sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo P. Franco - Cap. 42 - Em seu benefício



Marco Prisco - Livro Legado Kardequiano - Divaldo P. Franco - Cap. 42


Em seu benefício


879. Qual seria o caráter do homem que praticasse a justiça em toda a sua pureza? 

"O do verdadeiro justo, a exemplo de Jesus, porquanto praticaria também o amor do próximo e a caridade, sem os quais não há verdadeira justiça." (O Livro dos Espíritos)


Jamais revolva a lama do fundo do poço onde você se dessedenta.

Amanhã você voltará a ele.
 
Nunca blasfeme contra o trabalho.

Ninguém consegue viver sem ele.
 
Não arrebente o vasilhame que lhe serve à mesa.

Você necessitará dele mais tarde.
 
De forma alguma se rebele contra os animais inferiores.

Deles você tem alimentos e produtos derivados que lhe vestem o corpo e mantêm a sua vida.

Evite a revolta contra os companheiros ignorantes.

Eles necessitam de você.
 
Em ocasião nenhuma reclame contra o tempo.

Chuva e sol, dia e noite são bênçãos de Deus para a fertilidade do solo, construção da vida e felicidade do homem.
 
Não desrespeite o lar quando a cólera cegar-lhe a razão.

Ame sempre o seu refúgio, em todas as horas.

Jamais grite quando a treva o envolver.

Aprenda, em silêncio, a valorizar a luz ausente.

Nunca se irrite com a zombaria dos que o não entendem.

Exercite a paciência e passe.

Não destrua o espírito de justiça em seu íntimo só porque as coisas não correm como você deseja.

A vida é um aprendizado incessante.

Espere um pouco: os quadros da existência se modificam tão rapidamente que, às vezes, uma atitude precipitada põe a perder um programa de redenção.

A exemplo de Jesus, pratique "o amor e a caridade, sem os quais não há verdadeira justiça", consoante a preciosa lição dos Missionários do Mundo Maior.


Marco Prisco














Joanna de Ângelis - Livro Oferenda - Divaldo P. Franco - Cap. 12 - Momentos de aflição e prova



Joanna de Ângelis - Livro Oferenda - Divaldo P. Franco - Cap. 12


Momentos de aflição e prova


Momentos de aflição e prova surgem pelo caminho, inesperados, concitando à disciplina espiritual indispensável ao processo evolutivo do ser.

Águas serenas que são açoitadas por fortes vendavais; paisagens tranquilas que se modificam ao império de tempestades violentas; climas de paz que se convertem em campos de lutas rudes; viagem segura, que se toma perigosa; objetivos próximos de conquistados, que se perdem de repente; saúde que cede à enfermidade; amigos dedicados, que vão adiante; adversários vigorosos, que surgem ameaçadores; problemas econômicos, que aparecem, constringentes, tantos são os motivos de aflição e prova, que ninguém avança, na Terra, sem os experimentar.

Enquanto domiciliado no corpo, Espírito algum se encontra em segurança, vitorioso, isento de experiências difíceis, de possíveis insucessos.

Os momentos de prova e aflição constituem recurso de aferição dos valores morais de cada um, mediante os quais o homem deve adquirir mais valiosas expressões iluminativas como suportes para futuros investimentos evolutivos.

Por isso, todos somos atingidos por tais métodos de purificação.

Vigia-te, no momento de aflição e prova, a fim de que não compliques, por precipitação, o teu estado íntimo.

Suporta o vendaval do testemunho com serenidade; recebe a adaga da acusação indébita com humildade; aceita o ácido da reprimenda injusta com nobreza; medita diante do sofrimento com elevação de sentimentos.

Todos os momentos difíceis cedem lugar a outros: os de paz e compreensão.

Não te desalentes, exatamente quando deves fortalecer-te para a luta.

São nos instantes difíceis que as resistências morais devem estar temperadas, suportando as constrições que ameaçam derruir as fortalezas íntimas.

Quando estiveres a ponto de desfalecer, procura refúgio na oração.

