sábado, 25 de julho de 2026

Emmanuel - Livro da Esperança - Chico Xavier - Cap. 3 - Na construção do futuro



Emmanuel - Livro da Esperança - Chico Xavier - Cap. 3


Na construção do futuro


“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo.” — JESUS (João, 18:36)


“Todo cristão, pois, firmemente crê na vida futura, mas a ideia que muitos fazem dela é ainda vaga, incompleta e por isso mesmo falsa em diversos pontos. Para grande número de pessoas não há a tal respeito, mais do que uma crença balda de certeza absoluta, donde as dúvidas e mesmo a incredulidade.

O Espiritismo veio completar nesse ponto, como em vários outros, o ensino do Cristo, fazendo-o quando os homens já se mostram maduros bastante para apreenderem o verdade.” — (Cap. II, 3)


Esperavas pelos irmãos do caminho a fim de te entregares à construção da Terra melhor e quedas-te, muita vez, em amargoso desalento porque tardem a vir.

Observa, porém, a estrada longa da evolução, para que o entendimento te pacifique.

Milhares deles são corações de pensamento verde que te rogam apoio e outros muitos seguem trilha adiante, inibidos por névoas interiores que desconhecem.

Repara os que se renderam às lágrimas excessivas.

Choraram tanto que turvaram os olhos não mais divisando os companheiros infinitamente mais desditosos a lhes suplicarem auxílio nas vascas da aflição.

Contempla os que passam vaidosos sem saberem utilizar, construtivamente, os favores da fortuna.

Habituaram-se tanto às enganosas vantagens da moeda abundante que perderam o senso íntimo.

Enumera os que se embriagam de poder transitório.

Abusaram tanto da autoridade que caíram na exaltação da paranoia sem darem conta disso.

Relaciona os que asseveram amar, transformando a afetividade no egoísmo envolvente.

Apaixonaram-se tanto por criaturas e cousas, cultivando exigências, que deliram positivamente sem perceber.

Anota os que avançam, hipnotizados pelas dignidades que receberam do mundo.

Fascinaram-se tanto pelas honras exteriores que olvidaram os semelhantes a quem lhes compete o dever de servir.

Nenhum deles atrasou por maldade. Foram vítimas da ilusão que, frequentemente, se agiganta qual imenso nevoeiro na periferia da vida, mas regressarão depois à verdade triunfante para atenderem às tarefas que realizas.

Para todos eles que ainda não conseguiram chegar à grande renovação é compreensível o adiamento do trabalho a fazer.

Entretanto, nada nos justificará desânimo ou deserção na Obra do Cristo, porque embora estejamos consideravelmente distantes da sublimação necessária, transportamos conosco o raciocínio lúcido e libertado no sustento da fé.


Emmanuel










Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Lancellin - Livro Iniciação Viagem Astral - João Nunes Maia - Cap. 37 - Aprimorando ideias



Lancellin - Livro Iniciação Viagem Astral - João Nunes Maia - Cap. 37


Aprimorando ideias


As nossas ideias devem ser aprimoradas, onde a vida nos chamar a servir e a nossa parte tem de ser feita com inteligência e amor. Os pesquisadores da Psicologia já concluíram que aprendemos muito mais pela observação, pela visão, do que através da audição. Entretanto, os resultados são muito melhores quando os dois sentidos são empregados simultaneamente.

Os nossos guias espirituais nunca deixam as lições teóricas sem as bênçãos da prática. Uma se completa com a outra. Nós, aqui, quando visitamos as zonas inferiores, não o fazemos com o intuito de desmascarar os ignorantes; isso jamais passa por nossa cabeça. Cada qual vive onde pode viver, onde a sua evolução comporta. O respeito aos direitos das almas está em primeiro plano e continua a ser assim em todas as faixas da vida. Somente Deus pode interferir, como Pai de todas as coisas.

