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sábado, 17 de fevereiro de 2024

Bernard Palissy - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano I, Dezembro de 1858 - Dissertações de além-túmulo - As flores



Bernard Palissy - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano I, Dezembro de 1858 - Dissertações de além-túmulo


As flores 


As flores foram criadas no mundo como símbolos da beleza, da pureza e da esperança.

Como é que o homem que vê as corolas se abrirem todas as primaveras e as flores se fanarem para dar lugar a frutos deliciosos não pensa que assim sua vida murchará, mas para dar frutos eternos? Que vos importam, pois, as tempestades e as torrentes? Essas flores jamais perecerão, como não perece a mais frágil obra do Criador. Coragem, pois, homens que caís pela estrada; levantai-vos como o lírio após a tempestade, mais puros e mais radiosos. Como às flores, os ventos vos açoitam por todos os lados; eles vos derribam e vos arrastam pela lama, mas quando o sol reaparece, reerguei também vossas cabeças, com mais nobreza e mais grandeza.

Amai as flores. Elas são o emblema de vossa vida e não deveis corar por serdes a elas comparados. Tende-as nos vossos jardins, nas vossas casas, mesmo nos vossos templos, pois elas são agradáveis em qualquer lugar. Onde quer que estejam, elas inspiram a poesia e elevam a alma de quem sabe compreendê-las. Não foi nas flores que Deus manifestou todas as suas magnificências? Como conheceríeis as cores suaves com que o Criador alegrou a Natureza se não fossem as flores? Antes que o homem tivesse cavado as entranhas da Terra para achar o rubi e o topázio, ele tinha as flores diante de si, e essa variedade infinita de nuanças já o consolava da monotonia da superfície da Terra. Amai, pois, as flores: sereis mais puros e mais amoráveis; sereis talvez mais crianças, mas sereis os filhos queridos de Deus, e vossas almas simples e sem mácula serão acessíveis a todo o seu amor, a toda a alegria com que ele aquecerá os vossos corações.

As flores querem ser tratadas por mãos esclarecidas. A inteligência é necessária à sua prosperidade. Durante muito tempo estivestes errados na Terra, deixando tal cuidado a mãos inábeis, que as mutilavam, julgando embelezá-las. Nada mais triste que as árvores redondas ou pontiagudas de alguns dos vossos jardins, pirâmides de verdura que fazem o efeito de um monte de feno. Deixai que a natureza se desenvolva sob mil formas diversas. Aí está a graça. Feliz aquele que sabe admirar a beleza de uma haste que se balouça, semeando a poeira fecundante. Feliz aquele que vê em suas cores brilhantes um infinito de graça, de delicadeza, de colorido, de nuanças que fogem e se buscam, se perdem e se reencontram. Feliz aquele que sabe compreender a beleza da gradação dos tons! Desde a raiz escura que se consorcia com a terra, como as cores se fundem até o escarlate da tulipa e da papoula! (Por que esses nomes rudes e bizarros?) Estudai tudo isto e observai as folhas que surgem umas das outras como gerações infinitas, até o seu completo desabrochar sob a abóboda celeste.

Não parece que as flores saem da Terra para lançar-se em direção a outros mundos? Não parece que muitas vezes vergam dolorosamente a cabeça por não poderem elevar-se ainda mais alto? Não julgamos que as flores, por sua beleza, estão mais próximas de Deus? Imitai-as, pois, e tornai-vos cada vez maiores, cada vez mais belos.

Vossa maneira de aprender Botânica também é defeituosa. Não basta saber o nome de uma planta. Recrutar-te-ei, quando tiveres tempo, para trabalhar também numa obra desse gênero. Deixo para mais tarde as lições que hoje desejaria dar-te. Elas serão mais úteis quando tivermos oportunidade de aplicá-las. Então falaremos dos gêneros de culturas; dos lugares que lhes convêm; da adequação do edifício para o arejamento e a salubridade das habitações.

Se publicares isto, corta os últimos parágrafos, para que não sejam tomados como anúncios. 


Bernard Palissy







OBSERVAÇÃO: Esta comunicação e a seguinte foram obtidas pelo Sr. F..., o mesmo de quem falamos em nosso número de outubro, a propósito dos obsedados e subjugados. Por aí se pode julgar a diferença entre a natureza de suas comunicações atuais e as de outrora. Sua vontade triunfou completamente da obsessão de que era vítima, e seu mau Espírito não reapareceu. Estas duas dissertações lhe foram ditadas por Bernard Palissy.







terça-feira, 11 de outubro de 2022

Miramez - Livro Saúde - João Nunes Maia - Pág. 130 - As Flores



Miramez - Livro Saúde - João Nunes Maia - Pág. 130


As Flores


As flores são o sorriso da natureza, mostrando a grandeza de Deus, pela ciência divina.

Procurai analisar uma flor, na sua mais alta expressão, que o Belo vos encantará os sentimentos e por estes, na sensibilidade que é peculiar ao vosso estado, passareis a perceber o amor do Criador, manifestando-se pelas plantas.

