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sexta-feira, 15 de março de 2024

Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 20 - Filhos, muito obrigado



Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 20


Filhos, muito obrigado


Filhos, o Senhor nos abençoe e nos ilumine sempre. O pequenino servidor vos compartilha o banquete de amor, tentando agradecer.

As palavras desaparecem ante as grandes emoções que nos tomam de improviso, como que a imobilizar-nos os sentidos, que se fazem ineptos para qualquer manifestação.

Podemos, desse modo unicamente, dizer-vos:

Deus vos recompense.

Achamo-nos todos na jornada para diante, compreendendo que a meta por atingir nos acena, ainda, muito longe.

Estas palavras muito longe, porém, não significam dificuldade ou aflição, porque os caminhos se nos enfeitam agora em palmas de esperança e caridade, auxiliando-nos a seguir.

Obrigado, meus filhos, pela ternura de vossas lembranças:

Muito obrigado pelas mães que receberam filhos de nossa confiança e de nosso carinho, aguardando quase que exclusivamente em vosso amor o dom de sobreviver, nas provas terrestres e que, em nome de Jesus; adornais de estímulos santos, de modo a se reconhecerem sob a cobertura da Providência Divina;

muito obrigado pelos pais que a luta do dia a dia cansou no trabalho e que encontram, como sempre, em vossa abnegação, a certeza da proteção de Deus;

muito obrigado por aqueles irmãos que a fadiga orgânica situou nas últimas linhas da resistência e que vos recolhem a dedicação e a fraternidade por relíquias da alma na viagem da libertação talvez muito em breve;

muito obrigado pelas criaturas irmãs em necessidade que se vos aproximam da mesa de assistência e carinho, a fim de receberem o pão da solidariedade, adquirindo em vosso gesto a convicção de que nunca estiveram sozinhas no esforço de superação das próprias dificuldades;

muito obrigado pelos doentes que vos procuram buscando o remédio da esperança e da paz e que vos recebem as mãos por estrelas de bênção a lhes clarearem a estrada para o refazimento das próprias forças;

muito obrigado pelos jovens tristes que vos contemplam a atividade, buscando a diretriz pela qual suspiravam, a fim de que a caminhada no mundo se lhes faça menos árdua, no rumo de uma vida melhor, jovens que começaram a existência à maneira de seres torturados pela sede de afeto e que, na ânsia de encontrar a fonte da verdade e do bem, oscilavam entre as requisições da luz e a influência das trevas;

muito obrigado pelas crianças que trazeis de novo da amargura para a alegria, orvalhando-lhes os corações com a bênção de vossa fé trazida em serviço a todos os que caminham nas trilhas da evolução, varando empeços maiores que os nossos;

e muito obrigado por aqueles outros pequeninos que ainda não nasceram, mas que esperam amor e proteção a fim de abordarem o campo da Terra para a execução das tarefas edificantes que lhes dirão respeito no dia de amanhã e que, embora sem voz ainda para expressar-vos reconhecimento, pedem a Deus por vossa felicidade porque conseguistes livrá-los do aborto e lhes amparastes as mãezinhas, tantas vezes, agoniadas e sofredoras, em prece constante para que não venham a perdê-los em razão das necessidades e provações que lhes sitiam a vida.

Obrigado, sim, por tudo quanto dais e por tudo quanto derdes, porque é dando que recebemos.

Obrigado, porque acreditastes na caridade e aceitastes a obrigação de fazer o bem.

As migalhas diminutas que distribuirdes são bênçãos eternas, são luzes que se vos resplenderão nos caminhos de hoje e do futuro indicando-vos a verdadeira felicidade.

Não temos hoje outras palavras senão estas: 

muito obrigado.

Agradecemos por todos, principalmente por todos aqueles que a luta humana transitoriamente emudeceu na prova que atravessam.

Eles e nós todos nos regozijamos com a vossa lembrança e repetimos a vós todos:

— Filhos do coração que Deus vos abençoe.


Bezerra de Menezes












sábado, 3 de fevereiro de 2024

Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 4 - Doutrina e aplicação



Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 4


Doutrina e aplicação


Filhos, o Senhor nos abençoe.

