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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Emmanuel - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 27 - Ajudemos



Emmanuel - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 27


Ajudemos


Meus amigos.

Sem sabedoria não há caminho, mas sem amor não há luz.

Em verdade, não podemos dispensar, em nossas cogitações doutrinárias, as lides da cultura acadêmica, que nos facilitem a jornada para diante.

O livro, o jornal, a tribuna, o gabinete, o laboratório e a pesquisa são forças imprescindíveis à formação do homem espiritualizado da Nova Era. 

Entretanto, observando os problemas complexos da atualidade, quando a Ciência erige catafalcos à própria grandeza, intoxicando os valores intelectuais de todas as procedências, é imperioso atender, acima de tudo, à sementeira do coração.

No amor situou Jesus a metrópole viva do Evangelho.

Não podemos, por isso, olvidar as nossas obrigações de operários da regeneração humana, que precisa começar de nós mesmos, sob a direção da bondade infatigável, única força que realmente nos melhorará, uns à frente dos outros.

Para nós, que esposamos no Espiritismo Cristão a nossa cátedra e a nossa oficina, o santuário de nossos princípios e o lar de nossos ideais, o serviço de assistência ao espírito popular constitui sagrado labor. 

Espiritismo que auxilie as mães e as crianças, os jovens e os velhos, os que lutam e sofrem, os que anseiam pela melhoria própria e os que esperam o consolo da fé vigorosa e transformadora que a Doutrina encerra em seus postulados de solidariedade e justiça, amor e compreensão.

Entendemos a importância das teorias e das predicações preciosas e sabemos que, sem o grupo selecionado de instrutores, a lição se veria desfigurada em sua pureza; contudo, em toda parte, nesta sombria e pesada hora que vamos atravessando na Terra, aflitivas necessidades envenenam a vida.

Em todos os lugares, a ignorância tripudia sobre a dor, a indiferença lança doloroso sarcasmo à fé e o mal, aparentemente triunfante, humilha o bem que se oculta.

No turbilhão de conflitos que asfixiam as melhores aspirações do povo, é necessário sejamos o apoio fraterno e providencial de quantos se colocam em busca de um roteiro para as Esferas mais altas.

Somos naturalmente os braços multiplicados do Amigo Divino da Humanidade e, nessas condições, é imprescindível nos movimentemos na execução dos nossos programas de fraternidade legítima.

Esperam por Jesus e, consequentemente, por nós outros, que detemos a presunção de representá-lo,

a criança sem agasalho moral,

o doente sem coragem,

os pais aflitos,

os servidores anônimos do progresso,

os jovens carentes de auxílio,

os aprendizes vacilantes da fé,

os transviados da experiência humana,

os infelizes irmãos nossos que o cipoal do crime entonteceu e arrojou a escuros despenhadeiros,

os sedentos de luz divina,

as mães humildes que ajudam o crescimento da prosperidade geral,

os corações esquecidos nas zonas sombrias da inquietação e da renúncia pelo bem de todos,

e as almas nobres e generosas que se apagam nos trilhos evolutivos, na defesa e na preservação do lar e 

na consagração à glória da felicidade comum…

Jornadeiam, muitas vezes, sem alegria e sem nome, na posição de romeiros da boa vontade…

Passam, obscuros e dilacerados, buscando, porém, a Pátria Maior, para cuja grandeza volvem, ansiosos, o olhar e o pensamento.

É nesses companheiros da luta e do serviço que precisamos centralizar os nossos maiores e melhores impulsos de ajudar, esclarecer e cooperar.

É nesse labor de solidariedade efetiva que devemos concentrar as nossas atenções e interesses, a fim de que o Espiritismo se transforme, por nossa conduta e por nossas mãos, na força irresistível de restauração e socorro à coletividade.

Haverá, sim, agora e sempre, a equipe dos investigadores que nos garanta o tesouro da inteligência. Sitiados em gloriosos cenáculos da discussão e do estudo, seguirão entre pesquisas e hipóteses, assegurando os méritos intelectuais da escola e da teoria; contudo, é forçoso reconhecer que nós outros, os seareiros do Evangelho, necessitamos avançar despertos para as obras da verdadeira confraternização.

O Espiritismo, não duvideis, é a luz de uma nova renascença para o mundo inteiro. Para que a sublime renovação se concretize, porém, é necessário nos convertamos em raios vivos de sua santificante claridade, ajustando a nossa individualidade aos imperativos do Infinito Bem.

