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terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Um Anjo da Guarda - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano III, Maio de 1860 - Ditados Espontâneos - I - Remorso e arrependimento



Um Anjo da Guarda - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano III, Maio de 1860 - Ditados Espontâneos - I


Remorso e arrependimento 


Estou contente por ver que vos reunis pela mesma fé e pelo amor de Deus Todo-Poderoso, nosso divino Senhor. Possa ele guiar-vos sempre no bom caminho e cumular-vos com seus benefícios, o que fará se vos tornardes dignos.

Amai-vos sempre uns aos outros, como irmãos; prestai-vos mútuo auxílio, e que o amor do próximo não vos seja uma palavra vazia de sentido.

Lembrai-vos de que a caridade é a mais bela das virtudes, e que, de todas, é a mais agradável a Deus; não só dessa caridade que dá um óbolo aos infelizes, mas a que vos leva a ter compaixão das misérias de nossos irmãos; que vos faz partilhar suas dores morais, aliviar o fardo que os oprime, a fim de lhes tornar a dor menos viva e a vida mais fácil.

Recordai-vos de que o arrependimento sincero obtém o perdão de todas as faltas, tamanha é a bondade de Deus. O remorso nada tem em comum com o arrependimento; o remorso, meus irmãos, já é o prelúdio do castigo. O arrependimento, a caridade, a fé, vos conduzirão às felicidades reservadas aos bons Espíritos.

Ides ouvir a palavra de um Espírito superior, bem-amado de Deus. Recolhei-vos e abri o coração às lições que ele vos dará.


Um Anjo-da-Guarda














sábado, 12 de agosto de 2023

Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XXVIII - Coletânea de preces Espíritas - I - Preces gerais - Oração dominical - VII. Assim seja.



Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XXVIII - Coletânea de preces Espíritas - I - Preces gerais - Oração dominical - VII


Assim seja


Praza-te, Senhor, que os nossos desejos se efetivem. Mas, curvamo-nos perante a tua sabedoria infinita. Que em todas as coisas que nos escapam à compreensão se faça a tua santa vontade e não a nossa, pois somente queres o nosso bem e melhor do que nós sabes o que nos convém.

Dirigimos-te esta prece, ó Deus, por nós mesmos e também por todas as almas sofredoras, encarnadas e desencarnadas, pelos nossos amigos e inimigos, por todos os que solicitem a nossa assistência e, em particular, por N...

Para todos suplicamos a tua misericórdia e a tua bênção.


Allan Kardec






Nota – Aqui, podem formular-se os agradecimentos que se queiram dirigir a Deus e o que se deseje pedir para si mesmo ou para outrem. (Vejam-se, adiante, as preces nos 26 e 27.)





quarta-feira, 9 de março de 2022

Emmanuel - Livro O Consolador - 1ª Parte - Chico Xavier - I - Ciências Fundamentais - Sociologia - Questão 54




Emmanuel - Livro O Consolador - 1ª Parte - Chico Xavier - I - Ciências Fundamentais


Sociologia


54. — Com a difusão da luz espiritual, alargará o homem a noção de pátria, de modo a abranger no mesmo nível todas as nações do mundo?

— A luz espiritual dará aos homens um conceito novo de pátria, de maneira a proscrever-se o movimento destruidor pelos canhões e balas homicidas.

Quando isso se verifique, o homem aprenderá a valorizar o berço em que renasceu, pelo trabalho e pelo amor, destruindo-se concomitantemente as fronteiras materiais e dando lugar à era nova da grande família humana, em que as raças serão substituídas pelas almas e em que a pátria será honrada, não com a morte, mas com a vida bem aplicada e bem vivida.

Emmanuel








ÁUDIO:

Chico Xavier : Espírito Emmanuel - Livro O Consolador
Ana Paola






Este livro, na forma de perguntas e respostas, é dividido em três partes, correspondentes ao tríplice aspecto da Doutrina Espírita – Ciência, Filosofia e Religião. 

Obra repleta de ensinamentos espíritas, O Consolador reúne rico material para referência e meditação, um curso completo oferecido pelo Espírito Emmanuel, com sábios esclarecimentos acerca de assuntos que nos levam a compreender o Espiritismo como o Consolador Prometido por Jesus.


domingo, 6 de fevereiro de 2022

Emmanuel - Livro O Consolador - 1ª Parte - Chico Xavier - I - Ciências Fundamentais - Sociologia - Questão 55




Emmanuel - Livro O Consolador - 1ª Parte - Chico Xavier - I - Ciências Fundamentais


Sociologia


55. — A desigualdade verificada entre as classes sociais, no usufruto dos bens terrenos, perdurará nas épocas do porvir?

— A desigualdade social é o mais elevado testemunho da verdade da reencarnação, mediante a qual cada Espírito tem sua posição definida de regeneração e resgate. Nesse caso, consideramos que a pobreza, a miséria, a guerra, a ignorância, como outras calamidades coletivas, são enfermidades do organismo social, devido à situação de prova da quase generalidade dos seus membros. Cessada a causa patogênica com a iluminação espiritual de todos em Jesus Cristo, a moléstia coletiva estará eliminada dos ambientes humanos.


Emmanuel





ÁUDIO:

Chico Xavier : Espírito Emmanuel - Livro O Consolador
Ana Paola






Este livro, na forma de perguntas e respostas, é dividido em três partes, correspondentes ao tríplice aspecto da Doutrina Espírita – Ciência, Filosofia e Religião. 

Obra repleta de ensinamentos espíritas, O Consolador reúne rico material para referência e meditação, um curso completo oferecido pelo Espírito Emmanuel, com sábios esclarecimentos acerca de assuntos que nos levam a compreender o Espiritismo como o Consolador Prometido por Jesus.


domingo, 19 de setembro de 2021

Emmanuel - Livro O Consolador - Chico Xavier - 1ª Parte - I - Ciências Fundamentais - Física - Questão 22




Emmanuel - Livro O Consolador - Chico Xavier - 1ª  Parte - I - Ciências Fundamentais


Física 


22. — A substância é igual em todos os mundos? Como compreender a revelação dos espectroscópios?

— Reconhecido o axioma de que o Universo obedece a uma lei de unidade, somos obrigados a reconhecer que o que se encontra no todo existe igualmente nas partes.

Contudo, o espectroscópio não vos poderá revelar todas as substâncias que se encontram nos outros mundos, e não podemos esquecer que a Terra é um apartamento muito singelo dentro do edifício universal, sem que possamos conhecer, pelos seus detalhes modestos, a grandeza infinita da obra do Criador.


Emmanuel





ÁUDIO:

O Consolador - Parte 1 - Francisco Cândido Xavier pelo espirito Emmanuel




Este livro, na forma de perguntas e respostas, é dividido em três partes correspondentes ao tríplice aspecto da Doutrina Espírita - Ciência, Filosofia e Religião. Sob essas diretrizes aborda vários temas relacionados com a Biologia, Física, Sociologia, Química, Psicologia e Filosofia, tais como: radioatividade, gravitação, genética, determinismo e livre-arbítrio.


Emmanuel - Livro O Consolador - Chico Xavier - 1ª Parte - I - Ciências Fundamentais - Psicologia - Questão 53




Emmanuel - Livro O Consolador - Chico Xavier - 1ª  Parte - I - Ciências Fundamentais


Psicologia


53. Os bons ou maus pensamentos do ser encarnado afetam a organização psíquica de seus irmãos na Terra, aos quais sejam dirigidos?

— Os corações que oram e vigiam, realmente, de acordo com as lições evangélicas, constroem a sua própria fortaleza, para todos os movimentos de defesa espontânea.

Os bons pensamentos produzem sempre o máximo bem sobre aqueles que representam o seu objetivo, por se enquadrarem na essência da Lei única, que é o Amor em todas as suas divinas manifestações; os de natureza inferior podem afetar o seu objeto, em identidade de circunstâncias, quando a criatura se fez credora desses choques dolorosos, na justiça das compensações.

Sobre todos os feitos dessa natureza, todavia, prevalece a Providência Divina, que opera a execução de seus desígnios de equidade, com misericórdia e sabedoria.


Emmanuel





ÁUDIO:

O Consolador - Parte 1 - Francisco Cândido Xavier pelo espirito Emmanuel




Este livro, na forma de perguntas e respostas, é dividido em três partes correspondentes ao tríplice aspecto da Doutrina Espírita - Ciência, Filosofia e Religião. Sob essas diretrizes aborda vários temas relacionados com a Biologia, Física, Sociologia, Química, Psicologia e Filosofia, tais como: radioatividade, gravitação, genética, determinismo e livre-arbítrio.


sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Emmanuel - Livro O Consolador - 1ª Parte - Chico Xavier - I - Ciências Fundamentais - Sociologia - Questão 64




Emmanuel - Livro O Consolador - 1ª Parte - Chico Xavier - I - Ciências Fundamentais


Sociologia


64. — Em face da lei dos homens, quando em presença do processo criminal, deve dar-se o voto condenativo, em concordância com o processo-crime, ou absolver o réu em obediência ao “não julgueis”?

— Na esfera de nossas experiências, consideramos que, à frente dos processos humanos, ainda quando as suas peças sejam condenatórias, deve-se recordar a figura do Cristo junto da pecadora apedrejada, pois que Jesus estava também perante um júri. “Quem estiver sem pecado atire a primeira pedra” — é a sentença que deveria lembrar, sempre, a nossa situação comum de Espíritos decaídos, para não condenar esse ou aquele dos nossos semelhantes. “Vai e não peques mais” — deve ser a nossa norma de conduta dentro do próprio coração, afastando-se a erva do mal que nele viceje.

Nos processos públicos, a autoridade judiciária, como peça integrante da máquina do Estado no desempenho de suas funções especializadas, deve saber onde se encontra o recurso conveniente para o corretivo ou para a reeducação do organismo social, mobilizando, nesse mister, os valores de sua experiência e de suas responsabilidades.

Individualmente, porém, busquemos aprender que se podemos “julgar” alguma coisa, julguemo-nos, sempre, em primeiro lugar, como o irmão mais próximo daquele a quem se atribui um crime ou uma falta, a fim de estarmos acordes com Aquele que é a luz dos nossos corações.

Nas horas comuns da existência, procuremos a luz evangélica para analisar o erro e a verdade, discernir o bem e o mal; todavia, no instante dos julgamentos definitivos, entreguemos os processos a Deus, que, antes de nós, saberá sempre o melhor caminho da regeneração dos seus filhos transviados.


Emmanuel





ÁUDIO:

Chico Xavier : Espírito Emmanuel - Livro O Consolador
Paz e Amor




Este livro, na forma de perguntas e respostas, é dividido em três partes, correspondentes ao tríplice aspecto da Doutrina Espírita – Ciência, Filosofia e Religião. Sob essas diretrizes aborda vários temas relacionados com a Biologia, Física, Sociologia, Química, Psicologia e Filosofia, tais como as enfermidades, a eutanásia e o suicídio.


sábado, 23 de janeiro de 2021

Um Anjo da Guarda - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano III, Maio de 1860 - Ditados Espontâneos - I - Remorso e arrependimento




Um Anjo da Guarda - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano III, Maio de 1860 - Ditados Espontâneos - I


Remorso e arrependimento 


Estou contente por ver que vos reunis pela mesma fé e pelo amor de Deus Todo-Poderoso, nosso divino Senhor. Possa ele guiar-vos sempre no bom caminho e cumular-vos com seus benefícios, o que fará se vos tornardes dignos.

Amai-vos sempre uns aos outros, como irmãos; prestai-vos mútuo auxílio, e que o amor do próximo não vos seja uma palavra vazia de sentido.

Lembrai-vos de que a caridade é a mais bela das virtudes, e que, de todas, é a mais agradável a Deus; não só dessa caridade que dá um óbolo aos infelizes, mas a que vos leva a ter compaixão das misérias de nossos irmãos; que vos faz partilhar suas dores morais, aliviar o fardo que os oprime, a fim de lhes tornar a dor menos viva e a vida mais fácil.

Recordai-vos de que o arrependimento sincero obtém o perdão de todas as faltas, tamanha é a bondade de Deus. O remorso nada tem em comum com o arrependimento; o remorso, meus irmãos, já é o prelúdio do castigo. O arrependimento, a caridade, a fé, vos conduzirão às felicidades reservadas aos bons Espíritos.

Ides ouvir a palavra de um Espírito superior, bem-amado de Deus. Recolhei-vos e abri o coração às lições que ele vos dará.


Um Anjo-da-Guarda







sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. 28 - Coletânea de preces Espíritas - I - Preces gerais - Para os médiuns - Item 9




Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. 28 - Coletânea de preces Espíritas - I - Preces gerais


