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terça-feira, 28 de junho de 2022

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Da vida espírita - Escolha das provas - Questão 268 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Da vida espírita


Escolha das provas


268. Até que chegue ao estado do perfeita pureza, o Espírito tem de passar constantemente por provas?

– Sim, mas elas não são como as entendeis. Chamais provas às tribulações materiais, ora, o Espírito, chegado a um certo grau, mesmo sem ser perfeito, não tem mais nada a sofrer. Mas tem sempre deveres que o ajudam a se aperfeiçoar, e que não são penosos para ele, a não ser os de ajudar os outros a se aperfeiçoarem.


Allan Kardec





O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 268 comentada

O Espírito, em certas faixas evolutivas, passa por provas, por vezes duras, com o objetivo de despertar ou aprimorar suas qualidades espirituais, depositadas, em sua consciência, pelo Criador.

O progresso da alma tem um preço: a passagem pela porta estreita.

Em princípio, o homem abusa dos poderes que lhe foram concedidos, do ouro que lhe foi entregue por empréstimo do Pai; da saúde que a vida lhe ofertou, e a inferência disso são os sofrimentos de toda ordem, que vêm lhe ensinar o roteiro mais proveitoso a trilhar.

Quando a lição é aprendida, cessa a necessidade da presença da dor, mestra incomparável, que deixa o homem entregue a si mesmo, consciente dos seus deveres. As provas, portanto, têm um fim, e quando o Espírito já não necessita de passar por situações penosas, outros vêm a ser os seus deveres, quando ele empregará os valores conquistados, com alegria, no seu adiantamento e no progresso dos que se acham na retaguarda, assim como ele mesmo recebe do Alto a assistência nos seus caminhos de redenção.

Tudo na vida progride. A própria dor, que no mundo material é quase considerada como um fantasma apavorante, continua volatizada entre os Espíritos elevados, em outra faixa, também evoluída e que dá prazer, como deveres ante a Paternidade Universal.

As virtudes do Espírito têm cada uma sua expressão própria e com sua ascensão elas ganham pureza cada vez mais sublimada, de modo a iluminarem o Espírito em qualquer estágio em que ele se encontre.

Os motivos que fazem a criança chorar não são os mesmos que inquietam o adulto.

A visão de Jesus em relação à sociedade humana era uma, e a da humanidade em si era outra bem diferente. Foi por isso que Ele, em muitos casos, falou por parábolas, deixando de dizer muitas coisas que os homens não estavam preparados para ouvir.

As provas, se assim podemos chamá-las, para os benfeitores da humanidade, consistem em levá-los a auxiliar no progresso, com paciência, com amor e com energia, e sentem eles muita satisfação nessas lutas.

Cada vez que o Espírito muda de plano, alcançando mais um degrau na escala espiritual, ele sente a necessidade de deveres diferentes, reclamando a sua falta, pois sempre tem que lutar para se elevar.

Os Espíritos Superiores sentem alegria em amanhar o bem onde quer que sejam chamados a servir e estão atentos à vontade de Deus, sob as vistas do Divino Mestre.

As provas dolorosas são breves, as lutas não. O esforço próprio para evoluir cada vez mais é, pois, eterno. Quando se encerra um ciclo evolutivo, inicia-se outro, em dimensão diferente. Essa é a vida, dentro da vida de Deus.

Os Espíritos que estão na Terra, se movendo em um corpo de carne, podem avaliar suas atividades e notar a que grau pertencem na ascensão para a libertação.

Conscientes do que precisamos, devemos trabalhar para nos melhorarmos moralmente. Esse é o dever de todos nós, nos dois planos da vida.

Vale a pena trabalhar pelo bem, na lavoura íntima, e essa se reflete em tudo o que fazemos, tornando-nos conhecidos pelas nossas obras.

No fim das provas brotará em nossa consciência a tranquilidade imperturbável.


Miramez




Filosofia Espírita - Vol. VI - João Nunes Maia
Cap. 13 - As provas têm um fim?









sexta-feira, 17 de junho de 2022

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Cap. 6 - Da vida espírita - Escolha das provas - Questão 258a (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Cap. 6 - Da vida espírita


Escolha das provas  


258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?

"Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar, e nisso consiste o seu livre-arbítrio."

a) - Não é Deus, então, que lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?

"Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus que estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não aquela! Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou, e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Ademais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu."


Allan Kardec



O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez
Questão 258 comentada


A razão nos convida a apreciar com profundidade esse assunto de escolha de provas, quando o Espírito está na erraticidade. Temos o livre-arbítrio, mas em uma escala progressiva, e até certo ponto, porque Deus é quem comanda tudo, dentro da Sua autoridade total.

O Espírito pode escolher as provas que haverá de enfrentar na Terra, mas, quando passa dos limites, quando a sua usura, o seu orgulho falam mais alto do que as suas necessidades de se educar, a mão de Deus intervém, dando-lhe o que pode suportar e que lhe serve de aprendizado. É, pois, engenhosa essa escolha; nem sempre a alma pode escolher o que quer, porque por vezes não sabe optar pelo que realmente lhe convém.

No caso de Espíritos envolvidos nas paixões inferiores, que se encontram na inconsciência do que devem escolher, certamente que esses não podem programar as suas provas, assim como a criança, o velho esclerosado ou o retardado mental não podem sair para as ruas à hora que desejarem.

Para esse trabalho de escolha e assistência, aos reencarnantes, Deus colocou falanges e mais falanges de anjos benfeitores, conscientes de seus deveres ante os necessitados.

Nunca se pode generalizar esses casos de escolhas; elas são variadas, de acordo com o reencarnante, e muitos Espíritos, já com categoria espiritual elevada, pedem conselhos aos Espíritos que os guiam nas escolhas das suas provas, sobre a família e o meio social em que deverão reencarnar. São almas que desejam acertar e não querem negligenciar nas diretrizes do bem e da verdade, e ainda pedem aos seus mentores espirituais para avisar-lhes sobre os perigos, no momento em que estiverem à beira do abismo. São Espíritos com a maturidade que os assemelha à lavoura cuja colheita se aproxima. E que Deus nos abençoe e que existam muitos deles na Terra.

Mas quando o Espírito tem a liberdade de escolher suas provas e avança para certas dificuldades que pesam em seus ombros, e Deus o permite, Ele, o Senhor, é misericordioso e oferta muitos recursos para que a alma aproveite as lições. Nada é perdido em lugar algum do universo porque a Sabedoria Divina tudo vê, e Suas mãos sempre abençoam, convertendo o mal em bem, o ódio em amor, a violência em paz, a inimizade em perdão. Mesmo que o Espírito se desvie da estrada nobre que desejou seguir, ele acumula experiências e torna a voltar, revestindo-se de novo corpo, com mais facilidade de acertar.

Podemos ponderar sobre os nossos feitos na Terra e as decisões que tomamos no decorrer da nossa existência. Temos o livre-arbítrio de escolher, no entanto, muitas escolhas não acontecem, porque o Senhor não achou conveniente ao nosso tamanho evolutivo. Isso sucede todos os dias; basta observarmos os acontecimentos na sutileza da vida. Situações há em que determinada pessoa escolhe, por exemplo, dirigir um país e quase toda nação assim o deseja. Entretanto, Deus não permite que assim aconteça.

Assim também se passa no mundo dos Espíritos: quem pode escolher, escolhe as provas; a quem não pode, elas são impostas, e outros pedem conselhos aos benfeitores maiores, sobre o que e melhor para eles. Enfim, tudo é escola, tudo são lições, porque nada se perde na casa de Deus. A Sua vontade é sempre soberana.


Miramez




Filosofia Espírita - Volume VI - João Nunes Maia
Cap. 3- Escolha de provas






quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 2ª Parte - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - Capítulo 6 - Da vida espírita - Questão 258 - Escolha das provas (Miramez)




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 2ª Parte - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - Capítulo 6 - Da vida espírita


Escolha das provas


258. No estado errante, antes de nova existência corpórea, o Espírito tem consciência e previsão do que lhe vai acontecer durante a vida?

– Ele mesmo escolhe o gênero de provas que deseja sofrer, nisto consiste o seu livre arbítrio.

258-a. Não é Deus quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?