Unamo-nos, desse modo, em espírito e coração, no serviço a que estamos destinados.

Ajudemos.

E, convictos de que o amor e a sabedoria constituem o alvo divino de nossa marcha, asilemo-nos no templo da Boa Nova, afeiçoando a nossa existência, em definitivo, aos exemplos do Mestre e Senhor, a benefício da nossa redenção para sempre.


Emmanuel








Psicografia em Reunião Pública.
Data — 2-7-1951.
Local — Centro Espírita Amor ao Próximo, na cidade de Leopoldina, Minas.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Bezerra de Menezes - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7 - Código Divino



Bezerra de Menezes - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7


Código Divino


Outrora, os mártires sofreram nos circos para doar ao mundo a glória da Revelação.

Através de fogueiras e sacrifícios, traçaram um roteiro de luz para o mundo paganizado; em seguida, quando as trevas da Idade Média consagravam a autocracia do poder, os cristãos livres experimentaram a perseguição, a morte e o anátema para restaurarem a senda luminosa, conferindo à Terra as bênçãos da Verdade.

Hoje, porém, meus amigos, os seguidores do Mestre Divino, irmanados em torno da cruz redentora, foram chamados à doação da Fraternidade às criaturas. 

Amparados pelo evolução dos códigos, que se tocaram das claridades sublimes da Boa-Nova, através dos séculos, desfrutam de liberdade relativa para concretizarem a divina missão de que foram cometidos.

Antigamente, dolorosa renunciação era exigida aos companheiros do Mestre Nazareno, de fora para dentro; agora, contudo, é a luta renovadora do santuário íntimo para o mundo externo. 

Não é o circo do martírio que se abre na praça pública, nem a fogueira dos autos-de-fé, instaladas dentro de povos livres e robustos em nome das confissões religiosas. 

A autoridade reclama corações consagrados ao Senhor na esfera de si mesmos.  

A fraternidade constituir-se-á abençoado clima do trabalho e realização, dentro do Espiritismo evangélico, ou permaneceremos na mesma expectação inoperante do princípio quando o material divino da Revelação e da Verdade não encontrava acesso em nossos Espíritos irredimidos.

Formemos não somente grupos de indagação intelectual ou de crítica nem sempre reconstrutiva, mas, sobretudo, ergamos um templo interior à bondade, porque sem espírito de amor todas as nossas obras falham na base, ameaçadas pela vaga incessante que caracteriza o campo falível das formas transitórias.

“Amemo-nos uns aos outros”,(1) segundo a palavra do Mestre que nos reúne, sem desarmonia, sem discussões ruinosas, sem desinteligências destrutivas, sem perda de tempo nos comentários vagos e inoportunos, amparando-nos, reciprocamente, pelo trabalho, pela tolerância salvadora, pela fé viva e imperecível.

Se nos encontramos realmente empenhados no Espiritismo que melhora e regenera, que esclarece e redime, que salva e ilumina, sob a égide de Jesus, recordemos as palavras do Código Divino, para vivê-las na acústica de nossa alma, seguindo o Senhor em sua exemplificação de sacrifício, de solidariedade e de amor: — “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém irá até o Pai, senão por mim.” (2)


Bezerra de Menezes







(1) João, 13:34
(2) João. 14:6

Psicografia em Reunião Pública. Centro Espírita Amor e Caridade, em Belo Horizonte, Minas. 14-5-1949.


segunda-feira, 2 de junho de 2025

André Luiz - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 16 - Aos “Obreiros da Boa Vontade”



André Luiz - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 16


Aos “Obreiros da Boa Vontade”


Meus irmãos:

Jesus nos abençoe.

A obra do Senhor conta com servidores de todas as latitudes, tendências e direções.

Alguns somente cooperam em tarefas que lhes agradem.

São os obreiros caprichosos.

Outros não colaboram, se a multidão dos amigos não lhes observa os esforços.

São os obreiros vaidosos.

Alguns ajudam, segundo as circunstâncias do tempo.

São os obreiros inconstantes.

Vários comparecem, a fim de reparar as contribuições alheias.

São os obreiros levianos.

Diversos colaboram indicando os defeitos dos companheiros.

São os obreiros escarnecedores.

Muitos auxiliam, quando há benefícios imediatos.

São os obreiros oportunistas.

Não poucos surgem no serviço, reclamando as vantagens para o seu círculo pessoal.

São os obreiros egoístas.

Grande parte intervém no trabalho, discutindo direitos e prioridades, privilégios e favores para si ou para aqueles que se lhes façam simpáticos.

São os obreiros apaixonados.

Inúmeros aparecem nos quadros da ação, enganando o tempo e menosprezando-o, recebendo sem dar, desfrutando sem retribuir e absorvendo a luz e a benção sem irradiá-las.

São os obreiros infelizes.

Mas, o Mestre glorifica-se nos cooperadores que não cogitam de prerrogativa e remuneração, que servem onde, como e quando determina a sua Vontade Sábia e Soberana.

São os “Obreiros da Boa Vontade”.


André Luiz











quinta-feira, 6 de março de 2025

Eurípedes Barsanulfo - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 43 - O anjo silencioso



Eurípedes Barsanulfo - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 43


O anjo silencioso


No cimo da cruz, reconhecia o Senhor que, em verdade, no mundo, não havia lugar para Ele…

Sem asilo para nascer, fora constrangido a valer-se do ninho dos animais e, sem pouso para morrer, içavam-no ao lenho dos malfeitores.

Agora, porém, que se isolara mentalmente na gritaria em torno, espraiava-se-lhe a visão…

Fitava, em espírito, os grandes palácios da Terra, ocupados pelos poderosos que se vestiam de púrpura e ouro, cercados de mulheres escravas e servos infelizes, e notou que dominavam os quatro cantos do Globo, prestigiando os verdugos do sangue humano e os falsos profetas que lhes entorpeciam as consciências…

Mas, entre os altos muros que os apartavam, viu também o Senhor os que viviam desajustados quanto Ele mesmo…

Assinalou os mártires da justiça, encarcerados nas prisões;

as vítimas da calúnia, açoitadas em praça pública;

os heróis da fraternidade, em postes de martírio;

os lidadores do bem, cedidos em pasto às feras;

os amigos da educação popular, sob o cutelo de carrascos inconscientes;

os perseguidos, condenados a ferros em região inóspitas;

as mães desamparadas, cujo pranto caía como orvalho de fel sobre a terra seca;

os velhos sem esperança;

os caravaneiros da nudez e da fome;

os doentes sem leito e as crianças sem lar…

Entre os homens igualmente não havia lugar para eles.

Como outrora, à frente de Lázaro morto, Jesus chorou…

Chorou e suplicou a Deus a vinda de alguém que o representasse ao pé dos aflitos… alguém que lenisse chagas sem recompensa, que enxugasse lágrimas sem queixa e servisse sem perguntar…

E o Pai Misericordioso enviou-lhe toda uma coorte de anjos que o louvavam, felizes, transformando o madeiro numa apoteose de luz, com exceção de um deles que, ao invés de adorá-lo, procurou-lhe, respeitoso, os lábios trementes, como quem lhe buscava as derradeiras ordenações.

Não percebeu a multidão desvairada o que se passou entre o Cristo agonizante e o mensageiro sublime; no entanto, de imediato, o nume celeste, sereno e compassivo, desceu do monte para os vales humanos, nos quais, desde então, até hoje, converte o ódio em amor, a expiação em ensinamento, a dor em alegria, o desespero em consolo e o gemido em oração…

Esse anjo silencioso é o Anjo da Caridade.

Por isso, toda vez que lhe ouvis a inspiração divina, abraçando os sofredores ou amparando os necessitados, ainda mesmo através da mais leve migalha de pão ou de entendimento, é a Jesus que o fazeis.


Eurípedes Barsanulfo









Psicografia em Reunião Pública. Data — 11-1-1959. Local — Lar Espírita Bezerra de Menezes, na cidade de Uberaba, Minas. 


domingo, 2 de março de 2025

André Luiz - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 19 - Escuta, meu irmão!…



André Luiz - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 19


Escuta, meu irmão!…


Não é a tua palavra primorosa a força que te exaltará a inteligência e, sim, o objetivo para o qual se dirige.

Não é a dádiva que te confere o título de benfeitor, mas o modo pelo qual te manifestas, através dela.

Não é a fortuna material que te faz realmente rico e, sim, a aplicação dignificante das utilidades que reténs a benefício de todos.

Não é a fama terrestre a claridade que te coroa o nome e sim a benção do Céu sobre a reta conduta que abraçaste em favor do bem coletivo.

Não é a lição verbal o poder com que educarás o companheiro de luta, nas tarefas de cada dia, mas o teu exemplo reiterado na edificação comum por intermédio da própria melhoria.

Não é a tua crença sectária, embora fervorosa, que te guiará à sublimação na vida espiritual, depois da morte do corpo e, sim, os teus atos de bondade santificante, que serão testemunhas permanentes de tua alma, onde estiveres.

Não é a fé sem obras que te iluminará a senda de progresso, mas as obras dignificadoras que conseguires concretizar, em ti mesmo e fora de ti, inspirado por tua fé.

Não é a cultura intelectual inoperante que te fará respeitável, e sim o espírito de serviço com que te devotares, em qualquer condição, à felicidade dos semelhantes.

Não é o êxito suscetível de sorrir-te na Terra, por alguns dias breves, a fonte de alegria real que procuras com os melhores anseios de coração, mas a paz de consciência, no dever bem cumprido, nas obrigações de cada dia.

Busquemos ser, antes de aparentar e fazer, antes de instruir.

A verdade espera nossa alma, em cada ângulo de caminho, dentro de nossa jornada para a frente.

Assim, pois, construamos o nosso engrandecimento interior, porque, hoje ou amanhã, o Sol Divino projetará sobre nós a sua bendita claridade, revelando-nos, à luz meridiana, tais quais somos.


André Luiz









(Psicografada em 31/3/1950 no Centro Espírita Luiz Gonzaga, na cidade de Pedro Leopoldo, M. G.)


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Bezerra de Menezes - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7 - Aos novos cristãos



Bezerra de Menezes - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 7


Aos novos cristãos


Outrora, os mártires sofreram nos circos para doar ao mundo a glória da Revelação. 

Através de fogueiras e sacrifícios, traçaram um roteiro de luz para o mundo paganizado; em seguida, quando as trevas da Idade Média consagravam a autocracia do poder, os cristãos livres experimentaram a perseguição, a morte e o anátema para restaurarem a senda luminosa, conferindo à Terra as bênçãos da Verdade.

Hoje, porém, meus amigos, os seguidores do Mestre Divino, irmanados em torno da cruz redentora, foram chamados à doação da Fraternidade às criaturas. 

Amparados pelo evolução dos códigos, que se tocaram das claridades sublimes da Boa-Nova, através dos séculos, desfrutam de liberdade relativa para concretizarem a divina missão de que foram cometidos.

Antigamente, dolorosa renunciação era exigida aos companheiros do Mestre Nazareno, de fora para dentro; agora, contudo, é a luta renovadora do santuário íntimo para o mundo externo. 

Não é o circo do martírio que se abre na praça pública, nem a fogueira dos autos-de-fé, instaladas dentro de povos livres e robustos em nome das confissões religiosas. 

A autoridade reclama corações consagrados ao Senhor na esfera de si mesmos.   

A fraternidade constituir-se-á abençoado clima do trabalho e realização, dentro do Espiritismo evangélico, ou permaneceremos na mesma expectação inoperante do princípio quando o material divino da Revelação e da Verdade não encontrava acesso em nossos Espíritos irredimidos.

Formemos não somente grupos de indagação intelectual ou de crítica nem sempre reconstrutiva, mas, sobretudo, ergamos um templo interior à bondade, porque sem espírito de amor todas as nossas obras falham na base, ameaçadas pela vaga incessante que caracteriza o campo falível das formas transitórias.

“Amemo-nos uns aos outros”, segundo a palavra do Mestre que nos reúne, sem desarmonia, sem discussões ruinosas, sem desinteligências destrutivas, sem perda de tempo nos comentários vagos e inoportunos, amparando-nos, reciprocamente, pelo trabalho, pela tolerância salvadora, pela fé viva e imperecível.

Se nos encontramos realmente empenhados no Espiritismo que melhora e regenera, que esclarece e redime, que salva e ilumina, sob a égide de Jesus, recordemos as palavras do Código Divino, para vivê-las na acústica de nossa alma, seguindo o Senhor em sua exemplificação de sacrifício, de solidariedade e de amor: — “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém irá até o Pai, senão por mim.” 


