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segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Marco Prisco - Revista Presença Espírita - Janeiro, 1999 - Divaldo Franco - Dê-se oportunidade



Marco Prisco - Revista Presença Espírita - Janeiro, 1999 - Divaldo Franco

Dê-se oportunidade


Não se considere esquecido por Deus, somente porque as ocorrências não se dão conforme você gostaria.

Certamente você se deslocou do centro das reflexões corretas e tudo considera através de uma óptica emocional equivocada.

A sua vida tem um objetivo superior e um significado psicológico expressivo.

O conceito negativo que você estabeleceu a tal respeito é resultado do pessimismo que tem cultivado.

Tudo quanto você toma como prejudicial e infeliz na sua jornada é somente projeção do que acalenta no íntimo.

A mudança de atitude mental para melhor alterará completamente as ocorrências da sua existência.

As doenças que o acometem estão enraizadas no Espírito, e a rebeldia que você se permite somente irá piorar-lhe a situação.

O único antídoto para o desequilíbrio é a paz que se deriva da resignação dinâmica.

Você vê inimigos terríveis em todos e em tudo, porque se encontra de mal com você mesmo.

Tudo quanto lhe acontece no exterior é resultado da sua projeção íntima.

Não pense que a sua existência não tem utilidade para nada.

A lagarta rastejante ergue-se nas asas da borboleta e plana saudável no ar.

Você possui tesouros imarcescíveis que teima por esconder na morbidez da revolta que desenvolve.

Uma palavra edificante, um sorriso gentil, um gesto de bondade, um aperto de mão possuem valores mais altos em determinados momentos do que moedas reluzentes e posições relevantes.

A queixa que se lhe fez habitual comportamento envenena-o, após cegá-lo para a claridade do bem.

Há, sim, pessoas difíceis e perturbadoras, ignorantes e agressivas, sempre dispostas a prejudicar os outros. São almas insensatas, porém, que a si mesmas se infelicitam.

Você se habituou a ver somente o lado sombrio dos acontecimentos, a face mesquinha e desagradável do mundo.

Com um pouco de atenção, no entanto, você pode redescobrir o milagre da vida, no amanhecer radioso, no desabrochar de uma flor, no entardecer rubro, na fragilidade infantil, na alegria juvenil, na sabedoria do ancião...

Não se considere desafortunado porque se encontra distante do triunfo terreno.

Aquilo que você considere glória é somente maior peso da responsabilidade sobre alguém que talvez esteja ansioso para desembaraçar-se da situação que se lhe apresenta penosa e asfixiante.

Não se permita, sob hipótese alguma, guardar ressentimentos. Ficar à espreita para que o mal aconteça noutrem acumula azedume...

Esses tóxicos matam primeiro aqueles que os ingerem e conservam, destrambelhando lhes a maquinaria orgânica no começo, e fulminando-os, caso não mudem de atitude mental e emocional.

Seus pensamentos são sua existência.

Seus hábitos formam sua realidade interior.

Renove-se cada dia para melhor.

Sorria e desculpe sempre.

O infeliz não merece punição, e sim oportunidades novas até o despertamento para a vitória sobre si mesmo.

Seja você aquele que lhe dá novo ensejo de reparação, a pessoa que está construindo com amor o mundo ditoso pelo qual Jesus vem trabalhando há milênios, dando-se também oportunidades de triunfos.


Marco Prisco







Mensagem ditada pelo Espírito Marco Prisco, psicografada pelo médium Divaldo Franco em 29.12.1997 – publicada na Revista Presença Espírita do mês de janeiro de 1999, na seção Mensagem do Mês.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Bezerra de Menezes - Psicofonia de Divaldo Franco - XXII Conferência Estadual Espírita - Jesus




Bezerra de Menezes - Psicofonia de Divaldo Franco - XXII Conferência Estadual Espírita


Jesus


É para esse Homem Incomparável, que neste momento em que se clausura a XXII Conferência proferida pela Federação Espírita do Paraná, que os seres angélicos que administram o nosso destino, comparecem para repetirem, como os mártires: – Ave, Cristo, aqueles que te amamos, te saudamos e homenageamos.