Para os médiuns 


9. PREFÁCIO. Quis o Senhor que a luz se fizesse para todos os homens e que em toda a parte penetrasse a voz dos Espíritos, a fim de que cada um pudesse obter a prova da imortalidade. Com esse objetivo é que os Espíritos se manifestam hoje em todos os pontos da Terra e a mediunidade se revela em pessoas de todas as idades e de todas as condições, nos homens como nas mulheres, nas crianças como nos velhos. É um dos sinais de que chegaram os tempos preditos. Para conhecer as coisas do mundo visível e descobrir os segredos da Natureza material, outorgou Deus ao homem a vista corpórea, os sentidos e instrumentos especiais. Com o telescópio, ele mergulha o olhar nas profundezas do espaço, e, com o microscópio, descobriu o mundo dos infinitamente pequenos. Para peneirar no mundo invisível, deu-lhe a mediunidade. Os médiuns são os intérpretes incumbidos de transmitir aos homens os ensinos dos Espíritos; ou, melhor, são os órgãos materiais de que se servem os Espíritos para se expressarem aos homens por maneira inteligível. Santa é a missão que desempenham, visto ter por fim rasgar os horizontes da vida eterna.

Os Espíritos vêm instruir o homem sobre seus destinos, a fim de o reconduzirem à senda do bem, e não para o pouparem ao trabalho material que lhe cumpre executar neste mundo, tendo por meta o seu adiantamento, nem para lhe favorecerem a ambição e a cupidez. Aí têm os médiuns o de que devem compenetrar- -se bem, para não fazerem mau uso de suas faculdades. Aquele que, médium, compreende a gravidade do mandato de que se acha investido, religiosamente o desempenha. Sua consciência lhe profligaria, como ato sacrílego, utilizar por divertimento e distração, para si ou para os outros, faculdades que lhe são concedidas para fins sobremaneira sérios e que o põem em comunicação com os seres de além-túmulo. Como intérpretes do ensino dos Espíritos, têm os médiuns de desempenhar importante papel na transformação moral que se opera. Os serviços que podem prestar guardam proporção com a boa diretriz que imprimam às suas faculdades, porquanto os que enveredam por mau caminho são mais nocivos do que úteis à causa do Espiritismo. Pela má impressão que produzem, mais de uma conversão retardam. Terão, por isso mesmo, de dar contas do uso que hajam feito de um dom que lhes foi concedido para o bem de seus semelhantes. O médium que queira gozar sempre da assistência dos bons Espíritos tem de trabalhar por melhorar-se. O que deseja que a sua faculdade se desenvolva e engrandeça tem de se engrandecer moralmente e de se abster de tudo o que possa concorrer para desviá-la do seu fim providencial. Se, às vezes, os Espíritos bons se servem de médiuns imperfeitos, é para dar bons conselhos, com os quais procuram fazê-lo retomar a estrada do bem. Se, porém, topam com corações endurecidos e se suas advertências não são escutadas, afastam-se, ficando livre o campo aos maus. (Cap. XXIV, nos 11 e 12.)

Prova a experiência que, da parte dos que não aproveitam os conselhos que recebem dos bons Espíritos, as comunicações, depois de terem revelado certo brilho durante algum tempo, degeneram pouco a pouco e acabam caindo no erro, na vertigem, ou no ridículo, sinal incontestável do afastamento dos bons Espíritos. Conseguir a assistência destes, afastar os Espíritos levianos e mentirosos, tal deve ser a meta para onde convirjam os esforços constantes de todos os médiuns sérios. Sem isso, a mediunidade se torna uma faculdade estéril, capaz mesmo de redundar em prejuízo daquele que a possua, pois pode degenerar em perigosa obsessão. O médium que compreende o seu dever, longe de se orgulhar de uma faculdade que não lhe pertence, visto que lhe pode ser retirada, atribui a Deus as boas coisas que obtém. Se as suas comunicações receberem elogios, não se envaidecerá com isso, porque as sabe independentes do seu mérito pessoal; agradece a Deus o haver consentido que por seu intermédio bons Espíritos se manifestassem. Se dão lugar à crítica, não se ofende, porque não são obra do seu próprio Espírito. Ao contrário, reconhece no seu íntimo que não foi um instrumento bom e que não dispõe de todas as qualidades necessárias a obstar a imiscuência dos Espíritos maus. Cuida, então, de adquirir essas qualidades e suplica, por meio da prece, as forças que lhe faltam.


Allan Kardec






sábado, 15 de agosto de 2020

Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XXVIII - Coletânea de preces Espíritas - I - Preces gerais - Para os médiuns



Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XXVIII - Coletânea de preces Espíritas - I - Preces gerais


Para os médiuns


Prece - Deus Todo Poderoso, permiti aos bons Espíritos me assistirem na comunicação que solicito. Preservai-me da presunção de crer-me ao abrigo dos maus Espíritos do orgulho que poderia me enganar sobre os valor do que obtenho; de todo sentimento contrário à caridade, com respeito aos outros médiuns. Se estou induzido ao erro, inspirai alguém o pensamento de me advertir e a mim a humildade que me fará aceitar a crítica com reconhecimento, e tomar para mim mesmo e não para os outros os conselhos que quererão me ditar os bons Espíritos.

Se estou tentado em abusar do que quer que seja ou de me envaidecer da faculdade que vos aprouve me conceder, eu vos peço me retirar, antes de permitir que seja desviada de seu fim providencial, que é o bem de todos e meu próprio adiantamento moral.


Allan Kardec







sábado, 4 de julho de 2020

Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XXVIII - Coletânea de preces Espíritas - I - Preces gerais - Oração dominical - IV. Dá-nos o pão de cada dia



Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XXVIII - Coletânea de preces Espíritas - I - Preces gerais - Oração dominical


IV. Dá-nos o pão de cada dia


Dá-nos o alimento indispensável à sustentação das forças do corpo; mas, dá-nos também o alimento espiritual para o desenvolvimento do nosso Espírito.

O bruto encontra a sua pastagem; o homem, porém, deve o sustento à sua própria atividade e aos recursos da sua inteligência, porque o criaste livre.

Tu lhe hás dito: “Tirarás da terra o alimento com o suor da tua fronte.” Desse modo, fizeste do trabalho, para ele, uma obrigação, a fim de que exercitasse a inteligência na procura dos meios de prover às suas necessidades e ao seu bem-estar, uns mediante o labor manual, outros pelo labor intelectual. Sem o trabalho, ele se conservaria estacionário e não poderia aspirar à felicidade dos Espíritos superiores.

Ajudas o homem de boa vontade que em ti confia, pelo que concerne ao necessário; não, porém, àquele que se compraz na ociosidade e desejara tudo obter sem esforço, nem àquele que busca o supérfluo. (Cap. XXV.)

Quantos e quantos sucumbem por culpa própria, pela sua incúria, pela sua imprevidência, ou pela sua ambição e por não terem querido contentar-se com o que lhes havias concedido! Esses são os artífices do seu infortúnio e carecem do direito de queixar-se, pois que são punidos naquilo em que pecaram. Mas, nem a esses mesmos abandonas, porque és infinitamente misericordioso. As mãos lhes estendes para socorrê-los, desde que, como o filho pródigo, se voltem sinceramente para ti. (Cap. V, nº 4.)

Antes de nos queixarmos da sorte, inquiramos de nós mesmos se ela não é obra nossa. A cada desgraça que nos chegue, cuidemos de saber se não teria estado em nossas mãos evitá-la. Consideremos também que Deus nos outorgou a inteligência para tirar-nos do lameiro, e que de nós depende o modo de a utilizarmos.

Pois que à lei do trabalho se acha submetido o homem na Terra, dá-nos coragem e forças para obedecer a essa lei. Dá-nos também a prudência, a previdência e a moderação, a fim de não perdermos o respectivo fruto.

Dá-nos, pois, Senhor, o pão de cada dia, isto é, os meios de adquirirmos, pelo trabalho, as coisas necessárias à vida, porquanto ninguém tem o direito de reclamar o supérfluo.

Se trabalhar nos é impossível, à tua divina providência nos confiamos.

Se está nos teus desígnios experimentar-nos pelas mais duras provações, malgrado aos nossos esforços, aceitamo-las como justa expiação das faltas que tenhamos cometido nesta existência, ou noutra anterior, porquanto és justo. Sabemos que não há penas imerecidas e que jamais castigas sem causa.

Preserva-nos, ó meu Deus, de invejar os que possuem o que não temos, nem mesmo os que dispõem do supérfluo, ao passo que a nós nos falta o necessário. Perdoa-lhes, se esquecem a lei de caridade e de amor do próximo, que lhes ensinaste. (Cap. XVI, nº 8.)

Afasta, igualmente, do nosso espírito a ideia de negar a tua justiça, ao notarmos a prosperidade do mau e a desgraça que cai por vezes sobre o homem de bem. Já sabemos, graças às novas luzes que te aprouve conceder-nos, que a tua justiça se cumpre sempre e a ninguém excetua; que a prosperidade material do mau é efêmera, quanto a sua existência corpórea, e que experimentará terríveis reveses, ao passo que eterno será o júbilo daquele que sofre resignado. (Cap. V, nos 7, 9, 12 e 18.)


Allan Kardec









Fonte: Ipeak - Instituto de Pesquisas Espíritas Allan Kardec