sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

André Luiz - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 13 - Mensagem ao Grupo “Hadajed”



André Luiz - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 13


Mensagem ao Grupo “Hadajed”


Irmãos de Hadajed.

Tutelados de Nébia.

Companheiros muito amados.

A paz do Senhor nos equilibre os corações no ministério da santificação.

Somos lutadores do campo espiritual na revelação da vida eterna.

Coube-nos a honra de procurar sem repouso os imperecíveis dons da imortalidade e o descanso não nos felicitará até que a vitória da luz se efetue, indiscutível, no círculo de nossas vidas.

Nosso esforço é diverso, entretanto, o objetivo é único.

Tentamos a espiritualização do homem para sublimar a vida.

Buscais a materialização do Espírito para convencer a mente.

Espiritualizando o coração e santificando o cérebro, através da bondade e do respeito, à frente das leis eternas, entrelacemos nossas mãos na obra, que nos compete realizar.

Urge, porém, saibais, antes de tudo, que cada criatura é sede de soberana inteligência, criando e renovando, destruindo e criando de novo, por intermédio da milagrosa química do pensamento.

Para sublimarmos o sentimento do homem, é necessário renunciemos à ascensão, a fim de permanecer, convosco, nos recôncavos do vale sombrio, testemunho esse que nos é sumamente grato ao coração que não aspira a outra glória senão a de servir o Senhor, concretizando-lhe os desígnios.

Quanto a vós outros, que aceitastes a missão de revelar a imortalidade, utilizando as vossas mais elevadas energias, é imprescindível vos ajusteis a determinados imperativos, sem cuja observância não ultrapassareis a região dos ensaios construtivos, quando a bondade do Cristo nos assinala a jornada com as mais sublimes demonstrações de misericórdia.

A leviandade produz raios perturbadores.

A maledicência improvisa raios inquietantes.

A vaidade estabelece raios de loucura.

A cólera emite raios mortíferos.

A preguiça produz raios entorpecentes.

A mentira improvisa raios obscuros.

A sensualidade emite raios degradantes.

O hábito inveterado da carne estabelece raios animalizadores.

O tabagismo improviso raios tóxicos.

A dipsomania produz raios viciosos.

O desalento emite raios congelantes.

Aqui nos reportamos, não a emissões de forças mentais que se fazem acompanhar de enfermidades, aflições e morte, quais sejam as oriundas da delinquência em suas multiformes manifestações, porque permanecem sob a vigilância da justiça humana. 

Referimo-nos a delitos que se ocultam diariamente sob as aparências do bem, sancionados pelos códigos sociais em todos os ângulos do mundo, mas que expressam sistemas de perturbação e destruição de nossas melhores possibilidades na tarefa que, por nossa felicidade, nos foi atualmente cometida.

Convidamos, assim, os nossos amados companheiros deste santuário, onde as nossas esperanças se elevam puras e multiplicadas ao Senhor, a que nos reajustemos, individualmente, na direção do triunfo que as Esferas Superiores nos prometem.

O amor em Jesus produz raios de Vida Abundante.

O respeito emite raios confortadores.

A simplicidade improvisa raios de alegria.

A humildade cria raios santificadores.

O bom ânimo emite raios de saúde.

A temperança mental produz raios equilibrantes.

A bondade improvisa raios de luz.

O trabalho estabelece raios libertadores.

O perdão emite raios de auxílio.

A harmonia cria raios de paz.

A confiança produz raios de elevação.

A prece emite raios de beleza eterna, conduzindo a alma ao Manancial Divino.

Neste quadro restauremos a esfera vibracional de nossa mente para que permaneçamos centralizados no Cristo, Sol de nossos Destinos, à maneira dos mundos que em nosso sistema gravitam, felizes e soberanos, em torno do astro do dia.

Irmãos, mais fácil é obedecer às sugestões do bem que precipitar a própria alma nos desfiladeiros da sombra, em face das insinuações do mal.

Nosso roteiro brilha traçado nas mãos do Mestre que, através da Cruz, materializou a Ressurreição e sublimou o mundo.

Estreita é a senda.

Escasso é o tempo no corpo físico.

Passageira é a oportunidade.

Gloriosa é a dor.

Bendito é o sofrimento.

Renovadora é a luta.

Benéficas são as preocupações da marcha.

Santa é a responsabilidade.

Doce é amar e perdoar sempre.

Sublime é a fé.

Dadivosa é a esperança.

Dignificante é o trabalho.

Salvadora é a tarefa de servir aos outros.

Divino serviço é acompanhar o Mestre dos Mestres e perseverar em companhia dele até ao fim.

Por que vacilar então?

Diante de nossos olhos deslumbrados, revela-se o câmbio da eternidade:

Flores por espinhos,

bênçãos por pedras,

glórias por sofrimentos,

ascensões por sacrifícios,

cânticos de júbilo por lágrimas silenciosas,

realizações no Céu por insignificantes trabalhos na Terra.

Não há lugar para a hesitação.

Subiremos, por amor, convosco, aos mais altos cumes, ou também, por amor, resvalaremos convosco no abismo das sombras.

Quem ama segue e confia. Seguiremos Jesus, confiando igualmente em vós.

Que Ele, nosso Mestre e Senhor, nos abençoe para sempre.


André Luiz










(Psicografada em 4/7/1949 no Grupo Espírita “Hadajed”, na cidade de Juiz de Fora, M. G.)


Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. 5 - João Nunes Maia - Cap. 36 - O tempo



Miramez - Livro Filosofia Espírita - Vol. 5 - João Nunes Maia - Cap. 36


O tempo


O tempo desaparece diante dos instrutores espirituais. Quem vive irradiando a felicidade deixa de perceber tempo e espaço. Exemplo: quando estamos cercados de companheiros cuja presença nos dá satisfação, as horas passam sem que percebamos.

Para os Espíritos, nos seus trabalhos benfeitores, cuja consciência se encontra na tranquilidade de Deus, o tempo desaparece e o espaço deixa de existir. No entanto, para a humanidade e Espíritos ainda ligados às paixões humanas, esse tempo é uma realidade e o espaço tem a sua presença, impondo limitações.

Tudo no mundo é, pois, relativo ao progresso das almas. A Terra tem seus altos e baixos, tem suas protuberâncias, água e terra, plantas e animais e, ainda mais, a humanidade que se conta por bilhões de seres. No entanto, se nos elevarmos bem acima do planeta, tudo isso deixa de existir pelas alturas alcançadas. Assim são os Espíritos de luz, que já atingiram planos superiores; para eles o tempo não tem a maior importância e eles se sentirão livres, na liberdade que Deus lhes confiou.

Deve o encarnado começar esse trabalho, mesmo se movendo na argamassa da carne, de se libertar do tempo-espaço, não exigindo que isso aconteça imediatamente, pois é função da maturidade, da limpeza de consciência. Não deve esquecer que está preso em um planeta cujas leis existem para que os seres aí estagiados tenham segurança e diretrizes a cumprir, porém o preparo para viver bem fora da Terra deve começar nela, passo a passo, dia a dia. Que faça o que lhe tocar, construindo em seu próprio benefício.

A natureza não dá saltos; o seu milagre são as oportunidades que nos oferece, em todos os sentidos, a nos mostrar Deus e sua bondade. Os Espíritos inferiores a compreendem, e obedecem o tempo e espaço como os homens, quando passam a viver no espaço o que viviam na Terra.

Quando encontramos dificuldades para entender certas profecias no livro sagrado, é por esse motivo: os profetas verdadeiros vivem além do tempo, e não se encontram presos ao espaço humano. Falam da verdade na liberdade que ela lhes possa facultar. Analisemos o Apocalipse: nele o apóstolo João, o grande profeta de Patmos, se nos mostra completamente desobediente ao tempo e fora do espaço que usava para essas valiosas profecias.

A linguagem dos encarnados está presa a certas leis para ser entendida, mas a linguagem de Jesus é universal e com o tempo poderemos entender melhor o que Ele dizia aos Seus discípulos. Ele falava geralmente por parábolas, das quais a Doutrina dos Espíritos dá explicações mais claras, mostrando em Espírito e verdade a luz do Verbo Divino.

A Doutrina dos Espíritos é uma escola divina, onde os benfeitores da eternidade nos mostram como nos libertarmos, conhecendo a verdade. Ela nos apresenta a caridade como porta de salvação, que vibra em todos os mundos. Agradeçamos a Deus por essas oportunidades de conhecer o Bem na sua profundidade, despertando - em nossos corações os dons imperecíveis da luz de Deus.


Miramez

















Sheilla - Livro Convites aos Corações - João Nunes Maia - O Dom da Alegria



Sheilla - Livro Convites aos Corações - João Nunes Maia


O Dom da Alegria


Alguém já falou em mensagem que a flor é o sorriso da árvore para o seu Criador. De fato, nada há no mundo que nos mostre tanta alegria como uma flor que desabrocha e entrega às correntes do ar o seu perfume por amor, higienizando o ambiente onde é sentido o seu perfume.

Todos os homens são dotados de alegria; por que não fazer uso desse dom maravilhoso para levantar os caídos, para dar paz aos tribulados, para dar vida aos que temem a morte, para vestir os nus, ou para aumentar a fé nos descrentes?

O dom da alegria tem capacidade de tudo realizar no que concerne ao bem-estar das criaturas de Deus. 

Quando acordar pela manhã envolvida na tristeza, a criatura não deve deixar que ela a abata nos seus extremos. Quantas vidas materiais se veem consumidas pela melancolia? Muitas e muitas; no entanto, o Espiritismo com Jesus veio para modificar esse padrão de sombras, acendendo luzes em todos os corações, despertando a paz nas consciências.

Se os homens soubessem o valor da alegria pura nos seus encontros, nas suas falas, nos seus convívios, na sua casa, no seu trabalho e na sociedade, eles a cultivariam com mais carinho, senão com mais amor.

Quando procuramos a alegria em tudo, tudo nos responde com harmonia e passamos a sentir suave bem-estar no coração.

Sejamos alegres em todas as circunstâncias, mas saibamos escolher o tipo de contentamento a que nos referimos, porque a alegria pura é o mesmo amor que flui do coração, com a fragrância da Caridade. 


Irmã Scheilla













André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 44 - Perante a Arte



André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 44


Perante a Arte


“E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” Paulo. (Filipenses, Cap. 4, versículo 7.)


Colaborar na cristianização da arte, sempre que se lhe apresentar ocasião.

A arte deve ser o Belo criando o Bom.

Repelir, sem crítica azeda, as expressões artísticas torturadas que exaltem a animalidade ou a extravagância.

O trabalho artístico que trai a Natureza nega a si próprio.

Burilar incansavelmente as obras artísticas de qualquer gênero.

Melhoria buscada, perfeição entrevista.

Preferir as composições artísticas de feitura espírita integral, preservando-se a pureza doutrinária.

A arte enobrecida estende o poder do amor.

Examinar com antecedência as apresentações artísticas para as reuniões festivas nos arraiais espíritas, dosando-as e localizando-as segundo as condições das assembleias a que se destinem.

A apresentação artística é como o ensinamento: deve observar condições e lugar.


André Luiz














André Luiz - Livro Busca e Acharás - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier - Cap. 14 - Em nosso auxílio



André Luiz - Livro Busca e Acharás - Emmanuel / André Luiz - Chico Xavier - Cap. 14


Em nosso auxílio


Cada manhã, enderecemos a Deus o nosso reconhecimento pelas bênçãos da vida.

Agradeçamos com alegria o privilégio de trabalhar.

Recorde que servir é o nosso melhor investimento.

Observe com otimismo as dificuldades que apareçam, interpretando-as por lições necessárias.

Compreendamos que as Leis da Vida estão funcionando nas ocorrências do dia a dia e aceitemos as provações e as adversidades com paciência.

Controle as próprias emoções, de modo a falar sem ferir.

Coloque sobriedade no programa de seus hábitos.

Não abrigue rancor em momento algum.

Estime as pessoas como são, sem exigir que elas se façam a seu modo.

Em qualquer tempo, conserva a certeza de que o bem aos outros, conforme as Leis de Deus, será sempre o melhor que você fará em auxílio a você mesmo.


André Luiz











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 5 - Caridade entre nós



Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 5


Caridade entre nós


A Doutrina Espírita no amparo do Cristo de Deus é o campo de serviço, a que somos chamados para agir em Seu Nome.

Compreendemos que todos comparemos ao engajamento, tais quais somos e como estamos: — em dívida ou em luta, carregando o fardo de nossas imperfeições e conflitos.

E, unicamente trabalhando, encontraremos o desgaste das forças que nos compete alijar de modo a servir com segurança.

Por isto mesmo, não nos esqueçamos:

se a dificuldade aparece, sejamos o ponto que favoreça a supressão dos obstáculos, sem agravá-los;

se a discórdia nos impele a tumulto, recorramos à paz sem menosprezo da verdade, colocando a verdade em amor, a fim de que o amor nos reúna, acima de quaisquer circunstâncias, procurando os objetivos que nos cabe atingir;

se a sombra nos envolve, acendamos a luz da oração, por dentro de nós, com a certeza de que se a prece nem sempre modifica o ambiente externo de nossas realizações, sempre nos rearmonizará no íntimo da alma, induzindo-nos a ver com clareza e entendimento as questões do caminho;

se a provação nos visita, usemos a paciência que o conhecimento da realidade nos infunde, reconhecendo que não bastará medir o sofrimento para extingui-lo e sim trabalhar incessantemente no auxílio aos outros, porque através dos outros, o Senhor nos estenderá o socorro necessário;

se incompreensões nos examinam a capacidade de amar, convertamo-nos em companheiros mais dedicados ao bem daqueles irmãos que, porventura, se nos façam instrumentos de melhoria espiritual;

se a crítica surge à frente, busquemos anatomizá-la, a fim de assimilar-lhe as lições justas, desfazendo enganos ou refazendo tarefas, sinceramente dispostos a contribuir no sustento da harmonia geral;

se recursos escasseiam na hora em nossas mãos, doemos um tanto mais de nós mesmos, em serviço e compreensão, no socorro às necessidades alheias, convencidos de que pelo idioma inarticulado do dever cumprido, Deus suscitará novos cooperadores e companheiros que nos reforçarão as possibilidades nas tarefas que nos reclamam presença e atividade, no dia a dia;

se óbices, reparações, desuniões, fracassos, sofrimentos, desistências, desafios, lágrimas, deserções, conflitos e tribulações, sejam quais sejam, aparecerem junto de nós, que a luz de nossa fé se transforme em nós no recurso preciso a fim de que os esquemas do Cristo se façam realizados por nós, com o esquecimento de nós mesmos…

Nesse caminho da caridade, devemos seguir todos, porque se fora dela não há recuperação para ninguém, fora do serviço que a expressa nenhum de nossos problemas encontrará solução.


Bezerra de Menezes










Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

André Luiz - Livro Sinal Verde - Chico Xavier - Cap. 15 - Ver e ouvir



André Luiz - Livro Sinal Verde - Chico Xavier - Cap. 15


Ver e ouvir


A visão e a audição devem ser educadas, tanto quanto as palavras e as maneiras.

Em visita ao lar de alguém, aprendamos a agradecer o carinho do acolhimento sem nos determos em possíveis desarranjos do ambiente.

Se ouvimos alguma frase imperfeitamente burilada na voz de pessoa amiga, apreciemos a intenção e o sentimento, na elevação em que se articula, sem anotar-lhe o desalinho gramatical.

Veja com bondade e ouça com lógica.

Saibamos ver os quadros que nos cercam, sejam eles quais forem, sem sombra de malícia a tisnar-nos o pensamento.

Registrando anedotas inconvenientes, em torno de acontecimentos e pessoas, tenhamos suficiente coragem de acomodá-las no arquivo do silêncio.

Toda impressão negativa ou maldosa que se transmite aos amigos, em forma de confidência, é o mesmo que propinar-lhes veneno através dos ouvidos.

Em qualquer circunstância, é preciso não esquecer que podemos ver e ouvir para compreender e auxiliar.


André Luiz