Jesus, meus filhos, é o Zênite e o Nadir das nossas especulações.

Jamais tivemos tanta necessidade desse Pastor querido e jamais a Humanidade apresentou tanto amor como nestes dias.

O amor à natureza, nas suas mais variadas expressões. Nesse amor à natureza há tudo que em a natureza vibra e vive: os nossos irmãos da escala zoológica, animais, os nossos inimigos, os nossos amigos e irmãos.

Nunca houve tão bela e nobre consciência dos ditados de Jesus porque nos não deixou órfãos.

Permitiu que as luminíferas estrelas caíssem dos céus sobre a Terra, na escuridão pós Revolução Francesa, que estimularia ao mundo as canções de liberdade, pelas Américas, arrebentando os grilhões do colonialismo que a Humanidade, de alguma forma, ainda impõe na sociedade carente.

Em tempo algum Jesus foi tão exaltado, tão combatido. E isso nos merece reflexão.

Exultemos e não temamos.

A morte não é o fim, é a grande libertadora da escravidão carnal.

Não vos preocupeis demasiadamente com a presença pandêmica do vírus, cujo momento será mais tarde entendido nas suas razões, nas suas origens e no porquê chegou-nos agora, provocando pânico e dor.

Vós, que conheceis Jesus, mantende o respeito às leis, buscando a precaução recomendada pelas autoridades sanitárias, mas não oculteis a mão socorrista aos padecentes, não negueis a palavra libertadora aos que se preparam para enfrentar a Imortalidade.

Não saiais de onde fostes colocados numa inútil e enganosa tentativa de impedir a contaminação.

Buscai a pureza íntima e, sobretudo, alimentai-vos da fé dinâmica, corajosa e gentil, amando a todos, evitando as paixões que dividem, e as experiências que desunem.

Hoje quiçá, mais do que nunca, Jesus precisa de vossas mãos, falar pelos vossos lábios, sentir o calor da vossa compaixão e a misericórdia dos vossos sentimentos.

O grande antídoto para todos os males é o amor responsável, é o amor dinâmico, é o amor que doa e não se preocupa em receber nem mesmo um sorriso do beneficiário.

Não penseis que vos encontrais a sós. Os Céus enviam os seus embaixadores para que o intercâmbio entre encarnados e desencarnados se faça com muito mais facilidade.

Tende o cuidado para que as vossas ondas mentais sincronizem-se com as mentes que administram as vidas, e evitai descer o vosso pensamento às páginas da agonia, onde se encontram as forças ultrajantes que estão produzindo as dores por necessidade da evolução do Planeta.

Ide, como Jesus disse aos quinhentos da Galileia, e pregai pelo exemplo, pela palavra iluminada e pelo exemplo da abnegação.

As forças vivas do Universo estão conosco, no doce intercâmbio convosco.

Ide e amai.

Em nome dos Espíritos espíritas, nós suplicamos ao Senhor que nos abençoe e nos guarde em paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal.


Bezerra de Menezes



XXII Conferência Estadual Espírita
Mensagem de Bezerra de Menezes, recebida pela psicofonia de Divaldo Franco no encerramento da Conferência, em 15.03.2020, no Expotrade – São Jose dos Pinhais (PR)





VÍDEO:

Mensagem de Bezerra de Menezes dia 15.3.2020
CanalFEP

Divaldo Pereira Franco




O vírus, a pandemia, por que aconteceu isso? A nossa necessidade de Jesus, amor aos animais, amor aos inimigos, momentos tormentosos. Esta mensagem nos leva a reflexões destes assuntos e mais. Mensagem de Encerramento da XXII Conferência Estadual Espírita – Bezerra de Menezes.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo Franco - Cap. 1 - Amar a Deus



Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo Franco - Cap. 1


Amar a Deus


649. Em que consiste a adoração? 


“Na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma.”


659. Qual o caráter geral da prece?

“A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nele; é aproximar-se dele; é pôr-se em comunicação com ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer.” 