Aqueles que já entenderam Jesus e O acompanham são os Seareiros da Sua vinha. O nosso trabalho é semear, e o grande celeiro, onde buscamos sementes, é, por excelência, o Evangelho do Mestre.

Deus entregou ao Cristo a sagrada missão de dividir o amor puro que aprendeu com o Senhor, em inúmeras virtudes que, por vezes, escapam ao nosso entendimento, para que depois, pela ação do tempo, elas se integrassem novamente no foco de luz que se chama caridade, que deve resplandecer em todas as nações do mundo, em todos os corações que vivem na Terra. O trabalho no mundo espiritual, onde vivemos, é intenso, mas tudo funciona na mais alta harmonia. O homem inteligente e de bem, quando desencarna na Terra e chega aqui no sítio em que nos postamos, vai logo pedindo trabalho ou procurando o que fazer. Não há tempo, no nosso ambiente, para lamentações e, muito menos, para alimentar ideias inferiores. O avanço é permanente e todos procuram a libertação espiritual. Se nós tentarmos ideias e pensamentos que não estejam nas regras do amor, sairemos do ambiente de serenidade que é a nossa colônia e alcançamos por sintonia, os lugares compatíveis com o que pensamos e vivemos. Essa é a verdade absoluta como justiça real.

Quando ingressei aqui, a minha ocupação maior era ver os defeitos dos políticos da Terra, era criticar os livros mal informados, era o volume de ignorância que punha o mundo a perder. Enquanto não saí disso, nada pude fazer em meu beneficio, nem em favor dos outros. Esse erro é difícil de ser visto por quem o comete, pois ele vem da cegueira espiritual. Enquanto estivermos comentando as coisas negativas, não estaremos construindo e deixamos de fazer o bem que Deus nos pede realizar. Rogamos aos homens da Terra para mudarem com urgência o modo de ser, se ainda não o fizeram, e que se deem as mãos com firmeza para as mudanças elevadas, no aprimoramento das ideias com Jesus Cristo.

O mecanismo dos nossos pensamentos ainda escapa às nossas deduções. A nossa razão ainda é fraca para o devido entendimento; contudo, temos em mente os rudimentos para entendermos a sua escalada na grandiosidade da vida. Podemos chegar a alturas imensuráveis pela educação da mente, chegar a ponto de participarmos na criação das coisas e, diante de Deus, sermos cocriadores. Essa é, pois, a mente iluminada pela sabedoria e pelo amor.

Há no mundo, e mesmo no plano rente à Terra, muita gente esperando a volta do Cristo, descendo de sobre as nuvens. Perguntamos a esses irmãos: O que o Senhor vem fazer novamente na Terra? Curar com o toque das Suas mãos, enfermos que precisam mais de enfermidade do que da própria saúde? Jesus viria mudar o curso da política financeira, as ideias religiosas e ver os homens continuarem do mesmo modo?

Jesus com certeza viria trazer o céu à Terra para os homens morarem neste Céu com todas as suas inferioridades? Qual seria o destino deste céu? O Cristo viria ajudar aos homens no despertar dos seus poderes, com um passe de mágica, e de que modo esses homens iriam usar esses dons? Jesus, meus irmãos, já veio, e nós não O conhecemos.

Precisamos reconhecê-Lo, para que Ele more em nossos corações. Não precisamos de nada mais para a nossa felicidade, além daquilo que Ele nos ofertou na Sua vinda, há quase dois mil anos atrás, o Evangelho. Se Ele já veio à Terra uma vez, nos dando tudo de que precisávamos, compete a nós outros irmos ao encontro d'Ele, nos altiplanos da vida espiritual. E para tanto, temos de nos preparar suficientemente. Existem falanges e mais falanges de anjos trabalhando com os homens dia e noite ajudando-os no aprimoramento das ideias, para que elas se iluminem, dando lugar ao amor que salva, que engrandece e que nos leva ao Cristo.

Joanna de Ângelis - Livro Tesouros Libertadores - Divaldo Pereira Franco - Cap. 2 - Ante a espada e a cruz



Joanna de Ângelis - Livro Tesouros Libertadores - Divaldo Pereira Franco - Cap. 2


Ante a espada e a cruz


Desde priscas eras a espada vem contribuindo para o desar do ser humano, embora a utilidade de que também se reveste, quando aplicada com o objetivo edificante.

No período paleolítico, começou a ser usada na sua forma tosca na condição de instrumento de defesa dos animais, assim como auxiliar para diversos labores que tornariam melhor a existência.

À medida, porém, que o desenvolvimento intelectual se foi aprimorando, ei-la transformando-se mais em arma agressivo-defensiva, ceifando vidas humanas nos ferozes combates entre tribos e clãs.

Deu origem, de alguma forma, à lança, à flecha, que serviam para a caça e a pesca, mas especialmente para a guerra.

Aprimorada, converteu-se em troféu de honra e galardão para os cavalheiros e os chefes de Estado no momento das gloriosas ascensões aos poderes temporais...

A cruz, por sua vez, na função punitiva, surgiu originalmente na Caldeia antiga, sendo utilizada como instrumento de aflição e de morte dolorosa.

Os romanos passaram a utilizá-la pelos sofrimentos que causava às suas vítimas, prolongando-lhes as angústias e matando-as mediante a terrível asfixia além das inenarráveis dilacerações que produzia.

Lentamente passou por mudanças da trave horizontal como da vertical, de acordo com os povos que a tomaram como símbolo hierático, inscrevendo nas suas bandeiras e flâmulas, nos seus documentos e obras. Entre muitas, surgiram as cruzes grega, de Tau, heráldica, em trevo, bifurcada, da igreja ortodoxa, de Jerusalém...

Na gloriosa História do Cristianismo, aturdido no Getsêmani, Pedro tomou de uma espada e decepou a orelha de Malco, que Jesus curou, advertindo-o para que a embainhasse, porque todo aquele que a usa para ferir, torna-se-lhe vítima do afiado gume.

Por sua vez, a cruz, na qual Ele foi supliciado até a morte, deixou de ser vista apenas com a finalidade para matar, tornando-se instrumento liberador para a vida sublime e perene.

Antes, Ele já lhe havia diminuído o caráter punitivo no qual era utilizada, ao propor que cada qual deveria tomá-la sobre os ombros, a fim de segui-lO.

Sucede que há também espadas destrutivas não metálicas ou de confecção material, porém, simbólicas e de efeitos danosos.

A língua humana resguardada na boca é uma lâmina embainhada, que tanto pode edificar, favorecer, como ferir, amargurar, destruir.

A calúnia é urdida na mente, mas verbalizada consegue roubar a paz, tisnar a harmonia do ser e até ceifar vidas honoráveis.

A maledicência é responsável por conflitos inomináveis, gerando animosidades que se convertem em tragédias.

A intriga e a censura perversa são verdadeiras espadas afiadas que se encarregam de aniquilar belas florações dos sentimentos, que despertam a inveja e a malquerença dos enfermos morais.

Por sua vez, a cruz invisível dos sofrimentos, quando conduzida com resignação alça o indivíduo às regiões da plenitude, enquanto a espada o degrada.

O crucificado pode converter-se em magnífica vítima do martírio, tornando-se uma ponte espiritual entre os abismos do mundo material e grotesco e o de natureza espiritual transcendente.

Fitando-se Jesus na cruz, pode-se ver além do espetáculo chocante, um Vencedor de braços abertos, caído, porém, de pé, alçando-se ao infinito num voo de incomparável doação, a fim de que toda a Humanidade pudesse segui-lO.

Aqueles que utilizaram a espada contra Ele e a vida, sucumbiram na loucura e no desconforto moral, ficando suas vidas assinaladas pela crueldade e infâmia.

