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segunda-feira, 24 de maio de 2021

Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos Momentos com Chico Xavier - Cap. 38 - Telegrama para Jesus




Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos Momentos com Chico Xavier - Cap. 38


Telegrama para Jesus
 

Minha esposa Lourdes e eu temos cinco filhos: Marta, Oswaldo Filho, Mara, Ronyvaldo e Simone.

O sonho de Ronyvaldo, carinhosamente chamado de Rony, era formar-se em medicina; queria muito ser médico e se tornar um cirurgião. Chegou-lhe o momento de prestar o vestibular para ingressar na Faculdade de Medicina, e em idade para obter a sua carteira de motorista.

Antes de iniciar a faculdade de medicina, Rony passava por um cruzamento, em uma das avenidas aqui na cidade de São Paulo, sofreu uma colisão frontal com um veículo que não respeitou o semáforo ultrapassando quando sinalizava o vermelho, a colisão foi exatamente do lado em que ele se encontrava.

Rony bateu a cabeça no teto do carro e, em decorrência, formou-se um coágulo em seu cérebro, ocasionando-lhe profundas crises de ausência. O fato nos deixou muito tristes e preocupados. Fomos várias vezes a Uberaba, Rony nos acompanhava, e sempre perguntávamos ao Chico o que fazer.

E ele nos dizia: - Nosso Rony vai fazer o curso de medicina, sim. Pode deixá-lo guiar que ele nunca irá machucar alguém. Mas, o nosso Oswaldo vai ter algum prejuízo; deverá perder alguns carros, mas nem o Rony, nem ninguém irá se machucar.

E assim foi. Rony se formou em medicina e fez amizade com muitos outros colegas médicos, entre eles, a Dra. Elza Márcia, uma médica maravilhosa, que lhe prescrevia muitos medicamentos e sempre a dizer:

- No dia em que aparecer um lugar em que eu tenha a certeza de que o Rony pode ser curar, nós vamos levá-lo. Nem que eu tenha que viajar com vocês para outro país, eu estarei junto e não quero ganhar nada.

Chico nos disse várias vezes: - Não, ainda não pode mexer na cabeça de Rony; é uma operação muito delicada. Ele já se formou médico, mas não deve fazer a cirurgia, por enquanto. Vamos aguardar, continuar orando e, quem sabe, um dia o nosso Rony fique bom.

O tempo foi passando. Três, quatro, cinco anos, as mesmas crises; nosso Rony sempre com problemas muito sérios. Depois de uns oito ou nove anos, a Dra. Elza e uma equipe de médicos, aqui do Hospital Oswaldo Cruz, queriam operá-lo e nós dizíamos: - Ele não opera sem que o Chico nos dê sua opinião. Conversando com Chico é que nós vamos saber se Rony deve fazer a cirurgia ou não.

Fomos eu, Lourdes, Rony e Vanessa, sua esposa, até Uberaba, conversar com o Chico, novamente, sobre a possibilidade de Rony se submeter à cirurgia. Quando chegamos na casa de Chico ele estava na sala de almoço, também sem nos ver, disse: - Ah, nosso Rony está chegando! Nosso Oswaldo, nossa Lourdes e Vanessa estão chegando. Quem sabe está na hora do nosso Rony se curar, fazer a sua cirurgia.

Nós ficamos extasiados diante daquelas palavras de Chico, e quando chegamos a sua frente, ele nos aguardava com aquele sorriso todo especial e falou: - É, Rony. Acho que está na hora de você ser operado!

- Chico. Tomara que esteja dando certo, disse-lhe Rony. E Chico respondeu: - Vamos nos sentar para almoçar. Vamos conversar bastante e ver o que se pode fazer. Quem sabe Rony vai fazer essa cirurgia. Nós vamos pedir aos amigos espirituais para que possamos assistir, também, e parece que está na hora, não é, Rony? Mas, eu vou contar uma historinha que aconteceu comigo. Vocês sabem, eu vou sempre para os trabalhos e, quando retorno, estou sempre um pouquinho mais pesado, cerca de um quilo, um quilo e pouco, porque estou sempre de paletó e todas as pessoas que me procuram levam suas cartinhas, seus pedidos e eu os coloco no bolso; não posso jogar fora esses pedidos. Quando chego aqui em casa, eu coloco todos eles sobre esta mesa e passo os meus telegramas para Jesus passando os pedidos dos meus amigos. Eu faço minhas preces e envio esses telegramas para Jesus.

Chico então nos contou o seguinte fato:

- Dr. Eurípedes Tahan, nosso querido médico e amigo, me falou sobre um remédio que eu deveria experimentar, porque iria me fortalecer bastante. Eu queria muito tomar o remédio. Mandei procurar em Uberaba, mas não encontrei; pedi aos amigos de Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de São Paulo e ninguém conseguiu encontrar o remédio. Eu, aqui mesmo, nesta mesa, com muita vontade de experimentar o remédio, lembrei que este é o local onde eu passo constantemente os telegramas dos meus amigos, das mães que me pedem algo, e eu sempre direciono esses telegramas a Jesus, com as súplicas das nossas irmãs e de nossos irmãos. Aqui mesmo, sentado, eu falei: - Por que eu não passar também, um telegrama para Jesus? Então, eu vou passar o meu telegrama para Jesus, pedindo o meu remédio. E eu comecei, mais ou menos, assim: - Meu querido Mestre Jesus. Sei que não mereço, mas nesta mesa e neste mesmo local, eu tenho pedido pelos meus amigos, agora estou fazendo o meu pedido.

Pediu a Dinorá, servidora da casa, para não mexer nos papéis das rogativas sobre a mesa, pois, ele também estava passando o seu telegrama. Passados cinco ou seis dias, chegou uma caixinha e o remédio estava lá dentro. Procurou pelo remetente e surpreso dizia para consigo:

- Meu Deus, o remédio está aqui! Esse amigo me mandou e não deixou o seu endereço, como eu posso agradecer a ele?

Olhando a caixinha ele a viu, carimbada pelo Correio, vinha do sul do país, preocupou-se, quem teria enviado o remédio, tinha muitos amigos no sul do país. Emmanuel ao seu lado perguntou:
- Chico, o que está acontecendo? Por que tanta preocupação?

- Eu passei um telegrama para Jesus aqui nesta mesa, pedindo a Jesus o meu remédio; o remédio veio e eu não consigo agradecer a esse amigo, porque não tem o nome do remetente.

- Pois agradeça a Jesus, foi o nosso Mestre que mandou que procurássemos e providenciássemos esse remédio a você. Agora você tem o remédio, foi atendido por Jesus. Agradeça a Jesus, Chico. É dessa maneira que você tem que fazer.

Este fato o comentamos quando reunidos no túmulo do Chico no dia de finados em Uberaba, o colocamos como receita e como recomendação, ao que como nós, termos necessidade de alguma coisa que possa nos ajudar na vida.

Chico dizia assim: - Às vezes, nós fazemos uma prece e o nosso pensamento se divaga, vai muito longe e a gente não completa o pedido. Quando escrevemos, colocamos o nosso pensamento todinho no papel e vamos até o final do assunto, no papel é muito melhor escrevermos o nosso telegrama a Jesus.


Oswaldo Godoy Bueno






terça-feira, 17 de novembro de 2020

Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos Momentos com Chico Xavier - O Homem Chamado Amor - Cap. 33 - O Lenço de minha esposa




Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos Momentos com Chico Xavier - O Homem Chamado Amor - Cap. 33


O Lenço de minha esposa


Aos domingos atendendo gentil convite para o almoço do casal Weaker Batista e sua esposa dona Zilda, com a presença de Chico, antes de retornarmos para São Paulo, enquanto abraçávamos Chico ele me perguntava:

- E o lenço da nossa Lourdes, você trouxe, meu filho?

- Ah, trouxe sim, Chico, está aqui comigo.

Eu tirava o lenço do bolso, colocava-os nas mãos de Chico, ele segurava minhas mãos junto com o lenço, apertava várias vezes e o lenço ficava todo perfumado. Certa ocasião o lenço ficou tão ensopado que chegava a pingar a essência perfumada ali depositada por efeito de sua mediunidade.

Quando saímos de Uberaba, eu colocava o lenço por dentro da camisa e seguia todo o caminho sentindo aquele perfume. Chegando a São Paulo – minha esposa Lourdes estava bastante adoentada – eu colocava o lenço no peito dela, conforme o Chico recomendava e ela imediatamente sentia-se melhor.