As flores são convergências que a energia cósmica amplia no seio da terra, no ar e pelos raios solares, computando forças e selecionando valores para que o homem entenda e perceba a bondade de Deus.

Já dizia um poeta famoso que "a flor é o símbolo do amor". E essa expressão é verdadeiramente certa, porque não há quem não sinta, na profundidade do coração, alegria ao deparar com flores, nem sensibilidade amorosa ao ser presenteado com elas.

Quando uma pessoa parte da Terra para o Além, pelos processos da desencarnação, lembramo-nos logo de flores, no sentido de amenizar as tristezas dos familiares e dos amigos. Também nos cemitérios, é um processo para aliviar as tensões, por faltar ainda nas almas, a compreensão da lei que tudo transforma no grande laboratório da vida.

Podemos dizer que o perfume é uma manifestação da flor, fazendo lembrar a sua presença onde é solicitada a alegria, onde a afinidade começa a florir no coração de quem ama. O sorriso da árvore tem outros valores e um, dentre os mais apreciados, é a cura das enfermidades. Ela já traz em si a essência da mãe natureza, buscada no solo, na atmosfera e no sol, a sua maior riqueza curativa, que os homens ainda não puderam aprender, por não respeitarem os direitos dos seus semelhantes.

Laboratórios, na presente fase da humanidade, fazem lembrar ouro e a ganância empana todos os sentimentos de fraternidade. Nas casas de saúde, o primeiro pensamento dos dirigentes é se o enfermo possui recursos financeiros. É nesse sentido que quase todos os cientistas, principalmente os que se dedicam à ciência da cura, esqueceram-se das religiões e dizem que o Evangelho é uma água com açúcar, que ele está ultrapassado. Como se enganam! O tempo é que está dominado pelo Evangelho, pois os seus conceitos ultrapassaram o tempo e o espaço, por vigorar em todas as dimensões da vida e por ensinar uma coisa da mais alta importância na vida do espírito, expressa em uma só palavra: Amor. A vivência dessa virtude quase não existe nos hospitais, que deveriam valorizar o nome da hospitalidade.

Meus filhos, amai as flores, que elas responderão ao vosso carinho com uma gama de ondas emitidas constantemente. Sob a luz do sol e o fluxo das estrelas, não existe nada no mundo, mesmo os seres chamados inanimados, que resistam à fraternidade. A estima que busca o objeto ou a alma envolvida no ambiente do amor, sem que haja apego, refaz as forças e restaura os desequilíbrios pelos processos das trocas, mesmo que nisso não pensemos. As leis dessas permutas funcionam na mais profunda justiça. Se pensarmos no ganho quando doamos, emitiremos forças de egoísmo que irão interromper as dádivas. A nossa exigência é falta de confiança no grande suprimento, que nunca nos deixa em estado de carência, porém, precisamos aprender a buscar. Tudo existe com abundância na casa de Deus, ficando como nosso encargo aprender a encontrar.

Não deixeis de sorrir para uma flor, pois ela já sorri para vós. A vossa saúde será cuidada de acordo com o vosso comportamento perante a vida.


Miramez













domingo, 22 de novembro de 2020

Bernard Palissy - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano I, Dezembro de 1858 - Dissertações de além-túmulo - As flores




Bernard Palissy - Revista Espírita - Allan Kardec, Ano I, Dezembro de 1858 - Dissertações de além-túmulo 


As flores


As flores foram criadas no mundo como símbolos da beleza, da pureza e da esperança.

Como é que o homem que vê as corolas se abrirem todas as primaveras e as flores se fanarem para dar lugar a frutos deliciosos não pensa que assim sua vida murchará, mas para dar frutos eternos? Que vos importam, pois, as tempestades e as torrentes? Essas flores jamais perecerão, como não perece a mais frágil obra do Criador. Coragem, pois, homens que caís pela estrada; levantai-vos como o lírio após a tempestade, mais puros e mais radiosos. Como às flores, os ventos vos açoitam por todos os lados; eles vos derribam e vos arrastam pela lama, mas quando o sol reaparece, reerguei também vossas cabeças, com mais nobreza e mais grandeza.

Amai as flores. Elas são o emblema de vossa vida e não deveis corar por serdes a elas comparados. Tende-as nos vossos jardins, nas vossas casas, mesmo nos vossos templos, pois elas são agradáveis em qualquer lugar. Onde quer que estejam, elas inspiram a poesia e elevam a alma de quem sabe compreendê-las. Não foi nas flores que Deus manifestou todas as suas magnificências? Como conheceríeis as cores suaves com que o Criador alegrou a Natureza se não fossem as flores? Antes que o homem tivesse cavado as entranhas da Terra para achar o rubi e o topázio, ele tinha as flores diante de si, e essa variedade infinita de nuanças já o consolava da monotonia da superfície da Terra. Amai, pois, as flores: sereis mais puros e mais amoráveis; sereis talvez mais crianças, mas sereis os filhos queridos de Deus, e vossas almas simples e sem mácula serão acessíveis a todo o seu amor, a toda a alegria com que ele aquecerá os vossos corações.

As flores querem ser tratadas por mãos esclarecidas. A inteligência é necessária à sua prosperidade. Durante muito tempo estivestes errados na Terra, deixando tal cuidado a mãos inábeis, que as mutilavam, julgando embelezá-las. Nada mais triste que as árvores redondas ou pontiagudas de alguns dos vossos jardins, pirâmides de verdura que fazem o efeito de um monte de feno. Deixai que a natureza se desenvolva sob mil formas diversas. Aí está a graça. Feliz aquele que sabe admirar a beleza de uma haste que se balouça, semeando a poeira fecundante. Feliz aquele que vê em suas cores brilhantes um infinito de graça, de delicadeza, de colorido, de nuanças que fogem e se buscam, se perdem e se reencontram. Feliz aquele que sabe compreender a beleza da gradação dos tons! Desde a raiz escura que se consorcia com a terra, como as cores se fundem até o escarlate da tulipa e da papoula! (Por que esses nomes rudes e bizarros?) Estudai tudo isto e observai as folhas que surgem umas das outras como gerações infinitas, até o seu completo desabrochar sob a abóboda celeste.

Não parece que as flores saem da Terra para lançar-se em direção a outros mundos? Não parece que muitas vezes vergam dolorosamente a cabeça por não poderem elevar-se ainda mais alto? Não julgamos que as flores, por sua beleza, estão mais próximas de Deus? Imitai-as, pois, e tornai-vos cada vez maiores, cada vez mais belos.


Bernard Palissy






sexta-feira, 22 de maio de 2020

Miramez - Livro Saúde - João Nunes Maia - Pág. 130 - As Flores



Miramez - Livro Saúde - João Nunes Maia - Pág. 130


As Flores


As flores são o sorriso da natureza, mostrando a grandeza de Deus, pela ciência divina.

Procurai analisar uma flor, na sua mais alta expressão, que o Belo vos encantará os sentimentos e por estes, na sensibilidade que é peculiar ao vosso estado, passareis a perceber o amor do Criador, manifestando-se pelas plantas.

As flores são convergências que a energia cósmica amplia no seio da terra, no ar e pelos raios solares, computando forças e selecionando valores para que o homem entenda e perceba a bondade de Deus.

Já dizia um poeta famoso que "a flor é o símbolo do amor". E essa expressão é verdadeiramente certa, porque não há quem não sinta, na profundidade do coração, alegria ao deparar com flores, nem sensibilidade amorosa ao ser presenteado com elas.

Quando uma pessoa parte da Terra para o Além, pelos processos da desencarnação, lembramo-nos logo de flores, no sentido de amenizar as tristezas dos familiares e dos amigos. Também nos cemitérios, é um processo para aliviar as tensões, por faltar ainda nas almas, a compreensão da lei que tudo transforma no grande laboratório da vida.

Podemos dizer que o perfume é uma manifestação da flor, fazendo lembrar a sua presença onde é solicitada a alegria, onde a afinidade começa a florir no coração de quem ama. O sorriso da árvore tem outros valores e um, dentre os mais apreciados, é a cura das enfermidades. Ela já traz em si a essência da mãe natureza, buscada no solo, na atmosfera e no sol, a sua maior riqueza curativa, que os homens ainda não puderam aprender, por não respeitarem os direitos dos seus semelhantes.

Laboratórios, na presente fase da humanidade, fazem lembrar ouro e a ganância empana todos os sentimentos de fraternidade. Nas casas de saúde, o primeiro pensamento dos dirigentes é se o enfermo possui recursos financeiros. É nesse sentido que quase todos os cientistas, principalmente os que se dedicam à ciência da cura, esqueceram-se das religiões e dizem que o Evangelho é uma água com açúcar, que ele está ultrapassado. Como se enganam! O tempo é que está dominado pelo Evangelho, pois os seus conceitos ultrapassaram o tempo e o espaço, por vigorar em todas as dimensões da vida e por ensinar uma coisa da mais alta importância na vida do espírito, expressa em uma só palavra: Amor. A vivência dessa virtude quase não existe nos hospitais, que deveriam valorizar o nome da hospitalidade.

Meus filhos, amai as flores, que elas responderão ao vosso carinho com uma gama de ondas emitidas constantemente. Sob a luz do sol e o fluxo das estrelas, não existe nada no mundo, mesmo os seres chamados inanimados, que resistam à fraternidade. A estima que busca o objeto ou a alma envolvida no ambiente do amor, sem que haja apego, refaz as forças e restaura os desequilíbrios pelos processos das trocas, mesmo que nisso não pensemos. As leis dessas permutas funcionam na mais profunda justiça. Se pensarmos no ganho quando doamos, emitiremos forças de egoísmo que irão interromper as dádivas. A nossa exigência é falta de confiança no grande suprimento, que nunca nos deixa em estado de carência, porém, precisamos aprender a buscar. Tudo existe com abundância na casa de Deus, ficando como nosso encargo aprender a encontrar.

Não deixeis de sorrir para uma flor, pois ela já sorri para vós. A vossa saúde será cuidada de acordo com o vosso comportamento perante a vida.



Miramez