Foi Ele quem transformou a cruz em bênção e a espada em veículo para a sublimação.

Na Sua infância em Nazaré, Ele conheceu a rebelião judaica armada contra os romanos que o general Varus esmagou, adornando a estrada de Séforis, que ficava próxima do seu modesto lar sete quilômetros, com dois mil galileus crucificados, expostos de um e do outro lado.

Mais tarde, no ano 70 depois de Sua morte, Tito acabou com as florestas de Israel, crucificando mais de uma centena de milhar dos que resistiram na Jerusalém insubmissa e que foi arruinada de tal forma que a fez desaparecer, dando lugar, algo mais tarde, à construção da cidade de Aélia Capitolina.

Hoje, ei-la ainda vítima pelas lutas sangrentas em que predomina a espada.

Toma a tua cruz e embainha a tua espada na atual existência carnal.

Sê simples e puro de coração, triunfando interiormente adornando-te das condecorações sublimes: as cicatrizes morais dos testemunhos.

Não ergas a espada para ferir em revide ao golpe que sofreste, mas antes perdoa.

Seja decorrente da acusação indébita, da infame traição, da perversa injustiça, não reajas, cultivando o perdão, porque o outro, aquele que mal procede, não sabe realmente o que está fazendo.

Não importa que ele seja teu amigo ou teu familiar, que a miopia espiritual cegou ou se é declarado adversário que se compraz afligindo-te.

Tem em mente que ele está doente e que já passaste pelo mesmo caminho, agora em processo de recuperação.

Perdoa sempre, a fim de viveres em paz.

Reflexiona que hoje segues ao som das bem-aventuranças, cuja musicalidade permanece ressoando desde há vinte séculos e somente agora a ouviste, encantando-te.

Supera-te através do perdão e faze da tua espada um instrumento que, cravado no solo, tome a aparência de uma cruz através da qual te redimas e arraste na direção do Mestre aquele que te amaldiçoa e apunhala.

Perdoa, portanto, com alegria e paz.


Joanna de Ângelis














Nota: Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica da noite de 28.8.2013, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.

Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 127 - Chamamento divino



Emmanuel - Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier - Cap. 127


Chamamento divino


“… Disse ao seu servo: sai depressa pelas ruas e bairros da cidade e traze aqui os pobres, os aleijados, mancos e cegos.” — JESUS (Lucas, 14.21)


Muita gente alega incapacidade de colaborar nos serviços do bem, sob a égide do Cristo, relacionando impedimentos morais.

Há quem se diga errado em excesso; há quem se afirme sob fardos de remorsos e culpas; há quem se declare portador de graves defeitos, e quem assevere haver sofrido lamentáveis acidentes da alma…

Entretanto, a palavra de Jesus se dirige a todos, sem qualquer exceção.

Pobres de virtude, aleijados do sentimento, coxos do raciocínio e cegos do conhecimento superior são chamados à edificação da era nova. Isso porque, em Jesus, tudo é novo para que a vida se renove.

Espíritos viciados, inibidos, desorientados e ignorantes de ontem, ao toque do Evangelho, fazem-se hoje cooperadores da Grande Causa, esquecendo ilusões, desfazendo cárceres mentais, suprimindo desequilíbrios e dissipando velhas sombras.

Se a realidade espiritual te busca, ofertando-te serviço no levantamento das boas obras, não te detenhas, apresentando deformidades e frustrações. No clima da Boa Nova, todos nós encontramos recursos de cura e reabilitação, reerguimento e consolo. Para isso, basta sejamos sinceros, diante da nossa própria necessidade de corrigenda, com o espírito espontaneamente consagrado ao privilégio de trabalhar e servir.


Emmanuel












sexta-feira, 24 de julho de 2026

Emmanuel - Livro Mãos Marcadas - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 35 - Hora a hora, dia a dia



Emmanuel - Livro Mãos Marcadas - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 35


Hora a hora, dia a dia


Se desejas pautar o próprio caminho nas diretrizes de Jesus, chamado que te encontras ao serviço do Evangelho, não te esqueças da hora bem vivida para que o teu dia de trabalhador seja realmente uma bênção.

Quando te levantas, cada manhã, vigia os pensamentos com que inicias a tarefa diária, meditando na confiança com que o Cristo te espera a cooperação junto àqueles que te rodeiam.

Quando começares o desempenho de tuas obrigações, centraliza a força mental no dever a cumprir.

Se a tua missão permanece circunscrita ao santuário familiar, faze de tua habitação um pequeno paraíso de amor e alegria, ainda mesmo ao preço de tua dor e de tua renúncia, em favor de quantos te participam a experiência.

Se o teu esforço deve desdobrar-se à distância do lar, recorda o respeito que devemos a todas as criaturas e não gastes a energia de teu verbo se não para consolar e instruir, ajudar e sublimar.

Em casa ou na via pública, decerto, muitas vezes, receberás a visitação da maledicência a requisitar-te o pensamento e a palavra, à discórdia e à calúnia, à leviandade e à insensatez…

Agora é um amigo despreocupado que estima a cultura do pessimismo e da crítica, induzindo-te o coração à perda de minutos preciosos da vida, reprovando a conduta de autoridades distantes…

Mais tarde, serás convocado pela observação de parentes consanguíneos, acerca de futilidades mil, que quase sempre envolvem a alheia reputação …

Não maltrates, nem firas quem te ofereça semelhantes espinhos da roseira do mundo, mas sem afetação e sem alarde, procura encaminhar o conversador para algum tema edificante ou para algum serviço suave em que o concurso dele possa ser valiosamente aproveitado…

Sobretudo, não te enganes com o apelo anestesiante do repouso desnecessário. Dificilmente encontramos a diferença entre a ociosidade e a fadiga.

Se pretendes conquistar o título de escolhido no campo da Boa-Nova, vale-te do chamado de Jesus e movimenta-te no bem com fervor infatigável.

Observa os teus dias se desejas uma existência rica de graças e, convertendo as tuas horas em cânticos de serviços, encontrarás enfim a comunhão sublime com Aquele que nos ama, desde o princípio dos séculos, e que por amor a nós todos, jamais abandonou o trabalho incessante, de modo a socorrer-nos e a sustentar-nos até o fim.


Emmanuel











Emmanuel - Livro Religião dos Espíritos - Chico Xavier - Cap. 85 - Cada hora



Emmanuel - Livro Religião dos Espíritos - Chico Xavier - Cap. 85


Cada hora


721. É meritória, de qualquer ponto de vista, a vida de mortificações ascéticas que desde a mais remota Antiguidade teve praticantes no seio de diversos povos?

1 “Procurai saber a quem ela aproveita e tereis a resposta. Se somente serve para quem a pratica e o impede de fazer o bem, é egoísmo, seja qual for o pretexto com que entendam de colori-la. Privar-se a si mesmo e trabalhar para os outros, tal a verdadeira mortificação, segundo a caridade cristã.” (O Livro dos Espíritos)


Faze de cada hora — um poema de amor.

Renúncia vazia — terra seca.

Oração sem serviço — candeia apagada.

Alegria sem trabalho — flor sem proveito.

Cultura sem caridade — árvore estéril.

Sermão sem exemplo — trovoada sem chuva.

Tribuna sem suor — esquife sonoro.

Inteligência trancada — luz no deserto.

Vida sem ação — enterro lento.

Filosofia sem bondade — conversa vã.

Talento oculto — fonte escondida.

Fé parada — vaso inútil.

Virtude sem movimento — ninho morto.

Lição sem obras — museu de ideias.

Repara os recursos de que dispões:

Pensamento nobre.

Conhecimento superior.

Raciocínio pronto.

Diretrizes claras.

Ouvidos percucientes.

Olhos iluminados.

Verbo fácil.

Movimentos livres.

Mãos seguras.

Pés hábeis.

Não te afeiçoes a mortificações improfícuas.

Cada criatura, onde passa, deixa o próprio reflexo.

Só a inércia vagueia no mundo como sombra na sombra.

Tu, porém, deves caminhar, à feição do raio solar, dissipando as trevas.

Cada hora, podes fazer a dor menos amarga.

Cada hora, podes fazer a luta mais construtiva.

Imensos são os males do mundo — não os agraves com o desespero.

Enormes são as mágoas dos outros — não as multipliques com o fel da reprovação.

Onde estiveres, restaura, conserta, alivia, ampara e desculpa…

Em qualquer circunstância, recorda o Cristo, que passou entre os homens entendendo e ajudando…

E ainda mesmo quando se viu condenado sem culpa, pelos mesmos homens aos quais servia, partiu para a morte, perdoando e amando… 

Torturado na cruz, mas de braços abertos.


Emmanuel











Reunião pública de 27 de Novembro de 1959.

Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 12 - Viver o Amor



Bezerra de Menezes - Livro Lindas Mensagens de Bezerra de Menezes - Divaldo Pereira Franco / Silvio R. Rodrigues - Cap. 12


Viver o Amor


Aos espíritas cumpre a grande tarefa de viver o amor.

Aos espíritas está destinada a grande tarefa de exemplificar o amor em atos, não em palavras.

Através da ação por intermédio da vivência, porque o mundo está cansado de ouvir, mas necessitado de estímulo que decorre do exemplo daqueles que vivem o que ensinam.

A união dá-nos o sinal de Jesus, fortalecendo os nossos sentimentos e a unificação dos espíritas.

Sejamos as forças morais e doutrinárias para expansão da mensagem libertadora.

Certamente enfrentareis desafios. Tornai-vos pontes que facilitam o acesso de uma para outra margem, neste mundo no qual existem tantos indivíduos que optam pela postura de obstáculos que dificultam o acesso.

Esquecei as vossas divergências e uni-vos nas concordâncias.

Deixai à margem o ego perturbador e assumi a situação de filhos do calvário que contemplam a cruz pensando na ressurreição gloriosa.

Espíritas, filhos da alma, aqui estão conosco dentre muitos, também confraternizando nesta noite que dá início à unificação decorrente da união de almas, os companheiros Carlos Jordão da Silva e Luiz 

Monteiro de Barros, que tanto lutaram pela edificação da identidade do Bem pelo serviço de amor.

A união multiplica os valores, a separação desarma as defesas e naturalmente vem a desagregação.

Não postergueis o Evangelho de Jesus, diz-nos o Apóstolo dos gentios.

Avante, dai-vos as mãos, uni-vos no amor com Jesus e com Allan Kardec.

Deixai de lado os melindres, para pensardes na felicidade indizível de glória da Doutrina Espírita e não na exaltação de quem quer que seja.

Espíritas, o tempo urge. Amai. Se não puderdes amar, perdoai; se for difícil perdoar, desculpai; e se encontrardes obstáculos para desculpa, tende compaixão, como nosso Pai tem-na em relação a nós todos, ensejando-nos a bênção da reencarnação para reeducarmo-nos, para recuperarmo-nos, para realizarmos a tarefa que ficou interrompida na retaguarda.

Que o Senhor de bênçãos nos abençoe, meus filhos, são os votos do servidor humílimo e paternal de sempre, 


Bezerra.














Mensagem transmitida pelo Espírito Bezerra de Menezes através de Divaldo Pereira Franco, no final da conferência realizada no Auditório Bezerra de Menezes, da Federação Espírita do Estado de São Paulo, na noite de 18 de abril de 2004, por ocasião da comemoração dos 140 anos do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” - 1864/2004