quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Chico Xavier - Livro Novo Mundo - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Cap. 11 - Entrevista ao jornal O Triângulo Espírita - Especialização mediúnica



Chico Xavier - Livro Novo Mundo - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Cap. 11


Entrevista ao jornal O Triângulo Espírita 


(“O Triângulo Espírita” — Uberaba, Minas — 20 de setembro de 1974).

Chico Xavier entrou numa nova fase de sua existência: a vida pública, isto é, o maior contato com as massas, através do Rádio, da Televisão, da Imprensa, lançamento de livros, etc.

De algum tempo a esta parte, não tem sido outra a tônica da vida do nosso companheiro e médium Chico Xavier.

Dessa forma, se hoje ele recebe títulos de cidadão de várias cidades brasileiras, se comparece a Tardes de Autógrafos fazendo lançamento de novos livros mediúnicos, se concede entrevistas à imprensa, se participa de programas de Televisão, tudo isso, ele o faz com vistas à maior difusão do Espiritismo, da mensagem dos Espíritos.

Sabemos que o Espiritismo não visa a massificação, todavia, o contato com o povo e, sobretudo, numa época em que a confusão é geral, as dores são imensas, constitui uma necessidade imperiosa.

Não se compreende um médium psicógrafo, principalmente, sem o contato com o povo atendendo-o em suas necessidades espirituais.

É claro que isto deve acontecer naturalmente. Tudo deve ser natural, espontâneo, a fim de que os Desígnios da Providência se manifestem conforme as necessidades do momento.

Nesse sentido, o nosso Chico, desde o seu primeiro programa de Televisão, sempre foi procurado para conceder entrevistas naturalmente, nada acontecendo por solicitação sua, ou da Entidade aonde trabalha.

E sempre com um objetivo: esclarecer o povo, amenizando suas dores pelo consolo, através da difusão do Espiritismo libertador.

É por isso que “O Triângulo Espírita” destaca, nesta oportunidade, trechos de algumas entrevistas concedidas à nossa imprensa espírita e não espírita: “Diário do Povo”, de Campinas, do dia 29 de julho; “Folha Espírita”, de agosto, e “D N Cultura”, de agosto, todos deste ano.

— O senhor poderia tecer considerações sobre o chamado “baixo Espiritismo”, comparando-o com aquele que é um dos seguidores?


Especialização mediúnica


— O senhor teria a oportunidade de receber páginas musicais?

— Este assunto já foi abordado certa vez e o nosso Emmanuel nos disse que esta possibilidade existe.

Por uma questão de especialização, enquanto eu possa, devo me deter na psicografia, deixando a outros médiuns esta parte para que a mediunidade, no meu caso, dependendo de muito tempo, possa render maior trabalho espiritual.

— Qual o futuro do Espiritismo Cristão no Brasil, ao seu ver?

— Os Espíritos Amigos sempre nos dizem que o Brasil está destinado a grandes realizações na vivência do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Deste modo, é de esperar que tenhamos no Brasil a civilização cristã do futuro, sem qualquer menosprezo a outras nações igualmente cristãs.

Mas sendo o Evangelho de Cristo, especialmente uma norma de vida, no Brasil esta norma vem sendo observada nos procedimentos de vida de seu povo, que procura cultuar a fraternidade cristã, com assistência recíproca, com a paz e com a segurança de todos, cada vez mais.

— Nós estamos ligados à interpretação Kardequiana do Evangelho e da vida.

Dentro desta escola, nós nos sentimos na condição de alunos, matriculados numa faculdade de libertação espiritual, com a bênção de Jesus Cristo.

Não podemos julgar os nossos irmãos, de outros setores de atividades mediúnicas ou religiosas, porque compreendemos que a mediunidade é atributo de todos.

Muitas vezes, um companheiro doente, simplesmente doente, é um médium que se encontra psiquicamente enfermo, sem possibilidades de entendimento da sua própria situação.

Nós entendemos, também, que, na Vida Espiritual imediata, temos milhares de criaturas que, tanto quanto nós, não conseguem se alterar de um dia para outro.

Por isso mesmo, continuam com a vida espiritual que possuem aqui no Mundo Físico, diante de horizontes infinitos que se abrem para nós todos, no sentido de trabalhar pelo nosso próprio aperfeiçoamento.

Não compreendo, lugar algum, em religião alguma, que haja planos mais baixos ou mais altos. Entendo que todos nós somos irmãos em humanidade, porque todos somos filhos de Deus, devendo ser respeitados nas ideias que tenhamos a respeito de Deus.

Se um irmão nosso adora determinada pedra como sendo um objeto divino, devo, pelo menos de minha parte, em meu setor pessoal de comportamento, respeitar este companheiro, porque ele está realizando, dentro dele mesmo a respeito de Deus, o que possui de melhor.

Mas isso não impede que tenhamos na Doutrina codificada por Allan Kardec um campo imenso de iluminação espiritual que está aberto a nós todos e que nos convida à libertação espiritual através do cumprimento dos nossos deveres.

Ela ensina que a nossa liberdade, tem o tamanho do nosso dever cumprido de uns para com os outros, sempre sob a luz dos ensinamentos de Jesus Cristo e dos Evangelhos que Ele nos legou.


Chico Xavier / Emmanuel









Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Nenhum comentário:

Postar um comentário