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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 13 - A felicidade



Miramez - Livro Máximas de Luz - João Nunes Maia - Cap. 13


A felicidade


E.S.E.Cap. V, Item 20.


Sabemos que na Terra não há felicidade completa, por enquanto. Somente pensamos nela, falamos nela e escrevemos sobre esse padrão de vida de que temos notícias; no entanto, basta ouvirmos falar na felicidade para que possamos sentir o seu clima de luz a nos dar esperanças.

Muitos sabem que a felicidade não é deste mundo, mas todos também têm conhecimento de que ela existe e que, no futuro, existirá também na Terra. Isso é um consolo para os que esperam este mundo de paz; para tanto, o Espiritismo veio preparar lugar, onde o amor, a caridade e o perdão encontrem ambiente, criando condições para que os benfeitores possam semear com proveito o germe crescente da felicidade.

A Terra é de expiações e provas e as almas destinadas a renascer neste planeta encontram em todos os seus passos a dor; mas elas sofrem porque a região é de sofrimento, onde a criatura experimenta toda ordem de padecimentos.

O homem do momento traduz felicidade em sucesso na vida, no campo dos bens materiais; entretanto, quanto mais ajunta o ouro, corre mais riscos de mais infelizes tornar os seus passos repletos de preocupações, doenças, e mesmo tristezas.

A humanidade já começa a pensar noutros caminhos de ventura. O tempo se encarrega dessa transformação, e a dor é o anjo que nos faz compreender a verdade, que nos liberta dos enganos. Se pensarmos no passado do planeta, mesmo estudando os primórdios da casa terrena, é de se notar o amor do Criador para com os Seus filhos. 

Vejamos como era a vida antes, comparando-a com a vida na Terra hoje: as novas descobertas, para ajudarem em melhores dias, a melhora dos seres humanos, os grandes missionários que desceram à Terra para a esperança e o fortalecimento da fé nos companheiros na carne... Não nos estaria sendo mostrada a existência da felicidade?

A bondade de Deus é tamanha que, junto das provas e expiações, nos envia o Consolador, ajudando-nos a sustentar-nos na fé e na esperança. Não induzimos ninguém a sair de sua religião, mas que observe bem seus preceitos mais profundos sobre a vida espiritual. Se temos alguma coisa a pedir é que leia os livros espíritas, analisando o que eles dizem sobre a vida futura.

A verdade não impõe; ela expõe as leis naturais, porque somente ela ficará de pé, sustentando a fé, senão o amor. Esperemos e trabalhemos, que a felicidade se aproxima e com novos rasgos, mostrando-nos o amor e a caridade em uma expressão, mais digna de louvor a Deus, em profunda comunhão com Jesus.

A felicidade, podemos crer, está se aproximando com todo o seu fulgor, no entanto, é necessário que os homens entendam seus deveres, trabalhando na reforma íntima, para receber a visita dessas bênçãos de luz, que ficarão para sempre com os que melhoram e trabalham na melhoria dos outros.

Se deseja ser feliz, poderá sê-lo, porque a felicidade pertence a todos; todavia, a natureza pede sua participação no esforço de se melhorar moralmente.

Em todas as nações, se ensinam caminhos certos, mostrando vias cheias de espinhos, mas a maioria das criaturas, por enquanto, gosta de um bem-estar breve, com prazeres efémeros. Limpemos dos nossos sentimentos as paixões inferiores, alcançando um discernimento mais elevado.

Por que o homem é contra o homem?

A felicidade é aquela que perdoa, que esquece as ofensas, que ampara os fracos, que renuncia em favor da própria vida, ajudando aos que sofrem mais.

A felicidade se constitui em fazer a caridade, aquela que não exige, que não maltrata, não calunia, não tem ódio, porque ela é amor permanente, que sai do coração do ser humano, atingindo a tudo e a todos, nas dimensões correspondentes.

Felicidade é Cristo dentro de nós, nos mostrando Deus na consciência...


Miramez





*O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. V — Bem-aventurados os aflitos - Instruções dos Espíritos - A felicidade não é deste mundo.

20. Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isso, meus caros filhos, prova, melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: “A felicidade não é deste mundo.” Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a florida juventude são condições essenciais à felicidade. Digo mais: nem mesmo reunidas essas três condições tão desejadas, porquanto incessantemente se ouvem, no seio das classes mais privilegiadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.

Diante de tal fato, é inconcebível que as classes laboriosas e militantes invejem com tanta ânsia a posição das que parecem favorecidas da fortuna. Neste mundo, por mais que faça, cada um tem a sua parte de labor e de miséria, sua cota de sofrimentos e de decepções, donde facilmente se chega à conclusão de que a Terra é lugar de provas e de expiações.

Assim, pois, os que pregam que ela é a única morada do homem e que somente nela e numa só existência é que lhe cumpre alcançar o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam os que os escutam, visto que demonstrado está, por experiência arquissecular, que só excepcionalmente este globo apresenta as condições necessárias à completa felicidade do indivíduo.

Em tese geral pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia a cuja conquista as gerações se lançam sucessivamente, sem jamais lograrem alcançá-la. Se o homem ajuizado é uma raridade neste mundo, o homem absolutamente feliz jamais foi encontrado.

O em que consiste a felicidade na Terra é coisa tão efêmera para aquele que não tem a guiá-lo a ponderação, que, por um ano, um mês, uma semana de satisfação completa, todo o resto da existência é uma série de amarguras e decepções. E notai, meus caros filhos, que falo dos venturosos da Terra, dos que são invejados pela multidão.

Conseguintemente, se à morada terrena são peculiares as provas e a expiação, forçoso é se admita que, algures, moradas há mais favorecidas, onde o Espírito, conquanto aprisionado ainda numa carne material, possui em toda a plenitude os gozos inerentes à vida humana. Tal a razão por que Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas superiores para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão gravitar um dia, quando vos achardes suficientemente purificados e aperfeiçoados.

Todavia, não deduzais das minhas palavras que a Terra esteja destinada para sempre a ser uma penitenciária. Não, certamente! Dos progressos já realizados, podeis facilmente deduzir os progressos futuros e, dos melhoramentos sociais conseguidos, novos e mais fecundos melhoramentos. Essa a tarefa imensa cuja execução cabe à nova doutrina que os Espíritos vos revelaram.

Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação vos anime e que cada um de vós se despoje do homem velho. Deveis todos consagrar-vos à propagação desse Espiritismo que já deu começo à vossa própria regeneração. Corre-vos o dever de fazer que os vossos irmãos participem dos raios da sagrada luz. Mãos, portanto, à obra, meus muito queridos filhos! Que nesta reunião solene todos os vossos corações aspirem a esse grandioso objetivo de preparar para as gerações porvindouras um mundo onde já não seja vã a palavra felicidade.


François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot.
Paris, 1863.







sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Emmanuel - Livro Passos da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 15 - A felicidade




Emmanuel - Livro Passos da Vida - Espíritos Diversos / Chico Xavier - Cap. 15


A felicidade


Não está no dinheiro, porquanto, a cada passo, surpreendemos irmãos nossos, investidos na posse do ouro, a se confessarem desorientados e infelizes; importa reconhecer, porém, que o dinheiro criteriosamente administrado, transfigura-se em poderosa alavanca do trabalho e da beneficência, resgatando lares e corações para a Vida Superior.

Não está na inteligência, visto que vemos, em toda parte, gênios transviados, utilizando fulgurações do pensamento em apoio das trevas; urge anotar, no entanto, que a inteligência aplicada na sustentação do bem de todos será sempre uma fonte de luz.

Não está na autoridade humana, de vez que habitualmente abraçamos criaturas, altamente revestidas de poder terrestre, carregando o peito esmagado de angústia; é necessário observar, todavia, que a influência pessoal em auxílio à comunidade é base de segurança e fator de harmonia.

Não está nos títulos acadêmicos, porque, em muitas ocasiões, encontramos numerosos amigos laureados com importantes certificados de competência, portando conflitos íntimos que os situam nos mais escuros distritos do sofrimento e da aflição; não será, contudo, razoável ignorar que um diploma universitário, colocado no amparo ao próximo, é uma lavoura preciosa de alegrias e bênçãos.

Não está no que possuis e sim no que dás e, ainda assim, não tanto no que dás como no modo como dás.

Não está no que sonhas e sim no que fazes e, sobretudo, na maneira como fazes.

Felicidade, na essência, é a nossa integração com o Cristo de Deus, quando nos rendemos a Ele para que nos use como somos e no que temos, a benefício dos semelhantes.

Isso porque todo bem que venhamos a fazer é investimento em nosso favor, na Contabilidade Divina. 

Em suma, felicidade colhida nasce e cresce da felicidade que se semeia, ou melhor, à medida que ajudamos aos outros, por intermédio dos outros, o Céu nos ajudará.


Emmanuel






segunda-feira, 13 de julho de 2020

Miramez - Livro Horizontes da Vida - João Nunes Maia - Cap. 1 - A Felicidade



Miramez - Livro Horizontes da Vida - João Nunes Maia - Cap. 1


A Felicidade


Felicidade é um conjunto de virtudes vividas pela alma em qualquer lugar em que estiver, ou for chamada a viver. Felicidade é a alegria pura e permanente do Espírito, sem os trovões das gargalhadas, muito comuns nas áreas das paixões inferiores.

Felicidade é a bem-aventurança assegurada pelo amor, como sendo síntese de qualidades espirituais abençoadas por Deus e conquistadas pelo trabalho interno do Espírito.

Felicidade é a glória imperturbável da consciência em todos os sentidos.

A alma feliz torna-se um sol, de modo que o sol físico se faz como pálida imagem do Espírito feliz.

Felicidade é doação constante a tudo e a todos, buscando entender a posição de cada um, sem especular os companheiros, por sermos todos irmãos, filhos do mesmo Deus de bondade e de amor.

Ser feliz é consorciar seus valores imortais, no maior bem da vida – Deus – em quem se encontram matizadas todas as luzes que o universo pode comportar, e ainda muito mais do que podemos perceber.

Felicidade é paz, é amor, é perdão, é tranqüilidade, é justiça, é alegria, é equilíbrio, é benevolência, é caridade. É a alma em Deus, e Deus sendo reconhecido dentro de cada alma.

No entanto, a felicidade tem uma rota definida, que o santo conhece e os sábios não ignoram, e os místicos sabem por onde trilhar para encontrá-la. Não se conquista de uma só vez, pois ela é filha dos bilhões de anos no exercício de viver. Ela pede que ativemos corpos e mais corpos, vidas e mais vidas, esforços e mais esforços no bem comum; ela pede amor e mais amor, trabalhos de todas as naturezas, onde o bem se mostre em todas as suas modalidades de servir.

Felicidade é gratidão a Deus por Seus feitos de segundo a segundo.

Ser feliz é ser justo, de maneira que a harmonia não falte ao ritmo do amor.

Ser feliz é amar, nas linhas que a caridade se mostre sem o barulho a que se acostumaram os homens nas doações passageiras. Ser feliz é não violentar a natureza em todos os seus aspectos, objetivando viver em paz com todos os reinos da Terra.

Ser feliz é perdoar, de maneira a esquecer as ofensas, e fazer amigos pela palavra, pela ação, pelos gestos e pela vida.

Ser feliz é cumprir os deveres, pelas promessas assumidas no registro da consciência.

Ser feliz é deixar que o coração pulse sem discórdia e sem maldade.

Ser feliz é não perder nunca a capacidade de ser pacífico.

Ser feliz é encontrar o céu dentro do coração, de modo que ele banhe a consciência com os esplendores da alma em plena harmonia com Deus.

Ser feliz é ceder ante os convites dos testemunhos, desde quando com isso se dê cooperação para melhorar o companheiro em caminho.

Ser feliz é ver e sentir a felicidade dos outros.

Ser feliz é conhecer o Poder Central da vida como doador universal, e obedecer-Lhe, entendendo a sua função de filho, de criatura.

Ser feliz é ouvir a voz de Nosso Senhor Jesus Cristo todos os dias e chama-Lo; ser seu ouvinte de todos os momentos, de modo a avaliar a sua própria vida.

Ser feliz é não temer tudo aquilo que acontecer, tirando dos acontecimentos as lições imortais para a paz interior.

Ser feliz é liberar de segundo a segundo vibrações do seu ser, que levem harmonia em todas as direções do universo para todos os seres e todas as coisas.

Ser feliz é viver em Cristo, para sentir Deus no centro da vida, como o sol da própria vida universal.

Ser feliz é respeitar a Divindade, da matéria primitiva ao reino dos anjos, tornando-se um deles, na plenitude do amor.

Assim poderemos dizer: Somos Felizes!

Eis aí os horizontes da vida!


Miramez








Fonte: Horizontes da Vida