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terça-feira, 14 de março de 2023

Walter - Livro Amor Sem Adeus - Mensagens familiares de Walter Perrone / Chico Xavier - 14 - Quinta carta



Walter - Livro Amor Sem Adeus - Mensagens familiares de Walter Perrone / Chico Xavier - 14


Quinta carta


Velhinha santa, minha querida mãe. Sônia, sempre irmã do coração. Maria Joana, devotada amiga. Irmãos nossos. Deus nos abençoe!

E não posso, mãezinha, esquecer o beijo da bênção. Peça a Deus por seu filho que torna ao lápis com o carinho e a gratidão de todos os dias.

Mãezinha, não há necessidade de sonoterapia. Converse com o nosso amigo Dr. Edgard. Em sonoterapia, diz meu avô Perrone, já se encontra quem na Terra busca os meios de alcançar a vida melhor. 

Cada pessoa está num certo grau de amnésia, enquanto na experiência física, porque num cérebro de recursos terrenos, apenas constituído por esses elementos, deve estar condicionado a certo tipo de carga mental. 

Por isso, velhinha do meu coração, não há necessidade de se recorrer, em nosso caso, aos processos de ausência curativa, se podemos nomear a sonoterapia com alguma expressão que mais seguramente a designe.

Graças a Deus, querida mãezinha, não se delongou a aplicação e temos sua presença aí conosco. 

Firme e valorosa, lembrando árvore forte na tempestade. O vento pode retorcer-lhe os braços e despojá-la de algumas flores, mas a árvore benfeitora permanece verde, como se quisesse viver sempre vestida na cor da esperança, produzindo sempre mais refúgio e mais amor no auxilio aos outros. É isso mesmo. Não desanimar para permanecer.

A Terra, mãezinha, é a nossa escola. Cada criatura está com a responsabilidade por determinadas lições. Se os ensinamentos de que necessitamos se constituem de desprendimentos e compreensão, sejamos aprendizes fiéis aos nossas deveres.

E que o curso supletivo da caridade esteja em nossas cogitações diárias, deve ser o nosso desejo, porque será sempre no trabalho do bem para os outros que encontraremos a nossa felicidade. 

Migalha aqui, migalha ali, uma bênção de cá, outra de lá, e parece que a luz vai brilhando mais um tanto. 

A gente não percebe, de pronto, mas um dia, os olhos se enriquecem de vantagens novas e então reconhecemos que tudo quanto se fez no auxilio ao próximo, foi a nós que o fizemos.

Ninguém precisa pensar no pagamento da gratidão. Ninguém precisa manifestar-nos reconhecimento, se somos nós os intérpretes do serviço aos que faceiam problemas e lutas maiores do que as nossas. 

O privilégio cabe a quem levantou as alegrias do bem para que o bem permaneça nos caminhos do coração. 

Esta é uma aula em que seu filho recorda todos os dias, o imperativo de compreender com Jesus a lei do amor, pela qual aquele que auxilia é sempre o contemplado por auxílio mais amplo.

Nesse sentido, rogo à senhora e a meu pai, tanto aos irmãos, para que a paz seja irradiada de nossos pensamentos em favor de quantos nos compartilhem a vivência diária. 

Mãezinha, ninguém faz o mal ou tenta praticá-lo porque o conheça conscientemente. Isso é assim porque o mal é ausência do bem ou desequilíbrio da vida, e sempre que desajustamos essa ou aquela peça na engrenagem pela qual se sustém a harmonia dos outros, somos compelidos a restaurar a brecha feita.

Compaixão e entendimento devem ser ingredientes de nossa vida diária.

Agradeço tudo o que a minha querida velhinha está realizando por meu sossego e pode crer que seu filho está bem.

Qualquer dificuldade nos problemas da vida familiar, no fundo, é acidente.

Todos nos amamos tanto e nos queremos tanto uns aos outros no círculo doméstico que, por vezes, aquilo que deveria ser aceito e compreendido, se faz motivação para cuidados desnecessários. Estamos juntos embora, em certas ocasiões, no lar o desajuste possa surgir para que a rearmonização nos acrescente a felicidade.

Peço dizer ao papai que ele está com a solução certa e correta, quanto às providências da vida. Papai é aquele homem com luz de Sol no Espírito, cujas decisões são sempre baseadas em carinho e justiça na caminhada humana.

Como vemos, querida velhinha, a sonoterapia em nosso caso é desaconselhável. É imperioso despertar, cada vez mais, o nosso próprio discernimento e agir com equilíbrio e serenidade.

Muitas parcelas indispensáveis à suspirada soma de tranquilidade, esperaremos receber de Deus pela bolsa do tempo. Na contabilidade das horas, todos os recursos vão chegando, a premiarem o trabalho de quantos se dedicam à procura da paz.

Diga ao Berto que nossas tarefas vão seguindo muito bem. Nunca esmorecer, e colocar obrigações para cima de nossos desejos, para que se transformem na luz de que não prescindimos para a caminhada com segurança. A ele, e à querida esposa com os filhinhos, o afeto e a gratidão de sempre. Por nossa querida Sônia continuemos velando fraternalmente.

Mãezinha, agradecemos à nossa querida Maria Joana, nossa irmã de ideal e tarefas, pelas realizações que vamos conseguindo. A ela e às outras irmãs, o nosso reconhecimento. Nosso prezado Gerson está aqui conosco e está feliz notando o carinho maternal na direção daqueles amigos nossos, especialmente as crianças, que os tecidos esculturados vão agasalhando e vestindo. 

Beneficência é investimento muito importante, rende juros incalculáveis nos dois mundos, aí e aqui.

Outros amigos vieram. Nosso amigo Diogo Garcia e nosso irmão Joaquim, lembrados em nossas conversações e preces, vieram agradecer, especialmente à nossa irmã Ocirema.

E companheiros aqui domiciliados, presentes à reunião, recomendam a mim, pequeno irmão e servidor, para que lhes entregue o carinho aos pais presentes. Áulus e Amaury rogam aos pais queridos coragem e esperança. Amaury espera oportunidade para se evidenciar ele próprio em carta, por aqui, mas deseja acertar problemas do sentimento, conquanto reafirme aos pais que está sempre na faixa doméstica do carinho em que se unem, nas tarefas de Americana. E Áulus abraça os queridos progenitores, que esperam sempre as expressões escritas. Também ele aguarda recursos de integração com o processo mediúnico da escrita, mas diz à mãezinha, nossa irmã D. Camélia, que ela o registra quase que constantemente, de vez que, pelas recordações e preces, estão sempre unidos.

São tantos os amigos e quase todos nos identificamos pelo gênero da libertação do corpo físico. Quase todos nós, incluindo o Nasser e o José Roberto, tivemos o resgate final pelo impacto que nos transferiu de repente, de um campo a outro da vida. Mas é bom esquecer o que não serve para alcançarmos aquilo que presta. E desse modo, ficamos por aqui a reunirmos todos em prece pela felicidade de todos os que mais amamos.

Santa velhinha do meu coração, fique sempre com Deus. Haja o que houver, abençoe sempre e ame a todos, procurando realizar o melhor. Ao papai, toda a minha confiança de filho reconhecido. As duas Sônias e ao Berto com as crianças, o carinho que não se apaga em minha lembrança, e beijando-a, mãezinha, a desejar-lhe no segundo domingo do mês de maio próximo, um Dia Sempre Feliz, pede a sua bênção e beija ainda a sua face querida, o filho que acompanha os seus passos como quem não deseja afastar-se do anjo que lhe deu a vida em nome de Deus.

Sempre seu filho, cada vez mais seu


Walter










segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Walter Perrone - Livro Amor sem Adeus - Mensagens familiares / Chico Xavier - Cap. 10 - Terceira carta



Walter Perrone - Livro Amor sem Adeus - Mensagens familiares / Chico Xavier - Cap. 10


Terceira carta


Querida mãezinha, querida Soninha, corações queridos de meu coração, peço a Deus que nos abençoe.

Não podia, de minha parte, faltar ao nosso encontro. Às vezes — compreendo isso agora com bastante clareza — depois da morte física, estamos na condição de uma chave humana, manejada pelo amor e pela abnegação de Jesus, para solucionar muitos problemas ou abrir as portas da compreensão e da paz.

Querida velhinha e santa benfeitora de meus dias, graças a Deus, as suas forças estão renovadas. Papai e nosso querido Berto encontram em seu carinho a energia e a firmeza para decidirem caminhos a seguir adiante com nossos encargos.

Velhinha abençoada, o seu coração querido reconhece que também, de meu lado, muito me preocupei pela saúde do papai… 

Felizmente o querido pai e nosso melhor amigo está melhorando, e, melhorando sempre mais a fim de tomar as rédeas de nossas tarefas e refazer a alegria de nossa casa mãezinha, não se inquiete, as lutas na Terra são como nuvens no céu. 

Essas sombras condensadas desaparecem perante a luz da fé, assim como as nuvens se dissipam perante o sol. É preciso compreender a vida para que possamos vivê-la no proveito necessário. Digo assim, para confirmar a nessa necessidade de paz e conformação.

O carinho não morre naqueles que se despedem do mundo, no entanto creio que a presença da morte, ou melhor, o estado de distância nos ensina a amar como se deve e não como se deseja.

Rogo a todos, incluindo Soninha e Berto, para que me auxiliem a construir a precisa compreensão com a serenidade necessária. 

Problemas surgem no mundo que não podemos solucionar com recursos financeiros, porque esses recursos não atingiriam as forças de que dependemos na intimidade dos corações para readquirirmos a paz.

Nossa querida Su velará por nosso Waltlinho. E conquanto sem o corpo físico, já que me vejo agora em outras dimensões da vida, seguirei o filhinho querido, entregando a ele quanto possível, o amor que lhe devemos e o carinho com que ele vive dentro de nós.

Diga, mãezinha querida, ao querido papai e ao nosso Carlos Roberto para seguirmos em nossas atividades; trabalhando, levantaremos o futuro melhor.

E por maiores que sejam as nossas dificuldades, conservaremos a certeza de que no trabalho de hoje, formamos os recursos indispensáveis à segurança nos dias do futuro.

Aquela abençoada oficina de serviço em que papai nos formou é um templo de fé viva, na qual recebemos tantas bênçãos. E essas bênçãos maiores criaram as nossas melhores alegrias.

Que a vida continue como é, e, com as lições que ela encerra, saibamos viver da melhor maneira pela qual possamos ser úteis.

Em 23 de agosto do ano passado, se bem me lembro, disse a você, minha querida velhinha e ao meu caro pai: Quanta coisa a fazer!… e os pequeninos… os outros pequeninos que esperam por nós?

Quanto ao mais, querida mãezinha, hoje seu Walter acredita que o amor é uma lágrima de Deus no coração de nós todos, uma lágrima de carinho e de saudade, no momento em que recebemos a razão para sustentar a vida por nós mesmos. Uma lágrima que traremos, através de todos os tempos, até repassarmos à felicidade da perfeita união com Deus. 

Penso assim hoje porque, de qualquer modo, o amor em nós é uma chama que nos ilumina e nos aquece ou nos clareia por dentro como sendo uma chama desnivelada a purificar-nos os sentimentos, seja na incompreensão ou na distância, na angústia de quem não realiza os próprios sonhos ou no sofrimento de quem espera uma presença que parece indefinidamente retardada. 

Habituemo-nos, desse modo, a guardar essa lágrima de Deus no coração, trabalhando e compreendendo para deixarmos a cada criatura a felicidade que não é o nosso modo de ser, mas sim a feição íntima de cada um. 

Rogo a Deus, para que nossa querida Su seja sempre feliz e qualquer que seja a escolha que ela faça quanto ao futuro, em qualquer situação, em que nos vejamos, serei para ela sempre o irmão e o amigo, o colega e o companheiro, colaborando quanto me seja possível, para vê-la tranquila e contente.

Agora mãezinha, abracemos a nossa conversação sobre a caridade, o nosso mais belo ponto de encontro. Continuaremos fazendo o melhor ao nosso alcance, por aqueles corações que o Senhor nos encaminha às atividades na seara nova.

Velhinha querida, organizar a alegria dos outros é alimentar a nossa alegria. Distribuir bondade é investir o bem para que o bem nos felicite o amanhã. Mãezinha, tudo é belo, quando buscamos o bem.

Nosso amigo César, lembrado por nossa irmã Verônica, está presente. Agradece o carinho da esposa e pede-lhe para abençoar os filhos em seu nome. César, Helena, Júlio César e Fátima… nomes que ele diz dentre outros para significar as suas lembranças.

Agradeço à Soninha ter vindo para nosso diálogo entre duas vidas. Berto e a outra irmã, nossa querida Sônia, estão em minha lembrança. Deus nos ampare sempre a todos. Mãezinha querida, anjo de nossas vidas, reconforte o papai e sustente nele aquela coragem que não pode desaparecer.

Estamos juntos, sempre mais juntos. Vovô comigo pede a Jesus para que nos abençoe.

Mãezinha querida, receba aqui, nesta carta de muito amor e de muita gratidão, todo o carinho iluminado de muita saudade, com todo o coração de seu filho, sempre reconhecido.


Walter













Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

domingo, 19 de setembro de 2021

Walter - Livro Amor Sem Adeus - Mensagens familiares de Walter Perrone / Chico Xavier - 14 - Quinta carta




Walter - Livro Amor Sem Adeus - Mensagens familiares de Walter Perrone / Chico Xavier - 14


Quinta carta


Velhinha santa, minha querida mãe. Sônia, sempre irmã do coração. Maria Joana, devotada amiga. Irmãos nossos. Deus nos abençoe!

E não posso, mãezinha, esquecer o beijo da bênção. Peça a Deus por seu filho que torna ao lápis com o carinho e a gratidão de todos os dias.

Mãezinha, não há necessidade de sonoterapia. Converse com o nosso amigo Dr. Edgard. Em sonoterapia, diz meu avô Perrone, já se encontra quem na Terra busca os meios de alcançar a vida melhor. 

Cada pessoa está num certo grau de amnésia, enquanto na experiência física, porque num cérebro de recursos terrenos, apenas constituído por esses elementos, deve estar condicionado a certo tipo de carga mental. 

Por isso, velhinha do meu coração, não há necessidade de se recorrer, em nosso caso, aos processos de ausência curativa, se podemos nomear a sonoterapia com alguma expressão que mais seguramente a designe.

Graças a Deus, querida mãezinha, não se delongou a aplicação e temos sua presença aí conosco. 

Firme e valorosa, lembrando árvore forte na tempestade. O vento pode retorcer-lhe os braços e despojá-la de algumas flores, mas a árvore benfeitora permanece verde, como se quisesse viver sempre vestida na cor da esperança, produzindo sempre mais refúgio e mais amor no auxilio aos outros. É isso mesmo. Não desanimar para permanecer.

A Terra, mãezinha, é a nossa escola. Cada criatura está com a responsabilidade por determinadas lições. Se os ensinamentos de que necessitamos se constituem de desprendimentos e compreensão, sejamos aprendizes fiéis aos nossas deveres.

E que o curso supletivo da caridade esteja em nossas cogitações diárias, deve ser o nosso desejo, porque será sempre no trabalho do bem para os outros que encontraremos a nossa felicidade. 

Migalha aqui, migalha ali, uma bênção de cá, outra de lá, e parece que a luz vai brilhando mais um tanto. 

A gente não percebe, de pronto, mas um dia, os olhos se enriquecem de vantagens novas e então reconhecemos que tudo quanto se fez no auxilio ao próximo, foi a nós que o fizemos.

Ninguém precisa pensar no pagamento da gratidão. Ninguém precisa manifestar-nos reconhecimento, se somos nós os intérpretes do serviço aos que faceiam problemas e lutas maiores do que as nossas. 

O privilégio cabe a quem levantou as alegrias do bem para que o bem permaneça nos caminhos do coração. 

Esta é uma aula em que seu filho recorda todos os dias, o imperativo de compreender com Jesus a lei do amor, pela qual aquele que auxilia é sempre o contemplado por auxílio mais amplo.

Nesse sentido, rogo à senhora e a meu pai, tanto aos irmãos, para que a paz seja irradiada de nossos pensamentos em favor de quantos nos compartilhem a vivência diária. 

Mãezinha, ninguém faz o mal ou tenta praticá-lo porque o conheça conscientemente. Isso é assim porque o mal é ausência do bem ou desequilíbrio da vida, e sempre que desajustamos essa ou aquela peça na engrenagem pela qual se sustém a harmonia dos outros, somos compelidos a restaurar a brecha feita.

Compaixão e entendimento devem ser ingredientes de nossa vida diária.

Agradeço tudo o que a minha querida velhinha está realizando por meu sossego e pode crer que seu filho está bem.

Qualquer dificuldade nos problemas da vida familiar, no fundo, é acidente.

Todos nos amamos tanto e nos queremos tanto uns aos outros no círculo doméstico que, por vezes, aquilo que deveria ser aceito e compreendido, se faz motivação para cuidados desnecessários. Estamos juntos embora, em certas ocasiões, no lar o desajuste possa surgir para que a rearmonização nos acrescente a felicidade.

Peço dizer ao papai que ele está com a solução certa e correta, quanto às providências da vida. Papai é aquele homem com luz de Sol no Espírito, cujas decisões são sempre baseadas em carinho e justiça na caminhada humana.

Como vemos, querida velhinha, a sonoterapia em nosso caso é desaconselhável. É imperioso despertar, cada vez mais, o nosso próprio discernimento e agir com equilíbrio e serenidade.

Muitas parcelas indispensáveis à suspirada soma de tranquilidade, esperaremos receber de Deus pela bolsa do tempo. Na contabilidade das horas, todos os recursos vão chegando, a premiarem o trabalho de quantos se dedicam à procura da paz.

Diga ao Berto que nossas tarefas vão seguindo muito bem. Nunca esmorecer, e colocar obrigações para cima de nossos desejos, para que se transformem na luz de que não prescindimos para a caminhada com segurança. A ele, e à querida esposa com os filhinhos, o afeto e a gratidão de sempre. Por nossa querida Sônia continuemos velando fraternalmente.

Mãezinha, agradecemos à nossa querida Maria Joana, nossa irmã de ideal e tarefas, pelas realizações que vamos conseguindo. A ela e às outras irmãs, o nosso reconhecimento. Nosso prezado Gerson está aqui conosco e está feliz notando o carinho maternal na direção daqueles amigos nossos, especialmente as crianças, que os tecidos esculturados vão agasalhando e vestindo. 

Beneficência é investimento muito importante, rende juros incalculáveis nos dois mundos, aí e aqui.

Outros amigos vieram. Nosso amigo Diogo Garcia e nosso irmão Joaquim, lembrados em nossas conversações e preces, vieram agradecer, especialmente à nossa irmã Ocirema.

E companheiros aqui domiciliados, presentes à reunião, recomendam a mim, pequeno irmão e servidor, para que lhes entregue o carinho aos pais presentes. Áulus e Amaury rogam aos pais queridos coragem e esperança. Amaury espera oportunidade para se evidenciar ele próprio em carta, por aqui, mas deseja acertar problemas do sentimento, conquanto reafirme aos pais que está sempre na faixa doméstica do carinho em que se unem, nas tarefas de Americana. E Áulus abraça os queridos progenitores, que esperam sempre as expressões escritas. Também ele aguarda recursos de integração com o processo mediúnico da escrita, mas diz à mãezinha, nossa irmã D. Camélia, que ela o registra quase que constantemente, de vez que, pelas recordações e preces, estão sempre unidos.

São tantos os amigos e quase todos nos identificamos pelo gênero da libertação do corpo físico. Quase todos nós, incluindo o Nasser e o José Roberto, tivemos o resgate final pelo impacto que nos transferiu de repente, de um campo a outro da vida. Mas é bom esquecer o que não serve para alcançarmos aquilo que presta. E desse modo, ficamos por aqui a reunirmos todos em prece pela felicidade de todos os que mais amamos.

Santa velhinha do meu coração, fique sempre com Deus. Haja o que houver, abençoe sempre e ame a todos, procurando realizar o melhor. Ao papai, toda a minha confiança de filho reconhecido. As duas Sônias e ao Berto com as crianças, o carinho que não se apaga em minha lembrança, e beijando-a, mãezinha, a desejar-lhe no segundo domingo do mês de maio próximo, um Dia Sempre Feliz, pede a sua bênção e beija ainda a sua face querida, o filho que acompanha os seus passos como quem não deseja afastar-se do anjo que lhe deu a vida em nome de Deus.

Sempre seu filho, cada vez mais seu


Walter







sábado, 12 de setembro de 2020

Walter Perrone - Livro Amor sem Adeus - Mensagens familiares / Chico Xavier - Cap. 10 - Terceira carta



Walter Perrone - Livro Amor sem Adeus - Mensagens familiares / Chico Xavier - Cap. 10


Terceira carta


Querida mãezinha, querida Soninha, corações queridos de meu coração, peço a Deus que nos abençoe.

Não podia, de minha parte, faltar ao nosso encontro. Às vezes — compreendo isso agora com bastante clareza — depois da morte física, estamos na condição de uma chave humana, manejada pelo amor e pela abnegação de Jesus, para solucionar muitos problemas ou abrir as portas da compreensão e da paz.

Querida velhinha e santa benfeitora de meus dias, graças a Deus, as suas forças estão renovadas. Papai e nosso querido Berto encontram em seu carinho a energia e a firmeza para decidirem caminhos a seguir adiante com nossos encargos.

Velhinha abençoada, o seu coração querido reconhece que também, de meu lado, muito me preocupei pela saúde do papai… 

Felizmente o querido pai e nosso melhor amigo está melhorando, e, melhorando sempre mais a fim de tomar as rédeas de nossas tarefas e refazer a alegria de nossa casa mãezinha, não se inquiete, as lutas na Terra são como nuvens no céu. 

Essas sombras condensadas desaparecem perante a luz da fé, assim como as nuvens se dissipam perante o sol. É preciso compreender a vida para que possamos vivê-la no proveito necessário. Digo assim, para confirmar a nessa necessidade de paz e conformação.

O carinho não morre naqueles que se despedem do mundo, no entanto creio que a presença da morte, ou melhor, o estado de distância nos ensina a amar como se deve e não como se deseja.

Rogo a todos, incluindo Soninha e Berto, para que me auxiliem a construir a precisa compreensão com a serenidade necessária. 

Problemas surgem no mundo que não podemos solucionar com recursos financeiros, porque esses recursos não atingiriam as forças de que dependemos na intimidade dos corações para readquirirmos a paz.

Nossa querida Su velará por nosso Waltlinho. E conquanto sem o corpo físico, já que me vejo agora em outras dimensões da vida, seguirei o filhinho querido, entregando a ele quanto possível, o amor que lhe devemos e o carinho com que ele vive dentro de nós.

Diga, mãezinha querida, ao querido papai e ao nosso Carlos Roberto para seguirmos em nossas atividades; trabalhando, levantaremos o futuro melhor.

E por maiores que sejam as nossas dificuldades, conservaremos a certeza de que no trabalho de hoje, formamos os recursos indispensáveis à segurança nos dias do futuro.

Aquela abençoada oficina de serviço em que papai nos formou é um templo de fé viva, na qual recebemos tantas bênçãos. E essas bênçãos maiores criaram as nossas melhores alegrias.

Que a vida continue como é, e, com as lições que ela encerra, saibamos viver da melhor maneira pela qual possamos ser úteis.

Em 23 de agosto do ano passado, se bem me lembro, disse a você, minha querida velhinha e ao meu caro pai: Quanta coisa a fazer!… e os pequeninos… os outros pequeninos que esperam por nós?

Quanto ao mais, querida mãezinha, hoje seu Walter acredita que o amor é uma lágrima de Deus no coração de nós todos, uma lágrima de carinho e de saudade, no momento em que recebemos a razão para sustentar a vida por nós mesmos. Uma lágrima que traremos, através de todos os tempos, até repassarmos à felicidade da perfeita união com Deus. 

Penso assim hoje porque, de qualquer modo, o amor em nós é uma chama que nos ilumina e nos aquece ou nos clareia por dentro como sendo uma chama desnivelada a purificar-nos os sentimentos, seja na incompreensão ou na distância, na angústia de quem não realiza os próprios sonhos ou no sofrimento de quem espera uma presença que parece indefinidamente retardada. 

Habituemo-nos, desse modo, a guardar essa lágrima de Deus no coração, trabalhando e compreendendo para deixarmos a cada criatura a felicidade que não é o nosso modo de ser, mas sim a feição íntima de cada um. 

Rogo a Deus, para que nossa querida Su seja sempre feliz e qualquer que seja a escolha que ela faça quanto ao futuro, em qualquer situação, em que nos vejamos, serei para ela sempre o irmão e o amigo, o colega e o companheiro, colaborando quanto me seja possível, para vê-la tranquila e contente.

Agora mãezinha, abracemos a nossa conversação sobre a caridade, o nosso mais belo ponto de encontro. Continuaremos fazendo o melhor ao nosso alcance, por aqueles corações que o Senhor nos encaminha às atividades na seara nova.

Velhinha querida, organizar a alegria dos outros é alimentar a nossa alegria. Distribuir bondade é investir o bem para que o bem nos felicite o amanhã. Mãezinha, tudo é belo, quando buscamos o bem.

Nosso amigo César, lembrado por nossa irmã Verônica, está presente. Agradece o carinho da esposa e pede-lhe para abençoar os filhos em seu nome. César, Helena, Júlio César e Fátima… nomes que ele diz dentre outros para significar as suas lembranças.

Agradeço à Soninha ter vindo para nosso diálogo entre duas vidas. Berto e a outra irmã, nossa querida Sônia, estão em minha lembrança. Deus nos ampare sempre a todos. Mãezinha querida, anjo de nossas vidas, reconforte o papai e sustente nele aquela coragem que não pode desaparecer.

Estamos juntos, sempre mais juntos. Vovô comigo pede a Jesus para que nos abençoe.

Mãezinha querida, receba aqui, nesta carta de muito amor e de muita gratidão, todo o carinho iluminado de muita saudade, com todo o coração de seu filho, sempre reconhecido.


Walter













Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano

sábado, 5 de setembro de 2020

Walter Perrone - Livro Amor sem Adeus - Mensagens familiares de Walter Perrone / Chico Xavier - Cap. 14 - Quinta carta





Walter Perrone - Livro Amor sem Adeus - Mensagens familiares de Walter Perrone / Chico Xavier - Cap. 14


Quinta carta


Velhinha santa, minha querida mãe. Sônia, sempre irmã do coração. Maria Joana, devotada amiga. Irmãos nossos. Deus nos abençoe!

E não posso, mãezinha, esquecer o beijo da bênção. Peça a Deus por seu filho que torna ao lápis com o carinho e a gratidão de todos os dias.

Mãezinha, não há necessidade de sonoterapia. Converse com o nosso amigo Dr. Edgard. Em sonoterapia, diz meu avô Perrone, já se encontra quem na Terra busca os meios de alcançar a vida melhor. 

Cada pessoa está num certo grau de amnésia, enquanto na experiência física, porque num cérebro de recursos terrenos, apenas constituído por esses elementos, deve estar condicionado a certo tipo de carga mental. 

Por isso, velhinha do meu coração, não há necessidade de se recorrer, em nosso caso, aos processos de ausência curativa, se podemos nomear a sonoterapia com alguma expressão que mais seguramente a designe.

Graças a Deus, querida mãezinha, não se delongou a aplicação e temos sua presença aí conosco. 

Firme e valorosa, lembrando árvore forte na tempestade. O vento pode retorcer-lhe os braços e despojá-la de algumas flores, mas a árvore benfeitora permanece verde, como se quisesse viver sempre vestida na cor da esperança, produzindo sempre mais refúgio e mais amor no auxilio aos outros. É isso mesmo. Não desanimar para permanecer.

A Terra, mãezinha, é a nossa escola. Cada criatura está com a responsabilidade por determinadas lições. Se os ensinamentos de que necessitamos se constituem de desprendimentos e compreensão, sejamos aprendizes fiéis aos nossos deveres.

E que o curso supletivo da caridade esteja em nossas cogitações diárias, deve ser o nosso desejo, porque será sempre no trabalho do bem para os outros que encontraremos a nossa felicidade. 

Migalha aqui, migalha ali, uma bênção de cá, outra de lá, e parece que a luz vai brilhando mais um tanto. 

A gente não percebe, de pronto, mas um dia, os olhos se enriquecem de vantagens novas e então reconhecemos que tudo quanto se fez no auxilio ao próximo, foi a nós que o fizemos.

Ninguém precisa pensar no pagamento da gratidão. Ninguém precisa manifestar-nos reconhecimento, se somos nós os intérpretes do serviço aos que faceiam problemas e lutas maiores do que as nossas. 

O privilégio cabe a quem levantou as alegrias do bem para que o bem permaneça nos caminhos do coração. 

Esta é uma aula em que seu filho recorda todos os dias, o imperativo de compreender com Jesus a lei do amor, pela qual aquele que auxilia é sempre o contemplado por auxílio mais amplo.

Nesse sentido, rogo à senhora e a meu pai, tanto aos irmãos, para que a paz seja irradiada de nossos pensamentos em favor de quantos nos compartilhem a vivência diária. 

Mãezinha, ninguém faz o mal ou tenta praticá-lo porque o conheça conscientemente. Isso é assim porque o mal é ausência do bem ou desequilíbrio da vida, e sempre que desajustamos essa ou aquela peça na engrenagem pela qual se sustém a harmonia dos outros, somos compelidos a restaurar a brecha feita.

Compaixão e entendimento devem ser ingredientes de nossa vida diária.

Agradeço tudo o que a minha querida velhinha está realizando por meu sossego e pode crer que seu filho está bem.

Qualquer dificuldade nos problemas da vida familiar, no fundo, é acidente. 

Todos nos amamos tanto e nos queremos tanto uns aos outros no círculo doméstico que, por vezes, aquilo que deveria ser aceito e compreendido, se faz motivação para cuidados desnecessários. Estamos juntos embora, em certas ocasiões, no lar o desajuste possa surgir para que a rearmonização nos acrescente a felicidade.

Peço dizer ao papai que ele está com a solução certa e correta, quanto às providências da vida. Papai é aquele homem com luz de Sol no Espírito, cujas decisões são sempre baseadas em carinho e justiça na caminhada humana.

Como vemos, querida velhinha, a sonoterapia em nosso caso é desaconselhável. É imperioso despertar, cada vez mais, o nosso próprio discernimento e agir com equilíbrio e serenidade.

Muitas parcelas indispensáveis à suspirada soma de tranquilidade, esperaremos receber de Deus pela bolsa do tempo. Na contabilidade das horas, todos os recursos vão chegando, a premiarem o trabalho de quantos se dedicam à procura da paz.

Diga ao Berto que nossas tarefas vão seguindo muito bem. Nunca esmorecer, e colocar obrigações para cima de nossos desejos, para que se transformem na luz de que não prescindimos para a caminhada com segurança. A ele, e à querida esposa com os filhinhos, o afeto e a gratidão de sempre. Por nossa querida Sônia continuemos velando fraternalmente.

Mãezinha, agradecemos à nossa querida Maria Joana, nossa irmã de ideal e tarefas, pelas realizações que vamos conseguindo. A ela e às outras irmãs, o nosso reconhecimento. Nosso prezado Gerson está aqui conosco e está feliz notando o carinho maternal na direção daqueles amigos nossos, especialmente as crianças, que os tecidos esculturados vão agasalhando e vestindo.

Beneficência é investimento muito importante, rende juros incalculáveis nos dois mundos, aí e aqui.

Outros amigos vieram. Nosso amigo Diogo Garcia e nosso irmão Joaquim, lembrados em nossas conversações e preces, vieram agradecer, especialmente à nossa irmã Ocirema.

E companheiros aqui domiciliados, presentes à reunião, recomendam a mim, pequeno irmão e servidor, para que lhes entregue o carinho aos pais presentes. Áulus e Amaury rogam aos pais queridos coragem e esperança. Amaury espera oportunidade para se evidenciar ele próprio em carta, por aqui, mas deseja acertar problemas do sentimento, conquanto reafirme aos pais que está sempre na faixa doméstica do carinho em que se unem, nas tarefas de Americana. E Áulus abraça os queridos progenitores, que esperam sempre as expressões escritas. Também ele aguarda recursos de integração com o processo mediúnico da escrita, mas diz à mãezinha, nossa irmã D. Camélia, que ela o registra quase que constantemente, de vez que, pelas recordações e preces, estão sempre unidos.

São tantos os amigos e quase todos nos identificamos pelo gênero da libertação do corpo físico. Quase todos nós, incluindo o Nasser e o José Roberto, tivemos o resgate final pelo impacto que nos transferiu de repente, de um campo a outro da vida. Mas é bom esquecer o que não serve para alcançarmos aquilo que presta. E desse modo, ficamos por aqui a reunirmos todos em prece pela felicidade de todos os que mais amamos.

Santa velhinha do meu coração, fique sempre com Deus. Haja o que houver, abençoe sempre e ame a todos, procurando realizar o melhor. Ao papai, toda a minha confiança de filho reconhecido. As duas Sônias e ao Berto com as crianças, o carinho que não se apaga em minha lembrança, e beijando-a, mãezinha, a desejar-lhe no segundo domingo do mês de maio próximo, um Dia Sempre Feliz, pede a sua bênção e beija ainda a sua face querida, o filho que acompanha os seus passos como quem não deseja afastar-se do anjo que lhe deu a vida em nome de Deus.

Sempre seu filho, cada vez mais seu


Walter









Fonte: Bíblia do Caminho † Testamento Xavieriano