Oswaldo Godoy Bueno






segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos Momentos com Chico Xavier - Cap. 23 - História dos caminhões




Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos Momentos com Chico Xavier - Cap. 23


História dos caminhões


Chico sempre gostou de comemorar o Natal junto das pessoas carentes e daqueles que felizes se sentiam com sua presença.

Chico ainda morava na cidade de Pedro Leopoldo, houve um Natal que parecia nada dar certo.

Ele não tinha alimentos e presentes para distribuir para aqueles pobres que passariam o Natal com ele.

E aí Emmanuel disse a ele:

Peça ao povo para trazer água, muita água. Vamos encher umas barricas com água e vamos pedir pela fluidificação dessa água. Para que o nosso povo possa levar alguma coisa para casa.

Os amigos espirituais então presentes e a água será fluidificada para que eles levem para os seus lares.

Enquanto se preparavam para as suas orações, chegaram à cidade dois caminhões carregados de alimentos.

O motorista parou sobre a ponte e perguntou, a uma das pessoas que por ali passavam, onde morava Chico Xavier.

E a pessoa lhe disse:

Chico esta lá naquela baixada próximo daquela ponte, com aquele povo ao seu redor.

Pode seguir com o seu caminhão, o senhor, vai encontrar o Chico.

A surpresa foi gratificante, eram tantos os alimentos que aqueles dois caminhões carregaram, que Chico realizou um dos trabalhos de Natal mais fartos, agraciando a muitas famílias da cidade de Pedro Leopoldo.

Chico ao contar esse episódio, dizia que nunca soube de onde vieram aqueles dois caminhões.


Oswaldo Godoy Bueno






domingo, 18 de outubro de 2020

Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos Momentos com Chico Xavier - O Homem Chamado Amor - Cap. 03 - A Cirurgia de Chico




Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos Momentos com Chico Xavier - O Homem Chamado Amor - Cap. 03


A Cirurgia de Chico
 

Em 1967, Chico veio a São Paulo para submeter a uma delicada cirurgia.

Na noite anterior ao procedimento, ele fazia suas orações no quarto do hospital e chorava emocionado, quando Emmanuel se apresentou ao seu lado e lhe perguntou:

- Chico, por que você está tão emocionado?
Por que chora tanto?

Chico mostrou a Emmanuel que da foto de Jesus que havia na parede do quarto, irradiava-se muita luz.

Emmanuel lhe explica:

Mas, por que você está tão admirado?

Assim como você está hoje aqui, fazendo suas orações diante desta foto de Jesus, outras tantas criaturas que passaram por cirurgias neste mesmo lugar tiveram momentos como o seu. Ao orarmos para Jesus, mentalizando o nosso Mestre, se irradia luz.

As pessoas que por aqui passaram não conseguiram vê-la como você, mas, para o seu conhecimento, aqueles que oraram neste lugar receberam de volta esse carinho de amor emanado do coração do nosso Mestre.

Nenhuma prece dirigida a Jesus fica sem resposta!

Após a cirurgia a dona do hospital chamou os médicos dizendo a eles que não cobrassem a cirurgia que ela acertaria tudo com eles, os médicos responderam: o que vamos cobrar é o mesmo que a senhora irá cobrar - apenas um abraço.


Oswaldo Godoy Bueno





quinta-feira, 2 de julho de 2020

Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos momentos com Chico Xavier - Caso 30, Pág. 79 - Doce de leite



Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos momentos com Chico Xavier - Caso 30, Pág. 79


Doce de leite


Nós sabemos que mineiro gosta muito de doce, e na casa de Chico Xavier não era diferente; após o almoço eram servidos vários tipos de doces.

Uma das sobrinhas de Chico fazia um doce de leite excelente, muito simples dez litros de leite e um quilo de açúcar, coloque no fogo com um pires virado ao contrário e deixe por mais ou menos uma hora e o doce estará pronto.

Num almoço em que eu participei, estava também uma amiga de Belo Horizonte. Ela experimentou o doce de leite, gostou muito e, como outras muitas pessoas, levou a receita para casa.

Chegando em Belo Horizonte ela preparou o tão desejado doce, usando ingredientes numa quantidade menor, que resultou em mais ou menos um litro e meio de doce. Ficou tão gostoso, que ela achou ser tão pouco, se trancou no banheiro para não ter de dividir com ninguém e comeu tudo de uma só vez.