Somos defrontados hoje por impositivos da fé que realmente se nos mostram por obrigações de caráter inadiável.

Achamo-nos, sem dúvida, à frente de um mundo — nossa casa — atravancado de problemas que a nós outros compete resolver.

Lutas, conflitos, dificuldades, desafios de variada espécie nos convidam à divulgação da Doutrina de Amor e Luz, a cujo engrandecimento estamos convocados, cada qual de nós na posição em que se encontra.

Por isso mesmo, já que estudais a virtude, reflitamos na expansão dos princípios espíritas evangélicos como sendo a demonstração generalizada e simples da virtude do Cristianismo Redivivo no Espiritismo, a porta libertadora de nossos corações no rumo da emancipação com o Cristo de Deus.

Entretanto, filhos, a divulgação a que nos reportamos será, sim, a da exposição verbal de nossas teses edificantes mas sobretudo a prática dos ensinamentos a que se nos afeiçoam ideia e coração.

Acrescentemos Espiritismo às nossas atividades cotidianas.

Mais amor no exercício de nossos deveres, mais luz em nossa palavra.

Em casa, aditemos Doutrina às nossas mínimas atitudes, a fim de que o lar se nos mantenha por santuário bendito do aperfeiçoamento espiritual a que nos empenhamos e, em nossos grupos de serviço, apliquemos Doutrina em nossos gestos mais obscuros, de vez que no instituto doméstico e em nossa equipe de trabalho é que surpreendemos os mais difíceis problemas de ordem espiritual para a iluminação do futuro.

Isso porque é no ambiente mais íntimo da experiência terrestre que acolhemos os laços mais sublimes do amor e os elos mais aflitivos das aversões que nós mesmos trazemos na bagagem de passadas reencarnações.

Do lar e do grupo social, seja esse grupo de caráter idealístico ou afetivo, na ação e na afinidade, é que nos afastamos para a Família Maior — a Humanidade — assim como a embarcação que se retira do cais, em demanda do mar alto.

Por esta razão, nessas duas escolas da alma é forçoso adestrar-nos em Doutrina Espírita, a fim de que a travessia da viagem na vida física se faça amparada no êxito necessário.

Enfim, traduzamos a nossa fé em trabalho incessante no Bem, desentranhemos as lições de Jesus, milenarmente arquivadas em nossa memória para o trato afetivo com as experiências do dia a dia, auxiliando-nos uns aos outros, através do perdão aprendido e sofrido e da tolerância trabalhada e esculpida no próprio esforço, reconhecendo que o outro é o nosso reflexo.

O próximo é o caminho e Jesus é a meta.

Sirvamo-nos. Ajudemo-nos. tão somente assim, ofereceremos substância às realizações espíritas-cristãs, à maneira do material que monumentaliza esse ou aquele plano de construção.

Atividade, mas não aquela atividade a que os nossos irmãos ainda sediados na rebeldia se referem nos apelos com que conclamam o Mundo à renovação.

Esforço em nós mesmos, para que a nossa fé se nos instale definitivamente na vida pessoal para que a felicidade não mais se erija em nós por mito que a desilusão quebra ou destrói.

Construamos Doutrina em nós e em nossas próprias existências, dando conta dos encargos que o Senhor nos reservou, tomando a compreensão e a bondade por diretrizes de cada dia.

Apenas assim — unicamente assim — faremos a divulgação do Espiritismo por Doutrina Perfeita, a destacar-se de nossas próprias imperfeições, a fim de que pelo trabalho e hoje, venhamos a alcançar com o Divino Mestre, a felicidade indestrutível pela vivência positiva e real da legenda que Ele mesmo, Jesus, nos deu a todas as criaturas na Terra, por divino roteiro indispensável à paz de cada um: — “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”


Bezerra de Menezes












Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 5 - Caridade entre nós



Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 5


Caridade entre nós


A Doutrina Espírita no amparo do Cristo de Deus é o campo de serviço, a que somos chamados para agir em Seu Nome.

Compreendemos que todos comparemos ao engajamento, tais quais somos e como estamos: — em dívida ou em luta, carregando o fardo de nossas imperfeições e conflitos.

E, unicamente trabalhando, encontraremos o desgaste das forças que nos compete alijar de modo a servir com segurança.

