quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 8 - O progresso em tudo



Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 8


O progresso em tudo


O progresso é lei natural em todos os mundos, em toda a criação de Deus. O Espirito progride pela vontade ou sem ela, por ser uma lei eterna, que escapa à vontade dos homens e mesmo dos Espíritos, incluindo-se os mais elevados nas escalas dos mundos.

É de ordem divina que devemos descobrir, sentir e obedecer às leis de Deus, para que possamos viver em paz, na relatividade em que nos encontramos. O espirita, conhecendo mais que os profitentes de outras filosofias religiosas, deve esforçar-se para mudar seu comportamento, trabalhar nas mudanças de pensamentos e de palavras, para que a sua vida se ajuste na vida do Cristo.

O trabalho é árduo, mas se já alcançou algum progresso nesse sentido, foi porque começou. Que se faça o mesmo. Se se tem consciência do progresso, por que querer impedi-lo? Os mundos superiores esperam por nós, dependendo do nosso progresso, e da nossa conquista em matéria de intimidade. Acender a luz na intimidade é engenhoso; as dificuldades são inúmeras, no entanto, se faz por ser serviço nosso. 

Quem deseja que todos o admirem, ainda se encontra ligado às trevas da vaidade, do egoísmo e mesmo do orgulho. Devemos pensar que tudo de bom vem de Deus, e devemos fazer a Sua vontade, aliando com Ele a nossa disposição de melhorar, passando, no entanto, para Ele, o que existe de perfeito.

Comunguemos com o amor, amando; comunguemos com a fraternidade, sendo fraternos; comunguemos com a caridade, sendo caridosos; comunguemos com o perdão, perdoando; e nessa irradiação de alegria, devemos entregar ao Senhor os efeitos e mesmo as causas, de todos esses valores morais, porque tudo vem de Deus.

A nossa restauração, o acordar do sono milenar, os princípios dos entendimentos das leis naturais da vida, dependem do Senhor, mas existe uma pequena parte que é nossa e que devemos fazer com amor.

Tudo o que fazemos para que seja visto pelos homens, ainda não é caridade e, sim, dever; a caridade é aquela que se faz em silêncio, dentro de nós, modificando nossos hábitos e limpando os vícios dos nossos caminhos. Hoje, quase que só se encontra o homem alegre quando possui o ouro com abundância, quando possui os bens terrenos, quando pode diminuir os seus companheiros, ficando na ilusão de que sua posição é a melhor. Não sabe, ou se faz de esquecido, que a verdadeira alegria é a do dever cumprido. Quando a alma começa a admirar a si mesma, está se envolvendo nas trevas, achando que é luz; quando ajuda exigindo obediência, estimulando os outros a que falem bem da sua vida que vai mal, não despertou ainda para a vida de amor e de verdadeira fraternidade.

Precisamos conhecer que no universo tudo morre para renascer, com fardos pesados e jugos incômodos, com a finalidade de aprender as lições de amor. Se somos cientes dessas verdades, por que não palmilhar esse roteiro? Tudo o que chamamos de mal, Deus está vendo e é consciente de todos os acontecimentos.

Não é preciso muita preocupação: basta observar a própria vida, abrir os olhos, enxergando os próprios defeitos e corrigindo-os, que os dos outros já são deles. Todo prepotente está sendo observado e cairá na escola da dor, a fim de meditar na sua própria vida. O espirita que prega todos os dias o amor, o desprendimento e a caridade, não pode cultivar o orgulho nem o egoísmo. 

Só existe um suprimento divino perfeito: é o clima de Deus, se servimos de bons instrumentos da Divindade. Médiuns existem em quantidade; no entanto, médiuns bons quase não os há, porque muitos se esquecem do trabalho por dentro, e buscam gostar apenas daqueles que os aplaudem nos seus ensaios de mediunidade.

Trabalhemos com discrição em toda parte, tiremos as capas da falsa humildade, da falsa superioridade, do falso saber, da falsa, caridade, para nos entregarmos aos princípios do verdadeiro amor, aquele que nos faz sentir Jesus a falar por nós no silêncio da própria vida.

Todas as nações estão destinadas ao crescimento espiritual, e passam por duras provas e expiações dolorosas, mas são todos nossos irmãos em Jesus e filhos de Deus. Ajudemo-los no que estiver ao nosso alcance, que as bênçãos de Deus são qual o sol: atingem a todos, com a amorosa assistência de Jesus, Guia de toda a Terra.

Aquele que tiver condições de orar, que o faça por todos; é nosso dever não deixar ninguém desamparado, e a alegria de Deus passa a ser a alegria dos nossos corações.


Miramez















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