O resultado não podia ser outro. Nossa amiga passou mal a noite toda e o dia seguinte, pensou que fosse desencarnar. Ela não se deu conta que foi por causa do doce.

Uns quatro ou cinco meses depois ela retornou a Uberaba. Em conversa na sala de estar, Chico começou a falar de comida, de maneira muito espirituosa, fazendo-nos rir muito. Então ele disse:

- É, a gente come bastante. Come a comida e depois come o doce, que é muito gostoso. De repente, a gente faz um doce muito especial e não quer dar para ninguém, porque a quantidade é pouca, e vai ao banheiro, come tudo sozinho e, de noite, quase morre e nem se lembra que foi por ter comido todo o doce de leite. Nossa amiga foi empalidecendo, certamente lembrando-se do que lhe acontecera, e finalmente disse:

- Ah, Chico! Fui eu que comi todo o doce de leite. Agora que eu estou me lembrando. Eu que fiz o doce, comi tudo sozinha no banheiro e nem me toquei, Chico, aquela quantidade de doce de leite me fez muito mal e eu quase morri aquela noite.

Nós rimos muito com aquilo.


Oswaldo Godoy Bueno









Fonte: Julio Miyamoto

terça-feira, 30 de junho de 2020

Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos momentos com Chico Xavier - Caso 17, pág. 51 - Sonho de Oswaldo Godoy




Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos momentos com Chico Xavier - Caso 17, pág. 51


Sonho de Oswaldo Godoy


Certa noite após fazer minhas orações e dormir, eu sonhei com Chico. Nesse sonho ele estava caído, muito debilitado, e eu o recolhi em meus braços, e subia uma escadaria muito extensa, como uma pirâmide. Subia, subia.

Chamou-me muito a atenção o fato de eu não sentir o peso dele. Chico era leve, muito leve...

Aquele sonho, muito gostoso, por sinal, ficou gravado em minha mente. Ao acordar, pensei: - Preciso contar esse sonho para o Chico!

Tão logo pudemos visita-lo em Uberaba, Orlando, Rubens e eu, assim que tive oportunidade lhe disse: - Chico, o Dr. Eurípedes Tahan não permitiu que viéssemos visita-lo, em razão de cuidados médicos, mas eu sonhei com você. Para minha surpresa ele respondeu: - Sim Oswaldo, nós estivemos juntos.

Você me recolheu do chão e me carregou em seus braços, subindo aqueles degraus (Pirâmide) minha pressão estava muito baixa. Quando você subia era o momento em que me ajudava e me estabilizava a pressão.

Essa confirmação me emocionou bastante. Chorei muito de emoção por Chico me relatar esse acontecimento, quando pensei em contar o sonho a ele, foi ele que nos contou, com muito mais perfeição e com muito mais entendimento.

O tempo passou, Chico veio a desencarnar e, eu certa noite, enquanto fazia as minhas orações antes de me deitar, sentia ser aquela uma noite muito especial. Percebia uma saudável e gostosa ligação com Chico.

Fui para a cama, adormeci e sonhei que estava diante do mesmo prédio onde Chico fora levado por Emmanuel e Dr. Bezerra para receber transfusão de energias. Vi-me diante das duas enormes colunas, fixadas diante do maravilhoso prédio e, para minha surpresa, naquela noite era o Chico que faria a palestra.

Em determinado momento vi a chegada de Chico, ele já estava entre as duas colunas para entrar no recinto, eu à distância lastimei, porque queria lhe dar um abraço, foi quando ele olhou para mim e disse: - Venha Oswaldo, vamos nos abraçar, temos ainda muito tempo e podemos nos abraçar.

Oswaldo Godoy Bueno









Fonte: Julio Miyamoto

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Oswaldo Godoy Bueno - Nossos momentos com Chico Xavier - Caso 14, pág. 45 - Regime de uma amiga muito especial



Oswaldo Godoy Bueno - Nossos momentos com Chico Xavier - Caso 14, pág. 45


Regime de uma amiga muito especial


Há uns quinze anos, mais ou menos, uma nossa muito querida irmã, esposa de um companheiro também muito querido, estava fazendo um regime e tomando um medicamento muito forte, que perturbou sua mente. Naquela oportunidade ela escreveu uma carta e a deixou em sua casa, para informar ao seu querido esposo que estava partindo para fazer um tratamento em um local que ela não queria revelar, e só depois que ficasse curada retornaria ao lar.