Por isto mesmo, não nos esqueçamos:

se a dificuldade aparece, sejamos o ponto que favoreça a supressão dos obstáculos, sem agravá-los;

se a discórdia nos impele a tumulto, recorramos à paz sem menosprezo da verdade, colocando a verdade em amor, a fim de que o amor nos reúna, acima de quaisquer circunstâncias, procurando os objetivos que nos cabe atingir;

se a sombra nos envolve, acendamos a luz da oração, por dentro de nós, com a certeza de que se a prece nem sempre modifica o ambiente externo de nossas realizações, sempre nos rearmonizará no íntimo da alma, induzindo-nos a ver com clareza e entendimento as questões do caminho;

se a provação nos visita, usemos a paciência que o conhecimento da realidade nos infunde, reconhecendo que não bastará medir o sofrimento para extingui-lo e sim trabalhar incessantemente no auxílio aos outros, porque através dos outros, o Senhor nos estenderá o socorro necessário;

se incompreensões nos examinam a capacidade de amar, convertamo-nos em companheiros mais dedicados ao bem daqueles irmãos que, porventura, se nos façam instrumentos de melhoria espiritual;

se a crítica surge à frente, busquemos anatomizá-la, a fim de assimilar-lhe as lições justas, desfazendo enganos ou refazendo tarefas, sinceramente dispostos a contribuir no sustento da harmonia geral;

se recursos escasseiam na hora em nossas mãos, doemos um tanto mais de nós mesmos, em serviço e compreensão, no socorro às necessidades alheias, convencidos de que pelo idioma inarticulado do dever cumprido, Deus suscitará novos cooperadores e companheiros que nos reforçarão as possibilidades nas tarefas que nos reclamam presença e atividade, no dia a dia;

se óbices, reparações, desuniões, fracassos, sofrimentos, desistências, desafios, lágrimas, deserções, conflitos e tribulações, sejam quais sejam, aparecerem junto de nós, que a luz de nossa fé se transforme em nós no recurso preciso a fim de que os esquemas do Cristo se façam realizados por nós, com o esquecimento de nós mesmos…

Nesse caminho da caridade, devemos seguir todos, porque se fora dela não há recuperação para ninguém, fora do serviço que a expressa nenhum de nossos problemas encontrará solução.


Bezerra de Menezes










Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 19 - O barco e a rota



Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 19


O barco e a rota


Meu filho, o Senhor nos inspire. O barco prossegue na rota certa:

Cristo e Kardec.

A porta e a chave.

O ensino e a experiência.

Continuidade — a nossa legenda.

Estudo de Allan Kardec.

Compreensão de Allan Kardec.

Divulgação de Allan Kardec.

Vivência de Allan Kardec.

Fé raciocinada, de coração renovado no amor.

Trabalho, solidariedade e tolerância no programa Sublime — Fora da Caridade não há salvação.

Confiemo-nos ao Senhor, trabalhando sempre.


Bezerra de Menezes










terça-feira, 28 de setembro de 2021

Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 5 - Caridade entre nós




Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 5


Caridade entre nós


A Doutrina Espírita no amparo do Cristo de Deus é o campo de serviço, a que somos chamados para agir em Seu Nome.

Compreendemos que todos comparemos ao engajamento, tais quais somos e como estamos: — em dívida ou em luta, carregando o fardo de nossas imperfeições e conflitos.

E, unicamente trabalhando, encontraremos o desgaste das forças que nos compete alijar de modo a servir com segurança.

Por isto mesmo, não nos esqueçamos:

se a dificuldade aparece, sejamos o ponto que favoreça a supressão dos obstáculos, sem agravá-los;

se a discórdia nos impele a tumulto, recorramos à paz sem menosprezo da verdade, colocando a verdade em amor, a fim de que o amor nos reúna, acima de quaisquer circunstâncias, procurando os objetivos que nos cabe atingir;

se a sombra nos envolve, acendamos a luz da oração, por dentro de nós, com a certeza de que se a prece nem sempre modifica o ambiente externo de nossas realizações, sempre nos rearmonizará no íntimo da alma, induzindo-nos a ver com clareza e entendimento as questões do caminho;

