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terça-feira, 3 de dezembro de 2024

André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 2 - Do jovem



André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 2


Do jovem


Moderar as manifestações de excessivo entusiasmo, exercitando-se na ponderação quanto às lutas de cada dia, sem, contudo, deixar-se intoxicar pela circunspecção sistemática ou pela sombra do pessimismo.

O culto da temperança afasta o desequilíbrio.

Anotar a extensão das suas forças, consultando sempre os corações mais amadurecidos no aprendizado terrestre, sobre as diretrizes e os passos fundamentais da própria existência, prevenindo-se contra prováveis desvios.

Invigilância conservada, desastre certo.

Guardar persistência e uniformidade nas atitudes, sem dispersar possibilidades em múltiplas tarefas simultâneas, para que não fiquem apenas parcialmente executadas.

Inconstância e indisciplina são portas de frustração.

Abster-se do mergulho inconsciente nas atividades de caráter festivo, evitando, outrossim, o egoísmo doméstico que inspire a deserção do trabalho de ordem geral.

A imprudência constrói o desajuste, o desajuste cria o extremismo e o extremismo gera a perturbação.

Apagar intenções estranhas aos deveres de humanidade e ao aperfeiçoamento moral de si mesmo.

A insinceridade ilude, primeiramente, aquele que a promove.

Buscar infatigavelmente equilíbrio e discernimento na sublimação das próprias tendências, consolidando maturidade e observação no veículo físico, desde os primeiros dias da mocidade, com vistas à vida perene da alma.

Os compromissos assumidos pelo Espírito reencarnante têm começo no momento da concepção.

“Foge também aos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor”. — Paulo. (2ª Carta a Timóteo, Cap. 2, versículo 22.) 


André Luiz









Fonte: Conduta Espírita -pdf

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 8 - No trabalho



André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 8


No trabalho


“Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” — Jesus. (João, 5:17.)

Desde que se encontre em condições orgânicas favoráveis, dedicar-se ao exercício constante de uma profissão nobre e digna.

O engrandecimento da vida exige o tributo individual ao trabalho.

Situar em posições distintas as próprias tarefas diante da família e da profissão, da Doutrina que abraça e da coletividade a que deve servir, atendendo a todas as obrigações com o necessário equilíbrio.

O dever, lealmente cumprido, mantém a saúde da consciência.

Examinar os temas de serviço que lhe digam respeito, para não estagnar os próprios recursos na irresponsabilidade destrutiva ou na rotina perniciosa,

Da busca incessante de perfeição, procede a competência real.

Ajudar aos colegas de trabalho e compreendê-los, contribuindo para a honorabilidade da classe a que pertença.

O espírita responde por sua qualificação nos múltiplos setores da experiência.

Cultuar a caridade nas tarefas profissionais, inclusive naquelas que se refiram às transações do comércio.

O utilitarismo humano é uma ilusão como as outras.

Jamais prevalecer-se das possibilidades de que disponha no movimento espírita para favoritismos e vantagens na esfera profissional.

Quem engana a própria fé, perde a si mesmo.

Em nenhuma ocasião, desprezar as ocupações de qualquer natureza, desde que nobres e úteis, conquanto humildes e anônimas.

O trabalho recebe valor pela qualidade dos seus frutos.


André Luiz

















sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 44 - Perante a Arte



André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 44


Perante a Arte


“E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” Paulo. (Filipenses, Cap. 4, versículo 7.)


Colaborar na cristianização da arte, sempre que se lhe apresentar ocasião.

A arte deve ser o Belo criando o Bom.

Repelir, sem crítica azeda, as expressões artísticas torturadas que exaltem a animalidade ou a extravagância.

O trabalho artístico que trai a Natureza nega a si próprio.

Burilar incansavelmente as obras artísticas de qualquer gênero.

Melhoria buscada, perfeição entrevista.

Preferir as composições artísticas de feitura espírita integral, preservando-se a pureza doutrinária.

A arte enobrecida estende o poder do amor.

Examinar com antecedência as apresentações artísticas para as reuniões festivas nos arraiais espíritas, dosando-as e localizando-as segundo as condições das assembleias a que se destinem.

A apresentação artística é como o ensinamento: deve observar condições e lugar.


André Luiz














segunda-feira, 12 de setembro de 2022

André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 26 - Perante a Oração



André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 26


Perante a Oração


“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.” — Jesus. (MATEUS, 26:41.)


Proferir a prece inicial e a prece final nas reuniões doutrinárias, facilitando-se, dessa forma, a ligação com os Benfeitores da Vida Maior.

A prece entrelaça os Espíritos.

Quanto possível, abandonar as fórmulas decoradas e a leitura maquinal das “preces prontas”, e viver preferentemente as expressões criadas de improviso, em plena emotividade, na exaltação da própria fé.

Há diferença fundamental entre orar e declamar.

Abster-se de repetir em voz alta as preces que são proferidas por amigos outros nas reuniões doutrinárias.

A oração, acima de tudo, é sentimento.

Prevenir-se contra a afetação e o exibicionismo ao proferir essa ou aquela prece, adotando concisão e espontaneidade em todas elas, para que não se façam veículo de intenções especiosas.

Fervor d'alma, luz na prece.

Durante os colóquios da fé, recordar todos aqueles a quem tenhamos melindrado ou ferido, ainda mesmo inconscientemente, rogando-lhes, em silêncio e a distância, o necessário perdão de nossas faltas.

Os resultados da oração, quanto os resultados do amor, são ilimitados.

Cancelar as solicitações incessantes de benefícios para si mesmo, centralizando o pensamento na intercessão em favor dos menos felizes.

Quem ora em favor dos outros, ajuda a si próprio.

Controlar a modulação da voz nas preces públicas, para fugir à teatralidade e à convenção.

O sentimento é tudo.


André Luiz













Fonte: Conduta Espírita -pdf

quinta-feira, 14 de julho de 2022

André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 30 - Perante os sonhos



André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 30 - Perante os sonhos


“E rejeita as questões loucas...” — Paulo. (II TIMÓTEO, 2:23.)

Encarar com naturalidade os sonhos que possam surgir durante o descanso físico, sem preocupar-se aflitivamente com quaisquer fatos ou idéias que se reportem a eles.

Há mais sonhos em vigília que no sono natural.

Extrair sempre os objetivos edificantes desse ou daquele painel entrevisto em sonho.

Em tudo há sempre uma lição.

Repudiar as interpretações supersticiosas que pretendam correlacionar os sonhos com jogos de azar e acontecimentos mundanos, gastando preciosos recursos e oportunidades da existência em preocupação viciosa e fútil.

Objetivos elevados, tempo aproveitado.

Acautelar-se quanto às comunicações inter vivos, no sonho vulgar, pois, conquanto o fenômeno seja real, a sua autenticidade é bastante rara.

O Espírito encarnado é tanto mais livre no corpo denso, quanto mais escravo se mostre aos deveres que a vida lhe preceitua.

Não se prender demasiadamente aos sonhos de que recorde ou às narrativas oníricas de que se faça ouvinte, para não descer ao terreno baldio da extravagância.

A lógica e o bom senso devem presidir a todo raciocínio.

Preparar um sono tranquilo pela consciência pacificada nas boas obras, acendendo a luz da oração, antes de entregar-se ao repouso normal.

A inércia do corpo não é calma para o Espírito aprisionado à tensão.

Admitir os diversos tipos de sonhos, sabendo, porém, que a grande maioria deles se originam de reflexos psicológicos ou de transformações relativas ao próprio campo orgânico.

O Espírito encarnado e o corpo que o serve respiram em regime de reciprocidade no reino das vibrações.


André Luiz











quinta-feira, 7 de julho de 2022

André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 21 - Perante a criança




André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 21


Perante a criança


“Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque deles é o reino de Deus” — JESUS (Lucas, 18:16)


Ver no coração infantil o esboço da geração próxima, procurando ampará-lo em todas as direções.

Orientação da infância, profilaxia do futuro.

Solidarizar-se com os movimentos que digam respeito à assistência à criança, melhorando métodos e ampliando tarefas.

Educar os pequeninos é sublimar a Humanidade.

Colaborar decididamente na recuperação das crianças desajustadas e enfermas, pugnando pela diminuição da mortalidade infantil.

Na meninice corpórea, o Espírito encontra ensejo de renovar as bases da própria vida.

Os pais espíritas podem e devem matricular os filhos nas escolas de moral espírita cristã, para que os companheiros recém-encarnados possam iniciar com segurança a nova experiência terrena.

Os pais respondem espiritualmente como cicerones dos que ressurgem no educandário da carne.

Distribuir incessantemente as obras infantis da literatura espírita, de autores encarnados e desencarnados, colaborando de modo efetivo na implantação essencial da Verdade Eterna.

O livro edificante vacina a mente infantil contra o mal.

Observar quando se deve ou não conduzir as crianças a reuniões doutrinárias.

A ordem significa artigo de lei para toda idade.

Eximir-se de prometer, às crianças que estudam, quaisquer prêmios ou dádivas como recompensa ou (falso) estímulo pelo êxito que venham a atingir no aproveitamento escolar, para não viciar-lhes a mente.

A noção de responsabilidade nos deveres mínimos é o ponto de partida para o cumprimento das grandes obrigações.

Não permitir que as crianças participem de reuniões ou festas que lhes conspurquem os sentimentos, e, em nenhuma oportunidade, oferecer-lhes presentes suscetíveis de incentivar-lhes qualquer atitude agressiva ou belicosa, tanto em brinquedos quanto em publicações.

A criança sofre de maneira profunda a influência do meio.

Furtar-se de incrementar o desenvolvimento de faculdades mediúnicas em crianças, nem lhes permitir a presença em atividades de assistência a desencarnados, ainda mesmo quando elas apresentem perturbações de origem mediúnica, circunstância esta em que devem receber auxílio através da oração e do passe magnético.

Somente pouco a pouco o Espírito se vai inteirando das realidades da encarnação.

Em toda a divulgação, certame ou empreendimento doutrinário, não esquecer a posição singular da educação da infância na Seara do Espiritismo, criando seções e programas dedicados à criança em particular.

Sem boa semente, não há boa colheita.



André Luiz









Fonte: Conduta Espírita -pdf

quarta-feira, 2 de março de 2022

André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 39 - Perante os Fatos Momentosos




André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 39


Perante os Fatos Momentosos


 “Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos.” Paulo. (I Tessalonicenses, 5:15.) 


Perante os fatos momentosos – Em tempo algum empolgar-se por emoções desordenadas ante ocorrências que apaixonem a opinião pública, como, por exemplo, delitos, catástrofes, epidemias, fenômenos geológicos e outros quaisquer. 

Acalmar-se é acalmar os outros. 

Nas conversações e nos comentários acerca de notícias terrificantes, abster-se de sensacionalismo. 

A caridade emudece o verbo em desvario. 

Guardar atitude ponderada, em face de acontecimentos considerados escandalosos, justapondo a influência do bem ao assédio do mal. 

A palavra cruel aumenta a força do crime. 

Resguardar-se no abrigo da prece em todos os transes aflitivos da existência. 

As provações gravitam na esfera da Justiça Divina.  

Aceitar nas maiores como nas menores decepções da vida humana, por mais estranhas ou desconcertantes que sejam, a manifestação dos Desígnios Superiores atuando em favor do aprimoramento espiritual. 

Deus não erra.  

Ainda mesmo com sacrifício, entre acidentes inesperados que lhe firam as esperanças, jamais desistir da construção do bem que lhe cumpre realizar. 

Cada Espírito possui conta própria na Justiça Perfeita.  


André Luiz









quarta-feira, 15 de setembro de 2021

André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 10 - Nos embates políticos




André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 10


Nos embates políticos 


“Nenhum servo pode servir a dois senhores.” — Jesus. (LUCAS, 16:13.)


Situar em posição clara e definida as aspirações sociais e os ideais espíritas cristãos, sem confundir os interesses de César com os deveres para com o Senhor.

Só o Espírito possui eternidade.

Distanciar-se do partidarismo extremado.

Paixão em campo, sombra em torno.

Em nenhuma oportunidade transformar a tribuna espírita em palanque de propaganda política, nem mesmo com sutilezas comovedoras em nome da caridade.

O despistamento favorece a dominação do mal.

Cumprir os deveres de cidadão e eleitor, escolhendo os candidatos aos postos eletivos, segundo os ditames da própria consciência, sem, contudo, enlear-se nas malhas do fanatismo de grei.

O discernimento é caminho para o acerto.

Repelir acordos políticos que, com o empenho da consciência individual, pretextem defender os princípios doutrinários, ou aliciar prestígio social para a Doutrina em troca de votos ou solidariedade a partidos e candidatos.

O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos.

Não comerciar com o voto dos companheiros de Ideal, sobre quem a sua palavra ou cooperação possam exercer alguma influência.

A fé nunca será produto para mercado humano.

Por nenhum pretexto condenar aqueles que se acham investidos com responsabilidades administrativas de interesse público, mas sim orar em favor deles, a fim de que se  desincumbam satisfatoriamente dos compromissos assumidos.

Para que o bem se faça, é preciso que o auxílio da prece se contraponha ao látego da crítica.

Impedir palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial.

A rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em setor algum da política humana.


André Luiz










domingo, 1 de agosto de 2021

André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 34 - Perante o Corpo




André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 34


Perante o Corpo


"Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." - Paulo. (I Coríntios, 6:20.)


Cultivar a higiene pessoal, sustentando o instrumento físico qual se ele fosse viver eternamente, preservando-se, assim, contra o suicídio indireto.

O corpo é o primeiro empréstimo recebido pelo Espírito trazido à carne.

Precatar-se contra tóxicos, narcóticos, alcoólicos, e contra o uso demasiado de drogas que viciem a composição fisiológica natural do organismo.

Existem venenos que agem gota a gota.

Conduzir-se de modo a não exceder-se em atitudes superiores à própria resistência, nem confiar-se a intempestivas manifestações emocionais, que criam calamitosas depressões.

O abuso das energias corpóreas também provoca suicídio lento.

Distinguir no sexo a sede de energias superiores que o Criador concede à criatura para equilibrar-lhe as atividades, sentindo-se no dever de resguardá-la contra os desvios suscetíveis de corrompê-la.

O sexo é uma fonte de bênçãos renovadoras do corpo e da alma.

Fugir de alimentar-se em excesso e evitar a ingestão sistemática de condimentos e excitantes, buscando tomar as refeições com calma e serenidade.

Grande número de criaturas humanas deixa prematuramente o Plano Terrestre pelos erros do estômago.

Sempre que lhe seja possível, respirar o ar livre, tomar banhos de água pura e receber o sol farto, vestindo-se com decência e limpeza, sem, contudo, prender-se à adoração do próprio corpo.

Critério e moderação garantem o equilíbrio e o bem-estar.

Por motivo algum, desprezar o vaso corpóreo de que dispõe, por mais torturado que ele seja.

Na Terra, cada Espírito recebe o corpo de que precisa.


André Luiz







André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 28 - Perante o Passe




André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 28


Perante o Passe


Quando aplicar passes e demais métodos da terapêutica espiritual, fugir à indagação sobre resultados e jamais temer a exaustão das forças magnéticas.

O bem ajuda sem perguntar.

Lembrar-se de que na aplicação de passes não se faz precisa a gesticulação violenta, a respiração ofegante ou o bocejo de contínuo e de que nem sempre há necessidade do toque direto no paciente.

A transmissão do passe dispensa qualquer recurso espetacular.

Esclarecer os companheiros quanto à inconveniência da petição de passes todos os dias, sem necessidade real, para que esse gênero de auxílio não se transforme em mania.

É falta de caridade abusar da bondade alheia.

Proibir ruídos quaisquer, baforadas de fumo, vapores alcoólicos, tanto quanto ajuntamento de gente ou a presença de pessoas irreverentes e sarcásticas nos recintos para assistência e tratamento espiritual.

De ambiente poluído, nada de bom se pode esperar.

Interromper as manifestações mediúnicas no horário de transmissões do passe curativo. 

Disciplina é alma da eficiência.

Interditar, sempre que necessário, a presença de enfermos portadores de moléstias contagiosas nas sessões de assistência em grupo, situando-os em regime de separação para o socorro previsto.

A fé não exclui a previdência.

Quando oportuno, adicionar o sopro curativo aos serviços do passe magnético, bem como o uso da água fluidificada, do autopasse, ou da emissão de força socorrista, a distância, através da oração.

O Bem Eterno é bênção de Deus à disposição de todos.

“E rogava-lhe muito dizendo: - Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva.” (Marcos, 5:23.)



André Luiz 








terça-feira, 25 de maio de 2021

André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 30 - Perante os sonhos




André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 30 - Perante os sonhos


“E rejeita as questões loucas...” — Paulo. (II TIMÓTEO, 2:23.)

Encarar com naturalidade os sonhos que possam surgir durante o descanso físico, sem preocupar-se aflitivamente com quaisquer fatos ou idéias que se reportem a eles.

Há mais sonhos em vigília que no sono natural.

Extrair sempre os objetivos edificantes desse ou daquele painel entrevisto em sonho.

Em tudo há sempre uma lição.

Repudiar as interpretações supersticiosas que pretendam correlacionar os sonhos com jogos de azar e acontecimentos mundanos, gastando preciosos recursos e oportunidades da existência em preocupação viciosa e fútil.

Objetivos elevados, tempo aproveitado.

Acautelar-se quanto às comunicações inter vivos, no sonho vulgar, pois, conquanto o fenômeno seja real, a sua autenticidade é bastante rara.

O Espírito encarnado é tanto mais livre no corpo denso, quanto mais escravo se mostre aos deveres que a vida lhe preceitua.

Não se prender demasiadamente aos sonhos de que recorde ou às narrativas oníricas de que se faça ouvinte, para não descer ao terreno baldio da extravagância.

A lógica e o bom senso devem presidir a todo raciocínio.

Preparar um sono tranquilo pela consciência pacificada nas boas obras, acendendo a luz da oração, antes de entregar-se ao repouso normal.

A inércia do corpo não é calma para o Espírito aprisionado à tensão.

Admitir os diversos tipos de sonhos, sabendo, porém, que a grande maioria deles se originam de reflexos psicológicos ou de transformações relativas ao próprio campo orgânico.

O Espírito encarnado e o corpo que o serve respiram em regime de reciprocidade no reino das vibrações.


André Luiz






quarta-feira, 3 de março de 2021

André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 22 - Perante os doentes




André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 22 - Perante os doentes


“Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim mesmo o fizestes.” — Jesus. (MATEUS, 25:40.)

Criar em torno dos doentes uma atmosfera de positiva confiança, através de preces, vibrações e palavras de carinho, fortaleza e bom ânimo. 

O trabalho de recuperação do corpo fundamenta-se na reabilitação do Espírito.

Mesmo quando sejam ligados estreitamente ao coração, não se deixar abater à face dos enfermos, mas sim apresentar-lhes elevação de sentimento e fé, fugindo a exclamações de pena ou tristeza.

O desespero é fogo invisível. 

Discorrer sempre que necessário sobre o papel relevante da dor em nosso caminho, sem quaisquer lamentações infelizes. 

A resignação nasce da confiança.

Em nenhuma circunstância, garantir a cura ou marcar o prazo para o restabelecimento completo dos doentes, em particular dos obsidiados, sob pena de cair em leviandade. 

Antes de tudo vige a Vontade Sábia do Pai Excelso.

Dar atenção e carinho aos corações angustiados e sofredores, sem falar ou agir de modo a humilhá-los em suas posições e convicções, buscando atender-lhes às necessidades físicas e morais dentro dos recursos ao nosso alcance. 

A melhoria eficaz das almas deita raízes na solidariedade perfeita.

Procurar com alegria, ao serviço da própria regeneração, o convívio prolongado com parentes ou companheiros atacados pela invalidez, pelo desequilíbrio ou pelas enfermidades pertinazes. 

O antídoto do mal é a perseverança no bem.


André Luiz






quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 14 - Na Tribuna




André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 14


Na Tribuna


Palestrar com naturalidade, governando as próprias emoções, sem azedume, sem nervosismo e sem momices, fugindo de prelecionar mais que o tempo indicado no horário previsto. A palavra revela o equilíbrio.  

Calar qualquer propósito de destaque, silenciando exibições de conhecimentos, e ajustar-se à Inspiração Superior, comentando as lições sem fugir ao assunto em pauta, usando simplicidade e precatando-se contra a formação da dúvida nos ouvintes. Cada pregação deve harmonizar-se com o entendimento do auditório.  

Respeitando pessoas e instituições nos comentários e nas referências, nunca estabelecer paralelos ou confrontos suscetíveis de humilhar ou ferir. Verbo sem disciplina gera males sem conta. 

Sustentar a dignidade espírita diante das assembleias, abstendo-se de historietas impróprias ou anedotas reprováveis. O orador é responsável pelas imagens mentais que plasme nas mentes que o ouvem. 

Nas conversações, não se reportar abusiva e intempestivamente a fatos e estudos doutrinários de entendimento difícil, devendo selecionar oportunidades, quanto a pessoas e ambientes, para tratar de temas delicados. A irreflexão é também falta de caridade. 

Manter-se inalterável durante a alocução, à face de qualquer situação imprevista. Os momentos delicados desenvolvem a nossa capacidade de auxiliar. 

Procurar abolir, em suas palestras, os vocábulos impróprios, as expressões pejorativas e os termos da gíria das ruas. O culto da caridade inclui a palavra em todas as suas aplicações.  

Sempre que possível, preferir o uso de verbos e pronomes na primeira pessoa do plural, ao invés da primeira pessoa do singular, a fim de que não se isole da condição dos companheiros naturais do aprendizado, com quem distribui avisos e exortações. Somos todos necessitados de regeneração e de luz.  

É de Paulo de Tarso esta sempre oportuna advertência: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” — Paulo. (Efésios, 4:29.) 


André Luiz






sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 18 - Perante Nós Mesmos




André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 18


Perante Nós Mesmos 


"Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos." - Paulo. (II Coríntios, 13:5.)


Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a autocrítica do autoelogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas.

Toda presunção evidencia afastamento do Evangelho.

Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, atos que signifiquem profissionalismo religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direção de instituições, na redação de livros e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações e outras quaisquer tarefas.

A exploração da fé anula os bons sentimentos.

Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos companheiros e às organizações, mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de Doutrina, para ser agradável aos outros.

O Espiritismo é caminho libertador.

Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se ver na contingência de prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de demissão, em tarefa espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.

O afastamento do dever é deserção.

Efetuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades, buscando solver os encargos assumidos, inclusive os relacionados com as simples contribuições e os auxílios periódicos às instituições fraternais.

Palavra empenhada, lei no coração.

Libertar-se das cadeias mentais oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.

O espírita está informado de que o acaso não existe.

Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam.

O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranquila, a fortaleza inatacável.


André Luiz






sábado, 24 de outubro de 2020

André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 40 - Perante as Revelações do Passado e do Futuro




André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 40


Perante as Revelações do Passado e do Futuro


“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm.” Paulo. (1ª epístola aos Coríntios, capítulo 6, versículo 12.) 

Perante as revelações do passado e do futuro – Observar o maior critério em tudo o que se refira a revelações do pretérito, fugindo ao reerguimento infrutífero de cadáveres que devem prosseguir sepultados na cinza do tempo. 

O passado é a causa viva, mas não soluciona o presente. 

Convencer-se de que, por enquanto, ninguém se inteirará de acontecimentos anteriores à encarnação atual, por motivos banais ou frívolos. 

A Sabedoria Superior, em revelando o passado de alguém, cogita do bem de todos.  

Afugentar preocupações com existências transcorridas, uma vez que qualquer informação nesse sentido deve ser espontânea por parte do Plano Superior, que julga acertadamente quanto ao que mais convém à responsabilidade. 

O que passou está gravado. 

Tranquilizar-se quanto a sucessos porvindouros, analisando com lógica rigorosa todos os estudos referentes a predições. 

A profecia real tem sinais divinos. 

Jamais impressionar-se com prognósticos astrológicos desfavoráveis, na certeza de que, se as influências inclinam, a nossa vontade é força determinante. 

Temos conosco a vida que procuramos. 

Guardar em mente que muitas almas regressam à Vida Maior carregando consigo enormes frustrações pelos equívocos a que se afeiçoaram, por terem aceitado revelações destituídas de crédito. 

Somos herdeiros de nossos próprios atos.  

Paulo de Tarso, em momento de grande lucidez, escreveu ao povo de Corinto: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm.” 


André Luiz






segunda-feira, 12 de outubro de 2020

André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 7 - Em Viagem




André Luiz - Livro Conduta Espírita - Waldo Vieira - Cap. 7


Em Viagem


“Andai como filhos da luz.” Paulo (Efésios, 5:8)


Distribuir, por onde viajar, exortações de alegria e esperança, com quantos lhe partilhem o itinerário.

O verdadeiro espírita jamais perde oportunidade de fazer o bem.

Tratar generosamente os companheiros do caminho.

A qualidade da fé que alimentamos transparece de toda ação.

Ceder, dentro das possibilidades naturais, as melhores posições nas viaturas aos companheiros mais necessitados.

Um gesto simples define uma causa.

Sem esquecer os próprios objetivos, prever com estudo judicioso e miudamente os percalços e as metas da viagem.

A previdência exprime vigilância.

Nas aproximações afetivas, comuns àqueles que viajam, fixar demonstrações de otimismo para que a tristeza não prejudique a obra da confiança.

O otimismo gera paz e simpatia.

Na atenção devida aos companheiros, cuidar com estima e apreço de todas as encomendas, recados e notícias de que seja portador.

O intercâmbio amigo destrói o insulamento.

Não se esquecer do respeito, da gentileza e da cordialidade com que se devem tratar indistintamente funcionários e servidores em veículos, hotéis, repartições e lugares públicos.

Aquele que anda, imprime sinais por onde passa.


André Luiz 






VÍDEO:

Haroldo Dutra Dias 

Tema: Aquele que anda imprime sinais por onde passa. Que sinais imprimes?




6º Congresso Espírita de Sergipe (SE). Período 17 e 18 de setembro de 2016.
Federação do Estado de Sergipe (SE).