Foi um desespero muito grande. Imediatamente este amigo, me telefonou e eu perguntei se ele já havia falado com o Chico, porque ninguém sabia para onde a nossa irmã estava indo. Imediatamente ligou para Uberaba e colocou Chico a par do problema.

Chico lhe perguntou quem mais sabia do caso, e ele disse que somente eu havia sido informado.

- Então, disse-lhe Chico, não conte para mais ninguém. Nós vamos orar e daqui à uma hora você nos telefone, que nós vamos localizar a nossa irmã.

E assim aconteceu. Nós ficamos orando cerca de uma hora e, quando ligamos e falando com Chico pelo telefone, ouvimos dele o seguinte:

- Já localizamos a nossa irmã: Ela está dentro de um ônibus que está trafegando rumo a Brasília. Tão logo ele chegar em Ribeirão Preto, ela vai voltar a si e vai se informar com o motorista onde está. Esse ônibus vai passar por Uberaba, ela vai descer aqui e nós vamos recebê-la em nossa casa. Vocês peguem o carro somente você e o Oswaldo e venham para Uberaba. Nós vamos ter a nossa irmã aqui conosco.

E assim foi feito. Nós fomos para Uberaba e, quando lá chegamos e paramos o carro diante da casa de Chico, não precisamos nem bater à porta. Chico já veio ao portão, e, abrindo-o para nos receber disse-nos:

- Vocês não comentem nada, porque isto tudo vai se apagar da memória da nossa irmã.

E como nós tínhamos um companheiro que havíamos convidado para viajar conosco, o Chico nos recomendou que o levássemos até a rodoviária, para que nossa irmã não encontrasse nenhum estranho, já que ela também o conhecia. Ficamos somente nós, em família.

Naquela noite dormimos em casa de Chico, e ele nos serviu um chazinho na cama.

Foi uma noite muito gostosa, porque tudo voltara ao normal. Nós tínhamos a nossa irmã junto de nós, retornamos para São Paulo. Nunca mais houve comentário algum em torno daquele tratamento e daquele acontecimento.


Oswaldo Godoy Bueno 








Fonte: Julio Miyamoto

Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos momentos com Chico Xavier - Cap. 50, pág. 115 - Materialização de André Luiz



Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos momentos com Chico Xavier - Cap. 50, pág. 115


Materialização de André Luiz


Tive oportunidade de estar junto de Chico num trabalho de materialização, no Grupo Irmão Kamura, quando se materializou o espírito de André Luiz. Chico, com sua humildade, falou:

- Vejam, é André Luiz que está presente!

André Luiz caminhou entre todos e, quando chegou diante de Chico, ajoelhou-se. Que criatura maravilhosa e sublime era o nosso querido Chico, a ponto de André Luiz ajoelhar-se diante dele.


Oswaldo Godoy Bueno








NOTA - UMA OPINIÃO PESSOAL, PORÉM ACEITA POR MUITOS.

A humildade de nosso Chico Xavier, sempre fê-lo posicionar como um nosso igual, expressando a humildade e a bondade de Jesus entre nós, todavia poucos de nós observávamos da sua superioridade moral e espiritual, provavelmente muito além da condição da totalidade dos benfeitores iluminados como Emmanuel, Bezerra, Humberto de Campos, Meimei, entre outros, que por ele trouxeram a mensagem do Cristo a despeito de sua promessa que enviaria o Consolador...

Seguramente, Chico é um dos espíritos iluminados próximos à grandeza espiritual de Jesus com encargo de dirigir o "Colégio Apostolar" do Senhor, “até que Ele volte!”

Há uma outra passagem interessante – chamada “Veterinário de Deus”, que corrobora com o nosso entendimento. 






Fonte: Julio Miyamoto

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos momentos com Chico Xavier - Cap. 7, Pág. 25 - O caso da viúva de Uberaba



Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos momentos com Chico Xavier - Cap. 7, Pág. 25


O caso  da viúva de Uberaba


Somente a grandeza de Chico Xavier, em situação muito especial que desconhecemos da extensão, tem autoridade moral e espiritual para trazer a lume um caso tão complexo como o do relato.

O caso  da viúva de Uberaba

No final de cada ano, mais precisamente em dezembro, acompanhávamos as distribuições que Dona Yolanda Cezar e o Lar do Amor Cristão realizavam em Uberaba naquela época.

Ficávamos sempre ao lado e atrás de Chico, porque não queríamos perder nenhuma oportunidade de aprendizado.

A fila era enorme. As pessoas passavam, recebiam a cesta básica e as sacolinhas com alimentos e roupas e, logo em seguida, passavam pelo Chico para receberem um dinheirinho para compra do leite e do pão.

Um Jovem, ali trabalhando, veio até nós, com a cesta básica e as sacolas nas mãos e pediu ao Chico que lhe desse o dinheiro, porque ele estava conduzindo uma pessoa que estava na fila e que, como não conseguia andar, arrastava-se pelo chão, usando uns pedaços de couro atado às mãos como apoio.

E Chico a mostrar mais um ensinamento para as pessoas a sua volta disse: - Vocês estão vendo esse senhor que esse jovem está ajudando? Esse homem deu a sua arma para que uma pessoa tirasse a vida de um pai de família aqui de Uberaba. A polícia ainda não sabe, mas logo descobrirá. Vejam bem esse homem; está dentro desse corpo, preso a esse corpo. Imaginem vocês. Se, com esse corpo, ele já instigou uma criatura a matar outro irmão, imaginem que seria esse homem se estivesse liberto!

Passara pouco mais de uma hora quando chegou, diante de Chico, uma senhora com quatro crianças. Ela pegou das mãos de Chico o dinheirinho e já saindo, ele começou a nos dizer: - essa senhora é a viúva, cujo marido foi assassinado pela pessoa instigada por aquele senhor que se arrastava aqui diante de nós!

Esse é mais um relato que fica para as nossas reflexões.


Oswaldo Godoy Bueno







Fonte: Julio Miyamoto

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos momentos com Chico Xavier - O homem chamado amor - Pág. 88 - O remédio para bronquite, manipulação de D. Nenê



Oswaldo Godoy Bueno - Livro Nossos momentos com Chico Xavier - O homem chamado amor - Pág. 88 


O remédio para bronquite, manipulação de D. Nenê 


Desde criança eu sofria de forte bronquite.

Levava sempre comigo uma caixa de Celestone com Soluspan e, a cada três dias, tomava uma injeção.

Das minhas visitas a Uberaba, quando eu me despedi de Chico na porta de sua casa, ele me disse:

Oswaldo me dê um abraço, deixe a bronca comigo e leve só o item. Mas fale com o nosso Orlando, pois eu acredito que vocês devam passar em Franca. Lá tem uma senhora muito especial, a mãe do nosso Albertinho Ferrante, a Dna. Nenê Ferrante. Ela faz um remédio para bronquite, usando diversas ervas, mas o mais importante, entre todas as ervas que ela utiliza, é o amor com que ela faz o remédio. Passe em Franca, que é caminho para São Paulo. Vocês vão andar só um pouquinho a mais e, quem sabe, a Dna. Nenê tenha feito um remédio para você.

Orlando imediatamente falou: - Vamos sim, Chico. Nós vamos passar por Franca.

Passamos em Franca. Fomos até a Avenida Presidente Vargas, onde morava Albertinho, e ao chegar na casa dele perguntamos se a mãe dele tinha o remédio para a bronquite em casa e como faríamos para pegá-lo.

Ele respondeu: - ah, é difícil. Ela faz o remédio geralmente para quem encomenda, mas se vocês quiserem nós vamos até a casa de mamãe.

Então fomos. Ao chegarmos no corredor, Dna. Nenê falou: - Ah, Albertinho. Então você está trazendo o amigo do Chico aqui para buscar o remédio!

Nós, espantados falamos: - Ué. Mas como, assim?

Ela respondeu: - Chico me apareceu ontem à noite aqui e pediu que eu fizesse remédio, que um amigo dele passaria hoje aqui para pegar. Então você é o amigo do Chico?

Eu falei: - Graças a Deus. Eu quero ser sempre amigo do Chico. E ela disse novamente:

Ele ontem à noite me apareceu e pediu que eu fizesse o remédio para você; me disse que vocês passariam hoje por aqui. Então, o remédio está aqui. Tomei o remédio que a Dna. Nenê fez em dois dias, e nunca mais tive uma crise de bronquite.


Oswaldo Godoy Bueno






Fonte: Julio Miyamoto