– Nada acontece sem a permissão de Deus, porque foi Ele quem estabeleceu todas as leis que regem o universo. Perguntareis agora por que Ele fez tal lei em vez de tal outra! Dando ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade dos seus atos e das suas conseqüências, nada lhe estorva o futuro, o caminho do bem está à sua frente, como o do mal. Mas se sucumbir, ainda lhe resta uma consolação, a de que nem tudo se acabou para ele, pois Deus, na sua bondade, permite-lhe recomeçar o que foi mal feito. É necessário distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é da vontade do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criastes, mas Deus, tivestes, porém, a vontade de vos expordes a ele, porque o considerastes um meio de adiantamento, e Deus o permitiu.


Allan Kardec





O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 258 comentada


A razão nos convida a apreciar com profundidade esse assunto de escolha de provas, quando o Espírito está na erraticidade. Temos o livre-arbítrio, mas em uma escala progressiva, e até certo ponto, porque Deus é quem comanda tudo, dentro da Sua autoridade total.

O Espírito pode escolher as provas que haverá de enfrentar na Terra, mas, quando passa dos limites, quando a sua usura, o seu orgulho falam mais alto do que as suas necessidades de se educar, a mão de Deus intervém, dando-lhe o que pode suportar e que lhe serve de aprendizado. É, pois, engenhosa essa escolha; nem sempre a alma pode escolher o que quer, porque por vezes não sabe optar pelo que realmente lhe convém.

No caso de Espíritos envolvidos nas paixões inferiores, que se encontram na inconsciência do que devem escolher, certamente que esses não podem programar as suas provas, assim como a criança, o velho esclerosado ou o retardado mental não podem sair para as ruas à hora que desejarem.

Para esse trabalho de escolha e assistência, aos reencarnantes, Deus colocou falanges e mais falanges de anjos benfeitores, conscientes de seus deveres ante os necessitados.

Nunca se pode generalizar esses casos de escolhas; elas são variadas, de acordo com o reencarnante, e muitos Espíritos, já com categoria espiritual elevada, pedem conselhos aos Espíritos que os guiam nas escolhas das suas provas, sobre a família e o meio social em que deverão reencarnar. São almas que desejam acertar e não querem negligenciar nas diretrizes do bem e da verdade, e ainda pedem aos seus mentores espirituais para avisar-lhes sobre os perigos, no momento em que estiverem à beira do abismo. São Espíritos com a maturidade que os assemelha à lavoura cuja colheita se aproxima. E que Deus nos abençoe e que existam muitos deles na Terra.

Mas quando o Espírito tem a liberdade de escolher suas provas e avança para certas dificuldades que pesam em seus ombros, e Deus o permite, Ele, o Senhor, é misericordioso e oferta muitos recursos para que a alma aproveite as lições. Nada é perdido em lugar algum do universo porque a Sabedoria Divina tudo vê, e Suas mãos sempre abençoam, convertendo o mal em bem, o ódio em amor, a violência em paz, a inimizade em perdão. Mesmo que o Espírito se desvie da estrada nobre que desejou seguir, ele acumula experiências e torna a voltar, revestindo-se de novo corpo, com mais facilidade de acertar.

Podemos ponderar sobre os nossos feitos na Terra e as decisões que tomamos no decorrer da nossa existência. Temos o livre-arbítrio de escolher, no entanto, muitas escolhas não acontecem, porque o Senhor não achou conveniente ao nosso tamanho evolutivo. Isso sucede todos os dias; basta observarmos os acontecimentos na sutileza da vida. Situações há em que determinada pessoa escolhe, por exemplo, dirigir um país e quase toda nação assim o deseja. Entretanto, Deus não permite que assim aconteça.

Assim também se passa no mundo dos Espíritos: quem pode escolher, escolhe as provas; a quem não pode, elas são impostas, e outros pedem conselhos aos benfeitores maiores, sobre o que é melhor para eles. Enfim, tudo é escola, tudo são lições, porque nada se perde na casa de Deus. A Sua vontade é sempre soberana.


Miramez






Filosofia Espírita – Volume VI - João Nunes Maia

quinta-feira, 19 de março de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Da vida espírita - Escolha das provas - Questão 268 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Da vida espírita


Escolha das provas


268. Até que chegue ao estado do perfeita pureza, o Espírito tem de passar constantemente por provas?

– Sim, mas elas não são como as entendeis. Chamais provas às tribulações materiais, ora, o Espírito, chegado a um certo grau, mesmo sem ser perfeito, não tem mais nada a sofrer. Mas tem sempre deveres que o ajudam a se aperfeiçoar, e que não são penosos para ele, a não ser os de ajudar os outros a se aperfeiçoarem.


Allan Kardec





O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 268 comentada

O Espírito, em certas faixas evolutivas, passa por provas, por vezes duras, com o objetivo de despertar ou aprimorar suas qualidades espirituais, depositadas, em sua consciência, pelo Criador.

O progresso da alma tem um preço: a passagem pela porta estreita.

Em princípio, o homem abusa dos poderes que lhe foram concedidos, do ouro que lhe foi entregue por empréstimo do Pai; da saúde que a vida lhe ofertou, e a inferência disso são os sofrimentos de toda ordem, que vêm lhe ensinar o roteiro mais proveitoso a trilhar.

Quando a lição é aprendida, cessa a necessidade da presença da dor, mestra incomparável, que deixa o homem entregue a si mesmo, consciente dos seus deveres. As provas, portanto, têm um fim, e quando o Espírito já não necessita de passar por situações penosas, outros vêm a ser os seus deveres, quando ele empregará os valores conquistados, com alegria, no seu adiantamento e no progresso dos que se acham na retaguarda, assim como ele mesmo recebe do Alto a assistência nos seus caminhos de redenção.

Tudo na vida progride. A própria dor, que no mundo material é quase considerada como um fantasma apavorante, continua volatizada entre os Espíritos elevados, em outra faixa, também evoluída e que dá prazer, como deveres ante a Paternidade Universal.

As virtudes do Espírito têm cada uma sua expressão própria e com sua ascensão elas ganham pureza cada vez mais sublimada, de modo a iluminarem o Espírito em qualquer estágio em que ele se encontre.

Os motivos que fazem a criança chorar não são os mesmos que inquietam o adulto.

A visão de Jesus em relação à sociedade humana era uma, e a da humanidade em si era outra bem diferente. Foi por isso que Ele, em muitos casos, falou por parábolas, deixando de dizer muitas coisas que os homens não estavam preparados para ouvir.

As provas, se assim podemos chamá-las, para os benfeitores da humanidade, consistem em levá-los a auxiliar no progresso, com paciência, com amor e com energia, e sentem eles muita satisfação nessas lutas.

Cada vez que o Espírito muda de plano, alcançando mais um degrau na escala espiritual, ele sente a necessidade de deveres diferentes, reclamando a sua falta, pois sempre tem que lutar para se elevar.

Os Espíritos Superiores sentem alegria em amanhar o bem onde quer que sejam chamados a servir e estão atentos à vontade de Deus, sob as vistas do Divino Mestre.

As provas dolorosas são breves, as lutas não. O esforço próprio para evoluir cada vez mais é, pois, eterno. Quando se encerra um ciclo evolutivo, inicia-se outro, em dimensão diferente. Essa é a vida, dentro da vida de Deus.

Os Espíritos que estão na Terra, se movendo em um corpo de carne, podem avaliar suas atividades e notar a que grau pertencem na ascensão para a libertação.

Conscientes do que precisamos, devemos trabalhar para nos melhorarmos moralmente. Esse é o dever de todos nós, nos dois planos da vida.

Vale a pena trabalhar pelo bem, na lavoura íntima, e essa se reflete em tudo o que fazemos, tornando-nos conhecidos pelas nossas obras.

No fim das provas brotará em nossa consciência a tranqüilidade imperturbável.


Miramez








sábado, 14 de março de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 2ª Parte - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - Capítulo 6 - Da vida espírita - Questão 258 - Escolha das provas (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 2ª Parte - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - Capítulo 6 - Da vida espírita


Escolha das provas


258. No estado errante, antes de nova existência corpórea, o Espírito tem consciência e previsão do que lhe vai acontecer durante a vida?

– Ele mesmo escolhe o gênero de provas que deseja sofrer, nisto consiste o seu livre arbítrio.

258-a. Não é Deus quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?

– Nada acontece sem a permissão de Deus, porque foi Ele quem estabeleceu todas as leis que regem o universo. Perguntareis agora por que Ele fez tal lei em vez de tal outra! Dando ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade dos seus atos e das suas conseqüências, nada lhe estorva o futuro, o caminho do bem está à sua frente, como o do mal. Mas se sucumbir, ainda lhe resta uma consolação, a de que nem tudo se acabou para ele, pois Deus, na sua bondade, permite-lhe recomeçar o que foi mal feito. É necessário distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é da vontade do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criastes, mas Deus, tivestes, porém, a vontade de vos expordes a ele, porque o considerastes um meio de adiantamento, e Deus o permitiu.


Allan Kardec





O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 258 comentada


A razão nos convida a apreciar com profundidade esse assunto de escolha de provas, quando o Espírito está na erraticidade. Temos o livre-arbítrio, mas em uma escala progressiva, e até certo ponto, porque Deus é quem comanda tudo, dentro da Sua autoridade total.

O Espírito pode escolher as provas que haverá de enfrentar na Terra, mas, quando passa dos limites, quando a sua usura, o seu orgulho falam mais alto do que as suas necessidades de se educar, a mão de Deus intervém, dando-lhe o que pode suportar e que lhe serve de aprendizado. É, pois, engenhosa essa escolha; nem sempre a alma pode escolher o que quer, porque por vezes não sabe optar pelo que realmente lhe convém.

No caso de Espíritos envolvidos nas paixões inferiores, que se encontram na inconsciência do que devem escolher, certamente que esses não podem programar as suas provas, assim como a criança, o velho esclerosado ou o retardado mental não podem sair para as ruas à hora que desejarem.

Para esse trabalho de escolha e assistência, aos reencarnantes, Deus colocou falanges e mais falanges de anjos benfeitores, conscientes de seus deveres ante os necessitados.

Nunca se pode generalizar esses casos de escolhas; elas são variadas, de acordo com o reencarnante, e muitos Espíritos, já com categoria espiritual elevada, pedem conselhos aos Espíritos que os guiam nas escolhas das suas provas, sobre a família e o meio social em que deverão reencarnar. São almas que desejam acertar e não querem negligenciar nas diretrizes do bem e da verdade, e ainda pedem aos seus mentores espirituais para avisar-lhes sobre os perigos, no momento em que estiverem à beira do abismo. São Espíritos com a maturidade que os assemelha à lavoura cuja colheita se aproxima. E que Deus nos abençoe e que existam muitos deles na Terra.

Mas quando o Espírito tem a liberdade de escolher suas provas e avança para certas dificuldades que pesam em seus ombros, e Deus o permite, Ele, o Senhor, é misericordioso e oferta muitos recursos para que a alma aproveite as lições. Nada é perdido em lugar algum do universo porque a Sabedoria Divina tudo vê, e Suas mãos sempre abençoam, convertendo o mal em bem, o ódio em amor, a violência em paz, a inimizade em perdão. Mesmo que o Espírito se desvie da estrada nobre que desejou seguir, ele acumula experiências e torna a voltar, revestindo-se de novo corpo, com mais facilidade de acertar.

Podemos ponderar sobre os nossos feitos na Terra e as decisões que tomamos no decorrer da nossa existência. Temos o livre-arbítrio de escolher, no entanto, muitas escolhas não acontecem, porque o Senhor não achou conveniente ao nosso tamanho evolutivo. Isso sucede todos os dias; basta observarmos os acontecimentos na sutileza da vida. Situações há em que determinada pessoa escolhe, por exemplo, dirigir um país e quase toda nação assim o deseja. Entretanto, Deus não permite que assim aconteça.

Assim também se passa no mundo dos Espíritos: quem pode escolher, escolhe as provas; a quem não pode, elas são impostas, e outros pedem conselhos aos benfeitores maiores, sobre o que é melhor para eles. Enfim, tudo é escola, tudo são lições, porque nada se perde na casa de Deus. A Sua vontade é sempre soberana.


Miramez






Filosofia Espírita – Volume VI - João Nunes Maia

sexta-feira, 13 de março de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Questão 260 - Escolha das provas




Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - Questão 260


Escolha das provas




260. Como o Espírito pode querer nascer entre gente de má vida?

“É necessário ser enviado ao meio em que possa sofrer a prova pedida. Pois bem: o semelhante atrai o semelhante, e para lutar contra o instinto do bandido é necessário que ele se encontre entre gente desta espécie. 

a) - Assim, se não houvesse na Terra gente de maus costumes, o Espírito não encontraria aí meio apropriado ao sofrimento de certas provas?

“E seria isso de lastimar-se? É o que ocorre nos mundos superiores, onde o mal não penetra. Eis por que nesses mundos, só há Espíritos bons. Fazei que em breve o mesmo se dê na Terra.”


O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 260 comentada

Há Espíritos que podem escolher suas provas, mas, sempre dentro de uma escala de provações. Até a escolha deve obedecer a determinações. Liberdade maior, somente aos Espíritos Superiores.

Por vezes, o Espírito que tem certos defeitos a corrigir nasce em família com as mesmas faltas a serem corrigidas. Aí é que está sua maior prova, e a solução do problema está dentro dele. Como nos fala "O Livro dos Espíritos", uma alma que tem instintos de se apossar do alheio nasce em família que gosta de roubar; esse Espírito deve se esforçar, dentro do ambiente favorável ao erro, para se libertar daquilo que precisa para se tornar livre. Se renascer no lar já motivado pelo Evangelho, entre pessoas que já se limparam das mazelas das paixões inferiores, qual o esforço que ele terá que fazer para o seu aperfeiçoamento? Sabendo disso, escolhe lar compatível com as suas tendências. Isso é analogia de sentimentos. Atraímos o que somos, esta é a lei.

Quando um mundo passa para a escala de mundo superior, os Espíritos nele instalados, que se esquecerem da corrigenda, vão para outras moradas em plena conexão com os seus sentimentos. Essa é lei de justiça, e mesmo do amor. O Espírito inferior, que ainda não despertou para a realidade, indo morar em um mundo de luz, criará problemas inúmeros para os seus habitantes, que não merecem esse tipo de companhia.

Cada qual deve estagiar no lugar que a justiça indicar, locais esses que irão servir como escola, onde os processos grosseiros despertarão as qualidades nobres que se encontram latentes em todas as almas. Deus a ninguém desampara.

A Terra se aproxima dessa mudança, e quem a herdar será feliz, pois, não mais fará dívidas. Quando a Terra mudar de dimensão, sair das provações para ser um mundo de regeneração, e daí para casa superior onde deverão habitar somente Espíritos de paz, os Espíritos inferiores não terão oportunidade de voltar a ela, mesmo querendo. Soframos, pois, com paciência, o que for necessário para a limpeza do fardo, no preparo para o paraíso, que pode ser a própria Terra.

O Cristo, através da Doutrina Espírita, vem anunciar o último aviso, de que o trigo se encontra maduro, e que a qualquer hora os ceifeiros virão à lavoura para colhê-lo e separá-lo do joio, que será queimado. Espíritas, aproveitai as oportunidades de renovação do vosso interior, e trabalhai com afinco no bem, fazendo da caridade a bandeira de luz que vos poderá guiar para a verdadeira fraternidade.

A lei dos iguais é absoluta, buscamos sempre estar ao lado daqueles que pensam do mesmo modo que nós. As ações pedem respostas e elas são do mesmo naipe, induzidas pela lei de justiça. O não façais aos outros o que não quereis para vós mesmos, é o melhor roteiro para quem quer tranquilizar a consciência.

O Espírito, ao chegar o momento de reencarnar, às vezes, não escolhe nascer entre pessoas de má vida, porém, as circunstâncias o induzem para tal. Não havendo outro recurso, ele aceita, e às vezes até escolhe isso, pois o caminho melhor é se redimir no mesmo ambiente em que errou. A perfeição exige luta, e para isso Jesus deu o maior dos testemunhos, subindo o Calvário com dignidade, perdoando e amando os que o injuriavam, dizendo que eles não sabiam o que faziam. Verdadeiramente, se eles soubessem, não fariam o que fizeram ao maior Espírito que já veio à Terra, protetor da humanidade, desde o princípio da formação do planeta.



Miramez