Bezerra de Menezes


Psicografia em Reunião Pública.
Data — 14-5-1949.
Local - Centro Espírita Amor e Caridade, em Belo Horizonte, Minas. 





terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Casimiro Cunha - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 46 - No grande livro



Casimiro Cunha - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 46


No grande livro


Meditando estrada afora,
Perceberás com clareza
Que a vida fulge ensinando
No livro da Natureza.

Por sugestão de fé viva
Ante a aflição que te invade,
Recorda a força tranquila
Do ninho na tempestade.

Estendendo amparo a todos
No culto da Lei Divina,
A árvore não devora
Os frutos que dissemina.

Repara o incêndio no campo
Que a tudo atinge e consome…
A ambição é como fogo
Que morre de gula e fome.

Não censures nem condenes.
Melhora a feição da estrada.
O pão alvo nasce puro
Da lama regenerada.

Resguarde-te a paciência
Se a dor te parece um mal.
Contempla a rosa florindo
Na ponta do espinheiral.

Evita a lamentação.
A mágoa que chega e fica
Traz a queixa que parece
A praga da tiririca.

Por lição de lealdade
A rota em que persevera,
A andorinha brilha sempre
Nas luzes da primavera.

Mostrando que o bem é glória
Na mais humilde expressão,
O esgoto na moradia
É a caridade no chão.

Toda pessoa ociosa
Cuja vida é sombra e nada
Tem o perigo iminente
Do poço de água parada.

Serve a Deus em teu lugar.
Pouco faz quem muito ousa.
A galinha muito andeja
Tenta o bote da raposa.

Há quem traga insulto à fonte,
Mas a fonte segue e vence-o,
Por receber todo insulto
Em melodia ou silêncio.

Escutando a alma das coisas,
No dever de cada dia,
Entenderás pouco a pouco,
A Eterna Sabedoria.


Casimiro Cunha




(Psicografada em 4/7/1959 na Comunhão Espírita Cristã, na cidade de Uberaba, M. G.)


sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

André Luiz - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 13 - Mensagem ao Grupo “Hadajed”



André Luiz - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 13


Mensagem ao Grupo “Hadajed”


Irmãos de Hadajed.

Tutelados de Nébia.

Companheiros muito amados.

A paz do Senhor nos equilibre os corações no ministério da santificação.

Somos lutadores do campo espiritual na revelação da vida eterna.

Coube-nos a honra de procurar sem repouso os imperecíveis dons da imortalidade e o descanso não nos felicitará até que a vitória da luz se efetue, indiscutível, no círculo de nossas vidas.

Nosso esforço é diverso, entretanto, o objetivo é único.

Tentamos a espiritualização do homem para sublimar a vida.

Buscais a materialização do Espírito para convencer a mente.

Espiritualizando o coração e santificando o cérebro, através da bondade e do respeito, à frente das leis eternas, entrelacemos nossas mãos na obra, que nos compete realizar.

Urge, porém, saibais, antes de tudo, que cada criatura é sede de soberana inteligência, criando e renovando, destruindo e criando de novo, por intermédio da milagrosa química do pensamento.

Para sublimarmos o sentimento do homem, é necessário renunciemos à ascensão, a fim de permanecer, convosco, nos recôncavos do vale sombrio, testemunho esse que nos é sumamente grato ao coração que não aspira a outra glória senão a de servir o Senhor, concretizando-lhe os desígnios.

Quanto a vós outros, que aceitastes a missão de revelar a imortalidade, utilizando as vossas mais elevadas energias, é imprescindível vos ajusteis a determinados imperativos, sem cuja observância não ultrapassareis a região dos ensaios construtivos, quando a bondade do Cristo nos assinala a jornada com as mais sublimes demonstrações de misericórdia.

A leviandade produz raios perturbadores.

A maledicência improvisa raios inquietantes.

A vaidade estabelece raios de loucura.

A cólera emite raios mortíferos.

A preguiça produz raios entorpecentes.

A mentira improvisa raios obscuros.

A sensualidade emite raios degradantes.

O hábito inveterado da carne estabelece raios animalizadores.

O tabagismo improviso raios tóxicos.

A dipsomania produz raios viciosos.

O desalento emite raios congelantes.

Aqui nos reportamos, não a emissões de forças mentais que se fazem acompanhar de enfermidades, aflições e morte, quais sejam as oriundas da delinquência em suas multiformes manifestações, porque permanecem sob a vigilância da justiça humana. 

Referimo-nos a delitos que se ocultam diariamente sob as aparências do bem, sancionados pelos códigos sociais em todos os ângulos do mundo, mas que expressam sistemas de perturbação e destruição de nossas melhores possibilidades na tarefa que, por nossa felicidade, nos foi atualmente cometida.

Convidamos, assim, os nossos amados companheiros deste santuário, onde as nossas esperanças se elevam puras e multiplicadas ao Senhor, a que nos reajustemos, individualmente, na direção do triunfo que as Esferas Superiores nos prometem.

O amor em Jesus produz raios de Vida Abundante.

O respeito emite raios confortadores.

A simplicidade improvisa raios de alegria.

A humildade cria raios santificadores.

O bom ânimo emite raios de saúde.

A temperança mental produz raios equilibrantes.

A bondade improvisa raios de luz.

O trabalho estabelece raios libertadores.

O perdão emite raios de auxílio.

A harmonia cria raios de paz.

A confiança produz raios de elevação.

A prece emite raios de beleza eterna, conduzindo a alma ao Manancial Divino.

Neste quadro restauremos a esfera vibracional de nossa mente para que permaneçamos centralizados no Cristo, Sol de nossos Destinos, à maneira dos mundos que em nosso sistema gravitam, felizes e soberanos, em torno do astro do dia.

Irmãos, mais fácil é obedecer às sugestões do bem que precipitar a própria alma nos desfiladeiros da sombra, em face das insinuações do mal.

Nosso roteiro brilha traçado nas mãos do Mestre que, através da Cruz, materializou a Ressurreição e sublimou o mundo.

Estreita é a senda.

Escasso é o tempo no corpo físico.

Passageira é a oportunidade.

Gloriosa é a dor.

Bendito é o sofrimento.

Renovadora é a luta.

Benéficas são as preocupações da marcha.

Santa é a responsabilidade.

Doce é amar e perdoar sempre.

Sublime é a fé.

Dadivosa é a esperança.

Dignificante é o trabalho.

Salvadora é a tarefa de servir aos outros.

Divino serviço é acompanhar o Mestre dos Mestres e perseverar em companhia dele até ao fim.

Por que vacilar então?

Diante de nossos olhos deslumbrados, revela-se o câmbio da eternidade:

Flores por espinhos,

bênçãos por pedras,

glórias por sofrimentos,

ascensões por sacrifícios,

cânticos de júbilo por lágrimas silenciosas,

realizações no Céu por insignificantes trabalhos na Terra.

Não há lugar para a hesitação.

Subiremos, por amor, convosco, aos mais altos cumes, ou também, por amor, resvalaremos convosco no abismo das sombras.

Quem ama segue e confia. Seguiremos Jesus, confiando igualmente em vós.

Que Ele, nosso Mestre e Senhor, nos abençoe para sempre.


André Luiz










(Psicografada em 4/7/1949 no Grupo Espírita “Hadajed”, na cidade de Juiz de Fora, M. G.)


terça-feira, 6 de dezembro de 2022

André Luiz - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 13 - Mensagem ao Grupo “Hadajed”



André Luiz - Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 13


Mensagem ao Grupo “Hadajed”


Irmãos de Hadajed.

Tutelados de Nébia.

Companheiros muito amados.

A paz do Senhor nos equilibre os corações no ministério da santificação.

Somos lutadores do campo espiritual na revelação da vida eterna.

Coube-nos a honra de procurar sem repouso os imperecíveis dons da imortalidade e o descanso não nos felicitará até que a vitória da luz se efetue, indiscutível, no círculo de nossas vidas.

Nosso esforço é diverso, entretanto, o objetivo é único.

Tentamos a espiritualização do homem para sublimar a vida.

Buscais a materialização do Espírito para convencer a mente.

Espiritualizando o coração e santificando o cérebro, através da bondade e do respeito, à frente das leis eternas, entrelacemos nossas mãos na obra, que nos compete realizar.

Urge, porém, saibais, antes de tudo, que cada criatura é sede de soberana inteligência, criando e renovando, destruindo e criando de novo, por intermédio da milagrosa química do pensamento.

Para sublimarmos o sentimento do homem, é necessário renunciemos à ascensão, a fim de permanecer, convosco, nos recôncavos do vale sombrio, testemunho esse que nos é sumamente grato ao coração que não aspira a outra glória senão a de servir o Senhor, concretizando-lhe os desígnios.

Quanto a vós outros, que aceitastes a missão de revelar a imortalidade, utilizando as vossas mais elevadas energias, é imprescindível vos ajusteis a determinados imperativos, sem cuja observância não ultrapassareis a região dos ensaios construtivos, quando a bondade do Cristo nos assinala a jornada com as mais sublimes demonstrações de misericórdia.

A leviandade produz raios perturbadores.

A maledicência improvisa raios inquietantes.

A vaidade estabelece raios de loucura.

A cólera emite raios mortíferos.

A preguiça produz raios entorpecentes.

A mentira improvisa raios obscuros.

A sensualidade emite raios degradantes.

O hábito inveterado da carne estabelece raios animalizadores.

O tabagismo improviso raios tóxicos.

A dipsomania produz raios viciosos.

O desalento emite raios congelantes.

Aqui nos reportamos, não a emissões de forças mentais que se fazem acompanhar de enfermidades, aflições e morte, quais sejam as oriundas da delinquência em suas multiformes manifestações, porque permanecem sob a vigilância da justiça humana. 

Referimo-nos a delitos que se ocultam diariamente sob as aparências do bem, sancionados pelos códigos sociais em todos os ângulos do mundo, mas que expressam sistemas de perturbação e destruição de nossas melhores possibilidades na tarefa que, por nossa felicidade, nos foi atualmente cometida.

Convidamos, assim, os nossos amados companheiros deste santuário, onde as nossas esperanças se elevam puras e multiplicadas ao Senhor, a que nos reajustemos, individualmente, na direção do triunfo que as Esferas Superiores nos prometem.

O amor em Jesus produz raios de Vida Abundante.

O respeito emite raios confortadores.

A simplicidade improvisa raios de alegria.

A humildade cria raios santificadores.

O bom ânimo emite raios de saúde.

A temperança mental produz raios equilibrantes.

A bondade improvisa raios de luz.

O trabalho estabelece raios libertadores.

O perdão emite raios de auxílio.

A harmonia cria raios de paz.

A confiança produz raios de elevação.

A prece emite raios de beleza eterna, conduzindo a alma ao Manancial Divino.

Neste quadro restauremos a esfera vibracional de nossa mente para que permaneçamos centralizados no Cristo, Sol de nossos Destinos, à maneira dos mundos que em nosso sistema gravitam, felizes e soberanos, em torno do astro do dia.

Irmãos, mais fácil é obedecer às sugestões do bem que precipitar a própria alma nos desfiladeiros da sombra, em face das insinuações do mal.

Nosso roteiro brilha traçado nas mãos do Mestre que, através da Cruz, materializou a Ressurreição e sublimou o mundo.

Estreita é a senda.

Escasso é o tempo no corpo físico.

Passageira é a oportunidade.

Gloriosa é a dor.

Bendito é o sofrimento.

Renovadora é a luta.

Benéficas são as preocupações da marcha.

Santa é a responsabilidade.

Doce é amar e perdoar sempre.

Sublime é a fé.

Dadivosa é a esperança.

Dignificante é o trabalho.

Salvadora é a tarefa de servir aos outros.

Divino serviço é acompanhar o Mestre dos Mestres e perseverar em companhia dele até ao fim.

Por que vacilar então?

Diante de nossos olhos deslumbrados, revela-se o câmbio da eternidade:

Flores por espinhos,

bênçãos por pedras,

glórias por sofrimentos,

ascensões por sacrifícios,

cânticos de júbilo por lágrimas silenciosas,

realizações no Céu por insignificantes trabalhos na Terra.

Não há lugar para a hesitação.

Subiremos, por amor, convosco, aos mais altos cumes, ou também, por amor, resvalaremos convosco no abismo das sombras.

Quem ama segue e confia. Seguiremos Jesus, confiando igualmente em vós.

Que Ele, nosso Mestre e Senhor, nos abençoe para sempre.


André Luiz








(Psicografada em 4/7/1949 no Grupo Espírita “Hadajed”, na cidade de Juiz de Fora, M. G.)