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quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 1ª Parte - Das causas primárias - Cap. 3 - Da criação - Diversidade das raças humanas - Questão 54 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 1ª Parte - Das causas primárias - Cap. 3 - Da criação


Diversidade das raças humanas 


54. Pelo fato de não proceder de um só indivíduo a espécie humana, devem os homens deixar de considerar-se irmãos?

“Todos os homens são irmãos em Deus, porque são animados pelo espírito e tendem para o mesmo fim. Estais sempre inclinados a tomar as palavras na sua significação literal.”


Allan Kardec 



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez
Questão 54 comentada

Somos todos filhos do mesmo Pai, Deus, única força reconhecidamente livre e poderosa, que criou e assiste todas as coisas geradas no Seu seio. Ninguém vive à parte do Criador.

Se, porventura, alguma alma fosse desligada da fonte universal, ela pereceria, porque vivemos e nos alimentamos nela. As variações de raças que existem não impedem a nossa irmandade e nos favorecem numa tônica altamente grandiosa, por constatarmos a grande inteligência d'Aquele que nos fez.

Todos os homens são irmãos em Deus, certamente que o somos, e são esses laços de originalidade que nos levam a amar aos nossos semelhantes, depois que o nosso amor já provou a gratidão ao nosso Pai que está nos céus. Além da afinidade profunda com os nossos semelhantes, a palavra irmão não se aplica somente no reino dos homens; ela avança e domina todos os reinos da natureza, naquele aconchego eterno, porque entre os homens e eles se processa uma troca interminável de valores, que amplia cada vez mais as forças que nos sustentam a todos. E saindo da faixa em que vivem, os homens podem regalar-se, por serem, igualmente irmãos dos anjos, agentes divinos do Senhor, que trabalham e alimentam a vida em todas as direções do infinito.

A humanidade atual está ansiosa para conhecer o desconhecido. Na verdade, terá sempre o desconhecido pela frente, porém, devemos trabalhar para desvendar os segredos da Divindade, sem deixar a porta de entrada mais próxima e verdadeira, para buscar entradas distantes e ilusórias. A ciência exterior é de grande valor e deve ser pesquisada, mas, a porta de ouro por onde deves entrar, na senda da busca, não está fora, mas dentro de cada criatura; não está longe, mas ao toque das mãos. Deus colocou a gema da vida vibrando em cada criatura, com a perfeição das Suas próprias mãos; nunca fez algo imperfeito, por ser Deus.

Todas as divisões que existem na casa maior partem da mesma fonte, nasceram de um só elemento primitivo, que o cinetismo cósmico faz transformar em espécies diferentes, para que o belo se expresse com todo vigor, em nuances indescritíveis, na lavoura do Senhor. Eis aí a igualdade de tudo que vive e se manifesta no universo. No esquema divino ninguém está perto ou longe; todos estamos na eternidade juntos, vivendo e desfrutando da vida do grande Foco Universal, como filhos da Luz.

A lei de amor nos prova o quanto temos em comum com os nossos semelhantes, como as necessidades que temos das vidas dos outros, na Terra e nos Céus. Onde se vive melhor é onde existem mais Espíritos reunidos e despertos para o bem da coletividade. A separação nos traz a carência de muitos valores e o egoísmo nos atrofia, o orgulho nos cega, e o ódio nos faz esquecer a esperança no futuro. Precisamos e temos necessidade de viver juntos, e desse encontro com os nossos semelhantes, se processa uma troca de experiência, que abre nossos caminhos ao alcance da paz. Somente a ignorância induz a criatura à separação.

A vida exterior é de grande importância para todos nós, onde quer que estejamos na escala de ascensão, todavia, se não passarmos pelos caminhos interiores, cheios de obstáculos e carregados de espinhos, não vamos ter olhos para ver o belo na feição do todo. Devemos repetir, quantas vezes nos convier, que todos somos irmãos em Cristo, filhos de Deus. 


Miramez 




Livro Filosofia Espírita Vol. 2 - João Nunes Maia 
Cap. 3 - Fonte universal 








quarta-feira, 9 de março de 2022

Emmanuel - Livro O Consolador - 1ª Parte - Chico Xavier - I - Ciências Fundamentais - Sociologia - Questão 54




Emmanuel - Livro O Consolador - 1ª Parte - Chico Xavier - I - Ciências Fundamentais


Sociologia


54. — Com a difusão da luz espiritual, alargará o homem a noção de pátria, de modo a abranger no mesmo nível todas as nações do mundo?

— A luz espiritual dará aos homens um conceito novo de pátria, de maneira a proscrever-se o movimento destruidor pelos canhões e balas homicidas.

Quando isso se verifique, o homem aprenderá a valorizar o berço em que renasceu, pelo trabalho e pelo amor, destruindo-se concomitantemente as fronteiras materiais e dando lugar à era nova da grande família humana, em que as raças serão substituídas pelas almas e em que a pátria será honrada, não com a morte, mas com a vida bem aplicada e bem vivida.

Emmanuel








ÁUDIO:

Chico Xavier : Espírito Emmanuel - Livro O Consolador
Ana Paola






Este livro, na forma de perguntas e respostas, é dividido em três partes, correspondentes ao tríplice aspecto da Doutrina Espírita – Ciência, Filosofia e Religião. 

Obra repleta de ensinamentos espíritas, O Consolador reúne rico material para referência e meditação, um curso completo oferecido pelo Espírito Emmanuel, com sábios esclarecimentos acerca de assuntos que nos levam a compreender o Espiritismo como o Consolador Prometido por Jesus.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Emmanuel - Livro O Consolador - Chico Xavier - 1ª Parte. I. - Ciências Fundamentais - Psicologia - Questão 54



Emmanuel - Livro O Consolador - Chico Xavier - 1ª Parte.  I. - Ciências Fundamentais


Psicologia 


54. — Os bons ou maus pensamentos do ser encarnado afetam a organização psíquica de seus irmãos na Terra, aos quais sejam dirigidos?

— Os corações que oram e vigiam, realmente, de acordo com as lições evangélicas, constroem a sua própria fortaleza, para todos os movimentos de defesa espontânea.

Os bons pensamentos produzem sempre o máximo bem sobre aqueles que representam o seu objetivo, por se enquadrarem na essência da Lei única, que é o Amor em todas as suas divinas manifestações; os de natureza inferior podem afetar o seu objeto, em identidade de circunstâncias, quando a criatura se fez credora desses choques dolorosos, na justiça das compensações.

Sobre todos os feitos dessa natureza, todavia, prevalece a Providência Divina, que opera a execução de seus desígnios de equidade, com misericórdia e sabedoria.


Emmanuel