se a provação nos visita, usemos a paciência que o conhecimento da realidade nos infunde, reconhecendo que não bastará medir o sofrimento para extingui-lo e sim trabalhar incessantemente no auxílio aos outros, porque através dos outros, o Senhor nos estenderá o socorro necessário;

se incompreensões nos examinam a capacidade de amar, convertamo-nos em companheiros mais dedicados ao bem daqueles irmãos que, porventura, se nos façam instrumentos de melhoria espiritual;

se a crítica surge à frente, busquemos anatomizá-la, a fim de assimilar-lhe as lições justas, desfazendo enganos ou refazendo tarefas, sinceramente dispostos a contribuir no sustento da harmonia geral;

se recursos escasseiam na hora em nossas mãos, doemos um tanto mais de nós mesmos, em serviço e compreensão, no socorro às necessidades alheias, convencidos de que pelo idioma inarticulado do dever cumprido, Deus suscitará novos cooperadores e companheiros que nos reforçarão as possibilidades nas tarefas que nos reclamam presença e atividade, no dia a dia;

se óbices, reparações, desuniões, fracassos, sofrimentos, desistências, desafios, lágrimas, deserções, conflitos e tribulações, sejam quais sejam, aparecerem junto de nós, que a luz de nossa fé se transforme em nós no recurso preciso a fim de que os esquemas do Cristo se façam realizados por nós, com o esquecimento de nós mesmos…

Nesse caminho da caridade, devemos seguir todos, porque se fora dela não há recuperação para ninguém, fora do serviço que a expressa nenhum de nossos problemas encontrará solução.


Bezerra de Menezes









Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quinta-feira, 23 de julho de 2020

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 4 - Doutrina e aplicação



Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 4


Doutrina e aplicação


Filhos, o Senhor nos abençoe.

Somos defrontados hoje por impositivos da fé que realmente se nos mostram por obrigações de caráter inadiável.

Achamo-nos, sem dúvida, à frente de um mundo — nossa casa — atravancado de problemas que a nós outros compete resolver.

Lutas, conflitos, dificuldades, desafios de variada espécie nos convidam à divulgação da Doutrina de Amor e Luz, a cujo engrandecimento estamos convocados, cada qual de nós na posição em que se encontra.

Por isso mesmo, já que estudais a virtude, reflitamos na expansão dos princípios espíritas evangélicos como sendo a demonstração generalizada e simples da virtude do Cristianismo Redivivo no Espiritismo, a porta libertadora de nossos corações no rumo da emancipação com o Cristo de Deus.

Entretanto, filhos, a divulgação a que nos reportamos será, sim, a da exposição verbal de nossas teses edificantes mas sobretudo a prática dos ensinamentos a que se nos afeiçoam ideia e coração.

Acrescentemos Espiritismo às nossas atividades cotidianas.

Mais amor no exercício de nossos deveres, mais luz em nossa palavra.

Em casa, aditemos Doutrina às nossas mínimas atitudes, a fim de que o lar se nos mantenha por santuário bendito do aperfeiçoamento espiritual a que nos empenhamos e, em nossos grupos de serviço, apliquemos Doutrina em nossos gestos mais obscuros, de vez que no instituto doméstico e em nossa equipe de trabalho é que surpreendemos os mais difíceis problemas de ordem espiritual para a iluminação do futuro.

Isso porque é no ambiente mais íntimo da experiência terrestre que acolhemos os laços mais sublimes do amor e os elos mais aflitivos das aversões que nós mesmos trazemos na bagagem de passadas reencarnações.

Do lar e do grupo social, seja esse grupo de caráter idealístico ou afetivo, na ação e na afinidade, é que nos afastamos para a Família Maior — a Humanidade — assim como a embarcação que se retira do cais, em demanda do mar alto.

Por esta razão, nessas duas escolas da alma é forçoso adestrar-nos em Doutrina Espírita, a fim de que a travessia da viagem na vida física se faça amparada no êxito necessário.

Enfim, traduzamos a nossa fé em trabalho incessante no Bem, desentranhemos as lições de Jesus, milenarmente arquivadas em nossa memória para o trato afetivo com as experiências do dia a dia, auxiliando-nos uns aos outros, através do perdão aprendido e sofrido e da tolerância trabalhada e esculpida no próprio esforço, reconhecendo que o outro é o nosso reflexo.