"O Livro dos Espíritos" Allan Kardec


Amor é vida. 

Sem o amor de Deus que tudo vitaliza, a Criação volveria ao caos do princípio. Antes, portanto, do amor não havia Criação, porque Deus é Amor. 

Sem o amor ao próximo não se pode amar a Deus. Nesse particular o Evangelho é todo um hino ao Criador, mediante o eloquente testemunho de amor ao próximo, apresentado por Jesus. 

Em todos os Seus passos o amor se exterioriza numa canção de feitos, renovando, ajudando e levantando os Espíritos. 

Não podendo o homem romper a caixa escura do egoísmo, saindo de si na direção da criatura, sua irmã, dificilmente compreenderá o impositivo do amor transcendente em relação à Divindade. 

Quando escasseiam os recursos da elevação interior pelo pensamento vinculado ao Supremo Construtor do Cosmo, devem abundar os esforços no labor da fraternidade em direção às demais criaturas, do que decorre, inevitavelmente, a vinculação amorosa com Deus. Porquanto ninguém pode pensar no próximo sem proceder a uma imperiosa necessidade de fazer interrogações que levam à Causa Central. 

O homem constitui, indubitavelmente, um enigma que só à luz meridiana da reencarnação — técnica do amor e da Justiça Divina — pode ser entendido. 

Na vida, sob qualquer expressão, está manifesto o amor. Mediante o amor animam-se as forças atuantes e produtivas da Natureza, no mineral, no vegetal, no animal, no homem e no anjo. 

Dilata, desse modo, as tuas expressões íntimas, dirigindo-as para o bem e não te preocupes com o mentiroso triunfo do mal aparente. 

Exalça a vida e não te detenhas na morte. 

Glorifica o dever e não te reportes à anarquia. 

Fala corretamente e retificarás os conceitos infelizes. 

Se te impressionam as transitórias experiências do primitivismo e da barbárie que ainda repontam na Terra, focaliza a beleza e superarás as sombras e inquietações... 

A maneira mais agradável de adorar a Deus é elevar o pensamento a Ele, através do culto ao bem e do amor ao próximo. Desce à dor e ergue o combalido à saúde íntima; mergulha no paul e levanta ao planalto os que ali encontres; curva-te para socorrer, no entanto, ascende no rumo de Deus pelo pensamento ligado ao Seu amor e vencerás os óbices. 

Se desejas, todavia, compreender melhor a necessidade de amar a Deus, acompanha o desabrochar de uma rosa, devolvendo perfume à vida, o que extrai do solo em húmus e adubo... Fita uma criança, detém-te num ancião... 

Ama, portanto, pelo caminho quanto possas, plantas, animais, homens, e te descobrirás, por fim, superiormente amando a Deus. 


Joanna de Ângelis 

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Joanna de Ângelis - Livro ​Autodescobrimento Uma Busca Interior - Divaldo Franco - Cap. 03 - Consciência e Sofrimento




Joanna de Ângelis - Livro ​Autodescobrimento Uma Busca Interior - Divaldo Franco - Cap. 03


Consciência e Sofrimento




O desabrochar da consciência é um trabalho lento e​ ​contínuo, que constitui o desafio do processo da evolução.

Inscrevendo no seu âmago a Lei de Deus, desenvolve-se de​ ​dentro para fora a esforço da vontade concentrada, como meta essencial da vida.

Da mesma forma que, para atingir a finalidade, a semente d​e​ve morrer para libertar o vegetal que lhe dorme​ ​em latência, a consciência rompe a obscuridade na qual se​ ​encontra (a inconsciência), para conseguir a plenitude, a potencialidade do Si espiritual a que se destina.

Nesse desenvolvimento inevitável - que se dá durante​ ​a existência física nas várias etapas reencarnacionistas - o sofrimento apresenta-se como o meio natural da ocorrência​ ​evolutiva, constituindo o processus de maturação e de libertação do Espírito, o ser imortal. Enquanto esse fenômeno​ ​não ocorrer, o indivíduo permanecerá mergulhado em um estado de consciência coletiva amorfa, perdido no emaranhado dos instintos primitivos, das paixões primárias, em nível de sono sem sonhos, sem autoidentificação, sem conhecimento da sua realidade espiritual.

Para que possa refletir a luz, a gema experimenta a​ ​lapidação, que a princípio lhe arrebenta a aspereza, facultando-lhe a liberação da ganga até o âmago onde jaz toda​ ​pureza e esplendor.

Em face à sensibilidade de que é constituído, o ser humano também experimenta a purificação mediante a dor,​ ​que gera os sofrimentos psicológicos, físicos e morais, que o​ ​propelem ao aceleramento do esforço de sublimação na qual conseguirá a plenificação.

Diante da ignorância da necessidade de evoluir (estágio de adormecimento da consciência) o sofrimento se lhe apresenta agressivo e brutal, gerando revolta e alucinação.

A medida que aprimora a sensibilidade, ele se faz profundo, sutil, fomentador de crescimento e transformação interior.

Mergulhado na sombra da desidentificação de si mesmo, o ser (embrutecido) não sabe eleger as aspirações éticas e estéticas para a felicidade, perturbando-se na contínua busca do atendimento às necessidades fisiológicas (sensações) em detrimento das emoções psicológicas, que o capacitam​ ​para a conquista do belo, do nobre e do bom.

O despertar da consciência, saindo da obscuridade, do amálgama do coletivo, para a individuação, é acompanhado pelo sofrimento, qual parto que proporciona o desabrochar​ ​da vida, porém, sob o guante ainda inevitável da dor.

Nesse mecanismo da evolução, cada ato gera um efeito equivalente, que interage em novos cometimentos de que ninguém se pode eximir.

Por ser parte do grupo social, no qual se movimenta​ ​e se desenvolve, influencia-o, querendo ou não, e com este produzindo um envolvimento coletivo, que responde pelo​ ​seu estacionamento ou progresso, conforme favorável ou perturbador seja o conteúdo da sua atividade.

Como efeito, temos os sofrimentos sociais, dos grupamentos humanos que transitam na mesma faixa de aspirações e interesses.

A reencarnação é lei da vida, impositiva, inevitável,​ ​recurso de superior qualidade para o desenvolvimento do Espírito, esse arquiteto de si mesmo e do seu destino.

Dispondo da livre opção ou arbítrio, ele trabalha em​ ​favor da rápida ou lenta ascensão, conforme o comportamento a que se entrega.

Como luz nos refolhos da consciência adormecida o​ ​que deve ou não fazer, cabe-lhe aplicar com correção os impulsos que o propelem ao avanço de acordo com o que deve​ ​ou não realizar, de forma a conseguir a harmonia (ausência​ ​de culpa). Toda vez que se equivoca ou propositadamente​ ​erra, repete a experiência até corrigi-la (provação) e, se insiste teimosamente no desacerto, expunge-o em mecanismos​ ​de dor sem alternativa ou escolha (expiação).

O sofrimento estrutura-se, portanto, nos painéis da​ ​consciência, conforme o nível ou patamar de lucidez em​ ​que se expressa. Do asselvajado, automático, ao martírio​ ​por abnegação; desde o grosseiro e instintivo ao profundo, racional, as tecelagens da noção de responsabilidade trabalham a culpa, que imprime o imperativo da reparação como recurso inalienável de recuperação.

Instalam-se então os conflitos - quando há consciência de culpa - que se transferem de uma para outra reencarnação, dando surgimento aos distúrbios psicológicos que​ ​aturdem e infelicitam; ou desarticulam as sutis engrenagens do corpo perispiritual - o modelo organizador biológico -​ ​propiciando as anomalias congênitas - físicas e psíquicas -, as enfermidades mutiladoras; ou se instalam no ser profundo, favorecendo com as rudes aflições morais, sociais, financeiras, em carmas perturbadores, que dilaceram com​ ​severidade o ser.

Nesse complexo de acontecimentos, o amor é o antídoto eficaz para todo sofrimento, prevenindo-o, diminuindo-o ou mudando-lhe a estrutura.

A fatalidade da Lei Divina é a perfeição do Espírito.

Alcançá-la é a proposta da vida. Como conseguir é a opção​ ​de cada qual.

O amor é o sentimento que dimana de Deus e O vincula à criatura, aproximando-a ou distanciando-a de acordo com a resposta que der a esse impulso grandioso e sublime.

Nas suas manifestações iniciais, o amor confunde-se com​ ​os desejos e as paixões, tornando-se fisiológico ou do queixo para​ ​baixo. É egoístico, atormentante, imprevisível, apaixonado...

A medida que a consciência se desenvolve, sem que​ ​abandone as necessidades, torna-se psicológico - do queixo para cima -, mantendo os idealismos, diminuindo a posse,​ ​os arrebatamentos, e superando os limites egoístas. Lentamente ascende à escala superior, tornando-se humanitarista, libertador, altruísta...

Graças à sua ingerência nas ações, o que favorece o​ ​progresso constitui-lhe recurso para alterar as paisagens cármicas do Espírito, modificando os painéis dos sofrimentos​ ​futuros - prevenindo-os, diminuindo-os ou liberando-os - conforme a intensidade da sua atuação. Entretanto, à medida que o ser desperta para a sua realidade interior, o sofrimento muda de expressão e pode tornar-se um instrumento​ ​do próprio amor, ao invés de manter o caráter reparador, qual ocorreu com Jesus Cristo, Francisco de Assis e outros que, sem quaisquer débitos a ressarcir, aceitaram-no, a fim de ensinarem coragem, resignação e valor moral...

Uma atitude mental afável, amorosa é a melhor receita para o sofrimento, porquanto rearmoniza a energia espiritual que vitaliza o corpo, e desconecta as engrenagens das​ ​doenças, que nelas se instalam como efeito dos distúrbios da consciência de culpa, defluente dos atos pretéritos.

A postura amorosa desperta a consciência de si mesmo,​ ​anulando os fluidos perniciosos que abrem campo à instalação das doenças incuráveis, portanto, dos sofrimentos dilaceradores.

A energia gerada por uma consciência em paz, favorável ao desdobramento do sentimento de amor profundo, é responsável pela liberação do sofrimento. Mesmo que, momentaneamente, as suas causas permaneçam, ele se torna um estímulo positivo para maior crescimento íntimo, não​ ​se fazendo afligente, embora um espinho na carne, como asseverou o apóstolo Paulo, advertindo e guiando os movimentos na direção da meta final.

Desse modo, diante dos carmas extremos, o amor é​ ​o recurso exato para trabalhar a Lei de Compensação ou de Causa e Efeito, alterando-a para melhor ou dando-lhe o sentido da felicidade.




Joanna de Ângelis







Fonte: Autodescobrimento Uma Busca Interior - pdf

segunda-feira, 23 de março de 2020

Mensagem de Bezerra de Menezes, recebida pela psicofonia de Divaldo Franco em 15.03.2020 - XXII Conferência Estadual Espírita





JESUS

É para esse Homem Incomparável, que neste momento em que se clausura a XXII Conferência proferida pela Federação Espírita do Paraná, que os seres angélicos que administram o nosso destino, comparecem para repetirem, como os mártires:

– Ave, Cristo, aqueles que te amamos, te saudamos e homenageamos.

Jesus, meus filhos, é o Zênite e o Nadir das nossas especulações.

Jamais tivemos tanta necessidade desse Pastor querido e jamais a Humanidade apresentou tanto amor como nestes dias.

O amor à natureza, nas suas mais variadas expressões. Nesse amor à natureza há tudo que em a natureza vibra e vive: os nossos irmãos da escala zoológica, animais, os nossos inimigos, os nossos amigos e irmãos.

Nunca houve tão bela e nobre consciência dos ditados de Jesus porque nos não deixou órfãos.

Permitiu que as luminíferas estrelas caíssem dos céus sobre a Terra, na escuridão pós Revolução Francesa, que estimularia ao mundo as canções de liberdade, pelas Américas, arrebentando os grilhões do colonialismo que a Humanidade, de alguma forma, ainda impõe na sociedade carente.

Em tempo algum Jesus foi tão exaltado, tão combatido. E isso nos merece reflexão.

Exultemos e não temamos.

A morte não é o fim, é a grande libertadora da escravidão carnal.

Não vos preocupeis demasiadamente com a presença pandêmica do vírus, cujo momento será mais tarde entendido nas suas razões, nas suas origens e no porquê chegou-nos agora, provocando pânico e dor.

Vós, que conheceis Jesus, mantende o respeito às leis, buscando a precaução recomendada pelas autoridades sanitárias, mas não oculteis a mão socorrista aos padecentes, não negueis a palavra libertadora aos que se preparam para enfrentar a Imortalidade.

Não saiais de onde fostes colocados numa inútil e enganosa tentativa de impedir a contaminação.

Buscai a pureza íntima e, sobretudo, alimentai-vos da fé dinâmica, corajosa e gentil, amando a todos, evitando as paixões que dividem, e as experiências que desunem.

Hoje quiçá, mais do que nunca, Jesus precisa de vossas mãos, falar pelos vossos lábios, sentir o calor da vossa compaixão e a misericórdia dos vossos sentimentos.

O grande antídoto para todos os males é o amor responsável, é o amor dinâmico, é o amor que doa e não se preocupa em receber nem mesmo um sorriso do beneficiário.

Não penseis que vos encontrais a sós. Os Céus enviam os seus embaixadores para que o intercâmbio entre encarnados e desencarnados se faça com muito mais facilidade.

Tende o cuidado para que as vossas ondas mentais sincronizem-se com as mentes que administram as vidas, e evitai descer o vosso pensamento às páginas da agonia, onde se encontram as forças ultrajantes que estão produzindo as dores por necessidade da evolução do Planeta.

Ide, como Jesus disse aos quinhentos da Galileia, e pregai pelo exemplo, pela palavra iluminada e pelo exemplo da abnegação.

As forças vivas do Universo estão conosco, no doce intercâmbio convosco.

Ide e amai.

Em nome dos Espíritos espíritas, nós suplicamos ao Senhor que nos abençoe e nos guarde em paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal.


Bezerra.





XXII Conferência Estadual Espírita
Mensagem de Bezerra de Menezes, recebida pela psicofonia de Divaldo Franco no encerramento da Conferência, em 15.03.2020, no Expotrade – São Jose dos Pinhais (PR)
Fonte: Mansão do Caminho

domingo, 24 de novembro de 2019

Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo Franco - Cap. 1 - Amar a Deus





Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo Franco - Cap. 1


Amar a Deus



“649. Em que consiste a adoração?”

“Na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma.”

“659. Qual o caráter geral da prece?”

“A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nele; é aproximar-se dele; é pôr-se em comunicação com ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer.”

                    "O Livro dos Espíritos" Allan Kardec




Amar a Deus


Amor é vida. 

Sem o amor de Deus que tudo vitaliza, a Criação volveria ao caos do princípio. Antes, portanto, do amor não havia Criação, porque Deus é Amor. 

Sem o amor ao próximo não se pode amar a Deus. Nesse particular o Evangelho é todo um hino ao Criador, mediante o eloquente testemunho de amor ao próximo, apresentado por Jesus. 

Em todos os Seus passos o amor se exterioriza numa canção de feitos, renovando, ajudando e levantando os Espíritos. 

Não podendo o homem romper a caixa escura do egoísmo, saindo de si na direção da criatura, sua irmã, dificilmente compreenderá o impositivo do amor transcendente em relação à Divindade. 

Quando escasseiam os recursos da elevação interior pelo pensamento vinculado ao Supremo Construtor do Cosmo, devem abundar os esforços no labor da fraternidade em direção às demais criaturas, do que decorre, inevitavelmente, a vinculação amorosa com Deus. Porquanto ninguém pode pensar no próximo sem proceder a uma imperiosa necessidade de fazer interrogações que levam à Causa Central. 

O homem constitui, indubitavelmente, um enigma que só à luz meridiana da reencarnação — técnica do amor e da Justiça Divina — pode ser entendido. 

Na vida, sob qualquer expressão, está manifesto o amor. Mediante o amor animam-se as forças atuantes e produtivas da Natureza, no mineral, no vegetal, no animal, no homem e no anjo. 

Dilata, desse modo, as tuas expressões íntimas, dirigindo-as para o bem e não te preocupes com o mentiroso triunfo do mal aparente. 

Exalça a vida e não te detenhas na morte. 

Glorifica o dever e não te reportes à anarquia. 

Fala corretamente e retificarás os conceitos infelizes. 

Se te impressionam as transitórias experiências do primitivismo e da barbárie que ainda repontam na Terra, focaliza a beleza e superarás as sombras e inquietações... 

A maneira mais agradável de adorar a Deus é elevar o pensamento a Ele, através do culto ao bem e do amor ao próximo. Desce à dor e ergue o combalido à saúde íntima; mergulha no paul e levanta ao planalto os que ali encontres; curva-te para socorrer, no entanto, ascende no rumo de Deus pelo pensamento ligado ao Seu amor e vencerás os óbices. 

Se desejas, todavia, compreender melhor a necessidade de amar a Deus, acompanha o desabrochar de uma rosa, devolvendo perfume à vida, o que extrai do solo em húmus e adubo... Fita uma criança, detém-te num ancião... 

Ama, portanto, pelo caminho quanto possas, plantas, animais, homens, e te descobrirás, por fim, superiormente amando a Deus. 




Joanna de Ângelis 


segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Mensagem de Bezerra de Menezes ditada por Divaldo Franco no CFN - 10 de Novembro de 2019 - Gloriosa vitória da Luz contra a Treva!





GLORIOSA VITÓRIA DA LUZ CONTRA A TREVA! 


Filhas e filhos bem-amados! Que a paz de nosso Senhor Jesus Cristo permaneça em nossos corações!

Anoitece!…

Os dias gloriosos da ciência e da tecnologia de ponta estão sombreados pelas inquietações do sentimento humano que parece desvairar em toda parte. O inconformismo, o desespero e o sofrimento assinalam a geração presente como a consequência do mau uso do livre-arbítrio nos dias do passado.

Todos anelávamos que estas fossem as horas da paz, amparados pelo conhecimento libertador da ignorância que a muitos tem proporcionado conforto e bem-estar; raramente, equilíbrio e paz. A Barca Terrestre experimenta as ondas terríveis do mar agitado pelos conceitos da loucura e da desarmonia.

No entanto, Cristo vela e conduz, na condição de Nauta Divino, a embarcação ao porto de segurança. Provavelmente, algumas dores se farão volumosas e terrificantes. Sucede, porém, que as almas rebeldes somente aquiescem diante de sofrimentos que as submetem à diretriz da fraternidade e do amor.

O Espiritismo veio no momento próprio quando a filosofia desvairava em várias denominações no século das luzes. E hoje, novamente, a mensagem de redenção da Humanidade alcança as criaturas humanas com a filosofia do bem, como sendo a única que é capaz de proporcionar plenitude e esperanças quase não mais aguardadas.

Não desanimeis, não permitais que o mau humor e as injunções penosas que vos rodeiam os passos e tentam penetrar no vosso lar logrem o êxito que a invigilância, não raro, faculta. Tende tento e mantende-vos em equilíbrio interior quanto seja possível.

Este é o grande momento em que as Escrituras desde há muito prenunciam como da mudança que se vem operando e atingem a sua culminância.

Nas experiências vividas nestes dias, no encontro do Conselho Federativo Nacional, conseguimos pacificar os corações e apoiar as ideias iluminativas no clima do Cristianismo Primitivo.

Não podemos viver a Doutrina Espírita sem a ética moral do Evangelho de Jesus. A Humanidade tem sede de exemplos e está cansada de palavras.

Sois as cartas vivas do Evangelho e perseverai no objetivo sagrado de confortar os que choram, mas não apenas consolá-los, senão apontardes os caminhos pelos quais encontrarão a felicidade anelada.

São graves os testemunhos que todos nós, Espíritos desencarnados e encarnados em perfeita comunhão, deveremos oferecer, quais lograram os mártires das primeiras horas da fé cristã. Nesse passado que já vai distante, as perseguições vinham de fora para dentro. Agora, as angústias e as dores são do íntimo para fora, em razão das terríveis perturbações provocadas pelos inimigos da luz que se travestem de missionários de uma Nova Era. Sim, a Era Nova irá caracterizar a grandeza do amor na operosidade da caridade junto a Humanidade terrestre.

O Brasil prossegue convidado a desempenhar a missão que foi confiada a Ismael pelo Divino Mestre. E neste momento, turbado pelas paixões e pelos interesses vis, torna-se indispensável a serenidade da fé para que sejam enfrentados os terríveis vírus da crueldade, do materialismo e da indiferença pelo amor às forças vivas da Natureza culminando na criatura humana.

Vós perguntais por que estamos em um momento tão difícil de violência e deveremos agir como mansos e pacíficos se tudo nos chama a definições drásticas da violência que cada dia é mais perversa?!

O exemplo é Jesus, o Cordeiro de Deus imolado numa cruz de vergonha que Ele transformou em asas para a sublimação de todos os espíritos.

Não tergiverseis nem permiti-vos enfraquecer na luta. É o fogo que purifica os metais, que dá resistência à argila e que modifica as paisagens.

É a dor a mensageira que Deus oferece àqueles aos quais ama de tal forma que, assinalados pelo ferrete do sofrimento, não tem outra alternativa senão a marcha na direção do calvário sublimador.

Poderia parecer que se trata de uma proposta masoquista em que a dor é preferencial. Não se trata desta questão patológica. A Terra ainda é o planeta de provas e expiações e todos nela nos encontramos à busca do depuramento da inferioridade que teima em permanecer como herança perigosa das fases que já deveriam estar ultrapassadas, e não foi conseguida essa vitória. Mas, logo depois da noite tenebrosa suavemente a madrugada irisa com as estrelas da alegria em um amanhecer de bênçãos e confortos para a vida gloriosa da imortalidade!

Filhas e filhos do coração! Não fostes vós que vos candidatastes, foi o Senhor da Vida que fez um giro ao entardecer e convidou-vos à última hora para a Seara de Redenção. Alegrai-vos porque o vosso será o mesmo salário dos heróis da hora primeira e exultai porque já vos encontrais ao lado do Dono da Vinha que logo mais estará convocando-vos para a prestação de contas e ireis apresentar o glorioso resultado da vitória da luz contra a treva.

Estais sob cuidados especiais. Não só de Ismael, mas de toda a equipe que zela pelo planeta neste momento decisivo, um dos mais graves da história da Terra: o grande salto para a Era da Felicidade.

Em nome dos Espíritos-espíritas, que estão convosco inaugurando o período da compreensão das diferenças, da compaixão pelos adversários, do entendimento dos opositores, com a disposição de abraçá-los a todos para apresentar-lhes ao Mestre, condutor do rebanho no qual vos encontrais, rejubilamo-nos e exaltamos Aquele que permanece o caminho na busca da verdade e da vida que é Jesus.

Muita paz, filhas e filhos do coração! É o que vos deseja o amigo paternal e humílimo de sempre,

Bezerra.

Muita paz!

Mensagem psicofônica ditada pelo Espírito Bezerra de Menezes ao médium Divaldo Pereira Franco em 10 de novembro de 2019, no encerramento da reunião ordinária do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira realizada em Brasília, DF.  


Vídeo: Divaldo Pereira Franco palestra em Brasília, no dia 10 de Novembro de 2019, no Pedro Calmon. FEBtv - Tv da Federação Espírita Brasileira