de tolerância.

É o amigo em desvalimento, muitas vezes, abatido ou desesperado, esperando-nos a palavra tranquilizante ungida da simpatia e da solidariedade de que necessita, a fim de levantar-se, em espírito.

É o familiar atribulado por obstáculos diversos de quem nos cabe aproximar com o socorro que se nos faça possível.

É a página balsamizante, fácil de estender aos companheiros de experiência, vítimas de reveses e ofensas, livrando-os desse ou daquele propósito de rebeldia ou vingança.

É a conversação amena e reconfortante, em casa ou na rua, com a qual inconscientemente afastamos alguém da queda no suicídio.

É o auxílio discreto ao amigo de sentimento anuviado por empeços vários a que a carência de recursos bastas vezes conhecidas por nós, no Plano Físico, sugere-nos a entregar-lhe com bondade o apoio que esse mesmo companheiro em penúria não nos pediu.

Há sempre alguém naufragando no mar das dificuldades humanas.

Alonga o próprio olhar e identificarás as oportunidades de servir que se destacam à mostra.

Não esperes que o próximo te solicite cooperação. Colabora voluntariamente, na certeza de que estarás realizando valiosas sementeiras de trabalho e de amor, na construção do futuro melhor.

Oportunidades, aflições, lutas e provas!… O tempo faz o desfile delas para que as reconheçamos.

Ergue-te, cada dia, faze o melhor ao teu alcance. Trabalha e serve.

Hoje alguém nos deixa ver as tribulações que se lhe fazem precisas ao aprimoramento espiritual, de modo a que lhe possamos doar por nós mesmos algo de útil.

Amanhã, porém, é possível seja para nós o dia da necessidade de receber.


Emmanuel








Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano