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sábado, 15 de outubro de 2022

Chico Xavier - Livro Chico Xavier, dos hippies aos problemas do mundo - Entrevistas - Chico Xavier / Emmanuel - Cap. 18 - Catástrofes, cremação e morte tranquila



Chico Xavier - Livro Chico Xavier, dos hippies aos problemas do mundo - Entrevistas - Chico Xavier / Emmanuel - Cap. 18


Catástrofes, cremação e morte tranquila


— Almir — Chico, a jornalista Vilma, da revista Intervalo, presente ao auditório, está muito preocupada com as mortes coletivas. Ela quer saber, dentro da doutrina espírita como se explicam, as mortes, assim aos milhares, em guerras, enchentes, em toda espécie de catástrofe. Justamente esta última aí, da Índia, da guerra com o Paquistão.

Chico Xavier — São essas provações coletivas, que coletivamente adquirimos do ponto de vista de débitos cármicos. As vezes empreendemos determinados movimentos destrutivos, em desfavor da comunidade ou do indivíduo, às vezes operamos em grupo, às vezes, em vastíssimos grupos, e, no tempo devido, os princípios cármicos amadurecem, e nós resgatamos as nossas dívidas, reunindo-nos uns com os outros, quando estamos acumpliciados nas mesmas culpas, porque a lei de Deus é formada de justiça e de misericórdia.

— Almir — Muito bem. Dona Olga, Chico, pergunta: o Plano espiritual admite a cremação de corpos?

Chico Xavier — Emmanuel, no livro “O Consolador”, ele afirma que a cremação é um processo legítimo, de liberação do Espírito desencarnado, apenas aconselhando que o tempo de expectativa deve ser mais longo nos climas tropicais e subtropicais, nada menos de 72 horas de câmara fria para o nosso veículo carnal, quando nos desvencilhamos dele, no caso de optarmos pela cremação. 

— Almir  — Esta pergunta, até eu estou interessado na resposta. Ela vem de Uberlândia, e quem a traz é a doutora Ruth de Assis, professora de Direito Internacional Público, da Faculdade de Direito da Universidade daquela cidade, Uberlândia, e a faz por intermédio da TV Triângulo Mineiro, Canal 8, que está em rede com o Canal 4, apresentando este programa. Pergunta ela: o homem teme a morte, porque julga o fim de tudo, mas para o Espiritismo, a morte é o renascimento. Como devemos agir para conseguirmos uma morte suave e tranquila? É difícil, não é, Chico?

Chico Xavier — O Espiritismo não oferece a solução do problema como novidade, porque o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é um hino à imortalidade da alma, e ele próprio nos deu o quadro inesquecível da sua própria ressurreição. A morte suave do ponto de vista de continuidade de paz, para além desta vida, se deve à consciência tranquila. Cumpramos os nossos deveres, compreendendo que a nossa responsabilidade tem o tamanho do nosso conhecimento. Cumpramos as nossas obrigações, e a morte será sempre uma passagem para uma vida melhor, mas se adquirirmos complexos de culpa, nós estamos criando cadeias, que nos aprisionam a processos de vida inferior, e vamos emitir de nós mesmos, irradiações perturbadoras, susceptíveis de criar muita luta, muito conflito, naqueles de quem nos aproximamos, porque criamos estes conflitos em nós mesmos.


Chico Xavier















quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Chico Xavier - Livro Novo Mundo - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Carlos A. Baccelli - Cap. 14 - A palavra de Chico Xavier



Chico Xavier - Livro Novo Mundo - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Carlos A. Baccelli - Cap. 14


A palavra de Chico Xavier 


— Que é mediunidade, no significado real de sua essência?

— Mediunidade, na essência, é afinidade, é sintonia, estabelecendo a possibilidade do intercâmbio espiritual entre as criaturas, que se identifiquem na mesma faixa de emoção e de pensamento.


Chico Xavier 













(“A Flama Espírita” — Uberaba, Minas — 20 de maio de 1989).


Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Emmanuel - Livro Plantão de Respostas - Chico Xavier - Entrevistas - Cap. 4 - Brasil



Emmanuel - Livro Plantão de Respostas - Chico Xavier - Entrevistas - Cap. 4


Brasil


Pergunta: Com relação à situação do Brasil, em termos gerais, em que a Espiritualidade Maior pode instruir-nos a respeito?

Resposta: Estamos, hoje, em meio a uma crise moral de grandes proporções, o que de modo geral ampliaria os problemas cotidianos de uma nação qualquer, assim como se faz conosco. A conscientização de nossa condição de corresponsáveis por tudo que se passa ao nosso redor é o que deve prevalecer. Passamos por um momento de revisão de conceitos morais e éticos e, nesse momento, o esforço de cada membro da nossa sociedade deve estar orientado no sentido de melhor cumprir os deveres e obrigações de cidadão, com muita disciplina, vontade de melhora geral, trabalho e muita, mas muita, oração. O pensamento cristão deve prevalecer sempre.


Emmanuel













Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

sábado, 21 de agosto de 2021

Chico Xavier - Livro Plantão de Respostas - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Cap. 25 - Homeopatia




Chico Xavier - Livro Plantão de Respostas - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Cap. 25


Homeopatia


Pergunta: É verdade que a homeopatia age no perispírito?

Resposta: O medicamento homeopático atua energeticamente e não quimicamente, ou seja, sua ação terapêutica vai se dar no plano dinâmico ou energético do corpo humano, que se localiza no perispírito.

A medicação estimula energeticamente o perispírito, que por ressonância vibratória equilibra as disfunções existentes, isto é, o remédio exerce duas funções enquanto atua. Por isso a homeopatia além de tratar doenças físicas, atua também no tratamento dos desequilíbrios emocionais e mentais, promovendo, então, o reequilíbrio físico-espiritual.


Chico Xavier








sábado, 6 de março de 2021

Chico Xavier - Livro Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Cap. 4 - Encontro fraterno




Chico Xavier - Livro Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Cap. 4


Encontro fraterno


Ante o lançamento do Anuário Espírita em Castelhano, planejamos um encontro com o médium Chico Xavier, a fim de entretermos alguma troca de ideias, com respeito ao assunto. Nesse propósito, dirigimo-nos para a sua residência, na Vila Silva Campos em Uberaba, onde fomos recebidos com simpatia e a amizade de sempre.

Conversa vai, conversa vem, o entendimento fraterno se transformou, para logo, numa entrevista, que passamos a considerar como sendo de alta significação doutrinária, pelos temas e apontamentos emitidos.

Terapêutica das obsessões

P — Quais os métodos terapêuticos ideais contra o processo obsessivo?

R — Os Bons Espíritos são unânimes em afirmar que quanto mais nos melhorarmos em espírito, menores serão sempre as nossas possibilidades de ligação com as forças desequilibradas das sombras.


Chico Xavier 




Entrevista concedida a Salvador Gentile e Elias Barbosa, na Comunhão Espírita Cristã, Uberaba (MG), a 22 de agosto de 1970. Publicada no “Anuário Espírita” — 1972, Edição Castelhana.



quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Chico Xavier - Livro Novo Mundo - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Carlos A. Baccelli - Cap. 8 - Chico fala dos seus sessenta anos de mediunidade




Chico Xavier - Livro Novo Mundo - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Carlos A. Baccelli - Cap. 8


Chico fala dos seus sessenta anos de mediunidade


(Jornal “A Flama Espírita” — Uberaba, Minas, 20 julho de 1987).

Dia 8 de julho próximo, o nosso estimado Chico Xavier estará completando sessenta anos de mediunidade!

Sabemos que foi em 1927 o início da tarefa abençoada que cumpre na presente existência.

As lutas foram e continuam sendo enormes, todavia, como fiel discípulo do Cristo, em silêncio ele prossegue servindo…

O seu trabalho chega a ser quase inacreditável! Sim, porque, em se tratando de uma só pessoa, com as limitações próprias de todo ser humano, não sabemos como consegue superar-se e produzir tanto, em que pese a presença constante dos Benfeitores Espirituais em sua vida, entre os quais se destaca a figura extraordinária de Emmanuel.

Os livros que lhe nasceram das mãos aproximam-se da marca dos trezentos volumes, em edições que se esgotam sucessivamente.

As suas seis décadas consagradas ao labor mediúnico, com Jesus e Kardec, em verdade representam uma faixa de tempo muito mais ampla, principalmente se levarmos em conta apenas as três ou quatro horas de repouso diário, no refazimento das próprias energias.

Desnecessário que nos alonguemos aqui em outras considerações.

Na noite do dia 25 de março fomos visitá-lo na intimidade de seu lar.

Pedimos-lhe, então, que nos concedesse uma rápida entrevista falando sobre os seus sessenta anos de mediunidade, já que não gostaríamos de cansá-lo com perguntas que, certamente, lhe foram feitas inúmeras vezes, ao longo do tempo.

Em nome da nossa amizade, Chico humildemente aquiesceu, e aqui está o resultado do trabalho que apresentamos agora aos nossos companheiros de Ideal Espírita, rogando ao Senhor da Vida que o envolva em nossas vibrações de carinho e profunda gratidão.

— Chico como você se sente ao estar completando, no próximo dia 8 de julho, sessenta anos de abençoada mediunidade?

— Baccelli, aos sessenta janeiros de mediunidade, com serviço constante, noto que o meu instrumento físico — no caso, o meu próprio corpo — registra desgaste natural e compreensível, após seis décadas de ação.

Digo isto, porque nessa cota de tempo está incluído o período de trinta e cinco anos em que servi na condição de funcionário do Ministério da Agricultura, hoje aposentado.

Entretanto, pode crer que, do ponto de vista espiritual, a minha alegria com a mediunidade não sofreu qualquer alteração.

O corpo terá motivos para não se mostrar tão apto como antigamente para as minhas atividades normais, no entanto, quanto mais se me desgasta o veículo físico, mais vivo é o meu entusiasmo com as tarefas que me foram confiadas.

Neste sentido, para que o nosso entendimento não se afaste do bom humor a que nos habituamos, peço permissão para contar a você que uma de minhas irmãs, residente em Pedro Leopoldo, perguntando-me numa carta do mês passado, como eu me sentia ao completar sessenta anos de mediunidade ativa e ininterrupta, respondi-lhe que me reconheço à maneira de um trabalhador do campo, preparando-me para o regresso ao lar, depois de um longo dia de trabalho.

— O que essa convivência estreita com os Espíritos lhe tem ensinado de mais importante?

— Creio que a matéria mais importante que recolhi da convivência diária com os Amigos Espirituais, durante sessenta anos, é o que julgo seja o meu relacionamento com os meus semelhantes.

Tendo saído de um curso primário que não me proporcionava naturalmente qualquer diretriz psicológica para compreender as outras pessoas, o tato e a caridade que os Espíritos Amigos me ensinaram para guardar o respeito que devo ao próximo e que preciso manter para minha paz íntima na essência, foram e ainda são os melhores recursos que recebi da convivência com eles para me relacionar com os irmãos da caminhada humana. Isso porque me cabe aceitá-los como são, dosando a verdade em qualquer diálogo que se faça necessário, sem feri-los e sem prejudicá-los.

Dizem os Amigos Espirituais que as atitudes de apreço e tolerância construtiva para com as criaturas, sejam como sejam, nos fazem ver que precisamos da cooperação delas, em nosso próprio benefício.

— Como entender o interessante fenômeno da multidão que, semanalmente, o procura nas atividades do Grupo Espírita da Prece?

— Guardo a certeza de que os amigos e simpatizantes da Doutrina Espírita que nos procuram em nossas reuniões dos sábados, no Grupo Espírita da Prece, são movidos pelo espírito de fraternidade com que se propõem a incentivar-nos os bons propósitos do trabalho que a própria Doutrina nos faculta.

— Ante as lutas que surgiram ao longo do tempo, alguma vez chegou a pensar em viver a sua própria vida, deixando a mediunidade?

— No princípio das tarefas, estranhei a disciplina a que devia submeter-me.

Fiquei triste ao imaginar que eu era uma pessoa rebelde e, nesse estado de quase depressão, certa feita me vi fora do corpo, observando um burro teimoso puxando uma carroça que transportava muitos documentos.

Notei que o animal, embora trabalhando, ficava com inveja dos companheiros da sua espécie que corriam livremente no pasto, mas vi igualmente que muitos deles entravam em conflitos, dos quais se retiravam com pisaduras sanguinolentas.

O burro começou a refletir que a vida livre não era tão desejada como supusera, de começo.

A viagem da carroça seguia regularmente e ele se reconheceu amparado por diversas pessoas que lhe ofereciam alfafa e água potável.

Finda a visão-ensinamento, coloquei-me na posição do animal e compreendi que para mim era muito melhor estar sob freios disciplinares do que ser livre no pasto da vida, para escoicear companheiros ou ser por eles escoiceado.

— Como interpretar a fase atual de sua tarefa mediúnica, na recepção de mensagens que os desencarnados endereçam aos familiares na Terra?

— Quando recebo determinada mensagem dirigida a familiares que se reconfortam, sinto realmente uma grande alegria.

— O que Chico Xavier pensa de Chico Xavier?

— À medida que os Benfeitores Espirituais nos transmitem lições de esperança e de aperfeiçoamento, assinalo a distância em que me encontro do médium evangelizado que eu deveria ser.

A luta se estabelece em minha vida interior, qual se eu me pusesse a rixar comigo mesmo.

Nessa luta prossigo, sob a paciência e a compaixão dos Benfeitores da Vida Maior que nos orientam caridosamente, mas, embora não sendo o Chico Xavier que preciso ser, continuo a trabalhar com fé em Deus, reconhecendo as minhas imperfeições e esperando o dia em que serei o Chico Xavier que possa corresponder à confiança dos nossos Amigos Espirituais e dos nossos companheiros da Terra.

— Você tem saudades dos primeiros anos da mediunidade, quando então tudo começava?

— Tenho saudades dos companheiros e das irmãs com quem me iniciei na mediunidade, atualmente quase todos na Vida Espiritual, no entanto, essas saudades que ensinam a valorizar os companheiros e as irmãs que a Divina Providência me concedeu para trabalhar e aprender a servir nos dias de hoje, irmãos esses aos quais, no presente, devo o mesmo amor e o mesmo reconhecimento que me unem a memória às almas queridas que tanto me auxiliaram no passado.

— Existe algum episódio de suas reminiscências que, particularmente, gostaria de lembrar agora aos companheiros de Doutrina que o amam tanto?

— Lembro-me de um acontecimento que considero por vitória da fé.

Em 1928, as nossas necessidades de recursos materiais eram prementes e não víamos como solucionar o problema senão esperando pela Misericórdia de Deus.

A situação era essa, quando, numa noite de preces, uma jovem tuberculosa nos procurou, rogando auxílio.

Estava abatida e ofegante.

Falou-nos das hemoptises que já sofrera.

Pedia uma orientação do Dr. Bezerra de Menezes que, nesse tempo, já nos estendia a caridade da sua atenção.

Dr. Bezerra veio até nós e recomendou à moça diversas providências que lhe auxiliariam a cura.

E, terminadas as instruções dele, disse, escrevendo por nossas mãos: “— Filha, procure fazer o que lhe peço tomando a presente orientação por trinta dias seguidos.”

A jovem chorou e disse que não dispunha de dinheiro algum para atender aos conselhos recebidos.

Por outro lado, muito me comovi porque eu também não possuía os recursos necessários.

Disse a ela que tivesse confiança porque os recursos apareceriam.

Depois de um mês, a mesma jovem voltou às nossas preces, plenamente revigorada!

Perdera o abatimento.

Trazia a face rosada.

Fui impelido a perguntar-lhe se havia obtido os recursos que nem ela nem eu possuíamos, trinta dias antes.

Sorrindo, ela me disse: “— Chico, o Dr. Bezerra me aconselhou a usar as instruções dele por trinta dias. Não tendo dinheiro, cortei o papel da orientação em trinta pedacinhos e, cada manhã, eu fazia uma prece, pedindo o amparo de Jesus, e engolia um dos pedacinhos com água de nossa casa. Ao fim de trinta dias, bebi a receita do Dr. Bezerra, e o próprio médico que me tratou, a princípio, já declarou que estou perfeitamente restabelecida…”

— Como vê os rumos da Doutrina Espírita no Brasil, quando observamos tantos conflitos no movimento colocando em risco a paz do grupo?

— Creio que devemos efetuar campanhas de silêncio contra as chamadas “fofocas”, cultivando orações e pensamentos caridosos e otimistas, em favor da nossa união e da nossa paz geral.

Esta minha lembrança simples pode parecer ingênua, mas, sempre que me abstive do cultivo de “fofocas” e sempre que recorri à prece, consegui paz e entendimento para o meu coração.

— Chico, no dia 02 de abril você completará setenta e sete anos de vida no corpo físico. Você se considera realizado e feliz?

— Sinto-me profundamente feliz por todas as bênçãos que Jesus e os Amigos Espirituais me concedem, mas sentir-me realizado, segundo acredito, é um projeto para daqui a milênios!

Estou desenhado pela Espiritualidade, mas extremamente longe da imagem que eles projetaram para meus apuros e necessidades de automelhoria.

— Qual é a sua mensagem para os médiuns que estão dando agora os primeiros passos?

— Quando Emmanuel me apareceu pela primeira vez, em fins de 1931, dizendo que pretendia auxiliar-me no serviço mediúnico, indaguei a ele:

— O que acha o senhor que devo fazer para ser-lhe útil, já que nada tenho de mim para receber o amparo do senhor?

Ele me respondeu:

— Começaremos com três recursos, que não são inacessíveis para você.

Então voltei a perguntar:

— Quais são esses recursos?

Muito sério, mas benevolente, ele me respondeu: — Disciplina, disciplina e disciplina.


Chico Xavier







quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Chico Xavier - Livro Novo Mundo - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Cap. 11 - Entrevista ao jornal O Triângulo Espírita - Especialização mediúnica



Chico Xavier - Livro Novo Mundo - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Cap. 11


Entrevista ao jornal O Triângulo Espírita 


(“O Triângulo Espírita” — Uberaba, Minas — 20 de setembro de 1974).

Chico Xavier entrou numa nova fase de sua existência: a vida pública, isto é, o maior contato com as massas, através do Rádio, da Televisão, da Imprensa, lançamento de livros, etc.

De algum tempo a esta parte, não tem sido outra a tônica da vida do nosso companheiro e médium Chico Xavier.

Dessa forma, se hoje ele recebe títulos de cidadão de várias cidades brasileiras, se comparece a Tardes de Autógrafos fazendo lançamento de novos livros mediúnicos, se concede entrevistas à imprensa, se participa de programas de Televisão, tudo isso, ele o faz com vistas à maior difusão do Espiritismo, da mensagem dos Espíritos.

Sabemos que o Espiritismo não visa a massificação, todavia, o contato com o povo e, sobretudo, numa época em que a confusão é geral, as dores são imensas, constitui uma necessidade imperiosa.

Não se compreende um médium psicógrafo, principalmente, sem o contato com o povo atendendo-o em suas necessidades espirituais.

É claro que isto deve acontecer naturalmente. Tudo deve ser natural, espontâneo, a fim de que os Desígnios da Providência se manifestem conforme as necessidades do momento.

Nesse sentido, o nosso Chico, desde o seu primeiro programa de Televisão, sempre foi procurado para conceder entrevistas naturalmente, nada acontecendo por solicitação sua, ou da Entidade aonde trabalha.

E sempre com um objetivo: esclarecer o povo, amenizando suas dores pelo consolo, através da difusão do Espiritismo libertador.

É por isso que “O Triângulo Espírita” destaca, nesta oportunidade, trechos de algumas entrevistas concedidas à nossa imprensa espírita e não espírita: “Diário do Povo”, de Campinas, do dia 29 de julho; “Folha Espírita”, de agosto, e “D N Cultura”, de agosto, todos deste ano.

— O senhor poderia tecer considerações sobre o chamado “baixo Espiritismo”, comparando-o com aquele que é um dos seguidores?


Especialização mediúnica


— O senhor teria a oportunidade de receber páginas musicais?