Orando, renovar-se-ão tuas paisagens mentais e morais, elevando-te o ânimo e reconfortando-te espiritualmente.

Jesus, que não tinha qualquer dívida a resgatar e que é o Sublime Construtor da Terra, enquanto conosco não esteve isento dos momentos de aflição, demonstrando, amoroso, como vencê-los todos e, ao mesmo tempo, ensinando a técnica de como retirar, do aparente mal, as proveitosas lições da felicidade.

Considera-Lhe os testemunhos e, em qualquer momento em que sejas defrontado pela aflição ou prova, enfrenta a circunstância e extrai, do amor, a parte melhor da tua tarefa de santificação.


Joanna de Ângelis










quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 54 - Procuremos com zelo



Emmanuel - Livro Fonte Viva - Chico Xavier - Cap. 54


Procuremos com zelo


“Procurai com zelo os melhores dons e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente.” — Paulo. (1 CORÍNTIOS, 12.31)


A ideia de que ninguém deve procurar aprender e melhorar-se para ser mais útil à Revelação Divina é muito mais uma tentativa de consagração à ociosidade que um ensaio de humildade incipiente.

A vida é curso avançado de aprimoramento, através do esforço e da luta, e se a própria pedra deve sofrer o burilamento para refletir a luz, que dizer de nós mesmos, chamados, desde agora, a exteriorizar os recursos divinos?

Ninguém interrompa o serviço abençoado da sua educação, a pretexto de cooperar com o Céu, porque o progresso é um comboio de rodas infatigáveis que relega para trás os que se rebelam contra os imperativos da frente.

É indispensável avançar com a melhoria consequente de tudo o que nos rodeia. E o Evangelho não endossa qualquer atitude de expectativa displicente.

A palavra de Paulo é demasiado significativa. Dirigindo-se aos coríntios, o apóstolo da gentilidade exorta-os a procurarem com fervor os melhores dons.

É imprescindível nos disponhamos a adquirir as qualidades mais nobres de inteligência e coração, sublimando a individualidade imperecível.

Cultura e santificação, através do trabalho e da fraternidade, constituem dever para todas as criaturas.

Autoaperfeiçoamento é obrigação comum.

Busquemos, zelosos, a elevação de nós mesmos, assinalando a nossa presença, seja onde for, com as bênçãos do serviço a todos, e tão logo estejamos integrados no esforço digno, dentro da ação pessoal e incessante no bem, o Alto nos descortinará mais iluminados caminhos para a ascensão.


Emmanuel










Emmanuel - Livro Emmanuel - Chico Xavier - Cap. 2 - A ascendência do Evangelho - Jesus



Emmanuel - Livro Emmanuel - Chico Xavier - Cap. 2 - A ascendência do Evangelho


Jesus


Com o nascimento de Jesus, há como que uma comunhão direta do Céu com a Terra. Estranhas e admiráveis revelações perfumam as almas e o Enviado oferece aos seres humanos toda a grandeza do seu amor, da sua sabedoria e da sua misericórdia.

Aos corações abre-se uma nova torrente de esperanças e a humanidade, na Manjedoura, no Tabor e no Calvário, sente as manifestações da vida celeste, sublime em sua gloriosa espiritualidade.

Com o tesouro dos seus exemplos e das suas palavras, deixa o Mestre entre os homens a sua Boa Nova. O Evangelho do Cristo é o transunto de todas as filosofias que procuram aprimorar o Espírito, norteando-lhe a vida e as aspirações.

Jesus foi a manifestação do amor de Deus, a personificação de sua bondade infinita.


Emmanuel











Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. 7 - Da perfeição moral - Questão 895 (Miramez)



Allan Kardec - O Livro dos Espíritos - 3ª Parte - Das leis morais - Cap. 7


Da perfeição moral


895. Postos de lado os defeitos e os vícios acerca dos quais ninguém se pode equivocar, qual o sinal mais característico da imperfeição?

“O interesse pessoal. Frequentemente, as qualidades morais são como, num objeto de cobre, a douradura que não resiste à pedra de toque. Pode um homem possuir qualidades reais, que levem o mundo a considerá-lo homem de bem. Mas essas qualidades, conquanto assinalem um progresso, nem sempre suportam certas provas, e às vezes basta que se fira a corda do interesse pessoal para que o fundo fique a descoberto. O verdadeiro desinteresse é coisa ainda tão rara na Terra que, quando se patenteia, todos o admiram como se fora um fenômeno.

“O apego às coisas materiais constitui sinal notório de inferioridade, porque, quanto mais se aferra aos bens deste mundo, tanto menos compreende o homem o seu destino. Pelo desinteresse, ao contrário, demonstra que encara de um ponto mais elevado o futuro.”


Allan Kardec 




O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

Questão 895 comentada


A marca mais visível da inferioridade da alma é o interesse pessoal, gesto este nascido do egoísmo e, por vezes, do orgulho. Quando o Espírito descobre que tudo pertence a Deus, que todos somos Seus filhos e herdeiros dos bens, e que os bens, quando os possuímos, são de duração efêmera, passa ao desprendimento, e desprendimento com Jesus não é desperdício, é saber usar o que Deus colocou em nossas mãos.

Se queres melhorar espiritualmente, passa a combater o egoísmo, reação da ignorância, que costuma ter durabilidade infindável nos caminhos dos homens. Os bens materiais te prenderão cada vez mais, fazendo a alma esquecer dos bens imperecíveis do Espírito. é justo que cuides dos teus bens, se os tens, mas não com apego, de maneira a esquecer dos bens da vida eterna. Podes transformar o ouro em coisas santas e dignas de louvor, usá-lo em favor dos que padecem, servires dele para matar a fome e vestir os nus, dar teto aos desabrigados e amparar aos que choram em duras provas.

Sabendo que a reencarnação no amanhã te colocará em posição diferente da de hoje, deves saber o que fazer com as sobras. Elas são sementes que podes passar a semear. A inteligência nos convida a distribuir no serviço da caridade, pois somente ela salva e desapega os nossos corações do peso das inferioridades.

O verdadeiro desinteresse é muito raro na Terra e é encarado como fenômeno quando o encontramos. No mundo superior, ele é comum a todas as criaturas. Na Terra, é uma raridade encontrar homens que já se desprenderam, e desconhecem o egoísmo e o orgulho. Quando queremos as coisas para nós apenas, as paixões se alteram, buscando outras mais complicadas no certame da vida.

Certamente que o apego às coisas materiais, bem como às paixões, turba os corpos espirituais que a alma usa; eles entram em desarmonia e levam inquietação ao Espírito. O interesse pessoal por vezes surge até mesmo no meio religioso. Muitos fazem das casas de oração ponto comercial, usando a casa de Deus, visando ao ouro fácil. Busquemos em Lucas o capítulo dezenove, versículo quarenta e seis:

Dizendo-lhes:

Está escrito: A minha casa será casa de oração; mas vós a transformastes em covil de salteadores.

Vender as coisas santas, vender a palavra evangélica e cobrar pelo intercâmbio dos Espíritos com os homens, é o egoísmo na mais alta esfera das sombras. É a ignorância que se transforma em cegueira espiritual, é comércio dos mais ilícitos. é esquecer por completo da palavra santa e sábia de Jesus, quando ele disse: "Dai de graça o que de graça recebeste." Quem assim procede, está apagando a luz do seu próprio caminho.

O Evangelho de Jesus, em síntese, é o desprendimento. Ele nos ensina a usar os bens materiais e conquistar a luz espiritual pelo amor. Devemos lembrar que é dando que recebemos, é semeando que colhemos.

A Doutrina dos Espíritos chegou à Terra por misericórdia de Jesus, para mostrar à humanidade, que devemos usar e não abusar do ouro, dos bens terrenos. Eles poderão ser muito úteis, mas desde quando venham a servir para enxugar lágrimas e confortar corações em desespero. Todos os vícios devem ser combatidos, todavia, o interesse pessoal não pode existir no coração que deseja amar, servir, compreender e perdoar.

Se estás a serviço do Cristo, no momento em que fores permutar as coisas santas, convida-O para participar e te aconselhar sobre como deve ser feita essa transação. Se a consciência não te deixar fazer esse convite pelo peso que nela existe, abre pelo menos o Evangelho e pede a ele opinião. Se já estás familiarizado com os livros espíritas, não precisas dessas consultas; oferta de graça o que de graça Deus está te dando, que o sol da paz começa a despontar em teu coração.


Miramez


Filosofia Espírita – Volume XVIII - João Nunes Maia
Cap. 28 - Interesse pessoal







Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 22 - Inconstantes



Emmanuel - Livro Pão Nosso - Chico Xavier - Cap. 22


Inconstantes


“Porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para a outra parte.” — (TIAGO, 1.6)


Inegavelmente existe uma dúvida científica e filosófica no mundo que, alojada em corações leais, constitui precioso estímulo à posse de grandes e elevadas convicções; entretanto, Tiago refere-se aqui à inconstância do homem que, procurando receber os benefícios divinos, na esfera das vantagens particularistas, costuma perseguir variadas situações no terreno da pesquisa intelectual sem qualquer propósito de confiar nos valores substanciais da vida.

Quem se preocupa em transpor diversas portas, em movimento simultâneo, acaba sem atravessar porta alguma.

A leviandade prejudica as criaturas em todos os caminhos, mormente nas posições de trabalho, nas enfermidades do corpo e nas relações afetivas.

Para que alguém ajuíze com acerto, com respeito a determinada experiência, precisa enumerar quantos anos gastou dentro dela, vivendo-lhe as características.

Necessitamos, acima de tudo, confiar sinceramente na Sabedoria e na Bondade do Altíssimo, compreendendo que é indispensável perseverar com alguém ou com alguma causa que nos ajude e edifique.

Os inconstantes permanecem figurados na onda do mar, absorvida pelo vento e atirada de uma para outra parte.

Quando servires ou quando aguardares as bênçãos do Alto, não te deixes conduzir pela inquietude doentia. 

O Pai dispõe de inumeráveis instrumentos para administrar o bem e é sempre o mesmo Senhor Paternal, através de todos eles. 

A dádiva chegará, mas depende de ti, da maneira de procederes na luta construtiva, persistindo ou não na confiança, sem a qual o Divino Poder encontra obstáculos naturais para exprimir-se em teu caminho.


Emmanuel











Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 57 - Doação e nós



Emmanuel - Livro Ceifa de Luz - Chico Xavier - Cap. 57


Doação e nós


“Dai e dar-se-vos-á…” — JESUS (Lucas, 6:38)


Deus te deu a ciência, a fim de que a estendas, em benefício de nossos irmãos, com tal devotamento que a ignorância jamais consiga entenebrecer os caminhos da Humanidade.

Deus te deu o discernimento, para que o teu concurso verbal ajude a compreensão dos que te ouvem, de tal modo que a tua presença, seja onde for, venha a se constituir em luz que dissipe a sombra do desequilíbrio e o nevoeiro da discórdia.

Deus te deu a autoridade, a fim de que exerças a justiça com misericórdia, de tal maneira que a compaixão não desapareça do mundo, sob as rajadas da violência.

Deus te deu a fortuna para que o teu dinheiro se faça coluna do trabalho e da beneficência, com tal abnegação que a penúria jamais aniquile os nossos companheiros ainda menos felizes, nas trilhas da provação e do desespero.

Deus constantemente algo te dá, entretanto só conservarás e multiplicarás os talentos recebidos através das doações que fizeres.

Todos somos tão somente usufrutuários dos bens da vida, os quais, no fundo, pertencem unicamente ao Senhor do Universo, que no-los conserva nas mãos, segundo o proveito e o rendimento que lhes venhamos a imprimir.

“Dai e dar-se-vos-á” — afirmou Jesus. Isso, na essência, quer dizer: Deus te dá para que dês.


Emmanuel











Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano