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domingo, 29 de março de 2026

Ermance Dufaux - Livro Mereça Ser Feliz: Superando as Ilusões do Orgulho - Wanderley S. de Oliveira - Cap. 6 - Inteligência Intrapessoal



Ermance Dufaux - Livro Mereça Ser Feliz: Superando as Ilusões do Orgulho - Wanderley S. de Oliveira - Cap. 6


Inteligência Intrapessoal


967. Em que consiste afelicidade dos bons Esptritos?

"Em conhecerem todas as coisas; ..." - (O Livro dos Esptritos).


O estudo dos pilares básicos da boa convivência é como janela que se abre para o grande sol da experiência e da felicidade.

Conviver é possibilidade conferida a todos; a boa convivência, porém, é para quem deseja crescer e educar-se.

Boa convivência não é somente polidez social. Consignemos como pilares dessa arte de relacionar o autoamor, o autoconhecimento, o afeto e a ética.

Estudemos alguns ângulos do amor a si mesmo por se tratar de pilar mestre das relações saudáveis, duradouras e gratificantes; sem conviver bem consigo, amando-se, não haverá harmonia nas interações humanas com o outro.

A vida que nos circunda é rica de elementos indutores do mundo íntimo; nenhum deles, porém, é tão expressivo quanto o contato interpessoal. Respostas emocionais são acionadas a partir da convivência, desenvolvendo um novo mundo de sentidos para quem dela faz parte.

Renova-se a criatura a cada novo contato, cada episódio da interação humana é um convite ao crescimento, ao estabelecimento de novos valores na intimidade. Mesmo os desacordos e desencontros constituem escolas oportunas de reflexão e reavaliação da vida pessoal.

Analisemos um fato ilustrativo da rotina humana: um coração amigo, em um momento de atribulação íntima, discutia celebremente com as imagens mentais que formulava acerca de um ente querido de sua convivência. Envolvido em suas mentalizações discutia, revidava, e era tão descontrolado seu estado emocional que gesticulava mãos e rosto sem se dar conta que as pessoas à sua volta lhe observavam, uns com preocupação, outros com chacota...  Ele estava em plena fila de um banco para quitar uma conta telefônica...

Esse tem sido um quadro comum, o retrato fiel de como lidamos conosco em relação aos outros - um dos pilares da boa convivência, senão o principal. Nesse caso, o companheiro estava em litígio com os seus próprios sentimentos relativamente a alguém, era uma "briga mental".

Esse estado de ensimesmamento - a vivência mental das relações - tem sido uma tônica dos dias atuais, face ao contínuo mascarar do mundo íntimo que o homem moderno tem se imposto na garantia da satisfação de seus fins em sociedade. Nem sempre podendo externar o que sente a quem deveria, então passa a formular para si mesmo o que gostaria de expressar a outrem ante as pressões internas das discordâncias, dos agastamentos, das traições, dos gestos impensados e de tantos outros lances dos conflitos do relacionamento.

A questão em análise é fundamental para o entendimento dos laços que construímos com as pessoas de nossa rotina diária.

O problema não é como convivemos com o outro, mas sim como convivemos com o que sentimos e pensamos em relação ao outro.

Por isso a boa convivência consigo mesmo é o princípio seguro de equilíbrio para uma interação proveitosa. Tal princípio consagra a necessidade de revermos os males da convivência, prioritariamente, em nós mesmos, antes de quaisquer cobranças ou transferências de responsabilidade. É o imperativo de estabelecermos acordos connosco a partir de um balanço e avaliação sobre tudo que envolva os atos que nos vinculam a esse ou aquele coração. 

Ainda que alguém divida conosco a rotina dos dias ou as circunstâncias passageiras e seja necessitado de corretivo, precisamos habituar a sondar as nossas disposições íntimas antes de qualquer investimento no outro; estar consciencialmente ajustado para somente depois partir de forma elevada em direção às necessidades do crescimento alheio, pois do contrário perdemos a autoridade e o controle necessários para ser agente de educação e alerta para o próximo.

Consideremos ainda que muitas vezes após nossos autoexames poderemos perceber mais claramente a necessidade de mudança, tão somente, em nossos atos e decisões. O descuido nesse setor da conduta nos leva a detectar obstáculos somente na órbita dos que partilhamos as vivências, enceguecendo-nos para as descobertas extraordinárias que poderíamos fazer sobre nós próprios, quando dispomos ao mergulho no estudo das nossas reações uns frente aos outros.

Essa postura é a bússola das relações indicando-nos a hora de calar, o momento de agir, o instante de corrigir, a ocasião de discordar e o ensejo de tolerar. Leis que conduzem-na ao patamar da caridade.

Essa interiorização, estudada pelas modernas ciências psicológicas, recebe o nome de Inteligência Intrapessoal, competência pela qual dominamos amplo espectro de habilidades como a empatia, a assertividade e a autorrevelação.

A socialização, princípio contido nas Leis Naturais, estabelece o encontro das singularidades humanas, objetivando sobretudo essa viagem à intimidade da individualidade. Quanto mais rápido penetramos nesse caminho educativo, mais identificaremos as razões das refregas do relacionamento, conquistando paz e alegria nas relações, visão e equilíbrio para conosco.

Face ao exposto, conclui-se sobre a indeclinável necessidade de avaliações permanentes no trabalho da autodescoberta, estudando os reflexos perturbantes das relações que edificamos, a fim de aquilatarmos com exatidão a origem de nossas reações.

Destacando o mal no outro, ativamos fios magnéticos de atração que nos ligam a essa energia que passamos a consumir e digerir no campo mental, detonando a crise íntima que poderá ser sustentada por adversários espirituais astutos. Dessa forma, mantemo-nos aferrados à sombra de nós mesmos, e sempre deflagramos maus sentimentos com os quais enveredamos pelos desencontros e aborrecimentos da convivência, porque sempre estaremos propensos a focar o negativo, as imperfeições.

A opressão dos conflitos é mantenedora da fuga de si mesmo, e o autoamor somente ocorrerá quando dispormos ao autoencontro, à redefinição da autoimagem que oculta mazelas, à retirada da máscara:
voltar o espelho da mente para si, interiorização.

Estar bem consigo é pilar essencial da boa convivência. Fazendo assim, partimos em direção ao próximo com o melhor de nós, aptos a vitalizar as relações com o alimento do bem e do amor, convertendo-nos em fulcros irradiadores de paz e contentamento que serão fortes atrativos de enobrecimento e cooperação onde estivermos, transmitindo esperança e educação para os que se encontrem no raio de nossas ações.

Urge fazermos o aprendizado do autoamor, dialogarmos com a intimidade, indagar de nossos sentimentos a razão de sua existência, procurar os acordos íntimos. Se não aprendermos a gostar de nós, a nos aceitarmos, não conseguiremos a fluência do amor ao próximo.

Uma convivência pacífica com as imperfeições, a caridade connosco, será fonte de apaziguamento e elevadas emoções.

Nesse aprendizado espera-nos a grande lição de trabalharmos pelo desenvolvimento de nossos potenciais Divinos; ao invés de ficarmos lutando contra mazelas, faremos o serviço de laborar a favor de novos valores, prestigiando o positivo. Sem querer exterminar o passado, haveremos de aprender a transformá-lo.

Esse será o iluminado labor de conquistar a nossa sombra, amando-a, sem recriminações e culpas, sintonizando a mente no "ser" de luz e paz que existe embrionário em cada um dos Filhos de Deus, adentrando, definitivamente, o patamar declinado na resposta dos Sábios Guias da Humanidade a Kardec: a felicidade dos Espíritos superiores consiste em conhecerem todas as coisas, e nós inferimos: inclusive a si mesmo.


Ermance Dufaux








O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - 4ª Parte - Das esperanças e consolações - Cap. II - Das penas e gozos futuros - Natureza das penas e gozos futuros.

967. Em que consiste a felicidade dos bons Espíritos?

“Em conhecerem todas as coisas; em não sentirem ódio, nem ciúme, nem inveja, nem ambição, nem qualquer das paixões que ocasionam a desgraça dos homens. O amor que os une lhes é fonte de suprema felicidade. Não experimentam as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angústias da vida material. São felizes pelo bem que fazem. Contudo, a felicidade dos Espíritos é proporcional à elevação de cada um. Somente os puros Espíritos gozam, é exato, da felicidade suprema, mas nem todos os outros são infelizes. Entre os maus e os perfeitos há uma infinidade de graus em que os gozos são relativos ao estado moral. Os que já estão bastante adiantados compreendem a ventura dos que os precederam e aspiram a alcançá-la. Mas, esta aspiração lhes constitui uma causa de emulação, não de ciúme. Sabem que deles depende o consegui-la e para a conseguirem trabalham, porém com a calma da consciência tranqüila e ditosos se consideram por não terem que sofrer o que sofrem os maus.”




sábado, 20 de dezembro de 2025

Ermance Dufaux - Livro Prazer de Viver - Wanderley S. de Oliveira - Cap. 7 - Sentimento Inconfessável



Ermance Dufaux - Livro Prazer de Viver - Wanderley S. de Oliveira - Cap. 7


Sentimento Inconfessável
 

"Assim não deve ser entre vós; ao contrário, aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo; e, aquele que quiser ser o primeiro entre vós seja vosso escravo; do mesmo modo que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos.” - Mateus, 20:28. (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. 7 - item 4.)


Inveja é um mecanismo psicológico do ego, dentre muitos originados do sentimento de egoísmo cujo objetivo é a disputa neurótica para nos promover à condição de superiores em relação a alguém.

Constitui mais uma das atitudes de não aceitação e desajuste com nossa real condição interior.

Interessar-se em possuir algum bem perecível ou valor moral que tenhamos observado em nosso próximo é um desejo sadio de crescimento, estímulo para novos aprendizados e esforços.

Nesse caso, existe uma busca do exemplo inspirador.

É a "inveja criativa", impulsionadora.

Porém, nesse ato, quando surge a presença da frustração, da malquerença, da ameaça, do sentimento de inferioridade que nos causam um estado de mal-estar, então temos a condição invejosa.

Nesse contexto, o próximo é analisado como um vitorioso oponente.

Suas conquistas nos incomodam e nos fazem sentir pequenos.

O brilho alheio nos intimida.

Partimos, então, para formas defensivas com as quais procuramos diminuir a luz alheia.

Mesmo entre nós, os aprendizes incipientes da causa do amor, a inveja se mascara das formas mais complexas no intuito de ocultar nossa vergonha por senti-la.

Um sentimento inconfessável.

Em verdade, deveríamos nos alegrar pela expansão e multiplicação de ideias e caminhos para o Espiritismo por meio de expressões criativas de trabalho vindas de outrem, mas, quando estamos apegados às conquistas doutrinárias, sentimo-nos ameaçados ao despontarem projetos e ideias apreciáveis nascidos na mente alheia.

Somos Espíritos que ainda desconhecem os efeitos do próprio bem e como lidar com ele.

Por isso, nossas realizações doutrinárias ainda nos causam uma sensação, natural até certo ponto, de vitória e maioridade moral.

Aferramo-nos a elas com a nítida ilusão de êxito pleno e libertação definitiva.

A alegria da conquista ultrapassa a linha do equilíbrio e se transforma em pertinaz conduta orgulhosa.

Tudo isso ocorre, todavia, porque estamos há tanto tempo afastados da benevolência que, ao experimentá-la, sentimo-nos as melhores e maiores criaturas da vida.

Existem sistemas inteiramente alicerçados na inveja, reunindo multidões cujo propósito é abafar quaisquer manifestações que não brotem de suas entranhas.

Diversos climas organizacionais sofrem os efeitos indesejáveis da inveja pelas atitudes autoritárias e controladoras de seus dirigentes, que evitarão a qualquer custo aceitar alguém brilhar mais que o conjunto de suas forças reunidas.

"E chegou a Cafarnaum, e, entrando em casa, perguntou-lhes: Que estáveis vós discutindo pelo caminho? Mas eles calaram-se, porque pelo caminho tinham disputado entre si qual era o maior." (Marcos 9:33-37)

O quadro comportamental do Espírito adoecido pelo egoísmo repete-se nos dias presentes.

Competição e ciúme, inveja e arrogância são sentimentos velados nas relações dos novos discípulos de Jesus, iluminados pela Doutrina Espírita.

Negá-los não impedirá de colhermos seus frutos deteriorados e indigestos.

Teremos cada um de nós, de assumir diante da consciência a natureza de nossa disputa.

Doloroso ato de coragem e desnudamento interior.

Quanta dissensão e melindre, quanto fracasso e obsessão por conta da competição velada entre seareiros!

A competição continua na subtileza das atitudes humanas.

Os estímulos da mídia e da sociedade competitiva somados à experiência de capricho pessoal, levam muitos corações, inclusive nos ambientes espíritas, a disputar os primeiros lugares em combates envernizados sem abertura para concessões, criando climas inamistosos e cisões dispensáveis que o diálogo sincero, seguido da honestidade emocional, poderia evitar.

"Na verdade, é já realmente uma falta terdes demanda uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes o dano?" [1]

A inveja é dos sentimentos que menos confessamos a nós mesmos.

É uma propriedade psicológica do sentimento de egoísmo, ou seja, não conhecemos e nem percebemos sua ação em nós.

É uma das várias artimanhas do ego para nos manter protegidos da terrível sensação de vulnerabilidade, impotência e pequenez.

Invejamos o que o outro tem ou é, quando não amamos ainda o que somos e temos.

Não nos amando, passamos a fazer comparações sistemáticas.

Somente nos comparando conosco mesmos, em relação ao nosso trajeto de aperfeiçoamento na vida, é que nos sentiremos valorosos e gratificados.

Se nada construímos de útil e bom, possivelmente só nos resta a humildade de assumir nossa condição e começar um caminho novo.

Invejar não resolverá o vazio que sentiremos de não galgar os degraus que já gostaríamos de ter logrado.

A solução é ouvir nossos sentimentos com lisura moral.

Permitir-nos sentir e estudar a inveja descobrindo suas nascentes e camuflagens.

Alguns pontos podem nos auxiliar:

• Assumir que competimos e descobrir as causas profundas desta atitude.

• Compreender que não fazemos isso propositadamente. 

Não escolhemos ser invejosos, vivemos um processo resultante de milênios.

• Nossa intenção nobre está preservada independentemente de quaisquer descobertas dolorosas sobre nossas imperfeições.

Somos mais o que intencionamos que, propriamente, o que fazemos.

• Os erros decorrentes de nossas atitudes na inveja velada devem ser aferidos sem culpa, buscando reparação e olhar para o futuro.

Que eles sirvam de lições para não incorrermos naqueles mesmos desvios.

• Manter exames periódicos acerca das investidas da inveja em nossa conduta e tomar providências imediatas para sua erradicação.

• Guardar atenção com a ansiedade e a compulsão com as tarefas para não cair no automatismo ou na ausência de reflexão educativa.

Não confundamos sacrifício com ansiedade.

A verdadeira tarefa espírita não está fora, mas no íntimo.

Nas lições pessoais e intransferíveis que realizamos em Deus no átrio da consciência.

O princípio originário da inveja está assentado na Lei Natural de conservação.

"É natural o desejo do bem-estar. Deus só proíbe o abuso, por ser contrário à conservação. Ele não condena a procura do bem-estar, desde que não seja conseguido à custa de outrem e não venha a diminuir-vos nem as forças físicas, nem as forças morais". (Questão 719 - O Livro dos Espíritos) [2]

Aprender com o sucesso alheio, ter metas de progresso material, compreender as aptidões que admiramos em outrem, respeitar a experiência e alegrar-se com as vitórias dos outros são caminhos da admiração, isto é, a direção educativa para os sentimentos despertados, ante os valores que nos cercam na convivência.

São estímulos para crescer.

Somente os que se amam e conhecem seus potenciais, valores e aptidões olharão a vida e o próximo com alteridade, prezando as diferenças com louvor, reconhecendo que cada um deve florescer onde e como se encontra, descobrindo sua missão gloriosa perante a vida, distante do ato de invejar.

Ante essa descoberta, tecida nos fios do autoamor, alcançaremos a condição superior exarada pelo senhor Allan Kardec:

"O homem não procura elevar-se acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se". (E.S.E. Cap. 3, item 10) [3]


Ermance Dufaux







ENTREVISTA DO MÉDIUM WANDERLEY OLIVEIRA COM ERMANCE DUFAUX

[1] Como fazer as melhores escolhas nessa fase da vida, diante de um mundo interior instável e abalado por provas diversas?
Fazer melhores escolhas é algo muito singular. Enquanto queremos definir melhores escolhas por meio de cardápios de conduta, quase sempre criados pela religião, estaremos fugindo da escolha consciencial pela qual devemos nos guiar.
Aprender a ouvir a consciência é a grande lição que nos espera.
Quem poderá, em são juízo, definir algo por nós, sendo que esta é a fase da solidão para escolher e definir nossos próprios caminhos?
A solidão necessária para nos conduzir à autenticidade.
O doutor Viktor Frankl abordou muito bem este tema da seguinte forma:
"Quando um homem descobre que seu destino lhe reservou um sofrimento, tem que ver neste sofrimento também uma tarefa sua, única e original.
Mesmo diante do sofrimento, a pessoa precisa conquistar a consciência de que ela é única e exclusiva em todo o cosmo dentro desse destino sofrido.
Ninguém pode assumir dela o destino, e ninguém pode substituir a pessoa no sofrimento.
Mas na maneira como ela própria suporta este sofrimento está também a possibilidade de uma realização única e singular".
Nem sempre faremos as melhores escolhas, mas o certo é que na meia-idade seremos chamados a fazer as nossas escolhas pessoais, íntimas, intransferíveis.
Qualificar escolhas é algo essencialmente consciencial.
Algo entre Deus e a criatura.

[2] Como espíritas, como nos situar diante deste tema?
O Espiritismo é uma doutrina nova.
Poucos são aqueles que já reencarnaram pela segunda vez como espíritas.
A realidade da vida imortal e todas as suas implicações em nossa conduta na vida terrena ainda se encontram povoadas de princípios fantasistas da religião tradicional.
A cultura espírita no mundo ainda pende muito mais para convenções que para a educação dos potenciais da alma.
Ainda nos encontramos muito mais na cartilha do que não fazer, que na orientação para o que fazer e como fazer.
Esse caldo cultural serve de freio disciplinador e contenção das más tendências.
Todavia, a proposta educativa de Jesus é toda centrada em valores. Desenvolvimento de qualidades.
Somente buscando o caminho pessoal e intrínseco das necessidades e merecimentos poderemos encontrar na existência o nosso projeto de ser.
Os espíritas são pessoas humanas como quaisquer outras.
Apenas sabem mais sobre a realidade da vida após a morte, mas mesmo assim são portadores das mesmas angústias de qualquer cidadão comum.
De fato, fica na acústica da memória o conhecido ensino do Mestre:
"Muito será pedido a quem muito for dado".
Isso, porém, não significa que devemos deixar de fazer escolhas a título de acertar mais e errar menos, pois o simples fato de não escolher já pode ser um desvio na trajetória particular de nossa evolução.

[3] O Espiritismo confere, por si só, um sentido à nossa existência?
O Espiritismo é uma ferramenta de progresso.
Seus ensinos despertam na alma uma atração incontrolável para a adesão a um estilo de vida distinto e mais digno, que passa a consumir esforços em torno do ideal.
O Espiritismo, portanto, com sua qualidade inquestionável de conteúdos, é capaz de motivar o idealismo, passando automaticamente a ser o sentido da vida para expressiva parcela de adeptos.
Mesmo assim, o ideal pode não passar de um mecanismo de contenção que a vida encontrou para educar ímpetos e adiar o momento decisivo do autoenfrentamento com nossa sombra pessoal. 
Quantos companheiros motivados e com uma atuação impecável nas lides de serviço doutrinário, de hora para outra, tombam em crises sem precedentes.
É nesse momento que o ideal emprestado morre para a conquista do mundo real que nos pertence.
É o momento de decisões e testemunhos de aferição.
Somente nesta ocasião saberemos se os ensinos que tomaram conta do cérebro estão descendo para o coração a reflectir as expressões mais profundas da consciência.




quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Ermance Dufaux - Livro Prazer de Viver - Wanderley S. de Oliveira - Cap. 14 - Sentimentos: nossos verdadeiros guias



Ermance Dufaux - Livro Prazer de Viver - Wanderley S. de Oliveira - Cap. 14


Sentimentos: nossos verdadeiros guias


"A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas e é o que menos fazeis nesse mundo inferior, onde vos achais, por agora, encarnados". – Irmã Rosália. (O Evangelho Segundo o Espiritismo - capítulo XIII - item 9.)


A comunidade espírita é merecidamente reconhecida pela sociedade como exemplo de beneficência pública.

A caridade é, sem dúvida, a essência das ideias espíritas, porque constitui a didática da vida no processo de educação do homem em busca de seu ajustamento com a Lei Natural.

Importa-nos observar que, mesmo no clima da bondade de nossas fileiras de serviço, as iniciativas erguidas em nome do amor, muitas vezes, devido ao arraigado sentimento de egoísmo, podem obedecer a motivações de natureza individualista.

Joio e trigo convivem juntos nas movimentações sociais de benemerência e amparo.

Interesse pessoal e altruísmo, assim como a luz e a treva, alternam-se na natureza íntima de nossos sentimentos, mesmo quando agimos nas edificações em favor do próximo.

Ante esse quadro inevitável do coração, será oportuna a indagação: como a caridade tem educado a mim mesmo?

Em que aspectos tenho melhorado a partir da ação social?

Reconheço os traços de personalismo na minha atividade de amparo?

O bem será bom para quem o recebe; será que está sendo também para mim que o faço?

Como? Quais são os sentimentos experimentados com a atividade do bem?

A reciclagem do conceito de caridade em nosso abençoado movimento carece de um enfoque sobre convivência.

Mais valor ao relacionamento humano e menos prática formalizada.

A prática é significativa pelo seu caráter disciplinador.

Acima dela, deve estar a interação humana, a quebra de barreiras que nos desaproximam do próximo, de sua singularidade rica de lições, que podem ser absorvidas em regime de salutar intercâmbio de vivências.

Vigiemos o encantamento com o volume de recursos amealhados nas campanhas de amor.

Atentemos para os sentimentos de presunção em razão das paredes erguidas no acolhimento alheio.

Nem sempre tais iniciativas louváveis são suficientes para o despertamento da legítima cidadania no coração.

Tenhamos cautela com nossas velhas ilusões!

Ao erguermos casas de amor ao próximo, costumamos, simultaneamente, adotar um processo psicológico de caridade com limites, restringindo o conceito de próximo aos que se beneficiam diretamente das iniciativas que promovemos.

Saindo dos locais de caridade, muitos corações amantes do bem, tomados pela incoerência, dispensam tratamentos ríspidos a serviçais e familiares no lar ou ainda a funcionários e conhecidos no dia-a-dia.

É a caridade com hora marcada!

Atitude ainda distante do movimento sublime da alma na semeadura do bem sem condições - a aplicação da cidadania como dever universal de solidariedade.

A cidadania à luz da imortalidade significa a luta íntima na consolidação dos deveres perante a consciência.

Batalhamos pela cidadania de nosso semelhante, igualmente devemos talhar nas nossas atitudes os sentimentos que nos identifiquem como cidadãos com participação social consciente, onde quer que estejamos.

Haverá diferença entre o próximo que é beneficiado por nós nas atividades doutrinárias e aquele que conduz um veículo ao nosso lado, credor de nosso respeito no ato de trafegar com paciência?

Será que o condutor ao lado de teu veículo não estará mendigando um gesto de gentileza?

Cidadania à luz do ser imortal é educar.

E educar-se para viver com proveito a grande oportunidade reencarnatória.

Essa a meta primordial da caridade com Jesus nos roteiros da Doutrina Espírita.

Centros espíritas, enquanto células dinamizadoras da mensagem do Cristo, preparem seus trabalhadores para aprender a conviver, a fim de não super-valorizarem técnicas e métodos que podem ritualizar as práticas e desdenhar o acolhimento humano espontâneo e educativo.

Jesus é o exemplo de espontaneidade e ternura no atendimento do ser humano integral.

Essa deve ser a nossa meta, mesmo nos valendo de métodos ou regimes disciplinares para amar.

Mais do que sistematizar ações sociais, cultivemos a arte de melhorar nossos hábitos no relacionamento, transformando a casa espírita em um oásis de refazimento e esperança aos corações desolados e aos cérebros sem norte.

Ao implantar práticas de acolhimento e recepção sem aprender a conviver, corre-se o risco da formalização de novas filantropias atualizadas pelos conhecimentos, mas não aperfeiçoadas pela doação íntima de si mesmos.

A única atitude que nos leva ao encontro da consciência é aquela, da qual, nossos sentimentos fazem parte.

Algumas posturas, entretanto, são movimentos do ego, que nos inclinam a pensar caridade, um treino que nos permitirá, pouco a pouco, escapar das armadilhas do egoísmo.

Essa a razão de inúmeras e graves desilusões na vida espiritual entre co-idealistas que deram coisas e não se deram ou se abriram, para a vida em abundante dinamismo de sentir o valor do bem a cada passo, para o outro e para si, no encontro do Self glorioso.

É lei universal: o que damos, temos.

Quando damos o que detemos, apenas agimos no dever.

Quando damos do que é nosso, inserimo-nos no amor.

Avaliemos nossas modestas ações nos rumos da caridade.

Será oportuno pensar e repensar em quais parâmetros se enquadram os esforços que fazemos pelo bem alheio.

Predomina entre nós a cultura de que o bem expandido, em qualquer forma que se apresente, é apólice de garantia de paz além-túmulo, aguardando os louros das bênçãos que semeamos.

Nem sempre! Nem sempre!

Não existe bem que não seja bom, o que não significa libertação definitiva do mal e consolidação de virtudes na intimidade.

A relação de amor com o próximo é a escola bendita para intermináveis viagens interiores.

A caridade é luz que se acende ao próximo, com a qual, igualmente, deveremos aprender a nos beneficiar no próprio ato de exercê-la.

Portanto, a paz esperada para além das fronteiras da desencarnação precisa ser fruída no agora, enquanto semeamos, porque senão podemos estar padecendo da "síndrome de além-túmulo", isto é, cultuando um futuro incerto mentalizado no país dos raciocínios, sem a educação dos sentimentos nossos verdadeiros guias aqui no além.

A nossa situação aqui na vida espiritual é um resultado natural de nossas acções, e não um plano recheado de sonhos fantasiosos do cálculo.

O que define nosso equilíbrio ou infelicidade é o estado íntimo que carreamos nos domínios da consciência.

Aliás, temos de convir que, na condição de usurários milenares das benesses da vida, somos devedores de soma quase insolvente.

Assim, o bem alheio, em nosso caso, é abatimento na contabilidade de nossas contas espirituais, não constituindo ainda créditos polpudos nos bancos da virtude.

Sem generalizações, costumamos amar muito o próximo e descuidarmos do auto-amor, do amor a si mesmo.

Levam-se água e pão ao próximo e fica-se, bastas vezes, à míngua dos alimentos essenciais.

A proposta do amor não é martirizar-se pelo bem alheio para conseguir a felicidade pessoal.

A caridade é um processo relacional, interactivo, de crescimento mútuo.

Ela tem de ser boa, agradável e espontânea, para quem faz e quem recebe, nivelando ambos no ato de dar e receber, descaracterizando os papéis de doador e carente, porque carente e doador somos todos, dependendo do que se passa durante o magno intercâmbio solidário das relações.

Irmã Rosália alerta-nos para o ponto crucial da caridade moral:

A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas (...)".

Estudemos o sentido dessa fala, que nos descortinará um mundo de percepções sobre a cidadania nos sentimentos.

Caridade é um aprendizado de profundas lições que, pouco a pouco, lograremos no carreiro do crescimento pessoal, na convivência, dia após dia, estejamos onde estivermos, fora e dentro do corpo físico, na vida estuante do Amor de Nosso Pai em busca da cidadania cósmica, da qual todos fazemos parte, ainda que sem consciência dessa condição gloriosa.


Ermance Dufaux










quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Ermance Dufaux - Livro Prazer de Viver - Wanderley S. de Oliveira - Cap. 11 - Fé, combustível do ato de viver - Pt. I



Ermance Dufaux - Livro Prazer de Viver - Wanderley S. de Oliveira - Cap. 11

Fé, combustível do ato de viver - Pt. I


"A Terra, conseguimente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como carácter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. (E.S.E. - Cap. III, item 15).

Que traço poderia definir mais claramente a nossa condição moral na Terra?

Por vezes sucessivas, após o desenlace carnal, deparamos com o remorso e, mais recentemente, alguns de nós, com o arrependimento sincero.

Renascemos trazendo impresso na alma um ansioso desejo de recomeço.

Chegando à vida física, encontramos com as frustrações necessárias.

Caímos no desapontamento e, por fim, na rebeldia, negando-nos a aceitar nossas necessidades espirituais.

Surgem os conflitos com o corpo, a sociedade, a profissão e a família.

Em verdade, o maior adversário somos nós mesmos.

A resistência declarada em aceitar quem somos.

A rebeldia de ser, existir e viver.

Instala-se nesse passo um terrível estado de insatisfação crônica com a vida.

Sentimentos de culpa, tristeza e medo delineiam estados mentais doentios de punição, perfeccionismo e baixa autoestima, conduzindo-nos aos dramas dolorosos da angústia e da depressão - um verdadeiro leque de mutações emocionais.

Posteriormente, esgotados pelos conflitos interiores ao longo do tempo, as criaturas ainda se aninham nas perturbadoras crises de descrença e vazio existencial, e vamos em direção a novos ciclos de dor, que desabrocham a partir das atitudes e escolhas enfermiças.

Raríssimos escapam de semelhante "roda da vida".

Isso é o carma, a teia da existência tecida por nós mesmos nos roteiros da reencarnação.

Carma não é por fora, é por dentro de nós.

As insatisfações de fora espelham a rebeldia interior.

A vida por fora reflete programações da vida mental.

Surge de dentro o que temos no exterior.

Velhos modelos mentais alicerçados em crenças e valores.

Pela forma como reagimos aos episódios da existência, determinamos o curso dos prazeres e desgostos de nossas vidas.

O rebelde, por exemplo, agrava seus passos em autênticos torvelinhos de emoções perturbadoras.

A rebeldia é apressada, inquieta, arrogante e revoltada.

É a feição comportamental de almas que não aceitam a realidade.

Daí tanta amargura, pois a vida é e será sempre o que tem de ser, considerando que tudo o que nos cerca reflete o que somos ou seremos.

Rebeldia significa relutância, teimosia, inconformação.

Há quem nela veja uma virtude, conceituando-a como um ato de resistência, bravura e coragem em não se abater diante dos reveses.

Estreito limite existe entre o carácter patológico da rebeldia e esse aspecto que alguns tomam como qualidade.

Analisemos o tema.

O rebelde paralisa. O corajoso avança.

O rebelde sofre. O corajoso liberta-se.

A rebeldia torna a criatura apressada, agitada interiormente e com avançados níveis de ansiedade ou depressão.

Uma personalidade rebelde debate-se intimamente, tem baixíssimo nível de tolerância às frustrações e uma conduta irritável.

Uma personalidade corajosa avança com serenidade, ultrapassando sua zona mental de conforto com moderação e lucidez.

A rebeldia tira a condição de pessoa centrada em valores e metas para situá-la nos dois extremos do psiquismo revoltado: ora na arrogância, ora na descrença.

A arrogância é a atitude daqueles que ainda encontram energia para expressar sua inconformação.

A descrença é o estado de quantos já se encontram exauridos de tanto reagir aos alvitres da existência.

Quando na arrogância, a alma se afoga nas vertigens da insensatez.

Quando na descrença, tomba nas armadilhas do medo.

Na arrogância, nossa maior ilusão é não aceitar o eu real em detrimento do eu ideal.

Romper com a imagem que o ego construiu sobre nós, para nos defender da angustiante realidade do que somos.

Na descrença, nossa maior dificuldade é aceitar que a vida jamais será como queremos.

Nisso reside nossa incapacidade em lidar com perdas e sonhos desfeitos ou não alcançados.

A arrogância traz a sofreguidão das metas que se desfazem como bolhas de sabão aos nossos olhos, levando-nos ao vício de sermos exímios fabricantes de sentidos para a vida pessoal e daqueles que nos cercam.

A descrença traz a paralisia da depressão que nos aprisiona no catre da ausência de sentido, subtraindo-nos a alegria do ato de viver.

O arrogante é um inveterado "criador de destinos", com os quais procura atender a sua inesgotável tendência de gerir a vida alheia, na condição de um semideus.

O descrente é um cultor da revolta que está atemorizado com a morte de sua vida idealizada e impossível.

Arrogância e descrença são extremos psicológicos e emocionais de um mesmo motivo:
a acção de não aceitar os processos necessários da vida e suas leis de progresso.

Ambos, arrogantes e descrentes, são pessoas que temem ardentemente a queda, o fracasso, o desacerto.

O arrogante, com medo de errar, tenta demais e tomba na prepotência.

O descrente, com medo do erro, evita arriscar e escolher.

O arrogante se vê além do que é.

O descrente foge de quem é.

Estar em quaisquer destas extremidades significa limite e nível patológico da vida mental.

Nesse clima da vida interior, a maior enfermidade dos dias atuais instala-se sorrateira e decisiva:
a ausência de sentido para os dias da nossa existência.

Arrogantes e descrentes caminham ao sabor de intermináveis combates íntimos que sugam as forças morais e minam os ideais possíveis.

Estabelece-se uma lastimável pressão sobre os pensamentos, causando um estado de confusão mental.

Um desgosto, abrupto e dominador, subtrai significativa parcela do afecto e da sensibilidade.

Cansadas, tais criaturas correm atrás do dever ao peso de dor e desânimo, cobrança e rigidez.

Rebeldia é resultante da ausência de habilidade em movimentar o mais sublime patrimônio conferido pelo Criador à criatura: a fé.

A fé é o combustível do ato de viver.

A energia interior que vêm das profundezas inabordáveis da alma para equilibrar nossa mente e nos nutrir com a energia da vida, a energia de Deus, que sustenta o universo em profusão.

Fé é essa força que está no íntimo de nós mesmos qual uma pepita reluzente acomodada no lago pantanoso de nossa sombra.

A luz escondida que necessita ser colocada no velador, onde possa iluminar nossa vida consciente.

A sombra é também um centro de talentos e qualidades ocultas que solicitam manifestação.

O contato com a energia da fé desperta o estado de otimismo, irradia a paciência, espalha a confiança e fortalece a resignação nas atitudes, levando-nos a aceitar a vida como ela é.

A fé mantém a mente em harmonia e domínio interior, por consequência, habituando-nos a agir com foco no presente, sem as agonias com o futuro ou os descontentamentos do passado.

Estar no presente significa viver, ter sentido para continuar um dia após o outro na busca consciente por metas e motivações.

Uma de suas propriedades energéticas mais importantes é a função selectiva.

Como fosse uma bateia - recipiente para garimpar metais preciosos nos rios -, ela selecciona o que há de melhor em nosso campo psíquico.

É uma chave para abrir o Self divino que está adormecido em nosso íntimo.

Ela é a base da vida em toda parte.

É a alma da esperança, sem a qual não conseguimos enxergar a trilha excelsa traçada por Deus para nossa felicidade.

É a fonte do prazer de viver.

Sem esperança como viver?

Ela é o efeito no campo dos sentimentos quando encontramos o ritmo vibratório de Deus na vida.

Surge quando identificamos o fluxo de energias divinas que conspiram para a nossa ascensão.

Dizem os Sábios Instrutores:

"Inspiração divina, a fé desperta todos os instintos nobres que encaminham o homem para o bem.
É a base da regeneração.

Preciso é, pois, que essa base seja forte e durável, porquanto, se a mais ligeira dúvida a abalar, que será do edifício que sobre ela construirdes?

Toda a nobreza espiritual da qual somos herdeiros de Deus somente poderá se expressar sob o influxo da fé.

Todos os instintos em nós colocados para o progresso, sob sua tutela são dirigidos para tornar a nossa vida um ato de dignidade repleto de alegria e prazer de viver.


Ermance Dufaux






Remorso: 
EGOÍSMO / ILUSÃO - DESILUSÃO NA ERRATICIDADE
QUEDA: sensação de fracasso
REMORSO: fixação crónica no sentimento de culpa
Dor - Resgate
REENCARNAÇÃO DESAJUSTE COM AS PROVAS PESSOAIS
DESAPONTAMENTO + FRUSTRAÇÃO = REBELDIA
INSATISFAÇÃO CRÓNICA COM A VIDA
Dor - resgate
INSATISFAÇÃO CRÓNICA COM A VIDA
leque emocional do remorso
MEDO (PERFECCIONISMO)
Culpa (Punição)
Tristeza (Baixa auto-estima)
Perfeccionismo: novos ciclos de dor
Angústia: ARROGÂNCIA; Descrença
Arrogância: adoecimento mental
Descrença: Adoecimento mental - Depressão / Tédio / Ausência de sentido para viver / Retomada da programação mental de queda e remorso