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quinta-feira, 10 de abril de 2025

Emmanuel - Livro Hora Certa - Chico Xavier - Cap. 10 - Ao alcance de todos



Emmanuel - Livro Hora Certa - Chico Xavier - Cap. 10


Ao alcance de todos


Simbolicamente, a paciência é um sedativo da melhor qualidade.

Usando-a, nessa condição, ei-la fazendo prodígios.

Antes de tudo, é vacina contra a irritação, acalmando-nos a vida íntima.

E surge a sequência de abençoadas derivações.

Resguardando-a conosco, os familiares encontram segurança e tranquilidade.

Os vizinhos permanecem isentos de inquietações.

Os amigos descansam em nosso convívio.

Discussões negativas e diálogos inconvenientes surpreendem a estação terminal.

Conservando-a, retemos em nós o clima favorável ao cultivo da esperança.

Ao alcance de todos, é por isso que a paciência na farmácia da vida, é o específico da paz.


Emmanuel










sábado, 28 de agosto de 2021

Bezerra de Menezes - Psicofonia - Divaldo P. Franco - Gloriosa vitória da Luz contra a treva!




Bezerra de Menezes - Psicofonia - Divaldo P. Franco


Gloriosa vitória da Luz contra a treva!


Filhas e filhos bem-amados! Que a paz de nosso Senhor Jesus Cristo permaneça em nossos corações!

Anoitece!…

Os dias gloriosos da ciência e da tecnologia de ponta estão sombreados pelas inquietações do sentimento humano que parece desvairar em toda parte. O inconformismo, o desespero e o sofrimento assinalam a geração presente como a consequência do mau uso do livre-arbítrio nos dias do passado.

Todos anelávamos que estas fossem as horas da paz, amparados pelo conhecimento libertador da ignorância que a muitos tem proporcionado conforto e bem-estar; raramente, equilíbrio e paz. A Barca Terrestre experimenta as ondas terríveis do mar agitado pelos conceitos da loucura e da desarmonia.

No entanto, Cristo vela e conduz, na condição de Nauta Divino, a embarcação ao porto de segurança. Provavelmente, algumas dores se farão volumosas e terrificantes. Sucede, porém, que as almas rebeldes somente aquiescem diante de sofrimentos que as submetem à diretriz da fraternidade e do amor.

O Espiritismo veio no momento próprio quando a filosofia desvairava em várias denominações no século das luzes. E hoje, novamente, a mensagem de redenção da Humanidade alcança as criaturas humanas com a filosofia do bem, como sendo a única que é capaz de proporcionar plenitude e esperanças quase não mais aguardadas.

Não desanimeis, não permitais que o mau humor e as injunções penosas que vos rodeiam os passos e tentam penetrar no vosso lar logrem o êxito que a invigilância, não raro, faculta. Tende tento e mantende-vos em equilíbrio interior quanto seja possível.

Este é o grande momento em que as Escrituras desde há muito prenunciam como da mudança que se vem operando e atingem a sua culminância.

Nas experiências vividas nestes dias, no encontro do Conselho Federativo Nacional, conseguimos pacificar os corações e apoiar as ideias iluminativas no clima do Cristianismo Primitivo.

Não podemos viver a Doutrina Espírita sem a ética moral do Evangelho de Jesus. A Humanidade tem sede de exemplos e está cansada de palavras.

Sois as cartas vivas do Evangelho e perseverai no objetivo sagrado de confortar os que choram, mas não apenas consolá-los, senão apontardes os caminhos pelos quais encontrarão a felicidade anelada.

São graves os testemunhos que todos nós, Espíritos desencarnados e encarnados em perfeita comunhão, deveremos oferecer, quais lograram os mártires das primeiras horas da fé cristã. Nesse passado que já vai distante, as perseguições vinham de fora para dentro. Agora, as angústias e as dores são do íntimo para fora, em razão das terríveis perturbações provocadas pelos inimigos da luz que se travestem de missionários de uma Nova Era. Sim, a Era Nova irá caracterizar a grandeza do amor na operosidade da caridade junto a Humanidade terrestre.

O Brasil prossegue convidado a desempenhar a missão que foi confiada a Ismael pelo Divino Mestre. E neste momento, turbado pelas paixões e pelos interesses vis, torna-se indispensável a serenidade da fé para que sejam enfrentados os terríveis vírus da crueldade, do materialismo e da indiferença pelo amor às forças vivas da Natureza culminando na criatura humana.

Vós perguntais por que estamos em um momento tão difícil de violência e deveremos agir como mansos e pacíficos se tudo nos chama a definições drásticas da violência que cada dia é mais perversa?!

O exemplo é Jesus, o Cordeiro de Deus imolado numa cruz de vergonha que Ele transformou em asas para a sublimação de todos os espíritos.

Não tergiverseis nem permiti-vos enfraquecer na luta. É o fogo que purifica os metais, que dá resistência à argila e que modifica as paisagens.

É a dor a mensageira que Deus oferece àqueles aos quais ama de tal forma que, assinalados pelo ferrete do sofrimento, não tem outra alternativa senão a marcha na direção do calvário sublimador.

Poderia parecer que se trata de uma proposta masoquista em que a dor é preferencial. Não se trata desta questão patológica. A Terra ainda é o planeta de provas e expiações e todos nela nos encontramos à busca do depuramento da inferioridade que teima em permanecer como herança perigosa das fases que já deveriam estar ultrapassadas, e não foi conseguida essa vitória. Mas, logo depois da noite tenebrosa suavemente a madrugada irisa com as estrelas da alegria em um amanhecer de bênçãos e confortos para a vida gloriosa da imortalidade!

Filhas e filhos do coração! Não fostes vós que vos candidatastes, foi o Senhor da Vida que fez um giro ao entardecer e convidou-vos à última hora para a Seara de Redenção. Alegrai-vos porque o vosso será o mesmo salário dos heróis da hora primeira e exultai porque já vos encontrais ao lado do Dono da Vinha que logo mais estará convocando-vos para a prestação de contas e ireis apresentar o glorioso resultado da vitória da luz contra a treva.

Estais sob cuidados especiais. Não só de Ismael, mas de toda a equipe que zela pelo planeta neste momento decisivo, um dos mais graves da história da Terra: o grande salto para a Era da Felicidade.

Em nome dos Espíritos-espíritas, que estão convosco inaugurando o período da compreensão das diferenças, da compaixão pelos adversários, do entendimento dos opositores, com a disposição de abraçá-los a todos para apresentar-lhes ao Mestre, condutor do rebanho no qual vos encontrais, rejubilamo-nos e exaltamos Aquele que permanece o caminho na busca da verdade e da vida que é Jesus.

Muita paz, filhas e filhos do coração! É o que vos deseja o amigo paternal e humílimo de sempre,


Bezerra

Muita paz!



Psicofonia de Divaldo Pereira Franco em 10.11.2019, no encerramento da reunião ordinária do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira realizada em Brasília, DF. Revisada pelo autor espiritual.



VIDEO: 

Divaldo Pereira Franco, palestra em Brasília, no dia 10 de Novembro de 2019.
FEBtv - Tv da Federação Espírita Brasileira









quinta-feira, 2 de julho de 2020

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. XI - 10. Lei de justiça, de amor e de caridade - Questão 875 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. XI - 10. Lei de justiça, de amor e de caridade


Questão 875 


Como se pode definir a justiça?

“A justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais.”

a) – Que é o que determina esses direitos?

“Duas coisas: a lei humana e a lei natural. Tendo os homens formulado leis apropriadas a seus costumes e caracteres, elas estabeleceram direitos que podem ter variado, com o progresso das luzes. Vede se hoje as vossas leis, sem serem perfeitas, consagram os mesmos direitos que as da Idade Média. Entretanto, esses direitos antiquados, que agora se vos afiguram monstruosos, pareciam justos e naturais naquela época. Nem sempre, pois, é acorde com a justiça o direito que os homens estabelecem. Ademais, este direito regula apenas algumas relações sociais, quando é certo que, na vida particular, há uma imensidade de atos unicamente da alçada do tribunal da consciência.”

Allan Kardec


O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 875 comentada

Define-se a justiça em um dos seus inumeráveis ângulos: o respeito aos direitos alheios. Podemos observar até onde chegam nossos direitos e começam os nossos deveres. Olhando por este prisma, encontraremos sempre a paz. Não fazer aos outros o que não desejamos para nós, eis a justiça interna ditada pela consciência, força poderosa, em ação para nos comandar.

A definição da justiça, na sua amplitude é impossível no campo das ações humanas, porque a justiça é o mesmo amor, agindo em dimensão diferente, com os mesmos objetivos, dando alegria e fazendo homens mais humanos em busca da tranqüilidade espiritual.

A verdadeira justiça está escrita na natureza, e essa força divina inspira aos legisladores, de maneira que eles transcrevem nas leis humanas alguns reflexos da justiça divina. No entanto, essas leis humanas obedecem ao progresso, acompanham a marcha do despertamento das almas, ao passo que a justiça de Deus é por excelência imutável.

Como definição da justiça em maior grau para todos nós, devemos dizer que a justiça é amor. A natureza nos dá exemplos insubstituíveis, em toda a sua floração de vida. É Deus nos mostrando o Seu caminho para todos e tudo criado por Ele. A lei humana é necessária para mostrar a lei natural da Justiça, e ela passa a viver em nós e por nós. Em tudo o que fizermos não nos esqueçamos da justiça, mesmo nas coisas materiais.

Justiça é harmonia. Os próprios átomos se agregam por lei de afinidade elementar; isso é harmonia e justiça. Assim acontece com os astros, assim na vida, assim com os homens, lares e nações. Os homens estabeleceram e estabelecem leis mutáveis, que avançam com o progresso, e Deus estabeleceu leis que nunca mudam. O que muda é o modo de ser do homem, de sorte a compreender melhor a vida.

Quem deseja meditar mais sobre Deus e Suas leis, deve fazê-lo, que os conhecimentos irão chegando à mente e se enraizando no coração. Se queremos modificar o homem velho, necessário se faz que ele morra, para nascer novo homem, com novas perspectivas para amar. Vamos lembrar João novamente, no capítulo onze, versículo catorze, nesta referência:

Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu.

Morreu o Lázaro velho e nasceu o novo Lázaro, para nova vida espiritual. Nasceu em Cristo, entendendo e ensinando as coisas do Céu.

Não devemos temer a morte da nossa personalidade cheia de paixões inferiores, desde quando nos encontramos dispostos às devidas mudanças. Nasceremos renovados em Jesus, para a vida cheia de valores imortais. Aí, as mesmas leis humanas deverão mudar, de acordo com a nossa personalidade. Os raios de sol descem para todos, no entanto, cada um tira deles segundo o que faz jus, pela evolução dos seus talentos.

As leis criadas pelos homens no passado, hoje não têm mais razão de ser, no entanto, as leis de Deus no passado eram as mesmas, são e sempre o serão eternidade afora.

As leis eternas de Deus existem, como sendo um tribunal para regular nossas emoções e nos fazer seguros de comportamento, dentro da consciência, centro de luz, ainda desconhecida dos homens e de muitos Espíritos fora do corpo.

Miramez





Filosofia Espírita – Volume XVIII. (João Nunes Maia) 
Cap. 8 - Definição da Justiça