— Este assunto já foi abordado certa vez e o nosso Emmanuel nos disse que esta possibilidade existe.

Por uma questão de especialização, enquanto eu possa, devo me deter na psicografia, deixando a outros médiuns esta parte para que a mediunidade, no meu caso, dependendo de muito tempo, possa render maior trabalho espiritual.

— Qual o futuro do Espiritismo Cristão no Brasil, ao seu ver?

— Os Espíritos Amigos sempre nos dizem que o Brasil está destinado a grandes realizações na vivência do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Deste modo, é de esperar que tenhamos no Brasil a civilização cristã do futuro, sem qualquer menosprezo a outras nações igualmente cristãs.

Mas sendo o Evangelho de Cristo, especialmente uma norma de vida, no Brasil esta norma vem sendo observada nos procedimentos de vida de seu povo, que procura cultuar a fraternidade cristã, com assistência recíproca, com a paz e com a segurança de todos, cada vez mais.

— Nós estamos ligados à interpretação Kardequiana do Evangelho e da vida.

Dentro desta escola, nós nos sentimos na condição de alunos, matriculados numa faculdade de libertação espiritual, com a bênção de Jesus Cristo.

Não podemos julgar os nossos irmãos, de outros setores de atividades mediúnicas ou religiosas, porque compreendemos que a mediunidade é atributo de todos.

Muitas vezes, um companheiro doente, simplesmente doente, é um médium que se encontra psiquicamente enfermo, sem possibilidades de entendimento da sua própria situação.

Nós entendemos, também, que, na Vida Espiritual imediata, temos milhares de criaturas que, tanto quanto nós, não conseguem se alterar de um dia para outro.

Por isso mesmo, continuam com a vida espiritual que possuem aqui no Mundo Físico, diante de horizontes infinitos que se abrem para nós todos, no sentido de trabalhar pelo nosso próprio aperfeiçoamento.

Não compreendo, lugar algum, em religião alguma, que haja planos mais baixos ou mais altos. Entendo que todos nós somos irmãos em humanidade, porque todos somos filhos de Deus, devendo ser respeitados nas ideias que tenhamos a respeito de Deus.

Se um irmão nosso adora determinada pedra como sendo um objeto divino, devo, pelo menos de minha parte, em meu setor pessoal de comportamento, respeitar este companheiro, porque ele está realizando, dentro dele mesmo a respeito de Deus, o que possui de melhor.

Mas isso não impede que tenhamos na Doutrina codificada por Allan Kardec um campo imenso de iluminação espiritual que está aberto a nós todos e que nos convida à libertação espiritual através do cumprimento dos nossos deveres.

Ela ensina que a nossa liberdade, tem o tamanho do nosso dever cumprido de uns para com os outros, sempre sob a luz dos ensinamentos de Jesus Cristo e dos Evangelhos que Ele nos legou.


Chico Xavier / Emmanuel









Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

sábado, 13 de junho de 2020

Chico Xavier - Livro Plantão de Respostas - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Cap. 4 - Brasil



Chico Xavier - Livro Plantão de Respostas - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Cap. 4


Brasil


Pergunta: O Brasil continua sendo o “coração do mundo e pátria do Evangelho”? E atualmente, no Brasil, existe algum Espírito superior que possa levar o país ao desenvolvimento global?

Resposta: Essa denominação foi dada ao Brasil por Jesus e não lhe será tirada. Espíritos de escol têm reencarnado em todas as partes, no seio de todos os povos, para o progresso geral.

O Brasil não está desprovido dessas almas. Cabe a cada um de nós o aperfeiçoamento íntimo, que é a obrigação primeira de todo Espírito encarnado e, juntos, fazendo de nossos corações e lares recantos de paz, teremos um país de grandes realizações.


Chico Xavier





Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano


terça-feira, 26 de maio de 2020

Chico Xavier - Livro Novo Mundo - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Carlos A. Baccelli - Cap. 14 - A palavra de Chico Xavier



Chico Xavier - Livro Novo Mundo - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Carlos A. Baccelli - Cap. 14


A palavra de Chico Xavier 


— Que é mediunidade, no significado real de sua essência?

— Mediunidade, na essência, é afinidade, é sintonia, estabelecendo a possibilidade do intercâmbio espiritual entre as criaturas, que se identifiquem na mesma faixa de emoção e de pensamento.


Chico Xavier 













(“A Flama Espírita” — Uberaba, Minas — 20 de maio de 1989).


Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Chico Xavier - Livro Novo Mundo - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Carlos A. Baccelli - Cap. 14 - A palavra de Chico Xavier



Chico Xavier - Livro Novo Mundo - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Carlos A. Baccelli - Cap. 14


A palavra de Chico Xavier  



— Por que deve o homem manter-se no “véu do esquecimento,” em relação a sua Vida Espiritual?

De modo geral, a reencarnação objetiva a extirpação do ódio e da inveja, do ressentimento e do ciúme, dos impulsos à discórdia e à delinquência, que nos implantaram na alma, depois de lastimáveis desastres morais.

Semelhantes causas de sofrimento persistiriam conosco, por longo tempo, não fosse o olvido terapêutico que nos é administrado durante a reencarnação.

Nesse sentido, observemos o fato de que, a ablação de um tumor no corpo físico, reclama a anestesia. O esquecimento temporário na reencarnação é o processo de socorro pelo qual a Misericórdia Divina se digna determinar a sedação das feridas mentais de que porventura sejamos portadores, para o tratamento e a extinção delas.


Chico Xavier 




(“A Flama Espírita” — Uberaba, Minas — 20 de maio de 1989).



Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

terça-feira, 19 de maio de 2020

Chico Xavier - Novo Mundo - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Carlos A. Baccelli - Cap. 14 - A palavra de Chico Xavier



Chico Xavier - Novo Mundo - Entrevistas - Emmanuel / Chico Xavier - Carlos A. Baccelli - Cap. 14 



De nosso arquivo xavieriano, damos agora à publicidade uma entrevista concedida há tempos pelo médium e que, acreditamos, permaneceu inédita, até hoje.

Assim o fazemos, por acreditar que a palavra de Chico Xavier, sempre inspirada por Emmanuel, projeta luz sobre qualquer assunto, mesmo quando este assunto tenha, aparentemente, perdido a sua atualidade.

Sem maiores delongas, passemos à referida entrevista, esclarecendo, todavia, que não nos foi possível identificar o seu autor e nem tampouco a data de sua realização.

Carlos A. Baccelli


A palavra de Chico Xavier


— Que é mediunidade, no significado real de sua essência?

— Mediunidade, na essência, é afinidade, é sintonia, estabelecendo a possibilidade do intercâmbio espiritual entre as criaturas, que se identifiquem na mesma faixa de emoção e de pensamento.

— Como alcançar bom aprimoramento de um potencial mediúnico?

— Reflitamos no assunto, do ponto de vista da mediunidade em trabalho edificante.

Que se aperfeiçoe o violino, e o artista encontrará nele as mais amplas facilidades de expressão.

Sem cooperador habilitado, a tarefa surge deficiente.

A mediunidade, em si, depende do médium.

— Diga-nos o que deve fazer, dentro de suas capacidades, um médium, a fim de poder ser completo e útil para o Plano Espiritual?

— Devotamento ao bem do próximo, sem a preocupação de vantagens pessoais, eis o primeiro requisito para que o medianeiro se torne sempre mais útil ao Plano Espiritual.

Em seguida, quanto mais o médium se aprimore, através do estudo e do dever nobremente cumprido, mais valioso se torna para a execução de tarefas com os Instrutores da Vida Maior.

— Existe a tentação? Que é? Qual a sua causa?

— A tentação, no fundo, é a projeção das tendências infelizes que ainda trazemos.

Semelhante projeção, em se exteriorizando em forma de pensamentos materializados, atraem sobre nós aquelas mentes, encarnadas ou desencarnadas, que se nos harmonizam com o modo de ser.

Entendendo que a tentação nasce de nós, recordemos que um pacote de ouro não tenta um coelho, induzindo, muitas vezes, um homem às piores sugestões, enquanto que um pé de couve deixa um homem impassível, levando um coelho ao impulso da aproximação indébita.

— Por que deve o homem manter-se no “véu do esquecimento,” em relação a sua Vida Espiritual?

De modo geral, a reencarnação objetiva a extirpação do ódio e da inveja, do ressentimento e do ciúme, dos impulsos à discórdia e à delinquência, que nos implantaram na alma, depois de lastimáveis desastres morais.

Semelhantes causas de sofrimento persistiriam conosco, por longo tempo, não fosse o olvido terapêutico que nos é administrado durante a reencarnação.

Nesse sentido, observemos o fato de que, a ablação de um tumor no corpo físico, reclama a anestesia. O esquecimento temporário na reencarnação é o processo de socorro pelo qual a Misericórdia Divina se digna determinar a sedação das feridas mentais de que porventura sejamos portadores, para o tratamento e a extinção delas.

— Que é que pode ser mais prejudicial a um médium?

— O egoísmo que se fantasia de vaidade e orgulho, quando o medianeiro procura irrefletidamente antepor-se aos Mentores Espirituais que se valem dele. Ou o mesmo egoísmo, quando se veste de ociosidade ou de escrúpulo negativo, para fugir à prestação de serviço ao próximo.

— Qual a razão de algumas pessoas possuírem dons mediúnicos na Terra, desde o berço, enquanto outras, após muito trabalho é que conseguem conquistar alguns desses valores?

— Quando se trata de mediunidade em ação na cultura ou no progresso espiritual, a bagagem de recursos do medianeiro emerge das suas próprias aquisições de espírito, efetuadas em existências pretéritas, outorgando-lhe a possibilidade de colaborar com mais eficiência ao lado de quantos pugnam, no Além, pelo aperfeiçoamento e felicidade da comunidade humana.

— O jovem de hoje é mais arrojado no rumo de suas ideias, indaga mais, procura aprofundar-se na essência das coisas. Percebe, então, a desnecessidade de uma série de dogmas existentes no mundo. Por que lhe são bloqueadas a busca e a tentativa de uma solução melhor?

— Tanto os mais jovens quanto os mais amadurecidos na experiência humana, que procuram hoje soluções construtivas para os problemas terrestres, encontrarão caminho para isso, por mais que a sombra da ignorância ou da resistência negativa lhes tentem obstruir a passagem.

— Podemos considerar válidas as palavras “Os inocentes pagam pelos culpados?” É-nos possível um desenvolvimento sobre o tema?

— Ninguém resgata por alguém essa ou aquela culpa diante da lei de causa e efeito.

Ouvimos de muitos companheiros no mundo a afirmação de que os descendentes pagam pelos erros dos antepassados. Isso, porém, não corresponde à realidade. E, em muitos casos, os descendentes são os próprios antepassados em nova encarnação, no mesmo tronco genealógico, para resgate de faltas em que se debitaram no pretérito.

— Como encarar as diversas demonstrações mediúnicas existentes e praticadas fora da Doutrina Espírita?

— Os fenômenos medianímicos existiram em todos os tempos. E em todos os distritos da atividade humana, continuam a existir.

A Doutrina Espírita é o Cristianismo Redivivo esclarecendo mediunidade e médiuns, para que as ocorrências mediúnicas edifiquem elevação e proveito em auxílio da Humanidade.

— Qual o verdadeiro caminho que nos levará em rumo a Deus?

— A regra áurea, há séculos, nos traça o roteiro: “Faze aos outros o que deseja que te façam.”

E o Cristo lança mais luz sobre a diretriz de todos os tempos: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” 

— Existem valores reais nos argumentos que nos chegam da parte da Parapsicologia?

— A Parapsicologia, sempre que age desapaixonadamente, é um instrumento respeitável da Ciência na investigação da Verdade.



Chico Xavier




(“A Flama Espírita” — Uberaba, Minas — 20 de maio de 1989).


Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

terça-feira, 21 de abril de 2020

Emmanuel / Chico Xavier - Livro Plantão de respostas - Entrevistas - Cap. 4 - Brasil



Emmanuel / Chico Xavier - Livro Plantão de respostas - Entrevistas - Cap. 4


Brasil


Pergunta: Com relação à situação do Brasil, em termos gerais, em que a Espiritualidade Maior pode instruir-nos a respeito?

Resposta: Estamos, hoje, em meio a uma crise moral de grandes proporções, o que de modo geral ampliaria os problemas cotidianos de uma nação qualquer, assim como se faz conosco. A conscientização de nossa condição de corresponsáveis por tudo que se passa ao nosso redor é o que deve prevalecer. Passamos por um momento de revisão de conceitos morais e éticos e, nesse momento, o esforço de cada membro da nossa sociedade deve estar orientado no sentido de melhor cumprir os deveres e obrigações de cidadão, com muita disciplina, vontade de melhora geral, trabalho e muita, mas muita, oração. O pensamento cristão deve prevalecer sempre.


Emmanuel













Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Emmanuel / Chico Xavier - Livro Plantão de Respostas - Entrevistas - Cap. 9 - Condições do planeta



Emmanuel / Chico Xavier - Livro Plantão de Respostas - Entrevistas - Cap. 9


Condições do planeta


Pergunta: O que a Doutrina Espírita pode dizer a respeito do fim dos tempos, isto é, como ocorrerá a transformação do planeta em planeta de provas e expiações para o de regeneração?

Resposta: Através da busca da espiritualização, superação das dores e construção de uma nova sociedade, a humanidade caminha para a regeneração das consciências.

Emmanuel afirma que a Terra será um mundo regenerado por volta de 2057. Cabe, a cada um, longa e árdua tarefa de ascensão. Trabalho e amor ao próximo com Jesus, este o caminho.

Pergunta: Qual a classificação do Planeta Terra na hierarquia Universal? É verdade que a humanidade se encontra ainda no estágio animal e não hominal?

Resposta: Planeta de Prova e Expiação. Segundo Allan Kardec, a Terra deixará de ser um mundo de dor, de provas e de expiações, para ser um mundo de Regeneração, de reequilíbrio, de felicidade. Encontramo-nos em processo de evolução.

Encarnado no corpo do homem, o Espírito lhe traz o princípio intelectual e moral que o torna superior aos animais. Purificando-se, o Espírito se liberta pouco a pouco da influência da matéria. Sob essa influência aproxima-se do bruto, mas não deixa de pertencer ao reino hominal. Isento dela, elevar-se-á à sua verdadeira destinação, ou seja, a de Espírito puro.


Chico Xavier









Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Emmanuel - Livro Plantão de Respostas - Pinga Fogo II - Chico Xavier - Entrevistas - Evolução




Emmanuel - Livro Plantão de Respostas - Pinga Fogo II - Chico Xavier - Entrevistas


Evolução



Pergunta: Por que vivemos cada vez mais pensando apenas nas coisas materiais e pouquíssimo nas espirituais?

Resposta: O homem atual vive deslumbrado com os bens materiais, que são colocados à sua disposição pela tecnologia que avança a cada dia através de uma propaganda que insiste em colocá-los como caminho da felicidade. Porém, quando os adquirimos não compramos a solução para os verdadeiros problemas da alma, que são as frustrações, as angústias, a solidão e tantos outros.

Entretanto, espiritualizar-se não significa ser miserável, nem tão pouco deixar de desfrutar de maneira racional os bens materiais que o homem com sua inteligência e seu trabalho já criou. Espiritualizar-se é conduzir a vida no caminho do Bem, do amor ao próximo e da caridade material e espiritual; é fazer esforço constante para corrigir seus defeitos e domar seus maus instintos; enfim, é fazer crescer o reino de Deus dentro de nós.

Pergunta: Seria o esclarecimento diferente de evolução espiritual? Se for, como manter-se equilibrado, uma vez que os nossos erros tornam-se muito mais claros em nossas mentes?

Resposta: Sim, o esclarecimento é diferente de evolução porque conduz à evolução espiritual.

Quando se tem de percorrer uma estrada longa e cheia de pedregulhos, isto não se torna mais fácil quando esta estrada está iluminada? Contudo, o trajeto se torna mais curto ou menos cansativo porque o viajante consegue enxergar o final da estrada?

O esclarecimento apenas nos mostra a direção correta a tomar, mas não poupa a caminhada para se chegar ao objetivo final que é a perfeição.

Assim, para manter-se equilibrado, basta persistir no caminho iluminado, mesmo que os pedregulhos, às vezes, firam nossos pés. Se resistirmos à tentação de buscarmos “atalhos” na escuridão, porque as pedras no caminho estejam nos parecendo muito grandes, estaremos adquirindo o aprendizado que, no final do caminho, terá nos proporcionado a evolução espiritual.

Não devemos temer nossos erros; eles são janelas a nos indicarem o caminho a seguir. Seria impossível vencê-los, se não os identificássemos tais quais são, nem maiores, nem menores.

Pergunta: A Doutrina Espírita busca o amor no seu mais amplo sentido. As sucessivas encarnações ocorrem para evoluir o Espírito até o Amor Maior. Será que para `pagar” ou “evoluir” é necessário que um Espírito seja encarnado numa pessoa que vive na miséria absoluta, como em Biafra, etc.?

Resposta: Se um Espírito reencarna em condições aparentemente desfavoráveis é porque obteve o merecimento para tanto. Isto porque, se ele solicita uma oportunidade de resgate de uma dívida do passado, esta oportunidade só lhe é dada quando ele demonstra possuir todos os instrumentos para vencer os obstáculos com os quais deva se deparar nesta nova existência. Se ele falha, foi porque optou por não usar as qualidades que tem, preferindo manter-se na mesma atitude de encarnações anteriores.

Por outro lado, pode-se interpretar o reencarne em condições desfavoráveis também como uma missão, onde o Espírito vem preparado para suplantar dificuldades e beneficiar a todos os que o circundam. É o caso dos grandes descobridores de curas na medicina, de grandes inventores, etc. O principal é que a humanidade, em geral, se desenvolve quando surgem problemas que a obrigam a buscar soluções novas. É preciso lembrar, no entanto, que os problemas só são vencidos quando lhes damos a devida proporção.

Pergunta: O desenvolvimento espiritual está apenas relacionado com a atual vida do Espírito encarnado ou se junta às experiências anteriores (outras encarnações)?

Resposta: O estágio de desenvolvimento espiritual do ser não se relaciona com as ações presentes, mas profundamente reflete as vidas anteriores. Entretanto, o mais importante é que se continue trabalhando na Seara do Bem, a fim de que as reencarnações futuras se processem dentro de padrões de moral sempre mais elevados.

Pergunta: O que poderá acontecer ao Espírito que após várias encarnações não consegue se tornar um bom Espírito?

Resposta: O homem não pode conservar-se indefinidamente na ignorância, porque tem que atingir a finalidade que a Providência lhe assinalou. Ele se instrui por força das sucessivas reencarnações, e as mudanças morais e intelectuais se estabelecem pouco a pouco.

Nessas condições, o homem, utilizando-se da liberdade de escolha, processa sua evolução ao longo dos tempos, pois, como nos dizem os Espíritos, somos todos por Deus criados já predestinados a nos tornarmos um dia Espíritos puros.

Pergunta: É necessário para o Espírito atingir o grau máximo de evolução espiritual, aprender todos os conceitos do conhecimento terreno, como os da Física, da Química, da Antropologia e outros?

Resposta: Em “O Livro dos Espíritos” Kardec pergunta: (…) “Os seres a que chamamos anjos, arcanjos e serafins formam uma categoria especial, de natureza diferente da dos outros Espíritos?” (…) Respondem os Espíritos: (…) “Não, são os Espíritos puros; os que se acham no mais alto grau da escala e reúnem todas as perfeições”.

Logo, cada Espírito tem necessidade de experimentação no conhecimento da inteligência, procurando por si mesmo enfatizar o imperativo do próprio aperfeiçoamento no campo moral.


Francisco Cândido Xavier

Emmanuel






[1] KARDEC, Allan — O Livro dos Espíritos — Instituto de Difusão Espírita, 1ª ed., outubro de 1974, Araras, S. Paulo, pág. 86, pergunta 128.

Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano




VÍDEO:
Pinga Fogo com Chico Xavier (Programa 2) - Completo



Pinga-Fogo foi um programa de televisão veiculado pela extinta TV Tupi Canal 4 de São Paulo.