O próximo é o caminho e Jesus é a meta.

Sirvamo-nos. Ajudemo-nos. tão somente assim, ofereceremos substância às realizações espíritas-cristãs, à maneira do material que monumentaliza esse ou aquele plano de construção.

Atividade, mas não aquela atividade a que os nossos irmãos ainda sediados na rebeldia se referem nos apelos com que conclamam o Mundo à renovação.

Esforço em nós mesmos, para que a nossa fé se nos instale definitivamente na vida pessoal para que a felicidade não mais se erija em nós por mito que a desilusão quebra ou destrói.

Construamos Doutrina em nós e em nossas próprias existências, dando conta dos encargos que o Senhor nos reservou, tomando a compreensão e a bondade por diretrizes de cada dia.

Apenas assim — unicamente assim — faremos a divulgação do Espiritismo por Doutrina Perfeita, a destacar-se de nossas próprias imperfeições, a fim de que pelo trabalho e hoje, venhamos a alcançar com o Divino Mestre, a felicidade indestrutível pela vivência positiva e real da legenda que Ele mesmo, Jesus, nos deu a todas as criaturas na Terra, por divino roteiro indispensável à paz de cada um: — “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”


Bezerra de Menezes













Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 5 - Caridade entre nós



Bezerra de Menezes - Livro Doutrina e Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 5


Caridade entre nós


A Doutrina Espírita no amparo do Cristo de Deus é o campo de serviço, a que somos chamados para agir em Seu Nome.

Compreendemos que todos comparemos ao engajamento, tais quais somos e como estamos: — em dívida ou em luta, carregando o fardo de nossas imperfeições e conflitos.

E, unicamente trabalhando, encontraremos o desgaste das forças que nos compete alijar de modo a servir com segurança.

Por isto mesmo, não nos esqueçamos:

se a dificuldade aparece, sejamos o ponto que favoreça a supressão dos obstáculos, sem agravá-los;

se a discórdia nos impele a tumulto, recorramos à paz sem menosprezo da verdade, colocando a verdade em amor, a fim de que o amor nos reúna, acima de quaisquer circunstâncias, procurando os objetivos que nos cabe atingir;

se a sombra nos envolve, acendamos a luz da oração, por dentro de nós, com a certeza de que se a prece nem sempre modifica o ambiente externo de nossas realizações, sempre nos rearmonizará no íntimo da alma, induzindo-nos a ver com clareza e entendimento as questões do caminho;

se a provação nos visita, usemos a paciência que o conhecimento da realidade nos infunde, reconhecendo que não bastará medir o sofrimento para extingui-lo e sim trabalhar incessantemente no auxílio aos outros, porque através dos outros, o Senhor nos estenderá o socorro necessário;

se incompreensões nos examinam a capacidade de amar, convertamo-nos em companheiros mais dedicados ao bem daqueles irmãos que, porventura, se nos façam instrumentos de melhoria espiritual;

se a crítica surge à frente, busquemos anatomizá-la, a fim de assimilar-lhe as lições justas, desfazendo enganos ou refazendo tarefas, sinceramente dispostos a contribuir no sustento da harmonia geral;

se recursos escasseiam na hora em nossas mãos, doemos um tanto mais de nós mesmos, em serviço e compreensão, no socorro às necessidades alheias, convencidos de que pelo idioma inarticulado do dever cumprido, Deus suscitará novos cooperadores e companheiros que nos reforçarão as possibilidades nas tarefas que nos reclamam presença e atividade, no dia a dia;

se óbices, reparações, desuniões, fracassos, sofrimentos, desistências, desafios, lágrimas, deserções, conflitos e tribulações, sejam quais sejam, aparecerem junto de nós, que a luz de nossa fé se transforme em nós no recurso preciso a fim de que os esquemas do Cristo se façam realizados por nós, com o esquecimento de nós mesmos…

Nesse caminho da caridade, devemos seguir todos, porque se fora dela não há recuperação para ninguém, fora do serviço que a expressa nenhum de nossos problemas encontrará solução.


Bezerra de Menezes






Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano