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terça-feira, 12 de maio de 2026

Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 36 - Referências Encomiásticas



Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo Pereira Franco - Cap. 36


Referências Encomiásticas 
(A serviço de Jesus)


"Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem; porque o trabalhador é digno do seu salário. Não andeis de casa em casa."  — (Lucas, 10:7)


Agredido pela pedrada rude com que a impiedade zurze a sua malquerença ante o bem em triunfo, não desfaleças na desincumbência do ideal.

O petardo que te alcança, mesmo ferindo a sensibilidade da tua alma ou rasgando a tecedura fisiológica do teu corpo, é bênção de que podes retirar incalculáveis resultados opimos.

O agressor é sempre alguém em aturdimento, de que a Lei muitas vezes se utiliza a fim de chamar-te a atenção e situar-te no devido lugar de trabalhador da Causa das minorias do Evangelho.

Perigoso, entretanto, na tarefa a que doas o melhor dos teus sentimentos, é a referência encomiástica, exaltada e perturbadora.

Semelhante a punhal disfarçado em veludo, penetra-te e aniquila as tuas decisões superiores, fazendo-te desfalecer.

E comparável a veneno perigoso em taça de cristal transparente. Chega-se aos lábios da alma pruduzindo imediata intoxicação.

Necessário colocar-te em atitude de defesa contra os que aplaudem, os que enaltecem, os que, momentaneamente iludidos, podem transformar os teus sentimentos que aspiram à paz, em perturbações que desejam a glória efêmera.

Sabes pela experiência que o bom amigo traduz os seus sentimentos invariavelmente pelo testemunho da solidariedade silenciosa, da ação produtiva e do amparo fraternal, do que mediante as palavras explosivas, carregadas de lisonja.

O júbilo que explode no momento de exaltação também se converte em máscara de ira no momento de desgraça.

Poderás identificar o apoio ou a ressalva, o acerto ou o equívoco dos teus cometimentos se te exercitares no hábito salutar da reflexão e do exame das atividades encetadas.

"O bom trabalhador", disse Jesus, "é digno do seu salário. " E o salário de quem trabalha com o Cristo é a paz da consciência correta.

O lídimo cristão sabe que tudo quanto faça nada faz, em considerando a soma volumosa de bênçãos que usufrui quando nas tarefas do Senhor.

Não te deixes, portanto, perturbar pela balbúrdia dos companheiros aturdidos, de palavras fáceis, gestos comovidos que te trazem o encômio vulgar, instru mentos, quiçá, de mentes levianas da Espiritualidade inferior interessadas na tua soberba e na tua queda.

Vigia as nascentes donde procedem o elogio e não o apliques a ninguém, nem te facultes recebê-lo de ninguém.

É verdade que todos necessitam do estímulo.

Entre o estímulo sadio e a palavra enganosa medeia uma grande distância. Poderás incutir no teu amigo o estímulo de queele precisa.

Um gesto de ternura numa expressão da face em júbilo edificante, mediante a palavra bem dosada com expressões de equilíbrio, terçando armas ao lado, quando ele necessita de alguém e participando com ele da experiência da fé, no amanho do solo dos corações com o arado da caridade e a perseverança do tempo, são atestados inequívocos de aplauso nobre.

Encômios, Jesus, o modelo excepcional de todos nós, nunca recebeu dos que O cercavam.

A dúvida, porém, a suspeição rude, a injunção negativa, a coroa de espinhos, o cetro do ridículo, o manto da chocarrice e a cruz da ignomínia sim, Ele os aceitou em silêncio, e, não obstante, representava a Verdade máxima que jamais a Terra recebera.

Não pretendas, a serviço d’Ele, superá-lo sem lograr sequer o que Ele jamais almejou: o triunfo equivocado das criaturas humanas.

Preserva-te nos postulados e tarefas do bem e ocorra quanto ocorrer, sê- Lhe fiel sem fantasias, sem enganos e sem aceitar as expressões encomiásticas que a tantos tem iludido e derrubado no cumprimento do dever.


Joanna de Ângelis













sábado, 16 de novembro de 2024

Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 6 - Agradecimento



Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 6


Agradecimento


Seja qual for a ocorrência que te surpreenda, concitando-te ao júbilo ou à aflição, dá graças.

Não te olvides do valor da gratidão nos passos da vida. A cada instante estás chamado ao reconhecimento pelas concessões que te enriquecem em experiências, em iluminação, em saúde, em paz e não apenas ante os valores transitórios das moedas e dos títulos que muito se disputam na Terra.

Não te impeças a emoção do reconhecimento, a exteriorização dos sentimentos da gratidão. Há pessoas que, não obstante a elevação de propósitos, se sentem constrangidas, angustiando-se sem encontrarem a forma de expressar as graças de que estão possuídas.

Outras acreditam que não se faz necessário apresentar ao benfeitor os protestos de reconhecimento, porque são mais valiosos os que se demoram silenciados. Não têm a razão os que assim pensam e agem.

Uma palavra de bondade ou uma frase simples, porém imantada pela unção da sinceridade, estimula e alegra quem a recebe, concitando a novos cometimentos, à continuação dos gestos de enobrecimento e amor.

Embora quem se faz útil e goste de ajudar não se deva prender à resposta do beneficiado, não há por que se desconsidere o dever do amor retributivo.

O amor que enfrenta a hostilidade e a transforma ressurge como compreensão no agressor, assim retribuindo a afeição recebida. Agradece, desse modo, as coisas que te cheguem, como sejam e de que se constituam. Favores divinos objetivam tua felicidade.

Se defrontas problemas, agradece a oportunidade — desafio para a luta pela paz. Se tropeças na incompreensão, agradece o ensejo de provar a excelência dos teus sentimentos.

Se despertas na enfermidade, agradece a concessão do sofrimento purificador. Se recebes bondade e afeição, agradece a dádiva para o esforço evolutivo.

Se colhes alegrias e saúde, agradece o tesouro que deves aplicar nas finalidades superiores da vida. O espinho, o pedregulho, chamam a atenção do viandante para o solo por onde transita; o aguilhão impele à rota correta; o testemunho de qualquer condição revela as qualidades íntimas.

Gratidão é sentimento nobre, cultiva-o para próprio bem. O sol aquece, a noite tranquiliza, a chuva alimenta, o adubo fertiliza, a poda revigora.

Tudo são bênçãos da vida... Agradece sem cessar as doações divinas que fruis e esparze gratidão onde estejas, com quem te encontres, diante de tudo que recebas ou que te aconteça.


Joanna de Ângelis










Fonte: Leis Morais da Vida -pdf

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 54 - Exigência da fé



Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 54


Exigência da fé


Permitir-se a fé — um ato de coragem.

Abandonar vícios e imperfeições — atitude estoica perante a vida.

Superar impedimentos da própria leviandade — esforço hercúleo de elevação.

Facultar-se consciência de dever — maioridade espiritual.

O ato de crer implica, inevitavelmente, no dever de transformar-se, abdicando dos velhos hábitos para impor-se disposições impostergáveis na tarefa da edificação interior.

A comodidade da negação, a permanência da indiferença, a prosaica atitude de observador contumaz, encontram, na fé religiosa, o seu mais temível adversário, porquanto, esta impele o homem a modificações radicais, arrancando-o da inércia em que se compraz para a dinâmica relevante que conduz à felicidade real.

Luta-se contra a crença quanto às realidades da vida indestrutível pela morte e, todavia, ei-la inata no espírito humano. Essa reação, porém, muitos a justificam no utilitarismo, de que se servem, no parasitismo emocional em que se acomodaram e preferem, inconsequentes...

No entanto, mais do que pela falta de "razões" e de "fatos" sobre a supervivência, que os negadores, alegam, não dispõem, isto sim, da coragem para recomeçar em bases novas, "abandonar tudo", renunciar-se e seguir adiante, cobrindo as pegadas deixadas por Jesus.

Impõe-te valentia para desfazer-te do "homem velho" e referta-te com os estímulos da fé, ressarcindo dívidas, remotas e próximas, contribuindo, assim, para o mundo melhor do futuro, mediante a tua própria melhora.

Refletindo nas lições do Evangelho, compreenderás o imperioso convite da fé, e, experimentando as atitudes espíritas, mediante o intercâmbio dos habitantes dos "dois mundos", o espiritual e o material, perceberás o porquê da urgência de incorporar-te à falange dos que creem e lutam, dos que amam e servem, dos que, morrendo, nascem para a vida verdadeira e ditosa...

Além de libertar-te das fúteis querelas e exibições que ocorrem no picadeiro do corpo físico, a fé te concederá visão reconfortante e plenitude em todos os teus dias.

Valoroso, mantém-te confiante nos postulados evangélicos e permite-te, sem titubeios, a fé, com a resolução de quem está disposto a pelejar infatigável até a vitória final com Jesus.


Joanna de Ângelis













sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 52 - Erro e queda




Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 52


Erro e queda


"Não erreis, não vos enganeis, meus amados irmãos." (Tiago: 1-16)


O salutar conselho do apóstolo Tiago continua muito oportuno e de grande atualidade para os cristãos novos.

Erro - compromisso negativo, amarra ao passado.

Ao erro cometido impõe-se sempre a necessidade de reparação.

Quem conhece Jesus não se pode permitir o desculpismo constante, irresponsável, que domina um sem número de pessoas.

Por toda parte se apresentam os que mentem e traem, enganam e dilapidam, usurpam e negligenciam, exploram e envilecem, aplaudidos uns, homenageados outros, constituindo o perfeito clã dos iludidos em si mesmos. Sem embargo, o mal que fazem ao próximo prejudica-os, porquanto não se furtarão a fazer a paz com a consciência, agora ou depois.

Anestesiados os centros de discernimento e da razão, hoje ou amanhã as conjunturas de que ninguém se consegue eximir impor-lhes-ão reexame de atitudes e de realizações, gerando neles o impositivo de despertamento para as superiores conceituações sobre a vida.

Enquanto se erra, muitas vezes se diz crer na honestidade e valia da ação, como a ocultar-se em ideais ou objetivos que têm aparência elevada e honesta, todavia, todo homem, à exceção dos que transitam nas faixas mais primitivas da evolução ou os que padecem distúrbios psíquicos, tem a noção exata do que lhe constitui bem e mal, do lhe compete, ou não, realizar.

Dormem nos recessos íntimos do ser e despertam no momento próprio as inabordáveis expressões da presença divina, que se transformam em impulsos generosos, sentimentos de amor e fé, aspirações de beleza e ideal nobre que não se podem esmagar ou usar indevidamente sem a correspondente conseqüência, que passa a constituir problemas e dificuldade na economia moral-espiritual do mau usuário.

Refere-se, porém, especificamente o Apóstolo austero do Cristo, aos erros que o homem pratica em relação à concupiscência e à desconsideração para com o santuário das funções genésicas.

O espírito é sempre livre para escolher a melhor forma de evolução. Não fugirá, porém, aos escolhos ou aos alcatifados que lhe apraz colocar pela senda em que jornadeia.

Em razão disso, a advertência merece meditada nos dias em que, diminuindo as expressões de fidelidade e renúncia, se elaboram fórmulas apressadas para as justificativas e as conivências com a falência dos valores morais, que engoda os menos avisados.

Os seus fâmulos creem-se progressistas e tornam-se concorde para fruírem mais, iludindo-se quanto ao que chamam "evolução da ética".

Não te justifique os erros.

Se possível, evita errar.

Desculpa os caídos e ajuda-os, mas luta por manter-te de pé.

A corroborar com a necessidade imperiosa da preservação moral do aprendiz do Evangelho, adverte Paulo, na sua Primeira Epístola aos Coríntios, conforme se lê no Capítulo dez, versículo doze: "Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe, não caia".

Perfeitamente concorde com a lição de Tiago, os dois ensinamentos são inadiáveis concitamento à resistência contra as tentações.

A tentação representa uma avaliação em torno das conquistas do equilíbrio por parte de quem busca o melhor, na trilha do aperfeiçoamento próprio.

Assim, policia-te, não caindo nem fazendo outrem cair.

Pensamento otimista e sadio, palavra esclarecedora, sem a pimenta da malícia ou da censura e atitudes bem definidas no compromisso superior aceito, ser-te-ão abençoadas forças mentais e escoras morais impedindo-te que erres ou que caias.


Joanna de Ângelis






sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 24 - O Heroísmo da Resignação




Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 24


O Heroísmo da Resignação


O imediatismo dos interesses apaixonados confunde-a com demência ou a tem em conta de deficiência de forças para poder investir violentamente contra as circunstâncias.

Não falta quem se rebele contra os seus necessários impositivos.

Tacham-na de cobardia moral.

Creem-na ultrapassada, nos dias voluptuosos do tecnicismo moderno.

Todavia, a resignação é bênção lenificadora, quando a vida responde em dor e sombra, infortúnio e dificuldade aos apelos do homem.

Alternativa redentora, que somente os bravos se conseguem impor, reforça os valores espirituais para as lutas mais ingentes da inteligência e do sentimento.

Não deflui de uma atitude de medo, porquanto isso seria injustificado ante as Leis Superiores, mas resulta de morigerada e lúcida reflexão que favorece o perfeito entendimento das imposições evolutivas.

O conhecimento dos fatores causais dos sofrimentos premia o homem com a tranquila responsabilidade que assume, em relação aos gravames que os motivaram.

Quiçá a resignação exija mais dinâmica da coragem para submeter-se, do que requereria a reação rebelada da violência.

Entrementes, a atitude resignada não significa parasitismo nem desinteresse pela luta. Ao contrário, enseja fecundo labor ativo de reconstrução interior, fixação de propósitos salutares em programa eficaz de enobrecimento.

Ceder, agora, a fim de conseguir mais tarde. Aguardar o momento oportuno, de modo a favorecer-se com melhores resultados

Reagir pela paciência e mediante a confiança imbatível em Deus, apesar do quanto conspire, aparentemente contra.

Crer sem desfalecimento, embora as aparências aziagas.

Porfiar no serviço edificante sem engendrar técnicas da astúcia permissiva, quando tudo se apresenta em oposição.

Manter-se na alegria, não obstante sofrendo ou incompreendido, abandonado ou vencido, expressa os triunfos da resignação no homem consciente dos objetivos reais da existência na Terra.

O metal em altas temperaturas funde-se. O rio caudaloso na planície espalha-se.

A semente no solo adubado transforma-se.

O cristão ativo na construção do testemunho resigna-se.

A própria reencarnação é um ato de submissão, quanto a desencarnação, desde que ocorrem independentemente da vontade do aprendiz que se deve resignar às exigências superiores da evolução.

Resignação, por conseguinte, é conquista da não violência do Espírito que supera paixões e impulsos vis, a fim de edificar-se e triunfar sobre si mesmo e, em conseqüência, sobre os fatores negativos que lhe obstaculam o avanço libertador.


Joanna de Ângelis









segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 20 - Desperdícios

 


Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 20


Desperdícios


Há muito desperdício no mundo, fomentando larga faixa de miséria entre os homens.

O que abunda em tua mesa falta em muitos lares.

O excesso nas tuas mãos é escassez em inúmeras famílias.

O que te sobra e atiras fora, produz ausência em outros lugares.

O desperdício é fator expressivo de ruína na comunidade.

O homem, desejando fugir das realidades transcendentes da vida, afoga-se na fantasia, engendrando as “indústrias da inutilidade”, abarrotando-se com os acúmulos, padecendo sob o peso constritor da irresponsabilidade, em que sucumbe por fim.

A vida é simples nas suas exigências quase ascetas.

Muitos cristãos distraídos, porém, ataviam-se, complicam os deveres, sobrecarregam-se do dispensável, desperdiçam valores, tempo e oportunidade edificante para o próprio burilamento…

Desperdiçam alimentos em banquetes, recepções, festas extravagantes com que disputam vaidades;

desperdiçam medicamentos em prateleiras empoeiradas, aguardando, no lar, doenças que não chegarão, ou, em se apresentando, os encontram ultrapassados;

desperdiçam trajes e agasalhos em armários fechados, que não voltarão a usar;

desperdiçam moedas irrecuperáveis em jogos e abusos de todo gênero, sem qualquer recato ou zelo;

desperdiçam a saúde nas volúpias do desejo e nas inquietações da posse com sofreguidão;

desperdiçam a inteligência, a beleza, a cultura, a arte nos espetáculos do absurdo e da incoerência, a fim de fazerem a viagem da recuperação do que estragaram, em alucinada correria para lugar nenhum…

Não se recupera a malbaratada oportunidade.

Ninguém volta ao passado, na busca de refazê-lo, encaminhá-lo noutro rumo.

O desperdício alucina o extravagante e exaure o necessitado que se lhe faz vítima.

Há, sim, muito e incompreensível desperdício na Terra. 

Reparte a tua fartura com a escassez do teu próximo.

Divide os teus recursos, tuas conquistas e vê-los-ás multiplicados em mil mãos que se erguerão louvando e abençoando as tuas generosas mãos.

Passarás pelo mundo queiras ou não. Os teus feitos ficarão aguardando o teu retorno.

Como semeares, assim recolherás.

O que desperdiçares hoje, faltar-te-á amanhã, não o duvides.

Sê pródigo sem ser perdulário, generoso sem ser desperdiçador e o que conseguires será crédito ou débito na contabilidade da tua vida perene.


Joanna de Ângelis










Livro: Leis Morais da Vida -pdf

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo Franco - Cap. 1 - Amar a Deus



Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo Franco - Cap. 1


Amar a Deus


649. Em que consiste a adoração? 


“Na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma.”


659. Qual o caráter geral da prece?

“A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nele; é aproximar-se dele; é pôr-se em comunicação com ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer.” 

"O Livro dos Espíritos" Allan Kardec


Amor é vida. 

Sem o amor de Deus que tudo vitaliza, a Criação volveria ao caos do princípio. Antes, portanto, do amor não havia Criação, porque Deus é Amor. 

Sem o amor ao próximo não se pode amar a Deus. Nesse particular o Evangelho é todo um hino ao Criador, mediante o eloquente testemunho de amor ao próximo, apresentado por Jesus. 

Em todos os Seus passos o amor se exterioriza numa canção de feitos, renovando, ajudando e levantando os Espíritos. 

Não podendo o homem romper a caixa escura do egoísmo, saindo de si na direção da criatura, sua irmã, dificilmente compreenderá o impositivo do amor transcendente em relação à Divindade. 

Quando escasseiam os recursos da elevação interior pelo pensamento vinculado ao Supremo Construtor do Cosmo, devem abundar os esforços no labor da fraternidade em direção às demais criaturas, do que decorre, inevitavelmente, a vinculação amorosa com Deus. Porquanto ninguém pode pensar no próximo sem proceder a uma imperiosa necessidade de fazer interrogações que levam à Causa Central. 

O homem constitui, indubitavelmente, um enigma que só à luz meridiana da reencarnação — técnica do amor e da Justiça Divina — pode ser entendido. 

Na vida, sob qualquer expressão, está manifesto o amor. Mediante o amor animam-se as forças atuantes e produtivas da Natureza, no mineral, no vegetal, no animal, no homem e no anjo. 

Dilata, desse modo, as tuas expressões íntimas, dirigindo-as para o bem e não te preocupes com o mentiroso triunfo do mal aparente. 

Exalça a vida e não te detenhas na morte. 

Glorifica o dever e não te reportes à anarquia. 

Fala corretamente e retificarás os conceitos infelizes. 

Se te impressionam as transitórias experiências do primitivismo e da barbárie que ainda repontam na Terra, focaliza a beleza e superarás as sombras e inquietações... 

A maneira mais agradável de adorar a Deus é elevar o pensamento a Ele, através do culto ao bem e do amor ao próximo. Desce à dor e ergue o combalido à saúde íntima; mergulha no paul e levanta ao planalto os que ali encontres; curva-te para socorrer, no entanto, ascende no rumo de Deus pelo pensamento ligado ao Seu amor e vencerás os óbices. 

Se desejas, todavia, compreender melhor a necessidade de amar a Deus, acompanha o desabrochar de uma rosa, devolvendo perfume à vida, o que extrai do solo em húmus e adubo... Fita uma criança, detém-te num ancião... 

Ama, portanto, pelo caminho quanto possas, plantas, animais, homens, e te descobrirás, por fim, superiormente amando a Deus. 


Joanna de Ângelis 

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 3 - Decisão na verdade



Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 3


Decisão na verdade


“Havendo eu sido cego, agora vejo.” - (João: Cap. 9 - versículo 25)

O jovem padecia de cegueira desde o nascimento.

Jamais conhecera a luz.

Sua vida se encontrava povoada de trevas, em cujos meandros tateava com aflição.

Jesus abriu-lhe os olhos, concedendo-lhe a diamantina claridade da visão.

Inundado pela luz externa que o fascinou, enriqueceu-se de gratidão por aquele que o libertou.

Instado à informação do fato, deu-a inciso, conciso num eloquente testemunho de júbilo.

Não acreditado pelos que o cercavam e o inquiriam, reafirmou a ocorrência, asseverando haver sido ele o antigo cego, face à dúvida que o cercava.

Convidado a opinar sobre quem o beneficiara, fez-se conclusivo: "Ë profeta!"

Intimado a injuriar e desmerecer o desconhecido benfeitor, a ingratidão de muitos que logo olvidam o socorro recebido, permitindo-se a dúvida, ao lado da subserviência aos transitórios triunfadores, foi explícito:

- "Se é pecador, não sei; uma coisa eu sei: havendo eu sido cego, agora vejo".

Não lhe importava quem ele era e sim o que lhe fizera.

Defrontam-se no ensino evangélico as duas conjunturas habituais: luz e treva.

Enfrentam-se as duas situações: verdade e mentira.

Duela a suspeita com a convicção.

Teima a pusilanimidade contra o sentimento leal.

Insiste o despeito, agredindo a nobreza.

O fato, porém, triunfa.

O bem relevante sobrenada entre as águas turvas do mal enganoso.

Nada importava ao jovem, agora vidente.

O essencial era que se encontrava a ver.

Nem assim, diante das evidências, cessava a hostilidade contra o "Filho de Deus".

O cipoal das paixões humanas, através das habilidades da astúcia, abriam-se em ardis infelizes, tentando apanhar o incomparável Amigo dos sofredores.

Hoje, no entanto, ainda é assim.

Tropeçam e atropelam-se os cegos do corpo com os do espírito. Os últimos são piores do que os primeiros porque se negam a ver, preferindo a urdidura da infâmia e da perversidade nas quais se distraem e anestesiam a razão.

Cuida-te contra a cegueira imposta pelos preconceitos, pelo orgulho, pelos descalabros de todo porte.

Já fizeste o teu encontro com Jesus.

Agora vês. Beneficia-te da claridade a fim de progredires.

Não mais acondiciones trevas morais nas antigas sombras dominadoras das paisagens íntimas.

Sai na direção do dia de sol para servir.

Caminha no rumo da luz e referta-te de claridades divinas, difundindo a esperança e a alegria.

Confessa o teu Amigo Sublime perante todos e segue, intimorato, ajudando em nome d'Ele os que ainda se debatem na escuridão donde saíste e que anseiam, também, pela bênção da visão a fim de enxergar. 


Joanna de Ângelis








Fonte: Leis Morais da Vida -pdf

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 6 - Agradecimento



Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 6


Agradecimento


Seja qual for a ocorrência que te surpreenda, concitando-te ao júbilo ou à aflição, dá graças.

Não te olvides do valor da gratidão nos passos da vida. A cada instante estás chamado ao reconhecimento pelas concessões que te enriquecem em experiências, em iluminação, em saúde, em paz e não apenas ante os valores transitórios das moedas e dos títulos que muito se disputam na Terra.

Não te impeças a emoção do reconhecimento, a exteriorização dos sentimentos da gratidão. Há pessoas que, não obstante a elevação de propósitos, se sentem constrangidas, angustiando-se sem encontrarem a forma de expressar as graças de que estão possuídas.

Outras acreditam que não se faz necessário apresentar ao benfeitor os protestos de reconhecimento, porque são mais valiosos os que se demoram silenciados. Não têm a razão os que assim pensam e agem.

Uma palavra de bondade ou uma frase simples, porém imantada pela unção da sinceridade, estimula e alegra quem a recebe, concitando a novos cometimentos, à continuação dos gestos de enobrecimento e amor.

Embora quem se faz útil e goste de ajudar não se deva prender à resposta do beneficiado, não há por que se desconsidere o dever do amor retributivo.

O amor que enfrenta a hostilidade e a transforma ressurge como compreensão no agressor, assim retribuindo a afeição recebida. Agradece, desse modo, as coisas que te cheguem, como sejam e de que se constituam. Favores divinos objetivam tua felicidade.

Se defrontas problemas, agradece a oportunidade — desafio para a luta pela paz. Se tropeças na incompreensão, agradece o ensejo de provar a excelência dos teus sentimentos.

Se despertas na enfermidade, agradece a concessão do sofrimento purificador. Se recebes bondade e afeição, agradece a dádiva para o esforço evolutivo.

Se colhes alegrias e saúde, agradece o tesouro que deves aplicar nas finalidades superiores da vida. O espinho, o pedregulho, chamam a atenção do viandante para o solo por onde transita; o aguilhão impele à rota correta; o testemunho de qualquer condição revela as qualidades íntimas.

Gratidão é sentimento nobre, cultiva-o para próprio bem. O sol aquece, a noite tranquiliza, a chuva alimenta, o adubo fertiliza, a poda revigora.

Tudo são bênçãos da vida... Agradece sem cessar as doações divinas que fruis e esparze gratidão onde estejas, com quem te encontres, diante de tudo que recebas ou que te aconteça.


Joanna de Ângelis










Fonte: Leis Morais da Vida -pdf

sábado, 18 de julho de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 20 - Desperdícios



Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 20


Desperdícios


Há muito desperdício no mundo, fomentando larga faixa de miséria entre os homens.

O que abunda em tua mesa falta em muitos lares.

O excesso nas tuas mãos é escassez em inúmeras famílias.

O que te sobra e atiras fora, produz ausência em outros lugares.

O desperdício é fator expressivo de ruína na comunidade.

O homem, desejando fugir das realidades transcendentes da vida, afoga-se na fantasia, engendrando as “indústrias da inutilidade”, abarrotando-se com os acúmulos, padecendo sob o peso constritor da irresponsabilidade, em que sucumbe por fim.

A vida é simples nas suas exigências quase ascetas.

Muitos cristãos distraídos, porém, ataviam-se, complicam os deveres, sobrecarregam-se do dispensável, desperdiçam valores, tempo e oportunidade edificante para o próprio burilamento…

Desperdiçam alimentos em banquetes, recepções, festas extravagantes com que disputam vaidades;

desperdiçam medicamentos em prateleiras empoeiradas, aguardando, no lar, doenças que não chegarão, ou, em se apresentando, os encontram ultrapassados;

desperdiçam trajes e agasalhos em armários fechados, que não voltarão a usar;

desperdiçam moedas irrecuperáveis em jogos e abusos de todo gênero, sem qualquer recato ou zelo;

desperdiçam a saúde nas volúpias do desejo e nas inquietações da posse com sofreguidão;

desperdiçam a inteligência, a beleza, a cultura, a arte nos espetáculos do absurdo e da incoerência, a fim de fazerem a viagem da recuperação do que estragaram, em alucinada correria para lugar nenhum…

Não se recupera a malbaratada oportunidade.

Ninguém volta ao passado, na busca de refazê-lo, encaminhá-lo noutro rumo.

O desperdício alucina o extravagante e exaure o necessitado que se lhe faz vítima.

Há, sim, muito e incompreensível desperdício na Terra. 

Reparte a tua fartura com a escassez do teu próximo.

Divide os teus recursos, tuas conquistas e vê-los-ás multiplicados em mil mãos que se erguerão louvando e abençoando as tuas generosas mãos.

Passarás pelo mundo queiras ou não. Os teus feitos ficarão aguardando o teu retorno.

Como semeares, assim recolherás.

O que desperdiçares hoje, faltar-te-á amanhã, não o duvides.

Sê pródigo sem ser perdulário, generoso sem ser desperdiçador e o que conseguires será crédito ou débito na contabilidade da tua vida perene.


Joanna de Ângelis










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quarta-feira, 17 de junho de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 52 - Erro e Queda



Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 52


Erro e Queda


"Não erreis, não vos enganeis, meus amados irmãos." (Tiago: 1-16)


O salutar conselho do apóstolo Tiago continua muito oportuno e de grande atualidade para os cristãos novos.

Erro - compromisso negativo, amarra ao passado.

Ao erro cometido impõe-se sempre a necessidade de reparação.

Quem conhece Jesus não se pode permitir o desculpismo constante, irresponsável, que domina um sem número de pessoas.

Por toda parte se apresentam os que mentem e traem, enganam e dilapidam, usurpam e negligenciam, exploram e envilecem, aplaudidos uns, homenageados outros, constituindo o perfeito clã dos iludidos em si mesmos. Sem embargo, o mal que fazem ao próximo prejudica-os, porquanto não se furtarão a fazer a paz com a consciência, agora ou depois.

Anestesiados os centros de discernimento e da razão, hoje ou amanhã as conjunturas de que ninguém se consegue eximir impor-lhes-ão reexame de atitudes e de realizações, gerando neles o impositivo de despertamento para as superiores conceituações sobre a vida.

Enquanto se erra, muitas vezes se diz crer na honestidade e valia da ação, como a ocultar-se em ideais ou objetivos que têm aparência elevada e honesta, todavia, todo homem, à exceção dos que transitam nas faixas mais primitivas da evolução ou os que padecem distúrbios psíquicos, tem a noção exata do que lhe constitui bem e mal, do lhe compete, ou não, realizar.

Dormem nos recessos íntimos do ser e despertam no momento próprio as inabordáveis expressões da presença divina, que se transformam em impulsos generosos, sentimentos de amor e fé, aspirações de beleza e ideal nobre que não se podem esmagar ou usar indevidamente sem a correspondente conseqüência, que passa a constituir problemas e dificuldade na economia moral-espiritual do mau usuário.

Refere-se, porém, especificamente o Apóstolo austero do Cristo, aos erros que o homem pratica em relação à concupiscência e à desconsideração para com o santuário das funções genésicas.

O espírito é sempre livre para escolher a melhor forma de evolução.Não fugirá, porém, aos escolhos ou aos alcatifados que lhe apraz colocar pela senda em que jornadeia.

Em razão disso, a advertência merece meditada nos dias em que, diminuindo as expressões de fidelidade e renúncia, se elaboram fórmulas apressadas para as justificativas e as conivências com a falência dos valores morais, que engoda os menos avisados.

Os seus fâmulos crêem-se progressistas e tornam-se concorde para fruírem mais, iludindo-se quanto ao que chamam "evolução da ética".

Não te justifique os erros.

Se possível, evita errar.

Desculpa os caídos e ajuda-os, mas luta por manter-te de pé.

A corroborar com a necessidade imperiosa da preservação moral do aprendiz do Evangelho, adverte Paulo, na sua Primeira Epístola aos Coríntios, conforme se lê no Capítulo dez, versículo doze: "Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe, não caia".

Perfeitamente concorde com a lição de Tiago, os dois ensinamentos são inadiáveis concitamento à resistência contra as tentações.

A tentação representa uma avaliação em torno das conquistas do equilíbrio por parte de quem busca o melhor, na trilha do aperfeiçoamento próprio.

Assim, policia-te, não caindo nem fazendo outrem cair.

Pensamento otimista e sadio, palavra esclarecedora, sem a pimenta da malícia ou da censura e atitudes bem definidas no compromisso superior aceito, ser-te-ão abençoadas forças mentais e escoras morais impedindo-te que erres ou que caias.


Joanna de Ângelis







Fonte: Leis Morais da Vida -pdf

domingo, 31 de maio de 2020

Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 24 - O Heroísmo da Resignação



Joanna de Ângelis - Livro Leis Morais da Vida - Divaldo P. Franco - Cap. 24


O Heroísmo da Resignação


O imediatismo dos interesses apaixonados confunde-a com demência ou a tem em conta de deficiência de forças para poder investir violentamente contra as circunstâncias.

Não falta quem se rebele contra os seus necessários impositivos.

Tacham-na de cobardia moral.

Creem-na ultrapassada, nos dias voluptuosos do tecnicismo moderno.

Todavia, a resignação é bênção lenificadora, quando a vida responde em dor e sombra, infortúnio e dificuldade aos apelos do homem.

Alternativa redentora, que somente os bravos se conseguem impor, reforça os valores espirituais para as lutas mais ingentes da inteligência e do sentimento.

Não deflui de uma atitude de medo, porquanto isso seria injustificado ante as Leis Superiores, mas resulta de morigerada e lúcida reflexão que favorece o perfeito entendimento das imposições evolutivas.

O conhecimento dos fatores causais dos sofrimentos premia o homem com a tranquila responsabilidade que assume, em relação aos gravames que os motivaram.

Quiçá a resignação exija mais dinâmica da coragem para submeter-se, do que requereria a reação rebelada da violência.

Entrementes, a atitude resignada não significa parasitismo nem desinteresse pela luta. Ao contrário, enseja fecundo labor ativo de reconstrução interior, fixação de propósitos salutares em programa eficaz de enobrecimento.

Ceder, agora, a fim de conseguir mais tarde. Aguardar o momento oportuno, de modo a favorecer-se com melhores resultados

Reagir pela paciência e mediante a confiança imbatível em Deus, apesar do quanto conspire, aparentemente contra.

Crer sem desfalecimento, embora as aparências aziagas.

Porfiar no serviço edificante sem engendrar técnicas da astúcia permissiva, quando tudo se apresenta em oposição.

Manter-se na alegria, não obstante sofrendo ou incompreendido, abandonado ou vencido, expressa os triunfos da resignação no homem consciente dos objetivos reais da existência na Terra.

O metal em altas temperaturas funde-se. O rio caudaloso na planície espalha-se.

A semente no solo adubado transforma-se.

O cristão ativo na construção do testemunho resigna-se.

A própria reencarnação é um ato de submissão, quanto a desencarnação, desde que ocorrem independentemente da vontade do aprendiz que se deve resignar às exigências superiores da evolução.

Resignação, por conseguinte, é conquista da não violência do Espírito que supera paixões e impulsos vis, a fim de edificar-se e triunfar sobre si mesmo e, em conseqüência, sobre os fatores negativos que lhe obstaculam o avanço libertador.


Joanna de Ângelis